Questão Basca – Processo Histórico e Atual

PROFº: WELLIGTON Frente: 02 Aula: 22

MA260907 PE / CN / ES

CONFLITOS ÉTNICO-POLÍTICOS MUNDIAIS.
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Quando nos dispomos a pensar as transformações sociais ocorridas há bem pouco tempo, somos forçados a encarar algumas conclusões assustadoras. A principio, imaginávamos que, com a queda do Muro de Berlim e o fim da bipolaridade, haveria um período de valorização dos preceitos democráticos e o início de uma era de paz no mundo. Mas isso não ocorreu. Uma das características do final do século XX é o excessivo número de conflitos internos aos Estados. O fim da Guerra Fria significou o início de conflitos isolados, motivados por rivalidades étnico-religiosas que haviam sido congeladas por regimes totalitários tanto na União Soviética quanto na Iugoslávia. Conflitos herdados da Guerra Fria, como a guerra civil em Angola, e a desigual distribuição das riquezas também resistem às portas do século XXI. A nova ordem mundial transformou-se numa grande incógnita quanto ao futuro de estabilidade e paz mundial.

conservando a sua língua, os seus usos e costumes.

A QUESTÃO BASCA NA ESPANHA
Histórico Os ancestrais bascos viviam na região desde 8000 a.C. Desde então, eles se mantêm como uma etnia à parte, com pouca influência das ocupações romanas posteriores. Anexadas pelo reino de Castela entre os séculos 13 e 15, as Províncias bascas passaram a integrar posteriormente a Espanha. O nome Euskadi foi criado no final do século 19, com o surgimento do nacionalismo basco. A partir de 1979, a região adquire o estatuto de Comunidade Autônoma, com Parlamento próprio. A oposição mais radical ao governo de Madri é feita pelo grupo terrorista ETA (Pátria basca e Liberdade), fundado em 1959. Nome: País Basco (Euskadi, em basco) Área: 7.620 km2 População: 2,13 milhões Capital: Vitória Principais cidades: Bilbao e San Sebastián Língua: Espanhol e basco (sem parentesco conhecido com outras línguas européias) A nação basca apresenta uma característica interessante: seu maior elo encontra-se em sua língua, a Euskera, que não se identifica com nenhum ramo lingüístico indo-europeu. Os bascos ocupam a região fronteiriça entre a França e a Espanha, formada pelas províncias espanholas de Biscaia, Guipúscua, Alava e Navarra e pelas províncias francesas de Labourd, Baixa Navarre e Soule. Bandeira do País Basco Em 1959, surgiu a ETA — Euskadi Ta Askatasuna —, que significa “Pátria Basca e Liberdade”, movimento que buscava, a princípio, resgatar as tradições bascas,

Na região basca destacam-se os seguintes partidos: PNV (Partido Nacionalista Basco), o Herri Batasuna (representante da ETA) e o Eukadino Ezkerra (partido de esquerda que não aceita a luta armada). A ditadura fascista do general Franco reprimiu com grande violência todos os movimentos nacionalistas. No País Basco, o vasconço foi proibido assim como qualquer manifestação política ou cultural dos bascos. O Estatuto de Autonomia que havia sido aprovado pelas Cortes em 1936 foi suprimido. A repressão sobre os bascos contribuiu de decisivamente para o radicalismo no interior da ETA e na segunda metade dos anos 60 a organização passou a luta armada, tendo como alvo os membros do aparato de repressão. Porém a forte repressão franquista, que proibiu o uso da Euskera e da bandeira basca, provocou a ação armada desencadeada a partir de 1966. Sua ação mais espetacular foi o atentado que matou o Primeiro Ministro, Almirante Luiz Carrero Blanco, provável sucessor de Franco, em 1973. Durante a ditadura certos assassinatos políticos tiveram grande apoio popular. Em 1978, o rei Juan Carlos promulgou a Constituição, na qual se concedeu maior autonomia às províncias da Catalunha e da Andaluzia e ao próprio País Basco. A maior parte da população basca passou então a rechaçar a luta armada defendida pela ETA, pois estava satisfeita com a liberdade étnica conquistada. Além disso, no final da década de 1990, influenciada pelo acordo de paz na Irlanda do Norte, começou a apoiar os partidos políticos desvinculados da luta armada e a isolar cada vez mais a ala militarizada da ETA, que, sem a sustentação popular, declarou oficialmente o cessar-fogo em novembro de 1999. É importante salientar que, apesar disso e de não encontrar apoio para sua atuação armada, a ala mais radical do movimento não assumiu inteiramente o cessar-fogo, de modo que a possibilidade de novos conflitos não está descartada, como os ocorridos no final de 2000. Em 2001 o IRA, cumprindo parte do acordo assinado anteriormente com o governo britânico, entregou parte do arsenal em troca da retirada parcial de tropas inglesas do norte da ilha, assim como a formação de um governo de coalisão (representantes de católicos e protestantes), fato coincidente com o conflito do Afeganistão, a Doutrina Bush.

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conservador Partido Popular (PP. que fez do processo de paz no País Basco uma prioridade ao assumir o poder em abril de 2004. "Teremos uma resposta baseada na defesa comum dos valores e instituições democráticas. o do abandono definitivo das armas. o ETA diz que irá "suspender o cessar-fogo por tempo indeterminado e atuar em todas as frentes em defesa da Euskal Herria". acrescentou. o fato ocorreu devido o governo espanhol José Maria Aznar ter enviado trapas espanholas ao Iraque . No comunicado redigido em euskera (língua basca). o grupo diz que decidiu "defender com as armas o povo. torturas e perseguições". citando expressamente as instituições européias. para que adotem as medidas que considerem adequadas em prol de se encontrar uma saída negociada para este conflito". O anúncio representa o fim oficial da trégua. com exceção do Fracasso Esta é a terceira vez que o ETA frustra as esperanças do fim da violência depois de duas tentativas anteriores. O ETA anunciou o oficialmente o fim do cessar-fogo permanente. charge ironizando o atentado ocorrido na Espanha. da liberdade e da segurança de todos os cidadãos".com. o que já havia acontecido na prática em 30 de dezembro de 2006. Fale conosco www. "atualmente não há condições mínimas para seguir com o processo de negociação" promovido pelo governo socialista espanhol após o cessarfogo do ETA. em uma decisão qualificada de "equivocada" pelo governo espanhol. o caminho da paz. respaldaram a moção nesse sentido apresentada pelo governante Partido Socialista. Um caminho que só tem um final. "A sociedade espanhola não vai ceder a nenhuma das ameaças ou aos desafios aos quais querem submeter". No texto. Fonte: Folha Online/ Junho de 2007. ETA ANUNCIA FIM DE CESSAR-FOGO France Presse (Modificado). "O governo usa e usará todos os meios para a defesa da convivência. na eficácia das Forças e corpos de segurança do Estado e na colaboração internacional". principal da oposição). quando um atentado do ETA no aeroporto madrileno de Barajas matou duas pessoas. em comunicado enviado aos jornais separatistas bascos "Berria" e "Gara". Observe o mapa onde ocorreram as explosões (atentados) no território espanhol. "nesta linha. o grupo terrorista ETA pediu em um comunicado que "as organizações internacionais" adotem "medidas que considerem adequadas" para obter uma "saída negociada" para o chamado "conflito basco". Em Novembro de 2005. Segundo o grupo armado. na estrita aplicação do Estado de direito. que em quase 40 anos de confrontos com o Estado. está tentando abrir um processo de negociação com os Governos. não anuncia uma trégua. O chefe de governo espanhol. em 1989 e 1998. No comunicado. a organização armada acusa o governo Zapatero de ter "respondido ao cessar-fogo com detenções. um caminho que só pode ser iniciado e percorrido com a renúncia completa à violência". se esta renunciasse às armas. concluiu Zapatero. àquelas que ostentam responsabilidades de Governo. Em seu comunicado. e acrescenta que. depois da qual o grupo retomou as ações terroristas no início de 2000. que considera um "instrumento válido para alcançar um cenário democrático". que havia decretado no dia 22 de março de 2006. Todos os grupos da Câmara. A organização terrorista destaca que "a comunidade internacional não pode se abstrair" e apela "ao conjunto das organizações internacionais e. José Luis Rodríguez Zapatero. prosseguiu Zapatero. segundo os jornais internacionais. apoiando o Presidente George W. A ETA. especialmente.portalimpacto. e o Governo espanhol reiterou que o único comunicado que espera é o que anunciará o fim definitivo da violência. Bush.br . após o atentado de 11-09-2001. O Congresso dos Deputados (câmara baixa do Parlamento espanhol) autorizou o Governo de José Luis Rodríguez Zapatero a abrir uma via de diálogo com a ETA. no entanto. o grupo terrorista lembra seu apoio a uma proposta de 2004 da esquerda independentista basca para dar uma saída à situação. Fontes policiais haviam alertado nos últimos dias o governo sobre iminência de um atentado do ETA. afirmou que o ETA "voltou a se equivocar" tomando esta decisão. que mataram mais de 800. "A decisão do ETA vai radicalmente na direção contrária ao caminho que deseja a sociedade basca e a espanhola. O grupo terrorista ETA (Pátria Basca e Liberdade) anunciou o retorno à luta armada. que é agredido com as armas". afirmou ele.

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