Você está na página 1de 21

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE

DIREITO DA COMARCA DE CUIABA-MT.

Prioridade menor

LUCAS DANIEL GALDINO DA SILVA, brasileiro,


menor de idade, desamparado, RG 2764502-9 SSP-MT, C.P.F. n.º.
063.754.691-12, neste ato representado por sua mãe ELEZIL PINHO DA
SILVA brasileira, pensionista de Isaias” RG 14806001-0, SSP-MT, CPF
980.696.241-91, ambos com endereço na Rua Trinta de Abril, n.º. 8,
Quadra 2, Novo Horizonte, Cuiabá-MT, CEP 78.058-651, que por seu
procurador infra firmado, vem a conspícua presença deste Magistrado
propor a presente:

AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTE DE HOMICIDIO COM


PEDIDO DE TUTELA

em face de:

KALIL MIKHAIL MALOUF, brasileiro, casado, CPF 004.718.101-00, RG


213.456, e sua esposa LEILA AYOUB MALUF, brasileira, casada, CPF:
809.596.871-49, RG n° 1574554-6, podendo ser citado no endereço Rod.
Arquiteto Elder Cândia n° 2044, Ribeirão do Lipa, Cuiabá-MT, CEP
78048-904, OU, Av. Historiador Rubens de Mendonça, 1731, Apto 1.307,
Bairro Bosque da Saúde, Cuiabá-MT, CEP 78050-000e ainda endereço
na Rodovia Palmiro Paes de Barros, km 09, Sto. Antônio do Leverger-MT,
CEP 78090-700, fazenda própria local dos fatos.

1/17
QUERINO FERREIRA DE OLIVEIRA, brasileiro, vaqueiro, RG 663460 SSP/MT,
CPF 452.623.491-53, com endereço na Rodovia Palmiro Paes de Barros,
km 09, Sto. Antonio do Leverger-MT, CEP 78090-700;

Pelos fatos e fundamentos a seguir exposto:

DOS FATOS

O autor é menor de idade e foi concebido através do


casamento de anos sua mãe Elezil com Isaias sendo ele pai desta
criança e vítima de um tenebroso homicídio.

Isaias, o pai do menor era catador de minhoca(retirava


minhoca da terra) e fornecia na forma de iscas as barraquinhas que as
revendiam. Essas barracas são facilmente vistas e além disto são
demais de conhecidas para qualquer cidadão que pega estrada para
Sto. Antônio do Leverger-MT onde é possível visualizar no trajeto placas:
“vende-se minhocas”.

Apesar de ser uma profissão pouco reconhecida tratava-


se de ser para Isaias uma profissão nobre e humana haja vista por conta
dela o mesmo era um trabalhador com capacidade de formar família,
fazer e criar filhos tendo dela o necessário para sua subsistência própria
e de sua família sendo um trabalho digno apesar de haver
controvérsias sobre a profissão.

2/17
Pois Bem!

Em data de 06 de março de 2018, Isais estava retirando


minhocas que afloravam na terra dentro da Fazenda dos requeridos,
isso com o consenso e autorização do caseiro da área, que cobrava
uma pequena taxa de alguns reais para tal permissão.

Voltando os olhos ao caso em comento na respectiva


data citada 06, Isaias pensando ser mais um dia de trabalho estava a
retirar minhocas quando foi surpreendido pelo Capanga dos
requeridos. O capanga chama-se Querino e trata-se do mesmo que
recebia a taxa.

Querino estava devidamente armado com um revolver


calibre 32 e chegou dizendo que daquela vez o dono da Fazenda não
havia autorizado a extração de minhoca.

Ao invés de preferir seguir a lei e acionar a Polícia Querino


preferiu fazer a própria justiça atirando em Isaias.

Com o malfeito de Querino para cumprir o combinado


com seu patrão Requerido Sr. Kahlil, o projetil “bala” acertou

3/17
diretamente uma artéria principal de Isaias causando hemorragia e
consequentemente morte do mesmo.

Isaias estava naquele momento acompanhado de


Denisvaldo onde na sequência em ato criminoso e continuo Querino
passou a atirar em Denisvaldo para tentar tirar a vida de Denisvaldo
também que por sorte muita sorte conseguiu fugir na mata sem ser
atingido.
Se não bastasse o malfeito criminoso Querino passou a
forjar uma legitima defesa no depoimento prestado na Delegacia de
Homicidios (DHPP) e ainda para ocultar os tiros que deu em Denisvaldo
teve a pachorra de dizer que perdeu o revolver calibre 32 para não
submete-lo a perícia (Video depoimento do mesmo em anexo). Em ato
contínuo Querino tenta malversar e desviar o foco do proprietário da
Terra, Sr. Kahlil o qual é totalmente responsável por qualquer homicídio
que seus jagunços, capangas e funcionários cometem dentro de suas
terras.
Algo idêntico a este que ficou profundamente conhecido
foi o assassinato de dois pescadores que pescavam dentro da Fazenda
de Arcanjo e agora esse berrante fato foi divulgado por toda imprensa
Estadual ficando conhecido como o fato da Minhoca.(matérias em
anexo).
O autor é menor de idade, dependia economicamente
do pai para sobreviver e apesar de sua mãe e seu genitor se separem

4/17
nunca foi necessário que eles litigassem uma vez que ambos
pactuaram um acordo de que Isaias daria a título de Pensão Mensal
ao menor 1(um) salário mínimo que foi sempre cumprido.

Apesar de viver em condições de muita humildade(1


salário mínimo), o memso era suficiente para comprar comida (uma
cesta básica), pagar o consumo de agua comprar gás para cozinhar
e de fome o menor “não sofria onde ao menos comia” (até rimou).

Lamentavelmente após o homicídio do Pai do Menor, o


mesmo, não recebeu mais pensão e não tem o que comer a partir do
mês corrente. Já a mãe do menor além de estar desempregada sofre
de doença crônica lúpus eritematoso sistêmico e era dependente
financeiramente também do mesmo.

Nada justifica esse homicídio se não um ato reprovável e


criminoso do qual os requeridos devem arcar com suas
responsabilidades.

DAS OBSERVAÇÕES DO CASO CONCRETO COM A LEI DE NOSSO PAÍS

O crime de homicídio caracteriza ilícito tanto criminal,


como civil, uma vez que fere as duas legislações, não podemos afirmar
que a responsabilidade civil decorre da criminal, pois elas surgem de

5/17
acordo com o fato jurídico e ao mesmo tempo, mas devemos salientar
que a conduta civil independe da criminal, como reza o art. 935 do
Código Civil, senão vejamos:

Art. 935. A responsabilidade civil é independente


da criminal, não se podendo questionar mais
sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o
seu autor, quando estas questões se acharem
decididas no juízo criminal.

Ainda está ação pauta diretamente de encontro com a


legislação pois no homicídio (art. 121 do CP e art. 948 do CC); quem
move a ação civil é a vítima (ou seus herdeiros), quem move a ação
penal é o Ministério Público; de regra uma ação geralmente
independe da outra, uma vez que as responsabilidades civil e penal
são independentes (art.935, do Código Civil parte inicial).

Extrai-se do livro Curso de Direito Civil – Responsabilidade


Civil, Paulo Náder nos mostra que:

O homicídio é o tipo central dos crimes contra a vida


e é o ponto culminante da orografia dos crimes. É o
crime por excelência. É o padrão da delinquência
violenta ou sanguinária, que representa uma aversão
atávica às eras primevas, em que a luta pela vida se
operava com o uso normal dos meios brutais e
animalescos. É a mais chocante violação do senso

6/17
moral média da humanidade. (NÁDER apud
HUNGRIA, 2009, p.223)

A vida é um dom natural, e que deve ser protegida pelo


Estado em todas as suas esferas e em todas as suas dimensões, uma
vez que, sendo ela ceifada, não mais terá volta, e no caso de
homicídio, em se tratando de homicídio doloso, ou seja, quando há a
intenção, provoca nos familiares e demais entes da vítima, além da
uma dor moral, vem juntamente um sentimento de revolta e uma certa
ansiedade por uma decisão judicial rápida e que venha a reparar, em
certo ponto, o dano causado de uma forma substancial e justa.

DA REPARAÇÃO DO DANO

É importante salientar, que a reparação do dano à família


da vítima, vai, além do grau do referido dano, até a situação em que
vivia, e passará a viver os dependentes da vítima, vejamos o que diz o
Art. 948 do Código Civil:

Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste,


sem excluir outras reparações:
I - no pagamento das despesas com o tratamento da
vítima, seu funeral e o luto da família;

7/17
II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o
morto os devia, levando-se em conta a duração
provável da vida da vítima.

Salienta-se ainda que a obrigação de indenizar a família


da vítima é totalemnte plausível, uma vez que, a depender da
situação, o autor do crime, terá obrigações a cumprir com a família,
levando-se em consideração a expectativa de vida da vítima, levemos
em consideração, o que diz o caput do referido artigo, quando ele diz
que, “sem excluir outras reparações”, ou seja, isso quer dizer que é
absolutamente possível a indenização por danos morais. A súmula 37
do STF diz “São cumuláveis as indenizações por dano material e moral
oriundos do mesmo fato.” Portanto no caso em lide, é notório que cabe
sim a indenização aos familiares da vítima, como nos mostra Diniz (2007,
p.94) “a lesão não atingiria só a vítima, mas também seus parentes,
amigos, noivo, namorado, cônjuge, e até mesmo amante”, portanto
como está inserido no caput do referido artigo.

DOS ALIMENTOS DOS DEPENDENTES DA VÍTIMA

Na hipótese da vítima possuir dependentes, os quais eram


providos pela mesma, caberá ao causador do dano, a provisão de
alimentos em favor dos dependentes, pois esse fato se caracterizará
como lucro cessante, é bom frisar que somente o fato de ser parente

8/17
da vítima não dá o direito de exigir esse tipo de prestação, é
importante que se coloque qual o real estado de dependência e o seu
vínculo com a vítima vejamos:

“Sergio Cavalieri Filho, diz que “beneficiários da pensão são apenas


aqueles que tinham dependência econômica da vítima”, portanto, é
necessário, para requerer a prestação supracitada, que exista o
vínculo de dependência entre a vítima e os dependentes
propriamente ditos. No caso em tela a autora era convivente do a
vítima, morava com a vítima debaixo do mesmo teto e ainda está
gestante “gravida” de um filho concebido pela vítima que sustentava
a casa.

É também de salutar importância, lembrar que, além dos


dependentes já citados, fazem também jus à verba indenizatória,
aqueles que, à época da morte, dependiam da vítima, ou aqueles que
futuramente, caso a vítima viva estivesse, dele dependesse. É
importante lembrar que o cônjuge, os descendentes, e o convivente,
não precisam provar sua dependência, uma vez que essa é presumida,
ou seja, entende-se que dependeriam dele.

DOS DANOS MORAIS E DO CAPITAL GARANTIDOR

9/17
Com relação aos danos morais, devemos lembrar o que
diz a súmula n.º 37 do STJ:

“são cumuláveis as indenizações por dano


material e dano moral oriundos do mesmo fato”.

Assim portanto no caso de um homicídio, os dependentes


da vítima, além da pensão, terão direito ao pagamento por danos,
uma vez que está totalmente claro no caput do art. 948, quando fala,”
sem excluir outras reparações”.

Ademais é importante frisar, que no caso das


indenizações, leva-se também em conta o padrão de vida que a
vítima e sua família tinham, ou seja, é analisada a renda da vítima,
como nos mostra Gagliano & Filho:

Em caso de homicídio, regra geral, a indenização


material de vida à família de vítima pobre, é
fixada em salário mínimo; Se a vítima não for
pobre, o juiz fixa o valor segundo o que a
mesma efetivamente percebia, ou se pereceu
menor, a expectativa do que
perceberia. (GAGLIANO & FILHO, 2008, p.349)

10/17
O valor da referida indenização será levada em conta de
acordo com princípio da razoabilidade e proporcionalidade, sendo
que será levada em conta a dor sofrida pelos parentes da vítima, e não
deve servir como moeda para enriquecimento, e sim para amenizar
a dor sofrida. Em muitos casos o Superior Tribunal de Justiça está
estipulando esse valor em cerca de duzentos salários mínimos, levando
em conta que, em sentença já proferida, “esse valor não se mostra
nem irrisória, nem excessiva, na cabendo reapreciação”, sendo que
em muitas vezes, leva-se em conta, também, o poder aquisitivo do
causador do dano.

Com relação ao capital garantidor, quando estipulado o


valor em sentença condenatória, e transitado em julgado, pode-se
exigir por parte do credor, um capital garantidor, que pode ser
proveniente de imóveis, títulos da divida pública e também através de
aplicações financeiras em bancos oficiais, sendo que assim garante-se
a obrigação da execução dos alimentos, valendo lembrar, que
enquanto durar essa obrigação esse capital será inalienável e
impenhorável, conforme art. 457-Q do Código de Processo Civil.

A conclusão de que, o nosso Código Civil é bastante claro


no que diz respeito ao pagamento de pensão por parte de pessoas
que cometem crime de homicídio, apontando como deverá ser feita
o cálculo da pensão, até quando os dependentes têm direito de

11/17
receber e também a situação da indenização por dano moral e
material bem como essa indenização deve ser calculada, levando-se
sempre em conta o poder aquisitivo do devedor ale lembrar que nossa
legislação protege aqueles que são vitimas de crimes que estão
incursos nas tipificações do nosso Código Penal, ficando assim com
uma espécie de proteção jurídica.

DO PODER AQUISITIVO DO REQUERIDO

O requerido é milionário considerado um dos mais ricos do


Estado de Mato Grosso, proprietário de incontáveis imóveis em um
caso como exemplo foi devido a receber míseros 44,2 milhões. Veja
matéria a abaixo:

TJ condena Estado a indenizar família em R$ 44


milhões
Herdeiros de Elias Daud Ayoub acionaram Justiça por perda de área de 9.996 hectares, em
Barra do Garças
O Estado de Mato Grosso foi condenado a indenizar em
R$ 44,2 milhões, no último dia 25 de novembro, oito
herdeiros do empresário Elias Daud Ayoub, já falecido. Ele
comprou do Estado, em 1960, uma área de terra de 9.996
hectares, localizada no município de Barra do Garças.

A ação foi movida por Leila Ayoub Maluf e seu esposo,


Kalil Mikael Malouf; Neili Bumlai Ayoub Grunwald e seu
esposo, Geraldo Xaviel Grunwald; Emili Ayoub Giglio e seu

12/17
esposo, Vagner Giglio; e Michel Daud Ayoub Sobrinho e
sua esposa, Rita de Cassia da Silva Campos Ayoub.

Fonte:
http://midianews.com.br/judiciario/tj-condena-estado-a-
indenizar-familia-em-r-44-milhoes/219270

Assim pelo poder aquisitivo alto os requeridos acham se


impunes perante a lei e a família, filhos, conivente esperam só a justiça
haja vista que até o momento os autores sequer manifestaram dar
sequer um real a título de indenização do mal feito, porém dinheiro
para comprar a revolver e bala tem.

DÁ MÉDIA DE VIDA DA VÍTIMA – CALCULO ESTIMADO PENSÃO MENSAL

A expectativa de vida do brasileiro conforme IBGE


atualmente é de 75,8 anos, Isaias era forte, magro fazia exercício
diários, longas caminhadas, oriundos da própria profissão e podia viver
até mais que isto.

Nascido em 14/02/1980 conforme prontuário de


identificação civil Isaias tinha apenas 38(trinta e oito)anos de idade.

13/17
38(trinte a oito) anos de idade menos 75,8(setenta e cinco)
anos de média do IBGE totaliza um resto de vida a Isaias caso não fosse
assassinado de 37,8(trinta e sete anos e oito meses).

Assim deve-se os requeridos arcarem com pensão por


morte para a viúva por 37 anos e 8 meses, devendo ser pago mês a
mês ou uma só parcela somado o total desse período.

DANO MORAL

Sobre o valor auferido por dano moral está autora respeitosamente


requer seja auferido R$ 500.000,00(quinhentos mil reais) ou 500 salários
mínimos haja vista estar dentro dos parâmetros definidos pelo Superior
Tribunal de Justiça Vejamos:

Fonte: Conjur:
https://www.conjur.com.br/2015-mar-04/stj-aumenta-400-mil-
indenizacao-morte-ciclista

JURISPRUDÊNCIA DA CORTE

STJ aumenta em mais de R$ 400 mil


indenização por morte de ciclista

14/17
Por considerar que a indenização fixada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso estava fora
dos padrões do Superior Tribunal de Justiça, a 3ª Turma do STJ aumentou de R$ 55 mil para
R$ 472,8 mil a indenização por danos morais devida por uma empresa de ônibus em
decorrência do atropelamento e morte de um ciclista de 17 anos de idade, ocorrido em março
de 2007 na cidade de Tangará da Serra.

Em seu voto, o relator do caso, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, reiterou o entendimento
pacificado no STJ de que o valor da indenização por dano moral só pode ser alterado na instância
especial quando ínfimo ou exagerado, o que, para ele, ficou caracterizado no caso julgado.

“A indenização por danos morais em casos de morte da vítima vem sendo arbitrada por esta
corte entre 300 e 500 salários mínimos, com o que se deve reputar como ínfimo o montante
global de R$ 55 mil, equivalente a 100 salários mínimos vigentes à época do fato”, declarou.

Segundo o ministro, ficou constatado nos autos que o motorista, preposto da empresa, foi
negligente ao não verificar a possibilidade de haver algum ciclista descendo pela rua onde
aconteceu o acidente, além de desrespeitar as regras de direção defensiva e descumprir a
obrigação de dar segurança e preferência a um veículo de porte menor. A decisão foi
unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

REsp 1.354.384

Se em caso de negligencia o fato é arbitrado nesse valor


o homicídio intencional sacou a arma e propositalmente atirou deve
ser arbitrado em patamares maiores para que também de caráter
pedagógico inibitório em eventual prática reiterada.

DA TUTELA DE URGÊNCIA

O autor é menor de idade está desamparado em


condições sub humanas sem dinheiro para se manter, sem dinheiro

15/17
para conta de energia, sem dinheiro para pequenas compras de
mercado, afinal sem dinheiro mínimo para subsistência por conta que
o provedor de alimentos da casa foi assassinado pelo requeridos.

Não existe divergência na doutrina e na


jurisprudência acerca da possibilidade da concessão da antecipação
dos efeitos da tutela haja vista que, não obstante suas peculiaridades,
trata-se de espécie de demanda judicial como qualquer outra, hábil a
externalizar as diferentes classes de pretensões identificadas pela
doutrina processualista.

No caso em tela, acham-se presentes todos os


elementos necessários ao deferimento da medida, senão vejamos:

Quanto a verossimilhança das alegações trata-se


segundo Athos Gusmão Carneiro “na forte convicção de que tanto as
quaestiones facti como as quaestiones iuris induzem a que o autor,
requerente da antecipação da tutela, merecerá a prestação
jurisdicional a seu favor.” (apud Fredie Didier Jr., Rafael Oliveira e Paula
Sarno Braga, Curso de Direito Processual Civil. 2ª ed. Podivm, 2007. p.
541).

De outro lado, no que tange ao risco de lesão é


de se destacar que a partir do assassinato de Isaias o provedor de
alimentos ao menor o mesmo está na eminência de passar ter seria

16/17
complicações, como já vem tendo, em fim está a autora em situação
deplorável.

Assim verificando o magistrado/relator que a tese


do recorrente está de acordo com súmula ou jurisprudência de tribunal
superior, poderá imediatamente acolher as razões por decisão
monocrática.
A esse respeito, esclarecem Arruda Alvim, Araken
de Assis e Eduardo Alvim:

“Quando constatado que a tese do recorrente contrasta


com súmula ou jurisprudência dominante, poderá o relator
negar seguimento ao recurso ou dar-lhe provimento.
Tendo em vista que a noção de súmula é objetiva, bastará
que o relator indique na motivação o número do verbete,
adequando-o com a espécie em julgamento. Entende-se
por “jurisprudência dominante” a existência de um
número variável de precedentes uniformes e reiterados no
mesmo sentido, tese esta que deve ser atual”.
(Comentários ao Código de Processo Civil. Rio de Janeiro:
GZ Editora, 2012, p. 969).”

Pois bem, o caso em tela, vai diretamente de


encontro com as razões recursais Superiores definidas. Então, como
decorre a toda evidência, a despeito de qualquer esforço em sentido

17/17
contrário, outro não será o deslinde da causa examinada se não
incorrer e invocar o pedido de tutela emergencial para o autor poder-
se manutenir(manter-se).

DO PEDIDO TUTELA (LIMINAR) – URGENCIA/EMERGENCIA E AINDA DE


EVIDENCIA

A concessão de tutela urgência emergencial a fins de conceder a


autora a título de pensão mensal 1(um) salários mínimos apenas para
sobrevivência, pois a legislação pátria e os entendimentos de nossos
Tribunais Superior vão a luz disso.
Em caso de homicídio, regra geral, a indenização material devida à
família de vítima pobre, é fixada em salário mínimo; Se a vítima não
for pobre, o juiz fixa o valor segundo o que a mesma efetivamente
percebia, ou se pereceu menor, a expectativa do que
perceberia. (GAGLIANO & FILHO, 2008, p.349)

DAS PROVAS

Requer a produção de todas as provas admitidas em direito


(Testemunhal, oral, pericial, etc).

DOS PEDIDOS

Que seja designada audiência de conciliação ou mediação na forma


do previsto no artigo 334 do NCPC;

18/17
A citação dos Requeridos para oferecer resposta no prazo legal sob
pena de preclusão, revelia e confissão;

Sejam julgados procedentes os pedidos e toda exordial, confirmando


a tutela de urgência deferida(Liminar).

Seja condenado os requeridos a pagaram a quantia de


500(quinhentos) salários mínimos ao autor a título de Dano Moral,
conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça;

Seja os requeridos condenados a pagarem pensão de 1(um) salário


mínimos ao autor pelo período em que o mesmo complete 18(dezoito)
ano de idade ou 21(vinte e um anos) em quanto permanecer
estudando devendo ser pago mês a mês ou de uma só vez com a
soma total de todo os meses do menor até completar a idade ora
indicada por lei.

Requer a condenação de honorários de advogado no importe a 20%;

Requer a condenação dos requeridos as custas e demais consectários


legais.

19/17
DA BENESSE JUDICIAL

Requer seja concedido a benesse judicial(justiça gratuita) a autora em


face da impossibilidade até de se manter.

Enumera-se o valor da causa ação declaratória, a quantia de R$


1.0000,00(um milhão de reais).

Termos em que
Pede deferimento.
Cuiabá-MT, 24 de abril de 2018.

MARCIO JOSÉ NEGRÃO MARCELO


OAB/MT

20/17
ROL DE DOCUMENTOS

DOCUMENTOS PESSOAIS;

PROCURAÇÃO;

DECLARAÇÃO;

DOCUMENTOS PESSOAIS;

BOLETIM DE OCORRENCIA;

CERTIDÃO DE ÓBITO

DECLARAÇÃO DO REQUERIDO

21/17