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FETER V. JONES KEITH C. SIDWELL Aprendendo Latim TEXTOS — GRAMATICA — VOCABULARIO — ZXERCICIOS ‘Tredugio ¢ supervisio: Isabella Tardin Cardoso Paulo Sérgio de Vasconcelos € equipe Revisdo eral’ Alessand:o Rolim de Moura ODYSSEUS alo remains Capon ait (CP) "Cra Bes 6 ira Se Indsces os Reading Latin © 1986 Cambridge University Press Todos os direitos desta edigdo reservados & © 2012 Odysseus Editora Ltda, Editor: Stylianos Tsirakis ‘Tradugdo e supervisto: Isabella Tardin Cardoso Paulo Sérgio de Vasconcellos e equipe Rovisto geral: Alessandro Rolim de Moura Editoragdo eletrénica: Lucas Consolin Dezotti Capa: Tiago Cirillo/ST Odysseus Editora Lida dos Macunis, 495 - CEP 0544-001 ~ Tea: (1) 3816-0835 editora@odysseus com br ~ wwwodysseus.com.br ISBN: 978-85-7876-019-9 digo: 1 Ano: 2012 1A 1B 1c Sumario Nota: Nas segdes 1A-4C a ordem dos itens ¢ a seguinte: Vocabulario (geral ¢ a memorizat), Gramatica e Exereicios, Déliciae Latinae. Da 4D a 5G hé exercicios adicionais de leitura antes das Déliciae Lattnae. As segBes GA e GD trazem Vocabulirio, Gramatica ¢ Exercicios, as seges 6B-C apenas o Vocabulario; nao ha exercicio de leitura adicional nem Déliciae Laftae. Este sumario apresenta detalhadamente, para cada sero, o conteiido da Gramética do curso, ‘mas apenas 0s t6picos gerais da Gramatica de Referéncia, Para indicagdes precisas a respeito desta, veja o indice gramatical ao final do volume. Preficio edigdo brasileira Preficio da edigao inglesa . Agradecimentos.. xvi Abreviaturas xviii Guia de pronincia xix Glossério gramatical portugués—latim xxii Mapas. xxix Introdugao cece eee RRM PARTE 1. PLAUTO E A TRADIGAO COMICA ROMANA.........- 1 Segiio 1. A Aulularia de Plauto........... sees seed Introdugio 1 sum presente do indicativo .......... : 2 2 ama: presente do indicativo ativo 3 habed: presente do indicativo ativo 4 Terminologia 5 Significado 6 Os-casosem latim 7 Singular ¢ plural; masculino, feminino e neutro & Primeira declinago: serua 9 Segunda declinagdo seruus 10 Preposigdes . 7 11 Terceira declinagfo (tema em consoante) fiir 12 Terceira declinagao (tema emi: aedis 13 Radicais e terminagdes dos substantivos da terceira declinagdo 14 Adjetivos de 1*/2* declinagao: multus 15 Substantivos neutros da segunda declinagao: somnium 16 Substantivo irregular da segunda declinago: deus 17A Vocative 17B Aposto 2 18 Imperativo presente ativo, 1" 2* conjugagio 19 ed presente do indicativo ¢ imperativo 20 meus, tus 21 miser 22 ego, tu 23 Preposigdes (@/ab e &/ex) 37 Sumario 1D 1E IF 1G 24 2B 2c 2D 2E 3A 3B 3c 3D 24 dicd: presente do indicativo ativo, imperativo 25 audid: presente do indicativo, imperativo 26 Substantivo neutro da 3* declinagdo: nomen 27 pulcher 28 Substantivos masculinos de 2* declinagao: puer, uir, culter 29 quis/qui? 30 domum, domi edomS 31 satis, nimis 32 -que . 33 capid: presente do indicative 34 wold: presente do indicativo 35 ferd: presente do indicativo 36 Imperativos (todas as conjugagdes) 37 Imperativos irregulares 38 Substantivo neutro de 3* declinagdio: onus 39 -ne(?) 40 quid + gen. 41 Infinitivo presente ativo 42 Infinitivos irregulares 43. nds, uds 44 Adjetivos de 3* declinagdo: omnis 45. Adjetivos de 3* declinagdo: ingéns 46 Adjetivos de 3* declinagao: audax 47 diues, pauper 48 O caso dativo 49 O ablativo descritivo (ou ablativo de qualidade) ..... Seco 2. As Bacchidés de Plauto ... 50 Futuro do indicativo ative $1 Futuro de sum, ed 52. possum, nalé, ‘mal: presente ¢ futuro do indicative 53 noster, uester; adjetivos da 3* declinagdo: celer, dcer 54 Numerais cardinais (1-10, 100-1000) 55 Substantivos de 4* declinacao: manus 56 domus 57 Monossilabos de 3* dectinagio .... 58 Depoentes: presente do indicativo, imperativo, infinitivo 59 nal + infinitive 60 Substantivos de 5* declinagao: rés 61 Substantivo neutro da 3* declinagao: caput 62 niillus, alter... 63 hic 64 ille 65 Perfeito do indicativo ative 66 Verbos irregulares 67 Ablativos: expressOes de tempo .. 68 Depoentes: futuro do indicative 69 Genitivo de valor Seco 3. O Amphitrud de Plauto.... 70 is 71 Acusativo de tempo 72 Adjetivos comparativos: longior 73 Adjetivos superlativos: longissimus 74 Comparativos e superlatives irregulares 75 Depoentes: perfeito do indicative 76 Semidepoentes: auded, fd 77 Depoentes: participios perfeitos 78 Dicade tradugdo 79 Advérbios regularese irregulares 80 sé, sus... 81 Participios futuros (ativos ¢ depoentes) 82 Participio perfeito dos verbos ativos 83. Tempos primitivos “imprevisiveis” 84 Ablativo de instrumento oumeio 85 ndnne? 86 Idemenémo 87 Advérbios comparativos superlativos. ... 88 Dativos........... 47 59 70 82 98 17 130 140 155 169 180 194 208 4a, 4B 4c 4D 4E 4E 4G 5A 5B Sumario vii PARTE 2. O FIM DA REPUBLICA ROMANA, Seco 4. Corrupedo na provincia: o escdndalo de Verres (73-71)... 223 89 Imperfeito do indicativo ative 90 Depoentes: imperfeito do indicativo 91 iste 92 quidam 93 mum 94 Infinitivo presente (revisio) 95 Infinitivo perfeito ative 96 Depoentes: infinitivo perfeito 97 Infinitivo futuro: ativo e depoente 98. Discurso indireto (ou reportado): oragdo infinitiva 99 negd.......e2.2.5 a 27 100A. caso ablativo (resumo das formas ¢ usos ja vistos) 100B Outros usos do ablativo 101 Genitivo de descri¢io 102 alius, aliguis 103 ipse . 248 104 Mais-que-perfeito do indicativo ativo 105 Depoentes: mais-que-perfeito do indicativo 106 Pronome relativo: qui quae quod 107 Relativo de ligagao 108 Mais usos do ablativo 109 Ablativo absoluto 110 Locativo 263 1U Voz passiva 112 Presente do indicativo 113 Futuro do indicativo 114 Imperfeito do indicative 115 Perfeito do indicativo 116 Mais-que-perfeito do indicative 117 Imperativo 118 Infinitivos 119. ferd (voz passiva: presente, infinitivo e imperativo), verbos transitivos compostos de ¢6 na passiva. 278 120 Participios presentes 121 Mais-que-perfeito do subjuntivo ativo 122 Mais-que-perfeito do subjuntivo depoente 123 Mais-que-perfeito do subjuntivo passivo 124 cum + subjuntivo 125 Substantivos neutros da 3*declinagdo: mare 126 Pronome telativo no genitive 294 127 Presente do subjuntivo ative 128 Presente do subjuntivo depoente 129 Presente do subjuntivo passivo 130 Imperfeito do subjuntivo ativo 131 Imperfeito do subjuntivo depoente 132 Imperfeito do subjuntivo passivo 133 Resumo das formas do presente e do imperfeito do subjuntivo 134 Ordens indiretas (ie. reportadas): ut/né + subjuntivo 135 accidit/ perficid ut + subjuntivo 136 Participio presente 137 Pronome relativo (dativo e ablativo) 3M 138 Subjuntivo: usos especiais 139 Condicionais com verbos no subjuntivo 140 Subjuntivo nas oragdes relativas 141 cum, quamuis + subjuntivo 142 Subjuntivo no discurso indireto 143 Infinitivo sem esse no discurso indireto .......... veceeeceee 27 Segao 5, A conspiragao de Catilina em Roma (64-62) 340 144 Oragdes consecutivas 145 Oragdes finais 146 O infinitivo historico 147 Ablativo de relago. ........ bese 380 Poesia romana (caracteristics retricas, ordem das palavras, métrca, hexAmettO) ee sceceeceeeetessestesevstereereeseteerseseeeese es 364 148 Oragdes finais (gud + comparativo + subjuntivo) 149 fore ut + subjuntivo 150 Ablativo absoluto 151 Participio passado 372 viii Sumario 5C 152 Subjuntivos jussivos 153 Subjuntivos expressando desejos possibilidade 154 Verbos impessoais: ativa 155. Verbos impessoais: passiva 156 Futuro perfeito do indicativo ativo 157 Futuro perfeito do indicative depoente 158 Futuro perfeito do indicativo passive 159 Numerais cardinais (11-90) e ordinais (110°) .....2....00.e00e004- 384 SD 160 Gerundivos 161 Usos do gerundivo 162 Verbos de temor (18 + subjuntiv0)... 2... cc ceeseeeceseeseeesseesatenseeeseeneees =. 403 SE 163 Participio passado 164 Sumario das formas participiais 165 dum, antequam/priusquam 166 utpote qut+ subjuntivo....... we AID SF 167 Pretérito perfeito do subjuntivo 168 Pretérito perfeito do subjuntivo depoente 169 Pretérito perfeito do subjuntivo passivo 170 Uso do pretérito perfeito do subjuntivo 171 Pretérito perfeito do subjuntivo: usos independentes 172 Interrogativas indiretas (reportadas) 173 Oragdes condicionais com mais-que-perfeito do subjuntivo 174 quéminus, quin + subjuntivo ........ 002.00. 00ce cee ee cece eee eee BI 5G 175 Geriindios 176 quisque, quisquam 177 uterque 178 Substantivo neutro de 4" declinag0: cornii 179 Oragdes comparativas, correlativas, comparagées irreais... 6... ..eeeeeeeeeeen ee . 445 Segio 6. Poesia e politica: de César a Augusto... 461 6A 180 Hendecassilabo 181 Escazonte 182 A estrofe sdfica............... 461 es . 476 6c Deere nate eet eee ease seen net eeeeeeeeneeeeee tat tneeenttes wee 92 6D 183 Ohexdmetroem Lucrécio 184 Arquiléquio 185 Distico elegiaco. . . . 503 Gramitica de referéncia voce etetneeseeeess S22 A-G Verbos A Ativos B Passivos C Depoentes D Semidepoentes E Irregulares F Defectivos, impessoais G Tempos primitivos dos irregulares H-I Substantivos e pronomes JLK Adjetivos, advérbios e preposigdes L-V Construgdes L Oscasos M Infinitive N Gerindio O Gerundivo P Participios Q Oragées relativas R Discurso indireto SO subjuntivo T Oragdes temporais U Oragdes causais V Oragdes concessivas W Ordem das palavras Apéndice: a Lingua Latina . Vocabulario total a memorizar (latin pores. 618 ‘Vocabulario portugués-latim . cece veveee ss 634 Vocabulitio adicional a ser aprendido ......-. 653, indice gramatical feces 659 Prefacio a edico brasileira Aprendendo Latim, tradugio do método Reading Latin (da editora de Cambridge), hoje adotado por varias universidades brasileiras, vem preencher uma lacuna que ha anos vinha sendo sentida. Sua publicagao reflete um fendmeno que temos acompa- nhado nas iltimas décadas em boa parte das universidades brasileiras: um grande aumento do interesse pelo estudo das chamadas linguas clissicas, o latim e o grego antigos. Tal interesse, que ressurge num pais em que a lingua latina ndo mais consta do curriculo do ensino médio ou fundamental, ndo deixa de ser intrigante. Por que, no Brasil do século XXI, estudar latim e, sobretudo, por que ler no ori- ginal textos latinos de mais de dois mil anos? Uma resposta frequente que se da a essa pergunta é que o portugués proveio do latim e, assim, estudar essa lingua & de grande importancia para conhecer a historia da lingua portuguesa e de suas irmas neolatinas (como 0 francés, o italiano, o romeno, o espanhol). E verdade, mas o latim tem atraido o interesse também por uma outra razo: os textos literdrios escritos nessa lingua, que tém influenciado a cultura ocidental —e continuam a fazé-lo. Podemos citar, dentre os herdeiros da literatura latina, Dante, Petrarea, Boccaccio, Camoes, Shakespeare, Racine, Goethe, Machado de Assis, Eliot, Joyce, Ariano Suassuna, Osman Lins, Guilherme de Figueiredo —e seria facil estender a lista mencionando es- critores geniais nos géneros mais variados, ao longo dos séculos. Poder ler no original (8 autores latinos que influenciaram os que vieram depois permite que entendamos mais profundamente o dilogo que a posteridade vem travando com uma Antiguidade perpetuamente recriada, transformada e, por isso mesmo, viva. ‘Além disso, ler os textos no original latino permite que tenhamos com eles nosso proprio didlogo, de uma forma virtualmente mais instigadora do que se o fizéssemos apenas através de tradug6es alheias. Ler 0 original propicia-nos a oportunidade de vislumbrar no texto aspectos dele que podem nao transparecer, por exemplo, nas tradugdes disponiveis ou em manuais de literatura. Dessa forma, o olhar dos leitores de hoje é langado a um objeto sobre o qual nunca teremos a palavra definitiva, mas sobre 0 qual nos sentimos incitados a nos interrogar perpetuamente: o texto ‘cléssico’, que sempre estimula a releituras e reinterpretagdes. Nesse processo, mantém-se viva a obra do passado, vivificada pela apropriagdo que dela fazemos. ‘O método que apresentamos ao leitor 6, hoje, segundo nossa experiéncia de tantos anos no ensino de latim, o mais eficiente para a consecugao do objetivo que se pro- pode — dar acesso aos textos latinos no original, de forma gradual e sélida. Partindo de excertos que de inicio estdo bem proximos da obra original e, paulatinamente, caminhando para o texto nfo adaptado (mas no percurso apresentando, desde cedo, textos latinos mais ficeis sem adaptagio), este método no dissocia a lingua da cul- ix X__Prefécio a edigto brasileira tura, Assim, desde as primeiras ligdes, 0 aluno vai adentrando no universo cultural dos antigos romanos: seus costumes, suas instituigdes politicas, sua literatura, .. Em ver de frases soltas (como em tantos métodos do passado),lida-se aqui com textos inseridos em seu contexto histérico-cultural. Para a adaptago do método, originalmente escrito em lingua inglesa e concebido para falantes dessa lingua, foi necessério adotar parametros que dessem conta da ‘gramatica da lingua portuguesa, nomeadamente da vertente empregada no Brasil. Por exemplo, respeitando a diversidade linguistica do pais, os pronomes fi ¢ uds latinos geralmente receberam, além da traducdo tradicional por ‘tu’ e *vés’, a op¢o *vocé(s)’. Alguns exemplos e exercicios, pertinentes 4 lingua ou literatura inglesa, foram ‘ou adaptados, ou eliminados. Para a tradugo de textos literdrios em lingua latina, em alguns casos foram adotadas tradugdes de qualidade disponiveis no Brasil, de- vidamente creditadas; nos demais casos, cotejaram-se as tradugdes propostas pelo método com os respectivos originais latinos. Quanto 4 questio da descrigdo gramatical, procurou-se seguir o estilo fluente e por vezes coloquial do método sem, no entanto, afastar-se da nomenclatura adotada em graméticas da lingua latina e da lingua portuguesa. Isso permitiré ao leitor referir-se, também em graméticas da lingua latina disponiveis em portugués, a cada assunto tratado na segdo gramatical. Em tempo: nos exercicios de verso do portugués para o latim ena tradugdio de exem- plos da gramdtica, por vezes preferiu-se apresentar frases que talvez soem menos es- pontiineas; visou-se nesses casos, tio somente, facilitar ao aluno a esolugaio das tarcfas, A tradugio foi realizada por uma equipe de professores ¢ pés-graduandos. Espe- cificam-se abaixo as fungdes de cada membro de nossa equipe: Prefiicio da edigao inglesa e Agradecimentos Tradugao: Lucas Consolin Dezotti Revistio: Paulo Sérgio de Vasconcelos e Isabella Tardin Cardoso Abreviaturas Tradugao: Fabio da Silva Fortes Reviso: Robson Tadeu Cesila Guia de promincia Tradugdo: Equipe da UFPR Revisao: Paulo Sérgio de Vasconcellos e Isabella Tardin Cardoso Glossério Tradugdo: Fabio da Silva Fortes Revisdo: Robson Tadeu Cesila Textos das Secibes Tradugio: Lucas Consolin Dezotti Revistio: Paulo Sérgio de Vasconcelos e Isabella Tardin Cardoso, ‘com apoio de Lilian Nunes da Costa (segies I a 3), Carol Martins da Rocha (segdo 4); Danielle Chagas de Lima (segdes 5 e 6). Prefacio a edicdo brasileira xi Introdugiio Tradugdo: Patricia Prata Reyisio: Robson Tadeu Cesila Segiio 1 Tradugtio (1A-IC): Patricia Prata Tradugaio (ID): Fabio da Silva Fortes Tradugio (IE-1F): Litian Nunes da Costa Tradugio (IG): Alexandre Piccolo Revisto: Patricia Prata e Robson Tadeu Cesila Secao 2 Tradugio: Matheus Trevizam Revisdo: Patricia Prata e Robson Tadeu Cesila Secao 3 Tradugiio: Marcos Aurelio Pereira Revisto: Paulo Sérgio de Vasconcellos ¢ Isabella Tardin Cardoso Segaio 4 Tradugo: Carol Martins da Rocha Revistio: Paulo Sérgio de Vasconcellos ¢ Isabella Tardin Cardoso Seeao 5 ‘Tradugdo: Paulo Sérgio de Vasconcellos Revisio: Paulo Sérgio de Vasconcellos ¢ Isabella Tardin Cardoso Secdo 6 ‘Tradugdo: Robson Tadeu Cesila Revisio: Paulo Sérgio de Vasconcellos ¢ Isabella Tardin Cardoso Gramética de Referéncia ‘Tradugdo: Fabio da Silva Fortes e Alexandre Prudente Piccolo Revisio: Robson Tadeu Cesila Apéndice Tradugio e adaptagaio: Alessandro Rolim de Moura Revistio: Isabella Tardin Cardoso, Paulo Sérgio de Vasconcellos Marcos Aurelio Pereira Vocabulério total a memorizar ‘Tradugdo: Lilian Nunes da Costa Revisio: Danielle Chagas de Lima e Patricia Prata Indice gramatical ‘Tradugdo: Fabio da Silva Fortes, Alexandre Prudente Piccolo, Isabella Tardin Cardoso, Paulo Sérgio de Vasconcellos Revisio: Lucas Consolin Dezotti REvIsio GERAL Alessandro Rolim de Moura (CooRDENAGAO GERAL DA EQUIPE Isabella Tardin Cardoso e Paulo Sérgio de Vasconcellos. Preticio & edigdo brasileira Uma equipe de alunos ¢ professores da Universidade Federal do Parané gentilmente disponibilizou, para nossa consulta, itil material referente Sego I, uma tradugio anterior utilizada em suas aulas, Eis os nomes dos integrantes da equipe da UFPR: Alessandro Rolim de Moura, Giovanna Mazzaro Valenza, Guilherme Gontijo Flores, Irene Cristina Boschiero, Rodrigo Tadeu Goncalves. Ao longo destes anos em que o método, introduzido na UNICAMP pelo professor Antonio da Silveira Mendonga, vem sendo utilizado nessa instituigo, monitores estagiarios em disciplinas de latim auxiliaram na leitura e revisdo do material adaptado entregue as turmas. ‘Como seria de se esperar em trabalho de adaptagdo to volumoso, envolvendo tantas linguas e feito a varias mAos, a presente adaptagdo sem duivida é passivel de aperfeigoamento. Sendo assim, sugestdes que a pritica com a versio brasileira hd de suscitar serio muito bem-vindas. Agradecemos & confianga do editor, o extremo empenho de todos os integrantes da equipe, bem como aos que colaboraram direta ou indiretamente na realizagdo da empreitada: entre eles, a nossos mestres ¢ alunos de ontem e de hoje. Isabella Tardin Cardoso Paulo Sérgio de Vasconcelos Prefacio da edigdo inglesa ‘sus magister est optimus (Cicex0. Pro Rabiri Postumo 49) © curso: tempo de estudo e principi Aprendendo Latim & um método voltado para jovens alunos de ensino médio, universitarios e adultos que queiram aprender latim classico ou medieval. Apés algumas versdes experimentais terem sido testadas entre 198] ¢ 1984 em diversas escolas, cursos ¢ universidades do Reino Unido, Estados Unidos, Canada, Nova Zelandia e Dinamarca, bem como em centros de educagao para adultos, a versio final foi entregue & editora em setembro de 1984. Nossa experiéncia sugere forte- mente que se leva mais tempo para desenvolver a habilidade de leitura em latim do que em grego. Assim, em colégios e centros de educagio para adultos, onde o tempo € restrito, Aprendendo Latim deve set visto como um curso de dois anos, Nas universidades, contando-se com uma carga horaria de trés a quatro horas semanais, ‘a meta para o primeiro ano deve ser chegar & Seco 5. Sem divida, dependendo da turma, pode-se avangar mais rapidamente. Os principios que nortearam a concepgao deste curso stio em grande medida os mesmos do método Aprendendo Grego,’ com trés importantes excegdes. Primeiro, desde 0 inicio ficou claro que o aprendizado de latim requer mais exercicios do que o de grego, e que os exercicios de versio para o latim, mesmo que restritos a verbo isolados ou locugées, tém um papel importante (ha também exer- cicios de versio de frases e pequenos textos em prosa, para aqueles que quiserem). Segundo, temos a conviegdo de que, se 0 objetivo é fazer com que os alunos venham a ler em latim com um minimo de seguranga, é preciso estimuléi-los desde © inicio a compreender o texto palavra por palavra, locugZo por locugo, na mesma ‘ordem em que aparecem no texto latino. Um bom mimero de exercicios & destinado a esse fim; em particular, sugerimos que os alunos expliquem em voz alta o modo como compreendem uma frase & medida que a traduzem, e apontem o que se pode antecipar do que vem a seguir. Em terceiro lugar, o papel da lingua latina no desenvolvimento da civilizagao ocidental e, em particular, das linguas romdnicas, como o portugués,? é inquestiona- vel. Pareceu-nos que, se ignorassemos essa tradigdo ¢ nos concentréssemos apenas 3s de organizacao "Joint Associanion oF Ctassical TeacutRs. Aprendendo Grego. Sao Paulo: Odysseus Editora, 2010, (Edigao original: Reading Greek. Cambridge: Cambridge University Press, 1978) * Para tomar o texto mais adequado ao piblico brasileiro, subsitufram.-se, quando possivel, as referéncias A lingua inglesa por mengées & lingua portuguesa. Da mesma forma, informagées sobre a presenga do Jatim no inglés ena cultura inglesa em geral foram substituidas por outras relativas ao portugués ¢ a0 ‘mundo lus6fono, ou delas acompanhadas Prefécio da edicdo inglesa no latim classico, estariamos privando os alunos da compreensfo da verdadeira importancia do latim para 0 mundo ocidental. Por conseguinte, embora 0 curso ensine basicamente 0 latim classico, as segdes de déliciae Latinae introduzem o aluno no universo do latim pré-classico, pés-clissico, vulgar e medieval, explorando a influéncia do latim sobre 0 vocabulirio atual. Metodologia Os usuarios do Aprendendo Grego se sentirao familiarizados com a metodologia aqui proposta, baseada em quatro passos: 1. Com o apoio do Vocabulério de segdo e a ajuda do professor, leia e traduza o texto relativo a segdo a ser estudada. No decorrer do trabalho de tradugo, o professor deve explicar e esquematizar apenas os pontos gramaticais a serem aprendidos para aquela secdo. (E claro que isso pode ser feito antes de comegar o trabalho com o texto, se o professor preferir, mas a experiéncia sugere que é muito melhor deixar os alunos tentarem descobrir por si mesmos, sob a orientagao do professor, como funcionam os novos elementos gramaticais.) 2. Feito isso, os alunos devem assimilar todo 0 VOCABULARIO A MEMORIZAR da respectiva seo. As palavras cuja memorizagao é indicada no constardo dos vocabularios das seges seguintes, a menos que aparegam num texto com um sentido diferente do j4 visto, Um vocabulério completo de todas as palavras a memorizar, com todos os sentidos em que aparecem neste curso e a indicagao da ‘segfio em que elas devem ser memorizadas, encontra-se na p. 618. (Os professores podem usar essa informagao para elaborar suas provas) 3. A gramitica da segdo deve ser revisada e aprendida por completo, ¢ deve-se realizar uma selegdo dos exereicios. Muito importante: os exercicios propostos devem ser considerados como um leque de opcées; professores e alunos devem escolher quais exercicios serdo realizados, e quais em sala de aula ou fora dela. Alguns dos exercicios mais simples jé se encontram divididos em obrigatorios ¢ ‘opcionais, mas esse prinefpio vale para todos. A maior parte dos exercicios deve ser feita e corrigida fora da sala de aula (isso economiza bastante tempo’), a0 Passo que 0$ EXERCIC1O DE LEITURA devem ser feitos sempre oralmente. Osalunos devem ser encorajados a explicar em voz alta como analisam uma frase ‘ou oragdo, a medida que a lem. Com o tempo, deve-se passar a empregar essa técnica na leitura dos textos de cada segao. 4. Faga uso das déliciae Latinae conforme o tempo disponivel ou a seu critério, Em seguida, o texto da préxima seco pode ser iniciado, e assim sucessivamente. » Para alunos capazes de ler inglés, o Independent Study Guide to Reading Latin (Cambridge University Press, 2000) pode auxiliar nessa tarefa, Prefécio da edicao inglesa__ xv Nota: Todas as datas so a.C., salvo outra indicagio. 2. Sinais de ligagao sto usados nos textos para indicar palavras que devem ser consideradas em conjunto. ~ liga palavras préximas umas das outras, "7 liga palavras que se apresentam separadas umas das outras. Tais expresses devem ser localizadas nos vocabuldrios procurando-se pela primeira palavra do conjunto. Em segdes mais avangadas, um longo sinal de ligago mostra os limites de uma frase mais extensa, 3. Nap. 522 comega uma Gramatica de Referéncia completa, baseada nas explica- Ges gramaticais do curso mas, em muitos casos, trazendo informagGes adicionais Aquelas ja fornecidas. 4. Nap. 608 hé um Apéndice a respeito da historia da lingua latina. 5. Nap. 618 hd um Vocabulario total a memorizar, ena p. 634 ha um Vocabulario portugués-latim destinado a auxiliar na resolugdo dos exercicios de verso de frases e pequenos textos do portugués para o latim. 6. No final do livro (p. 653) ha um Vocabulario adicional tatim—portugués, contendo palavras importantes que foram vistas no curso mas cuja memoriza- 40 ndo foi prescrita. Aqueles que pretendem continuar seus estudos de latim devem procurar aprendé-las de cor. 7. Nas remissdes internas, niimeros sobrescritos ao lado do nimero de um tépico gramatical indicam Notas (e.g. 139). Se a remissio tiver 0 formato ‘140.1’, 0 Ultimo algarismo representa um subtépico. 8. O caso que se segue a um adjetivo ou aum verbo é normalmente indicado assim: ‘(rae)’. Eventualmente, porém, vocé encontrard deste modo: “(X: acy’. 9. Nos lugares em que os textos adaptados para iniciantes utilizam v (isto é, u conso- nantal), preferiu-se respeitar os testemunhos dos manuscritos mais antigos e grafar xu, Em certos textos tardios, porém, optamos por empregar v, que é normalmente encontrado nos livros impressos mais antigos. Peter V, Jones 28 Akenside Terrace, Newcastle upon Tyne, NE2 ITN, UK Keith C. Sidwell Dept. of Ancient Classics, University College, Cork, IRELAND xvi Agradecimentos Gostariamos de expressar nossos sinceros agradecimentos a todas as instituigdes, britinicas ¢ estrangeiras que permitiram a utilizago das versdes experimentais deste ‘método. Em especial, gostariamos de agradecer a: ~I.M. Le M. DuQuesnay (entdo na University of Birmingham, hoje no Jesus Col- lege, Cambridge) e ao Professor J. A. Barsby (University of Otago at Dunedin, Nova Zelindia), que dedicaram um tempo extraordinério aos primeiros esbocos deste curso; — Janet Cann ¢ ao Professor David West (University of Newcastle upon Tyne), que sofreram com este curso desde 0 principio e podem ter aprendido pouco com seu softimento, mas certamente nos ensinaram muito; ~J.G. Randall (University of Lancaster), cujos Parua Sagact foram muito instru- tivos para a técnica de ler o texto latino na ordem em que as palavras se apresentam, «e que pds & nossa disposi¢do seu acervo de sentengas latinas; — Professor E. J. Kenney (Peterhouse, Cambridge), que pegou o latim sofrivel das versdes de teste e habilidosamente o livrou de seu martirio; ~Dr.J.G.F. Powell (University of Newcastle upon Tyne), que no iiltimo momento percorreu com olhos atentos todo o curso e nos salvou de muitos erros de contetido € de interpretagdo, e cujas observagdes acerca da ordem das palavras em latim for- neceram a base para a segdio W da Gramatica de Referéncia; ~Dr. R. L. Thomson (University of Leeds), por contribuir com o ensaio sobre a Lingua Latina no Apéndice; ~ Sir Desmond Lee, pelas tradugdes das comédias e dos textos em prosa; a0 Pro- fessor West, pelas tradugdes de Lucrécio e Virgilio; —1.J. Paterson (University of Newcastle upon Tyne), pelo trabalho nas introdugdes, historicas as Segdes 4 e 5; — Professor E. Phinney (University of Massachussets), por examinar atentamente todo 0 texto em busca de solecism = nosso incansével e paciente digitador K. J. Watson (University of Newcastle “upon Tyne); —Professor B. A. Sparkes (University of Southampton), que dedicou as ilustragdes do Reading Latin a mesma erudicdo ¢ imaginaco com que agraciou as piginas do Reading Greek; ~ nossa editora Pauline Hire, por uma paciéncia além de sua obrigagtio, e par- ticularmente & nossa subeditora Susan Moore, cujos olhos extremamente atentos durante a preparagao deste livro evitaram numerosos deslizes, especialmente na parte de Gramatica e Exercicios, que tiveram de ser corrigidos por um profissional igualmente capaz. ‘Agradecimentos xvii Por fim, somos muito gratos pela soma de £750 do Finance Committee da J.A.CT. Greek Project e pela doagio de £3,000 do Nuffield ‘Small Grants’ Foundation, que possibilitaram o inicio do programa experimental O apoio generoso dessas instituigdes e o empenho desprendido das pessoas men- cionadas acima constituiram elementos indispensaveis para a produgo deste curso, A responsabilidade por todo e qualquer erro deve ser a nés atribuida, Peter V. Jones University of Newcastle upon Tyne, wei Tau UK. St. Patrick's College, Maynooth, Co. Kildare, IRELAND Observagbes 1. Os poemas de Giovanni Cotta (p. 81) ¢ de Elio Giulio Crotti (p. 326-7) foram reproduzidos de A. Perosa & J. Sparrow (eds), Renaissance Latin Verse (Du- ckworth 1979). 0 texto ‘Sao Columba domina o Monstro do Lago Ness’ (p. 310) foi reproduzido de Sidney Morris (ed), Fons Perennis (Harrap 1962). Os autores agradecem aos respectivos editores. 2. Para evitar mal-entendidos, principalmente entre os usuarios de Aprendendo Grego Odysseus 2010), deve-se esclarecer que Aprendendo Latim é de autoria exclusiva de Peter V. Jones e Keith C. Sidwell, ndo possuindo nenhum tipo de ligago com a Joint Association of Classical Teachers. Secéo 3 O Amphitrué de Plauto Anfitridio, comandante do exército tebano, deixou seu lar e sua esposa, Alcmena, para combater os teléboas, levando consigo seu escravo Sésia. Jupiter (/uppiter) se apaixonou por Alcmena e, a fim de obter seus favores, disfarcou-se de Anfitrido. Para garantir que a unio ndo seria descoberta, e também para prolongé-la, Jépiter ordena a Mer- clirio (Mercurius) que se disfarce de Sésia, 0 escravo de Anfitridio, e monte guarda diante da casa. Oexcerto a seguir comeca com Merctirio, jd disfarcado, de guarda diante da casa, aguardando a chegada do escravo de Anfitrido, Sésia, que vem para avisar Alcmena da chegada iminente do comandante. dramatis personae Amphitruo, dux legiénum Thebanarum, conitinx Alcuménae; uir summa uirtite. Alcuména, coniiinx Amphitrudnis; fémina summa constantia. Sdsia, seruus Amphitrudnis, homo niilla astiitia. luppiter, réx dedrum; amator Alcuménae. 5 Mercurius, nintius dedrum, deus multa astitia, Sdsiae simil MERCVRIVS ndmen Mercurié est mihi; deus sum multa astitia, multis dolis. haec urbs est Thébae. illae' aed&s sunt AmphitruGnis, uiri summa uirtitte et audacia, ducis legisnum Thébanarum. uxor eius Alcuména est, f€mina summa cGnstantia et pudicitia. is 10 Amphitrud cum exercitii abiit, et hoc tempore cum Télebois bellum gerit; et ea Alcuména ex e6 grauida est. sed pater meus, réx dedrum — omnés eum nduistis: liber harum rérum est — Amphitrudnis similem sé fécit, et Alcuménam clam amauit. utrimque igitur est grauida — et ex uird et ex summé Ioue. 15 " Preferiu-se aqui empregar, em vez do pronome anaférico eae, o déitico illae, conforme o original de plautino ¢ a gramatiea da seed (ef, 70 nota 1). (N.T) 170 Secéo 3A +o pater meus, Amphitrudni similis, hac nocte intus cum ed cubat, et ob eam rem haec nox longa est. haec uér6 nox est omnium longissima. ego, Mercurius, niintius dedrum, imaginem Sdsiae, serut Amphitrudnis, cépt: nunc igitur Sosiae similis sum. hodié tamen et Amphitrud et seruus eius ab exercitii domum reuenient. ecce! is seruus nunc uenit. in illas* aedis ingredT cOndbitur, ab efs aedibus ego eum abigam. (Sosia, seruus Amphitrudnis, ingreditur) SOSIA MER. sos. MER. sos. MER. sos. MER. sos. quis homo audacior, quis cOnfidentior, quis fortior quam ego? (sécum loquitur) quis stultior? immG uér6 ego audacissimus sum omnium hominum, cénfidentissimus, fortissimus. stultissimus. audacissimus sum quia sdlus per hanc longissimam ambul6 noctem. nam quae nox longior est quam haec? quae nigrior quam haec? certé edepol, Nocturnus dormit ébrior, ut ego créd6. nam neque Septentridnés sé in cael6 commouent, neque sé Liina miitat, neque Iugulae neque Vesperiig6 neque Vergiliae occidunt. ita statim stant omnia ea signa neque digs umquam apparet. numquam noctem uid@bé longidrem, numquam nigriérem! perge, Nox, ut nunc pergis. numquam dabis operam melidrem dominé meliori! iinam tamen noctem longidrem quam hane vidi. nam 6lim dominus meus mé uerberauit et tdtam noctem pependi. ca nox longior fuit quam haec! nunc tamen, ut eri s0l dormit, adpotus probé. hominem stultissimum! hominem numquam uidébé stultisrem quam eum! nunc in aedis domini met ingrediar. imperium Amphitrudnis exsequar et uictoriam eius Alcuménae niintiabd. nam hostis uicimus, oppidum edrum expugnauimus, multam praedam c&pimus. sed drati¢nem meam paulisper meditabor. quomodo uictdriam narrabd Alcuménae? quae uerba ei dicam? (paulisper meditdtur) sic ei loquar! * Ver nota anterior. (N.T) 20 25 30 40 50 10+ Vocabulério da Secdo 3A abigd 3 afasto, expulso adpat-us a um bébado Alcumén-a ae \f. Alemens ‘amétor amaiér-is 3m, amante ambulf\ camino Amphitrud Amphitrudn-is 3m. Anifitrito appares 2 aparego udcior (n0m.m.s) mais, cousado ‘audacissimus 0 mais ousado, ‘ousadissimo bellum 72n, guerra bellum gers 3 movo, fago guerra (contra) cael-umT2n, 84 commoueé 2 move, agito cdnfidentior mais intrépido cGnfidentissimus 0 mais intrépido ‘conitinx coniug-is 3mn./6 esposo(a), conjuge cOnstanti-a ae If. lealdade cubs 1 deito-me (com) dol-us 12m, ardil ux duc-is 3m. comandante, chef, general ea (nom.fs.) essa/ela/a (ceferida); (nom.n pl essas 24 (abl. (com/por) essaielala (teferida) eae (nom f pl) essas (mulheres)/ clas/as (referidas) ‘eam (ac-'s.) essa/a(referida) eds (ac.£pl.) essas/as (eferidas) 2brior mais bébado ‘edepol por Polux! ei ats) para essa/ela/a (ceferida) cis (dat fp.) para essas/clas/as (referidas) ius (genms) desse/dele/do (teferido) £6 (ablm.s.) (com/por) esse (hiomem)/ele/o (referido) drum (gen.tn.pl) desses deles/ dos (referidos) eum (ac.m.s) esse/0 (pron.)/0 (teferido) expugné | tomo de assalto exsequor 3 executo,realizo ortior mais forte, mais valente ‘ortissimus o mais forte, fortissimo grauideus a um grévido hosts host-is 3m. inimigo Jmiggo imaigin-is 3 imagem, figura, forma imperi-um i 2n, ordem, (co)mando intus dentro Toue veja luppiter is (gomms) esse/ele/o (eferido) . Jugul-ae drum Mf pl. Orion Luppiter Iowis 3m. Sopiter legié legidn-is 3 legiio Tiber liber-a um livte, = plribus 1. Observe: abls. em -e, npl. em -ae gen.pl. em -ium. pls tem tema em consoante, mas pliirés tem tema em i (. 12). 2. Para expressar ‘mais... no s.,usa-se pli + gen. ‘mais de... (cE. satis, nimis, quid?), eg, pliis pecuniae ‘mais (de) dinheiro’, i ‘mais dinheiro’. No pl, plirés € um adjetivo e concorda normalmente com seu substantivo, e.g. plires homines “mais homens’. a Segso3A 177 EXERCICIOS 1. Déas formas do comparativo e do superlativo dos seguintes adjetivos e, a seguir, traduza-as: Wiber, fortis, bonus, niger, similis, magnus, celer, paulus, scelestus, stultus, malus, tristis, facilis, multus, ingéns. 2. Traduza as frases: (a) réx dedrum et hominum eam noctem cum ea muliere in aedibus mansit. (b) ius uir, Amphitrud, doms fortissim6 cum exerciti abit. (©) ea Touem Amphitrudnem arbitrdtur, quod is se ill simile fecit. (@ is deus eam tOtam? noctem amat, quod feminam pulchridrem numquam uldit quam eam, (e) is eam noctem propter Alcuménam longidrem f&cit. (©) imms longissimam omnium fecit noctium eam noctem. (g). Mercurius, eius filius, deus summa est astutia, immd astitior is est quam ‘omnis di atque hominés. (h)_ is s& Sosiae serud simillimum fEcit. (i) Amphitrud hac nocte domum regrediétur, quod in belld rem bene gessit et vuictOriam tulit maximam. (j)_ seruum quam Sosiam stultidrem, deum quam Mercurium scelestisrem, ‘numquam in scaend ul tus a um “inter 3, Traduza as frases abaixo: @_posteridres cogitationés, ut aiunt, sapientiorés solent esse. (Cicero) (b)_ non faciunt meliGrem equum auret frénT. (Séneca) © uuided meliora proboque, deteriora sequor. (Ovidio) @ _niilla seruitis turpior est quam uoluntaria. (Séneca) (©) ama rationem: hujus t€ amor contra dirissima armabit. (Séneca) poster-ior ius mais tardio! —_fr@n-Tdrum Impl. freio ratio ration-is 36 razi0 maduro probe | aprovo amor amér-is 3m, amor cOgiauid cogitaridn-is 36, déter-ior ius pior conird (+ ac.) contra pensamento seruititsseruitit-is 36 dar-us a wm duro, dificil aid digo cescravidio arma 1 armo, equipo sapions sapient-is sibio turp-is e feio, vergonhioso soled 2.costumo uoluntari-us am voluntério LEITURA Leia (traduzindo as palavras na ordem em que aparecem) cada um destes enunciados incompletos (todos contendo uma ideia de comparagido) e escotha da lista abaixo © grupo de palavras que os completa adequadamente. Entdo traduza a frase em portugués fluente: 178 Segao 3A mm (@ _noctem numquam uidt longiorem ... (b)_ hic seruus audacior est (© eisent auri pls dabs (@)_ hdc tempore nigrior est nox ... © is uir maibre uirtate est . (f) seruum stultissimum malo . (g) numquam periculum maius ferre poterd ... (bh) milités numquam fuerunt fortiorés . ()__uirumne ded similiorem umquam uldistis ()_ feminasne pulchridrés umquam conspicabor quam hie; quam hoc; quam hane; quam huic; quam e&s; quam ill; quam eum; quam tle; quam mendacem; quam ill. EXERCICIO DE LEITURA / TESTE Leia com cuidado a passagem, traduzindo as palavras na ordem em que aparecem, definindo sua fungdo e os grupos aos quais pertencem e dizendo a cada momento 0 que vocé espera com base na informagdo que jé possui. Entdo, traduza corretamente para o portugués. Finalmente, leia em voz alta em latim, num ritmo que demarque adequadamente os grupos de palavra, pensando no significado & medida que 1. Use 0 vocabulério da segao 3A Mercurius, dedrum astitissimus, ad urbem Th&bas cum patre uenit, quod is f€minam pulcherrimam amat, uxdrem ducis legionum Thebandrum. Tuppiter quamquam ea fémina ndpta est, tamen cum ef tdtam noctem cubare ult. harum rérum, ut uuidémus, Iiberidrés esse quam hominés di possunt, quod habent imperium maximum, mortemque numquam patiuntur. Alcuména autem uirum uald8 amat, Mercurium igitur luppiter scum attulit, quod is dolds plarimds atque astiitias optimas scit. Mercurius igitur sé Sésiae, Amphitrudnis serud, similem, Iuppiter autem Amphitrudnt sé simillimum fécit. ita in aedis Amphitrudnis di intrauzrunt. Iuppiter, réx hominum atque dedrum, Alcuménam clam tétam noctem amauit et grauidam fécit. immd grauididrem eam f&cit, quod Amphitrud quoque eam grauidam f&cit ed nocte, ubiad 10 bellum abiit. nunc deus maximus, quod Alcuménam uald® amat, noctem longiSrem fRcit et Mercurium ante aedis posuit’. mox Sosia ad aedis adgrediétur et intrare ‘conabitur, eum Mercurius ab aedibus abiget. * posuit pos’. PORTUGUES-LATIM 1. Verta para o latim: (@) Esta vitéria foi maior do que aquela. (b) Naqueles anos, por causa da ordem de um rei bem tolo, muitos bravissimos soldados lutaram (numa guerra muito longa. (© Nao ha nada melhor que a incumbéncia (= dever) dos melhores cidadaos. (@ A ssabedoria dos deuses é maior que (a) dos homens. (NB. Desconsidere 0 “a” entre parénteses) B+ Seco 3A 179 (©) Meu irmao é mais pareeido com meu pai do que comigo. (Nada é pior que este problema, 2. Leia novamente o texto 3A e, a seguir, verta esta passagem para o latim: SOSIA Quem ha melhor do que eu? MERCURIO Quem (hd) mais podre? Nao, eu sou o melhor de todos os escravos, 0 mais corajoso de todos os homens. MER. E 0 mais tolo dos tolos. 868. Sou bem corajoso porque caminho sozinho por estas ruas nesta longuissima noite. E, certamente, nunca vi uma noite mais negra ou mais longa do que esta, Por que a lua nao muda de posigao", nem estas constelagdes’ se poem? Serd que o dia nunca aparecer? MER. Quero que vocé, noite, prossiga exatamente como est fazendo agora, pois voc jamais prestaré um servigo melhor que este a meu pai. "use stultus como substantivo. = "muda de posigdo’, sé mitat > use signum, Deliciae Latinae EXERCICIO COM PALAVRAS Déas palavras latinas com que estas se relacionam: vitoria, belicoso, imperial, real, urbano, longo, sumo, liberal, meditar, fortaleza. Latim do dia-a-dia 0 ego (€ 0 superego) e o id foram termos empregados por Sigmund Freud para nomear nogées complexas que, normalmente, so associadas, grosso modo, is de consciente ¢ inconsciente. ie. = id est ‘isto &. Um argumento d fortidr7 (forma alternativa tardia para a classica fortiore) & aquele que apresenta ‘uma razio mais forte’, e.g. ‘Hércules nao pode levantar esta pedra; @ fortiorT um bebé no poderd’ Outros comparativos titeis sdo posterior (‘mais atris’, ‘posterior’), superior Cmais alto’, superior’), izinior (‘mais jovem’, de iuwenis; cf. junior”), senior (‘mais velho’, de senex; ef. ‘sénior’ e também ‘senhor"). o lema americano. Um importante principio da lei é dé minimis ndn citratléx—qual é seu sentido? & pliaribus dinum ‘de(atre) muitos (povos), um 6’ Estudo de palavras summus summus significa ‘o cume’, ‘o ponto mais alto’ e nos da ‘somar’, ic. caleular 0 total de algo, uma vez que os romanos faziam contas sobrepondo os niimeros uns aos 180 Se¢do 3B nm sos. ‘outros em colunas, de baixo para cima, até alcangarem a summa [inea (‘a linha mais alta’). Dai também a expressio ‘soma’, especialmente de dinheiro. summdrius & um. contador, aquele que faz a soma, ou resume, donde o portugués ‘sumédrio’. ‘Con- sumagaio’ (do verbo ‘consumar’) ¢ a completa (con-) realizagao de algo; logo, seu acabamento (¢.g. ‘a consumagiio dos tempos’ = ‘fim dos tempos’) ou conquista (e.g. ‘minha consumagao como ator’). Embora palavras como ‘consumit” e ‘assumit’ sejam relacionadas a outro verbo stimé 3 (‘tomar para si’, ‘comprar’), temos no Brasil ‘consumago’ significando também ‘aquilo que se serve aos clientes num café, num restaurante, numa casa de shows, etc. (Houaiss). Esta acepgo deriva do francés ‘consommation’ (no sentido de ‘porcdo de alimento que se serve num restaurante’), que j nessa lingua provém de uma aproximagao entre dois termos parecidos, de origem diversa, fortis fortis significa ‘forte’ ou ‘bravo’, ‘corajoso’. O termo “forga’ deriva em iiltima andlise do npl. de fortis, ie. fortia. Detivados desse adjetivo em portugués incluem ‘forte’ (ubst), “fortalecer’e ‘fortaleza’. Também se incluem entre eles ‘confortar’ (fortalecer em conjunto’ ou ‘fortalecer consideravelmente’) e ‘esforyo” (que tamhém responde pelo francés antigo esfors, que resulta no inglés ‘effort’, com a ideia de ‘forgar-se a fazer algo’ (es-= lat. ex). ‘Sésia descreve a chegada ao territorio inimigo, a proposta de paz de Anfitrido, a recusa, os preparativos de ambas as partes para a bata- Tha; 0 embate; a vitbria de Anfitrido e a rendigdo dos embaixadores inimigos no dia seguinte. “nds in Oti6 et pace fuimus. Téleboae, uiri summa ferdcid, nds adgressi sunt. tam subitd, tam ferdciter adgressi, maximam praedam adepti sunt. hanc praedam adepti, domum regresst sunt. ciués nostri Télebods ulcisci uolurunt, quod Téleboae iniiisti fuérunt, et nobis causa belli itistissima fuit. milités igitur nostri, fortissimi uiri, ad eam terram in nauibus progressi sunt, ad terram progressi, ex nauibus celeriter égressi sunt. & nauibus @gressi, castra statim posuérunt. Amphitruo hostis per légat6s sic adlociitus est: ‘6 Téleboae, si uds tantam praedam in agré Argiud adepti, omnem hanc praedam nobis reddere uultis, Amphitru6 exercitum sine bellé domum rediicet; ab agro abibit, pacem et otium udbis dabit. st ndn 60 > Secd0 3B 181 uultis neque omnia nobis dabitis, oppidum uestrum oppugnabit et délébit.’ sic loci sunt AmphitruGnis légati. sed Téleboae sic respondérunt: ‘uds, Thébant, statim abite. nostri milités uiri sunt summa fer6cia, uirtiite maxima. bellum gerémus, sinecesse erit, et nds nostrdsque titari possumus. uds igitur, nostré ex agro égressi, exercitum uestrum dédiicite.” sic Téleboae, ferdciter lociiti multaque nostré exercitui minati, Amphitrudnem exercitum dé agré statim dédiicere jussérunt. Amphitrud igitur hostis ulcisci uoluit et € castris omnem exercitum celeriter prodixit. Téleboae ex oppidé suas legiGnés instrixérunt suas. deinde imperat6rés in medium exiérunt et extra turbam Grdinum collociti sunt. paulisper collociiti, cénsénsérunt: ‘uicti post proelium uictoribus urbem, ards, focds, séque dédent” haec fuit condicis proeli. utrimque tubae cecinérunt, cnsonuit terra, clamor ad caelum iit. Amphitrué Iouem precatus est et exercitum hortatus est. Touem precatus exercitumque hortatus, in proelium sé fortiter tulit. cSpiae utrimque sé in proelium tulérunt. dénique, ut uoluimus, nostra manus superauit, sed hosts non fagerunt. Amphitrud, hoc cénspicatus, equités sé in proelium audacter ferre iussit. in proelium sé tulérunt, cOpiasque hostium audacter protriuérunt. tum hostés sé in fugam dedérunt. usque ad uesperum pugnauimus. postrémé nox uénit et proelium dirémit. sic hostis nostrés ill6 tempore fortiter uicimus. hanc tam illdistrem adeptus uictoriam, Amphitrué légatds hostium in castra postridié accépit. lg: hostium, miseré ex urbe profecti, et nds uehementer precati, dédidérunt sé, urbem, liberds, omnia diuina himanaque in arbitrium Amphitrusnis.” (Sésia termina o ensaio de seu discurso) haec sic meae dicam dominae. nunc in aedis ingressus, illud imperium Amphitrudnis exsequar. omnia Alcuménae lociitus, imperiumque exseciitus, ad Amphitrudnem celeriter redibo. 65 70 75 80 85 90 +m 182 Seca0 3B Vocabulirio da Segao 3B adept-i(nom.m pl, tendo (cles) obtido adept-us (nom.m.s} tendo (ele) obtido adepr-Isunt (eles) obtiveram adgresst sunt (eles) atacaram, adgresst (nom.m.pl.) tendo (cles) atacado adlocitus est (ee) dirigiu-se a, faloua ‘ager agr-72m. campo, terrtério Alcumén-a ae If, Alemena ar-a ae Mf altar arbieri-um T2n, arbitri, poder Argiu-us a um argivo, prego caudécter corajosamente, audaciosamente cael-um 72n. céu cané 3 cecint ressoo castr-a drum 2n-l. acampamento (militar) caus-a ae If. motivo, raz0, celeriter rapidamente clamor clamér-is 3m. gito, clamor collocit-i(nom.m.pl) tendo (eles) discutido collociit-t sunt (es) diseutiram condicid condicion-is 3. condigdo, termo(s) cOnsentié 4 consensi entro em acordo @nsoné | cBnsomuilretumbo cOnspicatus (nom.m.s) tendo (cle) avistado cGpi-ae drum \fpl. tropas edo 3 dedidi entrego, rendo-me edited 3 retiro denique finalmente, afinal, por fim dirima 3 dirémtienerrompo, cesso diutr-us a.um divino domin-a ae \f. senhora edie6 3 éditxi conduzo para fora égressi sunt (cles) sairam, ‘desemiarcaram EgressT tendo (eles) desembarcado equit-és um 3m. cavaeiros, cavalaria ‘exsecttus (nor.m.s) tendo (ele) executado ‘exsequor 3 dep. exccuto, realizo, cumpro extra (+ ac.) fora, além (de) feroci-a ae \f. ferocidade, violencia ferociter ferozmente, com violencia foe-us T2m, lar(eira), altar Jortiter corajosamente “fuga ae If fuga hhortatus (nom.mn s) tendo (ele) exortado hortatus est (ele) exortou, encorajou hhostis host-is 3m. inimigo Ihiman-us a um amano illastris ecélebre imperdtor imperdtar-is 3m. ‘comandante Jingressus (nom.s.m,) tendo (ele) entrado iniist-us a um injusto instrué 3 strat disponho ist-us a um justo {ggat-us 72m, embaixador legis logion-is 3. legido Iiber-T6rum 2m.p\. filhos lociati sunt (eles) falaram loci (nom.m pl. tendo (eles) falado locitus (nom.m.s) tendo (ele) falado ‘man-us its Af. mao, (corpo de) tropats) rmedi-us a um meio, médio ‘minatt (nom.m.pl) tendo (eles) ameagado miseré num estado de A atribuigdo de ‘critica literria’, ponto de vista moderno, cabe somente a algumas partes da obra de ‘Marco Fabio Quintiliano (Marcus Fabius Quintilianus, ¢.30-96), a Educagdo oratéria, cujo objetivo 2 formagao do orador, uma atividade muito importante na vida romana. Para estudos sobre outros. aspectos da obrade Quintiliano, cf por exemplo M.A. Praeiks. Quintiliano Graménico. 2 ed, Sko Paulo: Humanitas, 2006; B.A. Vascoscetos. Ciéncia do dizer bem: a concepeao de retérica de Quintiliano em Institutio oratoria If, 11-21. Sao Paulo: Humanitas, 2005, (N.T.) 79-80 Secdo 3B 189 dicet ... grauiter, sefleré, doriter, uehementer, concitité, cOpidsé, amaré, ‘cOmiter, remisse, subtiliter, bland, léniter, dulciter, breuiter, urbané. grauis sério, grave ‘amarus amargo lands lisonjeiro seuérus severo ‘coms afavel lenis brando, ameno cconcitétus apaixonado remissus suave, décil urbaus espirituoso cépiés-us a.um abundante _subrilis preciso, exato Até aqui, voeé encontrou ego ‘eu’ (pl. nds ‘nds’, ti “t’/*voes" (pl. was ‘vos'/voeds’ ye as formas possessivas correspondentes meus ‘meu’, twus ‘teu’ (= de voe’, seu), naster ‘nosso’, wester ‘vosso’/‘seu’. Mas nao lidamos ainda de modo mais completo com as formas reflexivas usadas para dizer ‘o(s), a(6)’ € 0s possessivos correspondentes “seu(s), sua(s)’, ‘dele(s), dela(6)’. O latim faz uma importante distingdo entre 0 uso re- flexivo desses termos (indicando que 0 pronome em questio se refere & mesma pessoa que ocupa a posigdo sujeito da oragdio) ¢ 0 uso néio-reflexivo (quando os pronomes ‘em questo ndo se referem a mesma pessoa referida pelo sujeito). Quando o latim emprega s@, 0 pronome se refere d mesma pessoa do sujeito da oragao. De igual modo, quando o latim emprega suus a um, a pessoa em questdo & a mesma do sujeito, e..: edra) Phaedra sé amat ‘Fedra se ama’, ‘Fedra ama a si propria’ (si Nicobiilus suds nummés habet, literalmente: ‘Nicobulo tem seu (suds = de Nicobulo) proprio dinheiro’, ‘Nicobulo tem seu dinheiro’ (i.e. 0 dinheiro nio pertence a outra pessoa, é de Nicobulo) Phaedra eam amat ‘Fedra a ama’ (eam nio se refere a Fedra, que, portanto, ama outra pessoa) Nicobiilus eius nummas habet “Nicobulo est em posse do dinheiro dele’ (eius NAo pode referir-se ai a Nicobulo, mas a outra pessoa). N.B. As formas sio idénticas no s. ¢ pl. dos trés géneros. A referéncia ao sujeito do verbo Ihe diré se é preciso usar s. ou pl; m., foun, 190 Secéo 3B 80 Flexo de su-us a um Este adjetivo possessive (‘seu(s)’, ‘sua(s) como mult-us a um. ‘dele/a(s) proprio/a(s)’) se declina EXERCICIOS 1. Traduza as frases seguintes: (@ _hostem iratum et multa mindtum miles audax saeué adgressus est. (b)_equités & castris suis égressi ad urbem celeriter progressi sunt. (© navem adeptus celerem réx longé a terra sua fgit. @ _uxdri mutta lociitae uir ferdciter respondit. (© _ubi légati hostis adlociiti sunt, ad castra regresst uerba edrum duct nostrd niintiduérunt. (©) dux mites hortétus audacter sé in proelium tulit. (g)_hostés nostrdrum ferdciam equitum passi in oppidum suum fagérunt et ibi sé célauérunt. 2. Traduza as frases: (a) non uluere bonum est, sed bene uluere. (Séneca) (b)_némo togam simit nisi mortuus. (Juvenal) (© multorum opés praepotentium excliidunt amicitias fidalis: ndn enim solum ipsa fortiina caeca est, sed e6s etiam plérumque efficit caecds quas complexa est. (Cicero) uo 3 vivo ‘praepoténs praepotent-is. _caee-us a um cego tog-aae If. toga 3m, (homem) muito plerumque geralmente sitm@ 3 ponho, visto poderoso efficté 3/4 faco (dois ac) ‘morior 3/4 dep. mortuus —_fid@l-is¢\eal, fel quads (ac.m.pl) que/os quais ‘morro ‘non slum... sed etiam complector 3 dep. complexus ‘op-€s op-um 3¢pl. riqueza(s) no s6... mas também abrago excliidé 3 excluo, profbo _ipsela prépria (noms) amicitiaae If amizade —_fortin-a ae If. fortuna, sorte LEITURA, 1. Bm cada uma destas frases, & medida que vocé traduz as palavras na ordem em que aparecem, defina os limites da oragdo que contém um participio e diga que fungdo ele tem nela (i.e. concordando com que sujeito, qualificando que sujeito, ob- ‘jeto direto, objeto indireto, etc). Entdo, tradiza em portugués fluente. Finalmente, voltando ao latim, leia-o em voz alta, num ritmo que demarque apropriadamente os grupos de palavras. Eg, hane praedam adepti domum regressi sunt. Oragdo do participio: hane. adepti: concorda com o sujeito (algum na 3* pl). ‘Depois de conseguirem a Seco 38 191 estes despojos, voltaram para casa’. Leia 0 enunciado em latim em voz alta fazendo uma pausa (virgula) depois de adepti (@ Amphitrud igitur milites e6 tempore hortdtus in proclium sé tulit (b) ux milités allocitus est et praedam post uictOriam pollicitus signum dedit. (© uxor Amphitrudnis uirum in uid cOnspicata domo égressa est. (@)_uxdri multa precatae et cOnstantiam uirT recordatae Amphitrué tamen nil respondit. (© _seruus autem dominum mutta mentitus facile décepit 2. Leia estas oragées participiais, traduzindo-as na ordem em que as palavras aparecem, e determine sua funcdio na sentenca (N.B. nao hé ablatives). Entéio, indique qual dos itens da lista abaixo correspond & sua parte final. Finalmente, tendo-as traduzido adequadamente para o portugués, leia-as em voz alta em latim, ‘num ritmo que demarque de modo apropriado os grupos de palavras, pensando no sentido daquilo que I. (@) cTuibus dtium et picem adeptis (b)_legatds haec uerba lociitds ... (© manum serudrum in castra hostium profectorum ... (@)eimulieri clam in bellum uirum secitae .... (© ducem ad exercitum hostium progressum milités mala uerba locitt sunt dux hostium castigauit bellum malum uidstur maximum esse legi6nés seciitae sunt domint necduérunt EXERCICIO DE LEITURA / TESTE Leia com cuidado a passagem, traduzindo as palavras na ordem em que apare- cem, determinando, d medida que avanga, a funcdo das palavras encontradas e os sintagmas em que devem ser agrupadas e dizendo 0 que vocé espera com base em cada novo item que encontra, Traduza corretamente para o portugués. Entao, leia em voz alta em latim num ritmo que demarque de modo apropriado os grupos de palavras, pensando no sentido & medida que 18. Teleboas pracdam nostra in terra plOrimam adept6s dux noster uleiscT uoluit. cum exercitil igitur in terram Téleboarum profectus bellum cum eis gessit. Amphitrud autem, uir summa uirtite, per égatds lociitus Télebods praedam reddere iussit. sed ‘Teleboae, uirTsumma ferocid, multa ferdciter locutT multaque exercitut nostrd mind, Amphitrudnem statim abire iussérunt, erg proelium factum est. dux noster deds precatus atque exercitum hortatus milités in proelium dixit, hosts fortter progressos tandem uicimus. Amphitrud autem légatds hostium postridié in castra accépit, hance uuictOriam adeptus tam illistrem. legatt hostium, ubi ex urbe profecti sunt et ad castra uénérunt, ducem uchementer precdti nostrum dédidérunt sé in ejus arbitrium. 192 Secio 3B «80 PORTUGUES-LATIM 1. Verta para o latim: (a) Nosso general, depois de encorajar 0 exército, deu o sinal. (b) Anfitrido dirigiu-se aos inimigos por intermédio de embaixadores. (©) Todos os homens, uma vez que alcangaram a sabedoria, preferem paz ¢ tranquilidade & guerra. (@ Os inimigos safram do acampamento naquela hora. (© Embora eu tenha tentado falar claramente com eles, os inimigos me amea- garam ferozmente, (©) Eles mataram o homem quando ele assim falou. 2. Leia novamente o texto 3B e verta para o latim esta passagem: SOSIA Quando Anfitrido Ihes falou por intermédio de embaixadores, os teléboas assim Ihe responderam: *Vocés atacaram nosso territério. Vo embora ime- diatamente. Se no sairem, lutaremos’. Assith cles falaram. Mas Anfitriéo, homem de enorme coragem, depois de avangar com seu exército para fora do acampamento, encorajou seus homens, Entdo, ele os conduziu a batalha, A uta f0i grande. Contudo, nosso comandante obteve uma vitbria ilustre ¢ agora voltou para casa. Deliciae Latinae Construindo palavras Prefixos O prefixo di- ou dis- (ou dif) indica separagdo, divisio, negagAo (as vezes, excesso), eg: distd \ ‘fico a parte’, (ie. “disto’ cf. ‘distante’) dissideo ‘sento-me & parte’ (ie. ‘discordo’, ef. “dissidente’) differa ‘espalbo’, “difiro’ (cf. ‘diferente’, ‘diferenciar’) 48- como prefixo indica separaglo, auséncia, eg. séeirus ‘livre de preocupasao’ s@dlicd ‘eu conduzo para longe (do caminho que a pessoa seguia), desencaminho Gf. ‘seduzo'), séditia ‘ago de ir (e6, it) para longe’ (ef. portugues ‘sedigao’), sdulus “longe de trapagas’ (dolus ‘artimanha’), sécrétus ‘separado, posto longe’ (cf. port. ‘segredo’ — algo posto a parte; dai, um ‘secretério’ € alguém que lida com confidéncias). Assim, este s2- nada tem a ver com s2 reflexivo, EXERCICIO COM PALAVRAS Déo significado e discuta as relacdes que os termos tém com o latim: copioso, terra firma, legado, delegagao, agrario, ocioso, hostil, naval, pacificar, feroz, invencivel, exortar, ilustre, suicida (-cid- vem do verbo caed6 ‘eu mato’). Secdo 3B 193 Latim do dia-a-dia ‘per s@ ‘através de/por/em si (mesmo), ‘por sua propria natureza’ Latim de verdade Marcial difficlis facilis, iGcundus acerbus es Tdem. nec tBeum possum uluere, nec sine t8, (12.46) itcundus “doce? ‘dem o mesmo (nom) acerbus ‘amargo" 3 teu vivo" Divisa agnus in pace, led in bello. (Edmonds) ‘agn-us 72m, cordeiro 1e6 ledn-is 3m. ledo Estudo de palavras castrum castrum no s. significa um posto ou estabelecimento fortificado, no pl. um acam- pamento. A terminagdo ‘-caster’, “-cester’, -chester’ nos nomes de cidades inglesas indicam ‘acampamento’, e.g. Lancaster, Worcester, Manchester e Chester. castrum tem um diminutivo castellum, donde ‘castelo’ e, em francés, chéteau (um acento circunflexo em palavra francesa frequentemente indica um s “oculto’; cf. lat fenestra ‘janela’, fr, enétre), Newcastle-upon-Tyne* foi assim chamada porque tinha um Novum Castellum construido por William Rufus em 1080. castrum pode estar relacionado 20 verbo casiré, ‘corto’, ic. castrum = ‘parte ou lugar (re)cortado’, ‘trincheira’. Se € assim, castrum e 0 portugués ‘castrar’(ingl. ‘castrate’) tém origens semelhantes! sequor ‘sequor ‘sigo” tem um participio presente sequéns ‘seguinte’ e um participio perfeito seciitus ‘tendo seguido’. Dele obtemos ‘sequela’, ‘sequéncia’. cdnsequor ‘eu sigo a0 mesmo tempo/na companhia de’ nos da ‘consecutivo’ e ‘consequéncia’. exsequor ‘eu sigo até o fim’ nos da ‘executo’, no sentido de ‘realizar’ ou ‘levar (ic. condenar, juridicamente) alguém morte’. obsequor ‘sigo a determinagdo ou ajo de acordo com o desejo de alguém’ nos da ‘obséquio’, ao passo que persequor ‘sigo completa- mente’ nos dé ‘perseguir’.swhsequor ‘sigo sob’, dai ‘suceder’ (como numa lista), nos da ‘subsequente’. Em inglés ha diversos derivados de sequor, por meio do francés: a partir de ‘suivre’ (‘seguir’), tem-se ‘suit’, que pode significar ‘processo’, ou, num. uso menos atual, ‘pedido de casamento’, dai ‘suitor’, em portugués ‘pretendente’ (lit. aquele que persegue um casamento’), € 0 verbo ‘to sue’, em inglés, ‘processar’ “ Cidade situada no Nordeste da Inglaterra, ds margens do rio Tyne. (NT) 194 Secdo 3C +e Merctirio é muito mais esperto que Sésia e, por meio de alguns socos bem dadbos, quase 0 convence de que ele é uma outra pessoa. MER. quid factiirus est is seruus? estne in has aedis ingressirus? estne omnia dé e uictdria Amphitrudnis dictirus? ego ad eum adib6 et ab his aedibus celerrimé abigam. numquam hunc hominem ad aedis peruentre hodié sinam. quand mea forma eius formae similis est —immé uérd ille non est sui similior quam ego — mirés simillimds habébé. igitur ego malus, callidus, astiitus erd, et malitia, dolls, astittifs, fallaciis, ut eum ab his aedibus celerrimé abigam. (Sosia, in aedis intratiirus, Mercurium conspicdtur) sos. nunc ego in aedis intratiirus sum et domint facta narratirus. .. sed quis est hic homo? quem uides ante aedis domini? obsecré hercle, quam fortis est! numquam fortidrem uidi. minimé placet... certé hospitium meum pugneum erit. miserrimus sum! (Merctirio, fingindo nao ver Sésia, comeca a dar socos no ar, como que se aquecendo) MER. sos. MER. sos. MER. sos. MER. sos. magnum est pondus huic pugno, sed maius pondus ill... peril! pugnds ponderat! pugnis mé accipere uult. si quis hiic ueniet, pugnds edet. mihi non placet. céndui modo.... si hic pugnus 6s tanget, exossatum erit. mé pugnis exossdre uult? 5 mé miserum! tanti eré quanti miréna! nescioquis hic loquitur. saluus sum! mé n6n uidit! nam ndmen mihi non nescioquis sed Sdsia est. (Mercurius Sdsiam conspicétur) MER. sos. MER. sos. qué itiirus es, miserrime? dic mihi, quis es? seruusne es, an liber? loquere, pessime! seruus sum, in aedis domint itiirus. cuius seruus es? ciir, in has aedis intratirus, técum silenter loqueris? quid nantiatarus es? dic, omnium pessime. in eds aedis sum ingressirus. nam haec iussit dominus meus. eius enim seruus sum. 100 105 110 us 120 ars Seg303C 195 MER. _ abi, scelerum caput! homo nihilf es! nisi celeriter abibis, ego té, sceleste, his pugnis celerius exossabd! tanti eris quanti miiréna! SOS. st in mé pugnds exercitiirus es, ciir in parietem eds ndn primo domas? MER. — sindn abibis statim... 130 sos. sed hic habit6, atque huius familiae seruus sum. MER. — quis est dominus tibi? sos. Amphitru6, hominum optimus, et uxor eius, Alcuména, mulierum pulcherrima. MER. — et quid est nomen tibi, pessime? 135 SOS. _ (imponente) Sésiam mé uocant Thébani, Daui filium. MER. — quid tii loqueris? mentiris, audacissime. ti Sdsia es? ego sum Sdsia. noi hiic dolis“cdnsiitis uenire. SOs. immé consitis™tunicis hiic uenid, non dolis. MER. at mentiris; certd pedibus, ndn tunicis, uénisti. 140 iam pugnis ferdciter uerberat) MER. — etiam clamas, homo nihili? cui seruus nunc es? sos. sum Amphitrudnis Sosia. MER. — SOsia ego sum, non ti. 145 (pugnis eum ferécius uerberat Mercurius) sos. _ perit! occidi! MER. _ clams, homo nihili? tacé. SOs. _ tacébo. MER. — quis dominus tuus est? cui nunc seruus es? 150 SOs. nescid. quem maximé uis? MER. — melidra loqueris, quid igitur? quid nunc tibi est nomen? sos. _ nesci6. quid uis? MER. optima dicis. es Amphitrudnis Sdsia? sos. minimé. 155 MER. _ optim respondés. némo enim est seruus Amphitruénis nisi ego. 86S. (scum loquitur) némo est peior quam hic pessimus. nénne sum ego seruus AmphitruGnis Sdsia? ndnne ego nunc std aedis ante nostras? ndnne loquor? nénne hic habits? nonne hic homo mé pugnis uerberat? nonne domum initirus sum nostram? 160 (Sésiam domum initiirum Mercurius prohibeg) 196 Secao 3C 20 MER. quae uerba loqueris? uestram dicis domum? sed haec domus mea est, non tua, homo nihili. nol mentiri. (pugnis ferocissimé uerberat Mercurius Sdsiam) sos. MER. sos. peril! quis ego sum, si n6n Sdsia? té interrogo. ubi ego Sdsia ndl6 esse, ta Sdsia eris. nunc, quando ego sum Sosia, abi, pessime. (scum pliirimum meditatus loquitur) certé, frma eius simillima est meae. nam eundem petasum habet, eundem uestitum, eandem statiiram, edsdem pedés, idem mentum, easdem milas, eadem labra, barbam, nasum, collum. totus mei similis est. is uérd similior mei quam ego. si tergum habet cicatricdsum, némo similior mei. sed ego equidem certé idem sum, Sdsia, domint optimi seruus optimus. niilhis enim seruus melior quam ego, nallus dominus melior quam Amphitrus. (te lociitus Sasia exit) Vocabulario da Segao 3C abigd 3 afasio edsdem (acl) asmesmas —_ingressiirus (nom.m.s) que esti anou edo 3 como para entrar astitits (abl) com asticia(s) __edsdem (ac.mpl.) os mesmos_interrog6 | pergunto astitus a um esperto, astuto _eguidem na verdade, quantoa —_intratiirus (nor.m.s) que esté barb-a ae If. barba mim ‘para entrar callid-us a um hail, ‘etiam também itarus (nom.m.s) que est para ir hhabitidoso, esperto (lit. ‘eundem (ac.m.s.) 0 mesmo labr-um F2n, labio “calejado’) exercitiirus (nom.ms) que esti _mdi-a ae If. face, bochecha celerius mais rapidamente para exercitar malitid (abl) com maldade celerrimé muito rapidamente —_exassat-us a um desossado, maxim muitissimo, nd janto ‘moido principalmente Cicdtrieds-us a.um coberto de _exoss6 1 desosso, moo ‘ment-um T2n, qucixo cicatrizes fact-um Tn. feito ‘minimé no, 0 menos, coll-um 72n. pescogo _facttrus (norn.m.s) que esti absolutamente cOnsitis tuniets com uma para fazer ‘miserrimé o mais tiinica de segunda mio (lit. _fallacits (abl) por meio de desgragadamente “com tiinicas remendadas’) enganosiardis ‘modo ha pouco, recentemente Dau-us 72m. Davo ferdcissimé muito ferozmente _miirén-a ae If. enguia dictirus (som.m.s) que esti __ferdcius mais ferozmente ndrrdtiirus (nom.m.s) que est para dizer ‘form-a ae If. aparéncia para contar dolis (abl) com trapagas fort-ise forte nnds-us 2. nariz. dolis consis com trapagas habit. 1 moro némo némin-is ninguém, de segunda mao (lit.'com —_hercle por Hércules! nnescioguis (nom, alguém (sei trapagas mal costuradas’) —_hospiti-um 72n, receps4o, Ji quem, lit. ‘ndo sei quem’) domé | amanso hospitalidade nihilf sem nenburn valor, de eadem (ac.n.pl.) as mesmas dem (nom.m.s)0 mesmo rnenburm valor coisas, o mesmo idem (nom.ns) 0 mesmo, a nénne porventura ndo?, por eandem (ac.fs) a mesma ‘mesma coisa caso 165 170 8 Segio3C 197 muntdtirus (noms) que esté _placet agrada sing 3 permito para anunciar plirimum rita stanir-a ae If altura obsecr6 | pego,suplico ponders | peso tant... quanti... de tanto valor optim’ muito bem, deforma ponds ponder-is n. peso quanto, o mesmo que excelente pring primciro ‘cum contigolcom voc’ 46s drs 3n, face, boca prohibe6 2proibo, previno _terg-um T2n, dorso,costas pariés pariet-is3m.parede —_pugne-us a um de punko {6teus a um todo, inteiro pedibus (2b) com os pés, ap _pugnis (bl) com os punhos __funicis (abl) com a tinica és pect-is im. pé ppugn-us T2n. punho uesti-us is 4m, roupats) eruenié 4 aleango {quand6 quancio, uma vez que ui (abl) compel forga petas-us P2m. chapéu silenter em silencio VOCABULARIO DA 3C A MEMORIZAR Substantivos forma ae \f.aparéncia ——_pugn-us 72n, punho és pedis 3m. pé dol-us 72m. trapaga rnémo némin-is ninguém Adjetivos worusaumverdadciro fortis e forte (corgjoso, dem eardem idem (oh. is bravo) e-aid) o/a mesmo Verbos interrog@ | pergunto lacet 2 placw-itfplacitum est (8) agrada a (¥) Outros ‘etiam também, ainda, de fator2ewn (pl. uobiscum) ‘dnne porventura no? contigo, com voe® (pl ‘quando quando, desde que com vocss) Gramatica e exercicios da 3C Nesta secdo vocé ver “+ Partic{pios futuros ativos e depoentes: ‘haver de / estar em vias de’ + O quarto tempo primitivo (participio perfeito) dos verbos ativos + Tempos primitivos ‘imprevistveis’ O ablativo de instrumento ou meio: ‘por meio de’, ‘com’ nGnne? (‘por acaso nao...” ‘porventura no..., ‘mas... N&0...?") dem ‘o mesmo’ e némo ‘ninguém’ Advérbios comparativos e superlativos ‘mais -mente’, ‘o mais/muito -mente’, “issimamente* EimmParticipios futuros ativos e depoentes: ‘haver de / estar em vias de’ s participios futuros de verbos ativos ¢ depoentes tém sempre sentido ativo. Eles significam ‘haver de (fazer algo), ‘estar em vias de (fazer algo), ‘estar para (fazer algo), ‘pretender (fazer algo)’ so formados pelo acréscimo de -firus a um ao tema 198 Seco 3C 81-83 do participio perfeito, eg, minatiarus "(que) esté em vias de ameagar’, amatizrus (que) esta em vias de amar’ efc. Assim como ocorre com os parti tes, trata-se de formas nominais do verbo, ie. funcionam como adjetivos verbais e devem concordar em pessoa, nimero e género com o termo que indica quem ‘esti em vias de (fazer algo), e.g. locittira (f) est ‘ela esté para falar’; 2gressiiri sunt ‘eles esto para sair’, eds progressiirds uided “eu os vejo a ponto de avangar’. Observe a dica para memorizar esses participios na palavra ‘futuro’ ic. -fr-us. eo Se Gara eee ‘Vocé ja encontrou trés tempos primitivos dos verbos ativos, i.e. o presente do in- dicativo (que é a forma da entrada do verbete no dicionério latino), 0 infinitivo ¢ 0 perfeito (e.g. amd, amare, amaui; habeo, habére, habul etc). O participio perfeito se forma como segue: Partes principais regulares Presente indicative Infntio presente Perfetoindicatwo _Partclpioperfito pasivo con). amo amaut ama-t-us a um 2 con. habeo habui habitus a um #conj. audio audiut audit-us a um Notas 1. Como vocé pode ver, o participio perfeito é formado regularmente mediante acrés- cimo de -f-us a um ao tema: amd-t-us, audi-t-us etc. Observe a forma habi-t-us (e- muda para ~i). Assim, os participios futuros das trés conjugagdes regulares, serfio amdt-dir-us a um, habit-iir-us a um, audit-iir-us a um, 2. Por curiosidade, 0 sentido desse participio €, propriamente ‘tendo sido —do’, eg. amatus ‘tendo sido amado’. Cf. 77 para os participios depoentes e semidepoentes, os quais, como vimos, significam ‘tendo —do’.O participio perfeito,significando “tendo sido —do’, nao serd tratado apropriadamente antes do item 151, ss (iieeioe eee vei £ melhor pensar que os tempos primitivos de todos os verbos da 3* ¢ 3/4* con slo imprevisiveis e precisam ser memorizados. Observe, porém, que 0 tema + -1us (as vezes + -sus) & um dos paradigmas, e.g. dic-o die-tus, Seguem abaixo todos os ‘tempos primitivos dos verbos ativos dessas conjugagdes vistos até o momento, bem ‘como dos verbos irregulares da 1°, 2* 4* conjugagSes, listados pela terminagdo do participio perieito. Na verdade, quando o verbo ¢ ativo a iltima forma que os dicionarios trazem ¢ 0 supino, muito se- ‘melhante o participio passado (ef. supino amatum; part. pass. amatus, amata, amatun). 0 supino seré visto mais tarde. Se o verbo 6 depoente, a iltima forma & 0 pretérito perfeito, Um verbo como oqu, ‘geralmente vem assim no dicionario: oguor, logu, locutus sum). (N.T) a3 Seco 3C 199 Presente Ininitivo Perteito Partcpio passivo indicatvo presente indicative ——_pereito Participios perfeitos terminados em -ct-us a um: -<(00 prd- dics — diicere uxt ductus ‘conduzo’, etc. = |} dico dicere dixi dictus facio facere fect factus perficis perficere perfect _—_perfectus -ne-6 uuined uincere let uuictus ‘vengo’ -e5 ago agere eel actus “fago” lego legere legit ectus ‘eio! qué coqua coquere cox coctus ‘cozinho” Patticlpios perfeitos terminados em -st-us a um: rd gerd gerere gesst gestus “fago” Participios perfeitos terminados em -pt-us a um: “poo capi capere capi captus ‘pego’ dcipio decipere d&cépi_-—dceptus.-—“engano” bd {ad)scribs.—seribere-—-scripsT_-— scriptus. “escrevo" articipios perfeitos terminados em -(n)sus, -(s)sus: “tO mitts miittere mist missus ‘envio’ do defends defendere defendi_—defensus_—“‘defendo’ -deo uuides uidére uid uisus “vejo’ 3 irridere inrist irrisus ‘tio (dey possideo possidére _possédi_—possessus ‘tenho’, ‘possuo” responded respondére respond —_respOnsum' —_‘respondo* 200 _Sec4o 3C 3 Presente Infinitive Perteito Patticipo passvo indicativo presente indicativo —_petfeto -m-6 opprims opprimere oppressi__oppressus. outros em -e5 iubeo iubére iusst iussus maned manére manst ménsus Participios perfeitos terminados em -ftus: -d-6 crédo crédere crédidi —créditum' —‘ercio” dado dédere dédidi —dditus ‘rendo(-me)’ redo reddere reddidi —_redditus ‘devolvo" Participios perfeitos terminados em -itus, -Gtus: -u-( solu soluere solut soliitus “solto’, ‘pago’ moued. mouére moui motus: “‘movo’ adiuud adiuuare —adidui-_——adiditus, ‘ajudo? Participios perfeitos terminados em -tus adicionado diretamente ao tema: & dare dedi datus ‘dow’ sto stare steti statum! ‘estou em pe? Cinyuenio uenire vent ventum “venho’, “encontro™ uuincio uincire uinxt uinetus ‘ligo, ato’ fugio fugere fig fugitirus: —“fujo” sind (emasi-) —sinere shut situs “permito’ dates délere deleui ——_digtus “destruo’ ‘estou presente’ futiirus’ ‘estou encar- regado de’ ful latus ‘carrego’,‘suporta’ ablatus ‘levo embora’ “entro’ ‘afasto-me? ‘saio’ red- ‘retorno” Tul ou it * Verbos intransitivos tfm apenas a forma em -um do participio perfeito, que seréfornecida a partir aqui. Veja a Gramatica de Referéncia A-G Introdugao (d) Nota. ? Sem participio perfito. Em tais casos, fornecemos 0 participio futuro, quando houver. 83-84 Secdo3C 201 Nota A medida que vocé aprender o importante quarto tempo primitivo dos verbos lati- nos, ndo deixar de observar como ele se mostra extraordinariamente frutifero na formagao de palavras de varias linguas. Vocé descobriré que frequentemente pode formar uma palavra da lingua portuguesa por meio do acréscimo de “a0” “ivo’, ‘ura’ ¢ ‘or (¢f lat. -fo, -iuus, -ura, -or) ao tema do participio perfeito latino: e.g, de ablatus, ablatiuus,‘ablativo’; de scriptus, scriptor ‘escritor’ seriptira ‘escritura’; de natus (part. perf. de nascor, ‘nascer’), natio ‘nagio’, ndtura ‘natureza’, ‘natural’ etc. Faga um teste a partir da lista acima, Para a formago do partiejpio futuro, veja 81 e 82 acima. EXERCICIOS 1. Traduza estas formas de participio futuro e diga a que verbo pertence cada uma delas: intratarus, climatdrus, factirus, habitirus, monitirus, mansirus, auditiirus, mentitiirus, Egressiirus, ductiirus, captiirus (opcionais: suspicatiius, reditdrus, locitiirus, datirus, rogatdrus, precatirus, dictiirus, défensirus, deletdrus, soldtdrus, passiirus). 2. Diga quais participios desta lista esto no futuro e quais estdo no perfeito: scriptir®, lociitae, Actaris, imuentirT, seciitas, égressira, acceptirorum, futtra, ‘moritdrum, gestiirum, nintiatdrds, suspicdtus, uictiiram, hortatds. 3. Passe para o latim: em vias de ir, a ponto de fazer; pretendendo defender; em vias de devolver, a ponto de rir, em vias de por, em vias de ver; pretendendo mandar, pretendendo enganar. Srna na eae Até 0 momento, identificamos trés usos do ablativo: (@) Locativo, e.g. ‘em’ algum lugar ow tempo (cf. 10, 67). (b). Separagio (¢f. auferé ~ ablatus ‘levo embora’) e.g. ex, ab + abl. (cf. 23). (©) Descrigdo, e.g. ‘uma mulher de grande coragem’ (cf. 9). Pela primeira vez, encontramos agora o uso ‘instrumental’ do ablativo, Ele apresenta © instrumento com 0 qual ou por meio do qual wma agao ¢ realizada, eg. pugnis mé uerberat ‘ele me bate: /por meio de seus punhos! usando seus punhos como instrumento” pedibus hiic uenit ‘ele vem (até) aqui com seus proprios pés/a pé* EXERCICIOS 1. Traduza: @) at mé per omnem ultam miserrimam dolis d&cépit homo pessimus. (6) quaré igitur eam pugnis ferdciter uerberauit? (©) manibus mets has aedis hoe annd perféci. 202 Secéo 3C 85-06 (@) neque astatits neque dolis cluts umquam décipies. (© _facinoribus maximis et sceleribus plirimis rem sibi optimé gessit homo pessimus. © omnis uxdrés uirtite ct continentia Alcuména superduit 2. Traduza: (@ none ile seruus in aedis intratdrus est? (b)_ ego illum pugnis mets eddem tempore uerberdtiirus sum. (© none Sdsia ille stultissimé detirus est, si has aedis ingredi uolet? @ eum seruum ego maxim® uol6 med forma hane noctem d&cipere. © _Sosia sua uirtdte mé numquam uincet () quid futdrum arbitratur? hac enim hora illi nomen med astitia ablatirus sum, PE mnonne? (‘por acaso nao...?’, ‘porventura nao...?’, ‘mas... nao...?’) nonne...? inicia questdes em que o falante espera resposta afirmativa. A melhor maneira de traduzi-las é ‘ndio ocorre X?” (ou *X ocorre, ni é?"); ‘por acaso n&o...?” também serviria. E.g. ndnne eam amd? ‘nio a amo”, ‘eu a amo, nao &, ‘mas eu ndo a amo?" ‘ndo verdade que eu a amo?" idem ‘o mesmo’ e némo ‘ninguém ‘dem eadem idem ‘o mesmo’ gen. at abl £ n n idem — éadem —-dem eag-dem — éa-dem eiin-dem eén-dem idem eds-dem — éa-dem = eitissdem — earin-dem edriin-dem = ef-dem — eis-dem? — eé-dem ed-dem —_ed-dem " Também se encontra dem. Também se encontra Isdem. Nota ‘O pronome se declina como is ea id + dem (mas cf. idem, e nfo, 20 contrario do que se poderia supor, isdlem, iddem). Observe que, quando as formas de is terminam em-m, este se torna-n-antes do-d- de -dem, e.g. eum-dem: eun-dem; edirum-dem: edrundem. nemo 3m.(f.) némint nfill-3 (némin-e) a7 Seg3o3C 203 Advérbios comparativos e superlatives so formados a partir dos adjetivos corres- pondentes. Observe que, em portugués, o sufixo se acrescenta ao que seria a forma feminina do adjetivo, ao passo que, no latim, a0 radical do adjetivo: tola(mente) mais tola(mente) tolissima(mente) stdlt-us stilt-ior stultissim-us stilt-é ‘stilt-ius (neutro) stultissim-& rapida(mente) mais rapida(mente) _rapidissima(mente) céler celér-ior celérrim-us celér-iter celér-ius (neutro) celérrim- ‘Advérbios comparativos e superlativos irregulares béne ‘bem’ mélius ‘melhor’ —éptimé ‘otimamente’ male ‘mal’ péius ‘pior’ péssimé ‘pessimamente’ péulum ‘(um) pouco” minus ‘menos’ —minim® ‘pouguissimo’, “de modo algum? miltum ‘muito pls ‘mais’,‘em — plirimum ‘muitissimo’, ‘em ‘maior niimero” grandissimo ntimero” magnépere ‘grandemente’ mégis ‘mais’ maxim ‘maximamente’, ‘sim’ N.B. A maioria desses advérbios ¢ irregular apenas no sentido de que o adjetivo cor- respondente tem formas comparativas e superlativas irregulares. Se vocé jé conhece as formas do adjetivo, vai perceber que a maioria dos advérbios correspondentes se forma de modo bastante regular a partir delas. EXERCICIOS 1. Forme e traduza os advérbios comparativos e superlativos de: stulte, bene, pitidé, miseré, pulchré, celeriter, audacter, male (opcionais: multum, paulum, plané, magnopere, facile). 2. Identifique e traduza os advérbios comparativos e superlativos da lista: facillimé, malum, scelere, illus, astitius, uérd, optimé, stulté, opere, magnopere, fortius, altertus, nimis, magis, minimé, hodié, pulcherrims, 3. Traduza estas expressdes: vir summé uirtite; summa uirtite; seruus summa astitia; astatia summa; manibus pedibusque; hoc annd; eddem forma; meis pugnis; eBdem tempore. 4, Passe para o latim: no mesmo dia; uma esposa da maior exceléncia; com a maior coragem: com meu punho; no mesmo ano; com as mesmas mos; um escravo de grande audacia; com um truque. 204 _Secdo 3C +7 5. Traduza as frases: (@_omne futdrum incertum est. (Séneca) (b)_ inter peritira uiuimus. (Séneca) (©) dé futiris rebus semper difficile est dicere. (Cicero) (@)_ uirtis eadem in homine ac des est. (Cicero) (©) fituia ut. (Virgilio) incert-us a um incesto ered pertre peritperitus uu 3 vivo inter (+ ac.) em meio a ‘motto uis £. forea, violén (abl. ut) EXERCICIO DE LEITURA / TESTE Leia as passagens, traduzindo as palavras 4 medida que ocorrem, definindo a funcdo de cada uma delas e dos grupos de que fazem parte na oragéo. Traduza em portugués fluente. Por fim, leia em latim em voz alta, num ritmo que demarque de modo apropriado os grupos de palavras, pensando no sentido do que 18. a) mihi hdc tempore pater meus officium crédidit maximum. nam dum ef forma Amphitrudnis Alcuménam décipere placet, ego seruum Sésiam ab aedibus abactirus sum. ego igitur mets pugnts illT serud exitium minatdrus in uiam ibd. ‘mea illum astitia décipiam facile, quod mihi uir nalld sapientia esse uid&tur. 1 ‘ego ndmen eddem tempore meis auferam dolis. plac8bit enim mihi adeumeadem — 5 fOrma ac udce eadem adgrei ») Sosiam in aedis domint ingressOrum Mercurius dotis atque astatits d&cépit. Sosiam enim ingredi nén siuit, quamquam eum Amphitrud Alcuménae ed tempore omnia ‘narrare iussit. Mercurius enim patrem suum, id est louem, cirat. nam ille his in aedibus hanc noctem Alcuménam fOrma uiri décépit. Mercurius autem sé Sdsiae (0 similem fBcit et eddem fOrmd et udce edem ndmen eius cépit. Mercurid tandem Sosia uix (mal: difcilmente) erédidit, quando sibi simillimum deum arbitratus est. et hoc facilius opindtus est seruus quod deus eundem habuit petasum, uestitum. cundem, eandem statiiram, pedés edsdem, idem mentum, malas edsdem, eadem labra, barbam eandem, nasum eundem, collum idem. sémet (ele mesmo; ac.s) 1s uér6 Sosiam arbitrari tandem Sosiae placuit, quod sé bene cognouit. PortuGuEs: LATIM, 1. Verta para o latim: (@) Que esta pretendendo fazer aquele escravo?! (b) Por acaso ele no vai narrar a batalha a Alemena?’ (©) Pretendo engané-lo com meus truques e meus punhos ao mesmo tempo. (@ ois vim aqui com o intuito de ameagé-lo de morte: (©) Decidi* tomar dele 0 seu nome por meio deste truque? (©) Nada fiz. mais facilmente, nada methor, nada mais répido (= rapidamente). * use participio futuro para indicarintengdo ou iminéncia de ago, = ‘ameagar morte a ele’ > use mihi placet + infinitive, aa Secao 3C 205 2. Leia o texto da 3C novamente e verta esta passagem para o latim: MERCURIO. Quem fala? Se encontri-lo, pretendo atacé-lo com meus punhos. SOSIA Emelhor ficar quieto. Se ele me tocar com aqueles punhos, decerto ficarei ‘como uma enguia’. MER Aonde vocé pretende ir, patife? Quem é vocé? Vocé é um cidadao? Sos Sou um escravo. MER Quero que vocé me diga mais do que isso. Qual é seu nome? SOS Meu nome é Sésia. MER Vocé est mentindo. Vocé est pretendendo me enganar com seus truques? Se voce nio se afastar répido, eu o matarei com estes punhos. “Traduza: ‘serei de tanto valor quanto uma enguia’ Deliciae Latinae Construindo palavras Sufixos -fex fic-is € um sufixo ligado a facio “fago’ e geralmente expressa uma ocupago ou profissdo. Assim, carnufex = card (carn-) ‘carne’ + fex, ‘carniceiro’, ‘car- asco’, ‘cruel’; artfex = ars (art.) ‘arte’, ‘técnica’ + fx, ‘artifice’, ‘artista’; aurifex = aurum + fex, “ourives’. Nero disse de si mesmo em seu leito de morte: quélis artifex _pere6, cuja tradugaio seria algo como ‘Que (quali) artista morre com minha morte!” “Com minha morte, morre um grande artista’ (lit. ‘que artista morro!’) Participio perfeito O participio perfeito é uma fonte inesgotavel de nosso vocabulério (cf. p. 201). Mui- tas palavras do portugués so formadas pela adig&o de ‘-Ao’, ura’, “ivo’, “-or' ao tema do participio, e.g. ‘produgao’, ‘diego’, ‘fator’, ‘missiva’, ‘captura’, ‘perfeigao’, ‘aglio’ ete. Consequentemente, essas palavras podem ajudar vocé a identificar qual € 0 participio latino em questio. Por exemplo, qual é o participio perfeito de capi? capitus? Em portugués, porém, temos ‘captura’, ndo ‘capitura’ E provével, portanto, que © participio perfeito seja captus. De modo semelhante, na tradugao do latim para o portugués, uma palavra como progressiirus (part. fut., formado do part. perf. progressus) lembra ‘progressio’, i. ‘ir adiante’. Assim: -itr-a ae If, adicionada ao tema do quarto tempo primitivo forma substantivos abs- tratos denotande: agdo: scriptiara ‘escrita’, ‘escritura’ (scribd ‘eu escrevo") resultado: ndtiira ‘nascimento’, ‘natureza’ (ndscor ‘eu nas¢o") ocupagdo: mercatira ‘comércio’ (mercor ‘eu vendo, negocio’) EXERCICIO COM PALAVRAS Dé o significado e a relacdo que as palavras seguintes tém com o latim: forma, pe- destre, melhorar, pejorativo, interrogar, estag0, manso, visio, retengdo, posse(ss4o), posigao, verificar, gesto, solugdo, invengao, exaltagao, futuro, estatuto, amador. 206 Seco 3C +37 Latim do dia-a-dia placebo ~ comprimido inofensivo ou gua colorida para acalmar hipocondrfacos* id. = idem ‘o mesmo’ (geralmente, “o mesmo autor’) ibid. = ibidem ‘o mesmo lugar no mesmo autor j& citado’ Aqueles que estavam para morrer na arena dos gladiadores saudavam 0 imperador com as palavras aué (Salve!), Caesar, moritirT (os que vao morter) 1@ salitant ué atque ualé ‘salve e adeus’, ‘olé¢ tchau’ (comum em epitifios; nesse caso uma tradugdo mais adequada seria ‘salve e adeus’) Um magnum opus ¢ a ‘grande obra’ de alguém — geralmente, referindo-se a livros. As seguintes expressdes 0 ajudardo a revisar a diferenga entre in + ac. ¢ in + abl. in locé parentis ‘no lugar de um progenitor’, ‘na posigao de um pai/miie” in camera ‘em particular’, ‘em segredo’ (camera = sala abobadada. O termo se refere a julgamentos realizados por um juiz em privado) in propria perséna ‘(falando) em propria pessoa’ in absenti@ ‘na auséncia’ in flagrante detictd “(pegota) em flagrante (aberto) delito (crimey’, ie. no ato, com as mos na massa, com a boca na botija in memoriam “a meméria (de)’ in medias rés ‘(ealtando) para o meio da agai’, ‘em pleno assunto’ Latim de verdade AVulgata (No tiltimo dia) 48 Sion egredigtur léx, et werbum Domini dé Hierusalem, et iidicabit inter populds multds, et corripiet gentés forts usque in longinquum; et concident gladids suds in womerés et hasta suas in ligonés; nn simet gens aduersus gentem gladium; et ndn discent ultra belligerare... quia omnes populf ambulébunt unus- quisque in ndmine Dei sui; nds autem ambuldbimus in ndmine Domini Dei nostri inaeternum et ultra. (Miqueias 4.2-5) Sdn (abl, Sito concldo 3 desfago (ie. mudo discd 3 aprendo ex lbg-is 3. lei XemY) ultra (para) alérn Hierusatem (abl) Jerusalém — gladi-us T2m, espada belligerd | luto/guerreio ittdicd | julgo udmer udmer-is 3m, arado —_umusguisque cada unn/qual popul-us 72m. povo hast-a ae Mf. langa in aeternum para sempre corripid 3/4 reno lig6 ligoncis 3m. enxada —_—_usque in longinguum até 0s, gens gent-is 3. nagdo stim 3 tomo confins ‘aduersus + ac. contra Como se sabe, ‘placebo’ ainda é empregado para testar os efeitos provocados por um medicamento novo (nesse tipo de pesquisa, um grupo recebe o medicamento e o outro um comprimido inécuo, sem ‘que os membros dos grupos saibam que tipo de comprimido cada um tomou). (N.T.) 884 Sesdo3C 207 Divisas em que se emprega o ablativo sed mente. (Lincolne) nn Vi, sed virtite. (Burrowes, Ramsbotham) ndn vised voluntite. (Boucher) non gladio sed gratia. (Charteris, Charters) ndn cantii sed Acti. (Gillman) ingenid ac labére. (Kerr) ingeni® et viribus. (Huddleston) igne et fertd, (Hickman) industria et labore. (MeGallock) industria et spé. (Warden) industria et virtite. (Bolton) cOnsilié ac virtiite. (Rose-Lewin) cOnsili6 et animis. (Maitland, Ramadge) cOnsilis et armis. (Stephens) fid8 et amore. (Conway, Gardner, Hart, Seymour) fid@ et clémentia. (Martin) fid8 et armis. (Fairquhar) fid8 et cOnstantia. (Dixon, James, Lee) fds et dtligentia. (Crawford) fide et fidiicia. (Blackman, Gilchrist, Hogg, Wall, Watt) fid8 et labore. (Allan) fid8 et sp8. (Borthwick) non tds (pl. ul-€s) foreats) et-us ts 4m. ago; feito arm-a drum 2npl. armas ‘mens ment-is 3. mente labor labar-is 3m. esforg0, fides fidB-15F. £8 uoluntas uoluntatis 36. trabalho clémenti-a ae If. cleméncia vontade ‘fore-um2n, espada, ferro cdnstanti-a ae If. ‘pladi-us 72m. espada Industria ae Uf indistria, __consténcia ‘gratica ae Vf. graga trabalho dtigenti-a ae 1. diigéncia ceant-us fis 4m. canto Spas spe-TSE esperanga ——_fidiici-a ae If. confianga Estudo de palavras pes pas pedis significa ‘pé’ e & aparentado com o grego pous pod-os ‘pe’, donde ‘pédio’, ‘antipoda’ (‘pessoa com seus pés ao contrario’), ‘tripode’ (‘trés pés’). O adjetivo pedalis nos da ‘pedal’, e pedester, ‘pedestre’,literalmente ‘do pe’; dai os sentidos de: humilde’, ‘pregado ao chao’, ‘rasteiro’, ‘usando os proprios pés’. ped € 0 termo em latim tardio para ‘soldado de infantaria’, de onde o port. pedo. expedid significa ‘liberto meus pés de uma armadilha’, donde ‘expediente’ sig- nificando ‘desembaragado’, ‘gil’ (adj; cf. expedito’), ‘desembarago’,‘desenvoltura’ (subst.) (em inglés expedient ‘vantajoso’) ¢ ‘expedir’, significando ‘pér as coisas para funcionar’. De modo contrario, ‘impedir’ ver de impedia ‘ponho os pés em grilhdes'; dai, impedimentum ‘obstéculo’, ‘impedimento’. impedicd, ‘amarro os pés de alguém numa pedica’ (‘peia(s}’), gerou o fr. empechier (atual empécher) ¢ 0 ingl. 208 Secdo 3D cs =x) ‘um aumento (em forga)’, ‘auxiliar’ — dai, ‘auxilio’, ‘ajuda’. E ainda mais supreendente que augur pro- ‘vavelmente significa ‘aquele que prediz aumento/incremento de algo’, ie. ‘sucesso’; dai veio ‘augério’, ‘agouro’ (‘pressdgio’) , “inaugurar’ (= ‘dar inicio a, ‘consagrar’) Augustus significa tanto ‘consagrado pelos éugures’ como ‘entronado sob auspicios favoraveis’. Este foi o nome dado a Otdvio César em 27 a.C., o qual, chamado de ‘Augusto’, foi o primeiro imperador romano e deu seu nome ao més de agosto. Observe os seguintes topénimos, que se originam do nome de Augusto: Val d’Aosta (Augusta Praetoria) regidio auténoma no noroeste da Italia; Autun (Augustodonum), localidade na Franga; Zaragoza (Saragossa), atual cidade espanhola = Caesaraugusta. PARTE 2 O fim da republica romana Secéo4 Corrup¢ao na provincia: o escandalo de Verres (73-71) A Sicilia tornou-se em 241 a primeira provincia romana, logo apés os romanos derrotarem os cartagineses na primeira guerra pinica. A ilha era o centro da disputa, nao s6 por sua posi¢ao, mas também por seus campos de trigo, atrativa aquisigao. Por volta de 146, os romanos con- quistavam e administravam como provincias a Sardenha, a Cérsega, a Espanha, a Macedénia ea ent&o chamada Africa (aproximadamente o territério da atual Tunisia). Logo a Asia foi anexada (133-129), depois a Galia (a partir de 121, mas especialmente durante as campanhas de Julio César (58-50), a Cilicia (a partir de 102), a Bitinia (74), a Siria (64-63), Chipre (58), 0 Egito (30) ¢ outras regides orientais. Com isso, © controle romano sobre o Mediterraneo era quase completo. Os romanos normalmente preferiam manter o sistema existente a implantar um novo sistema proprio. Um cénsul ou pretor era eleito para um mandato de um ano e mantinha seu imperium (‘direito de governar’) consular ou pretoriano durante esse tempo, onde quer que se estivesse estabelecido. Uma vez cumpridos seus deveres em Roma, ele podia partir para uma provincia que lhe fosse designada, onde se esperava que permanecesse até a chegada de um sucessor. Era comum. acontecer de seu imperium consular ou pretoriano expirar antes disso, cent ele recebia o imperium proconsular ou propretoriano (pro- ‘no lugar de’) até ser substituido. O mandato normalmente tinha duragao de um ano, mas poderia ser renovado. Sua autoridade sobre os habitan- tes da provincia era praticamente ilimitada, mas os cidadaos romanos ali residentes tinham direito de apelagdo contra ele (préuocatid). O governador era responsavel principalmente pela defesa e pela orga- nizago e jurisdig&o interna; ao final de seu mandato, ele poderia ser intimado a prestar contas de seu governo. Cada governador contava com uma razodvel comitiva (cohors) de assistentes — um quaestor (eu brago direito, normalmente encarregado das finangas), légari (em 223 224 Secao 4 + praefecti (encarregados de servi¢os especiais) e outros funciondrios de baixo escalao, como lictorés e scribae (escreventes). O problema era que a tentagdo de ceder a propina e a corrupgdio era aparentemente irresistivel. Uma vez que obter um cargo em Roma era um negécio muito caro, uma provincia rica dava ao politico a chance de recuperar seu investimento. Ele poderia vender justiga; poderia vender dispensa dos deveres em relagdo ao estado (como, por exemplo, © suprimento de embarcagdes e de homens para a defesa externa); poderia montar esquemas com os cobradores de impostos (piiblicant, que tinham o direito de cobrar os impostos nas provincias). De fato, esse problema era tao grave que o primeiro tribunal permanente em Roma foi o tribunal dé repetundis, ‘da extorsao provincial’ (repeto = ‘teivindico’, isto é, ‘pego de volta [o que é meu]’), estabelecido em 149 num esforgo de investigar tais abusos. Em 75, Cicero tinha ido a Sicilia como quaestor e se vangloriava de que nao tinha ganhado um centavo com isso, mas que tinha investigado certos abusos contra os sicilianos. E por isso, segundo afirma Cicero, que estes o procuraram para entrar com uma ago contra o famigerado Caio Verres. Como praetor da Sicilia de 73 a 71, Verres tinha come- tido em larga escala todo tipo de erros e abusos na administragao da provincia. Apesar dos esforgos dos amigos de Verres para atrasar 0 julgamento em Roma ¢ de todos os seus influentes partidarios, o jovem Cicero saiu vitorioso. O advogado de Verres, Horténsio, abandonou 0 caso e Verres foi para o exilio. E Cicero tornou-se um dos principais advogados de Roma. Mas nem todos os governadores de provincia eram tao ruins quanto Verres. Além disso, o sistema de governo que Roma impés aos seus subordinados durou, no Ocidente, de 241 a.C. até (tradicionalmente) 476 d.C. — um periodo de mais de setecentos anos! Os provinciais devem ter visto vantagens nesse sistema, j4 que 0 poderio militar de Roma nao era suficiente para manter sob sujei¢ao permanente terri- trios tao extensos. Um dos segredos do império era certamente a tolerdincia de Roma. Enquanto as cidades pagassem seus impostos € se alinhassem em se tratando de politica externa, Roma normalmente ficava contente em deixa-las em paz. A protegdo romana — pdx Romana a0 Segdo4 225 —podia ser vista como um grande beneficio por cidades vulneraveis, € as vantagens comerciais também nao deviam ser despreziveis. Mas havia sempre um prego a pagar por isso. eae ‘Numa carta para seu irméo Quinto, que comecava o terceiro ano de seu mandato como governador da Asia, Cicero apresenta sua visdo do governador ideal. A Autocontrole Vocé, sempre que resistir ao dinheiro, aos prazeres, a todos os dese- jos, como tem feito, acabard gerando — faz de conta que acredito! — 0 perigo de “no” conseguir refrear um comerciante desonesto, um publicano um pouco mais ganancioso! Quanto aos gregos, ao verem- no com esse estilo de vida assim recatado, vao achar que vocé é um her6i saido dos anais da Histéria ou até um ser divino caido do céu na provincia, Ademais, estou Ihe escrevendo isso agora nao para que vocé venha a agir assim, mas para que vocé se alegre de estar agindo e de ter agido assim. E sem davida glorioso que, tendo exercido 0 comando supremo durante trés anos na Asia, nenhuma estdtua, nenhuma pin- tura, nenhum vaso, nenhum tecido, nenhum escravo, nenhuma forma de beleza, nenhuma oferta de dinheiro — todas essas tentagdes que sua provincia tem de sobra —, nada o desviou da mais completa inte- gridade e decéncia. Mas o que se pode proporcionar de téo maravilhoso ou tao de- sejavel quanto o fato de sua virtude, autocontrole e sobriedade nao estarem ocultos nas sombras nem afastados das vistas, mas expostos na luz da Asia, aos olhos da mais ilustre provincia e aos ouvidos de todos os povos e nagées? De as pessoas em seu caminho nao ficarem apavoradas? De nao se exaurirem para sustentar seu luxo? De no se perturbarem com sua chegada? De se espalhar, aonde quer que vocé va, uma enorme alegria tanto em publico quanto nas residéncias, notando-se que a cidade o recebe como protetor, e nao tirano, os lares como héspede, e nao assaltante? 26 Secao 4 8 B A cohors de um governador Mas, nesses assuntos, a propria experiéncia sem divida Ihe ensinou que nao basta de jeito nenhum ter pessoalmente tais virtudes, mas vocé deve vigiar o que se passa ao seu redor com atengfio, para que, na administragdo da provincia, ndo apenas vocé, mas todos 0s asses- sores de seu governo pare¢am zelar pelos interesses dos aliados, dos cidadaos e da republica. C Propinas Enfim, que toda a provincia saiba que o bem-estar, 0s filhos, a repu- tagdo e as riquezas de todas as pessoas sob seu governo sto objeto de sua mais profunda devogdo. Por ultimo, que se forme a seu respeito a seguinte convicgdio: que néo somente aqueles que receberam alguma propina, mas também aqueles que deram, vao se tornar seus inimigos pessoais, se vocé ficar sabendo do caso, Na verdade, ninguém dara nenhuma propina quando ficar bem claro que normalmente nao se consegue nada através dessas pessoas que fingem ter muita influéncia junto a voce. D Publicanos E, no entanto, a esse seu desejo e zelo se opuseram, causando grande embarago, os publicanos. Quanto a cles, se os enfrentarmos e a seus interesses, afastaremos de nés e do Estado um grupo social que tem merecido os melhores julgamentos de nossa parte que, por nossa obra, se encontra intimamente vinculado ao Estado. Mas se nos cur- varmos a eles em tudo, estaremos permitindo que fiquem comple- tamente arruinados aqueles por cuja seguranga, ¢ mais ainda, por cujos interesses temos o dever de zelar. (,..) Nestas circunstncias, comportar-se de modo a satisfazer os publicanos, especialmente no caso dos prejudicados por concessdes mal ajustadas, ¢ a0 mesmo tempo nao deixar que os aliados fiquem arruinados, parece exigir uma exceléncia algo divina, isto é, como a sua. Passando primeiro aos gregos, o que mais os incomoda é 0 fato de terem que pagar impostos; mas isso ndo deve parecer assim tao desagradavel, pela simples raziio de que nao foi por ordem do povo romano, mas por sua prdpria decisdo que cles passaram a fazé-lo. (...) a4 Segdo 4A 227 Ao mesmo tempo, que a Asia também pondere que no conseguiria manter afastada de si nenhuma calamidade, nem de uma guerra ex- terior nem de discérdias internas, se nosso império nao a controlasse. Mas como esse controle nao poderia manter-se de jeito nenhum sem os impostos, que essa regiao compre para si, com alguma parte de suas rendas, a paz eterna e a tranquilidade. (Cicero, Ad Quintum 1.1) Nos acompanharemos agora a historia da ma administrago da Sicilia por Verres por meio de trechos adaptados da versiio publicada do discurso de acusagao de Cicero contra ele. De fato, esse discurso nunca foi proferido porque Verres j4 tinha fugido do pais depois da audiéncia inicial. Uma vez que a Sicilia abrigava muitas comunidades gregas (antigas colénias), ha muitos nomes gregos no texto. Nota sobre as fontes As referéncias ao texto original de Cicero sao dadas ao final de cada segiio. Verres confiscava impiedosamente dos sicilianos tudo 0 que lhe agradasse. No trecho a seguir, ele invade o templo de Hercules em Agrigento para roubar uma estitua particularmente bela, (Sobre go- vernadores ladroes, veja a Introducdo a esta segao e Cicero, carta A. Para o significado de 7, ver p. xv, nota 2,) Herculis templum apud Agrigentinds est non longé 4 ford. ibi est simulicrum ipstus Herculis pulcherrimum. quamquam plirima simulacra uidy, ididicés, pulchrius simuldcrum quam illud numquam, cOnspicatus sum. ad hoc templum Verrés nocte seruds quosdam ‘Tradugdo de Ricardo da Cunha Lima, com pequenas adaptacdes. CE. Cicero, Manual do candidato as eleicies, Carta do bom administrador piiblico. Pensamentos politicos selecionados, Sho Paulo: Editora ‘Nova Alexandria, 2000, p. Tiss € 93ss. (N.T) 228 Segdo 4A +88 armatds repente misit. hi concurrérunt et templum expugnabant, sed cust6dés templi climauére, et seruis obsistere templumque défendere cOnabantur. sed serui Verris eds clauis et pugnis reppulérunt, et ubi ualuas templi effrégérunt, simulacrum commouebant. intered fama per totam urbem percrébréscébat; fama erat seruds" templum Texpugnare. subitd niintius quidam, in forum celerrimé ingressus, nintiduit serués" quésdam simulacrum Herculis 7commouére. omnes Agrigentini, ubi surréxérunt télaque arripuérunt, breui tempore ad templum ex t6ta urbe accurrérunt. ubi ad templum peruénérunt, uidérunt seruds" simulacrum summa ui commouére 'c6nari. tum Agrigentini, maximé irati, impetum! repente "fécérunt; fiebat magna lapidatid; serut Verris figérunt. num scelera peiéra umquam audiuistis, ifidicés? num facinora scelestiéra umquam accépistis? audite, iiidicés, operamque diligentius date: mox et peidra et scelestidra audiétis. (In Verrem Il 4.43.94-5) Vocabulério da secdo 4A (i) accurré 3 acurri acorro ‘expugnd 1 tomo de assalto repell6 3 reppul repilo, afasto Agrigentin-us T2m, fam-a ae \f. rumor, fama repente de tepente, subitamente ‘agrigentino, habitante de _figbatacontecia'(imperf. def73) _seruds... commougre Agrigento (cidade da Sicilia) Herculés Hercul-is3m. Hércules ‘que 0s escravos... estavam apud (-ac.)em meio a, entre ibi ai removendo’ armat-us a.m armado Jimpetum facia 3/4 fect seruos... conart arripi3 arriput pego, agarro—_—_ataco, fago uma investida, “que os escravos... estavam clazw-aae If.clava,pedagode pau um ataque tentando’ commoued 2 removo, comovo _intered enquanto isso serués... expugnare commouebant ‘comegavam ——_ips-e a um o proprioia prépria “que os escravos... estavam a remover’ (imperf. de (gen. s.ipsius) tomando de assalto" commouea) liadex itdic-is 3m, juiz simulaerum T2n, imagem, cOnabantur “tentavany (imperf. —lapidatia lapidation-is 3. estitua de conor) apedrejamento surgé 3 surréxi levanto-me, concur 3 concurrTinvisto, long alab (+ abl.) longe de ergo-me precipito-me, acometo, num por acaso?, ent? tel-um 72n, arma, dardo acorro nnanti-us T2m, mensageiro templ-um 72n. templo cust6s cusiod-is 3m. guards, __obsist6 3 (+ dat. resisto, ‘ot-us a um (como ius: gens, vigia ‘oponho-me 10t-Tus, dats. (1-7, veja 54) diligentius (adv. no grau _percrébréscébat ‘comegava todo, inteiro ‘comparativo de difigenter) ascespalhar’(imperfide _ualu-ae drum Ifpl. porta de mais cuidadosamente percrebréscd) duas folhas effringd 3 effrégi arcombo eruenio 4 peruént (ad) Verrés Verr-is 3m, Vertes expugnabant ‘comesavam & alcango, chego, vou até us fine forga, violencia tomar de assalto’ (imperf. de quidam quaedam quoddam (ac. wim, abl. ul) expugno) ‘um, urn certo, alguns (92) 10 15 a9 Segdo 4A 229 VOCABULARIO DA 4A(1) A MEMORIZAR ‘Substantivos | Agrigentin-us 2m. ‘fam-a ae \f. rumor, fama; templ-um i2n. templo agrigentino, habitante reputagio Verrés Verris 3m, Verres de Agrigento cidade na imper-us is 4m. ataque, us fir. orga, violEncia Sicilia) investida (ac. uim, abl. wi); pl. uirés, cuss custddis 3mm. ninti-usT2m, mensageiro ——_adrium 3 forg, Forgas auarda, vigia Simulder-um 7 2n, imager, ailitares estatua, cépi Adjetivos. (quidam quaedam quoddam —13¢-us a um (gen. s.6-%, ‘um, um certo, alguns dat. s. 161-7) odo, inteiro Verbos cexpugnd | tomo de asalto_peruenid 4 peruéni repellO 3 reppuli repulsus | impetum fecid 34 fect eruencim{ad) aleango, repo, afasio | actus taco, fago um chego, vou até ‘staque/uma investida | Outros | apud' ac) entre (a casade, _infered enquanto isso repente de repente, nas mios de, na obra de) subitamente “aqui em dante, os ites sf istados em ordem alata em cada categoria, ry Verres manda dois capangas roubarem de um templo a imagem de um deus-rio, mas eles no conseguem. Tempos depois, roubam do santu- Grio da Grande Mae algumas obras de bronze ofertadas por Cipido. Assorini posted, uiri summa fortitiidine, hanc uirtiitem Agrigentindrum imitati sunt. Chr¥sas fluuius est qui per agrds AssOrindrum fiuit. Assorini hunc fiuuium deum habent coluntque multosque honorés ef dant. in eius templo simulacrum Chrysae est € marmore factum. at Verrés, propter singulrem eius templi religiénem, id poscere non ausus est. Tlépolem6 dedit et Hierdni negotium. illi nocte uénére, ualuas aedis effrégére et intrauére. sed custédés matiiré sénsérunt hominés" qudsdam aedem "intrare (uicinis signum biicina dedére), et Assorini ex agris concurrébant. fiiggrunt Tlepolemus Hierdque. Matris Magnae fanum apud Enguinés est. in hoc fan erant ldricae galeaeque aéneae hydriaeque magnae. eds in illd f8nd Scipid posuit, 20 25 30 230 Seco 4A +98 ndmenque suum inscripsit. quid pliira dicam? omnia illa, itidicés, Verrés abstulit; nihil in illd religidsissim6 fand reliquit. ti uidélicet sdlus, Verrés, haec monumenta intellegis et ididicas, Scipio, homo summi doctrina et hiimanitate, haec non intellegébat! (in Verrem Il 4.44.96-8) Vocabulério da secao 4A (i ‘ne-us a um de bronze Hierd Hierbn-is 3m, Hier8o —_p6nd3 ponho, coloco Secao 4A 233 tribus generibus per suffragia creare; tune illds tris necesse est sortiri. ita dinus ex tribus sacerdés Iouis fit. Theomnastus quidam, amicus Verris, istius imperi6 et auctoritate in tribus illis reniintiatus est. necesse igitur erat illds tris sortiri. Syractisani, opinati Verrem sortem sollicitare numquam ‘ausirum™esse, éuentum laeti exspectabant; spérabant enim Verrem' rem non 'perfectiirum™esse. quid fecit Verrés? primé iste uetuit sortiri, et iussit Syractisands extra sortem Theomnastum renintiare. Syraciisini negabant id" fieri "posse; praeterea, fas" negabant ‘esse. iussit igitur iste Syractisands sibi légem dé sacerdotid recitare. légem ita recitarunt “quot hominés per suffragia reniintiduimus, tot sortis in hydriam conicimus. is sacerdos fit, cuius nomen ex hydria exit”, tum Verrés “quot hominés reniintiduistis?” Syraciisini respondéte “tris”. Verrés “oportetne igitur tris sortis inicere, inam @diicere?” Syraciisani “ita oportet”. Vertés igitur Syractisands iussit tris sortis, omnis nomine Theomnasti Inscriptis, in hydriam conicere. fiébat clamor maximus; Syrdciis’ni negauére fas“esse. omnibus id scelestissimum uidébatur. quid plira dicam? illo~mod6 Verrés amplissimum illud Iouis sacerdétium Theomnastd dedit. (In Verrem II 2.50.126-7) Vocabulério da secdo 4A (iv) ‘ampl-us a um importante, genus gener-is 3n. tribo reniintiO | anuncio, escolbo, restigioso hnydriva ae Mf. jarro nomeio ‘auctOritas auctéritat-is 36. id... passe ‘que isso poderia’ _sacerdeti-um 12n, sacerdécio influéncia, autoridade ile moda “daquele modo" sollicté | perturbo, agito usiirum esse ‘estar para qusar’ — inicié 3/4 lango emisobre sors sort-is 31. sorteio, sorte (inf fut, de audea) Inseript-us a um inscrito sortior 4 dep. tiro a sorte clamor eldmor-is 3m. gritaria, —_ laet-us aum alegre sparaibant “(cles) esperavarn’ protesto (tr. alegremente) (imperf, de spero) conicid 34 tango ax lag-is 3f. let suffragi-um 72n. voto cred 1 escolho, elejo rnegabant (eles) negavamn’ Syrdcusdn-us T2m. habitante ccuius ‘eujo’, ‘cuja™ (imperf. de negd) de Siracusa, siracusano dicam “deveria eu dizer’ ndmine‘comonome’,“denome’ — Syraciisis ‘em Siracusa’ edaco 3 tiro porter & certo, oportuno, Theomnast-us 72m. Teomnasto ‘erat ‘era’ (imperf. de sum) necessirio ‘of tantos, tantas Euent-us is 4m, resultado perfectirum esse ‘estar para tune entdo, naqucla época exspectabant (eles) esperavam’ —_terminar’(inf.fut.de perficid) Verrem... ausiirum esse Aimperf, de exspecta) praetered além disso “que Verres... ousaria’ extrd (+ ac) fora de ‘primd primeiramente Verrem... perfectitrum esse 1s indect.n. direito,certo, ieito quot quantos? quantas? “que Verres terminaria’ (Hs esse | ‘que isso era certo’ recit@ | Ieio em voz alta etd 1 wetut proibo fs... esse] (que eralicitoy ——_reniintiatus est (ele) foi idébatur ‘parecia’(imperf. de rebar ‘ocorria’, ‘acontecia’ anunciado, foi escothide’ suideor) Aimperf. de fia) 35 60 Jo 234 Secdo 4A VOCABULARIO DA 4A(1v) A MEMORIZAR ‘Substantivos clamor elamdr-is 3m, eit; clamor; protest; barulho lex lég-is 3£. lei Syricisn-us 72m, habitante de Siracusa, siracusano Adjetivos laet-us aum alegre, feliz Verbos: conici6 3/4 coniéet coniectus lango etd | uetuTuetitus proibo Outros _prims primeiramente praetered além disso Gramatica e exercicios da secao 4A Nesta secdo vocé vera: ‘+ Impertfeito do indicativo da voz ativa ‘eu fazia’ + Imperteito do indicativo depoente + iste -a-ud ‘esse’ + quidam, quaedam, quoddam ‘um, ‘um certo’ * num ‘por acaso’ ‘+ Formando 0 infinitive em tatim + Infinitivo perfeito ativo ‘ter feito’ * Infinitive perfeito depoente ‘ter feito’ * Infinitivo futuro ativo e depoente ‘estar para fazer’ + Discurso indireto (ou reportado): acusativo e infinitive + negé ‘eu digo (que)... nao’, ‘nego’ icativo da voz ativa ‘eu fazia’, ‘costumava fazer’, emeikecos 1 2 4 3/4 ‘euamava’ ——_‘eutihal ‘eu ow! ‘eu captures! Bs. habé-ba-m audi-é-ba-m — capi-é-ba-m 2s habé-b&-s #5 habé-ba-t Ppl habé-bi-mus. audi-t-bi-mus capi-t-bé-mus Poh habé-bé audi-t-bi-tis capi-8-bi-tis Spl am-bant —habé-ba-nt dic-é-ba-nt_ audi-é-ba-nt _capi-é-ba-nt 89-90 Secdo 4A 235, 1. Oiimperfeito do indicativo na vor ativa é formado tomando-se o tema do presente (+a vogal de ligagio -2- na 3*, 4 e 3/4 conjugagées) e adicionando-se -bam, -bas, -bat, -bamus, -batis, -bant. 2. Atente para as terminagdes de pessoa regulares: -m, 5, “mus, -tis, -nt. 3. Oimperteito, por ter sua conjugagiio baseada no tema do presente, é 0 tempo das descrigées vividas (como que de uma testemunha ocular) de eventos do passado (‘Bu estava no processo de fazer’, cf. presente “Estou no processo de fazer’). A ago, que é incompleta (imperfectus ‘incomplete’, cf. perfectus ‘completo’), é descrita ora como continua, ora repetida, ora em seu comego ou como tentativa. esse modo, as tradugdes mais comuns para o imperfeito slo: ‘Eu fazia/estava fazendo’ ‘Eu costumava fazer’ “Eu comecei a fazer’ (imperfeito inceptivo, ef. incipid inceptus ‘comegar’) “Eu tentei fazer’ (imperfeito conativo, ef. conor cdndtus “tentar") (continuo, repetitivo) 4. Memorize os seguintes verbos irregulares: sum ey possum Gram ‘euestava,ete — i-ba-m ‘evia\etc. —_pét-eram “eu pod ete eas pot-eras pot-erat pot-érémus pot-eritis pot-erant 5, wold (uolebam), ndl6 (ndlebam) e malo (malebam) sao todos regulares. 6. Os semidepoentes (veja 76) tém a forma ativa do imperfeito, ie. audé-bam ‘eu ousava’, fié-bam “tornava-me, eu era feito’, Em resumo, os semidepoentes tém forma ariva no presente, futuro e imperfeito (auded, audebd, audzbam) ea forma DEPOENTE no perfeito (austs sum). 90 Dicer era 1 2 3 ‘euameacava ‘eu promi’ ‘cual a pollicé-ba-r loqué-ba-t pollic8-ba-ris (-re) é-ba pollicé-bé-tur pollicé-bi-mur pol d-mini pollicé-bé-ntur loqué-bé-ntur 3/4 ‘evavancava’ progredié-ba-r progrédiz-bé-tis (-1e) mentié-ba-tur progredié-ba-tur mentié-bi-mur progredi ‘mur mentié-ba-mini progredié-ba-mint progredié-bi-ntur Notas 1. 0 imperfeito do indicativo depoente é formado tomando-se o tema do presente (+ vogal de ligagdo -é- na 3, 4" e 3/4* conjugagdes) e adicionando-se -bar, -baris (ou -bare), -batur, -bamur, -bamini, -bantur, 2. Atente para as terminagdes regulares de pessoa para o depoente: -r, -ris (ou -re), tur, -mur, -mini, -ntur, 3. Sobre o significado, veja 89° EXERCICIOS MORFOLOGIA 1. Forme e conjugue o imperfeito, dando o significado da 1° pessoa do singular do imperfeito de: uideor, expugnd, £7, peruenid, sum, cOnor, iubed, redid, IrAscor, facid, (opcionais: leg®, €0, affirm®, soled, moror, proficiscor, adgredior, fer, ndlS, sentid). 2. Traduza cada verbo e, entdo, passe-o do singular para o plural e vice-versa: tenébas, loquébantur, pracerat, minabamini, imperabam, uenibatis, audébant, obliuiscébaris, auditbat, patigbimur, auferébamus, sequébar, (opcionais: negabam, pollic&baris, ponébat, adipiscébantur, tollébatis, irascébatur, faciébas, menti¢bar, putabamus, cOnspicabamint, uetabant, arbitrabamur). 3. Verta para o latim: eu costumava pensar, ele estava abandonando, eles estavam langando, costumavamos seguir, estavas contando/vocé estava contando, ela es- tava saindo, eles estavam acostumados, éreis/vocés eram, estvamos assegurando, (opcionais: cle costumava encontrar, eles estavam ousando, estavas falando/vocé estava falando, eles costumavam mentir, eu estava encorajando, estaveis partindo/ vocés estavam partindo, estivamos removendo, eu estava afirmando). 4. Indique a 3" pessoa do singular e do plural dos seguintes verbos no presente, futuro, imperfeito e perfeito: sentid, minor, uetd, toll6, €6, sum, auded, adipiscor, uuideor, tened, adgredior, mentior, accisd, col, (opcionais: loquor, nego, soled, taced, reperid, proficiscor, perueni6, déferd, sequor, acid). 5. Localize e traduza os imperfeitos nesta lista, indicando o tempo de cada um dos outros verbos: loquar, sentiébat, amabit, negabat, solébunt, audébant, pénam, tollebatis, rliquit, hababit, tacébant, opinaberis, arbitrabaris, expugnant, repellabas, ilidicabatis, coniécistis, (opcionais: dormisbatis, iubébitis, sequebatur, hortabimur, uolebas, scidtis, promittis, habuistis, inuenigbamus, inibimus, coquebat, amitts, crédsbant, recordabitur). 91-92 Seg3o 4A 237 a iste sta istud istac — ista istum istam — ist-ud ist-ds istds isa <— ist-ius ist-drum — ist-irum_— ist-érum <— ist > — ists > ista is <— ists > Notas 1. iste ¢ declinado exatamente como ille 64. Cf. is 70. iste também tem neutro s.em -d, gen. s, em -Tus € dat, s.em 2, iste frequentemente designa de modo pejorativo um adversdrio em um julgamento, Cicero se refere dessa forma a Verres ao longo de suas Verrinas. EXERCICIOS 1. Diga com quais dos substantivos em cada linha a forma dada de iste concorda: istius: seruf, fEminae, templi, mands, r€7, custOdis, impets ista: lege, uirginem, serut, sacerd6te, neg ist: seruf, uirtti, manuf, negbtid, milites ista: femina, clamor, rés, simuldcra, puelld 2. Faca com que iste concorde com estes substantivos: serul (2 possibilidades), negotis (2 possibilidades),uirtiti, custddibus, manis (3 possibilidades) EC Mquidam, quaedam, quoddam ‘um’, ‘um certo s m. a qui-dam i quéd-dam —@quid-dam) quén-dam ai quéd-dam — quid-dam) qué-dam qué-dam ol fm. A. qui-dam quae-dam quée-dam qués-dam quas-dam quae-dam quortin-dam — quérim-dam = quérin-dam = quibis-dam — — qibis-dam — 238 Secao 4A 93-94 Notas 1. As formas correspondem aquelas de qu “quem?” (29) +-dam. 2. quidam & 0 que o latim classico tem de mais préximo a um artigo indefinido, ‘um’, ‘um certo’. EXERCICIOS 1. Traduza e identifique 0 caso de: serudrum quorundam; custodi cuidam; signa quaedam; clamdres quosdam; dol quodam; iddicibus quibusdam. 2. Diga com quais dos substantivos em cada linha a forma dada de quidam concorda: cuiusdam: serua, templf, sacerdotis, custOdum, mands, impett quaedam: femina, rés, negotia, mites, l8gés, loca quidam: custés, niintius, puerT, milités, magistratis, ididicés ee Vocé ja viu ndnne, que significa ‘por acaso n&o...?" ‘por ventura niio...?" ('é 0 caso, nao 62") (85), e.g. ndnne serul templum intrauérunt? ‘0s escravos entraram no tem- plo, ndo entraram? + num dé énfase oposta, i. ‘mas sera possivel que. ..?”, e.g. num peidra audiuistis? ‘mas sera possivel que tenham ouvido coisas piores?’, ‘vocés certamente n&o ouviram coisas piores, ouviram?’ (Resposta presumida: ‘ndo!") num serut effigerunt? ‘mas ser possivel que os escravos tenham fugido?’, “os escravos ndo fugiram, fugiram?’ (Resposta presumida: ‘ndo!”) ‘ndnne (‘é0 caso, ndo &2") é usado em perguntas nas quais se espera levar 0 ouvinte a responder ‘sim’, + num (‘mas seré possivel que...?”) é usado em perguntas nas quais se espera levar © ouvinte a responder ‘nao’ enous oe ‘Voce ja se deparou com os infinitivos presentes (cf. 41, 58), mas temos aqui uma tabela de revisio: 1 Avo Aire Depoente ~ari Veja a seguir as outras tabelas de infinitivo (ativo e depoente). Seg3o4A 239 3 “ter amado’ “ter possuido’ ‘ter dito amdu-isse (ov amfsse) habu-fsse dix-isse 4 sya ‘er ounido! ‘er capturade! audTu-isse (ou audiisse ov audisse) cep-isse Notas 1. Osinfinitivos perfeitos ativos sao formados tomando-se o tema do pretérito perfeito sem as desinéncias pessoais (e.g. dix-) ¢ adicionando-se 2. Note como -ui- pode cair, obtendo-se, e.g. amdsse (amduisse) ‘ter amado’, délesse (deleuisse) ‘ter destruido’, ndsse (nduisse) ‘ter chegado a saber’ ‘saber’ (de ndsco 3 nbul) 96 Pecan 1 2 3 ‘ter ameacado! ‘ter prometde ‘er falado mindt-us a.um ésse pollicit-us a um ésse lociitus a um ésse sse. 4 sf ‘termentido! ‘ter progredido’ mentit-us a um ésse progréss-us a um ésse Notas 1, O infinitivo perfeito depoente é formado pela combinagao do participio perfeito com 0 infinitivo do verbo ‘ser’, esse 2. O particfpio perfeito funciona como um adjetivo e deve concordar com a pessoa ou coisa a que ele, como um adjetivo, qualifica. Nas frases seguintes, trata-se da pessoa que executa a acdo, €g. ‘ele parece ter mentido’ uidetur mentitus esse ‘as garotas parecem ter falado’ puellae uidentur locittae esse oente ‘estar para fazer’, ‘estar prestes a fazer’ 3 ‘estar para amar ‘estar parater’ ‘estarpara der’ amatirusaum ésse habitus aumésse —_dictiir-us a um ésse 4 34 ‘estar para ow? ‘star para captor’ auditiir-us aum ésse —capttir-us a um ésse 240 Seco 4A 7 Depoente 1 2 3 ‘estar para ameacar ‘estar para prometer ‘estar para falar pollicitir-us a um ésse _lociitiir-us a um ésse 3/4 ‘star para ment’ ‘estar para progredi” mentitireus aum ésse_progressiir-us a um ésse Notas 1. Os infinitivos futuros ativos ¢ depoente sfio formados exatamente da mesma ma- neira, ie. combinando o participio futuro com esse (cf. infinitivo perfeito depoente 96). 2. O participio futuro funciona como um adjetivo e vai concordar com a pessoa que “estd para...,eg ‘ele parece estar para falar’ (‘parece que ele vai falar’) uidétur dictirus esse ‘ela parecia estar para ouvir’ (*parecia que ela iria ouvir’) uidébatur auditiira esse 3. Como infinitivo futuro do verbo ‘ser’ tem-se tanto futtrus esse (forma regular, que varia como amaturus esse ete:) quanto fore (forma fixa, portanto, irregular) 4. Verbos que ndo tém particfpio futuro ndo tém infinitive futuro, Entre eles esto: old, mala, ndld, possum, Note que ulsirus esse significa ‘estar para ver’ (nunca ‘parecer’), factizrus esse significa ‘estar para fazer’ (nunca ‘tornar-se’). EXERCICIOS 1. Forme o presente, o perfeito ¢ o infinitivo futuro de: sum, accisé, expugné, cSnfirms, iubed, rediics, tolld, conicid, égredior, mentior, uenid, eS (opcionais: sentid, auded, ferd, ndI5 (sem infinitivo futuro), adipiscor, cOnor, facid, patior, 40, cold). 2. Diga o tempo dos infinitvos e de que verbos eles vém: passiirus esse, loqui, amiuisse, senfire, habitdrus esse, sustulisse, mindtus esse, uelle, itdrus esse, expugnire, seciitus esse, poscere, posuisse, adeptus esse, ildicasse, repertirus esse, deferre. 3. Traduza para o latim: parecer; ter proibido; estar para pensar; reportar; ter en- contrado; estar para remover; seguir; ter lembrado; estar para mentir; prometer; ter falado; estar para esquecer (opcionais: ter repelido; estar para cultuar; atirar, estar para confirmar). 4, Aponte as formas no infinitivo e diga o tempo de cada um deles, indicando também qual é 0 tempo em que os outros verbos esta: solitus es, d&tulistis, cOnfirmauére, affirmire, sequere, coluisse, putd, hortdtus esse, reperire, mentite, acciisattirus esse, ausus est, repellere, loquere, expugnauisse, auditdrus deferebat, iudicatirus esse. 98 Sec3o 4A 241 oe SE kee eee eee naire Observe as seguintes frases: (@) dict Verrem uenire lit. ‘ele vindo’ (b)_niintiant seruds peruénisse lit, “eles anunciam [os escravos terem chegado"] ive. ‘que os escravos chegaram’. (©) nn puto Verrem abitiirum esse lt. eu no acho [Verres estar para ir embora} ie. ‘que Verres iri embora’ [Verres estar vindol’, ie. ‘que Verres esté Em todos 0s casos, no lugar em que o portugués normalmente emprega uma oragio introduzida por ‘que’, o latim (0 dispensa 0 uso de um equivalente a ‘que’; Gi) coloca 0 sujeito da oragao no acusativo; Gi) coloca 0 verbo no infinitive. Esse é 0 modo como se enuncia um discurso indireto no latim (em discurso direto, a afirmagio da frase (a) seria ‘Vertes esté vindo’, da frase (b) ‘os escravos chegaram’, etc). Assim, fique atento a verbos como dizer, pensar, saber, contar, anunciar se- guidos por acusativo ¢ infinitivo. Primeiro traduza oragdes desse tipo literalmente, depois ajuste-as para a forma ‘que...’ do portugués. Notas 1. Em portugués, existe construgdo equivalente com verbos como ‘ver’, ‘ouvir’, ‘sentir’, ‘mandar’, ‘fazer’ (‘vi-o sair’, ‘ouviram-me cantar’, ete). of. iubed eum exive, ‘mando-o sair’ 2. Na oragao iniciada por ‘que’, olatim usa o reflexivo (sé, sus) para fazer referéneia a0 sujeito da oracdo principal, e.g, Caesar disit s8 peruénisse “César disse que ele (= César) tinha chegado’ Caesar dixit eum peruénisse “César disse que ele (= outra pessoa) tinha chegado” 3. Observe o emprego do tempo correto, em portugués, quando o verbo da oragio principal esté no passado, Caesar dixit Romam sé uentitrum esse ssar disse ele mesmo estar para vir a Roma’, ie. ‘César disse que viria a Roma’ Caesar dixit Rémam sé uénisse ‘ésar disse ele mesmo ter vindo a Roma’, i.e. “César disse que tinha vindo a Roma’ Caesar dixit Romam sé uenire sar disse ele mesmo estar vindo a Roma’, ie. ‘César disse que estava vindo a Roma’ 4, Note que, normalmente, a posigio de sé 6 a de segunda palavra em sua frase ou oragaio (veja os exemplos da n. 3 a ima). Quando sé vier como a primeira palavra 242 Segio 4A 99-99 ‘na oragao ( ou.a primeira palavra depois de pausa que, pelo sentido, tende-sea fazer naturalmente), ele é geralmente enfitico, eg. Caesar mihi heri dtxit s& Romam uentiirum esse ‘César disse para mim ontem | que ele mesmo, em pessoa, viria a Roma’. Essa regra se aplica a todos os pronomes. 5. Asconstrugdes de acusativo e infinitivo so to comuns no latim que por vezes so introduzidas nao por um verbo, mas sim por um substantivo (que leve a subentender um discurso indireto), e.g. niintium accépi seruds templum intrauisse ‘eu recebi a noticia de que os escravos tinham entrado no templo’ (= ‘eu recebi a noticia dizendo que os escravos...”). Muito comumente, varias oragGes de discurso indireto (por ‘vezes uma fala inteira) sucedem-se umas as outras sem a repetigdo da palavra, ou palavras, que as introduziriam. Lembre-se, ento, de sempre comegar sua tradugo de uma oragdo com infinitivo e acusativo do latim com a palavra QUE, e.g. dixit seruds templum intrauisse; custodes effiigisse; seruds ssimuldcrum commouére ‘ele disse que os escravos tinham entrado no templo; que os guardas tinham fugido; Que os escravos estavam removendo a estitua’ igo (que)... nao’, ‘neg Geralmente, o latim nao emprega dicd + negagdo para expressar a ideia de ‘dizer que... no’, mas prefere nego, e.g. egal seruds templum intrduisse pode ser traduzido em portugues como ‘ele diz. que os escravos nio entraram no templo’ ov ‘ele nega que os escravos tenham entrado no templo’ (lit. ‘ele nega os escravos, terem entrado no templo’) EXERCICIOS 1. Traduca estas frases: (@ Cicerd affirmat Agrigentinds Herculis simulacrum habére. (b) Agrigentini Verrem praetorem bonum fuisse negabant. (©) fama erat seruds istTus in templum ingressds esse et signum sustulisse. @ _nantium quendam haec omnia ndntiduisse Agrigentinis Cicerd dixit. © ego puts istum semper udbis mentitirum esse. (f) opinabatur Cicerd néminem umquam scelera peidra quam istum factirum esse. (g) Verrés seruds in templa mitt@bat, cTuibus aurum uf auferébat, amfets etiam contra (= contra) légem fau8bat, scelera omnia amplexabiitur. (h)_Verrem serui cuiusdam némen délatiirum esse audio. (i) Verres, quod nélébat in crimine esse, amicum quendam mentitT iussit. G)__Verrem scid innocentis accisare solitum esse. (K)_ num facinora scelestidra umquam audtuist (none Verrés homo est scelestissimus? (mm) Agrigentinds in Verris seruds impetum fécisse audTul, indices? 99 Secdo4A 243 2. Traduza estas frases: (@) ratio docet esse deds. (Cicero) (b) uentus docuit fortis fortiinam iuuare. (Livio) (©) homo sum: hiimani nil mé alignum putd. (Teréncio) (@_Démocritum aiunt numquam sine risi in piblie® fuisse. (Séneca) (©) spérat aduléscéns diti sé uictiirum (sc. esse). (Cicero) (f) gloria uarium et uolibile quiddam est. (Séneca) (g)_niiper mé cuiusdam amict languor admonuit, optimds esse nds dum infirmi sumus. quem enim infirmum aut auaritia aut libtdé sollicitat? (Plinio) (h)_ hic, ubi nunc Roma est, incaedua silua uirébat, tantaque rés paucis paiscua biibus erat. (Ovidio) ratio ration-is 3. raze ——_adulscéns aduléscentis ‘ibid libidin-is 3. huxiria doceé 2 ensino, esclarego __jovem adolescente Rom-aae \f. Roma Gueni-us is bm, resultado, dit por longo tempo incaedw-us um sem corte, evento ulus 3 wiki uetirus vivo intacto ortin-a ae \f. fortuna slori-a ae If. fama, renome sila ae If loresta ina 1 ajudo nari-us a um instivel, sires 2 ser verde (com hao il nada (de) inconstamte fothagens), verdejar humano uolibil-is e votive, passivel_ pauc-Tae a poucos, poueas align-us um alheio, de mudanga ppascu-a drum 2h. pl estranho (@X:d+abl)_niper recentemente péstagem, pasto Démocrit-us 2m. Demécritolanguor langudr-is 3m. as bouis 3m. ou f. boi, (filésofo erego) doenga, moléstia vaca; (pL) gador dat. ¢ bl aid digo «admones 2 lembro biibus issus ts 4m. rso Infirm-us a.m fraco, dil, in ptblic6 em piblico doente spir8 | espero, tenho udriti-a ae If avareza, esperanga sovinice EXERCICIOS DE LEITURA 1. A cada grupo de palavras formado de acusativo + infinitivo, indique quem esté realizando a agdo, o tempo da agato (i.e. quando ela teria ocorrido no discurso direto) e, se aplicével, 0 objeto ou complemento do verbo no infinitivo: entdo, traduca a oragdo infinitiva, lembrando-se de a iniciar com ‘que’. Veja 98‘ quanto d posigdo normal de sé etc. Note que em alguns casos (e.g (d)) hd ambiguidade. Eg. eum filiam amare (a) eum: ‘gue ele (faz)’ ow ‘que (alguém) faz algo ale’ (i.e. alguém (que ndo eum) é 0 sujeito do verbo introdutério) (6) filiam: ‘a filha’ (sujeito ou objeto de amare) (© amie: (presente) Yele/ela) ama’ ie, ‘que ele ama a filha’ ow ‘que a filha o ama’ (@) _seruds templum expugnatirds esse. (b)Verrem seruds ad templum Secdo 4A 99 (©) Assorinds Chrysam colere. (@)_Verrem mé accisatiirum esse. (©) simulacra sé amére. (f) Scipionem hominem summa hiimanitate fuisse. (g)_ omnia sé conspicatas esse. (b)_istum nocte ex urbe égressiirum esse (i) clamorem magnum factum esse. @ eum domum ire. Na passagem que segue, ao ler, sublinhe as construgBes de ac. + inf. com uma linha simples eo verbo introdutério com linha dupla (preste atencdo, pois o verbo introdutorio pode aparecer antes, no meio, ou ao fim da frase). Ao encontrar cada construcao de ac. + inf, repita o processo indicado no Exercicio 1 acima. Depois, traduza a passagem e finalmente a leia em voz alta em latim, tendo 0 cuidado de dar a énfase adequada a demarcar os grupos de palavras. Ciceré templum esse apud Agrigentinds dixit. id affirmauit non longé a for esse. in hoc templum intrauisse dixit Verris seruds. es Verrem misisse Cicer opinatus est. Verr&s autem s& hoc fecisse negabat. flima perersbréscébat Verris seruds in templum ingressOs esse et custd8s templum défendere cOndtds esse. magnum climGrem custodés fécisse putauit Ciceré; Agrigentinds igitur ex urbe progressos esse et ad templum uénisse. fgisse tum seruds Verris affirmauit. Cicero negabat ‘umquam sé scelera peidra auditGrum esse. . Antes de traduzir, observe atentamente qual é 0 sujeito na construcdo de ac. + inf: (@ _negarunt fierT id posse. (b)_ id uds facere ndtuit. (© 18 Chrysae simutacrum tollere iubed, (@ seruds s8 necare cOndtds esse affirmabat © _Verrem simuldcrum sustulisse fama erat. (6) me Verrem accisate, iddic&s, uolébant omnés Agrigentini. Usando os verbos introdutérios dados, mude as frases entre parénteses do dis- ‘curso direto para o indireto (ac. + inf), e entdo traduza a passagem. Cicero dicit (templum apud Agrigentinds est ndn longé 4 ford). affirmat (ibi est simulcrum Herculis pulcherrimum). negat (pulchrius simulcrum quam illud numquam conspicdtus sum). fama est (ad hoc templum Verrés repente nocte seruds quisdam armatds mist) dicit (hi concurrérunt et templum expugnduérunt) affirmat (custédés templi climaugre et seruls obsistere templumque défendere nati sunt). dict (mox et peidra et scelestidra audiatis’). "uses para introduzir essa oragdo; mude numguam para wmquam. > use eds para introduzir essa oragdo, 100+ Sedo 4A 245 EXERCICIO DE LEITURA /TESTE. audid apud Catingnsis esse Cereris sacrarium. in sacrarium illud uiris intrare ndn licere omnes sciunt, fAma est mulierés et uirginés ibi sacra cOnficere solére. in e0 sacrarid fuisse signum Cereris perantiquum multi affirmant. hoc signum seruds Vertis Cicerd dixit nocte ex illd locd sustulisse; omnibus rem atrdcissimam uisam esse. Verrem deinde iussisse amicum quendam aliquem reperire et accisare Cicero auditié ‘o ouvir’ etc. Cf. sessid, mOtid, acciisatié etc. Tais palavras indicam uma ago ou seu resultado. EXERCICIO COM VOCABULARIO Dé 0 sentido das seguintes palavras ea relagdo que tém com o latim: clamor, cus- tédia, templo, repulsio, rentincia (N.B. nintid forna-se niincid em latim medieval), total, pugnaz, convengao, signo, culto, reliquia, sensibilidade, sacerdotal, conjectura, putativo, veto, legal, amavel, difamacao, impetuoso, judicial, triumvirato. 100+ Segio 4A 247 Latim de verdade Catulo* allt 8 dicit mulier mea niibere malle quam mihi, ndn si sé Iuppiter ipse petat. dicit: sed mulier cupida ¥ quod dicit"| amantt in uent6 et rapida scribere oportet aqua. (Catulo 70) iibe 3 (+ dat) caso-me quod 0 que (posposto ‘améns amant-is 3m. amante com (dito apenas com na oragéo latina; em uuent-us 72m. vento referéncia a mulheres) portugues, traduza aps rapid-us a um répido ipse ele mesmo (nom. m.s.) _palavraequivalente @ sed) _aportet convém, deve-se petat‘pedisse’, ‘pedir? ‘cupid-us a um apaixonado «84-544 Famovo por seus poemas amorososenderegados sua amada,Lésbis, Veja segio 6A. Marcial omnia prmittis, cum tata nocte bibisti. ‘mané nihil praestas. Pollio, mane bibe. (12.12) cum quando praest6 1 providencio, ibd 3 bibr bebo ‘cumpro ‘mane pela mana Polio 6 Poli8o numquam sé céndsse domi Philo idirat, et hoc est. ‘nn cénat, quotiéns némo uocduit eum. (5.47) nd 1 janto iitr6 1 juro quotions todas as veres, Philo Philén-is 3m. Filo est ‘60 caso’, “6 verdade” sempre que ‘Aulo Gélio’ cum (quando) mentior et mé mentiri dicd, mentior, an (ou) uérum dico? *e 123-168 4. Suas Noctée Antica, em vint livros, consisem num compéndio de discusses erudits sobre diverios topicos. Um epitatio sum quod eris, fui quod es. quod 0 que A paixéo de Verres por belos objetos era igualada por sua luxiria. No trecho a seguir, fora da Sicilia, em uma missdo a Nicomedes, rei da Bitinia, Verres chega a Lampsaco e se hospeda na casa de Janitor, enquanto sua comitiva é acomodada em outro lugar. Ele manda seus homens encontrarem uma mulher para ele. (Cf. Introducéo, Cicero, cartas A eB.) oppidum est in Helléspontd Lampsacum, iddicés. hoc oppidum clirius et ndbilius est quam allum Asiae oppidum, et ipst Lampsacéni pace frui, quam tumultum excitare. Verrés dlim peruénit Lampsacum, cum magni calamitate et prope pernicié ciuitatis. Lampsacéni istum. dédixérunt ad Idnitdrem quendam hospitem, comitésque eius omnis apud c&terds hospités collocarunt. ut més fuit istius, statim iussit comits suds, uirds peidrés omnibus aliis turpidrésque, reperire mulierem céteris pulchridrem. uds omnés scitis, ididicés, Verrem féminas céteris pulchriorés semper cuptuisse. (In Verrem II 1.24.63) Vocabulério da secao 48 () Asi-a ae If. Asia Menor calamitas calamiai-is 3. desastre, calamidade céier-Tae ao restante, 0s outros céieris “do que os outros’ cluitds efuitdr-is 3f. Estado, cidade clar-us a um famoso, lustre collocd 1 alojo ‘comes comit-is 3m. companheiro, ‘amigo, (pl) comitiva cupid 3/4 desejo, cabigo, quero ardentemente excitd | provoco, suscito _fruor3 dep. (+ abl) goz0 de, desfruto Graec-us T2m. grego Hell@spont-um 12n, Helesponto hospes hospit-is 3m. anfitri8o, hhospedeiro Finitor lénitér-is 3m. Janitor ipse a um o proprio, a propria, em pessoa Lampsacén-us 72m. pessoa de Lampsaco , lampsaceno Lampsac-um T2n. Lampsaco ndbil-is e renomado, célebre lim uma vez, umn dia omnibus alits ‘do que todos os ‘outros’ ‘omnibus alits hominibus ‘do {que todos os outros homens’ perniciés pernici€-TF. destruigto, ruina rope quase quiét-us a um pacifico, ordeiro tumult-us is 4m, distirbio, protesto, desordem, tumulto turp-is etorpe, vil, infame fillus a um algum, qualquer ‘tor 3 dep. (+ abl.) uso, fago uso de, sirvo-me de 80 100+ Seco 4B 249 VOCABULARIO DA 48(1) A MEMORIZAR Substantivos Asi-a ae If, Asia Menor calamitas calamirai-is 3. desastre, calamidade comes comit-is 3m. companheiro, amigo, (pl) comitiva +hospes hospit-is 3m. anfitrito, hospedeiro; hospede, amigo, convidado Lampsacén-us 72m, pessoa de Limpsaco Adjetivos | ceter-rae a o restante, os outros | | elar-us a um famoso,iuste | } | Graee-us a um grego nobil-is e renomado, célebre, bem-nascido, nobre turp-is etorpe, vi, infame; feio | allus a um algum (gen. als dat. allt ef. nillus, 62) Verbos cupid 3/4 cupiul cupitus desejo, cobigo, quero ardentemente Jruor 3 dep. friictus (+ abl.) gozo de, desfruto ‘tor 3 dep. sus (+ abl) uso, fago uso de, srvo-me de Outros rope (+ adv) quase, (prep. + ac: perto de Riibrio, capanga de Verres, the fala de uma beleza rara na casa de Filodamo. Verres pede para ficar ld; como seu pedido é recusado, ld ele hospeda Ruibrio, apesar do protesto de Filodamo. erat comes istfus Rubrius quidam, homo factus ad eius libidinés. is homo, qui miré artificis haec omnia inuestigare solébat, ad eum détulit uirum esse Philodémum melidrem omnibus” aliis” Lampsacénis; esse hominem apud eds multi honoris, magnae existimatidnis; eum filiam habére eximiae pulchritidinis; sed illam uirginem esse summa integritate, pudicitia, modestia. Verrés, ut haec audiuit, summa. cupiditate exarsit. statim dixit sé ad Philodamum migratirum esse. hospes Ianitor, nihil suspicdtus, sed opindtus sé Verrem offendisse, hominem summ ui retinére coepit. Verrés igitur, alter cdnsilid iisus, Rubrium ad Philodamum migrare iussit. Philodamus, ubi haec audiuit, summa celeritate ad istum uénit. negauit hoc minus suum esse, negduit sé eum receptiirum esse; sé praetdrés et cOnsulés 85 90 95 250 Seco 4B +99 recipere solére, ndn edrum amicés. quid pliira dicam? iste t6tum illius postulatum negléxit, et seruds suds dédiicere Rubrium ad Philodamum. iussit, quamquam ille Rubrium recipere non débébat. (In Verrem 11 1.25.63-5) Vocabuldrio da se¢do 4B (i) artfci-um 2n, habilidade, _‘ibid6 libidinis 3. usta, ——_postildt-umT2n.pedido, cengenhosidade paixio pretensio coep-i (perf) comecei ‘migra | mudo(-me) ‘Practor praelor-is 3m. pretor cénsul cénsul-is 3m, consul mus a um maravilhoso, (autoridade publica) cups cupidic-is 36. admiravel, espantoso pudicti-a ae It castidade, Iuxtria, desejo modest ae If dserigao pudor dicam ‘deveria eu dizer’ ‘minus mitner-is3n. trabalho, pulehrittdo pulehritadin-is 3. exdrded 2 exdrsTinflamo-me —_tarefa,dever beleza eximi-us aum excepcional —_neglegd 3 negl@xTignoro, qui ‘que? (pom. m. 8) cexistimétié existimation-is 3. __negligencio recipid3 recéptreceptus recebo reputagdo offends 3 offend ofendo retineé 2 reteaho ‘factus ad feito para omnibus alts Lampsacénis ——-Rubri-us 72m, Ribrio “anitor Lantor-is 3m. Janitor “do que todos os outros sunmdiceleritate ‘com a maior inegritas integrtat-is 3. habitantes de Lampsaco’ rapidez’ integridade, honestidade ——Philodm-usT2m. Filodamo __suspicor | dep. suspeito inuestig@ 1 vou & procura de VOCABULARIO DA 48(11) A MEMORIZAR Substantivos ‘consul cdnsul-is 3m. c6nsul ccupiditas cupidiat-ts 36. luxiria, gandncia, desejo neglegd 3 negl@x negléctus ignoro, fago vistas grossas, negligencio recipid 314 recéptreceptus dou as boas vindas, acolho, recebo, introduzo retineo 2 retimut retentus retenho, detenho, contenho, mantenho CEE Filodamo sente-se obrigado a demonstrar respeito a Ruibrio, entao promove um banquete. Nele, seguindo instrugdes de Verres, Ruibrio deveria raptar a moga. A medida que a noite avanga, as coisas ficam fora de controle.

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