UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

SUGESTÃO PARA APOSTILA DA DISCIPLINA “INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS E PREDIAIS”

PARA O CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROF. FLAVIÖ HARÅ
COORD. GERAL DO PROGRAMA CIPMOI 52 ANOS FAZENDO A DIFERENÇA! CONHEÇA O PROGRAMA NO WWW.CIPMOI.ENG.UFMG.BR

2º SEMESTRE DE 2009

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

ÍNDICE
LEIS – DECRETOS – RESOLUÇÕES SOBRE ATUAÇÃO PROFISSIONAL _______ 3 a 17 MODELO DE ART DO CREA____________________________________________ 18 a 19 LEI 8078-90: CODIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR_______________________ 20 a 36 NR-10 - INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE____________________ 37 a 49 RESOLUÇÃO 1010 CONFEA____________________________________________ 50 a 60 NOTAS DE AULA 1 – SEGURANÇA ______________________________________ 61 A 68 DPS - DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTO ______________________ 69 a 71 EXERCÍCIO 1 – LEVANTAMENTO DE CARGAS E TIPO DE CONSUMIDOR______ 72 a 82 EXERCÍCIO 2 – COMANDOS (INTERRUPTORES) __________________________ 83 a 91 PORTARIA 19 DO INMETRO – PADRÃO DE TOMADAS______________________ 92 LEI N° 11.337 DE 26 DE JULHO DE 2006. (TERRA E TOMADAS) 93 EXERCÍCIO 3 – DIVISÃO DE CIRCUITOS _________________________________ 94 a 112 EXERCÍCIO 4 – DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES__________________ 113 a 126 PORTARIA 130 DO INMETRO – PADRÃO DE DISJUNTORES_________________ 127 EXERCÍCIO 5 – DIMENSIONAMENTO DOS DISJUNTORES E ELETRODUTOS___ 128 a 132 EXERCÍCIO 6 – DIMENSIONAMENTO DO ALIMENTADOR DIAGRAMA UNIFILAR_ 133 a 143 ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL BÁSICA – MÉTODO DOS LUMENS ________________ 144 a 163 LEVANTAMENTO DE MATERIAL DA OBRA________________________________ 164 a 173 ÍNDICE DAS TABELAS:
TABELA 1 TABELA 2 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 TABELA 8 TABELA 9 TABELA 10 TABELA 11 TABELA 12 TABELA 13 TIPO DE CONSUMIDOR SEGUNDO A CEMIG ________________________ EXEMPLOS DE CARGAS TUGs E TUEs _____________________________ EXEMPLOS DE AR CONDICIONADO ________________________________ LEGENDA – SIMBOLOGIA ________________________________________ FCT – FATOR DE CORREÇÃO DE TEMPERATURA AMBIENTE _________ FCNC – FATOR DE CORREÇÃO DE NO. CIRCUITOS NO ELETRODUTO _ CCC – IFIO CAPACIDADE-CRITÉRIO DE CONDUÇÃO DE CORRENTE ____ CQT – CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO ___________________________ DIÂMETRO MÉDIO DOS ELETRODUTOS ___________________________ ÁREA EXTERNA TOTAL MÉDIA DOS CONDUTORES _________________ F.D. (FATOR DE DEMANDA) PARA CARGAS DE LUZ E TUGs __________ F.D. (FATOR DE DEMANDA) PARA CARGAS DE TUE _________________ DISJUNTOR-PROTEÇÃO GERAL SEGUNDO A CEMIG ________________ PG 77 PG 78 PG 78 PG 88 PG 114 PG 114 PG 115 PG 118 PG 131 PG 131 PG 133 PG 134 PG 134

OUTRAS FIGURAS IMPORTANTES
LEGENDA DISJUNTOR SIMBOLOGIA SEGUNDO A ABNT __________________________________ PG 76 EXEMPLOS DE VALORES PADRONIZADOS_________________________ PG 129

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Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054
LEI Nº 6.496 - DE 7 DE DEZ 1977

Prof. Flaviö Harå

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Institui a "Anotação de Responsabilidade Técnica" na prestação de serviços de Engenharia, de Arquitetura e Agronomia; autoriza a criação, pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, de uma Mútua de Assistência Profissional, e dá outras providências. O Presidente da República, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia fica sujeito à "Anotação de Responsabilidade Técnica" (ART). Art. 2º - A ART define para os efeitos legais os responsáveis técnicos pelo empreendimento de engenharia, arquitetura e agronomia. § 1º - A ART será efetuada pelo profissional ou pela empresa no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), de acordo com Resolução própria do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA). § 2º - O CONFEA fixará os critérios e os valores das taxas da ART "ad referendum" do Ministro do Trabalho. Art. 3º - A falta da ART sujeitará o profissional ou a empresa à multa prevista na alínea "a" do Art. 73 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, e demais cominações legais. Art. 4º - O CONFEA fica autorizado a criar, nas condições estabelecidas nesta Lei, uma Mútua de Assistência dos Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, sob sua fiscalização, registrados nos CREAs. § 1º - A Mútua, vinculada diretamente ao CONFEA, terá personalidade jurídica e patrimônio próprios, sede em Brasília e representações junto aos CREAs. § 2º - O Regimento da Mútua será submetido à aprovação do Ministro do Trabalho, pelo CONFEA. Art. 5º - A Mútua será administrada por uma Diretoria Executiva, composta de 5 (cinco) membros, sendo 3 (três) indicados pelo CONFEA e 2 (dois) pelos CREAs, na forma a ser fixada no Regimento. Art. 6º - O Regimento determinará as modalidades da indicação e as funções de cada membro da Diretoria Executiva, bem como o modo de substituição, em seus impedimentos e faltas, cabendo ao CONFEA a indicação do Diretor-Presidente e aos outros Diretores a escolha, entre si, dos ocupantes das demais funções. Art. 7º - Os mandatos da Diretoria Executiva terão duração de 3 (três) anos, sendo gratuito o exercício das funções correspondentes. Art. 8º - Os membros da Diretoria Executiva somente poderão ser destituídos por decisão do CONFEA, tomada em reunião secreta, especialmente convocada para esse fim, e por maioria de 2/3 (dois terços) dos membros do Plenário. Art. 9º - Os membros da Diretoria tomarão posse perante o CONFEA. Art. 10 - O patrimônio da Mútua será aplicado em títulos dos Governos Federal e Estaduais ou por eles garantidos, Carteiras de Poupança, garantidas pelo Banco Nacional da Habilitação (BNH), Obrigações do Tesouro Nacional, imóveis e outras aplicações facultadas por Lei para órgãos da mesma natureza. Parágrafo único - Para aquisição e alienação de imóveis, haverá prévia autorização do Ministro do trabalho. Art. 11 - Constituirão rendas da Mútua: I - 1/5 (um quinto) da taxa de ART; II - uma contribuição dos associados, cobrada anual ou parceladamente e recolhida, simultaneamente, com a devida aos CREAs;

III - doações, legados e quaisquer valores adventícios, bem como outras fontes de renda eventualmente instituídas em Lei; IV - outros rendimentos patrimoniais. § 1º - A inscrição do profissional na Mútua dar-se-á com o pagamento da primeira contribuição, quando será preenchida pelo profissional sua ficha de Cadastro Geral, e atualizada nos pagamentos subseqüentes, nos moldes a serem estabelecidos por Resolução do CONFEA. § 2º - A inscrição na Mútua é pessoal e independente de inscrição profissional e os benefícios só poderão ser pagos após decorrido 1 (um) ano do pagamento da primeira contribuição. Art. 12 - A Mútua, na forma do Regimento, e de acordo com suas disponibilidades, assegurará os seguintes benefícios e prestações: I - auxílios pecuniários, temporários e reembolsáveis, aos associados comprovadamente necessitados, por falta eventual de trabalho ou invalidez ocasional; II - pecúlio aos cônjuges supérstites e filhos menores associados; III - bolsas de estudo aos filhos de associados carentes de recursos ou a candidatos a escolas de Engenharia, de Arquitetura ou de Agronomia, nas mesmas condições de carência; IV - assistência médica, hospitalar e dentária, aos associados e seus dependentes, sem caráter obrigatório, desde que reembolsável, ainda que parcialmente; V - facilidade na aquisição, por parte dos inscritos, de equipamentos e livros úteis ou necessários ao desempenho de suas atividades profissionais; VI - auxílio funeral. § 1º - A Mútua poderá financiar, exclusivamente para seus associados, planos de férias no País e/ou de seguros de vida, acidentes ou outros, mediante contratação. § 2º - Visando à satisfação do mercado de trabalho e à racionalização dos benefícios contidos no item I deste artigo, a Mútua poderá manter serviços de colocação de mão-de-obra de profissionais, seus associados. § 3º - O valor pecuniário das prestações assistenciais variará até o limite máximo constante da tabela a ser aprovada pelo CONFEA, nunca superior à do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). § 4º - O auxílio mensal será concedido, em dinheiro, por períodos não superiores a 12 (doze) meses, desde que comprovada a evidente necessidade para a sobrevivência do associado ou de sua família. § 5º - As bolsas serão sempre reembolsáveis ao fim do curso, com juros e correção monetária, fixados pelo CONFEA. § 6º - A ajuda farmacêutica, sempre reembolsável, ainda que parcialmente, poderá ser concedida, em caráter excepcional, desde que comprovada a impossibilidade momentânea de o associado arcar com o ônus decorrente. § 7º - Os benefícios serão concedidos proporcionalmente às necessidades do assistido, e os pecúlios em razão das contribuições do associado. § 8º - A Mútua poderá estabelecer convênios com entidades previdenciárias, assistenciais, de seguro e outros facultados por Lei, para o atendimento do disposto neste Artigo. Art. 13 - Ao CONFEA incumbirá, na forma do Regimento: I - a supervisão do funcionamento da Mútua; II - a fiscalização e aprovação do Balanço, Balancete, Orçamento e da Prestação de Contas da Diretoria Executiva da Mútua; III - a elaboração e aprovação do Regimento da Mútua; IV - a indicação de 3 (três) membros da Diretoria Executiva; V - a fixação da remuneração do pessoal empregado pela Mútua; VI - a indicação do Diretor-Presidente da Mútua; VII - a fixação, no Regimento, da contribuição prevista no item II do Art. 11; VIII - a solução dos casos omissos ou das divergências na aplicação desta Lei. Art. 14 - Aos CREAs, e na forma do que for estabelecido no Regimento, incumbirá:

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Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura serão constituídos de brasileiros natos ou naturalizados. DE 27 JUN 1991 .U. escolhidos pelas Congregações de Escolas-Padrão federais. administração e fiscalização da Mútua caberá recurso. 18 . Brasília. DE 26 JUN 1991 Altera a Lei nº 5. Art.De toda e qualquer decisão do CONFEA referente à organização. DE 10 JAN DE 1946 (1) Dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões de ENGENHEIRO.O. mensalmente. Art. CONSIDERANDO a conveniência de que sejam definidas pelas próprias classes interessadas através do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura as especializações da Engenharia e da Arquitetura.194. pelo déficit ou dívida da Mútua. a arrecadação da taxa e contribuição prevista nos itens I e II do Art. legalmente habilitados. estrangeiros e nacionais. para obtenção dos benefícios previstos nesta Lei. com efeito suspensivo. e dá outras providências.No caso de dissolução da Mútua. LEI Nº 8. de 11 DEZ 1933.De qualquer ato da Diretoria Executiva da Mútua caberá recurso. 1º .Na composição dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura será atendida a representação das escolas superiores de engenharia ou arquitetura existentes na Região. b) seis (6) conselheiros federais efetivos e três (3) suplentes.recolher à Tesouraria da Mútua. II . Arquitetura e Agronomia serão eleitos pelo voto direto e secreto dos profissionais registrados e em dia com suas obrigações para com os citados Conselhos. dispondo sobre eleições diretas para Presidente dos Conselhos Federal e Regionais de Engenharia. 1º . Art. Art.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. ERNESTO GEISEL Arnaldo Publicada no D.417. Art. de 24 DEZ 1966. em resolução. apresentação de candidaturas e tudo o mais que se fizer necessário à realização dos pleitos. DECRETA: CAPÍTULO I . 2. na hipótese de sua insolvência. 15 . legalmente habilitados. escolhidos em assembléia constituída por um delegado eleitor de cada Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. na forma a ser fixada pelo Regimento. quanto à necessidade de completar disposições.995.194.569.569. esclarecer. Art. CONSIDERANDO que já se tornou imprescindível a solução de questões relativas aos técnicos de grau superior e médio. de 31 DEZ 1941. Art.Os Presidentes dos Conselhos Federal e Regionais de Engenharia. de 11 DEZ 1933. 4º . Arquitetura e Agronomia disporá.Pág. de acordo com o Art. bem como as das associações de profissionais de Engenharia e de Arquitetura.Qualquer irregularidade na arrecadação. de 09 DEZ 1977 . ou do Ministro do Trabalho. quando se fizer necessária. e um engenheiro-arquiteto ou arquiteto pela Faculdade Nacional de Arquitetura. regida pelo Decreto nº 23. 19 . DECRETO-LEI Nº 8. Art. O Presidente da República.indicar os dois membros da Diretoria Executiva. 11 da presente Lei.871.Revogam-se as disposições em contrário. Art.O.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será constituído de brasileiros natos ou naturalizados. para restabelecer a normalidade. e terão a lotação que for determinada pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. ensejará a intervenção do CONFEA.Seção I .Dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura Art. Arquitetura e Agronomia. c) três (3) conselheiros federais efetivos. 16 . 2º . e dá outras providências. oficiais ou reconhecidas pelo Governo. sendo um engenheiro pela Escola Nacional de Engenharia. de arquiteto e de agrimensor. sendo cada um deles dotado de personalidade jurídica de direito público. CONSIDERANDO que a finalidade e organização dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura exigem novos moldes.Pág.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 17 . um engenheiro pela Escola de Minas e Metalurgia. Art.Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. e CONSIDERANDO o que representou o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. Flaviö Harå 2/2009 I . podendo candidatar-se profissionais brasileiros habilitados de acordo com a Lei nº 5.U. de arquiteto e de agrimensor. CONSIDERANDO que outras medidas de caráter geral e transitório devem ser adotadas para completar. 3º .ELE054 Prof.569. de 31 DEZ 1941. escolhido entre os nomes de lista tríplice organizada pelos membros do Conselho. ao Ministro do Trabalho. de acordo com o Art. que regula o exercício das profissões de Engenheiro. constituem em seu conjunto uma autarquia. criados pelo Decreto nº 23.O CONFEA e os CREAs responderão. sobre os procedimentos Eleitorais referentes à organização e data das eleições. dirimir dúvidas e preencher omissões que a prática tem revelado na regulamentação do exercício das profissões de engenheiro. solidariamente. usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição. 16. com efeito suspensivo. Publicada no D. 7 DEZ 1977. de 11 DEZ 1933. de 24 DEZ 1966. e do Decreto-Lei nº 3. valores e obrigações serão assimilados pelo CONFEA. regida pelo Decreto nº 23.Seção I .Os empregados do CONFEA. que se desenvolvem e se caracterizam com o progresso da técnica e da ciência. Art. modificar ou revogar disposições do Decreto nº 23.O Conselho Federal de Engenharia. CONSIDERANDO que o Decreto-Lei nº 3. nomeado pelo Presidente da República. ressalvados os direitos dos associados. Jarbas Passarinho. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art.195. de 11 DEZ 1933. 8º deste Prieto 4 .569. § 1º . Arquiteto e Engenheiro Agrônomo. FERNANDO COLLOR Presidente da República.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura e seus Conselhos Regionais. 8º deste Decreto-Lei e obedecerá à seguinte composição: a) Um presidente. 156º da Independência e 89º da República. ao CONFEA. prazos de desincompatibilização. Parágrafo único . mediante condições estabelecidas no Regimento. 8º deste Decreto-Lei. de acordo com o Art. 20 .620. na concessão de benefícios ou no funcionamento da Mútua. 3º .995. legalmente habilitados. seus bens. contém disposições que devem ser modificadas ou revogadas. dos CREAs e da própria Mútua poderão nela se inscrever. revogadas as disposições em contrário. 2º . O Presidente da República.

Tornando-se necessário ao progresso da técnica. especificações. com as das suas Resoluções. especializados em ramos ou atividades de Engenharia ou de Arquitetura. orçamentos. Flaviö Harå 2/2009 Decreto-Lei. independentemente de requerimento do interessado. conforme se trate de técnicos de grau superior ou médio.569. com as atribuições correspondentes aos seus cursos. de 11 DEZ 1933. com as suas características. § 2º . quando habilitados.569. a seis sessões consecutivas ou não. termos de compromisso de vistorias e arbitramentos e demais atos judiciários ou administrativos é obrigatória. Art.As firmas. Art. e que. Art. Art. em qualquer tempo. da arte ou do País. por espaço de tempo não inferior a dois terços do respectivo mandato. estiverem exercendo funções dessas especialidades. reconhecido idôneo pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.Nos trabalhos gráficos. Art. Parágrafo único .347. 12 . 4º . concedendo-lhes 5 .O Art. sem licença prévia.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . em segunda inscrição. 14 . o mandato. à data da regulamentação de novas especialidades da Engenharia e Arquitetura. de 11 DEZ 1933. será concedida pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura autorização temporária para o exercício das atividades correspondentes às matérias de aplicação em cujo exame final foram aprovados. § 2º . será honorífico e durará três (3) anos. § 1º . 13 .569. 2º do Decreto-Lei nº 3. arquitetura ou agrimensura. precedida do nome da empresa. Art. até sessenta (60) dias após a conclusão do mandato.A escolha dos Conselheiros se efetuará separadamente em assembléias realizadas nos Conselhos Regionais. sociedade. desde que não tenham inscrito profissionais devidamente especializados. engenheiro aeronáutico. 8º .Dos técnicos de grau superior e médio Art. Parágrafo único . engenheiro químico e urbanista.Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura estabelecerão o registro dos técnicos de grau médio formados pelas escolas técnicas da União ou equivalentes.A prova do exercício da profissão.O número de Conselheiros será anualmente renovado pelo terço. passa a ter a seguinte redação: .Aos profissionais diplomados de que trata o Decreto nº 23. 7º . será garantida a continuação do exercício de tais funções. públicas e particulares.O pessoal a serviço do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura continuará sujeito ao disposto no Art. ou de organizações autárquicas ou paraestatais. de 12 JUN 1941. 18 . por cinco (5) anos consecutivos. 2º do referido Decreto nº 23. § 3º . empresas ou instituições interessadas.Os técnicos a quem for concedida a autorização aludida serão registrados nos respectivos Conselhos Regionais. dentro dos limites de atribuições que o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura estabelecer. por determinação dos Conselhos Regionais. 1º do Decreto nº 23. verificada a escassez de profissionais habilitados e especializados.As autorizações referidas serão válidas pelo período máximo de três anos. por delegados-eleitores das escolas interessadas e das associações de classe registradas no Conselho Regional respectivo. Art. somente é permitido a quem for portador da carteira de profissional expedida pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura.Fica autorizado o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura a proceder à consolidação das atribuições referidas no capítulo IV do Decreto nº 23.O disposto neste Artigo somente será aplicado às regiões do país onde se verificar a escassez de profissionais diplomados. de 11 DEZ 1933. 5º . instituição ou firma a que interessarem. mediante anotação em sua carteira profissional.O Conselheiro Federal ou Regional de Engenharia e Arquitetura que durante um ano faltar.ELE054 Prof. a requerimento de firmas.A todos os que apresentarem certificados de aprovação em exames realizados nas escolas a que se refere o Art. quando quites com suas obrigações em relação ao respectivo Conselho Regional. tendo em vista os respectivos cursos. além da assinatura. em que houver incorrido. fica. engenheiro metalúrgico. profissionais brasileiros diplomados por escolas superiores ou técnicas. de 11 DEZ 1933. Parágrafo único .O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura concederá aos que se acharem nas condições deste artigo o certificado de serviço relevante. 6º . procederá à revisão das atribuições profissionais.Aos não-diplomados que estiverem nas condições deste Artigo será aplicado o que dispõe o Art. anteriormente ao decreto supracitado.Aos portadores de carteiras de diplomados. 17 . poderá a juízo do Conselho Regional respectivo substituir a prova do exercício da profissão mencionada neste Artigo. de 11 DEZ 1933.Aos profissionais diplomados de acordo com as exigências do Art.569. CAPÍTULO IV . construtor naval. posteriormente tenham sido ou venham a ser criadas. 4º do mesmo decreto. é assegurado o direito ao exercício da profissão como diplomado.A prova documentada do exercício da profissão de engenheiro ou de arquiteto. Parágrafo único . será considerado serviço relevante.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura consubstanciará as modificações introduzidas em resolução aprovada por maioria absoluta de votos. na forma do Decreto nº 23. embora com justificação. 6º do Decreto nº 23. Parágrafo único . laudos. perderá. de 11 DEZ 1933. dando publicidade aos respectivos atos. 1º do Decreto nº 23. 19 . em todo o território nacional.Do exercício profissional Art. podendo ser renovadas ou revalidadas pelos Conselhos Regionais que as concederam. Parágrafo único . Art.Sendo modificados os cursos-padrão existentes. pareceres. em reunião de que participará um representante de cada Conselho Regional. que passará a ser exercido em caráter efetivo pelo suplente que for sorteado. e deste Decreto-Lei. junto aos técnicos contratados. desde que o profissional efetue o pagamento da multa. o contrato de técnicos de grau superior ou médio.569. bem como a estabelecer as atribuições das profissões civis de engenheiro naval. perante os Conselhos Regionais.569. é permitido o exercício efetivo da profissão. inclusive o dos Presidentes dos respectivos Conselhos. ou multas.569. de que trata o Art. assegurado o direito de participar de concurso para cargos de repartição federal.Ao brasileiro diplomado por escola ou instituto técnico superior estrangeiro de engenharia. os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura poderão autorizar. CAPÍTULO II . poderá ser feita. 15 . na data da publicação do Decreto nº 23. 9º . julgados capazes pelos referidos Conselhos. Art. CAPÍTULO III . Art. Art. ao exercício efetivo de qualquer especialização profissional. de 11 DEZ 1933. arquiteto e agrimensor. a declaração do número da carteira do profissional diplomado e a menção explícita do título legal que possuir. nacionais ou estrangeiros.O exercício da função de membros dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura. de 11 DEZ 1933.O exercício das profissões de engenheiro. e a critério do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.569. 16 . o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. empresas ou instituições contratantes serão obrigadas a manter.Das especializações Art. 11 . Art. após curso regular e válido para o exercício da profissão no país onde se achar situada a referida escola ou instituto. e suas atribuições cessarão automaticamente na data do término dos seus contratos de trabalho. sem a exigência da prova de revalidação do diploma. cujos títulos não correspondam a nenhuma das especializações profissionais descritas no Capítulo VI do mesmo decreto. Art. automaticamente. estadual ou municipal. criados outros ou modificada a estrutura do ensino técnico superior. ou nas que. 10 . ainda que tais cargos correspondam a ramos diferentes daqueles cujo exercício esteja garantido pelos seus títulos.O mandato dos Conselheiros de Engenharia e Arquitetura.

secções. ficam obrigadas a apresentar ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura a cuja jurisdição pertencerem o esquema de sua organização técnica. 20 e o Art. nem possuam arcabouços ou pisos de concreto armado. 38 do Decreto nº 23. os Conselhos Regionais procederão ao lançamento da sua dívida ativa nos moldes dos regulamentos fiscais vigentes. isoladas. de 11 DEZ 1933. 26 .569.São nulos de pleno direito os contratos referentes a qualquer ramo da Engenharia ou da Arquitetura. 7º e seu parágrafo desse Decreto. que se apure tenha resultado de incompreensão da Lei. CAPÍTULO V . acompanhados da indicação da parte que lhes cabe. poderão os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura permitir.Das multas e penalidades Art. estaduais e municipais e nas entidades paraestatais. Parágrafo único . 33 . companhias ou organizações que explorem quaisquer dos ramos da Engenharia.Ficam revogados o parágrafo único do Art. certificado de habilitação para executar essas construções a pessoas idôneas ou a técnicos de grau médio diplomados por escolas técnicas. as informações que possam concorrer para o exato cumprimento da legislação profissional do engenheiro.00 (mil cruzeiros) o notário que houver lavrado a respectiva escritura e o oficial que houver efetuado o registro.As autoridades federais. 8º do Decreto nº 23.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura baixará as Resoluções que se tornarem necessárias para o cumprimento das disposições deste Decreto-Lei. 44 do Decreto nº 23. 21 . especificando os seus departamentos.Os casos omissos verificados neste Decreto-Lei serão resolvidos pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. ou tenham. da Arquitetura ou da Agrimensura. pela de Auxiliar de Engenheiro. ou com pessoa jurídica não-habilitada legalmente a executar serviço de Engenharia ou de Arquitetura. poderão os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura relevar a penalidade respectiva.00 (cinqüenta cruzeiros) ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura a cuja jurisdição pertencerem. de acordo com as necessidades de cada Região.00 (quinhentos cruzeiros) as multas referidas na alínea "a" do Art. as denominações de Prático de Engenharia.Das anuidades e taxas Art. bem como as de pequenos acréscimos em edifícios residenciais existentes. companhias ou organizações realizar-se-á por ocasião do respectivo registro. quando firmados por entidade pública ou particular com pessoa física não-habilitada legalmente a exercer no País a profissão de engenheiro ou de arquiteto. 20 . dentro das atribuições que fixarem. § 3º . sendo-lhes extensivas as disposições do Decreto-Lei nº 960. § 1º . 48 do Decreto nº 23. Art. a título precário. 22 . 23 . da assistência técnica do engenheiro ou do arquiteto.O pagamento da primeira anuidade das firmas.O Art. Art.569.00 (cinqüenta cruzeiros) pela renovação anual das licenças precárias. 9º e 12 e seu parágrafo do Decreto-Lei nº 3. b) Cr$ 50. Art.De acordo com a resolução aprovada na reunião do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura com os Presidentes e representantes dos Conselhos Regionais. subsecções e serviços. as construções residenciais.00 (duzentos cruzeiros) ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura a cuja jurisdição pertencerem. c) Cr$ 50. de 11 DEZ 1933. nos termos do Art.569. e este DecretoLei. 7º do Decreto-Lei nº 3.00 (duzentos cruzeiros) a Cr$ 500.Tais contratos não poderão ser levados a registro.569. 29 . Art. da de seus títulos de habilitação e dos números de suas carteiras de profissional. de 11 DEZ 1933. a execução de trabalhos previstos no Art. de 11 DEZ 1933. de 11 DEZ 1933. para melhor cumprimento deste Decreto-Lei e organização das indispensáveis resoluções. 24 . com um só pavimento.As contribuições fixadas nos artigos 21 e 22 serão pagas até 31 MAR de cada ano.569. bem como as que necessitem.Enquanto não houver em número suficiente profissionais habilitados em determinada especialidade na forma deste Decreto-Lei. CAPÍTULO VIII . Engenheiro-Prático ou equivalentes. de 31 DEZ 1941. Art. ou tiverem a seu cargo alguma secção dessas profissões. em município ou distrito compreendido na sua jurisdição. Art. 6º.Os Conselhos Regionais poderão conceder. realizada nesta capital de 14 a 21 DEZ 1945. e o Decreto-Lei nº 8036. sem prejuízo do disposto no Art. de 11 DEZ 1933. na sua composição.569. Parágrafo único . 5º do Decreto nº 23. 27 . 30 . fica acrescido do seguinte parágrafo: Para o fim de que trata este Artigo. 28 . inclusive a elaboração de projeto. tornando-se passíveis da multa de Cr$ 1. pela infração do disposto no Art. por pessoas idôneas. de 11 DEZ 1933.As entidades a que se refere o Art. do arquiteto e do agrimensor. 37 . sociedades. empresas.Os Auxiliares de Engenheiro serão registrados nos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura mediante prova de capacidade e terão suas atribuições limitadas a conduzir trabalhos projetados e dirigidos por profissionais legalmente habilitados. ou ao profissional responsável pela firma executora. ficam obrigados ao pagamento de anuidade de Cr$ 50. com as respectivas atribuições.Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura cobrarão as seguintes taxas: a) Cr$ 50. inclusive nas repartições federais.569. de 31 DEZ 1941.00 (cinqüenta cruzeiros) pela expedição ou substituição da carteira de profissional ou da carteira de autorização. Art.ELE054 Prof. 32 . a juízo dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura. CAPÍTULO VII . Art.995. ficam obrigadas a pagar a anuidade de Cr$ 200. § 2º . 5º do Decreto nº 23.Disposições transitórias Art.São fixadas em Cr$ 200. Art. o exercício das funções do atual Presidente do Conselho Federal de 6 . e do pagamento das despesas de expediente que se tornarem devidas.Ficam substituídas em todo o território nacional.As firmas. Art. direção ou execução das obras respectivas.995. os nomes dos profissionais executantes. 25 . correndo por conta deles a responsabilidade pela colocação da placa devida. Art. de pequena área. de 11 DEZ 1933.No primeiro ano de exercício da profissão.Tratando-se de infração primária. município ou distrito.000. de 17 DEZ 1938.O pagamento da anuidade fora do prazo estabelecido terá o acréscimo de 20`% a título de mora. devendo as modificações necessárias ser executadas pelas autoridades competentes dentro do prazo de um ano. quando solicitadas pelos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura. esse pagamento é devido na ocasião de ser expedida a carteira profissional. de que tratam o Decreto nº 23. a título precário. deverão constar da respectiva placa. CAPÍTULO VI . 35 . Parágrafo único .Sempre que a execução de uma obra ou de algumas de suas partes não couber diretamente ao autor do projeto. que não constituam conjuntos residenciais. 31 . de 4 OUT 1945. Flaviö Harå 2/2009 carteiras profissionais em que constarão as respectivas atribuições fixadas pelo Conselho Federal. CAPÍTULO IX . sem prejuízo dos vencimentos e vantagens dos atuais possuidores de tais títulos. estaduais e municipais deverão fornecer. sob qualquer modalidade. 34 . 36 .Disposições gerais Art.Excetuam-se das exigências do Art.Dos auxiliares de engenheiro Art.569. os Arts.Os profissionais habilitados. qualquer secção de um dos ramos da Engenharia ou da Arquitetura. empresas. ou de outra contígua. Art. Art.00 (cinqüenta cruzeiros) por certidão referente à anotação de responsabilidade técnica ou de registro de firma. 8º do Decreto nº 23.

que exerçam ou explorem. de 12 AGO 1931. Parágrafo único . Parágrafo único . 1º .569. ou a seu cargo tiverem alguma secção dessas profissões. Arquitetura e Agrimensura. tiverem sido habilitados conforme o Decreto nº 3. 3º e seu parágrafo único do Decreto nº 19. Parágrafo único . posto não satisfaçam as condições do Art.U. arquitetura ou agrimensura. arquitetura ou agrimensura. aos arquitetos. 3º . e enquanto em dado município não houver profissionais habilitados na forma deste Decreto. 1º.198. de acordo com a legislação federal do ensino superior.Enquanto durarem as construções ou instalações de qualquer natureza.Pág. não diplomados. dentro do prazo de seis meses. ou tenham sido ao tempo da conclusão dos seus respectivos cursos. e as obras decorrentes desses trabalhos também só poderão ser executadas por profissionais habilitados na forma deste Decreto. DE 11 DEZ 1933 (1) Regula o exercício das profissões de engenheiro. de 7 JAN 1924. Arquitetura e Agrimensura. construtores e agrimensores que.U DE 12 JAN 1946 e Ret.Os funcionários públicos a que se refere este artigo deverão. projetos. em lugar bem visível ao público. Arquitetura ou Agrimensura. estaduais ou municipais. 8º .Aos agrimensores que. quer públicos. devidamente apurados pelo Conselho de Engenharia e Arquitetura. o nome ou firma do profissional legalmente responsável e a indicação de seu título de formatura. Parágrafo único . entrando o presente Decreto-Lei em vigor na data de sua publicação. arquitetura ou agrimensura. e o respectivo regulamento. mas não poderão ser promovidos nem removidos para outros cargos técnicos. oficiais.Aos diplomados por escolas estrangeiras que.Os indivíduos. (1) Revogado tacitamente pela Lei nº 5. de ARQUITETO e de agrimensor.Seção I . provarem perante o órgão fiscalizador a que se refere o Art. arquitetura e agrimensura Art. além da assinatura. em geral.291. Art.O. Carneiro de Mendonça Raul Leitão da Cunha Publicado no D. por escolas nacionais de Engenharia. salvo na parte relativa à revalidação.Não serão recebidos em juízo e nas repartições públicas federais. plantas. respectivamente.É garantido o exercício de suas funções. instituição ou firma a que interessarem. será igualmente permitido o exercício da respectiva profissão. à data da referida publicação. que os encarregados da parte técnica são. 125º da Independência e 58º da República JOSÉ LINHARES R. 1º e seu parágrafo único.001. Arquitetura ou Agrimensura. Art. sob qualquer forma. laudos e atos judiciários ou administrativos. sociedades. e suas filiais. sem notas que os desabonem."Licenciado". § 2º . exerciam a profissão no Brasil e registrarem os seus diplomas dentro do prazo de seis meses. resolve subordinar o exercício das profissões de engenheiro. 9º .Os funcionários públicos e os empregados particulares que. em data anterior à respectiva oficialização ou equiparação às da União. os Estados e os Municípios. de arquiteto e de agrimensor será somente permitido. profissionais habilitados e registrados de acordo com este Decreto. especificações. somente empregarão profissionais diplomados pelas escolas oficiais 7 . perante os Conselhos de Engenharia e Arquitetura.Com relação à nacionalidade dos profissionais a que este Artigo alude. 6º . de 16 DEZ 1863. por parte das entidades a que se refere este Artigo. satisfazendo às condições da alínea c do Art. algum dos ramos de engenharia. será permitido o exercício das profissões respectivas. Art. associações. a critério do Conselho de Engenharia e Arquitetura. diplomados por escolas ou institutos estrangeiros de Engenharia.A substituição dos profissionais obriga a nova prova. Rio de Janeiro. as funções e atos previstos neste Artigo a pessoas de idoneidade reconhecida.Revogam-se as disposições em contrário. na conformidade do Art. de modo bem legível. ou que sejam. perfeitamente legíveis. e o mandato dos Presidentes dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura terminará nas datas correspondentes aos períodos para os quais foram. vêm. com as competentes licenças.Nos trabalhos gráficos. d) àqueles que. poderão continuar a exercê-los.398. quer particulares. ser transferidos para outros cargos de iguais vencimentos e para os quais não seja exigida habilitação técnica. de 11 NOV 1930. à data da publicação deste Decreto. da União Federal. 1º do Decreto nº 19. pareceres. DE 24 JAN 1946 . dentro dos limites das respectivas licenças e circunscrições. diplomados por escolas ou institutos técnicos superiores estrangeiros de Engenharia. b) aos diplomados. 18 que. cujos diplomas hajam sido reconhecidos em virtude de Lei federal. em todos os cargos. Parágrafo único . Flaviö Harå 2/2009 Engenharia e Arquitetura fica mantido até 31 DEZ 1948. quaisquer trabalhos de engenharia. deverá a placa conter mais.194/66 DECRETO FEDERAL Nº 23. de 9 OUT 1880.O exercício das profissões de engenheiro. § 1º . 5º . de que forem autores profissionais habilitados de acordo com este Decreto. a título precário. aprovado pelo Decreto nº 20.Só poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só terão valor jurídico os estudos. com infração do que preceitua este Artigo. só poderão executar os respectivos serviços depois de provarem. será observado. é obrigatória a afixação de uma placa. tenham registrado seus diplomas até 18 JUN 1915. arquitetos-construtores.Os profissionais de que trata este Artigo perderão o direito às licenças se deixarem de pagar os respectivos impostos durante um ano. 38 .A União. 197. laudos e quaisquer outros trabalhos de Engenharia. 7º . 4º . mas licenciados pelos Estados e Distrito Federal.ELE054 Prof. de arquiteto e de agrimensor às disposições seguintes: CAPÍTULO I .482. exercendo cargos para os quais se exijam conhecimentos de engenharia. de 12 DEZ 1930. Art. até à data da publicação deste Decreto.Quando o profissional não for diplomado. sociedade. O Chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. a menção explícita do título do profissional que os subscrever. Art. o exercício das mesmas funções à data da publicação deste Decreto. poderão ser permitidas. 2º . ou os registraram consoante o disposto no Art. orçamentos. em todas as categorias. Arquitetura ou Agrimensura. exclusivamente.Dos profissionais de engenharia. de acordo com o Decreto nº 3. contados da data da referida publicação. precedida do nome da empresa. a inscrição . Art. c) àqueles que.O. contendo. 22 da Lei nº 4. provarem perante o Conselho de Engenharia e Arquitetura que. Art. bem como a de sua residência ou escritório. ou se cometerem erros técnicos ou atos desabonadores. tenham revalidado os seus diplomas. respectivamente: a) aos diplomados pelas escolas ou cursos de Engenharia.A critério do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. provarem. serviços e trabalhos de Engenharia.793. logo que haja vaga.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Art. companhias e empresas. escolhidos e eleitos. oficializados. Art. firmas. 10 JAN 1946. Arquitetura ou Agrimensura. o que preceituam o Art. contados da data da publicação deste Decreto. equiparados aos da União ou sujeitos ao regime de inspeção do Ministério da Educação e Saúde Pública. é obrigatória. no D. após curso regular e válido para o exercício da profissão em todo o país onde se acharem situados. Parágrafo único .

registrada e visada no Conselho Regional respectivo. que será sempre o representante do Governo Federal. Arquitetura ou Agrimensura.Na representação prevista na alínea "c" deste Artigo haverá.Ao presidente. Art. considerando-se que há mudança desde que o profissional exerça qualquer das profissões na nova jurisdição por prazo maior de noventa dias. será anulado qualquer ato que se realize com infração deste artigo. Art. podendo estender-se a mais de um Estado a ação de qualquer deles. Art. Parágrafo único . finalmente. Parágrafo único . considerar-se-á como reincidência de infração deste Decreto. 1º e suas alíneas.O mandato dos membros do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será meramente honorífico e durará três anos. Art. de que trata o Art. diplomas. sem provarem o pagamento das multas em que houverem incorrido. escolhidos em assembléia que se realizará no Distrito Federal e na qual tomará parte um representante de cada sociedade ou sindicato de classe que tenha adquirido personalidade jurídica seis meses antes. Art. Art.A fiscalização do exercício da Engenharia. com as alterações havidas. b) um terço das multas aplicadas pelos Conselhos Regionais.Se o profissional registrado em qualquer dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura mudar de jurisdição. c) seis engenheiros.A todo profissional registrado de acordo com este Decreto será entregue uma carteira profissional. da Arquitetura e da Agrimensura será exercida pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura e pelos Conselhos Regionais a que se referem os Arts. 22 . g) a indicação da revalidação do título. h) o número do registro no Conselho Regional respectivo. 13 . e) julgar em última instância os recursos de penalidades impostas pelos Conselhos Regionais. (2) Art.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Um terço dos membros do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será anualmente renovado. após o prévio registro de seus títulos. por dois terços de seus membros. a carteira profissional de que trata o Art. em algum de seus ramos. a Arquitetura ou a Agrimensura. se não estiver devidamente registrado. ou de sindicato ou associação de Engenharia. cartões comerciais ou outros meios quaisquer.Do registro e da carteira profissional Art.Terá sua sede no Distrito Federal o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. um engenheiro arquiteto ou arquiteto pela da Escola Nacional de Belas Artes.Os profissionais a que se refere este Decreto só poderão exercer legalmente a Engenharia. 15 . que deve. ao qual ficam subordinados os Conselhos Regionais. sendo um engenheiro pela da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. de tanto desses órgãos quantos forem julgados necessários para a melhor execução deste Decreto. e) a data em que foi diplomado ou licenciado. quanto possível. 25 .O ato da suspensão vigorará até novo julgamento do caso. c) examinar. da Arquitetura ou da Agrimensura. de profissional legalmente habilitado e registrado de acordo com este Decreto. pela da Escola de Minas de Ouro Preto. Parágrafo único . ou de suas licenças no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. 24 . 12 . e. c) a data de seu nascimento.ELE054 Prof. 18 . se propuser ao exercício da Engenharia. (6) 8 . pelo menos. servirá de carteira de identificação e terá fé pública. b) três profissionais escolhidos pelas congregações de escolas padrões federais. sem o registro a que este Artigo alude. no prazo de quinze dias.A carteira profissional. um terço de engenheiros e um terço de engenheiros arquitetos ou arquitetos.São atribuições do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura: a) organizar o seu regimento interno. estaduais ou municipais só receberão impostos relativos ao exercício profissional do engenheiro. 14. ou arquitetos. b) sua nacionalidade e naturalidade. modificando o que se tornar necessário. podendo a escolha fazer-se para novo triênio. 20 .As autoridades federais. 18 organizará. f) a natureza do título ou dos títulos de sua habilitação. fica sujeito às penalidades aplicáveis ao exercício ilegal da profissão. 21 . além da direção do Conselho.Todo aquele que. da data da reunião da assembléia.A expedição da carteira a que se refere o presente artigo fica sujeita à taxa de 30$000 (trinta mil-réis). Art. habilitados de acordo com o Art. d) subvenções dos Governos. a relação completa dos registros. 10 . 25 a 27. classificados pelas especialidades dos títulos e em ordem alfabética. fará visar.A continuação do exercício da profissão. decidindo a respeito em última instância.A requerimento do Conselho de Engenharia e Arquitetura. anualmente. f) publicar o relatório anual dos seus trabalhos. também engenheiro. a fim de manter a respectiva unidade de ação.O Conselho Federal a que se refere o Art. placas. numerada.Constitui renda do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura o seguinte: (5) a) um terço da taxa da expedição de carteiras profissionais estabelecida no Art. ressalvadas unicamente as exceções nele previstas. o Conselho mantiver. Art. Art. mediante anúncios. b) aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais. Art. no Conselho Regional a que o novo local de seus trabalhos estiver sujeito. Art. ser semelhante à sua. esta entrará em vigor imediatamente. do arquiteto ou do agrimensor à vista da prova de que o interessado se acha devidamente registrado. 17 . a suspensão de qualquer decisão que o mesmo tome e lhe pareça inconveniente. pelo menos. previamente registrados de acordo com o que dispõe este Decreto.Os profissionais punidos por inobservância do artigo anterior não poderão obter o registro de que este trata. 16 . 11 . d) a denominação da escola em que se formou ou da repartição local onde obteve licença para exercer a profissão. e podendo até anular o registro de qualquer profissional licenciado que não estiver de acordo com o presente decreto. 14 . contados do seu ato.Da Fiscalização ou equiparadas. Parágrafo único .O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura fixará a composição dos Conselhos Regionais. outro. 14. CAPÍTULO II . Art. brasileiros. Flaviö Harå 2/2009 CAPÍTULO III . em que deverá figurar a relação de todos os profissionais registrados. a qual conterá: a) seu nome por inteiro. compete. (4) Parágrafo único . a decisão suspensa. no segundo julgamento. 19 . substituirá o diploma para os efeitos deste Decreto. 23 . c) doações. d) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais e dirimi-las. 14 e parágrafo único. Parágrafo único . Art. se houver. certificadosdiplomas e cartas no Ministério da Educação e Saúde Pública. salvo o do representante do Governo Federal. e a fará publicar no "Diário Oficial". i) sua fotografia de frente e impressão dactiloscópica (polegar). j) sua assinatura. e se.O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será constituído de dez membros. para o qual o presidente convocará segunda reunião. nos Estados e no Distrito Federal. e promoverá a instalação. e obedecerá à seguinte composição: (3) a) um membro designado pelo Governo Federal. Art. sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade.

b) examinar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das infrações do presente decreto. h) admitir a colaboração das sociedades de classe nos casos relativos à matéria das alíneas anteriores. fábricas e oficinas. b) o estudo. estabelecidas no Art. Rios e Canais. 31 . projeto. execução e exploração de instalações industriais. projeto. projeto. fiscalização e construção das estradas de rodagem e de ferro.São atribuições dos Conselhos Regionais: a) examinar os requerimentos e processos de registro de licenças profissionais. g) a direção. fiscalização e construção de obras de captação e abastecimento de água. fiscalização e construção das obras de captação e abastecimento de água. 26 . fiscalização e construção de edifícios. b) a direção. f) a arquitetura legal. CAPÍTULO IV . impedindo e punindo as infrações deste Decreto. projeto. direção e fiscalização dos serviços de urbanismo. projeto. i) assuntos de engenharia legal concernentes aos indicados nas alíneas "a" a "h" deste Artigo: j) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores. direção e execução de obras relativas às usinas elétricas. relacionados com a sua especialidade. c) o projeto. d) a direção.ELE054 Prof. submetendo-a à aprovação do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. fiscalização e construção das obras relativas a portos. para exercerem as funções de Engenheiro de Secções Técnicas. g) o estudo. k) perícias e arbitramento referentes à matéria das alíneas anteriores. fiscalização e construção de obras de drenagem e irrigação. fiscalização e construção de obras concernentes às usinas elétricas e às redes de distribuição de eletricidade. projeto. h) o estudo. 29 . direção. de arquiteto e de agrimensor. 14. f) representar ao Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura acerca de novas medidas necessárias para a regularização dos serviços e para a fiscalização do exercício das profissões indicadas na alínea c deste Artigo. d) publicar relatórios anuais de seus trabalhos e a relação dos profissionais registrados. direção. c) a direção. Art. c) trabalhos de captação e distribuição da água. Art. direção. 32 . Art. g) o estudo. nos assuntos correlacionados com as especificações das alíneas "a" a "i".A renda dos Conselhos Regionais será constituída do seguinte: (7) a) dois terços da taxa de Expedição de carteiras profissionais. 33 . às redes de distribuição e às instalações que utilizem a energia elétrica. d) aprovação na Cadeira de "saneamento e arquitetura". h) o estudo. c) aprovação na Cadeira de "pontes e grandes estruturas metálicas e em concreto armado". fiscalização e construção das obras destinadas ao aprovuitamento de energia e dos trabalhos relativos às máquinas e fábricas. c) o estudo. 28 . d) subvenções dos Governos. direção. e) o projeto. projeto.Somente engenheiros civis poderão exercer as funções a que se referem as alíneas "a". f) o estudo. c) doações.São da competência do engenheiro eletricista: a) trabalhos topográficos e geodésicos.Consideram-se da atribuição do arquiteto ou engenheiro-arquiteto: a) estudo. com todas as suas obras complementares. Art. para exercerem funções de Urbanismo ou de Engenheiro de Secções Técnicas destinadas a projetar grandes edifícios. projeto. f) o estudo. projeto. fiscalização e construção de edifícios.Os engenheiros civis diplomados segundo a Lei vigente deverão ter: a) aprovação na Cadeira de "portos de mar. f) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores. c) o estudo.São da competência do engenheiro industrial: a) trabalhos topográficos e geodésicos. Art. e) o estudo. i) assuntos de engenharia legal. b) aprovação na Cadeira de "saneamento e arquitetura". projeto. bem como enviando às autoridades competentes minuciosos e documentados relatórios sobre fatos que apurarem e cuja solução ou repressão não seja de sua alçada. fábricas e indústrias. direção. j) a engenharia legal. d) o estudo. fiscalização e construção das obras peculiares ao saneamento urbano e rural. 30 . b) dois terços das multas aplicadas conforme a alínea c do artigo anterior. rios e canais e das concernentes aos aeroportos. decidindo a respeito. e) a direção. h) a direção. para exercerem as funções de Engenheiro Sanitário. direção e fiscalização das obras de grande decoração arquitetônica. Flaviö Harå 2/2009 Art. projeto. Parágrafo único . fiscalização e construção das obras destinadas ao aproveitamento de energia e dos trabalhos relativos às máquinas e fábricas. fiscalização e construção de obras de drenagem e irrigação. projeto. fiscalização e construção de edifícios. b) a direção. d) trabalhos de drenagem e irrigação. b) a direção.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . direção. encarregadas de projetar e executar obras-de-arte nas estradas de ferro e de rodagem. f) a direção. para exercerem as funções de Engenheiro de Portos. direção. fiscalização e construção de edifícios. 9 . e) elaborar a proposta de seu regimento interno. projeto. e) o estudo. direção. e) assuntos de engenharia legal. projeto. 27 . g) expedir a carteira profissional prevista no Art. nos assuntos mencionados nas alíneas "a" a "c" deste Artigo. d) o estudo e projeto de organização e direção das obras de caráter tecnológico dos edifícios industriais.Das especializações profissionais Art. i) projeto.São da competência do engenheiro civil: a) trabalhos topográficos e geodésicos. em conexão com os mencionados nas alíneas "a" a "d" deste Artigo. direção. Art. b) o estudo. fiscalização e construção de obras de estradas de rodagem e de ferro. direção e execução das instalações de força motriz. g) perícias e arbitramentos relativos à matéria de que tratam as alíneas anteriores.Consideram-se da atribuição do engenheiro mecânico eletricista: a) trabalhos topográficos e geodésicos. c) fiscalizar o exercício das profissões de engenheiro. fiscalização e construção das instalações que utilizem energia elétrica. "b" e "c" deste Artigo. rios e canais". direção e fiscalização dos serviços de urbanismo. direção e fiscalização das obras de arquitetura paisagística. com todas as suas obras complementares. resolvendo como convier. fiscalização e construção de edifícios. 14 e parágrafo único. direção. direção e execução das instalações mecânicas e eletromecânicas. fiscalização e construção das obras que tenham caráter essencialmente artístico ou monumental. d) o projeto. direção e execução das instalações das oficinas.

propondo ao Governo as modificações convenientes. e de 1:000$ (um conto de réis) a 5:000$ (cinco contos de réis) às firmas. ou funções. 36 .São solidariamente responsáveis pelo pagamento das multas os infratores e os indivíduos. o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura procederá à revisão das especializações profissionais. b) irrigação e drenagem. associações. Art. quer do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura ou dos Conselhos Regionais. execução. consoante as alíneas "b" e "c" do Art. 135. instaurado por iniciativa própria ou a pedido. b) a pesquisa. direção e fiscalização de serviços de exploração de minas.Das multas impostas pelos Conselhos Regionais poderá. quer de profissional ou associação de classe legalmente habilitados. § 1º . 41 . a cujo serviço se achem. praticada dentro do prazo de dois anos. ao profissional que. 8º e seus parágrafos e do Art. c) o estudo. 40 . em que os culpados hajam porventura incorrido.São da competência do engenheiro-geógrafo ou do geógrafo: a) trabalhos topográficos. cabendo cada prazo deste a um dos membros constante da primeira daquelas alíneas e a dois dos da segunda.Aos diplomados de que este Artigo trata será permitido o exercício da profissão de agrimensor e a realização de projetos e obras concernentes ao seguinte: a) barragens em terra que não excedam a cinco metros de altura.Tornando-se necessário ao progresso da técnica. e 7º. efetuados nas Secretarias de Estado. à data da publicação deste Decreto. firmas. a penalidade será elevada ao dobro da anterior. a quem compete decidir em última instância sobre o assunto. a) os profissionais que. para o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.Dos nove membros que. mecânico-eletricistas. 3º. Art. e seu § único. às autoridades administrativas ou judiciárias que infringirem ou permitirem se infrinjam o Art. serão sorteados. ou por escolas ou cursos equivalentes. pelo prazo de quinze dias a um mês. c) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores. serão cancelados os que este reputar irregulares ou ilegais e incorporados ao registro de que se ocupa o capítulo II deste Decreto os que considerar regulares e legais. relacionados com a sua especialidade. a critério do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. constituem títulos de dívida líquida e certa. execução. Art. 47 . serão estas cobradas por executivo fiscal. industriais. § 3º . poderão continuar a exercê-los. após inquérito administrativo regular. d) o estudo. ser interposto recurso. embora diplomados e registrados.São considerados como exercendo ilegalmente a profissão e sujeitos à pena estabelecida na alínea "a" do Art. 192 e 379 do Código Penal e dos arts. Art. contra o infrator.Consideram-se da atribuição do agrimensor: a) trabalhos topográficos. companhias e empresas. também. 1. consignadas nos Códigos Civil e Penal.Os engenheiros agrônomos. constituirão o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. arquitetos.244 e 1. 43 . c) multas de 200$ (duzentos mil réis) a 500$ (quinhentos mil réis) aos infratores de disposições não mencionadas nas alíneas "a" e "b" deste Artigo ou para os quais não haja indicação de penalidades em artigo ou alínea especial. 50 . depois de julgados. d) suspensão do exercício da profissão. 48 . (8) b) multas de 500$ (quinhentos mil-réis) a 1:000$ (um conto de réis) aos profissionais. realizarem atos que não se enquadrem nos de sua atribuição. federais ou estaduais. em virtude de violação dos arts.ELE054 Prof. eletricistas.As penalidades aplicáveis por infração do presente decreto serão as seguintes: a) multas de 500$ (quinhentos mil-réis). direção e fiscalização de serviços da indústria metalúrgica. 49 . 1º.Os engenheiros civis. 17. pela autoridade competente. 42 . geodésicos e astronômicos. 148. e) suspensão de exercício. com recurso suspensivo para o Conselho Federal.Das penalidades Art. 134. Art. projeto. Art. na forma da legislação vigente. sociedades. relativa à expedição da carteira profissional de que trata o Art. e seu § único. Art. companhias. § 2º . 6º. 38 .As multas serão inicialmente aplicadas no grau máximo quando os infratores já tiverem sido condenados. 5º. por sentença passada em julgado.Os profissionais cujos títulos forem considerados regulares e legais consoante este Artigo ficam sujeitos também ao pagamento da taxa de 30$000 (trinta mil-réis). 39 . Parágrafo único . sendo modificados os cursos padrões.Consideram-se da atribuição do engenheiro de minas: a) o estudo de geologia econômica e pesquisa de riquezas minerais. Art. demonstrar incapacidade. 14. desde que nelas só haja bueiros e pontilhões até cinco metros de vão. dentro do prazo de sessenta dias. c) estradas de rodagem de interesse local e destinadas a fins agrícolas.242. 10. Art. para fins agrícolas. ou ainda. f) vistorias e arbitramentos concernentes à matéria das alíneas anteriores. em virtude de erros técnicos. sociedades. b) o estudo.Não se efetuando amigavelmente o pagamento das multas. associações ou empresas e seus gerentes ou representantes legais.Aos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura fica cometido o encargo de dirimir quaisquer dúvidas suscitadas acerca das especializações de que trata o capítulo IV. definitivamente. 1. ou agrônomos. da arte ou do País. Parágrafo único . b) vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura. 35 . 45 . na reunião inaugural. 44 . Art. de minas e geógrafos que. e) avaliações e perícias relativas à matéria das alíneas anteriores.No caso de reincidência na mesma infração. d) construções rurais destinadas à moradia ou fins agrícolas.245 do Código Civil. CAPÍTULO V .As penas de suspensão do exercício serão impostas: a) aos profissionais. 20.243. localização. 4º. traçado e locação das estradas. projeto. com recurso para o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. em ramos diferentes daquele cujo exercício seus títulos lhe asseguram. Art. os quais ficam adestritos à revisão do Ministério da Educação e Saúde Pública. Art. b) às autoridades judiciárias e administrativas.Disposições gerais Art. deverão registrar os seus diplomas para os efeitos do Art. a critério do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura. 34 . e) assuntos de engenharia legal. a 1:000$ (um conto de réis) aos infratores dos arts. quando se tratar de infração do Art. responsabilizadas pelos danos que a sua falta houver porventura causado ou venha a causar a terceiros. diplomados pela Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária do Rio de Janeiro.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Art.As disposições do capítulo IV não se aplicam aos diplomados em época anterior à criação das respectivas especializações nos cursos das escolas federais consideradas padrões. Art. 37 .Dos anteriores registros de títulos de profissionais. contados da data da respectiva notificação. 38. estiverem desempenhando cargos. pelos Conselhos Regionais. os seis que deverão exercer o respectivo mandato por um ano ou por dois anos. sem efeito suspensivo. CAPÍTULO VI . 1. sob o ponto de vista topográfico.As autoridades administrativas e judiciárias incursas na pena de suspensão serão. 9º e demais disposições deste Decreto. Flaviö Harå 2/2009 j) vistorias e arbitramentos concernentes à matéria das alíneas anteriores. 10 . prospecção e valorização de jazidas minerais. Art. especificados no capítulo IV deste Decreto. b) os profissionais licenciados e registrados que exercerem atos que não se enquadrem no limite de suas licenças. pelo prazo de seis meses a um ano. Parágrafo único .Os autos de infração.As penalidades estabelecidas neste capítulo não isentam de outras. 46 .

194. até 180 (cento e oitenta) dias da extinção do curso referido no item anterior. 2º. promoverá. 2º. III .As atividades dos Engenheiros e Arquitetos especializados em Engenharia de Segurança do Trabalho serão definidas pelo Conselho Federal de Engenharia. DE 9 ABR 1986 Regulamenta a Lei nº 7. Art.620.ao possuidor de registro de Supervisor de Segurança do Trabalho. DE 10 ABR 1986 . DECRETA: Art. 27 da Lei nº 5. sancionando a Lei nº 5. (8) Alterado em parte pelo Art. de modo a permitir separar o arquivo morto dos documentos realmente úteis. os quais deverão adaptar-se aos currículos aprovados pelo Ministério da Educação. III . (4) Alterado pelo Art.U de 15 DEZ 1933.620. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 175.O Ministério da Educação. 112º da Independência e 45º da República.SSMT. (7) Alterado pelo Art.ao portador de certificado de conclusão de curso de Supervisor de Segurança do Trabalho.O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho depende de registro no Ministério do Trabalho. a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho.ao possuidor de registro de Engenheiro de Segurança do Trabalho. item III. Art.620. no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81.O. CONSIDERANDO a conveniência e a necessidade de serem os documentos classificados e arquivados nos Conselhos Regionais.410. de 24 DEZ 1966 (2) Alterado pela letra "a"do Art. 53 . no prazo de 60 (sessenta) dias após a fixação dos currículos de que trata o artigo 3º pelo Ministério da Educação. § 2º .530. exclusivamente: I . previsto no item I do Art.O exercício da especialização de Engenheiros de Segurança do Trabalho é permitido. Art. Art. estudos para a criação de categorias funcionais e os respectivos quadros do Grupo Engenharia e Segurança do Trabalho. o Ministro do Trabalho poderá autorizar. de 27 NOV 1985.ELE054 Prof. GETÚLIO VARGAS Joaquim Pedro Salgado Filho Washington Ferreira Pires Publicado no D. 7º . permitindo o reaproveitamento de espaço e mantendo a garantia que devem receber os documentos de real valor. (3) Alterado pelo Art. 2º do Decreto-Lei nº 8. fixará os currículos básicos do curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e do Curso de Técnico de Segurança do Trabalho. realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho.620. (5) Alterado pelo Art. ouvida a Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho . § 1º . (6) Alterado pelo Art. Art.O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho é permitido. Arquitetura e Agronomia . de 8 de maio de 1968. II . 8º . só será efetiva após o prazo de seis meses contados da data da publicação deste Decreto. 26 do Decreto-Lei nº 8. 11 .O funcionamento dos cursos referidos neste Artigo determinará a extinção dos cursos de que tratam o item II do artigo 1º e o item II do Art. CONSIDERANDO que o Governo Federal.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Ficam revogadas as disposições em contrário. por proposta do Ministério do Trabalho. de 24 DEZ 1966. Flaviö Harå 2/2009 Art. Art. CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. 1º . exclusivamente: I .ao portador de certificado de conclusão de curso de Técnico de Segurança do Trabalho ministrado no País em estabelecimento de ensino de 2º Grau. 5º .U. 5º do Decreto-Lei nº 3. 3º . 5º do Decreto-Lei nº 3.995.O. 52 . 4º .A exigência do registro do diploma. 11 DEZ 1933. DE 23 JAN 1969 Autoriza os Conselhos Regionais de Engenharia. 51 . CONSIDERANDO a necessidade de serem baixadas instruções que regulem o arquivamento e a conservação de documentos nos Conselhos Regionais.ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. 2º . Art. 5. que tenham continuidade os cursos mencionados no parágrafo precedente.Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. e tendo em vista o disposto no artigo 4º da Lei nº 7. Arquitetura e Agronomia a procederem à revisão dos seus arquivos.O Ministério da Administração. 5º do Decreto-Lei nº 8. dentro de 120 (cento e vinte) dias. em nível de pós-graduação. Art.Revogam-se as disposições em contrário.995. DECRETO Nº 92.Pág. da Constituição. em articulação com o Ministério do Trabalho. no prazo de 90 (noventa) dias a partir da vigência deste Decreto.410. em caráter excepcional. JOSÉ SARNEY Presidente da República Almir Pazzianotto Pinto Publicado no D.U de 16 JAN 1933 (1) Revogado tacitamente pela Lei nº 5. O Conselho Federal de Engenharia. Art.CONFEA. 6º . 10 .O. 3º do Decreto-Lei nº 8. II .As atividades de Técnico de Segurança do Trabalho serão definidas pelo Ministério do Trabalho. O Presidente da República.ao Engenheiro ou Arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Arquitetura e Agronomia .O exercício da atividade de Engenheiro e Arquiteto na especialidade de Engenharia de Segurança do Trabalho depende de registro no Conselho Regional de Engenharia. Arquitetura e Agronomia. Retificação Publicada no D. expedido pelo Ministério do Trabalho. Art. carta ou outro título. dentro de 180 (cento e oitenta) dias da extinção do curso referido no item anterior. no prazo de 60 (sessenta) dias após a fixação do respectivo currículo escolar pelo Ministério da Educação.194. 9º .O presente Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.Até que os cursos previstos neste artigo entrem em funcionamento.620. deu nova dimensão ao problema.433. na forma do artigo 3º. de 27 NOV 1985. que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e ARQUITETOS em Engenharia de Segurança do Trabalho. Art. e dá outras providências. no uso da atribuição que lhe confere a letra "f" do Art. expedido pelo Ministério do Trabalho. 1º e no item I do Art.168. 24 do Decreto-Lei nº 8. Rio de Janeiro. realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho.CREA.Seção I .

Engº ALBERTO FRANCO FERREIRA DA COSTA Presidente Engº CELSO VASCONCELLOS PINHEIRO 2º Secretário Publicado no D. Art. nos termos da Lei nº 5. 23 JAN 1969.originários de consultas. Art. curso e ano de formatura. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 180. Art.433/68 e de sua regulamentação. 5º . para fins da fiscalização de seu exercício profissional. parágrafo único do artigo 27 da Lei nº 5. sejam os interessados convidados a requerer. Arquitetura e Agronomia. empresas ou sociedades extintas. autorizados. este será conservado em arquivo especial de documentos não-reclamados. dos diplomados por Convênios Culturais.A devolução de documentos às famílias de profissionais já falecidos independerá de petição e far-se-á sem qualquer despesa. data do registro e data do falecimento do profissional. CONSIDERANDO que o Poder Judiciário tem reiteradamente decidido nesse sentido. de 24 DEZ 1966. concedem atribuições aos Conselhos Regionais para examinarem os pedidos de registro. certificado ou documento valioso cuja devolução não tenha sido pedida. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 218. Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio. Art. Arquitetura e Agronomia. 4º . Rio de Janeiro. dos interessados. através de serviço próprio ou mediante locação.194. II . Arquitetura e Agronomia. em termos genéricos. V . 9º . no uso das atribuições que lhe confere a letra "f" do artigo 27 da Lei nº 5. nos Conselhos Regionais de Engenharia. 8º . para habilitação profissional. Art. a rever os arquivos de processos e a incinerá-los. I . 12 . Art.ELE054 RESOLVE: Prof. obedecidos os princípios acauteladores constantes desta Resolução.Poderão ser incinerados processos. DE 29 JUN 1973 Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da ENGENHARIA. para o registro de diplomas dos formados por Convênios Culturais.através de edital.U. II . e atendendo ao disposto na alínea "b" do artigo 6º e parágrafo único do artigo 84 da Lei nº 5. ou denominação da empresa.decorridos 5 (cinco) anos da decisão final ou do último despacho.Revogam-se as disposições em contrário.194. RESOLVE: Art. do Conselho Federal. 7º .O registro deverá ser feito na forma da Resolução nº 168. após lavrada ata com a indicação dos seus números de ordem. 3º . CONSIDERANDO que os diplomados. devam ser conservados. 3º . de 24 DEZ 1966. inclusive a denominação da escola do diplomado. disciplinar e manter atualizados os mesmos registros. § 2º . Arquitetura e Agronomia. 6º . não podem ser impedidos de exercer suas atividades profissionais no País. ALBERTO FRANCO FERREIRA DA COSTA Presidente FELÍCIO LEMIESZEK 1º Secretário Publicada no D.Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.O. por Convênios Culturais.U. Art. O Conselho Federal de Engenharia. CONSIDERANDO que o Art. firma ou sociedade.O.Ficam os Conselhos Regionais.194. firmas. III . 7º da Lei nº 5. Rio de Janeiro. § 1º . a devolução dos documentos que os instruam. se for o caso. nelas constando elementos indicados no Art. empresas ou sociedades arquivados por indeferimento. de 24 DEZ 1966. pedidos de certidão ou de documentos. pela sua natureza. CONSIDERANDO a necessidade de discriminar atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia. autorizados a microfilmar os documentos de seu interesse. CONSIDERANDO que as letras "h" e "o" do artigo 34 da Lei nº 5.de infração liquidados. CONSIDERANDO que o Conselho Federal de Educação já adotou entendimento de que.Se dos processos a incenerar constar algum diploma.Os Conselhos Regionais de Engenharia.Ficam os Conselhos Regionais de Engenharia. 10 JUL 1969. abandono ou baixa. Art. do arquiteto e do engenheiro agrônomo.de registro de firmas. Art. de 26 AGO 1969 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. de 17 MAIO 1968. DE 10 JUL 1969 Dispõe sobre o registro dos diplomados por Convênios Culturais. IV .Vencidos os prazos ou devolvidos os documentos.Serão conservados em arquivo próprio as fichas de registro. indicando o ano e o número respectivo. o edital omitirá o nome dos interessados. em Engenharia. nome dos interessados.194/66 refere-se às atividades profissionais do engenheiro. de 24 DEZ 1966. dentro de 30 (trinta) dias. Art. RESOLVE: Art. Arquitetura e Agronomia procederão ao registro. é suficiente a apresentação da prova da permanência definitiva no País.Tratando-se de processos de infração.194.de registro de profissionais. 1º . a seu critério. Arquitetura e Agronomia. Art.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 2º . capital. Flaviö Harå 2/2009 O Conselho Federal de Engenharia. título. 4º .de registros de profissionais falecidos. DE 11 FEV 1969 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA.A incineração de processos efetuar-se-á desde que I . nome do empresário ou dos sócios e do responsável técnico e data de sua extinção. 3º e outros de identificação profissional.A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação. serão os processos incinerados. 1º . se for o caso. expedindo as carteiras profissionais e organizar. Arquitetura e Agronomia. usando das atribuições que lhe conferem as letras "d" e "f". selecionando os documentos que.Revogam-se as disposições em contrário. 2º .

bromatologia e rações. veículos automotores. vinhos e destilados). perícia. referentes a processos metalúrgicos. operação. montagem. Atividade 11 .Ensino.o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. máquinas. operação. 13 . ensaio e divulgação técnica. Atividade 10 . portos. c) traçados de cidades. coordenação e orientação técnica. 14 . pistas de rolamentos e aeroportos.Vistoria. Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio.Operação e manutenção de equipamento e instalação. planejamento. processos de utilização de solo e de floresta.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução.o desempenho das atividades de que trata a Lei nº 4. sistemas de medição e controle elétricos. Atividade 12 .Supervisão. seus serviços afins e correlatos. óleos. alimentos. b) sistemas de saneamento. mecanização na agricultura. sistemas de refrigeração e de ar condicionado. 07 . extensão.Compete ao ENGENHEIRO AGRIMENSOR: I . nutrição animal. seus serviços afins e correlatos. motores e equipamentos.Compete ao ENGENHEIRO METALURGISTA ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL E DE METALURGIA ou ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE METALURGIA: I . Art. referentes a edificações.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . referentes a aeronaves. avaliação. equipamentos. distribuição e utilização da energia elétrica. análise. geodésicos e aerofotogramétricos. Art. construções para fins florestais e suas instalações complementares. Art. 12 .Compete ao ENGENHEIRO AGRÔNOMO: I . parques e jardins. II . construções para fins rurais e suas instalações complementares. irrigação e drenagem para fins agrícolas.Compete ao ENGENHEIRO CIVIL ou ao ENGENHEIRO DE FORTIFICAÇÃO e CONSTRUÇÃO: I .Compete ao ENGENHEIRO CARTÓGRAFO ou ao ENGENHEIRO DE GEODÉSIA E TOPOGRAFIA ou ao ENGENHEIRO GEÓGRAFO: I . referente a levantamentos topográficos. infra-estrutura aeronáutica.Estudo de viabilidade técnico-econômica. Art. Atividade 09 . MODALIDADE ELETRÔNICA ou ao ENGENHEIRO DE COMUNICAÇÃO: I .Estudo. referentes a engenharia rural. referentes a engenharia rural. estradas. referentes à prospecção e à pesquisa mineral. 5º . zimotecnia. implementos florestais. instalações industriais e mecânicas. 6º . 13 . conjuntos arquitetônicos e monumentos. Art. melhoramento animal e vegetal. ecologia. Art.o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. laticínios. Atividade 16 . canais. fitotecnia e zootecnia. seus serviços afins e correlatos. mecanização na floresta.Compete ao ENGENHEIRO AERONÁUTICO: I .Compete ao ENGENHEIRO GEÓLOGO ou GEÓLOGO: I .Condução de trabalho técnico. seus sistemas e seus componentes. tráfego e serviços de comunicação de transporte aéreo. 11 . urbano e regional.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. Atividade 17 . Atividade 18 . Art. Flaviö Harå 2/2009 Art. seus serviços afins e correlatos.Fiscalização de obra e serviço técnico.Execução de instalação. referentes a levantamentos topográficos. seus serviços afins e correlatos. Atividade 15 . Atividade 13 .o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. instalações e equipamentos destinados à indústria metalúrgica. pesquisa. reparo ou manutenção. microbiologia agrícola. beneficiamento e conservação dos produtos animais e vegetais. referentes a materiais elétricos e eletrônicos. batimétricos. captação de água subterrânea.Assistência.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. laudo e parecer técnico. 7º . produtos florestais. planejamento físico.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. rios. sistemas de produção de transmissão e de utilização do calor. mensuração e controle de qualidade. 4º .Produção técnica e especializada. seus serviços afins e correlatos. equipamentos eletrônicos em geral. beneficiamento de minérios. 10 .Execução de obra e serviço técnico. agrometeorologia. assessoria e consultoria. montagem e reparo. edafologia.Elaboração de orçamento. Atividade 14 . seus serviços afins e correlatos.Direção de obra e serviço técnico. referentes a processos mecânicos. seus serviços afins e correlatos. geodésicos e aerofotogramétricos.Condução de equipe de instalação.Compete ao ENGENHEIRO ELETRICISTA ou ao ENGENHEIRO ELETRICISTA. sua tecnologia e sua industrialização. sistemas de comunicação e telecomunicações. 03 . 9º . projeto e especificação. sistemas de medição e controle elétrico e eletrônico. 05 . drenagem e irrigação. seus serviços afins e correlatos. equipamentos mecânicos e eletro-mecânicos.Desempenho de cargo e função técnica. ficam designadas as seguintes atividades: Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade Atividade 01 . Art. de 23 JUN 1962. instalações industriais e mecânicas relacionadas à modalidade.Compete ao ENGENHEIRO MECÂNICO ou ao ENGENHEIRO MECÂNICO E DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO MECÂNICO E DE ARMAMENTO ou ao ENGENHEIRO DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE MECÂNICA: I . 06 .Compete ao ENGENHEIRO DE MINAS: I .Padronização.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. Art.076. 3º . de abastecimento de água e de saneamento.Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às diferentes modalidades da Engenharia.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. d) estradas. implementos agrícolas. arquitetura paisagística e de interiores. defesa sanitária florestal. irrigação e drenagem. máquinas em geral. produtos metalúrgicos. biometria. melhoramento florestal. seus serviços afins e correlatos. barragens e diques. agropecuária.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. amidos. transmissão. estradas e obras hidráulicas. Art. seus serviços afins e correlatos. economia rural e crédito rural. 02 . materiais e máquinas elétricas.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. referentes a edificações.Compete ao ENGENHEIRO FLORESTAL: I . Art. 04 . química agrícola. processo de cultura e de utilização de solo. climatologia. tecnologia de transformação (açúcar. 08 .ELE054 Prof. recursos naturais renováveis. batimétricos. 1º . local. 2º . MODALIDADE ELETROTÉCNICA: I . Art.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. agrostologia. locação de: a) loteamentos. ordenamento e manejo florestal. ecologia.Compete ao ARQUITETO OU ENGENHEIRO ARQUITETO: I . seus serviços afins e correlatos.Execução de desenho técnico. recursos naturais renováveis.o desempenho das atividades 06 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 8º . economia e crédito rural para fins florestais. referente a arruamentos. referentes à geração. Art. arbitramento.Compete ao ENGENHEIRO ELETRÔNICO ou ao ENGENHEIRO ELETRICISTA. edafologia. pontes e grandes estruturas. fertilizantes e corretivos. elaboração de cartas geográficas. silvimetria e inventário florestal. sistema de transportes. experimentação. defesa sanitária. lavra de minas.

24 .àquele que ainda não estiver registrado. 72. 147.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 22 . diques e porta-batéis.194. 53. 15 . II . ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 221.as relacionadas nos números 07 a 12 do artigo 1º desta Resolução. inclusive para permitir introdução de modificações. circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais. 124. seus serviços afins e correlatos. 81. 111. produtos têxteis. 89.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. captação e distribuição de água. Art. Art. 82. tráfego e serviços de comunicação de transporte hidroviário. referentes à indústria química e petroquímica e de alimentos. seus serviços afins e correlatos. a seu término. 185.àquele que estiver registrado. de modo que. 130. autores ou co-autores do projeto. ou pelos autores ou co-autores. salvo outras que lhe sejam acrescidas em curso de pós-graduação.O.Compete ao ENGENHEIRO SANITARISTA: I .Serão discriminadas no registro profissional as atividades constantes desta Resolução. 55. 76. o disposto no artigo 25 desta Resolução. Arquitetura ou Agronomia. referentes à indústria têxtil. asseguram ao autor.Compete ao TÉCNICO DE GRAU MÉDIO: I . 157. de 10 NOV 1972. referentes a controle sanitário do ambiente. 21 . tratamento de água e instalações de tratamento de água industrial e de rejeitos industriais.A inexistência de entendimento entre as partes interessadas exonera o autor. 78. o critério do item II deste artigo. 121. 57. Art. Art.Compete ao ENGENHEIRO DE OPERAÇÃO: I . 59. de 31 JUL 1973 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. 51. na mesma modalidade. 16 .Ao aluno matriculado até à data da presente Resolução. 56. seus serviços afins e correlatos. II .Compete ao TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR ou TECNÓLOGO: I . autores ou co-autores do projeto é assegurado o direito de acompanhar a execução da obra respectiva de Engenharia. Art. O Conselho Federal de Engenharia. CONSIDERANDO que o artigo 22 e seu parágrafo único da mencionada Lei. do projeto de execução da obra respectiva de ENGENHARIA.A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 2º . autores ou co-autores do projeto o direito de acompanhar a execução da obra respectiva. 68. Arquitetura ou Agronomia. circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais. de sua responsabilidade.Compete ao ENGENHEIRO TECNÓLOGO DE ALIMENTOS: I .Compete ao ENGENHEIRO DE PETRÓLEO: I . 29 JUN 1973.Ao já diplomado aplicar-se-á um dos seguintes critérios: I . possam ser emitidas declarações de que a mesma foi realizada de acordo com o projeto ou com as alterações aprovadas pelas partes interessadas.o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 49. seus serviços afins e correlatos. Art.as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1º desta Resolução. 197. 19 .o desempenho das atividades 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. distribuição.Revogam-se as Resoluções de nº 4. 95. Art.o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução. aplicar-se-á. quanto à fidelidade 14 . controle de poluição. 145. Art.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução referentes a dimensionamento. Parágrafo único . referentes a desenvolvimento urbano e regional. avaliação e exploração de jazidas pretrolíferas. com a ressalva do inciso I deste artigo. apenas.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 135.As condições em que se desenvolverá o acompanhamento da obra deverão ser tratadas previamente pelas partes interessadas. Art. Art. 108. 18 . 71. de 24 DEZ 1966. as disciplinas que contribuem para a graduação profissional. acondicionamento. 26. 1º . referentes à indústria de alimentos. salvo se as resultantes desta Resolução forem mais amplas. desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. seus serviços afins e correlatos. produtos químicos. Parágrafo único . Art.CLÓVIS GONÇALVES DOS SANTOS 1º Secretário Publicada no D. é reconhecida a competência resultante dos critérios em vigor antes da vigência desta Resolução. operação. Arquitetura e Agronomia. 27 da Lei nº 5. autores ou co-autores do projeto acompanhar a execução da obra. Art.as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1º desta Resolução. 43. máquinas. 74. Art. 139. 17 . Flaviö Harå 2/2009 beneficiamento de minérios e abertura de vias subterrâneas.ELE054 Prof. Art. 199. 184. preservação.o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1º desta Resolução. 28 .Compete ao ENGENHEIRO TÊXTIL: I . 178. pelas características de seu currículo escolar. RESOLVE: Art.Compete ao URBANISTA: I . desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. quando diplomado.Ao autor. 79. 30. seus serviços afins e correlatos. 80. CONSIDERANDO que é direito do autor. tratamento de água. II . 27 . drenagem. consideradas em cada caso. 132.Compete ao ENGENHEIRO NAVAL: I . FAUSTO AITA GAI Presidente Engº. 120. higiene e conforto de ambiente. transporte e industrialização do petróleo. regulamentados pela Resolução nº 213. seus serviços afins e correlatos. referentes a embarcações e seus componentes. Parágrafo único . 20 . Rio de Janeiro. 26 . 67. seus serviços afins e correlatos.Compete ao ENGENHEIRO QUÍMICO ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE QUÍMICA: I . 96. obedecido neste caso. Prof. desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. paisagismo e trânsito.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução. circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais. é reconhecida a competência concedida em seu registro. 25 . 113. 23 .Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhe competem. esgoto e resíduos. transporte e abastecimento de produtos alimentares. DE 29 AGO 1974 Dispõe sobre o acompanhamento pelo autor. motores e equipamentos.U. 208 e 212 e as demais disposições em contrário. no uso da atribuição que lhe confere a letra "f" do Art. 186. Art. II . 58. instalações industriais e mecânicas relacionadas à modalidade.

os trabalhos que estejam sendo ilegalmente realizados em sua jurisdição poderão ser regularizados. se encontra. embora qualificados. pela sua especialização. pelo disposto no parágrafo único do Art.Para efeito de fiscalização do exercício profissional dos Técnicos de 2º Grau. II . arquitetura e agronomia iniciados ou concluídos sem a participação efetiva de responsável técnico. Art. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 229. de 13 SET 1974 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. porém.O. a responsabilidade quanto a erro técnico no projeto por eles elaborado.Revogam-se as disposições em contrário. HEITOR DE ASSUNPÇÃO S. Arquitetura e Agronomia. e a necessidade de discriminar as atividades pertinentes às diferentes habilitações desses profissionais. Art. nos quais conste o levantamento das etapas já efetuadas e das que serão executadas com a participação de responsável técnico. administrativa ou judicialmente. as medidas que visem a I . e as dos que. 1º . nas áreas de Engenharia. 15 . Art. iniciado sem a participação efetiva de responsável técnico habilitado. iniciados ou eventualmente concluídos sem a participação efetiva de responsabilidade técnica por profissional devidamente habilitado. do Arquiteto e do Engenheiro-Agrônomo. Art. que são caracterizadas por realizações de interesse social e humano. CONSIDERANDO a conveniência de se deixarem bem explícitas as atribuições concedidas aos Técnicos de 2º Grau pelo Art. as atividades constantes do Art.194.U. LUIZ CALHEIROS CRUZ 2º Secretário Publicada no D.A presente resolução entra em vigor na data de sua publicação. 5) Condução de trabalho técnico. de 24 DEZ 1966. 27 da Lei nº 5. de 11 AGO 1971.194. Rio de Janeiro. 84 da referida Lei. Art. CONSIDERANDO que Técnico de 2º Grau. de 29 JUN 1973. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 262. CONSIDERANDO que tais trabalhos podem ameaçar a segurança pública. de 22 AGO 1975 CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. DE 28 JUL 1979. 4º . 3º .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . RESOLVE: Art. 5º . Rio de Janeiro. é o profissional que. 5º . 29 AGO 1974. usando das atribuições que lhe conferem as letras "d" e "f" do Art. cabe a este Conselho regulamentar as atribuições dos graduados por estabelecimentos de ensino de Grau Médio. 1º . II . ficando revogadas as disposições em contrário. os Técnicos de Grau Médio passaram a ser denominados Técnicos de 2º Grau.ELE054 Prof. 3) Aplicação das normas técnicas concernentes aos respectivos processos de trabalho.os projetos respectivos. Art. 24 da Resolução nº 218. com o advento da Lei nº 5. Prof. Art. O Conselho Federal de Engenharia.relatório elaborado pelo responsável técnico no qual comprove que vistoriou minuciosamente o empreendimento. ainda que já em curso a medida judicial. o Conselho Regional da jurisdição deverá requerer.692. CONSIDERANDO que. 3º .Cabe ao autor. não têm suas atividades regulamentadas. 2º .U. no uso das atribuições que lhe confere a letra "f" do artigo 27 da Lei nº 5. FAUSTO AITA GAI Presidente Engº. 2) Operação e/ou utilização de equipamentos. CONSIDERANDO que. 4) Levantamento de dados de natureza técnica.A critério de cada Conselho Regional. Flaviö Harå 2/2009 da execução da obra. nas áreas da ENGENHARIA. Prof. DE 27 JUN 1975 Dispõe sobre a regularização dos trabalhos de engenharia. 4º . autores ou co-autores do projeto a instituição de equipes que. RESOLVE: Art. de 24 DEZ 1966. com a justificativa de que os trabalhos já concluídos apresentam condições técnicas para seu aproveitamento.A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação. de 24 DEZ 1966.194. O Conselho Federal de Engenharia. Dispõe sobre as atribuições dos Técnicos de 2º grau. em vista de sua escolarização de 2º Grau. Arquitetura e Agronomia. se tornem necessárias a seu acompanhamento.O. instalações e materiais.Para regularização do empreendimento no Conselho Regional. 24 da Resolução nº 218 ficam assim explicitadas: 1) Execução de trabalhos e serviços técnicos projetados e dirigidos por profissionais de nível superior. CONSIDERANDO que o recente surgimento de novas habilitações profissionais de 2º Grau impõe uma revisão nas normas de concessão das correspondentes atribuições.impedir o prosseguimento da obra ou serviço ou uso do que foi concluído.As providências enunciadas nos artigos anteriores não isentam os intervenientes nos trabalhos sem participação do responsável técnico das cominações legais impostas pela Lei nº 5. CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer normas para regularização de trabalhos de Engenharia. não excetuada. ou equivalente. FAUSTO AITA GAI Presidente Arq.averiguar as condições técnicas da obra ou serviços realizados. Arquitetura e Agronomia. afetando o prestígio das profissões do Engenheiro. FILHO 1º Secretário Publicada no D.Constatada a existência de empreendimento de Engenharia. habilitado ao exercício de atividades intermediárias entre as que são privativas dos profissionais de nível superior nessas áreas. Arquitetura e Agronomia. Arquitetura ou Agronomia. Arquitetura e Agronomia. 27 JUN 1975. de acordo com as características da obra. deverá o interessado apresentar: I .

Técnico em Malharia 8.Significa examinar a correção entre o proposto e o executado. o Técnico em Alimentos.Técnico em Carnes e Derivados 1. 16) Execução de ensaios de rotina. através dos princípios técnicos e científicos.5 . ou meio de consecução de um objetivo ou meta. os Técnicos de 2º Grau ficam distribuídos pelas seguintes áreas de habilitação: 1 .Para efeito de fiscalização e supervisão prevista neste artigo.Técnico em Edificações 3. bem como. 5 .3 .Técnico em Agrimensura Parágrafo único .6 .Técnico em Pesca 2 .6 .Técnico em Estruturas Navais 5.5 . Parágrafo único .10 . comandar e essencialmente decidir. discriminados no Art.4 . também.6 . 9) Fiscalização da execução de serviços e de atividade de sua competência.DIRIGIR . Art. conceituam-se: 1 .É assegurada aos Técnicos de 2º Grau a competência para assumir a responsabilidade técnica por pessoa jurídica cujo objetivo social seja restrito às suas atribuições.Técnico em Agricultura 1. 17) Execução de desenho técnico. Flaviö Harå 2/2009 3.CONDUZIR .Técnico em Cerâmica 8. 4º . montagem e reparo.Técnico em Hidrologia 3. 14) Prestação de assistência técnica.Técnico em Máquinas Navais 5. operação. 7) Treinamento de equipes de execução de obras e serviços técnicos. 12) Execução de serviços de manutenção de instalação e equipamentos.1 .Técnico em Mecânica de Precisão 5. o exercício das atividades de 01 a 17 do artigo 1º desta Resolução. 15) Elaboração de orçamentos relativos às atividades de sua competência.Técnico Têxtil 6) Condução de equipe de instalação. adequando aos recursos econômicos disponíveis as alternativas que conduzem à viabilidade da decisão.9 . ao nível de sua habilitação. 10) Organização de arquivos técnicos.9 .Técnico em Mineração 8 .Técnico em Açúcar e Álcool 1.7 .1 .Visando à fiscalização de suas atividades.MINAS 7.5 . quem é obrigado a tomar decisões. Art.Significa determinar.4 . Quem é levado a escolher entre opções.1 .4 .2 .Para efeito de interpretação desta resolução. isto é.8 .Técnico em Proteção Radiológica 4.Técnico em Artes Gráficas 5. montagem.5 .Técnico em Estradas 3.Significa realizar. reparo ou manutenção.Técnico em Mecânica 5.2 . 2º.Técnico em Alimentos 8. bem como à adequada supervisão.FISCALIZAR . Art.CIVIL 3.2 .Técnico em Geodésia e Cartografia 3. 11) Execução de trabalhos repetitivos de mensuração e controle de qualidade. 13) Execução de instalação.4 . 2 . na compra e venda de equipamentos e materiais.MECÂNICA 5. materializar o que é decidido por si ou por outros.Técnico em Cervejas e Refrigerantes 8. 16 .Técnico em Telecomunicações 5 . 3 .Técnico em Saneamento 4 .QUÍMICA 8.Técnico em Fiação 8.Técnico em Eletrotécnica 4.6 .Significa fazer executar por terceiros o que foi determinado por si ou por outros.1 .8 .ELE054 Prof. na área de Arquitetura.Técnico em Calçados 5. o técnico em Edificações.5 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Técnico em Metalurgia 7 .ARQUITETURA 2. 8) Desempenho de cargo e função técnica circunscritos ao âmbito de sua habilitação. 4 .METALURGIA 6.1 .3 . na área de Agronomia. poderá ser considerado.Técnico em Geologia 7.2 .Técnico em Pecuária 1.Significa buscar e formular.Técnico em Eletrônica 4.ELETRICIDADE 4.Técnico em Eletromecânica 4.3 .2 .Técnico em Operações de Reatores 5.2 .7 .A nenhum Técnico de 2º Grau poderá ser concedida atribuição que não esteja em estrita concordância com sua formação profissional definida pelo seu currículo escolar e escolaridade. a solução de um problema. Art. por profissional de nível Superior. circunscritas ao âmbito restrito de suas respectivas habilitações profissionais.1 .2 .Técnico em Agropecuária 1. 3º .Técnico em Enologia 1.EXECUTAR .Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado 6 . quem deve escolher o processo construtivo e especificar materiais em uma edificação está a dirigir. quando prevista nesta Resolução.Técnico em Maquetaria 3 .Técnico em Instrumentação 4.1 .AGRONOMIA 1.Constituem atribuições dos Técnicos de 2º Grau.8 .Técnico em Manutenção de Aeronaves 5.PROJETAR .Técnico em Decoração 2.4 .Técnico em Meteorologia 1.1 .Técnico em Tecelagem 8.7 . 5º .6 .3 .3 .Técnico em Móveis e Esquadrias 5.Técnico em Leite e Derivados 1. 2º .Técnico em Acabamento Têxtil 8.

Atuar dentro da melhor técnica e do mais elevado espírito público.194. Engº CIVIL E ELETROTÉCNICO INÁCIO DE LIMA FERREIRA Presidente Engº. de 09 AGO 1996. serão concedidas as atribuições consignadas nas normas vigentes anteriormente à publicação desta Resolução.968/4. da Arquitetura e da Agronomia. O Conselho Federal de Engenharia. Art. que regula o tipo e uso de placas de identificação de exercício profissional em obras. por ocasião do seu registro. a critério e julgamento das respectivas Câmaras Especializadas. 4º . de 06 SET 1979 .: Res.Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais.ELE054 Prof. justiça e humanidade. 16 da Lei 5. 6º . 6º .969 Obs. ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUÇÃO Nº 407. Arquitetura e Agronomia. Brasília. 17 . da Lei 5. 1º .692/71 e já registrados à data da entrada em vigor desta Resolução serão asseguradas as atribuições consignadas em seu registro.Aos Técnicos de Grau Médio referidos no artigo anterior. após o exame do currículo escolar do registrado.Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.Parte II . A Ética Profissional é o conjunto de princípios que regem a conduta funcional de uma determinada profissão. Flaviö Harå 2/2009 Art.194/66. 278 . CIVIL HARRY FREITAS BARCELLOS 1º Secretário Publicada no D. de 30 de setembro de 1.Para efeito do disposto neste artigo. Arquitetura ou Agronomia. Art. 7º .194/66 tem por finalidade a identificação dos responsáveis técnicos pela obra. fazer constar na sua carteira o(s) campo(s) de atuação do profissional. 7º . instalação ou serviço de Engenharia. o CONFEA baixará Resoluções visando ao estabelecimento das correspondentes atribuições.194/66. 2º . Parágrafo único . Art. CONSIDERANDO que cabe ao profissional decidir sobre a forma de se identificar como RT pela obra. 73.971. 8º .Na eventualidade de virem a ser definidas novas habilitações profissionais a nível de 2º Grau. capacidade e experiência para melhor servir à humanidade.Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade contribuir com seus conhecimentos. 4.U. 3º . Art. M PROCESSO DE INFRAÇÃO AO CÓDIGO DE ÉTICA Os processos de infração ao Código de Ética são regulamentados pela Resolução no 401/95.Não cometer ou contribuir para que se cometam injustiças contra colegas.Exercer o trabalho profissional com lealdade. 28 JUL 1979. já diplomados mas não registrados. devendo. de validade nacional.Aos Técnicos de Grau Médio diplomados anteriormente à vigência da Lei nº 5.Inclusão de Novas Habilitações. no uso das atribuições que lhe confere a letra "f" do art. visando a cumprí-la corretamente e colaborar para sua atualização e aperfeiçoamento. HENRIQUE LUDUVICE Presidente JOÃO ALBERTO FERNANDES BASTOS Vice-Presidente CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL São deveres dos profissionais da Engenharia. 11 . e com espírito de justiça e eqüidade para com os contratantes e empreiteiros.Colocar-se a par da legislação que rege o exercício profissional da Engenharia. registrados ou não.As atribuições dos Técnicos de 2º Grau serão.Ter sempre em vista o bem-estar e o progresso funcional dos seus empregados ou subordinados e tratá-los com retidão.O. RESOLVE: Art. 5º .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . anotadas em sua Carteira de Identidade Profissional. 27 da Lei nº 5. Art. CONSIDERANDO que a colocação de placas previstas na Lei 5. 1º . alínea "a". tendo em vista a gravidade da falta e os casos de reincidência. Art. podem receber penas de advertência reservada ou de censura pública. da Arquitetura e da Agronomia.O uso de placas de identificação do exercício profissional é obrigatório de acordo com o Art. Arquitetura e Agronomia. 8º . M INFRAÇÕES AO CÓDIGO DE ÉTICA Os profissionais que cometerem infrações enquadráveis no Código de Ética. 10 .Não praticar qualquer ato que.Seção I . 9º . quando Consultor. 9º . 3º . que criou o Código de Ética Profissional da categoria. 2º . deverá o CREA.Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. 4º . dedicação e honestidade para com seus clientes e empregadores ou chefes. serão concedidas as atribuições previstas nesta Resolução. 343 . Res. direta ou indiretamente. de acordo com a Resolução no 205.Aos Técnicos de 2º Grau já diplomados. instalações e serviços de ENGENHARIA. Art. CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. limitar seus pareceres às matérias específicas que tenham sido objeto da consulta. instalação ou serviço.Os infratores estão sujeitos a pagamento de multa prevista no Art.Considerar a profissão como alto título de honra e não praticar nem permitir a prática de atos que comprometam a sua dignidade. possa prejudicar legítimos interesses de outros profissionais.Fica revogada a Resolução nº 250. de 16 de dezembro de 1977. de 24 de dezembro de 1966. Revoga a Resolução nº 250/77. do CONFEA.Exercício Profissional Técnico Agrícola e Industrial.Págs. Art.

Flaviö Harå 2/2009 18 .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 19 .

c) pela presença do Estado no mercado de consumo. material ou imaterial. inciso XXXII(2).Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. segurança.3.ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta.3. o respeito à sua dignidade. inclusive as de natureza bancária. de crédito e securitária. nacional ou estrangeira. (2) (1) Com alteração introduzida pelo art. com vistas à melhoria do mercado de consumo. Flaviö Harå 2/2009 LEI N. durabilidade e desempenho. que desenvolvem atividades de produção. pela via legal.1990. a melhoria de sua qualidade de vida. ainda que indetermináveis.educação e informação de fornecedores e consumidores. (4) Publicada no Diário Oficial da União de 12. montagem. da Constituição Federal). da Constituição Federal. financeira. nos termos dos artigos 5º. (3) Este artigo determina que a elaboração do Código de Defesa do Consumidor deveria ser realizada no prazo de 120 dias da promulgação da Constituição Federal. CAPÍTULO II DA POLÍTICA NACIONAL DE RELAÇÕES DE CONSUMO Art.Produto é qualquer bem.reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo.1995). bem como a transferência e harmonia das relações de consumo. Este dispositivo trata da competência do Estado para promover a defesa do consumidor. 3º .008. O que aconteceu com a promulgação da Lei. inciso V. pública ou privada. III . atendidos os seguintes princípios(4): I . 2º . bem como os entes despersonalizados. IV .1995 (Diário Oficial da União de 22. § 2º .Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica. de 21. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TÍTULO I DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 7 da Lei n 9.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Art.Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas. sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores. criação. de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (artigo 170. importação.A Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores. salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. DE 11 DE SETEMBRO DE 1990(1) Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas. de ordem pública e interesse social. transformação.O presente Código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor. quanto aos seus direitos e deveres. § 1º .Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produtos ou serviço como destinatário final. a proteção de seus interesses econômicos.ELE054 Prof. móvel ou imóvel. d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade. II . 1º . 4º .harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico. Parágrafo único . Art. que haja intervindo nas relações de consumo. construção. em suplemento. saúde e segurança. e artigo 48 de suas Disposições Transitórias(3). 170. o o 20 .º 8. exportação. mediante remuneração.078. distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.9.

ELE054 Prof. bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. II .coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo.a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. que possam causar prejuízos aos consumidores. 6º . analogia. CAPÍTULO IV DA QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIÇOS. Art. qualidade e preço. IV . bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito.instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor. 7º .(Vetado. VIII . individuais. segundo as regras ordinárias de experiências. Parágrafo único .racionalização e melhoria dos serviços públicos.a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. 5º . assegurada a proteção jurídica. V . II .o acesso aos órgãos judiciários e administrativos. IV . integral e gratuita para o consumidor carente. composição. com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais.a proteção da vida. entre outros: I . no âmbito do Ministério Público. a critério do juiz. costumes e eqüidade. assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo.a facilitação da defesa de seus direitos. de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes. V . inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos. coletivos e difusos.) § 2º . da legislação interna ordinária.a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. Flaviö Harå 2/2009 V .) CAPÍTULO III DOS DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR Art. asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações. a seu favor. DA PREVENÇÃO E DA REPARAÇÃO DOS DANOS SEÇÃO I DA PROTEÇÃO À SAÚDE E SEGURANÇA 21 . for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente.) X . individuais. com especificação correta de quantidade. VII . VI .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor. VIII . quando.(Vetado. no processo civil. características.Tendo mais de um autor a ofensa. § 1º . IX .estudo constante das modificações do mercado de consumo. coletivos ou difusos. III .(Vetado.criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo. VI . bem como sobre os riscos que apresentem. inclusive com a inversão do ônus da prova.criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo. todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. métodos comerciais coercitivos ou desleais. administrativa e técnica aos necessitados. contará o Poder Público com os seguintes instrumentos.Os direitos previstos neste Código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário.Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo.manutenção de assistência jurídica. III .a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços. Art.a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços.a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais.incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços. saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos. VII .São direitos básicos do consumidor: I .

9º . § 2º . manipulação.O comerciante é igualmente responsável.O fabricante. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto.O fabricante.O fornecedor de produtos e serviços que.Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores. Art.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. entre as quais: I .O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar. construção. construtor ou importador. independentemente da existência de culpa. Art. fabricação. § 1º . 10 . bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. nacional ou estrangeiro. III . o construtor. § 1º . ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo. segundo sua participação na causação do evento danoso. Art.o fabricante. § 2º . § 1º . rádio e televisão. mediante anúncios publicitários. o construtor. sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. III . II . posteriormente à sua introdução no mercado de consumo. o construtor.Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores.Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa. Parágrafo único .) SEÇÃO II DA RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO E DO SERVIÇO Art. fórmulas.o modo de seu fornecimento. 8º .que embora haja colocado o produto no mercado.sua apresentação. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. Flaviö Harå 2/2009 Art. Art. os Estados. § 3º .que não colocou o produto no mercado. o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. o produtor.não conservar adequadamente os produtos perecíveis. de maneira ostensiva e adequada.o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam. 12 . II .a época em que foi fornecido.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . às expensas do fornecedor do produto ou serviço.(Vetado. o produtor ou o importador não puderem ser identificados. 11 . montagem. III . o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I . através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. obrigando-se os fornecedores. entre as quais: I .Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis. 14 O fornecedor de serviços responde.Em se tratando de produto industrial.o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam. quando: I . e o importador respondem.O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera. a respeito da sua nocividade ou periculosidade. nos termos do artigo anterior. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. levando-se em consideração as circunstâncias relevantes. II . exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição. § 3º . II .O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. independentemente da existência de culpa. a União. Art. em qualquer hipótese. deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores. Parágrafo único . o defeito inexiste.ELE054 Prof. produtor.a época em que foi colocado em circulação. III . tiver conhecimento da periculosidade que apresentem.o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante. 22 . bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. 13 .

II .São impróprios ao uso e consumo: I . distribuição ou apresentação. II . Flaviö Harå 2/2009 § 2º . ainda. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. Art. Nos contratos de adesão. § 5º .O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I .a substituição do produto por outro da mesma espécie. II .Não sendo o vício sanado no prazo máximo de 30 (trinta) dias. falsificados. em perfeitas condições de uso. será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato. exceto quando identificado claramente seu produtor. III .ELE054 Prof. alternativamente e à sua escolha: I . rotulagem ou mensagem publicitária. da embalagem.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que. a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado.complementação do peso ou medida.A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa.a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.os produtos deteriorados. fraudados. 20 . mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço. IV . podendo o consumidor exigir.a restituição imediata da quantia paga. § 3º . e não sendo possível a substituição do bem. monetariamente atualizada. III .Aplica-se a este artigo o disposto no § 4º do artigo anterior. com as indicações constantes do recipiente.O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o 23 . da embalagem. 19 . a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto.Para os efeitos desta Seção. rotulagem ou de mensagem publicitária. sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1º deste artigo.que. sem prejuízo de eventuais perdas e danos.) Art. § 2º .(Vetado. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. nocivos à vida ou à saúde. SEÇÃO III DA RESPONSABILIDADE POR VÍCIO DO PRODUTO E DO SERVIÇO Art. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente.os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. por qualquer motivo.o abatimento proporcional do preço. o defeito inexiste. se revelem inadequados ao fim a que se destinam.Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. adulterados. § 2º .(Vetado.) Art. § 4º . § 3º .O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1º deste artigo sempre que.a substituição do produto por outro da mesma espécie. em razão da extensão do vício. 16 .Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior.O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. III . 15 .Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1º deste artigo. § 1º . sem os aludidos vícios. corrompidos.O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais. II . equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. sem prejuízo de eventuais perdas e danos.a restituição imediata da quantia paga.No caso de fornecimento de produtos in natura. alternativamente e à sua escolha: I . aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação.o abatimento proporcional do preço. 17 . 18 . Art. § 4º . não podendo ser inferior a 7 (sete) nem superior a 180 (cento e oitenta) dias. marca ou modelo. § 6º . perigosos ou. diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial. marca ou modelo diversos. por meio de manifestação expressa do consumidor.os produtos que. § 1º . pode o consumidor exigir. poderá haver substituição por outro de espécie. tendo prestado o serviço. Art. avariados. monetariamente atualizada. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. alterados.

A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade. 22 . tratando-se de fornecimento de serviço e de produto duráveis. quanto aos essenciais. Art.) III . construtor ou importador e o que realizou a incorporação. monetariamente atualizada. concessionárias. serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados.) SEÇÃO V DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA Art.90 (noventa) dias. quanto a estes últimos. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. salvo.(Vetado.Tratando-se de vício oculto. 21 . alternativamente e à sua escolha: I . 23 .ELE054 Prof. que deve ser transmitida de forma inequívoca. 24 . autorização em contrário do consumidor. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. por conta e risco do fornecedor. eficientes. Art.Prescreve em 5 (cinco) anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo.Os órgãos públicos. contínuos. Art. vedada a exoneração contratual do fornecedor. § 2º . em detrimento do consumidor. infração da lei. 25 . bem como aqueles que não atendam às normas regulamentares de prestabilidade. são responsáveis solidários seu fabricante. todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas Seções anteriores. Art. II . § 2º . sem prejuízo de eventuais perdas e danos. § 1º .Obstam a decadência: I .Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. podendo o consumidor exigir.A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados. exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas Seções anteriores. por si ou suas empresas.a restituição imediata da quantia paga. SEÇÃO IV DA DECADÊNCIA E DA PRESCRIÇÃO Art. ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante.No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos. Art. das obrigações referidas neste artigo. excesso de poder. § 2º .O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. até seu encerramento.Havendo mais de um responsável pela causação do dano. tratando-se de fornecimento de serviço e de produto não duráveis.O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . 26 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . na forma prevista neste Código.a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. § 1º . 27 .É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite. seguros e. total ou parcial. iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.a instauração de inquérito civil.(Vetado.o abatimento proporcional do preço. § 1º . II . fato ou ato ilícito ou violação dos 24 . são obrigados a fornecer serviços adequados.São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam. § 3º .a reexecução dos serviços.Nos casos de descumprimento.30 (trinta) dias. Flaviö Harå 2/2009 valor. 28 . Parágrafo único . Parágrafo único .Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço.A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso. houver abuso de direito. III . Art. II . sem custo adicional e quando cabível.

bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.Cessadas a produção ou importação. § 3º . prazos de validade e origem. 31 . qualidade. 36 . de alguma forma. preço. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste Código. manterá em seu poder. com direito à restituição de quantia e eventualmente antecipada.Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. a que incite à violência.rescindir o contrato. obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. origem. dentre outras.Para os fins deste Capítulo e do seguinte. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados. suficientemente precisa. Art. Art. a publicidade discriminatória de qualquer natureza. CAPÍTULO V DAS PRÁTICAS COMERCIAIS SEÇÃO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. fácil e imediatamente. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. Parágrafo único . claras. § 5º . deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem. quantidade. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. § 1º . para informação dos legítimos interessados.aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . SEÇÃO III DA PUBLICIDADE Art. garantia.exigir o cumprimento forçado da obrigação. Flaviö Harå 2/2009 estatutos ou contrato social. Parágrafo único .ELE054 Prof.É abusiva.A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor. e a perdas e danos.Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta. capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza.É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. III . explore o medo ou a superstição. § 1º . II . por qualquer outro modo. precisas. SEÇÃO II DA OFERTA Art. mesmo por omissão. o consumidor poderá. Art.Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. estado de insolvência. entre outros dados. inteira ou parcialmente falsa.O fornecedor.A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas. Art. quantidade.Toda informação ou publicidade. características. preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.As sociedades coligadas só responderão por culpa. ou. § 2º . na forma da lei. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características. na publicidade de seus produtos ou serviços. 37 . qualidade. se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da 25 .(Vetado. 33 . apresentação ou publicidade.Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal. 35 .O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus propostos ou representantes autônomos. apresentação ou publicidade. 29 . § 4º . alternativamente e à sua livre escolha: I . monetariamente atualizada. técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. os dados fáticos. propriedades. 30 . obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. expostas às práticas nele previstas. a identifique como tal.É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário.As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste Código. 34 . Art. nos termos da oferta.) § 2º . composição. Art. 32 .

qualquer produto.6. VIII .O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. (8) o o Com alteração dada pela art.1995). (5) 26 . 41 . na exata medida de suas disponibilidades de estoque.CONMETRO.O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra. Flaviö Harå 2/2009 criança. § 4º . IX . inexistindo obrigação de pagamento.8. bem como as datas de início e término dos serviços. (7) Com redação dada pela medida provisória no 1.exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva.recusar atendimento às demandas dos consumidores. saúde. e. se normas específicas não existirem. Art. IV . Art. no mercado de consumo. não o fazendo. de 1º.1996). 39 . a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.8. bem como. tendo em vista sua idade. XI .6. desrespeita valores ambientais.) Art. sem justa causa. não previstos no orçamento prévio.(Vetado. a limites quantitativos.Elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços(6). de 21. Com redação dada pelo art. ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. na hipótese prevista no inciso III. equiparam-se às amostras grátis. o valor orçado terá validade pelo prazo de 10 (dez) dias.7 da Lei n 9.É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: I . qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes. sem solicitação prévia. VI . ainda. 40 . II .colocar. VII .008. XII . as condições de pagamento. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia.Salvo estipulação em contrário. § 2º .executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor. Parágrafo único . os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de.1994).ELE054 Prof. (6) Idem nota 5.Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor.3.477. contados de seu recebimento pelo consumidor. conhecimento ou condição social.recusar a venda de bens ou prestação de serviços. 38 . SEÇÃO IV DAS PRÁTICAS ABUSIVAS Art. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.87 da Lei no 8.Uma vez aprovado pelo consumidor. responderem pela restituição da quantia recebida em excesso.1994 (Diário oficial da União de 13. ou. § 1º . ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais(5).prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. X . de conformidade com os usos e costumes.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Normalização e Qualidade Industrial .Aplicar índice ou fórmula de reajuste diversos do legal ou contratualmente estabelecidos(7). o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.repassar informação depreciativa.O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros. ou fornecer qualquer serviço.enviar ou entregar ao consumidor. para impingir-lhe seus produtos ou serviços. diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento. de 11. § 3º . § 3º .884.Para os efeitos deste Código.3.Deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério(8).condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. dos materiais e equipamentos a serem empregados. III .1996 (Diário Oficial da União de 2.No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços. V .1995 (Diário Oficial da União de 22. referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos.

bem como sobre as suas respectivas fontes. pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito. 27 . ensejando inclusive execução específica. Art. claros. § 4º .As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. os valores eventualmente pagos. SEÇÃO VI DOS BANCOS DE DADOS E CADASTROS DE CONSUMIDORES Art. as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do artigo 22 deste Código. § 2º . fichas.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . SEÇÃO V DA COBRANÇA DE DÍVIDAS Art. § 2º .Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor. acrescido de correção monetária e juros legais.O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. a qualquer título. salvo hipótese de engano justificável. Flaviö Harå 2/2009 monetariamente atualizada.O consumidor pode desistir do contrato. recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor. Parágrafo único . Art. os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.A abertura de cadastro. não serão fornecidas. se não Ihes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo. no prazo de 5 (cinco) dias úteis.Aplicam-se a este artigo. não podendo conter informações negativas referentes a período superior a 5 (cinco) anos.Na cobrança de débitos. devendo o arquivista. durante o prazo de reflexão. § 3º .Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. 47 . verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão. 49 . à sua escolha. 46 . quando não solicitada por ele. Art.ELE054 Prof. § 1º . 42 . de imediato.Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos. ficha. o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo. o desfazimento do negócio. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. por valor igual ao dobro ao que pagou em excesso. Art. 45 .Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. § 5º . sem prejuízo do disposto no artigo 86.É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado. serão devolvidos.Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo. Parágrafo único . nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. especialmente por telefone ou a domicílio. monetariamente atualizados. no que couber. no prazo de 07 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. poderá exigir sua imediata correção.(Vetado. nos termos do artigo 84 e parágrafos. registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele. quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. podendo o consumidor exigir.O consumidor.O consumidor. comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas. § 1º . sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros. 43 .) CAPÍTULO VI DA PROTEÇÃO CONTRATUAL SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores.As declarações de vontade constantes de escritos particulares. devendo divulgá-los pública e anualmente. Art. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. 44 . ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. terá acesso às informações existentes em cadastros. 48 .

X .deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. II . IX . XIII . VIII . SEÇÃO II DAS CLÁUSULAS ABUSIVAS Art. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: I .preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional. 50 . IV . § 3º .) § 4º . de tal modo a ameaçar seu objeto ou o equilíbrio contratual. acompanhado de manual de instrução. XV . § 1º .permitam ao fornecedor. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor.autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato.imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor. em que consiste a mesma garantia. Flaviö Harå 2/2009 Art. entre outros casos.montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros. Art. II .subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga. o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.transfiram responsabilidades a terceiros. ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade.ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence. exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. V .estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. a vantagem que: I .O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. VI .se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. III .impossibilitem.autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. de maneira adequada.infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais. sem que igual direito Ihe seja conferido contra o fornecedor. XVI . de instalação e uso de produto em linguagem didática. 52 .restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato.possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias. III . entre outras.determinem a utilização compulsória de arbitragem. 28 . embora obrigando o consumidor. XII . após sua celebração.).acréscimos legalmente previstos. abusivas.estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor.São nulas de pleno direito.estabeleçam obrigações consideradas iníquas. a indenização poderá ser limitada. VII . nos casos previstos neste Código. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor-pessoa jurídica. com ilustrações. apesar dos esforços de integração. § 2º . V .ELE054 Prof.obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. devendo ser-lhe entregue. XI . direta ou indiretamente. decorrer ônus excessivo a qualquer das partes. informá-lo prévia e adequadamente sobre: I . em situações justificáveis. exceto quando de sua ausência. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. sem que igual direito seja conferido ao consumidor. 51 . XIV . III . IV . devidamente preenchido pelo fornecedor.Presume-se exagerada.soma total a pagar.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Parágrafo único .(Vetado. bem como a forma.A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato. considerando-se a natureza e conteúdo do contrato. variação do preço de maneira unilateral.No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor.É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste Código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes. o fornecedor deverá. com e sem financiamento. no ato do fornecimento.(Vetado. II .número e periodicidade das prestações. entre outros requisitos.A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.

de 1 .A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato.A União. II . III . às seguintes sanções administrativas.As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigação no seu termo não poderão ser superiores a 2% (dois por cento) do valor da prestação(9). os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo.Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente nacional. sendo obrigatória a participação dos consumidores e fornecedores. § 4º .Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis. distribuição. do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para elaboração. IV .(Vetado.É assegurada ao consumidor a liquidação antecipada do débito. da segurança.Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que.Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. § 4º .(Vetado. da informação e do bemestar do consumidor. baixando as normas que se fizerem necessárias. § 1º . no interesse da preservação da vida. os Estados. total ou parcialmente. o o 29 . 53 .8. revisão e atualização das normas referidas no § 1º. § 2º . § 1º . § 2º .proibição de fabricação do produto.apreensão do produto. estaduais. sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.8. § 1º . Flaviö Harå 2/2009 § 1º . de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção. distribuição e consumo de produtos e serviços. penal e das definidas em normas específicas: I . § 2º .298. baixarão normas relativas à produção.1996.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . a compensação ou a restituição das parcelas quitadas. em razão do inadimplemento. prestem informações sobre questões de interesse do consumidor. os Estados e o Distrito Federal. desde que alternativa. § 3º . § 5º .Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços. publicada no Diário Oficial da União de 2. permitindo sua imediata e fácil compreensão.A União. 55 .Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória. § 3º .multa. bem como nas alienações fiduciárias em garantia. § 3º .) CAPÍTULO VII DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS Art. terá descontada. Art. da saúde.) § 2º . sob pena de desobediência. industrialização. resguardado o segredo industrial. em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa.ELE054 Prof. SEÇÃO III DOS CONTRATOS DE ADESÃO Art. mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos. a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo. conforme o caso. além da vantagem econômica auferida com a fruição.As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas. ressalvando-se o disposto no § 2º do artigo anterior.) Art. industrialização. consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. cabendo a escolha ao consumidor.inutilização do produto.) § 3º . 54 .Os órgãos federais. na forma deste artigo. 56 . (9) Este dispositivo foi alterado pela Lei n 9.cassação do registro do produto junto ao órgão competente.(Vetado. V . pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis. sem prejuízo das de natureza civil.1996.(Vetado.As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque.

assegurada ampla defesa.1993). Com redação dada pela Lei no 8. 58 .1993 (Diário Oficial da União de 8. 60 .revogação de concessão ou permissão de uso.suspensão de fornecimento de produtos ou serviço. § 1º . § 1º .suspensão temporária de atividade. quando violar obrigação legal ou contratual. Art. de 24 de julho de 1985.5.) Art. ou índice equivalente que venha substituí-lo(11). espaço e horário. VII .Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de penalidade administrativa.cassação de licença do estabelecimento ou de atividade. de suspensão do fornecimento de produto ou serviço. de proibição de fabricação de produtos.(Vetado. a interdição ou suspensão da atividade. Art.As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa.A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público.intervenção administrativa.imposição de contrapropaganda. 57 . XII .9. Flaviö Harå 2/2009 VI .A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença. sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. inclusive por medida cautelar antecedente ou incidente de procedimento administrativo.9. Parágrafo único .A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma. mediante procedimento administrativo.) § 3º .000.1993 (Diário Oficial da União de 22. 63 . § 3º . de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva. X . ou fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos(10).Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste Código. sempre às expensas do infrator. Art. 59 . IX . (11) o Com redação dada pela Lei n 8. quando o fornecedor reincidir na prática das (10) infrações de maior gravidade previstas neste Código e na legislação de consumo. de obra ou de atividade. no âmbito de sua atribuição. a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor.000 (três milhões) de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (UFIR).703. de 21.(Vetado.As penas de apreensão. 62 . nos termos do artigo 36 e seus parágrafos. recipientes ou publicidade: Pena . § 2º . mediante recomendações escritas ostensivas. Parágrafo único . de interdição e de suspensão temporária da atividade. local. total ou parcial.) TÍTULO II DAS INFRAÇÕES PENAIS Art. Art.(Vetado. podendo ser aplicadas cumulativamente.656. bem como a de intervenção administrativa serão aplicadas mediante procedimento administrativo. § 2º . as condutas tipificadas nos artigos seguintes.As penas de cassação de alvará de licença. graduada de acordo com a gravidade da infração. 61 . os valores cabíveis à União. de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração.Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar. não haverá reincidência até o trânsito em julgado da sentença. de 6. XI .Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos nas embalagens. freqüência e dimensão e preferencialmente no mesmo veículo. nos invólucros.interdição.A pena de multa. de estabelecimento.A multa será em montante nunca inferior a 300 (trezentas) e não superior a 3.Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. VIII . sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais. de inutilização de produtos. § 1º . quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.Se o crime é culposo: Pena .Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 30 .A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva. assegurada ampla defesa.5. Art. revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7.1993).347. será aplicada mediante procedimento administrativo nos termos da lei. § 2º .

Deixar de organizar dados fáticos. Parágrafo único .Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. segurança.Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor.serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade. Flaviö Harå 2/2009 Art.Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa.Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro. 66 . coação. constrangimento físico ou moral. Art. fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena .quando cometidos: a) por servidor público. 75 . contrariando determinação de autoridade competente: Pena . Art. Art. Art.serem praticados em operações que envolvam alimentos. afirmações falsas. ou omitir informação relevante sobre a natureza. medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais. b) em detrimento de operário ou rurícola. 76 .Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena . imediatamente quando determinado pela autoridade competente. II .ELE054 Prof. banco de dados.dissimular-se a natureza ilícita do procedimento. concorrer para os crimes referidos neste Código incide nas penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade. interditadas ou não.Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. III . os produtos nocivos ou perigosos.As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. IV .(Vetado. Art. peças ou componentes de reposição usados.) Art. 74 .) Art.Fazer afirmação falsa ou enganosa. qualidade. Parágrafo único . Art.(Vetado. de menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental. V . Art. 70 .Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. fichas e registros: Pena .São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste Código: I .Se o crime é culposo: Pena . administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover. Parágrafo único . 77 . Art. descanso ou lazer: Pena .Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. quantidade. permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento. 71 .ocasionarem grave dano individual ou coletivo. exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. 72 . Parágrafo único .Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado. correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena 31 . técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena . Art. durabilidade.Detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano ou multa. § 2º . 69 . 73 . na forma deste artigo.Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança: Pena . de ameaça. de qualquer forma.Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. na cobrança de dívidas. injustificadamente.Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 64 . preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena . bem como o diretor.Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena . característica. sem autorização do consumidor: Pena . na reparação de produtos.Empregar.Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo: Pena . banco de dados. Art.Quem.Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros.A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em diasmulta. 68 . Art. 65 . § 1º . oferta. ou por pessoa cuja condição econômicosocial seja manifestamente superior à da vítima.Executar serviço de alto grau de periculosidade.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Utilizar. 67 . a ridículo ou interfira com seu trabalho.Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. desempenho.

O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo Juiz.A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente. b) aumentada pelo Juiz até 20 (vinte) vezes. se a denúncia não for oferecida no prazo legal. § 1º . Ver art.777. aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária.3. Flaviö Harå 2/2009 privativa da liberdade cominada ao crime. entre 100 (cem) e 200.1991. bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo. 79 . quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano.a prestação de serviços à comunidade. parágrafo único. de natureza indivisível.Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este Código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela.000 (duzentas mil) vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional .a interdição temporária de direitos. incisos III e IV. TÍTULO III DA DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. II . 81 . assim entendidos.) Art.interesses ou direitos individuais homogêneos. III . os transindividuais de natureza indivisível de que seja titular grupo. 32 . 5 da Lei n 7. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica-base.1989. o juiz observará o disposto no artigo 60. (13) Estes artigos tratam das penas restritivas de direitos. Parágrafo único . Art.95). os legitimados indicados no artigo 82. §1º. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este Código. tendo sido o o o extinto pelo art. de 1 . Direta ou Indireta. Art.Além das penas privativas de liberdade e de multa. 80 . Art. para efeitos deste Código.3. II . do Código Penal(12). ou a título coletivo. Parágrafo único . nas ações previstas no artigo 91 e seguintes. como assistentes do Ministério Público.) Este artigo trata do aumento da pena de multa em virtude da situação econômica do réu.(Vetado.94). poderão intervir. de 19. ainda que sem personalidade jurídica.as entidades e órgãos da Administração Pública. 78 .(Vetado. de 21. os transindividuais. § 2º . dispensada a autorização assemblear.177.a União.o Ministério Público. III .as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este Código. assim entendidos.ELE054 Prof. observado o disposto nos artigos 44 a 47 do Código Penal(13): I . podem ser impostas.interesses ou direitos difusos. são legitimados concorrentemente(15): I . II . às expensas do condenado. será fixado pelo juiz.BTN. 3 da Lei n 8. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. III .95 (Diário Oficial da União de 22. para efeitos deste Código. 29 da Lei no 8. Parágrafo único .3.O valor da fiança. (12) (15) Com alteração introduzida pelo art.008. 83 . Art.Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu. de 11. de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato.A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .6.884. IV .No processo penal atinente aos crimes previstos neste Código. Na individualização desta multa. cumulativa ou alternadamente.a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência. 82 . ou índice equivalente que venha substituí-lo(14).Para os fins do art. os Municípios e o Distrito Federal. (14) o o Este índice foi criado pelo art.) § 3º .6.(Vetado. de notícia sobre os fatos e a condenação.6. 7º da Lei no 9.interesses ou direitos coletivos. a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade de seu valor mínimo. ou pela autoridade que presidir o inquérito. 81. os Estados. nas infrações de que trata este Código. assim entendidos os decorrentes de origem comum.94 (Diário Oficial da União de 13.

84 . 95 . nem condenação da associação autora. poderá o Juiz determinar as medidas necessárias. º o 33 .A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (artigo 287 do Código de Processo Civil)(16). honorários periciais e quaisquer outras despesas.(Vetado. de 21. ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos.Aplicam-se às ações previstas neste Título as normas do Código de Processo Civil e da Lei nº 7. 96 .O Ministério Público.no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal. salvo comprovada má-fé. desfazimento de obra. 87 .(Vetado. deste Código.Na hipótese do artigo 13. o Juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito.) Art. 90 . 97 . a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. 91 . é lícito ao Juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. se não ajuizar a ação. Parágrafo único . § 4º . a condenação será genérica.Nas ações coletivas de que trata este Código não haverá adiantamento de custas. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores.no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano. § 1º .95). Parágrafo único .A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus sucessores.ELE054 Prof. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.008. § 3º .) Art. sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor. naquilo que não contrariar suas disposições.A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente.O Juiz poderá. Art. vedada a denunciação da lide.Os legitimados de que trata o art. Flaviö Harå 2/2009 Art. 94 . é competente para a causa a Justiça local: I . 92 . fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados.Em caso de litigância de má-fé. 89 . para os danos de âmbito nacional ou regional. de acordo com o disposto nos artigos seguintes(17). 88 . § 2º . a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes. CAPÍTULO II DAS AÇÕES COLETIVAS PARA A DEFESA DE INTERESSES INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS Art. Com alteração dada pelo art.3. § 5º .(Vetado. emolumentos. se for suficiente ou compatível com a obrigação. 82 poderão propor. impedimento de atividade nociva.(Vetado.3. 85 .(Vetado. 93 . 7 da Lei n 9.(Vetado.Em caso de procedência do pedido. de 24 de junho de 1985. Art.Proposta a ação. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . que objetive abstenção da prática de algum ato.) Art. custas e despesas processuais. inclusive no que respeita ao inquérito civil. independentemente de pedido do autor. Art. citado o réu. tais como busca e apreensão.Ressalvada a competência da Justiça Federal. remoção de coisas e pessoas. II . Parágrafo único .95 (Diário Oficial da União de 22.) (17) Este artigo trata da pena pecuniária decorrente do pedido do autor. além de requisição de força policial. em honorário de advogados. impor multa diária ao réu. aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente. Art. quando de âmbito local. (16) Art. será publicado edital no órgão oficial. a tolerância de alguma atividade ou a prestação de fato que não possa ser realizada por terceiros. Art. atuará sempre como fiscal da lei. parágrafo único.Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. na hipótese do § 3º ou na sentença.) Art. 86 . assim como pelos legitimados de que trata o artigo 82.Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer.Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente.) Art.347. Art.

de 21.Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços.A execução coletiva far-se-á com base em certidão das sentenças de liquidação.Decorrido o prazo de 1 (um) ano sem habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano. CAPÍTULO III DAS AÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR DE PRODUTOS E SERVIÇOS Art. sendo promovida pelos legitimados de que trata o artigo 82.O produto da indenização devida reverterá para o Fundo criado pela Lei nº 7. hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação. Art.(Vetado. de 24 de julho de 1985. de 24 de julho de 1985.Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade.Nas ações coletivas de que trata este Código.347. II .ultra partes.(Vetado. em caso afirmativo.) § 2º . ou a determinar alteração na composição. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. 103 .3. cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil.É competente para a execução o Juízo: I . sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste Título. Parágrafo único . 99 . quando coletiva a execução. estrutura. poderão os legitimados do artigo 82 promover a liquidação e execução da indenização devida. 101 . o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade facultandose.A execução poderá ser coletiva.3. estas terão preferência no pagamento. salvo na hipótese de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela integralidade das dívidas.347.da liquidação da sentença ou da ação condenatória. abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiverem sido fixadas em sentença de liquidação.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. Flaviö Harå 2/2009 Art. a destinação da importância recolhida ao fundo criado pela Lei nº 7.Em caso de concurso de créditos decorrentes de condenação prevista na Lei nº 7. na hipótese do inciso III do parágrafo único do artigo 81. salvo improcedência por insuficiência de provas. serão observadas as seguintes normas: (18) I .95 (Diário Oficial da União de 22.Os legitimados a agir na forma deste Código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir. valendo-se de nova prova. 102 . exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas. na hipótese do inciso I do parágrafo único do artigo 81. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. Art. de 24 de julho de 1985. fórmula ou acondicionamento de produto.ELE054 Prof. § 1º . divulgação. Nesta hipótese. § 1º . 100 . Parágrafo único . categoria ou classe. em todo o Território Nacional. quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo único do artigo 81. II .a ação pode ser proposta no domicílio do autor. no caso de execução individual.da ação condenatória. do grupo.008.erga omnes. II . mas limitadamente ao grupo. Art. com idêntico fundamento. para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores. distribuição ou venda.) CAPÍTULO IV DA COISA JULGADA Art. e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso. a sentença fará coisa julgada: I . apenas no caso de procedência do pedido. § 1º . 98 .347. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do artigo 80 do Código de Processo Civil.Para efeito do disposto neste artigo. a produção. categoria ou classe. o 34 . ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações de indenização pelos danos individuais. Com alteração dada pela Lei n 9. nos termos do inciso anterior.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . § 2º . da qual deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado. III . sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções(18).95).erga omnes. Se o réu houver sido declarado falido.

93 (Diário Oficial da União de o 20. § 3º . cabendo-lhe(19): I . nos termos da legislação vigente. propostas individualmente ou na forma prevista neste Código.As ações coletivas.2. em caso de improcedência do pedido. do Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de defesa do consumidor. não induzem litispendência para as ações individuais. XI .490.92 (Diário Oficial da União de 19. de 19. VI . propor. V . por (20) Com alteração dada pelo Decreto n 761.93) e pela Lei n 8. se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias.incentivar. estaduais. não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos. previstas nos incisos I e II do parágrafo único do artigo 81. ou órgão federal que venha substituí-lo. X . Art.347. coletivos. (19) III . nos termos dos artigos 96 a 99.). Parágrafo único .(Vetado.2.informar. IV .planejar. IX . o Com alteração dada pelo Decreto n 761. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva.As entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular. II .).2.ELE054 Prof. conscientizar e motivar o consumidor através dos diferentes meios de comunicação.Integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC . os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. se procedente o pedido. do Distrito Federal e Municípios. 104 . mas. avaliar e encaminhar consultas.receber. combinado com o art.(Vetado. inclusive com recursos financeiros e outros programas especiais. da Secretaria Nacional de Direito Econômico .O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor. VII .representar ao Ministério Público competente para fins de adoção de medidas processuais no âmbito de suas atribuições.MJ. Art. coordenar e executar a política nacional de proteção ao consumidor. de 19. Flaviö Harå 2/2009 § 2º .solicitar à Polícia Judiciária a instauração de inquérito policial para a apreciação de delito contra os consumidores. 106 .93 (Diário Oficial da União de 20. a formação de entidades de defesa do consumidor pela população e pelos órgãos públicos estaduais e municipais. bem como auxiliar a fiscalização de preços.solicitar o concurso de órgãos e entidades da União.prestar aos consumidores orientação permanente sobre seus direitos e garantias. analisar. VIII .2. TÍTULO V DA CONVENÇÃO COLETIVA DE CONSUMO Art. § 4º . TÍTULO IV DO SISTEMA NACIONAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR Art. de 19. Estados. abastecimento. ou individuais dos consumidores.os órgãos federais.desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades.Na hipótese prevista no inciso III.(Vetado.).Para a consecução de seus objetivos. é organismo de coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. 107 .levar ao conhecimento dos órgãos competentes as infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos. o 35 .2. 13 da Lei nº 7.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .93). XII . que poderão proceder à liquidação e à execução. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. denúncias ou sugestões apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado. de 24 de julho de 1985. elaborar.92). beneficiarão as vítimas e seus sucessores.11. XIII . quantidade e segurança de bens e serviços.Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória. o Departamento Nacional de Defesa do Consumidor poderá solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnicocientífica(20).Os efeitos da coisa julgada de que cuida o artigo 16. 105 .

passa a ter a seguinte redação: "Art. 113 . de 24 de julho de 1985: "IV . a associação autora e os diferentes responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas.Revogam-se as disposições em contrário. salvo comprovada má-fé. 111 . renumerando-se os seguintes: "Art. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano.Suprima-se o caput do artigo 17 da Lei nº 7. § 3º . passa a ter a seguinte redação: "§ 3º .347. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa. no que for cabível. os dispositivos do Título III da Lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor".O inciso II do artigo 5º da Lei nº 7. histórico. nem condenação da associação autora.inclua. bem como à reclamação e composição do conflito de consumo. de 24 de julho de 1985.Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos. 116 .) TÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Art. sem que a associação autora Ihe promova a execução. turístico e paisagístico. § 1º . Brasília.Este Código entrará em vigor dentro de 180 (cento e oitenta) dias a contar de sua publicação.Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória. 169º da Independência e 102º da República.347." Art. 18. § 2º . à garantia e características de produtos e serviços. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. Art. 17 . entre suas finalidades institucionais.Nas ações de que trata esta lei. à qualidade. 11 de setembro de 1990. deverá fazê-lo o Ministério Público.(Vetado. emolumentos. ao consumidor.347.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 110 . Flaviö Harå 2/2009 convenção escrita. custas e despesas processuais". à quantidade. relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço.O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo Juiz. passa a ter a seguinte redação: "II . a proteção ao meio ambiente. 21 . de 24 de julho de 1985: "Art. de 24 de julho de 1985. Art. o seguinte dispositivo. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. não haverá adiantamento de custas. 114 .Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada. com a seguinte redação: "Art.ELE054 Prof.347.Acrescente-se o seguinte inciso IV ao artigo 1º da Lei nº 7.O § 3º do artigo 5º da Lei nº 7. Fernando Collor de Mello Bernardo Cabral Zélia M. Art. Art. de 24 de julho de 1985.A convenção somente obrigará os filiados às entidades signatárias. mediante cominação. de 24 de julho de 1985: "§ 4º .Acrescente-se à Lei nº 7. Art.Em caso de litigância de má-fé.Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União.a qualquer outro interesse difuso ou coletivo.Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento. ao patrimônio artístico. facultada igual iniciativa aos demais legitimados". passando o parágrafo único a constituir o caput. 5º e 6º ao artigo 5º da Lei nº 7. 118 .347." Art." Art. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos". 109 .Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais. da Lei nº 7. ou a qualquer outro interesse difuso ou coletivo.347. 119 . 108 . de 24 de julho de 1985. de 24 de julho de 1985. § 5º .347.O artigo 15 da Lei nº 7. 115 . Art. § 6º .(Vetado. coletivos e individuais.347. honorários periciais e quaisquer outras despesas.Dê-se a seguinte redação ao art. estético. 117 . em honorários de advogado.Acrescente-se os seguintes §§ 4º.) Art. 18 . Art. que terá eficácia de título executivo extrajudicial". Cardoso de Mello 36 . 112 .A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do instrumento no cartório de títulos e documentos. 15 .

U.5 As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema elétrico de potência devem constituir prontuário com o conteúdo do item 10.009-6/I=2) f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . de 06/06/2005 – Seção 1) NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE 10.0010/I=3) 10. no mínimo: (210.5.1. habilitação. (210. autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados. as normas internacionais cabíveis.2. 10. contemplando as alíneas de “a” a “f”.013-4/I=3) b) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual.2. cronogramas de adequações.3.2. além do disposto no subitem 10. (210.O.2. mediante técnicas de análise de risco.O. (210.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e manter o Prontuário de Instalações Elétricas. da saúde e do meio ambiente do trabalho. implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de controle existentes. de 08/12/2004 – Seção 1) Ementas: Portaria n. direta ou indiretamente. construção. Flaviö Harå 2/2009 NR – 10: Portaria n. “d” e “e”.005-3/I=3) b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos.4 e acrescentar ao prontuário os documentos a seguir listados: (210.1. (210.008-8/I=2) e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva. do item 10.2. 10.0029/I=1) 10. incluindo as etapas de projeto.2.4 e alíneas “a” e “b” do item 10.º 598.1 Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais.OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO 10. (210.007-0/I=2) d) documentação comprobatória da qualificação. (210.2.1 Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos. (210.015-0/I=4) 37 . (210. de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.2. de 07/12/2004 (D. interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. operação. capacitação. (210. montagem.004-5/I=4) a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde. (210.2. distribuição e consumo.0100/I=3) g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações.3 As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades.MEDIDAS DE CONTROLE 10.1. de 03/06/2005 (D. transmissão. no âmbito da preservação da segurança.014-2/I=3) 10.1 As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de Potência devem constituir prontuário contemplando as alíneas “a”.011-8/I=3) 10. (210. 210.003-7/I=3) 10. contendo. aplicáveis conforme determina esta NR.U. (210.2. na ausência ou omissão destas.5.2 .2 Esta NR se aplica às fases de geração.006-1/I=2) c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental.ELE054 Prof.º 126. de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa. “c”. observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e.012-6/I=4) a) descrição dos procedimentos para emergências.

(210.MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA 10.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. prioritariamente. quando da operação e da realização de serviços de construção e manutenção. a obrigatoriedade ou não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão à terra das partes condutoras não destinadas à condução da eletricidade. (210.3. salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir compartilhamento. quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos. tais como: comunicação. deve prever a instalação de dispositivo de seccionamento de ação simultânea.4 O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento.3 . (210.1 Na impossibilidade de implementação do estabelecido no subitem 10.030-4/I=1) 38 . devem ser utilizadas outras medidas de proteção coletiva.024-0/I=1) 10.3 O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro.2.022-3/I=4) 10.018-5/I=4) 10.3.2. (210.1 É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização.2. medidas de proteção coletiva aplicáveis.1 Nos trabalhos em instalações elétricas. quanto ao dimensionamento e a localização de seus componentes e as influências externas.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades. obstáculos. o emprego de tensão de segurança.2. Flaviö Harå 2/2009 10. (210. na ausência desta.025-8/I=3) 10. sinalização.2.026-6/I=3) 10. tais como: isolação das partes vivas. na medida do possível. (210.2.3.017-7/I=2) 10.3.016-9/I=3) 10.8.029-0/I=3) 10.3.8. que permita a aplicação de impedimento de reenergização do circuito.2.SEGURANÇA EM PROJETOS 10.2.ELE054 Prof. (210.020-7/I=2) 10.8.7 Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado.9. em atendimento ao disposto na NR 6. inflamabilidade e influências eletromagnéticas.1 Em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas.028-2/I=3) 10. barreiras. (210.3. sinalização. respeitadas as definições de projetos. devendo contemplar a condutibilidade. sistema de seccionamento automático de alimentação. (210.2.021-5/I=2) 10.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .9 . prioritariamente. deve atender às Normas Internacionais vigentes.9.1 Os circuitos elétricos com finalidades diferentes.023-1/I=4) 10.027-4/I=3) 10.MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 10. (210.019-3/I=3) 10.3.8. (210.8 . devendo permanecer à disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços em eletricidade.. controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente. às atividades a serem desenvolvidas.2. para sinalização de advertência com indicação da condição operativa.9.2. (210. bloqueio do religamento automático. devem ser projetados dispositivos de seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencialização e aterramento do circuito seccionado. de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. mediante procedimentos. (210.2 As medidas de proteção coletiva compreendem.2 O projeto elétrico. a desenergização elétrica conforme estabelece esta NR e. na sua impossibilidade.2. (210. devem ser adotados equipamentos de proteção individual específicos e adequados às atividades desenvolvidas.5 Sempre que for tecnicamente viável e necessário.6 O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido atualizado pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa. (210.2.2.8.3 O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação estabelecida pelos órgãos competentes e.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . (210. (210.046-0/I=3) 10. e serem supervisionadas por profissional autorizado.047-9/I=2) 10. Flaviö Harå 2/2009 10.048-7/I=2) 39 . (210. de acordo com as regulamentações existentes e definições de projetos. respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas. compartimentos e invólucros de equipamentos e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade.043-6/I=4) 10. reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos. de acordo com a NR 17 – Ergonomia. fauna e flora e outros agravantes.4.4. e ser assinado por profissional legalmente habilitado.036-3/I-1) d) recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos componentes das instalações.035-5/I-1) c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos. definindo como tais indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalações. as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas. montadas. de proteção.1 Os locais de serviços elétricos.ELE054 Prof.034-7/I-1) b) indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde – “D”. (210.4.3.6 Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário. (210. (210.044-4/I=3) 10. adotando-se a sinalização de segurança.3.040-1/I-1) 10. dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas. de intertravamento.3. (210. e serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes. de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das tarefas. dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas.0312/I=2) 10. (210. (210.8 O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho.10 Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos trabalhadores iluminação adequada e uma posição de trabalho segura. umidade. OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 10.SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO. (210. reformadas.042-8/I=4) 10.4. destinados à segurança das pessoas.3.3. (210.4. os seguintes itens de segurança: a) especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos.045-2/I=3) 10. dispositivos e ferramentas elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente. sendo expressamente proibido utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais. desligado e Vermelho .1 As instalações elétricas devem ser construídas.041-0/I=2) 10. MONTAGEM.037-1/I-1) e) precauções aplicáveis em face das influências externas.038-0/I-1) f) o princípio funcional dos dispositivos de proteção.039-8/I-1) g) descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica.4 . (210.“L”. (210. especialmente quanto a altura.1 Os equipamentos.3. poeira. preservandose as características de proteção. incluindo dispositivos de manobra.4. de controle. (210. constantes do projeto. explosividade. (210.9 O memorial descritivo do projeto deve conter. das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser mantido atualizado.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente.4. (210. campos elétricos e magnéticos. operadas. de acordo com a NR 17 – Ergonomia. confinamento. queimaduras e outros riscos adicionais.4. ampliadas.5 Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação adequada e uma posição de trabalho segura.033-9/I=2) 10. conforme dispõe esta NR. no mínim o. ligado).7 O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores autorizados.032-0/I=2) 10. (210. (210.

6.1 e 10.055-0/I=2) 10.6. por qualquer meio ou razão.6. autorizado e mediante justificativa técnica previamente formalizada.053-3/I=2) e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I).5.057-6/I=2) b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização.2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização. 10. e religação dos dispositivos de seccionamento.5.6. (210. devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.5. Flaviö Harå 2/2009 10.051-7/I=2) c) constatação da ausência de tensão. (210. obedecida a seqüência abaixo: a) seccionamento. da equipotencialização e das proteções adicionais. ampliadas ou eliminadas.5. substituídas.064-9/I=4) 10. (210. ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo. utensílios e equipamentos.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de instalações elétricas devem atender à regulamentação estabelecida nos itens 10. e somente podem ser realizados por trabalhadores que atendam às condições de qualificação.6.063-0/I=4) 10. mediante os procedimentos apropriados. (210. (210.5 .1. (210. (210. (210.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança para trabalhos com instalações elétricas energizadas. se houver.5.058-4/I=2) c) remoção do aterramento temporário.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .0614/I=2) 10. em função das peculiaridades de cada situação.065-7/I=3) 10.1 As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10. com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I.8 desta Norma.2 podem ser alteradas.7.050-9/I=2) b) impedimento de reenergização. (210.SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS 10.SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS 10. (210.049-5/I=3).1.060-6/I=2) e) destravamento. carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.6 e 10. adequados para operação. capacitação e autorização estabelecidas nesta NR. (210. (210.6 . devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos abaixo: (210.062-2/I=3) 10. desde que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado.ELE054 Prof. (210.2 As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos. realizadas em baixa tensão. (210. habilitação.5.4.6. (210.052-5/I=2) d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos.0541/I=2) f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização. por profissional legalmente habilitado.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas.3 Os serviços em instalações energizadas. (210. mas com possibilidade de energização. com currículo mínimo.066-5/I=2) 40 . 10. 10.059-2/I=2) d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização.056-8/I=3) a) retirada das ferramentas.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10. (210. podem ser realizadas por qualquer pessoa não advertida.

8. bem como aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operação durante a realização do serviço. (210.7.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da condição de desativação.4 Sempre que inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operações de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas análises de risco. somente pode ser realizada mediante a desativação. ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes.9 Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT. desenvolvidas com circuitos desenergizados.8 desta NR. conforme Anexo I.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.6.1 devem receber treinamento de segurança.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . assinada por superior responsável pela área.5 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando verificar situação ou condição de risco não prevista.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.7. (210. responsáveis pela execução do serviço.7. QUALIFICAÇÃO. específico em segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades. Flaviö Harå 2/2009 10.2 Os trabalhadores de que trata o item 10.TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO (AT) 10.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados quando houver procedimentos específicos.8 Os equipamentos.072-0/I=2) 10.078-9/I-4) 10. conforme procedimento de trabalho específico padronizado. sistema ou equipamento. somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica para data e local.076-2/I-4) 10.ELE054 Prof. conforme Anexo I desta NR. os procedimentos da empresa e na ausência desses. detalhados e assinados por profissional autorizado.7.7.7.067-3/I=3) 10. destinados ao trabalho em alta tensão. estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao serviço. também conhecida como bloqueio. (210. obedecendo-se as especificações do fabricante.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT.3 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT.7.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco.074-6/I=3) 10. bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potência – SEP.077-0/I-4) 10.075-4/I-4) 10.7.8 . cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível. dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito. carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR.073-8/I=2) 10. (210. bem como aquelas que interajam com o SEP.HABILITAÇÃO. devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos. (210. 41 .7. não podem ser realizados individualmente.1 Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão.7.7. devem atender ao disposto no item 10. (210. anualmente. (210.6. 10.0690/I=4) 10. TRABALHADORES.071-1/I=4) 10. que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e de risco. (210. e respectivos procedimentos de trabalho. (210.7 . CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DOS 10.8.070-3/I=4) 10. devem realizar uma avaliação prévia.7. (210.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT. (210. com currículo mínimo.068-1/I=2) 10. (210. o superior imediato e a equipe.

equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser avaliados quanto à sua conformidade.2 Os materiais. com anuência formal da empresa.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer tempo conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador.092-4/I=2) 10. simultaneamente: a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. (210.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento especifico de acordo com risco envolvido.091-6/I=3) 10. “b” e “c” do item 10.8. (210. 10.8.8.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitação.8.080-0/I=1) 10.8. (210.8. 10.4. no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.9 Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada. realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu prontuário médico. (210.8.8.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica.086-0/I=2) c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos.0835/I=4) 10.079-7/I=1) 10.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições.085-1/I=2) b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade.8.093-2/I=2) 42 .3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem destinados ao atendimento das alíneas “a”.1 As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de proteção contra incêndio e explosão. dispositivos.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir: (210.088-6/I=1) 10.ELE054 Prof.PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO 10.8.087-8/I=2) 10. Flaviö Harå 2/2009 10.9.8. (210. conforme o item 10.9 . (210. (210.081-9/I=3) 10.3.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .8. peças. (210.9.082-7/I=4) 10.084-3/I=2) a) troca de função ou mudança de empresa. e b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição consignada no sistema de registro de empregado da empresa. 10.1 A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores capacitados ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham participado com avaliação e aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes do ANEXO II desta NR. (210. de acordo com o estabelecido no Anexo II desta NR.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. conforme dispõe a NR 23 – Proteção Contra Incêndios.089-4/I=3) 10.7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser submetidos à exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas. (210. por período superior a três meses.090-8/I=2) 10.8. (210. (210. processos e organização do trabalho. devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. conforme define esta NR.8.2 devem atender as necessidades da situação que o motivou.8.8.8.9.8. (210. (210.

de forma a atender.SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA 43 . previsto no Anexo II desta NR. (210.111-4/I=2) 10. padronizados. campo de aplicação. aquecimentos ou outras condições anormais de operação.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros. dentre outras.PROCEDIMENTOS DE TRABALHO 10.094-0/I=3) 10. devem ser adotados dispositivos de proteção.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão ser realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada. competências e responsabilidades.11. de vias públicas.2 Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas. como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões. em conjunto com o responsável pela execução do serviço. o tipo. devem realizar uma avaliação prévia.1 Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança. disposições gerais.3 Os procedimentos de trabalho devem conter.1 Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos.9. (210.108-4/I=3) 10. estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local.103-3/I=2) 10. no mínimo. base técnica.101-7/I=2) f) sinalização de impedimento de energização. (210. (210. de veículos e de movimentação de cargas. (210. de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.107-6/I=2) 10.8 devem ter a participação em todo processo de desenvolvimento do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho .1106/I=2) 10.11.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . (210.100-9/I=2) e) sinalização de áreas de circulação.8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competência dos trabalhadores envolvidos. (210.11. sobrecorrentes.12 .5 A autorização referida no item 10. obedecendo ao disposto na NR-26 – Sinalização de Segurança. aprovadas por trabalhador autorizado.11. o treinamento de segurança e saúde e a autorização de que trata o item 10. (210.5 ou supressão do agente de risco que determina a classificação da área.105-0/I=2) 10. assinados por profissional que atenda ao que estabelece o item 10.096-7/I=3) a) identificação de circuitos elétricos.106-8/I=2) 10. (210.10 .8 deve estar em conformidade com o treinamento ministrado. objetivo.109-2/I=2) 10. (210. (210.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio ou explosões. no mínimo.102-5/I=2) g) identificação de equipamento ou circuito impedido.11. o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados.8 desta NR.11 . (210. (210. medidas de controle e orientações finais.10. (210. quando houver. (210. passo a passo. as situações a seguir: (210. de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço.SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 10. falhas de isolamento.SESMT.099-1/I=2) d) delimitações de áreas.0983/I=2) c) restrições e impedimentos de acesso.4 Os procedimentos de trabalho. a data.9.095-9/I=4) 10. contendo.ELE054 Prof.097-5/I=2) b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos.11. conforme estabelece o item 10. (210. destinada à advertência e à identificação.11. Flaviö Harå 2/2009 10.11.104-1/I=3) 10. com descrição detalhada de cada tarefa. (210.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de exercer a supervisão e condução dos trabalhos.

de imediato. Alta Tensão (AT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua. GLOSSÁRIO 1.12.3 Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR. Aterramento Elétrico Temporário: ligação elétrica efetiva confiável e adequada intencional à terra.116-5/I=3) 10.1173/I=4) 10.4 Cabe aos trabalhadores: a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho. respeitadas as abrangências.120-3/I=2) 10.118-1/I=4) 10. (210. 10.3 Cabe à empresa. 10. b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares.5 A documentação prevista nesta NR deve estar. Flaviö Harå 2/2009 10.12.3 A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados às suas atividades. sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas. (210. comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico. destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica. disponibilizando os meios para a sua aplicação.14 .14. limitações e interferências nas tarefas.4 A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição dos trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas.1 As ações de emergência que envolvam as instalações ou serviços com eletricidade devem constar do plano de emergência da empresa.13. ao responsável pela execução do serviço as situações que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.14. especialmente por meio de reanimação cardio-respiratória. à disposição das autoridades competentes. que diligenciará as medidas cabíveis.4 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos de prevenção e combate a incêndio existentes nas instalações elétricas.13.DISPOSIÇÕES FINAIS 10. (210.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes e contratados envolvidos.ELE054 Prof. (210. (210. 3.14.13 – RESPONSABILIDADES 10.112-2/I=3) 10. e c) comunicar.13.14.114-9/I=3) 10. o MTE adotará as providências estabelecidas na NR 3. 2. permanentemente. (210. Área Classificada: local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva.113-0/I=3) 10.12.14. de imediato. entre fases ou entre fase e terra.2 As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por outrem em suas instalações elétricas e oferecer. (210. na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e serviços em eletricidade.115-7/I=3) 10.12.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa.14. instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados.121-1/I=2) 10. (210.6 Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por extrabaixa tensão. inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde. propor e adotar medidas preventivas e corretivas. (210.119-0/I=2) 10. 10. 44 . (210.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados.13. quando cabível. denúncia aos órgãos competentes.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão expostos.

Instalação Elétrica: conjunto das partes elétricas e não elétricas associadas e com características coordenadas entre si. sob condições atmosféricas. 6. 19. fixo ou móvel de abrangência coletiva. 15. de substâncias inflamáveis na forma de gás. 25. Baixa Tensão (BT): tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua. ou meio. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condições de segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o início até o final dos trabalhos e liberação para uso. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar os perigos da eletricidade. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental. 27. 17. 5. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro ou barreira. com a inclusão dos meios materiais e humanos. avisar e advertir.ELE054 Prof. transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição. Tensão de Segurança: extra baixa tensão originada em uma fonte de segurança. inclusive. 8. mas não impede o contato direto por ação deliberada. usuários e terceiros. Extra-Baixa Tensão (EBT): tensão não superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas. 45 . na qual após a ignição a combustão se propaga. sob controle dos trabalhadores envolvidos nos serviços. Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle. 14. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): dispositivo.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . névoa. Impedimento de Reenergização: condição que garante a não energização do circuito através de recursos e procedimentos apropriados. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato com partes internas. Sinalização: procedimento padronizado destinado a orientar. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica. 18. sistema. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua segurança e saúde ou de outras pessoas. destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores. 12. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informações pertinentes às instalações e aos trabalhadores. possam afetar a segurança e a saúde no trabalho. 20. 16. Flaviö Harå 2/2009 4. entre fases ou entre fase e terra. poeira ou fibras. vapor. 24. alertar. medidas de segurança e circunstâncias que impossibilitem sua realização. 23. além dos elétricos. direta ou indiretamente. por interposição de materiais isolantes. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção de medidas de proteção para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da instalação. 21. 22. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das instalações elétricas. entre fases ou entre fase e terra. 9. que são necessárias ao funcionamento de uma parte determinada de um sistema elétrico. 13. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a atingir um determinado objetivo. Procedimento: seqüência de operações a serem desenvolvidas para realização de um determinado trabalho. Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração. específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar. 10. 11. 7. 26.

Travamento: ação destinada a manter. por meios mecânicos. representadas por materiais.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na zona controlada. 46 . ferramentas ou equipamentos que manipule.ELE054 Prof. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada. ANEXO II ZONA DE RISCO E ZONA CONTROLADA Tabela de raios de delimitação de zonas de risco. acessível. Flaviö Harå 2/2009 28. controlada e livre. cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de técnicas e instrumentos apropriados de trabalho. cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados. um dispositivo de manobra fixo numa determinada posição. 29. de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão. não segregada. 30. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada. de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão. acessível inclusive acidentalmente. ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões condutoras. 31. de forma a impedir uma operação não autorizada. não segregada.

c) campos eletromagnéticos. temporário. riscos em instalações e serviços com eletricidade: a) o choque elétrico. restrita a trabalhadores autorizados. instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. 4. ZL = Zona livre ZC = Zona controlada. CURSO BÁSICO – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE I .ELE054 Prof.Para os trabalhadores autorizados: carga horária mínima – 40h: Programação Mínima: 1. PE = Ponto da instalação energizado. Técnicas de Análise de Risco. introdução à segurança com eletricidade. de proteção. Flaviö Harå 2/2009 Figura 1 . ANEXO III TREINAMENTO 1. 2.Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. 3.Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco. 47 . restrita a trabalhadores autorizados e com a adoção de técnicas. controlada e livre Figura 2 . controlada e livre. com interposição de superfície de separação física adequada. queimaduras e quedas. b) aterramento funcional (TN / TT / IT). SI = Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos dispositivos de segurança. ZR = Zona de risco. b) arcos elétricos. Medidas de Controle do Risco Elétrico: a) desenergização. mecanismos e efeitos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

9. b) priorização do atendimento. b) medidas preventivas. d) massagem cardíaca. 7. f) práticas. sendo obedecida a hierarquia no aperfeiçoamento técnico do trabalhador. 14. b) NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade). Primeiros socorros: a) noções sobre lesões. É pré-requisito para freqüentar este curso complementar. e) técnicas para remoção e transporte de acidentados. c) qualificação. g) barreiras e invólucros. b) discussão de casos. b) ambientes confinados. d) prática. c) áreas classificadas. m) separação elétrica. NBR 14039 e outras. d) umidade.ELE054 Prof. 5. 48 . 10. f) extra baixa tensão. capacitação e autorização. Equipamentos de proteção individual. 8. com aproveitamento satisfatório.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . c) sinalização. e) condições atmosféricas. habilitação. de nível de tensão e de outras peculiaridades específicas ao tipo ou condição especial de atividade. serviços. ferramental e equipamento. e) dispositivos a corrente de fuga. i) obstáculos e anteparos. 6) Regulamentações do MTE: a) NRs. Equipamentos de proteção coletiva. ter participado. d) inspeções de áreas. b) liberação para serviços. 12. 13. Riscos adicionais: a) altura. a) instalações desenergizadas. c) métodos de extinção. Acidentes de origem elétrica: a) causas diretas e indiretas. h) bloqueios e impedimentos. CURSO COMPLEMENTAR – SEGURANÇA NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP) E EM SUAS PROXIMIDADES. Responsabilidades. Normas Técnicas Brasileiras – NBR da ABNT: NBR-5410. Carga horária mínima – 40h (*) Estes tópicos deverão ser desenvolvidos e dirigidos especificamente para as condições de trabalho características de cada ramo. do curso básico definido anteriormente. c) aplicação de respiração artificial. Documentação de instalações elétricas. Flaviö Harå 2/2009 c) equipotencialização. j) isolamento das partes vivas. Proteção e combate a incêndios: a) noções básicas. k) isolação dupla ou reforçada. l) colocação fora de alcance. Rotinas de trabalho – Procedimentos. d) seccionamento automático da alimentação. 15. padrão de operação. 11. 2.

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I - Programação Mínima: 1. Organização do Sistema Elétrico de Potencia – SEP. 2. Organização do trabalho: a) programação e planejamento dos serviços; b) trabalho em equipe; c) prontuário e cadastro das instalações; d) métodos de trabalho; e e) comunicação. 3. Aspectos comportamentais. 4. Condições impeditivas para serviços. 5. Riscos típicos no SEP e sua prevenção (*): a) proximidade e contatos com partes energizadas; b) indução; c) descargas atmosféricas; d) estática; e) campos elétricos e magnéticos; f) comunicação e identificação; e g) trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais. 6. Técnicas de análise de Risco no S E P (*) 7. Procedimentos de trabalho – análise e discussão. (*) 8. Técnicas de trabalho sob tensão: (*) a) em linha viva; b) ao potencial; c) em áreas internas; d) trabalho a distância; e) trabalhos noturnos; e f) ambientes subterrâneos. 9. Equipamentos e ferramentas de trabalho (escolha, uso, conservação, verificação, ensaios) (*). 10. Sistemas de proteção coletiva (*). 11. Equipamentos de proteção individual (*). 12. Posturas e vestuários de trabalho (*). 13. Segurança com veículos e transporte de pessoas, materiais e equipamentos(*). 14. Sinalização e isolamento de áreas de trabalho(*). 15. Liberação de instalação para serviço e para operação e uso (*). 16. Treinamento em técnicas de remoção, atendimento, transporte de acidentados (*). 17. Acidentes típicos (*) – Análise, discussão, medidas de proteção. 18. Responsabilidades (*).

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RESOLUÇÃO Nº 1.010, DE 22 DE AGOSTO DE 2005.
Dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional. O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA - Confea, no uso das atribuições que lhe confere a alínea "f" do art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro 1966, e Considerando a Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que regula o exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de engenheiro agrônomo; Considerando a Lei nº 4.076, de 23 de junho de 1962, que regula o exercício da profissão de geólogo; Considerando a Lei nº 6.664, de 26 de junho de 1979, que disciplina a profissão de geógrafo; Considerando a Lei nº 6.835, de 14 de outubro de 1980, que dispõe sobre o exercício da profissão de meteorologista; Considerando o Decreto nº 23.196, de 12 de outubro de 1933, que regula o exercício da profissão agronômica; Considerando o Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, que regula o exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor; Considerando o Decreto-Lei nº 8.620, de 10 de janeiro de 1946, que dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor, regida pelo Decreto nº 23.569, de 1933; Considerando a Lei nº 4.643, de 31 de maio de 1965, que determina a inclusão da especialização de engenheiro florestal na enumeração do art. 16 do Decreto-Lei nº 8.620, de 1946; Considerando a Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968, que dispõe sobre a profissão de técnico industrial e agrícola de nível médio; Considerando o Decreto nº 90.922, de 6 de fevereiro de 1985, que regulamenta a Lei nº 5.524, de 1968, modificado pelo Decreto nº 4.560, de 30 de dezembro de 2002; Considerando a Lei nº 7.410, de 27 de novembro de 1985, que dispõe sobre a especialização de engenheiros e arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho; Considerando o Decreto nº 92.530, de 9 de abril de 1986, que regulamenta a Lei nº 7.410, de 1985; Considerando a Lei nº 7.270, de 10 de dezembro de 1984, que apresenta disposições referentes ao exercício da atividade de perícia técnica; Considerando a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional; Considerando o Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004, que regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei nº 9.394, de 1996; Considerando a Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1985, que altera dispositivos da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, RESOLVE: Art. 1º Estabelecer normas, estruturadas dentro de uma concepção matricial, para a atribuição de títulos profissionais, atividades e competências no âmbito da atuação profissional, para efeito de fiscalização do exercício das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. Parágrafo único. As profissões inseridas no Sistema Confea/Crea são as de engenheiro, de arquiteto e urbanista, de engenheiro agrônomo, de geólogo, de geógrafo, de meteorologista, de tecnólogo e de técnico. CAPÍTULO I DAS ATRIBUIÇÕES DE TÍTULOS PROFISSIONAIS Art. 2º Para efeito da fiscalização do exercício das profissões objeto desta Resolução, são adotadas as seguintes definições: I – atribuição: ato geral de consignar direitos e responsabilidades dentro do ordenamento jurídico que rege a comunidade;

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II - atribuição profissional: ato específico de consignar direitos e responsabilidades para o exercício da profissão, em reconhecimento de competências e habilidades derivadas de formação profissional obtida em cursos regulares; III - título profissional: título atribuído pelo Sistema Confea/Crea a portador de diploma expedido por instituições de ensino para egressos de cursos regulares, correlacionado com o(s) respectivo(s) campo(s) de atuação profissional, em função do perfil de formação do egresso, e do projeto pedagógico do curso; IV - atividade profissional: ação característica da profissão, exercida regularmente; V - campo de atuação profissional: área em que o profissional exerce sua profissão, em função de competências adquiridas na sua formação; VI – formação profissional: processo de aquisição de competências e habilidades para o exercício responsável da profissão; VII - competência profissional: capacidade de utilização de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários ao desempenho de atividades em campos profissionais específicos, obedecendo a padrões de qualidade e produtividade; VIII - modalidade profissional: conjunto de campos de atuação profissional da Engenharia correspondentes a formações básicas afins, estabelecido em termos genéricos pelo Confea; IX – categoria (ou grupo) profissional: cada uma das três profissões regulamentadas na Lei nº 5.194 de 1966; e X – curso regular: curso técnico ou de graduação reconhecido, de pós-graduação credenciado, ou de pósgraduação senso lato considerado válido, em consonância com as disposições legais que disciplinam o sistema educacional, e devidamente registrado no Sistema Confea/Crea. Art. 3º Para efeito da regulamentação da atribuição de títulos, atividades e competências para os diplomados no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea, consideram-se nesta Resolução os seguintes níveis de formação profissional, quando couber: I - técnico; II – graduação superior tecnológica; III – graduação superior plena; IV - pós-graduação no senso lato (especialização); e V - pós-graduação no senso estrito (mestrado ou doutorado). Art. 4º Será obedecida a seguinte sistematização para a atribuição de títulos profissionais e designações de especialistas, em correlação com os respectivos perfis e níveis de formação, e projetos pedagógicos dos cursos, no âmbito do respectivo campo de atuação profissional, de formação ou especialização: I - para o diplomado em curso de formação profissional técnica, será atribuído o título de técnico; II - para o diplomado em curso de graduação superior tecnológica, será atribuído o título de tecnólogo; III - para o diplomado em curso de graduação superior plena, será atribuído o título de engenheiro, de arquiteto e urbanista, de engenheiro agrônomo, de geólogo, de geógrafo ou de meteorologista, conforme a sua formação; IV - para o técnico ou tecnólogo portador de certificado de curso de especialização será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de especializado no âmbito do curso; V - para os profissionais mencionados nos incisos II e III do art. 3º desta Resolução, portadores de certificado de curso de formação profissional pós-graduada no senso lato, será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de especialista; VI - para o portador de certificado de curso de formação profissional pósgraduada no senso lato em Engenharia de Segurança do Trabalho, será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de engenheiro de segurança do trabalho; e VII - para os profissionais mencionados nos incisos II e III do art. 3º desta Resolução, diplomados em curso de formação profissional pós-graduada no senso estrito, será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de mestre ou doutor na respectiva área de concentração de seu mestrado ou doutorado.

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Condução de equipe de instalação. auditoria. e 52 . ao engenheiro agrônomo. consultoria. pesquisa. Atividade 06 . desta Resolução. 8°. Atividade 12 . observadas as disposições gerais estabelecidas nos arts. Atividade 11 . e ao meteorologista compete o desempenho de atividades no(s) Confea – Conselho Federal de Engenharia. circunscritos ao âmbito da sua respectiva formação e especialização profissional. extensão. CAPÍTULO II DAS ATRIBUIÇÕES PARA O DESEMPENHO DE ATIVIDADES NO ÂMBITO DAS COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Art.Elaboração de orçamento. experimentação. em todos os seus respectivos níveis de formação. Atividade 05 . ao arquiteto e urbanista. ao geógrafo. Atividade 10 . e as seguintes disposições: I . reparo ou manutenção. e com observância do disposto nos arts. mestre ou doutor só poderão ser acrescidas ao título profissional de graduados em nível superior previamente registrados no Sistema Confea/Crea.Vistoria.Execução de obra ou serviço técnico. Atividade 14 . operação. 9°. projeto. 10 e 11 e seus parágrafos. podendo abranger simultaneamente diferentes âmbitos de campos. ficam designadas as seguintes atividades.Direção de obra ou serviço técnico. mensuração.Execução de instalação. Atividade 16 .Coleta de dados.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Padronização. 7º.Produção técnica e especializada. Parágrafo único. ensino. orientação técnica.Operação. em seu conjunto ou separadamente. desta Resolução: Atividade 01 . 9°. Resoluções seu(s) respectivo(s) campo(s) profissional(ais). Art. planejamento. parecer técnico. especificação. Atividade 03 . controle de qualidade. montagem. atualizada periodicamente. 9°. Atividade 08 . 8°. Atividade 17 .Fiscalização de obra ou serviço técnico. Atividade 07 . avaliação. 10 e 11 e seus parágrafos. Atividade 04 . desenvolvimento.Gestão. assessoria. divulgação técnica. § 3º As designações de especialista. análise. manutenção de equipamento ou instalação. laudo. ao geólogo. As definições das atividades referidas no caput deste artigo encontram-se no glossário constante do Anexo I desta Resolução. Atividade 13 . perícia.ao técnico.ELE054 Prof. 10 e 11 e seus parágrafos. arbitragem.Desempenho de cargo ou função técnica.Treinamento. 7º. observadas as disposições gerais e limitações estabelecidas nos arts. ao tecnólogo. 7º. 5º Para efeito de fiscalização do exercício profissional dos diplomados no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. ensaio.Assistência. que poderão ser atribuídas de forma integral ou parcial. montagem.Execução de desenho técnico.Leis Decretos. monitoramento. ao engenheiro. a sistematização dos campos de atuação profissional estabelecida no Anexo II. circunscritas ao âmbito do(s) respectivo(s) campo(s) profissional(ais). coordenação. estabelecida em resolução específica do Confea. desta Resolução. Flaviö Harå 2/2009 § 1° Os títulos profissionais serão atribuídos em conformidade com a Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea. reparo ou manutenção. e Atividade 18 . Atividade 09 .Condução de serviço técnico. estudo. 8°. supervisão. Atividade 15 . operação. 6º Aos profissionais dos vários níveis de formação das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea é dada atribuição para o desempenho integral ou parcial das atividades estabelecidas no artigo anterior.Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental. § 2º O título de engenheiro será obrigatoriamente acrescido de denominação que caracterize a sua formação profissional básica no âmbito do(s) respectivo(s) campo(s) de atuação profissional da categoria. Atividade 02 . Arquitetura e Agronomia LDR .

e dependerá de decisão favorável da respectiva câmara especializada. e II – no caso em que a extensão da atribuição inicial não se mantiver na mesma modalidade. será exigida a prévia comprovação do cumprimento das exigências estabelecidas pelo sistema educacional para a validade dos respectivos cursos. o procedimento dar-se-á como estabelecido no caput deste artigo. com diploma de mestre ou doutor compete o desempenho de atividades estendidas ao âmbito das respectivas áreas de concentração do seu mestrado ou doutorado. § 4º A extensão da atribuição inicial aos portadores de certificados de formação profissional adicional obtida no nível de formação pós-graduada no senso lato. correlacionada(s) com o respectivo âmbito do(s) campos(s) de atuação profissional. será considerada dentro dos mesmos critérios do caput deste artigo e seus incisos. Art. em consonância com as respectivas diretrizes curriculares nacionais. atendendo ao que estabelecem os arts. atividades e competências serão procedidos de acordo com critérios a serem estabelecidos pelo Confea para a padronização dos procedimentos. ao engenheiro agrônomo. expedidos por curso regular registrado no Sistema Confea/Crea. ou câmara inerente à extensão de atribuição pretendida. Seção II Da Extensão da Atribuição Inicial Art. a decisão caberá ao Plenário do Crea. e dependerá de decisão favorável das câmaras especializadas das modalidades envolvidas. cursados após a diplomação. devendo haver decisão favorável da(s) câmara(s) especializada(s) envolvida(s). de seu currículo integralizado e do projeto pedagógico do curso regular. 53 .ao engenheiro. ao geólogo. e a respectiva anotação no Sistema de Informações Confea/Crea . § 3º A extensão da atribuição inicial aos técnicos portadores de certificados de curso de especialização será considerada dentro dos mesmos critérios do caput deste artigo e seus incisos. o procedimento dar-se-á como estabelecido no caput deste artigo. e dependerão de análise e decisão favorável da(s) câmara(s) especializada(s) do Crea. com a correspondente atribuição inicial de título. ao arquiteto e urbanista.ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 II . Art. § 1º A extensão da atribuição inicial decorrerá da análise dos perfis da formação profissional adicional obtida formalmente. 10. CAPÍTULO III DO REGISTRO DOS PROFISSIONAIS Seção I Da Atribuição Inicial Art. de 1966. § 5º Nos casos previstos nos §§ 3º e 4º.SIC. ao meteorologista e ao tecnólogo. deverá anotar as características da formação do profissional. 8° O Crea. § 2º No caso de não haver câmara especializada no âmbito do campo de atuação profissional do interessado. 9º A extensão da atribuição inicial fica restrita ao âmbito da mesma categoria profissional. mediante cursos comprovadamente regulares. levando em consideração as disposições dos artigos anteriores e do Anexo II desta Resolução. § 1º O registro dos profissionais no Crea e a respectiva atribuição inicial de título profissional. ao geógrafo. da análise do perfil profissional do diplomado. atividades e competências para os diplomados nos respectivos níveis de formação. em qualquer dos respectivos níveis de formação profissional será concedida pelo Crea em que o profissional requereu a extensão. será efetuada mediante registro e expedição de carteira de identidade profissional no Crea. rigorosamente. 10 e 11 da Lei nº 5.no caso em que a extensão da atribuição inicial se mantiver na mesma modalidade profissional. § 2º A atribuição inicial de título profissional. observadas as seguintes disposições: I . atividades e competências decorrerá.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . atividades e competências para o exercício profissional. 7º A atribuição inicial de títulos profissionais. atividades e competências na categoria profissional Engenharia. nos campos de atuação profissional abrangidos pelas diferentes profissões inseridas no Sistema Confea/Crea.194. A extensão da atribuição inicial de título profissional.

16.016. Anexos I e II publicados no D. em conformidade com os critérios em vigor antes da vigência desta Resolução. 16. 27 da Lei nº 5. 14. de 1966. anteriormente à entrada em vigor desta Resolução. 191 e 192 Publicada no D. Art. ou II – ao que ainda não estiver registrado.194.U de 15 de dezembro de 2005 – Seção 1. é permitida a opção pelo registro em conformidade com as disposições então vigentes. será concedida a atribuição inicial de título profissional. 10. aprovados pela Resolução nº 1. atividades e competências para os profissionais diplomados no nível técnico e para os diplomados no nível superior em Geologia. 99 as Retificações do inciso X do art. no prazo de até cento e vinte dias a contar da data de publicação desta Resolução. 192 a 205. § 2º Para a atribuição inicial de títulos profissionais. atividades e competências será observada a sistematização dos campos de atuação profissional e dos níveis de formação profissional mencionados no art. sendo-lhe permitida a extensão da mesma em conformidade com o estabelecido nos arts.U de 4 de setembro de 2006 – Seção 1 Pág. desta Resolução. Ao aluno matriculado em curso comprovadamente regular. (*) Brasília. em conformidade com o estabelecido nos arts. 116 a 118 54 . 2º e do § 4º do art. do Plenário dos Creas e aprovação pelo Plenário do Confea com voto favorável de no mínimo dois terços do total de seus membros. e deverá ser revista periodicamente. apresentadas no Anexo II.O.O.U de 21 de setembro de 2005 – Seção 3. de 25 de agosto de 2006. 11. Art. atividades e competências. O Confea. Ao profissional já diplomado aplicar-se-á um dos seguintes critérios: I – ao que estiver registrado será permitida a extensão da atribuição inicial de título profissional. 15. Art. em conexão com os perfis profissionais.U de 30 de agosto de 2005 – Seção 1. Inclusão do Anexo III e nova redação do art. 9º e 10 e seus parágrafos.O. e consideradas as especificidades de cada campo de atuação profissional e nível de formação das várias profissões integrantes do Sistema Confea/Crea.O. 12.016. páginas 337 a 342 e republicados no D. § 1º A sistematização mencionada no caput deste artigo. Questões levantadas no âmbito dos Creas relativas a atribuições de títulos profissionais. Publicada no D. Para a atribuição de títulos profissionais. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.O.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . constante do Anexo II. em consonância com as diretrizes curriculares nacionais dos cursos que levem à diplomação ou concessão de certificados nos vários níveis profissionais. em Geografia e em Meteorologia prevalecerão as disposições estabelecidas nas respectivas legislações específicas.ELE054 Seção III Prof. pág. atividades e competências serão decididas pelo Confea em conformidade com o disposto no parágrafo único do art. Wilson Lang Presidente Publicado no D. com a decisão favorável das câmaras especializadas. estruturas curriculares e projetos pedagógicos. deverá apreciar e aprovar os Anexos I e II nela referidos. tem características que deverão ser consideradas. pág. de 25 de agosto de 2006. Flaviö Harå 2/2009 Da Sistematização dos Campos de Atuação Profissional Art. no que couber. atividades e competências. 3º desta Resolução. (*) Nova redação dada pela Resolução nº 1. 9º e 10 e seus parágrafos. Art.U de 19 de dezembro de 2006 – Seção 1. pág. Eng. 13. Esta resolução entra em vigor a partir de 1° de julho de 2007. 22 de agosto de 2005. desta Resolução.

de 31 de julho de 1991.010. pág. de 2005.” Art. RESOLVE: Art. 308. de 22 de agosto de 2005. de 22 de setembro de 2000.U.010. de 22 de agosto de 2005. trezentos e sessenta e cinco dias a partir da data da publicação da resolução. que nele tenha se matriculado posteriormente à data de entrada em vigor da Resolução nº 1. 3º Fica incluído como anexo III da Resolução nº 1. dispõe sobre o registro de profissionais. de 27 de maio de 1983. passam a vigorar com a seguinte redação: “A câmara especializada competente atribuirá o título. Art. 256. de 17 de dezembro de 1993. de 2005. determinou que o estabelecimento dos critérios para a padronização dos procedimentos seria. e dá outras providências. atividades e competências profissionais aos portadores de diploma ou de certificado de conclusão de cursos regulares oferecidos pelas instituições de ensino no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. de 5 de dezembro de 2003. Considerando que a Resolução nº 1. inclui o anexo III na Resolução nº 1. 262.016. e 493. em função do recadastramento dos profissionais registrados nos Conselhos Regionais de Engenharia.010.010. obrigatoriamente. de 26 de setembro de 1986. de 24 de dezembro de 1966. 4° Para efeito da atribuição inicial de título. Arquitetura e Agronomia – Creas. Marcos Túlio de Melo Presidente Publicada no D.194. de 31 de julho de 1976.007. de 22 de agosto de 2005. 235. 2º O art. DE 25 DE AGOSTO DE 2006 Altera a redação dos arts.010. 279. fica vedada a utilização das Resoluções nos 218. Eng. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. de 5 de março de 1999. 25 de agosto de 2006. atividades e competências profissionais ao egresso de curso regular. 16 da Resolução nº 1. Flaviö Harå 2/2009 RESOLUÇÃO N° 1. de 30 de junho de 2006. 380. 241. 310. Brasília. 313. o Regulamento para o Cadastramento das Instituições de Ensino e de seus Cursos e para a Atribuição de Títulos. 15 e 19 da Resolução nº 1. de 5 de dezembro de 2003.O. de 4 de setembro de 2006 – Seção 1. 447. 116 e 118 55 . Esta resolução entra em vigor a partir de 1° de julho de 2007.” Art. as atividades e as competências profissionais em função da análise da qualificação acadêmica do portador de diploma ou certificado.010. 16. 427. de 27 de julho de 1990. Considerando a necessidade de dilatação do prazo para entrada em vigor da Resolução nº 1. Art. de 30 de junho de 2006 e demais normativos baixados pelo Confea que dispõem sobre atribuição profissional. de 29 de junho de 1973. ARQUITETURA E AGRONOMIA . 16 da Resolução nº 1. expedido pelo Confea em. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art.ELE054 Prof. de 21 de março de 1986. 345. 27. estabeleceu nova sistemática para a atribuição de títulos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . do art. 492. 278. Atividades e Competências Profissionais. no uso das atribuições que lhe confere o art. de 2005. de 23 de julho de 1986.007. de 9 de outubro de 1975. 11. 11. aprova os modelos e os critérios para expedição de carteira de identidade profissional e dá outras providências. de 26 de julho de 2006. de acordo com os procedimentos e os critérios estabelecidos em resolução específica. 288. de 2005. e Considerando que a Resolução nº 1. 359. de 28 de julho de 1979. de 7 de dezembro de 1983. no máximo. Civ.010.010. 15 e 19 da Resolução nº 1. de 22 de agosto de 2005. de 15 de junho de 1983. alínea “f” da Lei nº 5. 1º Os arts. Considerando que a Resolução nº 1.007.Confea. regulamentado pela Resolução nº 494. de 27 de maio de 1978. O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA. de 5 de dezembro de 2003.

aprovadas pelos conselhos de educação ou instâncias competentes. bibliografia recomendada e título acadêmico concedido.caracterização do perfil de formação padrão dos egressos de cada um dos cursos relacionados. Seção II Do Cadastramento do Curso Art. concepção.projeto pedagógico de cada um dos cursos relacionados. 3º O cadastramento da instituição de ensino deve ser formalizado por meio do preenchimento do Formulário A.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . instruído com as seguintes informações: I . II – indicação de suas peças estatutárias ou regimentais. § 2º O cadastramento institucional é constituído pelo cadastramento da instituição de ensino e pelo cadastramento individual de cada curso regular por ela oferecido. estrutura acadêmica com duração indicada em períodos letivos. de 2005. 4º O cadastramento individual de cada curso regular oferecido pela instituição de ensino deve ser formalizado por meio do preenchimento do Formulário B.indicação de seus atos constitutivos e regulatórios. ATIVIDADES E COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Art.010. em atendimento ao disposto nos arts. CAPÍTULO I DO CADASTRAMENTO INSTITUCIONAL Art. e III . constante deste Regulamento. § 3º Para efeito deste Regulamento. contendo os respectivos níveis. complementares e optativas com as respectivas cargas horárias. atividades e competências profissionais devem ser aplicados em estrita correspondência com as informações obtidas por meio do cadastramento de instituição de ensino e de seus cursos regulares no Sistema Confea/Crea. Os critérios para atribuição de títulos. instruído com as seguintes informações: I . 10. turnos.ELE054 Prof. 1° Este Regulamento estabelece critérios e procedimentos para a atribuição de títulos. ementário das disciplinas e atividades acadêmicas obrigatórias. 11 e 56 da Lei nº 5. 56 . REGULAMENTO PARA O CADASTRAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E DE SEUS CURSOS E PARA A ATRIBUIÇÃO DE TÍTULOS. de acordo com o disposto na Resolução nº 1. Parágrafo único. com indicação dos respectivos atos de reconhecimento expedidos pelo poder público e publicados na imprensa oficial. Flaviö Harå 2/2009 ANEXO III DA RESOLUÇÃO Nº 1. 2º O cadastramento institucional é a inscrição da instituição de ensino que oferece cursos regulares no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea nos assentamentos do Crea em cuja circunscrição encontrar-se sua sede.010. DE 22 DE AGOSTO DE 2005. os cursos de extensão e de atualização não são considerados cursos regulares. que informem sua categoria administrativa e sua estrutura acadêmica. e para o cadastramento das instituições de ensino e dos cursos no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea.relação dos cursos regulares oferecidos nas áreas profissionais abrangidas pelo Sistema Confea/Crea.194. habilidades e atitudes pretendidas. de 1966. § 1º A finalidade do cadastramento institucional é proporcionar ao Crea informações indispensáveis ao processo de registro profissional dos egressos dos cursos regulares oferecidos pela instituição de ensino. A instituição de ensino deve atualizar seu cadastro institucional sempre que ocorram alterações nas informações acima indicadas. que atestem sua existência e capacidade jurídica de atuação. com indicação das competências. objetivos e finalidades gerais e específicas. registrados nos órgãos oficiais. Parágrafo único. Seção I Do Cadastramento da Instituição de Ensino Art. e II . constante deste Regulamento. atividades e competências profissionais aos portadores de diploma ou de certificado que tenham de proceder ao seu registro no Crea para exercer legalmente a profissão.

CAPÍTULO II DA ATRIBUIÇÃO DE TÍTULOS. 8º A extensão da atribuição de títulos. Parágrafo único. Seção III Da Apreciação do Cadastramento Institucional Art. fica instituída a codificação constante da Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea. 6º A atribuição inicial de títulos. Seção I Da Atribuição de Títulos Profissionais e de Designações de Especialidades Art. § 2º Para efeito da padronização da atribuição de título profissional e de designações adicionais. atividades e competências profissionais pode ser requerida pelo portador de diploma ou certificado de cursos regulares no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea nos seguintes casos: I – no momento de seu registro profissional no Crea. Art. o processo de cadastramento institucional da instituição de ensino será encaminhado às câmaras especializadas competentes para apreciação. aprovação pelo plenário do Crea e seu encaminhamento ao Confea para conhecimento e anotação das informações referentes à instituição de ensino e aos seus cursos regulares no Sistema de Informações Confea/Crea – SIC. A instituição de ensino deve atualizar o cadastro individual de cada curso sempre que ocorram alterações nas informações acima indicadas. ATIVIDADES E COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS Art.ELE054 Prof. O cadastramento institucional será efetivado após sua aprovação pelas câmaras especializadas competentes. em decorrência de aquisição de habilidades e competências complementares às adquiridas exclusivamente no âmbito do perfil de formação padrão do curso anotado no SIC. Art. ao Plenário do Confea. § 1º Para efeito deste Regulamento. e II . não é obrigatória a coincidência entre o título profissional a ser atribuído e o título acadêmico concedido no diploma expedido pela instituição de ensino. e da decisão deste. por meio da anotação de cursos de especialização. Flaviö Harå 2/2009 Parágrafo único. 9º A atribuição de títulos profissionais ou de suas designações adicionais será procedida pelas câmaras especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso de acordo com a Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea. Parágrafo único. 57 . Seção II Da Atribuição de Atividades Profissionais Art. 10. Da decisão proferida pelas câmaras especializadas o interessado pode interpor recurso ao Plenário do Crea. Parágrafo único.após seu registro profissional no Crea. atividades e competências profissionais. A atribuição inicial de atividades profissionais ou sua extensão será procedida pelas câmaras especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso e deve ser circunscrita ao âmbito das competências a serem atribuídas nos respectivos campos de atuação profissional. pós-graduação lato senso e estrito senso. 5º Apresentados os Formulários A e B devidamente instruídos. O registro profissional de portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea é realizado de acordo com resolução específica.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . atividades e competências profissionais deve ser procedida pelas câmaras especializadas competentes no momento da apreciação do requerimento de registro profissional de portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. 7º As câmaras especializadas competentes somente aprovarão o registro profissional de portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea após a conclusão dos procedimentos para atribuição de títulos. em decorrência da aquisição de novas habilidades e competências no processo de educação profissional continuada.

Os integrantes da Comissão de Educação e Atribuição Profissional e os respectivos suplentes. Para efeito da padronização da atribuição integral ou parcial de atividades profissionais. constantes da documentação apresentada pelo egresso ao requerer seu registro profissional no Crea. escolhidos entre os conselheiros regionais titulares. e II . 12. Seção IV Do Perfil de Formação do Egresso Art. de 22 de agosto de 2005.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .as informações de caráter geral do perfil de formação padrão dos egressos do curso. Art. Art. A Comissão de Educação e Atribuição Profissional deve ser composta por um conselheiro regional de cada uma das categorias. § 1º A atribuição de competências iniciais ou sua extensão poderá ser interdisciplinar. Art. fica instituída a codificação constante da tabela indicada no Anexo II da Resolução nº 1. fica instituída a codificação constante da tabela indicada no Anexo I da Resolução nº 1. desde que estejam restritas ao âmbito da mesma categoria/grupo profissional. constante deste Regulamento. 11. 17. modalidade ou campo de atuação. 14. A atribuição de títulos. 15. A análise do perfil de formação do egresso tem por finalidade estabelecer a correspondência entre o currículo efetivamente cumprido e as atividades e os campos de atuação profissional estabelecidos pela Resolução nº 1. cujos conhecimentos sejam essenciais à análise de determinado processo de registro profissional ou de cadastramento institucional. Seção III Da Atribuição de Competências Profissionais Art. portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea. Parágrafo único. Flaviö Harå 2/2009 Parágrafo único. atividades e competências profissionais e sua extensão. de acordo com o perfil de formação padrão dos egressos do curso anotado no SIC. de 22 de agosto de 2005.010. modalidades ou campos de atuação profissional com representação no Crea.as informações específicas de caráter individual. são eleitos pelo Plenário do Crea.010. atividades e competências profissionais deve ser realizada de forma homogênea para os egressos do mesmo curso que tenham cursado disciplinas com conteúdos comuns. As câmaras especializadas competentes manifestam-se sobre a atribuição inicial de título. após a análise do perfil de formação do egresso. de forma a compilar e compatibilizar entre si: I . No caso em que a Comissão de Educação e Atribuição Profissional for instituída no âmbito do Crea. Caso o Crea não possua conselheiro regional de determinada categoria. Parágrafo único.CEAP com a finalidade de instruir os processos de registro profissional e de cadastramento institucional. CAPÍTULO III DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL Art. abrangendo setores de campos de atuação profissional distintos. Parágrafo único. 13. Art. A análise do perfil de formação do egresso deve ser formalizada por meio do preenchimento do Formulário C. 16.010. § 2º Para efeito da padronização da atribuição de competências para o exercício profissional. de 2005. as câmaras especializadas decidem sobre processos de registro profissional ou de cadastramento institucional que tenham sido previamente instruídos pela CEAP. prestadas pela instituição de ensino e anotadas no SIC.ELE054 Prof. O plenário do Crea pode instituir para auxiliar as câmaras especializadas comissão permanente denominada Comissão de Educação e Atribuição Profissional . a Comissão de Educação e Atribuição Profissional 58 . A atribuição inicial de competências profissionais ou sua extensão será procedida pelas câmaras especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso e deve ser circunscrita ao âmbito dos conteúdos formativos adquiridos em seu curso regular.

Flaviö Harå 2/2009 pode ser assessorada por profissional ad hoc com reconhecida capacidade ou por especialista indicado por entidade de classe regional ou nacional. venha a se registrar de acordo com as disposições vigentes anteriormente à data acima mencionada. § 1º O relatório fundamentado deve ser encaminhado para apreciação das câmaras especializadas correspondentes aos campos de atuação profissional relacionados ao perfil de formação do egresso. Compete à Comissão de Educação e Atribuição Profissional. após manifestação da comissão de educação e atribuição profissional dos Creas. de acordo com os critérios e os procedimentos estabelecidos neste Regulamento. 21. de 2005. requerer seu registro no Crea. atividades 59 . atividades ou competências profissionais de acordo com os critérios estabelecidos neste Regulamento. 18. II – instruir os processos de registro profissional de acordo com os critérios e os procedimentos estabelecidos neste Regulamento. citadas nesta resolução e das câmaras especializadas. requerer a extensão das suas atribuições iniciais de acordo com os critérios estabelecidos neste Regulamento.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS Art. de 2005. II – quando o portador de diploma ou certificado que ainda não tiver se registrado no Crea até a data de entrada em vigor da Resolução nº 1.elaborar seu regulamento. que nele tenha se matriculado posteriormente à data de entrada em vigor da Resolução nº 1. § 2º O relatório fundamentado deve ser emitido por profissional de mesmo nível de formação e da mesma categoria. em relação aos procedimentos estabelecidos neste Regulamento: I – instruir os processos de cadastramento de instituição de ensino e de seus cursos regulares.ELE054 Prof. O Confea realizará periodicamente auditorias nos Creas.010. elaborando a análise do perfil de formação do egresso.010. e IV . A Comissão de Educação e Atribuição Profissional manifesta-se sobre assuntos de sua competência mediante ato administrativo da espécie relatório fundamentado. posteriormente.010. e III . de 2005.quando o egresso de curso regular. Os critérios e os procedimentos para atribuição inicial de títulos. Art. optar pelo seu registro no Crea de acordo com os critérios estabelecidos neste Regulamento. modalidade ou campo de atuação do curso ou do egresso cujo processo esteja sob análise. Art.quando o egresso de curso regular.quando o profissional registrado requerer a extensão de título. Os casos omissos serão dirimidos pelo Plenário do Confea. a ser encaminhado ao Plenário do Crea para aprovação. Art. que nele já estivesse matriculado anteriormente à data de entrada em vigor da Resolução nº 1. desde que registrado no Sistema Confea/Crea. 22. determinando a realização de diligências necessárias. 20. na condição de convidado. 19. com o objetivo de verificar a homogeneidade na adoção dos critérios e dos procedimentos estabelecidos neste Regulamento. ouvidas as comissões permanentes do Confea responsáveis pela atribuição de títulos. e que. III . atividades e competências profissionais ou sua extensão estabelecidos neste Regulamento serão adotados nos seguintes casos: I . Art.

ARQUITETO: I .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . CATEGORIA ENGENHARIA 1. salvo outras que lhe sejam acrescidas em curso de pósgraduação. referentes a edificações. conjuntos arquitetônicos e monumentos.1 Construção Civil 1. ANEXO II DA RESOLUÇÃO Nº 1.o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução.01 Elétricas em Baixa Tensão para fins residenciais e comerciais de pequeno porte 1.Compete ao ARQUITETO OU ENG. 2º .02 de Tubulações Telefônicas e Lógicas para fins residenciais e comerciais de pequeno porte 60 . apenas. as disciplinas que contribuem para a graduação profissional.12.010 DE 22 DE AGOSTO DE 2005 1.1. consideradas em cada caso.Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhe competem. local.1.1.00 Instalações 1.1. 25 . Arquitetura e Agronomia. arquitetura paisagística e de interiores.1 .ELE054 Prof. urbano e regional. pelas características de seu currículo escolar. Art.CAMPOS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL DA MODALIDADE CIVIL 1.13.13. seus serviços afins e correlatos. Art. na mesma modalidade.1. Flaviö Harå 2/2009 RESOLUÇÃO Nº 218.1.1. DE 29 DE JUNHO DE 1973 Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia. planejamento físico.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Cl-. CÉLULA ESTIMULADA ESTÍMULO – AGENTES DE NATUREZA MECÂNICA. TEMOS UM CRESCIMENTO DOS RISCOS DE ACIDENTES POR CHOQUE ELÉTRICO. QUÍMICA. ETC. QUALQUER ATIVIDADE BIOLÓGICA VARIAÇÕES DE POTENCIAIS ELÉTRICOS É ACOMPANHADA POR CÉLULA EM REPOUSO POTENCIAL INTERNO NEGATIVO POTENCIAL EXTERNO POSITIVO ∆U=70mV a 100 mV (0. PRINCIPALMENTE) EXISTENTES DENTRO E FORA DA CÉLULA. ELÉTRICA (MAIS IMPORTANTE). PARTE VIVA ⇒ CONDUTOR OU ELETRODO MASSA ⇒ CARCAÇA METÁLICA 1) CANO DE GÁS ELEMENTO ESTRANHO À INSTALAÇÃO 2) CANO DE ÁGUA 3) SOLO E PAREDES CONDUTORAS 61 .10 V) POTENCIAIS DEVIDO À MEMBRANA E AOS ÍONS (Na+.07 V a 0. TÉRMICA. ELETROCARDIOGRAMA ELETROENCEFALOGRAMA E ETC. POTENCIAL PASSA DE NEGATIVO A POSITIVO (DO POTENCIAL DE REPOUSO AO POTENCIAL DE AÇÃO) ESSAS VARIAÇÕES DE POTENCIAIS SÃO TRANSMITIDAS AOS TECIDOS E DIFUNDIDAS PELOS MEIOS CONDUTORES E MENSURÁVEIS EXTERNAMENTE POR ELETRODOS NA PELE. Flaviö Harå 2/2009 EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA SOBRE O CORPO HUMANO DEVIDO AO AUMENTO SUBSTANCIAL DAS APLICAÇÕES DA ELETRICIDADE EM TODOS OS CAMPOS.ELE054 Prof. K+.

ATRAVÉS DO CORPO DE UMA PESSOA OU DE UM ANIMAL. UMIDADE . PRESSÃO. DA SUPERFÍCIE DE CONTATO. 7) DA CONDIÇÃO DE CONTATO 8) ZONA TEMPO x CORRENTE 62 . UMA CORRENTE ELÉTRICA “EXTERNA” SUPERPONDO-SE À PEQUENA CORRENTE FISIOLÓGICA “INTERNA” PODE CAUSAR ALTERAÇÕES NAS FUNÇÕES VITAIS. DAS CONDIÇÕES ORGÂNICAS.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 CHOQUE ELÉTRICO: EFEITO PATOFISIOLÓGICO QUE RESULTA DA PASSAGEM DE UMA CORRENTE ELÉTRICA. ESTAS ALTERAÇÕES DEPENDEM: 1) 2) 3) 4) 5) 6) DO PERCURSO DA CORRENTE PELO CORPO. ESPÉCIE (CC OU CA) E FREQÜÊNCIA. TEMPERATURA. DA INTENSIDADE DA CORRENTE. DO TEMPO DE DURAÇÃO DESSA CORRENTE. A CHAMADA CORRENTE DE CHOQUE.

ELE054 Prof.75 ICA CAUSAS: CONTATO DIRETO OU CONTATO INDIRETO 63 . Flaviö Harå 2/2009 EFEITOS DA CC PARA FIBRILAÇÃO ICC = 2 A 4 ICA ICC = 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

PARA CC SOMENTE ON/OFF 2.LIMIAR DE LARGAR: VALOR MÁXIMO DE CORRENTE PARA QUAL UMA PESSOA SEGURANDO UM ELETRODO PODE AINDA LARGAR USANDO OS MÚSCULOS QUE ESTÃO TOMANDO CHOQUE. A CURVA DE ATUAÇÃO DE UM DISPOSITIVO DR DE 30 MA.LIMIAR DE FIBRILAÇÃO VENTRICULAR: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE QUE PASSA PELO CORPO HUMANO. Corrente = 0. PARA CA 10 mA (0. ZONA TEMPO x CORRENTE CA ZONA 1 – GERALMENTE NENHUMA REAÇÃO ZONA 2 – GERALMENTE NENHUM EFEITO PATOFISIOLÓGICO PERIGOSO ZONA 3 – GERALMENTE NENHUM RISCO DE FIBRILAÇÃO ZONA 4 – RISCO DE FIBRILAÇÃO (PROBABILIDADE ACIMA DE 50%) ZONAS DE EFEITO DE 50/60 Hz SOBRE ADULTOS GRÁFICO DOS EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA NO CORPO HUMANO.LIMIAR DE PERCEPÇÃO: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE CAPAZ DE PROVOCAR QUALQUER SENSAÇÃO NA PESSOA. SOBREPOSTA AO GRÁFICO.5mA até b Leve desconforto b para cima Dor intensa Acima c1 c1 a c2 paralisia 5% c2 a c3 50% Acima c3 Acima 50% 64 . CAPAZ DE PROVOCAR FIBRILAÇÃO.ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .0020 A) 3.0 mA (0. PARA CA 0.0005 A) INDEPENDENTE DO TEMPO PARA CC 2.5mA Reação Fisiológica 0. DE ACORDO COM A IEC 60479. Flaviö Harå 2/2009 EM FUNÇÃO DA PASSAGEM DA CORRENTE DEFINIMOS 4 LIMITES: 1.LIMIAR DE REAÇÃO: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE CAPAZ DE PROVOCAR CONTRAÇÃO INVOLUNTÁRIA (TETANIZAÇÃO).010 A) INDEPENDENTE DO TEMPO PARA CC NÃO É DEFINIDO (SOMENTE ON/OFF) 4.5 mA (0.

KNICKERBOCKER CURVA C – FIBRILAÇÃO POSSÍVEL (ATÉ 50%) CURVA D – PROBABILIDADE DE FIBRILAÇÃO ACIMA DE 50% ZONAS DE EFEITO SOBRE ADULTOS SÃO 4 EFEITOS PRINCIPAIS DA CORRENTE ELÉTRICA: 1TETANIZAÇÃO: CONTRAÇÃO MUSCULAR SUSTENTADA POR ESTÍMULOS REPETIDOS EM INTERVALOS INFERIORES À DURAÇÃO DA CONTRAÇÃO MUSCULAR PRODUZIDA POR UM ÚNICO DESSES ESTÍMULOS. QUEIMADURAS: DESENVOLVIMENTO DE CALOR. PERDA DE CONSCIÊNCIA E CONSEQÜENTE SUFOCAMENTO. FIBRILAÇÃO CARDÍACA: FIBRILAÇÃO DO MÚSCULO DE UMA OU MAIS CÂMARAS DO CORAÇÃO. LESÕES IRREVERSÍVEIS NOS TECIDOS CEREBRAIS. NO CORPO HUMANO.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . DESTRUIÇÃO DOS TECIDOS SUPERFICIAIS E PROFUNDOS (NECROSE). 2- 3- 4- ATERRAMENTOS TENSÃO DE TOQUE 65 . SITUAÇÃO MAIS CRÍTICA NOS PONTOS DE ENTRADA E DE SAÍDA. ROMPIMENTO DE ARTÉRIAS COM CONSEQÜENTE HEMORRAGIA. QUANDO LIMITADA AOS VENTRÍCULOS (FIBRILAÇÃO VENTRICULAR). DESTRUIÇÃO DOS CENTROS NERVOSOS. POR EFEITO JOULE. PARADA RESPIRATÓRIA: EFEITO QUE CAUSA A CONTRAÇÃO DOS MÚSCULOS LIGADOS À FUNÇÃO RESPIRATÓRIA E/OU UMA PARALISIA DOS CENTROS NERVOSOS QUE COMANDAM ESTA FUNÇÃO. LEVANDO AO DISTÚRBIO DE ALGUMAS FUNÇÕES DO ÓRGÃO.ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 ZONA TEMPO x CORRENTE CC CURVA C E D – ENSAIO COM CÃES POR G. LEVA À CIRCULAÇÃO INSUFICIENTE DE SANGUE E À FALHA DO CORAÇÃO.

Flaviö Harå 2/2009 DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES DE ATERRAMENTO DE ACORDO COM A NBR 5410 TENSÃO DE PASSO EQUIPOTENCIALIZAÇÃO: 66 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Flaviö Harå 2/2009 67 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

2) b) proteção supletiva (ver 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . quando o circuito for constituído de mais de uma fase.2. Exemplos de proteção supletiva: Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação. DEFINIÇÃO MUNDIAL DO SIGNIFICADO DA PALAVRA “SEGURANÇA” SEGUNDO A ABNT ISO/IEC GUIA 2: “AUSÊNCIA DE RISCO INACEITÁVEL DE DANO” 68 . NOTA: Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar.5 da NBR Proteção contra choques elétricos a) proteção básica (ver 3. Em cada edificação deve ser realizada uma eqüipotencialização principal (. Ver notas deste subitem. Limitação da tensão.1 e 9.) Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar vinculadas à eqüipotencialização principal (. apenas com suas alavancas de manobra acopladas.. Dispositivos unipolares montados lado a lado. respectivamente. 3 4 Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção...2. Flaviö Harå 2/2009 Proteção para garantir segurança 5410:2004) (De acordo com itens 5. aos conceitos de “proteção contra contatos diretos” e de “proteção contra contatos indiretos” vigentes até a edição anterior desta Norma. Uso de barreira ou invólucro.. Exemplos de proteção básica: Isolação básica ou separação básica. não são considerados dispositivos multipolares. Isolação suplementar.3) NOTAS: 1 Os conceitos e princípios da proteção contra choques elétricos aqui adotados são aqueles da IEC 61140. Separação elétrica.ELE054 Prof.) Proteção contra sobrecorrentes Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por dispositivo que assegure o seccionamento simultâneo de todos os condutores de fase. 2 Os conceitos de “proteção básica” e de “proteção supletiva” correspondem.

1. Flaviö Harå 2/2009 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTRA SURTOS – DPS 6. os DPS devem ser instalados junto ao ponto de entrada da linha na edificação ou no quadro de distribuição principal. o seguintes critério: Quando o objetivo for a proteção contra sobretensões de origem atmosférica transmitidas pela linha externa de alimentação.3. de unidades consumidoras em edificações de uso individual atendidas pela rede pública de distribuição em baixa tensão.4. Em seguida.1. Excepcionalmente. conforme exigido em 6.2.4.1. independentemente das considerações de 5. junto ao ponto de entrada da linha elétrica na edificação ou no quadro de distribuição principal.5) (vide item Uso e localização dos DPSs Nos casos em que for necessário o uso de DPS.ELE054 Prof. bem como a proteção contra sobretensões de manobra.2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . e nos casos em que esse uso for especificado.1. no caso de instalações existentes. dentre outros.4.4. utilizado atualmente: Figura 01 Figura 02 Instalação do DPS no ponto de entrada ou no quadro de distribuição principal Quando os DPS forem instalados. devem ser providos DPS no mínimo no ponto de entrada ou de saída de cada linha.1 da página 69. desde que a barra PE aí usada para conexão do DPS seja interligada ao barramento de eqüipotencialização principal da edificação (BEP). a disposição dos DPS deve respeitar . 69 .2. de desde que a caixa de medição não diste mais de 10 metros do ponto de entrada na edificação.1. como previsto em 5.2. o mais próximo possível do ponto de entrada. NOTAS 1. eles serão dispostos no mínimo como mostra a figura 13.5. conforme indicado em 6.4. página 131 da NBR 5410:2004. tem-se as figura 01 e 02 que mostram um exemplo do dispositivo de proteção contra surto. localizado o mais próximo possível do ponto de entrada. Ver definição de “ponto de entrada (na edificação)” no item 3. admite-se que os DPS sejam dispostos junto à caixa de medição. 2. NOTA Quando a edificação contiver mais de uma linha de energia externa.3.

5 0.ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 Seleção dos DPS (ver item 6.4 da página 132 da NBR 5410:2004).5 1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .2. Esquema da página 131 Tabela 1 – Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação Tensão nominal da instalação (V) Sistemas trifásicos Sistemas monofásicos com neutro Tensão de impulso suportável requerida (kV) Categoria de produto Produto a ser utilizado em Produto a Produtos ser utilizado circuitos de Equipamentos especialmente na entrada de utilização distribuição e protegidos da instalação circuitos terminais Categoria de suportabilidade a impulsos IV III II I 120/208 127/220 115-230 120-240 127-254 4 2.5.3.8 Referente à tabela 31 da página 71 da NBR 5410:2004 70 .

1 deve ser revisada e atualizada de forma a corresponder fielmente ao que foi executado (documentação “como construído”.2 Após concluída a instalação. 6. a documentação indicada em 6.1. quando aplicáveis.10 É vedada a aplicação de solda a estanho na terminação de condutores. e as tomadas de uso industrial devem ser conforme IEC 60309-1. d) recomendação explícita para que não sejam trocados.1.1. f) parâmetros de projeto (correntes de curto-circuito. 6.5. pelo executor ou por outro profissional. 6. por tipos com características diferentes. c) detalhes de montagem.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . b) esquemas unifilares e outros. para conectá-los a bornes ou terminais de dispositivos ou equipamentos elétricos.8. 6. os seguintes elementos: a) esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades. quando necessários.1. temperatura ambiente etc. b) potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível. ou “as built”). que contenha. de pequenos estabelecimentos comerciais.3 As instalações para as quais não se prevê equipe permanente de operação.4. devem ser atendidas as prescrições de 5.3. 71 . Nota: Esta atualização pode ser realizada pelo projetista. os dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s). no mínimo. queda de tensão.1 Todas as tomadas de corrente fixas das instalações devem ser do tipo com contato de aterramento (PE). 6.2. Nota: São exemplos de tais instalações as de unidades residenciais. no caso de circuitos terminais.8.1.5.8. que deve conter. as tomadas fixas dos circuitos de tensão mais elevada.).ELE054 Prof. As tomadas de uso residencial e análogo devem ser conforme ABNT NBR 6147 e ABNT NBR 14136. Essa marcação pode ser feita por placa ou adesivo. quando houver circuitos de tomadas com diferentes tensões.8 Documentação da instalação 6. fixado no espelho da tomada.8. devem ser claramente marcadas com a tensão a elas provida. tabela 18).5.3. regido em linguagem acessível a leigos. devem ser entregues acompanhadas de um manual do usuário.2.4. composta por pessoal advertido ou qualificado (BA4 ou BA5. Flaviö Harå 2/2009 6. características nominais e normas que devem atender). incluindo relação dos pontos alimentados. no a) plantas.8. c) potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva. Em particular. No caso de sistemas SELV.1. quando for o caso.1 mínimo: A instalação deve ser executada a partir de projeto específico.2 Devem ser tomados cuidados para prevenir conexões indevidas entre plugues e tomadas que não sejam compatíveis. supervisão e/ou manutenção. conforme acordado previamente entre as partes. etc. pelo menos. Não deve ser possível remover facilmente essa marcação. d) memorial descritivo da instalação e) especificação dos componentes (descrição. fatores de demanda considerados.

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Roteiro para execução de projetos elétricos residenciais
Roteiro 1 – Exercício 1: _______________________________________73
- Previsão de cargas (NBR 5410 – OUT 2004) - Marcação na planta dos pontos de luz (NBR 5413 – ABR 1992) - Determinação do tipo de fornecimento (CEMIG ND – 5.1 – NOV 1990)

Roteiro 2 – Exercício 2: _______________________________________83
- Escolha e posicionamento dos comandos, de acordo com a NBR 6527/2000, das lâmpadas nos cômodos. - Marcação de eletrodutos com os condutores necessários para o comando das lâmpadas (NBR 5410 – OUT 2004)

Roteiro 3 – Exercício 3.1: (NBR 5410 – OUT 2004) ____________________94
- Escolha da localização do quadro de distribuição de circuitos (QDC) - Definição dos circuitos na Tabela de Circuitos (NBR 5410 – OUT 2004) - Numeração dos pontos de luz e interligação ao QDC dos circuitos de luz

Roteiro 3 – Exercício 3.2: (NBR 5410 – OUT 2004) ___________________102
- Marcação na planta dos pontos de tomadas (NBR 5410 – OUT 2004) - Numeração dos pontos de tomadas de acordo com os circuitos - Alimentação dos pontos de tomadas gerais (TUG) e específicas (TUE) e interligação ao QDC dos circuitos de tomadas

Roteiro 4 – Exercício 4.1: ____________________________________113
- Dimensionamento de condutores (NBR 6148 – 1997). Critério Capacidade de Corrente (CCC)

Roteiro 4 – Exercício 4.2: ____________________________________117
- Dimensionamento de condutores (NBR 6148 – 1997). Critério da Queda de Tensão (CQT)

Roteiro 5 – Exercício 5: ______________________________________128
- Dimensionamento da proteção dos circuitos (NBR – IEC 60947-2, NBR NM IEC 60898 / NBR – IEC 61009-1 – DR) - Dimensionamento dos eletrodutos (NBR 6150 – NOV 1980)

Roteiro 6 – Exercício 6: (NBR 5410 – OUT 2004) _____________________133
- Cálculo da demanda. - Dimensionamento do alimentador e da proteção geral - Diagrama unifilar e equilíbrio de cargas NBR 5410 – OUT 2004 - ENTRADA EM VIGOR EM : 31 / 03 / 2005.

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EXERCÍCIO 1
1) Fazer o levantamento da carga de iluminação e tomadas por cômodo, de acordo com o critério sugerido pela norma NBR- 5410:2004, preenchendo o quadro de cargas instaladas, na planta; 2) Determinar a carga total de sua instalação, em kW; 3) Determinar o tipo de fornecimento (ver TABELA 1 – pg. 79); 4) Indicar na planta a localização dos pontos de luz com a simbologia adequada. As recomendações da norma NBR-5410 e da ND 5.1 e ND 5.2/CEMIG, que se aplicam a este exercício estão resumidas a seguir. 1- Carga mínima de iluminação Para se determinar as cargas de iluminação em unidades residenciais, pode ser utilizado o seguinte critério: como alternativa à aplicação da ABNT NBR 5413, conforme prescrito na alínea a) de 4.2.1.2.2 da página 13. Em cada cômodo ou dependência é recomendado ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto, comandados por interruptor. (Conforme item 9.5.2.1.2 da página 183). a) Em cômodos com área igual ou inferior a 6 m2, deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA; b) Em cômodos com área superior a 6 m2, deve ser prevista uma garga de 100 VA para os primeiros 6 m2, acrescido de 60 VA para cada aumento de 4 m2 inteiros.
• Os valores aqui apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas. • O número de pontos de iluminação deve ser tal que, distribua uniformemente a iluminação geral, prevendo também pontos de iluminação para destaques específicos.

Notas:

2- Carga mínima para os pontos (caixas) de tomadas (ver TABELA 2 – PG. 80) Os pontos de tomadas são caracterizadas como sendo de uso geral (TUG’s) ou específicas (TUE’s). Conforme 6.5.3.1 pg 156 – ABNT 6147 e ABNT 14136. São chamadas de específicos todas os pontos de tomadas que alimentam carga cuja corrente nominal é superior a 10A. A carga deste ponto de tomada deve ser portanto, a de utilização ou seja, a do equipamento a ser utilizado naquele local. São destinadas à ligação de equipamentos fixos e estacionários. Conforme item 9.5.3.1 pg 184. Exemplos:

Figura 1.1 O projetista deve escolher o número, a localização e o tipo delas em função do lay-out de sua instalação e das necessidades do usuário, lembrando que elas devem estar no máximo a 1,50m do aparelho.

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Os pontos de tomadas de uso geral (Conforme item 9.5.2.2 da 5410 pg 183): não se destinam à ligação de equipamentos específicos e nelas são sempre ligados aparelhos móveis ou aparelhos portáteis.

Figura 1.2

F São recomendadas por norma as seguintes quantidades de pontos de tomadas TUG’s
(Conforme item 9.5.2.2.1 da 5410 pg 183): a) Em banheiros pelo menos um ponto de tomada; atendidas as restrições de 9.1, para locais contendo banheira ou chuveiro; (Ver figura 1.3) b) Em cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos um ponto de tomada para cada 3,5 m (ou fração) de perímetro; c) Nos demais cômodos, um ponto de tomada para cada 5 m (ou fração) de perímetro, se a área for superior a 6 m2 ou apenas um ponto de tomada se a área for inferior a 6 m2; d) Em subsolos, sótãos, garagens e varandas (churrasqueira e circulação ) pelo menos um ponto de tomada.
1

F Devem ser atribuídas a estes pontos de tomadas as seguintes potências (Conforme item
9.5.2.2.2 da 5410 pg 184): e) Em banheiros, cozinhas, copas e áreas de serviço no mínimo 600VA por ponto tomada, até 3 pontos de tomadas e 100VA para cada uma dos excedentes; sempre considerando cada um dos ambientes separadamente; f) Nos demais cômodos 100VA por ponto de tomada.

1

ALÉM DA NORMA PARA A DISCIPLINA

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Flaviö Harå 2/2009 Figura 1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3 75 .ELE054 Prof.

ELE054 Prof. Existem aqueles normalizados que são apresentados: Como a simbologia normalizada pode eventualmente ser modificada é essencial a utilização de uma legenda em seu projeto.Simbologia. Para a interpretação de um projeto elétrico é essencial a utilização de símbolos. Flaviö Harå 2/2009 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Na disciplina o símbolo de terra será a letra “T” de cabeça para baixo. Abaixo temos as caixas de embutir utilizadas em instalações elétricas: CAIXA 5x10x5 (2”X4”) CAIXA 10x10x5 (4”X4”) CAIXA P3 CAIXA P4 (PONTO DE LUZ NA DISCIPLINA) PONTO DE LUZ 76 .

ou seja estes circuitos serão monofásicos. Para fornecimento tipo A. Esta informação é muito importante para o próximo exercício. deveremos ter os circuitos de iluminação e tomadas de uso geral no menor valor de tensão. As tomadas de uso específico.4 Tipo D De posse de sua carga total calculada nos itens 1 e 2. 220V. determine quantas fases a sua residência receberá da concessionária local. 127V. monofásica. podem ser ligadas em duas fases. Flaviö Harå 2/2009 3– Determinação do tipo de consumidor ou tipo de fornecimento. de maior potência. todos os circuitos terão ligação fase-neutro. Para fornecimento tipo B e D.ELE054 Prof. Para o caso da CEMIG. são atendidos em baixa tensão aqueles consumidores que apresentarem carga (potência instalada) igual ou inferior a 75 kW. De acordo com a Norma ND 5. estão na tabela seguinte os tipos de fornecimento para instalações residenciais em região urbana em baixa tensão: TIPO A B D TABELA 1 FORNECIMENTO 1 fase + neutro (2 fios) TENSÃO DE 127 V 2 fases + neutro (3 fios) TENSÃO DE 127 V E 220 V 3 fases + neutro (4 fios) TENSÃO DE 127 V E 220 V CARGA INSTALADA ATÉ (£) 10 KW DE (>) 10 KW ATÉ (£) 15 KW DE (>) 15 KW ATÉ (£) 75 KW Tipo A Tipo B Figura 1. 77 .1 da CEMIG. Deve ser feito de acordo com as instruções das normas da concessionária de energia que atende o local das instalações.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 127V.

exceto as marcadas com um asterisco.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 TABELA 2 .potências médias de alguns aparelhos elétricos APARELHOS POTÊNCIA Aquecedor central de água 1500 a 4000 Aspirador de pó 300 a 800 Batedeira 100 a 400 Cafeteira 500 a 1000 Chuveiro 4400 a 6000 Centrífuga 200 Computador com impressora 450 Ebulidor 200 Espremedor de frutas 200 Exaustor 75 a 300 Ferro Elétrico 500 a 1500 Fogão Elétrico 3000 a 6000 Forno a resistência 2500 Forno de microondas 1500 Freezer 350 a 500 Geladeira duplex 500 Grill 1500 Lâmpada Incandescente 15 a 200 Lâmpada Fluorescente 15 a 65 Liquidificador 150 a 300 Máquina de costura 100 Máquina de lavar louças ∗ 2000 VA ou 1600W Máquina de lavar roupas 500 a 1000 Rádio 50 a 100 Secador de cabelo 300 a 2000 Secadora de roupas 2500 a 6000 Som 20 Televisão a cores 70 a 400 Torneira Elétrica 2000 a 4000 Torradeira 500 a 850 Ventilador 100 a 500 Vídeo Cassete 100 Todas as potências médias da tabela acima estão em W e possuem o FP =1 ou cos θ =1. TABELA 3 . 78 .Potências nominais dos condicionadores de ar tipo janela Capacidade Potência nominal BTU/h kcal/h W VA 8500 2125 1300 1550 10000 2500 1400 1650 12000 3000 1600 1900 14000 3500 1900 2100 Valores válidos para aparelhos até 12000 BTU/h ligados em 127V ou 220 V e para os aparelhos acima de 14000BTU/h ligados em 220V.

Flaviö Harå 2/2009 79 .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

Figura 1. Flaviö Harå 2/2009 A seguir tem-se um exemplo de uma casa que será utilizada na apostila.ELE054 Prof. onde está ilustrado o LayOut e em seguida a planta com todos os pontos de luz lançados.5 80 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

6 81 .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 Figura 1.

independente de quantos pontos de luz existirem. Flaviö Harå 2/2009 Recomendações para a marcação dos pontos de luz na planta 1) Ler todo o exercício 01 da apostila. 39 . 5) arandela indicar a altura na legenda ( h = ?cm ). NBR 5410 . 8) Cortar e dobrar a planta segundo a norma. Preencher os campos: totais. 1. 6) Como no exemplo abaixo. art. nos demais pelo menos um ponto de luz no teto ou mais. 3. 3. para cada cômodo. 82 . (ou seja Ex. pelo menos dois pontos de luz no teto ou mais SE. área total (cuidado com as unidades). art. tabela da planta. Se o QS tem na 1a. SJ e CZ nas Plantas 2 e 3. TUE (podendo acrescentar até mais 3 além das 4 que estão na tabela). 12. TUG. 2.ELE054 Prof. 2. art.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .VIII. 2) Ver e ler toda a planta.6 da página 84. tipo de consumidor. 14. a soma de todos os pontos de luz deverá ser igual ao valor da 1a. LUZ. 4. 3) Completar toda a primeira tabela segundo o mínimo da norma e orientações dada na aula teórica. SJ e CZ na Planta 1.Uso obrigatório em todo o território nacional conforme lei 8078/90. 7) Terminar como a figura 1. pelo menos dois pontos de luz no teto ou mais QS. tabela 100 VA a soma de todos os pontos de luz tem que ser 100 VA). tensão. 4) Alocar somente os pontos de luz na planta (tamanho ver legenda): 1.

prevendo comandos simples.1. Ele sempre deve ser ligado diretamente na base rosqueada da lâmpada. O RETORNO (condutor preto). 4. em cada ponto de luz. o condutor que vai do comando à lâmpada.1 Os condutores deverão estar como os representados no lado de cima do eletroduto (como em negrito na figura acima).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .2 pg 159. 2.2 pg 76 (não seccionar o neutro). Lançar na planta os eletrodutos com os condutores necessários para o comando das lâmpadas.5.2. Conforme item 6. deve portanto.6. temos disponível uma fase ou retorno e um neutro. A FASE (numa instalação é o condutor vermelho) é o condutor que deve ser interrompido para se comandar uma lâmpada. ser ligado no disco central da lâmpada. “three-way” ou “four-way”.5. 3. Observar também as restrições do item 6. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 2 1) Escolher de forma apropriada o comando das lâmpadas dos vários cômodos. normalmente utilizados numa instalação elétrica residencial. 83 .3 da NBR 5410:2004.5.ELE054 Prof.6.1. O padrão de cor utilizado na identificação dos condutores está descrito no item 6. Conforme item 5.1.6. mostrada no Tabela 4. Representando-o em planta com a simbologia adequada. Abaixo são mostrados os comandos. de acordo com a norma NBR 5413:1992 – Iluminância de Interiores.2 da página 76. O NEUTRO (condutor azul) não deve ser interrompido. duplos.4 pg 159. 2) Supor que. e NBR 6527 – Interruptores para uso doméstico.5. na página 86. Conforme item 5. o neutro não é interrompido no comando “unipolar” (interruptor simples) Identificação dos condutores no eletroduto para facilitar a leitura da planta (DEVERÁ SER SEGUINDO NA DISCIPLINA) PADRÃO DE COR PARA FIAÇÃO Figura 2.6. NOTAS: 1.5. onde se fizerem necessários.

4. Esta caixa é representada em planta.5 Figura 2. perto da porta.4.3 Figura 2.3 vemos representado um eletroduto contendo os condutores necessários ao comando simples de uma lâmpada.4: Diagrama esquemático em planta O diagrama esquemático em planta de um cômodo com um único ponto de luz no teto.Comando de uma ou mais lâmpadas de um único ponto: interruptor simples Na Figura 2. é mostrado na Figura 2. também pode ser vista nesta figura. Flaviö Harå 2/2009 1. como na Figura 2.2 Figura 2.ELE054 Prof. A caixa octogonal do teto. sendo comandado também de um único ponto (A). onde fixamos a lâmpada. 84 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Figura 2. Vemos que o condutor fase é interrompido no interruptor (que é instalado numa caixa retangular padronizada de 5x10cm ou 2x4”) e então retorna à lâmpada recebendo neste trajeto o nome de condutor retorno.

9 Figura 2. Flaviö Harå 2/2009 2.Comando separado de duas lâmpadas ou dois grupos de lâmpadas. cada um comandando uma das duas lâmpadas.7 Figura 2. separadamente. esquema equivalente Figura 2.8 85 . um para cada lâmpada ou grupo de lâmpadas. Temos então dois retornos.ELE054 Prof. de um mesmo ponto: interruptor duplo Neste tipo de comando temos dois interruptores simples numa mesma caixa 5x10cm ou 2x4”.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .6 Figura 2.

a fase em um dos comandos e o retorno liga então o outro comando à lâmpada.ELE054 Prof. Dizemos então: o sistema “three-way” possui dois interruptores “three-way”. etc. Neste tipo de comando precisamos interligar os interruptores.). Flaviö Harå 2/2009 3. o que é feito pelos retornos paralelos (vide figura abaixo). necessitamos do sistema “three-way”.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 86 .10 Nota: Tanto o sistema de comando como o interruptor possuem o mesmo nome: “threeway”. Figura 2. salões.Comando de uma lâmpada ou de um grupo de lâmpadas de dois pontos: sistema “THREE-WAY” Quando desejamos comandar uma ou mais lâmpadas de dois pontos diferentes (aplicações típicas: escadas. O neutro deve ser ligado na lâmpada. cama da suite.

Observe que os 3 interruptores são interconectados pelos retornos paralelos. O esquema equivalente pode ser visto abaixo. (n-2) intermediários. Caso queiramos comandar uma lâmpada de mais de três pontos distintos é necessário introduzirmos. intermediário.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 4. onde n=número de pontos de comando. FIGURA 2. a fase para um dos “three-way” e o retorno do outro “three-way” para a lâmpada. O neutro vai diretamente para a lâmpada.Comando de uma lâmpada ou de um grupo de lâmpadas de três pontos:sistema “four-way” Este comando é constituído por 2 interruptores “three-way” e 1 chamado.ELE054 Prof.11 87 .

condutor TERRA (ou proteção) no eletroduto A .condutor FASE no eletroduto com o número do circuito (n) .eletroduto embutido no PISO de 25mm de diâmetro n . Flaviö Harå 2/2009 TABELA 4 Abaixo listamos alguns símbolos normalizados pela NB-3 para a execução de um projeto elétrico residencial em baixa tensão.eletroduto embutido no TETO de 20mm de diâmetro φ 25 mm .eletroduto embutido na PAREDE de 25mm de diâmetro . passando dentro de eletroduto com a identificação do comando (A) interruptor simples ou de uma seção interruptor duplo ou de duas seções interruptor triplo ou de três seções interruptor "three way" interruptores "four way" interruptor prumada com tomada na mesma interruptores no mesmo espelho Na Figura 2. .condutor de RETORNO no eletroduto com a identificação do comando (A) .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .condutor NEUTRO no eletroduto A .condutores retornos paralelos.12 está ilustrado um exemplo de como a planta deve ficar após esta tarefa: 88 .

Flaviö Harå 2/2009 Figura 2.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.12 89 .

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Recomendações para este exercício: 1) Corrigir os erros anteriores se houver; 2) Ler o exercício 02 da apostila; 3) Ver e ler toda a planta e legendas; 4) Indicar com letras MAIÚSCULAS nos pontos de luz conforme legenda (evitar as letras “X” por causa do “three way” ou “four way”); e no eixo do mesmo lado do(s) símbolo(s) do(s) retorno(s); mesma letra significa que ligam e desligam sempre juntas; 5) Definir a posição (em planta) dos interruptores e colocar as letras (representa quais os pontos de luz que serão comandadas por esses interruptores); Obs.: O número de interruptores com a(s) mesma(s) letra(s) define se o comando será simples, three-way ou four-way ou conjugação entre eles (ou seja mesma letra mesmo comando). 6) Desenhar os eletrodutos em arco para facilitar a leitura da planta (perguntar!): 1. Interligar os pontos de luz e interruptores com o menor número de eletrodutos e menor caminho; 2. Indicar/desenhar o eletroduto de alimentação (com fase/neutro - 127V) apontando para região/cômodo da CZ ou AS, pois é provavelmente onde o QDC deverá ficar (por que na etapa 3); 3. Somente 01 eletroduto de alimentação por cômodo no ponto de luz do teto (do item anterior); 4. No máximo 06 eletrodutos por ponto de luz no teto; 7) Passar os condutores para que os interruptores funcionem; Seguindo os esquemas equivalentes: 1o ) Identifique a que ponto de luz pertencem os interruptores colocando as respectivas letras; o 2 ) desenhar/passar o condutor neutro até o(s) ponto(s) de luz; 3o ) desenhar o condutor fase até o interruptor e 4o ) desenhar o(s) condutor(es) retorno(s). 5o ) Identifique os condutores representados com os retornos – colocando as respectivas letras (nos retornos; pontos de luz e interruptores) de acordo com a legenda da planta (VER PG. 76, ou legenda na planta, ou Tabela 4 na pg 88); 8) Pelo menos um sistema “3-WAY” e um “4-WAY”. 9) EVITAR AO MÁXIMO repetir as letras para outros comandos. 10) NÃO CRUZAR os eletrodutos (são desenhados em arco, mas executados em linha reta). 11) Terminar conforme planta (fig 2.12) da página 89. 12) Planta não roda (letra, número e símbolos dos pontos de luz).

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• Conforme item 6.5.5.2 da página 159 da NBR 5410-2004:
1. Os equipamentos de iluminação destinados a locais molhados ou úmidos devem ser

especialmente concebidos para tal uso, não permitindo que a água se acumule nos condutores, porta-lâmpadas ou outras partes elétricas.
2. Os equipamentos de iluminação devem ser firmemente fixados. Em particular, a

fixação de equipamentos de iluminação pendentes deve ser tal que: a. rotações repetidas no mesmo sentido não possam causar danos aos meios de sustentação; e b. a sustentação não recaia sobre os condutores de alimentação.
3. O contato lateral dos porta-lâmpadas com rosca deve ser ligado ao condutor neutro,

quando existente.

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Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

2/2009

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR – MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO

Portaria n.º 019, de 16 de janeiro de 2004. (Plugues e Tomadas)
O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas pela Lei nº 5.966, de 11 de dezembro de 1973, e tendo em vista o disposto no artigo 3º, da Lei nº 9.933, de 20 de dezembro de 1999; Considerando o disposto nas Portarias Inmetro n.º 136, de 04 de outubro de 2001, e n.º 134, de 15 de julho de 2002, que tratam, respectivamente, da certificação compulsória e da comercialização de plugues e tomadas; Considerando que ao regulamentar um segmento industrial é necessário visualizar a factibilidade do cumprimento do regulamento por todos os envolvidos na questão; Considerando a necessidade de zelar pela eficiência energética de dispositivos elétricos, de modo a minimizar desperdícios de energia por conta de deficiências de material, de contato elétrico, dentre outros; Considerando a necessidade de zelar pela segurança das instalações elétricas de baixa tensão, focos potenciais de incêndios e de diversos acidentes residenciais; Considerando a necessidade de regulamentar os segmentos da fabricação, importação e comercialização dos plugues e tomadas, para uso doméstico e análogo, para tensões de até 250V e corrente até 20A, de modo a estabelecer regras equânimes e de conhecimento público ; Considerando a existência, no mercado, de grande variedade de dispositivos elétricos residenciais de baixa tensão produzidos em desacordo com as normas técnicas, o que os tornam impróprios para o uso;

Considerando que os prazos estabelecidos para a regulamentação e para a entrada em vigor do padrão brasileiro de plugues e tomadas não atendem às necessidades dos fabricantes para a depreciação dos investimentos gastos nos ferramentais, resolve:
Art. 1º – A partir de 31 de dezembro de 2006, fabricantes e importadores de plugues e tomadas deverão oferecer estes produtos, à comercialização, em conformidade com os requisitos da norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 2º – A partir de 31 de dezembro de 2008, lojistas e varejistas de plugues e tomadas deverão comercializar estes produtos, ao consumidor final, em conformidade com a norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 3º – A partir de 01 de agosto de 2007, fabricantes e importadores de plugues, tomadas, cordões conectores e prolongadores, incorporados aos aparelhos elétricos, eletrônicos ou eletro-eletrônicos, deverão oferecer estes produtos, à comercialização, em conformidade com os requisitos exigidos pela norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 4º – A partir de 01 de agosto de 2007, fabricantes e importadores de plugues, tomadas, cordões conectores e prolongadores, para uso específico na manutenção e na reposição de aparelhos elétricos, eletrônicos ou eletro-eletrônicos, deverão comercializar estes produtos em conformidade com os requisitos impostos pela norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 5º – A partir de 31 de agosto de 2009, lojistas e varejistas de aparelhos elétricos, eletrônicos ou eletroeletrônicos, especificados nos artigos 3º e 4º desta Portaria, só deverão comercializar estes produtos se em conformidade com os requisitos da norma brasileira de padronização NBR 14136. Art. 6º Fica revogado o artigo 7º da Portaria Inmetro n.º 136, de 04 de outubro de 2001. Art. 7º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União. ARMANDO MARIANTE CARVALHO JUNIOR

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bem como torna obrigatória a existência de condutor-terra de proteção nos aparelhos elétricos que especifica. 1° As edificações cuja construção se inicie a partir da vigência desta Lei deverão obrigatoriamente possuir sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização do condutor-terra de proteção. DE 26 DE JULHO DE 2006 Determina a obrigatoriedade de as edificações possuírem sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização de condutor-terra de proteção. obrigatoriamente. 26 de julho de 2006. 185° da Independência e 118° da República. Art.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Luiz Fernando Furlan Márcio Fortes de Almeida 93 . Parágrafo único. Brasília. O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 2° Os aparelhos elétricos com carcaça metálica e aqueles sensíveis a variações bruscas de tensão.337. produzidos ou comercializados no País. Flaviö Harå 2/2009 LEI N° 11. O disposto neste artigo entra em vigor quinze meses após a publicação desta Lei. Art. 3° Esta Lei entra em vigor noventa dias após sua publicação.ELE054 Prof. bem como tomadas com o terceiro contato correspondente. dispor de condutor-terra de proteção e do respectivo adaptador macho tripolar. deverão.

que pode ser definido como o ponto ou região onde se concentram as maiores potências.Quadro de distribuição . As indicações da norma NBR-5410 que se aplicam a este exercício são apresentadas a seguir. 6) Interligar. 1 da Planta). alimentar as tomadas gerais e específicas os vários circuitos ao QDC. 4) Indicar na planta a localização das tomadas NBR 14. 1. 2) Dividir a instalação elétrica (cargas de iluminação e tomadas) em circuitos e preencher o quadro de distribuição de circuitos na planta (similar ao ANEXO 1).1 – Disjuntores monofásico (10A – curva B). 3) Numerar os pontos de luz e fases conforme a legenda da planta e interligar os circuitos de luz ao QDC. em ambiente de serviço ou circulação. Em residências ou apartamentos o quadro de distribuição deve ser instalado preferencialmente no centro de cargas. Estes disjuntores são instalados no quadro de distribuição (QD) mostrado na figura 3.2 e também no anexo 1. 5) Numerar as tomadas de acordo com os circuitos do ANEXO 4 (Ler NOTA no. um monofásico de 10A e um bifásico de 20A e o disjuntor diferencial residual (DR). Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 3 1) Escolher a localização mais adequada para o quadro de distribuição de circuitos.ELE054 Prof. Figura 3. como mostrado nas figuras abaixo. bifásico (20A – curva B). trifásico (16A – curva C).136 NOV – 2002 com a simbologia adequada. Na figura 3. respectivamente. Assim deve ser obtida uma razoável economia de condutores (menores comprimentos de condutores implicam em menores quedas de tensão e assim menores bitolas).QD: Componente de uma instalação elétrica que recebe os condutores do quadro de medição e possui a finalidade de dividir a instalação elétrica em circuitos. 94 . em local de fácil acesso. É nele que estão localizados os dispositivos de proteção dos circuitos. e DR bipolar (30 mA – 25A).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . visível e seguro.1 são mostrados 3 disjuntores. 2.Definição de circuitos: Chama-se circuito ao conjunto de equipamentos e condutores elétricos ligados ao mesmo dispositivo de proteção o disjuntor.

temos disjuntores monofásicos (127 V). área de serviço e copas – separadas entre si (Conforme item 9. trifásicos. Flaviö Harå 2/2009 Devem ser observadas as seguintes restrições para a divisão de circuitos em unidades residenciais: 1. quando for Fase/Neutro (Conforme item 6. E a potência máxima dos circuitos deve ser de aproximadamente 2540VA (S = U * I => S = 127V * 20A).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 1É recomendado prever os circuitos independentes para cada equipamento com corrente nominal superior a 10A (TUE) (Conforme item 9. 4. manutenção.2. de forma a proporcionar facilidade de inspeção. 6.5. toda a instalação fique desprovida de alimentação.2 – QD 1 Itens utilizados na disciplina 95 . Qualquer instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos forem necessários.6.3. 1As proteções dos circuitos de aquecimento ou condicionamento de ar de uma residência podem ser agrupadas no quadro de distribuição da instalação elétrica de modo geral ou num quadro separado (na disciplina será obrigatório todos os circuitos no mesmo quadro). por ocasião de um defeito num circuito. 7.2 da 5410 pg 184).5. Na figura 3. 3. bifásicos (220V).1 da 5410 pg 184) (na disciplina será obrigatório cada TUE em circuitos distintos). Na parte superior do 2º. DR tetrapolares e relés/DPS.5.3 da 5410 pg 184 e item 4.ELE054 Prof.5 pg 18).2 da 5410 pg 114).2 quadro de distribuição. temos 2 barramentos o da direita o neutro (isolado) e da esquerda o terra em contato com o quadro. Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro. bem como evitar que. É obrigatório que sejam previstos circuitos independentes para as tomadas de uso geral das cozinhas. 5. Obrigatório ser previstos circuitos distintos para iluminação e tomadas (Conforme item 9.2.3. Na parte inferior do 1º.5. 2. 1A mínima potência dos circuitos deve ser de aproximadamente 1270VA ( S = U * I => S = 127V * 10A). temos 2 barramentos o de baixo o neutro (isolado) e de cima o terra em contato com o quadro Disjuntor 3Ø DR DISJUN Barra de Terra Proteção / Terra (PE) Barra de Neutro Figura 3.3.

os circuitos devem ser distribuídos entre as fases de modo a assegurar o melhor equilíbrio nas mesmas (será tratado na etapa do exercício 6). onde vemos o diagrama esquemático de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B que possui 6 circuitos: 2 bifásicos (2 fases F1 e F2) e 4 monofásicos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 Em instalações polifásicas (que recebem mais de uma fase da concessionária).4 .ELE054 Prof. como mostrado na figura 3. Figura 3.3.3 3 .Exemplos de algumas instalações elétricas Figura 3.Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar 96 .

e um disjuntor monofásico ou monopolar (127V).6 . 97 .5 . e um disjuntor bifásico ou bipolar (220V).Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar Figura 3.ELE054 Prof.Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar (127V). Flaviö Harå 2/2009 Figura 3.Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar (127V).7 . Figura 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

1 1. Evite que as caixas retangulares embutidas nas paredes se conectem com mais de 4 eletrodutos.ELE054 Prof. 10. 9. Tabela – Ver as legendas). E a potência máxima dos circuitos deve ser de aproximadamente 2500VA (S = U * I => S = 127V * 20A). Corrigir os erros anteriores se houver. ou seja.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3. 13. 14.2) 5.1) . sair somente em 1 duto do QDC e ao chegar em um ponto de luz ou caixa de passagem poderá ser feita a derivação do circuito – para aumentar o FCNC). 1Trace os eletrodutos procurando caminhos mais curtos evitando sempre que possível cruzamento de tubulações (na disciplina não cruzar em linha reta os eletrodutos) e também o menor caminho de cada ponto do circuito até o QDC. área de serviço e copas. 11. 2. Completar a TABELA referente à DIVISÃO DE CIRCUITOS (mesma do pg seguinte) 8.2 da 5410 pg 184). 7. 6. É obrigatório que sejam previstos circuitos independentes para as tomadas de uso geral das cozinhas. de acordo com os números dos circuitos da TABELA DE CIRCUITOS na planta (2ª. Flaviö Harå 2/2009 Recomendações para o traçado dos eletrodutos e para a representação dos condutores dos circuitos de iluminação. 12. Ler e ver TODA a planta e legendas. #4. 1Não bifurcar os circuitos na saída do QDC (o mesmo circuito NÃO pode sair 2 ou mais vezes do QDC. 3. 98 . Evite que as caixas octogonais do teto estejam interligadas a mais de 6 eletrodutos (tentar usar no máximo 5 eletrodutos nesta etapa 3. os circuitos de TUG separadas entre si (Conforme item 9. Ler PG 94 -> 101. Dividir os circuitos de forma a facilitar a verificação e manutenção. Identifique a que circuitos pertencem os condutores fase e os pontos de luz representados em planta numerando-os. ou seja. Definir a melhor posição do QDC e desenhá-lo segundo a legenda da planta (para diminuir o efeito do CQT EX. 4. ETAPA 3. 1 A mínima potência dos circuitos deve ser de aproximadamente 1270VA (S = U * I => S = 127V * 10A). Escrever na TABELA de circuitos onde cada TUE vai ficar (local / cômodo). (PLT 2 entre 1100VA e 1300VA – para diminuir o efeito das 3 bitolas consecutivas). alocando em um mesmo circuito cômodos próximos com entradas/circulações próximas e/ou atividades/uso similares.5.

ELE054 Prof. Represente os condutores que passam em cada trecho do eletroduto utilizando a simbologia adequada (NBR 5444) ver as legendas na planta.16 do ANEXO 2 da página 101. representado por este símbolo ). 18. o 3 ) Na direção destes 2 centros (não neles). Na etapa 3. Assim melhoramos o CQT (menor distância) e o FCNC (menor número de circuitos em um mesmo eletroduto). Flaviö Harå 2/2009 15. 19.1 terminar a planta como na figura 3. 17. Sair do QDC para o primeiro ponto de luz nesta direção será uma das melhores soluções.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 16. 1 Itens utilizados na disciplina 99 . Condutor terra chegando em todas as luminárias. Verificar se o circuito (fase/neutro) realmente saiu do QDC e passa em todos os eletrodutos até o ponto/cômodo que ele alimenta. ou Tabela 4 na pg 88. o 2 ) Achar o centro de carga do circuito (representado por este símbolo ). Como decidir a saída do circuito (para qual direção / Cômodo) e NÃO DEIXAR na planta: 1o ) Achar o centro geométrico do circuito (centro da figura formada pelos cômodos deste circuito. ou na pg 77.

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS 100 . Flaviö Harå 2/2009 ANEXO 1 .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

ELE054 Prof.16 Figura 3. Flaviö Harå 2/2009 ANEXO 2 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .16 101 .Planta esquemático parcial (iluminação) de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B – Figura 3.

será necessário a utilização de adaptador (segundo a NBR 14.05mm 20 A com Ø 4. 10 A com Ø 4.1 da 5410 pg 156. as tomadas de uso residencial e análogo devem ser conforme ABNT NBR 6147 e ABNT NBR 14136.936 já publicada em abril de 2003).8 ± 0. basicamente resumida nos seguintes prazos para adequação – fabricantes e importadores: Ø De plugues 2P até 01-AGO-2007 (desmontáveis) e 01-JAN-2008 (não desmontáveis). Conforme item 6. Ø De tomadas fixas e móveis 3P a partir de 01-JAN-2009.5.Alimentação de tomadas gerais e específicas Conforme item 6.0 ± 0.ELE054 Prof.3 ± 0.05mm PLUG DE ENERGIA SEM/COM Resolução do CONMETRO no.5. Ø De cordão de força para aparelhos elétricos e eletrônicos 2P e 3P a partir de 01JAN-2010. 102 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Para a conexão de alguns aparelhos que ainda não estão com a configuração do plugue padrão. 11 de 16-JAN-2006.3.2mm 20 A com Ø 5. Flaviö Harå 2/2009 4 .0 ± 0.3. Ø De plugues 3P até 01-JAN-2009.2 da 5410 pg 157 é obrigatório identificar as tensões 220V nas placas dos pontos de tomada.2mm TOMADA NA PAREDE TERRA 10 A com Ø 4.

2 . Flaviö Harå 2/2009 4.8 4.1 .Ligação de tomadas monofásica e bifásica de uso específico (TUE’s) Figura 3.9 103 .Ligação de tomadas monofásicas de uso geral (TUG’s) Figura 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

.3. em edificações não-residenciais..) as unidades residenciais como um todo (. Ele possui tanto o sistema do disjuntor comum. NOTAS: 1 No que se referem a tomadas de corrente. Existe um tipo de disjuntor chamado de “diferencial residual” ou DR.2. lavanderias.2. 5 A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente. copas-cozinhas. 104 . 3 Admite-se a exclusão.ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas. Campo de aplicação (. devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal I?n igual ou inferior a 30 mA: a) os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro.1..5m. e) os circuitos que. no geral.1. em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens.2 e 5. copascozinhas. Casos em que o uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade como proteção adicional é obrigatório. Uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade – DR 5. por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos. e qualquer que seja o esquema de aterramento. que é de proteção do condutor contra sobrecarga e curto circuito quanto o dispositivo DR. áreas de serviço. NÃO atua com a sobre carga ou curto-circuito. garagens e. b) os circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação. Flaviö Harå 2/2009 Como o sistema de proteção pessoal contra choques elétricos provocados por contatos direto ou indireto (ver figura 3. d) os circuitos que. Também existe o interruptor DR – atua somente com a fuga de corrente. em locais de habitação. É obrigatório o uso do dispositivo DR (Conforme item 5. sirvam a pontos de utilização situados e cozinhas.2 da 5410 pg 49). garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. lavanderias.3. dos pontos que alimentam aparelhos de iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 2.1.3. c) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação..).10) atuando não no valor da corrente que passa pelo corpo humano e sim limitando o tempo de percurso da corrente. O DR abre mais rapidamente quanto maior for a corrente que atinge a pessoa. Além dos casos especificados na seção 9. na alínea d).2. áreas de serviço. a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32 A.

105 . todo condutor de proteção deve passar exteriormente ao circuito magnético. Nota: O uso de dispositivos DR não dispensa. em toda sua extensão (ver também 6.4. em nenhuma hipótese. Como especificado em 5.5.5.3.ELE054 Prof.6.3.3. em toda sua extensão.3. mas nenhum condutor de proteção. Figura 3.3.1. observado o disposto em 6. o uso de condutor de proteção.5).4.10 A seguir temos alguns exemplos de circuitos que devem ser protegidos com este tipo de disjuntor como: sistema de iluminárias externas com corpo de metal.2. TUG’s e TUE’s.5 O circuito magnético dos dispositivos DR deve envolver todos os condutores vivos do circuito.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 Todo circuito deve dispor de condutor de proteção. Nota: Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito.1.3) A conexão do aquecedor elétrico de água ao ponto de utilização deve ser direta. todo circuito deve dispor de condutor de proteção.2.2. 6. sem uso de tomada de corrente.1. inclusive o neutro.2. Aquecimento elétrico de água (9.

Flaviö Harå 2/2009 1o Exemplo: Circuito de Iluminação em 127V ou 220V 2 Exemplo: Circuito de Tomada em 127V ou 220V o FIGURA 3.11 Figura 3.13 106 .12 3o Exemplo: Circuito de Tomada de Uso Específico (TUE) em 127V ou 220V Figura 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Diagrama esquemático 3D de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B 107 . Flaviö Harå 2/2009 Caixa octogonal Figura 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .15 .ELE054 Prof.14 – Ponto de luz no teto e condutores num eletroduto Figura 3.

Planta esquemático parcial (luz e alocação tomadas) de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B – Figura 3.17 Figura 3.ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 ANEXO 3 .17 108 .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .Planta de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B – Figura 3. Flaviö Harå 2/2009 ANEXO 4 .18 Figura 3.18 109 .ELE054 Prof.

b) em todos os pontos de emenda ou de derivação de condutores. copas.2 1) Corrigir os erros anteriores se hgouver.2 terminar a planta como na figura 3.11. 6) 1Proibidos trechos de eletrodutos com mais de 4 circuitos.2. Em banheiros. devem ser rematados com buchas. lavanderias e locais análogos acima de cada bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente. 11) 1Na etapa 3.18 do ANEXO 4 da página 109. 2) Ler PG 102 -> 112. essa distância deve ser reduzida de 3m para cada curva de 900.11. ETAPA 3.2.1. Para isto é necessário seguir os critérios abaixo: 1.1.6. nestes casos. 9) Rever páginas 98 e página 99. (Conforme nota 5.4.6 .2. Flaviö Harå 2/2009 Recomendações para o traçado dos eletrodutos restantes e para a representação dos condutores dos circuitos de tomadas.1 da 5410 pg 114). Em cozinhas.2. 7) 1Terra comum: Somente 1 (um) terra por eletroduto. c) sempre que for necessário segmentar a tubulação. exceto nos pontos de transição de uma linha aberta para a linha em eletrodutos. 6. As demais tomadas devem ser localizadas de acordo com o lay-out do cômodo ou deverão ser espaçadas tão uniformemente quanto possível.5 pg 150). 2.3. sendo que nos trechos em curvas. 1 Itens utilizados na disciplina 110 . 8) Em algumas situações é recomendável a utilização de eletrodutos embutidos no piso.1. 4) Deve-se ter pelo menos um ponto de tomada TUG por bancada (na PLT 1 a letra F fica assim – pelo menos em uma das bancadas na cozinha).9 Devem ser empregadas caixas: a) em todos os pontos da tubulação onde houver entrada ou saída de condutores.2. 10) Evite trechos contínuos (sem interposição de caixas ou equipamentos) retilínios de tubulação maiores que 15m.1.6 pg 37 e item 6. os quais. 3) Ler e ver TODA a planta e legendas. áreas de serviço.2. 5) Após a determinação do número de pontos de tomadas de uso geral devemos então localiza-las na planta. quando for Fase/Neutro (Conforme item 6. para atendimento do disposto em 6. 5) Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro. Todos os circuitos devem ser acompanhados de terra. próximo ao lavatório. no mesmo ponto ou em pontos distintos 3.ELE054 Prof.3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .b). para o atendimento de circuitos de tomadas baixas e médias.

Flaviö Harå 2/2009 Conectores: Porcelana.ELE054 Prof. olhal e cones Figura 3.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Barras.19 111 .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 112 .ELE054 Prof.

com isolamento de PVC (cloreto de polivinila) ou de outros materiais previstos por normas. os condutores utilizados são de cobre.3. Já os condutores de EPR são regulamentados pela norma NBR 7286 que trata de fios condutores. O tipo de isolação determinará a temperatura máxima a que os condutores poderão ser submetidos em regime contínuo. 1. não propaga fogo. Figura 4. As indicações da NBR-5410 Out/2004 que se aplicam a este exercício são apresentadas a seguir. 113 . o EPR (borracha etileno-propileno).4 da pg 89 da 5410. maior poderá ser a corrente transportada por ele. na capacidade de condução de corrente elétrica dos mesmos. Usando os critérios de capacidade de corrente (CCC) e de queda de tensão (CQT) 2) Dimensionar e lançar o(s) condutor(es) terra. a) Condutores utilizados: Em instalações residenciais e/ou prediais convencionais. Quanto melhor as condições dos condutor dissipar o calor. que é: Condutores unipolares em eletroduto embutido em alvenaria (tabela 33 da página 90 da NBR-5410 Out/2004). e em conseqüência. em sobrecarga ou em condição de curto-circuito. Os condutores em geral são determinados pela NBR 5471.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . até seção de #25mm2 possuem a mesma bitola. como por exemplo.Dimensionamento de condutores em instalações residenciais/prediais: Em circuitos monofásicos residenciais os condutores fase e neutro. Os condutores de PVC seguem as normas NBR 7288 (cabo PVC) e NBR NM 247-3 (condutor isolado PVC) que abrangem cabos condutores. Conforme item 6. Para as novas configurações das tomadas residenciais utilizadas nacionalmente.ELE054 Prof. Utilizaremos em nosso projeto a maneira mais usual em instalações residenciais/prediais.2. vide a portaria 19 do INMETRO no ano de 2004 pg 92 e a pg 93.1 Tipo de isolação PVC até 300 mm2 EPR Temperatura máxima em o serviço contínuo ( C) Temperatura máxima o em sobrecarga ( C) Temperatura máxima o em curto-circuito ( C) 70 90 100 130 160 250 Referente à tabela 35 da página 100 da NBR 5410:2004 b) Maneira de instalar – (Método construtivo B1) A maneira segundo a qual os condutores estarão instalados influenciará na capacidade de troca térmica entre os condutores e o ambiente. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 4 1) Dimensionar os condutores (fio ou cabo) dos vários circuitos.

fator de correção de temperatura FCNC .22 1.08 1.91 Referente à tabela 40 da página 106 da NBR 5410:2004 Ref. Será necessário aplicar fatores de correção aos valores calculados de corrente de cada circuito. Forma de agrupamento dos condutores TABELA 6 Número de circuitos ou de cabos multipolares FCNC 1 2 3 4 5 6 Tabela dos métodos de referência 1 Em feixe: ao ar livre ou Métodos de sobre superfície.57 AaF em conduto fechado Referente à tabela 42 da página 108 da NBR 5410:2004 Os fatores de agrupamento de circuitos (FCNC) e de temperatura (FCT) devem ser aplicados para se evitar um aquecimento excessivo dos fios quando se agruparem vários circuitos num mesmo eletroduto ou se a temperatura ambiente for diferente da especificada nas tabelas de capacidade de condução de corrente. TABELA 5 Fator de correção FCT PVC EPR OU XLPE Temperatura(ºC) 10 15 20 25 30 35 40 1.60 0.04 0.87 1. São basicamente duas as correções: uma em função do número de circuitos dentro de um mesmo eletroduto e outra em função da temperatura ambiente.12 1. embutidos. 1. como se fossem circuitos monofásicos. tem-se: ICIRC = P U x cos ϕ (Ampere) ou ICIRC = S U (Ampere) Onde: ICIRCUITO = Corrente total da(s) Carga(s) ou do(s) equipamento(s) do mesmo circuito P = potência em Watts do circuito U = tensão em Volts do circuito S = potência em VA do circuito cosϕ = fator de potência = FP.ELE054 Prof.96 0.70 0.00 0. 114 .94 0.06 1.fator de correção para grupo de circuitos num mesmo eletroduto Os fatores de correção de temperatura (sem levar em conta a radiação solar) e o fator de correção para grupo de circuitos num mesmo eletroduto são obtidos nas tabelas 5 e 6.15 1. quando necessário. (Cada circuito terá o mesmo condutor em toda sua extensão).65 0.12 1. FCT e FCNC. A corrente de projeto (IPROJ )será então: IPROJ = FCT x FCNC ICIRC FCT . Flaviö Harå 2/2009 c) Para o dimensionamento dos condutores devemos proceder a dois critérios: c1) Critério da capacidade de corrente Primeiramente deve-se calcular a corrente em cada circuito e em seguida aplicar os fatores de correção.17 1.80 0. Para análise.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .00 0. de forma a adequar cada caso específico às condições para as quais foram elaboradas as tabelas de condução de corrente.

Flaviö Harå 2/2009 Quando temos uma corrente de projeto menor ou igual a 30% do valor da Tabela 7.5 mm2 como indicado pelo critério de corrente do circuito (TABELA 7 pg. considera-se condutor carregado aquele que efetivamente é percorrido pela corrente elétrica no funcionamento normal do circuito. inclusive o neutro. ICIRCUITO = ICIRCUITO = 4500 W 220 V x FP 4500 VA 220 V = 20.0 30.0 76.3 89.0 2 condutores 3 condutores 30% da carregados (*) Capacidade carregados (*) (Mono ou Bifásico) De condução (Trifásico) IFIO (A) 2 condutores (A) IFIO (A) 17. o eletroduto que sai do quadro de distribuição e vai para o ponto de luz no teto do dormitório 2.0 # 6.ELE054 Prof. Observe que como o chuveiro é uma carga resistiva o FP = 1 (cosϕ =1).0 x 0.0 9. 114) IPROJETO = 1. TABELA 7 BITOLA seção nominal (mm²) # 1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .0 # 25. Dimensione os condutores do circuito 7 pelo critério da corrente CCC.0 7.5 # 4. poderemos desconsiderar esse circuito para ser contabilizado no FCNC. a temperatura ambiente é de 30o C.5 5.0 57. 115 – 2 condutores carregados).0 32.5 # 2. A seguir apresenta-se a Tabela 7 (Conforme Tabela 36 da 5410 pg 101. a corrente de projeto será (TABELAS 5 e 6 pg. EX.45A = 20.0 (*)Conforme Tabela 36 da 54!0 pg 101.2 21.0 # 16. temos 3 circuitos passando no mesmo eletroduto e ainda que.45 A = 29.8 68.70 20. levando a escolha de condutores de #4.0 17.0 101.0 22.0 12.6 28.3 15.1 50.:CRITÉRIO DE CORRENTE CIRCUITO 7 (TOMADA CHUVEIRO) DA PÁGINA 109.3 36.5 24. 115 .22 A Observe que houve um “acréscimo” de 43% na corrente do projeto devido ao agrupamento de circuitos no eletroduto. pois ele não apresentará problema de aquecimento (entretanto ocupará espaço no eletrodutro). instalados em eletrodutos embutidos em alvenaria (apenas um circuito dentro do eletroduto) numa temperatura ambiente de 30o C.0 41.0mm2 e não a de #2.45A Considerando que no primeiro ou segundo trecho deste circuito (que é o mais crítico em relação ao número de circuitos no mesmo eletroduto). método B1) referente a capacidade de condução de corrente de condutores e cabos de cobre com isolação de PVC.0 # 10.0 FCNC (3) = 0.70 (TABELAS 5 e 6 pg.114) FCT (30OC) = 1.

para 2 condutores carregados temos fio ou cabo de #2.1 1) Corrigir os erros anteriores se houver.0 x 0.70 12.5 mm2.5 mm2. 114) IPROJETO = 1. Flaviö Harå 2/2009 EX. resultados dos cálculos das correntes com apenas uma casa decimal.70 (TABELAS 5 e 6 pg. Sugestão: Caso termine esta etapa antes do final da aula. 4) Completar a segunda tabela da planta até a coluna de CCC (deixar a bitola=seção nominal pelo resultado dos cálculos do CCC).0 FCNC (4) = 0. ICIRCUITO = 500 VA = 3.00 A A corrente de projeto foi aumentada em quase 43%. 5) FCNC (parâmetros na planta).60 A = 18.0 1600 VA = 12.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 115.06A Para este caso a corrente de projeto é cerca de 54% maior que a corrente de circuito. 3) Ler as NOTAS. 114) IPROJETO = 1. temos no máximo 3 circuitos carregados no trajeto deste circuito. EX.60 A 127 V Assim como no caso anterior.:CRITÉRIO DE CORRENTE CIRCUITO 3 (TOMADAS) DA PÁGINA 109.65 (TABELAS 5 e 6 pg.94 A 127 V Observe que para este caso. Recomendações: ETAPA 4.:CRITÉRIO DE CORRENTE DO CIRCUITO 2 (ILUMINAÇÃO) DA PÁGINA 109. 116 .65 3. Considerando a temperatura ambiente é de 30o C. assim para temperatura de 30o C temos: FCT (30OC) = 1. inicie o exercício de CQT. ICIRCUITO = FCT (30OC) = 1.ELE054 Prof. a corrente de projeto será: FCNC (3) = 0. quando o circuito sai do quadro de distribuição temos 4 circuitos carregados no mesmo eletroduto. 2) Ler o exercício 04 da apostila até a pg 116. Analisando a tabela 7 da página 115. Analisando a tabela 7 da pág.0 x 0.94 A = 6. para 2 condutores carregados temos fio ou cabo de #1. que será corrigido sem descontar pontos.

pode ser expressa por: ∆U(%) = RxI x 100 U (Equação 1) onde: R = resistência do condutor de alimentação (Ω). a queda admissível é de 4% (Conforme item 6. Esta queda deve ser dividida entre o alimentador principal e os demais circuitos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Utilizaremos o método “VA x m” que é simples e produz uma boa aproximação para condutores de diâmetros pequenos como os usados em instalações residenciais/prediais. etc. a carga e os condutores de alimentação.2 da 5410 pg 115). U = tensão da fonte de alimentação (220V ou 127V) Para circuitos monofásicos a dois condutores temos que: R=2x ρxd (Ω) A (Equação 2) onde: ρ = resistividade do cobre (Ω mm2 / m). chuveiros. Estas quedas são função da distância entre a carga e o ponto de fornecimento. 117 . Flaviö Harå 2/2009 c2) Método de cálculo da queda de tensão (Sd = VA x m) Os equipamentos elétricos (eletrodomésticos. A queda de tensão percentual num circuito constituído pela fonte. para instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão.7. I = corrente que circula no condutor (A). devido à resistência elétrica dos mesmos. os equipamentos receberão uma tensão inferior aos valores nominais e isto é prejudicial ao seu desempenho.ELE054 Prof. Figura 4.2. Entre o ponto de fornecimento de energia e o ponto de utilização ocorre uma queda de tensão nos condutores. com reduzida tolerância. podendo reduzir a sua vida útil. Pela norma NBR-5410:2004. As quedas de tensão admissíveis são dadas em porcentagem da tensão nominal ou de entrada em relação ao padrão da concessionária. A = área da seção transversal do condutor (mm2) e d = comprimento do condutor (m). como mostrado na figura a seguir. a partir da rede de distribuição pública de baixa tensão.) são projetados para trabalharem a determinadas tensões.2 – (catálogo Pirelli) Para o dimensionamento dos condutores utilizando o critério de queda de tensão existem vários métodos de cálculo. Quando as quedas são elevadas. É usualmente sugerido quedas iguais para o alimentador principal e os demais circuitos.

46 V UMÍNIMA NA CARGA = 215.60 V # 1. podemos então construir a tabela a seguir.288 # 6.720 # 16. Flaviö Harå 2/2009 E ainda se admitimos que S = U x I (Equação 3).3 118 . TABELA 8 A x U2 x ∆U(%) 200 x ρ (VA*m) (Equação 5) Soma dos produtos Potência(VA) x comprimento(m) = Sd(VAm) BITOLA Valores para Sd MÁXIMO (VA*m) de 2% condutor UQUADRO = 127V UQUADRO = 220 V (mm²) UMÍNIMA NA CARGA = 124.ELE054 Prof.032 42.419 112.548 280.800 ρCOBRE = 1 58 Ω mm2 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .0 37. substituindo as duas últimas equações (2) e (3) na primeira (1) e demonstrar que: ∆U(%) = ρ x Logo: 200 x S x d A x U2 (Equação 4) Sxd= Para um condutor de resistividade ρ e área A e para uma queda máxima de tensão do quadro de distribuição à carga de 2%.180 # 4.677 449.0 56.0 233. utilizando a equação 5.5 14.152 # 25.129 168. m Figura 4. de acordo com Equação 5.387 70.871 701. podemos então.432 # 10.0 149.108 # 2.0 93.5 23.

o da corrente e o da queda de tensão.5 mm2 .800 VAm Assim.8% 42. temos que o comprimento dos condutores que alimentam o chuveiro é de 8.3m do piso e o pé direito sendo de 2.ELE054 Prof.2 + 0.4 EX. podemos calcular a nova queda máxima de tensão: 37.8%.5 mm2.5 Sd = 4500VA x (1. sendo a escala de 1:50. para este circuito podemos escolher o condutor de # 1.8m. 119 . Estando o QDC a 1.4m. ele atende aos dois critérios. Então pelo critério da queda de tensão encontramos que o condutor deve ser o de # 1. 1) Calcule os condutores do circuito 7.4)m = 37.8)m = Sd = 4500VA x (8. porém pelo critério da corrente o condutor encontrado é de # 2.108 Pela TABELA 8 – pg.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .108VA 2% 42.5 + 2.1 + 2. pelo critério da queda de tensão CQT.:QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 7 (TOMADA CHUVEIRO) DA PÁGINA 109.5 mm2 . Flaviö Harå 2/2009 Figura 4.5 mm2 pois assim. o condutor utilizado neste circuito deve ser o de # 2. portanto menor que a máxima permitida.02 * 37.800 = →x= % → x = 1.800VA x% 0.8 + 1. Figura 4. Logo. pois com este condutor a queda de tensão no chuveiro seria de 1. 118 de SdMÁX (coluna de 220 V).

O esquema não está em escala mas as distâncias dos vários trechos e as potências das cargas estão indicadas no desenho. 2) Dimensione os condutores do circuito 3. Flaviö Harå 2/2009 EX.6 A seguir são ilustradas todas as possibilidades para o cálculo dos condutores.9 (Sd=11960VAm) ou 1620VAm 100x(1.2 + ou 420Vam 960VAm 100x(1.:CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 3 (TOMADAS) DA PÁGINA 109.7+2.7+0.7 + 600x(1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .5+2. Abaixo temos representado o desenho esquemático do circuito 3.ELE054 Prof.7+2.5) (Sd = 10350 VAm) ou 600X2.9+2.7+2.1+1.7+2.5) (Sd=12270VAm) ⇐ ou 100x(1.1+2.5) (Sd = 6210VAm) ou Sd = 1600x(1. pelo critério da queda de tensão.7 + 200x(1.5) (Sd = 9750 VAm) ou 1300x2.1) + 100x(2.5) (Sd = 6180 VAm) ou 100x(1. sendo que existem várias possibilidades e deve ser levado em conta aquela que utiliza em seus cálculos maior potência e maior comprimento. 100x(2.5) (Sd=12270VAm) ⇐ 300X3.6+2.5) (Sd=12250VAm) 120 .5+2.5) (Sd = 10830 VAm) 3510VAm ou 100x(1.5) (Sd = 6220VAm) ou 5760VAm 100x(1. Figura 4.5) + 100x1.0+2.

70m Enxerga / vê como Se fosse uma carga única (total pela frente) 121 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .70m Enxerga / vê como Se fosse uma carga única (total pela frente) Novamente esse caminho de 2.ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 A saída do QDC Enxerga / vê como Se fosse uma carga única (total pela frente) Esse caminho de 2.

032 Consultando a TABELA 8 pg.75% 14.02 *12. 118 de SdMÁX (coluna de 127 V) vemos que devemos utilizar o condutor de # 1.7+2. 122 .270VA x% 0. Assim. Mas como foi calculado anteriormente.270 = →x= % → x = 1.75%.270 VAm 12.2)m] + [600VA x (2.ELE054 Prof. menor portanto que a máxima permitida. para que o condutor atenda aos dois critérios será utilizado o condutor de # 2.5 +2.7)m]+ [1300VA x (2.5)m] + [300VA x (3. este valor foi obtido da equação abaixo: Sd = [100VA x (1. pelo critério de corrente. para este circuito encontramos que o condutor do circuito 3 deve ser o de # 2.032VA 2% 14.5 mm².5 mm².7)m] + [1600VA x (1.5mm2 pois teremos no ponto crítico uma queda de 1.1)m] Sd = 12. Flaviö Harå 2/2009 Analisando os resultados conclui-se que Sdmax é de 12270 VAm.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

Os valores encontrados para o condutor do circuito 2 pelo critério da corrente e pelo critério da queda de tensão são amobos de # 1. Portanto o condutor do circuito 2 deve ser o de # 1.47%. menor portanto que a máxima permitida.2+1.ELE054 Prof.5+1. Flaviö Harå 2/2009 EX. de iluminação Circ. a seção dos condutores de fase.:CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 2 (ILUMINAÇÃO) DA PÁGINA 109. e dos condutores vivos.5]+[100 x (3.7+1.260VA x% 0.7)] (Sd = 3260VAm) 700VAm 960VAm A nova queda máxima de tensão é: 3.5 2.6 da página 113) que no caso de instalações residenciais.5+1.47% 14. adota-se o condutor de maior seção. em circuitos de corrente contínua.3+1.5mm2 pois teremos no ponto crítico uma queda de 0.5+1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .260 = →x= % → x = 0. 3) Idem para o circuito 2.7)m + 1600VAm 100VA x (2. 118 de SdMÁX (coluna de 127 V) vemos que devemos utilizar o condutor de # 1.1+1.5 mm². Devendo-se observar a seção mínima exigida pela NBR 5410:2004 (Conforme item 6.5 mm².0)m (Sd = 2080VAm) ou 100VA x (3. d) Escolha da bitola dos condutores Uma vez verificados os dois critérios acima.7+1.3+0. em circuitos de corrente alternada.02 * 3.4+1.2.032VA 2% 14. de força* Seção mínima do condutor em mm2 (cobre) 1.7 Sd = 500VA x(1.5 Referente à tabela 47 da página 113 da NBR 5410:2004 *Os Circuitos de tomadas de corrente são considerados circuitos de força 123 . não deve ser inferior ao valor pertinente dado na tabela seguinte: Tipo de Linha Instalações fixas em geral Condutores e cabos isolados Utilização do circuito Circ. Figura 4.5)m (Sd = 2250VAm) ou [200 x 3.032 Consultando a TABELA 8 pg. do exemplo do Roteiro 3.

a taxa de terceira harmônica e seus múltiplos for superior a 33%. em contato com a terra no instante em que tocar superfícies com potencial elétrico diferente do da terra. As instalações elétricas estão sujeitas a defeitos como falhas de isolamento de condutores ou partes energizadas que. Sub-item da alínea a) do item 6. o que ocasionará a circulação de corrente elétrica deste ponto à terra (veja figuras abaixo). Referente à tabela 48 da página 115 da NBR 5410:2004.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .8 sistemas aterrado Figura – 4. página 119. Caso contrário tem-se os valores apresentados em seguida.9 sistema não aterrado 124 .2.ELE054 Prof.10. Em ambos os casos o material metálico. Se a seção dos condutores de fase for menor ou igual a 25 mm2. Esta ligação visa propiciar um meio favorável e seguro ao percurso de correntes elétricas perigosas e indesejáveis. deve ter a mesma seção do condutor de fase. deve-se adotar como seção reduzida do condutor neutro a mesma seção adotada para os condutores fase. da NBR 5410:2004 e) Dimensionamento do condutor neutro De acordo com o item 6. Flaviö Harå 2/2009 Em um eletroduto embutido em alvenaria deve existir somente condutores que estão contidos no intervalo de 3 bitolas normalizadas sucessivas.2. É o que chamamos choque elétrico. poderão colocá-las sob um potencial elétrico diferente do da terra. Alguém.2 da norma. o condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito e quando for circuito monofásico. em contato com superfícies condutoras.6. estabelecerá um caminho condutor fechado entre dois pontos sob potencial elétrico diferente. pode ser necessário um condutor neutro com seção superior à dos condutores de fase. que são aplicáveis quando os condutores de fase e o condutor de neutro forem do mesmo metal. Sendo que num circuito bifásico ou trifásico com neutro. Figura – 4. carcaça de um equipamento encontra-se energizado. a primeira trata-se de um sistema aterrado enquanto a segunda trata-se de um sistema não aterrado.2. Conforme 2º. f) Dimensionamento do condutor de proteção (terra) Aterramento é a ligação elétrica intencional com a terra. Para maior entendimento é ilustrado abaixo duas situações.

de tal modo que os equipamentos eletrônicos. A NBR-5410-2004 estabelece a necessidade de se instalar o fio TERRA e plugues e tomadas padrão atenderão esta EXIGÊNCIA. Como especificado em 5. Todo circuito deve dispor de condutor de proteção.337 de 26-JUL-2006 De acordo com a Tabela 58 página 150 da NBR 5410:2004.5). 6. f) armadura do concreto (ver nota).1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . A medição da resistência de aterramento é feita segundo a NBR 5410-2004 conforme o anexo J (normativo).1. O aterramento também é deve fornecer um plano de referência estático e sem perturbações (terra). em toda a sua extensão (ver também 6.4.3. mm2 S 16 áS 16 35 á S > 16 S > 35 S/2 Referente à tabela 58 da página 150 da NBR 5410:2004 6. O esquema sugerido neste trabalho será o TN-S onde o condutor neutro e o condutor de proteção (terra) são separados ao longo da instalação e as massas (conjunto de partes metálicas não destinadas a conduzir corrente. Nota: Nenhuma ligação visando equipotencialização ou aterramento. Nota: Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito. 11.1. computador. em um sistema aterrado a pessoa em contato com a carcaça é protegida em um sistema aterrado. em toda sua extensão.1. até # 16mm². Conforme a norma NBR 5410.ELE054 Prof.3. todo circuito deve dispor de condutor de proteção. incluindo as conexões às armaduras do concreto.4. enquanto num sistema não aterrado a corrente circulará através da pessoa. g) estruturas e elementos metálicos da edificação (ver nota).3.4. pode ser usada como alternativa aos condutores de proteção dos circuitos. se não for provida de proteção contra danos mecânicos.4 A seção de qualquer condutor de proteção que não faça parte do mesmo cabo ou não esteja contido no mesmo circuito fechado que os condutores de fase não deve ser inferior a: a) b) 2.3 da página 150).3.1. página 202 e 203 da NBR-5410:2004.3. 4 mm2 em cobre. do cond. de proteção corresp.3. utiliza-se no condutor de proteção a mesma seção do condutor fase.4. Flaviö Harå 2/2009 Como pode ser observado.5. em conformidade com a Lei no. Sendo necessário que o condutor de proteção for construído do mesmo metal que os condutores de fase (Conforme item 6.6.2.4. toda instalação elétrica predial deve possuir um sistema de aterramento. 125 .5 mm2 em cobre. possam funcionar satisfatoriamente tanto em baixas quanto em altas freqüências.2.2.3 Os seguintes elementos metálicos não são admitidos como condutor de proteção: a) tubulações de água. eletricamente interligadas e isoladas das partes vivas) devem então ser conectadas ao condutor de proteção. Seção mínima do condutor de proteção Seção dos condutores de fase S mm2 Seção mín. b) tubulações de gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis. do circuito de maior bitola. se for provida de proteção contra danos mecânicos. observado o disposto em 6.

a troca de um disjuntor ou fusível por outro de maior corrente requer.10 da página 158. 4) Calcular as quedas de tensão de acordo com o CQT. 2) Ler o restante exercício 04 da apostila.4. Por isso. os quadros de distribuição destinados a instalações residenciais e análogas devem ser entregues com a seguinte advertência: ADVERTÊNCIA 1.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .5. a troca dos fios e cabos elétricos.2 1) Corrigir os erros anteriores se houver. nos demais circuitos que não possuem o cálculo do CQT copiar a coluna CCC para coluna BITOLA tomando cuidado com as observações pg 123 e 124. 5) Completar na coluna CQT somente os 3 circuitos que foram calculados. somente 3 com CQT (nestes casos escolher o maior entre as 2 bitolas na coluna BITOLA). desligando algum circuito ou a instalação inteira. Flaviö Harå 2/2009 Nos quadros de distribuição. que só podem ser identificadas e corrigidas por profissionais qualificados. e não deve ser facilmente removível. por outros de maior seção (bitola).15 N NOTA A capacidade de reserva deve ser considerada no cálculo do alimentador do respectivo quadro de distribuição Referente à tabela 59 da página 157 da NBR 5410:2004 Conforme item 6. mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente. A DESATIVAÇÃO OU REMOÇÃO DA CHAVE SIGNIFICA A ELIMINAÇÃO DE MEDIDA PROTETORA CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS E RISCO DE VIDA PARA OS USÚARIOS DA INSTALÇÃO. deve ser previsto espaço para ampliações futuras. Da mesma forma. Desligamentos freqüentes são sinal de sobrecarga. somente de um circuito de LUZ. antes. um de TUG e um de TUE. NUNCA troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior corrente (maior amperagem) simplesmente. antes de a instalação ser entregue ao usuário. ETAPA 4. Esta advertência pode vir de fábrica ou ser provida no local. Como regra.ELE054 Prof. conforme a tabela seguinte: Espaço para ampliações em quadros de distribuição Espaço mínimo destinado a Quantidade de circuitos reserva (em número de circuitos) efetivamente disponível N Até 6 2 7 a 12 3 13 a 30 4 N > 30 0. a causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. 3) Ler as NOTAS. se as tentativas de religar a chave não tiverem êxito. TUG – C? e LUZ – C? Onde a interrogação é o número do circuito. isso significa. Quando um disjuntor ou fusível atua. muito provavelmente. 6) Completar toda a coluna de BITOLA em relação ao CCC. NUNCA desative ou remova a chave automática de proteção contra choques elétricos (dispositivo DR). Se os desligamentos forem freqüentes e. que a instalação elétrica apresenta anomalias internas. Identificar cada um dos 3 cálculos desta forma qual tipo de circuito e o número dele: TUE – C?. 7) Dimensionar o(s) condutor(es) de proteção – terra pg 124 e 125. principalmente. 2. 126 . com base no número de circuitos com que o quadro for efetivamente equipado.

5º Informar que as críticas e sugestões a respeito da proposta deverão ser encaminhadas para o endereço abaixo: Instituto Nacional de Metrologia.Rio Comprido . de 20 de dezembro de 1999. visando à consolidação do texto final.INMETRO. a partir da data da publicação desta Portaria. editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. no mercado. industrializados em desacordo com as normas técnicas. de 14 de fevereiro de 2005. a certificação compulsória dos disjuntores utilizados nos quadros de entrada. importação comercialização dos disjuntores. ou execuções mono. ou E-mail: dipac@inmetro. Normalização e Qualidade Industrial . o prazo de 60 (sessenta) dias para que sejam apresentadas sugestões e críticas relativas ao Regulamento de Avaliação da Conformidade para Certificação dos Disjuntores. Flaviö Harå 2/2009 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO. Art. 6º Declarar que. findo o prazo estipulado no artigo 4º desta Portaria. em conformidade com as Normas Brasileiras NBR 5361 e NBR IEC 60898. anteriormente mencionadas.br. de grande variedade de dispositivos elétricos residenciais de baixa tensão. às Normas Brasileiras NBR 5361. o Inmetro se articulará com as entidades representativas do setor.inmetro.933. que tenham manifestado interesse na matéria. Art. foco de incêndios e de diversos acidentes residenciais. Parágrafo Único – A certificação. indicando conformidade. de 11 de dezembro de 1973. de modo a estabelecer regras equânimes e de conhecimento público. correntes nominais até 63A (ampère) e correntes de curtocircuito até 10kA (quilo-ampère). 2º Os disjuntores mencionados no artigo anterior deverão ostentar a identificação da certificação.ELE054 Prof.MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA.RJ FAX: (021) 2563. JOÃO ALZIRO HERZ DA JORNADA Presidente do Inmetro 127 . 1º Fica mantida. no uso de suas atribuições. será admitida até 31 de dezembro de 2005. no âmbito do SBAC. 7º Publicar esta Portaria no Diário Oficial da União.br Art. 4º Declarar aberto. Art.2834 . da Portaria Inmetro nº 35. NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL – INMETRO Portaria nº 130. Considerando a necessidade de zelar pela segurança das instalações elétricas de baixa tensão. fato que torna desaconselhável a sua utilização. proposta de revisão do texto do Regulamento de Avaliação da Conformidade para Certificação dos Disjuntores. quando iniciará a sua vigência.Inmetro Diretoria da Qualidade – DQUAL Divisão de Avaliação da Conformidade – DIPAC Rua Santa Alexandrina 416 CEP 20261-232 . de 30 de junho de 2005.966. INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR . no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – SBAC. e Considerando a existência. Considerando a necessidade de regulamentar os segmentos da fabricação. Art. e tendo em vista o disposto no artigo 3º da Lei nº 9. NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL . no site www.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . bi. 3º Disponibilizar. editado pelo INMETRO. de medição e de distribuição. para que indiquem representantes nas discussões posteriores. NBR IEC 60947-2. derrogando o parágrafo único do artigo 2º. NBR IEC 60898 ou NBR NM 60898. (Disjuntores) O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA. respectivamente. As certificações.gov. deverão estar de acordo com o Regulamento de Avaliação da Conformidade para Certificação dos Disjuntores. residenciais. Art. conferidas pela Lei nº 5. de que trata o caput deste artigo. comumente conhecidos como minidisjuntores. resolve baixar as seguintes disposições: Art.gov. tri e tetrapolares para tensões até 415V (volt).

(Conforme item 5.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . para proteger os diversos circuitos contra eventuais sobrecargas ou curtos-circuitos. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 5 1) Dimensionar a proteção dos circuitos – os disjuntores NBR NM 60898:2004 2) Dimensionar os eletrodutos – diâmetro dos dutos NBR 6150 As indicações da norma NBR-5410 – 2004 que se aplicam a este exercício estão resumidas a seguir. e IEC 898 (aplicação residencial). portanto. de animais domésticos e de bens. para a proteção e manobra de circuitos de distribuição. PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES As sobrecorrentes são correntes elétricas cujos valores excedem o valor da corrente nominal ou valor de funcionamento normal do equipamento.Dimensionamento da proteção dos circuitos A NBR 5410 estabelece prescrições fundamentais destinadas a garantir a segurança de pessoas.ELE054 Prof. geralmente de cor branca (também chamados de mini-disjuntores) são regulamentados pela norma NBR NM 60898:2004 aplicável para instalações domésticas e similares. De construção compacta (vide figura abaixo).3. Os disjuntores DR são regulamentados pela norma NBR IEC 61009 – 1. possuem acionamento manual e são equipados com disparadores eletromagnéticos que atuam em caso de curto-circuito e disparadores térmicos que atuam em caso de sobrecarga. São usados. contra os perigos que possam resultar de utilização das instalações elétricas. Os disjuntores termomagnéticos em caixa moldada.3. Elas podem ser pouco superiores à corrente nominal (correntes de sobrecarga) ou muito superior por ocasião de uma falta (correntes de curto-circuito). Em instalações residenciais utilizam-se normalmente disjuntores termomagnéticos em caixas moldadas ("quick-lag"). Disjuntor monofásico Curva B 10A Disjuntor bifásico Curva B 20A Disjuntor trifásico Curva C 16A 128 .1 da página 62). montados em quadros de distribuição padronizados. 1.

ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .3. (CATÁLOGO GE) FIGURA 1 PROTEÇÃO CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS É previsto um sistema de aterramento para a instalação onde todas as massas devem ser conectadas à terra (Ver exercício anterior). O gráfico abaixo mostra a curva de disparo de um disjuntor que atende às rígidas exigências da norma IEC 898 (aplicação residencial).63 .. Na prática todos os circuitos apresentam uma corrente de fuga. 129 .32 . Flaviö Harå 2/2009 VALORES PADRONIZADOS PARA AS CORRENTES DE INTERRUPÇÃO: IDISJUNTOR : ..70 .40 . devido à inexistência real de isolação perfeita. Onde: C = curva de suportabilidade térmica do condutor. a utilização de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade.16 .1 da 5410 pg 63 Onde o valor do IFIO encontra-se na TABELA 7 – pg 115. limitada a valores mínimos.50 . É obrigatória.13 .4.20 . O que o dispositivo diferencial faz é supervisionar a existência de corrente de fuga no circuito ao qual está conectado e atuar. Podem ser dimensionados utilizando-se o seguinte critério: IFIO x (FCNC x FCT) á IDISJUNTOR á ICIRCUITO Conforme item 5.80A.10 ..25 . D1 = curva de atuação do disjuntor. também..

Este é então o princípio fundamental dos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas. trata-se então de procurar oferecer um ponto de captação. constituindo portanto um único dispositivo. as dimensões internas dos eletrodutos e os respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e retirar facilmente os condutores nele contidos.1.11.2. A tendência dos raios é atingir a superfície da Terra. 6.11.2-3). qualquer que seja essa combinação (caixa-caixa. sem o uso de acessório específico. sempre que o valor desta corrente for superior a um valor preestabelecido. Corrugado de acordo com a IEC 60614. Estando a sua ocorrência. 6. por caixa ou extremidade de linha. Nota: Esta proibição inclui.11. de produtos que não sejam expressamente apresentados e comercializados como tal. como eletroduto.1.2 Nas instalações elétricas abrangidas por esta Norma só são admitidos eletrodutos não-propagantes de chama.5 Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados.2. caixaextremidade ou extremidade-extremidade).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .2.11. não devem resultar em redução das dimensões internas do eletroduto. PROTEÇÃO CONTRA SOBRETENSÃO Numa instalação residencial aa causas mais freqüente das sobretensões são os fenômenos atmosféricos. pois são fenômenos da natureza. Portanto seu dimensionamento irá depender do número e da bitola dos condutores que estão contidos no eletroduto.2. produtos caracterizados por seus fabricantes como “mangueiras”. a taxa máxima de ocupação em relação à área de seção transversal do mesmo deve ser de 40%.Dimensionamento dos eletrodutos De acordo com a norma NBR 6150:1980 – Eletrodutos de PVC rígido – (Eletroduto flexível de seção circular. Quando temos 3 ou mais condutores no eletroduto.7 Em cada trecho de tubulação delimitado.2. em particular banheiros e piscinas.1. 6. podem ser instaladas no máximo três curvas de 90° ou seu equivalente até no máximo 270°. é obrigatório a utilização de dispositivos diferenciais.2.6 da 5410 pg 120. Desta forma. Comercialmente os dispositivos diferenciais são fornecidos em módulos acoplados elétrica e mecanicamente a disjuntores termomagnéticos. 6. O projeto e a instalação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas não são objetivos de estudo nesta disciplina. 6. por exemplo.11. quando originadas do dobramento do eletroduto. de PVC. 2.1 É vedado o uso.ELE054 Prof. de um lado e de outro. Em nenhuma hipótese devem ser instaladas curvas com deflexão superior a 90°.11. Flaviö Harå 2/2009 provocando o seccionamento da alimentação do circuito.1. garante-se em um mesmo dispositivo.8 As curvas. de condutores de aterramento. a proteção dos condutores contra sobrecargas e curto-circuitos e a proteção das pessoas contra choques.1. cabos unipolares ou cabos multipolares. conforme o item 6. Em instalações residenciais em locais molhados. um percurso seguro e um sistema de escoamento das descargas elétricas de origem atmosférica de forma a evitar ou reduzir os seus efeitos perigosos. 130 . a princípio. Nota: Isso não exclui o uso de eletrodutos para proteção mecânica.1. fora do controle da ação humana. por exemplo.

2 356.85 16.0 2.75 13.52 237.5 3.39 56. ou seja a área média de cada condutor ocupará: TABELA 10 CONDUTOR (mm2) diâmetro externo (mm) ΑCADA FIO = Σ π d2 (mm2) 4 1.5 7. foi apresentado somente para fins de dedução! Abaixo transcrevemos dados de eletrodutos de PVC rígido.d k2 n ∑ 4 k =1.56 * Estes são os eletrodutos adaptáveis às caixas octogonais usadas em instalações elétricas residenciais. da Tigre. rosqueável.3 593.9 40% da área útil (mm2) 84.34 37.9 16 6.5 3.3 32 (mm) 1” 27.5 Área útil (mm2) 211. Diâmetro externo dos condutores com os resultados dos cálculos da equação acima. 5 25 [mm2] onde: d = diâmetro externo (mm) k = bitola do condutor no eletroduto (mm2) n = número de condutores da bitola k O cálculo acima será PROIBIDO na disciplina.4 25 (mm) ¾” 21.62 27. ÁREA TOTAL OCUPADA PELOS CONDUTORES = π .7 4 4.9 25 8.ELE054 Prof.2 6 4.6 10 5.75 131 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . TABELA 9 Diâmetro nominal Diâmetro interno (*) (mm) 20 (mm) ½” 16.48 142.07 10. Flaviö Harå 2/2009 Figura 2 Calculada a área ocupada pelos condutores em cada eletroduto usando a equação abaixo pode-se escolher o eletroduto.

2mm para os condutores de #4.0 mm2.0mm de diâmetro externo para os condutores de #1.50mm2 + 27. φ 3.34 mm2 Na planta PROIBIDO aparecer algum cálculo com (Pd2/4)! Consultando a TABELA 9 da pg 131. 2 condutores de #2.ELE054 Prof.0mm2.5 mm2 (circuito 1 fase e neutro). ou seja que todas as combinações de bitolas da sua planta foram calculadas ou comparadas com o cálculo base.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Pela TABELA 10 da pg 131. determinar o que acontece com as combinações de número de condutores e bitolas igual(is) ou número menor de condutores com as mesmas bitolas.14mm2 + 21. Tabela (menos o disjuntor geral). Flaviö Harå 2/2009 Exemplo: O eletroduto que liga o quadro de distribuição ao ponto de luz do quarto suíte da planta da pg 109. 2 neutros e 1 terra (são 3 circuitos => 6 condutores e o terra).7mm para os condutores de #2.5mm2 e φ 4. 4) Dimensionar os eletrodutos. 2) Ler o exercício 05 da apostila.5 mm2 (circuito 3 fase e neutro) e 3 condutores de #4.48 mm2.75mm2) + 3 x (13. o 7 e o fio terra de bitola #4. qualquer duto que estiver na planta a condição de ocupação dentro dele será apresentada por um dos cálculos explicitamente e/ou a partir de algum dos cálculos consigo deduzir a ocupação deste. Observação: Nesta etapa o que deve ser verificado são as combinações de ocupação dos condutores. poderemos dimensionar o diâmetro mínimo.0 mm2 (circuito 7 fase e fase mais o terra).5mm2.70mm2 = 63. supondo-se que os circuito 1 é de bitola #1. Recomendações: 1) Corrigir os erros anteriores se houver. utilizaremos o valor de φ 3.5mm2.5mm2. NOTA: Cáculo base é aquele que você consegue por comparação. 5) Todas as plantas terão o cálculo do duto onde passam os 02 chuveiros.85mm2) = A = 14. pois 63. No total temos 7 condutores neste eletroduto: 4 fases. o 3 de bitola #2. Assim pelo esquema temos 2 condutores de #1. 3) Dimensionar os disjuntores preenchendo o final da 2ª.07mm2) + 2 x (10.34 mm2 é menor ou igual a 84. utilizaremos um eletroduto de PVC φ 20mm. teremos o esquema da figura abaixo. Consultando a TABELA 10. 6) Ler as NOTAS e as LEGENDAS da planta. 132 . teremos: A = 2 x (7. que representa o máximo de 40% da área interna do duto de φ 20mm. Para garantir que todos os dutos foram dimensionados. apresentando no mínimo 2 cálculos bases e no máximo 5.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .76 0.45 133 . Portanto torna-se necessário o cálculo da carga demandada.60 0.81 0. as cargas devem ser distribuídas entre as fases de modo a assegurar o melhor equilíbrio possível.64 0. Para o cálculo da demanda: a) Somamos todas as cargas de iluminação e tomadas de uso geral e multiplicamos pelo fator de demanda. Em residências com carga instalada acima de 15kW (considerada elevada para a concessionária local) sabe-se que nem toda ela é utilizada simultaneamente. Caso sua instalação tenha um fornecimento tipo D será necessário estimar a demanda.57 0.Estimativa de demanda Em instalações alimentadas por mais de uma fase. TABELA 11 C = ∑ Cargas de iluminação e TUG’s (LUZ + TUG) (Cargas em kVA) ∑ Cargas £ 1 F.86 0.D (fator de demanda) (LUZ + TUG) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 < < < < < < < < < ∑ Cargas £ 2 ∑ Cargas £ 3 ∑ Cargas £ 4 ∑ Cargas £ 5 ∑ Cargas £ 6 ∑ Cargas £ 7 ∑ Cargas £ 8 ∑ Cargas £ 9 ∑ Cargas £ 10 ∑ Cargas > 10 0. Em residências pequenas (pequena carga) o fator de demanda pode ser considerado igual a 100%.ELE054 Prof. Uma forma de se calcular esta demanda é sugerida pela Cemig em seu “Manual da Distribuição para atendimento de consumidores em baixa tensão” que é transcrita abaixo.52 0.54 0. toda a carga instalada é utilizada simultaneamente. ou seja.68 0. 1 . Define-se por fator de demanda o fator por que deve ser multiplicado a potência instalada para se obter a potência demandada. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO 6 1) DIMENSIONAR O ALIMENTADOR (PELA CARGA INSTALADA OU PELA DEMANDA) E A PROTEÇÃO GERAL DE SUA INSTALAÇÃO 2) FAZER O DIAGRAMA UNIFILAR GERAL DA INSTALAÇÃO E O EQUILÍBRIO DE FASES. que representaria a potência que realmente seria utilizada simultaneamente.72 0.

Número de aparelhos F.76 0.84 0. 2 .1 – Cemig.ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 TABELA 12 b) Para as cargas especiais o fator de demanda é dado em função do número de aparelhos de um mesmo tipo (independente da potência dos equipamentos). Para consumidores tipo D.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . que pode ser estimada pelo projetista ou pela concessionária conforme ítem anterior.00 0.D.Dimensionamento da proteção geral A seguir é mostrada parte da tabela extraída do “Manual da Distribuição para atendimento de consumidores em baixa tensão” da Cemig. Para consumidores tipos A e B. Observe que.92 0. para consumidores A e B utiliza-se a carga instalada (kW) mas já para consumidores tipo D. utilizando os critérios da capacidade de corrente e o da queda de tensão. o dimensionamento é feito com base na provável demanda de potência (kVA). TABELA 13 FORNECIMENTO CARGA INSTALADA OU Carga demandada tipo faixa A1 A2 B --D1 D2 D D3 D4 D5 D6 De (>) --5 10 ----15 23 27 38 47 Até (£) 5 kW 10 kW 15 kW 15 kVA 23 kVA 27 kVA 38 kVA 47 kVA 57 kVA 2 2 3 4 4 4 4 4 4 1 1 2 3 3 3 3 3 3 40 70 60 40 60 70 100 120 150 No de fios No de fases Disjuntor (A) A 3 . o dimensionamento é feito com base na potência instalada em kW.Dimensionamento do alimentador e da proteção geral O alimentador deve ser dimensionado da mesma forma como foram dimensionados os condutores dos circuitos. (TUE) 1 2 3 4 5 1. será necessário calcular a carga demandada (kVA). que indica a proteção geral (disjuntor) a ser usada no quadro de medição.70 c) A carga demandada da instalação será a soma das parcelas acima. 134 . de acordo com a norma ND 5.

92] + ( C3 x 1 ) + ( C9 x 1 ) = = [(4500+4500) x 0. Da TABELA 11. 134 temos que o fator de demanda para aparelhos do mesmo tipo de uso serão: 0.torneira elétrica 21.127 V .220 V .57.chuveiro C3 .4500 VA .57 = 4218 VA Da TABELA 12 – pg. esta instalação será do tipo D2 com disjuntor geral de 60 A trifásico. podemos traçar o diagrama unifilar da instalação. Uma vez dimensionados as proteções geral e individuais de cada circuito e os condutores (circuitos e alimentador).2000 VA . que será exemplificado abaixo.3500 VA .1300 VA . Exemplo: Dimensione o alimentador e faça o diagrama unifilar de uma instalação sabendo-se que possui 9 circuitos. 167 de Proteção Geral.127 V .Diagrama Unifilar O diagrama unifilar dos quadros de distribuição e medição é fundamental para a perfeita compreensão do projeto de uma instalação elétrica.tomadas C7 .1500 VA . de levantamento de cargas e 2ª. Flaviö Harå 2/2009 4 .127 V . pg.220 V .134 temos que o fator de demanda de iluminação e TUG será 0.92] + (1500 x 1) + (3500 x 1) = = (8280) + (1500 ) + (3500) = 13280 VA Pot. Total DEMANDADA = PT(Ilu +TUG)DEMANDADA + PT(TUE)DEMANDADA = = 4218VA + 13280VA = 17498 VA Assim pela TABELA 13 – pg.1300 VA . com as seguintes tensões e potências: C1 .1500 VA .0 (torneira elétrica) PT(TUE)DEMANDADA = [( C1 + C2 ) x 0. 1.4500 VA .127 V .1300 VA .tomadas C8 . 135 .tomadas cozinha e área de serviço C9 .220 V .ELE054 Prof.127 V .TAB.92 (chuveiros).chuveiro C2 .TAB de divisão dos circuitos da planta (no final das colunas LUZ e TUG).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .127 V .iluminação C6 .0 (micro ondas) e 1. ⇒ PT(LUZ +TUG)DEMANDADA = 7400 VA x 0.micro ondas C4 .400VA = Potência Total Instalada (deste exemplo => Tipo D) • DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO GERAL OU DISJUNTOR GERAL PT(LUZ +TUG) = C4 + C5 + C6 + C7 + C8 = = 1500 + 1300 + 1300 + 1300 + 2000 = 7400 VA Estes valores já estão somados na 1ª.iluminação C5 .

1 que mostra a situação do lote na rua e a implantação da casa no mesmo. (SERÁ UTILIZADO O MESMO COMPRIMENTO PARA O EXERCÍCIO NAS PLANTAS) ⇒ S d = PFASE x d = 5833 VA x 10 m = 58330 VAm (TABELA 8 – pg.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 136 .ELE054 Prof.1 – Planta de implantação e situação PFASE = PT(LUZ + TUG)DEMANDA + PT(TUE) DEMANDADA = 3 17498 VA 3 = 5833 VA (TABELA 7 – pg. levando em cosideração subidas e descidas). Flaviö Harå 2/2009 • CONTINUANDO COM O CÁLCULO DO ALIMENTADOR: Figura 6. vide figura 6. 118 Roteiro 4 – Critério de queda de tensão em 127V) ⇒ # 10mm2 Logo o alimentador escolhido deve ser sempre o que for maior para garantir os 2 critérios ⇒ o de # 10mm2 . 115 Roteiro 4 – Critério de corrente – 3 condutores carregados) I FASE = PFASE VA = 46 A ⇒ # 10mm2 127 V Supondo um alimentador de 10m (comprimento TOTAL dos condutores.

Ref. Flaviö Harå 2/2009 • DIAGRAMA UNIFILAR DA INSTALAÇÃO Figura 6.0 mm # 2.5 mm # 2.5 mm # 2. = FASE A = FASE B = FASE C = 21400 VA 3 = 7134 VA por fase C1 C9 + C4 + C6 + = 6800 VA 2 2 C2 C1 + + C3 + C5 = 7300 VA 2 2 C2 C9 + C7 + C8 + = 7300 VA 2 2 137 . Referência de equilíbrio das fases = Potência Instalada Número de fases Segundo o exemplo dado teremos que somando os 9 circuitos teremos uma potência instalada de 21. B e C com valores em torno da potência de referencia.5 mm 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Figura 6. Pot.5 mm # 1.ELE054 Prof.2 QDC # 4.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .0 mm # 4. Importante é que no final a DEMANDA média por fase fique bem equilibrada (valores bem próximos).400VA.3 Deve-se dividir as cargas INSTALADAS o mais igualmente possível entre as fases: carga da fase A.5 mm # 1.5 mm # 2.5 mm # 2.

2) Ler o exercício 06. regido em linguagem acessível a leigos. incluindo relação dos pontos alimentados. 5. 2.Na figura 6. Equilíbrio de fases. 6) Equilíbrio de fases: 1. MFASE mFASE =1. no caso de circuitos terminais. 220 V: 02 fases. 4. desde o ramal de ligação até os circuitos terminal. CCC: considerar três condutores carregados. os seguintes elementos: a) esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades.1 mFASE =0. 2. CQT: considerar 127 V por fase. 6. 2. Disjuntor geral. tabela 18). etc FIGURA 6. d) recomendação explícita para que não sejam trocados. Flaviö Harå 2/2009 5 .4 Recomendações: 1) Corrigir os erros anteriores se houver. 6. 3. Nota: São exemplos de tais instalações as de unidades residenciais. composta por pessoal advertido ou qualificado (BA4 ou BA5. 5) Completar o diagrama unifilar: 1. 4) Alimentador: 1. na disciplina adotaremos 10.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Disjuntores do QDC. no mínimo. 127 V: 01 fase.1.8.4 tem-se uma vista de uma instalação elétrica. b) potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível. supervisão e/ou manutenção. Diferença máxima do valor entre a maior fase e a menor fase das 3 fases: 10%. que contenha. 3) Especificar os cálculos da demanda para dimensionar o disjuntor geral (completar a 2ª. c) potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva. tabela com o valor dele).3 As instalações para as quais não se prevê equipe permanente de operação. quando for o caso. devem ser entregues acompanhadas de um manual do usuário. 3.0m comprimento TOTAL dos condutores que alimentam a casa. por tipos com características diferentes. Bitola do alimentador. Potência dos circuitos.0 OU MFASE 138 .9 e 1.0 e 1. Bitola de cada circuito.ELE054 Prof. de pequenos estabelecimentos comerciais. os dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s).

4) O imóvel deverá conter placa com número predial. 10) Os eletrodutos deverão ser de ferro galvanizado ou pintado ou PVC rígido. 13) Informações complementares estão disponíveis nas Normas da CEMIG.0 metros quando do mesmo lado do imóvel.. obedecendo a numeração sequencial da rua. Deverá ficar à vista do piso ao topo. A seguir algumas figuras para melhor visualização de tipos de Padrões de Entrada mais comuns. com furo para inspeção e ter a sua base concretada. de fácil acesso. no máximo 30. 6) O cano poste do padrão não poderá conter emendas. cx 02.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . 7) Os fios condutores não poderão ter emendas dentro dos eletrodutos. dentro do lote. devendo deslizar livremente dentro dos mesmos e ter comprimento adequado para a ligação..0 metros.. 5) A altura entre o ponto de entrega e o solo deve ser de no mínimo 5. 3) A distância entre o poste da CEMIG e o ponto de entrega é de. Flaviö Harå 2/2009 6 – CONSTRUÇÃO DO PADRÃO DE ENTRADA DE ENERGIA Conforme folheto da CEMIG sobre Padrão de Entrada de Energia deverão ser observadas os seguintes pontos e a ND 5. 8) O condutor neutro deverá ter o isolamento na cor azul. 2) A distância entre o padrão e a divisa do lote e ente o padrão e seu acesso é de no máximo 6.ELE054 Prof.0 metros.1 da CEMIG de Novembro-1998: 1) O local do Padrão deve ser livre. . no mínimo 4. 12) A montagem do padrão deverá permitir a visualização do pingadouro a partir do solo.: cx 01. não podendo ser instalado em escadas ou rampas. Ex. 9) A conexão do fio terra à haste de aterramento deverá ficar à vista para vistoria e posterior acabamento. 139 . 11) As caixas de medição deverão ser numeradas nas partes internas e externas.9 metros quando o poste da CEMIG estiver do outro lado da rua e de.

ELE054 Prof.1 pg 8-3) 140 .1 pg 8-1) FIGURA 6.6 – Situação da Edificação para escolha do Padrão (Fig. 3 da ND 5. Flaviö Harå 2/2009 FIGURA 6. 1 da ND 5.5 – Alturas mínimas do ramal de ligação ao solo (Fig.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 FIGURA 6.ELE054 Prof.7 – (Figuras da ND 5.1 pg 9-6 e 9-1 respectivamente) 141 .

1 pg 9-2 e 9-3 respectivamente) 142 . Flaviö Harå 2/2009 FIGURA 6.8 – (Figuras da ND 5.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

1 pg 9-4 e 9-19 respectivamente) 143 . Flaviö Harå 2/2009 FIGURA 6.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.9 – (Figuras da ND 5.

“MÉTODO DOS LUMENS” DETERMINAÇÃO DO NÍVEL REQUERIDO DE ILUMINAMENTO ESCOLHA DAS LÂMPADAS E LUMINÁRIAS DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO (FU) ESTIMATIVA DO FATOR DE DEPRECIAÇÃO / CONSERVAÇÃO (FC) CÁLCULO DO NÚMERO DE LÂMPADAS E LUMINÁRIAS REQUERIDAS DETERMINAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DAS LUMINÁRIAS 145 146 146 146 146 147 147 148 148 149 150 150 152 152 152 152 152 152 152 153 153 153 153 153 153 154 154 154 155 144 . Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO DE CÁLCULO DE ILUMINAÇÃO GRANDEZAS E UNIDADES UTILIZADAS EM LUMINOTÉCNICA PROJETO DE ILUMINAMENTO DE UMA INSTALAÇÃO INTRODUÇÃO QUANTIDADE DE LUZ NÍVEIS MÍNIMOS DE ILUMINAMENTO RECOMENDÁVEIS A DISTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO O PLANO DE TRABALHO QUALIDADE DE LUZ OFUSCAMENTO RELAÇÕES DE BRILHO DIFUSÃO COR SISTEMAS DE ILUMINAMENTO INDIRETO SEMI-INDIRETO GERAL DIFUSO OU DIRETO-INDIRETO SEMIDIRETO DIRETO MÉTODOS DE ILUMINAÇÃO GERAL GERAL LOCALIZADO SUPLEMENTAR PROJETO DE ILUMINAMENTO DE INTERIORES .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

A unidade brasileira de iluminamento segundo a ABNT-NBR 5413 é o lux [lx = lumen/m2]. O fator de reflexão é a relação entre o fluxo refletido por uma superfície e o fluxo luminoso incidente sobre ela. Portanto o fluxo luminoso incidente divide-se em três partes em uma dada proporção que depende da superfície sobre a qual incide. 145 . • Intensidade luminosa (I) → é a irradiação de luz em apenas uma direção. Sua unidade é portanto o lumen/watt [lm/W]. superficial de fluxo luminoso recebido.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . A unidade de fluxo é o lumen [lm]. e não acrescentada no final. e uma terceira parte é absorvida pela própria superfície.ELE054 Prof. GRANDEZAS E UNIDADES UTILIZADAS EM LUMINOTÉCNICA • Fluxo luminoso (φ) → é a potência luminosa irradiada em todas as direções por uma fonte de luz. transformando-se em calor. É a medida do grau de ofuscamento. mais confortável e mais aconchegante. Sua unidade é o nit [nit = cd/m2]. • Fator de reflexão da luz ou refletância (R) → quando se ilumina uma superfície uma parte do fluxo luminoso que incide sobre a mesma é refletida. outra atravessa a superfície transmitindo-se ao outro lado. devendo ser programada no início do projeto. • Iluminamento (E) → podemos definí-lo (em um ponto da superfície) como a densidade • Luminância (L) → é a razão entre a intensidade luminosa refletida por uma superfície e a sua área. • Eficiência luminosa (η) → é a relação entre o fluxo luminoso total emitido pela fonte e a potência por ela absorvida. A unidade de intensidade luminosa é a candela [cd]. Flaviö Harå 2/2009 Luminotécnica Uma iluminação bem planejada permite criar um espaço mais produtivo. É normalmente dado em porcentagem e corresponde a um valor médio dentro de todo o espectro visível.

Flaviö Harå 2/2009 PROJETO DE ILUMINAMENTO DE UMA INSTALAÇÃO INTRODUÇÃO O projeto de iluminamento de uma instalação deve se basear em uma série de questões: • • • • • Qual é a instalação a projetar? É uma iluminação para visão propriamente dita.000-10.000 Luz do dia. Uma vez que gostos pessoais e opiniões variam.000-100. se comparados com os encontrados na natureza. onde se incluem as tarefas visuais mais freqüentes e os índices mínimos de iluminamento recomendados. de forma econômica e confortável.000 Diretamente expostos aos raios solares 50.ELE054 Prof. especialmente em termos de aparência externa. níveis mínimos de iluminamento recomendados em escolas e ainda alguns níveis de iluminamento representativos.000 Iluminamento em oficinas 700-1. para determinar a quantidade e a qualidade de luz adequadas. É também importante distribuir/concentrar esta iluminação no plano de trabalho. mas sim devido a nossas limitações atuais com relação à capacidade para produzir níveis mais altos.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . QUANTIDADE DE LUZ Um dos dados fundamentais para o projeto de iluminamento de uma instalação é a quantidade de luz necessária para se realizar bem uma certa tarefa. NÍVEIS MÍNIMOS DE ILUMINAMENTO RECOMENDÁVEIS A título de exemplo mostramos nas tabelas 1 e 2 abaixo. existem certas regras básicas.24 Iluminamento de ruas 6-18 Luz do dia. que devem sempre ser observadas.500 Os níveis de iluminamento recomendados. Tal recomendação não é feita porque os níveis baixos sejam satisfatórios para a visão. ou para decoração? Qual a tarefa visual naquela instalação ou para que atividades o espaço vai ser usado? Quais são as exigências arquitetônicas. Tabela 1. 146 . na sombra em exteriores 1. são baixos. decorativas e/ou limitações construtivas? Quais considerações econômicas devem ser levadas em conta? As respostas a tais perguntas determinam a quantidade de luz necessária e os melhores meios para conseguí-la. Níveis de iluminamento representativos Iluminamento (lux) Luz das estrelas 0. Níveis mínimos de iluminamento recomendados em escolas Ambiente Iluminamento (lux) Corredor 100 Laboratórios 500 Oficina 500 Salas de desenho 500 Salão de reuniões 200 Salas de aula 300 Salas de estudos 300 Tabela 2. janelas voltadas para o norte 500-2.002 Luz da lua 0. Na norma brasileira existem tabelas.

É desejável 147 . devendo sempre que possível aproximar-se de um. vertical ou inclinado (painéis de controle) ou se situar dentro da superfície de certos objetos muito grandes. como por exemplo nos casos de iluminação de destaque (luz que sobressai o que é especial).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . para que a distribuição seja uniforme no ambiente. Na distribuição uniforme a relação entre o iluminamento máximo abaixo das luminárias e o mínimo em lugares situados entre duas delas. o contraste pela variação na iluminação. Na maior parte das salas de festas. em função da altura de montagem. Flaviö Harå 2/2009 Portanto as tabelas de níveis mínimos de iluminamento recomendados pela norma servem como guia para os valores que hoje em dia são acessíveis e práticos no estado atual da arte da iluminação. por exemplo. máquinas. como ocorre em sessões de montagem de fábricas de aviões. a distribuição de iluminação deve ser determinada no projeto da instalação. nunca deve ser maior que dois. etc). A DISTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO Assim como o nível de iluminamento. Os fabricantes de luminárias fornecem as distâncias máximas entre elas para os diversos tipos que fabricam. que pode ser horizontal (mesas. ajuda a criar uma atmosfera atrativa. Tanto na iluminação geral (aquela que possibilita uma circulação fácil e segura e que define o espaço) como na iluminação de tarefas (ilumina áreas onde se trabalha) é geralmente recomendável que se coloquem luminárias de tal maneira que proporcionem uma iluminação razoavelmente uniforme sobre todo o ambiente.ELE054 Prof. O PLANO DE TRABALHO É importante identificar o plano de trabalho. As luminárias com distribuição estreita da luz devem ser colocadas mais próximas para uma adequada distribuição de iluminação. Em certas circunstâncias a iluminação uniforme pode não ser conveniente.

possa iluminar da melhor maneira o plano de trabalho. QUALIDADE DE LUZ Em um projeto de iluminamento sabe-se que a quantidade de luz não assegura por si só uma boa iluminação. deve-se protegê-las por globos difusores. tão importante quanto a quantidade.000 Lâmpada de vapor de sódio 85 W 190.000 Lâmpada fluorescente branca de 40 W 6. Este fenômeno se apresenta quando no campo visual existem objetos ou fontes iluminadas com grandes diferenças de brilho. Não depende do brilho intrinsecamente considerado. Tabela 3. a difusão e a cor. Flaviö Harå 2/2009 que a seleção de luminárias.000.ELE054 Prof.000 (ii) Localizações inadequadas de fontes luminosas de brilho intenso ( próximas ao olho humano ou situadas no centro do campo visual): Para evitar o ofuscamento provocado pelas fontes próximas do olho humano. as relações de brilho. mas das diferenças do brilho. pode-se definir o ângulo mínimo de localização das mesmas como sendo o ângulo formado pela direção visual horizontal e a direção da visão ao foco luminoso. podem ser considerados os mais importantes. Luminâncias de fontes luminosas Luminâncias (nits) Fontes luminosas Filamento de lâmpada incandescente 1. (iv) Brilho refletido por numa superfície metálica muito polida. Para as lâmpadas de luminância elevada que ficam dentro de ângulos inferiores. 148 . (ii) Fadiga visual com menor rendimento no trabalho ou tarefa encomendada. ou seja. com sua respectiva distribuição luminosa. Este ângulo deve ser superior a 30°. OFUSCAMENTO O conceito de ofuscamento está intimamente ligado ao brilho. para uma visão direta.000. refletores. OS EFEITOS QUE O OFUSCAMENTO PRODUZ SÃO OS SEGUINTES: (i) Diminuição da percepção visual: O observador concentra involuntariamente sua atenção na direção do objeto brilhante e diminui a percepção no resto do campo visual.000 Lâmpadade vapor de mercúrio 200 W 1. (iii) Dar um aspecto falso e prejudicial aos objetos excessivamente iluminados.000 Lâmpada fluorescente branca 100 W 7. As características de luminância de algumas fontes luminosas são mostradas na tabela 3. no sentido de reduzir seu limite de luminância até o limite admissível. um brilho produzido por reflexão especular. A qualidade.400. mas o ofuscamento. (iii) Contrastes excessivos de luz e sombra no campo visual.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . é geralmente mais difícil de se conseguir. etc. Como é difícil dimensionar matematicamente os distintos elementos do ofuscamento. tem-se estabelecido certos fatores determinantes: (i) O brilho excessivo de uma fonte luminosa (por exemplo a visão direta de uma lâmpada incandescente): O limite tolerável de brilho. é o produzido por uma luminância de 7500 nits. Os fatores para se levar em conta a qualidade do iluminamento são muitos e complexos.

aquele que é produzido sobre as superfícies refletoras (espelhos. etc. Estudos do processo visual.95 Paredes 40 . com acabamento áspero ( batido à Índice de Reflexão escova) ou liso Cor Negro Cinza claro Creme Alaranjado Azul Creme claro Branco Verde (%) liso áspero 8 7.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . as lâmpadas e demais objetos luminosos com brilho excessivo. Relações máximas de luminância no campo visual Local Relações de brilho Entre a tarefa e a superfície de trabalho 3:1 Entre a tarefa e o espaço circundante 10:1 Entre a fonte luminosa e o fundo 20:1 Em todo o campo visual 40:1 O fator de reflexão das paredes e teto é altamente importante para manter relações de brilho cômodas dentro do campo de visão. Fatores de reflexão satisfatórios Fatores de Reflexão (%) Tetos 70 . deve-se situar as fontes luminosas de tal modo que os raios refletidos não cheguem aos olhos do observador. Tabela 6. Apesar de condições especiais requererem muitas exceções à regra geral.45 Quadros Negros 15 . tem demonstrado que a situação ideal para uma boa visão seria ter brilho igual nas proximidades e no alvo de trabalho.20 Pisos 20 .60 Móveis 25 . pintadas a óleo. para níveis médios de iluminamento. (ii) Evitar o ofuscamento refletido.ELE054 Prof. Refletâncias fora destes limites reduzirão provavelmente o conforto visual com a criação de ofuscamento ou de altos contrastes de brilho. Esta condição não é fácil de se conseguir. cristais. superfícies metálicas. Neste aspecto. Flaviö Harå 2/2009 Para evitar o ofuscamento. Tabela 4. os mais satisfatórios.). isto é. pode-se observar as seguintes recomendações: (i) Não colocar objetos brilhantes no campo visual do observador. As relações máximas de luminância no campo visual do observador não devem ultrapassar aquelas mostradas na tabela 4. o que deve ser evitado. ou seja.6 43 39 * 44 51 46 46 58 * 68 68 75 45 * *não testados 149 . devem ficar ocultos aos olhos do observador. (iii) Usar cores claras nos tetos e paredes para reduzir o contraste. com o objetivo de que a imagem refletida fique fora do campo visual. O ofuscamento refletido pode ser tão incômodo e prejudicial como o direto. RELAÇÕES DE BRILHO Brilhos altos nas proximidades da superfície de trabalho tendem a distrair o olhar da tarefa. os fatores de reflexão dados na tabela 5 são.43 As tabelas 6 e 7 mostram os fatores de reflexão para diferentes materias de acabamento e a tabela 8 apresenta as refletâncias para várias cores. de uma maneira geral. Tabela 5. Refletâncias para superfícies com revestimento de cal e areia (1:1).

pois o principal requisito a ser cumprido é proporcionar uma boa visão. Este índice é um número abstrato. que indica aproximadamente como o rendimento de cor de uma lâmpada se aproxima do de uma fonte ideal. A difusão se realiza com várias de fontes de luz. Quando desejamos uma correta reprodução de cores.46 . Em escolas.30 10 . 150 . Fatores de reflexão para materiais diversos Material metálico Reflexão(%) Material metálico Aço inoxidável 55 . com exceção do branco. O grau da difusão desejável depende do trabalho a ser realizado. A cor de uma fonte pode ser importante na qualidade da iluminação para tarefas específicas.30 20 .43 Verde 39 .65 Plástico metalizado Ferro esmaltado 60 . As luminárias fluorescentes proporcionam geralmente mais iluminação difusa que as incandescentes. DIFUSÃO A iluminação que resulta da luz procedente de várias direções se chama difusa.78 Azul 15 . O que se deseja é evitar as sombras acentuadas.56 Reflexão(%) 75 . com iluminação indireta ou parcialmente indireta no qual o teto e paredes se convertem em fontes secundárias. COR A cor da luz não tem efeito sobre a eficácia visual em tarefas comuns. é necessário a existência de sombras. ou seja. ser de cores claras.40 20 . Não existe portanto um fator de reflexão característico para cada tipo de cor. a luz perfeitamente difusa é o ideal.40 10 .90 Chapa de madeira nova Alumínio polido 65 . variando de 0 a 100. devemos utilizar fontes de luz de elevado índice de reprodução de cores. Isto equivale a dizer que as variações na forma dos objetos se faz visível pelo contraste de brilhos existentes entre as regiões de sombra e as regiões submetidas à luz refletida. A tabela 9 indica índices de reprodução de cores de alguns tipos de lâmpadas e a tabela 10 qual a reprodução de cores desejada para algumas tarefas. regiões de menor iluminação. Flaviö Harå 2/2009 Tabela7. tetos.85 Carvalho escuro envernizado Prata vaporizada 90 .96 Jacarandá Espelho de vidro 80 .58 Cinza escuro 28 .64 Cinza claro 44 . Refletâncias dos vários tipos de cores Cor Reflexão(%) Vermelho 11 .40 Pau-marfim Tabela 8.1.85 50 .95 Imbuia Vidro 1. pisos e móveis.60 51 .40 Na tabela 8 verifica-se que em cada cor o fator de reflexão pode variar de maneira acentuada e que.49 Branco 63 . as demais cores não se destacam nitidamente umas das outras.ELE054 Prof. com luminárias de grande superfície e baixo brilho.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Entretanto.90 Cedro Cerejeira 20 . nenhuma fonte de luz tem vantagem sobre outras do ponto de vista de cor. Para a realização de qualquer tarefa visual. para que os objetos presentes no campo visual dêem uma sensação tridimensional. A difusão é uma função do número e tamanho das fontes de luz que contribuem na iluminação do ponto desejado.71 Alaranjado 46 . devendo o acabamento das paredes.

Índices mínimos de reprodução de cores Reprodução de cores desejadas Excelente Boa Razoável Nenhuma Índice 90 80 60 Exemplos de recintos Indústria têxtil. Índices de reprodução de cores (R) Tipo de lâmpada R Incandescente 100 Incandescente de halogênio 100 Fluorescente. 151 . Iluminação pública. escadas. de fundição e laminação. lojas. indust.ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . luz do dia ou branca de luxo 76 a 79 Vapor de mercúrio 47 Vapor de sódio 35 Tabela 10. Corredores. Flaviö Harå 2/2009 Tabela 9. de tintas e gráfica. Escritórios. trabalho mais pesado.

de acordo com a tabela 11. Neste caso a cor e o estado das paredes influenciam na reflexão da luz.ELE054 Prof. fundamentalmente. A porção de luz dirigida para o teto é pequena. a ausência de sombras e de brilho o fazem frequentemente o mais recomendado para escolas. 152 . A seleção do melhor tipo de luminária depende das características físicas da instalação.100 INDIRETO Praticamente toda a luz efetiva no plano de trabalho é refletida do teto e em menor medida das paredes. e apenas torna mais brilhante a área do teto ao redor da luminária. já que não existe absorção de luz pelo teto e muito pouca pelas paredes.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Como os tetos têm um papel decisivo na reflexão da luz.90 Direto 0 . melhorando o contraste de brilhos. Distribuição luminosa vertical dos diversos tipos de sistemas de iluminamento Sistema de Iluminamento Componente para Componente para cima(%) baixo(%) Indireto 90 . Existe também um componente indireto vindo das paredes dando também um caráter difuso à iluminação.40 Geral difuso/direto-indireto 40 . Estes sistemas são classificados de acordo com sua distribuição luminosa vertical. pode ser obtida com qualquer dos vários sistemas de iluminamento.40 60 . São recomendados para locais muito altos ou quando se deseja iluminar uma área relativamente estreita.10 90 . tão eficaz como alguns dos outros.60 Semidireto 10 . do tipo de tarefa a ser realizada e das condições de manutenção que se devam conseguir. SEMIDIRETO O iluminamento que este sistema proporciona no plano de trabalho é.90 10 . GERAL DIFUSO OU DIRETO-INDIRETO O iluminamento existente no plano de trabalho vem diretamente da luminária. do ponto de vista puramente quantitativo. Flaviö Harå 2/2009 SISTEMAS DE ILUMINAMENTO A iluminação de uma boa qualidade e adequada quantidade. MÉTODOS DE ILUMINAÇÃO A iluminação produzida por cada um dos cinco sistemas de iluminamento pode ser ainda classificada com relação à distribuição de luz no plano de trabalho em: geral. resultado da luz que vem diretamente da luminária. obtendo-se assim uma iluminação difusa. mas a distribuição da luz produzida.100 0 . portanto. é importante que sejam tão claros quanto possível e que sejam mantidos em boas condições. SEMI-INDIRETO Possui todas as vantagens do indireto porém é ligeiramente mais eficaz do ponto de vista quantitativo. DIRETO Do ponto de vista quantitativo é o mais eficaz produtor de luz. geral localizada e suplementar. Tabela 11. oficinas e outras aplicações similares.10 Semi-indireto 60 . Este tipo de sistema de iluminamento não é.60 40 .

tais como: objetivo da instalação (comercial. industrial. É frequentemente necessária quando se trata de tarefas visuais especiais. devem ser observados seis pontos fundamentais: DETERMINAÇÃO DO NÍVEL REQUERIDO DE ILUMINAMENTO Como visto anteriormente existem tabelas que relacionam níveis de iluminamento e tarefas visuais. Calcula-se o fluxo luminoso necessário para se produzir a luz desejada e em seguida determinase o tipo de lâmpada e o número delas por luminária para a geometria da instalação. Por esta razão as luminárias indiretas podem ser montadas mais separadas do que as diretas. para a obtenção de resultados corretos. As dimensões da instalação. etc.“MÉTODO DOS LUMENS” O “Método dos Lumens” é um dos métodos utilizados para o cálculo do iluminamento de interiores. ou quando não se pode prever uma maior intensidade por nenhum outro método ou ainda quando se requer luz de qualidade dirigida para certas operações de inspeção. maior poderá ser a distância entre elas. a distribuição luminosa característica das luminárias utilizadas (fornecida pelo fabricante) e o nível de iluminamento desejado são fatores que determinam o projeto. Flaviö Harå 2/2009 GERAL Uma distribuição luminosa uniforme em um ambiente é obtida mediante a colocação simétrica das luminárias. Para se usar este método na resolução de um problema de iluminamento geral. permitindo-se a metade da distância entre a parede e a primeira luminária. etc. 153 . fatores econômicos.ELE054 Prof. Com ele obtemos o nível médio em lux do iluminamento. A relação entre a separação e a altura de montagem deve estar dentro de limites estabelecidos pelas características de distribuição luminosa das luminárias. são apresentados alguns tipos de lâmpadas e modelos de luminárias. SUPLEMENTAR Proporciona uma intensidade relativamente alta em pontos específicos de trabalho.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . GERAL LOCALIZADO Neste tipo de iluminamento colocam-se luminárias aonde se necessitam altas intensidades de luz. Nos anexos 1 e 2. mediante uma combinação com a iluminação geral ou localizada. Quanto mais aberta for esta distribuição. domiciliar. ESCOLHA DAS LÂMPADAS E LUMINÁRIAS Esta etapa depende de diversos fatores. concentra-se a maior parte da luz sobre uma área restrita. Cada um dos fatores utilizados no cálculo deve ser adequadamente escolhido ou calculado. razões de decoração. Para esta etapa torna-se indispensável a consulta a catálogos de fabricantes. ou seja.). facilidade de manutenção. mediante uma formulação bastante simples. As luminárias direta. A distância exata entre as luminárias é determinada pela divisão do comprimento da instalação pelo número de luminárias na fila. PROJETO DE ILUMINAMENTO DE INTERIORES . semidireta e direta-indireta são as utilizadas para esta finalidade. debaixo da luminária.

Resultados de índices do local são normalmente apresentados na literatura pertinente. das paredes e do acabamento das luminárias.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . e a instalação tem uma conservação deficiente MËDIO RUIM CÁLCULO DO NÚMERO DE LÂMPADAS E LUMINÁRIAS REQUERIDAS E. Cada instalação se classifica em relação à sua forma. as luminárias são limpas frequentemente e as lâmpadas são repostas pelo sistema de substituição em grupo Quando existem condições atmosféricas menos limpas. ESTIMATIVA DO FATOR DE DEPRECIAÇÃO / CONSERVAÇÃO (FC) É importante no projeto de iluminamento se considerar o fator de conservação pois existem três elementos de conservação que são variáveis e que afetam a quantidade de luz obtida na instalação. Flaviö Harå 2/2009 DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO (FU) O coeficiente de utilização relaciona o fluxo luminoso inicial emitido pela luminária (fluxo total) e o fluxo recebido no plano de trabalho (fluxo útil). que são: • perda na emissão luminosa da lâmpada • perda devido a acumulação de sujeira sobre a superfície refletora ou transmissora da luminária e sobre as próprias lâmpadas • perda de luz refletida devido a sujeira das paredes e tetos Os fabricantes de luminárias fornecem fatores de conservação para lâmpadas e luminárias. em tabelas. as luminárias não são limpas frequentemente e as lâmpadas só são repostas quando se queimam Quando as condições atmosféricas são bastante sujas. cada um identificado por uma letra conhecida por “índice do local (IL)”.S Número de = Lâmpadas ϕ. maior será a porcentagem de luz absorvida pelas paredes e mais baixo será o coeficiente de utilização. da cor do teto. FC onde: E= nível de iluminamento em lux ϕ=lumens por lâmpada FU= fator de utilização S= área da instalação em m2 FC= fator de conservação Numero de Lampadas Número de Luminárias = Lampadas por Luminarias 154 . que geralmente é um plano horizontal a 76 cm do solo. Em geral quanto mais alta e estreita for a instalação. em dez grupos. Depende portanto das dimensões do local.ELE054 Prof. em três condições bem definidas: Tabela de Fator de Conservação (FC) BOM Quando as condições atmosféricas são boas. FU. como a seguir: O coeficiente de utilização pode então ser determinado em função do índice do local e pelas refletâncias dos teto e paredes da instalação (anexo 2).

para obter os níveis de iluminamento requeridos é necessário colocar as luminárias mais próximas uma das outras. Na maior parte dos casos. do que as relações máximas determinam. Flaviö Harå 2/2009 DETERMINAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DAS LUMINÁRIAS Normalmente os fabricantes de luminárias fornecem a relação entre o espaçamento máximo entre luminárias e a distância da luminária ao piso. 155 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Sabendose que a área da sala é de 142. 1.5m2 (9. Os outros dados serão fornecidos em sala de aula.ELE054 Prof.0m.Lâmpadas Incandescentes Para Iluminação Geral Lumens 127 V 220 V 60 810 726 100 1500 1385 150 2385 2250 200 3420 3200 300 5580 4920 500 9700 8800 O fator de reflexão dos tetos e paredes é: 1) teto branco → 75% 2) teto claro → 50% 3) paredes brancas → 50% 4) paredes claras → 30% 5) paredes médias → 10 de Descarga Fluorescentes todas em 127 V Tipo Watts Bulbo Luz do Dia 15 (60cm) T-8 750 Convencional T-12 650 30 (120cm) T-8 1900 Universal 20 (60cm) 1000 40 (120cm) T-12 2550 H. Neste método. faça o projeto de iluminação.O.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .0m) e que o pé direito é de 3. como visto anteriormente não leva em conta a incidência da luz natural. dentro dos padrões de qualidade. Utilize o método dos lumens para determinar a carga de iluminação deste escritório. Flaviö Harå 2/2009 EXERCÍCIO PROPOSTO: Suponha que você vai montar um escritório de engenharia (E=300lux). 85 (250cm) 5600 110 (350cm) 7800 Lumens Branca Fria Branca Morna Croma 50 870 650 2250 1150 3000 6650 9200 1150 3000 850 2150 - Watts Medida final da luminária em cm CR = BOA CT = BOM CR = RUIM CR = BOA CR = RUIM CT = ÓTIMO CT = BOM CT = BOM Sistema de Iluminação: =0 ≠0 ≠ 0 (-) SEMI ≠ 0 (+) SEMI DIRETA = 0 INDIRETA ≠0 ≠ 0 (+) DIRETA ≠ 0 (-) INDIRETA 156 .5 x 15.

Flaviö Harå 2/2009 157 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Flaviö Harå 2/2009 158 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 159 .

ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 160 .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009 161 .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . Flaviö Harå 2/2009 162 .ELE054 Prof.

Flaviö Harå 2/2009 163 .ELE054 Prof.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

a(s) bitola(s) do Terra(s) e detalhes. Para a entrega final: a planta passada a limpo com as medidas em cm escrita em vermelho.ELE054 Prof. 164 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais . o xerox do diagrama unifilar. Flaviö Harå 2/2009 EXEMPLO DE UMA PLANTA COM O QS Para a entrega parcial do QS: o xerox (EM ESCALA) tamanho A4 como no exemplo abaixo (o QS centralizado).

PLANILHA DO EXCEL.00m.14.ELE054 Prof. NAS COLUNAS "QUANTIDADE". SERÃO DESCRITOS NO CÔMODO (N) (SÓ ATÉ A LUVA DA CURVA SE FOR PELO TETO) INCLUSIVE AS LUVAS DOS ELETRODUTOS COM MAIS DE 3. ESTE DUTO SERÁ DIMENSIONADO NO (1-QS).Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .1 A No. => ONDE (N) É O NÚMERO NO NOME DA PLANILHA. Flaviö Harå 2/2009 ORIENTAÇÃO QUE ESTÁ NA 1ª. 2) NAS PLANIHAS DE No. SE UM DUTO VEM PELO TETO DO (4-CC) PARA ALIMENTAR O PONTO DE LUZ DA (12GR). 1) TODOS OS ELETRODUTOS QUE SAEM DE UM CÔMODO (N) E CHEGAM NO CÔMODO (N+1) OU SUPERIOR. NA SEQUÊNCIA. NÃO COLOCAR NADA NA COLUNA "CORREÇÃO" 3) QUANDO FOR ZERO COLOCAR O SINAL DE SUBTRAÇÃO ("MENOS") 4) NESTA PLANIHA SOMENTE NA COLUNA "QUANTIDADE" DO QDC 5) NÃO ALTERAR NENHUMA PROPRIEDADE DESTE ARQUIVO! 165 . EXEMPLOS: SE UM DUTO VEM PELA PAREDE DO (1-QS) PARA ALIMENTAR UMA TOMADA NA (9-SE). ESTE DUTO SERÁ DIMENSIONADO NO (4-CC).

00 R$ R$ 5.CURVA B .CURVA B .CURVA B .90 R$ R$ 230.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .20A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 230.00 R$ R$ R$ R$ R$ - ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0.20A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .CURVA B . Flaviö Harå 2/2009 PLANILHA TOTAL (1ª.70 Oc .13A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 118.25A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .CURVA B .CURVA B .20A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .16A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 230.ELE054 Prof.00 R$ R$ 230.00 R$ R$ 230.90 R$ R$ 29.32A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .6/1kV .70 R$ R$ 52.CURVA B .10A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 29.00 R$ R$ 6.00 R$ R$ 230.00 R$ R$ 230.00 R$ R$ 80.16.10A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .CURVA B .00 R$ R$ 5.0mm2 R$ 6.25A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .6/1kV .32A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .CURVA B .90 R$ R$ 28.00 R$ R$ 230.00 R$ R$ 28.0mm2 R$ 4.CURVA B .CURVA B .00 R$ R$ 29.00 R$ R$ 230.CURVA B .13A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .CURVA B .CURVA B .25.10.77 DPS .10A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .CURVA B .25A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTO 4kV R$ 74.95 TOTAL QDC = R$ TOTAL GERAL MÍNIMO= R$ Temos o alimentador constituído de 3 fases.16A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .CURVA B .CURVA B .70 Oc .85 ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0.QDC QUANTID QUADRO DE COMANDOS DE 30 POSIÇÕES DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .CURVA B .40A DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 40A CURVA C DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 60A CURVA C DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 70A CURVA C DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 100A CURVA C NBR – IEC 61009-1) R$ UNIDADE R$ TOTAL R$ 49.43 R$ R$ 5.00 R$ R$ 5.CURVA B .40A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V . 1 neutro e 1 terra! O neutro será aterrado no BEP! 166 .16A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .CURVA B .CURVA B .13A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 5.10A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .CURVA B .CURVA B .6/1kV .00 R$ R$ 5.20A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 230.32A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .13A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 29.00 R$ R$ 32.CURVA B . AS DEMAIS SÃO NUMERADAS) D I S J U N T O R (NBR NM 60898 NBR – IEC 60947-2 MATERIAL QUADRO DE COMANDOS .25A DISJUNTOR BINOPOLAR 220V .32A DISJUNTOR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 230.40A DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V .00 R$ R$ 34.CURVA B . DO Excel DA ESQUERDA PARA À DIREITA.70 Oc .00 R$ R$ 30.0mm2 R$ 2.25 ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0.CURVA B .40A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .CURVA B .00 R$ R$ 230.16A DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V .00 R$ R$ 230.CURVA B .

CAIXA OCTOGONAL PONTO DE LUZ PAREDE .CAIXA OCTOGONAL CAIXA DE PASSAGEM NO TETO .ELE054 Prof.CAIXA QUADRADA (10x10) CONEXÕES BUCHA 20 mm (1/2") BUCHA 25 mm (3/4") BUCHA 32 mm (1") ARRUELA 20 mm (1/2") ARRUELA 25 mm (3/4") ARRUELA 32 mm (1") UNID CAIXA CAIXA CAIXA CAIXA BUCHA BUCHA BUCHA ARRUELA ARRUELA ARRUELA QTD R$ TOTAL 2 R$ R$ R$ R$ 19 2 19 2 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 167 . Flaviö Harå 2/2009 MATERIAL PONTO DE LUZ NO TETO .CAIXA RETANGULAR (5x10) PONTO DE LUZ PAREDE .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .

somente contabilizar luva para eletrodutos “retos” com mais de 305cm. Flaviö Harå 2/2009 CONEXÕES CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 20 mm (1/2") CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 25 mm (3/4") CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 32 mm (1") LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 20 mm (1/2") LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 25 mm (3/4") LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 32 mm (1") QTD CURVA 6 CURVA CURVA LUVA 16 LUVA LUVA - R$ R$ R$ R$ R$ R$ - Como o maior comprimento de eletroduto é de 300cm.Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof. 168 .

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054

Prof. Flaviö Harå

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MATERIAL I N T E R R U P T O R (NBR - 6527) CAIXA RETANGULAR (5x10) CAIXA QUADRADA (10x10) SIMPLES (250V-10A) DUPLO SIMPLES (250V-10A) TRIPLO SIMPLES (250V-10A) PARALELO (3 WAY) (250V-10A) INTERMEDIARIO (4 WAY) (250V-10A)

UNIDADE QTD CAIXA CAIXA INTER INTER INTER INTER INTERR 1 1 2 -

R$ R$ UNID. TOTAL R$ 1,51 R$ 2,53 R$ 3,60 R$ 6,29 R$ 11,05 R$ 5,14 R$ 14,72 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ -

169

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Prof. Flaviö Harå

2/2009

T O M A D A (NBR - 14136) CAIXA RETANGULAR (5x10) CAIXA QUADRADA (10x10) 2P+T 250V / 10A 2P+T 250V / 20A

CAIXA CAIXA TOMADA TOMADA

4 5 -

R$ R$ R$ R$

1,51 2,53 7,63 7,63

R$ R$ R$ R$

-

A caixa 10x10cm (quadrada) com tomada já foi contabilizada no quantitativo dos interruptores.

170

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2/2009

Ex.:ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA EM CENTÍMETROS ASSIM:

Todos os eletrodutos de Ø20mm com as descidas: =[(315+150)+(195+150)+(305)+(250+150+50+25)+(360)+(430)+(195+80)+ (185+250+280)]/100 (vai aparecer o resultado 33,70) Todos os eletrodutos de Ø50mm com as descidas: =[(180)]/100 (vai aparecer o resultado 1,80)
E L E T R O D U T O (NBR - 6150) PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 20 mm (1/2") PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 25 mm (3/4") PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 32 mm (1") METRO METRO METRO 33,70 R$ 1,80 R$ R$ 0,97 1,60 2,77 R$ R$ R$ -

171

0mm2 .00 METRO METRO 9.7288 NBR NM 247 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .FIO DE COBRE (PVC 750V .ELE054 Prof.0mm2 .00) TERRA C4 e C5 COMUM: =[(315+150+30)+(430)]/100 (vai aparecer o resultado 9.70oC) 4.3) .85 R$ R$ R$ R$ - MATERIAL C O N D U T O R (NBR .25 172 .25) UNID QTD R$ UNID.FIO DE COBRE (PVC 750V .30 1.FIO DE COBRE (PVC 750V .0mm2 .70oC) 6.30 1.0mm : =[(4*(315+150+30))+(4*(430))]/100 (vai aparecer o resultado 37.70oC) 6.FIO DE COBRE (PVC 750V . R$ TOT R$ R$ R$ R$ 1.0mm2 METRO METRO 37.85 1. Flaviö Harå 2/2009 ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA ASSIM: 2 FASES C4 e C5 (220V) CADA UM TODOS SÃO DE 6.70oC) 4.

Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.5mm2: =[(4x(195+30+150))+(305)+(2x(250+30+150))+(50+30+25)+(2x(360))+(2x(180))+ (2x(195+30+80))+(185+30+250+280)]/100 NEUTROS C7 e C2 (127V) TODOS SÃO 2. e C7 (220V) TODOS SÃO 2.5mm2: =[(2x(195+30+150))+(305)+(250+30+150+50+30+25)+(2x(360))+(2x(180))+ (185+30+250+280)]/100 RETORNOS C2 (127V) TODOS SÃO 2.5mm2: =[(2x(250+30+150))+(3x(180))+(3x(185+30+150))]/100 TERRA COMUM C7 e C2 (127V). Flaviö Harå 2/2009 ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA ASSIM: FASES C7 e C2 (127V).5mm2: =[(195+30+150)+(250+30+150+50+30+25)+(360)+(180)+(195+30+80)+ (185+30+250+280)]/100 173 . e C7 (220V) TODOS SÃO 2.

Flaviö Harå 2/2009 228 .Instalações Elétricas Residenciais e Prediais .ELE054 Prof.

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