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Há algumas décadas, a informação não era um bem disponível


e acessível. Informar-se exigia um esforço bem maior do que
apenas ligar uma máquina. A grande questão da atualidade não é
mais obter informações, elas chegam como uma enxurrada, com
variações enormes de pontos de vista sobre um mesmo tema. A
grande questão da atualidade é saber filtrar e organizar o mundo
de informação ao qual temos acesso. Nesse contexto, surgem
novas ferramentas de comunicação visual que prometem (e
cumprem) a função de nos ajudar a sintetizar essas centenas de
informações e a facilitar nossa vida em muitos aspectos. É o caso
dos mapas mentais, por exemplo.
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Mapas Mentais, o início
Mapas mentais, como bem diz o nome, são guias físicos ou
virtuais que ajudam a nos localizar, a encontrar melhores
caminhos e a memorizá-los de maneira mais eficiente.

Um dos primeiros sistemas de captação e memorização de


conteúdos através de imagens de que se tem notícia foi
desenvolvido pelo orador e poeta grego Simonides de Ceos. Ele
desenvolveu um sistema de associação de imagens mentais com
elementos que lhes eram familiares, de maneira instintiva para
melhorar sua memória, um dom muito admirado na época.

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Os primeiros tipos de representações
gráficas próximas aos mapas mentais
nasceram no século III, criadas pelo
respeitado pensador Porphyry de Tyros.
Ele as criou para representar graficamente
e categorizar os conceitos de Aristóteles.
Hoje são chamadas de Árvore de Porfírio,
como no exemplo ao lado.

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Já no século passado, o Dr. Allan Collins
desenvolveu uma pesquisa profunda sobre a
relação que existe entre aprendizagem, criatividade
e pensamento visual. Ele criou modelos de redes
semânticas que são um avanço da árvore de Porfírio.
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Na mesma época, na década de 1960, o psicólogo Tony Buzan,
um estudioso do funcionamento do cérebro e dos processos de
aprendizagem, compreendendo que esse órgão trabalha de maneira
mais eficiente quando estimulado visualmente, aprimorou o conceito de
mapas mentais e disponibilizou muitas informações sobre como usar a
imagem para alimentar nossa memória.

São dele as principais dicas que utilizamos em nosso curso.

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Um breve estudo sobre o cérebro
O nosso cérebro funciona de maneira fluida e orgânica através
das conexões estabelecidas entre os neurônios, chamadas
sinapses. Essas conexões partem de um núcleo central que se
estende para o “caule” e suas micro enervações, como uma árvore.

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Assim como em nossos neurônios, os processos de apreensão
e memorização acontecem de forma fluida. Por esse motivo, a
maneira tradicional como somos ensinados a ler e aprender, da
direita para a esquerda, de cima para baixo, não favorece esses
processos.

Além disso, é importante entender que nosso cérebro funciona


por áreas. Cada estímulo que recebemos ativa uma área diferente
do cérebro. Alguns pesquisadores defendem que quanto
mais estímulos relacionados a um conteúdo é apresentado
no processo de aprendizagem, mais eficaz é a compreensão e
retenção do conteúdo.

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Por exemplo, quando apresentamos a palavra “gato”, juntamente
com a imagem de um gato, seu miado, e a pessoa ainda tem
que escrever a palavra e desenhar uma representação do
gato, estamos estimulando as áreas auditiva, motora, visual e
da linguagem, conectando esses estímulos e favorecendo a
memorização do conteúdo.

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Motivos para usar mapas mentais

1 Os mapas mentais são gráficos visuais que “imitam” o funcionamento


cerebral: partem de um núcleo ou ideia principal e se estendem para
os demais assuntos relacionados. São aliados nos processos de
síntese e aprendizagem por serem totalmente compatíveis com o
funcionamento do “nosso HD”.

2 Eles ajudam no processo de assimilação e memorização de


conteúdos porque enfatizam e estimulam os processos de livre
associação. Você já deve ter percebido que é muito mais fácil se
lembrar de onde guardou alguma coisa no dia anterior, se refizer
mentalmente o caminho percorrido. Um dos primeiros passos
para construção de um mapa mental é tomar notas e mapear as
ideias para entender de que maneira elas se relacionam, como se
refizéssemos o caminho da informação.

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Fazer mapas mentais nos ajuda a sintetizar e otimizar o tempo de
estudo e desenvolvimento de projetos. A construção do gráfico
envolve “eleger” as palavras chaves que melhor significam o conteúdo
e reduzir o tempo de leitura e apreensão de textos longos e conteúdos
extensos.

4 Fazer mapas mentais é simplificar ao máximo uma informação para


que seja mais acessível e memorizável.

5 Mapas mentais estimulam a criatividade enfatizando os processos


de brainstorming, livre associação e o pensamento radiante.

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Melhoram nossa memória visual. Podemos ativar nossos centros
de memória ao estabelecer conexões entre o conteúdo e o lugar
onde está colocado. Ao nos lembrarmos onde alguma coisa está
inserida, nos lembramos também do seu entorno e das informações
relacionadas.

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Motivos que podem dificultar a vida
do iniciante

1 Mudar não é fácil, especialmente se essa mudança envolve


hábitos trazidos desde a infância. A primeira e mais difícil barreira
a ser quebrada para quem quer aprender a usar mapas mentais
é a mudança na maneira de pensar: sair do modo linear e
começar a pensar de forma radial.

2 A criação de um mapa mental pode ser muito desafiadora, já


que as informações tem que ser alocadas de maneira a ocupar
somente o espaço do gráfico, normalmente uma folha. A
falta de costume pode gerar dificuldade na criação do layout,
especialmente se o assunto tratado é muito extenso ou
complexo, e informações tem que ser bem distribuídas para
caberem nesse espaço.

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3 Apesar de entendermos que o pensamento linear não é o melhor
para alimentar o cérebro e desenvolver a nossa capacidade
cerebral, a linguagem falada é essencialmente linear e o método
de escrita linear é o que mais se aproxima da nossa maneira
de falar. Por esse motivo não é fácil desenvolver essa maneira
mais intuitiva de escutar a mensagem falada e transformá-la em
gráficos orgânicos.

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Como construir um mapa mental
De maneira simplificada, para construir um mapa mental, a
primeira coisa a se fazer é escrever a palavra-chave principal
no meio de uma folha de papel. Da ideia central devem irradiar
outras palavras-chave que façam referência ao tema principal.
Lembrando que, como dito anteriormente, palavras-chaves são
mais fáceis de serem lembradas do que sentenças inteiras!

É possível que, ao fazer as conexões, algumas palavras se repitam


e os assuntos convirjam para uma mesma palavra-chave sem
necessidade, por isso, o processo de feitura de um mapa mental
pode exigir recomeços e reorganizações.

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O uso das palavras-chave deve ser acompanhado de símbolos e
cores que possam distinguir e acoplar elementos. Por exemplo:
a palavra-chave de tópico principal pode ser feita com cores e
traços diferentes das palavras-chave de níveis hierárquicos mais
baixos, de subtópicos.

Outros elementos de diferenciação


e de hierarquização de tópicos que
podem ser usados são as formas
geométricas e as linhas. Você pode usar
círculos para tópicos principais com
linhas mais grossas e quadrados para
subtópicos que se ligam por linhas
mais finas.

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Elementos básicos dos mapas
mentais:
:: Formas geométricas
São usadas para fazer contorno nas palavras-chave, diferenciar
e reunir elementos de um mesmo grupo de informações. Por
exemplo: usar um círculo para o tópico principal e quadrados
para os subtópicos mais importantes.

:: Desenhos de símbolos
São usados como legenda de informações muito extensas ou
para simbolizar tópicos de maneira mais rápida.

:: Cores
Assim como as formas geométricas, as cores servem para
diferenciar e reunir grupos de informações.

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:: Texto
O texto, embora seja muito importante para a construção de
um mapa mental, não deve ser usado em exagero já que a
ideia principal do gráfico é facilitar ao máximo o entendimento
e memorização de conteúdo através do mínimo possível de
palavras.

Agora que você já conhece a estrutura básica, vamos ver algumas


formas de usar mapas mentais.

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Como tomar notas usando mapas
mentais
Tomar notas é uma atividade especialmente importante para
profissionais e estudantes que precisam absorver um grande
número de informações em pouco tempo. Os mapas mentais
foram inicialmente concebidos para ajudar nessa tarefa e por isso
podem ser tão úteis na hora de marcar as partes importantes de
um material.

Quando lemos, temos a tendência natural de querer marcar


algumas partes, seja para lembrar de detalhes importantes
para uma prova, para criar uma visão geral para um relatório ou
mesmo por considerar aquele trecho mais significativo. O fato é:
podemos fazer isso de forma muito mais eficiente usando mapas
mentais.

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A primeira coisa a se fazer é revisar todo o conteúdo depois
de lê-lo. Fazer uma busca minuciosa e atenta pelos títulos dos
capítulos, as palavras escritas em negrito, itálico e caixa alta.
Prestar bastante atenção às ilustrações e notas de rodapé.

Se você pretende fazer um mapa mental de um livro inteiro, ainda


assim, você deve fazê-lo por sessões ou capítulos. Algumas obras
são grandes demais ou tem muitos detalhes importantes que
acabariam se perdendo se contidos em apenas um mapa.

Após desenvolver um entendimento geral da obra você pode


começar a desenhar seu mapa mental.

Primeiro passo: Eleja a ideia principal colocando a palavra-


chave e o título do livro ou capítulo junto. Se o mapa mental for
conter informação por capítulo é bom que se coloque a página
em que o conteúdo começa.

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Segundo passo: Comece a criar os subtópicos com as ideias
mais importantes que foram discutidas. Para cada subtópico
escreva conteúdos relacionados que aparecem em sua mente.
Não se preocupe se você não conseguir lembrar tudo, só anote o
que vier mais claro na sua memória.

Terceiro passo: Retorne ao texto e adicione as ideias


importantes, conceitos e fatos que foram deixados de fora.

Lembre-se: nem tudo que está contido em um livro é


necessariamente importante para seu estudo, saber filtrar
informações também faz parte do exercício. Por exemplo, se o
foco do seu estudo for a História política do Brasil, provavelmente
você não precisa inserir a data do nascimento de todos os ex-
presidentes, porém, se o foco do seu estudo forem os presidentes
do Brasil, sim.

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Mapas mentais para resumos de
livros
Quando construímos um mapa mental, estamos esmiuçando
todo o conteúdo de um texto para que os tópicos centrais, as
ideias secundárias e a obra de uma maneira geral possa ser
acessada de forma rápida. Todo o conteúdo do livro deve estar
presente de maneira muito reduzida e acessível. As palavras-
chave fazem o papel de gatilho de memória e o usuário é capaz
de retomar os conteúdos com muita clareza.

Um resumo de livro não é feito para acessar a obra como um


todo, o resumo serve como antecipador do assunto tratado, uma
visão geral da obra e muitas vezes contém impressões pessoais
de quem o escreve.

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Da mesma forma, o mapa mental construído para resumir livros
vai conter menos elementos com menos informações a respeito
do assunto.

Para construir um gráfico de resumo, deve-se escolher quais


tópicos e subtópicos usar para que o livro seja contemplado no
geral, mas que não exponha a obra em demasia. Um resumo de
livro serve como antecipador da obra.

Um mapa mental de um romance, por exemplo, pode ser


dividido assim: tópico central com o título que se divide em tema,
principais personagens, fatos mais importantes, enredo e trama.
Na página seguinte, você verá um exemplo de uso do mapa
mental na leitura do livro O Pequeno Príncipe.

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Mapas mentais para palestras e
discursos
Assistir palestras e discursos pode ser uma boa maneira de
adquirir conhecimento, porém, pode ser bem difícil guardar toda
a informação que ouvimos. Mapas mentais podem te auxiliar a
guardar e relembrar as informações passadas dessa maneira.

Fazer um mapa mental de uma palestra é muito diferente de fazer


um mapa mental de livro porque as informações estão sendo
passadas em tempo real, ao vivo. Uma vez que a informação
foi passada, você não poderá escutá-la de novo como fazemos
com os livros. Isso significa que nessas situações teremos
que fazer muitas coisas ao mesmo tempo: ouvir e assistir o
palestrante, entender quais são as ideias centrais e os tópicos
que os envolvem, desenhar e escrever o mapa pensando em
sua configuração de forma a caber todas as informações e, por
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fim, preencher os tópicos com os assuntos que você gostaria de
lembrar.

Você pode utilizar as informações da apresentação visual que o


palestrante apresentar para te ajudar a construir seu gráfico, se
houver. Mesmo que não haja uma apresentação gráfica, uma
escuta atenta pode guiar a produção de seu mapa. Os tópicos
e subtópicos aparecem de forma clara no percurso da palestra
muito direcionado pelo o que consideramos mais importante e é
isso que precisamos registrar para nos lembrarmos depois.

Na página seguinte, algumas dicas de tópicos para se levantar


quando está registrando uma palestra.

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Mapas mentais para estudar
Mapas mentais para estudo são os mais populares, não sem
motivo. Como já exposto anteriormente, o cérebro humano
funciona melhor quando estimulado visualmente. Memorizamos
melhor conteúdos quando estabelecemos conexões entre
os assuntos do que quando tentamos decorar frases soltas e
descontextualizadas.

Um mapa mental para estudo deve conter a informação


a ser estudada de maneira reduzida sem perder o
significado. Essa informação pode sair de apenas uma fonte
ou de várias. O ideal é que se saiba mais, de várias maneiras
diferentes e que se consiga por consequência sintetizar com mais
segurança e propósito.

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Depois de pronto, deve-se revisar o mapa. Entender o layout,
observar se o gráfico de fato contempla todo o assunto, revisar
a informação da maneira mais fluida possível. Usar as mãos para
desenhar os caminhos do gráfico e o motivo de cada elemento
estar no lugar que ocupa, esse exercício ativa uma parte do
cérebro que lida com a sinestesia.

O próximo passo é tentar refazer todo o conteúdo mentalmente


tentando localizar os tópicos e subtópicos no mapa sem vê-lo. E
conferir depois se as informações que você se lembra estão de
acordo com o gráfico.

Um bom exercício de estudo é tentar visualizar o mapa na


cabeça. Fechar os olhos e fazer o exercício de lembrar do mapa e
seus detalhes, os tópicos e subtópicos que você criou.

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Mapas mentais para escrever
Escrever é uma boa maneira de testar quanto sabemos de
um assunto ou tema. Mas escrever não é fácil. Muitas pessoas
escrevem frase após frase sem nenhuma ordem ou lógica.
Mesmo que esse não seja o caso, podemos usar os mapas
mentais para organizar pensamentos e planejar a escrita.

Existem três passos básicos para se escrever um texto com


mais segurança: primeiro passo é definir a ideia central do
texto a ser escrito, o argumento principal que deseja defender.
Entendendo que tudo que escrever a seguir deverá servir para
reforçar essa ideia. O segundo passo é descobrir quais são as
palavras chave que vão dar embasamento ao seu argumento
principal. O terceiro passo é revisar o texto para que tenha
certeza absoluta de não ter perdido o sentido no meio do
caminho.
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Para criar um mapa mental que ajude no processo de escrita você
também pode seguir alguns passos.

1) Escreva no centro de uma folha o tema a ser tratado no texto.


2) Escreva ao redor da palavra-chave todo o conteúdo
relacionado a ele que você domina, esses serão seus subtópicos.
3) Escreva assuntos relacionados com o argumento principal e os
subtópicos que você sentiria prazer em discorrer sobre.

Com o mapa pronto e com uma gama grande de informações


sobre os temas e assuntos relacionados que domina, fica
mais fácil identificar quais argumentos serão mais fortes e
quais subtópicos e assunto serão mais prazerosos e fáceis de
desenvolver.

Na página seguinte, apresentamos dois modelos de mapas


mentais para escrita.

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Mapas mentais para desenvolver
brainstorming
“Chuva de pensamentos desconexos que geram resoluções e
grandes ideias” é o conceito de brainstorming, porém, sabemos
que na prática não é exatamente assim que o processo funciona.

Pensamentos aleatórios provavelmente não vão te levar a lugar


algum a menos que estejam conectados de alguma maneira.

Os mapas mentais são ótimos para dar continuidade a um


brainstorming porque ajudam a conectar pensamentos e achar
relações entre eles de maneira a criar novas ideias.

O processo de construção de mapa mental para brainstorming é


bem simples:

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Após a criação do brainstorming e colheita das ideias, coloque
o tema central no centro da folha sendo o mais específico
possível. Por exemplo, se você está querendo fazer uma lista
de possíveis presentes de aniversário para sua mãe, ao invés de
escrever “presente”, ponha “Ideias de presente para minha mãe” ou
“presente para mãe”.

Distribua em torno do tópico central as ideias que surgiram.


Lembrando que um dos princípios do brainstorming é que
quanto mais opções tiver melhor, e não se faça nenhuma censura
em relação aos subtópicos que surgirem.

Com o mapa mental todo preenchido, vá eliminando/riscando


as ideias que se afastam demais do objetivo e procure as ideias
que possam ser úteis. Se na primeira tentativa o objetivo não for
alcançado, você pode sempre voltar ao início e deixar seu cérebro
“chover” um pouco mais.

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Depois, organize as ideias por categoria, semelhança, ou o que
melhor couber no seu propósito. Damos um exemplo:

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Mapas mentais para tomada de
decisões
Tomadas de decisão são os processos de avaliar os caminhos
possíveis e escolher qual rumo seguir. Durante a vida toda
passamos por momentos como esses, em que é preciso tomar
decisões, e essa tarefa nunca é fácil. Caso ou compro uma
bicicleta?

Nesses momentos críticos sempre podemos contar com a ajuda


dos mapas mentais. Quando conseguimos colocar no papel um
esboço do que uma decisão pode representar, fica muito mais
fácil decidir.

Para construir um mapa mental de uma tomada de decisão deve-


se colocar o assunto em questão como tema central e as opções
disponíveis como subtópicos. Em cada subtópico deve-se colocar
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os pontos positivos e negativos, somente os mais relevantes.

Se algum quesito se repetir em prós ou contras, pode-se inclusive


definir pontuação para qualificar o pró ou o contra como superior
ou inferior em termos de comparação.

Uma alternativa para essa criação é fazer primeiro o


brainstorming, depois organizar as informações.

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Mapas mentais para planejamento
Planejar é antecipar ações para que se coloque algum projeto em
prática. É entender quais processos são necessários para que ele
aconteça. É entender o que é preciso fazer para que alguma coisa
aconteça da maneira que desejamos.

Algumas pessoas usam esboços ou listas para planejar, mas


em algumas situações os mapas mentais podem funcionar até
melhor do que essas alternativas.

Os mapas mentais possibilitam que transitemos de um passo


para outro com liberdade, ao contrário dos textos e listas
que colocam o foco linearmente, um item por vez. Dessa
maneira podemos transitar entre o primeiro e último passo do
planejamento sem romper com a lógica do projeto.

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Pensemos num mapa mental para o planejamento de uma
viagem, por exemplo. Temos como centro do esquema o
tema principal, que no caso é a viagem, e como subtópicos
podemos ter variações de possibilidades para que ela seja feita.
Por exemplo: a viagem vai ser feita de carro ou de avião? A
hospedagem vai ser em hotel ou casa? Neve ou litoral?

Quanto mais passos existirem em cada subtópico mais fácil


acontece o planejamento. Por exemplo: dirigir até o aeroporto ou
pedir um taxi? Alugar uma casa pelo direto com o proprietário ou
procurar um albergue?

Faça esse exercício até que se esgote as possibilidades, depois


de pronto estude com cuidado cada passo e os processos
que envolvem cada opção. A partir daí, entra um passo que
diferencia esse tipo de mapa para os mapas de brainstorming.
Você começará a colocar no mapa ações relativas ao processo de
planejamento.

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Mapas mentais para gerenciar
projetos
Gerenciar projetos não é uma tarefa fácil, isso porque,
primeiramente, todo o processo que envolve a organização
para que o objetivo do projeto seja alcançado envolve uma
equipe, formada por pessoas diferentes, com vivências diferentes.
Também porque existem muitas etapas e componentes que
compõe o projeto que devem estar em sintonia para que tudo
funcione da maneira correta.

Os mapas mentais são especialmente funcionais para


gerenciamento de projetos, porque, como podemos perceber,
com eles é possível fragmentar a informação e as etapas,
tornando-as mais fáceis de serem resolvidas. Também é muito
importante por ser uma ferramenta colaborativa em que toda a

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equipe pode se envolver, se sentir escutada e representada.
Para construir um mapa mental de um projeto deve-se conhecê-
lo como um todo. O primeiro passo é dividi-lo em partes. Os
tópicos mais urgentes e imediatos, os tópicos secundários menos
urgentes e que surgem da resolução dos primeiros e, por fim, os
tópicos menos urgentes e que devem acontecer nas fases finais
do projeto.

O ideal é que em cada etapa se esmiúce tudo que deverá


envolver sua realização: o pessoal envolvido, os custos, o tempo
esperado, recursos materiais, documentos necessários e qualquer
outro detalhe.

Na página seguinte, você verá o exemplo de um, baseado no que


fazemos normalmente.

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Desenho e mapas mentais, uma
relação que deu certo
Anteriormente falamos sobre formas de hierarquizar e diferenciar
os elementos dos mapas mentais de maneira a ajudar na leitura
e memorização dos conteúdos: através das linhas de diferentes
espessuras, das formas geométricas e das cores. Todos esses
elementos são acessórios das palavras-chave.

Mas, e se as palavras-chave pudessem ser representadas por


imagens?

O desenho é uma possibilidade muito rica para a construção dos


mapas mentais (e em muitos outros aspectos do cotidiano) e que
muitas vezes não é usada porque fomos acostumados a deixá-lo
para trás junto com a infância.

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É muito comum escutar pessoas falando: “Não desenho nem
boneco de palitinho!” Mas isso não é verdade! A capacidade
de desenhar não é perdida ao longo da vida. Ela pode ficar
adormecida até que resolvamos retomá-la.

Para recomeçar é muito fácil e com alguns exercícios simples


você pode fazer as pazes com traços.

Exercício 1:
Para esse exercício é necessário:
:: Uma folha de papel
:: Lápis
:: Um objeto simples (você pode experimentar usar mais de um)
:: Uma venda (só necessário se você for do tipo curioso ;) )

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Instrução:
Coloque o objeto sobre uma mesa. Sente-se confortavelmente e
passe alguns minutos observando o objeto. Feche os olhos (ou
coloque a venda) e tente desenhar o objeto de memória, sem
tirar o lápis do papel. Abra os olhos e veja o resultado.
Retire o objeto da mesa e desenhe o objeto de memória.
Recoloque o objeto sobre a mesa e faça um desenho de
observação. Compare os três resultados.

Porque fazer: Esse exercício é uma santa ajuda para os ansiosos


de plantão. Ele ajuda a manter as expectativas baixas em relação
ao resultado do trabalho e é justamente disso que precisamos
quando começamos a nos aventurar no mundo do desenho.
Basta repetir algumas vezes essa sequência pra começar a
perceber a evolução do seu desenho.

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Exercício II:
Para esse exercício é necessário:
:: Uma folha de papel, maior que um A4 (de preferência)
:: Lápis de escrever ou o material com o qual prefira desenhar
(canetinha, caneta, lápis de cor)
:: Uma revista que possa ser recortada

Instrução:
Folheie a revista e recorte a primeira imagem que chamar
sua atenção, quanto mais simples a imagem, melhor. Divida a
imagem ao meio e escolha uma das partes para colar na folha.
Descarte a outra metade. Complete a imagem da folha com
seu desenho. A imagem pode ser completada da maneira que
desejar, não é necessário que seja uma imitação da original.

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Porque fazer: Esse exercício ajuda a desenvolver a criatividade
e, para quem está começando a se aventurar no desenho, serve
também como um bom exercício pra descobrir seu jeito de
desenhar, porque, como nariz, cada um tem o seu. Além disso,
você exercita uma capacidade do cérebro que é a de completar
padrões.

Entendendo os materiais de desenho


:: Os lápis
Agora que você já soltou um pouco as mãos, está preparado para
saber a riqueza de possibilidades que existe dentro do desenho.

A técnica mais conhecida de desenho é a feita com grafite. E o


grafite mais comum é o HB. Apesar disso, existe vários tipos de
grafites e de materiais que podem ser usados para desenhar.

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O código “HB” se refere a sigla “Hard e Black”, ou seja, se refere a
quão escuro e duro o grafite pode ser. O lápis comum é o meio
termo. Quanto mais “B” o lápis for, mais macio. Quanto mais “H”,
mais duro.

Os lápis mais macios costumam “sujar” mais e deixar mais


resquícios, os mais duros são mais claros e dependendo da
gradação de dureza, podem até cortar o papel. Normalmente se
usa os lápis mais macios para preencher áreas e os mais duros
para traçar, no entanto, deve-se experimentar os materiais para
descobrir os que melhor atendem ao objetivo do projeto.

:: Os lápis de cor
Os lápis de cor são feitos de pigmentos coloridos sólidos e o que
vai definir melhor ou pior resultado dos trabalhos é a qualidade
desse pigmento. Existem no mercado uma infinidade de
variações de lápis, inclusive materiais aquareláveis, de qualidade
muito boa.
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:: Canetinhas e marcadores
As canetinhas e os marcadores são materiais especialmente bons
para construir mapas mentais. A textura das tintas muito coloridas
e diferentes entre si, a variação grande de grossura das pontas
ajudam muito a criar hierarquia nas informações. A única ressalva
sobre esse material é a possibilidade que existe desse material
atravessar e manchar os papéis. Certifique-se de usar um espaço
em que não haja problema caso isso aconteça e mãos à obra!

Se você quer aprender a usar técnicas simples de


desenhos para desenhar suas ideias, organizar
informações e aumentar suas habilidades de
comunicação, faça nosso curso de Visual Thinking.
Só acessar esse link ;)

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Outras maneiras de construir,
encontrar e usar mapas mentais
Já falamos que os mapas mentais são guias físicos ou virtuais,
nesse ponto já apresentamos todas as ferramentas para que
os mapas mentais físicos, construídos em papel, sejam feitos.
Falemos agora sobre os mapas mentais virtuais.

Já existe uma gama enorme de sites e aplicativos com


plataformas online para construção de mapas mentais, algumas
gratuitas e outras pagas:

:: MIND MEISTER
http://www.mindmeister.com/pt
Nesse programa você encontra a versão paga e gratuita. Elas são
bem fáceis de usar e tem layouts muito interessantes!

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:: MIND NODE
www.mindnode.com
Esse programa gratuito é muito simples e prático de usar, porém
só é compatível com MAC OS, iPads e iPhones.

:: XMIND
http://www.xmind.net
É um dos programas com layouts mais interessantes, diversas
formas de compartilhamento de conteúdo. Possui a versão
gratuita e versões mais completas que são pagas.

::FREE MIND
http://freemind.sourceforge.net
Software Livre e gratuito de criação de mapas mentais. Muito
simples e objetivo e disponível para usuários Windows, MAC OS e
Linux.

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:: MIND MANAGER
http://www.mindjet.com/mindmanager/
Programa muito completo, porém, não há versão gratuita.

:: FREE PLANE
http://freeplane.sourceforge.net/wiki/index.php/
Talvez seja o programa com layouts menos interessantes, porém é
bem simples de ser usado e também tem versões para Windows,
MAC OS e Linux.

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Referências

53
Clique aqui e conheça nosso curso!54
Esse ebook faz parte do material didático do curso
Mind Maps, oferecido por Ideia Clara e Aprendeaí.

Esperamos que tenha curtido nosso material e que


nossas ideias tenham contribuído para você colocar as
suas ideias no mundo. Se ainda assim você ainda tiver
alguma dificuldade, dúvida, pulga atrás da orelha, entre
em contato conosco, será um prazer ajudar!

Envie para nós sugestões de melhorias, reclamações,


elogios, dicas... Ah, e conheça um pouco mais sobre
nosso trabalho nas próximas páginas.

Abraços e até a próxima!

Lucas Alves
Diretor da Ideia Clara

Texto: Júlia Félix Azeredo


Arte: Lucas Rodrigues Alves 55
Nossa missão é facilitar a forma com que as pessoas comunicam suas
ideias, através de:

- Facilitação gráfica
- Cursos de pensamento visual
- Vìdeos animados.

Conheça nossas soluções em


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Planejar tarefas, memorizar algo, estudar conteúdos densos, resolver


problemas…São muitas tarefas diárias e um desafio bem comum:
como fazer tudo de forma ágil e eficaz? Como utilizar melhor o
potencial da mente para pensar e organizar esse turbilhão de ideias
e tarefas que surgem diariamente, minuto a minuto. No curso
online Mapas Mentais, criado pela Aprendeaí e Ideia clara, você
vai conhecer ferramentas práticas para planejar suas tarefas com
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