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4

CAPÍTULO
Fungos

Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo

Cogumelos (cerca de 3 cm) sobre tronco na


floresta Amazônica em Manaus, Amazonas.
Foto de 2014.

Em florestas e em outros ambientes úmidos é muito comum encontrar cogumelos como os da foto acima.
Em nossa casa também temos contato com fungos quando alimentos emboloram ou quando há infiltra-
ção de água e vemos mofo nas paredes. Como veremos a seguir, esses organismos estão em praticamente
todos os lugares e são fundamentais para a reciclagem de nutrientes no meio ambiente.

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◆ Onde podemos encontrar fungos no ambiente?
◆ Como os fungos podem contribuir para a produção de alimentos e bebidas?
◆ Qual é a importância dos fungos para a reciclagem da matéria na natureza?

Há também espécies que mantêm relações eco-


1 Características gerais lógicas do tipo mutualismo, isto é, relações em que
O ramo da Biologia que estuda os fungos é a Mi- há uma troca de benefícios entre espécies diferentes.
cologia (do grego mykes = cogumelo; logos = estudo). É o caso, por exemplo, da associação de fungos com
Assim como as bactérias, eles são importantes de- algas (ou com cianobactérias), que formam os li-
compositores, pois se alimentam de substâncias quens, e da associação de fungos com plantas, que
orgânicas, de folhas mortas, de organismos mortos formam as micorrizas. Essas associações serão estu-
e resíduos, contribuindo para a reciclagem da maté- dadas com mais detalhes adiante.
ria no meio ambiente. Os fungos são eucariontes e, embora existam for-
Porém, essa capacidade de decompor matéria mas unicelulares, como o levedo, a maioria é formada
orgânica também pode causar alguns problemas pa- por um emaranhado de filamentos de células, as hifas
ra o ser humano, uma vez que alguns tipos de fungos (do grego hyphé = teia, trama). O conjunto de hifas
destroem alimentos, roupas, papéis, couro e muitos (figura 4.2) se chama micélio (do grego mykes = cogu-
outros produtos. Por outro lado, a relação entre os melo; ‘élio’ sugere ‘tecido’, como em ‘epitélio’).
seres humanos e os fungos pode ser bastante bené- A parede celular dos fungos é formada por qui-
fica para nós: algumas espécies de fungos são comes- tina,, polissacarídeo nitrogenado que aparece no es-
tíveis e outras são utilizadas na fabricação de álcool, queleto dos artrópodes (insetos, crustáceos e outros).
bebidas alcoólicas, pães, queijos e antibióticos. Em alguns casos, há também celulose.
Assim como as bactérias, os fungos também Alguns fungos possuem estruturas
podem ser usados na biorremediação, como no reprodutoras, os corpos frutíferos
caso de acidentes com derramamento de petróleo ou de frutificação,, que correspon-
no mar, e como bioinseticidas, no combate a pragas dem à parte visível acima do solo,
da agricultura. Por exemplo, para combater as ci- chamada cogumelo (figura 4.2).
garrinhas, que atacam as folhas da cana-de-açúcar
ou as pastagens, podem ser usados fungos como o
Metarhizium anisopliae (figura 4.1). A vantagem do
combate biológico é ser mais específico que os
Acervo do fotógrafo
Fabio Colombini/

agrotóxicos: os insetos polinizadores e os predado-


res das pragas, além de outros animais, não são Figura 4.2 Amanita muscaria,
afetados por essa técnica. um cogumelo venenoso (7 cm a
15 cm de diâmetro) e esquema
Existem muitos fungos parasitas de vegetais, que mostrando o cogumelo em
podem destruir plantações inteiras; e há também corte e ampliado (os elementos
In
ge

da ilustração não estão na


bo

fungos parasitas de animais. Nos seres humanos são


rg

mesma escala; cores fantasia).


Asb

espécies de fungos as causadoras das chamadas mi-


a ch/ A r q u i vo d

coses, como as frieiras, a candidíase oral (o popular


“sapinho”), entre outras doenças.
ed a
it o
Custom Life Science Images/
Alamy/Latinstock

ra

corpo de
frutificação
hifas
Figura 4.1 Inseto
células
conhecido como percevejo
(microscópicas)
(cerca de 2 cm de
comprimento) morto pelo O corpo dos fungos é formado
fungo Metarhizium por um conjunto de fios, as hifas
anisopliae. (veja ampliação no detalhe).

52 Capítulo 4
A nutrição é heterotrófica por absorção de mo- A reprodução sexuada resulta, frequentemente, da
léculas orgânicas simples, que podem vir de uma fusão de duas hifas haploides (n). O citoplasma e os
digestão extracorpórea realizada pelo próprio fungo: núcleos se fundem e originam hifas diploides (2n), que
ele lança no ambiente enzimas digestivas que des- se dividem por meiose e formam esporos (figura 4.4).
dobram moléculas orgânicas complexas e absorve

Manfred Kage/SPL/Latinstock
as moléculas menores. Nesse processo, muitos fungos
são decompositores de organismos mortos, atuando
como sapróbios ou saprófagos (do grego saprós =
podre; phagein = comer). Nos fungos, assim como
nos animais, o glicídio usado como reserva de ener-
gia é o glicogênio. O transporte de substâncias é fa-
cilitado por uma corrente citoplasmática que percor-
re as hifas.
A reprodução assexuada pode ser feita por brota-
mento, nas formas unicelulares (figura 4.3), por frag-
mentação do micélio ou pela produção de esporos.
Os esporos são células em geral imóveis, resis- Figura 4.3 Brotamento em Saccharomyces cerevisiae, fungo
tentes a ambientes desfavoráveis, que, por mitose, unicelular (levedo) usado na produção de pão (ao microscópio
originam novos indivíduos. São produzidos pelos eletrônico; aumento de cerca de mil vezes; imagem colorizada
por computador).
esporângios (do grego sporo = semente; aggeîon =
Bio ph
vaso), estruturas que se elevam acima do micélio, o oto
As
so
cia
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que facilita a dispersão dos esporos pelo vento (fi- s/
Ph

ot
gura 4.4). A grande capacidade de dispersão, aliada

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à velocidade de divisão do esporo e ao rápido cresci-

er s
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mento do fungo, compensa sua imobilidade.

instock
esporângios
esporos
Reprodução
assexuada

esporo (n)
sofre
mitose hifa (2n)
Ingeborg Asbach/Arquivo da editora

hifas (n)

hifa (n)

fecundação
hifa (n)
Reprodução
sexuada

Figura 4.4 Representação gráfica da reprodução do mofo preto do pão (os elementos não estão na mesma escala).
Na foto, esporângios e hifas do fungo (imagem ao microscópio eletrônico; aumento de cerca de 150 vezes).

Fungos 53
Como exemplos de ascomicetos, temos: o levedo,
2 Classifica•‹o cuja espécie mais conhecida é a Saccharomyces cerevi-
A classificação dos fungos vem passando por siae, usada na fabricação de bebidas alcoólicas, álcool
mudanças e ainda não há um consenso sobre sua e pão; a trufa (gênero Tuber), muito apreciada na culi-
origem e evolução. Por isso, vamos utilizar alguns nária; a Neurospora, bolor do pão e usado em pesquisas
grupos considerados filos por vários autores: genéticas; as espécies de Penicillium, gênero produtor
da penicilina e de certos queijos (roquefort e camem-
Zygomycota (zigomicetos), Ascomycota (ascomice-
bert); diversos parasitas de plantas, como Aspergillus
tos) e Basidiomycota (basidiomicetos). Estudaremos
flavus e Claviceps purpurea, que atacam cereais.
ainda um grupo artificial de fungos, que não tem
O Claviceps purpurea é um fungo perigoso. A in-
valor taxonômico, os deuteromicetos.
gestão de uma pequena porção, pelo ser humano ou
Zigomicetos por animais, é suficiente para causar uma forma de
envenenamento que provoca alucinações, espasmos
Os zigomicetos (do grego zygos = par, união) vi- nervosos, convulsões, gangrena e morte. A substância
vem, em geral, no solo. Alguns são usados comercial- responsável por esse quadro é a ergotina, cujos deri-
mente para a produção de molho de soja (o shoyu, vados, em baixa concentração, são usados em Medi-
típico da cozinha japonesa), de hormônios anticon- cina por causa de sua capacidade de vasoconstrição
cepcionais e de medicamentos anti-inflamatórios. e de contração muscular. É também a matéria-prima
O bolor preto do pão (Rhizopus stolonifer) é um para a produção de uma droga alucinógena perigosa
zigomiceto que se desenvolve a partir de esporos e ilegal, a dietilamida do ácido lisérgico (LSD).
(produzidos nos esporângios), principal forma de re- O principal modo de reprodução dos ascomicetos
produção desses fungos. é a reprodução assexuada, que ajuda na dispersão
dos fungos. Nas formas unicelulares, como o levedo,
Ascomicetos a reprodução assexuada ocorre por brotamento e,
A maioria desses fungos é caracterizada pela nas pluricelulares, por esporos.
presença do asco (do grego askon = saco), estrutura A reprodução sexuada ocorre pela fusão de hifas
produtora de esporos. Em alguns casos, os ascos (ou células, no caso do levedo), originando células
ocorrem em hifas isoladas, mas, na maioria, estão que produzem esporos, os ascósporos. Estes se es-
agrupados em corpos de frutificação chamados as- palham e, em substrato adequado, germinam e for-
cocarpos (do grego karpós = fruto). Veja a figura 4.5. mam um novo micélio.

Dr
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ere
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Bur
gess
/SPL/Latinstock
irabel8/Shutterstock

Penicillium ao microscópio
eletrônico (imagem colorizada
por computador; aumento de
cerca de 1 700 vezes).

Figura 4.5 Limão e laranja cobertos por mofo do gênero Penicillium, um ascomiceto.

54 Capítulo 4
Biologia e cotidiano
Fungos e a produção de alimentos
Historiadores estimam que o pão tenha sur- em oxigênio favorece a fermentação alcoólica,
gido há cerca de 12 mil anos, juntamente com o que produz álcool etílico e CO2.
cultivo do trigo, na região da Mesopotâmia (figu- Enquanto o vinho é produzido pela fermen-
ra 4.6). Já o cultivo de uvas e a produção do vinho tação do açúcar da uva, a cerveja resulta da fer-
datam de mais de 5 mil anos, aproximadamente mentação da cevada e a cachaça tem origem na
na mesma região. Apesar de terem desenvolvido fermentação da cana-de-açúcar.
técnicas para a produção desses alimentos, os O fungo morre quando o nível de álcool se
povos antigos não conheciam o trabalho dos fun- aproxima de 12%. Por isso, no caso de bebidas
gos envolvidos nesses processos. de alto teor alcoólico, esse nível é aumentado
O fungo conhecido como levedo de cerveja por meio da destilação.
(Saccharomyces cerevisiae) realiza fermentação O fermento biológico, ou de padaria, também
alcoólica e libera, além do álcool, gás carbônico. Ve- contém leveduras vivas. Por meio da fermenta-
ja como ocorre a reação da fermentação alcoólica: ção, esses fungos produzem o gás carbônico que
2 CO2 faz crescer a massa do pão, além do álcool. Este
ácido pirúvico H
glicólise é eliminado pelo calor do forno, o que explica por
C6H12O6 2 CH3 — C — COOH 2 CH3 — C — H que não ficamos embriagados quando comemos
glicose OH pão. O gás carbônico também é eliminado.
O
2 ATP álcool Todas essas aplicações práticas da fermen-
comum
tação envolvem conhecimentos em Biologia,
As leveduras (S. cerevisiae) utilizadas na pro- Química e Física, demonstrando que a interação
dução de vinho são seres anaeróbicos facultati- entre disciplinas é importante não apenas para
vos. Misturados às uvas esmagadas em tanques compreender o mundo, mas também para o de-
abertos, esses fungos unicelulares realizam a senvolvimento de tecnologias.
respiração aeróbica, liberando CO2 e H2O. Quando Fontes de pesquisa: <www.winepros.org/wine101/history.htm>; <http://
archaeology.about.com/od/wterms/qt/wine.htm>; <www.invivo.fiocruz.br/
esses tanques são fechados, o ambiente pobre cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=817&sid=7>. Acesso em: 15 fev. 2016.

Civilização mesopotâmica
Banco de imagens/Arquivo da editora

30º L

Mo
nt
es
Za
gr
os

Mar Mediterrâneo DESERTO DA


ARÁBIA

30º N
0 250 500
km
Mar
Vermelho

Figura 4.6 Região do Oriente Médio Adaptado de: ALBUQUERQUE, M. M. de; REIS, A. C. F.; CARVALHO, C. D. de.
Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: Fename, 1979. p. 73.
onde encontrava-se a Mesopotâmia.

Fungos 55
hifas
Basidiomicetos
Nesse grupo estão os fungos mais conhecidos
popularmente, chamados cogumelos e orelhas-de- corpo de
frutificação
-pau (figura 4.7). Alguns, como o Agaricus campestri
(conhecido pelo nome francês de champignon), são
comestíveis; outros, como o Amanita muscaria, são esporos
tão venenosos que a ingestão de um pequeno pe-
daço pode causar a morte. Há ainda cogumelos
como o Psilocybe mexicana, que são tóxicos e con-
têm substâncias alucinógenas. Algumas espécies
atacam os vegetais, como os cereais e o café, cau-
sando as ferrugens, doenças que provocam grandes
prejuízos à agricultura (figura 4.7).
Fotos: Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo

Orelha-de-pau (gênero
Os esporos caem no
Polyporus; 20 mm
solo e dão origem a
a 75 mm de diâmetro).
novos fungos.

Ilustrações: Ingeborg Asbach/Arquivo da editora


esporo

Folha de café atacada


pelo fungo causador da
ferrugem do cafeeiro
(Hemileia vastatrix; Figura 4.8 Reprodução de um basidiomiceto. As hifas têm entre
comprimento da folha em 5 µm e 10 µm de diâmetro. (Esquema sem escala; cores fantasia.)
torno de 5 cm a 20 cm).

Figura 4.7 Exemplos de basidiomicetos. Deuteromicetos


Fique de olho! Alguns fungos, que não apresentam formas se-
Não se deve comer qualquer tipo de cogumelo. xuadas (ou que, pelo menos, dos quais não se conhe-
É preciso conhecer quais são venenosos e quais não cem formas sexuadas), costumavam ser reunidos no
são, e só uma pessoa que os conhece bem consegue
grupo dos deuteromicetos (do grego dêuteron =
diferenciar uns dos outros.
secundário) – também chamado grupo dos fungos
Embora possam se reproduzir assexuadamente imperfeitos ou dos fungos conidiais, uma referência
(pela formação de esporos), a reprodução sexuada é ao fato de produzirem esporos muito finos, os coní-
mais frequente e ocorre pela fusão de hifas, que cres- dios (do grego konidion = pó fino). No entanto, aná-
cem e dão origem ao basidiocarpo (do grego lises moleculares têm feito com que alguns deles
basis = base), corpo frutífero que, em algumas espé- sejam remanejados para outros grupos, principal-
cies, tem a forma de chapéu (cogumelo). mente o dos ascomicetos, caso dos gêneros
No basidiocarpo, por meiose, são produzidos Penicillium e Aspergillus. Trata-se, portanto, de um
esporos (basidiósporos), que, quando liberados, es- grupo artificial, sem valor taxonômico.
palham-se no ambiente. Encontrando o substrato Entre eles há muitos parasitas de vegetais e de
adequado, os esporos germinam; e o ciclo se reinicia animais (inclusive do ser humano), e que produzem
(figura 4.8). micoses.

56 Capítulo 4
rochas expostas ao sol, no gelo, em desertos e em
3 Liquens e micorrizas solos nus – onde frequentemente são os primeiros
Os fungos podem estabelecer associações ínti- seres vivos a se instalar; por isso são chamados seres
mas e permanentes com outros organismos, forman- pioneiros. Assim, eles criam condições para que ou-
do liquens e micorrizas. Em ambos os casos, os dois tros seres vivos se instalem no local, permitindo o
organismos são beneficiados. Essa forma de associa- desenvolvimento de uma comunidade (o processo é
ção é classificada como mutualismo ou simbiose chamado sucessão ecológica). Muitas espécies de
mutualística (do grego syn = união; bios = vida). A liquens também servem de indicação do grau de
troca de benefícios é tão profunda que a sobrevivên- poluição do ar (bioindicadores), uma vez que absor-
cia isolada dos associados fica comprometida. vem facilmente as substâncias tóxicas, como metais
pesados e dióxido de enxofre (um gás emitido na
Liquens queima de combustíveis fósseis em veículos e indús-
trias). O desaparecimento de liquens em um ambien-
São associações entre um fungo (em geral, um te indica que o ar do lugar está poluído.
ascomiceto) e uma alga (quase sempre uma clorofí- A poluição do ar será estudada com mais deta-
cea) ou uma cianobactéria (figura 4.9). lhes no Volume 3 desta coleção, mas um tópico tão
amplo e importante como esse é discutido também
Ingeborg Asbach/Arquivo da editora

no estudo da Física e da Química, entre outras disci-


plinas. Afinal, precisamos saber qual a composição
sorédios (fragmentos
levados pelo vento) química dos poluentes, quais seus efeitos biológicos
e químicos, como combater esses efeitos, etc.

Micorrizas
Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo

São associações de fungos (a maioria basidiomi-


cetos) com as raízes de muitas espécies de plantas.
As hifas envolvem as raízes das plantas ou penetram
em suas células (figura 4.10). Com isso, o fungo au-
menta a superfície de absorção de água e sais mine-
células de alga rais das raízes, além de converter certos sais minerais
ou cianobactérias em formas mais facilmente absorvidas pelas plantas.
hifas do
Em troca, a planta fornece substâncias orgânicas ao
fungo fungo. Em geral, as plantas não crescem tão bem – e,
às vezes, até morrem – se forem privadas da asso-
Figura 4.9 Foto de um líquen (cerca de 15 cm de comprimento)
e ilustração de sua estrutura (aumento de cerca de mil vezes; ciação com o fungo, principalmente em solos pobres
cores fantasia; os elementos da figura não estão em escala). em sais minerais.

O fungo produz um ácido que desagrega as ro-


chas e, através de suas hifas, absorve água e sais
Ingeborg Asbach/Arquivo da editora

minerais do solo e da água da chuva, fornecendo-os


à alga. Esta fornece ao fungo matéria orgânica pro-
duzida na fotossíntese. Na associação com cianobac-
térias pode haver aproveitamento do nitrogênio do
ar: as cianobactérias usam o gás nitrogênio para
sintetizar compostos nitrogenados que poderão ser
aproveitados também pelo fungo.
hifas
A reprodução dos liquens é assexuada, feita por
pelos absorventes
meio de pequenos fragmentos (sorédios), que po- das raízes
dem ser levados a lugares distantes pelo vento.
Os liquens resistem a temperaturas extremas e Figura 4.10 Micorriza (os elementos da ilustração não estão na
à falta de água. São comumente encontrados em mesma escala; cores fantasia).

Fungos 57