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Sugestões de perguntas:

1. De acordo com Bakhtin (p.4), a obra de Dostoiévski é marcada não por causa da
multiplicidade dos caracteres e destinos, mas à multiplicidade de consciências
equipolentes. Comente essa afirmativa.

2. Por que para Bakhtin a fórmula proposta por Vyatcheslav Ivánov (p.12) é mais
coerente que a visão monológica proposta por Askóldov, a qual compreendia a
obra do escritor russo a partir da problemática dos meios de revelação do
indivíduo pela sua própria vida (p.10)?

3. Em “Os arquétipos do inconsciente coletivo”, Carl Gustav Jung sugere que,


diferentemente do modelo freudiano de Id, Ego, Superego, os homens, assim
como organizam-se socialmente, também pensam coletivamente. Ou seja, quando
muitas pessoas têm ideias afins, organizam-se em grupos, os quais influem
diretamente em seus comportamentos. Já, Viktor Chklovsky, em seu ensaio “A
arte como procedimento”, afirma que existem dois tipos de imagens: a imagem
como um meio prático de pensar, de agrupar os objetos, e a imagem poética, usada
para reforçar uma impressão. Considerando esses conceitos, argumente sobre a
afirmativa “Dostoievski pensava por imagens psicologicamente elaboradas, mas
pensava socialmente” (p.38).

4. Na parte final do texto (p.41), Bakhtin acaba afirmando, radicalmente, que o único
romance plenamente polifônico é “Os irmãos Karamázov”. Por que, para ele, o
restante da obra do escritor russo não pode ser entendida como plena, no sentido
polifônico?

5. Ao longo do texto, Bakhtin desconstrói a ideia de que a obra de Dostoiévski tenha


caráter dialético, seja de cunho platônico, aristotélico ou hegeliano, sendo ela
puramente dialógica. De acordo com o seu conhecimento, por que a escrita
dostoivskiana preza pelo dialogismo, a despeito da dialética? Sugestão de
consulta: p. 42.

6. Na página 123, Bakhtin defende que existem, basicamente, quatro categorias


carnavalescas que podem influir na literatura, sendo elas “o livre contato familiar
entre os homens”, a “excentricidade”, as “mésalliances” e a “profanação”.
Discorra brevemente sobre tais categorias e suas possíveis dicotomias.

7. Comente a seguinte proposição: “[...] o homem medieval levava mais ou menos


duas vidas: uma oficial, monoliticamente séria e sombria, subordinada à rigorosa
ordem hierárquica, impregnada de medo, dogmatismo, devoção e piedade, e outra
público-carnavalesca, livre, cheia de riso ambivalente, profanações de tudo o que
é sagrado, descidas e indecências do contato familiar com tudo e com todos”.
(p.129).