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Lição 6 Salvação somente pela fé - O Livro de Romanos

Adão e Jesus 04 a 11 de novembro de 2017

❉ Sábado à tarde, 04 de novembro 2017 – INTRODUÇÃO

VERSO PARA MEMORIZAR: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso
Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual
estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:1, 2).

O Unigênito de Deus era o único que podia libertar aqueles que pelo pecado de Adão haviam sido
subjugados ao maligno. O Filho de Deus concedeu a Satanás toda oportunidade de tentar suas artimanhas
nEle. O inimigo havia tentado os anjos no Céu, e posteriormente o primeiro Adão. Ele caiu, e Satanás
julgava que poderia obter êxito em enganar a Cristo após este ter assumido a humanidade. Toda a hoste
caída considerava ser esta situação uma oportunidade de obter a supremacia sobre Cristo. Haviam ansiado
por uma oportunidade para revelar sua inimizade para com Deus. Quando os lábios de Cristo foram selados
na morte, Satanás e seus anjos imaginaram ter obtido a vitória. […] Na luta de morte, o Filho de Deus podia
somente confiar em Seu Pai celestial; tudo foi suportado pela fé. Ele mesmo foi um resgate, um dom, dado
para a libertação dos cativos. Por seu próprio braço Ele trouxe salvação aos filhos dos homens, mas a que
custo para Si mesmo! (Cristo Triunfante [MM 2002], p. 3, 4).

❉ DOMINGO, 05 DE NOVEMBRO 2017 – JUSTIFICADO PELA FÉ

1. Leia Romanos 5:1-5. Resuma a mensagem de Paulo. Qual lição você pode tirar para sua vida?

Rm 5:1-5, (ARA-2); 1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus
Cristo; 2 por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes;
e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. 3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas
próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4 e a perseverança, experiência; e a
experiência, esperança. 5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso
coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.

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Resposta 1. O verbo grego traduzido como “nos gloriamos” no verso 3 é o mesmo traduzido como
“gloriamo-nos” no verso 2. Assim, existe uma clara conexão entre os versos 2 e 3. Os que são justificados
podem se gloriar na tribulação porque depositaram fé e confiança em Jesus Cristo. Têm confiança de que
Deus conduzirá todas as coisas para o bem. Consideram uma honra sofrer pela causa de Cristo (Veja 1Pe
4:13).

1. Perseverança. A palavra grega traduzida dessa forma é hupomone, que significa “firme resistência”. Esse
é o tipo de resistência que a tribulação desenvolve naquele que guarda a fé e não perde de vista a esperança
que tem em Cristo, mesmo em meio a tentações e sofrimentos que, às vezes, podem tornar tão difícil a vida.

2. Experiência. A palavra grega assim traduzida é dokime, e significa literalmente “qualidade de ser
aprovado”, e daí, “caráter”, ou, mais especificamente, “caráter aprovado”. Aquele que suporta pacientemente
as provações pode desenvolver um caráter aprovado.

3. Esperança. Naturalmente, perseverança e experiência ocasionam esperança, aquela encontrada em Jesus e


em Sua promessa de salvação. Ao nos apegarmos a Jesus pela fé, arrependimento e obediência, temos tudo
para manter esperança.

Justificado pela Fé

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio
de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriemo-nos na
esperança da glória de Deus. Rom. 5:1 e 2.

Quando Deus perdoa ao pecador, anula o castigo que ele merece e o trata como se não tivesse pecado,
recebe-o no favor divino e o justifica em virtude dos méritos da justiça de Cristo. O pecador só pode ser
justificado mediante a fé no sacrifício expiatório feito pelo amado Filho de Deus, que Se tornou um
sacrifício pelos pecados do mundo culpado. Ninguém pode ser justificado por quaisquer obras próprias. Só
pode ser liberto da culpa do pecado, da condenação da lei, da pena da transgressão, pela virtude do
sofrimento, morte e ressurreição de Cristo. A fé é a condição única de obter a justificação, e a fé abrange não
só a crença mas também a confiança. ...
O pecador é comparado a uma ovelha perdida, e uma ovelha perdida jamais volta ao redil a menos que seja
pelo pastor procurada e restituída ao redil. Homem algum pode de si mesmo arrepender-se, tornando-se digno
da bênção da justificação. O Senhor Jesus está constantemente procurando impressionar o espírito do pecador
e atraí-lo a fim de que O contemple, como Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. Não podemos dar
um passo na vida espiritual, a não ser que Jesus atraia e fortaleça o coração, e nos leve a experimentar aquele
arrependimento que jamais decepciona. ...
A fé que é para salvação não é uma fé casual, não é o mero assentimento do intelecto, é a crença firmada no
coração, que abraça a Cristo como Salvador pessoal, com a certeza de que Ele pode salvar perfeitamente
aos que por Ele se chegam a Deus. ... Quando a pessoa se apóia em Cristo como a única esperança de
salvação, então se manifesta fé genuína. Esta fé leva seu possuidor a colocar em Cristo todas as afeições da
vida; seu entendimento fica sob o controle do Espírito Santo, e seu caráter é moldado segundo a semelhança
divina. Sua fé não é uma fé morta, mas sim que opera por amor, e o leva a contemplar a formosura de Cristo,
e a tornar-se semelhante ao caráter divino. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 389-392.

❉ SEGUNDA, 06 DE NOVEMBRO 2017 – ENQUANTO AINDA PECADORES

2. Leia Romanos 5:6-8. O que essa passagem revela sobre o caráter de Deus? Por que ela nos enche de
esperança?

Rm 5:6-8, (ARA-2); 6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7
Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas

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Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda
pecadores.

Resposta 2. Cristo mostrou seu amor morrendo por nós sendo ainda pecadores

3. Romanos 5:9 diz que podemos ser salvos da ira de Deus por meio de Jesus. O que isso significa?

Rm 5:9, (ARA-2); 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da
ira.

Resposta 3. Como o sangue nas ombreiras das portas dos israelitas no Egito, na véspera de sua partida,
protegia os primogênitos da ira que cairia sobre os primogênitos do Egito, o sangue de Jesus Cristo garante
que aqueles que foram justificados e retêm essa condição serão protegidos quando, finalmente, a ira de Deus
destruir o pecado no fim dos tempos.

4. De acordo com Romanos 5:10, 11, por quais outras razões devemos nos alegrar?

Rm 5:10-11, (ARA-2); 10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte
do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; 11 e não apenas isto, mas
também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a
reconciliação.

Resposta 4. Ele ressuscitou e está vivo para sempre (veja Hb 7:25). Porque Ele vive, nós somos salvos. Se
Ele houvesse permanecido na sepultura, nossas esperanças teriam perecido com Ele. O verso 11 continua
com as razões que temos para nos regozijar no Senhor, por causa do que Jesus realizou por nós.

Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder
por eles. (Heb. 7:25)

Não foi porque nós O amássemos primeiro que Cristo nos amou; mas, “sendo nós ainda pecadores”, Ele
morreu por nós. […] A graça é um atributo de Deus, exercido para com as indignas criaturas humanas. Não a
buscamos, porém ela foi enviada a procurar-nos. Deus Se regozija de conceder-nos Sua graça, não porque
sejamos dignos, mas porque somos tão completamente indignos. Nosso único direito à Sua misericórdia é
nossa grande necessidade. O Senhor Deus, por intermédio de Jesus Cristo, estende o dia todo a mão num
convite aos pecadores e caídos. A todos receberá. Dá as boas-vindas a todos. É Sua glória perdoar ao maior
dos pecadores. Ele tomará a presa ao valente, libertará o cativo, tirará do fogo o tição. Baixará a áurea cadeia
de Sua misericórdia às mais baixas profundezas da ruína humana, e erguerá a degradada pessoa, contaminada
pelo pecado. Toda criatura humana é objeto de amoroso interesse por parte dAquele que deu a vida a fim de
reconduzir os homens a Deus. Almas culpadas e impotentes, sujeitas a ser destruídas pelos ardis e artes de
Satanás, são cuidadas como a ovelha do rebanho o é pelo pastor (A Ciência do Bom Viver, p. 161, 162).

Cristo, e Este crucificado, deve tornar-Se o assunto de nossos pensamentos e despertar as mais profundas
emoções de nosso coração. Os verdadeiros seguidores de Cristo apreciarão a grande salvação que Ele efetuou
por eles; e haverão de segui-Lo para onde quer que Ele os conduzir. Considerarão um privilégio levar
qualquer fardo que Cristo colocar sobre eles. É só pela cruz que podemos avaliar o valor do ser humano. O
valor dos homens por quem Cristo morreu é tal que o Pai ficou satisfeito com o preço infinito que pagou pela
salvação do homem ao entregar o próprio Filho para morrer por sua redenção. Que sabedoria, misericórdia e
amor em sua plenitude são aí manifestados! O valor do homem só é conhecido indo ao Calvário. No mistério
da cruz de Cristo podemos fazer uma estimativa do homem (Exaltai-O, p. 277).

❉ TERÇA, 07 DE NOVEMBRO 2017 – MORTE POR MEIO DE PECADO

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5. Leia Romanos 5:12. O que Paulo descreveu nesse texto? O que isso explica?

Rm 5:12, (ARA-2); 12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a
morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

Resposta 5. Paulo estava enfatizando o que já havia declarado: “Pois todos pecaram” (Rm 3:23). Precisamos
reconhecer que somos pecadores, porque só assim sentiremos a necessidade de um Salvador. Aqui, Paulo
tenta levar os leitores a perceber quão mau é o pecado e o ele que trouxe ao mundo por meio de Adão. Então,
mostra o que Deus nos oferece em Jesus como único remédio para a tragédia trazida sobre nosso mundo pelo
pecado de Adão.

Mas este texto só trata do problema, a morte em Adão – não da solução, a vida em Cristo. Um dos aspectos
mais gloriosos do evangelho é que a morte foi tragada pela vida. Jesus passou pelos portais da sepultura e
rompeu suas cadeias. Ele diz: “[Eu sou] aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos
dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:18). Porque Jesus tem as chaves, o inimigo não
mais pode segurar suas vítimas na sepultura.

O Céu encheu-se de tristeza quando se compreendeu que o homem estava perdido, que o mundo que Deus
criou deveria encher-se de mortais condenados à miséria, enfermidade e morte, e não haveria um meio de
livramento para o transgressor. A família inteira de Adão deveria morrer. Vi o adorável Jesus e contemplei
uma expressão de simpatia e tristeza em Seu rosto. Logo eu O vi aproximar-Se da luz extraordinariamente
brilhante que cercava o Pai. Disse meu anjo assistente: Ele está em conversa íntima com o Pai. A ansiedade
dos anjos parecia ser intensa, enquanto Jesus Se comunicava com Seu Pai. Três vezes foi encerrado pela luz
gloriosa que havia em redor do Pai; na terceira vez, Ele veio de Seu Pai, e podia ser visto. Seu semblante
estava calmo, livre de toda perplexidade e inquietação, e resplandecia de benevolência e amabilidade, tais
como não podem exprimir as palavras. Fez então saber ao exército angelical que um meio de livramento fora
estabelecido para o homem perdido. Dissera-lhes que estivera a pleitear com Seu Pai, oferecera-Se para dar
Sua vida como resgate e tomar sobre Si a sentença de morte, a fim de que por meio dEle o homem pudesse
encontrar perdão; que, pelos méritos de Seu sangue, e obediência à lei divina, ele poderia ter o favor de Deus,
e ser trazido para o belo jardim e comer do fruto da árvore da vida (Primeiros Escritos, p. 149).

Temos um Salvador que vive. Ele não está no sepulcro novo de José; ressuscitou dos mortos e ascendeu ao
alto como Substituto e Penhor de toda pessoa crente. “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus
por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1). O pecador é justificado pelos méritos de Jesus, e isso é o
reconhecimento de Deus da perfeição do resgate pago pelo homem. Que Cristo foi obediente até à morte na
cruz é uma garantia da aceitação do pecador penitente, pelo Pai. Permitiremos, então, que nós mesmos
tenhamos uma experiência vacilante, de duvidar e crer, de crer e duvidar? Jesus é a garantia de nossa
aceitação por Deus. Alcançamos favor perante Deus, não em virtude de algum mérito em nós mesmos, mas
devido à nossa fé no “Senhor, Justiça Nossa”. […] Nunca podemos alcançar a perfeição pelas nossas próprias
boas obras. A pessoa que vê Jesus pela fé, rejeita sua própria justiça. Encara a si mesma como incompleta,
seu arrependimento como insuficiente, sua mais forte fé como sendo apenas debilidade, seu mais custoso
sacrifício como escasso, e se prostra com humildade ao pé da cruz. Mas uma voz lhe fala dos oráculos da
Palavra de Deus. Com estupefação ela ouve a mensagem: “NEle estais aperfeiçoados.” Agora tudo está em
paz nessa pessoa. Não mais precisa esforçar-se para encontrar algum merecimento em si mesma, alguma ação
meritória pela qual alcance o favor de Deus (Fé e Obras, p. 107, 108).

O milagre que Cristo estava prestes a realizar, em ressuscitar Lázaro dos mortos, representaria a ressurreição
de todos os justos mortos. Por Suas palavras e obras, declarou-Se o Autor da ressurreição. Aquele que estava,
Ele mesmo, prestes a morrer na cruz, retinha as chaves da morte, vencedor do sepulcro, e afirmou Seu direito
e poder de dar a vida eterna (O Desejado de Todas as Nações, p. 532).

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❉ QUARTA, 08 DE NOVEMBRO 2017 – DE ADÃO Á MOISÉS

6. Leia Romanos 5:13, 14. O que Paulo ensinou sobre a lei nessa passagem?

Rm 5:13-14, (ARA-2); 13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado
em conta quando não há lei. 14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que
não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

Resposta 6. Que o império da morte reinou por meio da entrada do pecado cometido por Adão e foi até
Moisés quando este foi ressuscitado por Miguel e levado ao céu.

7. De acordo com Romanos 5:20, 21, para qual propósito Deus Se revelou mais plenamente na “lei”?

Rm 5:20-21, (ARA-2); 20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado,
superabundou a graça, 21 a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça
pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Resposta 7. A instrução dada no Sinai incluía a lei moral, embora ela existisse antes disso. Porém, de acordo
com a Bíblia, essa foi a primeira vez que a lei foi escrita e extensamente proclamada. Quando os israelitas
começaram a se comparar com os requisitos divinos, descobriram que estavam muito aquém. Em outras
palavras, “a ofensa” era demasiada. De repente, perceberam a extensão de suas transgressões. O propósito
dessa revelação era ajudá-los a ver sua necessidade de um Salvador e induzi-los a aceitar a graça livremente
oferecida por Deus. Como já destacamos, a verdadeira versão da fé no Antigo Testamento não era legalista.

Em consequência do pecado de Adão, a morte passou a toda a humanidade. Todos semelhantemente descem
ao sepulcro. E, pelas providências do plano da salvação, todos devem ressurgir da sepultura. “Há de haver
ressurreição de mortos, assim dos justos como dos injustos” (At 24:15); “assim como todos morrem em
Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15:22). Uma distinção, porém, se faz entre as
duas classes que ressuscitam. “Todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem,
sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (Jo 5:28 e 29).
Os que foram “tidos por dignos” da ressurreição da vida, são “bem-aventurados e santos”. “Sobre estes não
tem poder a segunda morte” (Ap 20:6). Os que, porém, não alcançaram o perdão, mediante o arrependimento
e a fé, devem receber a pena da transgressão: “o salário do pecado”. Assim se porá termo ao pecado,
juntamente com toda a desgraça e ruína que dele resultaram (O Grande Conflito, p. 544, 545).

A morte entrou no mundo devido à transgressão. Mas Cristo deu a vida para que o homem tivesse outra
prova. Ele não morreu na cruz para abolir a lei de Deus, mas para garantir ao homem uma segunda prova.
Não morreu para tornar o pecado um atributo imortal; morreu para garantir o direito de destruir aquele que
tinha o império da morte, isto é, o diabo. Sofreu toda a penalidade de uma lei quebrada pelo mundo todo. Fê-
lo, não para que o homem pudesse continuar na transgressão, mas para que ele pudesse voltar à sua lealdade
e guardar os mandamentos de Deus, e a Sua lei como a menina de seus olhos (Testemunhos Para Ministros e
Obreiros Evangélicos,p. 134).

Satanás exultou de ter conseguido fazer com que Moisés pecasse contra Deus. Por causa dessa transgressão,
Moisés ficou sob o domínio da morte. Se ele tivesse continuado fiel e sua vida não tivesse sido manchada
com essa transgressão, ao não dar a Deus a glória de trazer água da rocha, ele teria entrado na terra prometida
e teria sido trasladado para o Céu sem ver a morte (Spiritual Gifts, v. 4A, p. 57).

A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o
próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequenino
mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de
todos os outros mundos do Universo de Deus. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o
Rei da Glória viveu, sofreu e morreu – aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o
tabernáculo de Deus com os homens, “com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará

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com eles, e será o seu Deus” (Ap 21:3). E através dos séculos infindos, enquanto os remidos andam na luz do
Senhor, hão de louvá-Lo por Seu inefável Dom – EMANUEL, “DEUS CONOSCO” (O Desejado de Todas
as Nações, p. 26).

❉ QUINTA, 09 DE NOVEMBRO 2017 – JESUS, O SEGUNDO ADÃO

8. Leia Romanos 5:18, 19. Qual é o contraste apresentado nessa passagem? Que esperança nos é oferecida
em Cristo?

Rm 5:18-19, (ARA-2); 18 Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para
condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação
que dá vida. 19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim
também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.

Resposta 8. Veja as ideias antagônicas aqui: morte e vida; desobediência e obediência; condenação e
justificação; pecado e justiça. Jesus veio e desfez tudo o que Adão havia feito!

“O segundo Adão era um agente moral livre, considerado responsável por Sua conduta. Cercado por
influências intensamente sutis e enganosas, Ele estava em posição muito menos favorável do que o primeiro
Adão para ter uma vida sem pecado. Contudo, em meio aos pecadores, resistiu a toda tentação para pecar e
conservou Sua inocência. Sempre foi sem pecado” (Comentários de Ellen G. White, em Comentário Bíblico
Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1195).

Rm 5:13-14, (ARA-2); 13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado
em conta quando não há lei. 14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que
não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

“De que maneira Adão prefigurava Cristo (Rm 5:14)? Assim como Adão se tornou causa de morte para seus
descendentes, embora eles não tivessem comido da árvore proibida, também Cristo se tornou um Distribuidor
de justiça àqueles que são dEle, embora eles não tenham merecido nenhuma justiça; porque mediante a cruz
Ele assegurou (justiça) para todos os homens. A figura da transgressão de Adão está em nós, pois morremos
como se tivéssemos pecado como ele. A figura de Cristo está em nós, pois vivemos como se tivéssemos
cumprido toda a justiça como Ele o fez” (Martinho Lutero, Commentary on Romans[Comentário Sobre
Romanos], p. 96, 97).

9. De que maneira as ações de Adão e Cristo foram contrastadas em Romanos 5:15-19?

Rm 5:15-19, (ARA-2); 15 Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um
só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram
abundantes sobre muitos. 16 O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o
julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a
justificação. 17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a
abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. 18 Pois
assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um
só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. 19 Porque, como, pela
desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de
um só, muitos se tornarão justos.

Resposta 9.

No momento em que o ser criado pelas mãos de Deus se recusou a obedecer às leis do reino de Deus, nesse
próprio instante ele se tornou desleal ao governo de Deus e se fez inteiramente indigno de todas as bênçãos

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com as quais Deus o havia favorecido. Essa foi a posição da humanidade depois que o homem se divorciou
de Deus pela transgressão. Então ele não mais tinha direito a uma inspiração de ar, a um raio da luz do Sol ou
a uma partícula de alimento. E a razão de o homem não ter sido destruído era que Deus o amou de tal
maneira que deu Seu Filho amado para que sofresse a penalidade da transgressão dele. Cristo Se prontificou a
tornar-Se o penhor e substituto do homem, para que este, por meio de graça sem igual, tivesse outra prova –
uma segunda oportunidade – tendo a experiência de Adão e Eva como advertência para não transgredir a lei
de Deus como eles fizeram. E, visto que o homem desfruta as bênçãos de Deus na dádiva da luz do Sol e na
dádiva do alimento, deve haver da parte do homem um respeito diante de Deus em grato reconhecimento de
que todas as coisas provêm dEle. Tudo que Lhe é prestado como retribuição é somente o que Lhe pertence
por ser o Doador (Fé e Obras, p. 21, 22).

O Filho de Deus colocou-Se em lugar do pecador, e passou pelo terreno em que Satanás caiu, e suportou a
tentação no deserto, a qual era cem vezes mais forte do que aquilo que já incidiu ou virá a incidir sobre a raça
humana. Jesus resistiu às tentações de Satanás do mesmo modo que toda pessoa tentada pode resistir:
chamando-lhe a atenção para o relato inspirado e dizendo: “Está escrito.” Cristo venceu as tentações de
Satanás como homem. Toda pessoa pode vencer como Cristo venceu. Ele Se humilhou por causa de nós. Foi
tentado em todas as coisas à nossa semelhança. Remiu o ignominioso fracasso e queda de Adão, e foi
vitorioso, demonstrando assim a todos os mundos não caídos, e à humanidade decaída, que o homem podia
guardar os mandamentos de Deus pelo poder divino que lhe é concedido pelo Céu. Jesus, o Filho de Deus,
humilhou-Se por causa de nós, suportou a tentação por nós, venceu em nosso favor para mostrar-nos como
podemos ser vitoriosos. Ele ligou assim Seus interesses com a humanidade pelos laços mais íntimos e deu a
positiva certeza de que não seremos tentados além das nossas forças, pois juntamente com a tentação proverá
livramento (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 136, 137).

❉ SEXTA, 10 DE NOVEMBRO 2017 – ESTUDO ADICIONAL

Leia, de Ellen G. White, “Auxílio na Vida Diária”, p. 470-472, em A Ciência do Bom Viver; “Cristo, o Centro
da Mensagem”, p. 383, 384, em Mensagens Escolhidas, v. 1; “A Tentação e a Queda”, p. 60-62,
em Patriarcas e Profetas; Evangelismo, p. 577, sobre o estudo das profecias e a salvação; “Justification”, p.
712-714, em The Seventh-day Adventist Encyclopedia; “Componentes da Salvação”, p. 313-325, no Tratado
de Teologia Adventista do Sétimo Dia.

“Muitos se enganam acerca do estado de seu coração. Não entendem que o coração natural é enganoso mais
que todas as coisas, e desesperadamente perverso. Envolvem-se em sua própria justiça e se satisfazem em
alcançar sua norma humana de caráter” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 320).

“Há grande necessidade de que Cristo seja pregado como única esperança e salvação. Quando a doutrina da
justificação pela fé foi apresentada […], ela foi para muitos como água ao viajante cansado. O pensamento de
que a justiça de Cristo nos é imputada, não por causa de qualquer mérito de nossa parte, mas como dom
gratuito de Deus, parecia um pensamento precioso” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 360).

“De que maneira Adão prefigurava Cristo (Rm 5:14)? Assim como Adão se tornou causa de morte para seus
descendentes, embora eles não tivessem comido da árvore proibida, também Cristo se tornou um Distribuidor
de justiça àqueles que são dEle, embora eles não tenham merecido nenhuma justiça; porque mediante a cruz
Ele assegurou (justiça) para todos os homens. A figura da transgressão de Adão está em nós, pois morremos
como se tivéssemos pecado como ele. A figura de Cristo está em nós, pois vivemos como se tivéssemos
cumprido toda a justiça como Ele o fez” (Martinho Lutero, Commentary on Romans[Comentário Sobre
Romanos], p. 96, 97).

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