Você está na página 1de 6

1

2
APRESENTAÇÃO

Diante de tantos desafios deste tempo, como Batistas Brasileiros, estaremos unidos em oração durante
os 30 dias do mês de maio para clamarmos pelas famílias de nossa nação. Quando olhamos os inúmeros
dilemas que enfrentamos neste tempo, verdadeiras tempestades que afetam nossas vidas e nossas famílias, não
podemos como Igreja de Jesus ver tudo isso e não nos sentirmos incomodados. E o melhor que podemos fazer
diante de todas estas coisas é clamarmos ao Senhor.

Queridos pastores e líderes de todo o Brasil, com alegria colocamos a sua disposição uma série de
materiais que compõem a campanha de 30 Dias de Oração pela Família. Nosso desejo e colocar em suas mãos
o maior número de ferramentas possíveis para que você e sua igreja consigam fazer com êxito esta mobilização
de oração. Você tem em suas mãos a sugestão de 5 mensagens para serem usadas durante a campanha e 5
sugestões de roteiros para PGMs. Além de poder baixar o guia devocional preparado com muito carinho que
o motivará a meditar sobre tais desafios nos próximos 30 dias. Todos nós enfrentamos dias difíceis. Situações
em que nos vemos meio que perdidos diante do mar da vida. Algumas vezes são situações que nós mesmo
ocasionamos, outras apenas situações do dia a dia. No entanto, o que nunca podermos perder de vista é a
certeza de que Deus cuida de nós.

Somos gratos a Deus pela vida do pastor Silvio Lamego (Primeira Igreja Batista em Jacobina – BA)
por nos abençoar com textos preciosos do guia devocional que nos motivam a estar alertas para os perigos
iminentes que enfrentamos como família cristã e ao Pr. Milton Monte (Missões Nacionais) que com muita
alegria preparou as sugestões de sermões e roteiros para os pequenos grupos. Teremos motivos de oração de
oração para toda a família, inclusive o desafio diário para nossas crianças. Estará a sua disposição todo o
material no Portal de Igreja Multiplicadora no Espaço do Líder –
www.igrejamultiplicadora.org.br/espacodolider - e ainda serão disponibilizados os áudios em MP3 para uso
diário através de envio via whatsapp. É tempo de nos unirmos em oração pela transformação das famílias da
nossa nação. Podemos contar com você?

Em Cristo, Esperança nossa!

Fabricio Freitas
Gerente Executivo de Evangelismo da
Junta de Missões Nacionais da CBB
3
1. FAMÍLIA: VISÃO BÍBLICA E SOCIAL
Texto Bíblico: Gn 2.18-25

Ideia Central: Ao tempo que foi criado para a comunidade, o ser humano é completo em si mesmo e em
Deus.

Introdução: É indiscutível o valor dado à família na Bíblia. Ela é mais que a ‘base da sociedade’, é o plano
de Deus para a raça humana no que tange a cuidado de pessoas, educação moral e espiritual. Também é
indiscutível que o conceito bíblico de família sofre ataques, sejam declarados, como os que militam contra o
conceito bíblico de família, sejam não declarados, como a cultura permissiva que favorece o abandono de
filhos e cônjuges, por exemplo.

Hoje, iniciamos 30 dias de oração pela família. Oraremos não apenas pela ‘nossa’ família, mas oraremos pelo
Brasil, por nossa Igreja e por nossos Relacionamentos Discipuladores. Não deve ser uma Campanha,
simplesmente, mas uma ênfase em algo que deve ser comum: a intercessão pelos que estão à nossa volta, para
que pratiquem os princípios bíblicos. Começaremos nossa série com um estudo em Gênesis 1, onde a família
é criada, mas também é estabelecido a completude do ser humano em Deus.

Uma Unidade (Gênesis 2.18): A criação dos dois gêneros (homem e mulher) já havia sido descrita antes
(Gênesis 1.26), portanto aqui temos um detalhamento de como isso aconteceu. E o verso 18 não é a introdução
de como foi a criação, é a conclusão. Primeiro, Deus criou o homem sozinho, macho. Diferente de Adão, Deus
criou os animais em macho e fêmea logo. Adão jamais perceberia isso, pois não é o homem que pede
companhia, é Deus que conclui: ele está só.

Adão estava satisfeito sem sequer imaginar que lhe faltava algo, porque na verdade não faltava. A expressão
de Deus não é: ele está incompleto; o que Deus afirma é: está bom, mas pode ficar melhor. Sim, a criação
primeiro do homem para depois ser criada a mulher serve para ajudar a Adão e a nós a entendermos o que é
família, mas serve também para mostrar que somos seres completos em Deus, mesmo quando estamos
solteiros, ou voltamos a ser solteiros. Um viúvo, um cônjuge abandonado, uma moça ou rapaz que evitou um
casamento por causa de sua fé e convicções cristãs, não são seres humanos incompletos, não são pessoas
inferiores ou fracassadas, pelo contrário.

Esse aspecto da criação põe por terra ‘o mito da cara metade’ pelo qual se crê que o casamento é obrigatório.
E isso é fundamental para entendermos que embora a família seja o ideal, a graça de Deus se manifesta também
na vida daqueles que ou não casaram ou tiveram suas famílias destruídas por algum infortúnio. Uma mãe que
cria seus filhos sozinha também é família, um jovem que cuida dos pais idosos também é família.

A criação dos gêneros humano em dois momentos distintos ensina que casamento é na verdade a união de
dois seres completos, que se ajudarão mutuamente, não de seres que se completarão. Aqueles que constroem
uma família pensando que o outro será capaz de suprir suas necessidades, ou que tem filhos com o mesmo
objetivo, estão fadados ao sofrimento, pois ninguém é capaz de atender a essas expectativas. Estou satisfeito
em Deus? Reconheço minha ‘completude’ nele, primeiramente? O que preciso mudar em mim para
que minhas relações, principalmente os familiares, sejam de parceria, não de dependência emocional?

Uma outra Unidade: Quando só existia Adão, Deus lhe dá a tarefa de nomear os animais (Gênesis 2.19-20).
Deus forçou Adão a ver sua solidão, preparando-o para o que vem a seguir. Ele nomeia pares de animais, mas
mesmo assim é Deus que conclui: ele está só. Adão olhava para baixo, e via animais, inferiores a ele. Olhava
para cima, e via a Trindade, superior a ele. Era completo, poderia continuar assim, mas estava só.

É possível viver nesta condição, de solitude, mas ela não deve a primeira escolha, salvo um chamado de Deus
para tal (Mateus 19. Uma coisa é aceitar como família um jovem que deixou de casar para cuidar dos pais, de
um jovem que deixou de casar por puro egoísmo, por não ser capaz de unir-se a outra pessoa. Não era parte
do plano do Criador que o homem vivesse só, sem a companhia de alguém. O Senhor desejou que ele

4
compartilhasse tudo o que era bom, tudo o que recebera de sua parte. O verbo estar aparece no presente do
subjuntivo (esteja), manifestando um estado transitório e circunstancial. Não era para o homem viver só para
sempre. Viver em solidão afeta diretamente a saúde física e mental da raça humana.

Gosto de pensar nesse versículo como a revelação do bom senso de Deus. Ele mesmo não estava só na
eternidade, mas compartilhava da comunhão entre Pai, Filho e Espírito Santo. Deus é um ser relacional,
pessoal, sociável. Ele deseja viver entre os homens. Até um dos nomes do Seu Filho, o nosso Eterno Salvador,
é Emanuel - O Deus conosco. Para isso dotou o ser humano de capacidade relacional, e a família é a base de
todos os relacionamentos interpessoais. Precisamos ser completos em Deus, para não depender de pessoas
para nossa realização pessoal, mas a solidão não é o plano de Deus, a família sim.

Sendo a família o plano de Deus, estou empenhado em fazê-la um lugar que glorifique a Deus? Como
posso ajudar as famílias à minha volta a viverem o Plano de Deus para elas?

Uma nova Unidade: Dois seres completos agora formam uma nova unidade (Gênesis 2.24). Com maturidade,
eles são capazes de deixar a família anterior, a unidade anterior para formar uma nova. São capazes de deixar
emocionalmente, deixar financeiramente, deixar como dependência. Também são capazes de deixar seu estilo
de vida individual para uma vida de comunhão agora. E não apenas são capazes de deixar, mas são capazes
de unir-se ao ponto de dois serem um, como é a Trindade. Unir-se em intimidade espiritual, moral e, no caso
dos cônjuges, física. Passam a ter os mesmos objetivos e sonhos, a buscar o mesmo crescimento e maturidade.
Uma auxiliando o outro não são mais dois, mas um só. Tão unidos que a separação é como cortar a carne: vai
sangrar, ferir e até matar.

Este é o plano. Esta é a visão bíblica e social da família. Os ataques que a família vem sofrendo não são apenas
os daqueles que descreem nela, mas também a negligência a esses princípios. Estou deixando pessoas,
atividades e comportamentos que prejudicam a unidade de minha família? Seja eu filho, pai ou cônjuge,
estou disposto a me unir verdadeiramente à minha família? Estou disposto a lutar por ela, como quem
luta por sua própria carne?

Conclusão: Na descrição resumo da criação da família, Gênesis 1.26-27, fica evidente que o propósito
primordial da família é glorificar a Deus, expressar sua glória. Ao criar seres distintos, completos em sim, que
unem como um só, Deus criou a sua imagem em nós. Podemos expressar Deus no mundo na individualidade,
mas é na família que fazemos isso de forma mais efetiva, pois demonstramos unidade, autoridade e
responsabilidade.

Vamos orar por 30 dias por nossas famílias. Vamos orar por nós mesmos, nossas responsabilidades em família.
Vamos orar para sermos conforme Deus planejou que fôssemos. Vamos orar pelos que estão à nossa volta. É
através do discipulado e da oração que veremos o avivamento que tanto buscamos para o Brasil.

Concluir com apelo à participação na Campanha de Oração. Com os que aceitarem o desafio, pedir que
tomem decisões de por quais desafios irão orar em suas vidas, na de suas próprias famílias e nas famílias
com as quais se relaciona.
5
1. FAMÍLIA: VISÃO BÍBLICA E SOCIAL
Quebra-gelo: Compartilhe com seu PGM a definição da Palavra família em uma única palavra.

Tempo de Orar: Conversando com Deus (5 min)


• Ore agradecendo a Deus seu PGMs e pela casa hospedeira;
• Ore suplicando ao Senhor que Ele fale aos nossos corações através de sua Palavra.
Tempo de Cantar: Louvando e Adorando Juntos (5 min) – “As palavras dos meus lábios e o meditar
do meu coração sejam agradáveis na tua presença,” Sl 19.14 – Aproveite este momento para adorar ao
Senhor com um cântico sobre família ou outro que o seu PGM esteja acostumado.

Tempo da Palavra (20 min) – Gênesis 2.18-25 - “Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua
mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Gn. 2.24

Ao tempo que foi criado para a comunidade, o ser humano é completo em si mesmo e em Deus. Sim,
a criação primeiro do homem para depois ser criada a mulher serve para ajudar a Adão e a nós a entendermos
o que é família, mas serve também para mostrar que somos seres completos em Deus, mesmo quando estamos
solteiros, ou voltamos a ser solteiros. Um viúvo, um cônjuge abandonado, uma moça ou rapaz que evitou um
casamento por causa de sua fé e convicções cristãs, não são seres humanos incompletos, não são pessoas
inferiores ou fracassadas, pelo contrário.
É possível viver nesta condição, de solitude, mas ela não deve a primeira escolha, salvo um chamado
de Deus para tal (Mateus 19.12). Uma coisa é aceitar como família um jovem que deixou de casar para cuidar
dos pais, de um jovem que deixou de casar por puro egoísmo, por não ser capaz de unir-se a outra pessoa. Não
era parte do plano do Criador que o homem vivesse só, sem a companhia de alguém. O Senhor desejou que
ele compartilhasse tudo o que era bom, tudo o que recebera de sua parte. Precisamos ser completos em Deus,
para não depender de pessoas para nossa realização pessoal, mas a solidão não é o plano de Deus, a família
sim.
Dois seres completos agora formam uma nova unidade (Gênesis 2.24). Com maturidade, eles são
capazes de deixar a família anterior, a unidade anterior para formar uma nova. São capazes de deixar
emocionalmente, deixar financeiramente, deixar como dependência. Também são capazes de deixar seu estilo
de vida individual para uma vida de comunhão agora. E não apenas são capazes de deixar, mas são capazes
de unir-se ao ponto de dois serem um, como é a Trindade. Unir-se em intimidade espiritual, moral e, no caso
dos cônjuges, física. Passam a ter os mesmos objetivos e sonhos, a buscar o mesmo crescimento e maturidade.
Uma auxiliando o outro não são mais dois, mas um só.
Tão unidos que a separação é como cortar a carne: vai sangrar, ferir e até matar. Este é o plano. Esta é
a visão bíblica e social da família. Os ataques que a família vem sofrendo não são apenas os daqueles que
descreem nela, mas também a negligência a esses princípios.

Perguntas para Reflexão:

1 - Estou satisfeito em Deus? Reconheço minha ‘completude’ nele, primeiramente? O que preciso mudar em
mim para que minhas relações, principalmente os familiares, sejam de parceria, não de dependência
emocional?

2 - Sendo a família o plano de Deus, estou empenhado em fazê-la um lugar que glorifique a Deus? Como
posso ajudar as famílias à minha volta a viverem o Plano de Deus para elas?
3 - Estou deixando pessoas, atividades e comportamentos que prejudicam a unidade de minha família? Seja

6
eu filho, pai ou cônjuge, estou disposto a me unir verdadeiramente à minha família? Estou disposto a lutar
por ela, como quem luta por sua própria carne?
Tempo de Orar Uns Pelas Outros (20 min) (momento de Oração em Duplas)
• Compartilhe com sua dupla de Oração o nome de pelo menos uma pessoa que você gostaria de convidar para
participar do PGM na próxima semana? __________________________________
• Ore ao Senhor pedindo que o nosso PGM venha crescer em sabedoria e conhecimento de Deus.
Tempo da Igreja (5 min) – Este é um tempo dedicado aos avisos de sua igreja.