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SIC CLÍNICA CIRÚRGICA

CIRURGIA GERAL VOL. 1


Autoria e colaboração

Eduardo Bertolli Rogério Bagietto


Graduado pela Faculdade de Medicina da Pon- Graduado pela Faculdade de Medicina do ABC
tifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC (FMABC). Especialista em Cirurgia Geral pela Uni-
-SP). Especialista em Cirurgia Geral pela PUC-SP. versidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e em
Título de especialista em Cirurgia Geral pelo Co- Cirurgia Oncológica pelo Hospital do Câncer de São
légio Brasileiro de Cirurgiões (CBC). Especialista Paulo.
em Cirurgia Oncológica pelo Hospital do Câncer
A. C. Camargo, onde atua como médico titular do Fábio Carvalheiro
Serviço de Emergência e do Núcleo de Câncer de Graduado pela Faculdade de Medicina da Pontifícia
Pele. Título de especialista em Cancerologia Ci- Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Es-
rúrgica pela Sociedade Brasileira de Cancerolo- pecialista em Cirurgia Oncológica pelo Instituto do
gia. Membro titular do CBC e da Sociedade Brasi- Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho (IAVC) e em
leira de Cirurgia Oncológica (SBCO). Instrutor de Cirurgia Geral pela Santa Casa de São Paulo.
ATLS® pelo Núcleo da Santa Casa de São Paulo.
Bruno Carvalho Deliberato
André Oliveira Paggiaro Graduado em Medicina pela Universidade Federal
Graduado pela Faculdade de Medicina da Uni- do Rio Grande do Norte (UFRN). Residente e pre-
versidade de São Paulo (FMUSP). Especialista ceptor da Disciplina de Anestesiologia, Dor e Me-
em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica pelo HC- dicina Intensiva da Universidade Federal de São
FMUSP, onde é doutorando em Cirurgia Plástica Paulo (UNIFESP). Anestesiologista do Hospital A. C.
e médico assistente. Camargo e do Grupo de Apoio ao Adolescente e à
Criança com Câncer (GRAACC).
José Eduardo de Assis Silva
Graduado em Medicina pela Universidade de
Pernambuco (UPE). Especialista em Anestesiolo-
Assessoria didática
gia pelo Hospital do Servidor Público Estadual de João Ricardo Tognini
São Paulo (HSPE-SP). Pós-Graduado em Gestão
em Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV
-SP). Atualização 2017
Marcelo Simas de Lima Eduardo Bertolli
Graduado pela Faculdade de Medicina da Univer-
sidade de São Paulo (FMUSP). Especialista em
Cirurgia Geral, em Cirurgia do Aparelho Digesti-
vo e em Endoscopia Digestiva pelo HC-FMUSP.
Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia
Digestiva e da Sociedade Brasileira de Endosco-
pia Digestiva.
Apresentação

Os desafios da Medicina a serem vencidos por quem se decide pela área


são tantos e tão diversos que é impossível tanto determiná-los quanto
mensurá-los. O período de aulas práticas e de horas em plantões de vários
blocos é apenas um dos antecedentes do que o estudante virá a enfrentar
em pouco tempo, como a maratona da escolha por uma especialização e do
ingresso em um programa de Residência Médica reconhecido, o que exigirá
dele um preparo intenso, minucioso e objetivo.

Trata-se do contexto em que foi pensada e desenvolvida a Coleção SIC


Principais Temas para Provas, cujo material didático, preparado por profis-
sionais das mais diversas especialidades médicas, traz capítulos com inte-
rações como vídeos e dicas sobre quadros clínicos, diagnósticos, tratamen-
tos, temas frequentes em provas e outros destaques. As questões ao final,
todas comen­tadas, proporcionam a interpretação mais segura possível de
cada resposta e reforçam o ideal de oferecer ao candidato uma preparação
completa.

Um excelente estudo!
Índice

Capítulo 1 - Anestesia local ............................. 15 Capítulo 7 - Procedimentos abdominais ........93


1. Definição ......................................................................16 1. Paracentese ............................................................... 94
2. Tipos de anestesia .................................................... 17 2. Lavado peritoneal diagnóstico ............................ 96
3. Ação .............................................................................18 Resumo ............................................................................ 98
4. Intoxicação .................................................................19
5. Exemplo de bloqueio .............................................. 20 Capítulo 8 - Noções básicas de
Resumo ............................................................................ 20 instrumentação e paramentação cirúrgica ....99
1. Definições .................................................................100
Capítulo 2 - Anestesia ......................................21
2. Paramentação ........................................................100
1. Avaliação pré-anestésica ....................................... 22
3. Instrumental cirúrgico...........................................101
2. Manejo das vias aéreas .......................................... 25
4. Montagem da mesa cirúrgica ............................ 102
3. Farmacologia dos anestésicos locais ..................35
4. Anestesia subaracnóidea (raquianestesia).......35 5. Disposição da equipe cirúrgica .......................... 103
5. Anestesia peridural ................................................. 39 Resumo ..........................................................................104
6. Anestesia geral .........................................................44 Capítulo 9 - Suturas e feridas...................... 105
7. Recuperação pós-anestésica ............................... 50
1. Classificação ............................................................. 106
8. Hipertermia maligna................................................55
Resumo ............................................................................ 56 2. Métodos de fechamento das feridas ............... 106
3. Técnica básica ......................................................... 108
Capítulo 3 - Acessos venosos centrais .........57 4. Técnicas .................................................................... 109
1. Introdução .................................................................. 58 5. Profilaxia do tétano ................................................111
2. Cateteres venosos centrais .................................. 58 Resumo ........................................................................... 112
3. Técnica geral para todos os acessos .................. 59
4. Complicações potenciais .......................................60 Capítulo 10 - Cicatrização ............................. 113
5. Problemas durante o procedimento................... 61 1. Introdução ................................................................. 114
6. Pontos anatômicos.................................................. 62 2. Anatomia da pele .................................................... 115
Resumo ............................................................................ 64 3. Fases da cicatrização ............................................. 115
Capítulo 4 - Suporte ventilatório 4. Fatores que influenciam a cicatrização ........... 119
não cirúrgico ..................................................... 65 5. Tipos de cicatrização ........................................... 120
6. Cicatrizes patológicas............................................ 121
1. Introdução .................................................................. 66
2. Procedimentos iniciais ........................................... 66 Resumo ...........................................................................122
3. Suporte não invasivo .............................................. 68 Capítulo 11 - Retalhos .....................................123
4. Via aérea definitiva não cirúrgica....................... 68
1. Definição ....................................................................124
5. Complicações da intubação orotraqueal e
conduta ........................................................................73 2. Vascularização da pele ..........................................124
Resumo .............................................................................74 3. Conceito de angiossomo .......................................125
4. Classificação .............................................................125
Capítulo 5 - Acesso cirúrgico das
5. Fisiologia ....................................................................127
vias aéreas ..........................................................75
6. Fenômeno da autonomização ........................... 128
1. Cricotireoidostomia ..................................................76
7. Planejamento .......................................................... 128
2. Traqueostomia .......................................................... 78
8. Causas de perda ..................................................... 128
Resumo ............................................................................84
9. Retalhos cutâneos ..................................................129
Capítulo 6 - Procedimentos torácicos ......... 85 10. Retalhos fasciocutâneos ....................................133
1. Toracocentese ........................................................... 86 11. Retalhos musculares e musculocutâneos ..... 134
2. Drenagem pleural .................................................... 89 12. Microcirurgia ..........................................................135
Resumo ............................................................................ 92 Resumo ...........................................................................136
Capítulo 12 - Enxertos de pele......................139 7. Doença pulmonar.................................................... 184
1. Definição....................................................................140 8. Estado nutricional...................................................185
2. Anatomia da pele....................................................140 9. Sistema endócrino...................................................185
3. Indicações ................................................................. 142 10. Insuficiência renal e balanço hídrico................185
4. Fisiologia da integração do enxerto................. 142 11. Hepatopatias.......................................................... 186
5. Classificação ............................................................ 144 12. Pacientes em vigência de quimioterapia........187
6. Cuidados locais que propiciam a integração Resumo........................................................................... 188
de enxerto................................................................. 146
Capítulo 17 - Cuidados pré-operatórios..... 189
Resumo............................................................................147
1. Introdução................................................................. 190
Capítulo 13 - Infecção em cirurgia................149 2. Pré-operatório......................................................... 190
1. Definições.................................................................. 150 3. Preparos especiais..................................................192
2. Patogenia.................................................................. 150 4. Reserva de sangue e hemoderivados...............197
3. Tipos específicos de infecções cirúrgicas........ 150 5. Dieta e suporte nutricional ................................. 198
4. Antibióticos...............................................................153 Resumo.......................................................................... 200
Resumo............................................................................156
Capítulo 18 - Cuidados pós-operatórios..........201
Capítulo 14 - Resposta metabólica ao 1. Introdução.................................................................202
trauma...............................................................157 2. Controle do balanço hídrico e equilíbrio
1. Introdução................................................................. 158 acidobásico no pós-operatório...........................202
2. Definições.................................................................. 158 3. Dieta no pós-operatório e suporte
nutricional intensivo...............................................207
3. Iniciadores e propagadores .................................159
4. Controle da dor no pós-operatório...................209
4. Utilização de substratos energéticos ............... 161
5. Profilaxia de trombose venosa profunda....... 210
5. Implicações clínicas e a resposta metabólica
no paciente cirúrgico...............................................162 6. Cuidados com drenos, sondas e tubos no
pós-operatório..........................................................212
Resumo........................................................................... 166
Resumo........................................................................... 214
Capítulo 15 - Choque em cirurgia..................167
Capítulo 19 - Complicações
1. Introdução................................................................. 168 pós-operatórias................................................215
2. Manipulação racional da oferta de oxigênio
aos tecidos................................................................. 170 1. Introdução................................................................. 216
3. Marcadores clínicos do estado de choque.......172 2. Febre............................................................................217
4. Classificação do choque.........................................174 3. Complicações respiratórias..................................217
5. Identificação e tratamento de condições de 4. Complicações da ferida operatória...................224
risco de morte...........................................................175 5. Deiscências anastomóticas.................................. 227
Resumo............................................................................178 6. Complicações urinárias......................................... 227
7. Complicações cardíacas.........................................228
Capítulo 16 - Risco cirúrgico e
8. Complicações intracavitárias..............................230
estado físico......................................................179
9. Complicações gastrintestinais............................ 232
1. Introdução................................................................. 180 10. Complicações do sistema nervoso central... 235
2. Fatores preditivos................................................... 180 11. Rabdomiólise.......................................................... 235
3. Infarto agudo do miocárdio..................................181 12. Disfunção sexual ..................................................236
4. Insuficiência cardíaca............................................ 182 Resumo...........................................................................236
5. Hipertensão...............................................................183
6. Diabetes mellitus ....................................................183
Eduardo Bertolli

7
Neste capítulo, serão abordados a paracentese e o
lavado peritoneal diagnóstico. A primeira é indicada
aos pacientes com ascite e que apresentam dor ou des-
conforto abdominal em virtude de distensão, dispneia
exacerbada e presença de empachamento pós-prandial
precoce. Retiram-se de 2 a 4L de líquido de cada vez,
a fim de evitar efeitos adversos, como depleção acen-
tuada de albumina e hipovolemia. Já o lavado peritoneal
diagnóstico é um método utilizado a fim de detec-
tar hemorragia intraperitoneal, nos casos de trauma

Procedimentos
abdominal e instabilidade hemodinâmica, politrauma
e fratura pélvica associada a hipovolemia, exceto nos
casos de ferimentos por arma de fogo, em que é neces-

abdominais
sário fazer laparotomia exploradora. Esses assuntos
podem ser cobrados em provas de Gastroenterologia
Clínica ou Cirúrgica e Cirurgia do Trauma, além de pode-
rem ser utilizados em provas práticas.
94 sic cirurgia geral

1. Paracentese

Importante A - Introdução
A paracentese é um procedimento simples, que pode ser realizado em
A retirada de 4 a 6L é, regime ambulatorial ou em internação, como nos casos que seja ne-
em geral, suficiente para cessário reposição de albumina após o procedimento. Em distensões
o alívio dos sintomas. volumosas, o paciente poderá apresentar sintomas de restrição respi-
A retirada de volumes ratória e dor abdominal por compressão (Figura 1).
maiores que 6L, apesar
de evitar um acúmulo
rápido de novos volumes,
associa-se ao risco de
hipovolemia e de efeitos
adversos. Logo, a retirada
de volumes fracionados é
preferível para a maioria
dos pacientes.

Figura 1 - Ascite volumosa

B - Indicações

Tabela 1 - Indicações
- Dor, desconforto e maior sensibilidade cutânea devidos à distensão;
- Dispneia exacerbada pela distensão e elevação do músculo diafragma;
- Vômitos pós-prandiais precoces, caracterizando um empachamento preco-
ce e a “síndrome do estômago cheio”.

A paracentese pode ser diagnóstica (na suspeita de peritonite bacte-


riana espontânea, por exemplo) ou terapêutica. Os pacientes tornam-
-se sintomáticos geralmente quando a parede abdominal fica muito
distendida. Para aqueles com edemas nos membros ou que estejam
em anasarca, é mais adequado o tratamento sistêmico com diuréticos,
restrição de sódio e outras medidas de acordo com o quadro de base.

C - Contraindicações

Tabela 2 - Contraindicações
Contraindicação absoluta
Abdome agudo que necessita de cirurgia de urgência
Contraindicações relativas
- Coagulopatia e trombocitopenia;
- Cirurgia prévia (principalmente na área pélvica, gravidez – necessita de
técnica aberta na linha infraumbilical após o 1º trimestre ou de punção
dirigida por ultrassonografia);
- Distensão da bexiga (que não pode ser esvaziada com o cateter de Foley)
ou intestinal;
- Infecção cutânea ou celulite da parede abdominal.
André Oliveira Paggiaro Ivan Dunshee de Abranches Oliveira Santos Filho
Fábio Del Claro Eduardo Bertolli

11
Neste capítulo, serão abordados os retalhos, uma
forma de tecido transplantado muito utilizado em Cirur-
gia Plástica, havendo uma miríade de possibilidades
para a sua obtenção nas mais diversas topografias. Os
retalhos são segmentos de tecido que mantêm sua vas-
cularização própria por meio de um pedículo vascular,
podendo ser de vários tipos: cutâneo, fasciocutâneo,
musculocutâneo ou muscular, osteocutâneo e osteo-
musculocutâneo. Podem ter localizações diferentes
em relação ao local a ser reparado, o que determina
o aspecto da cicatriz final. Sendo assim, os retalhos

Retalhos
podem ser locais (compartilhando um dos lados do
defeito), regionais (o retalho está próximo, na mesma
região corpórea que a ferida, mas não mantém continui-
dade imediata com a falha), distantes (o retalho não está
perto da falha, e mantém-se a área do defeito em con-
tato – pediculado – com a área doadora até que ocorra
a irrigação da área receptora), e por fim livres ou micro-
cirúrgicos (ocorre transplante de tecido a distância,
graças à anastomose microcirúrgica de veia e artéria).
Os retalhos estão indicados para as circunstâncias em
que a cicatriz tem estética ruim ou quando se tem perda
funcional em alguma região do corpo.
124 sic cirurgia geral

1. Definição
O tecido transplantado para outra localização mantém a sua vascula-

Dica rização própria intacta por um pedículo vascular, ao contrário dos en-
xertos que são desprovidos de sua vascularização original e dependem
do tecido de granulação para sobreviverem. Assim, situações em que
O retalho é um segmento
o tecido de granulação não consegue se desenvolver, como osso sem
de tecido contendo uma periósteo, tendão sem paratendão, nervo sem perinervo e cartilagem
rede de vasos sanguíneos, sem pericôndrio, são indicações clássicas para reconstruções com reta-
que pode ser transferido lhos e não com enxertos. Outra indicação clássica para a utilização de
da área doadora para a retalhos é a cobertura de áreas lesionadas com processos infecciosos
reconstrução da área associados, como os casos de osteomielite, por exemplo, em que os en-
secundária. xertos estão contraindicados.

2. Vascularização da pele
A circulação cutânea é rica, e a demanda metabólica da pele e dos seus

Pergunta
elementos é baixa, necessitando apenas de uma pequena fração do po-
tencial possível da circulação cutânea para manter sua viabilidade.
A irrigação da pele é feita por 3 principais tipos de artérias:
2013 - UNESP
1. Assinale a alternativa que Tabela 1 - Tipos de artérias
indica a melhor definição para re-
talho. São transplantes de: São aquelas que seguem por entre os ventres
musculares para a pele. A maioria encontra-se na
Musculocutâneas
a) tecido que mantêm sua vas- região torácica. Exemplo: pele acima dos músculos
cularização funcionando após a grande dorsal ou reto abdominal.
transferência Alcançam a pele por meio dos septos intermus-
b) tecido que não tem vascu- Septocutâneas culares. Exemplo: artérias septais entre músculos
larização própria e dependem delgados do antebraço ou da perna.
exclusivamente do leito receptor
para sua sobrevivência São aquelas que seguem diretamente para a pele,
c) tecido homólogo que depende de Cutâneas diretas sem seguir em septo ou músculo. Exemplo: retalho
um pedículo microvascular inguinal (groin flap).
d) tecido que pode ser rodado para
qualquer local do organismo
e) pele, obtidos com dermá-
tomo e que mantêm íntegra sua
vascularização
Resposta no final do capítulo

Figura 1 - Circulação da pele

Cada componente da pele contém os chamados plexos, que irrigam a


respectiva camada e se comunicam. Existem 5 tipos de plexo: fascial,
subcutâneo, subdérmico, dérmico e subepidérmico. O plexo subdér-
mico é especialmente importante, por ser fundamental para a sobrevi-
vência de um retalho cutâneo.
SIC CIRURGIA GERAL VOL. 1
QUESTÕES E COMENTÁRIOS
Índice

QUESTÕES COMENTÁRIOS

Cap. 1 - Anestesia local ...................................................245 Cap. 1 - Anestesia local .................................................. 285

Cap. 2 - Anestesia ........................................................... 246 Cap. 2 - Anestesia ........................................................... 286

Cap. 3 - Acessos venosos centrais ............................. 249 Cap. 3 - Acessos venosos centrais ............................. 289

Cap. 4 - Suporte ventilatório não cirúrgico ............ 250 Cap. 4 - Suporte ventilatório não cirúrgico ............ 289

Cap. 5 - Acesso cirúrgico das vias aéreas................. 251 Cap. 5 - Acesso cirúrgico das vias aéreas................290

Cap. 6 - Procedimentos torácicos ............................... 251 Cap. 6 - Procedimentos torácicos ...............................291

Cap. 7 - Procedimentos abdominais ..........................253 Cap. 7 - Procedimentos abdominais ..........................291

Cap. 8 - Noções básicas de instrumentação e Cap. 8 - Noções básicas de instrumentação e


paramentação cirúrgica................................ 254 paramentação cirúrgica................................ 292

Cap. 9 - Suturas e feridas ............................................. 254 Cap. 9 - Suturas e feridas ............................................. 292

Cap. 10 - Cicatrização .................................................... 256 Cap. 10 - Cicatrização .................................................... 294

Cap. 11 - Retalhos ............................................................260 Cap. 11 - Retalhos ............................................................ 298

Cap. 12 - Enxertos de pele ............................................. 261 Cap. 12 - Enxertos de pele ............................................ 299

Cap. 13 - Infecção em cirurgia ...................................... 261 Cap. 13 - Infecção em cirurgia ..................................... 299

Cap. 14 - Resposta metabólica ao trauma .............. 265 Cap. 14 - Resposta metabólica ao trauma ...............301

Cap. 15 - Choque em cirurgia........................................267 Cap. 15 - Choque em cirurgia....................................... 303

Cap. 16 - Risco cirúrgico e estado físico ................... 268 Cap. 16 - Risco cirúrgico e estado físico ...................304

Cap. 17 - Cuidados pré-operatórios ........................... 271 Cap. 17 - Cuidados pré-operatórios .......................... 307

Cap. 18 - Cuidados pós-operatórios ...........................276 Cap. 18 - Cuidados pós-operatórios ...........................310

Cap. 19 - Complicações pós-operatórias ................. 279 Cap. 19 - Complicações pós-operatórias .................. 312
Questões

Cirurgia Geral Questões


Cirurgia Geral

2015 - SANTA CASA-GO


4. Com relação à anestesia local pela técnica infiltrativa
Anestesia local
(bupivacaína a 0,25%) nas cirurgias das hérnias epigás-
trica e umbilical, está correto afirmar que:
2016 - UFU a) o efeito anestésico é plenamente satisfatório e pro-
1. Luiz Paulo, de 70 anos, com insuficiência hepática com- porciona analgesia prolongada
pensada, pesando 65kg, será operado de hérnia inguinal b) a técnica infiltrativa promove a hidrodissecção dos
sob anestesia local. O anestésico disponível é a lidocaína tecidos, facilitando a identificação e o isolamento das
a 2%, com vasoconstritor. O paciente é monitorizado e estruturas anatômicas
recebe 5mg de midazolam para sedação. O cirurgião in- c) a bupivacaína tem ação bactericida, o que reduz as
filtra a região inguinal usando 20mL do anestésico, e, 5 taxas de infecção de sítio cirúrgico
minutos após, o paciente apresenta tumores vasculares, d) todas estão corretas
náuseas, hipotensão e bradicardia e se torna confuso.
Tenho domínio do assunto Refazer essa questão
Qual deve ser a conduta do cirurgião nesse momento? Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder
a) administrar mais 5mg de midazolam para aumentar a
sedação do paciente 2015 - UFRN
b) iniciar rapidamente com trombolítico e colher enzi- 5. Durante uma cirurgia de postectomia em um pacien-
mas cardíacas te de 50kg, utilizaram-se 30mL de lidocaína a 2%, sem
c) administrar O2 a 100% sob máscara e colocar o pa- vasoconstrictor para anestesia local. Essa dose é consi-
ciente em posição de Trendelenburg derada:
d) elevar a cabeceira da mesa e aumentar a hidratação a) segura, pois não ultrapassou a dose tóxica de 5mg/kg
e) realizar a cirurgia o mais rápido possível b) insegura, e a principal complicação é o surgimento de
sonolência
Tenho domínio do assunto Refazer essa questão
Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder c) insegura, e a principal complicação é o surgimento de
broncoespasmo
2015 - HCV d) segura, pois não ultrapassou a dose tóxica de
2. É considerado sintoma precoce de intoxicação por 10mg/kg
anestésicos locais:
a) cefaleia Tenho domínio do assunto Refazer essa questão
Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder
b) obnubilação
c) dores musculares 2014 - UNESP
d) diplopia 6. Assinale a alternativa correta com relação aos anes-
e) zumbidos tésicos locais:
Tenho domínio do assunto Refazer essa questão
a) seus cátions são muito lipossolúveis
Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder b) suas bases são muito solúveis em água
c) o potencial de repouso da membrana é muito afetado
2015 - AMRIGS por eles
3. A anestesia local é um procedimento corriqueiro nas d) sua base neutra é responsável pelo bloqueio do canal
emergências médicas. A dose máxima de lidocaína sem
de cálcio
epinefrina que pode ser utilizada em um paciente é de:
e) sua base neutra é responsável por penetrar na mem-
a) 3mg/kg
brana celular
b) 5mg/kg
c) 7mg/kg Tenho domínio do assunto Refazer essa questão
d) 9mg/kg Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder

e) 11mg/kg
2014 - UNIOESTE
Tenho domínio do assunto Refazer essa questão 7. A dose máxima recomendada, em adultos, de lidocaí-
Reler o comentário Encontrei dificuldade para responder na sem vasoconstritor é:
Comentários

Cirurgia Geral Comentários


Cirurgia Geral

Questão 5. A dose máxima recomendada de lidocaína sem


Anestesia local vasoconstritor para infiltração em aplicação única é de
300mg (ou cerca de 4,5 a 5mg/kg), devendo-se utilizá-la à
concentração de 0,5 a 1%. Nesse paciente, utilizou-se uma
Questão 1. Paciente de 65kg deverá receber de 195 a 325mg dose de 600mg (a 2% – 20mg/mL), de forma que a dose
de anestésico local. Admitindo uma solução a 2% (20mg/ utilizada foi insegura. As principais complicações sistêmicas
mL), o ideal seria administrar de 9,75 a 16,25mL. Ou seja, da intoxicação por anestésico local incluem o sistema ner-
provavelmente, trata-se de um caso de intoxicação por voso central e, posteriormente, o cardiovascular. Os prin-
anestésicos local. Sendo assim, analisando as alternativas: cipais sintomas incluem sensação de cabeça leve, tontura,
a) Incorreta. Não se trata de falha da sedação. distúrbios visuais e auditivos, desorientação, sonolência,
b) Incorreta. Não há evidência suficiente no enunciado tremor, contração dos músculos da face e de extremidades.
para caracterizar isso como quadro cardiológico. Caso o nível plasmático continue se elevando, segue-se o
c) Correta. É a conduta inicial recomendada frente à into- aparecimento de convulsões tônico-clônicas generalizadas,
xicação por anestésico local. seguidas de depressão respiratória e parada respiratória.
d) Incorreta. Vide conduta correta na alternativa “c”. A toxicidade cardiovascular aparece posteriormente, com
e) Incorreta. Não se deverá prosseguir a cirurgia enquan- doses mais elevadas, podendo levar à parada cardíaca. Em
to a intercorrência não for resolvida. casos de injeção intravascular, essas etapas podem evoluir
Gabarito = C rapidamente, com aparecimento precoce de parada car-
diorrespiratória de difícil reversão. A intoxicação por anes-
Questão 2. Inicialmente, o paciente sente dormência na lín- tésico local não evolui com broncoespasmo.
gua ou gosto metálico. Formigamento de extremidades, Gabarito = B
zumbidos e alterações visuais também podem ocorrer nas
fases iniciais. Se não revertida, a intoxicação por anestésicos Questão 6. Em sua estrutura molecular, os anestésicos
locais evolui com convulsões tipo tônico-clônicas. O evento têm porção hidrofóbica lipossolúvel composta pelo anel
final é a parada respiratória e normalmente é dose-depen- aromático e uma porção hidrofílica, representada por
dente. O tratamento envolve, primeiramente, oxigênio e su- um grupo amina. Essas 2 estruturas são interligadas por
porte ventilatório. O controle das convulsões deve ser feito uma cadeia de hidrocarbonetos. O tipo de ligação que
com barbitúricos ou relaxantes musculares, já que o diaze- une o anel aromático à cadeia de hidrocarbonetos pode
pam pode deslocar o anestésico local das proteínas séricas e ser do tipo éster ou amida e determina a classe do anes-
aumentar sua fração livre, agravando os efeitos tóxicos. tésico local, que pode ser aminoamida ou aminoéster.
Gabarito = E Essa diferença nos 2 grupos confere diferenças impor-
tantes, principalmente quanto à metabolização, ao início
Questão 3. Preconiza-se o uso de 3 a 5mg/kg de lidocaí- de ação e à duração de ação dessas drogas. A lidocaína,
na sem epinefrina e de 7 a 10mg/kg com vasoconstritor. a bupivacaína e a prilocaína são exemplos de aminoami-
Gabarito = B das. Os grupos aminoésteres incluem a cocaína e a te-
tracaína. Como regra mnemônica, todos os anestésicos
Questão 4. Analisando as alternativas: locais do grupo amina têm a letra “i” em seu prefixo.
a) Correta. Cada vez é mais comum a realização de her- Gabarito = E
niorrafias menos complexas com anestesia local, asso-
ciadas ou não a sedação. Questão 7. Questão conceitual. De maneira geral, consi-
b) Correta e autoexplicativa. dera-se que a dose segura de lidocaína sem vasoconstri-
c) Correta. Só é importante ressaltar que isso não signi- tor varia de 3 a 5mg/kg.
fica antibioticoterapia profilática. Gabarito = B
d) Correta. Uma vez que todas as alternativas anteriores
estão corretas, essa é a resposta. Questão 8. O anestésico local carbonatado é formado pela
Gabarito = D adição de CO2 ao anestésico local base, à pressão de 2 at-