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Índice

Introdução…………………………………………………………………………. 01
Ginástica, Conceito da ginástica…………………………………………………... 02
Ginástica artística masculina………………………………………………………. 03
Ginástica artística feminina………………………………………………………... 05
Ginástica rítmica…………………………………………………………………... 05
Desportos aerobicos………………………………………………………………... 10
Ginástica aerobicas………………………………………………………………… 11
Ginástica geral……………………………………………………………………... 12
Classificação da ginástica………………………………………………………….. 14
Aparelhos de ginásticas……………………………………………………………. 14
Atletismo…………………………………………………………………………… 17
Introdução
Este trabalho tem por objectivo discutir a Ginástica como conteúdo da Educação
Física escolar, por meio da Ginástica geral como proposta. Tal proposta tem como
perspectiva a integração das diversas manifestações ginásticas e os outros componentes
da cultura corporal, sendo sua principal característica a ausência da competição.
1. Ginástica
a). Conceito da ginástica

A ginástica é uma actividade integrada por um sistema de exercícios físicos,


especialmente escolhidos, que requerem força, flexibilidade e agilidade. Podem servir
tanto para competições como para recreação. A ginástica é conhecida pela forma de
aplicar os conteúdos e utilização de seus meios de acordo com o objectivo que se deseja
obter; por isso, ao referir se a ginástica, é necessário especificar qual variedade da
mesma ocupa a atenção no sistema de cultura física existente.
A ginástica é classificada em duas modalidades, as competitivas onde existe
competição, como nas olimpíadas e também as não competitivas, como as praticadas em
academias. A ginástica muitas vezes é procurada para quem quer melhorar o corpo,
emagrecer ou até mesmo fortalecer os músculos e também melhorar o aperfeiçoamento
mental em forma de relaxar a mente.
A ginástica desenvolveu-se efectivamente na Grécia antiga, a partir dos
exercícios que os soldados praticavam, incluindo habilidades e também acrobacias. A
palavra Ginástica, surgiu do grego Gymnastiké, que é a arte de fortificar o corpo e
também dar-lhe agilidade. Ela se tornou um esporte olímpico a partir da Grécia, pois os
gregos começaram a utilizar nas Olimpíadas de Atenas no ano de 1896, mas só para os
homens. E foi no ano de 1928 que a participação das mulheres foi liberada em
Amesterdão.
Como foi citado no começo do texto a ginástica é classificada em duas
modalidades, as competitivas e não competitivas.
Entre as competitivas estão:
Ginástica acrobática: que tem como objectivo fazer acrobacias de forma que se
tenha habilidade, força, equilíbrio, flexibilidade e também é realizada em equipa;
Ginástica artística: também é uma forma que se deve ter força, equilíbrio e
habilidade;
Ginástica rítmica: esta modalidade envolve movimentos em forma de dança em
variados tipos e dificuldades e também com a utilização de pequenos equipamentos;
Ginástica de Trampolim: nesta modalidade são usados um e dois trampolins
para um ou dois atletas que devem executar uma série de dez elementos;

Entre as não-competitivas estão:


Contorcionismo: que consiste em exercitar movimentos de flexibilidade pouco
comuns e geralmente é mais usado em espectáculos de circo;
Ginástica cerebral: praticada através de exercícios e movimentos coordenados
do corpo que, executados de maneira apropriada, acesso e estimulam partes específicas
do cérebro;
Ginástica laboral: geralmente praticada no ambiente de trabalho para
funcionários, durante o horário de trabalho, para se evitar lesões de esforços repetitivos;
Ginástica localizada de academia: são os exercícios feitos em academias que
ajudar o condicionamento físico e também emagrecer e para alguns também o
fortalecimento muscular;
Hidroginástica: melhora a capacidade aeróbica e cardiorrespiratória e como o
nome já diz é uma ginástica praticada na água;
Além de muitos procurarem ela para dar formas ao corpo e também ajudar a
emagrecer, ela também é mostrada como forma de arte, como por exemplo, a ginástica
olímpica. A ginástica não consiste apenas em exercícios feitos em academia, de certa
forma ela é tudo que faz você movimentar seu corpo de forma que se exercite.

A ginástica pode - se definir como a forma de exercícios físicos sistemáticos e


foram criados com propósitos sobre todo de competição, mas que também estão
relacionados com a terapêutica e como não poderia deixar de ser estão relacionados com
a educação dos indivíduos.
No que se refere à ginástica competitiva se compreende como uma serie de
competições estabelecidas previamente, tanto para homens como para mulheres, aonde
nas competições estes vão somando pontos de maneira que a soma dos mesmos
determinem um ganhador. No tangente à ginástica terapêutica consiste em exercícios
executados escalonados em série e que servem como ajuda importante para suavizar as
dores físicas ou restabelecer algumas funções básicas nas pessoas com pouca
mobilidade física.
Já a ginástica educativa é uma forma de instruir os estudantes da matéria com tácticas e
ferramentas que ajudem os mesmos a compreender e possuir elementos como a força,
agilidade, equilíbrio e ritmo, com o refinamento e o passar do tempo é como se educa
nesta matéria.
Praticada pelos egípcios e pelos chineses, combinando movimentos elementos
com técnicas de respiração, os ginastas ou atletas da antiga Grécia praticavam
exercícios físicos com saltos e lutas, sendo para os atenienses um meio perfeito para
alcançar a plenitude e harmonia, entre o corpo e a alma. Nos dias actuais, a ginástica
grega, na sua versão moderna, é denominada ginástica acrobática. Os povos que viviam
permanentemente em guerras, como os romanos, aplicavam técnicas de ginástica
baseadas na violência como, por exemplo, as lutas entre os gladiadores, que eram dados
a treinamentos de ordem bélica ou de castigos.
A ginástica artística, tal e como a conhecemos nos dias de hoje, combina os
movimentos corporais com fundos musicais, que dão maior cadência aos exercícios e às
expressões.
Como disciplina moderna a ginástica foi dada no século XIX. No ano de 1881
foi criada a Federação Internacional de Ginástica, a partir de esta data começaram a
desenvolver - se varias actividades de competição entre as nações. No ano de 1928, as
mulheres foram incorporadas às competições ginásticas aportando mais beleza às
mesmas.

b). Ginástica artística masculina

Esta modalidade, por ser a mais antiga de todas, tem sua história constantemente
confundida com a da própria ginástica. Enquanto cunho esportivo, a ginástica artística
foi a primeira ramificação da ginástica em si, em matéria de combinação de exercícios
sistemáticos, criada para diferenciar as técnicas e os movimentos criados das práticas
militares. Praticada desde a Grécia antiga, se vista como ginástica, a artística evoluiu
com o surgimento dos centros de treinamento, idealizados e realizados pelo alemão
Friedrich Ludwig Jahn, que criou e aperfeiçoou aparelhos como conhecidos hoje.
Sua inserção nos Jogos Olímpicos da era moderna, deu à ginástica o status de
esporte olímpico, no qual se desenvolveram e são disputadas suas demais modalidades
competitivas dentro do conceito de esporte e modalidade do Comité Olímpico
Internacional.
Suas competições dividem-se em duas submodalidades, vistas pela FIG como
modalidades diferentes e de igual importância às outras cinco: WAG (feminina) e MAG
(masculina), com regras e aparelhos distintos. Enquanto os homens disputam oito
provas - equipes, concurso geral, cavalo com alças, argolas, barras paralelas, barra fixa,
solo e salto -, as mulheres disputam seis - equipes, individual geral, trave e barras
assimétricas. Os ginastas devem mostrar força, equilíbrio, coordenação, flexibilidade e
graça (este último, unicamente na WAG). Na competição, as notas são divididas em de
partida e de execução. Na fase classificatória, os primeiros 24 colocados avançam para a
prova do concurso geral, as oito primeiras nações avançam para a final colectiva e os
oito melhor colocados em cada aparelho avançam para as finais individuais por aparato.

Fig. Um ginasta de ginástica artística usando cavalo com alças.

A ginástica artística (olímpica) é uma das modalidades esportivas mais


populares do programa olímpico, e já faz mais de um século que a Federação
Internacional de Ginástica (FIG) reúne representantes, de praticamente todos os
continentes do mundo. É um desporto que se distingue pela grande variedade de
movimentos artificiais, dinâmicos ou estáticos, de difícil coordenação, executados em
condições especiais: nos aparelhos, em que o nível dos ginastas é avaliado por um grupo
de juízes, conforme os critérios de dificuldade do programa, a composição e a qualidade
de execução.
As competições oficiais (que seguem as normas da FIG) envolvem seis provas
masculinas - solo, cavalo com alças, argola, salto, paralelas simétricas e barra, e quatro
femininas - salto, paralelas assimétricas, trave de equilíbrio e solo. As competições
internacionais oficiais de Ginástica Olímpica masculina e feminina da Federação
Internacional de Ginástica (FIG) são divididas em 4 dias cada:

1º Dia - Competição I – Eliminatórias – Competem todos os ginastas e são


classificados: os 24 primeiros ginastas (sendo no máximo 3 por país) para a competição
II, os 8 melhores ginastas por prova (sendo no máximo 2 por país) para a competição III
e as 8 melhores equipem para a competição IV.
2º Dia - Competição IV – Finais por equipa. A competição é zerada e
participam as 8 melhores equipes classificadas na competição I e determina o “Campeão
por Equipas”.
3º Dia – Competição II – Final Individual Geral. Competem os 24 melhores
ginastas classificados na Competição I sendo no máximo três por país. A competição
parte do zero e determina o “Campeão Individual Geral”, ou seja, vence o ginasta que
tiver o maior número de pontos somando todas as provas.
4º Dia – Competição III – Final por Prova. Competem os 8 melhores ginastas
classificados na Competição I sendo no máximo dois por país. Determina o “Campeão
por Prova”, ou seja o melhor ginasta na prova de salto, o melhor na barra e assim por
diante.

c). Ginástica artística feminina

Nádia Comaneci, Olga Korbut e Mary Lou, nomes das ginastas da ginástica
olímpica feminina reconhecidos mundialmente, influenciaram milhões de jovens a
iniciarem a prática da ginástica. De acordo com Rainer Martens, em seu artigo, "Jovens
Esportistas Nos Estados Unidos", do livro, Criança no Esporte, existem mais de dois
milhões de ginastas nos Estados Unidos (considerando-se os dois sexos). Muitos desses
ginastas sonham em ganhar uma medalha de ouro nas olimpíadas, mas há um grande
número de praticantes que se interessam pelo aspecto lúdico e social da ginástica. Há
também aqueles que optam pela ginástica para desenvolver suas capacidades corporais,
que podem ser transferidas para outras modalidades esportivas ou situações de vida.
Dessa forma a ginástica pode ser praticada, desde os níveis recreativos, até os
níveis de competição.
No Brasil, os adeptos da ginástica olímpica podem praticar o esporte seguindo
uma das duas linhas de actuação: Linha de Massificação e Linha de Competição.
A diferença básica entre uma e outra está no objectivo a ser alcançado. No
primeiro tipo, encontramos pessoas, cujo propósito é praticar esporte, para usufruir dos
benefícios que este pode proporcionar à saúde, ou para melhoria das capacidades físicas,
para socialização, por lazer, entre outros, fazendo da ginástica olímpica uma ferramenta
para alcançá-los. Para fazer parte deste grupo, e para começar a praticar, basta estar em
bom estado de saúde, não importando a idade. A frequência semanal e a duração das
aulas vão depender da vontade e disponibilidade da pessoa. Neste caso, não existe um
compromisso do aluno com o aprimoramento da técnica, ou exigências (regras do
desporto) do código de pontuação, pois tudo pode ser adaptado.
Para actuar na Linha de Competição, é preciso que o atleta, antes de tudo, reúna
as características físicas e psicológicas específicas, exigidas pela modalidade e que seja
considerado um “talento esportivo”. É fundamental, começar a praticar a ginástica,
desde cedo, pois, devido à variedade de aparelhos e à complexidade dos exercícios, esse
esporte exige um sistema de preparação a longo prazo, que se inicia em torno dos cinco
anos, e que pode durar, em média até os vinte anos. As atletas da linha de competição
têm por objectivo atingir a performance máxima, em busca de resultados em
competições internacionais, e devem, para isso submeter-se a treinamentos rigorosos,
dedicando grande parte de suas vidas a essas metas.

d) Ginástica rítmica

A ginástica rítmica, também conhecida como GRD ou ginástica rítmica


desportiva (nomenclatura antiga), é uma ramificação da ginástica que possui infinitas
possibilidades de movimentos corporais combinados aos elementos de bale e dança
teatral, realizados fluentemente em harmonia com a música e coordenados com o
manejo dos aparelhos próprios desta modalidade olímpica, que são a corda, o arco, a
bola, as maças e a fita. Praticada apenas por mulheres em nível de competição, tem
ainda uma prática masculina surgida no Japão. Pode ser iniciada em média aos seis anos
e não há idade limite para finalizar a prática, na qual se encontram competições
individuais ou em conjunto. Seus eventos são realizados sempre sobre um tablado e seu
tempo de realização varia entre 75 segundos, para as provas individuais, e 150 para as
provas colectivas.
A ginástica rítmica desenvolve harmonia, graça e beleza em movimentos
criativos, traduzidos em expressões pessoais através da combinação musical, teatral e
técnica que transmite, acima de tudo, satisfação estética aos que a assistem.
Surgida através dos estudos de Rousseau, assim como as demais modalidades,
transformou-se durante o passar dos anos, sempre ligada à dança e à musicalidade, até
chegar à União Soviética, onde se desenvolve como prática desportiva, e à Alemanha,
onde ganhou os aparelhos conhecidos hoje.

A ginasta precisa ter graça, leveza, beleza e técnicas precisas em seus


movimentos para demonstrar harmonia e entrosamento com a música e suas
companheiras, num ambiente de expressão corporal contextualizada inclusive pelos
sentimentos transmitidos através do corpo. Fisicamente, é função desta modalidade
desenvolver o corpo em sua totalidade, por meio dos movimentos naturais
aperfeiçoados pelo ritmo e pelas capacidades psicomotoras nos âmbitos físico, artístico
e expressivo. Por essa reunião de característica, é chamada de desporto-arte.

História e evolução

Isadora Duncan: "A bailarina dos pés descalços, como era chamada, este norte-
americano interpretava a música através da nudez e tinha a concepção de que o ritmo e a
dança eram formas de expressão do belo; beleza esta transmitida pelo corpo humano em
significantes movimentos livres".
Os primeiros estudos sobre a ginástica rítmica, bem como das demais
modalidades, foram esboçados pelo pedagogo Jean-Jacques Rousseau, que, enquanto
estudava sobre o papel da ginástica na educação física, descreveu seu desenvolvimento
técnico e prático na educação infantil. Mais adiante, Guts Muths, tido um dos pioneiros
da ginástica em si voltada para o fortalecimento do indivíduo, a voltou também para a
saúde. No entanto, apenas no século seguinte, o XIX, a modalidade realmente começou
a se enraizar. François Descarte, foi o primeiro a lançar suas ideias a respeito da
expressão de sentimentos pelos movimentos corporais. Mais tarde, Émile Jaques-
Dalcroze iniciou a prática de exercícios rítmicos como meio de desenvolvimento da
sensibilidade musical através dos movimentos do corpo, o que funcionou como uma
espécie de continuidade do trabalho primeiro. Desenvolveu ainda estudos dos quais
obteve como resultado a relação harmónica dos movimentos com o equilíbrio e os
estados do sistema nervoso central, chamados de sentimentos, o que gerou grande
influência na formação das escolas de dança e um gradativo desempenho na educação
física, pois esta ganhava um novo olhar e uma nova ramificação. Em seguida, um aluno
de Dalcroze, Rudolf Bode, melhorou os movimentos, os deixando mais naturais e
integrais, também com o intuito de demonstrar, por intermédio dos movimentos, os
estados emocionais do praticante. A isso, somou a utilização de aparelhos com o
objectivo de ornamentar a apresentação e as características femininas, estabeleceu os
princípios básicos da ginástica rítmica, seguidos ainda hoje, e tornou-se com isso o pai
da modalidade. Suas teorias fundamentaram-se na contracção e no relaxamento, as
essências do movimento humano e do ritmo corporal, além de explorar as direcções e
planos em todas as suas possibilidades, que constituem a base da variação dos
deslocamentos na ginástica rítmica actual. Introduziu ainda a expressão, marca desta
ginástica, e o trabalho em grupos, que destaca a harmonia entre as participantes.
Com o trabalho continuado, Isadora Duncan adaptou o sistema à dança, sua
especialidade, retirou a ginástica rítmica de dentro da modalidade artística, para a qual
deixou a musicalidade, e levou-a até a União Soviética, onde iniciou o ensino desta
nova actividade como prática independente, incluídas as regras para competições. Lá,
em 1942, foi realizado o primeiro evento competitivo: O Campeonato Nacional
Soviético. Em paralelo ao trabalho de Duncan, na Alemanha, Heinrich Medau estudou
os exercícios rítmicos daquela época e iniciou a elaboração e a introdução de aparelhos
como a bola, as maças e o arco, considerado o primeiro passo para a utilização dos
aparelhos nos exercícios femininos como se vê nas competições regidas pela FIG. Em
1961, foi apresentada à Federação Internacional de Ginástica. Dois anos depois, houve a
realização do primeiro campeonato mundial, na cidade de Budapeste , com a
participação de dez nações, na qual a soviética Ludmila Savinkova sagrou-se como a
primeira campeã.
Apesar de começar e se enraizar como modalidade estritamente feminina, seus
criadores foram, em maioria, homens.
Em 1975, através de decisão tomada em Assembleia Técnica do 53º Congresso da FIG,
passou a ser chamada oficialmente de ginástica rítmica desportiva, regida então pela
entidade. Em 1980, foi reconhecida pelo
Comité Olímpico Internacional, integrando então os Jogos de Moscou como modalidade
de apresentação. Nesse mesmo ano, passou a ser chamada apenas de ginástica rítmica.
Na Olimpíada seguinte, em 1984, em Los Angeles, passou a ser modalidade competitiva
com eventos individuais. A partir dos Jogos de Atlanta, em 1996, passou a ser disputada
em provas de conjunto (grupos).

Modalidade masculina

Prioritariamente um esporte feminino, a ginástica rítmica ganhou uma versão


masculina desenvolvida no Japão durante os anos de 1970. Enquanto na versão
feminina valoriza-se a beleza da graciosidade e a subtileza dos movimentos harmónicos
envoltos pela música, a modalidade masculina exalta força e resistência combinando a
ginástica tradicional feminina com a arte marcial do wushu. Os homens competem em
grupos de seis atletas sem aparelhos e em uma apresentação que se assemelha ao
aparelho solo da ginástica artística masculina. Entre os elementos exigidos estão o
equilíbrio, de obrigatoriedade também feminina, os saltos verticais e a formação de
correntes, como elos. Individualmente, o ginasta já manuseia aparelhos, que se
apresentam em um total de quatro: dois arcos menores (no lugar de um grande para o
feminino), dois bastões longos (de uso exclusivo masculino), duas maças, como para as
mulheres, e a corda. A popularidade desta variante da ginástica rítmica, já tingiu outros
países dentro e fora da Ásia. Além da Malásia e da Coreia do Sul no continente, pratica-
se a GR masculina na Austrália, na Rússia, nos Estados Unidos e no Canadá. Acrescido
a estes mais timidamente, está também o México. Sem o reconhecimento da FIG, estas
nações reúnem-se para realizarem seus campeonatos nacionais e internacionais.
O uniforme é geralmente composto de camiseta colante com calças ou short. Em vinte
anos contados a partir de seu surgimento, as competições se espalharam por alguns
outros países além do criador Japão. Em 2003, aconteceu o primeiro campeonato
internacional com cinco países participantes. Em 2005, o número aumentou para sete.
Por ser um esporte ainda novo, as competições são realizadas sob a autoridade da FIG,
embora ainda sem o aval da mesma. Com um número de ginastas inscritos nesta
variação já na casa dos milhares só no Japão, esta nação, como as demais, pleiteia ante à
entidade pelo reconhecimento do esporte.

Características e preparação

Pequena ginasta rítmica em apresentação. É durante a infância que se


desenvolvem as habilidades a serem mantidas durante o auge de sua forma física e
psicológica.
O porte físico de uma atleta da ginástica rítmica é mais esguio que de uma
ginasta artística, geralmente muito baixas e fortes. Como não necessitam apenas de
força para passarem por suas rotinas, as rítmicas apresentam-se com uma estrutura física
mais magra e menos definida. Em comum, as ginastas possuem uma maturação óssea
tardia, em geral aos dezoito anos, o que demonstra uma compensação do atraso ocorrido
entre os treze e os quinze anos, fase esta em que as atletas se preparam para entrar em
grandes competições bem no auge de suas formas físicas e de equilíbrio.
Caracterizada por alto grau de exigência coordenativa das atletas, esta
modalidade tem na simetria e na bilateralidade, princípios fundamentais para uma boa
execução, além de uma elegância e beleza destacáveis. Por se tratar de uma prática de
alta dificuldade técnica, cujo alto nível é atingido em idade jovem, é necessário que se
inicie os treinamentos o mais cedo que se puder, como acontece no caso de sua
antecessora, a ginástica artística. Como treinamento, o ideal é que a modalidade seja
praticada a partir dos seis anos, pois as meninas possuem um potencial de
desenvolvimento capaz de ser sustentado no estágio amadurecido da maior parte das
habilidades motoras fundamentais, isto é, entre os quinze e vinte anos de idade. A
introdução de aparelhos deve ser feita de forma gradual para que a criança se adapte às
características de cada um deles.
Nesta prática ginástica deve-se desenvolver ainda as seguintes habilidades:
força, energia, flexibilidade, agilidade, destreza e resistência, para que atinja grau
técnico rítmico, isto é, para que seja capaz de mostrar vigor, graça e harmonia dos
movimentos em apresentação.
De um modo geral, a ginástica rítmica possui três características a serem
trabalhadas pelas praticantes: os movimentos corporais, o manuseio de aparatos e o
acompanhamento musical. Esses três elementos juntos, formam a unidade que
fundamenta esta modalidade. Na prática, seu treinamento baseia-se no comando directo,
que visa a repetição das tarefas, e no ensino-aprendizagem, através do qual a ginasta
conheceria e identificaria a lógica de seu movimento. [13] Como preparação, a ginasta
tem os exercícios físicos iniciados na infância, para favorecer seu crescimento e também
sua interacção social, bem como aprimorar sua coordenação motora, além do prazer e
do estímulo advindos da prática. Tal preparação é feita visando o futuro, no qual a atleta
terá sua aptidão física melhorada e usufruirá de experiências surgidas através do
convívio em equipa, bem como uma estruturação
psicológica maior, ao ter de se deparar com situações opositoras, como a vitória e
a·derrota. Ao contrário do que pode pensar, o
treinamento físico só se torna prejudicial quando mal acompanhado e aliado a uma má
alimentação.
Outro ponto a se destacar durante a preparação das ginastas é a alimentação. Em sua
fase de desenvolvimento esportivo, uma boa educação alimentar é fundamental para a
manutenção do desempenho tanto físico quanto intelectual. Por isso, é preciso um
estudo com cada praticante para que se obtenha uma ingestão calórica precisa, de
acordo com a necessidade diária de cada uma delas. Como a estética também é ponto
fundamental de análise durante uma apresentação, ocorrem ainda as restrições
alimentares, também acompanhadas por·especialistas, para que a atleta não prejudique
sua saúde.
Em suma, para que se tenha uma praticante ideal da ginástica rítmica, é preciso uma
interacção entre atleta, técnico e familiares, para que se criem hábitos adequados, tanto
alimentares e sociais quanto de segurança, para a manutenção do bem-estar físico e
psicológico, que gerarão efeitos positivos sobre o desempenho intelectual e esportivo
das moças.

Movimentos

Os chamados elementos corporais são a base dos exercícios individuais e de


conjuntos, que podem ser realizados em várias direcções, planos, com ou sem
deslocamento, em apoio sobre um ou dois pés e coordenados com movimentos de todo
o corpo. Andar, correr, saltar, saltitar, balançar, circundar, girar, equilibrar, ondular,
lançar e recuperar são elementos corporais obrigatórios e acompanhados por estímulo
musical. Durante a realização dos movimentos, a graça e a beleza deles também contam
na avaliação das árbitras, já que a harmonia com a música deve gerar interacção, além
de demonstrar entrosamento nas apresentações de grupo. Entre os principais elementos
corporais realizados nesta modalidade estão:
O equilíbrio: na qual a atleta se posiciona sobre uma das pernas e levanta a
outra (a característica do equilíbrio na GR é que quando a ginasta assume essa posição o
pé de apoio deve encontrar-se em meia-tinta, contudo é possível executar alguns
equilíbrios com o pé no chão com um decréscimo de um décimo no valor do equilíbrio).
A onda: com flexibilidade, a ginasta executa movimentos ondulatórios
transcorrendo por toda a extensão do seu corpo, podendo ser feito na vertical ou
horizontal.
O moinho: no qual a atleta consegue, com a ajuda de aparelhos como as maças
e as cordas, formar um círculo à sua volta com os movimentos dos braços.
O pivô ou pivot: que trata de uma rotação de 360º sobre um pé ou outras partes
do corpo.
O véu: que são os movimentos de rotação de uma corda em torno do corpo da
atleta.
Esses movimentos básicos, no entanto, unem-se a outros, de acordo com o
aparelho específico utilizado na apresentação. Apesar disso, não deixam de ser
variações apenas dos movimentos listados acima. São exemplos: equilíbrio em prancha,
salto Cabriole, pivot 360º em retiré e onda lateral.

e). Desportos aerobicos

No exercício aeróbico o oxigénio funciona como fonte de queima dos substratos


que produzirão a energia transportada para o músculo em actividade. O exercício
aeróbico é um exercício de longa duração, serve para melhorar articulações gastas,
contínuas e de baixa, moderada e alta. Estimula a função dos sistemas cardinal e
vascular e também o metabolismo, porque aumenta a capacidade cardíaca e pulmonar
para suprir de energia o músculo a partir do consumo do oxigênio (daí o nome
aeróbico).
São exemplos de exercícios aeróbios: Caminhar, correr, andar, pedalar, nadar,
dançar, pular, suavizar, exercitar, brincar, tomar banho. Estes exercícios utilizam vários
grupos musculares ao mesmo tempo. Nestes exercícios, a duração dos movimentos
influência mais que a velocidade para caracterizar se a atividade é suave, moderada ou
exaustiva.

f). Ginástica Aeróbica

A Ginástica aeróbica, pode ter vários tipos como a step, espetacular, jump e
outras, em sentido amplo, é uma combinação de ginástica clássica com dança . É um
treinamento dinâmico com movimentos rítmicos flanqueado com música motivadora.
Elementos principais da ginástica aeróbica são: coordenação motora e fitness.

Esta modalidade não pertence ao calendário olímpico , como as modalidades


artística, de trampolim e rítmica. Porém, já possui campeonatos realizados pela FIG a
nível internacional. Esta disciplina requer do ginasta um elevado nível de força,
agilidade, flexibilidade e coordenação.

Definição

Em sentido estrito, chama-se ginástica aeróbica as atividades físicas


caracterizadas por movimentos rítmicos e intensos com elevado gasto calórico pois,
exige bastante da pessoa e gera impacto sobre as articulações, deixando a pessoa mais
saudável a partir do momento em que ela começa a se exercitar e criar movimentos
estes causadores de esforço físico que pode ser suprido pela oxigenação normal da
respiração, quase sempre acompanhados de música, e que produzem um aumento
metabólico e uso de substratos benéficos ao organismo.
Ginástica aeróbica pode ser qualquer atividade física caracterizada pela prática
de exercícios isotônicos, ou seja, esforços musculares em que existe a manutenção da
tonicidade muscular, com modificação do comprimento e volume da mesma na medida
do tempo. Geralmente são exercícios em que não há uma exaustão por acúmulo
excessivo de ácido láctico, onde o consumo de oxigênio pelo músculo é proporcional, e
que por conseguinte o ganho anabólico é menor quando comparado com os exercícios
anaeróbios.
Na década de 1990, esta disciplina foi uma "febre da moda" nas academias , pois
ajuda muito a emagrecer e favorece a redução de percentual de gordura e produzem
corpos esculpidos.

Características gerais

Os exercícios aeróbicos usam grandes grupos musculares, rítmica e


continuamente, elevando os batimentos cardíacos e a respiração durante algum tempo.
O exercício aeróbico é longo em duração e moderada em intensidade. Dentre algumas
das atividades aeróbicas mais comuns estão: andar, correr, pedalar e remar.
Além dos benefícios para a queima de substratos (gordura, glicose e em último
caso proteína) os exercícios aeróbicos são muito benéficos também para melhorar a
saúde de modo geral.

Características específicas

É uma ginástica composta por exercícios que estimulam a melhora do


desempenho cardiovascular através da utilização do uso do oxigênio pelo corpo do
indivíduo e permitindo que o coração trabalhe com mais força e com maior frequência.
Movimentos.
A ginástica aeróbica caracteriza-se por ser uma atividade intensa, alegre, com
movimentos e expressões corporais diversificados e bem marcados, com um
acompanhamento rítmico e musical. Os atletas precisam demonstrar muito dinamismo,
força, flexibilidade, coordenação e ritmo sincronizados com o acompanhamento musical
. Seus eventos são divididos em cinco: individual feminino e masculino, pares mistos,
trios e grupos de cinco.

g). Ginástica geral

A Ginástica Geral (GG) pode proporcionar, além do divertimento e satisfação


provocada pela própria atividade (na medida em que busca o resgate do núcleo
primordial da ginástica – o divertimento), o desenvolvimento da criatividade, da
ludicidade e da participação, a apreensão pelos alunos das inúmeras interpretações da
ginástica, e a busca de novos significados e possibilidades de expressão gímnica.
As atividades são oportunidades privilegiadas, porque são geradas criativa e
espontaneamente, a partir da tomada de contato com o outro, da percepção e reflexão
sobre as pessoas e a realidade na qual estão inseridas. Apresenta-se então dotada de um
caráter de autonomia, liberdade, o que favorece também o convívio em novos grupos,
fazendo com que o indivíduo alargue as fronteiras do seu mundo e intensifique assim
suas comunicações. As vivências no campo da GG têm a função de sociabilização, além
de solidariedade e identificação social. Assim, podemos considerá-la como elemento
privilegiado no contexto educativo.
Portanto, se for entendida e assumida como fenômeno social e historicamente
produzido pelo homem, constitui-se como bem cultural, que deve ser apropriado pela
população. Desse prisma, buscamos o desenvolvimento de uma reflexão sobre o seu
desenvolvimento no contexto da Educação Física escolar.
No que diz respeito à Educação Física escolar, nosso entendimento é de que a
mesma constitui-se como prática pedagógica, que trata política e pedagogicamente dos
temas da cultura corporal (jogo, dança, esporte, lutas, ginástica), visando apreender a
expressão corporal como linguagem. Desta forma, pode contribuir para a formação de
indivíduos críticos e criativos e intervir de forma significativa em sua realidade social.

A GINÁSTICA COMO PRÁTICA PRIVILEGIADA DE EDUCAÇÃO


FÍSICA

O século XIX constitui-se um importante período para a compreensão das raízes


da Ginástica moderna e da Educação Física. Entretanto, a Ginástica não é algo recente
na sociedade. Segundo Rouyer (1977), sua denominação remonta aos agrupamentos
desportivos gregos, como a arte de exercitar o corpo nu (em grego gymnos). Essa
associação entre o exercício físico e a nudez, traz o sentido do despido, do simples, do
livre, do limpo, do desprovido ou destituído de maldade, do imparcial, do neutro, do
puro.
A partir do início do século XIX, a Ginástica passou a ser considerada científica,
fruto das distintas formas de se pensar os exercícios físicos em países da Europa –
Alemanha, Suécia, França e Inglaterra – surgindo assim os métodos/escolas de ginástica
ou Movimento Ginástico Europeu. Nesta perspectiva, buscou-se imprimir um caráter de
utilidade aos exercícios físicos, em que foram negadas as práticas populares de artistas
de rua, de circo, acrobatas, funâmbulos, que a apresentavam como espetáculo, trazendo
o corpo como centro de entretenimento.
Como expressão da cultura, este movimento se constrói a partir das relações
cotidianas, dos divertimentos e festas populares, dos espetáculos de rua, do circo, dos
exercícios militares, bem como dos passatempos da aristocracia. Possui em seu interior
princípios de ordem e de disciplina que podem ser potencializados. Para sua aceitação,
porém, estes princípios de disciplina e ordem não são suficientes. Ao movimento
ginástico é exigido o rompimento com seu núcleo primordial, cuja característica
dominante se localiza no campo dos divertimentos.
Segundo Soares (1998), a Ginástica como prática científica é constitutiva da
mentalidade burguesa, destacando-se pelo seu caráter ordenativo, disciplinador e
metódico, além do discurso de aquisição e preservação da saúde. Ao longo do século
XIX, foram inúmeras as tentativas de estender sua prática à grande massa trabalhadora
urbana, que para os interesses do capital, tornava-se cada vez mais numerosa e
potencialmente perigosa.
De acordo com esse autor, é na gradativa aceitação dos princípios de ordem e
disciplina formulados pelo Movimento Ginástico Europeu, bem como do afastamento
de seu núcleo primordial (o divertimento), que paulatinamente a Ginástica se afirma
como parte da educação dos indivíduos, como prática capaz de potencializar a utilidade
dos gestos e oferecer um espetáculo “controlado” e institucionalizado dos usos do
corpo, em negação aos elementos cênicos, funambulescos, acrobáticos.
No Brasil, os métodos ginásticos influenciaram sobremaneira a constituição da
Educação Física e estiveram presentes nos discursos político, médico e pedagógico.
Soares (1994) afirma que apesar das particularidades dos países de origem, as escolas de
ginástica, de um modo geral, possuíam características semelhantes, como regeneração
da raça, promoção da saúde (independente das condições de vida), desenvolvimento de
vontade, força, coragem, energia de viver (para servir à pátria) e desenvolvimento da
moral (intervenção nas tradições e costumes dos povos).
Precursora da Educação Física, a Ginástica científica se afirmou ao longo do
século XIX como síntese do pensamento científico no Ocidente europeu e integrante
dos novos códigos de civilidade, o que vai justificar sua presença no currículo escolar.
Como conclui Soares:
Herdeira de uma tradição científica e política que privilegia a ordem e a hierarquia
desde sua denominação inicial de Ginástica, a hoje chamada Educação Física foi e é
compreendida como um importante modelo de educação corporal que integra o discurso
do poder. É neste contexto, no século XIX, que tem início o projeto de
institucionalização da Educação Física no Brasil (ainda chamada Ginástica), como
disciplina obrigatória nas escolas, em que os ideais eugênicos e higiênicos se faziam
presentes na Educação.
Cabia à Educação Física vinculada à Educação Escolar, o papel de contribuir
para a formação dos corpos eugênicos e higiênicos. Na prática, a Educação Física
ressaltava por meio de seus conteúdos e metodologias os assuntos relacionados à
formação da ordem, disciplina e moralização, fruto das concepções advindas dos
métodos ginásticos europeus, estes por sua vez, ancorados nos preceitos e contextos de
seus países de origem.
No contexto do projeto higienista e de eugenização da população brasileira, a
Ginástica constituiu-se como elemento de extrema importância, na perspectiva de
adestrar e alterar os corpos produzidos por quase três séculos de colonização, conforme
Oliveira (1994).
No que diz respeito à esportivização da Ginástica, tal processo tem sua gênese
na Inglaterra. Segundo Soares (1994), diferente dos outros países da Europa, nos quais
desenvolveram-se as principais escolas de ginástica – França, Alemanha e Suécia, a
Inglaterra deu ênfase ao desenvolvimento do desporto. Para Rouyer (1977), isto foi
devido ao grande desenvolvimento das forças produtivas neste país que conduziu mais
depressa à transformação das relações sociais. Neste sentido, a riqueza e a liberdade das
classes dirigentes permitia-lhes o ócio marcado pela lei do dinheiro, em que apostava-se
em cavalos, depois em corredores a pé e mais tarde em semiprofissionais.

GINÁSTICA GERAL E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR:


POSSIBILIDADES DE ENCONTRO

Compreendemos a GG como uma esfera da vida social, que, como todas as


outras, influencia e é influenciada pela sociedade. Sendo assim, não podemos falar
sobre a GG isolada das outras atividades da vida humana, pois desta forma corremos o
risco de formar conceitos parciais e simplistas.
A Europa atualmente é o principal centro de desenvolvimento e prática da GG.
Segundo Souza (1997), este fato se confirma ao observarmos o grande número de
clubes e praticantes. A crescente popularidade desta modalidade pelo mundo pode ser
averiguada pelos festivais que são promovidos nos mais diversos países. Em alguns
países é denominada apenas de Ginástica sem o complemento Geral, a exemplo da
Dinamarca que tem no DGI (Associação Dinamarquesa de Ginástica e Esporte) sua
maior expressão nesta modalidade, em que cerca de 30% da população é associada. É
importante salientar que as outras modalidades de Ginástica são consideradas de
competição, como a ginástica artística, a ginástica rítmica, dentre outras. Já a GG está
orientada para as questões educacionais e do lazer, para a prática sem fins competitivos,
privilegiando a demonstração.
Conforme Souza (1997), os princípios que norteiam a GG privilegiam o
estímulo à criatividade, ao bem-estar, à união entre as pessoas e o prazer pela sua
prática. Sua riqueza está exatamente no princípio de privilegiar todas as formas de
trabalho, estilos, tendências, influenciados por uma variedade de tradições, simbolismos
e valores que cada cultura agrega. Por este motivo, ao apresentarmos uma possível
conceituação, não o fazemos no sentido de cristalizá-lo ou reduzir o fenômeno, pois
assim não compreenderíamos sua imensa possibilidade de representação.
A GG, de acordo com o General Gymnastics Manual (FIG, 1993) compreende
as seguintes atividades:
- Ginástica e Dança: Dança teatro, Dança Moderna, Dança Aeróbica; Ballet,
Folclore, Ginástica Jazz, Ginástica rítmica, Ginástica de Solo, Ginástica Aeróbica,
Rock’n Roll, Condicionamento Físico;

-Exercício com aparelhos: Ginástica com aparelhos de grande porte (cavalo,


paralelas, etc.), Ginástica com aparelhos manuais (bolas, fitas, arcos, etc.), Ginástica
com aparelhos não convencionais (caixas, galões de água, bambus, dentre outros),
Tumbling, Trampolim, Rodas, Acrobacias;

-Jogos: Pequenos Jogos, Jogos de Condicionamento Físico, Jogos Sociais, Jogos


Esportivos, Jogos de Reação.
2. Classificação da ginástica
A Ginástica no contexto da Educação Física escolar foi historicamente construída a
partir de determinados modelos, especialmente as escolas ginásticas da Europa. O
Movimento Ginástico Europeu ocorreu no século XIX, e abrangeu estilos de trabalho
com ginástica na escola, propostos pela Suécia, Inglaterra, França, Dinamarca, Áustria e
Alemanha. A grande finalidade do Movimento Ginástico Europeu era a melhora da
saúde da sociedade. Em um momento marcado pelos problemas sociais que resultaram
da Revolução Industrial, associado à necessidade de fortalecer o trabalhador para
aguentar a alta carga de suas tarefas, o movimento fez com que se formassem grupos
locais para a prática da ginástica.
Depois de tantas pesquisas, na atualidade, a ginástica está classificada em:

Ginástica de Condicionamento Físico: englobam todas as modalidades que tem por


objetivo a aquisição ou a manutenção da condição física do indivíduo normal e/ou do
atleta. Ex: Ginásticas de academia;

Ginásticas Fisioterápicas: responsáveis pela utilização do exercício físico na


prevenção ou tratamento de doenças. Ex: RPG, Pilates;

Ginásticas de Conscientização corporal: reúnem as Novas propostas de abordagem do


corpo, também conhecidas por Técnicas alternativas ou Ginásticas Suaves (Souza,
1992), e que foram introduzidas no Brasil a partir da década de 70, tendo como pioneira
a Anti-Ginástica. A grande maioria destes trabalhos tiveram origem na busca da solução
de problemas físicos e posturais. Ex: Yoga, Anti-ginástica;

Ginástica de Competição: reúnem todas as modalidades competitivas. Ex: Ginástica


Artística, Ginástica Rítmica.

Ginástica de Demonstração: A principal característica é a não-competitividade, tendo


como função principal a interação social isto é, a formação integral do indivíduo nos
seus aspectos: motor, cognitivo, afetivo e social. Ex: Ginástica Geral, Ginástica
Circense.

3. Aparelho de ginástica
Os aparelhos de ginastica são varios, dependendo do seu uso e do tipo de ginástica a
fazer, e esses aparelhos podem ser: a argola, a barra fixa, barras paralelas, mesa
(ginasticas), paralelas assimétricas, o solo, trave olímpica e muitos outros aparelhos
diferentes.

As Argolas
As Argolas são um aparelho utilizado na ginástica artística . Seu uso em
competições é exclusivamente para homens. O ginasta deve realizar uma série calcada
em força e equilíbrio, realizados pelos membros superiores do corpo. Esta prova está
presente na disputa por equipes, concurso geral e final individual por aparelhos.
O aparelho é constituído por uma estrutura de onde se suspendem duas argolas, a
2,75 m do solo. A distância entre as argolas é de 50 cm e o seu diâmetro interno é 18
cm. As argolas possuem ainda 28 mm de espessura.
A barra fixa
A barra fixa é um dos oito aparelhos utilizados na ginástica artística. A disputa nas
competições nesse aparelho são exclusivamente para homens. O ginasta deve fazer
movimentos giratórios em uma rotina acrobática. Está presente nos Jogos Olímpicos de
Verão desde sua primeira edição. Este aparelho está creditado ao alemão Friedrich
Ludwig Jahn, como seu criador/aperfeiçoador, que, no começo do século XIX, o
introduziu nas turnkunst.
A barra fixa, enquanto aparelho, é composta pelos mesmos materiais das barras
assimétricas femininas - atualmente fabricadas com fibras sintéticas: de vidro e
recobertas com madeira e, por vezes, material aderente – e possui semelhante
maleabilidade para dar maior segurança aos movimentos dos ginastas. A maleabilidade
da barra contribui para um amortecimento dos movimentos acrobáticos que o atleta
executa durante sua apresentação.
A barra está localizada a 2,80 m do solo, tem 2,40 m de comprimento e possui
28mm de diâmetro na barra propriamente dita. A barra, assim como as paralelas
assimétricas, está presa ao chão através de presilhas e cabos de aço, que impedem
qualquer movimento das barras verticais, não comprometendo nem a segurança e nem
as apresentações dos atletas.

Barras paralelas
As Barras paralelas são um aparelho creditado ao alemão Friedrich Ludwig Jahn
utilizado na ginástica artística e exclusivamente para homens. O aparelho é formado por
dois barrotes paralelos, apoiados em dois suportes de metal.
O ginasta deve realizar uma série de movimentos giratórios, equilibrados nessas
duas barras. As rotinas nelas executadas, variam de acordo com o grupo de elementos
apresentados pelos ginastas, embora possuam o tempo médio gire entre quinze e trinta
segundos.

O aparelho é composto por duas barras de madeira, recobertas com fibra de vidro
com 3,50m de comprimento, colocados a uma distância que varia de 42 cm a 52cm uma
da outra – dependendo da largura ombro-ombro do atleta -, a uma altura de 1,75 m.
Atualmente, os barrotes são cobertos com o mesmo material utilizado nas barras
assimétricas e na barra fixa. A diferença é que não há cabos de aço que prendam o
aparelho ao chão.

Mesa (ginasticas)
O cavalo é um aparelho utilizado na ginástica artística. Contudo, o aparelho foi
popularizado sob o nome da prova: salto. O ginasta deve saltar sobre o aparelho
partindo de um trampolim apoiando as mãos sobre a mesa em um movimento
acrobático onde são avaliados a altura, a dificuldade de execução e a execução do
movimento de chegada ao solo.
O salto é um dos dois eventos que a ginástica artística feminina e masculina têm em
comum. A outra é o solo. O salto é considerado um evento de explosão muscular,
possuidor de uma margem mínima para erros. É o evento mais curto entre todos, e tem
igual ponderação aos demais para a obtenção da classificação global do ginasta.

Todos os ginastas que disputam a prova saltam sobre um aparelho ligeiramente


inclinado chamado mesa - uma estrutura de metal coberta por uma textura almofadada e
elástica (que volta a sua forma original após o impacto).
A mesa é disposta a uma altura de 1,25m para a competição feminina e a 1,35m na
prova dos homens. A superfície do aparelho possui 120 cm de comprimento e 95 cm de
largura. A aproximação à mesa faz-se em uma pista própria para a corrida com 25m de
comprimento.
Em 2001, o aparelho passou por uma grande re-estruturação: De uma forma como
simplificada a partir do cavalo com alças, passou à forma atual. Essa mudança é
decorrente das melhorias que visam a segurança dos praticantes e atletas.

Paralelas assimétricas
As barras assimétricas ou paralelas assimétricas são um aparelho de ginástica
artística, criado especificamente para as mulheres. As assimétricas permitem a ginasta o
apoio; com o uso apenas das mãos ou dos pés, além de tomá-lo com qualquer outra
parte do corpo, desde que faça parte de sua rotina e seus movimentos sejam realizados
com segurança.
As rotinas neste aparelho realizadas devem conter movimentos de impulso, voo e
estáticos. Os exercícios de força devem ser usados com moderação, pois os de impulso
são a base dos movimentos estáticos antecedidos pelas rotações ou transições. Se por
acaso a ginasta cair ela terá trinta segundos para retomar o exercício de onde ele foi
interrompido.
As paralelas assimétricas são actualmente fabricadas com fibras sintéticas - de vidro
e recobertas com madeira e, por vezes, material aderente, como na trave de equilíbrio.
Geralmente, elas ficam posicionadas, a mais alta a 2,36 m de altura e a menor a 1,57 m.
Apesar de suas medidas variarem - a barra alta 2,20-2,55 m entre e a barra baixa entre
1,40-1,75 m -, seu peso se mantém sempre o mesmo, 98 kg assim como sua largura, de
2,40 m. Suas astes de base são fabricadas de material metálico e suas cordas de
suspensão são fabricadas de material elástico resistente.

O solo
O Solo possui uma particular peculiaridade no universo gímnico. Ele é um aparelho
em quase todas as modalidades - excepto a ginástica de trampolim, além de ser uma
prova. Na ginástica artística, é ambos, nas demais modalidades do qual faz parte, é
somente o trabalhado em si. Ele pertence a quase todas as disciplinas da ginástica
enquanto aparelho de competição. Nele, realizam-se movimentos acrobáticos,
coreografados, artísticos e ginásticos.
Desde 1900, nos Jogos de Paris, está presente em Olimpíadas - como um dos
aparelhos pertencentes a disputa de exercícios combinados - e desde 1932, como um
exercício individual.
O solo, enquanto aparelho propriamente dito, é um estrado de dimensão 12m x 12m
medida esta para provas de ginástica artística, feito de um material elástico que
amortece eventuais quedas e ajuda ao impulso dos saltos. Suas dimensões, conforme
mudam-se as modalidades, diminuem ou aumentam. Para a ginástica rítmica, são 14 m
x 14 m, por exemplo.

Trave olímpica
A trave olímpica ou trave de equilíbrio - popularmente chamada de trave - é um
aparelho da ginástica artística, presente em todas as competições oficiais de senhoras.
A trave é o terceiro exercício do concurso geral feminino - dependendo da rotação
escolhida - e onde são apuradas as oito melhores ginastas para a final do aparelho,
durante a disputa eliminatória por equipas. Além disso, esta disputa também está
presente na fase final desta concorrência.
A trave em si é uma barra revestida com material aderente, situada a 1,25 metros do
chão, com cinco metros de comprimento e dez centímetros de largura, onde a atleta
deve equilibrar-se e realizar saltos e giros.
Até à década de 1980, a superfície da trave era de madeira simplesmente polida.
Desde então, o aparelho foi revestido com couro ou camurça. Hoje, o material usado é
uma espécie de cobertura maleável, semelhante a usada na mesa de saltos.

4. Atletismo
Atletismo é um conjunto de esportes constituído por várias modalidades: corrida,
marcha, lançamentos e saltos. De modo geral, o atletismo é praticado em estádios, com
excepção de algumas corridas de longa distância, praticadas em vias públicas ou no
campo, como a maratona.

História
O atletismo é a forma organizada mais antiga de competição. As primeiras reuniões
organizadas da história foram os Jogos Olímpicos, que os gregos iniciaram no ano 776
a.C. Durante anos, o principal evento olímpico foi o pentatlo, que compreendia
lançamentos de disco, salto em comprimento e corrida de obstáculos.
Os romanos continuaram celebrando as provas olímpicas depois de conquistar a Grécia
no ano 146 a.C. No ano 394 d.C. o imperador romano Teodósio aboliu os jogos.
Durante oito séculos não se celebraram competições organizadas de atletismo.
Restauram-se na Inglaterra em meados do século XIX, e então as provas
atléticas converteram-se gradualmente no esporte favorito dos ingleses.
Segundo Homero, no ano de 1496 a.C. foi realizada a primeira prova de corrida
considerada atlética. Ela foi organizada por Hércules. Segundo a lenda, Hércules, depois
de peregrinar pelo mundo, realizando proezas incríveis, radicou-se na ilha de Creta e
construiu um estádio neste local. Nele, eram realizadas competições de corridas com
outros simpatizantes.
O estádio de Hércules possuía apenas uma pista de corrida, que era percorrida
em um só sentido. Mais tarde, foi instituída a prova do Diaulo, com percurso de ida e
volta. Então, o percurso das provas de corridas foi aumentando gradativamente para
quatro, oito, doze e vinte e quatro vezes duzentas jardas.
Em 1834 um grupo de entusiastas desta nacionalidade alcançou os mínimos
exigíveis para competir em determinadas provas. Também no século XIX se realizaram
as primeiras reuniões atléticas universitárias entre as universidades de Oxford e
Cambridge (1864), o primeiro encontro nacional em Londres (1866) e o primeiro
encontro amador celebrado nos Estados Unidos em pista coberta (1868). O atletismo
posteriormente adquiriu um grande seguimento na Europa e América.
Em 1896 iniciaram-se em Atenas os Jogos Olímpicos, uma modificação restaurada dos
antigos jogos que os gregos celebravam em Olímpia. Mais tarde os jogos celebraram-se
em vários países com intervalos de quatro anos, excepto em tempo de guerra. Em 1912
fundou-se a Associação Internacional de Federações de Atletismo. Com sede central de
Londres, a associação é o organismo reitor das competições de atletismo a escala
internacional, estabelecendo as regras e dando oficialidade às melhores marcas
mundiais obtidas pelos atletas.
O atletismo surgiu nos Jogos Antigos da Grécia. Desde então, o homem vem
tentando superar seus movimentos essenciais como caminhar, correr, saltar e
arremessar. Na definição moderna, o atletismo é um esporte com provas de pista
(corridas rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos, saltos, arremesso,
lançamentos e provas combinadas, como o decatlo e heptatlo); corridas de rua (nas mais
variadas distâncias, como a maratona e corridas de montanha); provas de cross country
(corridas com obstáculos naturais ou artificiais); e marcha atlética. Considerado o
esporte-base, por testar todas as características básicas do homem, o atletismo não se
limita somente à resistência física, mas integra essa resistência à habilidade física.
Comporta três tipos de provas, disputadas individualmente que são as corridas, os saltos
e os lançamentos. Conforme as regras de cada jogo, as competições realizadas em
equipas somam pontos que seus membros obtêm em cada uma das modalidades.
As corridas rasas de velocidade e revezamento são antigas. As corridas com
obstáculos, que podem ser naturais ou artificiais, juntamente com as corridas de “sabe”,
que os ingleses chamam de “steeple chass”, foram idealizadas tendo como modelo as
corridas de cavalos.
A maratona, a mais famosa das corridas de resistência, baseia-se na legendária
façanha de um soldado grego que em 490 A C. Correu o campo de batalha das planícies
de Maratona até Atenas, numa distância superior a 35 km, para anunciar a vitória dos
gregos sobre os persas. Uma vez cumprida a missão, caiu morto. As maratonas
modernas exigem um percurso ainda maior: 42 195 m.
Nos primórdios de nossa civilização, começa a história do atletismo. O homem
das cavernas, de forma natural, praticava uma série de movimentos, nas actividades de
caça, em sua defesa própria etc. Ele saltava, corria, lançava, enfim desenvolvia uma
série de habilidades relacionadas com as diversas provas de uma competição de
atletismo. Podemos verificar que as provas de atletismo são actividades naturais e
fundamentais do homem: o andar, o correr, o saltar e o arremessar. Por esta razão, é
considerado o atletismo o “esporte base” e suas provas competitivas compõem-se de
marchas, corridas, saltos e arremessos. Além disso, o desenvolvimento dessas
habilidades é necessário à prática de outras modalidades esportivas. Por exemplo,
podemos observar uma jogadora em actividade numa partida de futebol, basquete ou
voleibol. Durante o jogo, ele anda, outras vezes, corre, salta e pratica arremessos. Por
isso, um jogador de futebol, basquete ou voleibol procura sempre desenvolver essas
habilidades que são “base” dos conjuntos de actividade física do praticante dessas
modalidades.
A história do atletismo é muito bonita, pois que se inicia com a própria história
da humanidade, quando o homem primitivo praticava suas actividades naturais para
sobrevivência. Chega mesmo a se confundir com a mitologia, quando observamos o
período da Antiguidade Clássica, com os Jogos Olímpicos que deram origem aos atuais
Jogos Olímpicos da Era Moderna, que trazem como reminiscência cultural mais
marcante a figura de Discóbulo de Miron.
O atletismo, sob forma de competição, teve sua origem na Grécia. A palavra
atletismo foi derivada da raiz grega, “ATHI, competição”, o princípio do heroísmo
sagrado grego, o espírito de disputa, o ideal do belo etc. – O que se chamou de espírito
agonístico. Surgiram então as competições que foram perdendo o carácter de
religiosidade e assumindo exclusivamente o carácter esportivo.

Corridas
As corridas são, em certo sentido, as formas de expressão atlética mais pura que
o homem já desenvolveu. Embora exista algo de estratégia e uma técnica implícita, a
corrida é uma prática que envolve basicamente o bom condicionamento físico do atleta.
As corridas dividem-se em curta distância ou velocidade (tiro rápido), que nas
competições oficiais vão de 100, 200 e os 400 metros inclusive; médio fundo (800
metros e 1 500 metros); e longa distância ou de fundo (3 000 metros ou mais, chegando
até às ultra maratonas). Podem ser divididas também de acordo com a existência ou não
de obstáculos (barreiras) colocados no percurso.
Organizam-se ainda corridas de cross country ou um "corta-mato" de campo e de
montanha. Em pista podemos ainda assistir a corridas de barreiras e de obstáculos. Nas
corridas de curta distância, a explosão muscular na largada é determinante no resultado
obtido pelo atleta. Por isso, existe um posicionamento especial para a largada, que
consiste em apoiar os pés sobre um bloco de partida (fixado na pista) e apoiar o tronco
sobre as mãos encostadas no chão (posição de quatro apoios). São frequentes as falsas
partidas, quando o atleta sai antes do tiro de partida, que é o sinal dado para começar a
prova. Qualquer atleta que dê uma falsa partida será desclassificado. Contudo, nas
provas combinadas (ex decatlo) cada atleta tem direito a uma falsa partida. Nas provas
mais longas a partida não tem um papel tão decisivo, e os atletas saem para a corrida em
uma posição mais natural, em pé, sem poder colocar as mãos no chão.

Maratona
A maratona é uma corrida de longa distância ou de fundo, realizada parcialmente
ou totalmente fora do estádio, ou seja em estrada. A distância que, segundo a lenda,
teria percorrido um soldado grego, Filípides, para anunciar que os helenos haviam
vencido uma batalha contra os persas, era superior a 35 km.
Conta também a lenda, que após Filípides ter dado a sua notícia morreu de exaustão. O
trecho percorrido por Filípides teria sido entre a planície de Maratona (o local da
batalha) até a cidade de Atenas. A maratona é uma prova que envolve grande resistência
física, sendo seu percurso estabelecido em 42 quilómetros e 195 metros (aceite
tolerância por excesso de + 42 metros).

Lançamentos
As disciplinas oficiais de lançamento envolvem o arremesso de peso, o
lançamento de martelo, o lançamento de disco e lançamento do dardo. O arremesso no
Brasil, lançamento em Portugal, de peso consiste no arremesso de uma esfera metálica
que pesa 7,26 kg para os homens adultos e 4 kg para as mulheres. O martelo é similar a
essa esfera, mas possui um cabo, o que permite imprimir movimento linear à esfera e
assim atingir uma distância maior. Já o disco é um pouco mais leve, pesando 1
quilograma para as mulheres e 2 quilogramas para os homens. E o dardo pesa 600
gramas para as mulheres e 800 gramas para os homens.
Os lançamentos são executados dentro de áreas limitadas, são círculos
demarcados no solo para o arremesso ou lançamento de peso, de martelo e disco, e antes
de uma linha demarcada no solo para o lançamento do dardo. A partir dessas marcas é
que é contada a distância dos lançamentos. Normalmente as competições envolvem
várias tentativas por parte dos atletas, que aproveitam as melhores marcas obtidas
nessas tentativas. As provas de lançamento são normalmente praticadas no espaço
interior à pista das corridas.

A origem desta actividade é também irlandesa, pois nos jogos Tailteanos, no


início da Era de Cristo, os celtas disputavam uma prova de arremesso de pedra que pelas
descrições se assemelhavam à prova actual. Aliás, é interessante notar que na Península
Ibérica, nas províncias onde ainda se encontram concentrações humanas etnicamente
celtas, Galiza na Espanha e Trás-os-Montes em Portugal, ainda se disputa uma
competição chamada de “ arremesso do calhau”, que se assemelha ao nosso moderno
arremesso do peso. De qualquer forma, a codificação da prova, tal como ela é hoje, é
totalmente britânica, inclusive o peso do implemento, 7,256 kg, correspondente a 16
libras inglesas, que era precisamente o que pesavam os projécteis dos famosos canhões
britânicos do início do século XIX.
As primeiras marcas registadas pertencem ao inglês Herbert Williams, que em
Londres, em 28 de Maio de 1860, lançou o peso a 10,91 m, e o da Era IAAF ao
americano Ralph Rose, que em 21 de Agosto de 1909 arremessou 15,54 m em São
Francisco.
William Parry O’ Brien revolucionou esta prova, criando um novo estilo, no
qual o atleta começa o movimento de costas para o local do arremesso. Parry O’ Brien
venceu os Jogos Olímpicos de Helsinque e Melbourne, ganhou a prata em Roma e ainda
se classificou em 4º lugar em Tóquio 12 anos depois de iniciar a sua carreira olímpica.
Foi também o primeiro atleta a vencer mais de 100 competições consecutivas. No
Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta E. Engelke, vencedor do primeiro
Campeonato Brasileiro de 1925, com a marca de 11,81 metros.

Saltos
As provas de salto podem ser divididas em provas de salto vertical e de salto
horizontal. Dentre as provas de salto vertical, temos o salto em altura e o salto com vara.
As provas de salto horizontal envolvem o salto em distância chamado também de salto
em comprimento e o salto triplo ou triplo salto. Os atletas tomam impulso numa
pequena pista de balanço, objectivando maior distância no salto. O salto em altura, que
tem por objectivo ultrapassar uma barra horizontal (fasquia), é realizado mediante
tentativas. A fasquia é colocada em determinada altura à qual os atletas devem tentar
saltar. Se conseguirem, os atletas progridem para a próxima altura a que os Juízes
colocarem a fasquia.
Qualquer atleta que realize três derrubes da fasquia (3 ensaios nulos), será
impedido de continuar, sendo creditado com a marca correspondente à maior altura em
que conseguiu realizar um ensaio válido. O salto com vara funciona do mesmo modo,
mas neste salto, o atleta tem o apoio de uma vara. Em ambos os saltos, há um colchão
para amortecer a queda do atleta após o salto.
Atleta na prova de salto em distância ou salto em comprimento. No salto em
distância e no salto triplo / triplo salto, o atleta faz sua aterrissagem numa caixa de areia.
Há uma tábua de chamada na pista que indica o limite máximo de corrida de balanço
antes do salto; caso o atleta ultrapasse ou toque nessa marca, realizará um ensaio nulo.
Caso tenha saltado antes da tábua de chamada, a distância do ensaio será considerada
apenas entre o limite na tábua de chamada até o local onde aterrou. É importante
destacar que vale o ponto de aterrissagem mais próximo à tábua de chamada.

A pista
A pista de corrida normalmente contém 8 raias, cada uma com 1 metro e 22
centímetros que são os caminhos pelos quais os atletas devem correr. Deste modo, a
largura da pista é de no mínimo 10 metros, com algum espaço além das raias internas e
externa. Uma pista oficial de atletismo é constituída de duas rectas e duas curvas,
possuindo raias concêntricas; tem o comprimento de 400 metros na raia interna (mais
próxima ao centro). A raia mais externa é mais longa, possuindo 449 metros. Nas
corridas de curta distância, os atletas devem permanecer nas raias a partir das quais
largaram.
Nas corridas de média e longa distância, os atletas não precisam correr nas raias,
e geralmente se encaminham para a raia mais interior, evitando percorrer distâncias
maiores.
A pista coberta
Terá de se situar num recinto completamente fechado, coberto e provido de
iluminação, aquecimento e ventilação, que lhe dê condições satisfatórias para a
competição.
O local deverá incluir uma pista oval com 200 metros; uma pista recta para as
corridas de velocidade (60 metros) e de barreiras; pistas de balanço e áreas de queda
param altos. Deverá dispor-se, para além disso, de um círculo e sector de queda para o
lançamento do peso, sejam eles permanentes ou temporários.
Todas as pistas, pistas de balanço ou áreas de chamada, terão de estar cobertas com um
material sintético ou ter uma superfície de madeira. As de material sintético deverão,
preferencialmente, permitira utilização de bicos de 6 mm nos sapatos dos atletas. Os
responsáveis pelo local poderão autorizar dimensões alternativas, notificando os atletas
acerca dessa permissão quanto à dimensão dos bicos.

Problemas com o vento


Em provas de saltos em distância e corridas curtas, os recordes só são válidos se
o vento que estiver a favor não ultrapassar a marca de 2 metros por segundo. Nas
corridas longas, o vento não influi decisivamente, pois o atleta pega também lufadas de
frente quando faz uma curva e muda de direcção.
Conclusão

Neste trabalho concluo que a ginástica é constituída por características bem


diferentes das outras práticas de cultura corporal, ela destaca o estímulo a criatividade, o
uso de matérias (convencionais ou não), liberdade de vestimenta, a diversidade musical,
o prazer cultural e dentre outras características.

Enquanto o atletismo é mais para o esforço físico sem inclusão de aparelhos


desportivos e a sua prática é geralmente efectuada em pistas de corridas, tanto que as
corridas são mais consideradas atletismo.
Referências bibliográficas

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