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Preceitos Básicos da UMBANDA

FESTAS na UMBANDA

20 de Janeiro - FESTA DE OXOSSI

2 de Fevereiro - FESTA DE YEMANJÁ

23 de Abril - FESTA DE OGUM

13 de Maio - FESTA DOS PRETOS VELHOS

13 de Junho - FESTA DE SANTO ANTONIO [em alguns terreiros]

29 de Junho - FESTA DE OXALÁ

26 de Julho - FESTA DE NANÃ

16 de Agosto - FESTA DE OBALUAE

24 de Agosto - FESTA DE OXUMARE

27 de Setembro - FESTA DE IBEJIS

30 de Setembro - FESTA DE XANGÔ

4 de Dezembro - FESTA DE IANSÃ

8 de Dezembro - FESTA DE OXUM

25 de Dezembro - FESTA NATAL

31 de Dezembro - FESTA DE YEMANJA

Elementos na prática de Terreiros e Templos de Umbanda

Defumação – Ato de purificar o ser, o objeto e o ambiente, através da fumaça. Expulsar o


negativo, através de aromas, essências (ervas: alecrim, benjoim, incenso e outras), de acordo
com a necessidade da utilização. A defumação é uma prática antiqüíssima de todas as religiões
e de todos os povos, tem sua função, exorcizar espíritos Kiumbas. O emprego sistemático da
fumaça deve ser reminiscência indígena. Entre tribos da raça Tupi, o Tabaco é considerado
como planta sagrada. O segredo e a utilização desses elementos por parte de nossas
entidades, do uso do cachimbo, do charuto e do cigarro nos trabalhos, defumando e não como
vício, como soprar a fumaça, é variado, dependendo do caso!

Atuação do Defumador 1ª - A essência do defumador, desfazendo-se no ambiente, isto é,


misturando-se com o éter atmosférico, vai ser sentido pelos espíritos; 2ª - Seu aroma desperta
alguns centros nervosos dos médiuns, fazendo esses centros vibrarem de acordo com as
irradiações fluídas da Entidade.
Fogo - Utilizado para acender defumadores, charuto, cachimbo, cigarro e pólvora, bem como
para cozinhar as comidas oferecidas às Entidades. Associado nos ritos de magia e religião como
afastar espíritos ruins e dos males. O fogo da pólvora (tuia) produz o estouro e a fumaça para
que expulse a negatividade, rompendo o campo magnético. OBS: Há terreiros que não usam
pólvora

Velas – Vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo. Iluminadas, são pontos de
convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou
agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou. Ao iluminá-las, homenageia-se,
reforçando uma energia que liga de certa forma, o corpo ao espírito.

Água – Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as
guias, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência
(mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações. A água poderá
concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.

Ponto Riscado – Se não houvesse o segredo, para que então o ponto riscado? Cada ponto, seja
de Caboclo, do Preto Velho ou do Exu, tem uma interpretação, podendo identificar aquele que
o risca, podendo caracterizar a natureza do trabalho.

Concentração - É ter a mente fixada sobre um objeto.

Meditação - É uma corrente contínua de pensamentos a respeito desses objetos.

Bater Cabeça - O médium da Casa, em respeito às firmezas dos Orixás, deita-se de barriga pra
baixo em frente ao Gongá pedir proteção.

Gongá - Altar dos Orixás, onde ficam os símbolos, otás, fetiches, comidas dos mesmos,
imagens...

Sineta Litúrgica ou Adejá - É um instrumento chegada de entidades. Deve ser utilizada e


consagrada em momentos apropriados somente por pessoas capacitadas para tal, devendo ser
guardado no Gongá.

Otá - Pedra ou pedaço de metal, axé do Orixá (onde se fixa a força mágica do Orixá). O otá tem
vida somente assim é um otá. Sua forma, dependendo do Orixá, poderá ser redonda,
arredondada (ovalada) ou comprida. Preceito, proibições e recomendações relativas ao culto.

Bebidas - Na Umbanda, bebem os médiuns irmanados com seus Guias espirituais, na certeza
de que confraternizam brindando com seus Coetés (cuias), invocando os poderes do Deus
Onipotente na sua Corte Celestial com os Ministros (Orixás).

Penacho e Cocares – Os guias não precisam deles para demonstrar sua condição de
representantes do Orixá, entretanto, para melhor tomarem contato com a Terra, uma vez que
sentem saudades, muitas vezes, da sua permanência neste Planeta, como antes encarnados
para dar cunho de materialidade nos trabalhos.

Charutos, Cachimbos e Cigarros – O segredo e a utilização, desses elementos por parte de


nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é
como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.

Pemba – A força esotérica da Escrita astral, na Umbanda é feita pela Pemba (giz oval - forma
cônica), que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia, e de purificar, quando em
forma de pó é lançada ao ar no ambiente em que se utiliza.

Prece - É uma evocação por meio da qual colocamos nossos pensamentos em relação ao ente
e Entidade a que nos dirigimos.

Obrigação - É um dever, um compromisso com as Entidades. Implica na presença do


Sacerdote, que com sua força espiritual, com o conhecimento do ritual e do material a ser
aplicado na obrigação, estabelece o elo, o canal entre o filho e as forças espirituais.

Oferenda - É um ato livre que qualquer pessoa pode fazer desde que tenha conhecimento do
que poderá oferecer à Entidade.

Corimbas – Pessoa que puxa pontos cantados é cânticos invocando as Entidades, marcando o
início de sua incorporação ou desincorporarão, para criar formas mágicas para determinados
trabalhos, abrir e fechar sessões no Terreiro, pedir forças espirituais, afastar espíritos maus,
pedir Maleme (perdão) e outras diversas finalidades.

Atabaques - Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com
que todos os médiuns permaneçam em vibração (danças, aceleração do). médium,
(principalmente em desenvolvimento).

Paó (três palmas lentas) – Utilizado para pedir permissão para entrar, saudar e licença. Bater
com as pontas dos dedos, no chão - Da mão esquerda: Saudando os caminhos de Exu; da mão
direita: Saudando, homenageando e pedindo licença ao local.

Guias (fios de contas) - É um colar ritual de miçangas, contas de cristal, de louça, de frutos
pequenos, construídos de acordo com a Entidade, que designa também a cor de sua
preferência. Podem ter pequenos objetos presos a eles. A Guia (fio) de Exu é colocado no
pulso do braço esquerdo, nunca passando pela cabeça do umbandista.

Vestimenta Roupa Branca (Roupa de Santo) – É a vestimenta para a qual devemos dispensar
muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. Roupas
devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se
admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe as roupas e guias no Terreiro,
esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora.
Ela deverá ser despachada no mar, juntamente com uma pequena imantação (oferenda) para
o Orixá ou Entidade a que pertencer. Fica claro que é obrigatório seu despacho, trata-se de um
instrumento de trabalho do médium.
Toalha Branca (Pano da Costa) – Trata-se de um pano branco em formato de toalha
(retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, tamanho aproximado
de 0,50 x 0,76 m. No caso dos homens, é pendurado do lado esquerdo, no ombro ou na cintura
e no caso das mulheres, por cima dos ombros ou na cintura, do lado direito. É utilizado para o
médium bater cabeça se usado no seu terreiro ou templo de umbanda.

Trabalhar descalço – O médium, sempre que possível, deve trabalhar descalço por uma
questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga
dos fluídos nocivos, diretamente para a terra. Estando o médium calçado, estará isolado da
terra, o que dificultará a eliminação dos fluídos nocivos (negativos), assimilados ao se transpor
as encruzilhadas, cemitérios, hospitais, da vinda ao Terreiro.

Banhos de Descarga – São coisas sérias, requerendo atenção de quem os toma, bem como de
quem os administra. É um banho de flores, ervas ou essências. Cada um deles traz o seu
magnetismo e a pessoa vai absorvê-lo de modo que ao tomá-lo, elimina toda a influência
negativa agregada a sua vibratória humana (corpo etério). As ervas, de preferência, devem ser
colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem
ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as
conheça. Poderão ser também preparados banhos de descarga, com rosas brancas (banho
neutro) e de efeito muito positivo, podendo ser tomado por qualquer pessoa sem afetar sua
faixa vibratória. As essências também devem ser utilizadas com cuidado, pois contêm muita
vibração, somente administradas por pessoas capacitadas.

Preparo – O melhor modo pelo qual obtemos uma maior imantação, seja ele com flores, erva
ou essências, é através do calor, da evaporação, isto no ritual da Umbanda. Colocamos numa
panela a água e a deixamos ferver. Quando estiver fervendo, apagamos o fogo. Então,
colocamos as pétalas das flores, ervas ou essências, abafando e deixando em fusão para o
devido cozimento por evaporação. No caso das flores e ervas, após o cozimento, coamos o
mesmo num pano branco e guardamos os resíduos para serem despachados oportunamente.

Uso – O chacra mediúnico (frontal) e glândula (nuca) são os dois pontos que fecham a faixa
vibratória mediúnica. Com elas, para o cérebro convergem as vibrações captadas, sendo razão
indispensável para que o banho seja derramado sobre a cabeça, pois daí parte todo comando
do corpo, o que por outro lado acarretará prejuízo, quando mal aplicado (no caso das ervas e
essências), caso este em que o magnetismo do banho não estiver em harmonia com a
vibratória mediúnica da pessoa (Orixá de Coroa).

Passe – Os passes não fazem parte do corpo doutrinário do Espiritismo. Eles remontam aos
mais remotos tempos e constituem recursos naturais, postos à disposição dos homens para as
tarefas de socorro ao próximo. O Novo Testamento demonstra que Jesus e os Apóstolos
utilizavam-se dos passes como recursos magnéticos curadores aliados a recursos espirituais,
curando pela imposição das mãos ou pelo influxo das palavras de fé. Graças à sua feição de
"Consolador Prometido", o Espiritismo, conserva e difunde essa modalidade de auxílio, a fim
de atender uma infinita quantidade de pessoas que batem às portas dos Centros Espíritas, na
esperança de cura ou de alívio. O Passe é uma "transfusão de energias psicofísicas, operação
de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em benefício de
outrem" (Emmanuel). Para o êxito dessa operação, cabe ao médium passista buscar na prece o
fio de ligação com os planos mais elevados da vida. Mágoas excessivas, paixões, desequilíbrio,
inquietude, bem como alimentos inadequados e alcoólicos, são fatores que reduzem as
possibilidades do passista e que, portanto, deve ser evitados. Aqueles que se consagram aos
trabalhos de assistência aos enfermos através do passe, elevação sentimental e amor
fraternal. Nos processos patológicos orgânicos, os "passes" não dispensam os recursos da
Medicina, devendo ser utilizados como complemento.

Entidades Espirituais – São espíritos de alta, média e baixa faixa vibratória, em ascensão
evolutiva, ou não, no Plano Espiritual.

Guia (Entidade) – É o espírito de luz que procura guiar os homens, afastando-os do mau
caminho, representando o Orixá de coroa de médium. Poderá ser um Caboclo ou um Preto
Velho. Protetor (Entidade) - É um espírito que passou pela vida terrena e deseja obter mais luz,
fazendo o bem e promovendo a paz entre os homens que vivem ainda no plano material.
Poderá ser um Boiadeiro ou Exu (macho e fêmea).

Egum – É um espírito sem luz, ou pouca luz, de um desencarnado.

Falanges – Agrupamento de espíritos que atuam no Plano Espiritual, recebendo a falange, o


nome de seu chefe.

Legiões – O mesmo que Falanges, porém, espíritos em faixa evolutiva superior.

Linhas – O mesmo que Legião, porém, espíritos ou divindades que não necessitam mais de
evolução espiritual.

Encruzilhada – Local onde se cruzam dois caminhos. Local onde se realiza o contato
permanente de Exu com Ogum, que incumbe os Exus de suas tarefas, transmitindo-lhes as
ordens superiores.

Cumprimento Ombro - a - Ombro – Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um


assistente com o bater de ombro, sinal de igualdade, fraternidade e grande amizade.

Macaia – Lugar de retiro, em plena mata, onde os médiuns vão descansar, refazendo suas
forças psíquicas, no contato direto com a natureza e local nativo do "habitat" de Orixás. Ali se
faz oferenda aos Orixás daquele "habitat" (casa).

Pontos de Segurança – São os pontos que se riscam e cantam no início da Sessão. Tem por
finalidade como o próprio nome já diz trazer segurança para os trabalhos aquela Sessão. Tais
pontos impedem a intromissão de espíritos maléficos. Sem tais muitos trabalhos realizados
naquela Sessão ficariam nulos ou perderia quase todo efeito.

Sessão – Reunião dos adeptos da Umbanda para promoverem os desenvolvimentos


espirituais, homenagem ou procura de curas de males materiais e espirituais

Eledá - Orixá guardião da vida da pessoa.


Batismo – É realizado através da água, do fogo (vela), do sal, das ervas, pemba e óleos
sacramentais.

Amaci – São ervas frescas maceradas na água limpa (cachoeira, nascente) que tem por
finalidade a lavagem de cabeça em especial, para tranqüilizar a mente e intelecto de seus
adeptos.

Gira - É a cerimônia onde são invocados os espíritos.

Cambono – Tem por obrigação atender as entidades quando incorporadas interpretar sua fala
para os consulentes. É um médium, designado para tal função.

Incorporação mediúnica– É o ato de sentir a vibração absorvendo as energias do orixá a ser


trabalhado espiritualmente naquele momento... Não é respeitoso incorporar antes do CHEFE
da CASA e médiuns com maior experiência que a sua...