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Obras Literárias publicadas de autoria de Fernando Henrique Cardoso

 Negros em Florianópolis: relações sociais e econômicas, 1955


 Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional, 1962
 Mudanças sociais na América Latina, 1969
 Dependência e Desenvolvimento na América Latina (com Enzo Faletto), 1970
 Política e desenvolvimento em sociedades dependentes, 1971
 Empresário Industrial e desenvolvimento econômico no Brasil, 1972
 O modelo político brasileiro: e outros ensaios, 1973
 Autoritarismo e democratização, 1975
 As ideias e seu lugar: ensaios sobre as teorias do desenvolvimento, 1980
 A construção da democracia: estudos sobre política, 1993
 Mãos à obra, Brasil: proposta de governo, 1994
 Por um Brasil mais justo: ação social do governo, 1996
 Política de defesa nacional, 1996
 Desenvolvimento sustentável, mudança social e emprego, 1997
 Avança Brasil: mais 4 anos de desenvolvimento para todos: proposta de
governo, 1998
 A outra face do presidente: discursos do senador Fernando Henrique
Cardoso, 2000
 Brasil 500 anos: futuro, presente, passado, 2000
 A Arte da Política, 2006
 Cartas a um Jovem Político, 2006
 Cultura Das Transgressões No Brasil, 2008
 Brasil Globalizado, 2008
 América Latina: Governabilidade, globalização e políticas econômicas para
além da crise, 2009
 Relembrando o que Escrevi, 2010
 Xadrez Internacional e Social-Democracia, 2010
 A Soma e o Resto, 2011
 O Improvável Presidente Do Brasil, 2013
 Pensadores que Inventaram o Brasil, 2013
 A miséria da Política, 2015
 Diários da Presidência - 1995-1996, 2015

Apresentação do sociólogo

Fernando Henrique Cardoso nasceu em 18 de junho de 1931 no Rio de


Janeiro, filho de Leônidas Cardoso e Nayde Silva Cardoso. Casou-se com Ruth
Cardoso no ano de 1953 e desse matrimônio tiveram 3 filhos.

No área acadêmica, graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São


Paulo (USP) em 1952, tendo especializado-se em sociologia pela mesma
Universidade e posteriormente concluído o Doutorado em 1961 e em 1963 a Livre-
Docência.
Em 1953 foi analista de ensino da cadeira de Sociologia, da Faculdade de
Filosofia da USP sendo assistente do professor Roger Baptiste. Foi primeiro
assistente do sociólogo Florestan Fernandes e graças à ele ministrou aula na
Faculdade de Economia da USP antes mesmo de se graduar no ano de 1955.
Em 1964 exilo-se no Chile após do Golpe Militar ficando até 1967. Atuou no
Instituto Latino-Americano de Planejamento Econômico (ILPES – associado à
Organização das Nações Unidas, ONU, e à Comissão Econômica para a América
Latina, CEPAL) e publicou a obra “Desenvolvimento e dependência na América
Latina”, com Enzo Faletto. Em 1967 mudou-se para a França e em 1968 volta Brasil.
Em 1969 participa como menbro fundador do Centro Brasileiro de Análise e
Planejamento (CEBRAP). Durante a decada de 70 atuou em diversas universidades
da Inglaterra, Estados Unidos México e França, entre outras.
Durante a década de 80 é intensificada a sua atuação na área política através
da participação na fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB),
elegendo-se senador e exercendo o cargo de ministro das Relações Exteriores e da
Fazenda.
Considerado um dos maiores intelectuais na área de ciência política e
sociologia da América Latina Fernando Henrique Cardoso foi Presidente do Brasil
por dois mandatos, de 1995 a 2002. No dia 27 de junho de 2013, foi eleito para a
Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 36.

Análise crítica sobre o pensamento do autor

O Sociólogo analisado Fernando Henrique Cardoso, através dos seus


estudos e ensaios publicados, nos passa a idéia de que a sua interpretação sobre a
intervenção militar, é de que ela não se trata de uma ditadura. Ele trata como um
regime burocrático- autoritário instaurado no Brasil a partir de 1964.

Essa intervenção militar mesmo sendo politicamente reacionária,


desencadeou no pais um processo de modernização econômica que o ele
denominou de internacionalização do mercado interno. Esse processo ocorreu sob a
forma de capitalismo monopólico onde a dinâmica dos processos era muito
semelhante aos países desenvolvidos. A diferença é o fato do Brasil nao ter passado
pelas etapas de desenvolvimento clássicos. O Sociólogo diferencia o autoritarismo
de totalitarismo de maneira que o primeiro não exerce controle total sobre os
indivíduos. Segundo ele o autoritarismo expressa uma variância entre totalitarismo e
democracia.

Principais idéias do autor

A principal linha de pensamento presentes nas obras de Fernando Henrique


Cardoso pode ser resumida como o ensaio de teorizar a formação específica de
países subdesenvolvidos com passado colonial, em especial o Brasil. Suas obras
podem ser divididas em dois grandes eixos de análise: As relações com o
pensamento social brasileiro e com as teorias do desenvolvimento.