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Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

Professor: Wangney Ilco


Curso REGULAR de Direito Empresarial
Aula 11 – SIMULADÃO: 70 QUESTÕES
Curso REGULAR de Direito Empresarial
Teoria e Questões comentadas
Prof.º Wangney Ilco – Aula 11

Aula 11 – SIMULADÃO: 70 questões

Sumário
1 – Questões Comentadas ................................................................... 3
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

2 – Lista de Questões......................................................................... 81
3 - Gabarito ..................................................................................... 110

Olá, pessoal! Tudo beleza?


Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

Pois bem, este é o nosso último encontro neste curso de Teoria e Questões
Comentadas de Direito Empresarial curso REGULAR. Hoje temos uma aula
que representa um “simuladão” de toda a matéria vista neste curso. Tentem
tratar essas 70 questões de hoje com a maior seriedade possível. Como se
fosse a nossa prova.
No mais, espero que tenham gostado do curso. Tivemos exatamente 465
questões totalmente comentadas neste curso. Certamente, teremos
questões bem semelhantes em provas futuras. Então, estaremos bem
preparados. Assim, espero!!!
Ainda, quero agradecer de coração a sua companhia neste curso. Qualquer
dúvida, qualquer sugestão, qualquer crítica estarei sempre disponível. Podem
me contatar em nosso fórum tira-dúvidas, ou por e-mail
(wangney.ilco@exponencialconcursos.com.br) ou Facebook (wangney).
Fiquem com Deus! Abraços e bons estudos!
Wangney Ilco

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1 – Questões Comentadas

1. (FCC/Juiz Substituto-TJ-PI/2015) João, empresário do ramo de venda


de sapatos, constituiu Paulo seu preposto, a fim de auxiliá-lo. Nesse caso, Paulo

a) presume-se autorizado, à falta de proibição expressa de João, a negociar por


conta própria ou de terceiro.
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b) pode fazer-se substituir no desempenho da preposição desde que isso não


tenha sido proibido, expressamente e por escrito, por João.

c) presume-se autorizado, perante terceiros, a receber em nome de João


papéis, bens e valores relacionados à empresa.

d) pode, mesmo sem autorização expressa de João, participar de operação do


mesmo gênero da que lhe foi cometida, desde que o faça indiretamente.
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e) é pessoalmente responsável pelas obrigações que contrair em nome de João,


ainda que o faça nos limites da preposição, sem dolo ou culpa.

Comentários
Letra “c”. Nos termos do art. 1.171 do CC, e de forma razoável, o preposto não
necessita de autorização expressa para receber “coisas” (papéis, bens ou
valores) relacionadas à empresa. Afinal, essa é uma atribuição inerente a sua
função. Obviamente, caso o referido recebimento esteja além de suas funções,
o preposto poderá contestar e protestar a entrega. Assim, em recebendo,
presume-se que foi autorizado e a referida entrega foi perfeita.
Art. 1.171. Considera-se perfeita a entrega de papéis, bens ou valores ao
preposto, encarregado pelo preponente, se os recebeu sem protesto,
salvo nos casos em que haja prazo para reclamação.

Letras “a”, “b” e “d”. Obviamente que o preposto não poderá negociar por conta
própria ou de terceiro, nem fazer-se substituir no desempenho da preposição,
sem a devida autorização.
Art. 1.169. O preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se
substituir no desempenho da preposição, sob pena de responder
pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele
contraídas.

Art. 1.170. O preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar


por conta própria ou de terceiro, nem participar, embora indiretamente,
de operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida, sob pena de
responder por perdas e danos e de serem retidos pelo preponente os
lucros da operação.

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Pode fazer-se substituir


Autorização
escrita Sem autorização -
responsabilidade pessoal
pelos atos praticados

Preposto
Para negociar por conta
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própria ou de terceiro e fazer


concorrência (operação do
Autorização mesmo gênero)
expressa
Sem autorização - responde
p/ perdas/danos e os lucros
são retidos

Letra “e”. O preposto não é pessoalmente responsável pelas obrigações que


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contrair em nome de João, quando o faça nos limites da preposição. Ou seja,


agindo conforme as suas atribuições previstas no contrato social, a
responsabilidade é da sociedade. Então, o preponente é RESPONSÁVEL “pelos
atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e
relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito.”.
(art. 1.178).

2. (FCC/Juiz Substituto-TJ-PI/2015) Alberto emitiu um cheque nominal em


favor de Bruno, que, por sua vez, endossou o título a Carlos, subordinando o
endosso a determinada condição que anotou do verso da cártula. Carlos então
apresentou o cheque para pagamento ao banco sacado dentro do prazo legal.
Nesse caso, considerando que Alberto mantém fundos suficientes e disponíveis
para o pagamento, o banco sacado deve
a) pagar o cheque, mas desde que tenha sido previamente informado pelo
endossante ou pelo sacador sobre a realização da condição anotada na cártula.
b) pagar o cheque, reputando-se não escrita a condição anotada na cártula pelo
endossante.
c) pagar o cheque, mas desde que lhe seja apresentada, pelo endossatário,
prova escrita da realização da condição anotada na cártula.
d) negar o pagamento, pois a anotação de condição pelo endossante da cártula
invalida o cheque.
e) negar o pagamento, pois a anotação de condição torna o cheque título causal,
impossibilitando, por consequência, a sua transmissão por endosso.
Comentários
Letra “b”. Conforme o art. 18 da Lei do Cheque (Lei nº 7.357/85), “O endosso
deve ser puro e simples, reputando-se não-escrita qualquer condição a que

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seja subordinado”. Portanto, a condição anotada na cártula pelo endossante é


considerada não-escrita – letra “b” é a nossa resposta. As letras “a”, “c” e “d”,
por conta do art. 18 estão incorretas. Já a letra “e” está incorreta pois “As
obrigações contraídas no cheque são autônomas e independentes” (art. 13 da
Lei do Cheque).
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3. (FCC/Juiz-TJ-SE/2015) Considere as proposições abaixo acerca do nome


empresarial.
I. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob
denominação social.
II. A sociedade anônima poderá adotar firma ou denominação social.
III. O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social.
IV. O nome empresarial não pode ser objeto de compra e venda.
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V. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação.


Está correto o que se afirma APENAS em:
a) II e V.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e IV.
e) IV e V.
Comentários
Letra “e”. Itens IV e V corretas.
I – Incorreta. A firma é característica da sociedade que possui sócio de
responsabilidade ilimitada, conforme o art. 1.157, CC.
Art. 1.157, CC. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade
ilimitada operará sob firma, na qual somente os nomes daqueles poderão
figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão
"e companhia" ou sua abreviatura.

II – Incorreta. De acordo com o art. 1.160 do CC, "A sociedade anônima opera
sob denominação designativa do objeto social, integrada pelas expressões
"sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou abreviadamente".
III – Incorreta. Em consonância com o princípio da veracidade do nome
empresarial, aquele sócio que não faz mais parte da sociedade não poderá ter
o seu nome na firma social (art. 1.165, CC). Caso estivéssemos nos referindo à
denominação de uma sociedade anônima, conforme o art. 1.160, §único do CC,
“Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que
haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa".

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IV – Correta, nos termos do art. 1.164 do CC: "O nome empresarial não pode
ser objeto de alienação. Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por
ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o nome do alienante,
precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor.".
V – Correta, pois a sociedade em conta de participação não possui personalidade
jurídica, logo não possui nome empresarial. O art. 1.162 do CC traz esta regra:
"A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação.".
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4. (FCC/Promotor de Justiça-MPE-PE/2002) Em tema de sociedades


anônimas, considere o que segue:
I. A Companhia cria, a qualquer tempo, títulos negociáveis, sem valor nominal
e estranhos ao capital social, que garantem aos seus titulares direito de
participação eventual nos lucros anuais dessa empresa.
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II. A Companhia emite títulos nominativos que conferirão a seus titulares direito
de crédito contra ela, nas condições constantes da escritura de emissão e, se
houver, do certificado.
III. Os títulos negociáveis, emitidos pelas Companhias de capital autorizado,
conferindo a seus titulares, nas condições mencionadas no respectivo
certificado, direito de subscrever ações do capital social.
Esses títulos referem-se, respectivamente,
a) às ações ao portador, às ações nominativas, e às partes beneficiárias.
b) aos bônus de subscrição, aos commercial paper, e às debêntures.
c) às debêntures, às ações endossáveis, e às ações escriturais.
d) às partes beneficiárias, às debêntures, e aos bônus de subscrição.
e) aos commercial paper, às ações escriturais, e às ações endossáveis.
Comentários
Letra “d”. Conforme a Lei nº 6.404/76 (LSA), na ordem temos as partes
beneficiárias (art. 46), as debêntures (art. 52) e os bônus de subscrição (art.
75). Segue resumos sobre tais valores mobiliários da SA.

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Parte beneficiárias Debêntures Bônus de subscrição


•Títulos negociáveis •Título negociável que dá •Títulos negociáveis
•Sem valor nominal direito a crédito conforme •Confere o direito de
•Estranhos ao Capital escritura ou certificado subscrever as ações do
•Com valor nominal Capital Social
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•Confere crédito eventual


mas condicionado a lucros expresso em moeda •Emissão depende de
nacional deliberação da AG, ou
•Não confere direitos
privativos de acionistas, •A Cia pode adquirir sua do CA se o estatuto assim
exceto o de fiscalização própria debênture - SE dispuser.
valor superior ao nominal, •Emitidas dentro do limite
•Somente Cia. fechada
observar regras da CVM de Capital Autorizado.
•Prazo máx.de 10 anos
•Pode assegurar juros,
•Pode ser convertida em lucro e reembolso.
ações
•Pode ser convertida em
ações
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5. (FCC/Analista Judiciário-Área Judiciária-Execução de Mandatos-TRT-


18ªR/2008) A respeito da sociedade limitada, considere:
I. As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a
responsabilidade dos que expressamente a aprovaram.
II. A deliberação em assembleia será obrigatória se o número de sócios for
superior a dois.
III. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou
diversas a cada sócio.
Está correto o que consta SOMENTE em:
a) I e III.
b) I e II.
c) II e III.
d) I.
e) II.
Comentários
Letra “a”. I e III corretos.
I – Correta. Em regra, a responsabilidade pelas obrigações sociais é da
sociedade. No entanto, há responsabilidade ilimitada e pessoal daqueles que
aprovaram as deliberações infringentes ao contrato ou à lei, causando danos ou
obrigações para a sociedade, conforme art. 1.080 do CC.

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II – Incorreta, pois a deliberação em assembleia será obrigatória se o número


de sócios dor superior a dez (art. 1.072, §único).

ASSEMBLEIA NÚMERO DE SÓCIOS MAIOR QUE 10;


 REUNIÃO ATÉ 10 SÓCIOS.
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III – Correta, conforme art. 1.055.


Art. 1.055. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais,
cabendo uma ou diversas a cada sócio.

6. (FCC/ICMS-MA/2016) A sociedade limitada tem o seu capital social


dividido em quotas:
a) necessariamente iguais, sendo indivisíveis em relação à sociedade, mesmo
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para efeito de transferência.


b) iguais ou desiguais, sendo divisíveis em relação à sociedade, para quaisquer
efeitos.
c) iguais ou desiguais, sendo indivisíveis em relação à sociedade, salvo para
efeito de transferência.
d) necessariamente iguais, sendo indivisíveis em relação à sociedade, salvo
para efeito de transferência.
e) iguais ou desiguais, sendo indivisíveis em relação à sociedade, mesmo para
efeito de transferência.
Comentários
Letra “c”. Questão que trata do capital social da sociedade limitada. A alternativa
correta é a letra “c”, conforme o caput do art. 1.056 do CC – sem muitas
dificuldades. Vejamos a esquematização de nosso curso sobre este tema:

Sócios são solidários pelo


valor exato dos bens, até 05
Contribuição em anos do registro da sociedade
qualquer especie de bens
Proibida a contribuição em
serviços

Dividido em quotas, Cada sócio pode possuir uma


Capital social
iguais ou desiguais ou mais quotas

A quota não pode ser


fracionada
A quota é indivisível em
relação à sociedade Mas pode ser partilhada
quando transferida a terceiro
ou sócio

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7. (FCC/ICMS-MA/2016) A administração da sociedade anônima compete:


a) prioritariamente ao conselho fiscal, ao qual se subordinam a diretoria e o
conselho de administração.
b) exclusivamente à diretoria, caso se trate de companhia aberta.
c) exclusivamente ao conselho de administração.
d) à diretoria e ao conselho de administração, ou somente à diretoria, conforme
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dispuser o estatuto social.


e) à diretoria, ao conselho de administração e, se houver, ao conselho fiscal.
Comentários
Letra “d”, conforme o art. 138 da Lei nº 6.404/76 (LSA): “A administração da
companhia competirá, conforme dispuser o estatuto, ao conselho de
administração e à diretoria, ou somente à diretoria”. Em nossos materiais de
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estudos, abordamos este assunto da seguinte forma:

8. (FCC/Defensor Público-DPE-ES/2016) Pedro Silva Comércio de Roupa −


Empresa Individual de Responsabilidade Limitada − EIRELI alugou para moradia
de seus empregados um imóvel próximo ao estabelecimento, pelo prazo de
vinte e quatro meses, findo o qual o locador notificou a locatária de que não
mais lhe interessava a locação, concedendo 30 dias para desocupação do
imóvel. Ajuizou, depois de escoado esse prazo, ação de despejo. Nesse caso, a
retomada do imóvel:
a) não será possível, mediante ação de despejo, porque a EIRELI não é pessoa
jurídica e, por isso, não pode celebrar contrato de locação para moradia de
empregados.
b) é possível, a despeito da utilização do imóvel para fins de residência, não se
exigindo prazo mínimo de contrato.
c) só será possível por motivo justificado, como a necessidade de reforma,
porque não decorridos cinco anos do contrato.
d) não é possível, porque na locação residencial, para retomada por denúncia
vazia, o contrato escrito deve ser celebrado pelo prazo mínimo de trinta
meses.
e) apenas será possível, se o locador necessitar do prédio para uso próprio, de
seu cônjuge, de descendente ou de ascendente.

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Comentários
Letra “b”. A questão trata do contrato de locação realizado por uma EIRELI (é
uma pessoa jurídica de direito privado) para a moradia de seus empregados.
Embora possa parecer equivocado, trata-se de uma locação de imóvel não-
residencial, onde o locatário é uma pessoa jurídica que exerce atividade
empresarial. Então, conforme o art. 55 da Lei nº 8.245/91:
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Art. 55. Considera - se locação não residencial quando o


locatário for pessoa jurídica e o imóvel, destinar - se ao uso
de seus titulares, diretores, sócios, gerentes, executivos ou
empregados.
Portanto, as regras de locação de imóvel com destino ao comércio e as de
locação de imóvel para fins residencial não se aplicam ao caso. Trata-se de
um caso específico, onde o contrato por prazo determinado cessa, de pleno
direito, findo o prazo estipulado, independentemente de notificação ou aviso
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(art. 56, caput, Lei nº 8.245/91).

9. (FCC/Defensor Público-DPE-ES/2016) Sobre o endosso e o aval de letras


de câmbio e de notas promissórias,
I. pelo endosso transmitem-se todos os direitos emergentes da letra de câmbio
e da nota promissória e o endossante, salvo cláusula em contrário, garante o
pagamento desses títulos.
II. o endosso pode ser condicional, mas não parcial.
III. o pagamento de uma letra de câmbio ou de uma nota promissória pode ser
no todo ou em parte garantido por aval.
IV. o avalista é responsável da mesma maneira que a pessoa afiançada, mas
sua obrigação se mantém se a obrigação que ele garantiu for nula apenas por
vício de forma.
V. o endossante acionado não pode opor ao portador de uma nota promissória
as exceções fundadas sobre as relações pessoais dele com os portadores
anteriores, salvo se o portador ao adquirir a nota promissória tiver procedido
conscientemente em detrimento do devedor.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) II, III e IV.
b) III, IV e V.
c) II, IV e V.
d) I, III e V.
e) I, II e IV.
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Letra “d”. As letras de câmbios e as notas promissórias são reguladas pela


.chamada LUG – Lei Uniforme de Genebra (Decreto 57.663/66).
I – Correta. Conforme o art. 14 da LUG, o endosso transmite todos os direitos
emergentes da letra. Além disso, de acordo com o art. 15 da LUG, o endossante,
salvo cláusula em contrário, é garante tanto da aceitação como do pagamento
da letra.
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II – Incorreta. O endosso deve ser puro e simples. Qualquer condição a que ele
seja subordinado considera-se como não escrita (art. 12, LUG). O endosso
parcial é nulo.
III – Correta. Conforme o art. 30 da LUG, O pagamento de uma letra pode ser
no todo ou em parte garantido por aval. Esta garantia é dada por um terceiro
ou mesmo por um signatário da letra.
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IV – Incorreta, de acordo o art. 32 da LUG abaixo transcrito:


Art. 32 - O dador de aval é responsável da mesma maneira que a pessoa
por ele afiançada.
A sua obrigação mantém-se, mesmo no caso de a obrigação que ele
garantiu ser nula por qualquer razão que não seja um vicio de forma.

V – Correta, conforme o art. 17 da LUG: Art. 17 - As pessoas acionadas em


virtude de uma letra não podem opor ao portador as exceções fundadas sobre
as relações pessoais delas com o sacador ou com os portadores anteriores, a
menos que o portador ao adquirir a letra tenha procedido conscientemente em
detrimento do devedor.
Por fim, ressalta-se o teor do art. 77 da LUG, pelo qual:
Art. 77 - São aplicáveis às notas promissórias, na parte em que não sejam
contrárias a natureza deste título, as disposições relativas as letras e
concernentes:
Endosso (artigos 11 a 20);

Vencimento (artigos 33 a 37);


Pagamento (artigos 38 a 42); ........

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10. (FCC/Defensor Público-DPE-ES/2016) O registro nas Juntas


Comerciais de contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva
sócio incapaz:
a) exige apenas autorização judicial, após a concordância do Ministério Público,
mas em nenhuma hipótese seus bens ficarão sujeitos ao resultado da
empresa.
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b) não é permitido, mesmo que esteja representado ou assistido, salvo se


adquirir cotas, em razão de sucessão hereditária.
c) exige que o capital social esteja totalmente integralizado.
d) é permitido, bastando que esteja representado ou assistido.
e) é permitido, desde que o respectivo instrumento seja firmado por quem o
represente ou assista, devendo apenas constar a vedação do exercício da
administração da sociedade por ele.
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Comentários
Letra “c”. A existência de sócio de sociedade que seja civilmente incapaz, requer
a observância de alguns requisitos, conforme previsto no §3º do Art. 974 do
CC, onde os pressupostos que devem ser atendidos CUMULATIVAMENTE
para a pessoa incapaz ser sócio da sociedade empresária:

 O sócio incapaz não pode exercer a administração da


sociedade;
 O capital social deve estar totalmente integralizado;
 O sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o
absolutamente incapaz deve ser representado por
seus representantes legais.

Atendidos os
pressupostos

REGISTRAR o contrato e suas


alterações na JUNTA COMERCIAL

11. (FGV/ICMS-RJ/2008) Não é consequência do contrato de compra e


venda:

a) a obrigação de entregar a coisa com seus acessórios.

b) a obrigação de cobrir os riscos pelo prazo de 30 dias.

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c) a obrigação de garantir os riscos da evicção.

d) o direito aos cômodos antes de efetuada a tradição.

e) a responsabilidade pelo alienante sobre vícios ocultos.

Comentários
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b) Esta é a alternativa correta, tendo em vista que não há tal obrigação prevista
em lei – não é consequência do contrato de compra e venda. As demais
alternativas são consequências do contrato de compra e venda, como veremos.

a) A obrigação de transferir o domínio de certa coisa, juntamente com os seus


acessórios, está prevista no art. 481 c/c art. 233 do CC. Ressalta-se que o
acessório acompanha o principal.
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Art. 481. Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga


a transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço
em dinheiro.

Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela


embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das
circunstâncias do caso.

c) É uma consequência do contrato de compra e venda, nos termos do art. 447,


CC.

Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção.


Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta
pública.

d) O direito aos cômodos significa que o devedor de uma relação obrigacional


de dar/entregar tem o direito de cobrar por majoração do valor do bem ocorrida
entre a celebração do contrato e a tradição do bem. Exemplo: vendedor e
comprador celebram contrato de compra e venda de uma Égua. Entre a
celebração do contrato e a sua entrega efetiva, a Égua recebe um prêmio
qualquer por suas qualidades, que lhe valoriza. Assim, o devedor (vendedor)
poderá exigir um aumento na proporção da valorização do animal – direito aos
cômodos. Se o comprador não aceitar o novo valor, o devedor poderá resolver
o contrato. O direito aos cômodos está disciplinado no art. 237 do CC.

Art. 237. Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus


melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no
preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação.

Portanto, podemos concluir que o direito aos cômodos é de fato uma


possível consequência do contrato de compra e venda, ok? Alternativa
correta.

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e) Afirmativa correta, nos termos do art. 441 e seguintes do CC.

Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser


enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a
que é destinada, ou lhe diminuam o valor.

Art. 444. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa


pereça em poder do alienatário, se perecer por vício oculto, já existente
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ao tempo da tradição.

12. (FGV/ISS-Cuiabá/2016) Salto Frigorífico Ltda. EPP requereu sua


recuperação judicial perante o juízo da comarca de Vera, tendo o pedido sido
processado por deferimento do juiz. Com o processamento, em relação às ações
de execução fiscal ajuizadas pela Fazenda Pública em face da sociedade
empresária, assinale a afirmativa correta.
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a) As execuções de natureza fiscal não são suspensas pelo deferimento do


processamento da recuperação judicial, ressalvada a concessão de
parcelamento nos termos do Código Tributário Nacional e da legislação
ordinária específica.
b) As execuções fiscais, diante do juízo universal na recuperação judicial no
lugar do principal estabelecimento da sociedade empresária, ficam
suspensas com o deferimento do processamento, cabendo à Fazenda Pública
pleitear a reserva do crédito tributário.
c) As execuções fiscais ficarão suspensas por, no máximo, 180 dias, contados
do processamento da recuperação, restabelecendo-se, após o decurso do
prazo, o direito de a Fazenda Pública continuar suas ações e execuções,
independentemente de pronunciamento judicial.
d) As execuções de natureza fiscal referentes a tributos cujos fatos geradores
são anteriores ao pedido de recuperação judicial ficarão suspensas até a
concessão da recuperação; as ações referentes a tributos cujos fatos
geradores ocorram após o pedido de recuperação poderão ser normalmente
ajuizadas.
e) As execuções de natureza fiscal não são suspensas pelo processamento da
recuperação judicial, porém durante o período de 180 dias, contados do
processamento da recuperação, não é permitido a venda ou a retirada do
estabelecimento do devedor dos bens de capital essenciais à sua atividade
empresarial.
Comentários
O gabarito é a letra A, conforme o §7º do art. 6º da Lei de Falências (LF). Então,
o efeito imediato da decretação da falência ou deferimento do pedido de
recuperação judicial é a SUSPENÇÃO da prescrição e de todas as ações e

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execuções contra o devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do


sócio solidário (art. 6º, caput). Então temos:

Decretação da falência ou deferimento


do pedido de rec. judicial

Quantias ilíquidas e
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REGRA Execuções fiscais


ações trabalhistas

SUSPENDE Continuam no seu Não são suspensas


prescrição e juízo próprio até pelo deferimento do
açõs/execuções apurar o crédito pedido de rec. jud.
contra o devedor
A falência
também não
Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

Na rec. judicial, a suspende


suspensão é por 180 débitos fiscais
dias -improrrogável. (art. 187, CTN)

§ 7o As execuções de natureza fiscal não são suspensas pelo deferimento


da recuperação judicial, ressalvada a concessão de parcelamento nos
termos do Código Tributário Nacional e da legislação ordinária específica.

13. (FGV/ICMS-RJ/2011) Em relação à execução judicial das decisões do


Cade, é correto afirmar que:
a) não constitui título executivo extrajudicial a decisão do Plenário do Cade que
comina multa.
b) a execução que tenha por objeto exclusivamente a cobrança de multas
pecuniárias será feita de acordo com o disposto nos artigos 632 a 645 da Lei
5.869/73, sendo vedada a execução nos moldes da Lei 6.830/80.
c) a execução das decisões do Cade somente será promovida na Justiça Federal
da sede ou domicílio do exequente, à escolha do Cade.
d) no cálculo do valor da multa diária pela continuidade da infração, tomar-se-
á como termo inicial a data final fixada pelo Cade para a adoção voluntária
das providências contidas em sua decisão, e como termo final o dia do seu
efetivo cumprimento.
e) o processo de execução das decisões do Cade não terá preferência sobre as
demais espécies de ação, exceto habeas corpus e mandado de segurança.
Comentários
Esta questão tem fundamento nos dispositivos literais da Lei Antitruste. Bem
complicado mesmo!!!
d) Correta, conforme a literalidade do art. 100 da Lei Antitruste.

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a) Incorreta, pois tais decisões constituem título executivo extrajudicial,


conforme art. 93.
Art. 93. A decisão do Plenário do Tribunal, cominando multa ou impondo
obrigação de fazer ou não fazer, constitui título executivo extrajudicial.

b) Incorreta, pois a lei nº 6.830/80, que dispõe sobre a cobrança judicial da


Dívida Ativa da Fazenda Pública, é utilizada para a execução que tenha por
objeto exclusivamente a cobrança de multa pecuniária, conforme a
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determinação do art. 94 da Lei Antitruste.


c) Incorreta, em razão da utilização da expressão “somente”, pois a execução
das decisões do Cade poderá ser promovida também na Justiça Federal do
Distrito Federal.
Art. 97. A execução das decisões do Cade será promovida na Justiça
Federal do Distrito Federal ou da sede ou domicílio do executado, à
escolha do Cade.
Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

e) Incorreta, em razão da utilização da palavra “não”.


Art. 101. O processo de execução das decisões do Cade terá preferência
sobre as demais espécies de ação, exceto habeas corpus e mandado de
segurança.

14. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto-TRT-1ªR/2016) Sobre os títulos de


crédito, é INCORRETO afirmar:
a) A perda ou extravio da duplicata obrigará o vendedor a extrair a triplicata.

b) O cheque apresentado para pagamento antes do dia indicado como data de


emissão não é pagável quando da sua apresentação.

c) No caso dos cheques, são nulos o seu endosso parcial e do sacado.

d) As empresas, individuais ou coletivas, fundações ou sociedades civis poderão


emitir faturas e duplicatas de prestação de serviços.

e) O cheque pode ser emitido à ordem do próprio sacador.

Comentários
Letra “b”.
b) Incorreta. O cheque é uma ordem de pagamento à vista, escrita e em
dinheiro. Então, o cheque é pagável à vista e considera-se não-estrita qualquer
menção em contrário. O chamado cheque “pré-datado” é pagável no dia da
apresentação, mesmo que este dia seja anterior ao dia indicado como data de
emissão, ou seja, o portador do cheque “pré-datado” ao apresentá-lo antes da
data nele indicada, receberá a quantia reclamada, já que o cheque é uma ordem
de pagamento à vista (art. 32). Acontece, que neste caso, o portador estará
sujeito a ação de dano moral, conforme jurisprudência do STJ.

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a) Correta, conforme o art. 23 da Lei das Duplicatas.


Art. 23. A perda ou extravio da duplicata obrigará o vendedor a extrair
triplicata, que terá os mesmos efeitos e requisitos e obedecerá às mesmas
formalidades daquela.

c) Correta, conforme a literalidade do art. 18, §único da Lei do Cheque.


Art . 18, § 1º São nulos o endosso parcial e o do sacado.
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d) Correta. Também há a previsão para a emissão da duplicata de prestação de


serviços, conforme o art. 20 da Lei das Duplicatas.
Art. 20. As emprêsas, individuais ou coletivas, fundações ou sociedades
civis, que se dediquem à prestação de serviços, poderão, também, na
forma desta lei, emitir fatura e duplicata.

e) Correta, conforme o art. 9º da Lei do Cheque. Então, o cheque poderá ser


emitido em favor do próprio sacador.
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Art . 9º O cheque pode ser emitido:

I - à ordem do próprio sacador;

II - por conta de terceiro;

Ill - contra o próprio banco sacador, desde que não ao portador.

15. (FCC/Juiz-TJ-CE/2014) Acerca do Conselho de Administração da


Sociedade Anônima, é correto afirmar:
a) Compete ao Conselho de Administração, entre outras atribuições, a eleição
dos membros da Diretoria e do Conselho Fiscal.
b) Compete ao Conselho de Administração, entre outras atribuições, fiscalizar
a gestão dos diretores e deliberar, quando autorizado pelo estatuto, sobre a
emissão de ações ou de bônus de subscrição. Esse órgão será composto por,
no mínimo, 3 (três) membros, eleitos pela Assembleia-Geral e destituíveis
por ela a qualquer tempo. Os membros do Conselho de Administração, até
o máximo de 1/3 (um terço), também poderão ser eleitos para cargos de
diretores, hipótese em que exercerão cumulativamente as funções dos dois
cargos.
c) É órgão obrigatório nas companhias abertas e nas companhias de economia
mista, mas de existência facultativa nas companhias de capital autorizado.
d) Na eleição dos membros do Conselho de Administração, é cabível a adoção
do processo de voto múltiplo a pedido de acionistas representantes de 0,1
(um décimo) do capital social com direito a voto, desde que exista previsão
no estatuto social e que o requerimento seja formulado até a data da
instalação da assembleia, salvo se houver oposição de acionistas
representantes de mais da metade do capital social com direito a voto.

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e) Os membros do Conselho de Administração deverão ser pessoas naturais


residentes no País e acionistas da companhia. Além disso, são inelegíveis
para o Conselho de Administração as pessoas impedidas por lei especial, ou
condenadas por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno,
concussão, peculato, contra a economia popular, a fé pública ou a
propriedade, ou a pena criminal que vede, ainda que temporariamente, o
acesso a cargos públicos, bem como as pessoas declaradas inabilitadas por
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ato da Comissão de Valores Mobiliários.


Comentários
b) Correta. Diversos dispositivos da Lei nº 6.404/76 tornam esta assertiva
correta. Vejamos:
Art. 142. Compete ao conselho de administração:

III - fiscalizar a gestão dos diretores, examinar, a qualquer tempo, os


livros e papéis da companhia, solicitar informações sobre contratos
Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

celebrados ou em via de celebração, e quaisquer outros atos;

VII - deliberar, quando autorizado pelo estatuto, sobre a emissão de ações


ou de bônus de subscrição;

Art. 140. O conselho de administração será composto por, no mínimo, 3


(três) membros, eleitos pela assembléia-geral e por ela destituíveis a
qualquer tempo, devendo o estatuto estabelecer

Art. 143. § 1º Os membros do conselho de administração, até o máximo


de 1/3 (um terço), poderão ser eleitos para cargos de diretores.

Esquematizando:

Conselho de
Administração (CA)

Regra: órgão
facultativo

Obrigatório: na Cia. aberta, na de


Deliberação colegiada - mín. 3
capital autorizado e na sociedade de
membros eleitos pela AG.
economia mista (art. 239)

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Mandato: prazo máx.3 anos. Permitido reeleição. Pode ser


destituído a qualquer tempo pela AG.

Representantes dos empregados podem ser membros, SE o


estatuto permitir.

Elege, destitui, fiscaliza os diretores e fixa suas atribuições


Conselho de
administração Delibera sobre emissão de ações e bônus de subscrição,
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quando o estatuto autorizar.

Autoriza a alienação de bens do ativo não circulante, a


constituição de ônus reais e a prestação de garantias a obrigações
de terceiros, SE o estatuto não for contrário

Convoca a AG quando julgar conveniente

Prazo de gestão: até 3 anos e permitida a reeleição


Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

Até 1/3 dos membros do CA podem ser eleitos diretores

Regra: qualquer diretor pode representar a Cia. O CA e


Diretores o estatuto podem regular seus atos.
Pode constituir mandatários, devendo especificar os
poderes no instrumento.

Estatuto define: Número de diretores (máx. ou mín.), modo


de substituição e atribuições e poderes de cada um.

a) Compete ao Conselho de Administração, entre outras atribuições, a eleição


dos membros da Diretoria e do Conselho Fiscal. Incorreta, pois os membros do
Conselho Fiscal são eleitos pela Assembleia Geral. Ao Conselho de
Administração compete a eleição e destituição dos diretores da companhia.
Art. 142. Compete ao conselho de administração:

II - eleger e destituir os diretores da companhia e fixar-lhes as


atribuições, observado o que a respeito dispuser o estatuto;

Art. 161. A companhia terá um conselho fiscal e o estatuto disporá sobre


seu funcionamento, de modo permanente ou nos exercícios sociais em
que for instalado a pedido de acionistas.
§ 1º O conselho fiscal será composto de, no mínimo, 3 (três) e, no
máximo, 5 (cinco) membros, e suplentes em igual número, acionistas ou
não, eleitos pela assembléia-geral.

c) É órgão obrigatório nas companhias abertas e nas companhias de economia


mista, mas de existência facultativa nas companhias de capital autorizado.
Incorreta. O Conselho de Administração é órgão obrigatório nas Companhias
Abertas, nas Companhias de Capital Autorizado e nas Sociedades de Economia
Mista.

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Art. 138, §2º. As companhias abertas e as de capital autorizado terão,


obrigatoriamente, conselho de administração.

Art. 239. As companhias de economia mista terão obrigatoriamente


Conselho de Administração, assegurado à minoria o direito de eleger um
dos conselheiros, se maior número não lhes couber pelo processo de voto
múltiplo.

d) Na eleição dos membros do Conselho de Administração, é cabível a adoção


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

do processo de voto múltiplo a pedido de acionistas representantes de 0,1 (um


décimo) do capital social com direito a voto, desde que exista previsão no
estatuto social e que o requerimento seja formulado até a data da instalação da
assembleia, salvo se houver oposição de acionistas representantes de mais da
metade do capital social com direito a voto. Incorreta, nos termos do art. 141
abaixo transcrito.
Art. 141. Na eleição dos conselheiros, é facultado aos acionistas que
representem, no mínimo, 0,1 (um décimo) do capital social com direito a
Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

voto, esteja ou não previsto no estatuto, requerer a adoção do


processo de voto múltiplo, atribuindo-se a cada ação tantos votos quantos
sejam os membros do conselho, e reconhecido ao acionista o direito de
cumular os votos num só candidato ou distribuí-los entre vários.

e) Os membros do Conselho de Administração deverão ser pessoas naturais


residentes no País e acionistas da companhia. Além disso, são inelegíveis para
o Conselho de Administração as pessoas impedidas por lei especial, ou
condenadas por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão,
peculato, contra a economia popular, a fé pública ou a propriedade, ou a pena
criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos, bem
como as pessoas declaradas inabilitadas por ato da Comissão de Valores
Mobiliários. Incorreta, pois tais características referem-se ao Conselho Fiscal.
Art. 162. Somente podem ser eleitos para o conselho fiscal pessoas
naturais, residentes no País, diplomadas em curso de nível universitário,
ou que tenham exercido por prazo mínimo de 3 (três) anos, cargo de
administrador de empresa ou de conselheiro fiscal.

§2º Não podem ser eleitos para o conselho fiscal, além das pessoas
enumeradas nos parágrafos do artigo 147, membros de órgãos de
administração e empregados da companhia ou de sociedade controlada
ou do mesmo grupo, e o cônjuge ou parente, até terceiro grau, de
administrador da companhia.
Art. 147. §1º São inelegíveis para os cargos de administração da
companhia as pessoas impedidas por lei especial, ou condenadas por
crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato,
contra a economia popular, a fé pública ou a propriedade, ou a pena
criminal que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos
públicos.

§2º São ainda inelegíveis para os cargos de administração de companhia


aberta as pessoas declaradas inabilitadas por ato da Comissão de Valores
Mobiliários.

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16. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto-TRT-1ªR/2016) Segundo o Código


Civil Brasileiro, relativamente às sociedades limitadas, as deliberações dos
sócios serão tomadas pelos votos correspondentes, no mínimo, a
a) três quartos do capital social, nos casos de pedido de concordata.

b) dois terços do capital social, nos casos de modificação do contrato social.


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c) dois terços do capital social, nos casos de pedido de concordata.

d) dois terços dos presentes, nos casos de destituição dos administradores.

e) três quartos do capital social, nos casos de incorporação ou fusão da


sociedade.

Comentários
Letra “e”, conforme o art. 1.071, VI c/c art. 1.076, I, do CC.
Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

Art. 1.071. Dependem da deliberação dos sócios, além de outras matérias


indicadas na lei ou no contrato: VI - a incorporação, a fusão e a
dissolução da sociedade, ou a cessação do estado de liquidação;
Art. 1.076. Ressalvado o disposto no art. 1.061 e no § 1o do art. 1.063,
as deliberações dos sócios serão tomadas: I - pelos votos
correspondentes, no mínimo, a três quartos do capital social, nos
casos previstos nos incisos V e VI do art. 1.071;

Quorum Assunto Código Civil

Modificação do contrato Art.1.071,V c/c


1.076, I
Mínimo de 3/4

do Capital Social Nomeação administrador sócio quando Art.1.071, V c/c


feita no contrato social 1.076, I

Fusão, incorporação, dissolução, ou Art.1.071,VI c/c


cessação do estado de liquidação. 1.076, I

17. (FCC/Juiz Substituto-TJ-GO/2015) João, Carlos e Antônio, titulares de


60% das ações ordinárias de uma sociedade anônima, resolveram firmar um
acordo de acionistas para disciplinar o exercício do direito de voto entre eles.
Numa determinada assembleia, João não compareceu, ao passo que Carlos
proferiu voto em contrariedade aos termos estipulados no acordo de acionistas,
previamente arquivado na sede da companhia. Nesse caso:
a) o acordo de acionistas é inválido e não produz nenhum efeito, pois esse tipo
de avença só pode versar sobre a compra e venda de ações, a preferência para
adquiri- las e o exercício do poder de controle.

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b) os participantes do acordo prejudicados pela ausência de João não poderão


votar com as ações dele, já que o direito de voto é pessoal e intransmissível.
c) o acordo de acionistas é inoponível à companhia, por ser parte estranha à
sua celebração.
d) o acordo de acionista poderá ser invocado para eximir os participantes do
acordo de eventual responsabilidade pelo exercício do direito de voto.
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e) o presidente da assembleia não deverá computar o voto de Carlos.


Comentários
e) Correta. Tendo em vista que o acordo de acionistas foi devidamente
arquivado na sede da empresa e, portanto, presume-se que seja de
conhecimento do presidente da assembleia, este não deverá computar o voto
de Carlos, que foi proferido em sentido contrário ao estipulado no acordo em
questão, conforme previsto no §8º do art. 118 da Lei nº 6.404/76 (LSA).
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Art. 118. Os acordos de acionistas, sobre a compra e venda de suas ações,


preferência para adquiri-las, exercício do direito a voto, ou do poder de
controle deverão ser observados pela companhia quando arquivados na
sua sede.
§8º. O presidente da assembléia ou do órgão colegiado de deliberação da
companhia não computará o voto proferido com infração de acordo de
acionistas devidamente arquivado.

a) Incorreta, pois conforme o caput do art. 118 da LSA, o acordo de acionistas


também poderá versa sobre o exercício do direito de voto.

Compra e venda de ações

Preferência para adquirir ações


Acordo de
acionistas sobre
O exercício do direito de voto

O poder de controle

b) Incorreta, pois o art. 118, §9º assegura à parte prejudicada o direito de votar
com as ações pertencentes ao acionista ausente ou omisso.
§9º. O não comparecimento à assembléia ou às reuniões dos órgãos de
administração da companhia, bem como as abstenções de voto de
qualquer parte de acordo de acionistas ou de membros do conselho de
administração eleitos nos termos de acordo de acionistas, assegura à
parte prejudicada o direito de votar com as ações pertencentes ao
acionista ausente ou omisso e, no caso de membro do conselho de
administração, pelo conselheiro eleito com os votos da parte prejudicada.

c) Incorreta, pois o caput do art. 118 da LSA determina que os acordos de


acionistas “deverão ser observados pela companhia quando arquivados na sua
sede”.

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d) Incorreta, pois segundo o §2º do art. 118 da LSA, “Esses acordos não
poderão ser invocados para eximir o acionista de responsabilidade no exercício
do direito de voto (artigo 115) ou do poder de controle (artigos 116 e 117)”.

18. (FCC/Julgador Administrativo Tributário-SEFAZ-PE/2015) Em


relação à constituição da companhia, nas sociedades anônimas,
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a) o subscritor na constituição só pode comparecer pessoalmente na assembleia


geral, vedada sua representação por procurador, ainda que com poderes
especiais, por se tratar de ato personalíssimo.
b) quando a constituição se der por subscrição pública, haverá necessidade de
prévio registro da emissão acionária no Banco Central, e a subscrição deverá
ser efetuada com a intermediação de instituições financeiras ou securitárias.
c) a constituição por subscrição particular do capital só poderá fazer-se por
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deliberação dos subscritores, exclusivamente em assembleia geral, tendo-se por


fundadores todos os subscritores que aderirem.
d) a incorporação de imóveis na constituição, para formação do capital social,
exige escritura pública.
e) entre outros requisitos preliminares, a constituição depende da subscrição,
pelo menos por duas pessoas, de todas as ações em que se divide o capital
social fixado no estatuto, bem como da realização, como entrada, de 10%, no
mínimo, do preço de emissão das ações subscritas em dinheiro.
Comentários
e) Correta. Refere-se aos requisitos preliminares tal como previsto no art. 80
da Lei nº 6.404/76.
Art. 80. A constituição da companhia depende do cumprimento dos
seguintes requisitos preliminares:

I - subscrição, pelo menos por 2 (duas) pessoas, de todas as ações em


que se divide o capital social fixado no estatuto;

II - realização, como entrada, de 10% (dez por cento), no mínimo, do


preço de emissão das ações subscritas em dinheiro;
III - depósito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro estabelecimento
bancário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, da parte do
capital realizado em dinheiro.

Parágrafo único. O disposto no número II não se aplica às companhias


para as quais a lei exige realização inicial de parte maior do capital social.

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Requisitos Modalidades de Providências


preliminares constituição complementares
(art. 80,LSA) (art.82 a 93, LSA) (art.94 a 99,LSA)

•Subscrição •Subscrição pública:


(promessa) do capital prévio registro dos •Não pode funcionar
social por pelo menos títulos de emissão na sem arquivar e
2 pessoas CVM. Intermediação de publicar os atos
•Entrada mín. 10% instituição financeira. constitutivos no
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em dinheiro do preço Somente Companhia Diário Oficial.


de emissão das ações. aberta. •Prazo de 30 dias
•Depósito no Banco do •Subscrição particular: após o arquivamento
Brasil do capital em não necessita de para a publicação
dinheiro. inscrição na CVM. Por dos atos e da
Assembleia ou escritura certidão de
pública. Companhia aquivamento - A SA
fechada ou aberta. estará
regularmente
constituída .
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a) Incorreta, pois o subscritor pode fazer-se representar na assembleia-geral


ou na escritura pública por procurador com poderes especiais (art. 90, LSA).
b) Incorreta, pois por subscrição pública há a necessidade de prévio registro da
emissão na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e não no Banco Central como
sugere a alternativa (art. 82, LSA).
c) Incorreta, pois a constituição da companhia por subscrição particular do
capital também poderá ser feita por deliberação dos subscritores por escritura
pública (ou assembleia geral), conforme o art. 88, LSA.
Art. 88. A constituição da companhia por subscrição particular do capital
pode fazer-se por deliberação dos subscritores em assembléia-geral ou
por escritura pública, considerando-se fundadores todos os subscritores.

d) Incorreta. De acordo com o art. 89 da LSA, a incorporação de imóveis para


formação do capital social não exige escritura pública.

19. (FCC/Juiz Substituto-TRT-6ªR/2015) Acerca da dissolução e liquidação


das sociedades limitadas,
a) se não estiver designado no contrato social, o liquidante poderá ser indicado
pelo juízo em que se processar qualquer execução ajuizada contra a sociedade
dissolvida, independentemente de deliberação dos sócios.
b) o liquidante deverá ser sócio ou administrador da sociedade, vedada a
designação de pessoa que lhe seja estranha.
c) sobrevindo causa legal de dissolução da sociedade, sua personalidade jurídica
extingue-se imediatamente, independentemente da realização dos atos de
liquidação.

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d) cuidando-se de sociedade constituída para funcionar por prazo determinado,


o vencimento do prazo de duração implica a sua dissolução, ainda que, vencido
o prazo e sem oposição de nenhum sócio, não seja promovida a sua liquidação.
e) operada a dissolução da sociedade, cumpre aos administradores providenciar
imediatamente a investidura do liquidante, mas ainda assim poderão concluir
os negócios inadiáveis, vedadas novas operações.
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Comentários
e) Correta. Esta alternativa está de acordo com o previsto no art. 1.036 do CC.
Ressalta-se que a sociedade limitada, na omissão de suas regras próprias, deve
valer-se das regras da sociedade simples, como neste caso. Também vale
destacar que caso os administradores realizem novas operações, serão
responsabilizados solidária e ilimitadamente.
Art. 1.036. Ocorrida a dissolução, cumpre aos administradores
providenciar imediatamente a investidura do liquidante, e restringir a
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gestão própria aos negócios inadiáveis, vedadas novas operações, pelas


quais responderão solidária e ilimitadamente.

a) e b) Incorretas, conforme disposto no art. 1.038 CC: "Se não estiver


designado no contrato social, o liquidante será eleito por deliberação dos sócios,
podendo a escolha recair em pessoa estranha à sociedade."
c) Incorreta. Conforme abaixo, a dissolução abrange três fases:

Liquidação Cancelamento da
pessoa jurídica

Dissolução-ato Averba-se no Partilha


(sentido estrito) registro de
inscrição

Portanto, com o registro da dissolução (ato) no órgão competente (RCPJ


ou RPEM), a sociedade ainda não perde a personalidade jurídica. Continua
sujeito de direito e é representada pelo liquidante – somente após o
arquivamento do registro da partilha dos bens é que ocorre a perda de
personalidade (arts. 51 e 1.109 do CC).
d) Incorreta, conforme o art. 1.033.
Art. 1.033 CC: Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:

I - o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem


oposição de sócio, não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se
prorrogará por tempo indeterminado.

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20. (FCC/Juiz Substituto-TRT-6ªR/2015) No que diz respeito à sociedade


anônima,
a) o número e o valor nominal das ações somente poderão ser alterados nos
casos de modificação do valor do capital social ou da sua expressão monetária,
de desdobramento ou grupamento de ações, ou de cancelamento de ações
autorizado pela lei.
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b) as ações da companhia poderão ter valores nominais diferentes.


c) o estatuto fixará o número das ações em que se divide o capital social, sendo
que, obrigatoriamente, as ações deverão ter valor nominal.
d) desde que aprovada pela Assembleia Geral, é permitida a emissão de ações
por preço inferior ao seu valor nominal.
e) a responsabilidade dos titulares de ações ordinárias é limitada ao preço de
emissão das ações subscritas ou adquiridas, mas todos os acionistas respondem
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solidariamente pela integralização do capital social, inclusive os titulares de


ações preferenciais ou de fruição.
Comentários
a) Correta. Esta alternativa está de forma literal ao art. 12 da Lei nº 6.404/76
(LSA).
Art. 12. O número e o valor nominal das ações somente poderão ser
alterados nos casos de modificação do valor do capital social ou da sua
expressão monetária, de desdobramento ou grupamento de ações, ou de
cancelamento de ações autorizado nesta Lei.

b) e c). Incorretas. As ações poderão ou não ter valor nominal – depende do


estatuto. Possuindo valor nominal, este será o mesmo para todas as ações da
companhia.
Art. 11. O estatuto fixará o número das ações em que se divide o capital
social e estabelecerá se as ações terão, ou não, valor nominal.

§2º. O valor nominal será o mesmo para todas as ações da companhia.

d) Incorreta, pois é vedada a emissão de ações por preço inferior ao seu valor
nominal.
Art. 13. É vedada a emissão de ações por preço inferior ao seu valor
nominal.

Art. 11. §3º. O valor nominal das ações de companhia aberta não poderá
ser inferior ao mínimo fixado pela Comissão de Valores Mobiliários.

e) Incorreta, pois a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao


preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.
Art. 1º A companhia ou sociedade anônima terá o capital dividido em
ações, e a responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao preço
de emissão das ações subscritas ou adquiridas.

Abaixo segue esquematização acerca dos valores das ações:

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Valor nominal: capital social dividido pelo nº de


ações. Mesmo valor para todas as ações

Preço de emissão: desembolso realizado pelo


Ações- subscritor como participação
sociedade
anônima Valor patrimonial: patrimônio líquido dividido pelo
número de ações.
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Vedada a emissão de ações por preço inferior ao seu


valor nominal

21. (FCC/Juiz Substituto-TRT-6ªR/2015) No que tange a transformação, a


fusão, a incorporação e a cisão das sociedades anônimas,
a) fusão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu
patrimônio para uma ou mais sociedades já existentes.
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b) é vedada a transformação de sociedade anônima em sociedade limitada, mas


admitida a transformação de sociedade limitada em sociedade anônima.
c) o ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem
parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas
obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a
companhia cindida, resguardado aos credores da companhia cindida o direito de
se oporem a essa estipulação na forma da lei.
d) havendo cisão total da companhia, com a extinção da companhia cindida, as
sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão pelas
obrigações da companhia extinta limitadamente à parcela do patrimônio que
absorveram.
e) a incorporação de sociedades resulta na criação de uma nova sociedade, com
personalidade jurídica distinta das sociedades incorporada e incorporadora, que
se extinguem no processo.
Comentários
c) Correta, conforme o §único do art. 233 da LSA.
Parágrafo único. O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades
que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão
responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem
solidariedade entre si ou com a companhia cindida, mas, nesse
caso, qualquer credor anterior poderá se opor à estipulação, em relação
ao seu crédito, desde que notifique a sociedade no prazo de 90 (noventa)
dias a contar da data da publicação dos atos da cisão.

A operação de cisão pode ser assim esquematizada:

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Operação oposta à fusão: fracionamento da sociedade.

Por analogia, emprega-se a LSA. O CC é omisso em relação


CISÃO à cisão
Sociedade A Cisão Total: todo o patrimônio é revertido para sociedades
novas ou já constituídas. Extinção da cindida
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Cisão parcial: só parte do patrimônio é revertido. A cindida


Sociedade B e não é extinta. Há apenas a divisão do capital.
Sociedade C

a) Incorreta. A definição de fusão está expressa no art. 228 da LSA:


Art. 228. A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades
para formar sociedade nova, que lhes sucederá em todos os direitos e
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obrigações.

b) Incorreta. Não existe essa limitação de transformação de sociedade em


sociedade limitada. A definição de transformação está no art. 220 da LSA:
Art. 220. A transformação é a operação pela qual a sociedade passa,
independentemente de dissolução e liquidação, de um tipo para outro.

Parágrafo único. A transformação obedecerá aos preceitos que regulam a


constituição e o registro do tipo a ser adotado pela sociedade.

d) Incorreta, conforme o Art. 229, §1º, LSA: Sem prejuízo do disposto no artigo
233, a sociedade que absorver parcela do patrimônio da companhia cindida
sucede a esta nos direitos e obrigações relacionados no ato da cisão; no caso
de cisão com extinção, as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio
da companhia cindida sucederão a esta, na proporção dos patrimônios líquidos
transferidos, nos direitos e obrigações não relacionados.
e) Incorreta. O conceito de incorporação está no art. 227.
Art. 227. A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades
são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e
obrigações.

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Uma ou mais sociedades são absorvidas por


outra

INCORPORAÇÃO A incorporadora assume todos os direitos e


Sociedade A obrigações

Há a extinção das incorporadas


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Sociedade B Sociedade C

22. (Prof. Wangney Ilco/2016) Em relação à atividade empresarial, assinale


a alternativa correta:
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a) O Código Civil de 2002, sob influência do direito italiano, adota a chamada


Teoria da Empresa para reger a atividade empresarial e conceitua a empresa
como a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens
ou de serviços.
b) Os profissionais liberais podem ser considerados empresários, desde que
estejam devidamente inscritos no Registro Público das Empresas Mercantis e a
organização dos fatores de produção seja mais importante que a atividade
pessoal por ele desenvolvida.
c) A pessoa física que exerce a atividade empresarial de maneira solitária,
embora esteja obrigada à inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas,
deve responder direta e ilimitadamente pelas obrigações e dívidas decorrentes
da sua atividade.
d) O indivíduo incapaz poderá exercer a atividade empresarial, desde que
representado ou assistido, mediante a devida autorização da Junta Comercial,
após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa, podendo a autorização
ser revogada pelo juiz.
e) A obrigatoriedade da inscrição no Registro Público das Empresas Mercantis
da respectiva sede, antes do início da atividade, é requisito indispensável para
caracterizar a pessoa física na condição de empresário.
Comentários
c) Correta. O Empresário individual deve ser inscrito no Cadastro Nacional das
Pessoas Jurídicas (CNPJ), mas não possui personalidade jurídica. Logo, os seus
bens particulares se confundem com os da empresa, possuindo, então,
responsabilidade direta e ilimitada.
a) O erro é sútil. O Código Civil não conceitua a empresa, mas tão somente o
empresário, segundo o art. 966.

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b) O profissional liberal é empresário quando a organização dos fatores de


produção for mais importante que a atividade pessoal desenvolvida (Aí
constitui Elemento de empresa), conforme o §único do art. 966. O registro na
Junta Comercial (RPEM) é declaratório e não constitutivo da condição de
empresário.
d) Incorreta. A autorização para o incapaz exercer a atividade empresarial é
dada pelo juiz e não pela Junta Comercial, conforme determina o art. 974, §1º
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do CC.
e) Incorreta. A inscrição dos atos constitutivos no Registro Público das Empresas
Mercantis é apenas declaratório; não é requisito para caracterizar o indivíduo
como empresário.

23. (Prof. Wangney Ilco/ 2016) A sociedade empresária Quincas Ltda. atua
no ramo de venda de embalagens plásticas e sua sede é na cidade do Goiânia.
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Quincas Ltda. resolver vender um de seus estabelecimentos localizado no


interior do Estado do Goiás, mediante contrato de trespasse. Porém, o
estabelecimento em questão possui dívidas de diversas naturezas,
regularmente contabilizadas. Acerca dessa situação e considerando a disciplina
do direito de empresa, é correto afirmar que:
a) Pelas dívidas, em razão da autonomia do estabelecimento e do princípio da
unicidade, só o próprio estabelecimento alienante se responsabilizará
solidariamente ao adquirente.
b) A sucessão empresarial pretendida engloba todas as dívidas do
estabelecimento, exceto as tributárias e trabalhistas.
c) Quando não houver bens suficientes para solver o passivo do
estabelecimento e nem o pagamento das suas dívidas, somente o
consentimento expresso dos credores poderá conferir eficácia ao contrato de
trespasse.
d) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, continuando o devedor primitivo solidariamente
obrigado pelo prazo de três anos, a partir, quanto aos créditos vencidos, da
publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.
e) Devido ao princípio constitucional da livre concorrência, o alienante do
estabelecimento poderá fazer concorrência ao adquirente, exceto se houver
proibição expressa no contrato de trespasse.
Comentários
b) Correta. Nosso gabarito. A sucessão empresarial (solidariedade) NÃO engloba
TODAS AS DÍVIDAS do empresário. Considera-se que a regra do art. 1.146 não
engloba as dívidas trabalhistas e as tributárias, que contam com regras próprias
– arts. 448 da CLT e 133 do CTN, respectivamente. Portanto, mesmo existindo
cláusulas pactuadas no contrato de trespasse regulando a responsabilidade por

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tais dívidas, nem o alienante e nem o adquirente, podem se valer de tais


cláusulas quando demandados ou pelo fisco ou pela Justiça do Trabalho. Os
efeitos das referidas cláusulas se restringem às partes pactuadas, no caso de
ação em regresso.
b) Incorreta. Para a execução mais eficiente de sua atividade econômica, a
sociedade empresária, como pessoa jurídica, muitas vezes constitui filiais.
Contudo, o patrimônio da sociedade continua um só, em respeito à unicidade
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patrimonial da pessoa jurídica. A autonomia de cada estabelecimento


empresarial da sociedade empresária refere-se somente às suas obrigações
tributárias, facilitando a fiscalização. Ou seja, é criado um CNPJ para cada filial,
mas que se vinculam ao CNPJ matriz da sociedade empresária, ok?
c) Incorreta. O consentimento dos credores pode ser tácito ou expresso (art.
1.145, CC).
d) Conforme o art. 1.146, a SOLIDARIEDADE entre o alienante e o adquirente,
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pelos débitos do estabelecimento, possui a duração de 1 (um) ano, quanto aos


débitos vencidos, contado da data de publicação do trespasse, quanto aos
débitos vincendos, contado da data do vencimento.
e) Como regra, é proibido ao alienante ou cedente do estabelecimento
empresarial fazer concorrência ao adquirente. Somente no caso de alienação é
permitida a CONCORRÊNCIA.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do
estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco
anos subseqüentes à transferência.

Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a


proibição prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.

24. (ESAF/ISS-RJ/2010) Sobre as sociedades anônimas, marque a opção


incorreta.

a) O voto é um direito essencial dos acionistas.

b) Na falta de declaração expressa em contrário, em matéria de capital social,


os bens transferem-se à companhia a título de propriedade.

c) O estatuto da companhia fechada pode impor limitações à circulação das


ações nominativas, contanto que regule minuciosamente tais limitações e
não impeça a negociação, nem sujeite o acionista ao arbítrio dos órgãos de
administração da companhia ou da maioria dos acionistas.

d) A companhia pode negociar com as próprias ações em caso de aquisição,


para permanência em tesouraria ou cancelamento, desde que até o valor do
saldo de lucro ou reservas, exceto a legal, e sem diminuição do capital social
ou por doação.

e) A sociedade anônima adota denominação social.

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Comentários

a) Incorreta. É o gabarito. O direito ao voto não é um direito essencial dos


acionistas, conforme art. 109, LSA. De forma geral, apenas as ações ordinárias
têm direito ao voto.

Art. 109. Nem o estatuto social nem a assembléia-geral poderão privar


o acionista dos direitos de:
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I - participar dos lucros sociais;

II - participar do acervo da companhia, em caso de liquidação;

III - fiscalizar, na forma prevista nesta Lei, a gestão dos negócios sociais;

IV - preferência para a subscrição de ações, partes beneficiárias


conversíveis em ações, debêntures conversíveis em ações e bônus de
subscrição, observado o disposto nos artigos 171 e 172;
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V - retirar-se da sociedade nos casos previstos nesta Lei.

Art. 110. A cada ação ordinária corresponde 1 (um) voto nas deliberações
da assembléia-geral.

Art. 111. O estatuto poderá deixar de conferir às ações preferenciais


algum ou alguns dos direitos reconhecidos às ações ordinárias, inclusive
o de voto, ou conferi-lo com restrições, observado o disposto no artigo
109.

b) Correta, conforme literalidade do art. 9º.

c) Correta, conforme literalidade do art. 36.

d) Correta, nesses termos:

Art. 30. A companhia não poderá negociar com as próprias ações.

§ 1º Nessa proibição não se compreendem: (...)

b) a aquisição, para permanência em tesouraria ou cancelamento, desde


que até o valor do saldo de lucros ou reservas, exceto a legal, e sem
diminuição do capital social, ou por doação;

e) Correta, conforme art. 3º.

Art. 3º A sociedade será designada por denominação acompanhada das


expressões "companhia" ou "sociedade anônima", expressas por extenso
ou abreviadamente mas vedada a utilização da primeira ao final.

25. (Prof. Wangney Ilco/ 2016) Em relação aos tipos de sociedades


existentes conforme o ordenamento jurídico nacional, assinale a alternativa
incorreta:

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a) Na sociedade em conta de participação, no caso de falência do sócio oculto,


a sociedade pode continuar, sendo regida pelas normas de contrato bilateral da
falência.
b) Somente sócio poderá exercer o papel de administrador da sociedade em
nome coletivo.
c) As disposições sobre Conselho de Administração, autorização para aumento
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do capital social e emissão de bônus de subscrição, presentes na Lei nº


6.404/76, não são aplicadas às sociedades em comandita por ações.
d) Na sociedade limitada, é permitida a designação de administrador por não-
sócio desde que permitida no contrato social.
e) A disposição contratual que atribui a administração da sociedade limitada a
todos os sócios não se aplica de pleno direito ao sócio que entrou posteriormente
na sociedade.
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Comentários
d) Incorreta. É o nosso gabarito. Atualmente, com a mudança trazida ao art.
1.061 do CC pela Lei 12.375/10, não há mais a necessidade de autorização
prévia no contrato social para a designação de administrador não-sócio da
sociedade limitada. Logo, nas sociedades limitadas a administração é permitida
a administradores não sócios.
Art. 1.061. A designação de administradores não sócios dependerá de
aprovação da unanimidade dos sócios, enquanto o capital não estiver
integralizado, e de 2/3 (dois terços), no mínimo, após a integralização .

a) Correta. Art. 994, §3º, CC.


§3o Falindo o sócio participante, o contrato social fica sujeito às normas
que regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido.

b) Correta, conforme previsto no Código Civil no seu art. 1.042, transcrito


abaixo:
Art. 1.042. A administração da sociedade compete exclusivamente a
sócios, sendo o uso da firma, nos limites do contrato, privativo dos que
tenham os necessários poderes.

c) Correta, conforme Art. 284 da Lei 6.404/76.


Art. 284. Não se aplica à sociedade em comandita por ações o disposto
nesta Lei sobre conselho de administração, autorização estatutária de
aumento de capital e emissão de bônus de subscrição.

e) Correta, de acordo com o dispositivo abaixo.


Art. 1.060, §único, CC. Parágrafo único. A administração atribuída no
contrato a todos os sócios não se estende de pleno direito aos que
posteriormente adquiram essa qualidade.

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26. (CESPE/Juiz do Trabalho-TRT-1ªR/2010) A concessão mercantil é o


contrato pelo qual pessoa física ou jurídica, sem relação de emprego,
desempenha, em caráter não eventual, a mediação para realizar negócios
mercantis, agenciando propostas ou pedidos, para transmiti-los ao concedente,
praticando ou não atos relacionados com a execução dos negócios.

Comentários
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Incorreta. Esta afirmativa se refere ao contrato de representação comercial e


não de concessão mercantil, nos termos da Lei nº 4.886, art. 1º: “Exerce a
representação comercial autônoma a pessoa jurídica ou a pessoa física, sem
relação de emprêgo, que desempenha, em caráter não eventual por conta de
uma ou mais pessoas, a mediação para a realização de negócios mercantis,
agenciando propostas ou pedidos, para, transmití-los aos representados,
praticando ou não atos relacionados com a execução dos negócios”.
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27. (Prof. Wangney Ilco/2016) Em relação ao contrato de uma sociedade,


assinale a alternativa correta:
a) Na sociedade simples, se o contrato social não determinar decisão unânime,
as modificações das cláusulas não-obrigatórias podem ser decididas por maioria
absoluta de votos.
b) Caso os documentos necessários ao registro sejam apresentados além do
prazo de 30 (trinta) dias, contado da lavratura dos atos respectivos, o registro
somente produzirá efeitos em 60 (sessenta) dias da data da sua apresentação.
c) Como cláusula obrigatória do contrato social, a constituição do capital social
pelos sócios deve ser efetivada exclusivamente em dinheiro e bens.
d) As regras sobre as reuniões dos sócios são cláusulas obrigatórias no contrato
social.
e) É nulo de pleno direito qualquer pacto separado, contrário ao disposto no
contrato social.
Comentários
a) Correta, conforme a parte final do art. 999 (As modificações do contrato
social, que tenham por objeto matéria indicada no art. 997, dependem do
consentimento de todos os sócios; as demais podem ser decididas por
maioria absoluta de votos, se o contrato não determinar a necessidade
de deliberação unânime.).
b) Incorreta. No caso de registro tardio dos atos constitutivos, ou seja, além
dos 30 dias da sua assinatura, ele só produzirá efeitos a partir da sua concessão
(art. 1.151, §2º). Assim, o empresário e a sociedade (simples ou empresária)
devem apresentar os documentos necessários ao registro no prazo de 30
(trinta) dias contados da lavratura dos atos. No caso de omissão ou demora,
o sócio ou qualquer interessado poderá ir ao RPEM/RCPJ e efetuar o

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registro dos atos constitutivos, respondendo por perdas e danos aqueles


obrigados a requerer o registro.

30 dias Regularidade

Lavratura (assinatura) Averbação pelo


dos atos constitutivos
registro
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Registro dos atos


Prazo final para levar constitutivos
os atos ao registro

c) Incorreta. Conforme art. 997, inciso III, o capital social pode compreender
qualquer espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária (por exemplo,
cessão de créditos).
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d) Incorreta. As regras sobre reuniões de sócios não estão previstas no art. 997,
como cláusulas obrigatórias.
e) Incorreta. O pacto separado, contrário ao disposto no contrato social, não é
nulo de pleno direito; ele apenas não tem eficácia perante terceiros. Ou seja,
tais pactos possuem validade perante os sócios signatários (art. 997, §único).

28. (Prof. Wangney Ilco/2016) A Companhia de Doces de Goiânia passou a


ser constituída por apenas um acionista, devido a determinado acontecimento
interno. Como consequência dessa unipessoalidade, assinale a alternativa
correta:
a) A companhia deve ser dissolvida por decisão judicial, se o mínimo de 2
acionistas não for reconstituído até a assembleia geral ordinária do ano
seguinte.
b) A companhia poderá ser transformada em empresário individual.
c) A companhia poderá ser dissolvida de pleno direito, se o mínimo de 2
acionistas não for reconstituído no prazo de um ano.
d) A companhia passa a ser considerada subsidiária integral, devendo requerer
mudança de seu registro na Junta Comercial.
e) A companhia deve ser dissolvida por decisão judicial, se o mínimo de 2
acionistas não for reconstituído no prazo de um ano.
Comentários
b) Correta. Por mais estranho que possa parecer, a sociedade anônima tratada
no enunciado desta questão pode requerer a sua transformação em empresário
individual ou EIRELI. Esta questão foi elaborada para abordar a situação tratada
no Enunciado nº 483 da Jornada de Direito Civil, cujo teor é o que se segue:

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Art. 1.033, parágrafo único: Admite-se a transformação do registro da


sociedade anônima, na hipótese do art. 206, I, d , da Lei n. 6.404/1976,
em empresário individual ou empresa individual de responsabilidade
limitada.

A) e E) Incorretas, pois a decisão pela dissolução da companhia é de pleno


direito em razão de sua unipessoalidade, e não por decisão judicial, conforme
art. 206 da Lei das SA.
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C) Incorreta, pois a reconstituição do mínimo de 2 acionistas é até a assembleia


ordinária do ano seguinte, e não no prazo de um ano (art. 206, LSA).
D) Incorreta. a sociedade subsidiária integral já “nasce” dessa forma quando
constituída por único acionista (sociedade brasileira) ou pode surgir de
conversão quando uma sociedade brasileira incorpora todas as suas ações que
compõem o capital social (arts. 251 e 252, LSA). Além disso, o caso de
unipessoalidade apresentado não significa que automaticamente a sociedade
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passa a ser uma subsidiária integral, pelo simples fato de possuir apenas um
acionista, ok?
Art. 206. Dissolve-se a companhia: I - de pleno direito: d) pela existência
de 1 (um) único acionista, verificada em assembléia-geral ordinária, se o
mínimo de 2 (dois) não for reconstituído até à do ano seguinte, ressalvado
o disposto no artigo 251;

29. (FCC / OAB-SP / 2005) O Departamento Nacional do Registro do


Comércio - DNRC é responsável:
a) pelo arquivamento dos atos constitutivos das sociedades empresárias e
inscrição de empresários individuais.
b) pela elaboração de normas procedimentais de arquivamento de atos de
sociedades empresárias.
c) pela fiscalização da regularidade de exercício da atividade empresária por
pessoas jurídicas.
d) pela aprovação e matrícula de tradutores juramentados, intérpretes,
leiloeiros, corretores e trapicheiros.
Comentários
Letra “b”. O Registro Público de Empresas Mercantis (RPEM) é composto pelo
Departamento Nacional de Registro de Comércio (DNRC) e Juntas Comerciais.
Atualmente, as funções do DNRC são exercidas pelo DREI – Departamento
de Registro Empresarial e Integração. A letra b) é a única alternativa que
representa uma ação normativa relacionada à atividade de registro de
empresas e à finalidade do DREI. Portanto, esta é a nossa resposta. As demais
alternativas referem-se à atividade atribuída às Juntas Comerciais e estão
previstas na Lei 8.934/94 que rege o RPEM. Porém, não vejo necessidade de
nos aprofundarmos no estudo do RPEM, seus órgãos e funções, porque

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significaria estudar detalhadamente a Lei 8.934/94. Isso, no meu ponto de vista,


não seria muito recomendável, considerando o enorme programa de
Empresarial.

Registro Público
das Empresas
Mercantis (RPEM)
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Departamento Nacional
de Registro de Comércio - Juntas Comerciais
DNRC*
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Função EXECUTORA E
Função SUPERVISORA,
ADMINISTRADORA do serviço
orientadora, normativa
de registro. Órgão estadual
e técnica.
com função de natureza federal.

30. (FGV/ICMS-RJ/2011) Com relação à representação comercial autônoma,


analise as seguintes afirmativas.
I. Para o exercício da atividade de representante comercial autônomo é
necessário o prévio registro no Conselho Regional dos Representantes
Comerciais.

II. O contrato de representação comercial passou a ser regido pelo Código Civil,
revogando- se a Lei n.º 4.886, de 9 de dezembro de 1965, que regulava, em
sede especial, as atividades dos representantes comerciais autônomos.

III. O representante comercial autônomo faz jus ao recebimento da comissão


quando for feito o pagamento dos pedidos ou propostas.

Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.

b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Comentários

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Letra “c”. O contrato de representação comercial autônoma é um contrato de


colaboração por aproximação, sendo regulado pela Lei nº 4.886/65.
I – Correta. O registro do representante comercial é obrigatório no Conselho
Regional dos Representantes Comerciais.

Art. 2º É obrigatório o registro dos que exerçam a representação comercial


autônoma nos Conselhos Regionais criados pelo art. 6º desta Lei.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Parágrafo único. As pessoas que, na data da publicação da presente Lei,


estiverem no exercício da atividade, deverão registrar-se nos Conselhos
Regionais, no prazo de 90 dias a contar da data em que êstes forem instalados.

II – Incorreta. A Lei 4.886/65 não foi revogada e continua em vigor.

III – Correta, conforme disciplinado no caput do art. 32 da Lei 4.886/65.


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Art. 32. O representante comercial adquire o direito às comissões quando


do pagamento dos pedidos ou propostas.

31. (FCC/ISS-SP/2012) Em relação à atividade empresarial e ao empresário,


é correto afirmar:
a) Quando a empresa não possui bens suficientes para saldar suas dívidas, em
regra os sócios respondem com seu patrimônio pessoal.
b) Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de
serviços.
c) É desnecessária a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas
Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade.
d) Os cônjuges podem contratar sociedade entre si, qualquer que seja o regime
de bens.
e) A sociedade adquire personalidade jurídica dois anos depois da inscrição, no
registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos.
Comentários
Letra “b”. Correta, conforme o art. 966 do CC, representando a definição de
empresário. É a positivação da chamada teoria da empresa.

Art. 966 do CC. Considera-se empresário quem exerce


profissionalmente atividade econômica organizada
para a produção ou a circulação de bens ou de
serviços.

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Letra “a”. Incorreta. O erro está na expressão “em regra”, pois a


responsabilidade pessoal dos sócios pelas dívidas da sociedade é uma exceção,
que implica na chamada Desconsideração da Personalidade Jurídica (art. 50,
CC). A regra é a separação patrimonial entre os bens dos sócios e da sociedade.
Letra “c”. Incorreta, pois a inscrição do empresário no RPEM da respectiva sede
é obrigatória antes do início de suas atividades, conforme o art. 967 do CC.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Letra “d”. Incorreta, pois nos regimes de separação obrigatória e no da


comunhão universal é vedada a contratação de sociedade pelos cônjuges, nos
termos do art. 977 do CC.

Os conjugês entre si Exceto quando:


(juntos) PODEM (regime de comunhão)
fazer parte de - Universal
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sociedade com terceiros -Separação Obrigatória

Letra “e”. Incorreta, pois o art. 985 do CC dispõe que “A sociedade adquire
personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da lei,
dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 1.150)”. Não existe esse prazo de 2 anos
mencionado na assertiva.

32. (FCC/ISS-SP/2012) Considere as proposições abaixo:


I. O contrato social pode excluir o sócio de participar dos lucros e das perdas.
II. O alienante do estabelecimento, salvo autorização expressa, não pode fazer
concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência.
III. Os administradores respondem solidariamente perante a sociedade e
terceiros prejudicados, independentemente de culpa, no desempenho de suas
funções.
a) Está correta APENAS a afirmativa I.
b) Está correta APENAS a afirmativa II.
c) Está correta APENAS a afirmativa III.
d) Estão corretas APENAS as afirmativas I e II.
e) Estão corretas APENAS as afirmativas II e III.
Comentários
Letra “b”.
I – Incorreta. O CC em seu art. 1.008 dispõe que “É nula a estipulação contratual
que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas”. Logo, há
vedação expressão à chamada Sociedade Leonina.

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II – Correta. Trata-se da chamada cláusula de não-restabelecimento ou de não-


concorrência prevista no art. 1.147 do CC. Esta norma objetiva proteger o
adquirente do estabelecimento da concorrência indevida ou ilícita do alienante.
Assim, na omissão do contrato sobre esse tema, o legislador proibiu a
concorrência do alienante pelo prazo de 5 anos.
III – Incorreta. O administrador deve ter no exercício de suas funções, o cuidado
e a diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na
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administração de seus próprios negócios. O CC prevê algumas hipóteses onde


o administrador será responsabilizado por seus atos. Assim, temos o art. 1.016,
pelo qual “Os administradores respondem solidariamente perante a
sociedade e os terceiros prejudicados, por culpa no desempenho de suas
funções”. Portanto, depende da prova de culpa do administrador a sua
responsabilidade solidária perante a sociedade e terceiros.

Limitação de poder averbada


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Ilimitada e
pessoal Prova de que o terceiro
(excesso de conhecia os poderes
poder)
Ato ultra vires -
evidentemente estranho

Responsabilidade Solidária e Culpa no desempenho de


dos ilimitada suas funções
administradores
Distribuição de lucros
ilícitos/fictícios

Operações em desacordo
com a maioria
Por perdas e
danos
Utiliza bens da sociedade
sem consentimento

33. (ESAF/Auditor–TCE-GO/2007) Na sociedade limitada, não existe


responsabilidade solidária dos sócios na realização do valor da quota, tampouco
pela integralização do capital social.
Comentários
Incorreta. Conforme o art. 1.052, os sócios são solidariamente responsáveis
pela integralização do capital social, ou seja, se um sócio não integralizar as
suas quotas sociais, todos serão responsáveis por integralizar o restante,
mesmo aquele que já integralizou as suas quotas.
Art. 1.052 do CC. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio
é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente
pela integralização do capital social.

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Restrita (limitada) ao valor


das quotas
Responsabilidade
dos sócios
Todos são solidários pela
integralização do capital social
Sociedade
Limitada
Sociedades simples -
subsidiariamente
Regras próprias
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Art. 1.052 a 1.087


Sociedade anônima - SE o
contrato social prever

34. (FCC/ISS-SP/2012) Considere as proposições abaixo:


I. O sócio que, a título de quota social, transmitir domínio, posse ou uso,
responde pela evicção; e, pela solvência do devedor, aquele que transferir
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crédito.
II. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da
sociedade, senão depois de executados os bens sociais.
III. O sócio, admitido em sociedade já constituída, exime-se das dívidas sociais
anteriores à admissão.
a) Está correta APENAS a afirmativa I.
b) Está correta APENAS a afirmativa II.
c) Está correta APENAS a afirmativa III.
d) Estão corretas APENAS as afirmativas I e II.
e) Estão corretas APENAS as afirmativas II e III.
Comentários
Letra “d”.
I – Correta, conforme previsto no art. 1.005 do CC. Representa uma proteção
ao adquirente da quota social transferida. Transferência a título de quota
social:
 De domínio, posse ou uso => o sócio responde pela evicção do direito
relativo ao bem integralizado ao capital social. Na evicção, ocorre a perda
total ou parcial do bem em favor de terceiro, o seu verdadeiro
proprietário.
 De crédito => o sócio responde pela solvência do devedor quando a
integralização de sua quota social se der na forma de títulos de crédito
de emissão de terceiros;
II – Correta, conforme o art. 1.024 do CC. Diz respeito ao chamado benefício
de ordem que consagra o princípio da separação patrimonial. É uma regra geral

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pela qual o sócio possui responsabilidade subsidiária e ilimitada em relação às


dívidas da sociedade.
III – Incorreta, pois o sócio que entrou na sociedade possui responsabilidade
ilimitada em relação às dívidas da sociedade, mesmo as anteriores ao seu
ingresso, conforme o art. 1.025 do CC (O sócio, admitido em sociedade já
constituída, não se exime das dívidas sociais anteriores à admissão.). No
entanto, vale ressaltar que o antigo sócio é solidário.
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Art. 1.003, §único. Até dois anos depois de averbada a modificação do contrato,
responde o cedente solidariamente com o cessionário, perante a sociedade
e terceiros, pelas obrigações que tinha como sócio.

35. (FCC/ISS-SP/2007) Uma sociedade limitada, com dois sócios, teve seus
atos constitutivos assinados, mas não arquivados no órgão competente. Não
obstante a falta de arquivamento, iniciou-se a operação empresarial. De acordo
Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

com o contrato social, os sócios podiam praticar isoladamente quaisquer atos


compreendidos no objeto da sociedade. Na eventualidade de a sociedade
contrair dívidas de natureza civil, o respectivo credor poderá satisfazer-se com
os bens
a) sociais, apenas.
b) pessoais de quaisquer dos sócios, mas não poderá penhorar bens sociais.
c) pessoais de quaisquer dos sócios, independentemente da existência de bens
sociais suficientes para liquidar a dívida.
d) sociais ou, subsidiariamente, de quaisquer dos sócios.
e) sociais ou do sócio que se obrigou pela sociedade, indistintamente.
Comentários
Letra “e”. Pelo enunciado observamos uma sociedade empresária sem
personalidade jurídica por não ter arquivado seus atos constitutivos no registro
competente. Deste modo, ela se sujeitará às regas da sociedade em comum
(art. 986), ok? Ainda pelo enunciado, a administração compete isoladamente a
cada um dos sócios. Deste modo, indaga-se acerca da responsabilidade pelas
dívidas da sociedade. Bem, na sociedade em comum, o sócio que praticou o ato
PODERÁ responder diretamente pelas dívidas da sociedade em comum por
estar excluído do benefício de ordem (art. 990 e art. 1.024). A regra da
subsidiariedade fica afastada. Logo, o credor poderá satisfazer-se com os bens
sociais (patrimônio especial) ou com os bens do sócio que contratou pela
sociedade, sem benefício de ordem (indistintamente).

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Pode responder
No caso de atos de gestão qualquer sócio
praticados, esgota-se os bens
da sociedade.
Todos os sócios -
SOLIDÁRIA e
ILIMITADAMENTE
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pelos DÉBITOS Subsidiária - Bens


sociais sóciais respondem

Sócio que contratou


- Excluído do
benefício de ordem

Pode responder
diretamente
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36. (FCC/ISS-SP/2007) A sociedade personificada, própria de atividades


empresariais e em que todos os sócios são solidariamente e ilimitadamente
responsáveis pelas dívidas sociais é denominada sociedade
a) de capital e indústria.
b) simples.
c) em comandita simples.
d) em comum.
e) em nome coletivo.
Comentários
Letra “e”. Conforme o Art. 1.039, somente pessoas físicas podem tomar parte
na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e
ilimitadamente, pelas obrigações sociais.
Letra “a”. Não existe atualmente a sociedade de capital e indústria, onde havia
a possibilidade de um sócio contribuir apenas com o seu trabalho para o capital
social.
Letra “b”. A sociedade simples não é sociedade empresária.
Letra “c”. Na sociedade em comandita simples, apenas o sócio comanditado
possui responsabilidade solidária e ilimitada.
Art. 1.045. Na sociedade em comandita simples tomam parte sócios de
duas categorias: os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária
e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados
somente pelo valor de sua quota.

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administração Sociedade em
comandita simples

Sócio Sócio
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Comanditado Comanditário

Resp. Investidor,
Empreendedor, Pessoa física
Ilimitada, Resp. Limitada
pessoa física ou jurídica
gerente (regra) ao valor da quota

Obs.: uma dica para não confundir os sócios: “O comanditário não é otário”. Lembrando
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que o comanditário tem responsabilidade apenas limitada.

Letra “d”. A sociedade em comum não possui personalidade jurídica.

37. (FCC/ISS-SP/2007) A recusa ao aceite de uma duplicata de prestação de


serviços
a) permite ao sacador que a proteste por falta de aceite, como condição para
cobrança do respectivo valor face ao endossatário.
b) impede que o título circule por meio de endosso, tendo em vista a
imperfeição da relação jurídica cambiária.
c) dá ao sacador o direito de reputá-la vencida antecipadamente e proceder a
sua cobrança judicial, desde que precedida do protesto por falta de
pagamento.
d) independe de maior formalidade quanto ao prazo e à forma de sua
efetivação.
e) poderá ser efetuada se os serviços houverem sido prestados de forma
comprovadamente viciada.
Comentários
Letra “e”. Como regra, o aceite na duplicata é obrigatório. O art. 8º da Lei das
Duplicatas elenca as hipóteses de exceção ao aceite no caso de mercadorias.

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ACEITE é obrigatório, exceto:


•Avaria ou não recebimento das mercadorias,
quando não expedidas ou não entregues.
•Vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou
na quantidade das mercadorias, devidamente
comprovados;
•Divergência nos prazos ou nos preços
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ajustados.

E o art. 21 refere-se à prestação de serviços, na mesma linha acima:


Art. 21. O sacado poderá deixar de aceitar a duplicata de prestação de
serviços por motivo de:

I - não correspondência com os serviços efetivamente contratados;

II - vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados,


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devidamente comprovados;

III - divergência nos prazos ou nos preços ajustados.

Letra “a”. Incorreta, pois não tem sentido o sacador protestar a duplicata como
condição de cobrar o endossatário. Na verdade, se a duplicata foi endossada e
depois não aceita pelo sacado, o protesto seria necessário para cobrar em
regresso o endossante e seus avalistas.
Art. 13, LD:

Por falta ou
recusa ao
aceite

Protesto Por falta de


Por falta de da
pagamento devolução
duplicata

Garante o direito
de regresso contra
endossantes e
avalistas

Letra “b”. Incorreta. Não existe essa relação entre a recusa de aceite e proibição
de endosso da duplicata. Basta lembrarmos do princípio da autonomia dos
títulos de crédito, pelo qual cada ato cambial é autônomo e independente em
relação aos demais.
Letra “c”. Incorreta, pois o protesto deve ser por recusa ao aceite.

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Letra “d”. Incorreta, pois a Lei das Duplicatas estabelece que a duplicata deverá
ser devolvida pelo comprador ao apresentante dentro do prazo de 10 (dez)
dias, contado da data de sua apresentação, devidamente assinada ou
acompanhada de declaração, por escrito, contendo as razões da falta do
aceite.
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38. (FGV/ICMS-RJ/2011) A respeito das patentes de invenção e de modelo


de utilidade, é correto afirmar que:

a) a invenção é considerada nova quando não compreendida no estado da


técnica. Para aferir a novidade, o conteúdo completo de pedido depositado
no Brasil, e não publicado, será considerado estado da técnica a partir da
data de depósito, mesmo não sendo publicado posteriormente.

b) o pedido de patente de modelo de utilidade poderá se referir a mais de um


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modelo principal, com inclusão de pluralidade de elementos distintos,


adicionais ou variantes construtivas ou configurativas, desde que mantida a
unidade técnico-funcional e corporal do objeto.

c) o pedido de patente de invenção depositado originalmente no Brasil, sem


reivindicação de prioridade e não publicado, assegurará o direito de
prioridade ao pedido posterior sobre a mesma matéria depositado no Brasil
pelo mesmo requerente ou sucessores, dentro do prazo de 1 (um) ano.

d) a concessão da patente ocorrerá depois de deferido o pedido e comprovado


o pagamento da retribuição correspondente, que deverá ocorrer no prazo
improrrogável de 30 (trinta) dias, expedindo-se a respectiva carta-patente.

e) durante o processo de exame, o pedido de patente originário do Brasil cujo


objeto interesse à defesa nacional será mantido em sigilo durante 18
(dezoito) meses contados da data de depósito ou da prioridade mais antiga,
quando houver, após o que será publicado.

Comentários

c) Correta, conforme o art. 17.

Art. 17. O pedido de patente de invenção ou de modelo de utilidade


depositado originalmente no Brasil, sem reivindicação de prioridade e não
publicado, assegurará o direito de prioridade ao pedido posterior sobre a
mesma matéria depositado no Brasil pelo mesmo requerente ou
sucessores, dentro do prazo de 1 (um) ano.

a) Incorreta. A primeira parte da assertiva está correta. Como vimos, há alguns


requisitos para que os bens sejam patenteáveis: novidade, atividade inventiva
e industriabilidade. Assim sendo, a invenção e o modelo de utilidade são
considerados novos quando não compreendido no estado da técnica, sendo

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desconhecidos de todos, no Brasil e no exterior. Contudo, a parte final da


alternativa está incorreta, pois é condição para fins de apurar a novidade que o
pedido seja publicado, mesmo que subsequentemente.

Art. 11. § 2º Para fins de aferição da novidade, o conteúdo completo de


pedido depositado no Brasil, e ainda não publicado, será considerado
estado da técnica a partir da data de depósito, ou da prioridade
reivindicada, desde que venha a ser publicado, mesmo que
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subseqüentemente.

b) Incorreta, nos termos do art. 23 da LPI. O pedido de patente de modelo de


utilidade deve se referir a um único modelo principal. O restante da assertiva
está correta.

Art. 23. O pedido de patente de modelo de utilidade terá de se referir a


um único modelo principal, que poderá incluir uma pluralidade de
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elementos distintos, adicionais ou variantes construtivas ou


configurativas, desde que mantida a unidade técnico-funcional e corporal
do objeto.

d) Incorreta. Deferido o pedido e comprovado o pagamento da retribuição


correspondente, a patente será concedida através da expedição da chamada
carta-patente. Agora, o prazo para pagamento da retribuição e respectiva
comprovação é de 60 (sessenta) dias contados do deferimento, podendo ser
prorrogado esse prazo por mais 30 (trinta) dias.

Art. 38. A patente será concedida depois de deferido o pedido, e


comprovado o pagamento da retribuição correspondente, expedindo-se a
respectiva carta-patente

§ 1º O pagamento da retribuição e respectiva comprovação deverão ser


efetuados no prazo de 60 (sessenta) dias contados do deferimento.

§ 2º A retribuição prevista neste artigo poderá ainda ser paga e


comprovada dentro de 30 (trinta) dias após o prazo previsto no parágrafo
anterior, independentemente de notificação, mediante pagamento de
retribuição específica, sob pena de arquivamento definitivo do pedido.

§ 3º Reputa-se concedida a patente na data de publicação do respectivo


ato.

e) Incorreta. Nos termos do art. 30, O pedido de patente será mantido em sigilo
durante 18 (dezoito) meses contados da data de depósito ou da prioridade mais
antiga, quando houver, após o que será publicado. Porém, esta regra comporta
uma importante exceção: quando o objeto interessar à defesa nacional, ele será
processado em caráter sigiloso e não estará sujeito às publicações previstas na
LPI.

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39. (ESAF/ISS-RJ/2010) Todas as operações abaixo envolvem ao menos


dois sujeitos de direito, exceto:

a) fusão.

b) incorporação.

c) cisão.
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d) compra e venda de ativos.

e) transformação.

Comentários

Letra “e”. Das alternativas acima, somente a transformação não envolve dois
sujeitos de direito ou duas pessoas jurídicas, já que por este tipo de operação
societária um tipo societário se transforma em outro.
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Mudança de tipo societário, independente de


dissolução e liquidação

Constituição e registro - regras do tipo social a


ser adotado

APROVAÇÃO UNÂNIME de sócios ou acionistas,


TRANSFORMAÇÃO se não prevista em contrato/estatuto

Tipo societário A Se prevista no contrato/estatuto, o sócio ou


acionista possui Direito de Retirada

LSA: ao se transformar em Cia pode renunciar


ao direito de retirada
Tipo societário B Não pode prejudicar os direitos dos credores
em qualquer caso

40. (ESAF/Auditor Fiscal do Trabalho/2003) Ao instituir a sociedade


simples, o Novo Código Civil:

a) adotou uma forma societária de estrutura menos complexa, própria para a


microempresa.

b) determinou que ela não pode ter filiais ou agências.

c) estabeleceu que o excesso de poderes dos administradores pode ser oposto


contra terceiro, provando-se que a limitação era conhecida deste.

d) permitiu que os poderes conferidos aos administradores pelo contrato social,


poderão ser alterados por voto de dois terços dos sócios.

e) impediu que os bens particulares dos sócios possam ser executados por
dívidas sociais, exceto os créditos trabalhistas e fiscais.

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Comentários

c) Esta é a nossa resposta. Se não houver nenhuma cláusula limitativa de poder


no contrato, os administradores podem praticar qualquer ato pertinente aos
objetivos da sociedade, salvo a oneração ou a venda de bens móveis quando
não for objeto da sociedade.

Caso o administrador atue com excesso de poder, a sociedade responderá


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

pelos danos causados, em tese. Isso porque o §único do Art. 1.015 do CC


estabelece algumas regras excepcionais, pelas quais o excesso de poder dos
administradores poderá ser oposto a terceiros e a sociedade não será
responsabilizada. Vejamos o que diz a norma:

Art. 1.015. Parágrafo único. O excesso por parte dos administradores


somente pode ser oposto a terceiros se ocorrer pelo menos uma das
seguintes hipóteses:
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I - se a limitação de poderes estiver inscrita ou averbada no registro


próprio da sociedade;

II - provando-se que era conhecida do terceiro;

III - tratando-se de operação evidentemente estranha aos negócios da


sociedade.

Assim, a alternativa está expressa no inciso II acima e está correta.


Percebemos que tanto o inciso II, quanto o I, representa uma limitação imposta
pela sociedade aos administradores. O inciso III representa a chamada
Teoria Ultra Vires. Notemos que o administrador praticaria ato não condizente
ao objeto social, e por isso seria responsabilizado diretamente pelo credor.

a) adotou uma forma societária de estrutura menos complexa, própria para a


microempresa. Não há como afirmar que a sociedade simples é uma estrutura
menos complexa introduzida pelo CC. Basta visualizarmos as disposições
previstas no CC (arts. 997 a 1.038). Além disso, não há qualquer disposição no
sentido de ser própria de microempresa. Em caso de dúvidas sobre esta
alternativa, ao verificar as demais opções, notaremos que o gabarito é a letra
“c”, de fato!

b) determinou que ela não pode ter filiais ou agências. Alternativa incorreta,
pois há previsão expressa no CC que permite a existência de filiais ou agências
para a sociedade simples, devendo-se cumprir alguns procedimentos.

Art. 1.000. A sociedade simples que instituir sucursal, filial ou agência na


circunscrição de outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas, neste deverá
também inscrevê-la, com a prova da inscrição originária.

Parágrafo único. Em qualquer caso, a constituição da sucursal, filial ou


agência deverá ser averbada no Registro Civil da respectiva sede.

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d) permitiu que os poderes conferidos aos administradores pelo contrato social,


poderão ser alterados por voto de dois terços dos sócios. Incorreta, pois não
existe esta previsão no CC. Além disso, de acordo com o contido no Art. 1.019,
é irrevogável os poderes conferidos aos administradores sócios em contrato
social.

Art. 1.019. São irrevogáveis os poderes do sócio investido na


administração por cláusula expressa do contrato social, salvo justa causa,
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reconhecida judicialmente, a pedido de qualquer dos sócios.

Parágrafo único. São revogáveis, a qualquer tempo, os poderes


conferidos a sócio por ato separado, ou a quem não seja sócio.

e) impediu que os bens particulares dos sócios possam ser executados por
dívidas sociais, exceto os créditos trabalhistas e fiscais. Cuidado, pois o Art.
1.024 do CC pode trazer esse entendimento se lido de maneira rápida e isolada.
Não se diz que há “impedimento”. Ele apenas estabelece o benefício de ordem
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para a execução de bens, pois primeiro executa-se os bens da sociedade, depois


caso os bens da sociedade não sejam suficientes para saldar as dívidas, os
sócios respondem pelo saldo na proporção em que participem das perdas
sociais, salvo cláusula de responsabilidade solidária (art. 1.023 do CC).
Alternativa incorreta.

Art. 1.023 do CC. Se os bens da sociedade não lhe cobrirem as dívidas,


respondem os sócios pelo saldo, na proporção em que participem das
perdas sociais, salvo cláusula de responsabilidade solidária.

Art. 1.024 do CC. Os bens particulares dos sócios não podem ser
executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens
sociais.

41. (FCC/ISS-SP/2007) O estabelecimento é definido como o “complexo de


bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade
empresária”. A partir dessa definição, extrai- se que a natureza jurídica do
estabelecimento é a de:
a) universalidade de fato, entendida como conjunto de bens pertencentes à
mesma pessoa, com destinação unitária.
b) universalidade de direito, entendida como o complexo de relações jurídicas
de uma pessoa, dotadas de valor econômico.
c) bem coletivo, entendido como o conjunto de bens singulares no qual são
mantidas as características individuais destes.
d) bem indivisível, entendido como aquele que se pode fracionar sem alteração
na sua substância ou diminuição considerável de valor.
e) pertença, entendido como bem que se destina, de modo duradouro, ao uso,
serviço ou aformoseamento de outro.

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Comentários
Letra “a”. O Estabelecimento Empresarial possui natureza jurídica
caracterizada por uma UNIVERSALIDADE DE FATO - pluralidade de bens
singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenha destinação unitária (art. 90,
CC), sendo, deste modo, OBJETO UNITÁRIO de direitos e negócios
jurídicos, translativos ou constitutivos. Isso significa que o estabelecimento
empresarial poderá ser objeto de um negócio, por exemplo, de arrendamento,
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ou de cessão, venda, alienação.

42. (FCC/ISS-SP/2007) O menor com dezesseis anos, titular de


estabelecimento empresarial mantido com economia própria,
a) poderá ser empresário se for emancipado.
b) poderá ser empresário se obtiver autorização judicial.
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c) poderá ser empresário se constituir pessoa jurídica para administrar o


estabelecimento.
d) é empresário.
e) não poderá ser empresário.
Comentários
Letra “d”. Nos termos do art. 972 do CC, “Podem exercer a atividade de
empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem
legalmente impedidos”. No caso em tela, o menor de dezesseis anos é
emancipado de forma automática ao observar os requisitos previstos em lei, no
caso o art. 5º do CC:
Art. 5º, §único. Cessará, para os menores, a incapacidade: V - pelo
estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego,
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha
economia própria.

Esclarecendo melhor, segundo a disciplina Civil, a emancipação pode ser:


 Voluntária: pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro.
 Judicial: pela sentença judicial, no caso de falta dos pais ou quando
houver divergência dos pais.
 Legal ou automática: nas hipóteses previstas no art. 5º, §único do CC:
casamento, exercício de emprego público efetivo, colação de grau em
ensino superior, estabelecimento civil ou comercial ou existência de
relação de emprego onde o menor de dezesseis anos tenha economia
própria.

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43. (FCC / PROCURADOR-TCE-PI / 2005) Além de dar a designação da


sociedade, compõe-se por nomes de sócios que são ilimitadamente
responsáveis pelas obrigações societárias:
a) marca.
b) denominação.
c) firma.
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d) título de estabelecimento.
e) aviamento.
Comentários
Letra “c”. Embora não muito claro, o enunciado refere-se ao nome empresarial.
Então, temos duas opções: firma ou denominação. As demais alternativas são
descartáveis. O enunciado também afirma que a espécie de nome empresarial
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em questão é composta dos nomes dos sócios que são ilimitadamente


responsáveis pelas obrigações da sociedade. Por regra prevista no art. 1.157 do
CC, aquela sociedade que possui sócios de responsabilidade ilimitada
operará sob FIRMA. Logo, a alternativa correta é a letra C.

44. (FCC/Promotor-MPE-AP/2006) Sabendo-se que uma empresa pode


adotar nome comercial do tipo firma individual, firma social e denominação,
assinale a alternativa correta entre os seguintes nomes comerciais:
a) Vivante Tecidos S.A (firma social);
b) Refinaria de Petróleo do Brasil LTDA (denominação);
c) Pereira, Alves e Cia (firma individual);
d) Cia de Tecidos da Amazônia (firma social).
Comentários
Letra “b”. Bem, por esta questão podemos concluir que a banca FCC adota como
espécies de nome empresarial: a firma individual, firma social e denominação.
Lembrando apenas que a FIRMA pode ser individual ou social (coletiva). Vamos
às alternativas!
b) Alternativa apresenta uma sociedade do tipo limitada, portanto pode
adotar firma ou denominação. No caso, trata-se de uma denominação, então
a alternativa está correta.
a) Alternativa refere-se a uma sociedade anônima, portanto deve adotar
DENOMINAÇÃO. A expressão S.A. designa uma sociedade anônima. Portanto,
a alternativa está incorreta.
c) A espécie de nome empresarial apresentado nesta alternativa é a firma social
ou coletiva, por figurar mais de um nome de sócio e pela expressão “Cia”. Logo
está incorreta.

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d) Alternativa trata de uma sociedade anônima, por adotar a denominação e


a expressão “Cia”, representando uma companhia. Alternativa incorreta.

45. (FCC / OAB-SP / 2005) Quanto à alienação de um estabelecimento


comercial, pode-se afirmar que
a) não é possível por se tratar de patrimônio indisponível de uma sociedade
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empresária.
b) implica o impedimento de o alienante fazer concorrência ao adquirente, no
prazo de 05 anos subseqüentes à transferência, salvo se tal condição tiver
sido expressamente dispensada pelo adquirente.
c) o adquirente do estabelecimento não ficará sub-rogado no pagamento das
dívidas anteriores à alienação.
d) o adquirente ficará sub-rogado nos créditos referentes ao estabelecimento,
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independentemente da publicação da transferência.


Comentários
b) Esta é a nossa resposta. Alternativa de acordo com o art. 1.147 do CC.
Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do
estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente,
nos cinco anos subseqüentes à transferência.

a) Incorreta. Afinal, já vimos vários dispositivos que tratam da alienação do


estabelecimento empresarial e, portanto, é um bem disponível.
c) Esta alternativa vai de encontro com o preconizado no Código Civil, que
determinada ao adquirente a sub-rogação (obrigado a dívida do devedor
original) do pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que
regularmente contabilizados (art. 1146). Portanto, a afirmativa está incorreta,
já que o adquirente responderá pelos débitos anteriores ao trespasse desde
que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo
solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.
d) A alternativa está incorreta, visto a necessidade da publicação da
transferência para tornar eficaz a cessão dos créditos. O art. 1149 do CC trata
do tema:
A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá
efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da
publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de
boa-fé pagar ao cedente.

46. (CESPE/Procurador-DPE-DF/2006) Julgue os itens que se seguem,


acerca da disciplina de contratos empresariais.

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Denomina-se mandato mercantil a avença jurídica firmada entre sociedade


empresária fabricante de bens de consumo e pessoa física para que esta,
mediante remuneração, angarie negócios, como, por exemplo, compra e venda
dos produtos fabricados pela primeira.

Comentários

Incorreta, pois esta definição seria de comissão mercantil (Art. 693. O


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contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens pelo


comissário, em seu próprio nome, à conta do comitente.). Segundo o Professor
Fabio Ulhoa Coelho, a definição de mandato mercantil é a seguinte:

“Mandato é o contrato pelo qual uma das partes (mandatário) se


obriga a praticar atos em nome e por conta da outra (mandante).
Será mercantil se pelo menos o mandante for empresário e se os
poderes outorgados habilitarem o mandatário à prática de atos
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negociais (cláusula ad negotia) ”

MANDATO MERCANTIL COMISSÃO MERCANTIL

Colaborador = Mandatário presta Colaborador = Comissário presta


serviços ao Fornecedor = Mandante serviços ao Fornecedor = Comitente

Mandatário pratica atos em nome e por Comissário pratica atos em nome


conta do mandante próprio, mas a conta do comitente

O adquirente dos produtos realiza O adquirente dos produtos realiza negócio


negócio com o mandante=fornecedor com o comissário=colaborador

REGRA- art. 697: Pelo inadimplemento ou insolvência do comprador, o colaborador


(mandatário ou comissário) não responde. Sua remuneração continua devida.

47. (FCC / Promotor-MPE-AP / 2006) Assinale a alternativa correta:


a) O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos
anteriores à transferência, desde que estejam regularmente contabilizados,
sendo que, a responsabilidade do credor primitivo permanecerá pelo prazo
de um ano, a contar da publicação da transferência, quando se referir a
créditos vencidos, ou a contar da data do vencimento da dívida, quando se
tratar de outros créditos;
b) O estabelecimento comercial é composto por bens corpóreos e incorpóreos,
sendo um complexo de bens organizados, podendo ser descentralizados,
desde que com o mesmo valor econômico que se traduz em um sobrepreço
do estabelecimento cujo valor agregado dá-se o nome de AVIAMENTO;

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c) O fundo de comércio é o conjunto de bens corpóreos e incorpóreos operado


pelo empresário, sendo sujeito de direito, portanto, tendo poder para
ingressar em juízo na defesa de seus interesses;
d) A natureza jurídica do estabelecimento empresarial é uma universalidade de
direito.
Comentários
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a) Correta. Alternativa literal ao art. 1146, e, portanto, correta.


b) A redação desta alternativa está meio confusa, porém devemos entender que
ela na essência está cobrando o entendimento acerca do aviamento, beleza? O
erro está no “desde que com o mesmo valor econômico” – não existe este
condicionante. Portanto, considerando o conceito de estabelecimento comercial
e de aviamento, a alternativa está incorreta, visto que o estabelecimento
comercial pode ser descentralizado e o empresário manter, além da sua sede,
filiais ou sucursais ou agências, contudo quando separados não terão o mesmo
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valor econômico quando reunidos, como vimos. Assim, não há essa condição de
terem o mesmo valor econômico.
c) O fundo de comércio tratado como sinônimo de estabelecimento empresarial
(ou comercial) é OBJETO DE DIREITO. O sujeito de direito é o empresário
ou sociedade empresária. Alternativa incorreta.
d) A natureza jurídica do estabelecimento empresarial é considerada como
universalidade de fato (art. 90, CC). É exatamente esta universalidade de
fato que o estabelecimento empresarial significa. Podemos dar o exemplo
clássico da biblioteca, na qual diversos livros unitários ou singulares são
reunidos para dar destinação, para dar finalidade à biblioteca (destinação
unitária). O mesmo ocorre com o estabelecimento, onde os bens que o compõe
são reunidos em prol do negócio empresarial, mas CONTINUAM COM AS SUAS
INDIVIDUALIDADES. Portanto, diz-se que o estabelecimento é um objeto
unitário, uma universalidade de fato. OK? Tentemos fazer esta relação:
BIBLIOTECA x ESTABELECIMENTO; LIVROS x BENS DO ESTABELECIMENTO
(galpões, veículos, maquinários, etc.).
Por universalidade de direito, entende-se como sendo o complexo de
relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico. Ou seja,
a lei vai determinar a reunião dos bens para um determinado fim, como por
exemplo, o espólio e a massa falida.

48. (FCC / ICMS-SP / 2013) Quanto ao estabelecimento:


a) No caso de seu arrendamento ou usufruto, não haverá vedação possível à
concorrência empresarial.
b) Não havendo autorização expressa, seu alienante não pode fazer
concorrência ao adquirente, nos dez anos subsequentes à transferência.

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c) Seu adquirente responde pelo pagamento dos débitos anteriores à


transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o
devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir,
quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data
do vencimento.
d) Não pode ele ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,
translativos ou constitutivos, ainda que compatíveis com sua natureza.
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e) Se transferido, a cessão de seus créditos produzirá efeitos em relação aos


respectivos devedores, desde o momento da publicação da transferência,
sendo ineficaz o pagamento se o devedor o fizer ao cedente, ainda que de
boa-fé.
Comentários
c) Correta. Já vimos esta disposição algumas vezes em questões, certo?
Percebam a importância de treinarmos questões anteriores. Muitas vezes elas
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se repetem; pelo menos parte delas. No caso, esta alternativa está conforme o
art. 1.146 do CC.
a) Incorreta. Em caso de arrendamento ou usufruto, a proibição de concorrência
empresarial é enquanto durar o respectivo contrato (art. 1.147, §único).
b) Incorreta. O prazo de duração é de 5 anos, conforme o art. 1.147 do CC.
d) Incorreta. Vimos que o estabelecimento empresarial pode ser objeto unitário
de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, compatíveis
com a sua natureza (art. 1.143).
e) Incorreta. É eficaz o pagamento que o devedor faz ao cedente se de boa-fé.
Assim, o devedor fica exonerado (art. 1.149).

49. (FCC/OAB-SP/2005) A Lei no 11.101/2005, que disciplina a recuperação


judicial e extrajudicial, bem como a falência,
a) aplica-se aos processos de recuperação judicial desde que não vencidas as
obrigações contraídas no âmbito da concordata.
b) aplica-se aos processos de falência e concordata ajuizados antes do início de
sua vigência.
c) aplica-se aos processos de falência ajuizados antes do início de sua vigência
apenas em relação aos crimes falimentares.
d) não se aplica aos processos de falência e concordata ajuizados antes do início
de sua vigência.
Comentários
Letra “d”. Não há previsão para o instituto da concordata na LF, a qual prevê
em substituição a recuperação judicial. Colocamos esta questão para tocar neste
assunto, pois a LF regula essa questão da “transição” da concordada para a

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recuperação, ok? Assim, o art. 192 da LF enfatiza que as suas disposições não
se aplicam aos processos de falência ou concordata ajuizados antes do início de
sua vigência e, portanto, devem seguir o rito do antigo diploma (Dec. Lei
7.661/45).

50. (FCC/Procurador – TCE - MA/2005) Sociedades que NÃO estão sujeitas


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ao regime falimentar previsto na Lei no 11.101/05:


a) cooperativas de consumo e companhias privadas concessionárias de serviço
público.
b) companhias prestadoras de serviços médico-hospitalares e sociedades
prestadoras de serviços educacionais.
c) fundações públicas e companhias privadas concessionárias de transporte.
d) sociedades de arrendamento mercantil e sociedades administradoras de
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cartões de crédito.
e) empresas públicas e sociedades de economia mista.
Comentários
Letra “e”. Das opções aicma, somente as empresas públicas e as sociedades de
economia mista encontram-se expressamente fora do regime falimentar
previsto na LF. Notemos, quanto a letra A, que a cooperativa que não está
sujeita à LF é a de crédito, e não a de consumo, ok?

51. (FCC/ICMS-MA/2016) Conforme a Lei no 11.101, de 09 de fevereiro de


2005, será decretada a falência do devedor a ela sujeito que, sem relevante
razão de direito, não paga, no vencimento, obrigação líquida materializada em
títulos executivos protestados, cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 salários-
mínimos na data do pedido de falência, salvo se o devedor provar, entre outras
hipóteses, que:
a) não possui bens penhoráveis.
b) a cobrança da dívida está prescrita.
c) sua atividade é relevante para o desenvolvimento social ou econômico do
País.
d) o valor dos seus bens supera o das suas dívidas.
e) o valor dos seus bens é, pelo menos, duas vezes superior ao das suas
dívidas.
Comentários
Letra “b”. Esta questão aborda as hipóteses de defesa para impedir a decretação
da falência no caso da Impontualidade Injustificada. Então, nesta hipótese,
temos títulos executivos protestados. É óbvio que uma linha de defesa é alegar

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a prescrição do título executivo, conforme apresentado na letra “b” e no art. 96,


II, da LF (Lei no 11.101/2005). Ou seja, a obrigação está prescrita. Vejamos:
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A questão torna-se fácil em razão das demais alternativas serem um “pouco


absurdas” como razões de defesa.

52. (FCC / Procurador do Estado-PGE-AM / 2010) Podem ser objeto de


pedido de restituição, nos termos da legislação falimentar,
a) os valores adiantados em razão de adiantamento de contrato de câmbio; o
bem empenhado pelo falido; e o bem em posse do falido que seja objeto de
arrendamento mercantil.
b) bem alienado fiduciariamente que esteja em posse do falido; a safra
empenhada pelo falido, ainda não colhida; e o bem objeto de arrendamento
mercantil em posse do falido.
c) a safra empenhada pelo falido, ainda não colhida; o bem objeto de
arrendamento mercantil em posse do falido; e os valores adiantados em
razão de adiantamento de contrato de câmbio.
d) bem alienado fiduciariamente que esteja em posse do falido; o bem objeto
de arrendamento mercantil em posse do falido; e os valores adiantados em
razão de adiantamento de contrato de câmbio.
e) bem alienado fiduciariamente que esteja em posse do falido; o bem
empenhado pelo falido; e o bem objeto de arrendamento mercantil em posse
do falido.
Comentários
Letra “d”. Sobre o contrato de alienação fiduciária, o art. 7º do Decreto-lei nº
911/69 estabelece que o credor fiduciário poderá pedir a restituição imediata do
bem alienado fiduciariamente no caso de decretação da falência do devedor
fiduciante. Ou seja, a alienação fiduciária em garantia representa um direito real
em garantia (art. 85, caput, LF). Da mesma forma que o leasing representa um

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direito real em garantia, visto que a propriedade do bem é da arrendadora.


Logo, a única alternativa que correta é a letra D. No mais, são hipóteses de
restituição:

Direito real sobre bem arrecadado de propriedade


de terceiro (art. 85, caput)
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Coisa vendida a crédito entregue ao falido nos 15


dias anteriores ao requerimento de falência, se ainda
RESTITUIÇÃO não alienada (art. 85, §único)
de ...
Adiantamento de contrado de câmbio ao
exportador (art. 86, II)

Valores entregues ao devedor pelo contratante de


boa-fé, quando o contrato for ineficaz ou revogado
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(art. 86, III e 136)

53. (FCC/ICMS-RJ/2014) No tocante à falência, é correto afirmar:


a) O juízo da falência é divisível de acordo com a natureza dos credores,
resolvendo-se separadamente os débitos garantidos com ônus real e os
quirografários, fiscais e trabalhistas.
b) A responsabilidade pessoal dos sócios de responsabilidade limitada, dos
controladores e dos administradores da sociedade falida, estabelecida nas
respectivas leis, será apurada autonomamente após a realização do ativo e
da prova de sua insuficiência para cobrir o passivo.
c) O juiz poderá, somente se provocado pelos credores nos autos da falência,
ordenar a indisponibilidade de bens particulares dos réus, proporcional ao
dano provocado, até julgamento final da ação de responsabilização.
d) A decretação da falência determina o vencimento antecipado das dívidas do
devedor e dos sócios, limitada e subsidiariamente responsáveis, exigindo-se
o total dos juros e convertendo-se as obrigações em moeda estrangeira para
moeda corrente nacional.
e) A decisão que decreta a falência da sociedade com sócios ilimitadamente
responsáveis também acarreta a falência destes, que ficam sujeitos aos
mesmos efeitos jurídicos produzidos em relação à sociedade falida e, por
isso, deverão ser citados para apresentar contestação, se assim o
desejarem.
Comentários
a) Incorreta. O juízo da falência é indivisível (art. 76, LF: “O juízo da falência
é indivisível e competente para conhecer todas as ações sobre bens, interesses
e negócios do falido, ressalvadas as causas trabalhistas, fiscais e aquelas não
reguladas nesta Lei em que o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo”).

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b) Incorreta e e) Correta. Conforme arts. 82 e 81, respectivamente. A


decretação da falência causa efeitos, e um deles tem a ver com a sociedade e
seus sócios. Quais as consequências para os sócios e administradores da
sociedade falida? A responsabilidade dos sócios de responsabilidade limitada,
administradores e controladores será apurada no próprio juízo da falência e NÃO
dependerá da realização do ativo e da prova de insuficiência para cobrir o
passivo; alternativa B incorreta por este motivo. Já o sócio de responsabilidade
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ilimitada é considerado falido, ficando sujeito aos mesmos efeitos que a


sociedade falida; logo, poderá apresentar contestação se assim o desejar.

Considerados falidos, ficando


Sócios de sob os efeitos da falência.
responsabilidade
Ilimitada Respondem até 2 anos da sua
retirada pelas dívidas não solvidas
até a data da falência (art. 81).
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Responsabilidade apurada no
próprio juízo da falência. Restrita
Sócios de à integralização das cotas.
Falência responsabilidade
Sociedade Limitada Não depende da realização do
ativo e da prova da insuficência para
cobrir o passivo

Ação de
responsabilização

Responsabilidades conforme o tipo


societário
Administradores e
controladores
Apurada no próprio juízo da
falência

c) O juiz da falência poderá ordenar a indisponibilidade dos bens particulares


dos réus até o julgamento da ação de responsabilização. Essa decisão pode ser
mediante interesse das partes ou de ofício (art. 82, §2º, LF). Incorreta, pois
afirma que a decisão de tornar indisponíveis os bens dos réus se dá “somente
se provocado pelos credores”.
d) O erro está em mencionar sócio de responsabilidade Limitada e subsidiária,
além de mencionar a exigência dos juros totais. Ora, se as dívidas são
antecipadas, os juros devem ser proporcionais, correto? Também não há sentido
em dizer que as dívidas do sócio de responsabilidade Limitada serão
antecipadas; afinal, é o sócio de responsabilidade Ilimitada quem sofre os
mesmos efeitos da falência da sociedade. Então, alternativa incorreta nos
termos do art. 77, LF: “A decretação da falência determina o vencimento
antecipado das dívidas do devedor e dos sócios ilimitada e solidariamente
responsáveis, com o abatimento proporcional dos juros, e converte todos

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os créditos em moeda estrangeira para a moeda do País, pelo câmbio do dia da


decisão judicial”.

54. (FCC/OAB-SP/2006) O prazo para o credor apresentar ao administrador


judicial a sua habilitação ou a sua divergência quanto ao crédito relacionado é
de 15 (quinze) dias, contados da:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

a) publicação do Edital.
b) intimação por via postal, com aviso de recebimento.
c) publicação do despacho do deferimento do processamento da recuperação
judicial.
d) realização da Assembléia para a Constituição do Comitê de Credores.
Comentários
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Letra “a”. Questão que trata da habilitação dos créditos na falência. Segundo o
§1º do art. 7º da LF, depois de publicado o edital contendo o resumo do
pedido e da decisão que defere a recuperação judicial e da sentença que decreta
a falência, com as respectivas relações de credores, corre o prazo de 15 dias
para os credores apresentarem ao administrador judicial suas habilitações ou
divergências.

55. (ESAF/Procurador-DF/2004) Numa sociedade limitada:


a) apenas sócios podem ser administradores.
b) a responsabilidade dos sócios é limitada ao valor de suas quotas, não
havendo solidariedade.
c) o conselho fiscal é obrigatório.
d) o capital social é dividido em ações.
e) mesmo após a integralização de todo o capital social, o patrimônio dos sócios
pode ser responsabilizado por obrigações da sociedade, no caso da
desconsideração da personalidade jurídica.
Comentários
Letra “e”. Esta é a nossa resposta. A alternativa está perfeita e trata da
desconsideração da personalidade jurídica. Em suma, o instituto da
desconsideração da personalidade jurídica resulta no afastamento temporário
da personalidade jurídica da sociedade, com a finalidade de alcançar e
responsabilizar diretamente o sócio pelas obrigações sociais e satisfazer os
credores. Está disciplinada no art. 50 do CC, bem como em outros diplomas
legais.
Art. 50 do CC. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado
pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz
decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe

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couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas


relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos
administradores ou sócios da pessoa jurídica.

a) Incorreta. Na sociedade limitada, a administração poderá ser atribuída a um


ou mais administradores designados em contrato social ou em ato separado.
Por disposição do Código Civil, é permitida a designação de
administradores não sócios. Portanto, há administradores profissionais,
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muito bem preparados que auxiliam o empresário e a sociedade empresária


para atingir os seus objetivos. Daí a permissão trazida pelo atual Código Civil.
Art. 1.061. A designação de administradores não sócios dependerá
de aprovação da unanimidade dos sócios, enquanto o capital não estiver
integralizado, e de 2/3 (dois terços), no mínimo, após a integralização.

b) Incorreta, nos termos do art. 1.052 do CC. A primeira parte está de acordo
com o CC. A segunda parte, até poderíamos considerar como correta, mas há a
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responsabilidade solidária pela integralização do capital social. Então, dizer que


não há solidariedade entre os sócios, também está incorreto. A princípio está
incorreta, mas para retirar as dúvidas, então teríamos que verificar as demais
alternativas. Lembrando que em provas da ESAF não é raro adotar-se o jargão
de concurseiro: “Marque a alternativa mais correta ou a menos incorreta.”.
Art. 1.052 do CC. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio
é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente
pela integralização do capital social.

c) o conselho fiscal é obrigatório. Incorreta. A existência do Conselho Fiscal


numa sociedade limitada depende de previsão no Contrato Social, ou seja, sua
existência é FACULTATIVA. Logo, esta alternativa está incorreta, pois o conselho
fiscal NÃO É OBRIGATÓRIO na sociedade limitada.
Art. 1.066 do CC. Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios,
pode o contrato instituir conselho fiscal composto de três ou mais
membros e respectivos suplentes, sócios ou não, residentes no País,
eleitos na assembléia anual prevista no art. 1.078.

d) o capital social é dividido em ações. Incorreta. O capital social das sociedades


limitadas é dividido em quotas iguais ou desiguais. O capital social das
sociedades anônimas e das sociedades em comandita por ações é que se divide
em ações (art. 1.055).

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Sócios são solidários pelo valor


exato dos bens, até 05 anos do
Contribuição em registro da sociedade
qualquer especie de bens
Proibida a contribuição em
serviços
Capital Dividido em quotas, Cada sócio pode possuir uma ou
social iguais ou desiguais mais quotas
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A quota não pode ser fracionada


A quota é indivisível em
relação à sociedade Mas pode ser partilhada quando
transferida a terceiro ou sócio

56. (FCC/Promotor de Justiça Substituto-MPE-PE/2014) Analise as


seguintes proposições acerca da participação do Ministério Público na falência e
na recuperação judicial:
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I. Na falência, qualquer que seja a modalidade de alienação do ativo do devedor,


o Ministério Público deverá ser intimado pessoalmente, sob pena de nulidade.
II. O Ministério Público pode apresentar ao juiz impugnação contra a relação de
credores elaborada pelo Administrador Judicial, mas não tem legitimidade para
pedir a retificação de quaisquer créditos após a formação do quadro-geral de
credores.
III. Contra o ato judicial que decretar a recuperação judicial caberá agravo, que
poderá ser interposto por qualquer credor e pelo Ministério Público.
IV. O Promotor de Justiça tem direito de voz nas deliberações da assembleia-
geral de credores, mas não tem direito de voto.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) I e IV.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) III e IV.
Comentários
Letra “c”.
I – Correta. Conforme o art. 142, §7º da LF. Assim, na falência, o MP será
intimado pessoalmente, sob pena de nulidade, em qualquer modalidade de
alienação.
II – Incorreta. A primeira parte da assertiva está correta, conforme o art. 8º da
LF. Já a parte final está incorreta, pois o MP poderá pedir a retificação do crédito
após a formação do quadro-geral de credores, nos casos de descoberta de

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falsidade, dolo, simulação, fraude, erro essencial ou, ainda, documentos


ignorados na época do julgamento do crédito ou da inclusão no quadro-geral de
credores, conforme o art. 19 da LF.
III – Correta. Literal ao art. 59, §2º da LF.
IV – Incorreta, pois o MP não pode interferir nos trabalhos da assembleia geral
de credores, muito menos votar; porém, poderá assistir os debates. Não há
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essa previsão de interferência do MP na LF.

57. (FCC/Promotor de Justiça Substituto-MPE-PE/2014) Acerca dos


processos de falência e de recuperação judicial, é correto afirmar:
a) Tanto na falência quanto na recuperação judicial, o juiz poderá nomear
pessoa jurídica especializada para o exercício das funções de Administrador
Judicial, não sendo obrigatória a nomeação de pessoal natural para o cargo.
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b) O Administrador Judicial poderá ser destituído por deliberação da


Assembleia-Geral de Credores, desde que obtida maioria em todas as classes
de credores.
c) Destituído o Administrador Judicial, compete ao Ministério Público o exercício
das suas atribuições até a nomeação do substituto.
d) O Administrador Judicial substituído sempre será remunerado
proporcionalmente ao trabalho realizado, mesmo se renunciar
injustificadamente ou for destituído de suas funções por desídia, culpa, dolo
ou descumprimento das suas obrigações.
e) Na falência, o Administrador Judicial não poderá, sem autorização judicial,
transigir sobre obrigações e direitos da massa falida e conceder abatimento
de dívidas, salvo se estas forem consideradas de difícil recebimento.
Comentários
a) É a nossa resposta. De fato, pessoa jurídica especializada pode ser
administrador judicial (art. 21, LF).
b) Incorreta, pois quem destitui o administrador judicial é o juiz, conforme art.
31 da LF, quando verificar desobediência aos preceitos da LF, descumprimento
de deveres, omissão, negligência ou prática de ato lesivo às atividades do
devedor ou a terceiros.
c) Incorreta. O §1º do art. 31 determina que no próprio ato de destituição ocorra
a nomeação de novo administrador judicial.
d) Incorreta, tendo em vista o disposto no art. 24, §3º da LF, posto que não
terá direito à remuneração SE renunciar sem relevante razão ou for destituído
de suas funções por desídia, culpa, dolo ou descumprimento das obrigações
fixadas na LF, hipóteses em que não terá direito à remuneração.

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e) Incorreta, pois mesmo que sejam consideradas de difícil recebimento, o


administrador judicial da falência não poderá transigir (fazer acordo) sobre
obrigações e direitos da massa falida e conceder abatimento de dívidas, sem
autorização judicial após ouvidos o Comitê e o devedor no prazo comum de 2
dias (art. 22, §3º).
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58. (FCC/Procurador Municipal-SP/2008) Analise as seguintes afirmativas


a respeito da recuperação judicial e da falência das sociedades empresárias:
I. A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação
judicial interrompe o curso da prescrição e suspende todas as ações e execuções
em face do devedor.
II. Não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência, as
obrigações a título gratuito e as despesas que os credores fizerem para tomar
parte na recuperação judicial ou na falência, salvo as custas judiciais
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decorrentes do litígio com o devedor.


III. Na classificação dos créditos na falência, os créditos decorrentes da
legislação do trabalho, limitados a 150 salários mínimos por credor e os
decorrentes de acidente de trabalho preferem aos créditos tributários, mas
estes não preferem aos créditos com garantia real até o limite do valor do bem
gravado.
IV. O juízo da falência é indivisível e competente para conhecer todas as ações
sobre bens, interesses e negócios do falido, dele sendo excluídas, apenas, as
causas fiscais.
V. Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do
pedido, ainda que não vencidos.
Estão corretas as afirmativas:
a) I, II e III.
b) I, III e IV.
c) I, IV e V.
d) II, III e IV.
e) II, III e V.
Comentários
Letra “e”.
I – A decretação da falência ou o deferimento do pedido de recuperação judicial
SUSPENDE, e não interrompe, o curso da prescrição e de todas as
ações/execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores
particulares do sócio solidário (art. 6º, LF). Incorreta.

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II – Correta, conforme art. 5º, LF: “Art. 5º Não são exigíveis do devedor, na
recuperação judicial ou na falência: I – as obrigações a título gratuito; II – as
despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou
na falência, salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor”.

Obrigações a
Obrigações título gratuito
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NÃO EXIGÍVEIS para tomar parte na


do devedor recuperação jud. ou na falência
Despesas dos
credores
EXCETO Custas Judiciais de litígio
contra o devedor

III – Correta, conforme a classificação creditícia presente no art. 83, LF.


Observar o nosso quadro de classificação dos créditos.
IV – Incorreta. O erro está na expressão “apenas”. Relembremos que há 5
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exceções ao juízo da falência (art. 76, LF):


1. Ações não reguladas pela Lei de Recuperação e Falências (LF) em
que a massa falida for autora ou litisconsorte ativa;
2. Ações que demandam quantia ilíquida (art. 3º, §1º, LF);
3. Reclamações trabalhistas (art. 114, CF);
4. Execuções tributárias ou fiscais (art. 187, CTN);
5. Ações de conhecimento em que é parte a União – a competência é
da justiça federal (art. 109, I, CF).
V – Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do
pedido, ainda que não vencidos. Correta, conforme a literalidade do art. 49 da
LF. Contudo, há exceções a essa regra:

Crédito excluídos da
rec. judicial.

Créditos de móveis ou
TRIBUTÁRIOS Adiantamento de imóveis objeto de
P/ a concessão da rec. contrato de câmbio ao alienação fiduciária ou
jud. precisa-se de exportador ( art. 49, arrendamento mercantil c/
certidões negativas de §4º c/c art. 86, II) cláusula de
débitos tributários (art. Objeto de pedido de irrevogabilidade ou
57, LF e 191-A, CTN). restituição. irretratabilidade (art. 49,
§3º)

59. (CESPE/Juiz Substituto-TJ-PB/2015) As disposições da chamada Lei


Ferrari, que rege a concessão comercial entre produtores e distribuidores de
veículos automotores de via terrestre, aplicam-se, por analogia, aos demais
contratos de concessão mercantil.

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Comentários

Incorreta. A chamada Lei Ferrari é a Lei nº 6.729/79, que dispõe sobre a


concessão comercial entre produtores e distribuidores de veículos automotores
de via terrestre. Sobre esta lei, é entendimento jurisprudencial no âmbito do
STJ de que ela não se aplica aos demais contratos de concessão mercantil, cujas
hipóteses diferem do contrato entre produtores e distribuidores de veículos
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automotores terrestres.

60. (FCC/Juiz do Trabalho Substituto-TRT-1ªR/2015) Ao Comitê de


Credores compete, nos casos de falência, entre as atribuições que a lei lhe
impõe,
a) avaliar os bens arrecadados.
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b) arrecadar os bens e documentos do devedor e elaborar o auto de


arrecadação.
c) examinar a escrituração do devedor
d) fiscalizar a administração das atividades do devedor, apresentando, a cada
40 dias, relatório de sua situação.
e) comunicar ao juiz, caso detecte violação dos direitos ou prejuízo aos
interesses dos credores.
Comentários
Letra E. De acordo com a alínea C do inciso I do art. 27 da Lei de Falências.
Art. 27. O Comitê de Credores terá as seguintes atribuições, além de
outras previstas nesta Lei:
I – na recuperação judicial e na falência:

a) fiscalizar as atividades e examinar as contas do administrador judicial;

b) zelar pelo bom andamento do processo e pelo cumprimento da lei;

c) comunicar ao juiz, caso detecte violação dos direitos ou


prejuízo aos interesses dos credores; (LETRA E)

d) apurar e emitir parecer sobre quaisquer reclamações dos interessados;

e) requerer ao juiz a convocação da assembléia-geral de credores;

f) manifestar-se nas hipóteses previstas nesta Lei;

Comentando as demais alternativas: As alternativas A, B e C, são atribuições


previstas para o Administrador Judicial conforme o art. 22 da Lei de Falências.
A alternativa D represente uma atribuição do Comitê de Credores
especificamente na recuperação judicial, no entanto o prazo previsto seria de
30 dias, e não de 40 dias como traz a alternativa.

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Art. 27. O Comitê de Credores terá as seguintes atribuições, além de


outras previstas nesta Lei: (...)

II – Na recuperação judicial:
a) Fiscalizar a administração das atividades do devedor, apresentando, a
cada 30 dias, relatório de sua situação;
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61. (FCC/Juiz do Trabalho-TRT-1ªR/2011) Na falência e na recuperação


judicial
a) os créditos com garantia real até o limite do bem gravado e as dívidas
tributárias preferem aos créditos derivados da legislação do trabalho de
qualquer valor.
b) compete ao juiz perante o qual se processam apurar o valor de todos os
créditos, para fins de inclusão na classe própria.
Cópia registrada para Ricardo Canassa (CPF: 052.711.239-95)

c) o magistrado da Justiça do Trabalho não poderá determinar reserva de


qualquer importância, ainda que lhe tenha sido possível estimar o valor
devido, para ulterior inclusão na classe própria.
d) é permitido pleitear, perante o administrador judicial, habilitação, exclusão
ou modificação de créditos derivados da relação de trabalho, mas as ações
de natureza trabalhista serão processadas perante a Justiça do Trabalho até
a apuração do respectivo crédito.
e) não se submetem a seus efeitos os créditos trabalhistas de valor superior a
cento e cinquenta salários mínimos.
Comentários
d) Correta, nos termos do §2º do art. 6º da LF, que assim determina:
Art.6º, §2º. É permitido pleitear, perante o administrador judicial,
habilitação, exclusão ou modificação de créditos derivados da relação de
trabalho, mas as ações de natureza trabalhista, inclusive as impugnações
a que se refere o art. 8o desta Lei, serão processadas perante a justiça
especializada até a apuração do respectivo crédito, que será inscrito no
quadro-geral de credores pelo valor determinado em sentença.

Vejamos a seguinte esquematização que se refere aos efeitos imediatos da


falência e da recuperação judicial:

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a) Incorreta, pois os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a


150 (cento e cinquenta) salários-mínimos e os decorrentes de acidentes de
trabalho possuem preferência, conforme art. 83 da LF.
Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem:

I – os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a 150 (cento


e cinqüenta) salários-mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes
de trabalho;

II - créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado;

III – créditos tributários, independentemente da sua natureza e tempo de


constituição, excetuadas as multas tributárias; (...)

b) Incorreta, pois compete ao administrador judicial a tarefa de “A verificação


dos créditos será realizada pelo administrador judicial, com base nos livros
contábeis e documentos comerciais e fiscais do devedor e nos documentos que
lhe forem apresentados pelos credores, podendo contar com o auxílio de
profissionais ou empresas especializadas” (Art. 7º da LF).
c) Incorreta. É exatamente ao contrário, conforme determinação do art. 6º, §3º
da LF, ou seja, o juiz trabalhista é competente para determinar a reserva da
importância estimada na recuperação judicial ou na falência:
Art. 6º, §3º. O juiz competente para as ações referidas nos §§ 1o e
2o deste artigo poderá determinar a reserva da importância que estimar
devida na recuperação judicial ou na falência, e, uma vez reconhecido
líquido o direito, será o crédito incluído na classe própria.

e) Incorreta. Os créditos trabalhistas (decorrentes da legislação do trabalho)


que excederem o valor de 150 salários-mínimos serão classificados como
créditos quirografários.

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Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem:


(...)

VI – créditos quirografários, a saber: c) os saldos dos créditos derivados


da legislação do trabalho que excederem o limite estabelecido no inciso I
do caput deste artigo;
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62. (FCC/Analista-BACEN/2006) NÃO estão sujeitos aos efeitos do plano de


recuperação judicial os créditos:
a) trabalhistas e os créditos relativos a operações garantidas por alienação
fiduciária de bens móveis ou imóveis.
b) titularizados pelo arrendador mercantil e pelo promitente vendedor de bem
imóvel cujo contrato contenha cláusula de irrevogabilidade.
c) garantidos por hipoteca, assim como os fiscais e trabalhistas.
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d) relativos a operações de empréstimos bancários realizados nos 15 dias


anteriores ao ajuizamento do pedido de recuperação.
e) decorrentes de fornecimento de matéria-prima ainda não vencidos na data
do deferimento do processamento do pedido de recuperação.
Comentários
Letra “b”. A questão versa sobre os credores que não estão sujeitos aos efeitos
da recuperação judicial, ou seja, quer saber aqueles que estão excluídos do
plano de recuperação judicial. Bem, conforme o art. 49, §3º da LF, a única
alternativa que apresenta situações onde os credores estão sujeitos aos efeitos
do plano de recuperação judicial é a letra B.

63. (FCC/Procurador-BACEN/2006) Após a concessão da recuperação


judicial pelo juiz competente, caso o devedor deixe de cumprir as obrigações
previstas no plano de reestruturação das dívidas,
a) os credores prejudicados poderão demandar a cobrança dos respectivos
créditos de acordo com as condições previstas no plano, sem possibilidade
de requerer a falência do devedor.
b) os credores prejudicados poderão demandar a cobrança dos respectivos
créditos de acordo com as condições e garantias originalmente contratadas,
se o descumprimento ocorrer 2 (dois) anos após a concessão da recuperação
judicial.
c) juiz poderá convolar a recuperação judicial em falência, mediante prévia
aprovação da Assembléia de Credores, na qual não votarão os credores
porventura já satisfeitos.
d) juiz poderá convolar a recuperação judicial em falência, se o
descumprimento do plano ocorrer mais de 2 (dois) anos após a concessão

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de recuperação judicial, sendo certo que todos os credores terão


reconstituídos seus direitos e garantias nas condições originalmente
contratadas.
e) juiz poderá convolar a recuperação judicial em falência, se o
descumprimento ocorrer nos 2 (dois) anos seguintes à concessão da
recuperação, sendo certo que, nessa hipótese, os credores prejudicados
terão reconstituídos seus direitos e garantias nas condições originalmente
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contratadas.
Comentários
Letra “e”. A questão trata da convolação da recuperação judicial em falência,
onde o juiz poderá decretar a falência durante o curso da recuperação. São
hipóteses de convolação (art. 73, LF):

Por deliberação da assembleia, aprovada por mais da


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metadade do valor dos créditos presentes.

Quando o devedor não apresentar o plano no prazo


Hipóteses de de 60 dias do deferimento do pedido
convolação em
falência
Rejeição do plano de recuperação pela assembleia de
credores

Descumprimento de qualquer obrigação assumida


no plano nos 2 anos após a sua concessão.

Notemos que o enunciado da questão trata da 4ª hipótese acima: “...o


devedor deixe de cumprir as obrigações previstas no plano de reestruturação
das dívidas”. Então, decretada a falência neste caso, os credores terão
reconstituídos seus direitos e garantias nas condições originalmente
contratadas, deduzidos os valores eventualmente pagos e ressalvados os atos
validamente praticados no âmbito da recuperação judicial (art. 61, §2º, LF). O
que é bastante lógico e razoável, certo? Assim, a alternativa E é a nossa
resposta.

64. (FCC / Juiz Substituto-TJ-SE / 2015) A empresa Logística XPTO Ltda.


ajuizou pedido de recuperação judicial. Na mesma decisão em que foi deferido
o processamento do pedido, o juiz mandou publicar edital contendo a relação
nominal dos credores, com a discriminação do valor atualizado e da classificação
dos créditos, conforme relação apresentada pelo próprio devedor com a petição
inicial. Publicado esse edital, previsto no art. 52, § 1º, da Lei nº 11.101/2005,
os credores terão o prazo de:
a) 45 dias para apresentar suas habilitações ou suas divergências quanto aos
créditos nele relacionados, devendo fazê-lo ao administrador judicial.

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b) 15 dias para apresentar suas habilitações ou suas divergências quanto aos


créditos nele relacionados, devendo fazê-lo ao administrador judicial.
c) 15 dias para apresentar suas habilitações ou suas divergências quanto aos
créditos nele relacionados, devendo fazê-lo ao juiz.
d) 45 dias para apresentar suas habilitações ou suas divergências quanto aos
créditos nele relacionados, devendo fazê-lo ao juiz.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e) 30 dias para apresentar suas habilitações ou suas divergências quanto aos


créditos nele relacionados, devendo fazê-lo ao comitê de credores, se
houver, ou, na sua falta, ao administrador judicial.
Comentários
Letra “b”. Esta questão aborda o prazo que os credores possuem para
apresentar as suas habilitações ou divergências. Assim, a alternativa correta é
a letra “b”, conforme o art. 7º, §1º, LF.
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Art. 7o A verificação dos créditos será realizada pelo administrador


judicial, com base nos livros contábeis e documentos comerciais e fiscais
do devedor e nos documentos que lhe forem apresentados pelos credores,
podendo contar com o auxílio de profissionais ou empresas
especializadas.

§ 1o Publicado o edital previsto no art. 52, § 1o, ou no parágrafo único


do art. 99 desta Lei, os credores terão o prazo de 15 (quinze) dias para
apresentar ao administrador judicial suas habilitações ou suas
divergências quanto aos créditos relacionados.

65. (FCC/Juiz Substituto-TJ-GO/2015) Acerca dos processos de falência e


de recuperação judicial de empresas, considere:
I. A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação
judicial não suspendem o prazo prescricional das ações e execuções em face do
devedor, mas obstam ao prosseguimento das ações já ajuizadas contra ele.
II. Não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na falência, as
despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação judicial ou
na falência, salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com o devedor.
III. O ato judicial que decreta a falência de sociedade acarreta a falência dos
seus sócios, mesmo os de responsabilidade limitada.
IV. É competente para homologar o plano de recupera- ção extrajudicial, deferir
a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo do domicílio do maior credor
do devedor.
V. O plano de recuperação deve ser apresentado pelo devedor em juízo no prazo
improrrogável de 60 dias da publicação da decisão que deferir o processamento
da recuperação judicial, sob pena de convolação em falência.
Está correto APENAS o que se afirma em

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a) II e V.
b) III e IV.
c) I e IV.
d) I e V.
e) II e III.
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Comentários
Letra “a”.
I – Incorreta. É exatamente o contrário: SUSPENDEM.
Art. 6º da Lei 11.101/05. A decretação da falência ou o deferimento do
processamento da recuperação judicial suspende o curso da
prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor,
inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário.
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II – Correta, conforme o art. 5º da LF.


Art. 5o Não são exigíveis do devedor, na recuperação judicial ou na
falência:

I – as obrigações a título gratuito;

II – as despesas que os credores fizerem para tomar parte na recuperação


judicial ou na falência, salvo as custas judiciais decorrentes de litígio com
o devedor.

III – Incorreta, pois somente o sócio de responsabilidade ilimitada é considerado


falido também, conforme a redação do art. 81. Os sócios de responsabilidade
limitada estarão sujeitos a apuração no juízo falimentar para verificar a sua
responsabilidade.
Art. 81. A decisão que decreta a falência da sociedade com sócios
ilimitadamente responsáveis também acarreta a falência destes,
que ficam sujeitos aos mesmos efeitos jurídicos produzidos em relação à
sociedade falida e, por isso, deverão ser citados para apresentar
contestação, se assim o desejarem.

IV – Incorreta, conforme o art. 3º da LF:


Art. 3o É competente para homologar o plano de recuperação
extrajudicial, deferir a recuperação judicial ou decretar a falência o juízo
do local do principal estabelecimento do devedor ou da filial de
empresa que tenha sede fora do Brasil.

V – Correta, conforme a literalidade do art. 53 da LF.

66. (FCC/Serviços Notariais-TJ-AP/2011) Quanto à recuperação


extrajudicial é correto afirmar:
a) plano pode abranger somente os credores signatários, hipótese em que pode
tratá-los de modo heterogêneo.

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b) Os atos praticados em cumprimento ao plano homologado judicialmente não


estão sujeitos a revogação, na hipótese de decretação de falência, ainda que
demonstrado prejuízo a outros credores.
c) plano deve contemplar o pagamento integral dos créditos trabalhistas no
prazo máximo de 1 ano a contar da homologação judicial.
d) Enquanto estiver cumprindo regularmente o plano homologado, o devedor
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não poderá ter sua falência decretada, ainda que a pedido de credor não
sujeito ao plano.
e) É a Assembleia Geral de Credores que aprova o plano, por meio de quorum
especial.
Comentários
Letra “a”. Típica questão que se resolve por eliminação. A alternativa
considerada correta pela banca não é tão simples de ser enxergada assim,
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porém as demais estão claramente incorretas. No mais, devemos ter sempre


em mente que o plano de recuperação extrajudicial representa uma
negociação amigável entre devedor e credores por ele selecionados,
exceto aqueles excluídos pela lei. Então, não se aplicam diversas regras rígidas
prevista para a recuperação judicial e falência, ok?
b) Incorreta, pois tais atos podem ser revogados (ineficácia subjetiva) se
praticados com a intenção de prejudicar os credores, devendo-se provar ainda
o conluio fraudulento entre o devedor e o terceiro que com ele contratar e o
efetivo prejuízo sofrido pela massa falida (art. 130, LF).
c) Esta alternativa refere-se ao plano de recuperação judicial, conforme o art.
54 da LF. Incorreta.
d) Conforme o art. 161, §4º, o credor não sujeito ao plano de recuperação
extrajudicial poderá pedir a decretação da falência do devedor.
e) A assembleia geral de credores é órgão previsto para a recuperação judicial
e falência (art. 35, LF). Incorreta.
a) plano pode abranger somente os credores signatários, hipótese em que pode
tratá-los de modo heterogêneo. Por eliminação, restou a letra A, que é o nosso
gabarito. Em regra, o plano de recuperação extrajudicial abrange somente os
credores que a ele aderem - os signatários. Porém, conforme o art. 163, “O
devedor PODERÁ, também, requerer a homologação de plano de recuperação
extrajudicial que obriga a todos os credores por ele abrangidos, desde que
assinado por credores que representem mais de 3/5 (três quintos) de todos
os créditos de cada espécie por ele abrangidos.”. Portanto, neste caso
poderá obrigar aqueles credores não signatários. Então, a primeira parte da
alternativa A está correta e clara neste dispositivo. Já a parte final da
alternativa, podemos inferir que esteja correta a partir da conclusão de que a
natureza do plano de recuperação extrajudicial é uma negociação entre devedor
e credor, onde o devedor é o único que possui a exata situação financeira e

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econômica pelas quais está passando. Deste modo, poderá tratar os credores
de maneira heterogênea, mesmo porque não há impedimento legal para isso e
nem a previsão de formas de tratar os credores. No mais, consideremos que
mesmo os credores de uma mesma classe possuem interesses distintos e
heterogêneos. Portanto, nosso Gabarito é a letra A.
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67. (FCC/ICMS-RJ/2014) Em relação aos crimes falimentares, é correto


afirmar:
a) Tão logo proferida a sentença penal condenatória falencial, notificar-se-á o
Registro Público de Empresas para tomar de imediato as medidas
necessárias para impedir novo registro em nome dos inabilitados atingidos
pela condenação.
b) A sentença que decreta a falência ou concede a recuperação judicial é
condição subjetiva de punibilidade das infrações penais falenciais.
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c) Os efeitos de que trata a condenação por crime falimentar não são


automáticos, devendo ser motivadamente declarados na sentença,
perdurando até cinco anos após a extinção da punibilidade, podendo, porém,
cessar antes pela reabilitação criminal.
d) A decretação da falência do devedor suspende a prescrição penal, cuja
contagem tenha iniciado com a concessão da recuperação judicial ou com a
homologação do plano de recuperação judicial.
e) Os crimes falimentares são de ação penal pública condicionada à
representação.
Comentários
c) Correta, conforme o art. 181, §1º da LF. Considerando que são efeitos
relevantes, necessitam ser motivados na setença, não podendo ser
automáticos.

Efeitos da condenação
por crime falimentar

Impedimento para
exercer cargo no Impossibilidade de
Inabilitação para a
conselho de gerir empresa por
atividade
administração, mandato ou gestão
empresarial
direitoria ou gerência de negócio
de sociedades

a) Evidentemente que a sentença penal condenatória de crime falimentar


necessita estar transitada em julgado para depois ser notificado o RPEM (art.
181, §2º, LF). Incorreta.

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b) Incorreta, pois a decretação da falência, o deferimento do pedido de


recuperação judicial e a homologação do plano de recuperação extrajudicial são
condições objetivas de procedimento da ação penal (art. 180).
d) O prazo prescricional é interrompido e não suspenso. Incorreta (art. 182,
§único).
e) Os crimes falimentares são de ação penal pública incondicionada, ou
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seja, não depende de qualquer requisito, nem de manifestação de qualquer


pessoa para ser promovida (art. 184, LF).

68. (FCC/Promotor de Justiça-MPE-CE/2009) Na falência, na recuperação


judicial e na recuperação extrajudicial de sociedades, os seus sócios, diretores,
gerentes, administradores e conselheiros, de fato ou de direito, bem como o
administrador judicial, equiparam-se ao devedor ou falido para todos os efeitos
penais decorrentes desta Lei, na medida da sua culpabilidade. Este texto, em
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face da Lei nº 11.101/2005, é:


a) parcialmente verdadeira, pela não abrangência da situação exposta nas
recuperações extrajudiciais de sociedades.
b) inteiramente verdadeira.
c) parcialmente verdadeira, pela não abrangência dos conselheiros de
sociedades na equiparação ao devedor ou falido para efeitos penais.
d) parcialmente verdadeira, pela não abrangência do administrador judicial na
equiparação ao devedor ou falido para efeitos penais.
e) inteiramente falsa, pois inexiste qualquer equiparação, para efeitos penais,
no que concerne ao devedor ou falido.
Comentários
Letra “b”. O enunciado está conforme o art. 179 da LF. Portanto, de fato, é uma
proposição inteiramente verdadeira – letra B é o nosso gabarito. Acrescenta-se
que quando a LF se refere a devedor ou falido compreende-se que engloba
também o sócio de responsabilidade ilimitada (art. 190, LF).

69. (ESAF/Procurador do DF/2007) Um traço característico da doutrina


societária contemporânea é a nítida distinção entre os regimes jurídicos das
companhias abertas e fechadas, bem como a aproximação destas às sociedades
limitadas. Essa aproximação, a propósito, evidencia-se, no Brasil, pela
minuciosa sistemática dedicada pelo Código Civil às limitadas. Diante desse
cenário, aponte, a seguir, a opção incorreta.

a) O estatuto da companhia fechada pode impor limitações à circulação das


ações nominativas, contanto que regule minuciosamente tais limitações e
não impeça a negociação, nem sujeite o acionista ao arbítrio dos órgãos de
administração da companhia ou da maioria dos acionistas.

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b) Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios, pode o contrato da


sociedade limitada instituir conselho fiscal.

c) A sociedade limitada, assim como a anônima fechada, independentemente


de seu objeto, registra-se na Junta Comercial.

d) Por aplicação supletiva do regime das sociedades por ações, a doutrina


admite, no âmbito das limitadas, a validade e a eficácia do acordo de
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cotistas.

e) Tanto na companhia fechada quanto na sociedade limitada, o sócio pode ser


representado na assembléia por procurador, desde que este seja sócio ou
advogado e, no caso da anônima, pode ainda ser administrador.

Comentários

Letra “c”. Lembrando que o enunciado pede a alternativa incorreta. Esta é a


nossa resposta, afinal uma sociedade limitada com objeto e atividade de
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sociedade simples deve ser registrada no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. A
sociedade anônima fechada sempre deve ser registrada na Junta Comercial,
pois independente do seu objeto ela será sempre empresária.

Art. 967 do CC. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro


Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua
atividade.

Art. 982 do CC. Parágrafo único. Independentemente de seu objeto,


considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, a
cooperativa.

Letra “a”. Correta. As ações ainda podem ser classificadas conforme à FORMA
DE TRANSFERÊNCIA de sua titularidade (art. 20, LSA):
 NOMINATIVAS: as ações circulam por meio de registro no livro próprio
da sociedade anônima emissora. É um ato formal (art. 31).
 ESCRITURAIS: são mantidas em contas de depósito em nome de cada
acionista junto a uma instituição financeira autorizada pela CVM. São
desprovidas de certificado (somente exibição do extrato) e circulam
pelo registro nos assentamentos da instituição financeira depositária (art.
35).
Bem, esta alternativa encontra-se de forma literal no Art. 36 da LSA.

Art. 36 da LSA. O estatuto da companhia fechada pode impor limitações


à circulação das ações nominativas, contanto que regule minuciosamente
tais limitações e não impeça a negociação, nem sujeite o acionista ao
arbítrio dos órgãos de administração da companhia ou da maioria dos
acionistas.

b) Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios, pode o contrato da


sociedade limitada instituir conselho fiscal. Correta. O enunciado afirma a
aproximação dos regimes da Companhia Fechada e da Sociedade Limitada. Esta
alternativa fala especificamente da sociedade limitada, e está correta conforme

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os Arts. 1.066 a 1.070 que dispõem sobre o Conselho Fiscal das Sociedades
Limitadas, órgão esse facultativo e que geralmente é mais usado pelas grandes
empresas, mesmo as LTDA. Portanto, para que haja o Conselho Fiscal é preciso
previsão contratual.

Art. 1.066 do CC. Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios,
pode o contrato instituir conselho fiscal composto de três ou mais
membros e respectivos suplentes, sócios ou não, residentes no País,
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eleitos na assembléia anual prevista no art. 1.078.

d) Por aplicação supletiva do regime das sociedades por ações, a doutrina


admite, no âmbito das limitadas, a validade e a eficácia do acordo de cotistas.
Correta. A LSA permite o acordo entre os acionistas, desde que sejam
arquivados na sede da Companhia. Como o Art. 1.053, § único do CC permite
que seja previsto no contrato social o uso das regras das sociedades anônimas
de maneira supletiva às limitadas, o acordo de acionistas pode ser válido e eficaz
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no âmbito das limitadas. No entanto, ressalto que o art. 997, §único do CC


trouxe expressamente a possibilidade do “pacto separado” caso o mesmo não
seja contrário ao contrato. Atente-se que esse pacto será nulo caso haja
previsão de exclusão de algum sócio de participar dos lucros (art. 1.008 do CC).

Art 997, §único do CC. É ineficaz em relação a terceiros qualquer pacto


separado, contrário ao disposto no instrumento do contrato.

Art. 1.008 do CC. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer


sócio de participar dos lucros e das perdas.

Art. 1.053 do CC. Parágrafo único. O contrato social poderá prever a


regência supletiva da sociedade limitada pelas normas da sociedade
anônima.

Art. 118 da LSA. Os acordos de acionistas, sobre a compra e venda de


suas ações, preferência para adquiri-las, exercício do direito a voto, ou
do poder de controle deverão ser observados pela companhia quando
arquivados na sua sede.

e) Tanto na companhia fechada quanto na sociedade limitada, o sócio pode ser


representado na assembléia por procurador, desde que este seja sócio ou
advogado e, no caso da anônima, pode ainda ser administrador. Correta. Na
limitada o sócio pode ser representado por outro sócio ou por advogado, desde
que a procuração seja registrada junto com a ata da reunião, enquanto que, na
companhia fechada pode ser procurador: acionista, administrador ou advogado
com as condições do art. 126, § 1º e na companhia aberta inclui-se ainda as
instituições financeiras.

Art. 1074 § 1º do CC. O sócio pode ser representado na assembléia por


outro sócio, ou por advogado, mediante outorga de mandato com
especificação dos atos autorizados, devendo o instrumento ser levado a
registro, juntamente com a ata.

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Art. 126 § 1º da LSA. O acionista pode ser representado na assembléia-


geral por procurador constituído há menos de 1 (um) ano, que seja
acionista, administrador da companhia ou advogado na companhia
aberta, o procurador pode, ainda, ser instituição financeira, cabendo ao
administrador de fundos de investimento representar os condôminos

Ressalta-se que segundo o entendimento doutrinário, consubstanciado no


Enunciado nº 484 da Jornada de Direito Civil, no caso de sociedade limitada,
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outra pessoa diversa do sócio ou advogado pode ser procuradora de sócio por
ocasião de reunião.

Enunciado 484, JDC. Art. 1074, § 1º: Quando as deliberações sociais


obedecerem à forma de reunião, na sociedade limitada com até 10 (dez) sócios,
é possível que a representação do sócio seja feita por outras pessoas além das
mencionadas no § 1º do art. 1.074 do Código Civil (outro sócio ou advogado),
desde que prevista no contrato social.
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70. (FGV/ICMS-RJ/2011) Com relação à alienação fiduciária em garantia,


analise as afirmativas a seguir:

I. Por meio do contrato de alienação fiduciária em garantia, o credor torna-se


proprietário do bem alienado e seu possuidor direto.

II. Não se admite a alienação fiduciária em garantia de bens imóveis.

III. No contrato de alienação fiduciária, não se admite cláusula que autoriza o


proprietário fiduciário a ficar com a coisa alienada em garantia, se a dívida não
for paga no vencimento.

Assinale:

a) se nenhuma afirmativa estiver correta.

b) se somente a afirmativa I estiver correta.

c) se somente a afirmativa II estiver correta.

d) se somente a afirmativa III estiver correta.

e) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

Comentários

Letra “d”.

I - Incorreta. Em um contrato de alienação fiduciária em garantia, o devedor


detém a posse direta e é o depositário do bem alienado fiduciariamente. Já o

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credor fiduciário, possui a propriedade e a posse indireta do bem. Neste sentido,


disciplina o Código Civil. Vejamos.

Art. 1.361, § 2o. Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o


desdobramento da posse, tornando-se o devedor possuidor direto da
coisa.

II - Incorreta. Tanto bem móvel quanto imóvel são objetos do contrato de


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alienação fiduciária em garantia. A Lei 9.514/97 regula o tema.

CAPÍTULO II

Da Alienação Fiduciária de Coisa Imóvel

Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico
pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a
transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade resolúvel de coisa
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imóvel.

III - Correta, nos termos do artigo 1.365 do Código Civil.

Art. 1.365. É nula a cláusula que autoriza o proprietário fiduciário a ficar


com a coisa alienada em garantia, se a dívida não for paga no
vencimento.

Somente o item III está correto.

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2 – Lista de Questões

1. (FCC/Juiz Substituto-TJ-PI/2015) João, empresário do ramo de venda


de sapatos, constituiu Paulo seu preposto, a fim de auxiliá-lo. Nesse caso, Paulo

a) presume-se autorizado, à falta de proibição expressa de João, a negociar por


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conta própria ou de terceiro.

b) pode fazer-se substituir no desempenho da preposição desde que isso não


tenha sido proibido, expressamente e por escrito, por João.

c) presume-se autorizado, perante terceiros, a receber em nome de João


papéis, bens e valores relacionados à empresa.

d) pode, mesmo sem autorização expressa de João, participar de operação do


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mesmo gênero da que lhe foi cometida, desde que o faça indiretamente.

e) é pessoalmente responsável pelas obrigações que contrair em nome de João,


ainda que o faça nos limites da preposição, sem dolo ou culpa.

2. (FCC/Juiz Substituto-TJ-PI/2015) Alberto emitiu um cheque nominal em


favor de Bruno, que, por sua vez, endossou o título a Carlos, subordinando o
endosso a determinada condição que anotou do verso da cártula. Carlos então
apresentou o cheque para pagamento ao banco sacado dentro do prazo legal.
Nesse caso, considerando que Alberto mantém fundos suficientes e disponíveis
para o pagamento, o banco sacado deve
a) pagar o cheque, mas desde que tenha sido previamente informado pelo
endossante ou pelo sacador sobre a realização da condição anotada na
cártula.
b) pagar o cheque, reputando-se não escrita a condição anotada na cártula pelo
endossante.
c) pagar o cheque, mas desde que lhe seja apresentada, pelo endossatário,
prova escrita da realização da condição anotada na cártula.
d) negar o pagamento, pois a anotação de condição pelo endossante da cártula
invalida o cheque.
e) negar o pagamento, pois a anotação de condição torna o cheque título causal,
impossibilitando, por consequência, a sua transmissão por endosso.

3. (FCC/Juiz-TJ-SE/2015) Considere as proposições abaixo acerca do nome


empresarial.

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I. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob


denominação social.
II. A sociedade anônima poderá adotar firma ou denominação social.
III. O nome de sócio que vier a falecer pode ser conservado na firma social.
IV. O nome empresarial não pode ser objeto de compra e venda.
V. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação.
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Está correto o que se afirma APENAS em:


a) II e V.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e IV.
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e) IV e V.

4. (FCC/Promotor de Justiça-MPE-PE/2002) Em tema de sociedades


anônimas, considere o que segue:
I. A Companhia cria, a qualquer tempo, títulos negociáveis, sem valor nominal
e estranhos ao capital social, que garantem aos seus titulares direito de
participação eventual nos lucros anuais dessa empresa.
II. A Companhia emite títulos nominativos que conferirão a seus titulares direito
de crédito contra ela, nas condições constantes da escritura de emissão e, se
houver, do certificado.
III. Os títulos negociáveis, emitidos pelas Companhias de capital autorizado,
conferindo a seus titulares, nas condições mencionadas no respectivo
certificado, direito de subscrever ações do capital social.
Esses títulos referem-se, respectivamente,
a) às ações ao portador, às ações nominativas, e às partes beneficiárias.
b) aos bônus de subscrição, aos commercial paper, e às debêntures.
c) às debêntures, às ações endossáveis, e às ações escriturais.
d) às partes beneficiárias, às debêntures, e aos bônus de subscrição.
e) aos commercial paper, às ações escriturais, e às ações endossáveis.

5. (FCC/Analista Judiciário-Área Judiciária-Execução de Mandatos-TRT-


18ªR/2008) A respeito da sociedade limitada, considere:
I. As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a
responsabilidade dos que expressamente a aprovaram.

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II. A deliberação em assembleia será obrigatória se o número de sócios for


superior a dois.
III. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou
diversas a cada sócio.
Está correto o que consta SOMENTE em:
a) I e III.
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b) I e II.
c) II e III.
d) I.
e) II.

6. (FCC/ICMS-MA/2016) A sociedade limitada tem o seu capital social


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dividido em quotas:
a) necessariamente iguais, sendo indivisíveis em relação à sociedade, mesmo
para efeito de transferência.
b) iguais ou desiguais, sendo divisíveis em relação à sociedade, para quaisquer
efeitos.
c) iguais ou desiguais, sendo indivisíveis em relação à sociedade, salvo para
efeito de transferência.
d) necessariamente iguais, sendo indivisíveis em relação à sociedade, salvo
para efeito de transferência.
e) iguais ou desiguais, sendo indivisíveis em relação à sociedade, mesmo para
efeito de transferência.

7. (FCC/ICMS-MA/2016) A administração da sociedade anônima compete:


a) prioritariamente ao conselho fiscal, ao qual se subordinam a diretoria e o
conselho de administração.
b) exclusivamente à diretoria, caso se trate de companhia aberta.
c) exclusivamente ao conselho de administração.
d) à diretoria e ao conselho de administração, ou somente à diretoria, conforme
dispuser o estatuto social.
e) à diretoria, ao conselho de administração e, se houver, ao conselho fiscal.

8. (FCC/Defensor Público-DPE-ES/2016) Pedro Silva Comércio de Roupa −


Empresa Individual de Responsabilidade Limitada − EIRELI alugou para moradia
de seus empregados um imóvel próximo ao estabelecimento, pelo prazo de

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Teoria e Questões comentadas
Prof.º Wangney Ilco – Aula 11

vinte e quatro meses, findo o qual o locador notificou a locatária de que não
mais lhe interessava a locação, concedendo 30 dias para desocupação do