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Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Disciplina: Contabilidade
Professora: Edméia Soares Pinto Scatola

Seminário Contabilidade Balanço Patrimonial.

Tema Grupo 3 - Passivo Circulante.

Integrantes do Grupo 3:

Fernanda Aparecida Ferreira - RA 0030481411014


Jéssica Ferraz Emilio - RA 0030481411021
Larissa Beatriz - RA 0030481411058
Louise Constantino - RA 0030481411027
Mariana Sabino - RA 0030481411032
João Vitor Neri - RA 0030481411023
Wagner Emilio - RA 0030481321046

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Balanço Patrimonial (Tema- Passivo Circulante)
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Sumário

1- INTRODUÇÃO ......................................................................................................................................... 3
2- DEFINIÇÃO - Passivo Circulante .............................................................................................................. 3
3- IMPORTÂNCIA DA LEGISLAÇÃO .............................................................................................................. 5
4- MUDANÇAS NO PASSIVO ....................................................................................................................... 6
5- ALGUMAS NORMAS REFERENTES AO PASSIVO CIRCULANTE SEGUNDO O CONSELHO FEDERAL DE
CONTABILIDADE ............................................................................................................................................ 6
6- EXEMPLO. .............................................................................................................................................. 9
7- CONCLUSÃO:.........................................................................................................................................10
8- REFERÊNCIAS ........................................................................................................................................11

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1- INTRODUÇÃO
O nosso foco de estudo é o grupo denominado como Passivo Circulante, esse grupo
faz parte do Balanço Patrimonial que auxilia a empresa, assim contabilizando todas as
operações que a mesma realizou até uma certa data, para que no final, após o Balanço
Patrimonial, se tenha a noção de quanto de direitos, bens e patrimônio líquido a
empresa possui.

2- DEFINIÇÃO - Passivo Circulante


O grupo de obrigações da entidade é chamado Passivo Circulante, e compreende as
obrigações conhecidas e estimadas que atendam a qualquer um dos seguintes
critérios:

 Tenham prazos estabelecidos ou esperados dentro do ciclo operacional da


entidade;
 Sejam mantidos primariamente para negociação;
 Tenham prazos estabelecidos ou esperados até doze meses após a data das
demonstrações contábeis. Há também os financiamentos para a aquisição de
direitos do ativo não-circulante, quando forem expirar no tempo de um próximo
exercício. No caso de o ciclo operacional da empresa ter duração maior do que o
do exercício social, a concepção terá por base o prazo desse ciclo.

São contas típicas desse grupo:

 Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias, Assistenciais a Pagar a Curto Prazo;


 Empréstimos e Financiamentos a Curto Prazo;
 Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo;
 Obrigações Fiscais a Curto Prazo;
 Demais Obrigações a Curto Prazo e
 Provisões a Curto Prazo.

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a) Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a Curto
Prazo – Compreende as obrigações referentes a salários ou remunerações,
bem como benefícios aos quais o empregado ou servidor tenha direito,
aposentadorias, reformas, pensões e encargos a pagar, bem como benefícios
assistenciais, com vencimento em até doze meses, inclusive os precatórios
decorrentes dessas obrigações.

b) Empréstimos e Financiamentos a Curto Prazo – Compreende as obrigações


financeiras da entidade a título de empréstimos, bem como as aquisições
efetuadas diretamente com o fornecedor, com vencimentos em até doze
meses.

c) Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo – Compreende as obrigações


junto a fornecedores de matérias-primas, mercadorias e outros materiais
utilizados nas atividades operacionais da entidade, bem como as obrigações
decorrentes do fornecimento de utilidades e da prestação de serviços, tais
como de energia elétrica, água, telefone, propaganda, alugueis e todas as
outras contas a pagar com vencimento em até doze meses, inclusive os
precatórios decorrentes dessas obrigações.

d) Obrigações Fiscais a Curto Prazo – Compreende as obrigações das


entidades com o governo relativas a impostos, taxas e contribuições com
vencimento em até doze meses.

e) Demais Obrigações a Curto Prazo – Compreende as obrigações da entidade


junto a terceiros não inclusas nos subgrupos anteriores, com vencimento em
até doze meses, inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.

f) Provisões a Curto Prazo – Compreende os passivos de prazo ou de valor


incertos, com prazo provável em até doze meses.

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3- IMPORTÂNCIA DA LEGISLAÇÃO
A busca ao aperfeiçoamento da legislação societária, em 2008, levou a edição da
medida provisória nº 449, em 2009, para a Lei ordinária federal nº 11.941/09, o que
modificou, principalmente, os grupos de contas do Balanço Patrimonial, que passaram
a ter a seguinte composição: Ativo ou Aplicações de Recursos, composto pelo Ativo
Circulante e Ativo não Circulante, este subdividido em Realizável a Longo Prazo,
Investimentos, Imobilizado e Intangível; Passivo ou Origens de Recursos, composto
por Passivo Circulante, Passivo não Circulante e Patrimônio Líquido.

Nova Estrutura Geral do Balanço Patrimonial segundo a Lei nº 11.638/07, MP nº


449/08 e Resolução CFC nº 1.121/08 é como consta a seguir:

ATIVO PASSIVO
Ativo Circulante Passivo Circulante
Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante

Investimento
Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Intangível Capital Social
(-) Gastos com Emissão de Ações
Reservas de Capital
Opções Outorgadas Reconhecidas
Reservas de Lucros
(-) Ações em Tesouraria
Ajustes de Avaliação Patrimonial
Ajustes Acumulados de Conversão
Prejuízos Acumulados

Vários estudiosos bem como organismos reguladores da área contábil têm buscado
por meio de normais, abordar formas de padronizar e melhorar a evidenciação das
informações contábeis, para que o entendimento dessas informações possa ser melhor
abordado por seus usuários.
Assim, as alterações introduzidas pelas leis federais nº. 11.638/07 e 11.941/09, na Lei
nº. 6.404/76, vieram com o objetivo de convergir as informações com as normas
internacionais e trazer transparência ao conteúdo do balanço patrimonial.

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4- MUDANÇAS NO PASSIVO

De acordo com a Lei n° 6.404/76 as contas do passivo eram classificadas em passivo


circulante, passivo exigível a longo prazo e resultados de exercícios futuros. Algumas
mudanças ocorreram com a Lei 11.941/09 quanto à essa classificação, e o passivo
passou a ser dividido em passivo circulante e passivo não-circulante. Assim, o passivo
exigível a longo prazo foi substituído pelo passivo não-circulante e o resultado de
exercícios futuros foi revogado.
Os critérios de avaliação do Passivo também sofreram mudanças com a lei 11.941/09.
Desse modo, foi vedada a disposição que relatava que as obrigações sujeitas a
correção monetária seriam atualizadas até a data do balanço, adicionando que as
obrigações, encargos e riscos classificados no passivo não-circulante serão ajustados
ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.

5- ALGUMAS NORMAS REFERENTES AO PASSIVO CIRCULANTE SEGUNDO O


CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE

69. O passivo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos
seguintes critérios:

(a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade
(duração de um exercício);
(b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado;

(c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço; ou
(d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo
durante pelo menos doze meses após a data do balanço (ver item 73). Os
termos de um passivo que podem, à opção da contraparte, resultar na sua
liquidação por meio da emissão de instrumentos patrimoniais não devem afetar
a sua classificação. (Redação alterada pela Resolução CFC n.º 1.376/11)
Todos os outros passivos devem ser classificados como não circulantes.

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70. Alguns passivos circulantes, tais como contas a pagar comerciais e algumas
apropriações por competência relativas a gastos com empregados e outros custos
operacionais são parte do capital circulante usado no ciclo operacional normal da
entidade. Tais itens operacionais são classificados como passivos circulantes
mesmo que estejam para ser liquidados em mais de doze meses após a data do
balanço. O mesmo ciclo operacional normal aplica-se à classificação dos ativos e
passivos da entidade. Quando o ciclo operacional normal da entidade não for
claramente identificável, pressupõe-se que a sua duração seja de doze meses.

71. Outros passivos circulantes não são liquidados como parte do ciclo operacional
normal, mas está prevista a sua liquidação para o período de até doze meses
após a data do balanço ou estão essencialmente mantidos com a finalidade de
serem negociados. Exemplos disso são os passivos financeiros classificados
como disponíveis para venda de acordo com a NBC TG 38 – Instrumentos
Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, saldos bancários a descoberto e a
parte circulante de passivos financeiros não circulantes, dividendos a pagar,
imposto de renda e outras dívidas a pagar não comerciais.

72. A entidade classifica os seus passivos financeiros como circulantes quando a sua
liquidação estiver prevista para o período de até doze meses após a data do
balanço, mesmo que:

(a) o prazo original para sua liquidação tenha sido por período superior a doze
meses; e
(b) um acordo de refinanciamento, ou de reescalonamento de pagamento a
longo prazo seja completado após a data do balanço e antes das
demonstrações contábeis serem autorizadas para sua publicação.

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73. Se a entidade tiver a expectativa, e tiver poder discricionário, para refinanciar ou
substituir (roll over) uma obrigação por pelo menos doze meses após a data do
balanço segundo dispositivo contratual do empréstimo existente, deve classificar
a obrigação como não circulante, mesmo que de outra forma fosse devida dentro
de período mais curto. Contudo, quando o refinanciamento ou substituição (roll
over) da obrigação não depender somente da entidade (por exemplo, se não
houver um acordo de refinanciamento), o simples potencial de refinanciamento
não é considerado suficiente para a classificação como não circulante e, portanto,
a obrigação é classificada como circulante. (Redação alterada pela Resolução
CFC n.º 1.376/11)

74. Quando a entidade quebrar um acordo contratual (covenant) de empréstimo de


longo prazo (índice de endividamento ou de cobertura de juros, por exemplo) ao
término ou antes do término do período de reporte, tornando o passivo vencido e
pagável à ordem do credor, o passivo é classificado como circulante mesmo que
o credor tenha concordado, após a data do balanço e antes da data da
autorização para emissão das demonstrações contábeis, em não exigir
pagamento antecipado como consequência da quebra do covenant. O passivo
deve ser classificado como circulante porque, à data do balanço, a entidade não
tem direito incondicional de diferir a sua liquidação durante pelo menos doze
meses após essa data. (Redação alterada pela Resolução CFC n.º 1.376/11)

76. Com respeito a empréstimos classificados como passivo circulante, se os eventos


que se seguem ocorrerem entre a data do balanço e a data em que as
demonstrações contábeis forem autorizadas para serem emitidas, esses eventos
qualificam-se para divulgação como eventos que não originam ajustes de acordo
com a NBC TG 24 – Evento Subsequente:
(a) refinanciamento para uma base de longo prazo;
(b) retificação de quebra de covenant (associação formada com vista a uma ação
comum) de empréstimo de longo prazo;

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(c) concessão por parte do credor de dilação de prazo para retificar a quebra de
covenant contratual (reenquadramento nos índices de endividamento e
cobertura de juros, por exemplo) de empréstimo de longo prazo, que termine
pelo menos doze meses após a data do balanço. (Redação alterada pela
Resolução CFC n.º 1.376/11)

6- EXEMPLO.

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7- CONCLUSÃO:

Dentro de uma empresa uma das coisas mais importantes e que sempre é necessário
é o Patrimônio Líquido. O quanto se pode investir, gerar lucro e arcar com as despesas
também estão incluídos nesse sistema¹, logo, nosso trabalho sobre passivo circulante,
fala sobre apenas um fragmento desse sistema.

O Passivo Circulante tem a finalidade de possibilitar o controle de obrigações ao curto


prazo que a empresa vai acumulando. Assim permitindo o registro adequado das
mesmas de uma forma que seja possível administrar as despesas e o Patrimônio
Líquido.

Esse controle das obrigações auxilia para que o giro de capital seja sempre uniforme e
crescente.

Observação¹: Um sistema é um conjunto de elementos interconectados, de modo a


formar um todo organizado.

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8- REFERÊNCIAS

Conselho Federal da Contabilidade - Nova Estrutura do Balanço.


Disponível em: <http://www.portalcfc.org.br/coordenadorias/camara_tecnica/faq/faq.php?id=2031>
Acesso: 28 ago. 2014 às 16:00.

ZANLUCA, Júlio César. Estrutura do Balanço Patrimonial.


Disponível em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/estruturabalanco.htm>
Acesso: 29 ago. 2014 às 16:40

BUGARIM, Maria Clara Cavalcante.


Resolução Conselho Federal de Contabilidade - CFC Nº 1.157 DE 13.02.2009.
Disponível em: <http://www.normaslegais.com.br/legislacao/resolucaocfc1157_2009.htm>
Acesso: 29 ago. 2014 às 17:00.

Publicação do Conselho Federal de Contabilidade.


Disponível em:
<www.cfc.org.br>
Acesso: 29 ago. 2014 às 17:30

Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público.


Disponível em:
<http://www3.tesouro.fazenda.gov.br/legislacao/download/contabilidade/Parte_V_DCASP2012.pdf>
Acesso: 29 ago. às 18:20

Balanço Patrimonial, DRE E DFC: Demonstrações Obrigatórias e a Utilização


Administrativa.
Disponível em: <http://sinescontabil.com.br/monografias/trab_profissionais/sergio_1.pdf>
Acesso: 29 ago. 2014 às 19:00

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Mudanças na Estruturação do Balanço Patrimonial: um Estudo Envolvendo as Leis n°
11.638/07 e n° 11.941/09.
Disponível em:
<http://www.convibra.com.br/upload/paper/adm/adm_1104.pdf>
Acesso: 29 ago. 16:10

Conceito de Passivo Circulante.


Disponível em:
<http://conceito.de/passivo-circulante#ixzz3BdWbn5FH>
Acesso 29 ago. 2014 às 17:40

Balanço Patrimonial Passivo, Vicente Sevilha Junior.


Disponível em:
<http://www.youtube.com/watch?v=ja_CQV_P5_Q>
Acesso 29 ago. 2014 às 17:35

Informe Econômico.
Disponível em:
<http://www.informeeconomico.com.br/conceitos/passivo-circulante/>
Acesso 30 ago. 2014 às 10:11

Instrumento de apoio gerencial, SEBRAE.


Disponível em:
<http://www.aspercontabilidade.com.br/downloads/custos_e_o_passivo_da_empresa.pdf>
Acesso 30 ago. 2014 às 11:00

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