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Secretaria de Estado da

Educação do Pará - SEDUC-PA

Professor (Comum a Todos)

Língua Portuguesa
Compreensão e interpretação de textos; ........................................................................................................................1
Denotação e conotação; ......................................................................................................................................................2
Figuras; ..................................................................................................................................................................................3
Coesão e coerência; .............................................................................................................................................................6
Tipologia textual; .............................................................................................................................................................. 10
Significação das palavras; ............................................................................................................................................... 16
Emprego das classes de palavras; ................................................................................................................................. 18
Sintaxe da oração e do período; ..................................................................................................................................... 44
Pontuação; ......................................................................................................................................................................... 54
Concordância verbal e nominal; .................................................................................................................................... 55
Regência verbal e nominal; ............................................................................................................................................. 58
Estudo da crase; ................................................................................................................................................................ 62
Semântica e estilística. ..................................................................................................................................................... 64
Redação Oficial. ................................................................................................................................................................. 67

Legislação
Lei Estadual nº 7442/2010 que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Profissionais da
Educação Básica da Rede Pública de Ensino do Estado do Pará..................................................................................1
Lei Estadual nº 5810/1994, que dispõe sobre o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da
Administração Direta, das Autarquias e das Fundações Públicas do Estado do Pará........................................... 10

Conhecimentos Didático-Pedagógicos
Fundamentos da Educação: conceitos e concepções pedagógicas, seus fins e papel na sociedade ocidental
contemporânea .....................................................................................................................................................................1
Principais aspectos históricos da Educação Brasileira ..................................................................................................9
Aspectos legais e políticos da organização da educação brasileira: as Diretrizes Curriculares Nacionais e suas
implicações na prática pedagógica................................................................................................................................. 14
Estatuto da Criança e do Adolescente............................................................................................................................ 43
LDB Lei Federal nº 9394/96 e alterações posteriores ............................................................................................... 77
Parâmetros Curriculares Nacionais ............................................................................................................................... 92
Educação, trabalho, formação profissional e as transformações da Educação Básica........................................119
Função histórica e social da escola: a escola como campo de relações (espaços de diferenças, contradições e
conflitos), para o exercício e a formação da cidadania, difusão e construção do conhecimento ......................124
Organização do processo didático: planejamento, estratégias e metodologias, avaliação; Avaliação como
processo contínuo, investigativo e inclusivo ..............................................................................................................127
A didática como fundamento epistemológico do fazer docente .............................................................................147
O currículo e cultura, conteúdos curriculares e aprendizagem, projetos de trabalho........................................151
Interdisciplinaridade e contextualização ....................................................................................................................162
Multiculturalismo ............................................................................................................................................................166

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A escola e o Projeto Político Pedagógico .....................................................................................................................169
O espaço da sala de aula como ambiente interativo; a atuação do professor mediador; a atuação do aluno como
sujeito na construção do conhecimento ......................................................................................................................176
Planejamento e gestão educacional. Gestão da aprendizagem ...............................................................................191
O Professor: formação e profissão ...............................................................................................................................196
A pesquisa na prática docente ......................................................................................................................................198
A educação em sua dimensão teórico-filosófica: filosofias tradicionais da Educação e teorias educacionais
contemporâneas ..............................................................................................................................................................214
As concepções de aprendizagem/aluno/ensino/professor nessas abordagens teóricas ..................................218
Principais Teorias e práticas na educação; As bases empíricas, metodológicas e epistemológicas das diversas
teorias de aprendizagem; Contribuições de Piaget, Vygotsky e Wallon para a psicologia e pedagogia ..........218
Psicologia do desenvolvimento: aspectos históricos e biopsicossociais ...............................................................222
Temas contemporâneos: bullying, o papel da escola, a escolha da profissão, transtornos alimentares na
adolescência, família, escolhas sexuais .......................................................................................................................233
Ética Profissional .............................................................................................................................................................258

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
Compreensão e interpretação de relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
textos; código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
Interpretação de Texto
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
dúvidas.
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
Uma interpretação de texto competente depende de
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
surpreendentes que não foram observados anteriormente.
primeiro, algumas definições importantes:
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
Texto
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
televisão também são formas textuais.
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
Interlocutor
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
É a pessoa a quem o texto se dirige.
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
Texto-modelo
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
da sua vida.”
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
(Revista Capricho)
interpretacao-texto.html
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
Questões
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem.
O uso da bicicleta no Brasil
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
A linguagem informal típica dos adolescentes.
oferecem mais vantagens.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
assunto;
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
prioridade sobre os automotores.
leitura;
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
menos duas vezes;
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
04) Inferir;
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
autor;
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
compreensão;
claro, nos impostos.
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
questão;
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
interpretacao-de-textos-em-provas/
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção Respostas
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não 1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, Denotação e conotação;
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão Denotação e Conotação
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A A língua portuguesa é rica, interessante, criativa e versátil,
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e encontrando-se em constante evolução. As palavras não
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas sim
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos uma variedade de significados, mediante o contexto em que
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de ocorrem e as vivências e conhecimentos das pessoas que as
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender utilizam.
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para A significação das palavras não é fixa, nem estática. Por meio
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, da imaginação criadora do homem, as palavras podem ter seu
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com significado ampliado, deixando de representar apenas a ideia
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos original (básica e objetiva). Assim, frequentemente remetem-
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. nos a novos conceitos por meio de associações, dependendo de
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) sua colocação numa determinada frase. Observe os seguintes
exemplos:
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de
locomoção nas metrópoles brasileiras A menina está com a cara toda pintada.
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra Aquele cara parece suspeito.
devido à falta de regulamentação.
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido No primeiro exemplo, a palavra cara significa “rosto”, a parte
incentivado em várias cidades. que antecede a cabeça, conforme consta nos dicionários. Já no
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela segundo exemplo, a mesma palavra cara teve seu significado
maioria dos moradores. ampliado e, por uma série de associações, entendemos que
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os nesse caso significa “pessoa”, “sujeito”, “indivíduo”.
demais meios de transporte. Algumas vezes, uma mesma frase pode apresentar duas (ou
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade mais) possibilidades de interpretação. Veja:
arriscada e pouco salutar.
Marcos quebrou a cara.
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos Em seu sentido literal, impessoal, frio, entendemos que
objetivos centrais do texto é Marcos, por algum acidente, fraturou o rosto. Entretanto,
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do podemos entender a mesma frase num sentido figurado, como
ciclista. “Marcos não se deu bem”, tentou realizar alguma coisa e não
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é conseguiu.
mais seguro do que dirigir um carro.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta Pelos exemplos acima, percebe-se que uma mesma
no Brasil. palavra pode apresentar mais de um significado, ocorrendo,
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de basicamente, duas possibilidades:
locomoção se consolidou no Brasil. a) No primeiro exemplo, a palavra apresenta seu sentido
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve original, impessoal, sem considerar o contexto, tal como aparece
dar prioridade ao pedestre. no dicionário. Nesse caso, prevalece o sentido denotativo - ou
denotação - do signo linguístico.
03. Considere o cartum de Evandro Alves. b) No segundo exemplo, a palavra aparece com outro
Afogado no Trânsito significado, passível de interpretações diferentes, dependendo
do contexto em que for empregada. Nesse caso, prevalece o
sentido conotativo - ou conotação do signo linguístico.
Obs.: a linguagem poética faz bastante uso do sentido
conotativo das palavras, num trabalho contínuo de criar ou
modificar o significado. Na linguagem cotidiana também é
comum a exploração do sentido conotativo, como consequência
da nossa forte carga de afetividade e expressividade.

Exemplos de variação no significado das palavras:


Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido próprio
ou literal)
Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido
figurado)
Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado)
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
As variações nos significados das palavras ocasionam
o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
(conotação) das palavras. O sentido denotativo é também convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito
conhecido como sentido próprio ou literal e o sentido conotativo mais expressivo na comunicação.
é também conhecido como sentido figurado.
São figuras de palavras:
Denotação a) comparação e) catacrese
b) metáfora f) sinestesia
Uma palavra é usada no sentido denotativo (próprio ou literal) c) metonímia g) antonomásia
quando apresenta seu significado original, independentemente d) sinédoque h) alegoria
do contexto frásico em que aparece. Quando se refere ao seu
significado mais objetivo e comum, aquele imediatamente Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece
reconhecido e muitas vezes associado ao primeiro significado aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados
que aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal da por conectivos comparativos explícitos – feito, assim como,
palavra. tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem – e alguns verbos –
A denotação tem como finalidade informar o receptor parecer, assemelhar-se e outros.
da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo assim um
caráter prático e utilitário. É utilizada em textos informativos, Exemplos: “Amou daquela vez como se fosse máquina.
como jornais, regulamentos, manuais de instrução, bulas de Beijou sua mulher como se fosse lógico.
medicamentos, textos científicos, entre outros.
Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui
Exemplos: outro através de uma relação de semelhança resultante da
O elefante é um mamífero. subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser
Já li esta página do livro. entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo
A empregada limpou a casa. não está expresso, mas subentendido.

Conotação Exemplo: “Supondo o espírito humano uma vasta concha, o


meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão.”
Uma palavra é usada no sentido conotativo (figurado)
quando apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de
interpretações, dependendo do contexto frásico em que aparece. uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de
Quando se refere a sentidos, associações e ideias que vão além semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação
do sentido original da palavra, ampliando sua significação mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva,
mediante a circunstância em que a mesma é utilizada, assumindo real, realizando-se de inúmeros modos:
um sentido figurado e simbólico.
A conotação tem como finalidade provocar sentimentos no - A causa pelo efeito e vice-versa:
receptor da mensagem, através da expressividade e afetividade
que transmite. É utilizada principalmente numa linguagem “E assim o operário ia
poética e na literatura, mas também ocorre em conversas Com suor e com cimento*
cotidianas, em letras de música, em anúncios publicitários, entre Erguendo uma casa aqui
outros. Adiante um apartamento.”
*Com trabalho.
Exemplos:
Você é o meu sol! - O lugar de origem ou de produção pelo produto:
Minha vida é um mar de tristezas.
Você tem um coração de pedra! Comprei uma garrafa do legítimo porto*.
*O vinho da cidade do Porto.
Fontes: http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil1.php
http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denotacao/ - O autor pela obra:

Ela parecia ler Jorge Amado*.


Figuras; *A obra de Jorge Amado.
- O abstrato pelo concreto e vice-versa:

Não devemos contar com o seu coração*.


Figuras de Linguagem *Sentimento, sensibilidade.

As figuras de linguagem ou de estilo, de acordo com Renan Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de
Bardine, são empregadas para valorizar o texto, tornando um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido
a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos
expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo sinédoque nos seguintes casos:
originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso.
- O todo pela parte e vice-versa:
As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as
produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A “A cidade inteira (1) viu assombrada, de queixo caído, o
palavra empregada em sentido figurado, não-denotativo, passa pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos (2) de seu cavalo.”
a pertencer a outro campo de significação, mais amplo e criativo. *1 O povo. 2 Parte das patas.

As figuras de linguagem classificam-se em: - O singular pelo plural e vice-versa:


1) figuras de palavra;
2) figuras de harmonia; O paulista (3) é tímido; o carioca (4), atrevido.
3) figuras de pensamento; *3 Todos os paulistas. 4 Todos os cariocas.
4) figuras de construção ou sintaxe.
- O indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum):
1) FIGURAS DE PALAVRA
As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem Para os artistas ele foi um mecenas (5).
no emprego de um termo com sentido diferente daquele *5 Protetor.

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque. Exemplo: “Sou Ana, da cama
da cana, fulana, bacana
Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora, Sou Ana de Amsterdam.”
“é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente
nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução
É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito de sons semelhantes em palavras de significados diferentes.
estilístico.” (Othon M. Garcia)
Exemplo: “Berro pelo aterro pelo desterro
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, berro por seu berro pelo seu erro
montar em burro, céu da boca, cabeça de prego, mão de direção, quero que você ganhe que você me apanhe
ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no banco. sou o seu bezerro gritando mamãe.”

Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações Onomatopeia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de
diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser palavras imita um ruído ou som.
físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas
(subjetivas). Exemplo: “O silêncio fresco despenca das árvores.
Veio de longe, das planícies altas,
Exemplo: “A minha primeira recordação é um muro velho, no Dos cerrados onde o guaxe passe rápido…
quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco Vvvvvvvv… passou.”
e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação
visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal.” (Augusto 3) FIGURAS DE PENSAMENTO
Meyer)
As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico.
uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a
distingue. São figuras de linguagem de pensamento:

Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo


alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto (descritivo, b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
especificativo etc.) do nome próprio. c) ironia f) prosopopéia i) perífrase

Exemplos: Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de


“E ao rabi simples(1), que a igualdade prega, palavras ou expressões de sentidos opostos.
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
*1 Cristo Exemplo: “Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições
Pelé (= Edson Arantes do Nascimento) trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nos bem. Outros nos
O poeta dos escravos (= Castro Alves) almejam o bem, e nos trazem o mal.” (Rui Barbosa)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão) Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma
pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente
Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é
referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que utilizada para dar ênfase à expressão.
consiste em expressar uma situação global por meio de outra
que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas Exemplo: “Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?”
as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é (Castro Alves)
comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos – um
referencial e outro metafórico. Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação
de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias que
Exemplo: “A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade
e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é
comprimários, quando não são o soprano e o contralto que outra designação para paradoxo.
lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos
comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a Exemplo: “Amor é fogo que arde sem se ver;
orquestra é excelente… (Machado de Assis) É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
2) FIGURAS DE HARMONIA É dor que desatina sem doer;” (Camões)

Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou
produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda, expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como
quando se procura “imitar”sons produzidos por coisas ou seres. penosa, desagradável ou chocante.

As figuras de linguagem de harmonia ou de som são: Ex:“E pela paz derradeira(1) que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague” (Chico Buarque)
a) aliteração c) assonância *1 paz derradeira: morte
b) paronomásia d) onomatopéia
Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da palavras que intensificam uma mesma idéia.
mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em
posição inicial da palavra. Exemplo: “Aqui… além… mais longe por onde eu movo o
passo.” (Castro Alves)
Exemplo: “Toda gente homenageia Januária na janela.”
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da idéia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de
mesma vogal ao longo de um verso ou poema. impacto.

Língua Portuguesa 4
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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplo: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo 1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de
Bilac) sandálias…)

Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na
pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição.
palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa
ou sarcástica. Exemplo: “Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários
dos Felipes.” 1
Exemplo: “Moça linda, bem tratada, 1 Zeugma do verbo: “e foram assassinados…”
três séculos de família,
burra como uma porta: Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de
um amor.” (Mário de Andrade) palavras no início de um período, frase ou verso.

Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou Exemplo: “Depois o areal extenso…


personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, Depois o oceano de pó…
sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a Depois no horizonte imenso
seres inanimados ou imaginários. Desertos… desertos só…” (Castro Alves)

Também a atribuição de características humanas a seres Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da
animados constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas mesma ideia, isto é, redundância de significado.
e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: “O
peixinho (…) silencioso e levemente melancólico…” a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para
reforçar uma ideia, tanto do ponto de vista semântico quanto
Exemplos: “… os rios vão carregando as queixas do caminho.” do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico,
(Raul Bopp) enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.

Um frio inteligente (…) percorria o jardim…” (Clarice Exemplo: “Iam vinte anos desde aquele dia
Lispector) Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quando em visão com os da saudade via.” (Alberto
Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de de Oliveira)
palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou
situação que não se quer nomear. “Ó mar salgado, quando do teu sal
São lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa)
Exemplo: “Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de ideias que
Cidade maravilhosa já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas.
Coração do meu Brasil.” (André Filho) Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de
reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do
4) FIGURAS DE SINTAXE sentido real das palavras.

As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a Exemplos: subir para cima, entrar para dentro, repetir de
desvios em relação à concordância entre os termos da oração, novo, ouvir com os ouvidos, hemorragia de sangue, monopólio
sua ordem, possíveis repetições ou omissões. exclusivo, breve alocução, principal protagonista
Elas podem ser construídas por:
a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma; Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto; enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage; a norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um recurso
d) ruptura: anacoluto; que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos.
e) concordância ideológica: silepse.
Exemplo: “Vão chegando as burguesinhas pobres,
Portanto, são figuras de linguagem de construção ou sintaxe: e as criadas das burguesinhas ricas
a) assíndeto e) elipse i) zeugma e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.”
b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto (Manuel Bandeira)
c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
d) hipálage h) anacoluto m) silepse Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples
inversão de palavras vizinhas (determinante / determinado).
Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras
deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem Exemplo: “Tão leve estou (1) que nem sombra tenho.” (Mário
justapostas ou separadas por vírgulas. Quintana)
*1 Estou tão leve…
Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por
exigência das pausas rítmicas (vírgulas). Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão
completa de membros da frase.
Exemplo: “Não nos movemos, as mãos é que se estenderam
pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, Exemplo: “Passeiam à tarde, as belas na Avenida. ” 1 (Carlos
fundindo-se.” (Machado de Assis) Drummond de Andrade)
*1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou
oração que facilmente podemos identificar ou subentender no Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta
contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado.
preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e
dinamismo. Exemplo: “A grita se alevanta ao Céu, da gente. ” 1 (Camões)

Exemplo: “Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias *1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
coloridas.”

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APOSTILAS OPÇÃO
Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do 65ºC. Para fritar um ovo, seria preciso que o local alcançasse
adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a aproximadamente 90 ºC.
outro, na mesma frase. Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br. Acesso em:
22 jan. 2014.
Exemplo: “… as lojas loquazes dos barbeiros.” 2 (Eça de
Queiros) O texto cita que o dito popular “está tão quente que dá para
*2 … as lojas dos barbeiros loquazes. fritar um ovo no asfalto” expressa uma figura de linguagem. O
autor do texto refere-se a qual figura de linguagem?
Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção (A) Eufemismo.
do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a (B) Hipérbole.
seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais (C) Paradoxo.
termos – que não apresentam função sintática definida – (D) Metonímia.
desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa (E) Hipérbato.
sensível. Respostas
01. D\02. D\03. B
Exemplo: “Essas empregadas de hoje, não se pode confiar
nelas.” (Alcântara Machado)
Coesão e coerência;
Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita
com as palavras, mas com a ideia a elas associada.

a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre Coerência e Coesão


os gêneros gramaticais (feminino ou masculino).
Não basta conhecer o conteúdo das partes de um trabalho:
Exemplo: “Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito.” introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de saber o que
(Guimarães Rosa) se deve (e o que não se deve) escrever em cada parte constituinte
do texto, é preciso saber escrever obedecendo às normas de
b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância coerência e coesão. Antes de tudo, é necessário definir os termos:
envolvendo o número gramatical (singular ou plural). coerência diz respeito à articulação do texto, à compatibilidade
das ideias, à lógica do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam.” (Mário - se à expressão linguística, ao nível gramatical, às estruturas
Barreto) frasais e ao emprego do vocabulário.
Coerência e coesão relacionamse com o processo de
c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o produção e compreensão do texto, a coesão contribui para
sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta
se inclui no sujeito enunciado. coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente
coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em outras
Exemplo: “Na noite seguinte estávamos reunidas algumas palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem construído,
pessoas.” (Machado de Assis) com frases bem estruturadas, vocabulário correto, mas
apresentar ideias disparatadas, sem nexo, sem uma sequência
Questões lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um texto
pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas, sem que no
01. Ao dizer que os shoppings são “cidades”, o autor do texto plano da expressão, as estruturas frasais sejam gramaticalmente
faz uso de um tipo de linguagem figurada denominada aceitáveis: há coerência, mas não coesão.
(A) metonímia. Na obra de Oswald de Andrade, por exemplo, encontramse
(B) eufemismo. textos coerentes sem coesão, ou textos coesos, mas sem coerência.
(C) hipérbole. Em Carlos Drummond de Andrade, há inúmeros exemplos de
(D) metáfora. textos coerentes, sem coesão gramatical no plano sintático. A
(E) catacrese. linguagem literária admite essas liberdades, o que não vem ao
caso, pois na linguagem acadêmica, referencial, a obediência às
02. Identifique a figura de linguagem presente na tira normas de coerência e coesão são obrigatórias. Ainda assim,
seguinte: para melhor esclarecimento do assunto, apresentamse exemplos
de coerência sem coesão e coesão sem coerência:

“Cidadezinha Qualquer”

Casas entre bananeiras


mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar:

Um homem vai devagar


Um cachorro vai devagar.
(A) metonímia Um burro vai devagar
(B) prosopopeia
(C) hipérbole Devagar.. as janelas olham.
(D) eufemismo Eta vida besta, meu Deus.”
(E) onomatopeia (Andrade, 1973, p. 67)
03. Apesar da aparente falta de nexo, percebe - se nitidamente
Está tão quente que dá para fritar um ovo no asfalto. a descrição de uma cidadezinha do interior: a paisagem rural,
o estilo de vida sossegado, o hábito de bisbilhotar, de vigiar
O dito popular é, na maioria das vezes, uma figura de das janelas tudo o que se passa lá fora. No plano sintático, a
linguagem. Entre as 14h30min e às 15h desta terça-feira, primeira estrofe contém apenas frases ou sintagmas nomi¬nais
horário do dia em que o calor é mais intenso, a temperatura (cantar pode ser verbo ou substantivo os meu cantares = as
do asfalto, medida com um termômetro de contato, chegou a minhas canções); as demais, não apresentam coesão uma frase

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APOSTILAS OPÇÃO
não se relaciona com outra, mas, pela forma de apresentação, - relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as partes
colaboram para a coerência do texto. componentes do texto;
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das
“Do outro lado da parede” frases.

Meu laço de botina. Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibilidade ou


Recebi a tua comunicação, escrita do beiral da viragem compreensão do texto. Um texto bem redigido tem parágrafos
sempieterna. Foi um tiro no alvo do coração, se bem que ele já bem estruturados e articulados pelo encadeamento das ideias
esteja treinado. neles contidas. As estruturas frasais devem ser coerentes
A culpa de tudo quem temna é esse bandido desse coronel do e gramaticalmente corretas, no que respeita à sintaxe. O
Exército Brasileiro que nos inflicitou. vocabulário precisa ser adequado e essa adequação só se
Reflete antes de te matares! Reflete Joaninha. Principalmente consegue pelo conhecimento dos significados possíveis de
se ainda é tempo! És uma tarada. cada palavra. Talvez os erros mais comuns de redaçao sejam
Quando te conheci, Chez Hippolyte querias falecer dia e noite. devidos à impropriedade do vocabulário e ao mau emprego
Enfim, adeus. dos conectivos (conjunções, que têm por função ligar uma frase
Nunca te esquecerei. Never more! Como dizem os corvos.” ou período a outro). Eis alguns exemplos de impropriedade do
João da Slavonia vocabulário, colhidos em redações sobre censura e os meios de
(Andrade, O., 1971, p. 201202) comunicação e outras.

Embora as frases sejam sintaticamente coesas, nota - se que, “Nosso direito é frisado na Constituição.”
neste texto, não há coerência, não se observa uma linha lógica Nosso direito é assegurado pela Constituição.
de raciocínio na expressão das ideias. Percebese vagamente “Estabelecer os limites as quais a programação deveria estar
que a personagem João Slavonia teria recebido uma mensagem exposta.”
de Joaninha (Recebi a tua comunicação), ameaçando cometer Estabelecer os limites aos quais a programação deveria
suicídio (Reflete antes de te matares!). A última frase contém estar sujeita.
uma alusão ao poema “O corvo”, de Edgar Alan Poe.
“A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.”
A respeito das relações entre coerência e coesão, Guimarães A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias
diz: sensacionalistas ou punir os meios de comunicação que
veiculam tais notícias.
“O exposto autorizanos a seguinte conclusão: ainda que
distinguiveis (a coesão diz respeito aos modos de interconexão “Retomada das rédeas da programação.”
dos componentes textuais, a coerência refere - se aos modos como Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no que diz
os elementos subjacentes à superfície textual tecem a rede do respeito a programação.
sentido), trata - se de dois aspectos de um mesmo fenômeno a
coesão funcionando como efeito da coerência, ambas cúmplices “Os meios de comunicação estão sendo apelativos,
no processamento da articulação do texto.” vulgarizando e deteriorando indivíduos.”
Os meios de comunicação estão recorrendo a expedientes
A coerência textual subjaz ao texto e é responsável pela grosseiros vulgarizando o nível dos programas e desrespeitando
hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela tem origem os telespectadores.
nas estruturas profundas, no conhecimento do mundo de
cada pessoa, aliada à competência linguística, que permitirá a “A discussão deste assunto é inerente à sociedade.”
expressão das ideias percebidas e organizadas, no processo A discussão deste assunto é tarefa da sociedade (compete à
de codificação referido na página... Deduz - se daí que é difícil, sociedade).
senão impossível, ensinar coerência textual, intimamente
ligada à visão de mundo, à origem das ideias no pensamento. A “Na verdade, daquele autor eles pegaram apenas a
coesão, porém, refere - se à expressão linguística, aos processos nomenclatura...”
sintáticos e gramaticais do texto. Na verdade, daquele autor eles adotaram (utilizaram)
apenas a nomenclatura...
O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão:
“A ordem e forma de apresentação dos elementos das
Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de um referências bibliográficas são mostradas na NBR 6023 da ABNT”
texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada (são regulamentadas pela NBR 6023 da ABNT).
relação semântica, que se manifesta na compatibilidade entre as
ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa com coisa” ou “uma O emprego de vocabulário inadequado prejudica muitas
coisa bate com outra”). vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redigir,
Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo do empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo
texto, numa linha de sequência e com os quais se estabelece um enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conhecimentos
vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo coesivo se faz via linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o significado de
gramática, fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do determinada palavra, mas não sabe empregála adequadamente,
vocabulário, tem-se a coesão lexical. isso ocorre frequentemente com o emprego dos conectivos
(preposições e conjunções). Não basta saber que as preposições
Coerência ligam nomes ou sintagmas nominais no interior das frases e
que as conjunções ligam frases dentro do período; é necessário
- assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do texto; empregar adequadamente tanto umas como outras. É bem
- situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão verdade que, na maioria das vezes, o emprego inadequado dos
conceitual; conectivos remete aos problemas de regência verbal e nominal.
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o todo,
com o aspecto global do texto; Exemplos:
- estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases.
“Coação aos meios de comunicação” tem o sentido de atuar
Coesão contra os meios de comunicação; os meios de comunicação sofrem
a ação verbal, são coagidos.
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal; “Coação dos meios de comunicação” significa que os meios de
- situa-se na superfície do texto, estabele conexão sequencial; comunicação é que exercem a ação de coagir.

Língua Portuguesa 7
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APOSTILAS OPÇÃO
“Estar inteirada com os fatos” significa participação, “Havia recebido um envelope em meu nome e que não portava
interação. destinatário, apesar que em seu conteúdo havia uma folha em
“Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento dos branco. ( .. )”
fatos, estar informada. Não se emprega apesar que, mas apesar de. E mais: apesar de
não ligar corretamente as duas frases, não faz sentido, as frases
“Ir de encontro” significa divergir, não concordar. deveriam ser coordenadas por e: não portava destinatário e em
“Ir ao encontro” quer dizer concordar. seu interior havia uma folha ou: havia recebido um envelope em
meu nome, que não portava destinatário, cujo conteúdo era uma
“Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de ideias” folha em branco.
significa a liberdade não é ameaça;
“Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de ideias”, Essas e outras frases foram observadas em redações, quando
isto é, a liberdade fica ameaçada. foi proposto o seguinte tema:

“A princípio” indica um fato anterior (A princípio, ela aceitava “Imagine a seguinte situação:
as desculpas que Mário lhe dava, mas depois deixou de acreditar hoje você está completando dezoito anos.
nele). Nesta data, você recebe pelo correio uma folha de papel em
“Em princípio” indica um fato de certeza provisória (Em branco, num envelope em seu nome, sem indicação do remetente.
princípio, faremos a reunião na quartafeira quer dizer que a Além disso, você ganha de presente um retrato seu e um disco.
reunião será na quarta-feira, se todos concordarem, se houver Reflita sobre essa situação.
possibilidade, porém admite a ideia de mudar a data).
“Por princípio” indica crença ou convicção (Por princípio, sou A partir da reflexão feita, redija um texto em prosa, sem
contra o racismo). ultrapassar o espaço reservado para redação no caderno de
respostas.”
Quanto à regência verbal, convém sempre consultar um
dicionário de verbos e regimes, pois muitos verbos admitem Como de costume, muito se comentou, até nos jornais da
duas ou três regências diferentes; cada uma, porém, tem um época, a falta de coerência, as frases sem clareza, pelo mau
significado específico. Lembrese, a propósito, de que as dúvidas emprego dos conectivos, como as seguintes:
sobre o emprego da crase decorrem do fato de considerar - se
crase como sinal de acentuação apenas, quando o problema “Primeiramente achei gozado aqueles dois presentes, pois
refere - se à regencia nominal e verbal. concluo que nunca deveria esquecer minha infância.”
Exemplos: Há falta de nexo entre as duas frases, pois uma não é
conclusão da outra, nem ao menos estão relacionadas e gozado
O verbo assistir admite duas regências: deveria ser substituído por engraçado ou estranho.
assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar
assistência (O médico assiste o doente): “A folha pode estar amarrada num cesto de lixo mas o disco
Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti ao repete sempre a mesma música.”
jogo da seleção). A primeira frase não tem sentido e a segunda não se
relaciona com a primeira. O conectivo “mas” deveria sugerir
Inteirar o/a (transitivo direto) significa completar (Inteirei o ideia de oposição, o que não ocorre no exemplo anterior. Não se
dinheiro do presente). percebe relação entre “o disco repete sempre a mesma música” e
Inteirar do (transitivo direto e indireto), significa informar a primeira frase.
alguém de..., tomar ou dar conhecimento de algo para alguém
(Quero inteirála dos fatos ocorridos...). “Mas, ao abrir a porta, era apenas o correio no qual viera
trazerme uma encomenda.”
Pedir o (transitivo direto) significa solicitar, pleitear (Pedi o Observase o emprego de no qual por o qual, melhor ainda
jornal do dia). ficaria que, simplesmente: era apenas o correio que viera
Pedir que contém uma ordem (A professora pediu que trazerme uma encomenda.
fizessem silêncio).
Pedir para pedir permissão (Pediu para sair da classe); Por outro lado, não mereceram comentários nem apareceram
significa também pedir em favor de alguém (A Diretora pediu nos jornais boas redações como a que se segue:
ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos, pedir algo
a alguém (para si): (Pediu ao colega para ajudá - lo); pode “A vida hoje me cumprimentou, mandoume minha fotografia
significar ainda exigir, reclamar (Os professores pedem aumento de garoto, com olhos em expectativa admirando o mundo. Este
de salário). mundo sem respostas para os meus dezoito anos. Mundo carta
sem remetente, carta interrogativa para moço que aguarda o
O mau emprego dos pronomes relativos também pode levar futuro, saboreando o fruto do amanhã.
à falta de coesão gramatical. Frequentemente, empregase no Recebi um disco, também, cuja música tem a sonoridade de
qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo da clareza do passos marchando para o futuro, ao som de melodias de cirandas
texto; outras vezes, o emprego é desnecessário ou inadequado. esquecidas do meninomoço de outrora, e do moçohomem de hoje,
Barbosa e Amaral (colaboradora) apresentam os seguintes que completa dezoito anos.
exemplos: Sou agora a certeza de uma resposta à carta sem remetente
que me comunica a vida. Vejo, na fotografia de mim mesmo, o
“Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para mim homem que enfrentará a vida, que colherá com seu amor à luta e
no qual estava sem remetente”. (Chegou com um envelope que (o com seu espírito ambicioso, os frutos do destino.
qual) estava sem remetente). E a música dos passosfuturos na cadência do menino que
deixou de ser, está o ritmo da vitória sobre as dificuldades, a minha
“Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da consagração futura do homem, que vencerá o destino e será uma
sensibilidade...” afirmação dentro da sociedade.” C. G.
Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade delas Exemplo de: (Fonseca, 1981, p. 178)
(palavras cheias de sensibilidade).
Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação das
“Dentro do envelope havia apenas um papel em branco onde frases, aconselhase levar em conta as seguintes sugestões para
atribui muitos significados”: havia apenas um papel em branco o emprego correto dos articuladores sintáticos (conjunções,
ao qual atribui muitos significados (onde significa lugar no qual). preposições, locuções prepositivas e locuções conjuntivas).

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO
Para dar ideia de oposição ou contradição, a articulação meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos
sintática se faz por meio de conjunções adversativas: mas, porém, trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e
todavia, contudo, no entanto, entretanto (nunca no entretanto). gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para
Podem também ser empregadas as conjunções concessivas e ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém
locuções prepositivas para introduzir a ideia de oposição aliada empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”.
à concessão: embora, ou muito embora, apesar de, ainda que,
conquanto, posto que, a despeito de, não obstante. Os termos muito e bem, em destaque, atribuem aos termos
A articulação sintática de causa pode ser feita por meio aos quais se subordinam sentido de:
de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, como, por (A) comparação.
isso que, visto que, uma vez que, já que. Também podem ser (B) intensidade.
empregadas as preposições e locuções prepositivas: por, por (C) igualdade.
causa de, em vista de, em virtude de, devido a, em consequência (D) dúvida.
de, por motivo de, por razões de. (E) quantidade.
O principal articulador sintático de condição é o “se”: Se o
time ganhar esse jogo, será campeão. Podese também expressar 3. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014).
condição pelo emprego dos conectivos: caso, contanto que, desde Assinale a alternativa em que a seguinte passagem – Mas o
que, a menos que, a não ser que. vento foi mais ágil e o papel se perdeu. (terceiro parágrafo) –
O emprego da preposição “para” é a maneira mais comum de está reescrita com o acréscimo de um termo que estabelece uma
expressar finalidade. “É necessário baixar as taxas de juros para relação de conclusão, consequência, entre as orações.
que a economia se estabilize” ou para a economia se estabilizar. (A) mas o vento foi mais ágil e, contudo, o papel se perdeu.
“Teresa vai estudar bastante para fazer boa prova.” Há outros (B) mas o vento foi mais ágil e, assim, o papel se perdeu.
articuladores que expressam finalidade: afim de, com o propósito (C) mas o vento foi mais ágil e, todavia, o papel se perdeu
de, na finalidade de, com a intenção de, com o objetivo de, com o (D) mas o vento foi mais ágil e, entretanto, o papel se perdeu.
fito de, com o intuito de. (E) mas o vento foi mais ágil e, porém, o papel se perdeu.
A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio dos
articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto, pois, por 4. (PREFEITURA DE PAULISTA/PE – RECEPCIONISTA –
isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso. Para introduzir UPENET/2014). Observe o fragmento de texto abaixo:
mais um argumento a favor de determinada conclusão “Mas o que fazer quando o conteúdo não é lembrado
empregase ainda. Os articuladores, aliás, além do mais, além justamente na hora da prova?”
disso, além de tudo, introduzem um argumento decisivo, cabal, Sobre ele, analise as afirmativas abaixo:
apresentado como um acréscimo, para justificar de forma
incontestável o argumento contrário. I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinativa
Para introduzir esclarecimentos, retificações ou e, nesse contexto, pode ser substituído por “desde que”.
desenvolvimento do que foi dito empregamse os articuladores: II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção
isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A conjunção subordinativa que exprime circunstância temporal.
aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o desenvolvimento do III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra
discurso, pois acrescenta uma informação nova, um dado novo, “conteúdo”.
e se não acrescentar nada, é pura repetição e deve ser evitada. IV. Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras
Alguns articuladores servem para estabelecer uma gradação invariáveis, classificadas como substantivos.
entre os correspondentes de determinada escala. No alto dessa
escala achamse: mesmo, até, até mesmo; outros situamse no Está CORRETO apenas o que se afirma em:
plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo. (A) I e III.
(B) II e IV.
Questões (C) I e IV.
(D) II e III.
1. (CONAB - CONTABILIDADE - IADES - 2014). Assinale (E) I e II.
a alternativa que preserva as relações morfossintáticas e
semânticas do período “Diante de sua rápida adaptação ao 5. (PREFEITURA DE OSASCO/SP - MOTORISTA DE
solo e ao clima, o produto adquiriu importância no mercado, AMBULÂNCIA – FGV/2014).
transformando-se em um dos principais itens de exportação,
desde o Império até os dias atuais.” (linhas de 3 a 6). Dificuldades no combate à dengue
(A) Em face de sua rápida adaptação ao solo e ao clima, o
produto adquiriu importância no mercado, porém transformou- A epidemia da dengue tem feito estragos na cidade de São
se em um dos principais itens de exportação, desde o Império Paulo. Só este ano, já foram registrados cerca de 15 mil casos da
até os dias atuais. doença, segundo dados da Prefeitura.
(B) O produto, em virtude de sua rápida adaptação ao solo As subprefeituras e a Vigilância Sanitária dizem que existe
e ao clima, adquiriu importância no mercado e transformou-se um protocolo para identificar os focos de reprodução do
em um dos principais itens de exportação, desde o Império até mosquito transmissor, depois que uma pessoa é infectada. Mas
os dias atuais. quando alguém fica doente e avisa as autoridades, não é bem
(C) O produto, por sua rápida adaptação ao solo e ao clima, isso que acontece.
adquiriu importância no mercado, todavia, desde o Império até (Saúde Uol).
os dias atuais, transformou-se, consequentemente, em um dos “Só este ano...” O ano a que a reportagem se refere é o ano
principais itens de exportação. (A) em que apareceu a dengue pela primeira vez.
(D) Face sua rápida adaptação ao solo e ao clima, o produto (B) em que o texto foi produzido.
adquiriu importância no mercado, e, conquanto, transformou-se (C) em que o leitor vai ler a reportagem.
em um dos principais itens de exportação, desde o Império até (D) em que a dengue foi extinta na cidade de São Paulo.
os dias atuais. (E) em que começaram a ser registrados os casos da doença.
(E) O produto transformou-se, desde o Império até os dias
atuais, em um dos principais itens de exportação por que sua Respostas
adaptação ao solo e ao clima foi rápida. 1. (B)
O item que reproduz o enunciado de maneira adequada é: O
2. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014). Leia o produto, em virtude de sua rápida adaptação ao solo e ao clima,
trecho do primeiro parágrafo para responder à questão. adquiriu importância no mercado e transformou-se em um dos
principais itens de exportação, desde o Império até os dias atuais.
Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês

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2. (B) Dissertação
Muito interessantes / bem difícil = ambos os advérbios
mantêm relação com adjetivos, dando-lhes noção de intensidade.
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
3. (B) É um tipo de texto argumentativo.
Nas alternativas A, C, D e E são apresentadas conjunções
adversativas – que nos dão ideia contrária à apresentada Defesa de um argumento:
anteriormente; já na B, temos uma conjunção conclusiva (assim). a) apresentação de uma tese que será defendida,
b) desenvolvimento ou argumentação,
4. (D) c) fechamento;
I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinativa Predomínio da linguagem objetiva;
= é conjunção coordenativa adversativa
II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção Prevalece a denotação.
subordinativa que exprime circunstância temporal = correta
III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra Carta
“conteúdo” = correta
IV. “Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um
invariáveis, classificadas como substantivos = são substantivos, remetente e um destinatário;
mas variáveis (conteúdos, horas e provas. Lembrando que
“prova” e “provas” podem ser verbo: Ele prova todos os doces! É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um
Tu provas também?) tipo de leitor;
É necessário que se utilize uma linguagem adequada com
5. (B) o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a
O ano em questão corresponde ao ano em que foi feita a visão daquele para quem o texto está sendo escrito.
matéria.
Descrição

Tipologia textual; É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação


ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em
Tipos Textuais imagens.
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não
implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do
momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa
e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito). forma, o que será importante ser analisado para um, não será
Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas para outro.
escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre A vivência de quem descreve também influencia na hora de
determinado assunto. transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto,
E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação.
Exemplos:
Descrição (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas
a penumbra dos ramos cobria o atalho.
Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores,
visão; pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o
É um tipo de texto figurativo; meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de
Retrato de pessoas, ambientes, objetos; abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.”

Predomínio de atributos; (extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector)


Uso de verbos de ligação;
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
Frequente emprego de metáforas, comparações e outras aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em
figuras de linguagem; reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta
Tem como resultado a imagem física ou psicológica. minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina,
Narração pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo com
ele do que conosco.
Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta
antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente); (Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São
Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.)
É um tipo de texto sequencial;
Relato de fatos; Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da
escola que o escritor frequentava.
Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo;
Deve-se notar:
Apresentação de um conflito; - que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os
Uso de verbos de ação;
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha
Geralmente, é mesclada de descrições; grande medo ao pai);
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser
O diálogo direto é frequente.
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é

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APOSTILAS OPÇÃO
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato, Recursos:
porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o - Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do
traçar a cronologia de suas ações); sol.
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas - Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu
relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano sereno, uma pureza de cristal.
de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa) - As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado; natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente
- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica - A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal,
e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com muito crente.
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se
antes... A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem
Características: são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua
- Ao fazer a descrição enumeramos características, altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos,
comparações e inúmeros elementos sensoriais; pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”.
- As personagens podem ser caracterizadas física e Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo:
psicologicamente, ou pelas ações; “ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central
- A descrição pode ser considerada um dos elementos que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de
constitutivos da dissertação e da argumentação; guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado,
- é impossível separar narração de descrição; dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais
capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza; velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo: que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú
parecem conformados expressamente para esposas da multidão de Ossos)
(...)” (Raul Pompéia – O Ateneu);
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não Descrição Subjetiva: quando há maior participação da
existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são
enunciados; transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é
se usem então as formas nominais, o presente e o pretério que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações
imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu!
verbos que indiquem estado ou fenômeno. Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos,
- Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia)
adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto. “(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par-
A característica fundamental de um texto descritivo é essa de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando
inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa por lei, de sobregoverno.”
descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação
anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos
linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente descritivos:
ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão
concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente,
relação a um marco temporal pretérito instalado no texto. uma vez que eles indicam propriedades ou características que
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do
introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para
estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial, baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o
para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso detalhe cria efeitos de sentido distintos.
grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo... Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de
Bocage:
Características Linguísticas:
O enunciado narrativo, por ter a representação de Magro, de olhos azuis, carão moreno,
um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela bem servido de pés, meão de altura,
temporalidade, na relação situação inicial e situação final, triste de facha, o mesmo de figura,
enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação, nariz alto no meio, e não pequeno.
é atemporal.
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático- Incapaz de assistir num só terreno,
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: mais propenso ao furor do que à ternura;
- Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores bebendo em níveas mãos por taça escura
de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente de zelos infernais letal veneno.
no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver,
situar-se, existir, ficar). Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497.
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é
descrito; O poeta descreve-se das características físicas para as
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações, características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria
sinestesias). o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer
- Uso de advérbios de localização espacial. relevo.

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O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a - Desenvolvimento: análise das características físicas,
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de associadas às características psicológicas (2ª parte).
um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou geral.
suas características psicológicas e até emocionais (descrição
subjetiva). A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos, estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado Porque toda técnica descritiva implica contemplação e
desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever,
texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor
depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma
descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua
Descrição de objetos constituídos de uma só parte: sensibilidade.
- Introdução: observações de caráter geral referentes à
procedência ou localização do objeto descrito. Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular.
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.) Por ser objetiva, há predominância da denotação.
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/
brilho, textura. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para
como um todo. descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
compõem, para descrever experiências, processos, etc.
Descrição de objetos constituídos por várias partes: Exemplo:
- Introdução: observações de caráter geral referentes à Folheto de propaganda de carro
procedência ou localização do objeto descrito. Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando
partes que compõem o objeto, associados à explicação de como tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat
as partes se agrupam para formar o todo. Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor ambiente.
e brilho. Porta-malas - O compartimento de bagagens possui
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
sua totalidade. Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para
Descrição de ambientes: evitar a deformação em caso de colisão.
- Introdução: comentário de caráter geral.
- Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do Textos descritivos literários: Na descrição literária
ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de
aroma (se houver). associações conotativas que podem ser exploradas a partir de
- Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes;
lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também
quaisquer outros objetos. podem ocorrer tanto em prosa como em verso.
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
ambiente. Narração

Descrição de paisagens: A Narração é um tipo de texto que relata uma história real,
- Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo
outra referência de caráter geral. apresenta personagens que atuam em um tempo e em um
- Desenvolvimento: observação do plano de fundo espaço, organizados por uma narração feita por um narrador.
(explicação do que se vê ao longe). É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo,
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais tendo mudança de um estado para outro, segundo relações
próximos do observador explicação detalhada dos elementos de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na
que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem. descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando
da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. situações que contêm essa vivência.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada),
Descrição de pessoas (I): o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração
aspecto de caráter geral. predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações;
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas). texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem
- Desenvolvimento: características psicológicas o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de
(personalidade, temperamento, caráter, preferências, texto recebe o nome de enredo.
inclinações, postura, objetivos). As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter personagens, que são justamente as pessoas envolvidas
geral. no episódio que está sendo contado. As personagens são
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos
Descrição de pessoas (II): próprios.
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem
aspecto de caráter geral. querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do
- Desenvolvimento: análise das características físicas, enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre
associadas às características psicológicas (1ª parte). uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto

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pelos advérbios de lugar. - Complicação: é a parte do texto em que se inicia
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da conduzindo ao clímax.
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através - Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. dos personagens.
A história contada, por isso, passa por uma introdução
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo Tipos de Personagens:
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, Os personagens têm muita importância na construção de um
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou
e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). secundários, conforme o papel que desempenham no enredo,
Aquele que conta a história é o narrador,  que pode ser pessoal podem ser apresentados direta ou indiretamente.
(narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: A apresentação direta acontece quando o personagem
Ele). aparece de forma clara no texto, retratando suas características
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de
do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a - Em 1ª pessoa:
história. Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a
história e é o protagonista.
Elementos Estruturais (I): Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar,
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos. eu estava lá e vi.
- Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam
e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por - Em 3ª pessoa:
meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens
podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa.
(trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis, sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo:
protagonistas ou antagonistas.
- Narrador: é quem conta a história. Tipos de Discurso:
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico. Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o para o personagem, sem a sua interferência.
tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem
interior, subjetivo. diz, sem lhe passar diretamente a palavra.
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do
Elementos Estruturais (II): personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente
Personagens Quem? Protagonista/Antagonista recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX.
Acontecimento O quê? Fato
Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato Sequência Narrativa:
Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias:
Modo Como? De que forma ocorreu o fato uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase
Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato a outra.
Resultado - previsível ou imprevisível. A narrativa típica tem quatro mudanças de situação:
Final - Fechado ou Aberto. - uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo);
Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se - uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma
de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente, competência para fazer algo);
como simples exemplos de uma narração. Há uma relação - uma em que a personagem executa aquilo que queria ou
de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
verossimilhança à história narrada. - uma em que se constata que uma transformação se deu e
Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão, em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens
obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as (geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os
personagens ou o fato a ser narrado. maus).

Existem três tipos de foco narrativo: Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a
- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela
qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla.
mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa. Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento:
- Narrador-observador: é aquele que conta a história como quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para
alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever
história é contada em 3ª pessoa. comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo).
e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos Algumas mudanças são necessárias para que outras se
íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um
misturada com pensamentos dos personagens (discurso bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro,
indireto livre). é preciso antes conseguir o dinheiro.

Estrutura: Narrativa e Narração


- Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade
alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da é um componente narrativo que pode existir em textos que
história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. não são narrações. A narrativa é a transformação de situações.

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APOSTILAS OPÇÃO
Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza
a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que, escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não
no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.”
uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da
imigração européia. (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto, Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
o que é narração?
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características: Exemplo - Tempo
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a
essa condição); mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos
concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
requisito);
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal Tipologia da Narrativa Ficcional:
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e - Romance
posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar - Conto
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por - Crônica
sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu - Fábula
turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). - Lenda
- Parábola
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre - Anedota
pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear - Poema Épico
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, Tipologia da Narrativa NãoFiccional:
quando o narrador começa contando sua morte para em - Memorialismo
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada. - Notícias
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações - Relatos
de anterioridade e de posterioridade. - História da Civilização
Resumindo: na narração, as três características explicadas
acima (transformação de situações, figuratividade e relações Apresentação da Narrativa:
de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) - visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em
devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só quadrinhos) e desenhos.
uma ou duas dessas características não é uma narração. - auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos.
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas.
Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto
narrativo: Dissertação
- Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
aconteceu, quando e onde. A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação
- Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema.
personagens. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio,
- Desenvolvimento: detalhes do fato. clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento
- Conclusão: consequências do fato. de trabalho e uma habilidade de expressão.
É em função da capacidade crítica que se questionam
Caracterização Formal: pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu
narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade, significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição
porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade
da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico.
enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim Observe-se que:
é de grande importância saber se o relato é feito em primeira - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade
pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem
do narrador; segundo, há uma inferência do último através da particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas
onipresença e onisciência. do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder);
Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte
o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. no momento em que se tornam primeirosministros);
O narrador que usa essa técnica (característica comum no - a progressão temporal dos enunciados não tem importância,
cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a
podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação
espaço. para primeiroministro).

Exemplo - Personagens Características:


- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é
“Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr. temático;
Amâncio não viu a mulher chegar. - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação;
Não quer que se carpa o quintal, moço? - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de
Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do importância o que importa são suas relações lógicas: analogia,
passado, os olhos).” pertinência, causalidade, coexistência, correspondência,
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado implicação, etc.
Aberto, p. 5O) - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem
Exemplo - Espaço características próprias a cada tipo de texto.
 

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APOSTILAS OPÇÃO
São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento - Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
/ Conclusão. porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a - Exemplificação: dar exemplos.
ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Tipos: Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas
Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que as ideias anteriormente desenvolvidas.
olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...” - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que quem lê.
a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana, 1º Parágrafo – Introdução
cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população
brasileira.” A. Tema: Desemprego no Brasil.
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. Contextualização: decorrência de um processo histórico
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma problemático.
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer
se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse
momento! B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
- Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É remetem a uma análise do tema em questão.
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da
solução no combate à insegurança.” realidade.
- Características: caracterização de espaços ou aspectos. D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: quem propõe soluções.
“Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem 7º Parágrafo: Conclusão
no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e F. Uma possível solução é apresentada.
2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
(...)” modernidade.
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos
fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras recursos que permite uma segurança maior no momento de
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder, dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes
escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de
sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.” um texto dissertativo.
- Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
compõem o texto. Ainda temos:
- Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o
pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo assunto que vai ser abordado.
futebol não é uma prova de alienação?” Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo
- Suspense: alguma informação que faça aumentar a discutido.
curiosidade do leitor. Argumentação: é um conjunto de procedimentos
- Comparação: social e geográfica. linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas
- Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer
distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada
das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades tese.
que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira
doença do século...” Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente.
- Narração: narrar um fato.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:
Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial, - toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de
de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas: - em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com - a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
este tipo de abordagem. - impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia - a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição. ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original,
distintas. nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos (evitar-se o uso da primeira pessoa).
favoráveis e desfavoráveis.
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar:
descrever uma cena. uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. mais frases que explicitem tal ideia.
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada
prováveis resultados. (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve graves. (ideia secundária)”.
apresentar questionamento e reflexão. Vejamos:
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos, Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida
valores, juízos. urgentemente.

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Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se
combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo compreensíveis.
daquelas que sofrem de problemas respiratórios: Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do
coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém
muita gente ao vício. sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar,
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o
criados pelo homem. coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar
- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades gás carbônico”.
e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido
apenas pela polícia. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser
atualmente. enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das
sociedade brasileira. seguintes ideias:

O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: - A violência contra os povos indígenas é uma constante na
história do Brasil.
Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de - O surgimento de várias entidades de defesa das populações
coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, indígenas.
funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento - A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio
necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se brasileiro.
enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, - A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.
classificação ou aleatoriamente.
Exemplo: Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve
fazer a estruturação do texto.
1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias
causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos
de Televisão. Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida
(geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois
número de emissoras que dedicam parte da sua programação à itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento.
veiculação de programas religiosos de crenças variadas. Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a
hipótese ou a tese a ser defendida.
3- Desenvolvimento: exposição de elementos que vão
- A Santa Missa em seu lar. fundamentar a ideia principal que pode vir especificada
- Terço Bizantino. através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da
- Despertar da Fé. causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos,
- Palavra de Vida. da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No
- Igreja da Graça no Lar. desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos
forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses
4- parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas
- Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo acima.
brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve
sociológicos e poluição. aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já
- Existem várias razões que levam um homem a enveredar foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação
pelos caminhos do crime. (um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o
- A gravidez na adolescência é um problema seríssimo, objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese
porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no
- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua desenvolvimento.
sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
várias categorias. Significação das palavras;

Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através


da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e
apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança. Significação das palavras
Exemplo:
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que
“A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como
velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente
sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a com a ideia associada a este conjunto.
felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
(Arthur Schopenhauer) Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado.
Exemplo:
Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes, - Alfabeto, abecedário.
encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato - Brado, grito, clamor.
motivador) e, em outras situações, um segmento indicando - Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
consequências (fatos decorrentes). - Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo
Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os
temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos. sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por
matizes de significação e certas propriedades que o escritor não

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pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo, - Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios - Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente,
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos: séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir
- Adversário e antagonista. (aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade
- Translúcido e diáfano. de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento,
- Semicírculo e hemiciclo. deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente,
- Contraveneno e antídoto. divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto,
- Moral e ética. corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e
- Colóquio e diálogo. vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).
- Transformação e metamorfose.
- Oposição e antítese. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação.
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia, A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos:
palavra que também designa o emprego de sinônimos. - Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de
Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos: gado.
- Ordem e anarquia. - Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó.
- Soberba e humildade. - Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu
- Louvar e censurar. do palato.
- Mal e bem. Podemos citar ainda, como exemplos de palavras
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido têm dezenas de acepções.
oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/ Sentido Próprio e Figurado das Palavras
implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/ Pela própria definição acima destacada podemos perceber
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial. que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que
vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos: ela traz (denominada significado).
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo). Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se
- Aço (substantivo) e asso (verbo). assim:
Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. - Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum
A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é que costumamos dar a uma palavra.
considerada uma deficiência dos idiomas. - Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto podemos dar a uma palavra.
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: Vamos analisar a palavra  cobra utilizada em diferentes
contextos:
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes 1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)
no timbre ou na intensidade das vogais. 2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que
- Rego (substantivo) e rego (verbo). adota condutas pouco apreciáveis)
- Colher (verbo) e colher (substantivo). 3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo). sobre alguma coisa, “expert”)
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum
- Para (verbo parar) e para (preposição). (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). figurado.
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo). Podemos então concluir que um mesmo significante (parte
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de concreta) pode ter vários significados (conceitos).
per+o).
Fonte:
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm-
diferentes na escrita. sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar). Denotação e Conotação
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de - Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
consertar). seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário;
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar). exemplo:
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). Cortaram as asas da ave para que não voasse mais.
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar). próprio, comum, usual, literal.
- Paço (palácio) e passo (andar). - DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo). se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = dicionarístico.
anular). - Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico);
(tempo de uma reunião ou espetáculo). usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e
expressiva. Veja este exemplo:
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia. Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). seja tarde mais.
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações;
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). disciplina, limitação de conduta e comportamento.

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Questões Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos?
a) Armistício – destruição
01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das b) Claudicante – manco
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia, c) Reveses – infortúnios
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um d) Fealdade – feiura
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá e) Opilados – desnutridos
a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que
quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência 03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras
da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação  racial. Isso é
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos crime! 
participar. b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos agora expiar seus crimes. 
usuários de distinguir essas variações como relevantes no d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso
conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para o bom censo. 
achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato de
precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros, tomate. 
aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
de observações e reconhecer a organização geral da rede de que 04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir
participam. de exemplos de parônimos:
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta).
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem d) Nenhuma das alternativas.
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
sentimento de pânico experimentados por um número crescente 05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,
de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação, exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias
sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a
para o espírito. alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. a) taxa, cesta, assento
Revista USP, no 92. Adaptado) b) conserto, pleito, ótico
c) cheque, descrição, manga
As expressões destacadas nos trechos –  meter o bedelho d) serrar, ratificar, emergir
/ estimar  parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos
adequados respectivamente em: Respostas
a) procurar / gostar de / ilustrar 01. B\02. A\03. C\04. A\05. A
b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
c) interferir / propor / embrutecer
d) intrometer-se / prezar / esclarecer
Emprego das classes de
e) contrapor-se / consolidar / iluminar palavras;

02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os


combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam- Classes de Palavras
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante,
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, Artigo
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos número dos substantivos.
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele Classificação dos Artigos
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda,
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
molambos... de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender matei um animal.
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado:
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, Combinação dos Artigos
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma É muito presente a combinação dos artigos definidos e
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos assumida por essas combinações:
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando;
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de Preposições Artigos
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e - o, os
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
a ao, aos
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. de do, dos
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
em no, nos

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Morfossintaxe
por (per) pelo, pelos
a, as um, uns uma, umas Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
à, às - -
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
da, das dum, duns duma, dumas a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
substantivo:
na, nas num, nuns numa, numas
pela, pelas - - A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição  a com o
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida Questões
por crase.
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se A) Estes são os candidatos que lhe falei.
manifestam: B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
“ambos”: E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do A) O Amazonas é um rio imenso.
artigo, outros não: B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar E) Os Lusíadas são um poema épico
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem. 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
O Pedro é o xodó da família. C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas... Respostas
1-B / 2-C / 3-D
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o Substantivo
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
(qualquer classe) os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. -sentimentos: raiva, amor...
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de -estados: alegria, tristeza...
aproximação numérica: -qualidades: honestidade, sinceridade...
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. -ações: corrida, pescaria...

- O artigo também é usado para substantivar palavras Morfossintaxe do substantivo


oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
cujo (e flexões). direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
Este é o homem cujo amigo desapareceu. como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
Este é o autor cuja obra conheço. núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
venham especificadas.
Eles estavam em casa. Classificação dos Substantivos
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra. 1-  Substantivos Comuns e Próprios
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. Observe a definição:

- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona. dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade.
de revistas, jornais, obras literárias. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
mesma espécie de forma genérica.

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APOSTILAS OPÇÃO
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Estamos voando para Barcelona. Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
elementos.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é  
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma Substantivos Primitivos e Derivados
particular. Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá...
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de
2 - Substantivos Concretos e Abstratos nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
LÂMPADA MALA outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com da palavra limão.
existência própria, que são independentes de outros seres. São Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra
assim, substantivos concretos. palavra.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
independentemente de outros seres. Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo pode sofrer variações para indicar:
real e do mundo imaginário. Plural: meninos
Feminino: menina
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Aumentativo: meninão
etc. Diminutivo: menininho
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
  Flexão de Gênero
Observe agora: Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
Beleza exposta há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O substantivo beleza designa uma qualidade. O velho e o mar
Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que Um Natal inesquecível
dependem de outros para se manifestar ou existir. Os reis da praia
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser  
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato. A história sem fim
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, Uma cidade sem passado
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, As tartarugas ninjas
e sem os quais não podem existir.
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
(sentimento).  
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
3 - Substantivos Coletivos de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
abelha, mais outra abelha. masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra feminino. Classificam-se em:
abelha... - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular fêmea.
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
(abelhas). a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. o indivíduo.
Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma meio do artigo.
espécie. o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Formação dos Substantivos Saiba que:
Substantivos Simples e Compostos - Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma,
são masculinos.
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero,
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou variam em seu significado.
radical. É um substantivo simples. o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o
Substantivo Simples:  é aquele formado por um único capital (dinheiro) e a capital (cidade)
elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:

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APOSTILAS OPÇÃO
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes um jovem - uma jovem
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. artista famoso - artista famosa
aluno - aluna
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao gêneros.
masculino. a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
freguês - freguesa preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três carochinha.
formas: b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã a personagem.
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
personagem.
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte.
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora Observe o gênero dos substantivos seguintes:
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
Masculinos
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o tapa
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa o eclipse
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o lança-perfume
o dó (pena)
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o sanduíche
por -a: o clarinete
elefante - elefanta o champanha
o sósia
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o maracajá
no feminino: o clã
bode – cabra boi - vaca o hosana
o herpes
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, o pijama
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré Femininos
a dinamite
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a áspide
a derme
- Epicenos: a hélice
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a alcíone
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a filoxera
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a clâmide
o masculino e o feminino. a omoplata
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a cataplasma
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a pane
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a mascote
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a gênese
A cobra macho picou o marinheiro. a entorse
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. a libido

Sobrecomuns: - São geralmente masculinos os substantivos de origem


grega terminados em -ma:
Entregue as crianças à natureza. o grama (peso)
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, o quilograma
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem o plasma
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que o apostema
se refere a palavra. Veja: o diagrama
A criança chorona chamava-se João. o epigrama
A criança chorona chamava-se Maria. o telefonema
Outros substantivos sobrecomuns: o estratagema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o dilema
criatura. o teorema
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o apotegma
cônjuge de Marcela faleceu o trema
o eczema
Comuns de Dois Gêneros: o edema
o magma
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante Gênero dos Nomes de Cidades:
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo. A histórica Ouro Preto.
o colega - a colega A dinâmica São Paulo.

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APOSTILAS OPÇÃO
A acolhedora Porto Alegre. Exceção: cânon - cânones.
Uma Londres imensa e triste.
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. “ns”.
homem - homens.
Gênero e Significação:
c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e pelo acréscimo de “es”.
outra no feminino. revólver – revólveres raiz - raízes
Observe: Atenção: O plural de caráter é caracteres.

o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente no plural, trocando o “l” por “is”.
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
proibição de trânsito)
o cabeça (chefe) e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas
a cabeça (parte do corpo) maneiras:
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
o cisma (separação religiosa, dissidência) - Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
a cisma (ato de cismar, desconfiança) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
o cinza (a cor cinzenta)
a cinza (resíduos de combustão) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras:
o capital (dinheiro) - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
a capital (cidade) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o coma (perda dos sentidos) o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
a coma (cabeleira)
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) maneiras.
a coral (cobra venenosa) - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e - substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
de outros sacramentos) h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
a crisma (sacramento da confirmação) látex - os látex.

o cura (pároco) Plural dos Substantivos Compostos


a cura (ato de curar) A formação do plural dos substantivos compostos depende
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o estepe (pneu sobressalente) o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
a estepe (vasta planície de vegetação) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples:
o guia (pessoa que guia outras) aguardente e aguardentes girassol e girassóis
a guia (documento, pena grande das asas das aves) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres

o grama (unidade de peso) O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
a grama (relva) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
Algumas orientações são dadas a seguir:
o caixa (funcionário da caixa)
a caixa (recipiente, setor de pagamentos) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
o lente (professor) substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
a lente (vidro de aumento) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
o moral (ânimo)
a moral (honestidade, bons costumes, ética) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
formados de:
o nascente (lado onde nasce o Sol) verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
a nascente (a fonte) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes
Flexão de Número do Substantivo palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

Em português, há dois números gramaticais: o singular, que c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
indica um ser ou um grupo de seres, e formados de:
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
característica do plural é o “s” final. colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
Plural dos Substantivos Simples vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
fazem o plural pelo acréscimo de “s”. anterior.
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no palavra-chave - palavras-chave
plural). bomba-relógio - bombas-relógio

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APOSTILAS OPÇÃO
notícia-bomba - notícias-bomba corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
homem-rã - homens-rã esforço esforços ovo ovos
fogo fogos poço poços
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: forno fornos porto portos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora fosso fossos posto postos
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas imposto impostos rogo rogos
olho olhos tijolo tijolos
e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
o bem-me-quer e os bem-me-queres esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
o joão-ninguém e os joões-ninguém. Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Plural das Palavras Substantivadas
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as a) Há substantivos que só se usam no singular:
flexões próprias dos substantivos. o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves. b) Outros só no plural:
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos. as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não (naipes de baralho), as fezes.
variam no plural.
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez. c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
bem (virtude) e bens (riquezas)
Plural dos Diminutivos honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
títulos)
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
acrescenta-se o sufixo diminutivo. d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
pãe(s) + zinhos = pãezinhos sentido de plural:
animai(s) + zinhos = animaizinhos Aqui morreu muito negro.
botõe(s) + zinhos = botõezinhos Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos improvisadas.
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos Flexão de Grau do Substantivo
colhere(s) + zinhas = colherezinhas Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
flore(s) + zinhas = florezinhas variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas normal. Por exemplo: casa
funi(s) + zinhos = funizinhos
pé(s) + zitos = pezitos - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
Classifica-se em:
Plural dos Nomes Próprios Personativos Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
que a terminação preste-se à flexão. aumento. Por exemplo: casarão.
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres. - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
Pode ser:
Plural dos Substantivos Estrangeiros Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando diminuição. Por exemplo: casinha.
terminam em “s” ou “z”).
os shows os shorts os jazz Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
as regras de nossa língua: Questões
os clubes os chopes
os jipes os esportes 01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também
as toaletes os bibelôs ocorre com o plural de
os garçons os réquiens (A) reco-reco.
(B) guarda-costa.
Observe o exemplo: (C) guarda-noturno.
Este jogador faz gols toda vez que joga. (D) célula-tronco.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. (E) sem-vergonha.

Plural com Mudança de Timbre 02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
Certos substantivos formam o plural com mudança de (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
chamado metafonia (plural metafônico). (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Singular Plural Singular Plural

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APOSTILAS OPÇÃO
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
errada: brasileiras
A) Catalães.
B) Cidadãos. Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
C) Vulcães.
D) Corrimões. Flexão dos adjetivos
Respostas
1-D / 2-D / 3-C O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Adjetivo Gênero dos Adjetivos

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
característica do ser e se relaciona com o substantivo. (masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos classificam-se em: 
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa outra para o feminino.
bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade.  Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo. somente o último elemento.
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
Morfossintaxe do Adjetivo: americana. 
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto). para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
Adjetivo Pátrio feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe político-social.
alguns deles:
Estados e cidades brasileiros: Número dos Adjetivos

Plural dos adjetivos simples


Alagoas alagoano Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Amapá amapaense as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
simples.
Aracaju aracajuano ou aracajuense Por exemplo:
Amazonas amazonense ou baré mau e maus
feliz e felizes
Belo Horizonte belo-horizontino ruim e ruins
Brasília brasiliense boa e boas
Cabo Frio cabo-friense Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Campinas campineiro ou campinense de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Adjetivo Pátrio Composto  ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Observe alguns exemplos: Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana Motos vinho (mas: motos verdes)
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Competições teuto-inglesas Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
América américo- / Por exemplo: Companhia Adjetivo Composto
américo-africana
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo- É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
franceses esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano- formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
português todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro- qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
americanas ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
franco-italianas ficará invariável. Por exemplo:
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos Camisas rosa-claro.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo- Ternos rosa-claro.
portuguesas Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo- Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
portuguesa

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APOSTILAS OPÇÃO
Observe O secretário é inteligentíssimo.
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. Observe alguns superlativos sintéticos: 
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
benéfico beneficentíssimo
Grau do Adjetivo bom boníssimo ou ótimo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a comum comuníssimo


intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: cruel crudelíssimo
o comparativo e o superlativo.
difícil dificílimo
Comparativo doce dulcíssimo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica fácil facílimo


atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características fiel fidelíssimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
abaixo: é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
pode ser:
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de igualdade, o segundo termo da De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Note bem:
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de 1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
Superioridade Analítico dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois antepostos ao adjetivo.
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
Superioridade Sintético fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
São eles: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
bom-melhor hiato i-í.
pequeno-menor
mau-pior Questões
alto-superior
grande-maior 01. Leia o texto a seguir.
baixo-inferior
Violência epidêmica
Observe que: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas epidêmicas.
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
pequeno. centros urbanos e se dissemina pelo interior.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de As estratégias que as sociedades adotam para combater a
dois elementos. violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
qualidades de um mesmo elemento. ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
enfermidades.
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
Inferioridade nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
Sou menos passivo (do) que tolerante. agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de
Superlativo seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que
O superlativo expressa qualidades num grau muito tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser desenvolvimento psicológico pleno.
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: A revisão de estudos científicos permite identificar três
Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um fatores principais na formação das personalidades com maior
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se inclinação ao comportamento violento:
nas formas: 1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
secretário é muito inteligente. transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de lhes impuseram limites de disciplina.
sufixos. 3) Associação com grupos de jovens portadores de
Por exemplo: comportamento antissocial.

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APOSTILAS OPÇÃO
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
violência crescente nas cidades. indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o específica para cada pessoa do discurso.
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
preso. Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
mais sólidas com o mundo do crime. [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os do pronome seja coerente em termos de gênero e número
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e este se apresenta ausente no enunciado.
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão da nossa escola neste ano.
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das adequada]
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento [neste: pronome que determina “ano” = concordância
artístico. adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado) inadequada]

Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos,
corresponde a – características de epidemias. demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada. Pronomes Pessoais
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro. São aqueles que substituem os substantivos, indicando
C) vida rupestre – vida do campo. diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
E) costela bovina – costela de porco. “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”,
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: quem fala.
A) azul-celeste Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
B) azul-pavão que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
C) surda-muda oblíquo.
D) branco-gelo
Pronome Reto
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
estão no grau superlativo absoluto sintético: Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
A) Arquimilionário/ ultraconservador; exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
B) Supremo/ ínfimo; Nós lhe ofertamos flores.
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
Respostas flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
1-B / 2-C / 3-D quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu
Pronome - 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele - 1ª pessoa do plural: nós
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de - 2ª pessoa do plural: vós
alguma forma. - 3ª pessoa do plural: eles, elas
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos! Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como
[substituição do nome] complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
[referência ao nome] formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a
Essa moça morava nos meus sonhos! na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
[qualificação do nome] Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome
Grande parte dos pronomes não possuem significados reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do
um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata verbo indicadas pelo pronome reto.

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APOSTILAS OPÇÃO
Fizemos boa viagem. (Nós) Pronome Oblíquo Tônico

Pronome Oblíquo Os pronomes oblíquos tônicos são sempre


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
indireto) ou complemento nominal. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
configurado:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
oração. - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
Pronome Oblíquo Átono são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são - As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
Ele me deu um presente. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
pronomes costumam ser usados desta forma:
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não há mais nada entre mim e ti.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não há nenhuma acusação contra mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe Não vá sem mim.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Atenção:
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes Há construções em que a preposição, apesar de surgir
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
Observações: verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o reto.
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
função de objeto indireto na oração. Não vá sem eu mandar.

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos - A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes


diretos como objetos indiretos. originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
objetos diretos. frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
companhia.
Saiba que: Ele carregava o documento consigo.
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
nos exemplos que seguem: algum numeral.

Você terá de viajar com nós todos.


- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
vocês? Ele disse que iria com nós três.
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
pouco. Pronome Reflexivo

No português do Brasil, essas combinações não são usadas; São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
Atenção: verbo.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tempo que a terminação verbal é suprimida. Eu não me vanglorio disso.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
fazei + o = fazei-os
dizer + a = dizê-la - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume Conhece a ti mesmo.
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
repõe + os = repõe-nos Guilherme já se preparou.
retém + a: retém-na Ela deu a si um presente.
tem + as = tem-nas Antônio conversou consigo mesmo.

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APOSTILAS OPÇÃO
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Lavamo-nos no rio. cabelos. (correto)

- 2ª pessoa do plural (vós): vos. Pronomes Possessivos


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Eles se conheceram. possuída).
Elas deram a si um dia de folga. Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

A Segunda Pessoa Indireta Observe o quadro:

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando Número Pessoa Pronome


utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso singular primeira meu(s), minha(s)
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento, singular segunda teu(s), tua(s)
que podem ser observados no quadro seguinte: singular terceira seu(s), sua(s)

Pronomes de Tratamento plural primeira nosso(s), nossa(s)


Vossa Alteza V. A. príncipes, duques plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos plural terceira seu(s), sua(s)
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
oficiais-generais Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
universidades o objeto possuído.
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores difícil.
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento Observações:
cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus 1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da
alteração fonética da palavra senhor.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a - Muito obrigado, seu José.
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português Podem ter outros empregos, como:
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente; a) indicar afetividade.
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à - Não faça isso, minha filha.
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos.
Observações: c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
relação à pessoa com quem falamos. 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
encontro. Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. concorda com o mais próximo.
Trouxe-me seus livros e anotações.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, átonos assumem valor de possessivo.
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
Pronomes Demonstrativos
b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou
na 3ª pessoa. discurso.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou está perto da pessoa que fala.
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não fala.
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
na terceira pessoa. está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus  
cabelos. (errado) Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de
cabelos. (correto) fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro

Língua Portuguesa 28
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APOSTILAS OPÇÃO
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem). - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
No tempo: eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere outrem, quem, tudo.
ao ano presente. Algo o incomoda?
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Quem avisa amigo é.
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
referindo a um passado distante. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
  aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Cada povo tem seus costumes.
invariáveis, observe: Certas pessoas exercem várias profissões.

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Invariáveis: isto, isso, aquilo. pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.) Menos palavras e mais ações.
- mesmo(s), mesma(s): Alguns se contentam pouco.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s): Os pronomes indefinidos podem ser divididos
Os próprios alunos resolveram o problema. em variáveis e invariáveis. Observe:

- semelhante(s): Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,


Não compre semelhante livro. outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
- tal, tais: tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
Tal era a solução para o problema. todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Note que: Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada.
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar Cada um escolheu o vinho desejado.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. Indefinidos Sistemáticos
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
de). afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa;
lugar. certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; Essas oposições de sentido são muito importantes na
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado] construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
A menina foi a tal que ameaçou o professor? expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem
pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso, parte:
nisso, no, etc. Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) prático.
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
Pronomes Indefinidos pessoas quaisquer.

São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, Pronomes Relativos


dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
indeterminada. São aqueles que representam nomes já mencionados
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém- anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
plantadas. orações subordinadas adjetivas.

Língua Portuguesa 29
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APOSTILAS OPÇÃO
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
é antecedente do pronome relativo que. - como (= pelo qual)
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome Não me parece correto o modo como você agiu semana
demonstrativo o, a, os, as. passada.
Não sei o que você está querendo dizer. - quando (= em que)
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
expresso.
Quem casa, quer casa. j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase.
Observe: O futebol é um esporte.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O povo gosta muito deste esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
Note que: ocorrer a elipse do relativo “que”.
a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído (que) fumava.
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
um substantivo. Pronomes Interrogativos

O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).

b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter preferes.
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza passageiros desembarcaram.
ou depois de determinadas preposições:
Sobre os pronomes:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
ambiguidade.) sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
desempenha função de complemento. Vamos entender,
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
refere a uma oração. lo.

Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
sua vocação natural. exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
das quais. o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
(antecedente) (consequente) Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”)
estiver no infinitivo ou gerúndio.
Emprestei tantos quantos foram necessários. Eu desejo lhe perguntar algo.
(antecedente) Eu estou perguntando-lhe algo.

Ele fez tudo quanto havia falado. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos:
(antecedente) os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente
dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
precedido de preposição. estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que
É um professor a quem muito devemos. eu estava fazendo.
(preposição)
Questões
g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar. 01. Observe as sentenças abaixo.
A casa onde morava foi assaltada. I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.

Língua Portuguesa 30
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APOSTILAS OPÇÃO
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada.
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam (A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos uma fala de Cristo.
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos pessoas distintas.
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem poder.
fora dela. (D) A posição dos braços do personagem na charge repete a
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de Cristo na cruz.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles forma equilibrada.
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe Respostas
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 01. A\02. E\03. B
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das Verbo
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização ocorrência (nascer); desejo (querer).
do conceito de amizade. O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu Estrutura das Formas Verbais
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. apresentar os seguintes elementos:
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu essencial do verbo. Por exemplo:
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em: São três as conjugações:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet- 1ª - Vogal Temática - A - (falar)
estamudando-amizade-619645.shtml>. 2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o
se referem. tempo e o modo do verbo.
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a Por exemplo:
amizades. falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
superficial de amizade.
III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere- d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa
se aos pronomes eu e você. a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou
plural).
Quais estão corretas? falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
(A) Apenas I. falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
(B) Apenas II. Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados
(C) Apenas III. (compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a
(D) Apenas I e II. forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver
(E) I, II e III. desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do
verbo: põe, pões, põem, etc.

Língua Portuguesa 31
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APOSTILAS OPÇÃO
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos coaxar: sapo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com cricrilar: grilo
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no
radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas Os principais verbos unipessoais são:
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos
Classificação dos Verbos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Classificam-se em: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações conjunção que.
no radical.
Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse fumar.)
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
no radical ou nas desinências. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
principais verbos impessoais são: provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se contextos.
ou fazer (em orações temporais). verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. tempos, modos e pessoas.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia. d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal- curtas (particípio irregular). Observe:
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal. Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) Anexar Anexado Anexo
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
Dispersar Dispersado Disperso
d) São impessoais, ainda: Eleger Elegido Eleito
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
Ex.: Já passa das seis. Envolver Envolvido Envolto
2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de, Imprimir Imprimido Impresso
indicando suficiência. Ex.: 
Basta de tolices. Chega de blasfêmias. Matar Matado Morto
3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem, Morrer Morrido Morto
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, Pegar Pegado Pego
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos, Soltar Soltado Solto
então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
possível”. Por exemplo: em sua conjugação.
Não deu para chegar mais cedo. Por exemplo: 
Dá para me arrumar uns trocados?

- Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se Ir Pôr Ser Saber
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. vou ponho sou sei
A fruta amadureceu. vais pus és sabes
As frutas amadureceram. ides pôs fui soube
fui punha foste saiba
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
foste seja
pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de f) Auxiliares
animais; eis alguns: São aqueles que entram na formação dos tempos
bramar: tigre compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando

Língua Portuguesa 32
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APOSTILAS OPÇÃO
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
                         Futuro do Presente Composto: terei estado.
  Vou                       espantar           as          moscas. Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo) estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Está                    chegando            a         hora     do    debate.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                  ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
                   
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
haver. nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
Conjugação dos Verbos Auxiliares ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
estivessem.
SER - Modo Indicativo Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, estiverdes, quando eles estiverem.
vós éreis, eles eram. Futuro Composto: Tiver estado.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
fomos, vós fostes, eles foram. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. estai vós, estejam eles.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
fôramos, vós fôreis, eles foram. estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido. Formas Nominais
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, Infinitivo: estar
vós sereis, eles serão. Gerúndio: estando
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido. Particípio: estado

SER - Modo Subjuntivo ESTAR - Formas Nominais

Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós Infinitivo Impessoal: estar
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, estarem.
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem. Gerúndio: estando
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido. Particípio: estado
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem. HAVER - Modo Indicativo
Futuro Composto: tiver sido.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
SER - Modo Imperativo hão.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede havíamos, vós havíeis, eles haviam.
vós, sejam eles. Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
nós, não sejais vós, não sejam eles. Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu
sermos nós, por serdes vós, por serem eles. houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
houveram.
SER - Formas Nominais Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
Formas Nominais haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Infinitivo: ser Futuro do Presente Composto: terei havido.
Gerúndio: sendo Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele
Particípio: sido haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
nós, serdes vós, serem eles. HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

ESTAR - Modo Indicativo Modo Subjuntivo


Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais, hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
eles estão. Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles
estávamos, vós estáveis, eles estavam. houvessem.
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido.
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram. Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres,
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado. quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu houverdes, quando eles houverem.
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles Futuro Composto: tiver havido.
estiveram.
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado

Língua Portuguesa 33
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APOSTILAS OPÇÃO
Modo Imperativo Eu me arrependo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Tu te arrependes 
hajam eles. Ele se arrepende 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Nós nos arrependemos 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Vós vos arrependeis 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eles se arrependem
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
HAVER - Formas Nominais a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
haverdes, haverem. transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Infinitivo Pessoal: haver conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Gerúndio: havendo chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Particípio: havido A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria
TER - Modo Indicativo penteou-me.
 
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, Observações:
eles têm. 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. sintática.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. exercem funções sintáticas.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Por exemplo:
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
teremos, vós tereis, eles terão. direto) - 1ª pessoa do singular
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, Modos Verbais
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido. Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Modo Subjuntivo Eu sempre estudo.
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem. exemplo: Estuda agora, menino.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, Formas Nominais
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
Modo Imperativo advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, Observe: 
tende vós, tenham eles. - a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
termos nós, por terdes vós, por terem eles. O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja: apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal;
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós)
no radical do verbo. Por exemplo: 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós)
Arrependi-me de ter estado lá. 3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles)
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, Por exemplo:
pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz- - c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou
se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva advérbio. Por exemplo: 
expressa pelo radical do próprio verbo.   Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e advérbio)
respectivos pronomes):  Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)

Língua Portuguesa 34
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APOSTILAS OPÇÃO
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido Pretérito mais-que-perfeito
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 1ª/2ª e 3ª conj.
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. CANTAR VENDER PARTIR - -
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
(forma simples) cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. Pretérito Imperfeito do Indicativo
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado CANTAR VENDER PARTIR
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVA vendIA partIA
os alunos já terão terminado o teste. cantAVAS vendIAS partAS
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode CantAVA vendIA partIA
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias. cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
- Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que cantAVAM vendIAM partIAM
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria Futuro do Presente do Indicativo
viajado nas férias.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
2. Tempos do Subjuntivo CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento cantar ás vender ás partir ás
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame. cantar á vender á partir á
- Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas cantar emos vender emos partir emos
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que cantar eis vender eis partir eis
ele vencesse o jogo. cantar ão vender ão partir ão

Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções Futuro do Pretérito do Indicativo
em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato. 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente CANTAR VENDER PARTIR
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha cantarIA venderIA partirIA
estudado bastante, não passou no teste. cantarIAS venderIAS partirIAS
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode cantarIA venderIA partirIA
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo: cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
Quando ele vier à loja, levará as encomendas. cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que cantarIAM venderIAM partirIAM
indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
levará as encomendas.

Língua Portuguesa 35
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APOSTILAS OPÇÃO
Presente do Subjuntivo Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Que eu cante ---
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que tu cantes Não cantes tu
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que ele cante Não cante você
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que nós cantemos Não cantemos nós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conj. 2ª/3ª conj. Observações:
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantES vendAS partAS E A S (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantE vendA partA E A Ø ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEIS vendAIS partAIS E A IS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEM vendAM partAM E A M sede (vós).

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Infinitivo Impessoal

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, CANTAR VENDER PARTIR
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número Infinitivo Pessoal
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal CANTAR VENDER PARTIR
1ª /2ª e 3ª conj. cantar vender partir
CANTAR VENDER PARTIR cantarES venderES partirES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantar vender partir
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarDES venderDES partirDES
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M Questões

Futuro do Subjuntivo 01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos


___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa do texto.
correspondente. (A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess. (C) sejam … mantém
1ª /2ª e 3ª conj. (D) seja … mantivessem
CANTAR VENDER PARTIR (E) seja … mantêm
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES 02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão
cantaR vendeR partiR R Ø apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS verbal em destaque expressa ação
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES (A) concluída.
cantaREM vendeREM PartiREM R EM (B) atemporal.
(C) contínua.
Imperativo (D) hipotética.
(E) futura.
Imperativo Afirmativo
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar,
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:  (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo (C) adotar como referência de qualidade.
Eu canto --- Que eu cante (D) julgar de acordo com normas legais.
Tu cantas CantA tu Que tu cantes (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos Respostas
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis 1-B / 2-C / 3-E
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Advérbio
Imperativo Negativo
O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo,
negação às formas do presente do subjuntivo. tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade,
contiguidade.

Língua Portuguesa 36
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APOSTILAS OPÇÃO
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no Há locuções adverbiais que possuem advérbios
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias correspondentes.
em que esse processo se desenvolve.  Exemplo:
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
exemplos: é a de grau:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
você está até bem informado.
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo inconstitucionalissimamente, etc;
alheio, representando uma qualidade, característica. Diminutivo: diminui a intensidade.
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
O artista canta muito mal. devagarinho, 

Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro Questões


advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando 01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, Único)
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, advérbios: AÍ e ainda.
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, Considerando que advérbio é a palavra que modifica
ao lado, em volta um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, circunstâncias expressas por eles.
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe A) Lugar e negação.
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, B) Lugar e tempo.
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, C) Modo e afirmação.
indubitavelmente D) Tempo e tempo.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, E) Intensidade e dúvida.
simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também 02. Leia o texto a seguir.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis Impunidade é motor de nova onda de agressões
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas
para quê?(finalidade) últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de
Locução adverbial  repercussões.
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da
Exemplo: estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)

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APOSTILAS OPÇÃO
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
há uma subordinação do segundo termo em relação ao
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
circunstância adverbial de modo. da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em Tipos de Preposição
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
sucesso, de duas amigas… como preposições.
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
de um engano... para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí… 2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
gramaticais que podem atuar como preposições.
03. Leia o texto a seguir. Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto.
Cultura matemática
Hélio Schwartsman 3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito trás de.
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou preposição, mas das palavras às quais ela se une.
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na Esse processo de junção de uma preposição com outra
manga da camisa. palavra pode se dar a partir de dois processos:
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma preposição a + artigos definidos o, os
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo a + o = ao
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras preposição a + advérbio onde
técnicas. a + onde = aonde
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil 2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. Preposição + Artigos
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito De + o(s) = do(s)
para compreender as novas pesquisas que trazem informações De + a(s) = da(s)
relevantes para nossa saúde e bem-estar. De + um = dum

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APOSTILAS OPÇÃO
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Em + o(s) = no(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + a(s) = na(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + um = num Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + uma = numa Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uns = nuns Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + umas = numas Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
A + à(s) = à(s) Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Por + o = pelo(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + a = pela(s)
Questões
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + essa(s) = dessa(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + aquele(s) = daquele(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + aquela(s) = daquela(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + isto = disto em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + isso = disso O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + aquilo = daquilo de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aqui = daqui que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + aí = daí “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + ali = dali duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + outro = doutro(s) pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + outra = doutra(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
Em + este(s) = neste(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + esta(s) = nesta(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + esse(s) = nesse(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + aquele(s) = naquele(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + aquela(s) = naquela(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + isto = nisto que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + isso = nisso a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + aquilo = naquilo Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
A + aquele(s) = àquele(s) o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquela(s) = àquela(s) implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
A + aquilo = àquilo disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
não é o mais importante.
Dicas sobre preposição “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
oblíquo e artigo. Como distingui-los? estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
ao bom comportamento”.
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
e feminino. no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
A dona da casa não quis nos atender. por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
Como posso fazer a Joana concordar comigo? já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois atitude”.
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também
um tratamento adequado. minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
ou a função de um substantivo. “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
da família não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das (Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
preposições: liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
Destino = Irei para casa.
Modo = Chegou em casa aos gritos. No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
Lugar = Vou ficar em casa; vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência. termo em destaque expressa relação de
Tempo = A prova vai começar em dois minutos. A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral. do projeto “Xadrez que liberta”.
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo

Língua Portuguesa 39
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APOSTILAS OPÇÃO
de falar.
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para Conjunções coordenativas
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. Dividem-se em:
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou
muito feliz, porque eu não esperava. - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir Ex. Gosto de cantar e de dançar.
a revisão da minha pena. Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
não só...como também.
02. Considere o trecho a seguir.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade de compensação.
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, Ex. Estudei, mas não entendi nada.
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
instituição. todavia, no entanto, entretanto.
As preposições que preenchem o trecho, correta,
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
A) a ...com Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
B) de ...com Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
C) de ...a quer, já...já.
D) com ...a
E) para ...de - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
Estudei muito, por isso mereço passar.
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
expressa ideia de finalidade. (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
957,70 para R$ 1.915,40. - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
comprovar o crime. do verbo), porquanto.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer
o exame clínico”... Conjunções subordinativas
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz - CAUSAIS
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. vez que, como (= porque).
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
policial de dizer quem está embriagado...
- COMPARATIVAS
Respostas Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
1-B / 2-B / 3-B mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
Conjunção
- CONCESSIVAS
Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
cansada)
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as Apesar de ter chovido fui ao cinema.
amiguinhas
- CONFORMATIVAS
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: Principais conjunções conformativas: como, segundo,
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: conforme, consoante
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou Cada um colhe conforme semeia.
3ª oração: quando viu as amiguinhas. Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As - CONSECUTIVAS
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”,
Observe: Gosto de natação e de futebol. “tão”, “tamanho”).
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes Falou tanto que ficou rouco.
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está
ligando termos de uma mesma oração. - FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações Todos trabalham para que possam sobreviver.
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque
(=para que),
Morfossintaxe da Conjunção
- PROPORCIONAIS
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto
propriamente uma função sintática: são conectivos. mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
Subordinativas - TEMPORAIS

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APOSTILAS OPÇÃO
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
que. elemento grifado pode ser substituído por:
Quando eu sair, vou passar na locadora. A) Porém.
B) Contudo.
Importante: C) Todavia.
D) Entretanto.
Diferença entre orações causais e explicativas E) Conquanto.

Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
explicativa. Veja os exemplos: (A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (C) comparativa na primeira ocorrência.
atropelado”: (D) causal na segunda ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou (E) causal na primeira ocorrência.
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 03. Leia o texto a seguir.
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula. Participação
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
explicativa. nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
porque não havia cemitério no local.” da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
la é colocá-la no início do período, introduzida pela convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos
em outra cidade. Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente estrofe:
dependentes uma da outra. “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
vida ou morte − será arte?”
Questões
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte
01. Leia o texto a seguir. na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem identidade social.
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação,
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de (Belarmino Tavares, inédito)
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
passado. Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, relação de causa e efeito:
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor A) ser poeta e militante político / confronto entre
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para subjetividade e atuação social
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a B) ser poeta e militante político / divisão permanente em
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam cada um de nós
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de E) participar ativamente da política / formular hipóteses
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem com ar de convicção
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão Respostas
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould, 1-E / 2-E / 3-A
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter Interjeição
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77) sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. mais elaboradas. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!

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APOSTILAS OPÇÃO
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua - Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
raiva se traduz numa palavra: Droga! - Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!

Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou - Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga! Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma - Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui - Desculpa: Perdão!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por - Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma Eh!
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - - Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma Ora!
sentença. - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Veja os exemplos: Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Bravo! Bis! - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
bom! Repitam!» - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... - Saudação,  Chamamento  ou  Invocação:  Salve!, Viva!,
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
“Estou com dor!” Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
momento ou um contexto específico. Exemplos:
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira Locução Interjetiva
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
enunciação. Exemplos: expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Psiu! Ora bolas!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua; Quem me dera!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei, Virgem Maria!
espere!” Meu Deus!
Psiu! Ai de mim!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um Valha-me Deus!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça Graças a Deus!
silêncio!” Alto lá!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Muito bem!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! Observações:
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: exemplo:
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria, Ué! = Eu não esperava por essa!
tristeza, dor, etc. Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras. 2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
Ah, deve ser muito interessante. tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
b) Sintetizar uma frase apelativa podem aparecer como interjeições.
Cuidado! Saia da minha frente. Viva! Basta! (Verbos)
As interjeições podem ser formadas por: Fora! Francamente! (Advérbios)
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro! 3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora porque sozinha pode constituir uma mensagem.
bolas! Socorro!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes Ajudem-me! 
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que Silêncio!
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo: Fique quieto!
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria) 4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas,
que exprimem ruídos e vozes.
Classificação das Interjeições
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
- Advertência:  Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Atenção!, Olha!, Alerta!
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc.
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
depois do “ó” vocativo.
- Animação  ou  Estímulo:  Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 

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APOSTILAS OPÇÃO
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac) Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeira segunda milésima
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeiros segundos milésimos
diminutivo ou no superlativo. primeiras segundas milésimas
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Interjeições, leitura e produção de textos Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
em funções substantivas:
Usadas com muita frequência na língua falada informal, Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além flexionam-se em gênero e número:
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante Teve de tomar doses triplas do medicamento.
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso partes
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
racional fazem das interjeições presença constante nos textos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
publicitários. É o que ocorre em frases como:
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ “Me empresta duzentinho...”
morf89.php É artigo de primeiríssima qualidade!
Numeral O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
divisão de futebol)
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa Emprego dos Numerais
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
Eu quero café duplo, e você? partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] substantivo:
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Ordinais Cardinais
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
“fila”] D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
de numerais, mas sim de algarismos. *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a até nono e o cardinal de dez em diante:
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
Classificação dos Numerais empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
um, dois, cem mil, etc. da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: comunitárias de seu bairro.
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
dobro, triplo, quíntuplo, etc. um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
Leitura dos Numerais três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
Separando os números em centenas, de trás para frente, cinco quinto quíntuplo quinto
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no seis sexto sêxtuplo sexto
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos sete sétimo sétuplo sétimo
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”. oito oitavo óctuplo oitavo
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte nove nono nônuplo nono
e seis. dez décimo décuplo décimo
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
Flexão dos numerais treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, quinze décimo quinto - quinze avos
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. dezessete décimo sétimo - dezessete avos
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número: dezoito décimo oitavo - dezoito avos
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis. dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos

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APOSTILAS OPÇÃO
trinta trigésimo - trinta avos desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois
quarenta quadragésimo - quarenta avos grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
sessenta sexagésimo - sessenta avos predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos A menina banhou-se na cachoeira.
noventa nonagésimo - noventa avos A menina – sujeito
cem centésimo cêntuplo centésimo banhou-se na cachoeira – predicado
duzentos ducentésimo - ducentésimo Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em
quinhentos quingentésimo - quingentésimo número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo algo», «o tema do que se vai comunicar».
setecentos septingentésimo - septingentésimo O predicado é a parte da oração que contém “a informação
oitocentos octingentésimo - octingentésimo nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito,
novecentos nongentésimo constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara
milhão milionésimo - milionésimo algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou
bilhão bilionésimo - bilionésimo seja, o predicado, é «é eterno».

Questões Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”,


que identificamos por ser o termo que concorda em número e
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”.
temos exemplos de numerais:
A) ordinais; Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um
B) cardinais; substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de
C) fracionários; sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e
D) romanos; revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
E) Nenhuma das alternativas. “O amigo retardatário do presidente prepara-se para
desembarcar.” (Aníbal Machado)
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
empregados.
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. Os termos da oração da língua portuguesa são classificados
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. em três grandes níveis:
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado. - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 da Passiva).
são, respectivamente
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
nongentésimo Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:

Respostas
1-B / 2-D / 3-B Sujeito Predicado
Pobreza não é vileza.
Os sertanistas capturavam os índios.
Sintaxe da oração e do período;
Um vento áspero sacudia as árvores.

Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica


Oração uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
casos, através de reticências. o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, - estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
não podem ser analisadas sintaticamente frases como: - apresentar-se como elemento determinante em relação ao
predicado;
Socorro! - constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo
Com licença! ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso. Exemplo:

Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como A padaria está fechada hoje.
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos está fechada hoje: predicado nominal
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado

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APOSTILAS OPÇÃO
a padaria: sujeito Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular fertiliza o Egito.
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire açudes. (= Açudes foram construídos.)
sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa
sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado. por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos
Exemplo: dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina
trancou-se no quarto.
As formigas invadiram minha casa. Indeterminado: quando não se indica o agente da ação
as formigas: sujeito = termo determinante verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou
invadiram minha casa: predicado = termo determinado a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se
Há formigas na minha casa. bem naquele restaurante.
há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
sujeito: inexistente Observações:
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma - Sujeito formado por pronome indefinido não é
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho.
nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o Ninguém lhe telefonou.
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu, - Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
sua representação pode ser feita através de um substantivo, de já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com
um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo. qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
Exemplos: - Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo
Eu acompanho você até o guichê. ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito.
Vocês disseram alguma coisa? Pode ser omitido junto de infinitivos.
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Aqui vive-se bem.
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. Devagar se vai ao longe.
Marcos: sujeito = substantivo próprio Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Ninguém entra na sala agora. Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
ninguém: sujeito = pronome substantivo
O andar deve ser uma atividade diária. - Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
oração substantiva subjetiva: posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
língua.
É difícil optar por esse ou aquele doce... Exemplos:
É difícil: oração principal É fácil este problema!
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou (José de Alencar)
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um
O sino era grande. fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
Ela tem uma educação fina. nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Isto não me agrada. Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.). fenômenos meteorológicos.
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
O sujeito pode ser: frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse
sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; que estabelece concordância com outro termo essencial
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).
cavalo nadavam ao lado da canoa.” Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua
amanhã. portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. Então têm por características básicas: apresentar-se como
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele)
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito: Exemplo:
vocês) Carolina conhece os índios da Amazônia.
sujeito: Carolina = termo determinante

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APOSTILAS OPÇÃO
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo João puxou a rede.
determinado “Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara
Resende)
Nesse exemplo podemos observar que a concordância é “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.”
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos (Camilo Castelo Branco)
essenciais. No exemplo, entre “Carolina” e “conhece”. Isso se dá
porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou,
isto é, que são responsáveis pela principal informação naquele invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas:
segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê?
nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da Os verbos de predicação completa denominam-se
oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso, intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os
temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu (bitransitivos).
núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram
termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de
verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal,
predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem relacionando o predicativo com o sujeito.
dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos: Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em:
Intransitivos: são os que não precisam de complemento,
Minha empregada é desastrada. pois têm sentido completo.
predicado: é desastrada “Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito “Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)
tipo de predicado: nominal “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.”
(Marquês de Maricá)
O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou Observações: Os verbos intransitivos podem vir
característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.) acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um
funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido.
A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. As orações formadas com verbos intransitivos não podem
predicado: demoliu nosso antigo prédio “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com
sujeito o objeto direto ou indireto.
tipo de predicado: verbal - “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
Os manifestantes desciam a rua desesperados. - “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
predicado: desciam a rua desesperados - “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
sujeito; desesperados = atributo do sujeito
tipo de predicado: verbo-nominal Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
responsável também por definir os tipos de elementos que
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia Comprei um terreno e construí a casa.
do predicado. “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, Maricá)
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: (Guedes de Amorim)

“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
depois de algozes) complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da Consideramos o caso extraordinário.
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Inês trazia as mãos sempre limpas.
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina O povo chamava-os de anarquistas.
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) Julgo Marcelo incapaz disso.

Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem
forma o predicado. ser usados também na voz passiva; Outra característica desses
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo: verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico:
As flores murcharam. arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
Os animais correm. tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
As folhas caem. diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar,
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:

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APOSTILAS OPÇÃO
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo,
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
Exemplos: verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma A bandeira é o símbolo da Pátria.
adolescente.” (Ciro dos Anjos) A mesa era de mármore.
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
neutros.” (Érico Veríssimo) Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
Américo) O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava
“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” atrasado.)
(José Geraldo Vieira) O menino abriu a porta ansioso.
Todos partiram alegres.
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe, Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até
agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem- mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda
lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os
os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes,
lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, coisas.; Onde está a criança que fui?
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam um verbo transitivo. Exemplos:
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e O juiz declarou o réu inocente.
pouco mais, usados também como transitivos diretos: João O povo elegeu-o deputado.
paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos
atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em
preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente
com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se
vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta;
(tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado
variam de significação conforme sejam usados como transitivos considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo
diretos ou indiretos. inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. choque com o mundo me causara.”
Exemplos:
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres. Termos Integrantes da Oração
A empresa fornece comida aos trabalhadores. Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
Oferecemos flores à noiva. a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
Ceda o lugar aos mais velhos. completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
compreensão do enunciado. São os seguintes:
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na - Complemento Nominal;
formação do predicado nominal. Exemplos: - Agente da Passiva.
A Terra é móvel.
A água está fria. Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação
O moço anda (=está) triste. incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
A Lua parecia um disco. As plantas purificaram o ar.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de Procurei o livro, mas não o encontrei.
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais Ninguém me visitou.
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto O objeto direto tem as seguintes características:
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria - Normalmente, não vem regido de preposição;
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com verbo ativo: Caim matou Abel.
dificuldades.; Parece que vai chover. - Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
por Caim.
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam O objeto direto pode ser constituído:
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos: - Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador
O homem anda. (intransitivo) cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
O homem anda triste. (de ligação) - Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos:
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao
O cego não vê. (intransitivo) espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto) quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto) - Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do
objeto. livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos
meus escritos?”

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APOSTILAS OPÇÃO
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando- O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
esfera semântica: “Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
(Vivaldo Coaraci) Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa,
Machado) ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal:
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado “Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a
de Assis) significação dos verbos:
Em tais construções é de rigor que o objeto venha
acompanhado de um adjunto. - Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto - Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva):
direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua
precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a
principalmente: verdade ao moço.)
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta;
seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”. Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento Observações: Há verbos que podem construir-se com dois
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a
aquele homem a quem na realidade também temia, como todos Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para
ali”. ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a adjuntos adverbiais.
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
duas criaturas que só tinham uma à outra”. Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os
conheço desde os seus mais tenros anos”. obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro quem conto são poucas.
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
ambos...”. Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos com, contra, de, em, para e por.
outros.; A quantos a vida ilude!.
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos,
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”;
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê- “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!”
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões Observações: O complemento nominal representa o
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de
expressão. assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas
Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no complementar verbos, complementa nomes (substantivos,
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo;

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APOSTILAS OPÇÃO
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc. Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.;
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu
frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos de repente.
colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.” Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
pelos pronomes: domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De
As flores são umedecidas pelo orvalho. ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio,
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto
ativa: adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva) complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
A multidão aclamava a rainha. (voz ativa) adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece,
Observações: desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado “Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.”
e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. (Carlos Drummond de Andrade)
(Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
(Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos substantivo:
pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele Foram os dois, ele e ela.
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
ruas. (certo)
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
Termos Acessórios da Oração seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
sujeito:
Termos acessórios são os que desempenham na oração Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São cores.
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
adverbial e aposto. Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
adnominal). (Graciliano Ramos)
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, vezes, está elíptico. Exemplos:
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, alma humana.
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem tempestade iminente.
- fio de aço, casa de madeira: matéria O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor é, a saber, ou da preposição acidental como:
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai,
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém não são banhados pelo mar.
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe. nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:

Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas coisas.” (Raquel Jardim)
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.

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APOSTILAS OPÇÃO
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título, Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
a coisa personificada a que nos dirigimos: oração)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria verbais, duas orações)
de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de Há três tipos de período composto: por coordenação, por
Assis) subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela) tempo (também chamada de misto).

Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. Período Composto por Coordenação – Orações
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os Coordenadas
pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, Considere, por exemplo, este período composto:
que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de de infância.
apelo (ó, olá, eh!): 1ª oração: Passeamos pela praia
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano) 2ª oração: brincamos
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” 3ª oração: recordamos os tempos de infância
(Graciliano Ramos) As três orações que compõem esse período têm sentido
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática:
Castelo Branco) elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. sintaticamente.
As orações independentes de um período são chamadas
Questões de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
orações coordenadas é chamado de período composto por
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade coordenação.
em: As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa sindéticas.
(B) enfrentamos MUITAS novidades
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
(E) assumimos MUITO conflito e confusão Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
OCA OCA OCA
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
respectivamente: Assis)
(A) sujeito – objeto direto; “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
(B) sujeito – aposto; (Antônio Olavo Pereira)
(C) objeto direto – aposto; “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
(D) objeto direto – objeto direto; (Coelho Neto)
(E) objeto direto – complemento nominal.
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
indireto. O homem saiu do carro / e entrou na casa.
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana) OCA OCS
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
Pessoa) acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar que as introduzem. Pode ser:
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de
Guimarães) - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a mas também, não só... mas ainda.
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para Saí da escola / e fui à lanchonete.
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) OCA OCS Aditiva

Respostas Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção


01. D\02. C\03. D que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
Período
A doença vem a cavalo e volta a pé.
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um As pessoas não se mexiam nem falavam.
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de “Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até
interrogação ou com reticências. nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
O período é simples quando só traz uma oração, chamada (Machado de Assis)
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma - Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
Estudei bastante / mas não passei no teste.
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há OCA OCS Adversativa
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
locuções verbais nele existentes. Exemplos: que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) uma conjunção coordenativa adversativa.

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APOSTILAS OPÇÃO
A espada vence, mas não convence. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
 
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, 02. E\03. C
por isso, pois, logo.
Período Composto por Subordinação
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
OCA OCS Conclusiva Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Todos querem sua participação. (objeto direto)
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva. causa)

Vives mentindo; logo, não mereces fé. Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade. orações com a mesma função sintática:
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, com função de adjunto adnominal)
ora... ora, seja... seja, quer... quer. Todos querem / que você participe. (oração subordinada
com função de objeto direto)
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
OCA OCS Alternativa subordinada com função de adjunto adverbial de causa)

Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
coordenativa alternativa. menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
Venha agora ou perderá a vez. é classificado como período composto por subordinação. As
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
Assis) que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
muito caro.” (Renato Inácio da Silva) Orações Subordinadas Adverbiais
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
(Luís Jardim) As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
porque, pois, porquanto. que as introduz:
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação visto que.
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa Não fui à escola / porque fiquei doente.
explicativa. OP OSA Causal

Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. O tambor soa porque é oco.
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Veríssimo) Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
Questões Sousa)

01. Relacione as orações coordenadas por meio de - Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
conjunções: ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. Irei à sua casa / se não chover.
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. OP OSA Condicional
  
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: ofensores.
(A) causa Se o conhecesses, não o condenarias.
(B) explicação “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
(C) conclusão Andrade)
(D) proporção A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
(E) comparação tenha êxito.
  - Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
sublinhada pode indicar uma ideia de: Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
(A) concessão que, mesmo que.
(B) oposição Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
(C) condição OP OSA Concessiva
(D) lugar Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que
(E) consequência ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
   Embora não possuísse informações seguras, ainda assim
Respostas arriscou uma opinião.
01. Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram. ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.

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APOSTILAS OPÇÃO
Por mais que gritasse, não me ouviram. À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. diminuindo.
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa Orações Subordinadas Substantivas

O homem age conforme pensa. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. integrantes que e se. Elas podem ser:

- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. O grupo quer / que você ajude.
OP OSA Temporal OP OSS Objetiva Direta

Formiga, quando quer se perder, cria asas. O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se mestre exigia a presença de todos.)
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) Mariana esperou que o marido voltasse.
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
de Maricá) O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
Enquanto foi rico, todos o procuravam.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
que, porque (=para que), que. principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. Necessito / de que você me ajude.
OP OSA Final OP OSS Objetiva Indireta

“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
(Marquês de Maricá) viagem.)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. Aconselha-o a que trabalhe mais.
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = Daremos o prêmio a quem o merecer.
para que) Lembre-se de que a vida é breve.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
para que não deixasse) que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi É importante / que você colabore.
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= OP OSS Subjetiva
porque), pois que, visto que.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. A oração subjetiva geralmente vem:
OP OSA Consecutiva - depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. ele voltará amanhã.
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
J. Veiga) se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
prolongar minha viagem. das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem
da reunião.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com necessária.)
menos ou mais). Parece que a situação melhorou.
Ela é bonita / como a mãe. Aconteceu que não o encontrei em casa.
OP OSA Comparativa Importa que saibas isso bem.

A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.” - Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
(Marquês de Maricá) É aquela que exerce a função de complemento nominal de um
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. inocência. (complemento nominal)
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz Estou convencido / de que ele é inocente.
daquele olhar. OP OSS Completiva Nominal

Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está dele.)
subentendido o verbo ser (como a mãe é). Estava ansioso por que voltasses.
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona Sê grato a quem te ensina.
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.”
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto (Graciliano Ramos)
mais, quanto menos.
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. - Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
OSA Proporcional OP que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,

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APOSTILAS OPÇÃO
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Deus, que é nosso pai, nos salvará.
felicidade. (predicativo) Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
O importante é / que você seja feliz. Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
OP OSS Predicativa Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.

Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Orações Reduzidas
Minha esperança era que ele desistisse. Observe que as orações subordinadas eram sempre
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Não sou quem você pensa. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
do país. (aposto) - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do (infinitivo)
país. - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
OP OSS Apositiva - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio)
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
coisa: a sua felicidade) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. formas nominais são chamadas de reduzidas.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
que virias a morrer...” (Osmã Lins) devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
oculto?” (Machado de Assis) passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração da oração desenvolvida.
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
saúde, tornou-se realidade. Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, OSA Temporal
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: reduzida de infinitivo.
Não sei quando ele chegou.
Diga-me como resolver esse problema. Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me.
Orações Subordinadas Adjetivas OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem condicional, reduzida de gerúndio.
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
adnominal em oração subordinada adjetiva: Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) vestiário.
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada OSA Temporal
adjetiva) Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio.
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem Observações:
ser classificadas em:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
referem. Exemplo: desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. cidade.
OP OSA Restritiva - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica Exemplos:
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não Preciso terminar este exercício.
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai.
Pedra que rola não cria limo. - Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
Os animais que se alimentam de carne chamam-se reduzida. Exemplo:
carnívoros. O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
escreveram. coordenada sindética aditiva)
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
Mariano) gerúndio.
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
novo livro. oração principal, que traz o efeito.
OP OSA Explicativa OP Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,

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APOSTILAS OPÇÃO
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. -  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O vírgulas.
período agora é composto por coordenação, pois a oração - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou e cobertor.
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
ter chorado. decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. - Pegar as crianças na escola;
OP OSA Comparativa OSA Condicional - Caminhada na praia;
- Reunião com amigos.
Questões
Dois pontos
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava 1- Antes de uma citação
para ser mãe”, a oração destacada é: - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
(A) subordinada substantiva objetiva indireta
(B) subordinada substantiva completiva nominal 2- Antes de um aposto
(C) subordinada substantiva predicativa - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde
(D) coordenada sindética conclusiva e calor à noite.
(E) coordenada sindética explicativa
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na rotina de sempre.
realidade.” A oração sublinhada é:
(A) adverbial conformativa 4- Em frases de estilo direto
(B) adjetiva  Maria perguntou:
(C) adverbial consecutiva - Por que você não toma uma decisão?
(D) adverbial proporcional
(E) adverbial causal Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos súplica, etc.
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características - Sim! Claro que eu quero me casar com você!
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de 2- Depois de interjeições ou vocativos
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma - Ai! Que susto!
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em - João! Há quanto tempo!
(A) para se encaixarem.
(B) para seu encaixotamento. Ponto de Interrogação
(C) para que se encaixassem. Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
(D) para que se encaixem. “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
(E) para que se encaixariam. Reticências
1- Indica que palavras foram suprimidas.
Respostas - Comprei lápis, canetas, cadernos...
01. B\02. A\03. D
2- Indica interrupção violenta da frase.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
Pontuação;
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Este mal... pega doutor?

Pontuação 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito


- Deixa, depois, o coração falar...
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar Vírgula
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais Não se usa vírgula
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua *separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
portuguesa. diretamente entre si:

Ponto a) entre sujeito e predicado.


1- Indica o término do discurso ou de parte dele. Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que Sujeito                            predicado
se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores. 
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.              V.T.D.I.              O.D.                      O.I.

2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
adnominal.
Ponto e Vírgula ( ; ) A surpreendente reação do governo contra os sonegadores
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma despertou reações entre os empresários.
importância. adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal

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APOSTILAS OPÇÃO
Usa-se a vírgula: 03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente
em:
- Para marcar intercalação: A) Duas explicações, do treinamento para consultores
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção
vem caindo de preço. de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão vendas associadas aos dois temas.
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. B) Duas explicações do treinamento para consultores
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de
mão dos lucros altos. vendas associadas aos dois temas.
C) Duas explicações do treinamento para consultores
- Para marcar inversão: iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. vendas associadas aos dois temas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos D) Duas explicações do treinamento para consultores
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
de 1982. vendas associadas aos dois temas.
E) Duas explicações, do treinamento para consultores
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
em enumeração): de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. vendas associadas aos dois temas.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da
- Para marcar elipse (omissão) do verbo: revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. regência nominal e à pontuação.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
- Para isolar: seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
- o aposto: outros.
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
trânsito caótico. seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais
notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em
- o vocativo: outros.
Ora, Thiago, não diga bobagem. (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente
seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
Questões notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em
outros.
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
língua portuguesa. notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, outros.
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
ajudar a revelar quem era a sua dona. notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora outros.
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse 05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
ajudar a revelar quem era a sua dona. após o acréscimo das vírgulas.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na pulseira
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao grupo
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse ou acione o código na internet.
ajudar a revelar quem era a sua dona. (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora código foi acionado.
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a
ajudar a revelar quem era a sua dona. criança foi encontrada.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega primeiro
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou às, areias do Guarujá.
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
ajudar a revelar quem era a sua dona. de quem a encontrou e informar um ponto de referência

02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a Resposta


ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas 1-C 2-C 3-B 4-D 5-E
da frase abaixo:

“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem Concordância verbal e nominal;
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; Concordância Verbal
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes

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APOSTILAS OPÇÃO
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
a função de subordinado.  palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. /
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- Em casa sou eu que decido tudo.   
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
chegou expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram do eleitorado apoiou a decisão.
atrasados. Observações:
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito a decisão da diretoria 50% dos funcionários.     
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos:  - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.  
Casos referentes a sujeito simples - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
2) Nos casos referentes a sujeito representado por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das
singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos. homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.  
Observação:
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. que os determinam:
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
este permanece no singular, contanto que o predicativo também
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, criação de Machado de Assis.   
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria mundial.
dos alunos resolveram ficar. - Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões potência mundial. 
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de Casos referentes a sujeito composto
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de relacionado a dois pressupostos básicos:
um candidato se inscreveu no concurso de piadas.   - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
Observação: demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um Tu e ele são primos.
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
doação de alimentos.  2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
de formatura.  filhos compareceram ao evento.  

6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer
que atuaram na Copa América. no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos.
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
7) Em casos relativos à concordância com locuções
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
atermos a duas questões básicas: Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, mundo.
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos. 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas
/ Alguns de nós o receberão. ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória,
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
de nós o receberá.   / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de
meu esforço.
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome
“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular Questões
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos 01. A concordância realizou-se adequadamente em qual
nós quem contamos toda a verdade para ela. alternativa?

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APOSTILAS OPÇÃO
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em humana.
breve, o ultrapassará. Respostas
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 01. C\02. A\03. C
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode Concordância Nominal
comê-las sem receio!
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
janela do hotel! demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato concordam em gênero e número com o substantivo.
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos - A pequena criança é uma gracinha.
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
cotidianas com os outros. Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato geral mostrada acima.
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. a) Um adjetivo após vários substantivos
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela ou concorda com o substantivo mais próximo.
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
alguma coisa que também quer se expressar.
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima - Ela tem pai e mãe louros.
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os - Ela tem pai e mãe loura.
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que para o plural.
as sentem. - O homem e o menino estavam perdidos.
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
2005. p 250) b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
A frase em que se respeitam as normas de concordância próximo.
verbal é: Comi delicioso almoço e sobremesa.
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos Provei deliciosa fruta e suco.
atraem. 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
atraem. Estavam feridos o pai e os filhos.
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros Estava ferido o pai e os filhos.
nos atraem.
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos c) Um substantivo e mais de um adjetivo
atraem. 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
nos atraem. 2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
03. Uma pergunta
d) Pronomes de tratamento
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves Vossa Santidade esteve no Brasil.
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
decisão: - Quem sofrerá? As cartas estão anexas.
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se A bebida está inclusa.
considerar. Precisamos de nomes próprios.
(Salvador Nicola, inédito) Obrigado, disse o rapaz.

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de singular e o adjetivo no plural.
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. Renato advogou um e outro caso fáceis.
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) g) É bom, é necessário, é proibido
tomar decisões sem medir suas consequências. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) precedido de artigo ou outro determinante.
sobrevir consequências imprevistas e injustas. Canja é bom. / A canja é boa.
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.

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APOSTILAS OPÇÃO
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada (B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
é proibida. (C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
h) Muito, pouco, caro (D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. longe...
Comi muitas frutas durante a viagem. (E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais
Pouco arroz é suficiente para mim. compreensivo.
Os sapatos estavam caros.
03. A concordância nominal está INCORRETA em:
2- Como advérbios: são invariáveis. (A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
Comi muito durante a viagem. envolvimento da empresa.
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. desnecessária.
Comprei caro os sapatos. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
e a campanha.
i) Mesmo, bastante (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
1- Como advérbios: invariáveis desnecessárias.
Preciso mesmo da sua ajuda. Respostas
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 01. D\02. D\03. B

2- Como pronomes: seguem a regra geral.


Seus argumentos foram bastantes para me convencer. Regência verbal e nominal;
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. Regência Verbal e Nominal
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas. Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
k) Tal Qual Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
consequente. desejado, que sejam corretas e claras.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. Regência Verbal

l) Possível Termo Regente:  VERBO


1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
A mais possível das alternativas é a que você expôs. objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
cidade. conhecermos as diversas significações que um verbo pode
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
m) Meio Observe:
1- Como advérbio: invariável. A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
Estou meio (um pouco) insegura. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
2- Como numeral: segue a regra geral. prazer”, satisfazer.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
n) Só “agradar a alguém”.
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem. Saiba que:
2- sozinho (adjetivo): variável. O conhecimento do uso adequado das preposições é um
Estiveram sós durante horas. dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
também nominal). As preposições são capazes de modificar
Questões completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
exemplos:
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou Cheguei ao metrô.
nominal: Cheguei no metrô.
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
(C) Alguma solução é necessária, e logo! no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido muito comum existirem divergências entre a regência coloquial,
não pode prosperar. cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é
certa autonomia econômica. um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
formas em frases distintas.
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
gênero, número ou pessoa): Verbos Intransitivos
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
diferença.” importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos

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APOSTILAS OPÇÃO
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
a) Chegar, Ir d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais introduzidos pela preposição “com”.
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para Antipatizo com aquela apresentadora.
indicar destino ou direção são: a, para. Simpatizo com  os que condenam os políticos que governam
Fui ao teatro. para uma minoria privilegiada.
      Adjunto Adverbial de Lugar
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Ricardo foi para a Espanha. Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
                  Adjunto Adverbial de Lugar de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
b) Comparecer grupo:
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
por em ou a. Agradecer, Perdoar e Pagar
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último São verbos que apresentam objeto direto
jogo. relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Verbos Transitivos Diretos Veja os exemplos:
Os verbos transitivos diretos são complementados por Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para                    Objeto Indireto      Objeto Direto
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir Paguei      o débito        ao cobrador.
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,                Objeto Direto      Objeto Indireto
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
verbais, objetos indiretos. particular cuidado. Observe:
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, Agradeci o presente. / Agradeci-o.
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, Paguei minhas contas. / Paguei-as.
socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar: Informar
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Amo aquela moça. / Amo-a. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Informe os novos preços aos clientes.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais). - Na utilização de pronomes como complementos,  veja as
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) construções:
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
eles)
Verbos Transitivos Indiretos Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Os verbos transitivos indiretos são complementados por seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição  para o estabelecimento da relação de regência. Comparar
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como indireto.
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Pedir
pronomes átonos lhe, lhes.  Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Pedi-lhe                 favores.
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela Objeto Indireto    Objeto Direto
preposição “em”.                                      
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio.
todos. Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos                                                            Objetiva Direta
introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Saiba que:
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem
c) Responder - Tem complemento introduzido pela cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
quem” ou “ao que” se responde. subentendida.
Respondi ao meu patrão. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Respondemos às perguntas. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
Respondeu-lhe à altura. oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para
Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto ir entregar-lhe os catálogos em casa).
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
analítica. Veja: popularmente, é igualmente considerada incorreta.
O questionário foi respondido corretamente.

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Preferir preposicionado ou não.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto A torcida chamou o jogador mercenário.
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: A torcida chamou ao jogador mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou o jogador de mercenário.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um CUSTAR
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
no próprio verbo (pre). ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Mudança de Transitividade versus Mudança de
Significado 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, Muito custa          viver tão longe da família.
apresentam mudança de significado. O conhecimento das             Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:         Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
acariciar. atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Observe o exemplo abaixo:
quando o revê. Custei para entender o problema. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia Forma correta: Custou-me entender o problema.
não perde oportunidade de agradá-lo.
IMPLICAR
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
pela preposição “a”. a) dar a entender, fazer supor, pressupor
O cantor não agradou aos presentes. Suas atitudes implicavam um firme propósito.
O cantor não lhes agradou.
b)  Ter como consequência, trazer como consequência,
ASPIRAR acarretar, provocar
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
(o ar), inalar. povo.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter envolver
como ambição. Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
elas) Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, indireto e rege com preposição “com”.
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
exemplo: PROCEDER
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) 1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
ASSISTIR agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar adjunto adverbial de modo.
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: As afirmações da testemunha procediam, não havia como
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. refutá-las.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. Você procede muito mal.

2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, 2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”
estar presente, caber, pertencer. de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto.
Exemplos: O avião procede de Maceió.
Assistimos ao documentário. Procedeu-se aos exames.
Não assisti às últimas sessões. O delegado procederá ao inquérito.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é QUERER
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar 1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter
introduzido pela preposição “em”. vontade de, cobiçar.
Assistimos numa conturbada cidade. Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
CHAMAR
1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar, 2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,
solicitar a atenção ou a presença de. estimar, amar.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina.
2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode Despede-se o filho que muito lhe quer.
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo

Língua Portuguesa 60
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APOSTILAS OPÇÃO
VISAR Respeito a, com, para com, por
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar,
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Adjetivos
O homem visou o alvo. Acessível a
O gerente não quis visar o cheque. Diferente de
Necessário a
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como Acostumado a, com
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Entendido em
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Nocivo a
Prometeram tomar medidas que visassem  ao bem-estar Afável com, para com
público. Equivalente a
Questões Paralelo a
Agradável a
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego Escasso de
correto da regência do verbo, EXCETO: Parco em, de
(A) Faço entrega em domicílio. Alheio a, de
(B) Eles assistem o espetáculo. Essencial a, para
(C) João gosta de frutas. Passível de
(D) Ana reside em São Paulo. Análogo a
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe. Fácil de
Preferível a
02. Assinale a opção em que o verbo Ansioso de, para, por
chamar é empregado com o mesmo sentido que Fanático por
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, Prejudicial a
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”: Apto a, para
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria; Favorável a
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo; Prestes a
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo; Ávido de
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco; Generoso com
(E) mandou chamar o médico com urgência. Propício a
Benéfico a
03. A regência verbal está correta na alternativa: Grato a, por
(A) Ela quer namorar com o meu irmão. Próximo a
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé. Capaz de, para
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor. Hábil em
(D) É preferível ir a pé a ir de carro. Relacionado com
Compatível com
Respostas Habituado a
01. B\02. A\03. D Relativo a
Contemporâneo a, de
Regência Nominal Idêntico a
   
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, Advérbios
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa Longe de Perto de
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo Obs.: os advérbios terminados em  -mente tendem a seguir
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que paralelamente a; relativa a; relativamente a.
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem Questões
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva
Obedecer a algo/ a alguém. ser empregada, de acordo com a regência nominal.
Obediente a algo/ a alguém. (A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados (C) Sirlene tem horror ____ aves.
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os (D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses (E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. população.

Substantivos 02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......


Admiração a, por simpatia.
Devoção a, para, com, por (A) a, por, menos
Medo a, de (B) do que, por, menos
Aversão a, para, por (C) a, para, menos
Doutor em (D) do que, com, menos
Obediência a (E) do que, para, menos
Atentado a, contra
Dúvida acerca de, em, sobre 03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser
Ojeriza a, por seguidos pela mesma preposição:
Bacharel em (A) ávido, bom, inconsequente
Horror a (B) indigno, odioso, perito
Proeminência sobre (C) leal, limpo, oneroso
Capacidade de, para (D) orgulhoso, rico, sedento
Impaciência com (E) oposto, pálido, sábio

Língua Portuguesa 61
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APOSTILAS OPÇÃO
Respostas Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
01. D\02. A\03. D
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Estudo da crase; Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Crase Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

A palavra crase é de origem grega e significa «fusão», 2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
«mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção» (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também, 3-) na indicação de horas:
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos Acordei às sete horas da manhã.
e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a Elas chegaram às dez horas.
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência Foram dormir à meia-noite.
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
Observe: que participam palavras femininas. Por exemplo:
Vou a + a igreja.
Vou à igreja. à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
No exemplo acima, temos a ocorrência da
preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a à vontade à beça à larga à escuta
ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo às avessas à revelia à exceção de à imitação de
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe à esquerda às turras às vezes à chave
os outros exemplos: à direita à procura à deriva à toa

Conheço a aluna. à proporção
à luz à sombra de à frente de
Refiro-me à aluna. que
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer à
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode semelhança às ordens à beira de
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto de
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”.
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja Crase diante de Nomes de Lugar
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já
especificados. Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
1-) diante de substantivos masculinos: preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
Andamos a cavalo. a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
Fomos a pé. regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A
ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de
2-) diante de  verbos no infinitivo: lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
A criança começou a falar. Por exemplo:
Ela não tem nada a dizer. Vou  à  França. (Vim  da [de+a] França. Estou  na [em+a]
França.)
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de Porto Alegre. Estou em Porto
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Alegre.) 
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Entreguei a todos os documentos necessários. volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Veja:
ocorrerá crase. Por exemplo: Retornarei  à  São Paulo dos bandeirantes. =
mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) Irei à Salvador de Jorge Amado.
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Cláudio para sair mais cedo.) Aquela (s), Aquilo

4-) diante de numerais cardinais: Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Chegou a duzentos o número de feridos regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Daqui a uma semana começa o campeonato.

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APOSTILAS OPÇÃO
Veja:
Refiro-me a + aquele atentado.
Gostava de fotografar à distância.
Preposição Pronome Ensinou à distância.
Dizem que aquele médico cura à distância.
Refiro-me àquele atentado.
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo 1-) diante de nomes próprios femininos:
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição, Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo: próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
Aluguei aquela casa. A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Veja outros exemplos: escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a
Quero agradecer àqueles que me socorreram. Roberto.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai. Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Não obedecerei àquele sujeito. Roberto.

Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais 2-) diante de pronome possessivo feminino:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes artigo. Observe:
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do esperando por você.
termo regido feminino por um termo regido masculino.  A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está
Por exemplo: esperando por você.
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase. frases abaixo das seguintes formas:
Veja outros exemplos: Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam 3-) depois da preposição até:
responder nenhuma das questões. Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A sessão à qual assisti estava vazia. Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
Crase com o Pronome Demonstrativo “a” A palestra vai até às cinco horas da tarde.

A ocorrência da crase com o pronome Questões


demonstrativo “a” também pode ser detectada através da
substituição do termo regente feminino por um termo regido 01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
masculino.  se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
Veja: consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades
Minha revolta é ligada à do meu país. e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
Meu luto é ligado ao do meu país. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
As orações são semelhantes às de antes. e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Os exemplos são semelhantes aos de antes. desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico
Suas perguntas são superiores às dele. ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
Seus argumentos são superiores aos dele. própria família?
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
17.09.2012. Adaptado)
A Palavra Distância
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a respectivamente, com:
crase deve ocorrer. (A) aos … à … a … a
Por exemplo: (B) aos … a … à … a
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está (C) a … a … à … à
determinada) (D) à … à … à … à
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (E) a … a … a … a
palavra está especificada.)
02. Leia o texto a seguir.
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
crase não pode ocorrer.  ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Por exemplo: procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Os militares ficaram a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
Gostava de fotografar a distância. que fez.
Ensinou a distância. (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
Dizem que aquele médico cura a distância. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Reconheci o menino a distância.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, ordem dada:
pode-se usar a crase. A) à – a – a

Língua Portuguesa 63
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APOSTILAS OPÇÃO
B) a – a – à comunitária, originando a fala. A fala está sempre condicionada
C) à – a – à pelas regras socialmente estabelecidas da língua, mas é
D) à – à – a suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da
E) a – à – à comunicação. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da
seguinte maneira:
03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já A família de Regina era paupérrima.
expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”. Outro, no entanto, pode optar por:
a) à - àqueles - a - há  A família de Regina era muito pobre.
b) a - àqueles - a - há 
c) a - aqueles - à - a  As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às
d) à - àqueles - a - a  diversas manifestações da fala de cada um. Note, além disso, que
e) a - aqueles - à - há essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua
Respostas portuguesa, para não correrem o risco de produzir enunciados
1-B / 2-A / 3-B incompreensíveis como:
Família a paupérrima de era Regina.
Língua Falada e Língua Escrita
Semântica e estilística. Não devemos confundir língua com escrita, pois são dois
meios de comunicação distintos. A escrita representa um estágio
posterior de uma língua. A língua falada é mais espontânea,
abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade.
Semântica Além disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes
por mímicas, incluindo-se fisionomias. A língua escrita não é
A semântica é o estudo do significado. Incide sobre a relação apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema
entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e símbolos, mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo
e o que eles representam, a sua denotação. A semântica fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.
linguística estuda o significado usado por seres humanos para No Brasil, por exemplo, todos falam a língua portuguesa,
se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores.
incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica Dentre eles, destacam-se:
formal, e semiótica.
Em sentido largo, pode-se entender semântica como um Fatores regionais: é possível notar a diferença do português
ramo dos estudos linguísticos que se ocupa dos significados falado por um habitante da região nordeste e outro da região
produzidos pelas diversas formas de uma língua. Dentro dessa sudeste do Brasil. Dentro de uma mesma região, também há
definição ampla, pertence ao domínio da semântica tanto a variações no uso da língua. No estado do Rio Grande do Sul, por
preocupação com determinar o significado dos elementos exemplo, há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão
constituintes das palavras (prefixo, radical, sufixo) como o das que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior
palavras no seu todo e ainda o de frases inteiras. do estado.

Linguagem Fatores culturais:  o grau de escolarização e a formação


cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram
É a capacidade que possuímos de expressar nossos para os diferentes usos da língua. Uma pessoa escolarizada
pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos. A Linguagem está utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve
relacionada a fenômenos comunicativos; onde há comunicação, acesso à escola.
há linguagem. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens
para estabelecermos atos de comunicação, tais como: sinais, Fatores contextuais: nosso modo de falar varia de acordo
símbolos, sons, gestos e regras com sinais convencionais com a situação em que nos encontramos: quando conversamos
(linguagem escrita e linguagem mímica, por exemplo). Num com nossos amigos, não usamos os termos que usaríamos se
sentido mais genérico, a Linguagem pode ser classificada como estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura.
qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para
comunicar-se. Fatores profissionais:  o exercício de algumas atividades
requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas
Tipos de Linguagem técnicas. Abundantes em termos específicos, essas formas
têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de
A linguagem pode ser: engenheiros, químicos, profissionais da área de direito e da
Verbal:  a Linguagem Verbal é aquela que faz uso informática, biólogos, médicos, linguistas e outros especialistas.
das palavras para comunicar algo.
Não Verbal:  é aquela que utiliza outros métodos de Fatores naturais:  o uso da língua pelos falantes sofre
comunicação, que não são as palavras. Dentre elas estão influência de fatores naturais, como idade e sexo. Uma criança
a linguagem de sinais, as placas e sinais de trânsito, a não utiliza a língua da mesma maneira que um adulto, daí falar-
linguagem corporal, uma figura, a expressão facial, um se em linguagem infantil e linguagem adulta.
gesto, etc.
Fala
Língua
É a utilização oral da língua pelo indivíduo. É um ato
A Língua é um instrumento de comunicação, sendo composta individual, pois cada indivíduo, para a manifestação da fala, pode
por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo escolher os elementos da língua que lhe convém, conforme seu
de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam gosto e sua necessidade, de acordo com a situação, o contexto,
comunicar-se e compreender-se. Por exemplo: sua personalidade, o ambiente sociocultural em que vive,
etc. Desse modo, dentro da unidade da língua, há uma grande
Falantes da língua portuguesa. diversificação nos mais variados níveis da fala. Cada indivíduo,
A língua possui um caráter social: pertence a todo um além de conhecer o que fala, conhece também o que os outros
conjunto de pessoas, as quais podem agir sobre ela. Cada falam; é por isso que somos capazes de dialogar com pessoas
membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma dos mais variados graus de cultura, embora nem sempre a
de expressão. Por outro lado, não é possível criar uma língua linguagem delas seja exatamente como a nossa. 
particular e exigir que outros falantes a compreendam. Dessa
forma, cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua

Língua Portuguesa 64
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APOSTILAS OPÇÃO
Níveis da fala A
A persistirem os sintomas, o médico deve ser consultado.
Devido ao caráter individual da fala, é possível observar (condição)
alguns níveis: O filho puxou ao pai. (conformidade, semelhança)
Nas férias passadas, viajamos a Roma. (destino)
Nível coloquial-popular: é a fala que a maioria das pessoas Candidatos, façam a prova a caneta. (instrumento)
utiliza no seu dia a dia, principalmente em situações informais.
Esse nível da fala é mais espontâneo, ao utilizá-lo, não nos COM
preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as Os moradores perderam tudo o que tinham com as
regras formais estabelecidas pela língua. enchentes. (causa)
Amanhã sairei com amigos. (companhia)
Nível formal-culto: é o nível da fala normalmente utilizado No próximo domingo, o Flamengo jogará com o Botafogo.
pelas pessoas em situações formais. Caracteriza-se por um (oposição)
cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras A idosa bateu no ladrão com a bengala. (instrumento)
gramaticais estabelecidas pela língua. A moça estava atrasada; caminhava com pressa. (modo)
Signo Com certeza, iremos ao teatro no feriado. (afirmação)
No sistema capitalista, as pessoas somente sobrevivem com
O  signo linguístico  é um elemento representativo que recursos. (condição)
apresenta dois aspectos: o  significado  e o significante. Ao
escutar a palavra cachorro, reconhecemos a sequência de DE
sons que formam essa palavra. Esses sons se identificam com Saí de casa. (origem)
a lembrança deles que está em nossa memória. Essa lembrança Falaram de você. (assunto)
constitui uma real imagem sonora, armazenada em nosso Veio de táxi. (meio)
cérebro que é o significante do signo  cachorro. Quando A menina chorou de raiva. (causa)
escutamos essa palavra, logo pensamos em um animal irracional Os siris andam de lado. (modo)
de quatro patas, com pelos, olhos, orelhas, etc. Esse conceito que Voltemos de noite. (tempo)
nos vem à mente é o significado do signo cachorro e também Comprei um relógio de ouro. (matéria)
se encontra armazenado em nossa memória. Aquele livro é de Marcelo. (posse)
Ao empregar os signos que formam a nossa língua, Ontem, bebemos dois copos de vinho. (conteúdo)
devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela Estou sob a mesa. (lugar)
própria língua. Desse modo, por exemplo, é possível colocar O bicheiro caminhava de anel no dedo. (companhia)
o artigo indefinido  um diante do signocachorro, formando
a sequência um cachorro, o mesmo não seria possível se EM
quiséssemos colocar o artigouma diante do signo cachorro. A Hoje à noite, estarei em casa. (lugar)
sequência uma cachorro contraria uma regra de concordância Formou-se em Direito. (especialidade)
da língua portuguesa, o que faz com que essa sentença seja O relógio é feito em ouro. (matéria)
rejeitada. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões Tenho que apresentar o tema em quinze minutos. (tempo)
determinados de organização. O conhecimento de uma língua
engloba tanto a identificação de seus signos, como também o PARA
uso adequado de suas regras combinatórias. O bombeiro veio para socorrê-lo. (finalidade)
Viajou para a Itália. (destino)
signo = significado (é o conceito, a ideia transmitida pelo Para João, Flamengo é o melhor time do campeonato.
signo, a parte abstrata do signo) + significante (é a imagem (conformidade)
sonora, a forma, a parte concreta do signo, suas letras e seus É proibida a venda de bebidas para menores de dezoito
fonemas) anos. (restrição)

Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que POR


obedecem às regras gramaticais. Comprei o livro por cem reais. (preço)
Signo: elemento representativo que possui duas partes Distantes, os namorados falavam-se por internet. (meio)
indissolúveis:  significado e significante. Viajamos por diversas cidades. (lugar)
Fala: uso individual da língua, aberto à criatividade e ao “Eu sei que vou te amar / por toda a minha vida” (tempo) –
desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão. Vinícius de Moraes

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman6. Conectores: são palavras ou expressões que servem para


php conectar (ligar, unir) vários segmentos
Linguísticos, como exemplo: as frases no período, os
Segundo o Professor Fabiano Sales, Preposição é uma classe períodos no parágrafo e os parágrafos no texto.
de palavras com o objetivo de ligar palavras e orações. Nessas
ligações, as preposições podem, ou não, acrescentar valor Incluem-se no grupo de conectores as seguintes subclasses
semântico ao período. gramaticais de palavras:
Preposições que são apenas uma exigência do termo - conjunções (e; pois...)
antecedente, isto é, que não acrescentam qualquer valor - locuções conjuncionais (além disso; no entanto...)
semântico, são chamadas de relacionais. As preposições - advérbios (depois; finalmente...)
relacionais introduzem o objeto indireto ou o complemento - locuções adverbiais (em seguida; por último...)
nominal. - algumas orações reduzidas – orações sem conjunção e
com o verbo numa forma nominal – gerúndio, infinitivo ou
Exemplos: particípio – (concluindo; para terminar; feito isto).
Necessito de chocolate. (de chocolate = objeto indireto)
Ele é essencial para o grupo. (para o grupo = complemento Funções:
nominal)
Adicionar / Enumerar: e; além disso; não só...mas
Preposições essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, também; depois; finalmente; seguidamente; em primeiro lugar;
desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. em seguida; por um lado...por outro; adicionalmente; ainda;
do mesmo modo; pela mesma razão; igualmente; também; de
novo;...

Língua Portuguesa 65
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APOSTILAS OPÇÃO
Sintetizar / Concluir: logo; pois; assim; por isso; por (C) “Preparamo-nos para os festejos natalinos”;
conseguinte; portanto; enfim; em conclusão; concluindo; em (D) “Após o terremoto, várias crianças morreram de
suma;... desnutrição”;

Particularizar: especificamente; nomeadamente; por 02. Assinale a assertiva em que a preposição COM exprime
exemplo; em particular;... a mesma ideia que possui em “Surge a lua cheia para chorar
com os poetas”.
Explicar / Exemplificar: pois; porque; porquanto; por (A) O menino machucou-se com a faca.
causa de; uma vez que; especificamente; nomeadamente; isto é; (B) Ela se afastou com um súbito choro.
ou seja; quer dizer; por exemplo; em particular; como se pode (C) Tinha empobrecido com as secas.
ver; é o caso de; é o que se passa com;... (D) Deve-se rir com alguém, não de alguém.
(E) Ele se confundiu com a minha resposta.
Inferir: assim; consequentemente; daí; então; logo; pois; 03. Considere o trecho:
deste modo; portanto; em consequência; por conseguinte; por
esta razão; por isso;... “O desenvolvimento do cérebro é de natureza biológica e
Substituir / Reformular: mais corretamente; mais cultural. O cérebro se forma, se desenvolve e amadurece com
precisamente; ou melhor; quer dizer; dito de outro modo; por base na genética da espécie e pelas experiências de vida de
outras palavras;... cada um.”
Fonte: www.cartanaescola.com.br
Contrariar / Opor / Restringir: porém; contrariamente; Há, entre os dois períodos, uma relação semântica de:
em vez de; pelo contrário; por oposição; ainda assim; mesmo (A) condição, que poderia ser explicitada pelo conector
assim; apesar de; contudo; no entanto; por outro lado;... desde que.
(B) explicação, que poderia ser explicitada pelo conector
Fim: para; para que; com o intuito de; a fim de; com o porque.
objetivo de;... (C) oposição, que poderia ser explicitada pelo conector
entretanto.
Dúvida: talvez; é provável; é possível; provavelmente; (D) concessão, que poderia ser explicitada pelo conector
porventura;... ainda que.

Certeza: é evidente que; certamente; decerto; com toda a Respostas


certeza; naturalmente; evidentemente;...
01. Resposta C
Hipótese / Condição: se; a menos que; supondo que; A) A preposição “DE” indica matéria.
admitindo que; salvo se; exceto;... B) A preposição “DE” indica origem.
C) Alternativa Correta: Preparamo-nos com a finalidade de
Chamar a atenção: note-se que; atente-se em; repare-se; aproveitar as comemorações natalinas.
veja-se; constate-se;... D) A preposição “DE” indica causa.

Enfatizar: efetivamente; com efeito; na verdade; como 02. Resposta D - Na frase citada no enunciado do exercício
vimos;... a preposição “com” indica companhia, o mesmo ocorre na
alternativa “D”: Deve-se rir na companhia de alguém.
Opinar: a meu ver; estou em crer que; em nosso entender;
parece-me que;... 03. Resposta B - A segunda oração estabelece uma relação
de explicação com relação a oração anterior, esclarecendo os
Reafirmar / Resumir: por outras palavras; ou melhor; ou motivos de se ter afirmado que o cérebro é de natureza biológica
seja; em resumo; em suma;... e cultural.

Semelhança: do mesmo modo; tal como; assim como; pela Estilística


mesma razão;...
Estilística é o ramo da linguística que estuda as variações
Organizadores do discurso: são as expressões que, mais da língua e sua utilização, incluindo o uso estético da linguagem
do que conectar ideias, contribuem para a organização dos e as suas diferentes aplicações dependendo do contexto ou
planos textuais. situação. Por exemplo, a língua de publicidade, política, religião,
autores individuais, ou a língua de um período, todos pertencem
Organizar no espaço: à direita; atrás; sobre; sob; de um a uma situação particular. Em outras palavras, todos possuem
lado; no meio; naquele lugar;... um “lugar”.
Na estilística, analisa-se a capacidade de provocar sugestões
Organizar no tempo: depois; então; após; de seguida; e emoções usando certas fórmulas e efeitos de estilo, por
seguidamente; dias mais tarde; agora; já; antes; até que; exemplo, as características da estilística incluírem o uso
quando;... do diálogo, incluindo acentos regionais e os dialetos desse
determinado povo, língua descritiva, o uso da gramática, tal
Organizar o plano textual: como a voz passiva ou voz ativa, o uso da língua particular, etc.
- Abrir uma série: por um lado; de um lado; primeiramente; Além disso, a estilística é um termo distintivo que pode ser usado
em primeiro lugar; para começar; começando;... para determinar conexões entre forma e efeitos dentro de uma
- Acentuar a continuidade: por outro lado; de outro lado; variedade particular da língua. Consequentemente, a estilística
seguidamente; em segundo lugar;... visa ao que “acontece” dentro da língua; o que as associações
- Encerrar: por último; concluindo; para terminar; linguísticas revelam do estilo da língua.
em conclusão; em último lugar; em síntese; finalizando; Em geral, a situação em que um tipo de língua é encontrado
recapitulando;... pode geralmente ser vista enquanto apropriada ou imprópria
ao estilo da língua que se usou. Uma carta pessoal de amor
Questões provavelmente não possuiria a linguagem apropriada para
este tipo de artigo. Entretanto, dentro da língua de uma
01. A preposição DE traduz FINALIDADE no verso: correspondência romântica o estilo da carta e seu contexto
(A) “Andar e pilotar um pássaro de aço”; podem estar relacionados. Pode ser intenção do autor incluir
(B) “Todos os turistas são de Belo Horizonte”; uma palavra, frase ou sentença que não apenas transmite

Língua Portuguesa 66
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APOSTILAS OPÇÃO
os sentimentos de afeição, mas também reflete o ambiente vezes, não há como separar uma do outro. Indicamse, a seguir,
original de sua composição romântica. Mesmo assim, usando alguns pressupostos de como devem ser redigidos os textos
uma suposta língua convencional e aparentemente apropriada oficiais.
dentro de um contexto específico (as palavras aparentemente
apropriadas que correspondem à situação em que aparecem), Padrão culto do idioma
existe a possibilidade que nesta língua possa faltar o sentido e
deixar de transmitir fielmente a mensagem destinada ao leitor A redação oficial deve observar o padrão culto do idioma
do autor, tornando assim tal linguagem obsoleta precisamente quanto ao léxico (seleção vocabular), à sintaxe (estrutura
devido à sua convencionalidade. Além disso, para qualquer gramatical das orações) e à morfologia (ortografia, acentuação
escritor que pretenda transmitir a sua opinião em uma variedade gráfica etc.).
de linguagem que sinta, é adequado para o contexto encontrar- Por padrão culto do idioma devese entender a língua
se involuntariamente em conformidade com um estilo particular, referendada pelos bons gramáticos e pelo uso nas situações
que, em seguida, obscurece o conteúdo da sua escrita. formais de comunicação. Devem-se excluir da Redação Oficial
A divisão proposta pelo francês Pierre Giraud abarca duas a erudição minuciosa e os preciosismos vocabulares que criam
condições de origem: aquelas figuras usadas pelo próprio idioma entraves inúteis à compreensão do significado. Não faz sentido
(estilística da língua), e aquelas criadas pelo autor (estilística usar “perfunctório” em lugar de “superficial” ou “doesto” em vez
genética). Para aqueles que a entendem como uma divisão da de “acusação” ou “calúnia”. São descabidos também as citações
gramática, a Estilística divide-se em: em língua estrangeira e os latinismos, tão ao gosto da linguagem
forense. Os manuais de Redação Oficial, que vários órgãos têm
• Figuras de sintaxe ou de construção - das quais as mais feito publicar, são unânimes em desaconselhar a utilização de
importantes são a elipse (com a subespécie zeugma), pleonasmo, certas formas sacramentais, protocolares e de anacronismos
polissíndeto, inversão (hipérbato, anástrofe, prolepse e que ainda se leem em documentos oficiais, como: “No dia 20
sínquise), anacoluto, silepse, onomatopeia e repetição. de maio, do ano de 2011 do nascimento de Nosso Senhor Jesus
Cristo”, que permanecem nos registros cartorários antigos.
• Figuras de palavras - onde se tem a metáfora, a metonímia Não cabem também, nos textos oficiais, coloquialismos,
(e seu caso especial: a sinédoque), catacrese e antonomásia. neologismos, regionalismos, bordões da fala e da linguagem
oral, bem como as abreviações e imagens sígnicas comuns na
• Figuras de pensamento - antítese, apóstrofe, eufemismo, comunicação eletrônica.
disfemismo, hipérbole, ironia (antífrase), personificação e Diferentemente dos textos escolares, epistolares,
retificação. jornalísticos ou artísticos, a Redação Oficial não visa ao efeito
estético nem à originalidade. Ao contrário, impõe uniformidade,
Segundo essa divisão, a ela cabe, também, o estudo dos sobriedade, clareza, objetividade, no sentido de se obter a maior
chamados Vícios de linguagem, tais como a ambiguidade compreensão possível com o mínimo de recursos expressivos
(anfibologia), barbarismo, cacofonia, estrangeirismo, colisão, necessários. Portarias lavradas sob forma poética, sentenças e
eco, solecismo e obscuridade. despachos escritos em versos rimados pertencem ao “folclore”
Fonte: http://osletrados.blogspot.com.br/2012/11/semantica- jurídico administrativo e são práticas inaceitáveis nos textos
estilistica.html oficiais. São também inaceitáveis nos textos oficiais os vícios
de linguagem, provocados por descuido ou ignorância, que
constituem desvios das normas da língua padrão. Enumeram-
se, a seguir, alguns desses vícios:
Redação Oficial.
- Barbarismos: São desvios:
- da ortografia: “advinhar” em vez de adivinhar; “excessão”
Redação Oficial em vez de exceção.
- da pronúncia: “rúbrica” em vez de rubrica.
Conceito - da morfologia: “interviu” em vez de interveio.
- da semântica: desapercebido (sem recursos) em vez de
Entende-se por Redação Oficial o conjunto de normas e despercebido (não percebido, sem ser notado).
práticas que devem reger a emissão dos atos normativos e - pela utilização de estrangeirismos: galicismo (do francês):
comunicações do poder público, entre seus diversos organismos “miseenscène” em vez de encenação; anglicismo (do inglês):
ou nas relações dos órgãos públicos com as entidades e os “delivery” em vez de entrega em domicílio.
cidadãos.
A Redação Oficial inscreve-se na confluência de dois - Arcaísmos: Utilização de palavras ou expressões
universos distintos: a forma rege-se pelas ciências da linguagem anacrônicas, fora de uso. Ex.: “asinha” em vez de ligeira, depressa.
(morfologia, sintaxe, semântica, estilística etc.); o conteúdo
submete-se aos princípios jurídico administrativos impostos à - Neologismos: Palavras novas que, apesar de formadas de
União, aos Estados e aos Municípios, nas esferas dos poderes acordo com o sistema morfológico da língua, ainda não foram
Executivo, Legislativo e Judiciário. incorporadas pelo idioma. Ex.: “imexível” em vez de imóvel, que
Pertencente ao campo da linguagem escrita, a Redação não se pode mexer; “talqualmente” em vez de igualmente.
Oficial deve ter as qualidades e características exigidas do texto
escrito destinado à comunicação impessoal, objetiva, clara, - Solecismos: São os erros de sintaxe e podem ser:
correta e eficaz. - de concordância: “sobrou” muitas vagas em vez de
Por ser “oficial”, expressão verbal dos atos do poder público, sobraram.
essa modalidade de redação ou de texto subordina-se aos - de regência: os comerciantes visam apenas “o lucro” em
princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a todos vez de ao lucro.
os atos da administração pública, conforme estabelece o artigo - de colocação: “não tratava-se” de um problema sério em
37 da Constituição Federal: vez de não se tratava.

“A administração pública direta e indireta de qualquer dos - Ambiguidade: Duplo sentido não intencional. Ex.:
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios O desconhecido faloume de sua mãe. (Mãe de quem? Do
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, desconhecido? Do interlocutor?)
moralidade, publicidade e eficiência ( ... )”.
- Cacófato: Som desagradável, resultante da junção de duas
A forma e o conteúdo da Redação Oficial devem convergir ou mais palavras da cadeia da frase. Ex.: Darei um prêmio por
na produção dos textos dessa natureza, razão pela qual, muitas cada eleitor que votar em mim (por cada e porcada).

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APOSTILAS OPÇÃO
- Pleonasmo: Informação desnecessariamente redundante. Vale lembrar que os pronomes de tratamento são
Exemplos: As pessoas pobres, que não têm dinheiro, vivem na obrigatoriamente regidos pela terceira pessoa. São erros muito
miséria; Os moralistas, que se preocupam com a moral, vivem comuns construções como “Vossa Excelência sois bondoso(a)”;
vigiando as outras pessoas. o correto é “Vossa Excelência é bondoso(a)”.
A Redação Oficial supõe, como receptor, um operador A utilização da segunda pessoa do plural (vós), com que
linguístico dotado de um repertório vocabular e de uma os textos oficiais procuravam revestir-se de um tom solene e
articulação verbal minimamente compatíveis com o registro cerimonioso no passado, é hoje incomum, anacrônica e pedante,
médio da linguagem. Nesse sentido, deve ser um texto neutro, salvo em algumas peças oratórias envolvendo tribunais ou
sem facilitações que intentem suprir as deficiências cognitivas juizes, herdeiras, no Brasil, da tradição retórica de Rui Barbosa
de leitores precariamente alfabetizados. e seus seguidores.
Como exceção, citam-se as campanhas e comunicados Outro aspecto das formalidades requeridas na Redação
destinados a públicos específicos, que fazem uma aproximação Oficial é a necessidade prática de padronização dos expedientes.
com o registro linguístico do público alvo. Mas esse é um campo Assim, as prescrições quanto à diagramação, espaçamento,
que refoge aos objetivos deste material, para se inserir nos caracteres tipográficos etc., os modelos inevitáveis de ofício,
domínios e técnicas da propaganda e da persuasão. requerimento, memorando, aviso e outros, além de facilitar a
Se o texto oficial não pode e não deve baixar ao nível de legibilidade, servem para agilizar o andamento burocrático, os
compreensão de leitores precariamente equipados quanto despachos e o arquivamento.
à linguagem, fica evidente o falo de que a alfabetização e É também por essa razão que quase todos os órgãos públicos
a capacidade de apreensão de enunciados são condições editam manuais com os modelos dos expedientes que integram
inerentes à cidadania. Ninguém é verdadeiramente cidadão se sua rotina burocrática. A Presidência da República, a Câmara
não consegue ler e compreender o que leu. O domínio do idioma dos Deputados, o Senado, os Tribunais Superiores, enfim, os
é equipamento indispensável à vida em sociedade. poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm os próprios ritos
na elaboração dos textos e documentos que lhes são pertinentes.
Impessoalidade e Objetividade
Concisão e Clareza
Ainda que possam ser subscritos por um ente público
(funcionário, servidor etc.), os textos oficiais são expressão do Houve um tempo em que escrever bem era escrever “difícil”.
poder público e é em nome dele que o emissor se comunica, Períodos longos, subordinações sucessivas, vocábulos raros,
sempre nos termos da lei e sobre atos nela fundamentados. inversões sintáticas, adjetivação intensiva, enumerações,
Não cabe na Redação Oficial, portanto, a presença do “eu” gradações, repetições enfáticas já foram considerados virtudes
enunciador, de suas impressões subjetivas, sentimentos ou estilísticas. Atualmente, a velocidade que se impõe a tudo o que
opiniões. Mesmo quando o agente público manifesta-se em se faz, inclusive ao escrever e ao ler, tornou esses recursos quase
primeira pessoa, em formas verbais comuns como: declaro, sempre obsoletos. Hoje, a concisão, a economia vocabular, a
resolvo, determino, nomeio, exonero etc., é nos termos da lei que precisão lexical, ou seja, a eficácia do discurso, são pressupostos
ele o faz e é em função do cargo que exerce que se identifica e se não só da Redação Oficial, mas da própria literatura. Basta
manifesta. observar o estilo “enxuto” de Graciliano Ramos, de Carios
O que interessa é aquilo que se comunica, é o conteúdo, Drummond de Andrade, de João Cabral de Melo Neto, de Dalton
o objeto da informação. A impessoalidade contribui para Trevisan, mestres da linguagem altamente concentrada.
a necessária padronização, reduzindo a variabilidade da Não têm mais sentido os imensos “prolegômenos” e
linguagem a certos padrões, sem o que cada texto seria suscetível “exórdios” que se repetiam como ladainhas nos textos oficiais,
de inúmeras interpretações. como o exemplo risível e caricato que segue:
Por isso, a Redação Oficial não admite adjetivação. O “Preliminarmente, antes de mais nada, indispensável se faz
adjetivo, ao qualificar, exprime opinião e evidencia um juízo que nos valhamos do ensejo para congratularmo-nos com Vossa
de valor pessoal do emissor. São inaceitáveis também a Excelência pela oportunidade da medida proposta à apreciação
pontuação expressiva, que amplia a significação (! ... ), ou o de seus nobres pares. Mas, quem sou eu, humilde servidor público,
emprego de interjeições (Oh! Ah!), que funcionam como índices para abordar questões de tamanha complexidade, a respeito das
do envolvimento emocional do redator com aquilo que está quais divergem os hermeneutas e exegetas.
escrevendo. Entrementes, numa análise ainda que perfunctória das causas
Se nos trabalhos artísticos, jornalísticos e escolares o estilo primeiras, que fundamentaram a proposição tempestivamente
individual é estimulado e serve como diferencial das qualidades encaminhada por Vossa Excelência, indispensável se faz uma
autorais, a função pública impõe a despersonalização do sujeito, abordagem preliminar dos antecedentes imediatos, posto que
do agente público que emite a comunicação. São inadmissíveis, estes antecedentes necessariamente antecedem os consequentes”.
portanto, as marcas individualizadoras, as ousadias estilísticas, Observe que absolutamente nada foi dito ou informado.
a linguagem metafórica ou a elíptica e alusiva. A Redação Oficial
prima pela denotação, pela sintaxe clara e pela economia As Comunicações Oficiais
vocabular, ainda que essa regularidade imponha certa
“monotonia burocrática” ao discurso. A redação das comunicações oficiais obedece a preceitos de
Reafirma-se que a intermediação entre o emissor e o objetividade, concisão, clareza, impessoalidade, formalidade,
receptor nas Redações Oficiais é o código linguístico, dentro do padronização e correção gramatical.
padrão culto do idioma; uma linguagem “neutra”, referendada Além dessas, há outras características comuns à comunicação
pelas gramáticas, dicionários e pelo uso em situações formais, oficial, como o emprego de pronomes de tratamento, o tipo
acima das diferenças individuais, regionais, de classes sociais e de fecho (encerramento) de uma correspondência e a forma
de níveis de escolaridade. de identificação do signatário, conforme define o Manual de
Redação da Presidência da República. Outros órgãos e instituições
Formalidade e Padronização do poder público também possuem manual de redação próprio,
como a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério
As comunicações oficiais impõem um tratamento polido das Relações Exteriores, diversos governos estaduais, órgãos do
e respeitoso. Na tradição iberoamericana, afeita a títulos e a Judiciário etc.
tratamentos reverentes, a autoridade pública revela sua posição
hierárquica por meio de formas e de pronomes de tratamento Pronomes de Tratamento
sacramentais. “Excelentíssimo”, “Ilustríssimo”, “Meritíssimo”,
“Reverendíssimo” são vocativos que, em algumas instâncias do A regra diz que toda comunicação oficial deve ser formal
poder, tornaramse inevitáveis. Entenda-se que essa solenidade e polida, isto é, ajustada não apenas às normas gramaticais,
tem por consideração o cargo, a função pública, e não a pessoa como também às normas de educação e cortesia. Para isso, é
de seu exercente. fundamental o emprego de pronomes de tratamento, que devem

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ser utilizados de forma correta, de acordo com o destinatário e A Sua Excelência o Senhor
as regras gramaticais. Fulano de Tal
Embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda Juiz de Direito da l0ª Vara Cível
pessoa (Vossa Excelência, Vossa Senhoria), a concordância é Rua ABC, nº 123
feita em terceira pessoa. 01010000 São Paulo. SP
Concordância verbal:
Vossa Senhoria falou muito bem. Conforme o Manual de Redação da Presidência, “em
Vossa Excelência vai esclarecer o tema. comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento
Vossa Majestade sabe que respeitamos sua opinião. digníssimo (DD) às autoridades na lista anterior. A dignidade é
pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo
Concordância pronominal: desnecessária sua repetida evocação”.

Pronomes de tratamento concordam com pronomes Vossa Senhoria: É o pronome de tratamento empregado para
possessivos na terceira pessoa. as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado
Vossa Excelência escolheu seu candidato. (e não “vosso...”). é: Senhor Fulano de Tal / Senhora Fulana de Tal.

Concordância nominal: No envelope, deve constar do endereçamento:


Ao Senhor
Os adjetivos devem concordar com o sexo da pessoa a que se Fulano de Tal
refere o pronome de tratamento. Rua ABC, nº 123
Vossa Excelência ficou confuso. (para homem) 70123-000 – Curitiba.PR
Vossa Excelência ficou confusa. (para mulher)
Vossa Senhoria está ocupado. (para homem) Conforme o Manual de Redação da Presidência, em
Vossa Senhoria está ocupada. (para mulher) comunicações oficiais “fica dispensado o emprego do superlativo
Sua Excelência - de quem se fala (ele/ela). Ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento
Vossa Excelência - com quem se fala (você) de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do
pronome de tratamento Senhor.
Emprego dos Pronomes de Tratamento O Manual também esclarece que “doutor não é forma de
tratamento, e sim título acadêmico”. Por isso, recomenda-se
As normas a seguir fazem parte do Manual de Redação da empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que
Presidência da República. tenham concluído curso de doutorado. No entanto, ressalva-se
Vossa Excelência: É o tratamento empregado para as que “é costume designar por doutor os bacharéis, especialmente
seguintes autoridades: os bacharéis em Direito e em Medicina”.
Vossa Magnificência: É o pronome de tratamento dirigido a
- Do Poder Executivo - Presidente da República; Vice- reitores de universidade. Correspondelhe o vocativo: Magnífico
presidente da República; Ministros de Estado; Governadores Reitor.
e vicegovernadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais Vossa Santidade: É o pronome de tratamento empregado em
generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é:
executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos Santíssimo Padre.
de natureza especial; Secretários de Estado dos Governos Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima: São os
Estaduais; Prefeitos Municipais. pronomes empregados em comunicações dirigidas a cardeais.
- Do Poder Legislativo - Deputados Federais e Senadores; Os vocativos correspondentes são: Eminentíssimo Senhor
Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal.
e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; Nas comunicações oficiais para as demais autoridades
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. eclesiásticas são usados: Vossa Excelência Reverendíssima (para
- Do Poder Judiciário - Ministros dos Tribunais Superiores; arcebispos e bispos); Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria
Membros de Tribunais; Juizes; Auditores da Justiça Militar. Reverendíssima (para monsenhores, cônegos e superiores
religiosos); Vossa Reverência (para sacerdotes, clérigos e demais
Vocativos religiosos).

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas Fechos para Comunicações


aos chefes de poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo
respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República; De acordo com o Manual da Presidência, o fecho das
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional; comunicações oficiais “possui, além da finalidade óbvia de
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. arrematar o texto, a de saudar o destinatário”, ou seja, o fecho
As demais autoridades devem ser tratadas com o vocativo é a maneira de quem expede a comunicação despedir-se de seu
Senhor ou Senhora, seguido do respectivo cargo: Senhor Senador destinatário.
/ Senhora Senadora; Senhor Juiz/ Senhora Juiza; Senhor Ministro Até 1991, quando foi publicada a primeira edição do atual
/ Senhora Ministra; Senhor Governador / Senhora Governadora. Manual de Redação da Presidência da República, havia 15 padrões
de fechos para comunicações oficiais. O Manual simplificou a
Endereçamento lista e reduziu-os a apenas dois para todas as modalidades de
comunicação oficial. São eles:
De acordo com o Manual de Redação da Presidência, no
envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive o
autoridades tratadas por Vossa Excelência, deve ter a seguinte presidente da República.
forma: Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia ou
A Sua Excelência o Senhor de hierarquia inferior.
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça “Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas
70064900 Brasília. DF a autoridades estrangeiras, que atenderem a rito e tradição
próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do
A Sua Excelência o Senhor Ministério das Relações Exteriores”, diz o Manual de Redação da
Senador Fulano de Tal Presidência da República.
Senado Federal A utilização dos fechos “Respeitosamente” e “Atenciosamente”
70165900 Brasília. DF é recomendada para os mesmos casos pelo Manual de Redação

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da Câmara dos Deputados e por outros manuais oficiais. Já os da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados
fechos para as cartas particulares ou informais ficam a critério completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou
do remetente, com preferência para a expressão “Cordialmente”, signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo
para encerrar a correspondência de forma polida e sucinta. encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 112, de 10 de fevereiro de 2011,
Identificação do Signatário encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2010, do
Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do
Conforme o Manual de Redação da Presidência do República, servidor Fulano de Tal.”
com exceção das comunicações assinadas pelo presidente da
República, em todas as comunicações oficiais devem constar ou
o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo de sua
assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte: “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do
telegrama nº 112, de 11 de fevereiro de 2011, do Presidente da
(espaço para assinatura) Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de
Nome modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República
Desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer
(espaço para assinatura) algum comentário a respeito do documento que encaminha,
Nome poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso
Ministro de Estado da Justiça contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou
“Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura ofício de mero encaminhamento.
em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao - Fecho.
menos a última frase anterior ao fecho”, alerta o Manual. - Assinatura.
- Identificação do Signatário
Padrões e Modelos
Forma de Diagramação
O Padrão Ofício
Os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte
O Manual de Redação da Presidência da República lista três forma de apresentação:
tipos de expediente que, embora tenham finalidades diferentes, - deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo
possuem formas semelhantes: Ofício, Aviso e Memorando. A 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé;
diagramação proposta para esses expedientes é denominada - para símbolos não existentes na fonte Times New Roman,
padrão ofício. poder-se-ão utilizar as fontes symbol e Wíngdings;
O Ofício, o Aviso e o Memorando devem conter as seguintes - é obrigatório constar a partir da segunda página o número
partes: da página;
- Tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão - os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser
que o expede. Exemplos: impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens
Of. 123/2002-MME esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas
Aviso 123/2002-SG pares (“margem espelho”);
Mem. 123/2002-MF - o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de
- Local e data. Devem vir por extenso com alinhamento à distância da margem esquerda;
direita. Exemplo: - o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no
Brasília, 20 de maio de 2011 mínimo 3,0 cm de largura;
- o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
- Assunto. Resumo do teor do documento. Exemplos: - deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de
Assunto: Produtividade do órgão em 2010. 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores. não comportar tal recurso, de uma linha em branco;
- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado,
- Destinatário. O nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou
a comunicação. No caso do ofício, deve ser incluído também o qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a
endereço. sobriedade do documento;
- Texto. Nos casos em que não for de mero encaminhamento - a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em
de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura: papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para
gráficos e ilustrações;
Introdução: que se confunde com o parágrafo de abertura, - todos os tipos de documento do padrão ofício devem ser
na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. impressos em papel de tamanho A4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;
Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, - deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo
“Cumpre-me informar que”,empregue a forma direta; Rich Text nos documentos de texto;
- dentro do possível, todos os documentos elaborados devem
Desenvolvimento: no qual o assunto é detalhado; se o texto ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou
contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser aproveitamento de trechos para casos análogos;
tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à - para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem
exposição; ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número
do documento + palavras chave do conteúdo. Exemplo:
Conclusão: em que é reafirmada ou simplesmente
reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. “Of. 123 relatório produtividade ano 2010”
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos
casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e Aviso e Ofício (Comunicação Externa)
subtítulos.
Quando se tratar de mero encaminhamento de documentos, São modalidades de comunicação oficial praticamente
a estrutura deve ser a seguinte: idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de
Introdução: deve iniciar com referência ao expediente que mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas
solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento
tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública

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entre si e, no caso do ofício, também com particulares. - na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada,
Quanto a sua forma, Aviso e Ofício seguem o modelo ou qual ato normativo deve ser editado para solucionar o
do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o problema.
destinatário, seguido de vírgula. Exemplos:
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, de motivos, devidamente preenchido, de acordo com o seguinte
Senhora Ministra, modelo previsto no Anexo II do Decreto nº 4.1760, de 28 de
Senhor Chefe de Gabinete, março de 2010.
Anexo à exposição de motivos do (indicar nome do Ministério
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as ou órgão equivalente) nº ______, de ____ de ______________ de 201_.
seguintes informações do remetente: - Síntese do problema ou da situação que reclama
- nome do órgão ou setor; providências;
- endereço postal; - Soluções e providências contidas no ato normativo ou na
- telefone e endereço de correio eletrônico. medida proposta;
- Alternativas existentes às medidas propostas. Mencionar:
Memorando ou Comunicação Interna - se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
- se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
O Memorando é a modalidade de comunicação entre - outras possibilidades de resolução do problema.
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar - Custos. Mencionar:
hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata- - se a despesa decorrente da medida está prevista na lei
se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-la;
interna. - se a despesa decorrente da medida está prevista na lei
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-la;
empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes etc. a - valor a ser despendido em moeda corrente;
serem adotados por determinado setor do serviço público. - Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do se o ato proposto for medida provisória ou projeto de lei que
memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez deva tramitar em regime de urgência). Mencionar:
e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para - se o problema configura calamidade pública;
evitar desnecessário aumento do número de comunicações, - por que é indispensável a vigência imediata;
os despachos ao memorando devem ser dados no próprio - se se trata de problema cuja causa ou agravamento não
documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. tenham sido previstos;
Esse procedimento permite formar uma espécie de processo - se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação
simplificado, assegurando maior transparência a tomada de já prevista.
decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria - Impacto sobre o meio ambiente (somente que o ato ou
tratada no memorando. medida proposta possa vir a tê-lo)
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do - Alterações propostas. Texto atual, Texto proposto;
padrão ofício, com a diferença de que seu destinatário deve ser - Síntese do parecer do órgão jurídico.
mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos:
Com base em avaliação do ato normativo ou da medida
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração proposa à luz das questões levantadas no item 10.4.3.
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos. A falta ou insuficiência das informações prestadas pode
acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos Jurídicos da
Exposição de Motivos Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que se
complete o exame ou se reformule a proposta.
É o expediente dirigido ao presidente da República ou ao O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições
vice-presidente para: de motivos que proponham a adoção de alguma medida ou a
- informá-lo de determinado assunto; edição de ato normativo tem como finalidade:
- propor alguma medida; ou - permitir a adequada reflexão sobre o problema que se
- submeter a sua consideração projeto de ato normativo. busca resolver;
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente - ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do
da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o problema e dos defeitos que pode ter a adoção da medida ou a
assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de edição do ato, em consonância com as questões que devem ser
motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, analisadas na elaboração de proposições normativas no âmbito
sendo, por essa razão, chamada de interministerial. do Poder Executivo (v. 10.4.3.)
Formalmente a exposição de motivos tem a apresentação - conferir perfeita transparência aos atos propostos.
do padrão ofício. De acordo com sua finalidade, apresenta duas
formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas
exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma na elaboração de atos normativos no âmbito do Poder Executivo,
medida ou submeta projeto de ato normativo. o texto da exposição de motivos e seu anexo complementam-se
No primeiro caso, o da exposição de motivos que e formam um todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do profunda e direta de toda a situação que está a reclamar a
Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes adoção de certa providência ou a edição de um ato normativo; o
referido para o padrão ofício. problema a ser enfrentado e suas causas; a solução que se propõe,
Já a exposição de motivos que submeta à consideração seus efeitos e seus custos; e as alternativas existentes. O texto da
do Presidente da República a sugestão de alguma medida a exposição de motivos fica, assim, reservado à demonstração da
ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo, necessidade da providência proposta: por que deve ser adotada
embora sigam também a estrutura do padrão ofício, além de e como resolverá o problema.
outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem, Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal
obrigatoriamente, apontar: (nomeação, promoção, ascenção, transferência, readaptação,
- na introdução: o problema que está a reclamar a adoção reversão, aproveitamento, reintegração, recondução,
da medida ou do ato normativo proposto; remoção, exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade,
- no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do
aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e formulário de anexo à exposição de motivos. Ressalte-se que:
eventuais alternativas existentes para equacioná-lo; - a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico
não dispensa o encaminhamento do parecer completo;

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APOSTILAS OPÇÃO
- o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos Procurador Geral da República, Chefes de Missão Diplomática
pode ser alterado de acordo com a maior ou menor extensão dos etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III
comentários a serem alí incluídos. e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência
privativa para aprovar a indicação. O currículum vitae do
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem.
a atenção aos requisitos básicos da Redação Oficial (clareza,
concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do - Pedido de autorização para o presidente ou o vice-
padrão culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição de presidente da República se ausentarem do País por mais
motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao de 15 dias: Trata-se de exigência constitucional (Constituição,
Presidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, em art. 49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa do
certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou Congresso Nacional.
ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial da O presidente da República, tradicionalmente, por cortesia,
União, no todo ou em parte. quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma
comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes
Mensagem mensagens idênticas.

É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos - Encaminhamento de atos de concessão e renovação de
Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo concessão de emissoras de rádio e TV: A obrigação de submeter
Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso
sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos
por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do
Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3º). Descabe pedir
de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer na mensagem a urgência prevista no art. 64 da Constituição,
comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes porquanto o § 1º do art. 223 já define o prazo da tramitação.
públicos e da Nação. Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos mensagem o correspondente processo administrativo.
Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias
caberá a redação final. - Encaminhamento das contas referentes ao exercício
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso anterior: O Presidente da República tem o prazo de sessenta
Nacional têm as seguintes finalidades: dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior
- Encaminhamento de projeto de lei ordinária, (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comissão
complementar ou financeira: Os projetos de lei ordinária ou Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1º), sob pena
complementar são enviados em regime normal (Constituição, de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas
art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1º a 4º). Cabe (Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art.
lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime 215 do seu Regimento Interno.
normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com
solicitação de urgência. - Mensagem de abertura da sessão legislativa: Ela deve
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e
Congresso Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição,
Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro Secretário art. 84, XI).
da Câmara dos Deputados, para que tenha início sua tramitação O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da
(Constituição, art. 64, caput). Presidência da República. Esta mensagem difere das demais
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem porque vai encadernada e é distribuída a todos os congressistas
plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e em forma de livro.
créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-
se aos membros do Congresso Nacional, e os respectivos avisos - Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos):
são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal. Esta mensagem é dirigida aos membros do Congresso Nacional,
A razão é que o art. 166 da Constituição impõe a deliberação encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se
congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta, mais originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a
precisamente, “na forma do regimento comum”. E à frente da lei e se restituem dois exemplares dos três autógrafos recebidos,
Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de
(Constituição, art. 57, § 5º), que comanda as sessões conjuntas. sanção.
As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido
no âmbito do Poder Executivo, que abrange minucioso exame - Comunicação de veto: Dirigida ao Presidente do Senado
técnico, jurídico e econômico-financeiro das matérias objeto das Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem informa sobre
proposições por elas encaminhadas. a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições
Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra
órgãos interessados no assunto das proposições, entre eles o no Diário Oficial da União, ao contrário das demais mensagens,
da Advocacia Geral da União. Mas, na origem das propostas, as cuja publicação se restringe à notícia do seu envio ao Poder
análises necessárias constam da exposição de motivos do órgão Legislativo.
onde se geraram, exposição que acompanhará, por cópia, a
mensagem de encaminhamento ao Congresso. - Outras mensagens: Também são remetidas ao Legislativo
com regular frequência mensagens com:
- Encaminhamento de medida provisória: Para dar - encaminhamento de atos internacionais que acarretam
cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente encargos ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I);
da República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a - pedido de estabelecimento de alíquolas aplicáveis
seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado às operações e prestações interestaduais e de exportação
Federal, juntando cópia da medida provisória, autenticada pela (Constituição, art. 155, § 2º, IV);
Coordenação de Documentação da Presidência da República. - proposta de fixação de limites globais para o montante da
dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
- Indicação de autoridades: As mensagens que submetem - pedido de autorização para operações financeiras externas
ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem (Constituição, art. 52, V); e outros.
determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores,
Ministros do TCU, Presidentes e diretores do Banco Central, Entre as mensagens menos comuns estão as de:

Língua Portuguesa 72
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APOSTILAS OPÇÃO
- convocação extraordinária do Congresso Nacional Correio Eletrônico
(Constituição, art. 57, § 6º);
- pedido de autorização para exonerar o Procurador Geral da O correio eletrônico (“email”), por seu baixo custo e
República (art. 52, XI, e 128, § 2º); celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação
- pedido de autorização para declarar guerra e decretar para transmissão de documentos.
mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX); Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é
- pedido de autorização ou referendo para celebrara paz sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida para
(Constituição, art. 84, XX); sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem
- justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua incompatível com uma comunicação oficial.
prorrogação (Constituição, art. 136, § 4º); O campo assunto do formulário de correio eletrônico
- pedido de autorização para decretar o estado de sítio mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a organização
(Constituição, art. 137); documental tanto do destinatário quanto do remetente.
- relato das medidas praticadas na vigência do estado de Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado,
sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único); preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que
- proposta de modificação de projetas de leis financeiras encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas
(Constituição, art. 166, § 5º); sobre seu conteúdo.
- pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de
sem despesas correspondentes, em decorrência de veto, emenda confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar
ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
art. 166, § 8º); Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem
- pedido de autorização para alienar ou conceder terras de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que
públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, possa ser aceita como documento original, é necessário existir
§ 1º); etc. certificação digital que ateste a identidade do remetente, na
forma estabelecida em lei.
As mensagens contêm:
- a indicação do tipo de expediente e de seu número, Apostila
horizontalmente, no início da margem esquerda:
É o aditamento que se faz a um documento com o objetivo
Mensagem nº de retificação, atualização, esclarecimento ou fixar vantagens,
evitando-se assim a expedição de um novo título ou documento.
- vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o Estrutura:
cargo do destinatário, horizontalmente, no início da margem - Título: APOSTILA, centralizado.
esquerda: - Texto: exposição sucinta da retificação, esclarecimento,
atualização ou fixação da vantagem, com a menção, se for o caso,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, onde o documento foi publicado.
- Local e data.
- o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; - Assinatura: nome e função ou cargo da autoridade que
- o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e constatou a necessidade de efetuar a apostila.
horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem Não deve receber numeração, sendo que, em caso de
direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo documento arquivado, a apostila deve ser feita abaixo dos textos
Presidente da República, não traz identificação de seu signatário. ou no verso do documento.
Em caso de publicação do ato administrativo originário,
Telegrama a apostila deve ser publicada com a menção expressa do ato,
número, dia, página e no mesmo meio de comunicação oficial no
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar qual o ato administrativo foi originalmente publicado, a fim de
os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de que se preserve a data de validade.
telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de
telegrafia, telex etc. Por se tratar de forma de comunicação ATA
dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada,
deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações É o instrumento utilizado para o registro expositivo dos fatos
que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que e deliberações ocorridos em uma reunião, sessão ou assembleia.
a urgência justifique sua utilização e, também em razão de seu Estrutura:
custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela - Título ATA. Em se tratando de atas elaboradas
concisão. sequencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a sessão, em caixa alta.
estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos Correios - Texto, incluindo: Preâmbulo registro da situação espacial
e em seu sítio na Internet. e temporal e participantes; Registro dos assuntos abordados e
de suas decisões, com indicação das personalidades envolvidas,
Fax se for o caso; Fecho termo de encerramento com indicação,
se necessário, do redator, do horário de encerramento, de
O fax (forma abreviada já consagrada de facsímile) é uma convocação de nova reunião etc.
forma de comunicação que está sendo menos usada devido ao A ATA será assinada e/ou rubricada portodos os presentes
desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de à reunião ou apenas pelo presidente e relator, dependendo das
mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos, exigências regimentais do órgão.
de cujo conhecimento há premência, quando não há condições A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve-se,
de envio do documento por meio eletrônico. Quando necessário em caso de erro, utilizar o termo “digo”, seguido da informação
o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe. correta a ser registrada. No caso de omissão de informações ou
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia de erros constatados após a redação, usa-se a expressão “Em
xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos tempo” ao final da ATA, com o registro das informações corretas.
modelos, se deteriora rapidamente.
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a Carta
estrutura que lhes são inerentes. É conveniente o envio,
juntamente com o documento principal, de folha de rosto, isto É a forma de correspondência emitida por particular,
é, de pequeno formulário com os dados de identificação da ou autoridade com objetivo particular, não se confundindo
mensagem a ser enviada. com o memorando (correspondência interna) ou o ofício

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APOSTILAS OPÇÃO
(correspondência externa), nos quais a autoridade que assina Parecer
expressa uma opinião ou dá uma informação não sua, mas, sim,
do órgão pelo qual responde. Em grande parte dos casos da É a opinião fundamentada, emitida em nome pessoal ou de
correspondência enviada por deputados, deve-se usar a carta, órgão administrativo, sobre tema que lhe haja sido submetido
não o memorando ou ofício, por estar o parlamentar emitindo para análise e competente pronunciamento. Visa fornecer
parecer, opinião ou informação de sua responsabilidade, e não subsídios para tomada de decisão. Estrutura:
especificamente da Câmara dos Deputados. O parlamentar - Número de ordem (quando necessário).
deverá assinar memorando ou ofício apenas como titular de - Número do processo de origem.
função oficial específica (presidente de comissão ou membro da - Ementa (resumo do assunto).
Mesa, por exemplo). Estrutura: - Texto, compreendendo: Histórico ou relatório (introdução);
- Local e data. Parecer (desenvolvimento com razões e justificativas); Fecho
- Endereçamento, com forma de tratamento, destinatário, opinativo (conclusão).
cargo e endereço. - Local e data.
- Vocativo. - Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista.
- Texto. Além do Parecer Administrativo, acima conceituado, existe o
- Fecho. Parecer Legislativo, que é uma proposição, e, como tal, definido
- Assinatura: nome e, quando necessário, função ou cargo. no art. 126 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em tantos
Se o gabinete usar cartas com frequência, poderá numerá- itens (e estes intitulados) quantos bastem ao parecerista para
las. Nesse caso, a numeração poderá apoiar-se no padrão básico o fim de melhor organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e
de diagramação. didatismo.
O fecho da carta segue, em geral, o padrão da correspondência
oficial, mas outros fechos podem ser usados, a exemplo de Portaria
“Cordialmente”, quando se deseja indicar relação de proximidade
ou igualdade de posição entre os correspondentes. É o ato administrativo pelo qual a autoridade estabelece
regras, baixa instruções para aplicação de leis ou trata da
Declaração organização e do funcionamento de serviços dentro de sua
esfera de competência. Estrutura:
É o documento em que se informa, sob responsabilidade, - Título: PORTARIA, numeração e data.
algo sobre pessoa ou acontecimento. Estrutura: - Ementa: síntese do assunto.
- Título: DECLARAÇÃO, centralizado. - Preâmbulo e fundamentação: denominação da autoridade
- Texto: exposição do fato ou situação declarada, com que expede o ato e citação da legislação pertinente, seguida da
finalidade, nome do interessado em destaque (em maiúsculas) e palavra “resolve”.
sua relação com a Câmara nos casos mais formais. - Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser dividido
- Local e data. em artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens.
- Assinatura: nome da pessoa que declara e, no caso de - Assinatura: nome da autoridade competente e indicação do
autoridade, função ou cargo. cargo.
A declaração documenta uma informação prestada por
autoridade ou particular. No caso de autoridade, a comprovação Certas portarias contêm considerandos, com as razões que
do fato ou o conhecimento da situação declarada deve serem justificam o ato. Neste caso, a palavra “resolve” vem depois deles.
razão do cargo que ocupa ou da função que exerce. A ementa justifica-se em portarias de natureza normativa.
Declarações que possuam características específicas podem Em portarias de matéria rotineira, como nos casos de
receber uma qualificação, a exemplo da “declaração funcional”. nomeação e exoneração, por exemplo, suprime-se a ementa.

Despacho Relatório

É o pronunciamento de autoridade administrativa em É o relato exposilivo, detalhado ou não, do funcionamento


petição que lhe é dirigida, ou ato relativo ao andamento do de uma instituição, do exercício de atividades ou acerca do
processo. Pode ter caráter decisório ou apenas de expediente. desenvolvimento de serviços específicos num determinado
Estrutura: período. Estrutura:
- Nome do órgão principal e secundário. - Título RELATÓRIO ou RELATÓRIO DE...
- Número do processo. - Texto registro em tópicos das principais atividades
- Data. desenvolvidas, podendo ser indicados os resultados parciais e
- Texto. totais, com destaque, se for o caso, para os aspectos positivos
- Assinatura e função ou cargo da autoridade. e negativos do período abrangido. O cronograma de trabalho a
O despacho pode constituir-se de uma palavra, de uma ser desenvolvido, os quadros, os dados estatísticos e as tabelas
expressão ou de um texto mais longo. poderão ser apresentados como anexos.
- Local e data.
Ordem de Serviço - Assinatura e função ou cargo do(s) funcionário(s)
relator(es).
É o instrumento que encerra orientações detalhadas e/ou No caso de Relatório de Viagem, aconselha-se registrar
pontuais para a execução de serviços por órgãos subordinados uma descrição sucinta da participação do servidor no evento
da Administração. Estrutura: (seminário, curso, missão oficial e outras), indicando o período
- Título: ORDEM DE SERVIÇO, numeração e data. e o trecho compreendido. Sempre que possível, o Relatório de
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da autoridade Viagem deverá ser elaborado com vistas ao aproveitamento
que expede o ato (em maiúsculas) e citação da legislação efetivo das informações tratadas no evento para os trabalhos
pertinente ou por força das prerrogativas do cargo, seguida da legislativos e administrativos da Casa.
palavra “resolve”. Quanto à elaboração de Relatório de Atividades, deve-se
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser dividido atentar para os seguintes procedimentos:
em itens, incisos, alíneas etc. - abster-se de transcrever a competência formal das unidades
- Assinatura: nome da autoridade competente e indicação da administrativas já descritas nas normas internas;
função. - relatar apenas as principais atividades do órgão;
A Ordem de Serviço se assemelha à Portaria, porém possui - evitar o detalhamento excessivo das tarefas executadas
caráter mais específico e detalhista. Objetiva, essencialmente, a pelas unidades administrativas que lhe são subordinadas;
otimização e a racionalização de serviços.

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APOSTILAS OPÇÃO
- priorizar a apresentação de dados agregados, grandes metas Questões
realizadas e problemas abrangentes que foram solucionados;
- destacar propostas que não puderam ser concretizadas, 01. Analise:
identificando as causas e indicando as prioridades para os 1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima
próximos anos; referido, vimos encaminhar a V. Sª. as informações referentes ao
- gerar um relatório final consolidado, limitado, se possível, andamento dos serviços sob responsabilidade deste setor.
ao máximo de dez páginas para o conjunto da Diretoria, 2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medidas
Departamento ou unidade equivalente. necessárias para o cumprimento dos prazos estipulados e o
atingimento das metas estabelecidas.
Requerimento (Petição)
A redação do documento acima indica tratar-se
É o instrumento por meio do qual o interessado requer (A) do encaminhamento de uma ata.
a uma autoridade administrativa um direito do qual se julga (B) do início de um requerimento.
detentor. Estrutura: (C) de trecho do corpo de um ofício.
- Vocativo, cargo ou função (e nome do destinatário), ou seja, (D) da introdução de um relatório.
da autoridade competente. (E) do fecho de um memorando.
- Texto incluindo: Preâmbulo, contendo nome do requerente
(grafado em letras maiúsculas) e respectiva qualificação: 02. A redação inteiramente apropriada e correta de um
nacionalidade, estado civil, profissão, documento de identidade, documento oficial é:
idade (se maior de 60 anos, para fins de preferência na (A) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas
tramitação do processo, segundo a Lei 10.741/03), e domicílio reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em
(caso o requerente seja servidor da Câmara dos Deputados, vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais.
precedendo à qualificação civil deve ser colocado o número (B) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a
do registro funcional e a lotação); Exposição do pedido, de redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais para
preferência indicando os fundamentos legais do requerimento os departamentos que foram recentemente criados.
e os elementos probatórios de natureza fática. (C) Estou encaminhando a presença de V. Sª. este jovem,
muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os problemas
- Fecho: “Nestes termos, Pede deferimento”. do sistema de informatização de seu gabinete.
- Local e data. (D) Quando se procurou resolver os problemas de pessoal
- Assinatura e, se for o caso de servidor, função ou cargo. aqui neste departamento, faltaram um número grande de
servidores para os andamentos do serviço.
Quando mais de uma pessoa fizer uma solicitação, (E) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos informar
reivindicação ou manifestação, o documento utilizado será um de quais providências vão ser tomadas para resolver essa
abaixoassinado, com estrutura semelhante à do requerimento, confusão que foi criado pelos manifestantes.
devendo haver identificação das assinaturas.
03. A frase cuja redação está inteiramente correta e
A Constituição Federal assegura a todos, independentemente apropriada para uma correspondência oficial é:
do pagamento de taxas, o direito de petição aos Poderes (A) É com muito prazer que encaminho à V. Exª. Os
Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso convites para a reunião de gala deste Conselho, em que se
de poder (art. 51, XXXIV, “a”), sendo que o exercício desse direito fará homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria,
se instrumentaliza por meio de requerimento. No que concerne importantíssima na execução dos nossos serviços.
especificamente aos servidores públicos, a lei que institui o (B) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe do
Regime único estabelece que o requerimento deve ser dirigido Setor, nos dirigimos a todos os de vosso gabinete, para informar
à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por de que as medidas de austeridade recomendadas por V. Sa. já
intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o está sendo tomadas, para evitar-se os atrasos dos prazos.
requerente (Lei nº 8.112/90, art. 105). (C) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que
chegaram nossos analistas sobre as condições de funcionamento
Protocolo deste setor, bem como as providências a serem tomadas
para a consecução dos serviços e o cumprimento dos prazos
O  registro de protocolo (ou simplesmente “o  protocolo“) estipulados.
é o livro (ou, mais atualmente, o suporte informático) em que (D) As ordens expressas a todos os funcionários é de que se
são transcritos progressivamente os documentos e os atos possa estar tomando as medidas mais do que importantes para
em entrada e em saída de um sujeito ou entidade (público ou tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização dos
privado). Este registro, se obedecerem a normas legais, têm fé trâmites legais dos documentos que passam por aqui.
pública, ou seja, tem valor probatório em casos de controvérsia (E) Peço com todo o respeito a V. Exª., que tomeis
jurídica. providências cabíveis para vir novos funcionários para esse
O termo protocolo tem um significado bastante amplo, nosso setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar
identificando-se diretamente com o próprio procedimento. Por todos os documentos que precisamos enviar.
extensão de sentido, “protocolo” significa também um  trâmite
a ser seguido para alcançar determinado objetivo (“seguir o 04. A respeito dos padrões de redação de um ofício, é
protocolo”). INCORRETO afirmar que:
A gestão do protocolo é normalmente confiada a uma (A) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla do
repartição determinada, que recebe o material documentário órgão que o expede.
do sujeito que o produz em saída e em entrada e os anota num (B) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o local
registro (atualmente em programas informáticos), atruibuindo- de onde é expedido e a data em que foi assinado.
lhes um número e também uma posição de arquivo de acordo (C) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto do
com suas características. documento.
O registro tem quatro elementos necessários e obrigatórios: (D) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta,
- Número progressivo. respeitando-se a formalidade que deve haver nos expedientes
- Data de recebimento ou de saída. oficiais.
- Remetente ou destinatário. (E) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por
- Regesto, ou seja, breve resumo do conteúdo da exemplo: Agradeço a V. Sª. a atenção dispensada.
correspondência.
05. Haveria coerência com as ideias do texto e respeitaria
as normas de redação de documentos oficiais se o texto

Língua Portuguesa 75
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APOSTILAS OPÇÃO
apresentado fosse incluído como parágrafo inicial em um ofício
complementado pelo parágrafo final e os fechos apresentados
a seguir.

Solicita-se, portanto, a divulgação desses dados junto aos


órgãos competentes.

Atenciosamente,

Pedro Santos
Pedro Santos
Secretário do Conselho

Respostas
01-C / 02-B / 03-C / 04-E / 05-C (correta)

Anotações

Língua Portuguesa 76
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LEGISLAÇÃO

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APOSTILAS OPÇÃO

VI - gestão democrática do ensino público estadual;


VII - valorização do desempenho, da qualificação e do
conhecimento;
VIII - avanço na carreira dos profissionais da educação
básica, através da progressão funcional;
IX - período reservado ao Professor, em sua jornada de
trabalho, a estudos, planejamento e avaliação do trabalho
discente;
X - participação dos profissionais da educação básica na
elaboração, execução e avaliação do Projeto Político
Lei Estadual nº 7442/2010 Pedagógico da Escola.
que dispõe sobre o Plano de Seção III Dos Conceitos Fundamentais
Cargos, Carreira e Art. 4º Para efeito desta Lei, entende-se por:
Remuneração dos I - Plano de Cargos, Carreira e Remuneração – é o conjunto
Profissionais da Educação de normas que disciplinam o desenvolvimento do servidor na
carreira, correlacionam as respectivas classes de cargos com
Básica da Rede Pública de os níveis de escolaridade e de remuneração dos profissionais
Ensino do Estado do Pará que ocupam e que estabelecem critérios para o
desenvolvimento, mediante progressão vertical e horizontal;
II - Cargo Efetivo – é o lugar instituído na organização do
LEI N° 7.442, DE 2 DE JULHO DE 2010 serviço público, com denominação própria, atribuição e
responsabilidade específica e estipêndio correspondente, para
Dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos ser provido e exercido por um titular, o qual exige para
Profissionais da Educação Básica da Rede Pública de Ensino do ingresso, prévia aprovação em concurso público;
Estado do Pará e dá outras providências. III - Função Permanente – é o conjunto de atribuições de
caráter definitivo desempenhadas por servidor estável, na
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ forma do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais
estatui e eu sanciono a seguinte Lei: Transitórias - ADCT da Constituição Federal de 1988;
IV - Servidor – é a pessoa física, legalmente investida em
CAPÍTULO I cargo público, com direitos, deveres, responsabilidades,
Seção I vencimento e vantagens previstas em lei;
Das Disposições Gerais V - Magistério Público – é o conjunto de cargos ocupados
por profissionais da Educação, que exercem atividades de
Art. 1º Esta Lei institui e estrutura o Plano de Cargos, docência e de suporte pedagógico, incluídas as de
Carreira e Remuneração dos Profissionais da Educação Básica administração escolar, planejamento, supervisão e orientação
da Rede Pública de Ensino do Estado do Pará. educacional, bem como assessoramento técnico e avaliação de
ensino e pesquisa;
Art. 2º Para efeito desta Lei, entendam-se integrantes do VI - Carreira – é o conjunto de classes e níveis que definem
Quadro Permanente dos Profissionais da Educação Básica da a evolução funcional e remuneratória do servidor, de acordo
Rede Pública de Ensino do Estado do Pará os seguintes cargos: com a complexidade de atribuições e grau de
I - Professor; responsabilidade;
II - Especialista em Educação; VII - Classe – é o conjunto de cargos de mesma natureza
III - Auxiliar Educacional; funcional, mesma escolaridade e/ou titulação e de mesmo
IV - Assistente Educacional. grau de responsabilidade;
Parágrafo único. Os cargos de Auxiliar Educacional e VIII - Nível – é o símbolo alfabético indicativo do valor do
Assistente Educacional serão regulamentados por lei vencimento-base fixado para a classe, que representa o
específica. crescimento funcional do servidor no plano e/ou na carreira;
IX - Grade de Vencimentos – é o conjunto de matrizes de
Seção II vencimento referente a cada cargo;
Dos Objetivos, Princípios e Garantias X - Evolução Funcional – é o desenvolvimento do servidor
na carreira através de procedimentos de progressão vertical
Art. 3º O Plano de Cargos, Carreira e Remuneração de que nas classes e progressão horizontal nos níveis;
trata esta Lei objetiva o aperfeiçoamento profissional e XI - Educação Básica – é a educação escolar composta pela
contínuo, a valorização dos profissionais da educação básica, a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio;
percepção de remuneração digna, a melhoria do desempenho XII - Hora-Aula – é o tempo reservado à regência de classe,
profissional e da qualidade do ensino prestado à população do com a participação efetiva do aluno, realizado em sala de aula
Estado, baseado nos seguintes objetivos, princípios e ou em outros locais adequados ao processo ensino-
garantias: aprendizagem;
I - reconhecimento da importância da carreira dos XIII - Hora-Atividade – é o tempo reservado ao docente,
profissionais da educação básica e de seus agentes; cumprido na escola ou fora dela, para estudo e planejamento,
II - profissionalização, que pressupõe qualificação e destinado à avaliação do trabalho didático e à socialização de
aperfeiçoamento profissional contínuo, com remuneração experiências pedagógicas, atividades de formação continuada,
digna e condições adequadas de trabalho; reunião, articulação com a comunidade e outras atividades
III - formação continuada; estabelecidas no Projeto Político Pedagógico;
IV - promoção da educação visando o pleno XIV - Quadro Permanente – é o conjunto de cargos de
desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da provimento efetivo dos profissionais da educação básica
cidadania; escolar;
V - liberdade de ensinar, aprender, pesquisar e divulgar o XV - Quadro Suplementar – é o conjunto de cargos de
pensamento, a arte e o saber, dentro dos ideais de democracia; provimento efetivo ou de funções permanentes do Magistério,

Legislação 1
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APOSTILAS OPÇÃO

não enquadrados no Quadro Permanente instituído por esta requerer progressão funcional após o cumprimento do estágio
Lei; probatório, sendo-lhe permitida, neste caso, a progressão
XVI - Enquadramento – é o posicionamento do servidor imediata para a Classe correspondente à sua titulação,
ocupante de cargo efetivo em cargo, classe e nível de observadas as regras de progressão dispostas nesta Lei.
vencimento, do Quadro Permanente do Magistério instituído
por esta Lei, em face da tabela de correlação de cargos. Seção II
Parágrafo único. Trabalhadores da Educação são Do Desenvolvimento na Carreira
profissionais que direta ou indiretamente atuam na escola,
seja desenvolvendo as funções do Magistério, seja na atividade Art. 9º O desenvolvimento na carreira ocorrerá mediante:
meio, dando suporte administrativo e operacional. I - o atendimento das condições estabelecidas no plano de
qualificação profissional;
CAPÍTULO II II - aprovação na avaliação de desempenho funcional.
ESTRUTURA, CARGOS E CARREIRA Seção III
Da Avaliação de Desempenho Funcional
Art. 5º Os cargos da carreira do Magistério são
estruturados em classes, assim considerados: Art. 10. A avaliação de desempenho do profissional do
I - Professor: Magistério e do sistema de ensino, que leve em conta entre
a) Classe Especial: formação de nível médio na modalidade outros fatores, a objetividade, que é a escolha de requisitos que
normal; possibilitem a análise de indicadores qualitativos e
b) Classe I: formação de nível superior em curso de quantitativos, a transparência, que assegura que o resultado
licenciatura, de graduação plena; da avaliação possa ser analisado pelo avaliado e pelos
c) Classe II: formação em nível superior em curso de avaliadores, com vistas à superação das dificuldades
licenciatura, de graduação plena, acrescida de pós-graduação detectadas para o desempenho profissional ou do sistema, a
obtida em curso de especialização na Educação com duração ser realizada com base no princípio da amplitude.
mínima de 360 (trezentos e sessenta) horas; Parágrafo único. A avaliação deve incidir sobre todas as
d) Classe III: formação em nível superior em curso de áreas de atuação do sistema de ensino que compreendem:
licenciatura, de graduação plena, acrescida de mestrado na I - a formulação das políticas educacionais;
área de educação; II - a aplicação delas pelas redes de ensino;
e) Classe IV: formação em nível superior em curso de III - o desempenho dos profissionais do Magistério;
licenciatura, de graduação plena, acrescida de doutorado na IV - a estrutura escolar;
área de educação. V - as condições sócio educativas dos educandos;
II - Especialista em Educação: VI - outros critérios que os sistemas considerarem
a) Classe I: formação de nível superior em curso de pertinentes;
licenciatura, de graduação plena; VII - os resultados educacionais da escola.
b) Classe II: formação em nível superior em curso de
licenciatura, de graduação plena, acrescida de pós-graduação Art. 11. Os procedimentos para execução da avaliação de
obtida em curso de especialização na Educação com duração desempenho funcional serão objeto de regulamentação por
mínima de 360 (trezentos e sessenta) horas; parte do Poder Executivo, por lei específica assegurando-se ao
c) Classe III: formação em nível superior em curso de servidor a recorribilidade das decisões.
licenciatura, de graduação plena, acrescida de mestrado na
área de educação; Seção IV
d) Classe IV: formação em nível superior em curso de Comissão Permanente de Avaliação de Desempenho
licenciatura, de graduação plena, acrescida de doutorado na Funcional
área de educação.
Art. 12. A comissão permanente de avaliação de
Art. 6º As classes de que trata o art. 5º desdobram-se em desempenho funcional será composta por cinco servidores
doze Níveis, definidos de “A” a “L”, cuja evolução funcional dar- estáveis, integrantes do Quadro Permanente do Magistério,
se-á mediante critérios de avaliação de desempenho e designados por ato do Secretário de Estado de Educação, pelo
participação em programas de desenvolvimento profissional. período de até dois anos, prorrogável, uma única vez, por igual
período e terá as seguintes competências:
Art. 7º Os cargos do Quadro Permanente da Rede Pública I - incentivar, coordenar e acompanhar o processo de
de Ensino do Estado do Pará são os descritos no Anexo I desta avaliação de desempenho funcional;
Lei. II - apreciar assuntos concernentes ao desenvolvimento
Parágrafo único. As atribuições gerais e os requisitos de dos profissionais da educação na carreira compreendendo as
escolaridade exigidos para os cargos tratados no caput deste progressões;
artigo estão descritos no Anexo II desta Lei. III - desenvolver estudos e análises, que subsidiem
informações para fixação e aperfeiçoamento da política de
CAPÍTULO III pessoal;
DO PROVIMENTO E DESENVOLVIMENTO NA IV - planejar, organizar e coordenar o sistema de avaliação
CARREIRA de desempenho funcional dos servidores alcançados por esta
Seção I Lei;
Do Ingresso V - examinar e emitir parecer conclusivo sobre os pedidos
de progressão funcional;
Art. 8º O ingresso no cargo de Professor ou Especialista em VI - acompanhar o enquadramento e sua revisão anual dos
Educação da carreira do Magistério Público de que trata esta servidores da educação;
Lei dar-se-á, obrigatoriamente, sempre na Classe I, Nível A, VII - responder às consultas relativas às matérias de sua
mediante aprovação em concurso público de provas, ou de competência;
provas e títulos. VIII - analisar os recursos administrativos dos servidores,
Parágrafo único. O servidor que ingressar na carreira com cabendo ao Secretário de Estado de Educação deliberar;
titulação correspondente às Classes II, III e IV, somente poderá

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IX - criar subcomissão por URES – Unidade Regional de IV - participação em eventos científicos;


Educação, composta por cinco servidores estáveis e efetivos, V - participação em programas de formação e/ou
pelo período de até dois anos, admitida uma única qualificação profissional relacionados à educação.
prorrogação, por igual período, para conduzir o processo de § 1º Os critérios estabelecidos neste dispositivo serão
avaliação na Unidade Regional. especificados e terão pontuação individual atribuída por meio
Parágrafo único. Os membros da Comissão Permanente de de decreto do Poder Executivo.
Avaliação de Desempenho Funcional e Subcomissões § 2º Os cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu,
exercerão suas funções sem prejuízo das suas atividades para os fins previstos nesta Lei, somente serão considerados
técnicas e docentes e sem direito à remuneração excedente, se ministrados por instituição autorizada ou reconhecida por
sendo-lhes assegurado horário de trabalho compatível com o órgãos competentes e, quando realizados no exterior, se forem
funcionamento da Comissão. revalidados por instituição brasileira, conforme legislação
especifica.
Seção V
Da Progressão Funcional Art. 17. A Progressão Funcional Vertical ocorrerá mediante
abertura de processo anualmente promovido pela Secretaria
Art. 13. A progressão funcional dos servidores de que trata de Estado de Educação, e dar-se-á através de solicitação do
esta Lei ocorrerá de forma horizontal e vertical. servidor junto à comissão permanente de avaliação de
Parágrafo único. O servidor ocupante do cargo de desempenho funcional, condicionada à disponibilidade
Professor, Classe Especial, somente concorrerá à progressão orçamentária.
horizontal.
Art. 18. O servidor que ocupar dois cargos do Quadro
Subseção I Permanente do Magistério, nos termos das disposições
Da Progressão Funcional Horizontal constitucionais que tratam do acúmulo remunerado de cargos
públicos, poderá utilizar a mesma titulação para fins de
Art. 14. A progressão funcional horizontal dar-se-á de progressão funcional vertical em ambos os cargos.
forma alternada, ora automática, ora mediante a avaliação de
desempenho a cada interstício de três anos. Art. 19. A titulação utilizada para fins de progressão
§ 1º A primeira progressão na carreira dar-se-á de forma funcional vertical não poderá ser utilizado para efeito de
automática mediante a aprovação no estágio probatório. progressão funcional horizontal.
§ 2º Caso a disponibilidade orçamentária e financeira
limite o número de progressões horizontais, o Estado ficará Art. 20. O servidor somente fará jus às progressões
obrigado a efetivá-las em até um ano a contar da data em que funcionais tratadas nesta Lei, após a sua aprovação em estágio
o servidor tenha adquirido o direito, lhe sendo resguardado os probatório e confirmação na carreira.
pagamentos retroativos a data em que tenha satisfeito os
requisitos para obtê-la. Art. 21. Ato do Poder Executivo regulamentará o processo
§ 3º Caso a Secretaria de Estado de Educação - SEDUC, não de avaliação de desempenho.
proceda a avaliação de desempenho, o servidor progredirá
automaticamente para o próximo nível na carreira, sem Seção VI
prejuízo das progressões futuras. Da Formação e Qualificação Profissional

Art. 22. A qualificação profissional ocorrerá por iniciativa


do servidor ou incentivo do Governo do Estado, com base no
Subseção II levantamento prévio das necessidades da instituição, tendo
Da Progressão Funcional Vertical em vista atividades que primem pela valorização do
profissional do Magistério mediante a integração, atualização
Art. 15. A progressão funcional vertical dar-se-á pela e o aperfeiçoamento profissional, objetivando a melhoria da
passagem do servidor de uma classe para outra, habilitando- qualidade do ensino público.
se os candidatos à progressão de acordo com a titulação
acadêmica obtida na área da educação, na seguinte forma:
I - a progressão para a Classe II ocorrerá mediante a
obtenção do título de pós-graduação lato sensu, Especialização, Art. 23. A qualificação profissional deverá atender aos
com carga horária mínima de 360 (trezentos e sessenta) horas, seguintes programas:
na área da educação; I - programa de integração à administração pública
aplicado a todos os servidores do quadro permanente da rede
II - a progressão para a Classe III ocorrerá mediante a pública de ensino, para informar sobre a estrutura e
obtenção do título de pós-graduação stricto sensu, Mestrado na
organização da administração pública da Secretaria de Estado
área da educação;
de Educação, dos direitos e deveres definidos na legislação
III - a progressão para a Classe IV ocorrerá mediante a estadual e sobre o Plano Estadual de Educação e Plano
obtenção do título de pós-graduação stricto sensu, Doutorado Nacional de Educação;
na área da educação. II - programa de capacitação aplicado aos servidores para
Parágrafo único. Será mantido o mesmo nível em que incorporação de novos conhecimentos e habilidades,
estiver situado o servidor, por ocasião de sua progressão para decorrentes de inovações científicas e tecnológicas ou de
outra Classe, conforme tratada neste artigo. alteração da legislação, normas e procedimentos específicos
ao desempenho do seu cargo ou função;
Art. 16. Caso a disponibilidade orçamentária limite o III - programa de desenvolvimento destinado à
número de vagas à progressão vertical, serão observados os incorporação de conhecimentos e habilidades técnicas
seguintes critérios para seleção dos candidatos inscritos: inerentes ao cargo, através de cursos regulares oferecidos pela
I - produção acadêmica; Instituição;
II - produção bibliográfica; IV - programa de aperfeiçoamento aplicado aos servidores
III - atuação em missões institucionais; com a finalidade de incorporação de conhecimentos

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complementares, de natureza especializada, relacionados ao FUNCAP, não exigindo que o servidor seja colocado à
exercício ou desempenho do cargo ou função, podendo constar disposição destes órgãos.
de cursos regulares, seminários, palestras, simpósios,
congressos e outros eventos similares reconhecidos pela Art. 30. O servidor que exercer suas atividades no Sistema
SEDUC; de Organização Modular de Ensino - SOME, fará jus a
V - programas de desenvolvimento gerencial destinados gratificação no valor correspondente a 100% (cem por cento)
aos ocupantes de cargos de direção, gerência, assessoria e sobre o vencimento-base acrescido da gratificação de
chefia, para habilitar os servidores ao desempenho eficiente escolaridade, repercutindo sobre a parcela salarial referente a
das atribuições inerentes ao cargo ou função. férias e ao décimo terceiro salário.
Parágrafo único. Lei específica do Poder Executivo
Art. 24. A qualificação profissional de que trata esta Lei estabelecerá sobre o Sistema de Organização Modular de
será regulamentada por Decreto do Poder Executivo. Ensino.

CAPÍTULO IV Art. 31. A gratificação de titularidade será devida em razão


DA REMUNERAÇÃO do aprimoramento da qualificação do servidor do Magistério,
Seção I e será calculada sobre o vencimento-base do cargo, à razão de:
Do Plano de Remuneração I - 30% (trinta por cento) para o possuidor de Diploma de
Doutorado;
Art. 25. A remuneração dos servidores de que trata esta Lei II - 20% (vinte por cento) para o possuidor de Diploma de
corresponderá ao vencimento da Classe e nível do cargo que Mestrado;
ocupa, observada a jornada de trabalho, acrescida dos III - 10% (dez por cento) para o possuidor de Curso de
adicionais e gratificações a que fizer jus. Especialização em Educação.
§ 1º Os cargos de que trata esta Lei terão seus vencimentos § 1º Entende-se por aprimoramento de qualificação, para
iniciais fixados a partir do Nível A, da Classe I, e para as demais efeito do disposto neste artigo, a conclusão de cursos de pós-
Classes conforme a seguir: graduação em educação e áreas afins.
I - O vencimento inicial da Classe II, Nível A corresponderá § 2º Os percentuais constantes dos incisos I, II e III não são
ao valor do vencimento inicial da Classe I, acrescido de 1,5% cumulativos, o maior excluindo o menor.
(um por cento e cinco décimos);
II - O vencimento inicial da Classe III, Nível A Art. 32. A gratificação de Magistério será devida ao
corresponderá ao valor do vencimento inicial da Classe II, servidor ocupante do cargo de Professor, que se encontrar em
acrescido de 1,5% (um por cento e cinco décimos); regência de Classe, e corresponderá a 10% (dez por cento) do
III - O vencimento inicial da Classe IV, Nível A vencimento.
corresponderá ao valor do vencimento inicial da Classe III, Parágrafo único. A gratificação de que trata o caput deste
acrescido de 1,5% (um por cento e cinco décimos). artigo será paga no percentual de 50% (cinquenta por cento),
§ 2º A diferença de vencimento entre os níveis, no caso da para o Professor de Educação Especial.
progressão horizontal, corresponderá ao acréscimo de 0,5%
(zero vírgula cinco décimos percentuais), de um nível para o Art. 33. Ao cargo de Professor, Classe Especial será
outro, utilizando-se como base de cálculo, sempre, o atribuído vantagem pecuniária progressiva, desde que
vencimento do Nível A da respectiva Classe. habilitado em curso de licenciatura plena, no percentual de
10% (dez por cento) do vencimento-base, majorado a cada ano
Art. 26. Para efeito de fixação do vencimento do servidor no mesmo percentual cumulativo, até o limite de 50%
ocupante do cargo de Professor que optar pelas cargas (cinquenta por cento), sendo que a primeira concessão da
horárias de 30 (trinta) ou 40 (quarenta) horas semanais, será vantagem se dará no ano da vigência desta Lei.
considerada a proporcionalidade do vencimento fixado para a
carga horária de 20 (vinte) horas semanais, conforme a grade Art. 34. A gratificação de direção será devida ao servidor,
de vencimentos, constante do Anexo III desta Lei. pelo exercício de funções de direção e de vice direção escolar;
direção de escola-sede, de unidade da Secretaria de Estado de
Art. 27. A remuneração do Cargo de Especialista em Educação na escola, de unidade regional de ensino; e de
Educação será equivalente a atribuída ao Cargo de Professor, secretário de unidade, na forma estabelecida pela Lei nº 7.107,
para uma jornada de 30 (trinta) ou 40 (quarenta) horas de 12 de fevereiro de 2008.
semanais. CAPÍTULO V
DO REGIME DE TRABALHO
Art. 28. As aulas suplementares, bem como, os abonos
pecuniários creditados em favor do Grupo Ocupacional do Art. 35. O servidor ocupante de cargo de Professor, em
Magistério, serão regulamentadas através de lei específica regência de classe, submeter-se-á às jornadas de trabalho a
num período de até cento e oitenta dias, a contar da vigência seguir:
desta Lei, com a participação de comissão paritária composta I - jornada parcial semanal de 20 (vinte) horas; II - jornada
por seis membros, com representantes do Poder Executivo e parcial semanal de 30 (trinta) horas;
dos Trabalhadores em Educação. III - jornada integral semanal de 40 (quarenta) horas.
§ 1º As jornadas de trabalho previstas neste artigo
Seção II compreendem as horas-aula e as horas-atividade.
Das Vantagens § 2º A hora-atividade corresponderá ao percentual de 20%
(vinte por cento) da jornada de trabalho, com a majoração
Art. 29. O servidor da SEDUC que exercer suas atividades desse percentual para 25% (vinte e cinco por cento) até quatro
na SUSIPE - Superintendência do Sistema Penal e na FUNCAP - anos da vigência desta Lei.
Fundação da Criança e do Adolescente, fará jus a gratificação § 3º Ao Professor que não se encontrar no exercício da
de risco de vida e alta complexidade no valor equivalente a 50 regência de classe será atribuída a jornada de trabalho
% (cinquenta por cento) do vencimento-base. estabelecida no inciso III deste artigo, excluída a hora-
Parágrafo único. A vantagem de que trata este artigo faz atividade.
parte de programas instituídos no âmbito da SUSIPE e da

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Art. 36. A atribuição das jornadas de trabalho I - Sistema de Organização Modular de Ensino, a ser
estabelecidas no artigo anterior levará em consideração a encaminhado ao Poder Legislativo até o final do ano de 2010;
disponibilidade de carga horária e a opção do Professor, II - abrangência, direitos e obrigações dos cargos de que
conforme regulamentação em vigor. trata o Parágrafo único do art. 2º desta Lei, a ser elaborada por
§ 1º A jornada de trabalho do Grupo Ocupacional do comissão composta por membros do Poder Executivo e dos
Magistério será cumprida, prioritariamente, numa única Trabalhados em Educação, instituída no mês de outubro de
unidade de ensino. 2010, e a ser encaminhada até o mês de maio de 2011;
§ 2º Caso não seja possível o cumprimento do disposto no III - aulas suplementares e abono pecuniários no prazo de
parágrafo anterior, a jornada de trabalho deverá ser cento e oitenta dias a contar da vigência desta Lei, elaborada
completada em projetos a serem regulamentados pela por meio de comissão paritária composta por seis membros,
Secretaria de Estado de Educação, no âmbito da unidade de com representantes do Poder Executivo e dos Trabalhadores
ensino em que esteja lotado o servidor, ou ainda, em caráter em Educação.
suplementar, a jornada de trabalho deverá ser complementada
em outra unidade de ensino. Subseção II
Do Quadro Suplementar
Art. 37. O servidor ocupante do cargo de Especialista em
Educação submeter-se-á à jornada de trabalho de 30 (trinta) Art. 46. O Quadro Suplementar da Carreira do Magistério é
ou 40 (quarenta) horas semanais. composto por cargos efetivos, em extinção, conforme Anexo V.
Parágrafo único. O vencimento do servidor integrante do
CAPÍTULO VI Quadro Suplementar de que trata o caput deste artigo, do
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS ocupante de função permanente do Magistério e do não
Seção I optante pelo enquadramento de que trata o art. 38
Das Disposições Transitórias corresponderá ao vencimento da Classe I, Nível A, ou da Classe
Subseção I Especial, Nível A, do cargo efetivo cujo requisito de
Do Enquadramento escolaridade seja compatível com a do cargo efetivo ou função
permanente que ocupa, mantidas todas as demais vantagens
Art. 38. O enquadramento de servidor ocupante de cargo percebidas na ocasião.
efetivo do Magistério no Quadro Permanente deste plano de
cargos, carreira e remuneração ocorrerá mediante a Art. 47. Fica vedada a realização de concurso público para
correlação de cargos estabelecida no Anexo IV, desta Lei. provimento de vagas dos cargos efetivos do Quadro
Parágrafo único. O servidor ocupante de cargo efetivo, que Suplementar, os quais serão declarados extintos à medida que
optar pelo não enquadramento de que trata o caput deste vagarem.
artigo, passará a integrar o Quadro Suplementar, que após a
sua vacância será transferido para o Quadro Permanente do Seção II
Magistério, observada a tabela de correlação constante desta Das Disposições Finais
Lei.
Art. 48. As despesas decorrentes da aplicação desta
Art. 39. O servidor que se encontrar em uma das situações Lei correrão à conta da dotação orçamentária destinada à
de afastamento consideradas como de efetivo exercício, nos manutenção do desenvolvimento da educação básica.
termos da Lei nº 5.810, de 24 de janeiro de 1994 será
enquadrado, na forma do art. 34. Art. 49. O servidor ocupante de cargo efetivo não mais fará
jus à percepção do abono salarial concedido pelo Governo do
Art. 40. O servidor ocupante de cargo efetivo que se Estado por meio do Decreto nº 2.839, de 25 de maio de 1998,
encontrar à disposição de outro órgão ou entidade, com ou a partir do momento do seu enquadramento no Quadro
sem ônus, no âmbito dos Poderes da União, Estados, Permanente do Magistério, de que trata esta Lei.
Municípios e Distrito Federal, somente será enquadrado nos
termos desta Lei, após o seu retorno às funções junto à Art. 50. Aplicam-se subsidiariamente as disposições da Lei
Secretaria de Estado de Educação. nº 5.351, de 21 de novembro de 1986 e da Lei nº 5.810, de 24
Parágrafo único. Excetua-se do caput deste artigo o de janeiro de 1994, no que não forem incompatíveis com as
servidor que se encontrar à disposição das prefeituras definidas nesta Lei.
municipais do Estado, em face do processo de municipalização
do ensino. Art. 51. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 41. O enquadramento de que trata esta Lei não PALÁCIO DO GOVERNO, 2 julho de 2010.
implicará redução do vencimento-base atualmente percebido,
salvo quando houver redução da jornada de trabalho.

Art. 42. O ato de enquadramento é sujeito a recurso na


forma do regulamento.

Art. 43. Para efeito do enquadramento do servidor será


considerada a titulação e o tempo de efetivo exercício no cargo
do Magistério que atualmente ocupa.

Art. 44. O servidor enquadrado passará a perceber o


vencimento e demais vantagens a que fizer jus, após a
publicação do ato de enquadramento.

Art. 45. Leis específicas do Poder Executivo tratarão dos


seguintes assuntos:

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ANEXO I 8. Participa da elaboração, execução e avaliação do


QUADRO PERMANENTE DA CARREIRA DO GRUPO projeto pedagógico, do planejamento geral da escola e das
OCUPACIONAL DO propostas curriculares;
MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DA REDE 9. Apresenta propostas e contribui para o
PÚBLICA DE ENSINO DO ESTADO DO PARÁ melhoramento da qualidade de ensino;
10. Participa da escolha do livro didático;
11. Participa de palestras, seminários, congressos,
encontros pedagógicos, capacitações, cursos, e outros eventos
da área educacional e correlatos; Fl. 2 do Anexo II
12. Acompanha e orienta estagiários;
13. Zela pela integridade física e moral do aluno;
14. Participa de reuniões interdisciplinares;
15. Confecciona material didático;
16. Realiza atividades extra classe em bibliotecas,
museus, laboratórios e outros;
17. Avalia e participa do encaminhamento dos alunos
portadores de necessidades especiais, para os setores
específicos de atendimento;
18. Participa do processo de inclusão do aluno portador
de necessidades especiais no ensino regular;
19. Propicia aos educandos, portadores de necessidades
especiais, a sua preparação profissional, orientação e
encaminhamento para o mercado de trabalho;
20. Incentiva os alunos a participarem de concursos,
feiras de cultura, grêmios estudantis e similares;
21. Realiza atividades de articulação da escola com a
família do aluno e a comunidade;
ANEXO II
22. Orienta e incentiva o aluno para a pesquisa;
DESCRIÇÃO DO QUADRO PERMANENTE DO GRUPO
23. Participa do conselho de classe;
OCUPACIONAL DO
24. Prepara o aluno para o exercício da cidadania;
MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DA REDE
25. Incentiva o gosto pela leitura;
PÚBLICA DE
26. Desenvolve a auto estima do aluno;
ENSINO DO ESTADO DO PARÁ
27. Participa da elaboração e aplicação do regimento da
escola;
CARGO: PROFESSOR
28. Orienta o aluno quanto à conservação da escola e dos
seus equipamentos;
DESCRIÇÃO SUMÁRIA
29. Contribui para a aplicação da política pedagógica do
Estado e o cumprimento da legislação de ensino;
Exerce à docência na Rede Pública de Ensino do Estado do
30. Propõe a aquisição de equipamentos que venham
Pará, transmitindo os conteúdos pertinentes de forma
favorecer às atividades de ensino-aprendizagem;
integrada, proporcionando ao aluno condições de exercer sua
31. Planeja e realiza atividades de recuperação para os
cidadania;
alunos de menor rendimento; Fl. 3 do Anexo II
Planeja, coordena, avalia e reformula o processo
32. Analisa dados referentes à recuperação, aprovação,
ensino/aprendizagem, e propõe estratégias metodológicas
reprovação e evasão escolar;
compatíveis com os programas a serem operacionalizados;
33. Participa de estudos e pesquisas em sua área de
Desenvolve o educando para o exercício pleno de sua
atuação;
cidadania, proporcionando a compreensão de co-participação
34. Zela pelo cumprimento da legislação escolar e
e co-responsabilidade de cidadão perante sua comunidade,
educacional;
Município, Estado e País, tornando-o agente de transformação
35. Zela pela manutenção e conservação do patrimônio
social.
escolar;
36. Participa da gestão democrática da unidade escolar;
DESCRIÇÃO DETALHADA
37. Executa outras atividades correlatas;
38. Participa de programa de treinamento, quando
1. Planeja e ministra aulas nos dias letivos e horas-aula
convocado.
estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos
dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento
REQUISITO DE ESCOLARIDADE
profissional;
2. Seleciona, apresenta e revisa conteúdos;
Graduação em Licenciatura Plena para atuação nos
3. Avalia o rendimento dos alunos de acordo com o
diferentes níveis e modalidades de ensino.
regimento escolar;
Para atuação na Educação Especial será exigido curso de
4. Mantém atualizados os registros de aula, frequência
especialização na área.
e de aproveitamento escolar do aluno;
5. Informa aos pais e responsáveis sobre a frequência e
CARGO: ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO
aproveitamento dos alunos, bem como sobre a execução de
sua proposta pedagógica;
DESCRIÇÃO SUMÁRIA
6. Participa de atividades cívicas, sociais, culturais e
esportivas;
Implementa a execução, avalia e coordena a construção ou
7. Participa de reuniões pedagógicas e técnico-
reconstrução do projeto pedagógico de educação básica com a
administrativas;
equipe escolar;

Legislação 6
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APOSTILAS OPÇÃO

Viabiliza o trabalho pedagógico coletivo e facilita o 29. Sistematiza os processos de coleta de dados relativos
processo comunicativo da comunidade escolar e de ao educando através de assessoramento aos Professores,
associações a ela vinculadas; favorecendo a construção coletiva do conhecimento sobre a
Elabora projetos pedagógicos especiais; realidade do aluno;
Exerce atividades técnico-pedagógicas que dão 30. Acompanha e orienta pedagogicamente a utilização
diretamente suporte às atividades de ensino; de recursos tecnológicos nas unidades escolares;
Gerencia, planeja, organiza e coordena a execução de 31. Promove o intercâmbio entre Professor, aluno,
propostas administrativo-pedagógicas, possibilitando o equipe técnica e administrativa, e conselho escolar;
desempenho satisfatório das atividades docentes e discentes. 32. Trabalha o currículo, enquanto processo
interdisciplinar e viabilizador da relação
DESCRIÇÃO DETALHADA transmissão/produção de conhecimentos, em consonância
com o contexto sócio-político-econômico;
1. Elabora, participa e executa estudos, pesquisas e 33. Conhece os princípios norteadores de todas as
projetos pertinentes à sua área de atuação; disciplinas que compõem os currículos da educação básica;
2. Participa da promoção e coordenação de reuniões 34. Desenvolve pesquisa de campo, promovendo visitas,
com o corpo docente e discente da unidade escolar; consultas e debates, estudos e outras fontes de informação, a
3. Assegura o cumprimento dos dias letivos e horas- fim de colaborar na fase de discussão do currículo pleno da
aula estabelecidas; Fl. 4 do Anexo II escola;
4. Estimula o uso de recursos tecnológicos e o 35. Busca a modernização dos métodos e técnicas
aperfeiçoamento dos recursos humanos; utilizados pelo pessoal docente, sugerindo sua participação em
5. Elabora relatórios de dados educacionais; programas de capacitação e demais eventos;
6. Participa do processo de lotação numérica; 36. Assessora o trabalho docente na busca de soluções
7. Zela pela integridade física e moral do aluno; para os problemas de reprovação e evasão escolar;
8. Participa e coordena as atividades de planejamento 37. Contribui para o aperfeiçoamento do ensino e da
global da escola; aprendizagem desenvolvida pelo Professor em sala de aula, na
9. Participa da elaboração, execução, acompanhamento elaboração e implementação do projeto educativo da escola,
e avaliação de políticas de ensino, de propostas curriculares e consubstanciado numa educação transformadora;
do projeto pedagógico da escola; 38. Coordena as atividades de elaboração do regimento
10. Estabelece parcerias para desenvolvimento de escolar; Fl. 6 do Anexo II
projetos; 39. Participa da análise e escolha do livro didático;
11. Articula-se com órgãos gestores de educação e 40. Acompanha e orienta estagiários;
outros; 41. Participa de reuniões interdisciplinares;
12. Participa da elaboração do currículo e calendário 42. Avalia e participa do encaminhamento dos alunos
escolar; portadores de necessidades especiais, para os setores
13. Incentiva os alunos a participarem de concursos, específicos de atendimento;
feiras de cultura, grêmios estudantis e outros; 43. Promove a inclusão do aluno portador de
14. Participa da análise do plano de organização das necessidades especiais no ensino regular;
atividades dos Professores, como: distribuição de turmas, 44. Propicia aos educandos portadores de necessidades
horas-aula, horas-atividade, disciplinas e turmas sob a especiais a sua preparação profissional, orientação e
responsabilidade de cada Professor; encaminhamento para o mercado de trabalho;
15. Mantém intercâmbio com outras instituições de 45. Coordena a elaboração, execução e avaliação de
ensino; projetos pedagógicos e administrativos da escola;
16. Participa de reuniões pedagógicas e técnico- 46. Trabalha a integração social do aluno;
administrativas; 47. Traça o perfil do aluno, através de observação,
17. Acompanha e orienta o corpo docente e discente da questionários, entrevistas e outros;
unidade escolar; 48. Auxilia o aluno na escolha de profissões, levando em
18. Participa de palestras, seminários, congressos, consideração a demanda e a oferta no mercado de trabalho;
encontros pedagógicos, capacitações, cursos e outros eventos 49. Orienta os Professores na identificação de
da área educacional e correlato; comportamentos divergentes dos alunos, levantando e
19. Coordena as atividades de integração da escola com selecionando, em conjunto, alternativas de soluções a serem
a família e a comunidade; adotadas;
20. Coordena conselho de classe; 50. Divulga experiências e materiais relativos à
21. Contribui na preparação do aluno para o exercício da educação;
cidadania; 51. Promove e coordena reuniões com o corpo docente,
22. Zela pelo cumprimento da legislação escolar e discente e equipes administrativas e pedagógicas da unidade
educacional; escolar;
23. Zela pela manutenção e conservação do patrimônio 52. Programa, realiza e presta contas das despesas
escolar; Fl. 5 do Anexo II efetuadas com recursos diversos;
24. Contribui para aplicação da política pedagógica do 53. Coordena, acompanha e avalia as atividades
Estado e o cumprimento da legislação de ensino; administrativas e técnico-pedagógicas da escola;
25. Propõe a aquisição de equipamentos que assegurem 54. Orienta escolas na regularização e nas normas legais
o funcionamento satisfatório da unidade escolar; referentes ao currículo e à vida escolar do aluno;
26. Planeja, executa e avalia atividades de capacitação e 55. Acompanha estabelecimentos escolares, avaliando o
aperfeiçoamento de pessoal da área de educação; desempenho de seus componentes e verificando o
27. Apresenta propostas que visem à melhoria da cumprimento de normas e diretrizes para garantir eficácia do
qualidade do ensino; processo educativo;
28. Contribui para a construção e operacionalização de 56 Elabora documentos referentes à vida escolar dos
uma proposta pedagógica que objetiva a democratização do alunos de escolas extintas;
ensino, através da participação efetiva da família e demais
segmentos da sociedade;

Legislação 7
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APOSTILAS OPÇÃO

57. Participa da avaliação do grau de produtividade atingido pela escola e pelo Sistema Público de Ensino do Estado,
apresentando subsídios para tomada de decisões a partir dos resultados das avaliações;
58. Participa da gestão democrática da unidade escolar;
59. Executa outras atividades correlatas;
60. Elabora relatórios e laudos técnicos em sua área de especialidade;
61. Participa de programa de treinamento, quando convocado.

REQUISITO DE ESCOLARIDADE

Habilitação específica, obtida em curso de Graduação em Pedagogia.

ANEXO III
GRADE DE VENCIMENTOS
QUADRO PERMANENTE DO GRUPO OCUPACIONAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
BÁSICA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO ESTADO DO PARÁ

Legislação 8
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APOSTILAS OPÇÃO

ANEXO IV
TABELA DE CORRELAÇÃO COM O QUADRO PERMANENTE DO GRUPO
OCUPACIONAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO ESTADO DO PARÁ

ANEXO V
QUADRO SUPLEMENTAR DA CARREIRA DOS PROFISSIONAIS
DA EDUCAÇÃO BÁSICA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO ESTADO DO PARÁ

Legislação 9
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APOSTILAS OPÇÃO

Questões Parágrafo único. As suas disposições aplicam-se aos


servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do
01. De acordo com a Lei 7442/2010 entende-se por Cargo Ministério Público e dos Tribunais de Contas.
Efetivo, o conjunto de atribuições de caráter definitivo
desempenhadas por servidor estável, na forma do art. 19 do Art. 2° Para os fins desta lei:
Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT da I - servidor é a pessoa legalmente investida em cargo
Constituição Federal de 1988. público;
(....) Certo (....) Errado II - cargo público é o criado por lei, com denominação
própria, quantitativo e vencimento certos, com o conjunto de
02. De acordo com a Lei 7442/2010 entende-se por atribuições e responsabilidades previstas na estrutura
Carreira, o conjunto de cargos de mesma natureza funcional, organizacional que devem ser cometidas a um servidor;
mesma escolaridade e/ou titulação e de mesmo grau de III - categoria funcional é o conjunto de cargos da mesma
responsabilidade. natureza de trabalho;
(....) Certo (....) Errado IV - grupo ocupacional é o conjunto de categorias
funcionais da mesma natureza, escalonadas segundo a
03. Analise a Lei 7442/2010 julgue o item abaixo e marque escolaridade, o nível de complexidade e o grau de
certo ou errado: responsabilidade;
Hora-Aula é o tempo reservado ao docente, cumprido na Parágrafo único. Os cargos públicos serão acessíveis aos
escola ou fora dela, para estudo e planejamento, destinado à brasileiros que preencham os requisitos do art. 17, desta lei.
avaliação do trabalho didático e à socialização de experiências
pedagógicas, atividades de formação continuada, reunião, Art. 3° É vedado cometer ao servidor atribuições e
articulação com a comunidade e outras atividades responsabilidades diversas das inerentes ao seu cargo, exceto
estabelecidas no Projeto Político Pedagógico. participação assentida em órgão colegiado e em comissões
(....) Certo (....) Errado legais.

04. Analise a Lei 7442/2010 julgue o item abaixo e marque Art. 4° Os cargos referentes a profissões regulamentadas
certo ou errado: serão providos unicamente por quem satisfizer os requisitos
Enquadramento é o posicionamento do servidor ocupante legais respectivos.
de cargo efetivo em cargo, classe e nível de vencimento, do TÍTULO II
Quadro Permanente do Magistério instituído por esta Lei, em DO PROVIMENTO, DO EXERCÍCIO, DA CARREIRA E DA
face da tabela de correlação de cargos. VACÂNCIA
(....) Certo (....) Errado Capítulo I - Do Provimento

Respostas Art. 5° Os cargos públicos serão providos por:


I - nomeação;
01. Resposta: Errado. II - promoção;
02. Resposta: Errado. III - reintegração;
03. Resposta: Errado. IV - transferência;
04. Resposta: Certo. V - reversão;
VI - aproveitamento;
VII - readaptação;
Lei Estadual nº 5810/1994, VIII - recondução.
que dispõe sobre o Regime Capítulo II - Da Nomeação
Jurídico Único dos Servidores Seção I - Das Formas de Nomeação
Públicos Civis da
Art. 6° A nomeação será feita:
Administração Direta, das I - em caráter efetivo, quando exigida a prévia habilitação
Autarquias e das Fundações em concurso público, para essa forma de provimento;
Públicas do Estado do Pará II - em comissão, para cargo de livre nomeação e
exoneração, declarado em lei.
Parágrafo único. A designação para o exercício de função
gratificada recairá, exclusivamente, em servidor efetivo.
LEI N° 5.810, DE 24 DE JANEIRO DE 19941
Art. 7° Compete aos Poderes Executivo, Legislativo e
Dispõe sobre o Regime Jurídico Único dos Servidores Judiciário, ao Ministério Público e aos Tribunais de Contas na
Públicos Civis da Administração Direta, das Autarquias e das área de sua competência, prover, por ato singular, os cargos
Fundações Públicas do Estado do Pará. públicos.
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará estatui e eu Art. 8° O ato de provimento conterá, necessariamente, as
sanciono a seguinte lei: seguintes indicações, sob pena de nulidade e responsabilidade
de quem der a posse:
TÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES I - modalidade de provimento e nome completo do
interessado;
Art. 1° Esta lei institui o Regime Jurídico Único e define os II - denominação de cargo e forma de nomeação;
direitos, deveres, garantias e vantagens dos Servidores III - fundamento legal.
Públicos Civis do Estado, das Autarquias e das Fundações
Públicas.

1 SEAD – Secretaria do Estado de Administração do Pará. Disponível em:

http://www.sead.pa.gov.br/sites/default/files/RJU_atual._06-05-2010.pdf.

Legislação 10
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APOSTILAS OPÇÃO

Seção II - Do Concurso § 3º Equipe multiprofissional avaliará a compatibilidade


entre as atribuições do cargo e a deficiência do candidato
Art. 9° A investidura em cargo de provimento efetivo durante o estágio probatório. (NR)
depende de aprovação prévia em concurso público de provas
ou de provas e títulos, observado o disposto no art. 4° desta lei. Art. 15. A administração proporcionará aos portadores de
deficiência, condições para a participação em concurso de
Art. 10. A aprovação em concurso público gera o direito à provas ou de provas e títulos.
nomeação, respeitada a ordem de classificação dos candidatos Parágrafo único. Às pessoas portadoras de deficiência é
habilitados. assegurado o direito de inscrever-se em concurso público para
§ 1° Terá preferência para a ordem de classificação o provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com
candidato já pertencente ao serviço público estadual e, a deficiência de que são portadoras, às quais serão reservadas
persistindo a igualdade, aquele que contar com maior tempo até 20% (vinte por cento), das vagas oferecidas no concurso.
de serviço público ao Estado
§ 2° Se ocorrer empate de candidatos não pertencentes ao Seção III - Da Posse
serviço público do Estado, decidir-se-á em favor do mais idoso.
Art. 16. Posse é o ato de investidura em cargo público ou
Art. 11. A instrumentação e execução dos concursos serão função gratificada.
centralizadas na Secretaria de Estado de Administração, no Parágrafo único. Não haverá posse nos casos de promoção
âmbito do Poder Executivo, e nos órgãos competentes dos e reintegração.
Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público, e dos
Tribunais de Contas. Art. 17. São requisitos cumulativos para a posse em cargo
§ 1° O conteúdo programático, para preenchimento de público:
cargo técnico de nível superior poderá ser elaborado pelo I - ser brasileiro, nos termos da Constituição;
órgão solicitante do concurso. II - ter completado 18 (dezoito) anos;
§ 2° O concurso público será realizado, preferencialmente, III - estar em pleno exercício dos direitos políticos;
na sede do Município, ou na região onde o cargo será provido. IV - ser julgado apto em inspeção de saúde realizada em
§ 3° Fica assegurada a fiscalização do concurso público, em órgão médico oficial do Estado do
todas as suas fases, pelas entidades sindicais representativas Pará;
de servidores públicos. V - possuir a escolaridade exigida para o exercício do cargo;
VI - declarar expressamente o exercício ou não de cargo,
Art. 12. As provas serão avaliadas na escala de zero a dez emprego ou função pública nos órgãos e entidades da
pontos, e aos títulos, quando afins, serão atribuídos, no Administração Pública Estadual, Federal ou Municipal, para
máximo, cinco pontos. fins de verificação do acúmulo de cargos. (NR)
Parágrafo único. As provas de título, quando constantes do VII - a quitação com as obrigações eleitorais e militares;
Edital, terão caráter meramente classificatório. VIII - não haver sofrido sanção impeditiva do exercício de
cargo público.
Art. 13. O Edital do concurso disciplinará os requisitos para
a inscrição, o processo de realização, os critérios de Art. 18. A compatibilidade das pessoas portadoras de
classificação, o número de vagas, os recursos e a homologação. deficiência, de que trata o art. 15, parágrafo único, será
declarada por junta especial, constituída por médicos
Art. 14. Na realização dos concursos, serão adotadas as especializados na área da deficiência diagnosticada.
seguintes normas gerais: Parágrafo único. Caso o candidato seja considerado inapto
I - não se publicará Edital, na vigência do prazo de validade para o exercício do cargo, perde o direito à nomeação. (NR)
de concurso anterior, para o mesmo cargo, se ainda houver
candidato aprovado e não convocado para a investidura, ou Art. 19. São competentes para dar posse:
enquanto houver servidor de igual categoria em I - No Poder Executivo:
disponibilidade; a) o Governador, aos nomeados para cargos de Direção ou
II - poderão inscrever-se candidatos até 69 anos de idade; Assessoramento que lhe sejam diretamente subordinados;
III - Os concursos terão a validade de até dois anos, a contar b) os Secretários de Estado e dirigentes de Autarquias e
da publicação da homologação do resultado, no Diário Oficial, Fundações, ou a quem seja delegada competência, aos
prorrogável expressamente uma única vez por igual período. nomeados para os respectivos órgãos, inclusive, colegiados;
(NR) II - No Poder Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério
IV - Comprovação, no ato da posse, dos requisitos previstos Público e nos Tribunais de Contas, conforme dispuser a
no edital. (NR) legislação específica de cada Poder ou órgão.
V - participação de um representante do Sindicato dos
Trabalhadores ou de Conselho Regional de Classe das Art. 20. O ato de posse será transcrito em livro especial,
categorias afins na comissão organizadora do concurso assinado pela autoridade competente e pelo servidor
público ou processo seletivo. (NR) empossado.
§ 1º Será publicada lista geral de classificação contendo Parágrafo único. Em casos especiais, a critério da
todos os candidatos aprovados e, paralela e autoridade competente, a posse poderá ser tomada por
concomitantemente, lista própria para os candidatos que procuração específica.
concorreram às vagas reservadas aos deficientes. (NR)
§ 2º Os candidatos com deficiência aprovados e incluídos Art. 21. A autoridade que der posse verificará, sob pena de
na lista reservada aos deficientes serão chamados e responsabilidade, se foram observados os requisitos legais
convocados alternadamente a cada convocação de um dos para a investidura no cargo ou função.
candidatos chamados da lista geral até preenchimento do
percentual reservado às pessoas com deficiência no edital do Art. 22. A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias,
concurso. (NR) contados da publicação do ato de provimento no Diário Oficial
do Estado.

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§ 1º O prazo para a posse poderá ser prorrogado por mais Art. 31. O servidor no exercício de cargo de provimento
quinze dias, em existindo necessidade comprovada para o efetivo, mediante a sua concordância poderá ser colocado à
preenchimento dos requisitos para posse, conforme juízo da disposição de qualquer órgão da administração direta ou
Administração. (NR) indireta, da União, do Estado, do Distrito Federal e dos
§ 2° O prazo do servidor em férias, licença, ou afastado por Municípios, com ou sem ônus para o Estado do Pará, desde que
qualquer outro motivo legal, será contado do término do observada a reciprocidade.
impedimento.
§ 3° Se a posse não se concretizar dentro do prazo, o ato de Seção V - Do Estágio Probatório
provimento será tornado sem efeito.
§ 4° No ato da posse, o servidor apresentará declaração de Art. 32. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o
bens e valores que constituam seu patrimônio, e declaração cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório
quanto ao exercício, ou não, de outro cargo, emprego ou função por período de três anos, durante os quais a sua aptidão e
pública. capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do
Art. 22-A. Ao interessado é permitida a renúncia da posse, cargo, observados os seguintes fatores: (NR)
no prazo legal, sendo-lhe garantida a última colocação dentre I - assiduidade;
os classificados no correspondente concurso público. (NR) II - disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
Seção IV - Do Exercício IV - produtividade;
V - responsabilidade;
Art. 23. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições e § 1° Quatro meses antes do findo período do estágio
responsabilidade do cargo. probatório, será submetida à homologação da autoridade
competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada
Art. 24. Compete ao titular do órgão para onde for de acordo com o que dispuser a lei ou regulamento do sistema
nomeado o servidor, dar-lhe o exercício. de carreira, sem prejuízo da continuidade de apuração dos
fatores enumerados nos incisos I a V deste artigo.
Art. 25. O exercício do cargo terá início dentro do prazo de § 2° O servidor não aprovado no estágio probatório será
quinze dias, contados: (NR) exonerado, observado o devido processo legal.
I - da data da posse, no caso de nomeação; § 3º O disposto no “caput” deste artigo não se aplica aos
II - da data da publicação oficial do ato, nos demais casos. servidores que já tenham entrado em exercício na data de
§ 1º Os prazos poderão ser prorrogados por mais quinze publicação desta Lei, que se sujeitam ao regime anterior. (NR)
dias, em existindo necessidade comprovada para o
preenchimento dos requisitos para posse, conforme juízo da Art. 33. O término do estágio probatório importa no
Administração. (NR) reconhecimento da estabilidade de ofício.
§ 2° Será exonerado o servidor empossado que não entrar
em exercício nos prazos previstos neste artigo. Art. 34. O servidor estável aprovado em outro concurso
público fica sujeito a estágio probatório no novo cargo.
Art. 26. O servidor poderá ausentar-se do Estado, para Parágrafo único. Ficará dispensado do estágio probatório
estudo, ou missão de qualquer natureza, com ou sem o servidor que tiver exercido o mesmo cargo público em que já
vencimento, mediante prévia autorização ou designação do tenha sido avaliado. (NR)
titular do órgão em que servir.
Capítulo III - Da Promoção
Art. 27. O servidor autorizado a afastar-se para estudo em
área do interesse do serviço público, fora do Estado do Pará, Art. 35. A promoção é a progressão funcional do servidor
com ônus para os cofres do Estado, deverá, sequentemente, estável a uma posição que lhe assegure maior vencimento
prestar serviço, por igual período, ao Estado. base, dentro da mesma categoria funcional, obedecidos os
critérios de antiguidade e merecimento, alternadamente.
Art. 28. O afastamento do servidor para participação em
congressos e outros eventos culturais, esportivos, técnicos e Art. 36. A promoção por antiguidade dar-se-á pela
científicos será estabelecido em regulamento. progressão à referência imediatamente superior, observado o
interstício de 2 (dois) anos de efetivo exercício.
Art. 29. O servidor preso em flagrante, pronunciado por
crime comum, denunciado por crime administrativo, ou Art. 37. A promoção por merecimento dar-se-á pela
condenado por crime inafiançável, será afastado do exercício progressão à referência imediatamente superior, mediante a
do cargo, até sentença final transitada em julgado. avaliação do desempenho a cada interstício de 2 (dois) anos de
§ 1º Durante o afastamento, o servidor perceberá dois efetivo exercício.
terços da remuneração, excluídas as vantagens devidas em Parágrafo único. No critério de merecimento será
razão do efetivo exercício do cargo, tendo direito à diferença, obedecido o que dispuser a lei do sistema de carreira,
se absolvido. (NR) considerando-se, em especial, na avaliação do desempenho, os
§ 2º Em caso de condenação criminal, transitada em cursos de capacitação profissional realizados, e assegurada, no
julgado, não determinante da demissão, continuará o servidor processo, a plena participação das entidades de classe dos
afastado até o cumprimento total da pena, com direito a um servidores.
terço do vencimento ou remuneração, excluídas as vantagens
devidas em razão do efetivo exercício do cargo. (NR) Art. 38. O servidor que não estiver no exercício do cargo,
ressalvadas as hipóteses consideradas como de efetivo
Art. 30. Ao servidor da administração direta, das exercício, não concorrerá à promoção.
Autarquias e das Fundações Públicas ou dos Poderes § 1° Não poderá ser promovido o servidor que se encontre
Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais cumprindo o estágio probatório.
de Contas, diplomado para o exercício de mandato eletivo § 2° O servidor, em exercício de mandato eletivo, somente
federal, estadual ou municipal, aplica-se o disposto no Título terá direito à promoção por antiguidade na forma da
III, Capítulo V, Seção VII, desta lei.

Legislação 12
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APOSTILAS OPÇÃO

Constituição, obedecidas as exigências legais e Art. 49. A remoção é a movimentação do servidor ocupante
regulamentares. de cargo de provimento efetivo, para outro cargo de igual
denominação e forma de provimento, no mesmo Poder e no
Art. 39. No âmbito de cada Poder ou órgão, o setor mesmo órgão em que é lotado.
competente de pessoal processará as promoções que serão Parágrafo único. A remoção, a pedido ou ex-officio, do
efetivadas por atos específicos no prazo de 60 (sessenta) dias, servidor estável, poderá ser feita: (NR)
contados da data de abertura da vaga. I - de uma para outra unidade administrativa da mesma
Parágrafo único. O critério adotado para promoção deverá Secretaria, Autarquia, Fundação ou órgão análogo dos Poderes
constar obrigatoriamente do ato que a determinar. Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais
de Contas.
Capítulo IV - Da Reintegração II - de um para outro setor, na mesma unidade
administrativa.
Art. 40. Reintegração é o reingresso do servidor na
administração pública, em decorrência de decisão Art. 50. A redistribuição é o deslocamento do servidor, com
administrativa definitiva ou sentença judicial transitada em o respectivo cargo ou função, para o quadro de outro órgão ou
julgado, com ressarcimento de prejuízos resultantes do entidade do mesmo Poder, sempre no interesse da
afastamento. Administração. (NR)
§ 1° A reintegração será feita no cargo anteriormente § 1° A redistribuição será sempre ex-officio, ouvidos os
ocupado e, se este houver sido transformado, no cargo respectivos órgãos ou entidades interessados na
resultante. movimentação. (NR)
§ 2° Encontrando-se regularmente provido o cargo, o seu § 2° A redistribuição dar-se-á exclusivamente para o
ocupante será deslocado para cargo equivalente, ou, se ajustamento do quadro de pessoal às necessidades dos
ocupava outro cargo, a este será reconduzido, sem direito à serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou
indenização. criação de órgão ou entidade. (NR)
§ 3° Se o cargo houver sido extinto, a reintegração dar-se- § 3° Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os
á em cargo equivalente, respeitada a habilitação profissional, servidores estáveis que não puderam ser redistribuídos, na
ou, não sendo possível, ficará o reintegrado em forma deste artigo, serão colocados em disponibilidade até seu
disponibilidade no cargo que exercia. aproveitamento. (NR)

Art. 41. O ato de reintegração será expedido no prazo Capítulo VI - Da Reversão


máximo de 30 (trinta) dias do pedido, reportando-se sempre à
decisão administrativa definitiva ou à sentença judicial, Art. 51. Reversão é o retorno à atividade de servidor
transitada em julgado. aposentado por invalidez, quando, por junta médica oficial,
forem declarados insubsistentes os motivos da aposentadoria.
Art. 42. O servidor reintegrado será submetido à inspeção § 1° A reversão, ex-officio ou a pedido, dar-se-á no mesmo
de saúde na instituição pública competente e aposentado, cargo ou no cargo resultante de sua transformação.
quando incapaz. § 2° A reversão, a pedido, dependerá da existência de cargo
Capítulo V vago.
Da Transferência, da Remoção e da Redistribuição § 3° Não poderá reverter o aposentado que já tiver
(NR) alcançado o limite da idade para aposentadoria compulsória.

Art. 43. Transferência é a movimentação do servidor Art. 52. Será tornada sem efeito a reversão ex-officio, e
ocupante de cargo de provimento efetivo, para outro cargo de cassada a aposentadoria do servidor que não tomar posse e
igual denominação e provimento, de outro órgão, mas no entrar no exercício do cargo.
mesmo Poder.
Capítulo VII - Do Aproveitamento
Art. 44. Caberá a transferência:
I - a pedido do servidor; Art. 53. O aproveitamento é o reingresso, no serviço
II - por permuta, a requerimento de ambos os servidores público, do servidor em disponibilidade, em cargo de natureza
interessados. e padrão de vencimento correspondente ao que ocupava.

Art. 45. A transferência será processada atendendo a Art. 54. O aproveitamento será obrigatório quando:
conveniência do servidor desde que no órgão pretendido I - restabelecido o cargo de cuja extinção decorreu a
exista cargo vago, de igual denominação. disponibilidade;
II - deva ser provido cargo anteriormente declarado
Art. 46. O servidor transferido somente poderá renovar o desnecessário.
pedido, após decorridos 2 (dois) anos de efetivo exercício no
cargo. Art. 55. Será tornado sem efeito o aproveitamento e
cassada a disponibilidade de servidor que, aproveitado, não
Art. 47. Não será concedida a transferência: tomar posse e não entrar em exercício dentro do prazo legal.
I - para cargos que tenham candidatos aprovados em
concurso, com prazo de validade não esgotado; Capítulo VIII Da Readaptação
II - para órgãos da administração indireta ou fundacional
cujo regime jurídico não seja o estatutário; Art. 56. Readaptação é a forma de provimento, em cargo
III - do servidor em estágio probatório. mais compatível, pelo servidor que tenha sofrido limitação, em
sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção
Art. 48. A transferência dos membros da Magistratura, médica oficial.
Ministério Público, Magistério e da Polícia Civil, será definida § 1° A readaptação ex-officio ou a pedido, será efetivada em
no âmbito de cada Poder, por regime próprio. cargo vago, de atribuições afins, respeitada a habilitação
exigida.

Legislação 13
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APOSTILAS OPÇÃO

§ 2° A readaptação não acarretará diminuição ou aumento II - pela forma determinada quanto aos servidores cujas
da remuneração. atividades sejam permanentemente exercidas externamente,
§ 3° Ressalvada a incapacidade definitiva para o serviço ou que, por sua natureza, não possam ser mensuradas por
público, quando será aposentado, é direito do servidor unidade de tempo.
renovar pedido de readaptação.
Art. 65. Na antecipação ou prorrogação da duração da
Capítulo IX - Da Recondução jornada de trabalho, será também remunerado o trabalho
suplementar, na forma prevista neste Estatuto.
Art. 57. Recondução é o retorno do servidor estável ao
cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: Art. 66. O servidor ocupante de cargo comissionado,
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro independentemente de jornada de trabalho, atenderá às
cargo; convocações decorrentes da necessidade do serviço de
II - reintegração do anterior ocupante. interesse da Administração.
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de
origem, o servidor será aproveitado em outro, observado o que Capítulo II - Da Estabilidade
dispõe a presente lei nos casos de disponibilidade e
aproveitamento. Art. 67. O servidor habilitado em concurso público e
empossado em cargo de provimento efetivo, adquirirá
Capítulo X - Da Vacância estabilidade no serviço público ao completar 2 (dois) anos de
efetivo exercício.
Art. 58. A vacância do cargo decorrerá de:
I - exoneração; Art. 68. O servidor estável só perderá o cargo em virtude
II - demissão; de sentença judicial transitada em julgado, ou de processo
III - promoção; administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla
IV - aposentadoria; defesa.
V - readaptação;
VI - falecimento; Art. 69. É vedada a exoneração, a suspensão ou a demissão
VII - transferência; de servidor sindicalizado, a partir do registro da candidatura a
VIII - destituição. cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda
Parágrafo único. A vaga ocorrerá na data: que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se
I - do falecimento; cometer falta grave, devidamente apurada em processo
II - da publicação do decreto que exonerar, demitir, administrativo.
promover, aposentar, readaptar, transferir, destituir e da
posse em outro cargo inacumulável. Capítulo III - Do Tempo de Serviço

Art. 59. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do Art. 70. Considera-se como tempo de serviço público o
servidor ou de ofício. exclusivamente prestado à União, Estados, Distrito Federal,
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á: Municípios, Autarquias e Fundações instituídas ou mantidas
I - quando não satisfeitas as condições do estágio pelo Poder Público.
probatório; § 1° Constitui tempo de serviço público, para todos os
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em efeitos legais, salvo para estabilidade, o anteriormente
exercício no prazo legal. prestado pelo servidor, qualquer que tenha sido a forma de
admissão ou de pagamento.
Art. 60. A exoneração de cargo em comissão dar-se-á: § 2° Para efeito de aposentadoria e disponibilidade é
I - a juízo da autoridade competente; assegurada, ainda, a contagem do tempo de contribuição
II - a pedido do próprio servidor. financeira dos sistemas previdenciários, segundo os critérios
estabelecidos em lei.
Art. 61. A vacância de função gratificada dar-se-á por
dispensa, a pedido ou de ofício, ou por destituição. Art. 71. A apuração do tempo de serviço será feita em dias.
§ 1° O número de dias será convertido em anos,
Art. 62. Na vacância do cargo de titular de Autarquia ou considerados sempre como de 365 (trezentos e sessenta e
Fundação Pública, poderá o mesmo ser provido com a cinco) dias.
nomeação temporária, ressalvado no ato de provimento o § 2° Para efeito de aposentadoria, feita a conversão, os dias
disposto no art. 92, XX da Constituição do Estado. restantes, até 182, não serão computados, arredondando-se
para um ano quando excederem a esse número.
TÍTULO III - DOS DIREITOS E VANTAGENS
Capítulo I - Da Duração do Trabalho Art. 72. Considera-se como de efetivo exercício, para todos
os fins, o afastamento decorrente de:
Art. 63. A duração da jornada diária de trabalho será de 6 I - férias;
(seis) horas ininterruptas, salvo as jornadas especiais II - casamento, até 8 (oito) dias;
estabelecidas em lei. III - falecimento do cônjuge, companheira ou companheiro,
§ 1° Nas atividades de atendimento público que exijam pai, mãe, filhos e irmãos, até 8 (oito) dias;
jornada superior, serão adotados turnos de revezamento. IV - serviços obrigatórios por lei;
§ 2° A duração normal da jornada, em caso de comprovada V - desempenho de cargo ou emprego em órgão da
necessidade, poderá ser antecipada ou prorrogada pela administração direta ou indireta de
administração. Municípios, Estados, Distrito Federal e União, quando
colocado regularmente à disposição;
Art. 64. A frequência será apurada diariamente: VI - missão oficial de qualquer natureza, ainda que sem
I - pelo ponto de entrada e saída; vencimento, durante o tempo da autorização ou designação;

Legislação 14
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APOSTILAS OPÇÃO

VII - estudo, em área do interesse do serviço público, II - por motivo de doença em pessoa da família;
durante o período da autorização; III - maternidade;
VIII - processo administrativo, se declarado inocente; IV - paternidade;
IX - desempenho de mandato eletivo, exceto para V - para o serviço militar e outras obrigações previstas em
promoção por merecimento; lei;
X - participação em congressos ou outros eventos culturais, VI - para tratar de interesse particular;
esportivos, técnicos, científicos ou sindicais, durante o período VII - para atividade política ou classista, na forma da lei;
autorizado. VIII - por motivo de afastamento do cônjuge ou
XI - licença-prêmio; companheiro;
XII - licença maternidade com a duração de cento e oitenta IX - a título de prêmio por assiduidade.
dias; (NR) § 1° As licenças previstas nos incisos I e II dependerão de
XIII - licença-paternidade; inspeção médica, realizada pelo órgão competente.
XIV - licença para tratamento de saúde; § 2° Ao servidor ocupante de cargo em comissão não serão
XV - licença por motivo de doença em pessoa da família; concedidas as licenças previstas nos incisos VI, VII e VIII.
XVI - faltas abonadas, no máximo de 3 (três) ao mês; § 3° A licença - da mesma espécie - concedida dentro 60
XVII - doação de sangue, 1 (um) dia; (sessenta) dias, do término da anterior, será considerada como
XVIII - desempenho de mandato classista. prorrogação.
§ 1° Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às § 4° Expirada a licença, o servidor assumirá o cargo no
Forças Armadas em operações de guerra. primeiro dia útil subsequente.
§ 2° As férias e a licença-prêmio serão contadas em dobro § 5° O servidor não poderá permanecer em licença da
para efeito de aposentadoria a partir da expressa renúncia do mesma espécie por período superior a 24 (vinte e quatro)
servidor. meses, salvo os casos previstos nos incisos V, VII e VIII.

Art. 73. É vedada a contagem acumulada de tempo de Art. 78. A licença poderá ser prorrogada de ofício ou
serviço simultaneamente prestado em mais de um cargo, mediante solicitação.
emprego ou função. § 1° O pedido de prorrogação deverá ser apresentado pelo
Parágrafo único. Em regime de acumulação legal, o Estado menos 8 (oito) dias antes de findo o prazo.
não contará o tempo de serviço do outro cargo ou emprego, § 2° O disposto neste artigo não se aplica às licenças
para o reconhecimento de vantagem pecuniária. previstas no art. 77, incisos III, IV, VI e IX.

Capítulo IV - Das Férias Art. 79. É vedado o exercício de atividade remunerada


durante o período das licenças previstas nos incisos I e II do
Art. 74. O servidor, após cada 12 (doze) meses de exercício art. 77.
adquire direito a férias anuais, de 30 (trinta) dias
consecutivos. Art. 80.O servidor notificado que se recusar a submeter-se
§ 1° É vedado levar, à conta das férias, qualquer falta ao à inspeção médica, quando julgada necessária, terá sua licença
serviço. cancelada automaticamente.
§ 2° As férias somente são interrompidas por motivo de
calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, Seção II - Da Licença para Tratamento de Saúde
serviço militar ou eleitoral, ou por motivo de superior
interesse público; podendo ser acumuladas, pelo prazo Art. 81. A licença para tratamento de saúde será concedida
máximo de dois anos consecutivos. a pedido ou de ofício, com base em inspeção médica, realizada
§ 3° O disposto neste artigo se estende aos Secretários de pelo órgão competente, sem prejuízo da remuneração.
Estado. (NR) Parágrafo único. Sempre que necessário, a inspeção
médica será realizada na residência do servidor ou no
Art. 75. As férias serão de: estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado.
I - 30 (trinta) dias consecutivos, anualmente;
II - 20 (vinte) dias consecutivos, semestralmente, para os Art. 82. A licença superior a 60 (sessenta) dias só poderá
servidores que operem, direta e permanentemente, com Raios ser concedida mediante inspeção realizada por junta médica
X ou substâncias radioativas. oficial.
§ 1° Em casos excepcionais, a prova da doença poderá ser
Art. 76. Durante as férias, o servidor terá direito a todas as feita por atestado médico particular se, a juízo da
vantagens do exercício do cargo. administração, for inconveniente ou impossível a ida da junta
§ 1° As férias serão remuneradas com um terço a mais do médica à localidade de residência do servidor.
que a remuneração normal, pagas antecipadamente, § 2° Nos casos referidos no § anterior, o atestado só
independente de solicitação. produzirá efeito depois de homologado pelo serviço médico
§ 2° (VETADO) oficial do Estado.
§ 3º O servidor exonerado do cargo efetivo, ou em § 3° Verificando-se, a qualquer tempo, ter ocorrido má-fé
comissão, perceberá indenização relativa ao período das férias na expedição do atestado ou do laudo, a administração
a que tiver direito e ao incompleto, na proporção de um doze promoverá a punição dos responsáveis.
avos por mês de efetivo exercício, ou fração superior a
quatorze dias. Art. 83. Findo o prazo da licença, o servidor será submetido
§ 4º A indenização será calculada com base na à nova inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço,
remuneração do mês em que ocorrer a exoneração. pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria.

Capítulo V - Das Licenças Art. 84. O atestado e o laudo da junta médica não se
Seção I - Das Disposições Gerais referirão ao nome ou natureza da doença, salvo quando se
tratar de lesões produzidas por acidente em serviço e doença
Art. 77. O servidor terá direito à licença: profissional.
I - para tratamento de saúde;

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Seção III - Da Licença por Motivo de Doença em d) em outras hipóteses previstas em legislação federal
Pessoa da Família específica;
Parágrafo único. Concluído o serviço militar, o servidor
Art. 85. Poderá ser concedida licença ao servidor por terá até 30 (trinta) dias, sem remuneração, para reassumir o
motivo de doença do cônjuge, companheiro ou companheira, exercício do cargo.
padrasto ou madrasta; ascendente, descendente, enteado,
menor sob guarda, tutela ou adoção, e colateral consanguíneo Seção VI - Da Licença para Tratar de Interesses
ou afim até o segundo grau civil, mediante comprovação Particulares
médica.
Parágrafo único. Nas hipóteses de tutela, guarda e adoção, Art. 93. A critério da administração, poderá ser concedida
deverá o servidor instruir o pedido com documento legal ao servidor estável, licença para o trato de assuntos
comprobatório de tal condição. particulares, pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos, sem
remuneração.
Art. 86. A licença para tratamento de saúde em pessoa da § 1° A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo,
família será concedida: a pedido do servidor ou no interesse do serviço.
I - com remuneração integral, no primeiro mês; § 2° Não se concederá nova licença antes de decorrido 2
II - com 2/3 (dois terços) da remuneração, quando exceder (dois) anos do término da anterior.
de 1 (um) até 6 (seis) meses;
III - com 1/3 (um terço) da remuneração quando exceder Seção VII - Da Licença para Atividade Política ou
a 6 (seis) meses até 12 (doze) meses; Classista
IV - sem remuneração, a partir do 12°. (Décimo segundo) e
até o 24°. (Vigésimo quarto) mês. Art. 94. O servidor terá direito à licença para atividade
Parágrafo único. O órgão oficial poderá opinar pela política, obedecido o disposto na legislação federal específica.
concessão da licença pelo prazo máximo de 30 (trinta) dias, Parágrafo único. Ao servidor investido em mandato eletivo
renováveis por períodos iguais e sucessivos, até o limite de 2 aplicam-se as seguintes disposições:
(dois) anos. I - tratando-se de mandato federal ou estadual ficará
afastado do cargo ou função;
Art. 87. Nos mesmos parâmetros do artigo anterior será II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do
concedida licença para o pai, a mãe, ou responsável legal de cargo ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua
excepcional em tratamento. remuneração;
III - investido no mandato de Vereador:
Seção IV Das Licenças Maternidade e Paternidade a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as
vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do
Art. 88. Será concedida licença à servidora gestante, por cargo eletivo;
cento e oitenta dias consecutivos, sem prejuízo de b) não havendo compatibilidade de horários, será afastado
remuneração. (NR) do cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.
§ 1° A licença poderá ter início no primeiro dia do nono
mês de gestação, salvo antecipação por prescrição médica. Art. 95. É assegurado ao servidor o direito à licença para
§ 2° No caso de nascimento prematuro, a licença terá início desempenho de mandato em confederação, federação,
a partir do parto. sindicato representativo da categoria, associação de classe de
§ 3° No caso de aborto, atestado por médico oficial, a âmbito local e/ou nacional, sem prejuízo de remuneração do
servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso cargo efetivo. (NR)
remunerado. § 1º Somente poderão ser licenciados os servidores eleitos
§ 4º O benefício previsto no caput deste artigo alcançará a para cargos de direção ou representação nas referidas
servidora que já se encontre no gozo da referida licença. (NR) entidades, até o máximo de quatro por entidade constituída
em conformidade com o art. 5º, inciso LXX, alínea “b”, da
Art. 89. Para amamentar o próprio filho, até a idade de 6 Constituição Federal. (NR)
(seis) meses, a servidora lactante terá direito, durante a § 2º A licença terá duração igual ao mandato, podendo ser
jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá ser prorrogada, no caso de reeleição, por uma única vez. (NR)
parcelada em 2 (dois) períodos de meia hora. § 3º O período de licença de que trata este artigo será
contado para todos os efeitos legais, exceto para a promoção
Art. 90. À servidora que adotar ou obtiver a guarda judicial por merecimento. (NR)
de criança até 1 (um) ano de idade, serão concedidos 90
(noventa) dias de licença remunerada. Seção VIII - Da Licença para Acompanhar Cônjuge
Parágrafo único. No caso de adoção ou guarda judicial de
criança com mais de 1 (um) ano de idade, o prazo de que trata Art. 96. Ao servidor estável, será concedida licença sem
este artigo será de 30 (trinta) dias. remuneração, quando o cônjuge ou companheiro, servidor
civil ou militar:
Art. 91. Ao servidor será concedida licença-paternidade de I - assumir mandato conquistado em eleição majoritária ou
10 (dez) dias consecutivos, mediante a apresentação do proporcional para exercício de cargo em local diverso do da
registro civil, retroagindo está à data do nascimento. lotação do acompanhante;
II - for designado para servir fora do Estado ou no exterior.
Seção V - Da Licença para o Serviço Militar e outras
obrigatórias por lei Art. 97. A licença será concedida pelo prazo da duração do
mandato, ou nos demais casos por prazo indeterminado.
Art. 92. O servidor será licenciado, quando: § 1° A licença será instruída com a prova da eleição, posse
a) convocado para o serviço militar na forma e condições ou designação.
estabelecidas em lei; § 2° Na hipótese do deslocamento de que trata este artigo,
b) requisitado pela Justiça Eleitoral; o servidor poderá ser lotado, provisoriamente, em repartição
c) sorteado para o trabalho do Júri; da Administração Estadual direta, autárquica ou fundacional,

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desde que para o exercício de atividade compatível com o seu Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido de
cargo. reconsideração ou do recurso, os efeitos da decisão
retroagirão à data do ato impugnado.
Seção IX - Da Licença-Prêmio
Art. 108. O direito de requerer prescreve:
Art. 98. Após cada triênio ininterrupto de exercício, o I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de
servidor fará jus à licença de 60 (sessenta) dias, sem prejuízo cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem
da remuneração e outras vantagens. interesse patrimonial e créditos resultantes das relações
funcionais;
Art. 99. A licença será: II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo
I - a requerimento do servidor: quando outro prazo por fixado em lei.
a) gozada integralmente, ou em duas parcelas de 30 Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da
(trinta) dias; data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência
b) convertida integralmente em tempo de serviço, contado pelo interessado, quando o ato não for publicado.
em dobro;
c) (VETADO) Art. 109. Para o exercício do direito de petição, é
II - convertida, obrigatoriamente, em remuneração assegurada vista do processo ou documento, na repartição, ao
adicional, na aposentadoria ou falecimento, sempre que a servidor ou a procurador por ele constituído.
fração de tempo for igual ou superior a 1/3 (um terço) do Parágrafo único. Os prazos contam-se continuamente a
período exigido para o gozo da licença-prêmio. partir da publicação ou ciência do ato, excluído o dia do
Parágrafo único. Decorridos 30 (trinta) dias do pedido de começo e incluindo o do vencimento.
licença, não havendo manifestação expressa do Poder Público,
é permitido ao servidor iniciar o gozo de sua licença. Capítulo VII - Da Aposentadoria

Art. 100. Para os efeitos da assiduidade, não se consideram Art. 110. O servidor será aposentado:
interrupção do exercício os afastamentos enumerados no art. I - por invalidez permanente, com proventos integrais,
72. quando decorrente de acidente em serviço, moléstia
profissional, ou doença grave ou incurável especificada em lei,
Capítulo VI - Do Direito de Petição e proporcionais nos demais casos;
II - compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com
Art. 101. É assegurado ao servidor: proventos proporcionais ao tempo de serviço;
I - o direito de petição em defesa de direitos ou contra III - voluntariamente:
ilegalidade ou abuso de poder; a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos
II - a obtenção de certidões em defesa de direitos e 30 (trinta), se mulher, com proventos integrais;
esclarecimento de situações de interesse pessoal. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções do
magistério, se professor, e aos 25 (vinte e cinco) anos, se
Art. 102. O direito de peticionar abrange o requerimento, a professora, com proventos integrais;
reconsideração e o recurso. c) aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25
Parágrafo único. Em qualquer das hipóteses, o prazo para (vinte e cinco) anos, se mulher, com proventos proporcionais
decidir será de 30 (trinta) dias; não havendo a autoridade a esse tempo;
competente, prolatado a decisão, considerar-se-á como d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e aos
indeferida a petição. 60 (sessenta), se mulher, com proventos proporcionais ao
tempo de serviço.
Art. 103. O requerimento será dirigido à autoridade § 1° No caso do exercício de atividades consideradas
competente para decidir sobre ele e encaminhá-lo à que penosas, insalubres ou perigosas, o disposto no inciso III, a e c
estiver imediatamente subordinado o requerente. obedecerá ao que dispuser lei complementar federal.
§ 2° A aposentadoria em cargos ou empregos temporários
Art. 104. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que observará o disposto na lei federal.
houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não
podendo ser renovado. Art. 111. A aposentadoria compulsória será automática e o
servidor afastar-se-á do serviço ativo no dia imediato àquele
Art. 105. Caberá recurso: em que atingir a idade-limite, e o ato que a declarar terá
I - do indeferimento do pedido de reconsideração; vigência a partir da data em que o servidor tiver completado
II - das decisões sobre os recursos sucessivamente 70 (setenta) anos de idade.
interpostos.
§ 1° O recurso será dirigido à autoridade imediatamente Art. 112. A aposentadoria voluntária ou por invalidez
superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato.
sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades. § 1° A aposentadoria por invalidez será precedida de
§ 2° O recurso será encaminhado por intermédio da licença para tratamento de saúde, por período não excedente
autoridade à que estiver imediatamente subordinado o a 24 (vinte e quatro) meses.
requerente. § 2° Expirado o período de licença e não estando em
condições de reassumir o cargo, ou de ser readaptado, o
Art. 106. O prazo para interposição de pedido de servidor será aposentado.
reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar da § 3° O lapso de tempo compreendido entre o término da
publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão licença para tratamento de saúde e a publicação do ato da
recorrida. aposentadoria será considerado como de prorrogação da
licença.
Art. 107. O recurso quando tempestivo terá efeito § 4° Nos casos de aposentadoria voluntária ao servidor que
suspensivo e interrompe a prescrição. a requerer, fica assegurado o direito de não comparecer ao
trabalho a partir do 91°. (Nonagésimo primeiro) dia

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subsequente ao do protocolo do requerimento da § 2° No Ministério Público, o limite máximo é o valor


aposentadoria, sem prejuízo da percepção de sua percebido como remuneração, em espécie, a qualquer título,
remuneração, caso não seja antes cientificado do pelos Procuradores de Justiça.
indeferimento. § 3° Os acréscimos pecuniários, percebidos pelo servidor
público, não serão computados nem acumulados, para fins de
Art. 113. (VETADO) concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou
idêntico fundamento.
Art. 114. Será aposentado, com os proventos
correspondentes à remuneração do cargo em comissão ou da Art. 122. Revogado.
função gratificada, o servidor que o tenha exercido por 5
(cinco) anos consecutivos. Art. 123. O 13° (décimo terceiro) salário será pago com
§ 1° As vantagens definidas neste artigo são extensivas ao base na remuneração ou proventos integrais do mês de
servidor que, à época da aposentadoria, contar ou perfizer 10 dezembro.
(dez) anos consecutivos ou não, em cargos de comissão ou § 1° O 13° (décimo terceiro) salário corresponderá a um
função gratificada, mesmo que, ao aposentar-se, se ache fora doze avos por mês de serviço, e a fração igual ou superior a 15
do exercício do cargo ou da função gratificada. (quinze) dias será considerada como mês integral.
§ 2° Quando mais de um cargo ou função tenha sido § 2° Na exoneração e na demissão, o 13° (décimo terceiro)
exercido, serão atribuídos os proventos de maior padrão salário será pago no mês dessas ocorrências.
desde que lhe corresponda o exercício mínimo de 2 (dois) anos
consecutivos; ou padrão imediatamente inferior, se menor o Art. 124. O servidor perderá:
lapso de tempo desses exercícios I - no caso de ausência e impontualidade:
§ 3° A aplicação do disposto neste artigo exclui as a) o vencimento ou remuneração do dia, quando não
vantagens previstas no artigo anterior, bem como os comparecer ao serviço;
adicionais pelo exercício de cargo de direção ou b) (VETADO)
assessoramento, ressalvado o direito de opção. II - metade da remuneração na hipótese de suspensão
disciplinar convertida em multa;
Art. 115. Os proventos da aposentadoria serão revistos, na III - o vencimento, a remuneração, ou parte deles, nos
mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar demais casos previstos nesta lei.
a remuneração dos servidores em atividade, sendo, também, Parágrafo único. As faltas ao serviço, em razão de causa
estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens relevante, poderão ser abonadas pelo titular do órgão, quando
posteriormente concedidos aos servidores em atividade, requerido abono no dia útil subsequente, obedecido o disposto
inclusive quando decorrentes da transformação ou no art. 72, inciso XVI.
reclassificação do cargo ou função em que se deu a
aposentadoria, independente de requerimento. Art. 125. As reposições devidas e as indenizações por
prejuízos que o servidor causar, poderão ser descontadas em
Capítulo VIII - Dos Direitos e Vantagens Financeiras parcelas mensais monetariamente corrigidas, não excedentes
Seção I - Do Vencimento e da Remuneração à décima parte da remuneração ou provento.
Parágrafo único. A faculdade de reposição ou indenização
Art. 116. O vencimento é a retribuição pecuniária mensal parceladas não se estende ao servidor exonerado, demitido ou
devida ao servidor, correspondente ao padrão fixado em lei. licenciado sem vencimento.
Parágrafo único. Nenhum servidor receberá, a título de
vencimento, importância inferior ao salário mínimo. Art. 126. As consignações em folha de pagamento, para
efeito de desconto, não poderão, as facultativas, exceder a 1/3
Art. 117. A revisão geral dos vencimentos dos servidores (um terço) do vencimento ou da remuneração. (NR)
civis será feita, pelo menos, nos meses de abril e outubro, com Parágrafo único. A consignação em folha, servirá,
vigência a partir desses meses. unicamente, como garantia de:
Parágrafo único. Abonos e antecipação, à conta da revisão, I - débito à Fazenda Pública;
ficam condicionados ao limite de despesas, definido na Lei de II - contribuições para as associações ou sindicatos
Diretrizes Orçamentárias. representantes das categorias de servidores públicos
estaduais;
Art. 118. Remuneração é o vencimento acrescido das III - dívidas para cônjuge, ascendente ou descendente, em
demais vantagens de caráter permanente, atribuídas ao cumprimento de decisão judicial;
servidor pelo exercício do cargo público. IV - contribuições para aquisição de casa própria,
Parágrafo único. As indenizações, auxílios e demais negociada através de órgão oficial;
vantagens, ou gratificações de caráter eventual não integram a V - empréstimos contraídos junto ao órgão previdenciário
remuneração. do Estado do Pará;
VI - autorização do servidor a favor de terceiros, a critério
Art. 119. Proventos são rendimentos atribuídos ao da administração, com a reposição de custos definida em
servidor em razão da aposentadoria ou disponibilidade. regulamento.

Art. 120. O vencimento, a remuneração e os proventos não Seção II - Das Vantagens


serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos
casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. Art. 127. Além do vencimento, o servidor poderá perceber
as seguintes vantagens:
Art. 121. A remuneração do servidor não excederá, no I - adicionais;
âmbito do respectivo Poder, os valores percebidos como II - gratificações;
remuneração, em espécie, a qualquer título, pelos Deputados III - diárias;
Estaduais, Secretários de Estado e Desembargadores. IV - ajuda de custo;
§ 1° Entre o maior e o menor vencimento, a relação de V - salário-família;
valores será de um para vinte. VI - indenizações;

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VII - outras vantagens e concessões previstas em lei. implicam a perda das gratificações previstas neste artigo, salvo
Parágrafo único. Excetuados os casos expressamente a do inciso I.
previstos neste artigo, o servidor não poderá perceber, a
qualquer título ou forma de pagamento, nenhuma outra Art. 133. O serviço extraordinário será pago com
vantagem financeira. acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora
normal de trabalho.
Seção III - Dos Adicionais § 1° Somente será permitido serviço extraordinário para
atender a situações excepcionais e temporárias, respeitado o
Art. 128. Ao servidor serão concedidos adicionais: limite máximo de 2 (duas) horas por jornada
I - pelo exercício do trabalho em condições penosas, § 2° Será considerado serviço extraordinário aquele que
insalubres ou perigosas; exceder, por antecipação ou prorrogação, à jornada normal
II - pelo exercício de cargo em comissão ou função diária de trabalho.
gratificada; § 3° A prestação de serviço extraordinário não poderá
III - por tempo de serviço. exceder ao limite de 60 (sessenta) horas mensais, salvo para
os servidores integrantes de categorias funcionais com
Art. 129. O adicional pelo exercício de atividades penosas, horário diferenciados em legislação própria.
insalubres ou perigosas será devido na forma prevista em lei
federal. Art. 134. O serviço noturno, prestado em horário
Parágrafo único. Os adicionais de insalubridade, compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e
periculosidade, ou pelo exercício em condições penosas são 5(cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de
inacumuláveis e o seu pagamento cessará com a eliminação 25% (vinte e cinco por cento) computando-se cada hora como
das causas geradoras, não se incorporando ao vencimento, sob 52 (cinquenta e dois) minutos e 30 (trinta segundos).
nenhum fundamento. Parágrafo único. Em se tratando de serviço extraordinário,
o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a
Art. 130. (REVOGADO) gratificação prevista no artigo anterior.
§ 1° (REVOGADO)
§ 2° (REVOGADO) Art. 135. A gratificação de representação será atribuída aos
§ 3° (REVOGADO) servidores ocupantes de cargos comissionados de Direção e
§ 4° (REVOGADO) Assessoramento Superior.
Parágrafo único. A gratificação de representação incidirá
Art. 131. O adicional por tempo de serviço será devido por sobre o padrão do cargo, nos seguintes percentuais:
triênios de efetivo exercício, até o máximo de 12 (doze). a) GEP-DAS.6 - 100% (cem por cento);
§ 1° Os adicionais serão calculados sobre a remuneração b) GEP-DAS.5 - 95% (noventa e cinco por cento);
do cargo, nas seguintes proporções: c) GEP-DAS.4 - 90% (noventa por cento);
I - aos três anos, 5%; d) GEP-DAS.3 - 85% (oitenta e cinco por cento);
II - aos seis anos, 5% - 10%; e) GEP-DAS.2 - 80% (oitenta por cento);
III - aos nove anos, 5% - 15%; f) GEP-DAS.1 - 80% (oitenta por cento).
IV - aos doze anos, 5% - 20%;
V - aos quinze anos, 5% - 25%; Art. 136. A gratificação pela participação em órgão
VI - aos dezoito anos, 5% - 30%; colegiado será fixada através de regulamento.
VII - aos vinte e um anos, 5% - 35%;
VIII - aos vinte e quatro anos, 5% - 40%; Art. 137. A gratificação por regime especial de trabalho é a
IX - aos vinte e sete anos, 5% - 45%; retribuição pecuniária mensal destinada aos ocupantes dos
X - aos trinta anos, 5% - 50%; cargos que, por sua natureza, exijam a prestação do serviço em
XI - aos trinta e três anos, 5% - 55%; tempo integral ou de dedicação exclusiva.
XII - após trinta e quatro anos, 5% - 60%. § 1° As gratificações devidas aos funcionários convocados
§ 2° O servidor fará jus ao adicional a partir do mês em que para prestarem serviço em regime de tempo integral ou de
completar o triênio, independente de solicitação. dedicação exclusiva obedecerão escala variável, fixada em
regulamento, respeitados os seguintes limites percentuais:
Seção IV - Das Gratificações a) pelo tempo integral, a gratificação variará entre 20%
(vinte por cento) e 70% (setenta por cento) do vencimento
Art. 132. Ao servidor serão concedidas gratificações: atribuído ao cargo;
I - pela prestação de serviço extraordinário; b) pela dedicação exclusiva, a gratificação variará entre
II - a título de representação; 50% (cinquenta por cento) e 100% (cem por cento) do
III - pela participação em órgão colegiado; vencimento atribuído ao cargo.
IV - pela elaboração de trabalho técnico, científico ou de § 2° A concessão da gratificação por regime especial de
utilidade para o serviço público; trabalho, de que trata este artigo, dependerá, em cada caso, de
V - pelo regime especial de trabalho; ato expresso das autoridades referidas no art. 19 da presente
VI - pela participação em comissão, ou grupo especial de lei.
trabalho;
VII - pela escolaridade; Art. 138. As gratificações por prestação de serviço
VIII - pela docência, em atividade de treinamento; extraordinário e por regime especial de trabalho excluem-se
IX - pela produtividade; mutuamente.
X - pela interiorização; § 1° Ao servidor sujeito ao regime de dedicação exclusiva é
XI - pelo exercício de atividade na área de educação vedado o exercício de outro cargo ou emprego
especial; § 2° A gratificação, em regime de tempo integral, não se
XII - Pelo exercício da função. coaduna com a mesma vantagem percebida em outro cargo, de
Parágrafo único. Os casos considerados como de efetivo qualquer esfera administrativa, exercido cumulativamente no
exercício pelo art. 72, excetuados os incisos V, IX e XVI não serviço público.

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Art. 139. A gratificação pela participação em comissão ou Art. 146. No arbitramento das diárias será considerado o
grupo especial de trabalho e pela elaboração ou execução de local para o qual foi deslocado o funcionário.
trabalho técnico ou científico, em decorrência de formal
designação ou autorização, será arbitrada previamente, não Art. 147. Não caberá a concessão de diárias, quando o
podendo exceder ao vencimento ou remuneração do servidor. deslocamento do servidor constituir exigência permanente do
§ 1° O percentual da gratificação será fixado, cargo.
considerando-se a duração da atividade e o vencimento ou
remuneração do servidor, sendo idêntico para todos os Art. 148. O servidor que não se afastar da sede, por
membros quando se tratar de comissão ou grupo de trabalho. qualquer motivo, fica obrigado a restituir integralmente o
§ 2° O pagamento da gratificação cessará na data da valor das diárias e custos de transporte recebidos, no prazo de
conclusão do trabalho, e esta não será incorporada à 5 (cinco) dias.
remuneração, sob nenhuma hipótese. Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar à sede,
§ 3° Não havendo concluído o trabalho no prazo fixado ou no prazo menor do que o previsto para o seu afastamento,
prorrogado, o servidor fica obrigado a ressarcir mensalmente, restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto
no mesmo percentual recebido, o valor da gratificação de que no caput deste artigo.
trata este artigo.
§ 4° Esta gratificação não substitui nem impede o Art. 149. Conceder-se-á indenização de transporte ao
reconhecimento do direito autoral, quando a atribuição não servidor que realizar despesas com a utilização de meio de
for inerente ao cargo. locomoção, conforme se dispuser em regulamento.

Art. 140. A gratificação de escolaridade, calculada sobre o Seção VI Das Ajudas de Custo
vencimento, será devida nas seguintes proporções:
I - (VETADO) Art. 150. A ajuda de custo será concedida ao servidor que,
II - (VETADO) no interesse do serviço público, passar a ter exercício em nova
III - na quantia correspondente a 80% (oitenta por cento), sede com mudança de domicílio.
ao titular de cargo para cujo exercício a lei exija habilitação § 1° A ajuda de custo destina-se a compensar o servidor
correspondente à conclusão do grau universitário. pelas despesas realizadas com seu transporte e de sua família,
compreendendo passagem, bagagem e bens pessoais.
Art. 141. A gratificação pela docência, em atividade de § 2° Não será concedida ajuda de custo ao servidor que:
treinamento, será atribuída ao servidor, no regime hora-aula, a) afastar-se do cargo ou reassumi-lo em virtude do
desde que esta atividade não seja inerente ao exercício do exercício ou término de mandato eletivo;
cargo e seja desempenhada fora da jornada normal de b) for colocado à disposição de outro Poder, ou esfera de
trabalho. Governo;
c) for removido ou transferido, a pedido.
Art. 142. A gratificação de produtividade destina-se a § 3° À família do servidor que falecer na nova sede, serão
estimular as atividades dos servidores ocupantes de cargos assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de
nas áreas de tributação, arrecadação e fiscalização fazendária, origem, dentro do prazo de 1 (um) ano, contado do óbito.
extensiva aos servidores de apoio técnico operacional e
administrativo da Secretaria de Estado da Fazenda, Art. 151. Caberá, também, ajuda de custo ao servidor
observados os critérios, prazos e percentuais previstos em designado para serviço ou estudo no exterior, a qual será
regulamento. arbitrada pela autoridade que efetuar a designação.

Art. 143. A gratificação de interiorização é devida aos Art. 152. A ajuda de custo será calculada sobre a
servidores que, tendo domicílio na região metropolitana de remuneração do servidor, conforme se dispuser em
Belém, sejam lotados, transferidos, ou removidos para outros regulamento, não podendo exceder à importância
Municípios, enquanto perdurar essa lotação ou correspondente a 3 (três) meses.
movimentação.
Parágrafo único. A gratificação de interiorização será Art. 153. As ajudas de custo serão restituídas, quando:
calculada sobre o valor do vencimento, não podendo exceder- I - o servidor não se apresentar na nova sede no prazo de
lhe e será proporcional ao grau de dificuldade de acesso ao 30 (trinta) dias;
Município, observados os percentuais fixados em II - o servidor solicitar exoneração;
regulamento. III - a designação for tornada sem efeito.

Art. 144. A gratificação de função será devida por encargo Seção VII - Do Salário-Família
de chefia e outros que a lei determinar.
Art. 154. (REVOGADO)
Seção V - Das Diárias § 1° (REVOGADO)
§ 2° (REVOGADO)
Art. 145. Ao servidor que, em missão oficial ou de estudos, § 3° (REVOGADO)
afastar-se temporariamente da sede em que seja lotado, serão
concedidas, além do transporte, diárias a título de indenização Art. 155. (REVOGADO)
das despesas de alimentação, hospedagem e locomoção § 1°(REVOGADO)
urbana. § 2° (REVOGADO)
§ 1° A diária será concedida por dia de afastamento, sendo
devida pela metade, quando o deslocamento não exigir Art. 156. O salário-família é devido, a partir do início do
pernoite fora da sede. exercício do cargo e comprovação da dependência.
§ 2° As diárias serão pagas antecipadamente e isentam o
servidor da posterior prestação de contas. Art. 157. O afastamento do cargo efetivo, sem
remuneração, não acarreta a suspensão do pagamento do
salário-família.

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Art. 158. Será suspenso definitivamente o pagamento do Parágrafo único. O servidor não poderá exercer mais de um
salário-família quando: cargo em comissão.
I - cessada a dependência;
II - verificada a inexatidão dos documentos apresentados; Art. 164. A acumulação será havida de boa-fé, até final
III - um dos cônjuges já perceba esse direito. conclusão de processo administrativo.
Art. 159. (REVOGADO)
§ 1° (REVOGADO) Art. 165. (VETADO)
§ 2° (REVOGADO)
§ 3° (REVOGADO) TÍTULO IV - DA SEGURIDADE SOCIAL
Capítulo I - Das Disposições Gerais
Capítulo IX - Outras Vantagens e Concessões
Art. 166. A seguridade social compreende um conjunto de
Art. 160. Além das demais vantagens previstas nesta lei, ações do Estado destinadas a assegurar os direitos à saúde, à
será concedido: previdência e à assistência social do servidor e de seus
I - Ao servidor: dependentes.
a) participação no Programa de Formação do Patrimônio Parágrafo único. Na seguridade social prevalecem os
do Servidor Público; seguintes objetivos:
b) vale-transporte, nos termos da Legislação Federal; I - universalidade da cobertura do atendimento;
c) auxílio-natalidade, correspondente a um salário II - uniformidade dos benefícios;
mínimo, após a apresentação da certidão de nascimento para III - irredutibilidade do valor dos benefícios;
a inscrição do dependente; IV - caráter democrático da gestão administrativa, com
d) auxílio-doença, correspondente a um mês de participação paritária do servidor estável e do aposentado
remuneração, após cada período consecutivo de 6 (seis) meses eleitos para o colegiado do órgão previdenciário do Estado do
de licença para tratamento de saúde; Pará.
e) custeio do tratamento de saúde, quando laudo de junta
médica oficial atestar tratar-se de lesão produzida por Art. 167. O Município que não dispuser de sistema
acidente em serviço ou doença profissional; previdenciário próprio poderá aderir, mediante convênio, ao
f) quando estudante, e mediante comprovação, regime de órgão de seguridade do Estado do Pará para garantir aos seus
compensação para realização de provas e abono de faltas para servidores a seguridade, na forma da lei.
exame vestibular;
g) transporte ou indenização correspondente, quando Art. 168. A seguridade social será financiada através das
licenciado para tratamento de saúde, estando impossibilitado seguintes contribuições:
de locomover-se, na forma do regulamento; I - contribuição incidente sobre a folha de vencimento e
h) seguro contra acidente de trabalho, para os que exerçam remunerações;
atividades com risco de vida. II - dos servidores de qualquer quadro funcional;
II - Ao cônjuge, companheiro ou dependentes: III - de outras fontes estabelecidas em lei destinadas a
a) custeio das despesas de translado do corpo, quando o garantir a manutenção ou expansão da seguridade social.
servidor, no desempenho de suas atribuições, falecer fora da Parágrafo único. As receitas destinadas à seguridade social
sede do exercício; constarão do orçamento do Estado do Pará.
b) auxílio-funeral, correspondente a 2 (dois) meses de
remuneração ou provento, aos dependentes ou, na ausência Art. 169. As metas e prioridades caracterizadoras dos
destes, a quem realizar as despesas do sepultamento; programas, projetos e atividades estabelecidas no orçamento,
c) pensão especial, no valor integral do vencimento ou manterão absoluta fidelidade à finalidade e ao objetivo do
remuneração, quando o servidor falecer em decorrência de órgão de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado
acidente em serviço ou moléstia profissional; do Pará.
d) vantagens pecuniárias que o servidor deixou de
perceber em decorrência de seu falecimento. Capítulo II - Da Saúde

Art. 161. Garantido o direito de opção, é vedada a Art. 170. A assistência à saúde será prestada pelo órgão
percepção cumulativa de duas ou mais pensões, ressalvadas a estadual competente e, de forma complementar, por
diretriz constitucional da acumulação remunerada de cargos instituições públicas e privadas.
públicos.
Capítulo X - Das Acumulações Remuneradas Art. 171. Nas situações de urgência e emergência o setor de
Recursos Humanos comunicará formalmente ao órgão de
Art. 162. É vedada a acumulação remunerada de cargos seguridade social, no primeiro dia útil seguinte, o atendimento
públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, médico do servidor ou de seus dependentes.
nos seguintes casos: § 1° A assistência à saúde fora do domicílio do servidor
a) a de 2 (dois) cargos de professor; depende da manifestação favorável do órgão de seguridade
b) a de 1 (um) cargo de professor com outro técnico ou social do Estado do Pará.
científico, de nível médio ou superior; § 2° O atendimento de urgência e emergência fora do
c) a de 2 (dois) cargos privativos de médico. domicílio do servidor obedecerá ao que dispuser o
Parágrafo único. A proibição de acumular estende-se a regulamento.
empregos e funções e abrange autarquias, fundações mantidas
pelo Poder Público, empresas públicas, sociedades de Capítulo III - Da Previdência Social
economia mista, da União, Distrito Federal, dos Estados, dos
Territórios e dos Municípios, não se aplicando, porém, ao Art. 172. Os planos de Previdência Social atenderão, nos
aposentado, quando investido em cargo comissionado. termos da legislação pertinente:
I - à cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte,
Art. 163. A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica incluindo os resultantes de acidentes de trabalho, velhice e
condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. reclusão;

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II - à pensão por morte de segurado, homem ou mulher, ao Capítulo II - Das Proibições


cônjuge e dependente.
§ 1° A contribuição previdenciária incidirá sobre a Art. 178. É vedado ao servidor:
remuneração total do servidor, exceto salário-família, com a I - acumular inconstitucionalmente cargos ou empregos na
consequente repercussão em benefícios. administração pública;
§ 2° É assegurado o reajustamento de benefícios para II - revelar fato de que tem ciência em razão do cargo, e que
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real da época deve permanecer em sigilo, ou facilitar sua revelação;
da concessão. III - pleitear como intermediário ou procurador junto ao
§ 3° O 13° (décimo terceiro) salário dos aposentados e serviço público, exceto quando se tratar de interesse do
pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de cônjuge ou dependente;
dezembro de cada ano. IV - deixar de comparecer ao serviço, sem causa justificada,
por 30 (trinta) dias consecutivos;
Capítulo IV - Da Assistência Social V - valer-se do exercício do cargo para auferir proveito
pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função;
Art. 173. A assistência social será prestada ao servidor e VI - cometer encargo legítimo de servidor público à pessoa
dependentes. estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei;
VII - participar de gerência ou administração de empresa
Art. 174. A assistência social tem por objetivo: privada, de sociedade civil, ou exercer o comércio, exceto na
I - proteção ao servidor, sobretudo nos trabalhos penosos, qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
insalubres e perigosos; VIII - aceitar contratos com a Administração Estadual,
II - proteção à família, à maternidade e à infância; quando vedado em lei ou regulamento;
III - amparo às crianças, em creche; IX - participar da gerência ou administração de associação
IV - a cultura, o esporte, a recreação e o lazer. ou sociedade subvencionada pelo Estado, exceto entidades
comunitárias e associação profissional ou sindicato;
TÍTULO V - DA ASSOCIAÇÃO SINDICAL X - tratar de interesses particulares ou desempenhar
atividade estranha ao cargo, no recinto da repartição;
Art. 175. É garantido ao servidor público civil do Estado do XI - referir-se, de modo ofensivo, a servidor público e a ato
Pará o direito à livre associação, como também, entre outros, da Administração;
os seguintes direitos, dela decorrentes: XII - utilizar-se do anonimato, ou de provas obtidas
a) de ser representado pelos sindicatos, na forma da ilicitamente;
legislação processual civil; XIII - permutar ou abandonar serviço essencial, sem
b) de inamovibilidade dos dirigentes dos sindicatos até 1 expressa autorização;
(um) ano após o final do mandato; XIV - omitir-se no zelo e conservação dos bens e
c) de descontar em folha, mediante autorização do documentos públicos;
servidor, sem ônus para a entidade sindical a que for filiado, o XV - desrespeitar ou procrastinar o cumprimento de
valor das mensalidades e contribuições definidas em decisão judicial;
Assembleia Geral da categoria. XVI - deixar, sem justa causa, de observar prazos legais
administrativos ou judiciais;
Art. 176. É assegurada a participação permanente do XVII - praticar ato lesivo ao patrimônio Estadual;
servidor nos colegiados dos órgãos do Estado do Pará em que XVIII - solicitar, aceitar ou exigir vantagem indevida pela
seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto abstenção ou prática regular de ato de ofício;
de discussão e deliberação. XIX - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem
autorização legal;
TÍTULO VI - DOS DEVERES, DAS PROIBIÇÕES E DAS XX - exercer atribuições sob as ordens imediatas de
RESPONSABILIDADES parentes até o segundo grau, salvo em cargo comissionado;
Capítulo I - Dos Deveres XXI - praticar atos, tipificados em lei como crime, contra a
administração pública;
Art. 177. São deveres do servidor: XXII - exercer a advocacia fora das atribuições
I - assiduidade e pontualidade; institucionais, se ocupante do cargo incompatível;
II - urbanidade; XXIII - retardar, injustificadamente, a nomeação de
III - discrição; classificado em concurso público.
IV - obediência às ordens superiores, exceto quando Parágrafo único. Não se compreende na proibição do inciso
manifestamente ilegais; VIII o exercício de cargo ou função na Administração Indireta,
V - exercício pessoal das atribuições; quando regularmente colocado à disposição.
VI - observância aos princípios éticos, morais, às leis e
regulamentos; Capítulo III - Das Responsabilidades
VII - atualização de seus dados pessoais e de seus
dependentes; Art. 179. O servidor responde civil, penal e
VIII - representação contra as ordens manifestamente administrativamente pelo exercício irregular de suas
ilegais e contra irregularidades; atribuições.
IX - atender com presteza:
a) às requisições para a defesa do Estado; Art. 180. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo
b) às informações, documentos e providências solicitadas ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao
por autoridades judiciárias ou administrativas; erário ou a terceiros.
c) à expedição de certidões para a defesa de direitos, para § 1° A indenização de prejuízo dolosamente causado ao
a arguição de ilegalidade ou abuso de autoridade. erário somente será liquidada na forma prevista no art. 125,
na falta de outros bens que assegurem a execução do débito
pela via judicial.
§ 2° Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá
o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.

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§ 3° A obrigação de reparar o dano estende-se aos III - faltas ao serviço, sem causa justificada, por 60
sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor (sessenta) dias intercaladamente, durante o período de 12
da herança recebida. (doze) meses;
IV - improbidade administrativa;
Art. 181. As sanções civis, penais e administrativas V - incontinência pública e conduta escandalosa, na
poderão cumular-se, sendo independentes entre si. repartição;
Art. 182. A absolvição judicial somente repercute na esfera VI - insubordinação grave em serviço;
administrativa, se negar a existência do fato ou afastar do VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular,
servidor a autoria. salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;
Capítulo IV - Das Penalidades e sua Aplicação IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do
cargo;
Art. 183. São penas disciplinares: X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio
I - repreensão; estadual;
II - suspensão; XI - corrupção;
III - demissão: XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções
IV - destituição de cargo em comissão ou de função públicas;
gratificada; XIII - lograr proveito pessoal ou de outrem, valendo-se do
V - cassação de aposentadoria ou de disponibilidade. cargo, em detrimento da dignidade da função pública;
XIV - participação em gerência ou administração de
Art. 184. Na aplicação das penalidades serão considerados empresa privada, de sociedade civil, ou exercício do comércio,
cumulativamente: exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
I - os danos decorrentes do fato para o serviço público; XV - atuação, como procurador ou intermediário, junto a
II - a natureza e a gravidade da infração e as circunstâncias repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios
em que foi praticada; previdenciários ou assistenciais a parentes até o segundo grau,
III - a repercussão do fato; e de cônjuge ou companheiro;
IV - os antecedentes funcionais. XVI - recebimento de propina, comissão, presente ou
vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
Art. 185. As penas disciplinares serão aplicadas através de: XVII - aceitação de comissão, emprego ou pensão de Estado
I - portaria, no caso de repreensão e suspensão; estrangeiro;
II - decreto, no caso de demissão, destituição de cargo em XVIII - prática de usura sob qualquer de suas formas;
comissão ou de função gratificada, cassação de aposentadoria XIX - procedimento desidioso;
ou de disponibilidade. XX - utilização de pessoal ou recursos materiais de
Parágrafo único. A portaria ou o decreto indicará a repartição em serviços ou atividades particulares.
penalidade e o fundamento legal, com a devida inscrição nos § 1° O servidor indiciado em processo administrativo não
assentamentos do servidor. poderá ser exonerado, salvo se comprovada a sua inocência ao
final do processo.
Art. 186. Na aplicação de penalidade, serão inadmissíveis § 2° O abandono de cargo só se configura pela ausência
as provas obtidas por meios ilícitos. intencional do servidor ao serviço, por mais de 30 (trinta) dias
consecutivos e injustificados.
Art. 187. Aos acusados e litigantes, em processo
administrativo, são assegurados o contraditório e a ampla Art. 191. Verificada, em processo disciplinar, a acumulação
defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. proibida e provada a boa-fé, o servidor optará por um dos
Parágrafo único. Ao servidor punido com pena disciplinar cargos.
é assegurado o direito de pedir reconsideração e recorrer da § 1° Provada a má-fé, perderá também o cargo que exercia
decisão. há mais tempo e restituirá o que tiver percebido
indevidamente.
Art. 188. A pena de repreensão será aplicada nas infrações § 2° Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos
de natureza leve, em caso de falta de cumprimento dos deveres cargos, função ou emprego exercido em outro órgão ou
ou das proibições, na forma que dispuser o regulamento. entidade, a demissão lhe será comunicada.

Art. 189. A pena de suspensão, que não exceder a 90 Art. 192. A destituição de cargo em comissão ou de função
(noventa) dias, será aplicada em caso de falta grave, gratificada será aplicada nos casos de infração, sujeita à
reincidência, ou infração ao disposto no art. 178, VII, XI, XII, penalidade de demissão.
XIV e XVII. Parágrafo único. Constatada a hipótese de que trata este
§ 1° O servidor, enquanto suspenso, perderá os direitos e artigo, a exoneração efetuada, nos termos do artigo 60, será
vantagens de natureza pecuniária, exceto o salário-família. convertida em destituição de cargo em comissão ou de função
§ 2° Quando licenciado, a penalidade será aplicada após o gratificada.
retorno do servidor ao exercício.
§ 3° Quando houver conveniência para o serviço, a Art. 193. A demissão ou destituição de cargo em comissão
autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá convertê- ou de função gratificada, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI
la em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de do art. 190, implica a indisponibilidade dos bens e o
vencimento ou remuneração, permanecendo o servidor em ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
exercício.
Art. 194. A pena de demissão será aplicada com a nota "a
Art. 190. A pena de demissão será aplicada nos casos de: bem do serviço público", sempre que o ato fundamentar-se no
I - crime contra a Administração Pública, nos termos da lei art. 190, incisos I, IV, VII, X e XI.
penal; Parágrafo único. O servidor demitido ou destituído do
II - abandono de cargo; cargo em comissão ou da função gratificada, na hipótese
prevista neste artigo, não poderá retornar ao serviço estadual.

Legislação 23
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Art. 195. A demissão ou a destituição de cargo em comissão Art. 202. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor,
ou de função gratificada, nas hipóteses do art. 190, incisos XIII ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de
e XV, incompatibiliza o servidor para nova investidura em 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria ou
cargo público estadual, pelo prazo de 5 (cinco) anos. disponibilidade, ou destituição, será obrigatória a instauração
de processo disciplinar.
Art. 196. Será cassada a aposentadoria ou a
disponibilidade do inativo que houver praticado, na atividade, Capítulo VI - Do Afastamento Preventivo
falta punível com a demissão.
§ 1° A cassação da aposentadoria ou da disponibilidade Art. 203. Como medida cautelar e a fim de que o servidor
será precedida do competente processo administrativo. não venha a influir na apuração da irregularidade, a
§ 2° Aplica-se, ainda, a pena de cassação de aposentadoria autoridade instauradora do processo disciplinar poderá
ou de disponibilidade se ficar provado que o inativo: determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo
I - aceitou ilegalmente cargo ou função pública; prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
II - aceitou ilegalmente representação, comissão, emprego Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por
ou pensão de Estado estrangeiro; igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não
III - praticou a usura em qualquer de suas formas; concluído o processo.
IV - não assumiu no prazo legal o exercício do cargo em que
foi aproveitado. Capítulo VII - Do Processo Disciplinar

Art. 197. As penalidades disciplinares serão aplicadas, Art. 204. O processo disciplinar é o instrumento destinado
observada a vinculação do servidor ao respectivo Poder, órgão a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada
ou entidade: no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as
I - pela autoridade competente para nomear em qualquer atribuições do cargo em que se encontre investido.
caso, e privativamente, nos casos de demissão, destituição e
cassação de aposentadoria ou disponibilidade; Art. 205. O processo disciplinar será conduzido por
II - pelos Secretários de Estado e dirigentes de órgão a comissão composta de 3 (três) servidores estáveis, designados
estes equiparados, nos casos de suspensão superiores a 30 pela autoridade competente, que indicará, dentre eles, o seu
(trinta) dias; presidente.
III - pelo chefe da repartição e outras autoridades, na forma § 1° A Comissão terá como secretário, servidor designado
dos respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de pelo seu presidente, podendo a indicação recair em um de seus
repreensão ou de suspensão até 30 (trinta) dias. membros.
§ 2° Não poderá participar de comissão de sindicância ou
Art. 198. A ação disciplinar prescreverá: de inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado,
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro
demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e grau.
destituição;
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; Art. 206. A Comissão exercerá suas atividades com
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à repreensão. independência e imparcialidade, assegurado o sigilo
§ 1° O prazo de prescrição começa a correr da data em que necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da
o fato se tornou conhecido. administração.
§ 2° Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam- Parágrafo único - As reuniões e as audiências das
se às infrações disciplinares capituladas também como crime. comissões terão caráter reservado.
§ 3° A abertura de sindicância ou a instauração de processo
disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final
proferida por autoridade competente. Art. 207. O processo disciplinar se desenvolve nas
seguintes fases:
Capítulo V - Do Processo Administrativo Disciplinar I - instauração, com a publicação do ato que constituir a
comissão;
Art. 199. A autoridade que tiver ciência de irregularidade II - inquérito administrativo, que compreende instrução,
no serviço público é obrigada a promover a sua apuração defesa e relatório;
imediata, mediante sindicância ou processo administrativo III - julgamento.
disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
Art. 208. O prazo para a conclusão do processo disciplinar
Art. 200. As denúncias sobre irregularidades serão objeto não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de
de apuração, desde que contenham a identificação e o publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua
endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o
confirmada a autenticidade. exigirem.
Parágrafo único. Quando o fato narrado não configurar § 1° Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo
evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será integral aos seus trabalhos, ficando seus membros
arquivada, por falta de objeto. dispensados do ponto, até a entrega do relatório final.
§ 2° As reuniões da comissão serão registradas em atas que
Art. 201. Da sindicância poderá resultar: deverão detalhar as deliberações adotadas.
I - arquivamento do processo;
II - aplicação de penalidade de repreensão ou suspensão de Capítulo VIII - Do Inquérito
até 30 (trinta) dias;
III - instauração de processo disciplinar. Art. 209. O inquérito administrativo obedecerá ao
Parágrafo único. O prazo para conclusão da sindicância não princípio do contraditório, assegurada ao acusado ampla
excederá a 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por igual defesa, com a utilização dos meios e recursos admitidos em
período, a critério da autoridade superior. direito.

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Art. 210. Os autos da sindicância integrarão o processo § 2° Havendo 2 (dois) ou mais indiciados, o prazo será
disciplinar, como peça informativa da instrução. comum e de 20 (vinte) dias.
Parágrafo único. Na hipótese de o relatório da sindicância § 3° O prazo de defesa poderá ser prorrogado em dobro,
concluir que a infração está capitulada como ilícito penal, a para diligências reputadas indispensáveis.
autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao § 4° No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na
Ministério Público, independentemente da imediata cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á da data
instauração do processo disciplinar. declarada, em termo próprio, pelo membro da comissão que
fez a citação, com a assinatura de 2 (duas) testemunhas.
Art. 211. Na fase do inquérito, a comissão promoverá a
tomada de depoimentos, acareações, investigações e Art. 218. O indiciado que mudar de residência fica obrigado
diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, a comunicar à comissão o local onde poderá ser encontrado.
quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a
completa elucidação dos fatos. Art. 219. Achando-se o indiciado em local incerto e não
sabido, será citado por Edital, publicado no Diário Oficial do
Art. 212. É assegurado ao servidor o direito de Estado e em jornal de grande circulação na localidade do
acompanhar o processo, pessoalmente ou por intermédio de último domicílio conhecido, para apresentar defesa.
procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, o prazo para
e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova defesa será de 15 (quinze) dias, a partir da última publicação
pericial. do Edital.
§ 1° O presidente da comissão poderá denegar pedidos
considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de Art. 220. Considerar-se-á revel o indiciado que,
nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal.
§ 2° Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a § 1° A revelia será declarada, por termo, nos autos do
comprovação do fato independer de conhecimento especial de processo e devolverá o prazo para a defesa.
perito. § 2° Para defender o indiciado revel, a autoridades
instauradora do processo designará um servidor como
Art. 213. As testemunhas serão intimadas a depor defensor dativo, ocupante de cargo de nível igual ou superior
mediante mandato expedido pelo presidente da comissão, ao do indiciado.
devendo a segunda via, com o ciente do intimado, ser anexada
aos autos. Art. 221. Apreciada a defesa, a comissão elaborará
Parágrafo único. Se a testemunha for servidor público, a relatório minucioso, em que resumirá as peças principais dos
expedição do mandato será imediatamente comunicada ao autos e mencionará as provas nas quais se baseou para formar
chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia e hora a sua convicção.
marcados para a inquirição. § 1° O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência
ou à responsabilidade do servidor.
Art. 214. O depoimento será prestado oralmente e § 2° Reconhecida a responsabilidade do servidor, a
reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar
escrito. transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou
§ 1° As testemunhas serão inquiridas separadamente. atenuantes.
§ 2° Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se Art. 222. O processo disciplinar, com o relatório da
infirmem, proceder-se-á à acareação entre os depoentes. comissão, será remetido à autoridade que determinou a sua
instauração, para julgamento.
Art. 215. Concluída a inquirição das testemunhas, a
comissão promoverá o interrogatório do acusado, observados Capítulo IX - Do Julgamento
os procedimentos previstos nos arts. 213 e 214.
§ 1° No caso de mais de um acusado, cada um deles será Art. 223. A autoridade julgadora proferirá a sua decisão, no
ouvido separadamente, e sempre que divergirem em suas prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do
declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a processo.
acareação entre eles. § 1° Se a penalidade a ser aplicada exceder à alçada da
§ 2° O procurador do acusado poderá assistir ao autoridade instauradora do processo, este será encaminhado
interrogatório, bem como à inquirição das testemunhas, à autoridade competente, que decidirá em igual prazo.
sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, § 2° Havendo mais de um indiciado e diversidade de
facultando-se lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio do sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para a
presidente da comissão. imposição da pena mais grave.
§ 3° Se a penalidade prevista for a demissão, cassação de
Art. 216. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição o julgamento
do acusado, a comissão proporá à autoridade competente que caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. 197.
ele seja submetido, a exame por junta médica oficial, da qual
participe, pelo menos, um médico psiquiatra. Art. 224. O julgamento acatará o relatório da comissão,
Parágrafo único. O incidente de sanidade mental será salvo quando contrário às provas dos autos.
processado em auto apartado e apenso ao processo principal, Parágrafo único. Quando o relatório da comissão
após a expedição do laudo pericial. contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá,
Art. 217. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou
indicação do servidor, com a especificação dos fatos a ele isentar o servidor de responsabilidade.
imputados e das respectivas provas.
§ 1° O indiciado será citado por mandato expedido pelo Art. 225. Verificada a existência de vício insanável, a
presidente da comissão para apresentar defesa escrita, no autoridade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do
prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se lhe vista do processo processo e ordenará a constituição de outra comissão, para
na repartição. instauração de novo processo.

Legislação 25
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APOSTILAS OPÇÃO

§ 1° O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade direitos do servidor, exceto em relação à destituição, que será
do processo. convertida em exoneração.
§ 2° A autoridade julgadora que der causa à prescrição de Parágrafo único. Da revisão não poderá resultar
que trata o art. 198, § 2°, será responsabilizada na forma da agravamento de penalidade.
presente lei.
TÍTULO VII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 226. Extinta a punibilidade pela prescrição, a
autoridade julgadora determinará o registro do fato nos Art. 238. O dia 28 de outubro é consagrado ao servidor
assentamentos individuais do servidor. público estadual.

Art. 227. Quando a infração estiver capitulada como crime, Art. 239. O tempo de serviço gratuito será contado para
o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público todos os fins, quando prestado à autarquia profissional, ou aos
para instauração da ação penal, ficando trasladado na que tenham exercido gratuitamente mandato de Vereador,
repartição. sendo vedada a contagem quando for simultâneo com o
exercício de cargo, emprego ou função pública.
Art. 228. Serão assegurados transporte e diárias:
I - ao servidor convocado para prestar depoimento fora da Art. 240. É assegurado o direito de greve, na forma de lei
sede de sua repartição, na condição de testemunha, específica. (NR)
denunciado ou indiciado;
II - aos membros da comissão e ao secretário, quando Art. 241. O servidor de nível superior ou equiparado ao
obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a mesmo, sujeito à fiscalização da autarquia profissional, ou
realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. entidade análoga, suspenso do exercício profissional não
poderá desempenhar atividade que envolva responsabilidade
Capítulo X - Da Revisão do Processo técnico-profissional, enquanto perdurar a medida disciplinar.
Art. 242. Fica assegurada a participação de 1 (um)
Art. 229. O processo disciplinar poderá ser revisto, a representante dos sindicatos de servidores públicos no
qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem Conselho de Política de Cargos e Salários do Estado do Pará, na
fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a forma do regulamento.
inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada.
§ 1° Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento TÍTULO VIII - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
do servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a
revisão do processo. Art. 243. (VETADO)
§ 2° No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão
será requerida pelo respectivo curador. Art. 244. Aos servidores da administração direta,
autarquias e fundações públicas, contratados por prazo
Art. 230. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao indeterminado, pelo regime da Consolidação das Leis do
requerente. Trabalho ou como serviços prestados é assegurado até que
seja promovido concurso público para fins de provimento dos
Art. 231. A simples alegação de injustiça da penalidade não cargos por eles ocupados, ou que venham a ser criados, as
constitui fundamento para a revisão, que requer elementos mesmas obrigações e vantagens atribuídas aos demais
novos ainda não apreciados no processo originário. servidores considerados estáveis por força do artigo 19 do Ato
das Disposições Transitórias da Constituição Federal.
Art. 232. O requerimento de revisão do processo será
dirigido ao Secretário de Estado ou autoridade equivalente Art. 245. (VETADO)
que, se autorizar a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente Parágrafo único. (VETADO)
do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar.
Parágrafo único. Deferida a petição, a autoridade Art. 246. Aos servidores em atividade na área de educação
competente providenciará a constituição de comissão, na especial fica atribuída a gratificação de cinquenta por cento
forma do art. 205. (50%) do vencimento.

Art. 233. A revisão correrá em apenso ao processo Art. 247. É assegurada ao servidor a contagem da soma do
originário. tempo de serviço prestado à União, Estados, Distrito Federal,
Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia Territórios e Municípios, desde que ininterrupta e
e hora para a produção de provas e inquirição das sucessivamente, para efeito de aferição da estabilidade nas
testemunhas que arrolar. condições previstas no art. 19 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição Federal.
Art. 234. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para
a conclusão dos trabalhos. Art. 248. (VETADO)
Art. 235. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora,
no que couber, as normas e procedimentos próprios da Art. 249. Esta lei entra em vigor na data da sua
comissão do processo disciplinar. promulgação.

Art. 236. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a Art. 250. (VETADO)
penalidade, nos termos do art. 197.
Parágrafo único. O prazo para julgamento será de 20 Palácio do Governo do Estado do Pará, em 24 de janeiro
(vinte) dias, contados do recebimento do processo, no curso de 1994.
do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências.

Art. 237. Julgada procedente a revisão, será declarada sem


efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os

Legislação 26
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APOSTILAS OPÇÃO

Questões

01. (PC/PA – Delegado de Polícia – FUNCAB/2016)


Considerando o Regime Jurídico Único dos Servidores
Públicos Civis da Administração Direta, das Autarquias e das
Fundações Públicas do Estado do Pará (Lei n° 5.810/1994),
assinale a alternativa correta.
(A) O prazo para conclusão da sindicância não excederá a
60 (sessenta) dias, podendo ser prorrogado por igual período,
a critério da autoridade processante.
(B) As denúncias sobre irregularidades serão objetos de
apuração, desde que contenham a identificação e o endereço
do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a
autenticidade.
(C) Não há previsão de processo administrativo disciplinar
na legislação estadual, sendo aplicada a legislação federal em
sua integralidade ante a lacuna.
(D) Da sindicância resultará o arquivamento do processo
ou a instauração do processo disciplinar, sendo vedada, ao seu
final, a aplicação direta de qualquer punição.
(E) O contraditório e a ampla defesa não são garantidos nas
sindicâncias, servindo como mera peça de instrução para um
eventual procedimento administrativo disciplinar, tendo a
característica de inquisitorial.

02. (TCE/PA – Conhecimentos Básicos – CESPE/2016)


De acordo com as disposições contidas na Lei n.º 5.810/1994,
que dispõe o regime jurídico único dos servidores públicos
civis da administração direta, das autarquias e das fundações
públicas do estado do Pará, julgue o item que se segue.
O servidor reintegrado será exonerado se, submetido a
inspeção de saúde em instituição pública competente, ele for
julgado incapaz para o exercício do cargo.
(....) Certo (....) Errado

03. (TCE/PA – Conhecimentos Básicos – CESPE/2016)


De acordo com as disposições contidas na Lei n.º 5.810/1994,
que dispõe o regime jurídico único dos servidores públicos
civis da administração direta, das autarquias e das fundações
públicas do estado do Pará, julgue o item que se segue.
A condição de brasileiro nato é requisito para a posse em
cargo público integrante da estrutura do TCE/PA.

Respostas

01. Resposta: B.
02. Resposta: Errado.
03. Resposta: Errado.

Anotações

Legislação 27
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APOSTILAS OPÇÃO

Legislação 28
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CONHECIMENTOS
DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS

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APOSTILAS OPÇÃO

pelo qual as pessoas constituem e vivenciam sua própria


subjetividade. A percepção dos valores integra esse processo
tanto quanto a intelecção lógica dos conceitos. Esse processo
de subjetivação é que permite aos homens atribuir
significações aos dados e situações de sua experiência do real,
o que eles fazem sempre de forma plurivalente, pois essa
atribuição de significações não leva a sentidos unívocos,
porém, o mais das vezes, plurais e mesmo equívocos.
Fundamentos da Educação:
conceitos e concepções A discussão dos fundamentos éticopolíticos da educação,
pedagógicas, seus fins e papel objeto desta reflexão, envolve necessariamente a esfera da
subjetivação, uma vez que implica referência a valores. Para
na sociedade ocidental conduzir essa discussão, o presente ensaio, elaborado de uma
contemporânea. perspectiva filosófico-educacional, foi desenvolvido em três
movimentos, cada um deles se desdobrando em dois
percursos. O primeiro movimento, de caráter antropológico,
Fundamentos sócio históricos e Políticos da Educação1 procura, no primeiro percurso, situar a educação como prática
humana, mediada e mediadora do agir histórico dos homens;
A educação para Severino, é processo inerente à vida dos e, no segundo, fundamentar teoricamente a necessária
seres humanos, intrínseco à condição da espécie, uma vez que intencionalidade ético-política dessa prática, explicitando a
a reprodução dos seus integrantes não envolve apenas uma sua relação com o processo de subjetivação. No segundo
memória genética mas, com igual intensidade, pressupõe uma movimento, de cunho histórico, busca-se no primeiro
memória cultural, em decorrência do que cada novo membro momento mostrar como a experiência socioeducacional
do grupo precisa recuperá-la, inserindo-se no fluxo de sua brasileira marcou-se por diversas subjetivações ideológicas,
cultura. Ao longo da constituição histórico-antropológica da enquanto no segundo são destacados, por sua relevância, os
espécie, esse processo de inserção foi se dando, inicialmente, desafios e dilemas da educação brasileira atual no contexto da
de forma quase que instintiva, prevalecendo o processo de sociabilidade neoliberal. No terceiro movimento, que tem uma
imitação dos indivíduos adultos pelos indivíduos jovens, nos perspectiva político pedagógica, ressalta-se, inicialmente, o
mais diferentes contextos pessoais e grupais que tecem a compromisso éticopolítico da educação como mediação da
malha da existência humana. Porém, com a ‘complexificação’ cidadania, para enfatizar, em seguida, a importância que a
da vida social, foram implementadas práticas sistemáticas e escola pública ainda tem como espaço público privilegiado
intencionais destinadas a cuidar especificamente desse para um projeto de educação emancipatória.
processo, instaurando-se então instituições especializadas
encarregadas de atuar de modo formal e explícito na inserção A educação como prática histórico-social
dos novos membros no tecido sociocultural. Nasceram então Falar de fundamentos éticos e políticos da educação
as escolas. pressupõe assumi-la na sua condição de prática humana de
Sem prejuízo dos esforços e investimentos sistemáticos caráter interventivo, ou seja, prática marcada por uma
que ocorrem no seio de suas práticas formais, o processo intenção interventiva, intencionando mudar situações
abrangente de educação informal continua presente e atuante individuais ou sociais previamente dadas. Implica uma eficácia
no âmbito da vida social em geral, graças às atividades construtiva e realiza-se numa necessária historicidade e num
interativas da convivência humana. Mas a formalização cada contexto social. Tal prática é constituída de ações mediante as
vez maior da interação educativa decorre da própria natureza quais os agentes pretendem atingir determinados fins
da atividade humana, que é sempre intencionalmente relacionados com eles próprios, ações que visam provocar
planejada, sempre vinculada a um télos que a direciona. Desse transformações nas pessoas e na sociedade, ações marcadas
modo, todos os agrupamentos sociais, quanto mais se por finalidades buscadas intencionalmente. Pouco importa
tornaram complexos, mais desenvolveram práticas formais de que essas finalidades sejam eivadas de ilusões, de ideologias
educação, institucionalizando-as sistematicamente. ou de alienações de todo tipo: de qualquer maneira são ações
Desde sua gênese mais arcaica, essa inserção sociocultural intencionalizadas das quais a mera descrição objetivada
envolve sempre uma significação valorativa, ainda que o mais obtida mediante os métodos positivos de pesquisa não
das vezes implícita nos padrões comportamentais do grupo e consegue dar conta da integralidade de sua significação. O lado
inconsciente para os indivíduos envolvidos, pois se trata de um visível do agir educacional dos homens fica profundamente
compartilhamento subjetivamente vivenciado de sentidos e marcado por essa construtividade e historicidade da prática
valores. A cultura, como conjunto de signos objetivados, só é humana e, como tal, escapa da normatividade nomotética e de
apropriada mediante um intenso processo de subjetivação. qualquer outra forma de necessidade, seja ela lógica, seja
O existir histórico dos homens realiza-se objetivamente biológica, física ou mesmo social, se tomado este último
nas circunstâncias dadas pelo mundo material (a natureza aspecto como elemento de pura objetividade. Os fenômenos de
física) e pelo mundo social (a sociedade e a cultura) como natureza política e educacional não se determinam por pura
referências externas de sua vida. No entanto, essa condição mecanicidade, ou melhor, só a posteriori ganham objetividade
objetiva de seu existir concreto está intimamente articulada à mecânica, transitiva, mas, a essa altura, já perderam sua
vivência subjetiva, esfera constituída de diferentes e significação especificamente humana. É que eles se dão num
complexas expressões de seus sentimentos, sensibilidades, fluxo de construtividade histórica, construção está
consciência, memória, imaginação. Esses processos põem em referenciada a intenções e finalidades que comprometem toda
cena a intervenção subjetiva dos homens no fluxo de suas a logicidade nomotética de seu eventual conhecimento.
práticas reais, marcando-as intensamente. Mas, ao mesmo O caráter práxico da educação, ou seja, sua condição de
tempo, as referências objetivas condicionantes da existência prática intencionalizada, faz com que ela fique vinculada a
atuam fortemente na gestação, na formação e na configuração significações que não são da ordem da fenomenalidade
dessa vivência. Daí falar-se do processo de subjetivação, modo empírica dessa existência e que devem ser levadas em conta

1SEVERINO, A. J. Fundamentos Ético-Políticos da Educação no Brasil De Hoje.

Fundamentos da Educação Escolar do Brasil Contemporâneo.

Conhecimentos Didático-Pedagógicos 1
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APOSTILAS OPÇÃO

em qualquer análise que se pretenda fazer dela, exigindo força do valor que lhe é, então, imposto. Os usos, os costumes,
diferenciações epistemológicas que interferem em seu perfil as práticas, os comportamentos, as atitudes que carregam
cognoscitivo. Educação é prática histórico-social, cujo consigo essas características e que configuram o agir dos
norteamento não se fará de maneira técnica, conforme ocorre homens nas mais diferentes culturas e sociedades constituem
nas esferas da manipulação do mundo natural, como, por a moral. A moralidade é fundamentalmente a qualificação
exemplo, naquelas da engenharia e da medicina. desses comportamentos, aquela ‘força’ que faz com que eles
sejam praticados pelos homens em função dos valores que
No seu relacionamento com o universo simbólico da essa qualificação subsume. Podemos constatar que é em
existência humana, a prática educativa revela-se, em sua função desses valores que as várias culturas, nos vários
essencialidade, como modalidade técnica e política de momentos históricos, vão constituindo seus códigos morais de
expressão desse universo, e como investimento formativo em ação, impondo aos seus integrantes um modo de agir que
todas as outras modalidades de práticas. Como modalidade de esteja de acordo com essas normas. Porém, por mais que se
trabalho, atividade técnica, essa prática é estritamente encontre premido por essas normas, o homem defronta-se
cultural, uma vez que se realiza mediante o uso de ferramentas com a experiência insuperável de que participa pessoalmente
simbólicas. Desse modo, é como prática cultural que a da decisão que o leva a agir dessa ou daquela maneira; sente-
educação se faz mediadora da prática produtiva e da prática se responsável por sua ação e muitas vezes bem ciente das
política, ao mesmo tempo que responde também pela consequências dela. Assim, a norma moral tem um caráter
produção cultural. É servindo-se de seus elementos de imperativo que o impressiona. Os valores morais impõem-se
subjetividade que a prática educativa prepara para o mundo ao homem com força normativa e prescritiva, quase que
do trabalho e para a vida social2. Os recursos simbólicos de que ditando como e quando suas ações devem ser conduzidas.
se serve, em sua condição de prática cultural, são aqueles Quando não as segue, tem a impressão de estar fazendo o que
constituídos pelo próprio exercício da subjetividade, em seu não devia fazer, embora continue com um nível proporcional
sentido mais abrangente, sob duas modalidades mais de liberdade para não fazer como e quando a norma parece lhe
destacadas: a produção de conceitos e a vivência de valores. impor.
Conceitos e valores são as referências básicas para a
intencionalização do agir humano, em toda a sua abrangência. Se toda e qualquer ação do homem dependesse
O conhecimento é a ferramenta fundamental de que o homem deterministicamente de fatores alheios à sua vontade livre,
dispõe para dar referências à condução de sua existência então não seria o caso de se sentir responsável por elas; mas
histórica. Tais referências se fazem necessárias para a prática ocorre que, apesar de toda a gama de condicionamentos que o
produtiva, para a política e mesmo para a prática cultural. cercam e o determinam, há margem para a intervenção de uma
Ser eminentemente prático, o homem tem sua existência avaliação de sua parte e para uma determinada tomada de
definida como um contínuo devir histórico, ao longo do qual posição e de decisão. Goza, por isso, de um determinado campo
vai construindo seu modo de ser, mediante sua prática. Essa de liberdade, de vontade livre, de autonomia, não podendo
prática coloca-o em relação com a natureza, mediante as alegar total determinação por fatores externos à sua decisão.
atividades do trabalho; em relação com seus semelhantes, Hoje, os conhecimentos objetivos da realidade humana,
mediante os processos de sociabilidade; em relação com sua proporcionados pelas ciências humanas, de modo especial a
própria subjetividade, mediante sua vivência da cultura psicologia, a sociologia, a economia, a etologia, a psicanálise, a
simbólica. Mas a prática dos homens não é uma prática antropologia e a história, permitem identificar com bastante
mecânica, transitiva, como o é a dos demais seres naturais; ela precisão aquelas atitudes que são tomadas por imposição de
é uma prática intencionalizada, marcada que é por um sentido, forças superiores à vontade pessoal. Mas permitem ver
vinculado a objetivos e fins, historicamente apresentados. igualmente mais claro o alcance da vontade e o nível de
Além disso, a intencionalização de suas práticas também se arbítrio de que se dispõe quando se tem de escolher entre
faz pela sensibilidade valorativa da subjetividade. O agir várias alternativas, assim como a possibilidade de saber qual a
humano implica, além de sua referência cognoscitiva, uma ‘melhor’ opção cabe em cada caso. Pode-se falar então da
referência valorativa. Com efeito, a intencionalização da consciência moral, fonte de sensibilidade aos valores que
prática histórica dos homens depende de um processo de norteiam o agir humano, análoga à consciência epistêmica, que
significação simultaneamente epistêmico e axiológico. Daí a permite ao homem o acesso à representação dos objetos de
imprescindibilidade das referências éticas do agir e da sua experiência geral, mediante a formação de conceitos.
explicitação do relacionamento entre ética e educação. Assim, como tem uma consciência sensível aos conceitos, tem
igualmente uma consciência sensível aos valores. Do mesmo
A prática educacional como prática ético-política modo que a filosofia sempre se preocupou em discutir e buscar
Na esfera da subjetividade, a vivência moral é uma compreender como se formam os conceitos, como se pode
experiência comum a todos nós. Pelo que cada um pode acessá-los, o que os funda, ela procura igualmente
observar em si mesmo e pelo que se pode constatar pelas mais compreender como se justifica essa sensibilidade aos valores.
diversificadas formas de pesquisas científicas e de Desenvolveu então uma área específica de seu campo de
observações culturais, todos os homens dispõem de uma investigação, no âmbito da axiologia, para conduzir essa
sensibilidade moral, mediante a qual avaliam suas ações, discussão: a ética.
caracterizando-as por um índice valorativo, o que se expressa Cabe aqui um breve esclarecimento semântico. Moral e
comumente ao serem consideradas como boas ou más, lícitas ética não são propriamente dois termos sinônimos, apesar da
ou ilícitas, corretas ou incorretas. Hoje se sabe, graças às etimologia análoga, em latim e em grego, respectivamente. É
contribuições das diversas ciências do campo antropológico, certo que, na linguagem comum do dia-a-dia, já não se
que muitos dos padrões que marcam o nosso agir derivam de distingue um conceito do outro. Mas, a rigor, moral refere-se à
imposições de natureza sociocultural, ou seja, os próprios relação das ações com os valores que a fundam, tais como
homens, vivendo em sociedade, acabam impondo uns aos consolidados num determinado grupo social, não exigindo
outros determinadas normas de comportamento e de ação. uma justificativa desses valores que vá além da consagração
Mas a incorporação dessas normas pressupõe uma espécie de coletiva em função dos interesses imediatos desse grupo. No
adesão por parte das pessoas individualmente, ou seja, é caso da ética, refere-se a essa relação, mas sempre precedida
preciso que elas vivenciem, no plano de sua subjetividade, a de um investimento elucidativo dos fundamentos, das

2 SEVERINO, A. J. Educação, Sujeito e História. São Paulo: Olho d’Água, 2001.

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justificativas desses valores, independentemente de sua das ações dos mais fortes. Não sem razão, durante todo esse
aprovação ou não por qualquer grupo. Por isso, fala-se de ética longo período de Colônia e Império, a evolução do sistema
em dois sentidos correlatos: de um lado, frisa-se a educacional do país, tanto do ponto de vista organizacional
sensibilidade aos valores justificados mediante uma busca como do ponto de vista de sua função social, foi pouco
reflexiva por parte dos sujeitos; de outro, convencionou-se significativa, uma vez que a finalidade da escola encontrava-se
chamar igualmente de ética a disciplina filosófica que busca na continuidade da finalidade evangelizadora e pastoral da
elucidar esses fundamentos. Igreja, não se podendo falar de referências políticas para a
Mas de onde vem o valor dos valores? Onde se funda a configuração da ética. Visava-se a uma ética fundada na
consciência moral? Se o homem é um ser histórico em vontade individual das pessoas, o que podia se realizar
construção, em devir, sem vinculação determinante com a preferencialmente na esfera privada, não se atribuindo à
essência metafísica e a natureza física, naquilo que lhe é educação a contribuição para a instauração de um espaço
específico, onde ancorar a referência valorativa de sua público de vida. Desse modo, o pouco que houve de
consciência moral? O valor fundador dos valores que fundam institucionalização de educação escolar serviu de reforço para
a moralidade é aquele representado pela própria dignidade da a reprodução da ideologia dominante e das condições
pessoa humana, ou seja, os valores éticos fundam-se no valor econômico-sociais, marcadas pela degradação, pela opressão e
da existência humana. É em função da qualidade desse existir, pela alienação da maioria da população em relação às
delineado pelas características que lhe são próprias, que se situações de trabalho, de participação política e de vivência
pode traçar o quadro da referência valorativa, para se definir cultural. O modelo econômico era o agrário exportador,
o sentido do agir humano, individual ou coletivo. O próprio voltado para a produção agrícola destinada à exportação aos
homem já é um valor em si, nas suas condições contingenciais países centrais. Todo o aparato político da época visava dar
de existência, na sua radical historicidade, facticidade, sustentação aos segmentos dominantes, que, além de
corporeidade, incompletude e finitude. possuírem os meios de produção e até a força de trabalho
Assim, a filosofia, por meio da ética, busca dar conta dos (detinham a posse da terra, a força escrava, a renda
possíveis fundamentos desse nosso modo de ‘vivenciar’ as financeira), utilizavam o controle ideológico pela divulgação e
coisas, tendo sempre em vista que é necessário ir além das ‘inculcação’ da concepção cristã do mundo. Assim, ao lado da
justificativas imediatistas, espontaneístas e particularistas das alienação objetiva em que as pessoas se encontravam lançadas
morais empíricas de cada grupo social. A ética coloca-se numa pelas condições socioeconômicas, ocorria o reforço de uma
perspectiva de universalidade, enquanto a moral fica sempre percepção enviesada dessas condições pela consciência, que
presa à particularidade dos grupos e mesmo dos indivíduos. instaura então uma alienação subjetiva. Coube ao ideário
Mas é possível encontrar um fundamento universal para os católico exercer esse papel, funcionando então como ideologia
valores éticos? A filosofia ocidental, como mostra sua história adequada ao momento histórico.
milenar, sempre o procurou e continua a procurá-lo, dada a
permanência das demandas da consciência ética. Pode-se afirmar que o cristianismo, a par de seus
princípios teológicos, apresentava igualmente uma ética
A educação brasileira: determinação histórica e individual, da qual decorreram as referências também para o
subjetivação valorativa convívio social, dada a suprema prioridade da pessoa sobre a
A presença da educação formal e institucionalizada é traço sociedade. É a qualidade moral dos indivíduos que devia
marcante das sociedades ocidentais, com destaque para a garantir a qualidade moral da sociedade. Mas o caráter
sociedade europeia. No caso do Brasil, em que pese sua ainda idealizado dessas referências comprometia sua eficácia
pequena trajetória na era moderna da sociedade ocidental e a histórica, pois esta dependeria da causalidade da vontade,
lentidão de seu desenvolvimento nos três primeiros séculos de insuficiente para mover a realidade social. Daí transformar-se
sua inserção histórica nessa sociedade, ela não ocorreu de numa ideologia, atuando apenas como ideologia. É o que
forma diferente. O Brasil conta com uma já bastante visível explica sua incapacidade de impedir a prática da escravidão,
experiência de educação formal, experiência esta herdeira da apesar de, no plano teórico, tratar-se de prática incompatível
experiência europeia, forjada sob a marca da perspectiva com os valores apregoados.
cristã, mas tributária igualmente das circunstâncias históricas Mas a ideologia católica dos primeiros séculos de formação
próprias do contexto local. da sociedade brasileira foi perdendo aos poucos sua
Instaurada então nos idos da fase colonial sob a concepção hegemonia em decorrência da mudança socioeconômica pela
escolástica da formação humana, a educação no Brasil nasce qual o país igualmente sofreu em decorrência da lenta, extensa
como obra do trabalho missionário dos jesuítas, fundada sob e intensa expansão do capitalismo. Embora a imersão do Brasil
uma perspectiva ideológica católica, de origem na no capitalismo não tivesse ocorrido com características
Contrarreforma, e operacionalizada pedagogicamente sob o idênticas ao que havia acontecido na Europa e na América do
modelo da escolástica. Em que pese a pequena expressão de Norte, não se podendo nem mesmo falar de uma revolução
um aparelho escolar nesse período, a cultura brasileira dos burguesa que o implantasse em nossas paragens, o país não
períodos colonial e imperial foi impregnada pelo catolicismo. podia escapar à influência dessa expansão comandada
Com seus conceitos e valores, o catolicismo marcou a vida inicialmente pelos ingleses e, posteriormente, pelos
social e cultural do país, contribuindo significativamente para americanos. Assim, a sociedade brasileira, embora
um forte processo de subjetivação de seus habitantes, sob a conservando muitos elementos de sua fase escravista,
representação dos dogmas doutrinários católicos. incorporou as forças produtivas do modo de produção
No que concerne às relações entre a educação e a ideologia capitalista e as consequentes configurações no plano político e
católic