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Com o uso do GPS podemos obter a localização de marcos e outros pontos, que poderão ser usados como

pontos de apoio para levantamentos topográficos e geodésicos.


No caso de EFEMÉRIDES TRANSMITIDAS (WGS84), as estações de rede Ativa do RBMC são um recurso
importante e com a vantagem de que a obtenção de dados é pela internet, estar atualizado e de ser gratuito.
Outro recurso é o das EFEMÉRIDES PRECISAS (ITRF), ótimo para bases longas e quando se necessita alta
precisão e não se necessita dados com rapidez. Quando não se tem a necessidade de posicionamento em
tempo real, é possível a utilização de pós-processamento com efemérides precisas e as correções para os
relógios dos satélites produzidos pelo IGS (International Geodetic System), ambos com precisões de poucos
centímetros. É preciso configurar o TopconTools para este uso.
Ver mais sobre Efemérides Precisas na página 19
http://www.mundogeo.com.br/revistas-interna.php?id_noticia=12063

Como pesquisar e baixar dados da RMBC


Nas aplicações geodésicas e topográficas do GNSS está implícita a utilização do método relativo,
no qual ao menos uma estação de coordenadas conhecidas é rastreada simultaneamente à
ocupação dos pontos desejados.
A Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC) fornece dados para usuários de receptores
GPS mono-freqüência (L1), para linhas de base curtas, e dupla freqüência (L1/L2), para linhas
de base longas. As estações da RBMC desempenham o papel do ponto de coordenadas
conhecidas, com receptores GNSS de alto desempenho que proporcionam observações de grande
qualidade e confiabilidade.
Passo 1 – Acessar a página
Para pesquisar os dados disponíveis da RBMC, pesquise por IBGE em um buscador, clique no
primeiro resultado e acesse a aba Geociências > Geodésia. Como alternativa, digite diretamente em
seu navegador o endereço www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia.
Na coluna do lado esquerdo, acesse a lista das estações de referência. Na opção “Informações” há
uma ferramenta de RSS que envia mensagens instantâneas para o usuário, com novidades sobre o
estado de cada estação.

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Passo 2 – Pesquisar dados
Os arquivos disponíveis para download no site do IBGE são de dois tipos:
Relatório da estação, com detalhes sobre o ponto da RBMC, incluindo a altura da antena e
coordenadas precisas (xxxx.PDF, sendo xxxx o código da estação). O arquivo tem tamanho
aproximado de 6 kb;
Arquivos de dados, com informações de observação (exemplo: BOMJ0331.O04) e navegação
(exemplo: BOMJ0331.N04) da estação. Os arquivos são identificados como xxxxddd1.ZIP, sendo
ddd o dia do ano e xxxx o identificador da estação, com aproximadamente 1,6 Mb.
A primeira etapa da pesquisa é a seleção da estação (ou estações) de interesse, dentre as 55
disponíveis. Em seguida, deve-se escolher a data do rastreio.

Passo 3 – Baixar arquivos


Após realizada a pesquisa, a próxima página apresenta os resultados, que podem ser os arquivos
referentes a uma ou mais estações de referência, e uma ou mais datas. Deve-se escolher o(s)
arquivo(s), clicar com o botão direito do mouse e selecionar a opção “Salvar arquivo como”.
Como alternativa, pode-se acessar diretamente o ftp de downloads do IBGE, no link
ftp://geoftp.ibge.gov.br/RBMC. Os dados podem ser encontrados e baixados diretamente das pastas
do ftp, porém não existe uma ferramenta de pesquisa.

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Raiz FTP em geoftp.ibge.gov.br
Para exibir este site FTP no Windows Explorer, clique em Página e em Abrir Site FTP no Windows Explorer.

08/12/2008 12:00 Pasta Alos


01/30/2007 12:00 Pasta Atlas
11/13/2007 12:00 Pasta MDE
08/19/2006 12:00 Pasta MME2000
08/13/2008 12:00 Pasta MME2007
11/23/2007 12:00 Pasta Organizacao
08/26/2008 12:00 Pasta RBMC
12/10/2007 12:00 Pasta RMPG
10/10/2008 01:49 Pasta Regic
11/06/2008 03:34 Pasta SIRGAS
11/30/2007 12:00 Pasta documentos
07/09/2008 12:00 Pasta mapas
06/28/2007 12:00 Pasta programa  abrir esta pasta

Diretório FTP /programa/ em geoftp.ibge.gov.br


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Para o diretório de nível superior


10/10/2005 12:00 Pasta ArcExplorer
10/10/2005 12:00 Pasta Gerador_Projetos_ArcExplorer
01/30/2009 05:03 Pasta Google_Earth  ai estao todos arquivos, sat, altimetria, é só baixar ...
02/03/2009 10:47 Pasta Sistema_Interpolacao_Ondulacao_Geoidal  mapgeo2004.v3_setup.exe
12/01/2008 10:39 Pasta Transformacao_de_Coordenadas  download calculadora ProGriD

Integração RBMC e RIBaC


O IBGE, em parceria com o Incra, está trabalhando no plano de expansão e modernização da RBMC
e da RIBaC (Rede Incra de Bases Comunitárias). O primeiro passo do plano foi dotar a RBMC/RIBaC
de uma infra-estrutura adequada para a coleta de dados dos sistemas GPS, Glonass e futuramente
do Galileo.
A modernização da RBMC/RIBaC está sendo desenvolvida através de uma cooperação internacional
para a implementação de um sistema de correções em tempo real, baseado no sistema Canada-
Wide DGPS Correction Service (CDGPS). Algumas instituições parceiras já estão recebendo esses
dados, de maneira experimental, e a partir do próximo ano o serviço deve ser estendido à toda
comunidade usuária de GNSS.

http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/rbmc/rbmc.shtm?c=7
Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC)
RBMC - Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo
Introdução
A utilização da tecnologia GPS (Global Positioning) provocou uma verdadeira revolução, nesta última década,
nas atividades de navegação e posicionamento. Os trabalhos geodésicos e topográficos passaram a ser
realizados de forma mais rápida, precisa e econômica. Tais vantagens vêm melhorando cada vez mais, à
medida em que os equipamentos, os métodos de observação e as técnicas de processamento evoluem. É
nesse contexto que se insere a RBMC.
Nas aplicações geodésicas e topográficas do GPS está implícita a utilização do método relativo, isto é, ao
menos uma estação de coordenadas conhecidas é também ocupada simultaneamente à ocupação dos pontos
desejados. Antes da RBMC, o usuário interessado em obter, com GPS, as coordenadas geodésicas de um
ponto qualquer em território nacional era obrigado a trabalhar com dois receptores, ocupando o ponto de seu
interesse e um marco do Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) próximo.
As estações da RBMC desempenham justamente o papel do ponto de coordenadas conhecidas, eliminando a
necessidade de que o usuário imobilize um receptor em um ponto que, muitas vezes, oferece grandes
dificuldades de acesso. Além disso, os receptores que equipam as estações da RBMC são de alto
desempenho, proporcionando observações de grande qualidade e confiabilidade.
Observação: solicitamos aos usuários da RBMC que citem em seus trabalhos que os dados foram
disponibilizados pelo IBGE, mantenedor do projeto RBMC. Pedimos também que não repassem os dados mas,

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orientem outros usuários interessados, para que realizem o download através da página do IBGE (RBMC) ou
solicitem os dados diretamente ao IBGE.
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/rbmc/rbmc_est.shtm
Estações estabelecidas (coordenadas aproximadas)
Cidade UF Sigla Código SAT Lat. Long. Desc. Hist.
o o
Belém PA BELE 93620 -01 24’ -48 27’
o o
Lajes SC SCLA 94025 -27 47’ -50 18’
o o
Porto Alegre RS POAL 91850 -30 04’ -51 07’
o o
Santa Maria RS SMAR 92013 -29 43’ -53 42’

Visualização: ftp://geoftp.ibge.gov.br/programa/Google_Earth/RBMC.kmz
Download http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/rbmc/rbmcpesq.shtm?c=9
São disponibilizados dois tipos de arquivos, sendo eles:
Relatório da estação
Fornece detalhes sobre a estação da RBMC, incluindo a altura da antena e coordenadas precisas da
estação(xxxx.PDF, sendo xxxx o código da estação). Este arquivo tem um tamanho aproximado de 6 kb.
Arquivos de dados
São arquivos compactados com os dados de observação (exemplo: BOMJ0331.O04) e navegação (exemplo:
BOMJ0331.N04) da estação. Este arquivos são identificados como xxxxddd1.ZIP, sendo ddd o dia do ano e
xxxx o identificador da estação. Este arquivo tem aproximadamente 1,6 Mb.

Georreferenciamento exige amarração no SGB


O primeiro passo para o georreferenciamento de uma medição efetuada com instrumentos topográficos
convencionais (Teodolitos e Estações Totais) é localizarmos um ponto que tenha as coordenadas geodésicas,
pertencendo ao SGB. Num levantamento usando um GPS, basta configura-lo para o Datum SIRGAS2000 e as
coordenadas obtidas já pertencerão a esse sistema. Para corrigir seus valores, será necessário medir um
ponto que tenhamos as coordenadas geodésicas conhecidas. Ou seja, o passo inicial será providenciar um
marco localizado na região onde estamos fazendo o levantamento topográfico, caso não exista nenhum.
Muitas vezes poderemos usar um simples parafuso inoxidável rosqueano numa construção em alvenaria ou
concreto, mas em alguns casos poderemos monumentar um marco de concreto, como aqueles cujo modelo
poderemos obter em ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/geodesia/pdf/Padronizacao_marcos_geodesicos_ago08.pdf.
Existem diversos tipos de marcos pertencentes ao SGB. Alguns possuem um GPS funcionando continuamente
e dos quais poderemos obter os dados dessas medições usando a internet e o site do IBGE, a fim de serem
usados nos cálculos de pós-processamento.
Rede de estações Ativas RBMC do IBGE
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/rbmc/rbmcpesq.shtm?c=9
Abra essa página e selecione as estações clicando nas caixas correspondentes e depois em Consultar.
Será apresentada uma lista com os dados obtidos, como mostrado após a figura a seguir. Clique com o botão
direito do mouse em cada arquivo pdf e selecione a opção Salvar Destino Como... e indique um nome, como
por exemplo relatorio IBGE - Estações SAT GPS SC.pdf, uma pasta para salvar esse relatório.
Rede RIBAC do INCRA
http://ribac.incra.gov.br/ribac/

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Basta clicar numa região e depois num dos pontos azuis que são as Estações Homologadas e obteremos uma
página com os dados da mesma. Tem um ícone onde obtemos os dados da antena.

Bancos de Dados dos Marcos Geodésicos do SGB


Para a obtenção dos marcos usa-se a internet no site do IBGE: Visualizador dos Mapas Interativos do IBGE
http://mapas.ibge.gov.br/geodesia2/viewer.htm. Aqui poderemos obter os dados de todos os marcos
geodésicos homologados do SGB, tanto os da rede Ativa como os da rede Passiva, cuja imagem é mostrada
na figura do meio, na pagina anterior.
Nessa mesma figura, no passo 2 selecionar um par de cada vez marcando a  caixa de seleção e o  botão
de radio correspondente. Logo a seguir, no passo 3, indicamos clicar no ícone de busca e em 4-6, selecionar
por Estado. Na figura a seguir vemos outras opções de seleção, mas nem todas permitem obter o Relatório
.pdf. Obteremos uma lista que pode ser passada para o Excel usando o copiar/colar (Ctrl+C/Ctrl+V).

No passo 8, aquela seta branca na parte inferior esquerda permire mudar de página e clicando em Relatório
obteremos os descritivos em .pdf (Mostra os dados em SAD-69 e SIRGAS2000).
OBS:Para obter o arquivo das estações em planilha será necessário utilizar a pesquisa enquadramento ou a
ferramenta seleção (Enquadramento de aproximadamente 2ºX 2º). Quando as estações pesquisadas estiverem
contidas em um quadrilátero de até 2º x 2º aparece o link Planilha, que permite visualizar os dados de todas as
estações listadas em forma de planilha.
Em http://mapas.ibge.gov.br/website/tutorial_novo/consultar_ged.html temos as instruções de como obter esses
dados, e em http://mapas.ibge.gov.br/website/tutorial_novo/geodesia.html temos um tutorial explicando os
dados do Relatório de Estação Geodésica.

FTP Descritivo dos Marcos da rede Ativa do IBGE (SGB)


ftp://geoftp.ibge.gov.br/RBMC/relatorio/
Diretório FTP /RBMC/relatorio/ em geoftp.ibge.gov.br
Para exibir este site FTP no Windows Explorer, clique em Página e em Abrir Site FTP no Windows Explorer.
Clicar numa estação abre o Descritivo com as coordenadas Geodésicas, Cartesianas, Planas (UTM) e MC, em
arquivo .pdf contendo dados do GPS e antena.

Para o diretório de nível superior


06/11/2008 12:00 167,284 Descritivo_ALAR.pdf
02/25/2008 12:00 167,127 Descritivo_AMHU.pdf
01/08/2009 01:26 76,902 Descritivo_BAIR.pdf
01/08/2009 01:26 61,323 Descritivo_BATF.pdf
03/07/2008 12:00 138,752 Descritivo_BELE.pdf
03/11/2008 12:00 139,049 Descritivo_BOAV.pdf
02/25/2008 12:00 177,172 Descritivo_BOMJ.pdf
03/07/2008 12:00 139,589 Descritivo_BRAZ.pdf
02/25/2008 12:00 132,823 Descritivo_BRFT.pdf
06/11/2008 12:00 90,879 Descritivo_CEEU.pdf
02/29/2008 12:00 127,939 Descritivo_CEFE.pdf
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07/01/2008 12:00 95,833 Descritivo_CHPI.pdf
04/09/2008 12:00 177,554 Descritivo_CRAT.pdf
02/25/2008 12:00 138,931 Descritivo_CRUZ.pdf
03/07/2008 12:00 139,257 Descritivo_CUIB.pdf
02/25/2008 12:00 53,814 Descritivo_FORT.pdf
06/11/2008 12:00 167,274 Descritivo_GOJA.pdf
02/25/2008 12:00 68,019 Descritivo_GVAL.pdf
02/25/2008 12:00 139,173 Descritivo_IMBT.pdf
02/25/2008 12:00 175,921 Descritivo_IMPZ.pdf
02/25/2008 12:00 138,993 Descritivo_MABA.pdf
05/09/2008 12:00 88,048 Descritivo_MANA.pdf
03/07/2008 12:00 90,660 Descritivo_MAPA.pdf
02/25/2008 12:00 67,846 Descritivo_MCLA.pdf
01/08/2009 01:26 60,961 Descritivo_MGBH.pdf
02/25/2008 12:00 165,185 Descritivo_MGIN.pdf
06/11/2008 12:00 167,547 Descritivo_MGMC.pdf
02/25/2008 12:00 165,097 Descritivo_MGUB.pdf
02/25/2008 12:00 166,457 Descritivo_MSCG.pdf
09/02/2008 01:31 61,078 Descritivo_MTBA.pdf
04/28/2008 12:00 167,109 Descritivo_MTSF.pdf
03/07/2008 12:00 104,412 Descritivo_NAUS.pdf
02/29/2008 12:00 75,040 Descritivo_NEIA.pdf
03/07/2008 12:00 104,662 Descritivo_ONRJ.pdf
02/25/2008 12:00 75,502 Descritivo_PARA.pdf
04/28/2008 12:00 167,238 Descritivo_PBCG.pdf
03/07/2008 12:00 155,876 Descritivo_PEPE.pdf
04/14/2008 12:00 174,276 Descritivo_POAL.pdf
02/25/2008 12:00 125,032 Descritivo_POLI.pdf
02/25/2008 12:00 75,209 Descritivo_POVE.pdf
03/07/2008 12:00 104,584 Descritivo_PPTE.pdf
02/25/2008 12:00 176,300 Descritivo_RECF.pdf
03/07/2008 12:00 103,026 Descritivo_RIOB.pdf
03/07/2008 12:00 138,925 Descritivo_RIOD.pdf
04/28/2008 12:00 167,610 Descritivo_RJCG.pdf
01/08/2009 01:26 61,257 Descritivo_RNMO.pdf
01/08/2009 01:26 76,887 Descritivo_RNNA.pdf
02/25/2008 12:00 196,934 Descritivo_ROGM.pdf
08/28/2008 01:40 61,088 Descritivo_ROJI.pdf
03/07/2008 12:00 103,211 Descritivo_SAGA.pdf
02/25/2008 12:00 128,195 Descritivo_SALU.pdf
01/08/2009 01:26 54,545 Descritivo_SALV.pdf
02/25/2008 12:00 128,473 Descritivo_SAVO.pdf
06/11/2008 12:00 167,149 Descritivo_SCCH.pdf
04/28/2008 12:00 167,256 Descritivo_SCLA.pdf
03/07/2008 12:00 139,457 Descritivo_SMAR.pdf
02/25/2008 12:00 75,526 Descritivo_SSA1.pdf
04/28/2008 12:00 167,427 Descritivo_TOGU.pdf
03/07/2008 12:00 154,262 Descritivo_TOPL.pdf
02/25/2008 12:00 74,936 Descritivo_UBAT.pdf
02/25/2008 12:00 67,923 Descritivo_UBER.pdf
01/08/2009 01:26 57,488 Descritivo_UEPP.pdf
02/25/2008 12:00 139,197 Descritivo_UFPR.pdf
02/25/2008 12:00 68,059 Descritivo_VARG.pdf
02/25/2008 12:00 176,711 Descritivo_VICO.pdf
01/08/2009 01:26 22,338 _Quadro de Estações da RBMC.pdf  UF Siglas e códigos
02/18/2009 11:53 5,974 estacoes.xml

Os Marcos e as Plaquetas de identificação

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Tanto os marcos da rede Ativa como da Passiva são marcos de elevada precisão, e que poderão ser usados
para monumentar outros marcos de referência para uma região, como é o caso do marco de apoio imediato
mostrado na figura anterior.
No caso de trabalhos de menos importância, seja devido à precisão ou durabilidade, poderemos empregar
marcos mais simples como aqueles feitos em um tubo de PVC de 100 mm de diâmetro e com 700 mm de
comprimento (preenchido com concreto traço 1 : 3 : 4), e que serão fixados usando solo-cimento de forma a
aflorar uns 15 Cm acima do nível do solo, como mostra a figura a seguir.

Na parte superior desse marco poderemos rosquear um parafuso inoxidável como o mostrado na figura a
seguir, principalmente naqueles que não necessitamos fixar as plaquetas de identificação exigidas pelo INCRA
e usadas para demarcar as divisas de medições a serem georreferenciadas. Esses parafusos possuem um
pequeno rebaixe feito com furadeira a fim de indicar o local de posicionamento da balisa ou centragem da
Estação Total, e poderão ser rosqueados em obras de alvenaria ou concreto. Esses parafusos poderão
inclusive serem fixados usando uma cola apropriada, conforme indicamos na página seguinte.
Outra opção é fixar uma plaqueta de identificação, cujos modelos são mostrados adiante.

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Plaquetas para Marcos
Os modelos antigos eram feitas com fundição usando ligas de cobre, o que sai caro. Atualmente usa-se
plaquetas de alumínio, com as letras em relevo. As identificações serão marcadas com punções como aqueles
usados para numerar placas metálicas e blocos de motores.
No fórum Topografia Geral, consegui as seguintes indicações sobre fabricantes de plaquetas de identificação:
23/09/2008 - Cleber Otavio Castello Medeiros <tucasj@yahoo.com.br> www.janzen.com.br
01/12/2008 - Fabio Roberto Marcidelli Lopes <fabiomarcidelli@yahoo.com.br> - estou comprando plaquetas de
Cambé-PR, eles despacham para todo o Brasil. O material é muito bom e fazem conforme você precisa, eu
tenho feito de alumínio com tamanho de 5,5 x 5,5 cm. E o preço é bem em conta, aliás o mais barato que achei
até agora, em torno de R$ 0,80 por plaqueta. O Telefone é 43.3254.4290, falar com Germínio, ele é o
proprietário da empresa.
13/11/2008 - helder delfino hdelfino@yahoo.com – Plaquetas: contatar Ivone <centrop@terra.com.br> - Av JK
nº 1302 Jardim Presidente - Goiânia – Goiás - Cep. 74353-250 - Fone:(62) 3289-3342 - Ivone Sabino

Punções para numerar plaquetas


http://www.seton.com.br/aanew/pdfs/FA058.pdf
Cola para plaquetas
Nas figuras acim, vemos que as plaquetas da esquerda são chumbadas no marco de concreto enquanto que a
da direita foi feita para ser fixada usando algum tipo de cola que seja resistente e durável. No Fórum Topografia
Geral poderemos encontrar as seguintes recomendações:
23/01/2009 - santiago_irs <santiago_irs@yahoo.com.br> Sikadur 32 é um adesivo Epóxi de Alta resistência.
É encontrado nas casas de material de construção. Essa cola não solta (é mais fácil sair o pedaço do marco).
http://www.sika.com.br/con-sikadur-32.pdf http://www.sika.com.br/con/con-produtos-3/con-ordemalfabetica.htm
25/01/2009 - rovanemf rovane@cefetsc.edu.br Uma excelente cola é a Compound 200 da Vedacit.
http://www.vedacit.com.br/abertura/abertura.php? p=produtos&a=produto&id=34. Ela permite colar sobre
superfícies úmidas, pois nem sempre aquela calçada ou rocha estão bem secos para usar qualquer cola.
(Não se deve usar cola plástica automotiva, pois resseca com o tempo).
26/01/2009 - alanneyalves alanneyalves@yahoo.com.br - a empresa em que estou estagiando utiliza um cola
plastica chamada vedacalha. http://www.pulvitec.com.br/vdcalha.htm. Veja a tabela de produtos e aplicações
em http://www.pulvitec.com.br/tabela_aplicacao.htm.
Homologação de marcos
Na figura a seguir mostro a localização de seis marcos da rede Ativa do SGB, que estão na região sul do
Brasil, indicando o município onde eles estão localizados.
Dispositivo de centragem forçada
Alguns marcos poderão estar dotados de um dispositivo com uma rosca onde poderemos fixar um dispositivo
especial de centragem forçada, no qual poderemos rosquear o intrumento topográfico (Teodolito, Estação Total
ou GPS (antena), garantindo um correto posicionamento, como mostrado na figura a seguir.
Como esse pino fica na parte superior, a Plaqueta (chapa) de identificação deverá ser colocada na face mais
visível ao usuário, 20 cm abaixo do topo, contendo identificação semelhante à do marco planimétrico e sua
fixação deverá ser feita com resinas ou colas especiais para fixação de concreto e metal.
Abaixo vemos um exemplo usado no monitoramento de barragens. A solidez e qualidade do dispositivo devem
estar de acordo com a precisão exigida.

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Proteção dos marcos quanto ao vandalismo ou destruição acidental
Maquela figura do marco de apoio imediato mostrada antriormente, vemos que existe uma proteção ao redor
do marco, também em concreto, denominada Sapata de proteção lateral. Esses marcos deverão ser
monumentados em locais protegidos. Em beiras de estradas e canteiros centrais, em rótulas, eles correm o
risco de serem danificados por acidentes de automóveis ou mesmo devido ao trabalho de maquinas que fazem
a manutenção dessas rodovias.
Conforme narração do colega de geomensura, Iedo Érico S Carvalho, é de bom alvitre abrir um furo usando um
trado e enche-lo com cal, o qual ficará abaixo do marco. No caso desse marco ser arrancado, poderemos
confirmar a sua localização ao limpar o solo sob o mesmo.
A presença de pôster ou muros servirão de proteção extra, desde que não sejam muito altos de forma a
interferir com a visibilidade ou dificultar a recepção dos sinais dos satélites GNSS.
Em vez das plaquetar de cobre ou latão, prefere-se as de alumínio, pois aquelas são mais procuradas para fins
de roubo.
Transporte de Coordenadas Planas
O Transporte de coordenadas planas é um problema rotineiro nos trabalhos geodésicos e até mesmo
topográficos. Ocorre normalmente em uma poligonação, partindo e fechando em bases geodésicas conhecidas
e de ordem superior, com o uso de uma estação total. O ângulo medido entre duas estações é sempre um
9
ângulo esférico. As distâncias medidas são tomadas na superfície real da Terra, devendo ser transportadas
para a superfície elipsóidica. Para redução das distâncias ao elipsóide, deve primeiro serem reduzidas ao
geóide, como podemos ver na apostila Geodésia de Rovane Marcos de França em
http://www.cefetsc.edu.br/~geomensura/download/geodesia.pdf. É um dos poucos a tratar esse assunto de
forma completa. Ele nos lembra que devemos levar em conta as propagações dos erros para cada cálculo
efetuado e dá exercícios cujas respostas estão ao final dessa apostila. Recomendo que estude bem esses
métodos pois é o que se usa no dia a dia dos cálculos de distâncias e altitudes usando os GPS geodésicos.

Sistema Geográfico - SGB e DSG


Quando iniciamos um levantamento topográfico, o primeiro passo é localizar um marco com
coordenadas conhecidas, que será usado para amarrarmos a nossa medição. Isso pode ser feito usando
a Internet, onde encontraremos os dados e toda a documentação necessária. Num planejamento de
estradas, começa-se reunindo mapas, aerofotos e imagens de satélite, que poderão ser utilizados nessa
fase de criação do anteprojeto. O uso dos GPS de navegação são muito úteis nessa fase, pois ao
efetuarmos uma vistoria prévia, já iremos coletando pontos e trilhas, que são muito úteis. Os mapas
vetoriais de apoio poderão ser obtidos gratuitamente na área de download do site do grupo Tracksource
http://www.tracksource.org.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=20, que é
atualizada a cada mês. Em meu blog, http://www.simeaogomes.blogspot.com/ use o Editar > Localizar e
faça uma busca usando as palavras GPS e/ou vetoriais e encontrará muita coisa sobre esse assunto.
No Brasil temos mais de 70.000 pontos que formam uma base geodésica. Além dos marcos do IBGE e
do INCRA, existem os da DSG (Diretoria do Serviço Geográfico do Exército). Ela faz parte do CONCAR
(Conselho Nacional de Cartografia) - http://www.concar.ibge.gov.br/index5485.html?q=node/100. Os
órgão integrantes do Sistema Cartográfico Nacional:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA)
Diretoria de Hidrografia e Navegaçâo (DHN)
Diretoria de Serviço Geográfico (DSG)
A Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) é o órgão de apoio da Secretaria de Tecnologia da Informação para
superintender os assuntos ligados à Cartografia, vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército
Brasileiro e fica sediado em Brasília. Tem por missão executar e assessorar o Serviço Geográfico do Exército. Dela
fazem parte as seguintes organizações:
1ª Divisão de Levantamento, em Porto Alegre;
3ª Divisão de Levantamento, em Olinda;
4ª Divisão de Levantamento, em Manaus;
5ª Divisão de Levantamento, na cidade do Rio de Janeiro; e
Centro de Imagens e Informações Geográficas do Exército, em Brasília.
A solicitação de cartas pode ser feita pela internet em http://www.dsg.eb.mil.br/como%20solicitar.htm onde obtemos o
endereço e o e-mail dessas divisões.
Interface com o Usuário - se dá através da página na EBNet (Intranet do Exército Brasileiro
http://intranet.dmnt.eb.mil.br). Nela é disponibilizada todo o acervo de Cartas Topográficas, Imagens de Satélites,
Ortofotos e outros produtos matriciais de posse da DSG, segundo o enquadramento do Mapeamento Sistemático. O
Centro de Imagens e Informações Geográficas do Exército (CIGEx), está disponibilizando o Banco de Dados
Geográficos do Exército (BDGEx), via WEB, a partir do Portal EBNet (no link Informações Geográficas e
Meteorológicas - Banco de Dados Geográficos do Exército Brasileiro). Atualmente, na fase de implementação Veja
mais em http://www.exercito.gov.br/NE/2004/08/10168/aviso168.htm e em http://www.cartografia.org.br/xxi_cbc/264-
SG56.pdf.
Muitos desses mapas poderão ser digitalizados e depois georreferenciados a fim de que possam ser usados em
como mapas de fundo em GPS ou AutoCAD. Existem empresas especializadas nisso. Para corrigir mesmo, o ideal é
usar o Global Mapper, que permite usar 60 ou mais pontos, relacionando-os com coordenadas dos mesmos.
Em http://www.geocefetpi.com.br/files/softwares/104.rar tem a versão 10. Temos um tutorial que mostra o
georreferenciamento de imagens em http://www.globalmapperforum.com/tutorials/index.php.
10
Em e-mail do colega Cláudio Santos, ele salienta o seguinte:
São poucas as empresas que trabalham com um scaner A0, mas existem, digitalizam ou vetorizam diversas plantas
e cartas topográficas como as do IBGE e do DSG. Algumas empresas são muito responsáveis e que devolvem com o
material scaneado em CD. Para cartas topográficas, esta mesma emprasa tem diversas cartas já em meio digital, e
só ligar ou passar email que eles enviam. O site é www.ajs.com.br é de Belo Horizonte.
Existem diferentes tipos de marcos que podemos utilizar, em todo o Brasil:
I- PLANIMETRIA
I.1- Rede Ativa - É constituída por estações de rastreamento contínuo da constelação de satélites do
GPS (Global Positionning System), distribuídas no território nacional formando a Rede Brasileira de
Monitoramento Contínuo – RBMC, RIBaC, e redes particulares. Estas estações são compostas por
rastreadores geodésicos de alta precisão, sendo o processamento executado através de aplicativos
científicos e são operadas remotamente pelo IBGE. As estações ativas disponibilizam dados em tempo
real, compondo o que vem sendo denominado de Rede GNSS Ativa.
I.2- Rede Passiva - A Rede Planimétrica Passiva do SGB é constituída pelo conjunto de estações cujas
coordenadas são determinadas através de métodos clássicos (triangulação, trilateração, astronomia etc.)
e por tecnologia GPS. É o caso da rede Estadual, onde temos marcos distanciados de 50 a 200 Km.
I-3 Rede De Referência Cadastral Municipal (RRCM) - Rede referência, de âmbito regional,
implantadas por GPS, faz parte do SGB, quando homologadas
pelo IBGE.
II- ALTIMETRIA
II.1- Marcos de Referência de Nível (RN)
Objetiva determinar altitudes oficiais de pontos do Território Nacional, identificados e materializados por
marcos de Referência de Nível (RN), compondo a Rede Altimétrica de precisão do SGB. Atualmente
estas altitudes têm como origem (Datum) o marégrafo de Imbituba/SC.
REDE ATIVA ALTIMÉTRICA - rede de medições GPS e maregráficas contínuas, fazem parte do SGB
II.2- Rede Permanente Maregráfica - IBGE
É o conjunto de instrumentos e instalações destinadas, entre outras aplicações, à observação do nível do
mar. A Rede Permanente Maregráfica será constituída por pelo menos cinco estações
meteomaregráficas automáticas, instaladas ao longo da costa brasileira.
II.3- Marcos do Sistema Geográfico do Exército
A Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) é o órgão de apoio setorial, na estrutura do Exército, incumbido
de superintender as atividades relacionadas às imagens e informações geográficas, especialmente
aquelas destinadas à elaboração de produtos cartográficos. Aqui do RS temos a 1ª DL, que possui redes
de marcos RN que contribuem para o SGB.
III- GRAVIMETRIA
Tem por finalidade o estudo do campo gravitacional terrestre, possibilitando, a partir dos seus resultados
aplicações nas áreas do conhecimento geocientífico, como por exemplo: a determinação da forma e
dimensão da Terra, os estudos de densidade de massas da crosta terrestre e a prospecção de recursos
minerais dentre outras. Os dados gravimétricos permitem, entre outras aplicações, definir o afastamento
entre o geóide e um elipsóide de referência. Com isto, em termos práticos, as alturas determinadas por
equipamentos GPS podem ser transformadas em altitudes referidas ao nível médio do mar.

11
Na figura anterior mostro a localização de 6 desses marcos que estão na região Sul. Mais adiante veremos, na
página do INCRA, que existem pontos que estão para ser homologados.
A seguir mostro como fazer para obter esses marcos. Veja o artigo do IBGE sobre esse assunto em
ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/geodesia/pdf/Padronizacao_marcos_geodesicos_ago08.pdf denominado
“Padronização de Marcos Geodésicos” de 08/2008 com 28 páginas mostrando detalhes da construção.
A seleção do local para materialização da estação, seja através de marco, pilar ou chapa cravada, deve
atender, sempre que possível, os seguintes critérios:
o horizonte deve estar desobstruído acima de 15°; em relação ao ponto de referência que materializa a
estação;
evitar locais próximos a estações de transmissão de microondas, radares, antenas de rádio, repetidoras e
linhas de transmissão de alta voltagem, por representarem fontes de interferência para os sinais GPS;
a área situada a 100 m da estação deve estar livre de estruturas artificiais, particularmente paredes
metálicas, de alvenaria ou superfícies naturais, como paredões rochosos;
o local de implantação deve ser estável, sem qualquer influência de vibrações ou trepidações;
evitar localidades próximas a espelhos d’água, como rios, lagos, etc.; e · evitar localidades próximas a
árvores e vegetação densa.
Muitos prefeitos estão providenciando a “Implantação de uma rede de Referência Cadastral urbana e
rural” como mostra esse artigo em http://geodesia.ufsc.br/Geodesia-online/arquivo/Conea7/575.PDF onde
o autor cita alguns problemas encontrados hoje, devido a ausência de uma rede de referência
cadastral:
o Cadastro Imobiliário Municipal em geral não é amarrado a uma rede de vértices e como conseqüência a
propagação de erros é constantes;
o Registro de Imóveis por sua vez, matricula as propriedades urbanas e rurais apenas por sua descrição
literal (escritura) sem vínculo geográfico (As exigências do INCRA veio alterar as exigências para
escrituração de áreas rurais com mais de 500 Há, e no futuro o será para todas);
para retificação de áreas dessas escrituras, pelo fato de não haver essa vinculação geográfica com
exatidão, os processos são demorados e custosos para a sociedade em razão da necessidade de
envolvimento de vários peritos e advogados;
a grande maioria dos conflitos de terras são discussões sobre divisas por falta desta vinculação geográfica
resultando também de dezenas milhares de processos que tramitam nos fóruns e por vezes durando mais
de dezenas de anos. (O uso de fotografias aéreas e imagens de satélites é um ótimo material de apoio e
documentação a ser integrado aos levantamentos geodésicos).
12
LEGISLAÇÃO E NORMAS
Lei 10267/2001 - que modificou artigos da Lei 6015/1973- Lei de Registros Públicos define a precisão para
os limites das propriedades.
NBR 13133/1994 - Execução de levantamento topográfico e cálculo das tolerâncias e ajustes.
A aceitação ou rejeição a ser realizada no levantamento topográfico, pelo contratante ou
seu preposto, deverá seguir a NBR 13133/1994, nos itens pertinentes, bem como a
máxima diferença admitida na medida horizontal entre duas coordenadas representativas
de um lado do perímetro do terreno e a sua medida obtida diretamente deverá atender a
tolerância mínima de 0,24 m, obtida pela expressão seguinte:
T = 0,006 √L onde: T = Tolerância em metros e L = é o comprimento do lado em metros.
NBR 14166/1998 - Rede de referência cadastral municipal - Procedimento
No íem 6 - Requisitos específicos, lemos: Os requisitos específicos para o levantamento
topográfico ficam condicionados apenas às eventuais exigências de alguns municípios
quanto à amarração planimétrica, altimétrica ou planialtimétrica dos serviços a redes
oficiais; nesses casos, devem ser consideradas as especificações próprias do município
em questão para os transportes de coordenadas e de referência de nível.
NBR 14645-1/2000 - Requisitos específicos para os levantamentos topográficos urbanos com área até 2,5
Ha.
2
Parte 1 - Levantamento planialtimétrico e cadastral de imóvel urbanizado com área até 25 000 m ,
para fins de estudos, projetos e edificação – Procedimento;
Parte 2 - Levantamento planialtimétrico - Registro público;
Parte 3 - Levantamento planialtimétrico - Locação topográfica e controle dimensional da obra.

Podemos encontrar diversas NBR usando a busca no 4Shared http://www.4shared.com/network/search.jsp.


Por exemplo, baixei a NBR 14645 em http://www.4shared.com/file/17552658/1df26ae8/NBR_14645.
Na Bahia, em http://www.sei.ba.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=105&Itemid=97, vemos
a preocupação de implantar a sua rede de GPS ao implantar 50 (cinquenta) marcos geodésicos em todo esse
estado, de tal forma que ficassem, aproximadamente, 100km de distância um do outro, fazendo com que
qualquer usuário desloque-se no máximo 50km de sua área de interesse.

Posicionamento GPS para obter as coordenadas dos marcos M1 e M2 (amarrados e com monografia,
quando disponível) e relacionadas a ponto da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo RBMC do IBGE
e a monografia correspondente. (Usei como marcos dois pinos de aço inoxidável rosqueados no cimento
semelhantes àquele mostrado na figura ao lado, que são ótimos para uso em calçadas, meio fio e pisos de
concreto);
Através de pós-processamento usando o TopconTools efetuei o cálculo e ajustes da nossa pequena rede
GPS, utilizando esses três pontos posicionados (M1, M2 e SAT-91663 da RBMC);
Posicionando a Estação Total em M1 e M2, efetuamos a medição de A e B, formando rede primária,
implantando no terreno uma poligonal fechada. É comum não conseguirmos implantar todos os pontos da
poligonal usando apenas o GPS devido a localização sob árvores, abas de concreto ou em construções.
Um ponto no interior de um túnel pode ser medido com Estação Total mas não com GPS;
Efetuei os cálculos de tolerância, erros de fechamento e ajuste dessa poligonal segundo a NBR
13133/1994. Veja mais no capítulo sobre georreferenciamento de imóveis rurais.
13
Bancos de Dados Geodésicos
Para a obtenção dos marcos usa-se geralmente um dos três seguintes endereços da internet:
1.- Visualizador dos Mapas Interativos do IBGE http://mapas.ibge.gov.br/geodesia2/viewer.htm
Aqui poderemos obter os dados de todos os marcos geodésicos homologados do SGB.

Na figura anterior, no passo 2 selecionar um par de cada vez marcando a  caixa de seleção e o  botão de
radio correspondente. Logo a seguir, no passo 3, indicamos clicar no ícone de busca e em 4-6, selecionar por
Estado. Na figura a seguir vemos outras opções de seleção, mas nem todas permitem obter o Relatório .pdf.
Obteremos uma lista que pode ser passada para o Excel usando o copiar/colar (Ctrl+C/Ctrl+V).

No passo 8, aquela seta branca na parte inferior esquerda permire mudar de página e clicando em Relatório
obteremos os descritivos em .pdf (Mostra os dados em SAD-69 e SIRGAS2000).
OBS:Para obter o arquivo das estações em planilha será necessário utilizar a pesquisa enquadramento ou a
ferramenta seleção (Enquadramento de aproximadamente 2ºX 2º). Quando as estações pesquisadas estiverem
contidas em um quadrilátero de até 2º x 2º aparece o link Planilha, que permite visualizar os dados de todas as
estações listadas em forma de planilha. Ver instruções em
http://mapas.ibge.gov.br/website/tutorial_novo/consultar_ged.html.
Tutorial http://mapas.ibge.gov.br/website/tutorial_novo/geodesia.html - explica os dados do Relatório de
Estação Geodésica. Ver figura adiante.
(1) Código: codificação de identificação das estações; subdividido nas seguintes faixas:
• Referência de Nível (RN): código de até 4 algarismos e 1 letra - ex.: 2140T;
• Vértice de Triangulação (VT): código de até 4 algarismos (1 - 9999) - ex.: 533;
• Estação Poligonal (EP): código de 5 algarismos (10000 - 25000) - ex.: 10980;
• Estação SAT (SATGPS e SATDOP): código de 5 algarismos (90000 - 99999) - ex.: 90751;
• Estação Gravimétrica (EG): código de 7 algarismos (acima de 8000000) - ex.: 8000680.
(2) Nome: nomenclatura com a qual é designada a estação.
(3) Tipo: refere-se ao método de levantamento utilizado para a obtenção das informações constantes no
relatório, podem ser:
• Estação Planimétrica - VT: "Entende-se por triangulação o procedimento em que se obtém figuras
geométricas a partir de triângulos, justapostos ou sobrepostos, formados através da medição dos
ângulos subtendidos por cada vértice. Ocasionalmente, alguns lados serão observados para controle
de escala, sendo todos os demais calculados a partir das medidas angulares.";
• Estação Planimétrica - EP: "Na poligonação medem-se ângulos e distâncias entre pontos adjacentes
que formam linhas poligonais ou polígonos.";
• Estação Planimétrica - SAT: "... posicionamento geodésico com o emprego de georeceptores no
rastreamento de satélites artificiais... ";
• Estação Altimétrica - RN: Estação Geodésica determinada através de nivelamento geométrico;
• Estação Gravimétrica - EG: "A Gravimetria tem por finalidade o estudo do campo gravitacional
terrestre, possibilitando, a partir dos seus resultados, aplicações na área da Geociência como, por
exemplo, a determinação da figura e dimensões da Terra, a investigação da crosta terrestre e a
prospecção de recursos minerais."
(4) Município: nome do município onde a estação foi implantada, conforme Malha Municipal Digital - 2001
(IBGE).

14
(5) UF: nome da Unidade da Federação onde a estação foi implantada, conforme Malha Municipal Digital -
2001 (IBGE).
(6) Ultima Visita: data da última visita realizada a estação.
(7) Situação do Marco: campo que apresenta a informação sobre a condição de conservação física do marco.
Classificam-se em:
• Boa: a estação não se apresenta visivelmente abalada (torta, partida, deslocada, mole, tombada), a
chapa se mantém sem marcas de possível abalo, como grandes amassados ou rasgos;
• Destruído: Local ou estação completamente destruída, tombada ou apresentando visível
deslocamento, confirmado por vestígios;
• Destruído - Sem chapa: a chapa foi retirada, mas o local ou marco permanece sem sofrer abalo visível;
• Destruído - Chapa Danificada: a chapa não mantém as condições ideais para nivelamento de alta
precisão, porém o local ou marco permanece sem sofrer visível deslocamento.
• Ex.: chapa rasgada ou amassada;
• Não Encontrada: a estação não foi encontrada;
• Não Visitado: não houve a possibilidade de deslocamento até a estação pela necessidade de
autorizações prévias, difícil acesso, ou riscos à integridade física dos técnicos (mata densa, topos de
morros, favelas, etc.).
(8) Conexão: disponibiliza links para os demais tipos de levantamentos geodésicos estabelecidos em uma
mesma estação. Ex. Um marco originalmente ocupado com tecnologia GPS recebe o código 93111 e
posteriormente o mesmo marco é reocupado por uma RN 3620D, neste caso a mesma estação apresenta dois
tipos de levantamentos diferentes e conseqüentemente duas codificações diferentes para a mesma estação
originando a conexão.
(9) Dados Planimétricos: campo onde é possível visualizar as informações planimétricas mais atuais e de
maior precisão da estação.
(10) Latitude ϕ: "É o ângulo formado pela normal, à superfície adotada para a Terra, que passa pelo ponto
considerado e a reta correspondente à sua projeção no Plano do Equador".
(11) Longitude: "Ângulo diedro formado pelos planos do Meridiano de Greenwich e do meridiano que passa
pelo ponto considerado".
(12) Fonte: método com o qual foram obtidos os dados planimétricos, classificam-se em:
• Vértice de Triangulação (VT), vide item (3);
• Estação Poligonal (EP), vide item (3);
• SAT Doppler: "O posicionamento geodésico com o emprego de georeceptores no rastreamento de
satélites artificiais, recorrendo ao efeito DOPPLER, despontou no início da década de setenta como um
dos mais promissores procedimentos para realização de levantamentos geodésicos em áreas de difícil
acesso. Na época utilizava-se o sistema do U.S. NAVY NAVIGATION SATELLITE SYSTEM (NNSS),
algumas vezes referenciados na literatura como TRANSIT..." - vide Resolução PR nº 22, de 21/07/83;
• GPS Geodésico: vide Resolução PR nº 5 de 31/03/1993;
• GPS Topográfico: qualquer tipo de levantamento GPS que não se enquadre nas normas para
POSICIONAMENTO GEODÉSICO DIFERENCIAL COM GPS - vide Resolução PR nº 5 de 31/03/1993;
• Leitura de cartas topográficas nas escalas (1:25.000, 1:50.000, 1:100.000, 1:125.000, 1:500000,
1:1.000.000);
• Interpolação: Determinação dos valores das coordenadas das estações intermediarias pertencentes a
mesma linha (RN's ou EG's) através das coordenadas fixas das estações dos extremos.
Clique aqui para acessar as resoluções citadas.
(13) Origem: maneira pela qual as coordenadas foram obtidas.
(14) Datum: Sistema Geodésico: refere-se ao Sistema de Referência no qual os dados estão baseados. "Os
sistemas de referência, são utilizados para descrever as posições de objetos ... Estes por sua vez, estão
associados a uma superfície que mais se aproxima da forma da Terra, e sobre a qual são desenvolvidos todos
os cálculos das suas coordenadas... ". Podem ser:
• SAD-69: "Datum horizontal do Sistema Geodésico Brasileiro, definido no Vértice de Triangulação Chuá
(MG), com orientação para o Vértice de Triangulação Uberaba (MG), tendo como superfície de
referência o elipsóide recomendado pela União Geodésica e Geofísica Internacional, 1967.";
• SIRGAS: Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas.

15
Obs.: através do link presente neste campo é possível alternar entre estes dois sistemas.
(15) Data da Medição: data da realização do levantamento.
(16) Data de Cálculo: data de processamento e cálculo das informações.
(17) Sigma Latitude: desvio padrão das observações que determinaram a coordenada.
(18) Sigma Longitude: vide item (17).
(19) UTM (N): coordenadas planas nas componentes Norte em projeção Universal Transversa de Mercator.
(20) UTM (E): coordenadas planas nas componentes Leste em projeção Universal Transversa de Mercator.
(21) MC - Meridiano Central: é a longitude de origem do centro de cada fuso UTM.
(22) Latitude: vide item (10) .
(23) Longitude: vide item (11) .
(24) Fonte: vide item (12) .
(25) Origem : vide item (13) .
(26) Datum: vide item (14)
(27) Data da Medição: data da realização do levantamento.
(28) Data de Cálculo: data de processamento e cálculo das informações.
(29) Sigma Latitude: desvio padrão das observações que determinaram a coordenada.
(30) Sigma Longitude: desvio padrão das observações que determinaram a coordenada.
(31) UTM (N): coordenadas planas nas componentes Norte em projeção Universal Transversa de Mercator.
(32) UTM (E): coordenadas planas nas componentes Leste em projeção Universal Transversa de Mercator.
(33) MC - Meridiano Central: é a longitude de origem do centro de cada fuso UTM.
(34) Dados Altimétricos: campo onde é possível visualizar todas as informações altimétricas da estação.
(35) Altitude Ortométrica: distância vertical a partir da superfície equipotencial que contém o nível médio do
mar.
(36) Fonte: método com o qual foram obtidos os dados altimétricos, classificam-se em:
• Nivelamento Geométrico: "determinação de pontos de altitude, uns em relação aos outros, ou em
relação a um datum comum, por meio da utilização de miras e de níveis";
• Nivelamento Trigonométrico: "determinação de diferenças de altitudes, a partir de ângulos verticais
observados em combinação com os comprimentos de linhas";
• Nivelamento Barométrico: "método de nivelamento indireto, baseado na determinação de diferenças de
altitude entre dois pontos, a partir de diferenças de pressão atmosférica observadas entre os mesmo".;
• GPS geodésico: altitude ortométrica obtida através da diferença entre a altitude geométrica obtida
através do GPS com a ondulação geoidal obtida com o programa MAPGEO (H=h-N);
• SAT DOPPLER: altitude ortométrica obtida através da diferença entre a altitude geométrica obtida
através de SAT DOPPLER com a ondulação geoidal obtida com o programa MAPGEO (H=h-N).
(37) Classe: "... os levantamentos são classificados em ordens que expressam, em função da qualidade das
observações, o grau de confiabilidade dos resultados finais". As três classes enumeram-se:
16
• Alta Precisão Ajustada: melhor que 3mm;
• Ajustada - Fora das Prescrições: erro máximo de 5 cm;
• Preliminar: altitude obtida através de cálculo com distribuição de erros a partir das RRNN já ajustadas;
• Trigonométrica: vide item (20);
• Satélite: vide item (20) (GPS e SAT DOPPLER);
• Barométrica: vide item (20).
(38) Datum: "superfície de referência, a partir de onde são calculadas as altitudes". Pode ser:
• Imbituba: nível médio do mar no Porto de Imbituba (SC) entre 1949 e 1957;
• Santana: nível médio no Porto de Santana entre 1957 e 1958.
(39) Data Medição: data da realização do levantamento.
(40) Data de Cálculo: data de processamento e cálculo das informações.
(41) Sigma Altitude: desvio padrão das observações que determinaram a altitude.
(42) Altitude Ortométrica: distância vertical a partir da superfície equipotencial que contém o nível médio do
mar, calculada através da diferença entre a altitude geométrica, obtida através da tecnologia SAT (GPS ou
Doppler), e a ondulação geoidal, obtida com o programa MAPGEO (H=h-N).
(43) Altitude Geométrica: o mesmo que altitude elipsoidal, ou seja, "distância acima do elipsóide de
referencia, medida ao longo da normal até o ponto".
(44) Sigma Altitude Geométrica: desvio padrão das observações que determinaram a altitude geométrica.
(45) Fonte: vide item (36).
(46) Data Medição: vide item (39).
(47) Data Cálculo: vide item (40).
(48) Modelo Geoidal: "Para que as altitudes elipsoidais ou geométricas (h) (referidas ao elipsóide), oriundas
de levantamentos com GPS, possam ser utilizadas nestas áreas, é necessário que elas sejam convertidas em
altitudes "ortométricas" (H), referidas ao geóide. Para isso, precisa-se conhecer a altura ou ondulação geoidal
(N), ou seja, a separação entre as duas superfícies de referência, o geóide e o elipsóide". Esta operação é
realizada utilizando-se o Modelo Geoidal (MAPGEO2004).
(49) Altitude Ortométrica: vide item (42).
(50) Altitude Geométrica: vide item (43).
(51) Fonte: vide item (36).
(52) Data Medição: vide item (39).
(53) Data Cálculo: vide item (40).
(54) Sigma Altitude Geométrica: vide item (44).
(55) Modelo Geoidal: vide item (48).
(56) Dados Gravimétricos: campo onde é possível visualizar gravimétricas da estação.
(57) Gravidade: "... é a aceleração comunicada pela Terra a uma massa que gira com ela".
(58) Sigma Gravidade: desvio padrão das observações que determinaram a gravidade.
(59) Precisão: "... grau de requinte nos instrumentos e métodos usados quando as medições são executadas."
(60) Datum: IGSN 71 - International Gravity Standardization Net, 1971: Rede gravimética mundial de
referência, cujo objetivo é garantir a homogeneidade das determinações gravimétricas em toda a Terra.
(61) Data Medição: vide item (39).
(62) Data Cálculo: vide item (40).
(63) Correção Topográfica: "Correção positiva... que leva em conta os desvios reais do terreno plano, ...,
mediante a remoção de massas acima do horizonte, e a sua reposição nas deficiências de massa abaixo do
horizonte."
(64) Anomalia Bouguer: "Diferença entre o valor medido de gravidade reduzido mediante a aplicação da
correção de Bouguer e o valor correspondente teórico na superfície do elipsóide normal."
(65) Anomalia Ar-Livre: "Diferença entre a gravidade observada e a gravidade teórica que foi calculada para a
latitude, e corrigida para a altitude da estação acima ou abaixo do geóide, mediante aplicação da relação
normal de variação da gravidade para variação de altitude, como no ar livre."
(66) Densidade: valor médio da densidade da crosta terrestre.
(67) Último Ajustamento Planimétrico Global SAD 69: data da último Ajustamento Global da Rede
Planimétrica em SAD69.
(68) Último Ajustamento SIRGAS 2000: data da último Ajustamento Planimétrico SIRGAS2000.
(69) Localização: apresenta detalhes do local onde se
encontra o marco ou estação fornecendo pontos de
referência.
(70) Descrição: descrição detalhada do marco ou estação.
(71) Foto Panorâmica do local
Constam também do relatório os itens :
Itinerário: percurso descrito desde a partida de um ponto de
referência até o local exato onde se encontra o marco ou
estação.
Observações: outras informações necessárias a respeito da
estação ou do local onde a mesma se encontra
17
2.-Rede de estações Ativas RBMC do IBGE
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/rbmc/rbmcpesq.shtm?c=9
Abra essa página e selecione as estações clicando nas caixas correspondentes e depois em Consultar.
Será apresentada uma lista com os dados obtidos, como mostrado após a figura a seguir. Clique com o botão
direito do mouse em cada arquivo pdf e selecione a opção Salvar Destino Como... e indique um nome, como
por exemplo relatorio IBGE - Estações SAT GPS SC.pdf, uma pasta para salvar esse relatório. Na figura a
seguir vemos a parte que mostra os dados em SIRGAS2000 (Tem também em SAD-69).

Em muitas páginas temos imagens sobre a localização desses marcos ou estações. Veja a de Imbituba:

Na figura anterior vemos a tela para download dos dados das estações RBMC do IBGE. É importante indicar a
data a fim de podermos juntar com os dados que iremos baixar do nosso GPS para um computador, a fim de
realizarmos o pós-processamento. Quando efetuamos uma medição no dia de hoje, só poderemos baixar os
dados da estação RBMC a partir do dia seguinte. Quando efetuamos nossa medição como GPS é importante
anotarmos a DATA e a HORA da mesma a fim de informar no pós-processamento.

18
Abrindo esse arquivo obteremos dados sobre essa estação, tipo de receptor GPS instalado, sua antena (com
sua altura, por exemplo 0,0080 em metros).
Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo – RBMC - Resultado da pesquisa - Download
Curitiba UFPR - Relatório da estação: Descritivo_UFPR.pdf
Imbituba - Relatório da estação: Descritivo_IMBT.pdf << Realizar nova pesquisa

Na hora de salvar, poderemos acrescentar o nome do local ou cidade a esse nome, como por exemplo
Descritivo_UFPR Curitiba.pdf. Esses dados serão consultados a fim de obtermos as coordenadas, como
mostra a tabela anterior.
3.- Rede RIBAC do INCRA http://ribac.incra.gov.br/ribac/

Basta clicar numa região e depois num dos pontos azuis que são as Estações Homologadas e obteremos uma
página com os dados da mesma. Tem um ícone onde obtemos os dados da antena.

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Pós-processamento (TopconTools)
Na figura a seguir, vemos a imagem do GPS Topcon Hiper Lite + ao baixar os dados no notebook, e um
exemplo dos arquivos que baixei e junto o arquivo do Descritivo da estação Imbituba anteriormente citado.

A utilização do GPS nos levantamentos geodésicos para fins topográficos oferece uma série de vantagens no
que diz respeito à eficiência na coleta e automação dos dados, à dispensa de intervisibilidade entre vértices
e a possibilidade de transporte simultâneo de coordenadas tridimensionais (X, Y e Z), sob qualquer condição
atmosférica e em qualquer hora do dia. Com o crescente interesse pela utilização do sistema GPS para
medições geodésicas de curta distância, foram desenvolvidos vários métodos de posicionamento, dentre os
quais se destaca o método relativo estático. Este método é aquele em que dois ou mais receptores GPS
permanecem fixos observando os mesmos satélites durante todo o tempo de ocupação dos pontos,
sendo que um dos receptores é instalado sobre um ponto de coordenadas conhecidas e o(s) outro(s) no(s)
ponto(s) a determinar (MAIA, 1999). Com o rastreamento simultâneo de satélites GPS, por um intervalo de
tempo recomendado (aproximadamente uma hora), são calculadas as coordenadas tridimensionais (latitude ϕ,
longitude λ e altitude) do ponto desconhecido. A principal vantagem do método é a sua maior precisão, quando
comparado com outros métodos de posicionamento e a sua principal desvantagem, para uso em
levantamentos topográficos é o seu elevado tempo de permanência recomendado para a coleta de dados. O
GPS fica prejudicado em locais de vegetação densa, vales estreitos, cavernas e água. Ver artigo
Coordenadas levantadas com Estação Total e Receptores GPS/GLONASS em Vértices localizados
próximo a Curso d’água com Vegetação não muito densa.
Num município que não possua uma estrutura de referência devem-se implantar marcos com características
geodésicas que, para serem oficializados através da homologação.

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Homologação de Marcos
O que é necessário fazer para criar um novo marco e registrá-lo no SGB? Veja na página do IBGE – DGC
(Diretoria de Geociências) – CGED (Coordenação de Geodésia), as Instruções para homologação de
estações estabelecidas por outras instituições (Versão: Mar 2007).
O usuário deverá efetuar também a ocupação da estação-base, e as observações deverão ser coletadas com
receptores geodésicos de dupla freqüência (L1 e L2). Deverão ser observadas 4 (quatro) sessões para a
determinação da estação; a duração de cada sessão deverá ser de 6h (seis horas) no mínimo. O intervalo
entre as sessões será no mínimo 1h (uma hora) e no máximo de 48h (quarenta e oito horas). A materialização
deverá ser feita em solo firme e estável, em duas formas, conforme contido nas instruções de padronização de
marcos geodésicos disponível no portal do IBGE (www.ibge.gov.br na aba ou guia Geociências > Geodésia
localize Documentação onde tem os atalhos Especificações e Normas e Homologação de Marcos -
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/default_sgb_homologa.shtm?c=13).
É raro encontrar material didático ou técnico que seja em português e que esteja atualizado (2008 em diante).
Veja ftp://geoftp.ibge.gov.br/documentos/geodesia/pdf/Recom_GPS_internet.pdf as Recomendações para
Levantamentos Relativos Estáticos - GPS.
http://www.mundogeo.com.br/forum_mensagem.php?topico=1125

Efemérides Precisas
Como baixar efemérides precisas, para que possa melhorar a qualidade do processamento de dados
GPS para transporte de coordenadas?

As efemérides não são baixadas no site do IBGE e sim diretamente do site da Nasa, eu o
aconselho a usar este endereço http://www.rvdi.com/freebies/gpscalendar.html, pois o mesmo já dá o link
direto pela data, é só clicar no dia pretendido e aparecerá o link. No entanto este só é válido se tratar
de uma efeméride "precisa" (IGS) para tal dia. Para IGU´s e IGR´s você tem de ir direto no link da
NASA: ftp://igscb.jpl.nasa.gov/igscb/product.

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http://www.amiranet.com.br/conteudomostral.php?arq=materia_13062008151947.pdf
Comparação dos resultados de poligonais GPS processadas com efemérides transmitidas e
efemérides precisas (Leonard Niero da Silveira) – revista A Mira 143 página 37.
Com a popularização da internet, em meados da década de 1990, a aquisição de dados sobre as efemérides
precisas se tornou mais fácil e acessível para a comunidade profissional, que resultou na possibilidade de
efetuar trabalhos mais precisos.
As efemérides precisas são disponibilizadas de diversas formas e em diversos formatos conforme o
órgão que a disponibiliza. O IGS, por exemplo, disponibiliza três tipos de efemérides:
Final, que leva 12 dias para a disponibilização, Rápida, disponibilizda em 17 horas e ultra rápida
disponibilizada a cada 6 horas. A NGA disponibiliza as efemérides precisas a cada três dias.
Todos os softwares de processamento de dados GPS/GNSS estão aptos para utilizar as efemérides
precisas, sendo eles de uso científico ou não, bastando utilizar o formato compatível com o mesmo.
Os procedimentos de campo utilizados para os rastreios, visando a utilização das efemérides
precisas, são exatamente os mesmos dos rastreios visando a utilização das efemérides transmitidas,
ou seja, o tempo de ocupação dos pontos deverá ser o mesmo. Tempo de ocupação dos vértices
muito curto poderá ocasionar uma precisão igual ao do processamento utilizando efemérides
transmitidas, eliminando assim as vantagens da utilização das efemérides precisas. As condições de
rastreabilidade também deverão ser adequadas haja vista que a utilização das efemérides precisas
não anula os efeitos de multicaminhamento ou dificuldade de rastreio do sinal de satélite
devido à vegetação.
2 - Processamento e ajustamento
Para comprovar o aumento da precisão utilizando-se efemérides precisas foi realizada uma
poligonal geodésica GPS, com origem e fechamento nas estações da RBMC - Rede Brasileira de
Monitoramento Contínuo com linhas de base longas, bom tempo de rastreio e boas condições de
rastreabilidade.
A poligonal foi executada em 7/8/2007 e teve origem no vértice da RBMC de Porto Alegre - RS,
passando pelo vértice SAU-1-MD e teve o fechamento no vértice da RBMC de Santa Maria - RS.

A figura 01 mostra a disposição da poligonal.


Foi utilizado para o rastreio do vértice SAU-1-MD um receptor Topcon, modelo Hiper Lite rastreando
satélites do sistema GPS e GLONASS com taxa de gravação de 15 segundos para que ficasse com
a mesma taxa de gravação da RBMC.
O processamento dos dados foi realizado no software Topcon Tools. A poligonal foi processada
utilizando-se efemérides transmitidas e efemérides precisas.
As efemérides precisas foram obtidas a partir do site da NGA - National Geoespatial Intelligence
Agency, cujo endereço eletrônico é: http://earth-info.nga.mil/GandG/sathtml/PEexe.html.
Após o processamento dos dados, as poligonais foram ajustadas em uma planilha do excel e após o
ajustamento foi realizada a comparação entre os dados obtidos.
3 - Procedimentos
Os procedimentos de criação do projeto e sua configuração no TopconTools, descarga dos
receptores GPS e introdução dos atributos já foram descritos na edição anterior na MIRA.
Para a aquisição e importação do arquivo, contendo as efemérides precisas, realiza-se os seguintes
procedimentos.
Observação: Alguns orgãos disponibilizam as efemérides classificadas e nomeadas para consulta
conforme o calendário juliano, portanto deve-se ter em mãos a semana GPS e o dia da semana em

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que foi realizado o rastreio, por exemplo, um rastreio realizado no dia 6 de abril de 2008 foi realizado
no dia 097 do calendário juliano, semana GPS número 1474 num domingo, dia da semana número 0
( os dias da semana são numerados de 0, que é domingo, até 6, no sábado ). Estes dados podem
ser consultados no calendário GPS desta edição.
3.1 - Selecionar o em que órgão será adquirido o arquivo, neste caso será adquirido na página do
NGA que disponibiliza as efemérides para consulta baseado num calendário gregoriano e a
disponibilização das efemérides é a cada três dias.
3.2 - Após localizar o arquivo do dia de interesse baixa-se o arquivo compactado que pode ser
descompactado automaticamente sem a necesidade de um software específico ( este arquivo é um
arquivo executável ). O arquivo de efemérides é um arquivo importável pela maioria dos softwares de
processamento.
3.3 - Para importar o arquivo de efeméride para o TopconTools basta realizar o mesmo procedimento
para a importação dos arquivos do rastreio como mostram as figuras 2 e 3:

Figura 02 – Importação do Arquivo

Figura 03 – Arquivo de efemérides precisas

23
3.4 - Após a importação do arquivo das efemérides precisas, processa-se os dados e realiza o
ajustamento das observações GPS da forma tradicional.
3.5 - Se tudo ocorreu bem durante o processamento, na aba de observações GPS, em efemérides
será observado que ao invés de estar indicado efemérides transmitidas ( broadcast ) estará
indicado efemérides precisas ( precise ) como mostram as figuras 03 e 04.

Figura 04 – Processamento realizado com efemérides transmitidas

Figura 05 – Processamento realizado com efemérides precisas


3 -Análise dos resultados
Analisando os resultados das poligonais, processadas com efemérides precisas e transmitidas, pode-
se observar um aumento significativo da precisão, tanto no componente das coordenadas como no
componente vertical.
No eixo da ordenada N, com efemérides transmitidas o erro de fechamento foi de -0,021 m. Com as
efemérides precisas, o erro caiu para -0,009 m, ou seja, uma diferença de 0,012 m.
No eixo da abicissa E, com efemérides transmitidas o erro de fechamento foi de -0,039 m. Com
efemérides precisas o erro caiu para -0,014 m, ou seja, uma diferença de 0,025 m.
Analisando os dois eixos em conjunto, verifica-se que o erro linear de fechamento no processamento
com as efemérides transmitidas foi de 0,044 m com uma precisão relativa de 1:17.108.218,090. Com
a utilização das efemérides precisas o erro linear de fechamento da poligonal geodésica foi de 0,017
m com uma precisão relativa de 1:45.531.755,595, ou seja, um aumento de precisão de quase três
vezes.
Quanto a precisão altimétrica, com o processamento uitlizando as efemérides transmitidas, o erro de
fechamento foi de 0,021 m.
Utilizando-se as efemérides precisas no processamento, o erro de fechamento foi de 0,010 m, ou
seja, uma diferença de 0,011 m. A precisão ficou mais que duas vezes melhor. Com isso, a precisão
relativa, para a poligonal de 757,799 Km, passou de 0,028 mm/Km com o processamento utilizando
efemérides transmitidas para 0,013 mm/Km com o processamento utilizando as efemérides precisas.
As figuras a seguir mostram a planilha de ajustamento da poligonal processada com efemérides
transmitidas e o ajustamento da poligonal processada com as efemérides precisas.

Figura 06 - Planilhas de ajustamento da poligonal geodésica com efeméride transmitidas e precisas


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4 - Conclusão
Dependendo do prazo disponível para a entrega de um trabalho e da precisão exigida para o
mesmo é bastante interessante a utilização das efemérides precisas.
A precisão das poligonais processadas com as efemérides precisas ficaram com uma média superior
a 60 % do que as poligonais processadas com as efemérides transmitidas.
No entanto as efeméride transmitidas podem continuar a ser utilizadas, pois nem sempre será
possível processar os dados com as efemérides precisas em trabalhos de urgência.
O teste realizado refere-se a linha de base longa, uma vez que praticamente não há diferença entre
as precisões entre poligonais processadas com efemérides transmitidas e precisas em linha de base
curta. O que pode-se ganhar é em tempo de rastreio que pode ser um pouco menor se utilizadas
efemérides precisas para linha de base curta.
Para o apoio da topografia não é necessária a utilização de efemérides precisas, pois não há
razão de se obter uma precisão maior do que a exigida para o trabalho.
Para redes de referência recomenda-se a utilização das efemérides precisas, pois a
precisão destas redes devem ser a melhor possível.
Este trabalho deve ter continuidade para verificar o comportamento da precisão em linhas de
base intermediária de 100 a 200 Km.
http://www.mappinginteractivo.com/plantilla-ante.asp?id_articulo=435

EFEMÉRIDES PRECISAS GPS POR INTERNET


Guillermo Piriz Mira. Profesor titular de la EUITI-ITT de Vitoria. Asier Murgiondo Ortíz de Zarate. Juan Inazio Aizpuru Arrizabalaga.
Alumnos de la EUITI-ITT de Vitoria. Enero de 1999
RESUMEN - En el presente artículo se trata de una serie de comparaciones entre las efemérides precisas
recogidas en internet y las efemérides recibidas por los receptores en tierra, realizando una comparación entre
las precisiones alcanzables por los correspondientes tratamientos de datos (con y sin efemérides precisas).
Inicialmente se realiza una descripción de las efemérides precisas y su localización en internet para ser
posteriormente utilizadas en el proceso de datos de las observaciones GPS.
Consultoria Redes e Wireless
Simeão Dias Gomes GPS  Servidor seguro
Windows
Informática
Eng Agrônomo
Topógrafo/Geomensor
Piloto Civil
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(com maior resolução que os usados em computadores e notebooks: menos de R$1000,00 – veja mais no blog
abaixo) facilitam a leitura dos textos diretamente na tela. Use menos papel e mais a mídia 
domingo, 22 de fevereiro de 2009
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Pelotas RS S31° 46' 09.3" W52° 20' 27.1"
Fraiburgo SC S27° 00' 12.6" W50° 57' 45.8"
www.simeaogomes.blogspot.com
g-men@pop.com.br (alternativo)

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