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Educandário Santa Teresinha

Caicó, 23 de Setembro de 2010


Murilo José Simplício Lopes Dias
Professora: Sandra.
Disciplina: História do RN.
Série: 3ª.
Turma: “U”

A Segunda Guerra Mundial, iniciada em setembro de 1939,


foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua
longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em
todos os continentes (direta ou indiretamente). O número de
mortos superou os cinqüenta milhões havendo ainda uns vinte e
oito milhões de mutilados. Por meio desse trabalho mostrarei os
efeitos da Segunda Guerra Mundial no mundo e no Brasil, com
maior foco no Rio Grande do Norte.
A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que
durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do
mundo – incluindo todas as grandes potências – organizadas em
duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra
mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de
militares mobilizados. Em estado de "guerra total", os principais
envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica,
industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando
de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por
um número significante de ataques contra civis, incluindo o
Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram
utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da
humanidade, com mais de setenta milhões de mortos.
Geralmente considera-se o ponto inicial da guerra como
sendo a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista em 1 de
setembro de 1939 e subsequentes declarações de guerra contra
a Alemanha pela França, Império Britânico e o Commonwealth.
Alguns países já estavam em guerra nesta época, como Etiópia
e Itália na Segunda Guerra Ítalo-Etíope e China e Japão na
Segunda Guerra Sino-Japonesa. Muitos dos que não se
envolveram inicialmente acabaram aderindo ao conflito em
resposta a eventos como a invasão da União Soviética pelos
alemães e os ataques japoneses contra as forças dos Estados
Unidos no Pacífico em Pearl Harbor e em colônias ultramarítimas
britânicas, que resultou em declarações de guerra contra o
Japão pelos EUA, Países Baixos e o Commonwealth Britânico.
A guerra terminou com a vitória dos Aliados em 1945,
alterando significativamente o alinhamento político e a estrutura
social mundial. Enquanto a Organização das Nações Unidas era
estabelecida para estimular a cooperação global e evitar futuros
conflitos, a União Soviética e os Estados Unidos emergiam como
superpotências rivais, preparando o terreno para uma Guerra
Fria que se estenderia pelos próximos quarenta e seis anos.
Nesse interím, a aceitação do princípio de autodeterminação
acelerou movimentos de descolonização na Ásia e na África,
enquanto a Europa ocidental dava início a um movimento de
recuperação econômica e integração política.
Embora estivesse sendo comandado por um regime ditatorial
simpático ao modelo fascista (o Estado Novo getulista), o Brasil
acabou participando da Guerra junto aos Aliados. Além da
pressão popular, a partir de Fevereiro de 1942 submarinos
alemães e italianos iniciaram o torpedeamento de embarcações
brasileiras no oceano Atlântico em represália, segundo os diários
de Goebbels, à adesão do Brasil aos compromissos da Carta do
Atlântico (que previa o alinhamento automático com qualquer
nação do continente americano que fosse atacada por uma
potência extra-continental).
De fundamental importância para que o governo brasileiro
paulatinamente se alinhasse com os Estados Unidos e,
consequentemente, com a causa aliada, a partir de Pearl
Harbor, foram: as tentativas veladas de ingerência nos assuntos
internos brasileiros por parte da Alemanha e Itália,
especialmente a partir da implantação do Estado Novo; a
progressiva impossibilidade, a partir do final de 1940, de manter
relações comerciais estáveis e efetivas com esses países devido
à pressão naval britânica e, posteriormente, americana; e a
chamada política de boa vizinhança praticada pelo então
presidente Roosevelt, que, entre outros incentivos econômicos e
comerciais, financiou a construção de uma gigantesca
siderúrgica, a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
Devido à pressão popular, após meses de torpedeamento de
navios mercantes brasileiros, finalmente o Brasil declarou
guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista, em agosto de
1942. A Força Expedicionária Brasileira teve sua formação
inicialmente protelada por um ano após a declaração de guerra.
Por fim, seu envio para frente de batalha foi iniciado somente
em julho de 1944, quase dois anos após a declaração. Foram
enviados cerca de 25 000 homens, de um total inicial previsto
de 100.000.
Mesmo com problemas na preparação e no envio, já na Itália,
treinada e equipada pelos americanos, a FEB cumpriu as
principais missões que lhe foram atribuídas pelo comando
aliado. No entanto, mal terminada a guerra, temendo uma
possível capitalização política da vitória aliada por membros da
FEB, dada a contribuição desta à mesma, mesmo que modesta,
decidiu o governo brasileiro desmobilizá-la oficialmente ainda
em solo italiano. A seus membros, no retorno ao país, foram
impostas restrições, os veteranos não militares (que deram
baixa ao retornar) foram proibidos de utilizar em público
condecorações ou peças do vestuário expedicionário, enquanto
os (veteranos militares) profissionais foram transferidos para
regiões de fronteira ou distantes dos grandes centros.
No entanto, a participação do Brasil na guerra e a forma
como a mesma se desenrolou contribuíram decisivamente para
o fim do regime do Estado Novo, como já sinalizava o Manifesto
dos Mineiros em 1943.
Assim, embora mais vigorosa que a participação na Primeira
Guerra Mundial, considerando o jogo político e diplomático
travado entre americanos e alemães pelo apoio brasileiro e os
números da real contribuição tática e estratégica que o país
proporcionou comparados aos de outros países aliados (a FEB,
por exemplo, era apenas uma entre 20 divisões aliadas na Itália,
tendo atuado num setor, embora relativamente importante,
secundário na frente italiana, num momento em que esta
mesma frente se tinha tornado de menor importância para
ambos os lados); a modesta participação brasileira na Segunda
Guerra pode no geral ser equiparada à do Japão na Primeira
Guerra Mundial. Se de um lado, em termos numéricos e táticos,
os brasileiros tiveram no segundo conflito mundial uma
participação maior na causa aliada que os japoneses três
décadas antes, por outro lado os nipônicos, entre as décadas de
1920 e 1930, souberam capitalizar melhor política e
estrategicamente a nível internacional sua participação no
conflito de 1914-18.
Agora com foco maior em Natal, originalmente, os EUA
pretendiam construir bases por todo o nosso país para impedir a
invasão da região por parte do Eixo. Posteriormente, decidiram
concentrar seus esforços no Nordeste do país porque por ali
poderiam enviar aeronaves diretamente para as frentes de luta.
Com o inverno rigoroso no Atlântico Norte, os aviões que faziam
a rota da Groelândia. A mais importante das bases ficava no
município de Parnamirim, vizinho à capital Natal, no estado do
Rio Grande do Norte. Esta base, chamada de "Trampolim da
Vitória", foi de especial importância para o esforço de guerra
aliado antes do desembarque de tropas Anglo-Americanas no
Norte da África, em novembro de 1942 na Operação Tocha.
A partir da estabilização da frente italiana em fins de 1943 e
do enfraquecimento da campanha submarina alemã, as bases
americanas em solo brasileiro foram sendo progressivamente
desativadas ao longo de 1944-45, embora na da ilha de
Fernando de Noronha os americanos tenham permanecido até
1960. Rumo à Grã-Bretanha tiveram, por causa das horríveis
condições climáticas, que realizar a rota do Brasil. Enfim, a
região teve uma importância fundamental na vitória dos Aliados
na guerra.
A presença norte-americana em Natal mudou os hábitos de
uma pequena cidade nordestina, mudando completamente o
modo de vida da cidade nordestina, trazendo novos produtos
como exemplo (Natal foi a primeira cidade brasileira a conhecer
o chiclete e a coca-cola). Lenine Pinto relata que "dos bares
vazava a música das Wurlitzers, das lojas o burburinho de
consumidores ávidos e, quando as ruas esvaziavam-se,
acendiam-se os salões de bailes, fluíam fantasias (...) Naquele
tempo as festas sucediam-se freneticamente, dançava-se
freneticamente, amava-se freneticamente".
A Cidade do Natal modificou-se de maneira muito
significativa com a presença do grande número de militares
estrangeiros aqui sediados. Do entrosamento entre americanos
e jovens natalenses resultaram alguns casamentos.
Surgiram associações recreativas como, por exemplo, os
"Clubes 50". Tanto o Aéro Clube como igualmente o "Clube
Hípico", foram alugados com o objetivo de realizar bailes. A
finalidade principal, certamente, era promover uma maior
integração dos militares norte-americanos com a população
natalense. Houve, por causa disso, uma invasão de ritmos
estrangeiros: "rumba", "conga", "bolero".
As moças passaram a agir com mais autonomia e, conforme
relata Lenine Pinto, "tendo incorporado modos e modismos
americanos, algumas aproveitaram para alongar o passo:
começaram a fumar (por ser o Chesterfield um cigarro
"fraquinho", era a desculpa); a bebericar "Cube Libre" (com a
Coca-Cola inocentando a mistura de rum) e a pegar os primeiros
"foguinhos".
Natal perdia aos poucos suas características de cidade
pequena, com seus habitantes levando uma vida modesta e
tranqüila. Tomando inclusive um aspecto cosmopolita, com a
passagem, pela cidade, de pessoas de outras nacionalidades,
com direito a figuras importantes: D. Francis J. Spellman
(arcebispo de Nova York), Bernard (príncipe da Holanda), Higinio
Morringo (presidente do Paraguai), Sra. Franklin D. Roosevelt
(esposa do presidente dos Estados Unidos), Sr. Noel Cherles
(embaixador do Reino Unido no Brasil), etc.
Os preços aumentaram por causa da injeção de dólares na
economia local. A influência norte-americana se fez sentir
também na linguagem, com a introdução de algumas palavras e
expressões inglesas, exemplificadas por Clyde Smith Junior:
"change money" (troque dinheiro), "drink beer" (beba cerveja),
"give me a cigarrette" (dê-me um cigarro), "blackout"
(blecaute), etc. Outro fato lembrado pelo mesmos autor: "de
uma cidade pequena e desconhecida, passou a ser conhecida
por milhões de americanos e outros aliados".
Depois disso, a cidade não parou de crescer e, no ano 1999,
aniversário de 400 anos da cidade, Natal já estava com 700 mil
habitantes. Hoje em dia a cidade transita por um processo para,
talvez, tornar-se a próxima metrópole brasileira. Das capitais do
Nordeste é a cidade em que residem mais estrangeiros e, no
Brasil, perde apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário
Camboriú (Santa Catarina), com predomínio dos italianos,
portugueses, espanhóis e chilenos. É também muito procurada
por estudantes africanos (geralmente de Angola, Guiné-Bissau
ou Moçambique) e originários de países europeus
(principalmente dos países escandinavos, especialmente da
Islândia, Suécia e Noruega) para intercâmbio cultura.
Atualmente é uma cidade moderna, que apresenta os melhores
índices socioeconômicos do Nordeste, uma das menores
desigualdades sociais do país e uma economia moderna e
dinâmica. Devido a todos esses fatores, seus habitantes
usufruem de uma ótima qualidade de vida, em uma das capitais
que mais se desenvolvem hoje no Brasil.

Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial#Brasil_na_
Guerra
http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.h
tm
http://www.tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_11n.ht
m
http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0124.asp
http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal_%28Rio_Grande_do_Norte%29
http://nataldeontem.blogspot.com/2009/05/roosevelt-e-vargas-
em-natal.html