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AULA 10: Glicogênio

  • - O glicogênio é a reserva de glicose do corpo humano. As plantas, então acumulam amido como forma de armazenamento. E nós humanos, armazenamos glicogênio para as horas que não estamos alimentados.

  • - Onde o glicogênio fica? Ele fica majoritariamente no fígado e também no musculo esquelético. O musculo armazena cera de 10% e o

  • - o Glicogênio hepático que é responsável pela manutenção da normoglicêmica, nos

horários que estamos entre as refeições ou em jejum por muito tempo.

  • - O glicogênio muscular está relacionado a produção de energia durante um exercício

intenso. Quando nos exercitamos, precisamos de mais energia. Quando estamos em atividade física um hormônio chamado epinefrina sinaliza para o musculo quebrar o glicogênio. Esse hormônio também está associado aos momentos de luta ou fuga; quando precisamos então que o corpo saia de repouso para fazer um exercício muito rápido, então temos uma liberação maior de epinefrina e isso sinaliza para o musculo quebrar o glicogênio muscular para a produção de energia por meio da glicólise.

  • - O glicogênio é uma estrutura muito ramificada, com várias glicoses juntas. A cadeia

de glicogênio tem pontos de ramificação, onde a cadeia se ramifica e tem os terminais finais não redutores, onde as enzimas tanto de síntese quanto de degradação atual no glicogênio. E tem um final redutor onde a cadeia começa. E tem um final de cadeia,

que são os finais não redutores onde as enzimas vão atuar.

  • - Na estrutura do glicogênio, casa glicose é ligada a outra por meio de uma ligação

chamada de α(1 4), logo, o carbono 4 de uma glicose é ligado ao carbono 1 da

próxima glicose. E além dessa ligação, existe outra chamada de α(1 6), onde, o

carbono 1 se liga ao carbono 6 de outra glicose e ai formam-se os pontos de ramificação glicogenica. Sempre, as enzimas atuam nos finais redutores, são onde as glicoses são quebradas primeiro.

  • - Porque são finais não redutores e redutores? O carbono 1 da glicose é um carbono anômero, pq a primeira glicose é chamada de glicose redutora? O carbono 1 apresenta

uma carbonila. Nós sabemos que a glicose se encontra tanto no estado linear quanto no estado cíclico; Então, quando a cadeia estás linear, o carbono um apresenta uma carbonila que pode doar elétrons, por isso ele é chamado de redutora. Quando ele está cíclico, ele não pode. Então, na última glicose, ele está fazendo uma ligação covalente com outra glicose, então ele não está disponível para doar elétrons, então ele é chamado de não redutor.

  • - Glicogenólise: Quebra do glicogênio. * Essa quebra sofre primeiro uma fosforólise, por uma enzima chamada glicogênio fosforilase; Depois, ela sofre um remodelamento da cadeia; em seguida, uma

desramificação; e por último, uma conversão. Além disso, o produto dessa Glicogenólise é um glicose-1-fosfato, essa glicose tem que ser convertida a glicose-6- fosfato para ter os seus destinos no corpo.

  • - Quais são os destinos dessa glocose-6-fosfato tem no nosso corpo? Eu quebro

glicogênio para ter energia, pois não tenho energia disponível. Se for o glicogênio muscular, eu preciso então, que isso sintetize ATP, se eu to em momento de atividade ou luta ou fuga, eu preciso de ATP para continuar esse movimento de intensidade. Logo, se a glicose-6-fosfato estiver no músculo, ela vai para a via da glicólise. Se o glicogênio for quebrado e formar glicose-6-fosfato no fígado, ela vai para a gliconeogenese. Pq para ter quebrado glicogênio no primeiro momento, eu preciso estar em um estado de jejum e glicose-6-fosfato vira glicogênio no músculo, então

quebrei o glicogênio, virou glicose-6-fosfato. No fígado se eu tiver alta concentração de Glicose-6-fosfato ela vai formar glicogênio de novo, antes, ela vai ser distribuída pelo corpo para satisfazer a necessidade das outras partes do corpo, em algum momento, quando essa glicose-6-fosfato aumentar no fígado, então ela vai para a via na gliconeogenese

  • - Partes da Glicogenólise:

* fosforólise: Quebra por fosfato; Temos uma cadeia de glicogênio, uma glicose ligada na outra por uma ligaçãoα(1 4) e o fosfato ataca a ligação α(1 4) e libera

uma glicose-1-fosfato. Então esse fosfato atraca a α(1 4) se liga a glicose livre e sai como glicose-1-fosfasto. Quem atua nessa reação é a enzima glicogênio fosforilase.

- Nós somos capazes de nos alimentarmos de glicogênio quando comemos carne de animais. Então, podemos ingerir glicogênio via oral. Quando o glicogênio está no sistema do trato digestivo, sofre ação das amilases. As amilases (tanto a α, quanto a β) atacam o glicogênio de uma forma diferente. Essa quebra não é uma fosforólise, e sim uma hidrolise. Então, as α-amilases atacam a cadeia de glicogênio de forma aleatória e fazem uma quebra por hidrolise no glicogênio. Já as β-amilases atacam somente as extremidades não redutoras e quebram maltoses (dissacarídeos), então, sempre que a β-amilase atua ela libera maltoses. Já as alfas pode ser tanto uma glicose, como uma maltose, ou um polissacarídeo ...

  • - A amilase quebra o glicogênio também mas somente quando você se alimenta do

glicogênio que está em carne. E aí a amilase vai atuar no trato digestivo. E a glicogênio

fosforilase, que ataca somente a extremidade não redutora, não quebra de qualquer maneira; Então, as amilases quebram em pedaços um pouco menores e a glicogênio fosforilase libera uma glicose por vez.

  • - A glicogênio fosforilase vai quebrando uma glicose por vez na cadeia, e vai liberando glicose-1-fosfato. Quando ela chega a 4 glicoses de uma ramificação, essa glicogênio

fosforilase para, e não quebra mais. Aí entra uma outra enzima, que faz o remodelamento da cadeia do glicogênio. Essa enzima pega a cadeia de glicogênio da

ramificação, corta e emenda na cadeia de baixo, é isso que a enzima de desramificação (Oligo(α1-4) glican-transferase) faz. Então, ela desramifica a cadeia ramificada. Mas ainda sobrou uma glicose ligada na cadeia, então, ela tira essa glicose e a libera em algum outro momento.

Imagem: Degradação do glicogênio.

ramificação, corta e emenda na cadeia de baixo, é isso que a enzima de desramificação (

Resumindo: Fosforólise, glicogênio- fosforilase ataca extremidades não redutoras liberando glicose-1-fosfato. Quando eu chego a um ponto de distância da ramificação de 4 glicoses, a glicogênio fosforilase para e entra em ação a enzima de desramificação; Essa enzima pega a cadeia ramificada e liga a cadeia de baixo; Retira a glicose que está ligada a ligação α(1 6) e forma uma cadeia linear. Quando a cadeia linear é formada, a glicogênio fosforilase volta a atuar e a quebrar o glicogênio em glicose-1-fosfato de novo.

  • - Depois que as glicoses-1-fosfatos são liberadas, elas precisam entrar em alguma via

útil. Para isso, é preciso que ela forme glicose-6-fosfato. Então, pela ação da enzima fosfoglicomutase, eu transformo: glicose-1-fosfato em glicose-6-fosfato. Com isso, quando transformo em glicose-6-fosfato eu posso utiliza-la em alguma via que esteja sendo útil no momento.

  • - Como que acontece essa mudança do fosfato, como eu o tiro da posição 1 e o levo a posição 6? No sitio catalítico da enzima fosfoglicomutase, existe um resíduo de serina

que está fosforilado; Então, a glicose-1-fosfato, entra no sitio catalítico, a enzima fosfoglicomutase fosforila a glicose-1-fosfato na posição 6 e pega o fosfato na posição 1 e liga na serina dela; Aí a glicose-6-fosfato é liberada.

  • - Produzi glicose-6-fosfato. Se eu tiver no musculo, ela vai para a via da glicólise, pq se eu quebrei o glicogênio no musculo é pq eu estou em atividade. Então, eu preciso fazer a via da glicólise para produzir energia. Se eu quebrei o glicogênio no musculo, ele vai para a gliconeogenese produzir glicólise.

  • - A Gliconeogenese acontece 90% no fígado e 10% nos rins.

  • - Para fazer gliconeogenese a partir da glicose-6-fosfato, eu preciso de apenas uma

reação. Pois, na gliconeogenese, a última reação é a que transforma glicose-6-fosfato em glicose pela ação da enzima glicose-6-fosfatase; Então, quando eu libero glicose-6- fosfato do glicogênio, eu vou para a via da gliconeogenese e por uma reação, eu consigo produzir glicose. A Glicose-6-fosfatase, que é a enzima responsável por produzir a glicose, é uma enzima que é compartimentalizada; Então, ela está na

membrana do RE, então, ela n está solta no citossol. Então, Glicose-6-fosfato entra pelo transportador de gflicose-6-fosfato no lúmen do RE; Aí ele pode sofrer a ação da glicose-6-fosfatase e produzir glicose.

  • - Quem tem a enzima Glicose-6-fosfatase? Por mais que no musculo tenha todas as

outras enzimas gliconeogênicas, ele não tem a glicose-6-fosfatase; Então, o musculo não é capaz de fazer a Gliconeogênese. Quem tem a glicose-6-fosfato na membrana do RE, é o fígado e os rins. O fígado produz a maioria das reações de gliconeogênese. Essa glicose que é produzida no lúmen do RE, é levada para fora por transportadores na Memb do RE e levada para o sangue pela GLUT2.

  • - Em que condições precisa-se fazer a gliconeogenese? Em jejum; Ou entre as refeições.

  • - Síntese do glicogênio: Glicogênese. * 1) Conversão Fosfoglicomutase. - Preciso transformar glicose-6-fosfato- em glicose-1-fosfato. Quem faz isso é a enzima fosfoglicomutase, de que maneira? Ela põe um fosfato na posição 1; e aceita um fosfato da posição 6.

  • - Após produzir a glicose-1-fosfato, eu tenho que ter uma etapa de ativação da glicose-

1-fosfato. Como que ela é ativada? Por meio da formação de UDP-Glicose. A UDP- Glicose é a glicose no seu estado ativado para a glicogênese. Então, uma glicose se liga

a um nucleotídeo UDP (uracila ligada). A glicose-1-fosfato reage com uma UTP por meio da ação da enzima UDP-glicose Pirofosforilase e forma UDP glicose + um pirofosfato.

  • - A glicose-1-fosfato por meio da enzima UDP-glicose Pirofosforilase, reage com UTP e

forma UDP glicose + pirofosfato. A UDP-glicose é o açúcar ativado para a síntese de glicogênio; Aí, a enzima Pirofosfatase-inorgânica quebra o pirofosfato em 2 fosfatos.

  • - Aí, já tem o açúcar ativado. Com isso, eu vou começar a ligar os açúcares para formar a cadeia; Com isso, vem a etapa de alongamento, que é ligar uma glicose a outra e formar glicogênio. Essa UDP-glicose, por meio da enzima glicogênio-sintase, atua no carbono 4 de uma glicose que já está em uma cadeia de glicogênio. Essa UDP-glicose, vem na extremidade não redutora da molécula e deixa mais uma glicose e libera UDP.

  • - Para a glicogênio-sintase atuar, é preciso ter uma cadeia pré-pronta de 8 glicoses

para que a glicogênio-sintase consiga ligar as glicoses da UDP-Glicose.

  • - Então, quando eu quebro glicogênio, eu não quebro total? Eu sempre deixo uma

cadeia de 8 para poder sintetizar depois? NÃO. Para isso, existe uma enzima chamada Glicogenina que é responsável por fazer esse início de cadeia; Logo, é a glicogenina que forma as primeiras cadeias de 8 glicoses que vão dar início a síntese de glicogênio.

- A glicogênio-sintase que é a que adiciona as glicoses nas extremidades não redutora, ela faz as ligações α(1 4); As enzimas de ramificação fazem as ligações α(1 6); Então, é a enzima de ramificação que é responsável por ramificar o glicogênio.

  • - Qual a importância da ramificação do glicogênio? É importante porque aumentas as chances de degradação do glicogênio por meio das extremidades não redutoras.

  • - Regulação. * glicogênio-fosforilase: Foi umas das primeira enzimas a ser descoberta.

- a glicogênio-fosforilase atua na degradação do glicogênio. Ela tem uma forma menos ativa e uma
  • - a glicogênio-fosforilase atua na degradação do glicogênio. Ela tem uma forma menos

ativa e uma ativa. Quando ela está ativa, ela está fosforilada nas duas extremidades de serina. Quando ela vai estar ativa? Quando eu tenho a ação do glucagon; o glucagon vai ativar a enzima que se chama fosforilase-b-cinase, e vai fosforilar a fosforilase-b no seus resíduos de serina; Além do glucagon, a adrenalina/epinefrina faz ela ativar pq tem resposta de luta ou fuga; adrenalina faz o glicogênio ser degradado no musculo para obter ATP. Então, o glucagon e a adrenalina ativam a fosforilase, ou seja, ativam a degradação de glicogênio.

  • - Quando ela perde os fosfatos, ela fica menos ativa.

  • - Quando eu tenho uma alta concentração de ATP e de glicose-6-fosfato, então, eu torno a enzima menos ativa. Logo, não preciso degradar o glicogênio

  • - quando eu degrado ATP, e por equilíbrio, eu tenho uma alta de AMP, a enzima se torna um pouco mais ativa que o normal.

- a glicogênio-fosforilase atua na degradação do glicogênio. Ela tem uma forma menos ativa e uma
  • - No fígado, a enzima tem dois sítios de ligação para glicose. Quando ela está

fosforilada (ativa) o sitio de ligação alosterico para glicose estão vazios; Quando eu tenho pouca glicose, o sitio fica vazio, e vou estar com ela fosforilada e precisarei degradar glicogênio. Quando eu começo a ter glicose livre no sangue, a glicose se liga nos sítios da enzima e ela muda a conformação da enzima e expõe os resíduos de serina. Quando a enzima está com os sítios catalíticos vazios, as serinas+P estão para dentro; Quando a glicose se liga nos sitos alosterico sinalizando que já tem muita glicose no sangue, ela muda a conformação da enzima, e ai os fosfatos ficam expostos; Quando esses fosfatos expostos pro meio, por meio outra enzima pode tirar esses fosfatos e tornar ela menos ativa. Quem atua é a insulina. Pois eu preciso de glicose livre, preciso estar alimentada, preciso ter uma forte de glicose no sangue para que essa glicose seja capaz de se ligar nos sítios alosterico e inativar a enzima; Mas para

isso eu preciso da ação do hormônio insulina; Quando eu tenho glicose livre no sangue, a quantidade de insulina aumenta, por isso, que tem uma resposta hormonal além da alostérica.

- No fígado, a enzima tem dois sítios de ligação para glicose. Quando ela está fosforilada
  • - Quando eu me alimento e aumento a quantidade de glicose circulante, essa glicose é

capaz de se ligar nos sítios alosterico e então, ela pode mudar a conformação dessa enzima e expõe os fosfatos ligados a serina; Só que, uma alta de glicose no sangue tem uma resposta hormonal também, que aumenta a quantidade de insulina; e ai, a insulina ativa uma enzima que retira os fosfatos da fosforilase, ai ela se torna menos ativas.

  • - A glicogênio sintase faz a síntese de glicogênio e também sofre regulação; A

glicogênio sintase é diferente da fosforilase, no sentido de, quanto ela ta fosforilada, ela ta menos ativa e quando está desfosforilada ela se torna ativa. Quando eu tenho a ação do glucagon, epinefrina, ou quando estou em jejum ou em resposta de luta ou fuga, eu preciso quebrar e não sintetizar. Então, isso sinaliza para uma proteína fosforilar uma outra enzima para fosforilar a glicogênio sintase. Quando então, eu tenho resposta da insulina, eu sinalizo para outra enzima retirar os fosfatos da glicogênio sintase e ai ela se torna ativa.

- A glicogênio sintase faz a síntese de glicogênio e também sofre regulação; A glicogênio sintase
  • - Quando eu tenho glucagon, significa que eu não estou alimentada e quando tenho

epinefrina, eu tenho uma resposta de luta ou fuga. Nessas duas situações eu preciso quebrar glicogênio; Então, eu preciso que essa enzima glicogênio sintase fique menos ativa, como ela fica menos ativa? Quando ela fosforila. Então, o glucagon e a epinefrina vão sinalizar para uma outra enzima fosforilar essa enzima; Aí eu me alimentei, os níveis de glicose subiram, e subiu também o nível de insulina; A insulina, então, sinaliza para outra enzima tirar os fosfatos pois agora eu quero a glicogênio sintase ativa para restaurar a glicogênio sintase que eu quebrei;