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INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ

Procedimento experimental 10 – Dilatação Térmica


Linear

TELÊMACO BORBA
Setembro 2016
1) OBJETIVOS

Determinar o coeficiente de dilatação linear de dois corpos de substâncias


diferentes e compará-los com os valores teóricos.

2) INTRODUÇÃO TEÓRICA

Um dos efeitos da variação de temperatura é a variação das dimensões de


um corpo. Essa variação é a chamada Dilatação Térmica. Já a chamada
dilatação linear se aplica somente a corpos em estado sólido e se dá em valores
consideráveis em apenas uma dimensão desse corpo, como por exemplo em
cabos, fios ou barras.
Se temos uma barra homogênea de comprimento L0 a uma temperatura
inicial θ 0 e a aquecermos até uma temperatura maior que θ0, perceberemos que
essa barra passará a ter um comprimento L maior que L0. Dessa maneira
podemos dizer que a dilatação linear ocorre de maneira proporcional ao
comprimento inicial L0 e à variação de temperatura. Além disso, temos de
considerar as propriedades do material do qual consiste o corpo analisado. Cada
material terá um coeficiente de dilatação linear (α), que será a constante de
proporcionalidade da equação da dilatação linear. A unidade de α é °C-1.
∆𝐿 = 𝐿0 . 𝛼. ∆𝜃 (1)

Na tabela 1 estão alguns valores teóricos de coeficientes de dilatação linear:


Tabela 1: Alguns valores teóricos de α

Substância Coeficiente de dilatação linear (ºC-1)


Alumínio 22 x 10-6
Cobre 17 x 10-6
Latão 19 x 10-6

3) DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO

3.1) Materiais:

• Dilatômetro linear;
• Corpo de prova em latão;
• Corpo de prova em alumínio;
• Corpo de prova em cobre;
• Duto flexível de saída com expansão;
• Batente móvel;
• Caldeira de vapor com tripé e haste;
• Termômetro;
• Duto flexível com entrada com sistema de engate rápido;
• Mufa metálica de retenção de segurança para haste;
• Tripé delta médio com sapatas;
• Medidor digital de temperatura com termopar tipo K;

3.2) Procedimento

Para iniciar o experimento com o corpo de prova em latão, primeiro


verificamos se o batente móvel (onde é acoplado o corpo de prova) estava
tocando na ponteira do medidor de dilatação. Utilizando a própria escala da base
metálica, medimos o comprimento inicial L0 do corpo de prova (medido de onde
estava a mufa no corpo de prova até o medidor de dilatação). Com o medidor
digital, medimos a temperatura inicial do corpo de prova, em seguida ligamos a
fonte de calor. O vapor gerado na caldeira se transmitiu através do duto flexível
e pelo corpo de prova, aquecendo-o. Aguardamos até o corpo de prova atingir o
equilíbrio térmico. Quando isso ocorreu, determinamos as temperaturas nos
pontos de entrada e de saída de vapor no corpo de prova. Com o valor mostrado
no medidor de dilatação, medimos a variação de comprimento ΔL sofrido pelo
corpo quando submetido à variação de temperatura ΔT. Repetimos esse mesmo
procedimento para o corpo de prova em alumínio e cobre

POSIÇÃO 1 MUFA
MEDIDOR DE DILATAÇÃO
CORPO DE PROVA CALDEIRA

BASE METÁLICA 500 mm


400 mm
300 mm

Figura 1: equipamento experimental

A figura 1 representa o equipamento experimental usado. Além deste, foram


utilizados os três corpos de prova, de latão, alumínio e cobre, além um medidor
digital de temperatura. Os dados coletados foram organizados para as
discussões e análises posteriores.

4) RESULTADOS E DISCUSSÃO

As temperaturas medidas da entrada e saída dos vapores no corpo de prova


coincidem, uma vez que esperamos ocorrer o equilíbrio térmico.
Os valores obtidos no procedimento tanto para o latão quanto para o alumínio
e cobre estão na tabela 2.
Tabela 2: Dados experimentais

Temperatura Temperatura Variação da Δ do


Substância Inicial Final (média) Temperatura comprimento
(média) (ºC) (ºC) (ºC) (mm)

Latão 22 68,5 46,5 0,66


Cobre 22 72 50 0,62
Alumínio 22 74,5 52,5 0,45

Tendo os valores de variação do comprimento, comprimento inicial e


variação da temperatura e modificando a equação (1) para:
∆𝐿
∝=
𝐿0 . ∆𝑇
Calculamos então os valores de coeficiente de dilatação linear para cada
substância dos corpos de prova e os comparamos com os valores teóricos.
(Tabela 3).
Tabela 3: Comparação entre α experimental e teórico

Coeficiente Coeficiente de
Substância de dilatação dilatação linear
linear teórico experimental
Latão 19 x 10-6 2,9 x 10-6
Cobre 17 x 10-6 3,1 x 10-6
Alumínio 22 x 10-6 2,9 x 10-6

Comparando os valores experimentais e teóricos, percebemos que esses


diferem consideravelmente entre si, o que podemos atribuir ao nível de pureza
das substâncias que constitui os corpos de prova e a eventuais erros
experimentais.
Ainda voltando à equação (1), e a reescrevendo desta maneira:
𝐿 = 𝐿0 . (1+∝. ∆𝑇) (2)
Essa equação nos retornará o valor real de comprimento dos corpos de prova,
nos três procedimentos de “diminuição” do mesmo para 500 mm, 400 mm e 300
mm.
5) CONCLUSÕES

A partir do que foi analisado no experimento, verificamos que a dilatação


térmica de uma substância depende de suas características (coeficiente de
dilatação linear) e se dá proporcionalmente à variação de temperatura e ao
comprimento inicial como visto pela equação (2) e previsto pela teoria, na
equação (1).
6) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HEWITT, Paul, G. Física Conceitual. 11. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
HALLIDAY, Resnick, W. Fundamentos de Física. Vol. 2. 8 ed. Editora LTC,
2009.
Só Física. Dilatação Linear. Disponível em:
<http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Dilatacao/linear.php>
Acesso em: 02/11/2016.