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Vitória, 01 de maio de 2018.

Saudações!

Amanhã, 2 de maio de 2018, quarta-feira, será dia de atividade escrita, valendo


nota de 0 a 10. A atividade terá duas questões, cada uma valendo 5 pontos.
Quem faltar só poderá fazer posteriormente mediante atestado médico.
Conforme explicado na última aula, vocês deverão usar, para essa atividade,
textos dos intelectuais que trabalhamos até agora, como Carlos Moore
(Racismo e Sociedade), Oracy Nogueira (Preconceito racial de marca e
preconceito racial de origem) e Kabengele Munanga (A mestiçagem no
pensamento brasileiro). Também, poderão considerar o filme CORRA, a
pesquisa de campo desenvolvida por vocês e o caso ocorrido com meu livro
Omo-Oba: Histórias de Princesas (Mazza Edições, 2009), no SESI Volta
Redonda/RJ. Será uma atividade dissertativa, individual e com consulta. Em
cada questão há um indicativo de textos a serem trabalhados, mas não quer
dizer que não possa usar outros, desde que trabalhados em sala de aula e
cada um de vocês terá liberdade para seguir com qualquer combinação de
referências aqui citadas, desde que trabalhadas por nós em sala de aula.
Respire fundo, busque inspiração e uma ótima atividade!

QUESTÃO 1:
As universidades brasileiras têm sido apontadas, em pesquisas com
jovens negros, como espaço de discriminação ou de omissão sobre
questões que interessam a este segmento da população. Uma dessas
questões é o racismo e seus efeitos na sociedade brasileira. Uma outra
poderia ser a história excluída dos bancos escolares sobre o continente
africano, questões sobre o racismo, discriminação racial e/ou estereótipo
ou mesmo uma história deturpada recontada sob paradigma da exclusão
e do primitivismo. Considerando os textos de Oracy Nogueira, Carlos
Moore, o ocorrido com o livro Omo-Oba, o filme CORRA e sua pesquisa
de campo, onde é que estas questões se encontram e de que forma?
Discorra sobre isso.

QUESTÃO 2:
A IMAGEM QUE VOCÊ VÊ

“... me dá o controle, vou apertar o botão!

1
A imagem que você vê é nada/ a imagem que você vê te
arregaça/Todos os dias milhares de emissoras mostram o melhor/ em
termos de ação e aventura/ civis desesperados/ polícia na captura/
Thaíde adverte/ absorver todas as informações dadas pela tv/ é
prejudicial à cabeça/ principalmente aquelas que não te ajudam em
nada/ às vezes eu estou em frente a tela e digo/ oras bolas! Dizem pra
eu não beber, não fumar/ mesmo assim me vendem a droga/ eu não
sou racista, mas sou radical; acompanhem meu raciocínio; minha
opinião e tal/ na tv parece que só o branco que escova os dentes/
compra carro, é professor, tem profissão.../ o negro só aparece como
empregado, vendendo bebida, ou pagando prestação/ quando vê um
gato pingado acha que tá muito bom.../ não seja escravo televisivo/ fique
atento a novos conhecimentos/ no Brasil do futuro, a era da informação/
tv a cabo, internet, globalização/ é claro que isso não está na mão da
maioria/ pois vejo lado a lado miséria e tecnologia/ grandes centros
urbanos/ todos modernizados/ periferia e favela sem saneamento
básico/ pensem nisto que eu falo, é real, não é boato/ aqui é Thaíde on-
line relatando os fatos.” (A imagem que você vê. Letra de Thaíde/
Maionese. Música de Dj Hum-CD Assim caminha a humanidade –
Trama, 2000).

Pense nos programas de TV aos quais você assiste. Nesses programas


há representantes dos povos negros, indígenas, asiáticos? E como são
representados? Sim. É de representação negra que você irá escrever
seu texto. Somente na década de 90 o Brasil viu um negro tornar-se
garoto-propaganda. Em 95, pela primeira vez, o país assistiu a uma
novela na qual havia uma família negra de classe média. Em 2000 uma
revista internacional elegeu a atriz Taís Araújo como uma das 25
pessoas mais bonitas do mundo. Associando os textos de Kabengele
Munanga sobre mestiçagem (caso tenha lido) ou mesmo textos de
Oracy Nogueira, Carlos Moore, o filme CORRA e sua pesquisa de
campo, como você desenvolveria uma reflexão acerca desse tema
REPRESENTAÇÃO, POPULAÇÃO NEGRA, RACISMO E/OU
MESTIÇAGEM?

Profª Kiusam de Oliveira


DTEPE/UFES