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RESPIRAÇÃO

• Processo pelo qual a E química dos


carboidratos é transferida para ATP, tornando-
se disponível para as necessidades imediatas
da célula.
C6H12O6 + 6O2  6CO2 + 6H2O + 38 ATP

• Função: produzir energia e compostos


intermediários para produção de aminoácidos,
DNA e outras substâncias.
• Pode-se medir a respiração da planta pela
quantidade de CO2 desprendido ou pelo O2
absorvido, obtendo-se assim o quociente
respiratório (QR), dado pela relação entre CO2 e
O2, geralmente próxima de 1 quando o composto
oxidado é o carboidrato.
QR = CO2
O2
• Quando o QR é menor que 1, indica a presença
de outros compostos oxidados e quando é maior
que 1, indica ocorrência de oxidação via
fermentativa;
• Todos os órgão da planta respiram, entretanto
esta é mais intensa nos órgãos de maior
desenvolvimento;
• Geralmente as moléculas geradoras de energia
são armazenadas como sacarose ou amido,
porém lipídeos e proteínas também são
importantes substratos no processo de
respiração;
• Uma etapa preliminar necessária para o início da
respiração é a hidrólise dos carboidratos até
monossacarídeos (glicose), usada tanto em
reações aeróbias como também anaeróbias.
• A respiração envolve 3 fases:
1. glicólise: não necessita de oxigênio e é
realizada no citoplasma. A molécula de 6C é
quebrada em 2 moléculas de 3C (piruvato);
2. Ciclo de Krebs: requer a presença de
oxigênio e ocorre dentro das mitocôndrias.
As moléculas de piruvato são oxidadas até
dióxido de carbono e água;
3. Cadeira transportadora de elétrons: requer e
presença de oxigênio e ocorre dentro das
mitocôndrias. Os elétrons são transportados
para níveis mais baixos de energia
• À medida que a molécula de glicose é oxidada,
parte de sua Energia é extraída e armazenada
nas ligações fosfoanidras do ATP;
• Em algumas plantas as cadeias
transportadores de elétrons produzem pouco
ATP e a maior parte da E contida no substrato
respiratório (amido) é liberada na forma de
calor (termogênese – Philodendron,
Monstera)
NAS CÉLULAS, A ENERGIA É ARMAZENADA
NAS LIGAÇÕES FOSFATO DA MOLÉCULA DE
ATP
ATP
• ATP = Adenosina tri-fosfato;
• Armazena nas suas ligações fosfatos a energia
liberada na quebra da glicose;
• Quando a célula precisa de energia para
realizar alguma reação química, as ligações
entre os fosfatos são quebradas, energia é
liberada e utilizada no metabolismo celular.
• O ATP é uma molécula formada pela união de
uma adenina e uma ribose, aderida a três
radicais fosfato
• As moléculas de NAD e FAD são aceptores
intermediários de hidrogênio, ligando-se aos
prótons (H+) “provenientes” das etapas da
respiração e cedendo-os para o oxigênio, que
é o aceptor final de hidrogênios
NAD FAD
Processos de liberação de energia:
• Aeróbios: ocorre com a participação do
oxigênio. Ele é o aceptor final de elétrons e
hidrogênios.

• Anaeróbios: Também chamado de


FERMENTAÇÃO. Acontece sem a utilização de
oxigênio. Os aceptores finais dependem do
tipo de fermentação.
GLICÓLISE
• Ocorre em 9 etapas, cada qual catalisada por
uma enzima diferente, no citoplasma celular,
sendo um processo anaeróbico;
• Inicia-se com uma molécula de glicose (6C),
que sofre fosforilação constituindo glicose 6-
fosfato. Esta sofre rearranjo, constituindo a
frutose 6-P, nova fosforilação e rearranjo
formando a frutose 1,6 bi-P;
• Posteriormente a mol de 6C é quebrada em 2
de 3C, através da enzima aldolase;
• Essa nova molécula possui formas inter-
conversíveis: gliceraldeído 3-fosfato e
diidroxicetona-fosfato;
A partir daqui a reação produz Energia
• As moléculas de gliceraldeído são oxidadas e o
NAD + é convertido em NADH (armazena E),
usada para recarregar a molécula de ADP,
formando o ATP;
• O grupo fosfato remanescente troca de posição,
há remoção de uma molécula de água e
rearranjo, formando assim o fosfoenol piruvato e
posteriormente o piruvato
6C

aldolase

3C 3C

segundo disponibilidade
de NADH e H+ pode ser
reduzida até glicerol para a
síntese de lipídeos
GLICÓLISE
A glicose penetra na célula na forma de
glicose-fosfato, sofre a degradação.

Origina:
2 ácidos pirúvicos + NADH + H+ .

NAD = NICOTINAMIDA ADENINA DINUCLEOTÍDEO


(Transfere H de um composto para outro)
Glicose + Consumo de 2 ATP

2 Ácidos Pirúvicos + 4H+ + Produção de 4 ATP


(2C3H4O3)

2H+ são transportados pelo NAD passando


Para o estado reduzido de NADH

Consumo de 2 ATP e Produção de 4 ATP

(RENDIMENTO ENERGÉTICO: 2 ATP)


EQUAÇÃO GERAL DA GLICÓLISE

C6H12O6 + 2ADP + 2P + 2 NAD = 2C3H4O3 + 2ATP + 2NADH

Esta etapa é indispensável pois fornece precursores para


diversas vias biossintéticas (ácidos graxos e esteróides)
e prepara o substrato para o ciclo de Krebs
VIAS AERÓBICAS
• O piruvato é intermediário básico no metabolismo
energético, podendo ser usado em diversas vias
metabólicas, dependendo das condições em que o
metabolismo ocorre, do organismo envolvido e da
disponibilidade de oxigênio;
• Na presença de O2 é completamente degradado à
CO2 (glicólise como fase inicial), resultando na
oxidação completa da glicose e grande produção de
ATP;
• As reações aeróbicas ocorrem em duas etapas, ciclo
de Krebs e cadeia transportadora de elétrons, dentro
das mitocôndrias
MITOCÔNDRIAS
• Formada por 2 membranas;
• Membrana externa é lisa e controla a entrada/saída
de substâncias da organela;
• Membrana interna contém inúmeras pregas
chamadas cristas mitocondriais, é seletiva (piruvato e
ATP) e nela ocorre a cadeia transportadora de
elétrons.
• Cavidade interna é preenchida por uma matriz
viscosa, onde podemos encontrar várias enzimas
envolvidas com a respiração celular, DNA, RNA e
pequenos ribossomos. É nessa matriz mitocondrial
que ocorre o ciclo de Krebs.
CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS

CICLO DE KREBS
• Antes de entrar no ciclo de Krebs o piruvato precisa
ser oxidado e descarboxilado. Nesta reação ocorre a
liberação de uma molécula de NADPH e formação de
2 grupos acetil (CH3CO), além da liberação de CO2;
• Cada grupo acetil une-se temporariamente à
coenzima A (CoA) formando a acetil-CoA;
• Os lipídeos e aas também podem ser convertidos em
CoA, entrando assim na cadeia respiratória
(triglicerídeos = glicerol + ac graxos);
• O aas podem converter-se em outros intermediários
do ciclo como α-cetaglutarato, oxalacetato e
fumarato
CH3
CO2 CoA CH3
C = O
C = O
C = O
NAD+ NADH + H+ CoA
O

PIRUVATO ACETILCO-A
CICLO DE KREBS
• Ocorre na matriz mitocondrial;
• Inicia-se com acetil-CoA, que combina-se com um
composto de 4C (oxalacetato) produzindo
composto de 6C (citrato). Neste processo a CoA é
liberada e combina-se com outro grupo acetil;
• O ac cítrico é convertido em isocítrico, que
necessita de Fe como co-fator, sendo
transformado em alfa-cetoglutárico (precursor de
aas); descarboxilação formando ac succinil, do
qual são removidos 2 H (FAD), formando ac
fumárico, que com a entrada de água produz o ac
málico; outros 2 H são removidos regenerando o
OAA.
ac málico

isocítrico

alfa-cetaglutarato

Ac fumárico
succinil
• O ac. oxalacético (OAA) é elemento de ligação
entre o ciclo de Krebs e a via glicolítica. Tanto ac
pirúvico como fosfoenolpiruvato podem
transformar-se em OAA e vice-versa;
• isto é importante pois em tecido em
desenvolvimento a demanda na biossíntese de
proteínas é muito grande (alfa-cetaglutarato e
OAA são precursores de aas) e a quantidade de E
necessária não seria suficiente apenas com o ciclo
de Krebs;
• Além disso o OAA também é responsável pela
conversão dos lipídeos e carboidratos nas
sementes oleaginosas durante a germinação
• Ao longo do ciclo, 2 dos 6 carbonos são oxidados
até CO2 e os outros C regeneram o OAA;
• A cada volta do ciclo um grupo acetil CoA é usado
e um OAA é regenerado;
• Parte da E é usada na conversão de ADP ATP e
outra parte para converter NAD+ em NADH, além
de um carreador de elétrons (FAD em FADH2);
• Todos os elétrons removidos durante a oxidação
do C são aceitos pelo NAD+ e FAD
CICLO DE KREBS
(Ciclo do ácido cítrico ou tricarboxílico)

O ácido pirúvico produzido na glicólise penetra


na matriz mitocondrial reagindo com com
CoenzimaA produzindo acetilCoA .

Há também a participação de NAD que se


transforma em NADH ao capturar H+.

C3H4O3 + CoA + NAD = AcetilCoA + CO2 + H+


EM RESUMO, NO CICLO DE KREBS:

Produz-se:

2CO2 + 3NADH + 1 FADH2

Há Consumo de 2 ATP e Produção de 4ATP

(RENDIMENTO ENERGÉTICO: 2 ATP)


CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS
• Ocorre na crista mitocondrial;
• Parte da E de oxidação da glicose é usada para
formar ATP no ciclo de Krebs, entretanto, a maior
parte da E permanece nos elétrons que foram
transferidos para o NAD+ e FAD+;
• Estes elétrons são transportados para níveis mais
baixos de E até o oxigênio (aceptor final),
ocorrendo a formação de ATP durante este
processo, que é denominado de fosforilaçao
oxidativa;
• Os carreadores de elétrons são constituídos
principalmente por citocromos, proteínas ferro
enxofre e quinonas
• A organização dos carreadores na membrana
permite que os prótons capturados de um lado
possam ser liberados do outro lado, gerando um
gradiente de prótons (eletroquímico) que ativa o
complexo ATP-sintase, constituído por 2 fatores:
Fo (embebido na membrana interna) e F1
(voltado para a matriz);
• Quando isolado, F1 hidrolisa ATP; porém quando
associado ao Fo promove a síntese de ATP,
usando a E liberada pela transferência do próton
através da membrana
• Os elétrons fluem através da cadeia apenas se
houver ADP disponível.
• Quando a exigência de E da célula diminui, menor
quantidade de ATP é usado e diminui o número
de ADP disponível, ocorrendo assim decréscimo
no fluxo de elétrons e na produção de Energia;
• A energia liberada pelos elétrons com alta
energia a partir de 1 glicose pode formar
26 ATPs.
2 ATP

GLICÓLISE 2 Ác. Pirúvico 2 AcetilCoaA

2 NADH CICLO DE KREBS


2 ATP (2 VOLTAS)

2 NADH 6 NADH

2 FADH2
CADEIA RESPIRATÓRIA

26 ATP
RENDIMENTO ENERGÉTICO
GLICÓLISE 2 ATP
(CITOSOL)

CICLO DE KREBS 2 ATP


(MATRIZ MITOCONDRIAL)

CADEIA RESPIRATÓRIA 26 ATP


(CRISTAS MITOCONDRIAIS)

Total = 30 ATP a partir de 1 glicose


VIAS ANAERÓBICAS
• Na ausência do oxigênio o piruvato não constitui
o produto final da glicólise. O NADH produzido na
oxidação do gliceraldeído 3-P é reoxidado até
NAD+ .
• Em muitas bactérias, fungos e células animais
este processo resulta na produção de lactato;
• Em leveduras e nas células vegetais, o piruvato é
degradado até etanol e CO2 onde a reoxidação do
NADH é precedida por descarboxilação
Fermentação
– Processo de degradação incompleta de
substâncias orgânicas, com liberação de
energia.
– Existem diversos tipos de fermentação, que
variam quanto ao produto final.
– No processo de fermentação o aceptor final
de hidrogênios é o produto final.
Fermentação Alcóolica
• Produtos Finais: etanol, CO2 e 2 ATPs

• Realizada por leveduras;

• produção aparentemente pouco eficaz no que


diz respeito à liberação de energia, pois uma
molécula de glicose rende 2 ATPs
Fermentação Láctica
• Realizada por bactérias do leite, empregada
na preparação de iogurtes e queijos;
• Também ocorre em nossos músculos em
situações de grande esforço físico;
• Também rende 2 ATPs por molécula de
glicose.
FERMENTAÇÃO ACÉTICA
• Na realidade é uma oxidação do etanol à ácido
acético, realizada por diversas bactérias
(Acetobacter, Gluconobacter, entre outras)
1. Discuta as diferenças básicas entre os processos de
fotossíntese e respiração, especialmente em termos de reação
geral.
2. Compare os processos de fotorrespiração das plantas com a
respiração.
3. Quais as consequências sobre o metabolismo respiratório
podem advir da aplicação de um inibidor da cadeia
transportadora de elétrons (íon cianeto) na mitocôndria?
4. Quais as funções básicas do Ciclo de Krebs?
5. Experimentos tem mostrado que a taxa de respiração em
folhas é maior no por do sol do que na alvorada. Explique este
comportamento.
6. Quais adaptações uma planta sujeita a alagamentos pode
desenvolver para garantir o suprimento de oxigênio à suas
raízes?

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