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Núcleo de Estudos Maçônicos

INVOCAÇÃO DE RECONCILIAÇÃO DOS CAVALEIROS

MAÇONS ELUS COHENS DO UNIVERSO

Nunca na história da humanidade, o Mistério esteve mais em


evidência e mais oculto ao mesmo tempo, apesar do advento da Internet
e da livre circulação de informações de todos os tipos. Mas por que isso
acontece?

Ora, não é menos verdade que o homem, nos dias atuais, se


encontra cada vez mais fascinado e atraído para o mundo material e
para os sentidos exteriores – as inovações tecnológicas de todos os tipos
estão aí para nos dar o testemunho diário desse fato.

Já no século XVIII, no qual o Movimento Iluminista atingia


grandes circulações de ideias e ideais, a ciência materialista também
evoluía na mesma proporção, explicando o mundo pelo mundo e
produzindo avanços tecnológicos e industriais que garantiriam no futuro
uma melhor qualidade de vida para os homens, mais lucros e,
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infelizmente, mais dependência externa. O que foi criado para servir e


facilitar o homem, sem dúvida, o escravizaria, mas não por ação de
demônios e diabos, e sim, pela ação do próprio homem com más suas
escolhas. Não se pode esquecer que, por mais forte que sejam os apelos
externos para boas ou más ações, o homem tem sempre a prerrogativa
de aceitá-las ou rejeitá-las. As lendas e histórias de vampiros nos dão
uma enorme lição a esse respeito: “Nenhum vampiro pode entrar em
sua casa, se não for convidado para isso”. Entenda sua casa como seu
corpo físico e seu Eu Interior, verdadeiro Tabernáculo do Divino ou
Templo de Jerusalém.

No século XVIII, ainda não existiam a luz elétrica, o automóvel, a


televisão, os aparelhos celulares, o microcomputador. O ser humano
tinha pouquíssimos acessos à informação não controladas e, quando
conseguia escapar ao jugo cruel da dominação religiosa e perceber um
mínimo aspecto da Verdade não imposta pela Igreja Romana, a ela se
aferrava com unhas e dentes e fazia daquilo o moto de sua vida.
Dedicava com intensidade e sinceridade, movido por um intenso desejo
de descobrir algo muito maior para além de sua curta passagem por
este mundo temporal. Por isso, vimos no século XVIII, século XIX e
início do século XX, o surgimento de adeptos de grande peso e grande
influência na vida espiritual e oculta da humanidade como Martinès de
Pasqually, Cagliostro, Saint-Martin, Willermoz, e tantos outros.

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Essa grande inspiração interior que fazia parte da vida e da
formação de muitos adeptos tem se extinguido a cada dia e se tornado
cada vez mais rara, dado aos encantos – quase hipnóticos – que o
mundo moderno e as novas tecnologias têm exercido sobre a mente da
maioria das pessoas, porém, como dissemos acima, porque o ser
humano se permite ser seduzido pela matéria e, no lugar de senhor
dela, torna-se seu escravo. Por isso a questão do sigilo, do segredo, do
Mistério continua fora do alcance da maioria, por mais escancarados,
expostos e revelados publicamente. É uma questão de atração, de
inclinação pessoal que atrairá aquele adepto adormecido para este tipo
de informação, não a sua divulgação – é preciso que haja uma conexão
magnética interior que produza essa atração, ela de per si nada é capaz.
Haja vista que os vídeos do You Tube com tantas coisas idiotas são os
que mais fazem sucesso, que agradam somente os mutilados mentais
alcança os milhões de acessos e curtições, ao passo que os voltados
para espiritualidade, para o desenvolvimento interior e para a vida
iniciática podem comemorar quando passa dos 200 acessos e soltar
fogos se chegam a 1000 acessos.

“O Segredo, o Mistério continuam preservados, pois para que


sejam redescobertos, é preciso que o ser humano volte seu
olhar para dentro de si mesmo, pois é em seu interior que se
encontra o Tabernáculo do Senhor ou o Santo dos Santos.”

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No entanto, é paradoxal dizer que nunca uma época foi tão


profícua para a formação de adeptos de grande qualidade iniciática
como os dias atuais, pois se soubermos aproveitar a herança do
passado e a unirmos com a facilidade de acesso, liberdade de
informação produzido pelas revoluções tecnológicas, somadas às nossas
escolhas pessoais em colocar o foco nas coisas certas, alcançaremos
níveis espirituais maiores do que todos nossos Mestres antecessores. É
o que eles esperam ansiosamente.

“A meditação, a iluminação da alma humana só pode vir de


dentro, é um esforço, um trabalho intransferível e cada
Maçon deve esforçar para reaver sua condição de Maçon
Primitivo, ninguém pode dá-la ou fazer o trabalho em seu
lugar. Isso está tão claro como o dia segue a noite no
simbolismo do malho, do cinzel e do avental a partir do Grau
de Aprendiz, que chamam a consciência do Maçon para a
necessidade do trabalho interior constante neste mundo
transitório, sem o qual a pedra bruta (corpo e eu físico) nunca
poderão se tornar a pedra cúbica (retidão e eliminação das
imperfeições morias) para dar lugar e fazer nascer de dentro
de cada um a pedra triangular (a pureza e brilho do espírito
ascensionado) – objetivo real da Grande Obra”.

Os símbolos maçônicos não servem apenas para serem lembrados


de maneira ritualística e simbólica, mas para serem transformados em
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chaves ativas e alquímicas da transformação interior; o que se consegue


por meio das operações espirituais das quais a Maçonaria se fez
guardiã, protetora e herdeira desde o Século das Luzes.

O texto abaixo é uma tradução feita do francês a partir de


documentos de domínio público do acervo de Jean-Baptiste Willermoz
que constam da Biblioteca Municipal de Lyon em que nos dá o Ritual de
Reconciliação praticado pelos Cavaleiros Maçons Elus Cohen do
Universo. Um dos objetivos da difusão do presente texto é de
demonstrar que a Maçonaria foi uma Ordem e uma Instituição
completa, capaz de apontar para o homem o caminho de retorno à sua
condição primitiva pelo despertar de suas qualidades superiores inatas.
Para lembrar ainda a cada Maçon sincero que não existe
aperfeiçoamento da sociedade que não comece pelo aperfeiçoamento de
si mesmo, pois da diversidade (10) se retorna à unidade (1). E daa
perfeição da Unidade Absoluta (1) se realiza a fraternidade e a perfeição
dos muitos de nossos irmãos desgarrados na diversidade (10) pelo mal
exercício de sua LIBERDADE, corrigindo com o prumo e a régua o
exercício dessa LIBERDADE. Lembrando igualmente que o (1), a
Perfeição, está contido no todo (10); o que nos identifica imediatamente
com a IGUALDADE (a despeito de todas as diferenças), sem a qual
nunca poderemos alcançar a FRATERNIDADE universal. Aproveito para
encerrar este texto com a exortação do V:: M:: fundador da Ordem dos
Cavaleiros Maçons Elus Cohens do Universo:

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“É preciso fazer recordar a todos os Maçon seu Estado


de Maçon Primitivo”.

Eu falei!
T.’. F.’. A.’.
Charles Lucien de Lièvre

INVOCAÇÃO DE RECONCILIAÇÃO DOS CAVALEIROS

MAÇONS ELUS COHENS DO UNIVERSO

Por Dominique Clairembault

Obter sua Reconciliação era para os membros da Ordem dos Elus


Cohens uma etapa indispensável para seu adiantamento. Para trabalhar
nisso, os emules de Martinès utilizavam uma prece particular, a
Invocação de Reconciliação, durante seus trabalhos místicos. O que vem
a ser esta Reconciliação? Ela consiste em obter um sinal que vem do
“espírito bom companheiro” que acompanha cada homem durante seu
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exílio terrestre. Este sinal, que se manifesta mais frequentemente sob a


forma de um hieróglifo luminoso, constitui para o iniciado um índice
decisivo que lhe mostra que ele deu o primeiro passo sobre a via da
Reintegração.

O texto que apresentamos aqui é o que utilizava a irmã de Jean-


Baptiste Willermoz, pois algumas mulheres foram membros da Ordem.

O original deste documento se encontra na coletânea Ms 5471 da


Biblioteca Municipal de Lyon, na sequência da coleção das cartas. De
acordo com o Professor Gérard Van Rijnberk, ele foi escrito pela mão de
Louis-Claude de Saint-Martin. Uma outra pluma que ele supõe ser a de
Madame Provensal, a irmã de Willermoz, fez junções ao texto primitivo.
Esses acréscimos são provavelmente destinados a colocar o texto no
feminino. Curiosamente, certas partes do texto ficaram, porém, no
masculino.

Gérard Van Rijnberk reproduziu este texto no tomo segundo de


seu livro “Um Taumaturgo no século XVIII, Martinès de Pasqually, sua
vida, sua obra, sua ordem”, Lyon, Derain-Raaclet, 1938 (p. 168-171). É
esta transcrição que utilizamos aqui. No entanto, atualizamos sua
ortografia e completamos – quando possível – as palavras escritas sob
forma abreviada. Esses elementos foram colocados entre chaves. Da
mesma forma, corrigimos o que nos parecia ser erros de transcrição, em
particular os “Ó” que estavam transcritos como cifras “0”.

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“Ó Eterno, ó + 10 †, todo poderoso, tu por quem recebi o ser,


tu que, pelo caractere sagrado que colocaste em mim, me
distinguiu de todas as tuas criaturas, no que iluminaste em
mim um fogo que não pode se apagar e que me distingue
tanto de todas as outras criaturas cuja existência aparente
não pode subsistir a não ser pelo tempo, por um tempo, e no
tempo, os eleitos da criação material, sendo apenas o efeito de
tuas potências secundárias, que não podem ter nem a
duração nem a inteligência dos primeiros seres.

Digna-te a lançar um olhar de misericórdia sobre tua fraca


serva, nunca cesse de aquecer-me com o mesmo raio do qual
me emanaste para servir e contribuir para a manifestação de
tua glória e de tua potência. Sustente tu mesmo tua obra,
pois sem teu poderoso socorro, pode-se esperar apenas ser
afundado nas trevas e em uma privação espiritual tão
apavorante, que ela me parece cem vezes pior do que a morte.
Sim, Eterno † id., estou sob o fluxo de tua justiça para a
expiação do crime do primeiro dos homens, e para a de meus
próprios desgarros. Se tu mesmo não suavizares os males que
me arrasam, ou se não te unires a mim para aumentar
minhas forças, estou ameaçado a todo o instante de
sucumbir, e de perder de vista a única chama que pode me

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iluminar e me guiar durante minha passagem nesta região


inferior terrestre.

Prosterno-me coberto de vergonha e de confusão diante de


tua suprema majestade. Tremo diante do nada e da privação
horrível na qual teu fraco servidor está reduzido [...?] Ser um
exemplo imemorial para meus semelhantes da grandeza de
teu poder e de tua justiça. Que uso fiz eu das virtudes
espirituais com as quais tu havias revestido teu homem?

Apesar dos parcos frutos que tirei de todas essas benesses, ó

10, queres ainda me encher de tua misericórdia admitindo-


me aos círculos poderosos da reconciliação espiritual do

homem de desejo. O que retribuir-te-ei por tantos favores que


fazem sentir ainda mais minha indignidade para contigo?
Receba, pois, o sacrifício que te faço com meu coração, com
meu corpo e com minha alma; receba o de meu pensamento,
de minha vontade e de minha ação; receba, sobretudo, o de
meu livre arbítrio do qual faço uso tão fracamente para o bem
de meu ser espiritual e para a observação do que desejas de
mim.

Eu te conjuro para isso pelos três nomes poderosos


destinados a operar todas as tuas obras espirituais e
temporais, ó 8, ó 7, ó 4; conjuro-te para isso por todas as
virtudes que neles fixaste e por todos os feitos que deles
provieram como sendo a imagem do pensamento, da vontade
e da ação inata em todo ser espiritual divino. Receba, pois, a
oferta que te faço dessas faculdades que me constituem ser
verdadeiramente espiritual divino e que devem como tal me
tornar temível a todos os inimigos de tua lei. Ampara-me tão
bem com essas faculdades de modo que elas não tenham vida
a não ser para ti, por ti unicamente, em ti unicamente, que é
a vida, a via e a verdade. Faze que com o poder desta palavra
que somente pronuncio tremendo, ó v.. R 10, todos os chefes
perversos e todos os seus intelectos de abominação se
afastem de mim sem retorno e me deixem gozar das
consolações que concedes àqueles que, pela sua verdade de
desejo e de sua perseverança nos combates, podem chegar a
fazer junção com o ser fiel e poderoso que fixaste em teu
menor.

Grande Deus dos céus e da terra, por sua origem espiritual e


não material, pelo mesmo nome, ó + 10, eu vos comando, ó 7,
ó + 4, ó + 7, ó + 3, de vos fixar constantemente em minha
pessoa, de dirigir-me em todas as minhas ações espirituais e
temporais, simples, universais, gerais e particulares. Eu vos
entrego inteiramente meu livre arbítrio pelo qual o homem se
tornou e se torna culpado todos os dias. Fazei com que meus
desejos, minha vontade e, geralmente, tudo o que eu possa
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fazer, sejam absolutamente conformes ao que podeis de mim


exigir, em virtude do encargo que vos foi dado para velar
sobre mim. Preveni-me sobre todos os eventos que poderiam
me prejudicar espiritualmente e corporalmente, preveni-me
contra as armadilhas e os ataques do espírito das trevas que
não busca outra coisa a não ser arrastar-me na mais horrível
confusão.

Ó + 7, ó + 4, ó + 7, ó + 3, preveni-me sobre todos os perigos


aos quais o homem está exposto espiritualmente e
corporalmente durante sua curta passagem na região
elementar, que lhe seja acordado apenas trabalhar sem
descanso na reconstrução do templo espiritual de Jerusalém
demolido pelos inimigos da verdade. Fazei-me conhecer vossa
assistência por alguns caracteres hieroglíficos e outros sinais
que empregais visivelmente para vossas proporções à
fraqueza do homem atual que não poderia sustentar vossa
visão sem este meio.

Despojai minha forma de minha matéria impura, a fim de que


ela esteja própria para receber a comunicação de vossos
intelectos divinos pelos quais fazeis chegar ao homem vossas
vontades e ordens que recebeis do criador para a manutenção
e vantagem do menor, e para a moléstia de seus inimigos.

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E tu, ó + 3, vela particularmente sobre o espírito da matéria


que anima minha forma que, na qualidade de espírito
inferior, não possa ter a inteligência das obras espirituais dos
seres superiores para ele, mas que, no estado atual do
homem, é o primeiro suporte que lhe foi concedido para
caminhar nesta região material temporal. Toma cuidado, ó +

3. Afasta dela todo espírito impuro que queira dela apropriar-


se para impedir a aproximação da junção que deve se fazer

por seu intermédio de sua alma espiritual divina com a mente


espiritual divina preposta pelo Criador eterno para a guarda e
para a conduta de todo homem errante sobre a superfície.

Eu vos conjuro todos, espíritos que invoquei e que invoco


ainda, ó + 10, ó + 8, ó + 7, ó + 4, ó + 7, ó + 4, ó + 7, ó + 3, de
receber e de conceder a confiança que vos dou plenamente
hoje, propondo-me firmemente de abjurar a fraca e a obscura
vontade do homem para conduzir-me doravante apenas por
vossa vontade de vossos desejos espirituais sobre mim. Juro
solenemente ante a vós, e prometo por esta palavra [aqui uma
palavra manchada] terrível que tudo fez e tudo constituiu, ó +
10.

Toma sob tua santa guarda, ó + id., todas as faculdades de


meu ser corporal e espiritual. Afasta delas toda a insinuação
ruim; preserva-as de toda comunicação de seres perversos
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que me perseguem, a fim de não haja nada em mim que não


atue e não viva a não ser em conformidade com tuas leis, teus
preceitos e teus mandamentos.

Prometeste conceder à tua criatura tudo o que ela te pedisse


em teu nome. Mas queres que ela não te ofereça a não ser
votos puros e desejos que a aproximem novamente de ti. Tais
são aqueles que meu coração te apresenta neste momento.
Exalta-os como exaltaste aqueles de Judite, tua fiel serva,
quando ela invocou teu nome, e que ela implorou teu socorro
contra os inimigos de teu povo. Derrama sobre mim as
mesmas graças que derramaste sobre Merian, Ester,
Elizabete, e sobre todos aqueles e aquelas que, desde e antes
da eleição de teu povo escolhido, sempre te invocaram em
santidade. Não tenho outro desejo a não ser o de imitar o
exemplo deles, e de mostrar-te a meus semelhantes, pela
força e pela justeza de minhas ações, que me escutes
realmente, aqueles que te oram na humildade de seus
corações, e que tomes conta tu mesmo daqueles que não têm
confiança a não ser em ti, ó + id.

E tu, ó ag. 6, não cesses de velar para conservação e para a


defesa de meu ser menor espiritual que te confiou por ordem
do Grande Arquiteto do Universo. Começa por dispor minha
alma para reter a impressão de teus intelectos espirituais, a
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fim de que todos os socorros que devo receber de ti, ó + 6, não
sejam sem efeito, e não se voltem para minha vergonha e para
minha confusão a não ser para a vantagem de meu ser,
inspira-me sempre o horror ao vício, a todas as sujeiras
materiais, e a tudo o que meu inimigo não cessa de insinuar
àqueles que lhe deixam exercer império sobre eles próprios.

Una-te a mim de modo que minha vontade e a tua sejam


apenas uma única coisa, porque não posso estar em
correspondência perfeita contigo a não ser que esteja com o
Criador divino que te colocou junto a mim para ser meu guia
e meu apoio. Ó ag. 6, previna-me sobre os perigos que
possam ameaçar-me corporal e espiritualmente. Combata
comigo nos ataques que terei de suportar. Seja dócil à voz
daquele que te invoca e te comanda pelo sagrado nome, ó + 4
id. Esteja sempre pronto a responder em minha intenção, e
em obedecer pela força de meu Verbo, a fim de que por tua
presença, eu seja superior a todos os acontecimentos desta
vida de lágrimas. Faça com que não haja nenhuma
circunstância na qual não sinta teu socorro e tua poderosa
proteção, ó + 6. Faça, enfim, que à imagem de meu princípio,
nunca o mal tenha nenhum acesso em mim, e que quando o
Criador eterno dignar-se a me livrar desta prisão tenebrosa
(designando o corpo pela mão direita e à ordem), eu possa
retornar para ele tão puro quanto eu saí de seu seio. É pelo
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mesmo nome sagrado, ó + 4 id., que te conjuro para isso.


Amém”.

fonte de pesquisa: http://www.philosophe-inconnu.com/invocation-de-


reconciliation/
is 3 comentários

Carlos Sérgio CavassanaAdministrador do grupo Essa era uma


maneira de preservar o segredo das orações nos nomes cabalísticos
empregados, quando ver ó + 10, significa os 1O Nomes de Deus referente
a cada Sefira da Árvore da Vida e que nos liga aos 10 Grandes Arcanjos
que regem toda a Criação. Quando ver ó + 7, são os 7 Nomes de Deus e
os 7 Grandes Arcanjos que governam o Universo visível e constituem as
almas dos 7 planetas da antiga astrologia e uma referência simbólicas aos
7 dias da Criação. Quando ver ó + 4, são os Quatro Grandes Arcanjos que
governam os 4 pontos cardeais e os Quatro Elementos que constituem
nosso corpo físico em sua manifestação material. Quando ver ó + 6 refere-
se ao Santo Anjo Guardião, pois o homem foi criado no sexto dia, e sua
essência Interior, Eu Superior, Mestre Interior, Cristo Cósmico, Buda,
Centelha Divina nada mais é do que a Presença Infinita de Deus no
Homem que governa e rege todas as Operações Teúrgicas a partir do
círculo. Há ainda o ó + 42, o ó + 72, o ó +12, que não constam desse
ritual, mas de outros mais específicos. Não me pergunte como sei de tudo
isso, porque não faço parte de nenhuma corrente Elu Cohen, pelo menos
não nessa vida. Tudo o que consigo de conhecimento vem do estudo
profundo combinado com a prática e a verticalidade iniciática que deve
ser estabelecida por todo Cohen desde o Grau de Aprendiz. Já na câmara
simbólica essas orientações sobre a Verticalidade Iniciática deve ser
estabelecida, pois constituem a alma do Circulo Mágico (espaço extra
físico ou dimensional para ultrapassar os limites da consciência terrena e
comunicar-se com os Planos Interiores ou Invisíveis).
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Xano Reiki Curioso isso, porque foi a imagem mental que me foi
projectada quando estava a ler e vi a ligação directa com as Sephirot.
Quando estava a ler substitui os nomes pelos nomes divinos de cada uma!
Fantástico como o sagrado nos fala no silencio dos nossos corações!
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Xano Reiki Alias inclusive os regentes dos pontos cardiais vieram à minha
tela mental com seus sagrados nomes.
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Carlos Sérgio CavassanaAdministrador do grupo Na verdade, pela
regra prática da Qabalah e da Teurgia temos que conhecer e saber todos
os nomes de memória, assim na hora em que vemos, fazemos as
substituições.
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Xano Reiki Correcto!!!


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Carlos Sérgio CavassanaAdministrador do grupo A Magia Teúrgica se


expressa pela Verticalidade Iniciática; o que caracteriza o Rito dos Elus
Cohens e Rito Maçônico Egípcio, verticalidade essa menosprezada por
aqueles que se dizem "maçons" dessas duas correntes, porque iniciação
não ostentada é inic...Ver mais
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Xano Reiki Dai ter visto a associação à árvore da vida.


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