Você está na página 1de 78

República de Moçambique

Ministério da Administração Estatal

PERFIL DO DISTRITO DE MARRACUENE


PROVÍNCIA DE MAPUTO

Magude
Moamba

Manhiça

Marracuene
Boane
Namaacha

Matola
O.Índico

Matutuíne

Edição 2014
A informação incluída nesta publicação provém de fontes consideradas fiáveis e tem uma natureza
informativa.

Copyright © 2012 Ministério da Administração Estatal

Todos os direitos reservados.

Publicado por

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇAO ESTATAL


Direcção Nacional de Administração Local
Maputo - Moçambique
Primeira edição, primeira impressão 2012

Esta publicação está disponível na Internet em http://www.portaldogoverno.gov.mz


Índice
___________________________________________________________________________________________

ÍÍnnddiiccee

PPrreeffáácciioo vi  
SSiiggllaass ee A
Abbrreevviiaattuurraass viii  
11   B
Brreevvee C
Caarraacctteerriizzaaççããoo ddoo D
Diissttrriittoo 2  
11..11   LLooccaalliizzaaççããoo,, SSuuppeerrffíícciiee ee PPooppuullaaççããoo 2  
11..22   CClliimmaa ee H Hiiddrrooggrraaffiiaa 3  
11..33   RReelleevvoo ee SSoollooss 3  
11..44   IInnffrraaeessttrruuttuurraass ee SSeerrvviiççooss 3  
11..55   EEccoonnoom miiaa 4  
11..66   HHistóriaa ee C
is t ó r i Cuullttuurraa 5  
11..77   SSoocciieeddaaddee cciivviill 7  

22   D
Deem
mooggrraaffiiaa 8  
22..11   EEssttrruuttuurraa eettáárriiaa ee ppoorr sseexxoo 8  
22..22   TTrraaççoo ssoocciioollóóggiiccoo 9  
22..33   LLíínngguuaass ffaallaaddaass 9  
22..44   AAnnaallffaabbeettiissm moo ee EEssccoollaarriizzaaççããoo 10  

33   H
Haabbiittaaççããoo ee C
Coonnddiiççõõeess ddee V
Viiddaa 12  
44   O
Orrggaanniizzaaççããoo A
Addm
miinniissttrraattiivvaa ee G
Goovveerrnnaaççããoo 16  
44..11   GGoovveerrnnoo D Diissttrriittaall 16  
44..22   SSíínntteessee ddaass aattrriibbuuiiççõõeess ee ddaa aaccttiivviiddaaddee ddooss óórrggããooss ddiissttrriittaaiiss 19  
4.2.1   Secretaria Distrital 19  
4.2.2   Serviço Distrital de Actividades Económicas 19  
4.2.2.1   Apoio à Produção Agrícola 19  
4.2.2.2   Extensão Agrária 21  
4.2.2.3   Sector da Pecuária 22  
4.2.2.4   Florestas e Fauna Bravia 23  
4.2.2.5   Pescas 24  
4.2.2.6   Licenciamento e Fiscalização da Actividades Económica 24  
4.2.2.7   Promoção e Desenvolvimento do Empresariado Local 25  
4.2.3   Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia 26  
4.2.3.1   Educação 26  
4.2.3.2   Tecnologia 29  
4.2.3.3   Cultura 30  
4.2.4   Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social 31  
4.2.4.1   Saúde 31  
4.2.4.2   Acção Social 33  
4.2.4.3   Género 34  
4.2.5   Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas 37  
4.2.5.1   Ordenamento Territorial 37  

PÁGINA i i
Marracuene
Índice
___________________________________________________________________________________________

4.2.5.2   Gestão Ambiental 39  


4.2.5.3   Educação Ambiental 39  
4.2.5.4   Infraestruturas 39  
44..33   FFiinnaannççaass PPúúbblliiccaass ee IInnvveessttiim
meennttoo 41  
44..44   JJuussttiiççaa,, O
Orrddeem
m ee SSeegguurraannççaa ppúúbblliiccaa 44  
44..55   CConstrangimennttooss ee PPeerrssppeeccttiivvaass
o n s t ra n g im e 45  

55   A
Accttiivviiddaaddee EEccoonnóóm
miiccaa ee PPootteenncciiaall ddee D
Deesseennvvoollvviim
meennttoo 46  
55..11   PPooppuullaaççããoo eeccoonnoom miiccaam meennttee aaccttiivvaa 46  
55..22   PPoobbrreezzaa ee SSeegguurraannççaa A Alliim
meennttaarr 48  
55..33   IInnffrraaeessttrruuttuurraass ddee bbaassee 49  
5.3.1   Estradas e transportes 49  
5.3.2   Comunicações 50  
5.3.3   Abastecimento de água e energia 50  
55..44   UUssoo ee C Coobbeerrttuurraa ddaa TTeerrrraa 51  
55..55   SSeeccttoorr A Aggrráárriioo 54  
5.5.1   Infraestruturas e equipamento 54  
5.5.2   Zonas agro-ecológicas e produção agrícola 54  
5.5.3   Pecuária 55  
5.5.4   Recursos florestais e faunísticos 56  
55..66   PPeessccaa ee rreeccuurrssooss ppeessqquueeiirrooss 57  
55..77   IInnddúússttrriiaa,, CCoom méérrcciioo ee TTuurriissm
moo 57  

66   V
Viissããoo ee EEssttrraattééggiiaa ddee D
Deesseennvvoollvviim
meennttoo LLooccaall 59  
66..11   VViissããoo 59  
66..22   MMiissssããoo 59  
66..33   ZZoonnaass ddee ddeesseennvvoollvviim meennttoo 59  
66..44   PPrriioorriiddaaddeess ee O
Obbjjeeccttiivvooss EEssttrraattééggiiccooss 62  
66..55   AAnnáálliissee FFO OFFA A 63  

Referências documentais 65  

PÁGINA i i i
Marracuene
Índice
___________________________________________________________________________________________

L
Liissttaa ddee Q
Quuaaddrrooss
Quadro 1.   População por posto administrativo, 1/7/2012 8  
Quadro 2.   Pessoas residentes no distrito, segundo o local de nascimento 9  
Quadro 3.   Agregados, segundo a dimensão e tipo sociológico 9  
Quadro 4.   População, segundo o estado civil e crença religiosa 9  
Quadro 5.   População com 5 anos ou mais, por língua materna 10  
Quadro 6.   População com 5 anos ou mais, e conhecimento de Português 10  
Quadro 7.   População com 15 anos ou mais, e alfabetização, 2007 11  
Quadro 8.   Habitações segundo o regime de propriedade 12  
Quadro 9.   Tipo de habitações 12  
Quadro 10.   Habitações segundo o material de construção 13  
Quadro 11.   Habitações, água, saneamento e energia 15  
Quadro 12.   Famílias, segundo a posse de casa própria e bens duráveis 15  
Quadro 13.   Vacinações Realizadas Durante a Campanha Agrícola 2012/2013 22  
Quadro 14.   Produção de Plantas em 2012 e 2013. 23  
Quadro 15.   Multas por Transgressão em 2012 e 2013 23  
Quadro 16.   Licenças Simplificadas Emitidas em 2012 e 2013 24  
Quadro 17.   Processos Normais Tramitados em 2012 e 2013 24  
Quadro 18.   Volume de Investimento por Sector de Actividade - 2012 e 2013 25  
Quadro 19.   População com 5 anos ou mais, por frequência escolar 26  
Quadro 20.   População que frequenta a escola, por nível de ensino 26  
Quadro 21.   Taxas de escolarização por sexo 27  
Quadro 22.   Escolas, Alunos, Professores - 2011 28  
Quadro 23.   População (10 anos ou mais) por grau de ensino concluído 29  
Quadro 24.   Unidades de saúde, Camas e Pessoal - 2012 32  
Quadro 25.   Prestação de cuidados de saúde, 2010-2012 32  
Quadro 26.   Casos de doenças e óbitos notificados, 2010-2011 33  
Quadro 27.   População de 5 anos ou mais, por orfandade, 2007 34  
Quadro 28.   População deficiente, 2007 34  
Quadro 29.   Uso de novas tecnologias (10 anos ou mais) 35  
Quadro 30.   Execução orçamental (em ‘000 MT) 42  
Quadro 31.   Projectos de iniciativa local financiados, 2011 42  
Quadro 32.   Investimento local em infraestruturas escolares 43  
Quadro 33.   População com 15 anos ou mais, segundo a actividade 46  
Quadro 34.   População activa, ocupação e ramo de actividade 47  
Quadro 35.   População activa, ocupação e ramo de actividade 48  
Quadro 36.   Fontes de água e sua operacionalidade, 2011 50  
Quadro 37.   Uso e Cobertura da Terra 51  
Quadro 40.   Produção Pecuária em 2012 e 2013. 56  

PÁGINA i v
Marracuene
Índice
___________________________________________________________________________________________

L
Liissttaa ddee ffiigguurraass
Figura 1.   Localização do distrito 2  
Figura 2.   Postos Administrativos e Densidade Populacional, 1/7/2012 8  
Figura 3.   População com 5 anos ou mais, por língua materna 10  
Figura 4.   Tipo de habitações 13  
Figura 5.   Habitações segundo o material de construção 14  
Figura 6.   Habitações e condições básicas existentes 14  
Figura 7.   Evolução Comparativa Anual da Precipitação (mm). 20  
Figura 8.   População (5 anos ou mais) por grau de ensino frequentado 27  
Figura 9.   População (10 anos ou mais) por grau de ensino concluído 28  
Figura 10.   Quadro epidemiológico, 2011 33  
Figura 11.   Indicadores de escolarização por sexos 35  
Figura 12.   População (15 anos ou mais), segundo a actividade e sexo 36  
Figura 13.   População segundo a posição no trabalho e sexo 36  
Figura 14.   População com 15 anos ou mais, segundo a actividade 46  
Figura 15.   População activa, segundo a ocupação principal 47  
Figura 16.   População activa, segundo o ramo de actividade 48  
Figura 17.   Explorações segundo a sua utilização 53  
Figura 18.   Explorações por classes de área cultivada 53  

PÁGINA v
Marracuene
___________________________________________________________________________________________

SSiiggllaass ee A
Abbrreevviiaattuurraass

APEs Agentes Polivalentes Elementares

BCI Banco Comercial e de Investimentos

BIM Banco Internacional de Moçambique

CDPRM Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique

CENACARTA Centro Nacional de Cartografia e Teledetecção

CFM Caminhos de Ferro de Moçambique

CGRN Comité de gestão de recursos naturais

CISM Centro de Investigação em Saúde da Malária

CL’s Conselhos Locais

CNCS Conselho Nacional de Combate ao SIDA

COVs Crianças Órfãs e Vulneráveis

DNAL Direcção Nacional da Administração Local

DNPO Direcção Nacional do Plano e Orçamento

DPOPH Direcção Provincial de Obras Públicas e Habitação

DPPF Direcção Provincial do Plano e Finanças

DPS Direcção Provincial de Saúde

DTS Doença de Transmissão Sexual

EDM Electricidade de Moçambique

EN Estrada Nacional

EN1 Estrada Nacional nº 1

EP1 Ensino Primário do 1º Grau

EP2 Ensino Primário do 2º Grau

EPC Escola Primária Completa

PÁGINA v i i i
Marracuene
___________________________________________________________________________________________

ESG1 Ensino Secundário Geral do 1º ciclo

ESG2 Ensino Secundário Geral do 2º ciclo

ET Ensino Técnico

FDD Fundo de Desenvolvimento Distrital

GD Governo Distrital

IAF Inquérito aos agregados familiares, sobre o orçamento familiar

IFP Instituto de Formação de Professores

INE Instituto Nacional de Estatística

IPCC’s Instituições de participação e consulta comunitária

ITS’s Infecções de Transmissão Sexual

LOLE Lei dos Órgãos Locais do Estado

MAE Ministério da Administração Estatal

Mcel Moçambique Celular

MF Ministério das Finanças

MINAG Ministério da Agricultura

MPD Ministério da Planificação e Desenvolvimento

ONGs Organizações Não Governamentais

ORAM Organização de Ajuda Mútua

PA Posto Administrativo

PARPA Plano de Acção Para Redução da Pobreza Absoluta

PEDD Plano Estratégico de Desenvolvimento Distrital

PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

PPFD Programa de Planificação e Finanças Descentralizadas

PQG Programa Quinquenal do Governo

PRM Polícia da República de Moçambique

PSAA Pequeno Sistema de Abastecimento de Água

PÁGINA i x
Marracuene
___________________________________________________________________________________________

SD Secretaria Distrital

SDAE Serviço Distrital de Actividades Económicas

SDEJT Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia

SDPI Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas

SDSMAS Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social

SIFAP Sistema de Formação em Administração Pública

SISE Serviço de Informações e Segurança do Estado

STV Soico Televisão

TDM Telecomunicações de Moçambique

VODACOM Operadora de telefonia móvel

PÁGINA x
Marracuene
Página 1 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

11 B
Brreevvee C
Caarraacctteerriizzaaççããoo ddoo D
Diissttrriittoo

11..11 L
Looccaalliizzaaççããoo,, SSuuppeerrffíícciiee ee PPooppuullaaççããoo

O distrito de Marracuene, situado na parte oriental da Província de Maputo, está localizado 30 Km a


Norte da cidade de Maputo, entre a latitude de 250 41’20” Sul e longitude de 320 40’30” Este.

É limitado a Norte pelo distrito da Manhiça, a Sul pela Cidade de Maputo, a Oeste pelo distrito da
Moamba e cidade da Matola, e a Este é banhado pelo Oceano Índico.

Figura 1. Localização do distrito

Magude

Manhiça

Moamba

Moamba
Namaacha

Boane

Matola O.Índico

Matutuíne

A superfície1 do distrito é de 699 km2 e a sua população está estimada em 119 mil habitantes à data
de 1/7/2012. Com uma densidade populacional aproximada de 170 hab/km2, prevê-se que o distrito
venha a atingir, em 2020, os 184 mil habitantes.

A estrutura etária do distrito reflecte uma relação de dependência económica aproximada de 1:1,11 -
isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 11 pessoas em idade activa.

Com uma população jovem (43,7%, abaixo dos 15 anos), o distrito de Marracuene tem um índice de
masculinidade de 92,9% (por cada 100 mulheres existem 93 homens) e uma taxa de urbanização de
14,4%, concentrada na Vila de Marracuene e zonas periféricas de matriz semiurbana.

1
Centro Nacional de Cartografia e Teledetecção http://www.cenacarta.com

Página 2 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

11..22 C
Clliim
maa ee H
Hiiddrrooggrraaffiiaa
O clima do distrito é “tropical chuvoso de savana”, influenciado pela proximidade do mar.
Caracteriza-se por temperaturas quentes com um valor médio anual superior a 20 ºC e uma
amplitude de variação anual inferior a 10 ºC.

A humidade relativa varia entre 55 a 75 % e a precipitação é moderada, com um valor médio anual
entre 500 mm no interior e 1.000 mm no litoral. A estação chuvosa vai de Outubro a Abril, com 60%
a 80% da pluviosidade concentrada nos meses de Dezembro a Fevereiro

O distrito é atravessado no sentido Norte-Sul ao longo de uma extensa planície pelo rio Incomati,
que vai desaguar no Oceano Índico, no delta da Macaneta.

11..33 R
Reelleevvoo ee SSoollooss
A zona alta do distrito é constituída principalmente por sedimentos arenosos eólicos (a ocidente e ao
longo da costa) com ocorrência de areias siliciosas. A planície aluvionar, ao longo do rio Incomáti é
de solos argilosos, estratificados e tufosos.

A faixa litoral de dunas de arreia na separação entre o mar e o rio Incomáti na zona da Maçaneta
corre o risco de desaparecimento, o que a acontecer, teria consequências ecológicas graves para os
Distritos de Marracuene, Manhiça e Magude. Com propensão a períodos de seca, a sua vegetação é
constituída por savana de gramíneas e arbustos, sendo o solo recomendado para a criação do gado
bovino e pequenos ruminantes.

O vale do Incomati, ao longo de uma faixa de 40 km de comprimento, tem solos de bom potencial
agrícola e pecuário, que são explorados por um vasto tecido de agricultura privada e familiar.

11..44 IInnffrraaeessttrruuttuurraass ee SSeerrvviiççooss


O distrito de Marracuene é atravessado pela Estrada Nacional nº 1 que faculta a comunicação com a
cidade de Maputo a Sul e o distrito da Manhiça a Norte.

As estradas interiores que estabelecem a comunicação entre a sede do distrito e as localidades estão
a necessitar de manutenção, sendo de difícil trânsito na época das chuvas.

Marracuene possui uma estação de caminho-de-ferro servida pelos comboios de carga e de


passageiros em trânsito na linha-férrea de Maputo-Marracuene-Manhiça (Linha do Limpopo).

Localmente, o transporte fluvial liga a sede do distrito com a Macaneta. Propriedade da


administração do distrito, esta actividade constitui uma das principais fontes de receita pública local.

Carreiras regulares e alguns “chapas” estabelecem a ligação rodoviária a sul com a cidade de
Maputo e a norte com Gaza e Inhambane.

Página 3 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

O distrito é servido pela rede de telecomunicações fixa do país e por duas redes móveis que cobrem
a vila sede e a faixa ao longo da EN1. O acesso à Internet pode ser efectuado nas zonas servidas por
rede fixa e móvel de telecomunicações, existindo também uma delegação dos Correios de
Moçambique.

A vila e algumas localidades estão cobertas pela rede da EDM de distribuição de energia ligada à
cidade de Maputo, e por subsistemas de abastecimento de água com 8 PSAA, 162 furos operacionais
e 144 poços operacionais.

O distrito de Marracuene possui 49 escolas (das quais, 19 do ensino primário nível 1), e está servido
por 8 unidades sanitárias que possibilitam o acesso progressivo da população aos serviços do
Sistema Nacional de Saúde.

11..55 E
Eccoonnoom
miiaa
A agricultura é a base da economia distrital, tendo como principais culturas as hortícolas, arroz,
milho, mandioca, batata-doce e bananas. As espécies de gado predominantes são os bovinos,
caprinos, suínos e aves, destinadas para o consumo familiar e comercialização.

Afectado pela excessiva procura de terrenos proveniente da cidade de Maputo, Marracuene tem sido
palco de vários conflitos ligados à posse da terra.

No início do 2011, como tem acontecido nos últimos anos, o Distrito foi assolado por inundações em
toda a zona baixa, com maior incidência na margem esquerda do rio Incomati onde quase todas as
culturas em campo foram perdidas.

No concernente as inundações, referir que o Distrito perdeu cerca de 2.650ha, o que afectou
directamente a mais de 586 famílias, principalmente no posto Administrativo de Machubo.

Esta situação pode ser atenuada pelo facto de a zona beneficiar de uma razoável integração regional
de mercados, bem como poder ter acesso a actividades geradoras de rendimento.

O Rio Incomati é o principal recurso hídrico, favorecendo a prática da actividade pesqueira e


agropecuária.

A pequena indústria local (pesca, carpintaria e artesanato) surge como alternativa imediata à
actividade agrícola, ou prolongamento da sua actividade.

A agro-indústria e alimentar possuem 5 pequenas unidades transformadoras. O Distrito de


Marracuene possui 2 indústrias florestais das quais uma em funcionamento. Esta indústria processou
em 2012 cerca de 157.686 pranchas de madeira serrada de Mondzo. O grau de realização ainda é
muito baixo porque encontra-se na fase inicial da exploração florestal.

Página 4 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

O comércio, sobretudo informal, os transportes e outros serviços, ocupam 35% da população


economicamente activa do distrito, na sua maioria nas zonas urbanas e semiurbanas do distrito.

O sector económico no distrito mostra no cômputo geral sinais evidentes de crescimento, com o
surgimento de novos estabelecimentos comerciais, industriais, turísticos, pecuários e de prestação de
serviços diversos com cada vez maiores capacidades. Cresce igualmente a consciência dos agentes
económicos da necessidade de legalizar as suas actividades. Este crescimento vem acompanhado de
desafios na área do licenciamento das actividades, vistoria e inspecção de forma a garantir qualidade
no serviço prestado ao cidadão.

Os desafios passam pela criação e condições de trabalho, capacitação dos técnicos e aumento da
capacidade interventiva.

O turismo, virado essencialmente para as praias da Macaneta, constitui um potencial de receita local
e um pólo de desenvolvimento importante. Sendo a fauna bravia pouco desenvolvida, os
hipopótamos e crocodilos do rio são a principal atracção.

11..66 H
Hiissttóórriiaa ee C
Cuullttuurraa
A população originária de Marracuene é considerada Varhonga, sendo os Honwana e os
Mahlangwana tidos como primeiros clãs da região.

Os Mabjaia (também conhecidos por Magaia), apesar de não serem originários da região, são o
grupo de habitantes dominante. Com um papel preponderante nas guerras de resistência à ocupação
colonial e sendo detentores de armas (azagaias, escudos e facas) e estratégia de guerra superiores às
dos nativos, não tiveram dificuldade em dominar os nativos da região.

Reza a história que, para subjugar os Mahlangwana, eliminaram traiçoeiramente o seu Rei. Sabendo
da atracção deste por raparigas virgens e bonitas, o Chefe Muvetxa Mabjaia, com o pretexto de lhe
oferecer duas belas jovens, convidou-o para a aldeia, onde havia montado uma armadilha de paus
aguçados no fundo duma cova disfarçada com uma esteira. À passagem para escolher as donzelas,
Mahlangwana terá caído na cova, sendo trespassado mortalmente.

Comparado com outros distritos da Província de Maputo, Marracuene apresenta uma homogeneidade
linguística significativa. O dialecto Varhonga é falado pela maioria da população, com pequenas
variações nas zonas limítrofes com a Manhiça, onde se fala Xikalanga, um dialecto Ronga.

A origem da designação Marracuene tem várias versões, tendo como consenso que deriva do nome
original de um indivíduo com bastante prestígio na região.

A primeira sustenta que a palavra original Muzrakwene aludia a um indivíduo famoso devido aos
seus barcos de transporte que eram bastante úteis na travessia do Rio Incomati
para a zona da Macaneta. De fontes locais e orais, este indivíduo seria chefe da

Página 5 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

segurança do rei Maphunga e, devido à sua profissão, era conhecido para além das fronteiras da
região, tendo passado a constituir nome de referência da região.

A segunda defende que o nome Marracuene teria a sua origem a partir do Chefe Murraco, cujas
terras se localizavam na margem esquerda do Rio Incomati, e que teria sido expulso pelos
portugueses durante as guerras de penetração colonial. Estes teriam instalado no local a primeira
administração, passando a designar a região por Marracuene.

A terceira refere que Marhakwene era o nome de um proprietário de embarcações de pesca,


exageradamente obeso e que, por esta razão, era bastante conhecido e referência da região.

A realização da Conferência de Berlim, que estipulou que o direito de posse sobre os territórios
coloniais implicava a sua ocupação efectiva, ocorre numa altura em que Lourenço Marques vivia um
clima de rebelião local que atentava contra a imagem de prestígio que Portugal pretendia mostrar ao
mundo e que era ameaçada por outras potências.

Em 1884, na zona de Magoanine, os Chefes Mahazule, Zihlahla, Mulungo e Nwamatibjana


organizaram os seus guerreiros e ameaçavam assaltar Lourenço Marques, o que penalizava
seriamente o objectivo dos portugueses de atingir o Império de Gaza. Marracuene, região de onde
eram oriundos estes Chefes passa, assim, a ser o principal alvo da conquista do Sul.

Ocorre, então, a primeira tentativa de atingir esta zona pelo Rio Incomati. Porém, Mahazule e
Mulungo, que haviam sido informados do plano pelos seus agentes, organizaram os guerreiros e
emboscaram os portugueses, com cordas atravessadas no fundo do rio e que ao serem esticadas
imobilizaram os barcos, levando à morte de quase todos os soldados portugueses.

Temendo que o Imperador Ngungunyana utilizasse os guerreiros sediados em Marracuene para


atacar Lourenço Marques, Portugal nomeia em 1985 António Enes como Comissário régio. Este
elabora um plano de alianças com chefes locais, visando facilitar o domínio dos regulados de
Nwamatibyana, Zihlahla, Mulungo, Mahazule e Mabjaia.

É assim que, em 28 de Janeiro de 1895, partem para Marracuene, 812 homens comandados por
Caldas Xavier, marchando em quadrado, técnica que deu origem ao Quadrado de Marracuene.
Cinco dias depois, ocorre a mais sangrenta batalha, envolvendo os guerreiros de Nwamatibyana,
Mahazule e Mabjaia e o exército invasor.

Dada a superioridade em equipamento e os reforços recebidos, o exército português termina por


ocupar a região, tendo os Chefes locais dado ordens de recuo para se juntarem às alas de
Ngungunhana estacionadas em Magul no Distrito de Macie. A partir desta data, o dia 2 de Fevereiro
passou a ser celebrado anualmente pelos ocupantes, que o baptizaram de “Gwaza Muthine”,
pretendendo perverter o significado guerreiro da expressão.

Página 6 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Gwaza Muthini é uma expressão zulo que significa “matar em casa”, e que designava uma dança
guerreira de alento para combate, festa da vitória ou distensão em momentos de tensão e derrota.

Dada a associação que os portugueses fizeram entre esta dança e a ocupação colonial, as suas
cerimónias foram interrompidas com a Independência Nacional. Foram retomadas em 1995,
simbolizando a resistência dos guerreiros e, actualmente, são dirigidas pela família Mabjaia, na
pessoa da Rainha Julieta Massinguitana, reconhecida como o Régulo de Marracuene.

11..77 SSoocciieeddaaddee cciivviill

O Distrito possui um Conselho Consultivo Distrital composto por diversos membros e presidido pelo
Administrador Distrital. No Distrito funcionam dois Conselhos Consultivos dos Postos
Administrativos e presididos pelo respectivo Chefe do Posto Administrativo. No seu funcionamento
participativo estes envolvem os membros dos 5 Conselhos Consultivos de Localidade.

Os membros dos Conselhos Consultivos do Distrito são envolvidos na apreciação do PEDD e


PESOD e na avaliação periódica dos instrumentos da planificação territorial local, bem como no que
se refere à opinião sobre a viabilidade de projectos de iniciativa local e projectos com impacto
directo nas comunidades, no âmbito de investimento local, que são submetidos posteriormente para
decisão do Conselho Consultivo Distrital.

No que respeita ao desenvolvimento da sociedade civil, importa referir que existem cerca de 33
associações e cooperativas de camponeses, bem como a Associação de Amigos de Marracuene.

Quanto às autoridades comunitárias de 1ª e 2ª linhas (régulos, chefes de terras e secretários de


bairro), foram legitimados e reconhecidos, com base do Decreto nº 15/2000.

A relação entre a Administração e as autoridades comunitárias é positiva e tem contribuído para a


solução dos vários problemas locais, nomeadamente os surgidos devido aos conflitos de terras
existentes no distrito.

Em relação à religião existem várias crenças no distrito e representes das respectivas hierarquias e
que se têm envolvido, em coordenação com as autoridades distritais em várias actividades de índole
social. A população deste distrito tem forte crença religiosa, dominada pela religião Sião ou Zione
(44,5%), seguida pela Evangélica (20,5%) e Católica (15,6%).

Página 7 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

2
22 D mooggrraaffiiaa2
Deem
A superfície do distrito3 é de 699 km2 e a sua população está estimada em 119 mil habitantes à data
de 1/7/2012. Com uma densidade populacional aproximada de 170,2 hab/km2, prevê-se que o distrito
venha a atingir, em 2020, os 184 mil habitantes.

22..11 E
Essttrruuttuurraa eettáárriiaa ee ppoorr sseexxoo
A estrutura etária do distrito reflecte uma relação de dependência económica aproximada de 1:1,11 -
isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 11 pessoas em idade activa. Com uma população
jovem (43,7%, abaixo dos 15 anos), o distrito de Marracuene tem um índice de masculinidade de
92,9% (por cada 100 mulheres existem 93 homens) e uma taxa de urbanização de 14,4%,
concentrada na Vila de Marracuene e zonas periféricas de matriz semiurbana.

Quadro 1. População por posto administrativo, 1/7/2012


Grupos etários
TOTAL 0-4 5 - 14 15 - 44 45 - 64 65 e +
Total do Distrito 118,949 20,443 31,556 51,919 10,753 4,279
Homens 57,296 10,264 15,505 25,316 4,670 1,541
Mulheres 61,653 10,179 16,051 26,603 6,083 2,738
P.A. de Marracuene 112,338 19,308 29,803 49,034 10,154 4,039
Homens 54,209 9,711 14,670 23,952 4,418 1,458
Mulheres 58,130 9,597 15,133 25,083 5,735 2,581
P.A. de Machubo 6,611 1,135 1,753 2,885 599 240
Homens 3,087 553 835 1,364 252 83
Mulheres 3,524 582 917 1,520 348 156
Fonte: INE, Projecções dos Dados do Censo de 2007.

Na zona do Posto Administrativo de Marracuene, que ocupa 67% da superfície do distrito, residem
94% dos seus habitantes.
Figura 2. Postos Administrativos e Densidade Populacional, 1/7/2012
Densidade Populacional, por Posto Administrativo -
Marracuene

Machubo
29 hab/km2

Marracuene
239 hab/km2

Fonte: INE, Projecções dos Dados do Censo de 2007.

2
Os dados demográficos e da habitação, excepto nota contrária, estão referidos a 1/8/2007, última data censitária.
3
Centro Nacional de Cartografia e Teledetecção http://www.cenacarta.com

Página 8 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Das pessoas residentes no distrito, somente 49% nasceram no próprio distrito, o que denota fluxos de
migração internos significativos. Curiosamente este fluxo é maior entre as mulheres entre distritos da
mesma província e menor quando considerado em relação a outras províncias do país.

Quadro 2. Pessoas residentes no distrito, segundo o local de nascimento


    Local  de  Nascimento  
Noutro  distrito  
No  próprio   da  mesma   Noutra  
    distrito   província   Província  
Total   48.7%   5.7%   45.5%  
 -­‐  Homens   48.7%   4.4%   46.9%  
 -­‐  Mulheres   48.7%   7.0%   44.3%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

22..22 T
Trraaççoo ssoocciioollóóggiiccoo
Das 29 mil famílias4 do distrito, a maioria é do tipo sociológico alargado (37.8%), isto é, com um ou
mais parentes para além de filhos e têm, em média, 4 membros.

Quadro 3. Agregados, segundo a dimensão e tipo sociológico


% de agregados, por dimensão Média de pessoas, por agregado
1-2 3-5 6 e mais TOTAL < 15 anos ≥ 15 anos
30.2% 46.0% 23.8% 4,1 1,8 2,3
TIPO SOCIOLÓGICO DE AGREGADO FAMILIAR
Monoparental (1) Nuclear
Unipessoal Alargado (2)
Masculino Feminino Com filhos Sem filhos
16.0% 1.7% 10.3% 28.0% 6.3% 37.8%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.
1) Família com um dos pais.
2) Família nuclear ou monoparental com ou sem filhos e um ou mais parentes.
Na sua maioria casados, após os 12 anos de idade, têm forte crença religiosa, dominada pela religião
Sião ou Zione (44,5%), seguida pela Evangélica (20,5%) e Católica (15,6%).

Quadro 4. População, segundo o estado civil e crença religiosa


Com < 12 Com 12 anos ou mais, por Estado civil
anos Total Solteiro Casado ou união Separado/ Divorciado Viúvo
35.0% 65.0% 24.0% 32.7% 3.4% 4.9%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

22..33 L
Líínngguuaass ffaallaaddaass
Tendo por língua materna dominante o Xirhonga (48.2%), da população do distrito com 5 ou mais
anos de idade, 84% têm conhecimento da língua portuguesa, sendo este domínio mais acentuado nos

4
Estimativa para 2012 a partir das projecções da população do Censo de 2007.

Página 9 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

homens, dada a sua maior inserção na vida escolar e no mercado de trabalho.

Quadro 5. População com 5 anos ou mais, por língua materna


GRUPO ETÁRIO
TOTAL 5-9 10 - 14 15 - 19 20 - 44 45 e mais
Xirhonga 48.2% 48.0% 53.4% 51.9% 42.3% 47.5%
Xichangana 20.2% 15.7% 17.1% 18.3% 20.2% 23.3%
Português 17.8% 30.9% 23.7% 19.4% 19.3% 10.6%
Outras 13.7% 5.4% 5.8% 10.4% 18.3% 18.7%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Figura 3. População com 5 anos ou mais, por língua materna

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Quadro 6. População com 5 anos ou mais, e conhecimento de Português


Sabe falar Português Não sabe falar Português

Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres


Total do Distrito 83.9% 89.4% 78.8% 16.1% 10.6% 21.2%
5 - 9 anos 76.8% 76.0% 77.6% 23.2% 24.0% 22.4%
10 - 14 anos 94.5% 93.8% 95.2% 5.5% 6.2% 4.8%
15 - 44 anos 91.2% 94.3% 88.4% 8.8% 5.7% 11.6%
45 anos ou mais 58.4% 83.3% 40.7% 41.6% 16.7% 59.3%
P.A. de Marracuene 85.4% 90.6% 80.7% 14.6% 9.4% 19.3%
P. A. de Machubo 56.8% 68.0% 47.3% 43.2% 32.0% 52.7%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

22..44 A
Annaallffaabbeettiissm
moo ee E
Essccoollaarriizzaaççããoo
Com mais de ¾ da população alfabetizada, predominantemente homens, este distrito tem uma taxa
de escolarização elevada, constatando-se que 83.7% dos seus habitantes, principalmente residentes

Página 1 0 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

no posto administrativo sede, frequentam ou já frequentaram a escola, ainda que maioritariamente


somente até ao nível primário.

Quadro 7. População com 15 anos ou mais, e alfabetização, 2007


Taxa de analfabetismo
TOTAL Homens Mulheres
Total do Distrito 24.0% 13.2% 33.4%
15 - 19 anos 7.0% 6.6% 7.4%
20 - 24 anos 14.2% 9.6% 18.2%
25 - 29 anos 16.6% 11.7% 20.9%
30 - 44 anos 19.6% 11.3% 27.6%
45 anos ou mais 52.1% 25.0% 71.4%
P.A. de Marracuene 22.9% 12.4% 32.1%
P. A. de Machubo 42.9% 27.3% 55.0%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Página 1 1 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

5
33 H
Haabbiittaaççããoo ee C Viiddaa 5
Coonnddiiççõõeess ddee V
As características físicas das habitações, especialmente o material usado na sua construção e o acesso
a serviços básicos de água, saneamento e energia, são indicadores importantes do nível de vida dos
agregados familiares. As características do parque habitacional duma sociedade constituem um
indicador bastante relevante do nível de desenvolvimento socioeconómico.

Quadro 8. Habitações segundo o regime de propriedade


Total  de  Habitações   100.0%  
 -­‐  Próprias   86.0%  
 -­‐  Alugadas   1.5%  
 -­‐  Cedidas  ou  emprestadas   11.3%  
 -­‐  Outro  regime   1.2%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

As cerca de 29 mil habitações6 existentes no distrito são na sua maioria de propriedade própria
(86%). A maioria das habitações do distrito são casas formais (casas convencionais, básicas,
flat/apartamentos), sendo que 46.9% são casas básicas. Entretanto, 43% das habitações são casas
mistas, que é um tipo de habitação que utiliza materiais de construção duráveis e materiais de origem
vegetal. Actualmente apenas 6.8% das habitações são palhotas, forma tradicional de casa rural.

Quadro 9. Tipo de habitações

Em %
TOTAL 100.0
7
Casa convencional ou Apartamento 3.0
Casa mista8 43.0
Casa básica9 46.9
Palhota10 6.8
Casa improvisada11 0.3
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

5
Os dados demográficos e da habitação, excepto nota contrária, estão referidos a 1/8/2007, última data censitária.
6
Estimativa para 2012 a partir das projecções da população do Censo de 2007.
7
Casa convencional - é uma unidade habitacional unifamiliar que tenha quarto(s) casa de banho, cozinha dentro de casa, e
construída com materiais duráveis (bloco de cimento, tijolo, chapa de zinco/lusalite, telha/laje de betão). Pode ser de rés do chão,
mais de 1 ou 2 pisos. Flat/apartamento - é uma unidade habitacional que tenha quarto(s) casa de banho, cozinha pertencente a uma
unidade habitacional multifamiliar com 1 ou mais pisos podendo ser de um bloco ou conjunto de blocos.
8
Casa mista – é uma casa construída com materiais duráveis (bloco de cimento, tijolo, chapa de zinco/lusalite, telha/laje de betão),
materiais de origem vegetal (capim, palha, palmeira, colmo, bambu, caniço, paus maticados, madeira, etc) e adobe.
9
Casa básica – é uma unidade habitacional que só tem quarto(s) e não tem casa de banho e ou cozinha, sendo construída com
materiais duráveis (bloco de cimento, tijolo, chapa de zinco/lusalite, telha/laje de betão). Inclui-se nesta categoria o conjunto de
quartos geminados (casa comboio) que utilizam os mesmos serviços (casa de banho, cozinha e água).
10
Palhota – é uma casa cujo material predominante na construção é de origem vegetal (capim, palha, palmeira, colmo, bambu,
caniço, adobe, paus maticados, etc).
11
Casa improvisada – são habitações construídas com material improvisado e precário, tal como papel, saco, cartão,, latas, cascas de
árvores, etc.

Página 1 2 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Figura 4. Tipo de habitações

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Apesar de as condições de habitação serem diferentes entre as zonas urbanas e rurais do distrito,
verifica-se um padrão comum dos materiais de construção caracterizado por:
• A quase totalidade das casas tem paredes de blocos de cimento ou tijolo (49,7%) ou de
caniço/paus (48,3%);
• A quase totalidade das casas tem cobertura de chapas ou telhas (89,3%); e
• A maioria das casas tem pavimento de cimento (74,1%), seguido de adobe (11%).

Quadro 10. Habitações segundo o material de construção

Em  %  
    Total   Urbano   Rural  
Paredes   100.0%   100.0%   100.0%  
 -­‐  Blocos  de  cimento  ou  tijolo   49.7%   56.2%   48.8%  
 -­‐  Caniço  /  Paus   48.3%   42.7%   49.0%  
 -­‐  Madeira  /  Zinco   1.6%   0.9%   1.7%  
 -­‐  Outro  material   0.5%   0.3%   0.5%  
Cobertura   100.0%   100.0%   100.0%  
 -­‐  Chapas  ou  telhas   89.3%   93.5%   88.7%  
 -­‐  Laje  de  betão   1.3%   3.7%   1.0%  
 -­‐  Capim  ou  outro  material   9.4%   2.7%   10.3%  
Pavimento   100.0%   100.0%   100.0%  
 -­‐  Cimento,  parquet  ou  mosaico   74.1%   85.0%   72.7%  
 -­‐  Adobe   11.0%   3.3%   12.0%  
 -­‐  Outro  material   0.3%   0.2%   0.3%  
 -­‐  Sem  nada   14.6%   11.5%   15.0%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Página 1 3 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Figura 5. Habitações segundo o material de construção

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

O quadro seguinte mostra a distribuição percentual das habitações por acesso aos serviços básicos.
Ainda que maior nas áreas urbanas do distrito, o acesso a serviços básicos é também limitado nestas
áreas. Em geral a situação de acesso pode ser assim caracterizada:
• Só 17% das casas tem energia eléctrica;
• A maioria das famílias (74,2%) usa o petróleo como fonte de energia;
• A maioria das famílias (63%) tem acesso a fontes de água potável12; e
• Somente 39,4% das famílias usam sistemas de saneamento melhorados13.
Figura 6. Habitações e condições básicas existentes

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

12
Água canalizada (dentro e fora da casa), fontenário e poço/furo protegido c/ bomba.
13
Retrete ligada a fossa séptica, Latrina melhorada e Latrina tradicional melhorada.

Página 1 4 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Quadro 11. Habitações, água, saneamento e energia


Casa Casa Casa
HABITAÇÕES  E  CONDIÇÕES  BÁSICAS  EXISTENTES TOTAL Palhota
convencional mista básica
ENERGIA 100.0 100.0 100.0 100.0 100.0
Electricidade 17.0 80.1 2.3 28.9 0.4
Gerador/placa solar 0.5 2.0 0.3 0.7 0.1
Gás 0.1 0.0 0.1 0.1 0.0
Petróleo/parafina/querosene 74.2 14.3 87.5 64.6 82.5
Velas 6.4 2.8 7.9 5.1 7.4
Baterias 0.2 0.6 0.2 0.2 0.1
Lenha 1.2 0.0 1.3 0.1 9.0
Outras 0.4 0.1 0.4 0.3 0.4
ÁGUA 100.0 100.0 100.0 100.0 100.0
Água canalizada 15.7 79.1 7.5 21.4 1.3
- dentro da casa 2.3 66.2 0.6 0.0 0.0
- fora de casa 13.5 12.9 6.9 21.4 1.3
Não-canalizada 84.3 20.9 92.5 78.6 98.7
- fontenário 24.3 5.7 20.7 31.8 3.7
- poço/furo protegido c/ bomba 22.9 5.3 30.6 18.4 13.9
- poço sem bomba 36.3 9.6 40.8 28.1 75.0
- rio/lago/lagoa 0.6 0.0 0.3 0.0 6.0
- chuva 0.0 0.1 0.0 0.0 0.0
- outros 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1
SANEAMENTO 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Retrete ligada a fossa séptica 5,2 84,2 0,3 5,3 0,1
Latrina melhorada 17,2 9,1 10,8 26,1 0,7
Latrina tradicional melhorada 17,0 1,5 14,5 21,9 7,5
Latrina não melhorada 47,5 3,5 59,4 41,6 32,2
Não tem retrete/latrina 13,1 1,8 15,0 5,2 59,4
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

No que diz respeito a posse de bens, a incidência da posse de bens duráveis pelas famílias residentes
no distrito é apresentada na tabela seguinte.

Quadro 12. Famílias, segundo a posse de casa própria e bens duráveis


Casa Telefone Nenhum
própria Rádio Televisor fixo Computador Carro Motorizada Bicicleta bem
86.0%   56.0%   25.8%   0.3%   1.3%   3.4%   0.6%   3.7%   39.3%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Constata-se que, exceptuando a casa própria, 39 por cento das famílias não possuem nenhum dos
bens listados na tabela e observados aquando do Censo da População de 2007.

Página 1 5 Marracuene
________________________________________________________________________________________________

44 O
Orrggaanniizzaaççããoo A
Addm
miinniissttrraattiivvaa ee G
Goovveerrnnaaççããoo
A sede do actual distrito de Marracuene, elevado a Conselho e mais tarde Circunscrição (Portarias nº
59 de 1895 e nº 6352 de 1946), foi, na altura, baptizada de Vila Luísa.

Actualmente, o Distrito com sede na Vila de Marracuene está dividido em dois Postos
administrativos: Marracuene-Sede, onde reside a maior parte da população, e que inclui a Vila de
Marracuene e as Localidades Sede, Michafutene e Nhongonhane; e o posto administrativo de
Machubo, com duas Localidades: Taula e Macandza.

44..11 G
Goovveerrnnoo D
Diissttrriittaall
O Governo Distrital é dirigido pelo Administrador de Distrito e, ao abrigo da Lei nº 8/2003 de 19 de
Maio, está estruturado na Secretaria Distrital e nos seguintes Serviços Distritais:
• Actividades Económicas;
• Saúde, Mulher e Acção Social;
• Educação, Juventude e Tecnologia; e
• Planeamento e Infraestruturas.

De acordo com o Estatuto Orgânico do Governo Distrital aprovado pelo Decreto nº 6/2006 de 12 de
Abril, a Estrutura Tipo do Governo Distrital é a que é apresentada em seguida.

Estrutura Tipo do Governo Distrital

Fonte: Decreto nº 6/2006 de 12 de Abril

Para além destes serviços, funcionam ainda as seguintes instituições públicas:


• Tribunal Judicial;
• Registo e Notariado;
• Comando Distrital da PRM;
• Procuradoria Distrital da República;
• Alfândegas;
• Migração;
• SISE.

Página 1 6 Marracuene
Página 1 7

Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Com um total de 1.255 funcionários em 2011 (dos quais, 605 são mulheres), o pessoal da
Administração Distrital apresenta a seguinte distribuição por serviços:
• 115 Gabinete do Administrador/ Secretaria Distrital;
• 908 do Serviço Distrital de Educação Juventude e Tecnologia;
• 162 do Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social;
• 52 Serviço Distrital de Actividades Económicas; e
• 18 de Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas.

Do total de funcionários, 2,6% tem formação superior, 46,67% formação média, 28,87% formação
básica, 19,31% formação elementar e 8,66% tem outra formação. Ocupam cargos de chefia 120
funcionários (dos quais 45 são mulheres).

O Distrito possui um Conselho Consultivo Distrital composto por diversos membros e presidido pelo
Administrador Distrital. Em 2011 o CCD aprovou vários projectos de iniciativa local. No Distrito
funcionam dois Conselhos Consultivos dos Postos Administrativos e presididos pelo respectivo
Chefe do Posto Administrativo. No seu funcionamento participativo estes envolvem os membros dos
5 Conselhos Consultivos de Localidade.

Os membros dos Conselhos Consultivos do Distrito são envolvidos na apreciação do PEDD e


PESOD e na avaliação periódica dos instrumentos da planificação territorial local, bem como no que
se refere à opinião sobre a viabilidade de projectos de iniciativa local e projectos com impacto
directo nas comunidades, no âmbito de investimento local, que são submetidos posteriormente para
decisão do Conselho Consultivo Distrital.

No contexto da reforma do sector público, foi nomeado o Secretário Permanente Distrital, foram
institucionalizados os Conselhos Locais (Localidade, Posto Administrativo e Distrito), Balcão de
Atendimento Único Distrital (BAUD), descentralizados os investimentos no distrito, tramitados os
expedientes para a nomeação de directores dos serviços bem como dos chefes de Localidade.

No âmbito da materialização da Lei 8/2003 de 19 de Maio conjugado com o Decreto 5/2006 de 12 de


Abril, procedeu-se à cessação de funções de Chefes das Repartições de Administração Local e
Função Pública, da Repartição de Finanças e Chefe do Gabinete do Administrador, tendo sido
nomeados outros funcionários com requisitos para o efeito. Foram igualmente nomeadas para lugares
vagos em Comissão de Serviço a Secretária Executiva do Administrador Distrital e a Chefe da
Repartição de Planificação e Desenvolvimento Local.

A governação tem por base os Presidentes das Localidades, Autoridades Comunitárias e


Tradicionais. Os Presidentes das Localidades são representantes da Administração e subordinam-se
ao Chefe do Posto Administrativo e, consequentemente, ao Administrador Distrital, sendo
coadjuvados pelos Chefes de Aldeias, Secretários de Bairros, Chefes de
Quarteirões e de Blocos.

Página 1 8
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

44..22 SSíínntteessee ddaass aattrriibbuuiiççõõeess ee ddaa aaccttiivviiddaaddee ddooss óórrggããooss ddiissttrriittaaiiss


Nesta secção, sem pretender ser exaustivo transcrevendo o rol de tarefas realizadas, focam-se as
principais actividades de intervenção pública directa que contribuem para o desenvolvimento social e
económico do distrito.

4.2.1 Secretaria Distrital

A Secretaria Distrital dirigida por um Secretário Permanente Distrital é o órgão do Governo Distrital
que tem como principais funções e realizou actividades no âmbito de (a) prestar assistência técnica e
administrativa ao Governo Distrital; (b) assegurar a gestão dos recursos humanos, materiais e
financeiros do Governo Distrital; (c) assistir na organização e controlo das actividades do Governo
distrital, bem como na elaboração de relatórios de análise de actividades do Governo Distrital; e (d)
garantir a assistência técnica e administrativa necessária ao funcionamento dos postos
administrativos, localidades e povoações.

Estrutura Orgânica da Secretaria Distrital

Secretário  Permanente
Distrital

Repartição  de  Planificação Repartição  de Repartição  de  Administração  Local Secretaria
e  Desenvolvimento  Local Finanças e  Função  Pública Geral

Fonte: MAE/DNAL.

4.2.2 Serviço Distrital de Actividades Económicas

Este Serviço é dirigido por um director e tem como funções específicas de entre outras: (a) a
promoção do uso adequado do solo e a gestão florestal; (b) o incentivo da produção alimentar e de
culturas de rendimento; (c) o fomento pecuário e a construção comunitária de tanques carracicidas;
(d) a emissão de emitir licenças de pesca artesanal, caça e de abate, bem como o combate a caça
furtiva; (e) a promoção da piscicultura e da apicultura; (f) a divulgação do potencial económico,
industrial, turístico e cinegético local; (g) a promoção da pequena indústria e mineração artesanal;
(h) a emissão de pareceres sobre pedidos de licenciamento de actividades económicas, licenciar
actividades comerciais e emitir licenças turísticas; (i) efectuar o recenseamento das actividades de
artesanato; e (j) promover mecanismos de financiamento das actividades produtivas.

4.2.2.1 Apoio à Produção Agrícola

Aviso Prévio e Avaliação da Campanha 2012/2013

O início da presente Campanha agrícola foi caracterizado pela queda atempada da


precipitação, o que contribuiu para o arranque normal da Campanha, no que diz respeito a

Página 1 9
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

preparação da terra e à sementeira na zona alta. Assim, as primeiras chuvas foram registadas na primeira
década do mês de Outubro de 2012.

A distribuição das chuvas foi regular, embora as quantidades registadas por mês tenham sido diferentes e
oscilatórias. O gráfico a seguir apresenta a evolução da precipitação durante as campanhas agrícolas de
2011/2012 e 2012/2013.

Figura 7. Evolução Comparativa Anual da Precipitação (mm).


Fonte: Secretaria Distrital de Marracuene, 2013.

O mês de Janeiro registou a maior precipitação, o que resultou em inundações na maior parte da zona baixa,
localizada ao longo da baixa do rio Incomati. Esta inundação afectou directamente uma área de 1.012 ha de
culturas diversas, sendo 308.50 ha de mandioca, 624.50 ha de batata-doce, 16.00ha de milho, 52.00 de arroz,
5.00 ha de banana e 0.50 ha de legumes.

Por outra parte, o excesso das chuvas registadas durante o período em referência contribuiu favoravelmente
para o desenvolvimento e produtividade da cultura do arroz, principalmente nas localidades de Macaneta e
Taula.

Sanidade Vegetal

Em 2013 as principais pragas registadas durante este período são: gafanhoto elegante, a traça-da-couve,
lagartas, rato-do-campo, broca-do-colmo, gorgulho, minador da folha, pássaros e cochonilha. Em relação às
doenças destacou-se a ferrugem, o oídio, o mildium, o damping off e a podridão radicular.

Estas pragas e doenças afectaram uma área de 782,50 ha, tendo sido tratados 145,00 ha, sendo 5.0 ha através
de campanha pública fitossanitária, beneficiando 501 famílias. Outros 4.0 ha na cultura de batata-doce foram
tratados por um privado. A tabela 3 abaixo apresenta os dados gerais das pragas e doenças registadas durante a
Campanha.

Página 2 0
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

4.2.2.2 Extensão Agrária

Assistência aos Camponeses Durante a Campanha Agrícola de 2012/2013

Na Campanha Agrícola de 2011/ 2012, o sector de Extensão Agrária funcionou em todas localidades do
Distrito, com um total de 6 extensionistas e um Supervisor. Neste período foram assistidos no total 5.192
agricultores, sendo 1.755 homens e 3.437 mulheres. Durante a Campanha de 2012/2013 o sector continuou a
funcionar em todas localidades do Distrito, com o mesmo número de extensionistas e Supervisor. Nesta
campanha foram assistidos no total 5.993 agricultores, sendo 1.755 homens e 4.238 mulheres. A seguir
apresentamos as demais actividades desenvolvidas pela Extensão Agrária.

No âmbito do Programa de batata reno foram distribuídas 36 ton provenientes da DPA e da FDA, beneficiando
73 produtores.

Em ralação ao Programa de Batata-doce de Polpa Alaranjada referir que foram distribuídas 20.3 toneladas de
rama das variedades Irene, Namanga, Sumaia, Bela, Amélia e Érica, nas localidades Sede, Macaneta,
Michafutene, Matalane e Posto Administrativo de Machubo, concretamente em Mantimane e Mucize No total
foram beneficiadas 3.000 famílias.

Quanto ao programa de arroz foram cultivados 101 ha de variedade ITA-312, Chupa Zambeze e Macassane,
beneficiando 182 famílias nos bairros de Matsinane, Hobjana, Mbuva e Macaneta 1, isto na localidade de
Macaneta. Por outro lado foram processados 13.9 toneladas de arroz em Macaneta, provenientes dos povoados
de Matsinane, Mbuva, Hobjana e Posto Administrativo de Machubo, beneficiando 648 famílias.

No tocante ao aprovisionamento de insumos agrícolas em 2013 foram vendidos 23.8 ton de semente de batata
reno da variedade BP1 proveniente da DPA, beneficiando 36 produtores do Distrito. Outras 12,2 ton
provenientes da FDA- Maputo beneficiaram 37 camponeses. No total foram comercializadas 36 ton e
beneficiados 73 camponeses. Em paralelo o Distrito beneficiou de 35kg de sementes de emergência. Estas
sementes (de couve, abóbora, cebola e quiabo) foram distribuídas nas Associações Eduardo Mondlane, Bobole
1B, Telmina Perreira, no Posto Administrativo de Machubo e nas baixas de Hobjana e Mbuva.

Quanto à assistência aos beneficiários do FDD Neste período foi realizado um inquérito de gestão do FDD, no
qual foram abrangidos 16 famílias das Localidades Sede e Matalane, com o objectivo avaliar o nível de
execução dos projectos até ao presente, bem como fazer um levantamento das dificuldades enfrentadas pelos
mutuários. Algumas das constatações feitas são: desvio de aplicação de fundos, atraso na implementação de
alguns projectos e não reembolso de valores de acordo com o plano.

No âmbito da transferência de tecnologias, realizou-se a montagem de 5 CDRs, pertencentes a 5 técnicos, nas


Localidade Sede, Matalane, Ngalunde e Michafutene.

Foi realizado um dia de campo na ACIPOL onde participaram 80 convidados incluindo camponeses,
professores, técnicos do Distrito e da CIP. O dia de campo consistia na demonstração prática do Agro-
processamento da batata-doce de polpa alaranjada. Por outro lado realizou-se em Macaneta um dia de campo
de Agro- processamento da Batata-doce de Polpa Alaranjada. Aqui foi demonstrado o fabrico de bolos e sumos

Página 2 1
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

e participaram 80 convidados, dos quais a Directora Provincial para os Antigos Combatentes e membros da
Organização da Mulher Moçambicana a nível Distrital e Central.

4.2.2.3 Sector da Pecuária


Sanidade

Em Janeiro de 2013 foi detectado um surto de Peste Suína Africana na Localidade de Ngalunde, no povoado
de Sibacusse. A doença foi confirmada pelo Laboratório Central de Veterinária, após realização do exame
virológico das vísceras enviadas. No total foram afectados 27 suínos.

Devido a ocorrência de chuvas as áreas de pastagens localizadas na zona baixa em Taúla, Machubo e
Macandza ficaram inundadas e o gado foi transferido para zonas altas onde a disponibilidade de gado é
bastante reduzida. Em finais de Maio o gado regressou ao local de origem, depois de normalizada a situação.

Devido a estiagem o porte do gado baixou significativamente nas zonas onde o encabeçamento é maior,
nomeadamente nas Localidades de Macaneta, Taúla e Macandza.

Profilaxia

Durante a Campanha 2012/2013 realizou-se a campanha de vacinação de gado contra os Carbúnculos


Hemático, Sintomático, Dermatose Nodular, Newcastle e raiva. A tabela abaixo apresenta o grau de realização
e de crescimento do número de vacinações entre 2012 e 2013.

Quadro 13. Vacinações Realizadas Durante a Campanha Agrícola 2012/2013


Tipo de
2012 2013
vacinação
C.Hemático 7.999 8.533
C. Sintomático 3.192 3.591
D. Nodular 6.812 5.111
Brucelose 0 0
Newcastle 2.246 4.300
Raiva 294 685
Fonte: RAP, 2013.

Banhos Parasiticidas

No tanque carracicida público de imersão de Macandza foram dados 9.040 banhos por pulverização, no sector
familiar. Este facto deveu-se à avaria do tanque, de forma que não há condições para a realização de banhos
por imersão no local.

Em mangas de tratamento localizadas em diversos pontos do Distrito foram dados 62.956 banhos por
pulverização, também no sector familiar. Em mangas de tratamento do sector privado foram dados 8.040
banhos por pulverização e 2.754 pour on. Ao todo foram dados em 2013 um total de 82.790 banhos, contra
40.842 em 2012, o equivalente a um crescimento de 103%.

Página 2 2
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Importa referir que todos os tanques carracicidas públicos encontram-se paralisados. Os de imersão por falta de
água e carecerem de reabilitação e o de aspersão de Bobole porque o gerador e a motobomba se encontram
avariados.

Fomento

O fomento pecuário tem evoluído nos últimos anos. O Distrito adquiriu e distribuiu 24 bovinos, dos quais 16
para tracção animal e os restantes 8 para a reprodução no âmbito do programa de fomento pecuário do projecto
de Reforço da Segurança Alimentar da ONG CESVI. Este gado beneficiou 4 associações de produtores do
Distrito, nas localidades de Macaneta e Macandza.

4.2.2.4 Florestas e Fauna Bravia


Produção de Plantas

Quadro 14. Produção de Plantas em 2012 e 2013.


Viveiro Espécie 2012 2013
Casuarinas 5140 6950
Eucaliptos 800 1000
Madeiras Nativas 4600 2000
Fruteiras Nativas 100 552
Viveiro de Mangueiras 10640 -
Marracuene Todas
Total 21280 11402
Fonte: RAP, 2013.
Fiscalização da Exploração Florestal

Na tabela a seguir apresenta-se o rol das multas passadas aos operadores durante as campanhas 2012 e 2013.

Quadro 15. Multas por Transgressão em 2012 e 2013

Valor Pago . Valor Pago


Tipo de Transgressão
2012(Mt) 2013 (Mt)
Sem guia de trânsito 104,300.00 318,149.00
Falta de visto nos postes de fiscalização - 20,000.00
Total 104,300.00 338,149.00
Fonte: RAP, 2013.

Conflito Homem/Fauna Bravia

No âmbito da gestão do conflito homem/fauna bravia foram abatidos em 2012 2 hipopótamos na área de
Xilhale, os quais para além de perigar a vida da população destruíam as culturas dos camponeses, dentre as
quais o arroz, o milho, a batata-doce e feijões. Todavia, não houve registo de danos humanos. Por outro lado
registou-se a presença de porcos do mato na Povoação de Gimo Ocossa, Localidade de Ngalunde.

Página 2 3
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Em 2013 registou-se a movimentação de elefantes em Xilhale e Pazimane, tendo sido abatidos 2 que haviam
causado a morte de uma cidadã que se encontrava a pescar no rio. Para além de causar a morte desta cidadã,
estes animais destruíram as culturas dos camponeses, dentre as quais o arroz, o milho, a batata-doce e feijão.
Também continuou a registar-se a presença de porcos do mato em Gimo-Ocossa e em Ngalunde. Face a este
cenário está sendo feito um trabalho de afugentação e caça destes animais com recurso a meios não letais
existentes na comunidade.

4.2.2.5 Pescas
Durante o ano 2013 foram licenciadas 141 embarcações e suas respectivas artes de pesca, em Macaneta e
Muntanhana.

4.2.2.6 Licenciamento e Fiscalização da Actividades Económica

Licenças Emitidas

No período em análise o sector emitiu um total de 168 licenças simplificadas, o correspondente a uma
realização do plano anual em 89.3%. A tabela a seguir apresenta o número de licenças simplificadas emitidas
em 2012 e 2013..

Quadro 16. Licenças Simplificadas Emitidas em 2012 e 2013


Tipo de Actividade Licenças Licenças Empregos Ganhos
Licença Emitidas 2012 Emitidas 2013 H M H M
2012 2013
Comércio 51 122
Turismo 01 00
Industria 11 16
Prestação
15 30
Simplificada de Serviço 114 69 249 206
Construção 00 00
Agricultura 01 00
Pecuária 00 00

Total 79 168
Fonte: RLFAE, 2013.

Foram igualmente tramitados 49 processos de licenciamento normal da actividade comercial a grosso,


industrial e turístico. Os dados deste licenciamento são apresentados na tabela seguinte.

Quadro 17. Processos Normais Tramitados em 2012 e 2013


Actividade Real. Real.
2012 2013
Comercio 18 22
Processos Industria 06 10
Tramitados Turismo 12 08
Farmácia 00 00
P. Serviços 03 09
Total 39 49
Fonte: RLFAE, 2013.
Página 2 4
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

4.2.2.7 Promoção e Desenvolvimento do Empresariado Local

No concernente a divulgação da Lei do Trabalho foram realizadas 2 palestras com o empresariado local, na
Localidade de Macaneta e na Vila Sede. Aqui foram abordadas matérias como “Contratos de trabalho,
pagamento de segurança social e contratação de mão-de-obra estrangeira”.

Promoção e Realização da Feira Gwaza Muhtine

No âmbito da preparação do Guaza Muthine foram distribuídos tanto em 2012 como em 2013 61 convites que
beneficiaram aos associados e as instituições privadas locais. No evento participaram em cada ano 24
expositores dentre os quais artesãos, agricultores, escultores, serralheiros, agentes de saúde convencional e
tradicional e da construção civil.

Estas feiras foram também uma oportunidade para os participantes trocarem experiencias no âmbito dos seus
negócios e criarem parcerias para novas oportunidades que o mercado oferece.

Preparação e realização da FACIM 48ª edição

A participação do Distrito na 48ª e 49ª edição da FACIM consistiu na produção de material promocional,
sendo de destacar a captação de fotos das diversas actividades económicas desenvolvidas no Distrito assim
como a produção de embalagens para os produtos produzidos localmente (arroz, feijão preto e cenoura). Foram
igualmente capacitados os agricultores em técnicas melhoradas de produção de embalagens.

Volume de Investimento no Distrito de Marracuene em 2013

Ao longo do ano 2012 foram investidos no Distrito cerca de 7.751.817.000,00Mtn (Sete mil e Setecentos e
Cinquenta e um Milhões, Oitocentos e dezassete Mil Meticais). Em 2013 foi realizado um investimento
agregado de 75.529.750,00 Mt (Setenta e Cinco Milhões, Quinhentos e Vinte e Nove Mil e Setecentos e
Cinquenta Meticais). A tabela a seguir apresenta estes valores distribuídos pelos sectores de actividade.

Quadro 18. Volume de Investimento por Sector de Actividade - 2012 e 2013


Sector de Actividade Valor Investido em Valor Investido em
2012 (Em 2013 (Em
Meticais) Meticais)
Industria 1,282,290,000.00 27,763,500.00
Comercio 14,715,000.00 34,255,750.00
Turismo 13,612,000.00 11,160,000.00
Prestação de Serviços 2,850,000.00 2,350,500.00
Total 1.313.467.000,00 75.529.750,00
Fonte: RPDEL, 2013.

Página 2 5
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

4.2.3 Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia


Este Serviço é dirigido por um director e tem como funções específicas de entre outras: (a) garantir o
funcionamento de estabelecimentos de ensino, formação de professores, alfabetização, educação de
adultos e educação não formal; (b) realizar estudos sobre cultura, diversidade cultural, valores locais
e línguas nacionais; (c) promover o fabrico de instrumentos musicais tradicionais; (d) incentivar o
desenvolvimento de associações juvenis, bem como promover iniciativas geradoras de emprego,
autoemprego e outras fontes de rendimento dos jovens; e (e) promover o uso de novas tecnologias.

4.2.3.1 Educação

Com mais de ¾ da população alfabetizada, predominantemente homens, este distrito tem uma taxa
de escolarização elevada, constatando-se que 83.7% dos seus habitantes, principalmente residentes
no posto administrativo sede, frequentam ou já frequentaram a escola. A análise por sexos revela um
padrão melhor entre os homens do que nas mulheres.

Quadro 19. População com 5 anos ou mais, por frequência escolar


P O P U L A Ç Ã O Q U E:
FREQUENTA FREQUENTOU ANTES NUNCA FREQUENTOU
Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres
Distrito de Marracuene 36.5% 38.3% 34.9% 47.2% 50.8% 43.8% 16.3% 10.9% 21.3%
P.A. de Marracuene 36.7% 38.3% 35.2% 47.4% 51.1% 44.0% 16.0% 10.7% 20.8%
P. A. de Machubo 33.6% 37.8% 30.1% 43.7% 47.2% 40.8% 22.6% 15.0% 29.1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

A análise do nível de ensino frequentado pela população que actualmente atende a escola, revela
uma concentração significativa no nível primário de ensino (EP1 – 60,3%; EP2 – 19,6%).

Quadro 20. População que frequenta a escola, por nível de ensino


NÍVEL DE ENSINO QUE FREQUENTA
Total AEA EP1 EP2 ESG ET CFP Superior
Total 100.0% 1.6% 60.3% 19.6% 15.8% 1.2% 0.2% 1.3%
5 - 9 anos 100.0% 0.3% 99.7% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0%
10 - 14 anos 100.0% 0.2% 62.4% 32.3% 5.0% 0.0% 0.0% 0.0%
15 - 19 anos 100.0% 0.3% 12.7% 37.2% 47.0% 2.6% 0.1% 0.1%
20 - 24 anos 100.0% 3.5% 6.1% 13.7% 64.6% 5.9% 1.5% 4.8%
25 e + anos 100.0% 18.1% 14.9% 12.3% 32.0% 6.0% 1.5% 15.1%
Homens 100.0% 0.4% 60.9% 19.5% 15.5% 1.6% 0.2% 1.8%
Mulheres 100.0% 2.8% 59.7% 19.6% 16.1% 0.8% 0.2% 0.8%
EP1 - 1º a 5º anos; EP2 - 6º e 7º anos; ESG I - 8º a 10º Anos; ESG2 - 11º e 12º Anos; ET – Ensino técnico; CFP – Curso de
formação de professores; AEA -Alfabetização e educação de adultos.
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Página 2 6
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Figura 8. População (5 anos ou mais) por grau de ensino frequentado

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Um aspecto importante da análise sobre educação é a observação das taxas de escolarização bruta e
líquida. A primeira taxa calcula-se dividindo o total de alunos de um determinado nível de ensino
(independentemente da idade) pela população do grupo etário correspondente à idade oficial para o
referido nível14. Para calcular a segunda taxa, divide-se o total de alunos cuja idade coincide com a
idade oficial para o nível pela população do grupo etário correspondente a esse nível. Estas são as
medidas mais comuns para estimar o desenvolvimento quantitativo do sistema educativo.

Quadro 21. Taxas de escolarização por sexo


Taxas  de   Taxa  Bruta  de  Escolarização   Taxa  Líquida  de  Escolarização  
escolarização   TOTAL   H   M   TOTAL   H   M  
EP1   131.1   132.7   129.5   87.8   87.5   88.1  
EP2   122.7   123.3   122.2   28.4   25.7   31.0  
ESG1   66.7   63.7   69.7   15.1   12.7   17.7  
ESG2   20.1   20.7   19.5   1.6   1.5   1.6  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Como se pode observar, a taxa bruta de escolarização do Ensino Primário do 1º Grau é de 131.1%, o
que indica um elevado nível de cobertura escolar neste nível. Atendendo a que a idade ideal para
frequentar o EP1 é de 6 a 10 anos (para terminar este nível sem nenhuma reprovação), este indicador
acima dos 100% reflecte a entrada tardia na escola, a reprovação e desistência escolar, levando a que
exista um elevado número de alunos no EP1, com idades superiores a 10 anos.

Efectivamente, a taxa líquida de escolarização no EP1 confirma aquele facto ao indicar que somente
87,8% das crianças de 6 a 10 anos frequentam o nível de ensino correspondente a sua idade, neste
caso o EP1.

14
EP1 – 6 a 10 anos; EP2 – 11 a 12 anos; ESG1 – 13 a 15 anos; ESG2 – 16 a 17 anos; Superior – 18 a 22 anos.
Página 2 7
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Em geral, os rapazes apresentam melhores indicadores educacionais brutos e líquidos para o nível
EP1. Nos restantes níveis as raparigas apresentam taxas mais elevadas de escolarização, denotando
um aumento de mulheres matriculadas nos níveis de ensino correspondente as suas idades.

A situação global descrita reflecte, para além de factores socioeconómicos, o facto de a rede escolar
existente e o efectivo de professores, apesar de terem vindo a evoluir a um ritmo significativo, serem
insuficientes, o que é agravado por taxas de aproveitamento baixas em algumas localidades.

Quadro 22. Escolas, Alunos, Professores - 2011


Alunos Professores
Níveis de Ensino Escolas
M HM M HM
Total 49 18,797 37,688 360 790
EP1 19 10,893 22,239 236 402
EP2 24 3,900 7,621 89 199
ESG1 1 1,980 3,906 14 75
ESG2 1 339 636 5 20
Escola Comunitária 3 1,410 2,451 14 63
ET 1 275 835 2 31
AEA 14 748 899 18 27
Fonte: SDEJT

Em termos de grau de ensino concluído, constata-se que do total de população com 10 anos ou mais
de idade, pouco mais de metade da população (53%) concluiu algum nível de ensino, na sua maioria
o nível primário.

Figura 9. População (10 anos ou mais) por grau de ensino concluído

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Página 2 8
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Quadro 23. População (10 anos ou mais) por grau de ensino concluído
NÍVEL DE ENSINO CONCLUÍDO
TOTAL Alfab. Primário Secund. Técnico C.F.P. Superior Nenhum
TOTAL 52.8% 0.2% 40.7% 10.4% 0.9% 0.4% 0.3% 47.2%
10 - 14 anos 36.6% 0.0% 36.1% 0.5% 0.0% 0.0% 0.0% 63.4%
15 - 19 anos 77.9% 0.0% 67.5% 10.2% 0.2% 0.0% 0.0% 22.1%
20 - 24 anos 70.2% 0.0% 51.7% 17.1% 1.0% 0.4% 0.0% 29.8%
25 - 29 anos 64.6% 0.1% 44.7% 17.4% 1.4% 0.8% 0.2% 35.4%
30 e + anos 41.7% 0.4% 29.3% 9.8% 1.2% 0.4% 0.6% 58.3%
HOMENS 60.2% 0.1% 44.6% 13.2% 1.3% 0.5% 0.5% 39.8%
MULHERES 46.2% 0.2% 37.3% 7.9% 0.4% 0.3% 0.1% 53.8%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

4.2.3.2 Tecnologia

Investigação Científica

• Preparação e realização do encontro de divulgação da Estratégia de Ciência, Tecnologia e


Inovação de Moçambique, envolvendo os funcionários do SDEJT correspondente a 100% de
realização em termos de encontros programados;

• Produção e distribuição de convites às instituições para IV mostra Provincial de Ciência e


Tecnologia.

Transferência de tecnologias, Divulgação e Promoção de Ciência

• Realização do encontro com Associação Agropecuária para o Desenvolvimento de


Marracuene (APDEM) para o balanço das actividades desenvolvidas nos CDR´s no ano de
2011, bem como a preparação das actividades para o presente ano;

• Coordenação com a Delegação Provincial de Ciência e Tecnologia para a gestão do material


de CDR´s sob a posse dos camponeses;

• Encontro com um técnico da DPCT para avaliação do ponto de situação do programa do


CDR´s;

• Participação no encontro de reflexão sobre o ponto de situação do Campo de Demonstração


de Resultados na Delegação Provincial de Ciência e Tecnologia;

• Coordenação com o SDAE, DPCT, APOJ e a Associação para a realização de actividades de


lavoura no Campo de Demonstração de Resultados;

• Criação de um viveiro de moringa no Campo de Demonstração de Resultados;

• Demonstração do Plantio de mudas de moringa no Campo de Demonstração de Resultados;

• Participação de dois (2) membros da associação de agricultores na formação para produtores,


no Centro de Investigação e Transferência de Tecnologias Agrárias China- Moçambique;

• Inovação Tecnológica;

Página 2 9
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

• Elaboração de panfletos sobre o programa inovador moçambicano;

• Elaboração do plano de encontros com os secretários dos bairros para a divulgação da


informação referente as iniciativas inovadoras ao nível dos bairros.

Tecnologias de Informação e Comunicação

• Apoio aos funcionários do serviço no uso das tecnologias de informação e comunicação;

• Realização do encontro de balanço das actividades desenvolvidas nas Oficinas Pedagógicas


e planificação das actividades referentes a 2012;

• Instalação da rede sem fios nos computadores a nível do serviço;

• Levantamento do ponto de situação das TIC´s nas Escolas Secundária Guaza Muthini,
Comunitária Sagrada Família, Santa Montanha, Primárias Completa 16 de Junho, Filipe
Samuel Magaia e de Guava;

• Elaboração de documentos orientadores e envio às escolas com material informático, para a


capacitação dos funcionários em TIC´s;

• Capacitação em matéria de TIC´s (Microsoft Office Excel) dos funcionários da Escola


Primária Centro Educacional;

• Capacitação dos funcionários da EPC Filipe Samuel Magaia em matéria de TIC´s com
duração de 3 dias;

• Manutenção do material informático a nível do SDEJT;

• Realização do Censo Informático no SDEJT; SDAE e SDPI;

• Preparação da capacitação dos chefes das localidades em TIC´s.

4.2.3.3 Cultura

Em 2011 foram comemoradas todas datas comemorativas e festivas. Para além dessas
comemorações, o Distrito participou em outras actividades como:
• Elaboração do plano de divisão de tarefas da comissão de Cultura e Desporto;
• Supervisão dos grupos culturais envolvidos na visita da Sua Excelência Presidente da
República; Inscrições dos grupos culturais a participarem no festival de danças tradicionais
no âmbito das comemorações do ano Samora Machel;
• Acompanhamento das actividades realizadas nas Escolas no âmbito da visita Provincial às
bibliotecas a nível do Distrito e na entre de livros nas escolas abrangidas;
• Participação na recepção da visita Presidencial;
• Participação na visita de sua Excia Presidente da República e Senhora Governadora da
Província de Maputo às Obras da Facim;
• Levantamento dos grupos culturais do Distrito;

Página 3 0
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

• Preparação e participação na sessão de debate aberto sobre Política e estratégia das


Industrias Culturais;
• Visita do Centro Cultural de Matalane em Coordenação com a Biblioteca Publica Provincial.

Desporto

Na área de desporto destacam-se as seguintes actividades:


• Participação no 1º Festival Khavela Maputo em futebol onde a equipa masculina alcançou o
2º lugar;
• Realização da grande meia maratona (atletismo), em coordenação com a Federação
Moçambicana de Atletismo, evento que envolveu cerca de 300 crianças oriundas do nosso
belo distrito;
• Realização da cerimónia de entrega de material desportivo à comunidade de Agostinho
Neto, proveniente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo;
• Realização de 1 encontro com a Associação Distrital de Desporto, no âmbito de preparação
da taça 10º Congresso do Partido FRELIMO.

4.2.4 Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social


Este Serviço é dirigido por um director e tem como funções específicas de entre outras: (a) assegurar
o funcionamento das unidades sanitárias e incentivar a medicina tradicional; (b) promover acções de
apoio e protecção da criança, da pessoa portadora de deficiência e do idoso; (c) desenvolver acções
de prevenção da violência doméstica e de abuso de menores; e (d) promover a igualdade e equidade
do género.

4.2.4.1 Saúde

Unidades sanitárias e pessoal da saúde

A rede de saúde do distrito, apesar de estar a evoluir a um ritmo significativo, é insuficiente,


evidenciando os seguintes índices de cobertura média:

- Uma unidade sanitária por cada 14.875 pessoas;

- Um médico por 10.800 pessoas;

- Uma cama por 1.240 habitantes; e

- Um profissional técnico para cada 1.450 residentes no distrito.

Página 3 1
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Quadro 24. Unidades de saúde, Camas e Pessoal - 2012


Total de Centro Postos de Pessoal existente
Unidades de Saúde Saúde
HM H M
Nº de Unidades 8 7 1
Nº de camas 96 92 4
Pessoal total 165 163 2 165 71 94
Licenciados 11 11 0 11 3 8
Nível Médio 29 29 0 29 14 15
Nível Básico e elementar 42 40 2 42 18 24
Pessoal de Apoio 83 83 0 83 38 45
Fonte: SDSMAS

Cuidados de saúde

A tabela seguinte apresenta a evolução de alguns indicadores do grau de acesso aos serviços do
Sistema Nacional de Saúde, que comprovam a evolução positiva do sector nos últimos anos.

Quadro 25. Prestação de cuidados de saúde, 2010-2012


Indicadores 2010 2011 2012
Taxa de ocupação de camas 62,7% 31,6% 49%
DCO´s 85.005 42.588 38.529
Partos 23.412 12.864 12.852
Vacinação 25.576 15.348 14.939
Saúde materno-infantil 70.306 38.091 34.602
Consultas externas 173.420 97.954 109.377
Consultas de Estomatologia 4.738 5502 6.303
Taxa de mortalidade intra-hospitalar 2,8% 2,0% 2,2%
Taxa de baixo pesa à nascença 5,1% 4,7% 5,5%
Taxa de mau crescimento 1,0% 1,0% 1,1%
Fonte: Administração do Distrito e Direcção Provincial da Saúde

De referir ainda a existência de vários programas de cuidados de saúde primários a vários níveis que
denotam uma evolução positiva nos últimos anos, nomeadamente:

• Saúde ambiental: Esta actividade está sendo realizada em todas as unidades sanitárias, bem como
em brigadas móveis e nos locais de interesse público

• Saúde Ocupacional: Realizadas visitas de trabalho as empresas para vacinação aos trabalhadores,
bem como a todos os outros que manipulam géneros alimentícios

• Saúde reprodutiva

• Saúde Infantil, Nutrição, Saúde Escolar

• Suplementação de Vitamina ‘A’

• Programa alargado de vacinação

• Saúde Mental

Página 3 2
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Quadro epidemiológico

O quadro epidemiológico do distrito é dominado pela malária, diarreia, disenteria, DTS e SIDA que,
no seu conjunto, representam quase a totalidade dos casos de doenças notificados no distrito.

Quadro 26. Casos de doenças e óbitos notificados, 2010-2011


Doenças Casos Notificados
2010 2011
Sarampo 32 6
Diarreia 3.546 4.016
Disenteria 1.031 829
Malária 5.040 5.283
Pneumonia 88 76
Tuberculose 68 52
Cólera 0 0
DTS 15.336 6.850
HIV-SIDA 925 1.860
Fonte: SDSMAS Marracuene

Figura 10. Quadro epidemiológico, 2011

Fonte: SDSMAS

4.2.4.2 Acção Social

A integração e assistência social a pessoas, famílias e grupos sociais em situação de pobreza


absoluta, dá prioridade à criança órfã, mulher viúva, idosos e deficientes, doentes crónicos e
portadores do HIV-SIDA, toxicodependentes e regressados.

No distrito existem, segundo os dados do Censo de 2007, cerca de 8 mil órfãos (dos quais 10% de
pai e mãe) e cerca de 2 mil deficientes (90% com debilidade física e 10% com doenças mentais).

Página 3 3
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Quadro 27. População de 5 anos ou mais, por orfandade, 2007


    População   Órfão  de:  
    0-­‐19  anos   Total   Mãe   Pai   Pai  e  Mãe  
Total   43,256   7,748   1,899   5,111   738  
 -­‐  Homens   21,711   3,891   959   2,557   375  
 -­‐  Mulheres   21,545   3,857   940   2,554   363  
Grupos  etários:                      
   -­‐  0  a  4  anos   13,703   648   141   482   25  
   -­‐  5  a  9  anos   11,939   1,530   353   1,055   122  
   -­‐  10  a  14  anos   9,937   2,598   676   1,649   273  
   -­‐  15  a  19  anos   7,677   2,972   729   1,925   318  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Quadro 28. População deficiente, 2007

Grupos de Idade População Sem Com deficiência


Total Deficiência Total Física Mental
DISTRITO DE MARRACUENE 85,033 83,174 1,859 1,687 172
0 - 14 35,601 35,247 354 313 41
15 - 44 37,662 36,950 712 603 109
45 e mais 11,770 10,977 793 771 22
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

4.2.4.3 Género

O distrito tem uma população estimada de 119 mil habitantes - 62 mil do sexo feminino - sendo 10%
dos agregados familiares do tipo monoparental chefiados por mulheres.

Ao nível do distrito tem-se privilegiado a coordenação das acções de algumas organizações não
governamentais, associações e sociedade civil, promovendo a criação de igualdade de oportunidades
e direitos entre sexos em todos aspectos de vida social e económica, e a integração da mulher no
mercado de trabalho, processos de geração de rendimentos e vida escolar.

Esta coordenação recorre a mecanismos de troca de informação, diálogo e concertação da acção,


evitando a sobreposição de actividades e racionalizando recursos de forma a melhorar a eficácia e
eficiência das acções governamentais e das iniciativas da comunidade e do sector privado.

Referir ainda, a título de curiosidade cultural, que as cerimónias do Gwaza Muthini, festa tradicional
e dança guerreira do distrito, são actualmente dirigidas pela filha do régulo Gounwine, reconhecida
como o Régulo de Marracuene, a Rainha Julieta Massinguitana.

Tendo por língua materna dominante o Xirhonga, 79% das mulheres do distrito com 5 ou mais anos
de idade têm conhecimento da língua portuguesa, sendo este domínio mais acentuado nos homens
(89%), dada a sua maior inserção na vida escolar e no mercado de trabalho. A taxa

Página 3 4
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

de analfabetismo na população feminina é de 33,4%, sendo de 13,2% no caso dos homens.

Das mulheres do distrito, 21% nunca frequentaram a escola (no caso dos homens só 11% nunca
estudaram) e 30% concluíram o ensino primário (no caso dos homens, 35% terminaram o primário).

Figura 11. Indicadores de escolarização por sexos

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

No que diz respeito ao acesso a novas tecnologias também se verifica um desequilíbrio entre sexos,
como se pode deduzir da tabela seguinte.

Quadro 29. Uso de novas tecnologias (10 anos ou mais)


    Número de pessoas que usou: % de pessoas
    Computador Internet c/ Telemóvel
Total   3.1%   1.5%   32.7%  
 -­‐  Homens   5.3%   2.6%   52.8%  
 -­‐  Mulheres   1.1%   0.5%   14.6%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

No tocante a actividade económica, de um total em 2012 de 62 mil mulheres, 35 mil estão em idade
de trabalho (mais de 15 anos), das quais 21 mil são economicamente activas15. A população não
economicamente activa de mulheres (42%) é constituída principalmente por domésticas e estudantes
a tempo inteiro.

O nível da participação no trabalho é superior no caso dos homens em relação as mulheres: 70.8%
contra 58.0%.

15
Segundo recomendações internacionais, a PEA é considerada como a população que participa na actividade económica e que tenha
15 anos de idade e mais. Dito por outras palavras, a PEA compreende as pessoas que trabalham (ocupadas) e as que procuram
activamente um trabalho (desocupadas), incluindo aquelas que o fazem pela primeira vez.
Página 3 5
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Figura 12. População (15 anos ou mais), segundo a actividade e sexo

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

A distribuição das mulheres activas residentes no distrito de acordo com a posição no processo de
trabalho e o sector de actividade é a seguinte:
Cerca de 66% são trabalhadoras agrícolas, familiares ou por conta própria;
18% são comerciantes, artesãs, ou empregadas do sector comercial formal e informal; e
As restantes 16% são, na maioria, trabalhadoras do sector de serviços, incluindo empregadas
domésticas (4%).

Figura 13. População16 segundo a posição no trabalho e sexo

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

16
Com 15 anos ou mais.
Página 3 6
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

4.2.5 Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas

Este Serviço é dirigido por um director e tem como funções específicas de entre outras: (a) elaborar
propostas de Plano de Estrutura e de Ordenamento Territorial; (b) promover a construção de fontes
de abastecimento de água potável bem como a gestão dos respectivos sistemas de abastecimento;
(c) assegurar, em colaboração com outras entidades, a disponibilidade do sistema de fornecimento
de energia eléctrica e a promoção do aproveitamento energético dos recursos hídricos e uso de
energias renováveis; (d) assegurar a reabilitação, manutenção das estradas não classificadas, pontes e
outros equipamentos de travessia; (e) promover a construção, manutenção e reabilitação de
infraestruturas e edifícios públicos, bem como de valas de irrigação, jardins públicos, infraestruturas
desportivas e parques de estacionamento; (f) promover o uso da bicicleta e da tracção animal; (g)
elaborar propostas de gestão ambiental; e (g) garantir a prestação dos serviços públicos tais como
cemitérios, matadouros, mercados e feiras, limpeza e salubridade, iluminação pública, jardins
campos de jogos e parques de diversão.

4.2.5.1 Ordenamento Territorial


Planos de Pormenor

No âmbito da reorganização e actualização do Plano de Pormenor do povoado de Gimo Ocossa,


efectuou-se a entrega de 96 talhões aos residentes na diáspora, de um total de 1279 talhões.
Procedeu-se à apresentação do Plano de Pormenor do povoado de Simbeza aos visados do Bairro 29
de Setembro.

Com vista a responder a demanda de pedidos de terrenos submetidos ao Serviço, foram concedidos
lotes de talhões aos nativos e aos seguintes funcionários: ONP-21, IC-, TVM-70, UEM-50 em
Simbeza e em Singuiza (CSMMP, Fundo de estrada-56, antigos combatentes-16, Estado Maior
General-17, Millennium Bim-9, OJM-39 sendo 17 para o sexo feminino e 22 para o masculino,
EDM- Marracuene, nativos-80 e aos residentes na diáspora. Por outro lado, procedeu-se à
visualização da área para implementação de uma fábrica de medicamentos em Nditche.

Plano de Uso de Terra

No âmbito do cumprimento do preconizado no Plano Económico Social 2012, está actualmente em


curso o levantamento de dados socioeconómicos e geográficos da situação actual. Os trabalhos estão
sendo realizados por uma equipe multissectorial (Distrito; DPCA e DINAPOT).

Monitoria de Planos

Como forma de garantir o cumprimento integral dos planos foi feita a Monitoria do Plano de
Pormenor de Micanhine. Foram revogados 11 talhões por falta de cumprimento de plano de
exploração. Actualmente o índice de ocupação encontra-se na cifra dos 40%.

Página 3 7
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Participação na apresentação do 1º draft do Plano de Pormenor de Simbeza – 2ª fase, no Instituto


Médio de Planeamento Físico e ambiente, com a previsão de 3 000 talhões, numa área de 434 há.

Procedeu-se à confirmação da área de 250 ha pretendida pela ACIPOL, que abrange os Bairros de
Simbeza, Mumemo 1 e Mumemo 4 de Outubro e consulta duma área de 600 m2 para a instalação
duma antena do estudo do FUNAE em Mumemo 4 de Outubro.

Decorreu a demarcação da área de 9 hectares para a transferência da Base Aérea no Ndixe e


demarcação de uma área para a construção do Centro de Saúde de Macaneta com cerca de 1 há.

Ocorreu a participação nas negociações da exumação das campas de todas as famílias que se
encontram no recinto do Cemitério do Conselho Municipal de Maputo/Bairro Agostinho Neto.

Pareceres de Processos de Terra

Em resposta a vários pedidos submetidos na instituição, foram respondidos 561 processos


relacionados com a terra.

Conflitos de Terra

No âmbito de vários pedidos submetidos para intervenção em vários conflitos de posse de terra, o
SDPI resolveu-se 14 conflitos de terra durante o período em referência.

Delimitação

Com vista à realização do parcelamento no Bairro Mbuva, efectuou-se a delimitação da área a ser
parcelada equivalente a aproximadamente 40 ha e em Matalane, área de 12 ha com um total de 84
talhões, 30 para os militares e 30 para os funcionários do MAE.

Também se delimitou uma área de aproximadamente 19 ha no Bairro Massinga para o


reassentamento das famílias abrangidas pela expansão da Saibreira do Bairro 29 de Setembro.

Foi feita a delimitação do terreno para a construção de Centro de Saúde em Abel-Jafar, delimitação
da área do SISE e da Associação dos Ervanários de Moçambique no Nditche e o acompanhamento
da definição dos limites entre os Povoados de Pazimane e Simbeza.

Levantamento

Fez-se o reconhecimento de 19 hectares, para o parcelamento com vista ao reassentamento dos


ocupantes da zona baixa de Bobole, e realizou-se um encontro com o representante da Empresa
Kambako, no âmbito da negociação da área para o reassentamento das famílias abrangidas na
extensão da câmara de empréstimo do Bairro 29 de Setembro.

Por outro lado, identificou-se a parcela da universidade de Nachingueia e do Serviço de Informação


e Segurança do Estado nos Bairros de Bobole e Mumemo 1 povoado de Singuiza.

Página 3 8
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

4.2.5.2 Gestão Ambiental


No contexto da elaboração do estudo e mapeamento da região de Macaneta que o Centro de
Desenvolvimento Sustentável das Zonas Costeiras (CDS-ZC) tem realizado, decorreu uma
capacitação as comunidades daquela localidade que contou com participação de cerca de 40 pessoas.
Tendo sido ministrados conteúdos relacionados com técnicas de baixo custo de combate a erosão,
protecção de mangais.

Em conformidade com o artigo numero 5 e 6 do artigo 17, conjugado com o artigo 22 do decreto
45/2004 de 29 de Setembro, regulamento de avaliação do impacto ambiental. Em parceria com a
equipe da Direcção Provincial para a Coordenação da Acção Ambiente fez se a pré avaliação de 9
projectos para a emissão de licenças ambientais.

4.2.5.3 Educação Ambiental

Decorreu de 05 a 09 de Abril a campanha boas Vindas a Maputo alusivo a Páscoa como tem sido
habitual com objectivo principal de incutir aos turistas e ao cidadão no geral as boas práticas
ambientais sobre tudo no que concerne a protecção costeira, tendo-se desenvolvido as seguintes
Acções:

• Visita a 10 instâncias turísticas e distribuição de panfletos contendo a legislação da


protecção do ambiente marinho e costeiro.

• Distribuição de 300 sacos recicláveis para a recolha do lixo ao longo da praia

• Sensibilizados cerca de 235 pessoas dentre os quais nacionais e turistas estrangeiros

No âmbito da implementação da iniciativa Presidencial “Um Líder, Uma Floresta” foram


estabelecidas 3 florestas comunitárias.

No que concerne a mitigação do efeito erosivo ao longo do rio Incomati, em parceria com o Centro
de Investigação Florestal (CIF) foram introduzidas cerca de 160 mudas de Bambu, “Tuida” na
localidade de Macaneta.

Por outro lado, foi feito o repovoamento de espécies nativas (Micaia) na floresta comunitária de
Muntanhana num número de 225 mudas e contou com a participação de 23 residentes locais que na
ocasião foi disseminada a técnica gota a gota visando garantir a sobrevivência das plantas.

4.2.5.4 Infraestruturas

Tem a seu cargo a execução do investimento e promoção da manutenção de infraestruturas locais,


nomeadamente:

• Estradas e pontes;

Página 3 9
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

• Sistemas de abastecimento de água;

• Imóveis na posse do governo distrital.

Projectos de Construção e Vistorias

Projectos de construção

Ao abrigo do decreto nº2 /2004 de 31 de Março, tendo em vista ao licenciamento de projectos de


construção, foram aprovados 8 projectos a nível do Distrito.

Vistorias

Em observância do Decreto Nº 2/2004 de 31 de Maio, vistoriou-se 9 edifícios nos seguintes Bairros


Guava, Agostinho Neto, Zintava, Macaneta, 29 de Setembro e Micanhine, tendo-se depreendido que
os mesmos estão em conformidade com os respectivos projectos aprovados.

Reparação

No âmbito da materialização do PES 2012, procedeu-se à reparação de 5 furos, 3 na Localidade de


Matalane (1 na EPC do Ndixe, que consistiu na mudança de casquilhos, sola U, anel O, cavilha curta
e cavilha de alavanca, 1 em Pazimane que consistiu na pesca e substituição de vareta por uma outra
nova, troca de sola e casquilhos e 1 em Sibacuze que consistiu na desmontagem e montagem da
tubagem), 1 na Localidade Sede, Bairro Zintava, que consistiu na mudança de uma válvula de pé e
Sola U e 1 no povoado de Nditche que consistiu na desmontagem e montagem da tubagem.

Manutenção

Procedeu-se à manutenção de 3 furos nos Bairros Guava e Massinga, que consistiu na mudança de
casquilhos, sola U, cabeça da bomba e mudança de casquilhos, soca e anel respectivamente.

Foi realizado a manutenção da bomba Afridev, no Bairro de Cumbeza, que consistiu no seguinte:
• Retirada de todas as varetas e válvula de pé;
• Montagem da sola;
• Montagem da nova sola “O”;
• Montagem de jogo de casquilho.

Reorganização dos grupos de manutenção

No âmbito dos trabalhos feitos, constatou-se que há necessidade de se fazer um trabalho de


reorganização dos grupos de manutenção nos Bairros Gimo-ocossa e Cumbeza.

Instalação de Caleiras e Cisternas

No âmbito dos fundos descentralizados, decorreu a instalação de caleiras e cisternas a cargo da


empresa Sagum Construções, em 12 locais preconizados (EPC̕ s de Mbalane,

Página 4 0
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Guava, Muntanhana, Matalane, Habel-Jafar, 12 de Outubro, Macaneta, residência do Chefe do Posto


Administrativo de Machubo, Posto Administrativo de Machubo, Centros de Saúde de Machubo,
Matalane, EP1 de Ndixe).

Estradas

Manutenção de rotina e melhoramento localizado

No âmbito do melhoramento das estradas sob tutela da Província, foi concluído o plano previsto para
o ano de 2012 da estrada Marracuene-Macaneta (10.5 km) a cargo da Empresa Manadra
Construções.

Manutenção de Emergência

Na sequência duma erosão havida no km 35 + 00 (zona de Hlalalene), provocada pelas precipitações


que se registaram quase em todo o País, decorreram os trabalhos de emergência na EN1, que
consistiram fundamentalmente em aterro e melhoramento da platina, a cargo do empreiteiro JJR.

Melhoramento localizado

No âmbito de apoio ao desenvolvimento agrário no distrito II fase do ano 2012, ocorreu o


aprovisionamento de manilhas, tendo em vista a construção do aqueduto na estrada N/C Apoj-Cute
(4,1km) a cargo da BIS Construções.

E No âmbito dos fundos descentralizados para este ano, principiou o melhoramento localizado da
estrada não classificada Cruz. EN1- Possulane (3,9 km) a cargo da empresa Bis Construção que se
caracteriza pelo empilhamento de saibro para a formação da base de solos.

44..33 FFiinnaannççaass PPúúbblliiccaass ee IInnvveessttiim


meennttoo
O financiamento do funcionamento dos Governos Distritais e das funções para eles descentralizadas
é assegurado por via de:
(i) Receitas próprias17 que provém da comparticipação das receitas fiscais e consignadas ao nível
Distrital e as correspondentes taxas, licenças e serviços cobrados pelo Governo Distrital; e

17
Receitas próprias do distrito provenientes de serviços e licenças cobradas fora do território das autarquias locais são: (a) utilização do património
público sob gestão do distrito; (b) ocupação e aproveitamento do domínio público e aproveitamento de bens de utilidade pública; (c) pedidos de uso e
aproveitamento da terra nas áreas cobertas por planos de urbanização; (d) loteamento e execução de obras particulares; (e) realização de infraestruturas
simples; (f) ocupação da via pública por motivo de obras e utilização de edifícios; (g) exercício da actividade de negociante e comércio a título precário;
(h) ocupação e utilização de locais reservados nos mercados e feiras; (i) autorização de venda ambulante nas vias e recintos públicos; (j) aferição e
conferição de pesos, medidas e aparelhos de medição; (k) autorização para o emprego de meios de publicidade destinados a propaganda comercial; (l)
licenças de pesca artesanal marítima e em águas interiores; (m) licenças turísticas nos termos de legislação específica; (n) licenças para a realização de
espetáculos públicos; (o) licenças de caça e abate; (p) licenças e taxas de velocípedes com ou sem motor; (q) estacionamento de veículos em parques ou
outros locais a esse fim destinados; (r) utilização de instalações destinadas ao conforto, comodidade ou recreio público; (s) realização de enterros,
concessão de terrenos e uso de instalações em cemitérios.
Constituem ainda receitas do distrito as taxas e tarifas por prestação dos serviços, nos casos em que os órgãos do distrito tenham sob sua administração
directa, a prestação de serviço público: (a) abastecimento de água; (b) fornecimento de energia eléctrica; (c) utilização de matadouros; (d) recolha,
Página 4 1
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

(ii) Transferências ou dotações orçamentais centrais para despesas correntes;


(iii) Transferências ou dotações orçamentais centrais para despesas de investimento (Fundo de
Desenvolvimento Distrital, Fundo de Investimento em Infraestruturas);
(iv) Fundos Sectoriais Descentralizados, nomeadamente dos sectores de águas, estradas, educação e
agricultura;
(v) Donativos provenientes de ONGs, cooperação internacional ou entidades privadas.

O Governo Distrital teve em 2010 e 2011 a seguinte execução orçamental.

Quadro 30. Execução orçamental (em ‘000 MT)


Rúbricas 2010 2011
DESPESA TOTAL 129.224 167.350
Despesa corrente 116.123 159.308
- Despesas com pessoal 104.679 141.219
- Bens e serviços 11.324 16.658
- Outros gastos materiais 120 1.431
Despesa de Investimento 13.101 14.695
- Fundo de desenvolvimento distrital 8.071 8.042
- Fundo de investimentos em infraestruturas 5.040 6.653
- Fundos sectoriais descentralizados s.i. s.i.
Fonte: Ministério das Finanças, Conta Geral do Estado, 2010, 2011.

No âmbito do investimento de iniciativa local (vulgo 7 milhões) o Governo Distrital tem aprovado
e/ou implementado projectos locais de desenvolvimento, cuja evolução é apresentada na tabela
seguinte, consoante a principal finalidade.

Quadro 31. Projectos de iniciativa local financiados, 2011


Posto Administrativo Localidade Valor

Macaneta 1.000.000,00MT

Matalana 1.100.000,00MT
Sede Michafutene 1.500.000,00MT

Ngalunde 1.000.000,00MT

Sede 1.250.000,00MT
Total 5.850.000,00MT
Macandza 1.200.000,00MT
Machubo
Taula 992.400,00MT
Total 2.192.400,00MT

Total geral 8.042.400,00MT


Fonte: GD de Marracuene

depósito e tratamento de resíduos sólidos de particulares e instituições; (e) ligação, conservação e tratamento dos esgotos; (f) utilização de infra
estruturas de lazer e gimnodesportivas; (g) utilização de latrinas públicas; (h) transportes urbanos; (i) construção e manutenção de ruas privadas; (j)
limpeza e manutenção de vias privadas; (k) utilização de tanques carracicidas; (l) registos determinados por lei.
Página 4 2
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

No âmbito da construção de infraestruturas escolares, na componente Caleiras/cisternas, foram


construídas 3 caleiras, designadamente: 1 na EPC de Macaneta, 1 na residência do Chefe do Posto de
Machubo e 1 no Posto administrativo de Machubo, trabalho este levado a cabo pela empresa Sagum
Construções.

Quadro 32. Investimento local em infraestruturas escolares


Instituição Salas Latrinas Actividade Localização
EPC de Macaneta - - Construção de caleira Marracuene/Macaneta
EPC de Mantimana - - Montagem de 1 caleiras/cisternas Mantimana
EP1 de Macandza - - Reabilitação Macandza
EPC em Michafutene 15 - Construção de uma Escola
Primária Completa em Michafutene
Michafutene
EPC de Zintava 3 - Ampliação da Escola Marracuene
Escola Secundária Gwaza 10 -
Vedação da Escola Marracuene
Muthini
EPC 29 de Setembro 5
EPC 2 de Fevereiro, EPC de - -
Mantimana, EPC de
Colocação de caleiras e cisternas Macandza
Machubo, EPC 7 de Abril e
EP1 de Macandza
Total 25 -
Fonte: SDPI

Foi realizado a ampliação da EPC de Zintava em 3 salas de aulas e o respectivo apetrechamento em


75 carteiras e em secretárias para professores.
Foram também construídas 10 salas, sendo 5 na EPC de Gwava e 5 na EPC 29 de Setembro. As
restantes 15 salas alocadas para construção de raiz de uma Escola em Michafutene. Para além dessas
obras, fez-se a conclusão de 1 pavilhão composto por 3 salas de aulas na Escola Secundária de
Gwaza Muthini.
O Distrito recebeu um total de 225 carteiras para as escolas de 29 de Setembro (100 carteiras) e a de
Gwava (125 carteiras) no âmbito do apetrechamento de infraestruturas.
Com o apoio do Instituto Nília de Maputo, foi possível fazer-se a pintura da Escola Primária de
Marracuene, bem como a recuperação de algumas carteiras danificadas.
Manutenção e reparação de Infraestruturas
Água
Foi realizado a construção de 2 PSAA, 1 na Localidade de Matalana 3º Bairro e outro na Localidade
de Michafutene, Mumemo 15 de Agosto a cargo dos seguintes empreiteiros: ”Construção de Grandes
Obras “ e TEBA respectivamente.
Por outro lado, como forma de privilegiar o uso de fontes alternativas de captação e abastecimento
de água, procedeu-se a montagem de 2 caleiras/cisternas na EPC de Mantimana e na residência do
Chefe da Localidade de Nhongonhana.

Página 4 3
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Estradas
No âmbito do melhoramento localizado e manutenção das vias de acesso a nível foram efectuados os
seguintes trabalhos relativos a drenagem viária, conforme ilustra a tabela abaixo:

Actividades preconizadas
Estradas Abertura e Abertura e Limpeza de Construção de Construção de Limpeza de
regularização de regularização de aquedutos (m) aquedutos (m) drift simples valetas
sanjas (m) valetas (m) (m²) (m)
Cruz, EN1 Malí – 6km 100 - - - - -
Marracuene- Muntanhane 7,2 km - - 25 - 125 -

Cruz. EN1 Chichale- 7,5 km 100 - 30 - - -

Apoj- Cumbene 7,0 km 600 1000 - 15 - -


- -
Habel Jafar- Muntanhane 2,5 km - 900 - 20 - -

Batelão - 1500 15 - - -
Eduardo Mondlane- 9,8 km - - - - - -

Cruz. EN1 Cumbene 5,0 km - 1500 55 - - -

Estradas da vila Sede: Rua 1º de - - - 500


Maio – 0,20km e Mueda – 0,40 km

Apoj – Cute 4,10km 1000 2000 - - - -


Chifucundze – Cumbene – 2,80 1200 3000 - - - -
km( 2º Bairro Ed. Mondlane)
Total 3000 9900 125 35 125 500
Fonte: SDPI

44..44 JJuussttiiççaa,, O
Orrddeem
m ee SSeegguurraannççaa ppúúbblliiccaa
A nível do Distrito existem o Registo e Notariado, a Polícia, o Tribunal e a Procuradoria Distrital,
funcionando com dificuldades materiais e orçamentais significativas. A Delegação do Registo e
Notariado, que funciona em instalações próprias na sede do Distrito, tem dois postos de registo (nas
localidades de Machubo e Nhngonhane) e compete-lhe também representar o Departamento de
Assuntos Religiosos do Ministério da Justiça.

Ao nível da ordem pública a acção da PRM, apesar das dificuldades materiais existentes, tem
melhorado significativamente no combate ao crime, que é dominado por roubos, ofensas corporais,
consumo de estupefacientes e abuso de confiança. As minas constituem ou constituíram, em algumas
zonas identificadas, uma ameaça à segurança da população e ao desenvolvimento económico. A
acção de desminagem em curso no país desde 1992, tem permitido diminuir o seu risco, sendo hoje a
situação existente no país e neste distrito controlada e conhecida.

Página 4 4
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

44..55 C
Coonnssttrraannggiim
meennttooss ee PPeerrssppeeccttiivvaass
No geral, de acordo com o Governo Distrital, são os seguintes os principais constrangimentos
observados durante a governação dos últimos anos:
• Défice de recursos humanos;
• Falta de meios circulantes;
• Défice de equipamento informático e mobiliário de escritório;
• Mau estado da maioria das vias de acesso;
• Incidência de erosão costeira;
• Cobertura Insuficiente da Rede Sanitária;
• Insuficiência de fundo para a realização de actividades de base, com vista a identificação de
inovadores;
• Avaria dos meios circulantes, o que impossibilita a realização das actividades programadas pelos
técnicos, assim como a monitoria dos trabalhos em curso.

Página 4 5
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

55 A
Accttiivviiddaaddee E
Eccoonnóóm
miiccaa ee PPootteenncciiaall ddee D
Deesseennvvoollvviim
meennttoo
55..11 PPooppuullaaççããoo eeccoonnoom
miiccaam
meennttee aaccttiivvaa
De um total em 2012 estimado de 119 mil habitantes, 67 mil estão em idade de trabalho (mais de 15
anos).

Quadro 33. População com 15 anos ou mais, segundo a actividade18


Total Homens Mulheres
Total 66.951 31.527 35.424
Trabalhou 61.5%   67.4%   56.3%  
Não trabalhou, mas tem emprego 0.5%   0.7%   0.3%  
Ajudou familiares 1.1%   1.1%   1.0%  
Procurava novo emprego 0.1%   0.3%   0.0%  
Procurava emprego pela 1ª vez 0.8%   1.3%   0.4%  
População economicamente activa 19 64.0%   70.8%   58.0%  
Doméstico(a) 14.9%   3.3%   25.0%  
Somente estudante 11.7%   13.2%   10.3%  
Reformado(a) 0.9%   1.7%   0.2%  
Incapacitado(a) 2.2%   1.8%   2.5%  
Outra 5.5%   8.2%   3.2%  
População não activa 36.0%   29.2%   42.0%  
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Assim, verifica-se que 64% da população de 15 anos ou mais (43 mil pessoas) constituem a
população economicamente activa (PEA) do distrito. O nível da participação masculina é superior à
feminina: 70.8% contra 58.0%. A população não activa (36%) é constituída principalmente por
mulheres domésticas e estudantes a tempo inteiro.

Figura 14. População com 15 anos ou mais, segundo a actividade

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

18
Esta tabela está referida a condição de actividade da pessoa na semana anterior a realização do Censo de 2007.
19
Segundo recomendações internacionais, a PEA é a população que participa na actividade económica com 15 anos de idade e mais.
A PEA compreende, pois, as pessoas que trabalham (ocupadas) e as que procuram activamente um trabalho (desocupadas),
incluindo aquelas que o fazem pela primeira vez. A análise da PEA que é apresentada nesta secção seguiu esta recomendação.
Página 4 6
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

A distribuição da população activa indica que 44,3% são camponeses por conta própria, na sua
maioria mulheres. A percentagem de trabalhadores assalariados é de 31,5% da população activa e é
dominada por homens (as mulheres assalariadas representam apenas 14,2% da população activa
feminina).

Quadro 34. População activa, ocupação e ramo de actividade

OCUPAÇÃO PRINCIPAL
RAMOS DE
TOTAL Assalariados Comerciantes Trabalhadores Empresário Outras
ACTIVIDADE
Total Técnicos Operários Serviços e Artesãos Camponeses Patrão
Total 100.0% 31.5% 4.8% 9.9% 16.8% 12.3% 44.3% 0.8% 11.1%
- Homens 100.0% 47.8% 6.5% 12.2% 29.1% 7.2% 24.1% 1.1% 19.7%
- Mulheres 100.0% 14.2% 3.0% 7.4% 3.8% 17.6% 65.6% 0.4% 2.1%
Agricultura,
silvicultura, pesca 100.0% 8.5% 0.1% 0.2% 8.3% 0.2% 85.0% 0.1% 6.2%
Indústria, energia
e construção 100.0% 84.2% 2.1% 2.3% 79.8% 0.2% 0.1% 0.8% 14.7%
Comércio, Transp.
e Serviços 100.0% 46.4% 12.8% 26.9% 6.7% 34.5% 0.2% 1.8% 17.1%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Figura 15. População activa, segundo a ocupação principal

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

A distribuição segundo o ramo de actividade reflecte que a actividade dominante no distrito é


agrária, que ocupa 52.1% da mão-de-obra activa do distrito. O comércio e outros serviços tem tido
uma importância crescente, ocupando já 35,3% da população activa do distrito.

Página 4 7
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Quadro 35. População activa, ocupação e ramo de actividade

OCUPAÇÃO PRINCIPAL
RAMOS DE
TOTAL Assalariados Comerciantes Trabalhadores Empresário Outras
ACTIVIDADE
Total Técnicos Operários Serviços e Artesãos Camponeses Patrão
Total 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0% 100.0%
- Homens 51.3% 78.0% 69.1% 63.6% 88.9% 30.2% 27.9% 74.9% 90.7%
- Mulheres 48.7% 22.0% 30.9% 36.4% 11.1% 69.8% 72.1% 25.1% 9.3%
Agricultura,
silvicultura, pesca 52.1% 14.1% 0.7% 0.8% 25.7% 0.8% 99.8% 5.8% 29.1%
Indústria, energia
e construção 12.6% 33.8% 5.5% 3.0% 60.1% 0.2% 0.0% 12.8% 16.7%
Comércio, Transp.
e Serviços 35.3% 52.1% 93.9% 96.2% 14.2% 99.0% 0.2% 81.5% 54.2%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

Figura 16. População activa, segundo o ramo de actividade

Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2007.

De referir, ainda, que 4% da população infantil (entre 7 e 15 anos de idade) foi declarada como
trabalhando ou ajudando a família no trabalho.

55..22 PPoobbrreezzaa ee SSeegguurraannççaa A


Alliim
meennttaarr
Este distrito apresenta um agravamento no Índice de Incidência da Pobreza20 desde um nível de 57%
em 1997 para 68% no ano de 200721.

20
O Índice de Incidência da Pobreza (poverty headcount índex) é a proporção da população cujo consumo per capita está abaixo da
linha da pobreza.
21
Relatório da Pobreza e Bem-Estar em Moçambique: 3ª Avaliação Nacional - Ministério da Planificação e Desenvolvimento,
Direcção Nacional de Estudos e Análise de Políticas, Outubro de 2010 (District Poverty Maps for Mozambique: 1997 and 2007
Based on consumption adjusted for calorie underreporting).
Página 4 8
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

No PA Sede, a vulnerabilidade alimentar em períodos de seca afecta sobretudo as localidades de


Michafutene, Mali, Cumbeza, Habel Jafar, Guava, Ndixe, Pazimane, Matalane, Gimo O’cossa.

O Posto Administrativo de Machubo, inversamente, sofre inundações cíclicas na época das chuvas,
já que as principais valas de drenagem estão assoreadas. A densidade populacional destas zonas é
relativamente elevada e as culturas têm, em geral, duas colheitas anuais.

Para fazer face a esta situação, as autoridades distritais lançaram um plano de acção para redução do
impacto da estiagem incluindo sementes e culturas resistentes e introdução de tecnologias adequadas
ao sector familiar.

Este problema é atenuado pelo facto de a zona beneficiar de uma razoável integração de mercados e
ter acesso a actividades geradoras de rendimento. Para fazer face à adversidade, as famílias com
homens activos recorrem ao trabalho remunerado na Manhiça e Cidade de Maputo.

55..33 IInnffrraaeessttrruuttuurraass ddee bbaassee

5.3.1 Estradas e transportes

O distrito é atravessado pela Estrada Nacional nº 1 que faculta a comunicação com a cidade de
Maputo a Sul e distrito de Manhiça a Norte. Para além do troço de 40 km da EN1, o distrito é
servido por:

Duas estradas regionais: Batelão - Macaneta e Marracuene - Bairro Ferroviário;

Outras estradas primárias e secundárias e pequenas pontes que estabelecem a ligação entre a
Sede e as Localidades e Povoações, em terra batida.

No total a rede viária do distrito é de 243 km, sendo 60 km de estradas classificadas e 183 km não
classificadas. Da extensão de estradas classificadas, 32 km encontram-se em boas condições de
transitabilidade e 18 km em condições razoáveis. No âmbito dos fundos descentralizados e de apoio
ao desenvolvimento do sector agrário, foram planificadas intervenções em 24,8 km de extensão, dos
quais 14,8 km para o melhoramento localizado e os restantes para a manutenção de rotina.

Marracuene possui uma estação de caminho-de-ferro que é servida por comboios de carga e de
passageiros em trânsito na linha férrea de Maputo-Marracuene-Manhiça.

Localmente, o transporte fluvial liga a sede do distrito com a Macaneta. Propriedade da


administração do distrito, esta actividade constitui uma das principais fontes de receita pública local.

Actualmente estão em exploração 5 rotas nos transportes semicolectivos de passageiros, 2 rotas de


transporte público, 4 rotas de transporte ferroviário e 1 rota de transporte fluvial.

Página 4 9
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

5.3.2 Comunicações

O distrito é servido por uma rede de telecomunicações fixa e três móveis na vila sede e ao longo da
EN1, existindo também uma delegação dos Correios de Moçambique. O acesso à Internet pode ser
efectuado nas zonas servidas por rede fixa e móvel de telecomunicações.

No âmbito do alargamento dos Serviços da comunicação da TDM para o Distrito, iniciou as


escavações que compreende a Vila de Marracuene à Bobole com vista a instalação do cabo da fibra
óptica.

5.3.3 Abastecimento de água e energia

A vila e algumas localidades estão cobertas pela rede da EDM de distribuição de energia ligada à
cidade de Maputo, e por subsistemas de abastecimento de água com 8 PSAA, 162 furos operacionais
e 144 poços operacionais.

Quadro 36. Fontes de água e sua operacionalidade, 2011


Fontes de água Fontes de água não
Postos Administrativos funcionais funcionais PSAA
Furos Poços Furos Poços
Total do Distrito 162 144 13 4 8
Posto Administrativo - Marracuene - Sede 159 144 11 3 8
Posto Administrativo - Machubo 3 0 2 1 0
Fonte: SDPI

De notar que o estado geral de conservação e manutenção das infraestruturas é fraco, sendo de
realçar o caso do PA de Machubo, que tem uma rede de abastecimento de água absolutamente
insuficiente.

No âmbito dos fundos descentralizados do ano 2010, foram reparados 21 furos de água que
transitaram para o ano de 2011, beneficiando cerca de 7.585 habitantes. Por outro lado procedeu-se a
manutenção de 14 furos em coordenação com as comunidades locais.

Está em curso a construção de 2 PSAA, 1 na Localidade de Matalana 3º Bairro e outro na Localidade


de Michafutene, Mumemo 15 de Agosto a cargo dos seguintes empreiteiros: ”Construção de Grandes
Obras “ e TEBA respectivamente.

Por outro lado, como forma de privilegiar o uso de fontes alternativas de captação e abastecimento
de água, procedeu-se a montagem de 2 caleiras/cisternas na EPC de Mantimana e na residência do
Chefe da Localidade de Nhongonhana.

De referir que a montagem das duas caleiras foi possível graça a um fundo descentralizado e as
mesmas foram abjudicadas a um artesão local.

Página 5 0
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Como forma de proceder a expansão da energia eléctrica no Distrito, foram executados os seguintes
projectos:

v Reabilitação da linha da FACIM e montagem de 3 postos de transformação;

v Electrificação da entrada do Mali;

v Extensão e electrificação de Mateque e Mapulango;

v Electrificação parcial de Mateque.

v Ocorre também a electrificação dos seguintes locais: Bobole, Mumemo e Boquisso.

v Por outro lado, está em curso a mobilização de material para a electrificação de Macaneta.

v Perspectiva-se ainda no mesmo contexto, a construção de 2 subestações em Zimpeto e centro


de tratamento de postes em Marracuene.

55..44 U
Ussoo ee C
Coobbeerrttuurraa ddaa T
Teerrrraa
Estima-se em 35 mil hectares o potencial de terra arável do distrito de Marracuene (cerca de metade
da área total) estando ocupados pela exploração agrícola menos de metade da área (11.500 ha de
sequeiro e 7.800 ha irrigados).

O distrito tem uma densidade populacional e uma procura de terrenos proveniente da cidade de
Maputo elevadas, que estão na origem de vários conflitos ligados à posse da terra, para cuja solução
e moderação, tem contribuído a Administração e a DADR (Serviços de Geografia e Cadastro) em
coordenação com anciãos influentes localmente.

Quadro 37. Uso e Cobertura da Terra


Classe Área (ha) (%)
Cultivado Sequeiro 11,577 16.6
Cultivado Irrigado 7,900 11.3
Plantações 2,327 3.3
Área Habitacional Semi Urbanizada 35 0.0
Solo Sem Vegetação 1,102 1.6
Formação Herbácea Inundável 14,810 21.2
Formação Herbácea Inundada 407 0.6
Mangais (localmente degradados) 4,323 6.2
Formação Herbácea 3,633 5.2
Moita (arbustos baixos) 10,389 14.9
Matagal Médio 5,290 7.6
Matagal Aberto 6,646 9.5
Oceano 0 0.0
Margens de Rio 1,409 2.0
TOTAL 69,848 100.0
Fonte: Centro Nacional de Cartografia e Teledetecção (CENACARTA).

Página 5 1
Marracuene
Página 5 2
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

A restante informação desta secção22 foi extraída dos resultados do Censo Agropecuário realizado
pelo INE em 2009/10 e tem por objectivo descrever os traços gerais que caracterizam a base agrícola
do distrito.

O distrito possui cerca de 18 mil explorações agrícolas com uma área média é de 0,5 hectares, sendo
cerca de 70% ocupadas com a exploração de culturas alimentares.

Figura 17. Explorações segundo a sua utilização

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agropecuário, 2009-2010

Com um grau de exploração familiar dominante, 71% das explorações do distrito têm menos de 1
hectare, apesar de ocuparem somente cerca de 30% da área cultivada.

Figura 18. Explorações por classes de área cultivada

Fonte de dados: Instituto Nacional de Estatística, Censo agropecuário, 2009-2010

22
Apesar das reservas a colocar na representatividade dos dados ao nível distrital, a sua análise permite observar
tendências e os principais aspectos estruturais.

Página 5 3
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Na sua maioria os terrenos não estão titulados e, quando explorados em regime familiar, têm como
responsável o homem da família, apesar de na maioria dos casos ser explorada por mulheres a
trabalharem sozinhas ou com a ajuda das crianças da família. A maioria da terra é explorada em
regime de consociação de culturas alimentares.

55..55 SSeeccttoorr A
Aggrráárriioo

5.5.1 Infraestruturas e equipamento23

No distrito existem 55ha de médios regadios operacionais usados na produção de hortícolas e banana
com e que são servidos por várias infraestruturas e equipamentos, nomeadamente 3 diques de
protecção, 3 valas de drenagem, 2 tanques carracicidas, 4 motobombas, 4 tractores e armazenagem e
oficinas que, contudo, necessitam de reparações e manutenção urgentes.

Existem, ainda, 5 pequenos regadios com um total de 201ha de valas, estando operativos apenas
40ha. Todos praticam rega por ascensão capilar devido ao alto nível do lençol freático. Apenas um
complementa com rega por gravidade quando o lençol está em baixo.

Quanto ao sector familiar, uma parte da população incluindo o sector comercial usa a tracção animal,
regadio por gravidade e moto-bombas, a outra parte usa fundamentalmente a enxada.

Este sector utiliza, ainda, o regadio no Vale do Incomáti do Fundo de Fomento de Hidráulica
Agrícola, onde cultivam hortícolas, banana, feijão manteiga, milho e cana sacarina. Não existe rede
pública de extensão agrária no distrito.

5.5.2 Zonas agro-ecológicas e produção agrícola

De um modo geral, a agricultura no distrito é praticada em explorações familiares de 1 hectare e em


regime de consociação de culturas com base em variedades locais, havendo em algumas regiões o
recurso à tracção animal e tractores.

Do ponto de vista agro-ecológico, o distrito tem duas zonas distintas:


A totalidade das zonas baixas do PA de Machubo, de Hobjana e Matsinhane, propensas a cheias
e com solos férteis usados para o cultivo do milho, amendoim, arroz, feijões, mandioca, banana,
cana-de-açúcar e hortícolas.
A zona do PA Sede, onde a população se dedica às culturas de rendimento, sobretudo hortícolas
e ao cultivo do milho, feijão-nhemba, amendoim, batata-doce e mandioca.

Esta zona tem um grande potencial para a cultura do arroz, estando em curso o seu relançamento
entre os camponeses, através dum programa de produção de grão de consumo. O escoamento dos

23
Extraído do Plano de Desenvolvimento do Sector Agrário da Província, elaborado pela DPADR. Segundo informações recebidas
está na sua fase final um inventário detalhado dos regadios do País (FFHA) , que permitirá actualizar esta informação.

Página 5 4
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

seus excedentes e o acesso a sementes, em caso de adversidades climáticas são dificultados, nesta
região, pelas dificuldades de acesso aos mercados das vilas de Marracuene e Manhiça.

Durante a Campanha Agrícola 2010/11, a queda das chuvas atrasou ligeiramente (as primeiras
chuvas caíram em Novembro) o que influenciou o início tardio das sementeiras na zona alta (1ª
época agrícola). Isto não afectou negativamente os resultados da Campanha Agrícola.

Contrariamente às expectativas, embora o início de 2011 tenha sido caracterizado por ocorrência de
precipitações normais, o Distrito foi assolado por inundações em toda a zona baixa (nas duas
margens) provocadas pelo aumento do caudal do Rio Incomáti. Como consequência perdeu-se
2.178ha de culturas, 6 bovinos, bem como vários viveiros de hortícolas, tendo afectado 1.601
famílias camponesas e contribuído para o arranque tardio da 2ª época agrícola, Campanha 2010/11.

No cômputo geral a produção agrícola tem registado avanços significativos. Na presente Campanha
Agrícola 2011/12 o Distrito produziu cerca de 137 mil toneladas de produtos diversos contra 99 mil
na Campanha anterior, o que representa uma realização do Plano em 97 % e um crescimento na
ordem dos 38%. Em paralelo ao aumento da produção agrícola global verificou-se um crescimento
das áreas cultivadas no Distrito, isto devido principalmente a entrada de novos produtores.

Quadro 38. Produção agrícola, por principais culturas: 2010-2012


Culturas Área (ha) Produção (ton)
2010-11 2011-12 2010-11 2011-12
Milho 6.938 6.997 11.219 13.994
Arroz 878 488 534 1.463
Amendoim 4.340 2.573 980 643
Feijão nhemba 355 432 7 9
Mandioca 2.372 4.453 18.976 35.624
Batata doce 5.402 5.228 37.817 36.593
Batata reno 38 10 760 200
Hortícolas 1.731 3.444 26.615 44.505
Caju 49 60 98 119
Cana-de-açúcar 45 152 673 2.280
Ananás 46 64 229 640
Banana 39 286 383 562
Outras 60 63 695 781
TOTAL 22.293 24.248 98.986 137.413
Fonte: SDAE

5.5.3 Pecuária

Em termos de evolução de efectivos, o Distrito conta actualmente com 9.129 bovinos, o que
representa um crescimento na ordem dos 4% em relação ao ano de 2010. Os suínos e pequenos
ruminantes decresceram em 13 e 5 %, respectivamente. As galinhas aumentaram em 32%
comparativamente ao ano anterior, embora a campanha de vacinação contra

Página 5 5
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Newcastle para este ano tenha sido marcada numa primeira fase por um relativo atraso.

Quadro 39. Efectivo Pecuário


Espécie 2010 2011
Bovinos 8.747 9.129
Suínos 1.040 918
Pequenos Ruminantes 5.081 4.855
Galinhas 42.604 62.427
Fonte: RAP, 2011. Relatório Anual do GD de Marracuene, 20011

Produção de Carne e Ovos de Consumo

Em 2012 foram produzidos em todo o Distrito 49.300Kg de carne bovina, 8.000Kg de carne suína, 500.380Kg
de carne de frango e 320.559 dúzias de frangos.

No concernente a 2013 os dados da produção pecuária são sumarizados na tabela a seguir.

Quadro 40. Produção Pecuária em 2012 e 2013.

Produto 2012 2013


Carne Bovina 42.318 23.084
Carne Suína 1.700 585
Carne de Frango 340.674 604.028
Ovos 203.166 128.910
Carne Caprino - 60
Fonte: RAP, 2013.

5.5.4 Recursos florestais e faunísticos

No período em análise o Distrito processou 660 m3 de madeira serrada nas serrações locais, contra
101 m3 de igual período do ano anterior.

Em relação à produção de mudas o Distrito produziu no período em referência 16.554 plantas


diversas, designadamente casuarinas, albizia lebbech, acácia nilótica, abacateira, mangueiras, outras
fruteiras locais. Parte considerável desta produção foi distribuída pelas comunidades do distrito, no
âmbito do reflorestamento.

Quanto aos produtos florestais em trânsito no posto de fiscalização da EN1, o Distrito fiscalizou no
período em referência 3.765 m3 de madeira serrada, 3.807 m3 de madeira em toros, 160 mst de
estacas para construção, 1.250 fx de caniço e 1.955 mst de lenha.

Durante a campanha 2010/2011, foram registados 4 casos de conflitos Homem - Fauna Bravia
envolvendo um macaco cão e hipopótamos na destruição de culturas agrícolas, sem contudo registar
perda de vidas humanas.

Para mitigação destes conflitos foram realizadas 5 deslocações de uma brigada de defesa de pessoas

Página 5 6
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

e bens a Taula, Macandza, Macaneta e Sede. Também foi alocada uma arma de caça nas localidades
de Taula e Matalane (Xilhale).

Como medida de precaução, foram distribuídos mapas de ocorrências de queimadas e conflito


Homem/fauna nas localidades, para apoiar na identificação e controle de queimadas e locais de
ocorrência de conflito homem/fauna bravia.

Na prossecução de um plano de intervenção envolvendo a PRM para a defesa de bens e vidas


humanas contra o ataque dos animais bravios e após uma denúncia da população local, foi abatido
na zona de Faftine, localidade Sede, um hipopótamo.

55..66 PPeessccaa ee rreeccuurrssooss ppeessqquueeiirrooss


Capturas Efectuadas

Em 2012 foram capturadas 458,1 toneladas de peixe e 137,6 de camarão. No referente a 2013 as capturas são
apresentadas na tabela a seguir.

Quadro 41. Pescado Capturado - Campanhas de 2012 e 2013


Espécie
Real. 2012 em Real. 2013 em
ton. ton.

Peixe 225.4 362.21


Camarão 115.1 48.4
Fonte: RAP, 2013.
O aumento na quantidade do pescado capturado em 2013 deveu-se ao aumento do número de pescadores,
barcos e redes de arrasto ao longo de todo o Distrito. Por outro lado, devido a abundância da água doce em
Bolaze e Batelão alguns pescadores que se dedicavam à captura do camarão mudaram de actividades passando
a capturar o peixe. Esta mudança da captura de camarão para o pescado também resultou na redução das
quantidades do camarão capturado.

Aquacultura

Em termos do desenvolvimento da aquacultura o Distrito conta com 20 tanques que funcionaram durante todo
o ano de 2013. Contudo, em todos estes tanques não foram realizadas capturas.

55..77 IInnddúússttrriiaa,, C
Coom
méérrcciioo ee T
Tuurriissm
moo
A pequena indústria local (pesca, carpintaria e artesanato) tem-se desenvolvido e surge como
alternativa imediata à actividade agrícola, ou prolongamento da sua actividade. A agro-indústria
possui 5 pequenas unidades transformadoras.

Em 2011 distrito contava com trinta e quatro estabelecimentos turísticos vocacionados a


acomodação e quarenta de restauração e bebidas com classificação única vulgarmente conhecidos
por “Quiosques”. Os estabelecimentos turísticos incluem parques de campismo

Página 5 7
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

num total de quatro. Destes estabelecimentos, apenas dezoito encontram-se legalizados e doze em
processo de legalização.

As instâncias turísticas estão distribuídas em cinco localidades nomeadamente Sede, Michafutene,


Galunde, Macandza e Macaneta sendo esta última com maior número de instâncias turísticas

Em 2011 o Distrito de Marracuene registou um crescimento na actividade turística, facto que foi
confirmando com o surgimento de 13 novos estabelecimentos de maior capacidade e qualidade no
fornecimento de serviços. Aliado a este, destacou-se o número crescente de turistas que visitam o
distrito, principalmente em duas épocas altas de turismo que são o período da Páscoa e da passagem
do ano.

Funcionam no distrito delegações das Telecomunicações de Moçambique, Correios de


Moçambique, Electricidade de Moçambique e a Banca.

Na área de energia, a manutenção da rede existente tem sido satisfatória e está em curso o projecto
Electricidade II que beneficiou já a maioria dos bairros da localidade sede e da vila, bem como se
introduziu o Quadrilec para as populações rurais de baixo rendimento.

Página 5 8
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

66 V
Viissããoo ee E
Essttrraattééggiiaa ddee D
Deesseennvvoollvviim
meennttoo L
Looccaall
Este capítulo tem como base as conclusões do PEDD - Plano Estratégico de Desenvolvimento
Distrital.

66..11 V
Viissããoo

“A visão de desenvolvimento do distrito de Marracuene assenta nas suas


potencialidades, e na busca de uma capacidade (através de parceiros e
investidores), para transformar os recursos existentes em algo útil para a
melhoria da vida das populações, tendo como fim a afirmação, ao nível da
província, como um produtor agrícola auto sustentável e local turístico de
renome, permitindo com isso a existência de investimento em todas as áreas, o
que levará á criação do emprego, e consequentemente a melhoria de vida dos
cidadãos.

O distrito oferece um ambiente favorável ao investimento em todas as áreas,


cuja potencialidade em recursos naturais, meios humanos e institucionais tem
qualidade para o aproveitamento racional dos recursos existentes.”

66..22 Miissssããoo
M

Assegurar o bem-estar de todos os cidadãos, através da prestação de serviços de qualidade,


permitindo e encorajando a participação activa de toda a sociedade nos esforços conjuntos
rumo ao desenvolvimento do distrito.

66..33 Z
Zoonnaass ddee ddeesseennvvoollvviim
meennttoo
Do ponto de vista territorial a estratégia definida assenta na definição de três zonas geográficas no
distrito com problemas e potencial diversos.

O zoneamento do distrito visa essencialmente a sua divisão em pequenas regiões que apresentam
características similares em termos de condições infraestruturais, produtivas, ecológicas e
actividades económicas desenvolvidas, e que possam servir de base para uma planificação
operacional integrada e para um desenvolvimento abrangente dessas micro-regiões. Esta divisão em
zonas também facilita a distribuição do investimento segundo as actividades prioritárias aí

Página 5 9
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

desenvolvidas, e facilita a tomada de decisões pontuais, uniformes e exequíveis conforme as


características de cada zona.

Mapa de zoneamento do Distrito


ZONA I

Esta zona abrange toda a costa (zona este) do distrito e a foz do rio Incomati. Desde Mabiwe a norte
na fronteira com o distrito de Manhiça, até a zona da Ilha de Benguele, passando por Machubo,
Matsinana, Muntanhana e Macaneta, e é definida como zona com potencial turístico e pesqueiro.

Potencialidades

v Existência de um ecossistema diversificado com condições naturais para as actividades


turísticas;

v Uma costa extensa do Oceano Índico, com uma biodiversidade propícia para a prática do
turismo e da pesca;

v Foz do rio Incomati e a fauna e flora circundantes, que possibilitam o desenvolvimento da


actividade turística;

Página 6 0
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

v Espaço reservado para a construção de lodges, hotéis e centros de promoção de turismo.

Dificuldades

v Mau estado das vias de acesso;

v Destruição do ecossistema pela inexistência de uma exploração racionalizada dos recursos;

v Dificuldades de acesso a água;

v Fraca cobertura da rede de energia eléctrica.

Visão

Transformar esta zona em referência turística nacional e internacional, através da atracção e


encorajamento do investimento para o sector, concessão de espaço para a implantação de lodges,
hotéis e outras infra-estruturas turísticas. Introduzir a pesca semi-industrial, com o objectivo de
tornar o distrito numa referência no que diz respeito à captura de mariscos e do pescado em
geral.

ZONA II

Abrange as regiões de Guava, Michafutene, Mumemo, Matalana, Bobole, entre outros, e fica a oeste
do distrito, e é atravessado pela Estrada Nacional no. 1 em toda a sua extensão, abrangendo a
própria Vila-Sede; é definida como zona com potencial básico para habitação, indústria, comércio e
serviços.

Potencialidades

v Boa rede de infra-estruturas socioeconómicas;

v Atravessada pela EN1 (corredor);

v Existência de mão-de-obra abundante;

v Extensas áreas para urbanização e implantação de infra-estruturas.

Dificuldades

v Deficiente planeamento urbano;

v Focos de conflitos de terras;

v Envelhecimento das infra-estruturas.

Visão

Transformar estas zonas num centro urbano de referência, com uma forte rede comercial e uma
indústria promissora, através de concessão de facilidades e encorajamento para a implantação de
novas e modernas infra-estruturas.

Página 6 1
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

ZONA III

Abrange a maioria da zona norte, desde Chimovana na entrada do rio Incomati ao distrito, passando
pela produtiva povoação Eduardo Mondlane, e contempla ainda todo o curso do rio Incomati e seus
principais afluentes no distrito, até a margem esquerda da sua foz. Esta zona é definida como zona
de potencial agrícola.

Potencialidades

v Extensas áreas agricultáveis irrigadas pelo rio Incomati e seus afluentes;

v Vastas áreas para pasto;

v Condições naturais para o uso intensivo da terra;

v Parcelas reservadas para grandes exploradores agrícolas;

v Facilidades de escoamento da produção através da EN1 e da linha-férrea.

Dificuldades

v Subaproveitamento das áreas agricultáveis;

v Inundações cíclicas;

v Infra-estruturas agrícolas envelhecidas.

Visão

Tornar toda a área agricultável aproveitada integralmente, através da provisão de infra-estruturas


agrícolas, principalmente as de gestão das águas, de modo a se aproveitar o actual desperdício e
conflito com a água, e, garantir parcelas para grandes investidores de diversas culturas, tanto de
rendimento, assim como alimentares. Esta situação permitiria tornar o distrito auto sustentável em
alimentos.

66..44 PPrriioorriiddaaddeess ee O
Obbjjeeccttiivvooss E
Essttrraattééggiiccooss
As prioridades estratégicas do Governo Distrital são as seguintes:

v Usar racionalmente e duma forma sustentável os recursos disponíveis no distrito, facilitando


e encorajando acções tendentes a melhorar a vida das populações através da sua exploração;

v Desenvolver uma interacção saudável com toda a sociedade de modo a se atingir, duma
forma integrada, uma produção auto-suficiente de bens alimentares e uma gestão racional dos
excedentes;

v Encorajar e facilitar a fixação de investidores no distrito em todas as áreas.

Página 6 2
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Para o desenvolvimento integrado do distrito foram traçados os seguintes objectivos estratégicos:

v Facilitação e encorajamento do investimento em infra-estruturas económicas básicas nas


áreas rurais;

v Garantia do exercício de actividades produtivas de modo a se atingir a auto-suficiência


alimentar e comercialização de excedentes;

v Implementação e monitorização das reformas em curso no sector público, de modo a se


atingir uma prestação de serviços célere;

v Melhoria da qualidade das infra-estruturas socioeconómicas, de modo a oferecer aos utentes


serviços institucionais básicos de qualidade;

v Reforço da capacidade comunitária de participar no processo de planificação a médio e longo


prazos no distrito;

v Promoção do uso e exploração racional dos recursos naturais, garantindo assim a sua
sustentabilidade.
2244
66..55 A
Annáálliissee FFO A2 4
OFFA
A estratégia de implementação definida deriva da análise dos pontos fortes e fracos, oportunidades e
ameaças existentes em cada área de cada um dos pilares estratégicos de intervenção e cujas
conclusões são a seguir sistematizadas.

FRAQUEZA FORÇA
• Insuficiência de pessoal de saúde • Extensas terras aráveis para agricultura;
qualificado nos Postos de Saúde; • Existência de instituições de formação de nível elementar, básico e
• Fragilidades na segurança de pessoas e bens; superior;
• Inexistência de sistemas de regadio; • Existência de vias de comunicação para o escoamento da produção para
• Insuficiência de casas agrárias; Cidade de Maputo, Manhiça, Gaza e outros pontos do país (EN1, linha
• Insuficiência de extensionistas; férrea e rio Incomati);
• Fraca capacidade de enquadramento de • Existência de Associações e Cooperativas agrícolas;
alunos que concluem a 7ª e 10ª classes; • Existência de rede eléctrica;
• Fraca capacidade de manutenção da Infra- • Existência de nascentes inexploradas;
estruturas de gestão de águas; • Existência de Conselhos Locais em todas as Localidades, Postos
• Insuficiência de Infraestruturas económicas Administrativos e Distrito;
e sociais • Existência de Centros de Alfabetização e Educação de Adultos;
• Alto índice de analfabetismo (adultos): • Uma rede do Ensino Básico abrangente;
• Fraca rede de abastecimento de água; • Existência da Escola Técnica Profissional;
• Fraca expansão de rede eléctrica; • Existência do Centro Ecuménico de Ricatla (Seminário);
• Inexistência de Infraestruturas • Existência de pequena indústria (Fábrica de pregos, remendos de pneu,
Desportivas (Campos e pavilhões); bate-chapa e pintura, fornecedor de postes de energia e para vedação,
• Desemprego. Empresa de montagem e venda de equipamento frigorífico, entre outros);
• Considerável número de quadros qualificados;
• Existência de um Centro de Recuperação Juvenil (Centro de Integração
de Marracuene);
• Existência de uma costa marítima favorável para a promoção e prática do
turismo;
• Existência de potencialidades para a prática de pesca (Oceano Índico e

24
FOFA – Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças.

Página 6 3
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

rio Incomati);
• Existência de um Centro Cultural e de um Centro de Experimentação
Florestal;
• Existência de várias ONG’s que apoiam programas socioeconómicos e
associações agrícolas;
• Existência de espaço reservado para infra-estruturas de todo o tipo;
• Existência de uma infra-estrutura de formação na área de saúde;
• Existência de cursos de água permanentes (Rio Incomati, Rio Bobole e
Nascentes);
• Cerca de 50 km de faixa costeira do Oceano Indico (Pesca e Turismo);
• Existência de diversas infra-estruturas comerciais e industriais
abandonadas por explorar em todo o Distrito;
• Disponibilidade de mão-de-obra abundante;
• Existência do Instituto de Aperfeiçoamento Pedagógico (IAP).
AMEAÇA OPORTUNIDADES
• Focos de roubo de gado; • Abertura do Governo Distrital para cooperar e facilitar a instalação de
• Burocratização de procedimentos para o investidores nas diversas áreas;
licenciamento de actividades económicas; • Fertilidade inexplorada das margens do rio Incomati para agricultura e
• Pragas e doenças sazonais na agricultura e pecuária;
pecuária; • Disponibilidade de espaço ao longo da costa para implantação de hotéis e
• Fraca fiscalização de actividade pesqueira e centros de mergulho turístico;
florestal; • Uma costa extensa inexplorada com condições naturais para o eco
• Impacto do HIV-SIDA; turismo;
• Algumas zonas potencialmente agrícolas • Extensas áreas inabitadas com condições para a urbanização;
propensas a cheias e/ou salinização; • Existência de várias ONG’S viradas a diversas áreas;
• Precariedade das vias de acesso para • Existência de infra-estruturas inexploradas em quase todos os sectores de
escoamento da produção internamente; investimento;
• Queda irregular de chuvas; • Proximidade à Cidade de Maputo;
• Focos de conflito de terra; • Existência de um Centro de Formação Policial (de Matalana);
• Queimadas descontroladas na época da • Academia de Ciências Policiais (ACIPOL);
lavoura; • Facilidade de escoamento de produtos para os mercados da cidade de
• Abate indiscriminado de árvores Maputo, Matola, Manhiça e província de Gaza (EN1 e linha férrea);
(desertificação); • Fraca concorrência nas diversas áreas de investimento;
• Consumo excessivo de álcool e droga na • Existência de técnicos qualificados no Governo Distrital para assessorar
camada juvenil; nas diversas áreas de investimento
• Perca de valores culturais; • Parcelas de terras concessionáveis pelo Governo com base nos planos de
• Fuga ao fisco. investimento nas diversas áreas (agricultura, turismo, indústria, etc.);
• Mão-de-obra abundante.

Página 6 4
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

Referências documentais

- Balanço do Plano Económico e Social Durante o Ano de 2010, Governo


Distrital.

- Balanço do Plano Económico e Social Durante o Ano de 2011, Governo


Distrital.

- CENACARTA - http://www.cenacarta.com

- Conta Geral do Estado 2011 e 2010 – Ministério das Finanças, Direcção


Nacional do Orçamento.

- District Poverty Maps for Mozambique: 1997 and 2007 - Based on


consumption adjusted for calorie underreporting - Ministério do Plano e
Finanças, Direcção Nacional de Estudos e Análise de Políticas.

- Estrutura Tipo do Governo Distrital - Decreto nº 6/2006 de 12 de Abril.

- Fichas estatísticas para o perfil distrital – Serviços Distritais

- Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo agropecuário, 2009-2010.

- Instituto Nacional de Estatística, Dados do Recenseamento da População de


2007.

- Lei dos Órgãos Locais, n.º 8/2003 de 27 de Março.

- Ministério da Educação, Estatísticas Escolares.

- Ministério da Saúde, Estatísticas da Saúde.

- Perfil Distrital de 2005, Ministério da Administração Estatal, Direcção


Nacional da Administração Local.

Página 6 5
Marracuene
________________________________________________________________________________________________

- Plano Estratégico de Desenvolvimento Distrital, Governo Distrital.

- Regulamento da Lei dos Órgãos Locais, n.º 8/2003 de 27 de Março.

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de 2010,


Governo Distrital.

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de 2011,


Governo Distrital.

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de 2011,


SDAE

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de 2011,


SDPI

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de 2011,


SDSMAS

- Relatório de Balanço das Actividades Desenvolvidas durante o Ano de 2011,


SDEJT

- Relatório sobre Pobreza e Bem-estar em Moçambique: 3ª Avaliação Nacional


(Outubro de 2010), Ministério do Plano e Finanças, Direcção Nacional de
Estudos e Análise de Políticas.

- Revista de Marketing Territorial – Ministério da Administração Estatal,


Direcção Nacional de Promoção do Desenvolvimento Rural.

Página 6 6
Marracuene
A informação incluída nesta publicação provém de fontes consideradas fiáveis e tem uma natureza
informativa.

Copyright © 2012 Ministério da Administração Estatal

Todos os direitos reservados.

Publicado por

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO ESTATAL


Direcção Nacional de Administração Local
Maputo - Moçambique
Primeira edição, primeira impressão 2012

Esta publicação está disponível na Internet em http://www.portaldogoverno.gov.mz

Página 6 7
Marracuene