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*. Cópia da Bíblia de Gutenberg

A Bíblia de Gutenberg é o incunábulo* impresso da tradução em latim da Bíblia, por Johann Gutenberg,
em Mogúncia (atual Mainz), Alemanha. A produção da Bíblia começou em 1450, tendo Gutenberg
usado uma prensa de tipos móveis. Calcula-se que tenha terminado em 1455. Essa Bíblia é considerada
o incunábulo mais importante, pois marca o início da produção em massa de livros no Ocidente.

Uma cópia completa desta Bíblia possui 1282 páginas, com texto em duas colunas; a maioria era
encadernada em dois volumes.

Acredita-se que 180 cópias foram produzidas, 45 em pergaminho e 135 em papel. Elas foram impressas,
rubricadas e iluminadas à mão em um período de três anos.

*. Incunábulo é um livro impresso nos primeiros tempos da imprensa com tipos móveis, não escrito à
mão.
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A Bíblia - Em seu significado original, o termo bíblia vem da palavra grega “biblos” que significa
“papel, livro, papiro” e pode ser utilizado para todo e qualquer conjunto de textos sagrados
que contém os ensinamentos fundamentais de qualquer tipo de religião. Entretanto, o uso
desse termo acabou sendo também utilizado para se nomear o principal livro adotado pela
religião cristã.

A Bíblia (do grego βιβλία, plural de βιβλίον, transl. bíblion, "rolo" ou "livro", diminutivo de
"byblos", “papiro egípcio”, provavelmente do nome da cidade de onde esse material era
exportado para a Grécia, Biblos, atual Jbeil, no Líbano é uma coleção de textos religiosos de
valor sagrado para o cristianismo, em que se narram interpretações religiosas do motivo da
existência do homem na Terra. É considerada pelos cristãos como divinamente inspirada,
tratando-se de importante documento doutrinário.
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Segundo a tradição aceita pela maioria dos cristãos, a Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1
500 a.C. e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e entre 45 d.C. e 90 d.C. (livros do Novo
Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos. A maioria dos historiadores
considera que a data dos primeiros escritos acreditados como sagrados é bem mais recente:
por exemplo, enquanto a tradição cristã coloca Moisés como o autor dos primeiros cinco livros
da Bíblia (Pentateuco), muitos estudiosos aceitam que foram compilados pela primeira vez
apenas após o exílio babilônico, a partir de outros textos datados entre o décimo e o quarto
século antes de Cristo. Muitos estudiosos também afirmam que ela foi escrita por dezenas de
pessoas oriundas de diferentes regiões e nações.
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Segundo uma interpretação literal do Gênesis (primeiro livro da Bíblia), o homem foi criado
por Deus a partir do pó, após os céus e a terra, entre seis e oito mil anos atrás, e ganhou a vida
após Deus soprar o fôlego da vida em suas narinas.

É o livro mais vendido de todos os tempos com mais de seis bilhões de cópias em todo o
mundo, uma quantidade sete vezes maior que o número de cópias do 2º colocado da lista dos
livros mais vendidos, O Livro Vermelho.

Inspiração divina

A Bíblia se diz escrita por pessoas sob efeito da inspiração divina.

O apóstolo Paulo afirma que "toda a Escritura é inspirada por Deus", literalmente, "soprada
por Deus" [que é a tradução da palavra grega θεοπνευστος, theopneustos] (2 Timóteo 3:16).

O apóstolo Pedro diz que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens.
Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (2 Pedro 1:21). O
apóstolo Pedro atribui aos escritos de Paulo a mesma autoridade do Antigo Testamento: "E
tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão
Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as
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suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes
torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15-16).

Estrutura interna

A Bíblia é dividida em duas partes: o Antigo e o Novo Testamentos. O primeiro, na versão


aceita de forma geral por protestantes e judeus, apresenta a história do mundo desde sua
criação até os acontecimentos após a volta dos judeus do exílio babilônico, no século IV a.C. Os
católicos e ortodoxos, por outro lado, têm um cânon mais extenso, cobrindo até os asmoneus
do século II a.C.

O Novo Testamento apresenta a história de Jesus Cristo e a pregação de seus ensinamentos,


durante sua vida e após sua morte e ressurreição, no século I. (ver: Vida de Cristo) A Bíblia não
era dividida em capítulos até 1227, quando o cardeal Sthepen Langton os criou, e não
apresentava versículos até ser assim dividida em 1551 por Robert Stephanus.

Livros do Antigo Testamento

A quantidade de livros do Antigo Testamento varia de acordo com a religião ou denominação


cristã que o adota: a Bíblia dos cristãos protestantes e o Tanakh judaico incluem apenas 39
livros, enquanto a Igreja Católica possui 46 e a Igreja Ortodoxa em geral aceita 51. Os sete
livros existentes na Bíblia católica, ausentes da judaica e da protestante são conhecidos como
deuterocanônicos para os católicos e apócrifos para os protestantes. O mesmo se aplica aos
livros da bíblia ortodoxa, que por sua vez pode vir a ter mais livros.

Os livros do Antigo Testamento aceitos por todos os cristãos como sagrados (chamados
protocanônicos pela Igreja Católica) são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio,
Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias,
Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos dos Cânticos, Isaías, Jeremias, Lamentações,
Ezequiel, Daniel, Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias,
Ageu, Zacarias e Malaquias.

Os deuterocanônicos, aceitos pela Igreja Católica como sagrados são: Tobias, Judite, I
Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque. Estes estão disponíveis na tradução
grega do Antigo Testamento, datada do Século I a.C., a Septuaginta.

Segundo a visão protestante, os textos deuterocanônicos (chamados "Livros apócrifos" pelos


protestantes) foram, supostamente, escritos entre Malaquias e o Novo Testamento, numa
época em que segundo o historiador judeu Flávio Josefo, a Revelação Divina havia cessado
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porque a sucessão dos profetas era inexistente ou imprecisa (ver: Testimonium Flavianum). O
parecer de Josefo não é aceito pelos cristãos católicos, ortodoxos e por alguns protestantes, e
igualmente pensam assim uma maioria judaica não farisaica, porque Jesus afirma que durou
até João Batista, "A lei e os profetas duraram até João" (cf. Lucas 16:16; Mateus 11:13).

Livros do Novo Testamento

O Novo Testamento é composto de 27 livros: Evangelho de Mateus, Evangelho de Marcos,


Evangelho de Lucas, Evangelho de João, Atos dos Apóstolos, Romanos, I Coríntios, II Coríntios,
Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses, II Tessalonicenses, I Timóteo, II
Timóteo, Tito, Filémon, Hebreus, Epístola de Tiago, Primeira Epístola de Pedro, Segunda
Epístola de Pedro, Primeira Epístola de João, Segunda Epístola de João, Terceira Epístola de
João, Epístola de Judas e Apocalipse.

As traduções do Novo Testamento foram feitas a partir de mais de 5000 manuscritos, que
podem ser divididos em duas categorias: Texto-Tipo Bizantino e Texto-Tipo Alexandrino. Os
pergaminhos do Texto-Tipo Bizantino (também chamado Textus Receptus) são representados
pela maioria (cerca de 95%) dos manuscritos existentes.

Através dos séculos, desde o começo da era cristã, e inclusive em alguns contextos, como na
Reforma Protestante do século XVI, os textos deuterocanônicos do Novo Testamento foram
tão debatidos como os textos deuterocanônicos do Antigo Testamento. Finalmente, os
reformistas protestantes decidiram rejeitar todos os textos deuterocanônicos do Antigo
Testamento, e aceitar todos os textos deuterocanônicos do Novo Testamento, embora
houvesse em Lutero, no processo da Reforma Protestante, a intenção de remover
determinados livros do Novo Testamento por considerá-los apócrifos ou dolosos, como a
Epístola de Tiago. (ver: Apócrifos do Novo Testamento).

Origem do termo "testamento"

Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes. A palavra
portuguesa "testamento" corresponde à palavra hebraica berith (que significa aliança, pacto,
convênio, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no monte Sinai, tal
como descrito no livro de Êxodo (Êxodo 24:1-8 e Êxodo 34:10-28). Segundo a própria Bíblia,
tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança
(Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os
escritores do Novo Testamento denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 8:13), em
contraposição à nova (2 Coríntios 3:6-14).
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Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita
correspondência entre as palavras, já que berith designa "aliança" (compromisso bilateral) e
diatheke tem o sentido de "última disposição dos próprios bens", "testamento" (compromisso
unilateral).

As respectivas expressões "antiga aliança" e "nova aliança" passaram a designar a coleção dos
escritos que contém os documentos respectivamente da primeira e da segunda aliança. As
denominações "Antigo Testamento" e "Novo Testamento", para as duas coleções dos livros
sagrados, começaram a ser usadas no final do século II, quando os evangelhos e outros
escritos apostólicos foram considerados como parte do cânon sagrado. O termo "testamento"
surgiu através do latim, quando a primeira versão latina do Velho Testamento grego traduziu
diatheke por testamentum . Jerônimo de Estridão, revisando esta versão latina, manteve a
palavra testamentum, equivalendo ao hebraico berith — "aliança", "concerto", quando a
palavra não tinha essa significação no grego (ver: Vulgata). Afirmam alguns pesquisadores que
a palavra grega para "contrato", "aliança" deveria ser suntheke, por traduzir melhor o hebraico
berith.

Traduções:

Eusébio Sofrônio Jerônimo (conhecido como São Jerônimo pelos católicos) traduziu a Bíblia
diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim, criando a Vulgata. No Concílio de
Trento em 1542, essa tradução foi estabelecida como versão oficial da Bíblia para a Igreja
Católica (vide Cânone de Trento).
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Em meados do século XIV o teólogo John Wyclif realizou a tradução da Bíblia para o inglês.
Após a Reforma Protestante a Bíblia recebeu traduções para diversas línguas e passou a ser
distribuída sem restrições para as pessoas.
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Martinho Lutero traduziu a Bíblia para a língua alemã enquanto estava escondido em
Wittenberg do papa Leão X, que queria fazer um "julgamento" após a publicação das 95 Teses.
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A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se
do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados massoretas,
que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O
trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem
vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de
sinais), prolongou-se até ao Século VIII d.C. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter
sido feito ao longo de séculos, o texto massorético (sigla TM) é considerado a fonte mais
autorizada para o texto hebraico bíblico original.
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No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as


deficiências do Texto Massorético. É o caso do Pentateuco Samaritano (os samaritanos que
eram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo
próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a
Septuaginta grega (sigla LXX).

A Versão dos Setenta ou Septuaginta grega, designa a tradução grega do Antigo


Testamento, elaborada entre os séculos IV e I a.C., feita em Alexandria, no Egito. O seu nome
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deve-se à lenda que dizia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70
eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora
inspirada por Deus. A Septuaginta grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que
conhecemos. A sua grande importância provém também do facto de ter sido essa a versão da
Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, versão que continha os Deuterocanônicos, e a
que é de maior citação do Novo Testamento, mais do que o Texto Massorético.

A Igreja Católica considera como oficiais 73 livros bíblicos (46 do Antigo Testamento e 27 do
Novo), sendo 7 livros a mais no Velho Testamento do que das demais religiões cristãs e pelo
judaísmo. Já a Bíblia usada pela Igreja Ortodoxa contém 78 livros, 5 a mais que a católica e 12 a
mais que a protestante.

A palavra em português Torá vem da palavra hebraica tohráh, que pode ser traduzida como
“instrução”, “ensinamentos” ou “lei”. * (Provérbios 1:8; 3:1; 28:4)

Tohráh muitas vezes se refere aos cinco primeiros livros da Bíblia — Gênesis, Êxodo,
Levítico, Números e Deuteronômio. Esses livros também são chamados de Pentateuco, que
vem de uma palavra grega que significa “volume de cinco partes”. A Torá foi escrita por
Moisés, por isso é chamada de “livro da Lei de Moisés”. (Josué 8:31; Neemias 8:1) tudo indica
que ela foi escrita como um só livro. Mas, para ficar mais fácil de usar a Torá, depois ela foi
dividida em cinco partes.
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Tohráh também é uma palavra usada para falar das leis dadas a Israel sobre um assunto
específico. Por exemplo, é usada para falar sobre “a lei [tohráh] da oferta pelo pecado”, “a lei
para a lepra” e “a lei a respeito do nazireu”. — Levítico 6:25; 14:57; Números 6:13.

Tohráh às vezes se refere a instrução e ensinamento dos pais, dos sábios ou do próprio
Deus. — Provérbios 1:8; 3:1; 13:14; Isaías 2:3, nota.

Qual é o conteúdo da Torá, também chamada de Pentateuco?

A história de como Deus tratou os humanos desde a criação até a morte de Moisés. —
Gênesis 1:27, 28; Deuteronômio 34:5.

O conjunto de regras da Lei de Moisés. (Êxodo 24:3) A Lei tem mais de 600 regulamentos. O
mais conhecido deles é a Shema ou confissão judaica de fé. Um trecho da Shema diz: “Ame a
Jeová, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua força.”
(Deuteronômio 6:4-9) Jesus disse que “esse é o maior e primeiro mandamento”. — Mateus
22:36-38.

O nome Jeová, que aparece umas 1.800 vezes. A Torá não proíbe usar o nome de Deus. Pelo
contrário, ela tem mandamentos que exigiam que o povo de Deus falasse seu nome. —
Números 6:22-27; Deuteronômio 6:13; 10:8; 21:5.

Número de traduções

De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembro de
2007, para pelo menos 2 454 línguas e dialetos. (ver: Traduções da Bíblia em línguas indígenas
do Brasil).

Mundo lusófono

Ver artigos principais: Tradução Brasileira e Traduções da Bíblia em língua portuguesa

A primeira versão portuguesa da Bíblia surgiu apenas em 1748, a partir da Vulgata Latina,
traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. Almeida faleceu antes de concluir o
trabalho, que foi finalizado por colaboradores holandeses.
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Versões

As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados,
inclusive entre protestantes.

A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico. Os
livros de Livro de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, I Macabeus e II Macabeus e
as chamadas Adições em Ester e Adições em Daniel) são considerados "deuterocanônicos" (ou
"do segundo cânon") pela Igreja Católica. Além disso, existem 27 livros no Novo Testamento.

As igrejas cristãs ortodoxas e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já
citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e
alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradição
grega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca).

Religiões
Os judeus têm o Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio) como seu
mais importante livro sagrado, o qual chamam de Torá.

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Pentateuco e Torá são a mesma coisa?


Pentateuco - Torá
Sim, o Pentateuco e a Torá são exatamente a mesma coisa. Entre os ocidentais utiliza-se a
palavra Pentateuco, conjunto de cinco livros e os Judeus utilizam o nome de Torá, uma palavra
da língua hebraica com significado associado ao ensinamento, instrução, ou literalmente Lei.

A maioria dos estudiosos bíblicos afirmam que Moisés é o autor do Pentateuco (Torá) mesmo
que em alguns momentos outras pessoas possam ter escrito alguns textos, como por exemplo
na descrição da morte e sepultamento de Moisés:

"Moisés, o servo do Senhor, morreu ali em Moabe, como o Senhor dissera.

Ele o sepultou em Moabe, no vale que fica diante de Bete-Peor, mas até hoje ninguém sabe
onde está o seu túmulo.

Moisés tinha cento e vinte anos de idade quando morreu; todavia, nem os seus olhos nem o
seu vigor se enfraqueceram.

Os israelitas choraram Moisés nas campinas de Moabe durante trinta dias, até passar o
período de pranto e luto." Deuteronômio 34:5-8

Mesmo que outra pessoa tenha escrito os manuscritos originais, o ensino e a revelação foram
dados por Deus através de Moisés, sendo assim é dada a autoria de tais livros a ele.
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Os cinco livros que compõem o Pentateuco (Torá) São:

- Gênesis (Bereshit)

- Êxodo (Shemot)

- Levïtico (Vaikrá)

- Números (B’midibar)

- Deuteronômio (Devarim)

Na tradição judaica existem a Torá escrita e a oral; A escrita são os livros citados acima, o que
contêm os 613 mandamentos e a Torá oral é a explicação ou o conjunto de ensinamentos de
como cumprir os mandamentos da torá escrita. Ao longo dos anos ela foi sendo passada de
geração em geração através dos sábios para o povo, de acordo com o pensamento rabínico,
não é possível estudar a torá escrita sem antes conhecer a torá oral.

Portanto em um sentido mais profundo vemos que o Pentateuco (Torá) não é apenas um
conjunto de livros, mas sim é a totalidade e a expressão da santidade, pureza e do carácter da
justiça de Deus. Jesus cumpriu está justiça. Paulo escreve: "Porque o fim da lei é Cristo para
justiça de todo aquele que crê." Romanos 10:4, sendo que Ele veio ao mundo e foi o único
capaz de cumprir toda a lei com perfeição: "Visto que temos um grande sumo sacerdote,
Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas;
porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado."

Hebreus 4:14,15, Ele é o filho totalmente obediente, ou seja, Jesus é o que Adão não
conseguiu ser. Jesus é aquele completamente submisso a vontade do Pai. Ele cumpriu a lei em
nosso lugar, porque para nós era impossível cumpri-la.

A lei nos dá consciência de nossos pecados: " Portanto, ninguém será declarado justo diante
dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente
conscientes do pecado" Romanos 3:20. Ela também nos revela a nossa necessidade por Cristo.

Então Jesus cumprindo a lei, toma sobre si o castigo que a mesma trás: "Cristo nos resgatou da
maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for
pendurado no madeiro;" Gálatas 3:13.

Por sermos pecadores estávamos condenados a morte, porque salário do pecado é a morte,
conforme está em Romanos 6:23. Jesus vem e cumpre a exigência da lei morrendo na cruz do
calvário em nosso lugar. Ele morre e sofre a pena que nos era destinada. Porém, por Jesus ter
sido totalmente perfeito, Ele morre, mas a morte não tem direito sobre Ele. Porque a morte é
a consequência de pecado, porém Jesus viveu sem pecados. Como perfeito obediente, levando
sobre si o castigo da Lei. Jesus volta a vida então quando Deus o ressuscita pois não tinha
pecado algum.

Então Jesus através destas coisas nos concede o direito de ser e existir. Coisa que não
merecemos, mas nos é dado em forma de presente. Por isso hoje vivemos pela graça (favor
que se dispensa ou recebe; mercê, dádiva). Está graça que nos vem pela fé e a fé em Cristo
Jesus.

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O restante do Antigo Testamento de acordo com a tradição protestante, são chamados de


Nevi'im e Ketuvim, coletivamente com a Torá chamados de Tanakh. Os samaritanos, cuja fé se
originou em uma antiga divisão no seio de Israel, usam apenas a Torá. A fé bahá'i tem tanto a
Bíblia quanto o Alcorão como livros sagrados, além de seu livro particular, o Kitáb-i-Aqdas.

O Alcorão, livro sagrado do Islã, possui várias passagens em coincidência com a Bíblia, o que
leva alguns estudiosos islâmicos a estudarem-na em busca de informações adicionais. As
visões dentro do Islã sobre esta Escritura, no entanto, são variadas, com o próprio Alcorão
denunciando-a como corrupta e estudiosos como Abzeme denunciando os supostos textos
subjacentes à Bíblia condizentes à ortodoxia islâmica como irrecuperáveis.

Os Espíritas consideram a Primeira Aliança como um livro histórico, e têm sua doutrina, seus
princípios morais, fundamentada em O Evangelho segundo o Espiritismo, que alegam ser uma
terceira revelação, superando o Antigo e o Novo Testamentos, que creem ser,
respectivamente, a revelação da lei por Moisés e a da graça por Jesus Cristo.

Erros e adulterações

No século XIII, diversos estudiosos, especialmente de ordens dominicanas e franciscanas, como


Roger Bacon, denunciavam erros e buscavam corrigir (através de pesquisas em textos
hebraicos e gregos) as traduções usadas nas cópias em latim mais populares da época,
chamadas "Bíblias de Paris". Com as descobertas da biblioteca de Nag Hammadi e dos
Manuscritos do Mar Morto (ou Qumram), no século XX, essas dúvidas dissiparam-se e, com o
advento das técnicas de crítica textual, hoje a Bíblia está disponível com pelo menos 99% de
fidelidade aos originais; sendo que a maioria das discrepâncias presentes nos outros 1% dos
trechos são de natureza trivial, i. e., sem relevância.

Segundo alguns estudiosos, em maioria de origem nas Testemunhas de Jeová, um erro de


tradução da Bíblia seria o de tomar σταυρός (transliterado stavrós) como cruz, e baseando-se
nisto, dizer que Jesus foi pregado em uma cruz ao invés de uma estaca de tortura que significa
simplesmente um madeiro, pois na época da morte de Jesus, o significado da palavra abrangia
apenas uma só estaca ou madeiro. Este posicionamento, no entanto, é rechaçado por outras
denominações, que apontam a polissemia da palavra σταυρός e o antigo testemunho de
Santos Justino Mártir, Irineu de Lyon e Hipólito de Roma.

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