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Velocidade das reações:

Produção do som

 Como é produzido o som?

O som é produzido através da vibração de um corpo. O corpo que vibra, produz um som que se chama fonte
sonora.
Exemplos de fontes sonoras: Cordas vocais, Instrumentos musicais que podem ser de sopro, de cordas e de
percussão.
 Quando um corpo sai de uma posição, deslocando-se de um lado para o outro, e volta ao local de
origem, chama-se uma vibração completa;
 Quando um corpo se desloca de uma posição extrema até outra
extrema, chama-se meia vibração.

Normalmente os sons produzidos pelos homens têm uma frequência


menor do que os sons produzidos pelas mulheres (são sons mais
graves), isto porque as cordas vocais dos homens são maiores do que
as das mulheres.

Como se produz o som?


O Som é o resultado de uma vibração, que se transmite ao meio de propagação, provocando zonas de maior
compressão de partícula e zonas de menor compressão (zonas de rarefação) de partículas, originando uma
onda sonora. O silêncio será, pois, a ausência de qualquer som.
O Homem consegue produzir sons, fazendo vibrar as suas cordas vocais.

Vibração é igual a oscilação.


Instrumentos musicais
 Instrumentos de cordas: como o violino, o som é produzido pela vibração das cordas, quando estas
são puxadas e depois voltam ao seu local de equilíbrio;

 Instrumentos de percussão: como a pandeireta, há peças de metal, couro ou madeira que vibram
devido ao impacto ou fricção;

 Instrumentos de sopro: como a flauta, é provocado pela vibração de uma coluna de ar, produzindo
som.

Para afinar um instrumento musical usa-se um diapasão, que é uma peça metálica em forma de U, apoiada
num suporte, e onde se utiliza um martelo para afinar o som instrumental.

Nº de vibrações (Hz – Hertz)


Frequência da fonte sonora = _______________________

Tempo (S – segundos)
A unidade de SI é a frequência em Hertz, Hz.
Como se propaga o som?
O som necessita de um meio material, sólido, líquido ou gasoso, para se propagar (para chegar de um lado
a outro). A velocidade de propagação do som depende desse meio. Normalmente a velocidade de propagação
das ondas sonoras é maior nos sólidos e menor nos gases. Esta velocidade também depende da temperatura a
que o meio de propagação se encontra.
A velocidade média de propagação do som no ar é de 340 m / seg. Isto que dizer que em cada segundo, o
som percorre 340 metros de distância.
Não há propagação de som no vazio (ou vácuo - no espaço, por exemplo), devido à ausência de partículas.
Assim:
 A partir da fonte sonora, os corpúsculos do ar, ao vibrarem do mesmo modo, vão ter a mesma
frequência da fonte sonora.
 As zonas onde estes corpúsculos estão mais próximos vão se chamar zonas de compressão – mais
densidade do ar e mais pressão;
 As zonas onde estes corpúsculos estão mais afastados vão se chamar zonas de rarefação – menos
densidade do ar e menos pressão;

Velocidade de propagação do som


Como as ondas sonoras precisam de um meio (sólido, líquido ou gasoso) para se propagarem, o som não se
propaga no vazio. Por isso, as ondas sonoras são designadas ondas mecânicas.
No entanto, a velocidade de propagação varia conforme o meio. É mais rápida nos sólidos e mais lenta nos
gases.
Distancia a que se propaga (m – Metros)
Velocidade do som = ______________________________________

Tempo (S – segundos)

Nota: a velocidade dos sons é maior nos sólidos do que nos líquidos e maior nos líquidos do que nos sólidos.

Importante: normalmente, a velocidade média de propagação do som no ar é de 340 m / seg. Isto que dizer
que em cada segundo, o som percorre 340 metros de distância.

fenómenos ondulatórios em meios materiais


Uma onda é uma perturbação ou vibração existente num meio específico. As ondas produzem diversos
movimentos, visto elas serem formas de transmissão de energia (mecânica ou eletromagnética), como por
exemplo, o movimento que ocorre quando lançamos uma pedra dentro de um rio.
Chamamos de ondulatória a parte da física que é responsável por estudar as características e propriedades
em comum dos movimentos das ondas.
A onda não é capaz de se formar sozinha, visto que ela apenas faz a transferência de energia cinética de uma
fonte. Portanto, a fonte é o objeto ou meio capaz de criar uma onda.
As ondas podem ser classificadas segundo a natureza, o tipo de vibração e quanto à direção da propagação.

Quanto à natureza:

 Ondas Mecânicas: Necessita de um meio natural para se propagar. Ex: ondas sonoras.

 Ondas Eletromagnéticas: Não precisa de um meio natural para se propagar. Ex: raio-x, ondas de
rádio, luz, etc.

Quanto à direção da vibração:

 Ondas Transversais: Vibram perpendicularmente à propagação.


 Ondas Longitudinais: Vibram de acordo com a propagação.

Quanto à direção da propagação:

 Unidimensionais: Se propagam em apenas uma direção. Ex: onda de uma corda.


 Bidirecionais: Se propagam em até duas direções. Ex: onda provocada pela queda de algum material
na água.
 Tridimensionais: Se propagam em todas as direções. Ex: ondas sonoras.

Todas as ondas possuem certas características:

 Frequência: Representa o grau de oscilação dos pontos do meio no qual a onda se propaga. A
frequência de uma onda é medida em Hz (hertz), que equivale a 1 segundo. Portanto, se a frequência
é de 75 Hz, podemos afirmar que a onda oscila 75 vezes por segundo. Outro fator importante é que o
valor da frequência sempre é igual ao valor da fonte.
Nº de vibrações (Hz – Hertz)
Frequência da fonte sonora = _______________________

Tempo (S – segundos)
A unidade de SI é a frequência em Hertz, Hz.

 Período: É o tempo que a fonte precisa pra gerar uma onda completa. Relacionando a frequência (f)
com o período (T), temos a seguinte equação, e depois uma regra de 3 simples:

 Comprimento da onda: É o tamanho da onda. Esse comprimento pode ser medido de crista a crista
(parte mais alta da onda), do início ao fim ou de vale a vale (parte mais baixa da onda). A crise da
onda é denominada pela letra grega lambda (λ).

 Velocidade: É a velocidade que a onda leva para se propagar. Para calcularmos a velocidade, temos
a seguinte equação:

 Amplitude: É a distância entre a parte mais baixa (vale) e a parte mais alta (crista) da onda, ou seja,
a “altura” da onda.

Tipos de ondas

Quanto à direção de vibração das


partículas do meio e à de propagação da onda, as ondas podem ser:

 Ondas transversais:
 São ondas em que a direção de vibração é perpendicular à direção de propagação
 Ondas longitudinais:
 São ondas em que a direção de vibração é igual à direção de propagação
Osciloscópio: é o aparelho que permite visualizar ondas sonoras depois de serem convertidas spor um
microfone, em ondas elétricas com a mesma amplitude.

Intensidade do som

Em termos de intensidade, os sons podem ser fortes ou fracos.

A intensidade de uma onda sonora depende da amplitude dessa onda. Um som com uma maior amplitude é
um som forte, enquanto que um som com uma pequena amplitude é um som fraco.

Os sons fortes transportam uma maior quantidade de


energia que os fracos.

Uma onda sonora perde intensidade no decurso da sua


propagação.

A capacidade que o ouvido humano tem de sentir um som


depende da intensidade do som mas também da sua
frequência. Os sons muito fracos não são sentidos e os
sons muito fortes podem provocar lesões.

O nível sonoro é uma escala que relaciona a intensidade


de um determinado som com a do som mais fraco que
conseguimos ouvir, e pode ser medido com um
sonómetro.

A unidade S.I. do nível sonoro é o bel, B, embora normalmente seja utilizado o decibel, dB, que é igual a 0,1
B.

O nível sonoro de 1dB é a medida correspondente ao limiar da audição, nível abaixo do qual o ouvido
humano não deteta som. O nível de 120 dB corresponde ao limiar da dor, o nível máximo suportável pelo
ouvido humano. O nível do limiar da audição e do limiar da dor depende da frequência da onda sonora.

Os sons distinguem-se pelos seus atributos: altura, intensidade, timbre e duração.


A altura permite distinguir ondas sonoras com frequências diferentes:
 Ondas sonoras de altas frequências - sons mais agudos;
 Ondas sonoras de baixas frequências- sons mais graves.

A intensidade permite distinguir ondas sonoras com amplitudes diferentes


 Ondas sonoras de grandes amplitudes - sons fortes;
 Ondas sonoras de pequena amplitude - sons fracos.

O timbre permite distinguir dois sons com a mesma altura e igual intensidade, produzidos por fontes
sonoras diferentes.
Um diapasão a vibrar é uma fonte sonora que emite ondas "puras", com uma única frequência. Um som
musical é uma sobreposição de ondas "puras". Os valores das frequências dessas ondas sonoras são
múltiplos da fundamental (a frequência mais baixa).
Um ruído é um sobreposição de ondas sonoras, cujos valores das frequências não se relacionam através de
números inteiros.

Ouvido humano
O ouvido humano divide-se em três secções: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno.
O som é captado no ouvido externo e encaminhado para a membrana, através do canal auditivo. A
membrana vibra com as ondas sonoras e esta vibração é transmitida a uma cadeia de ossos (martelo, bigorna
e estribo) para o nervo auditivo e daí, como sinal eléctrico, para o cérebro.
No ouvido externo, as ondas propagam-se numa fase gasosa, enquanto que no ouvido interno numa fase
líquida, servindo ainda o ouvido interno como protecção contra ruídos intensos.

A escala decibel permite avaliar o nível sonoro.


O nível sonoro é uma grandeza física que se mede com um sonómetro. Varia entre 0dB e 150dB.
O nível sonoro mínimo corresponde ao limite mais baixo de audibilidade humana. Há um nível
sonoro máximo para o limite superior da nossa audição. No dia a dia, existem situações com níveis sonoros
prejudiciais à saúde. As ondas sonoras podem classificar-se em sons (audíveis), infrassons e
ultrassons.
Os sons (audíveis) têm frequências entre 20 Hz e 20 000 Hz. As frequências dos infrassons são inferiores a
20 Hz. Os ultrassons têm frequências superiores a 20 000Hz. Utilizam-se nas ecografias e nos sonares.

Para medir os sons que nos rodeiam usa-se uma escala para exprimir o nível sonoro, que se mede em decibel
(símbolo: dB).
A escala decibel (figura acima) começa em 0 (zero) dB, que corresponde ao limite mais baixo de
audibilidade. É o nível sonoro mínimo para o qual um som, com a frequência de 3000 Hz, se pode ouvir.

O nível sonoro de 200 dB mede-se numa explosão nuclear. Mas o nível sonoro 120 dB corresponde ao
limite superior da audição (ver figura seguinte) - é já o limiar da dor.
Reflexão do som

A reflexão do som ocorre quando as ondas sonoras encontram um determinado obstáculo e são impedidas de
continuar a sua propagação.

Fig. 1 - O eco é consequência da


reflexão do som
Esses obstáculos obrigam o som a mudar de direção. Tal como quando atiras
uma bola a uma parede, ela bate na parede e muda de direção. Dependendo da
forma como a atirares, ela tanto pode voltar para trás como seguir em outra
direção.

O eco e a reverberação são consequências da reflexão do som.

O eco acontece, quando o som emitido e o som refletido são ouvidos como
distintos, ou seja, têm entre eles um intervalo de tempo superior a 0,1 segundos.

Assim, a distância entre a fonte sonora e o obstáculo deve ser igual ou superior a
17 metros (se o som se propagar no ar) para que possa existir eco.

Sabes como calcular este valor?

Considera-se que a velocidade do som é aproximadamente 340 m/s (em cada segundo o som percorre 340
metros) Os nossos ouvidos só distinguem sons com uma diferença mínima de 0,1 segundos entre eles. Então
um décimo de segundo corresponde a um décimo de 340 metros, ou seja 34 metros.

Se dividirmos por dois (porque o som vai e volta) então


temos 17 metros.

Chama-se reverberação à persistência do som após a fonte


sonora ter parado de o emitir. Nos cinemas e salas de
espetáculos o tempo de reverberação deve ser o mais curto
possível, para que os espectadores possam entender os
diálogos. Numa igreja, o tempo de reverberação é muito mais
longo.

Refração do som

A refração do som acontece quando um som muda de direção de propagação pelo facto de passar de uma
meio material para outro (quando passa do ar para a água, por exemplo).

A refração deve-se sobretudo à diferença de


constituição interna dos diferentes meios
materiais. É devido ao fenómeno da refração
que é possível a um nadador ouvir debaixo de
água, sons produzidos nas bancadas de uma
piscina.

Quando os sons são detetados debaixo de água,


apresentam características diferentes daquelas
que apresentam no ar. A sua intensidade poderá
ser diferente e a rapidez de propagação da onda aumenta, o que provoca a alteração do seu comprimento de
onda.

Difração do som

Sabes com certeza que o som pode contornar obstáculos: por exemplo, é normal ouvires uma pessoa que se
encontra do outro lado de uma esquina ou numa outra divisão, através de uma porta aberta. Embora não
exista uma linha reta entre a fonte sonora e o recetor (ou seja, não se conseguem ver), é possível ouvir os
sons produzidos.

A difração do som é o nome que se dá à distorção da propagação rectilínea do som, quando este contorna
um obstáculo.

Para que um som sofra difração, é necessário que a dimensão do obstáculo seja inferior ou semelhante ao
comprimento da onda sonora.

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