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FICHA

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Clarabóia – Condensações Superficiais


CONDENSAÇÕES NA FACE INTERIOR DO VIDRO DA CLARABÓIA DO ÚLTIMO PISO DE UMA
HABITAÇÃO UNIFAMILIAR

DESCRIÇÃO DA PATOLOGIA SONDAGENS E MEDIDAS


A superfície envidraçada (clarabóia) do corredor do último piso de uma Procedeu-se à desmontagem de uma clarabóia, tendo-se observado que
habitação unifamiliar apresentava condensações. era constituída por caixilharia em ferro, sendo o vidro duplo (8+8+8
A habitação não dispunha de um sistema de ventilação permanente, mm), sobreposto por uma terceira chapa de vidro, incolor.
apenas existindo dispositivos de exaustão mecânica de ar na cozinha A caixilharia era dotada de uma caleira interior para recolha de
e nas instalações sanitárias. condensados, com orifícios de ventilação protegidos por tubos exteriores
metálicos. Dispunha também de um dispositivo mecânico de abertura.
Os muretes em que se encontrava fixa a clarabóia eram em alvenaria
de tijolo vazado com 0,15 m de espessura, sem isolamento térmico e
com capeamento superior em pedra de granito.
Efectuou-se a medição da temperatura e da humidade relativa do ar e
do caudal de ventilação dos compartimentos, tendo-se verificado que
a ventilação era insuficiente, bem como não havia um aquecimento
adequado da habitação (aquecimento intermitente).

CAUSAS DA PATOLOGIA SOLUÇÕES POSSÍVEIS DE REPARAÇÃO


As condensações que surgiram na face interior da superfície envidraçada A minimização do problema das condensações na superfície interior da
das clarabóias resultaram de fenómenos de condensações superficiais. clarabóia passaria pela substituição do vidro, bem como da caixilharia.
Sempre que a temperatura superficial interior (Tsi) era inferior à Para que não ocorram condensações, deveria ser aplicado um vidro
temperatura do ponto de orvalho (Tpo) ocorreram condensações: duplo super-isolante, com um coeficiente de transmissão térmica – K
Tsi = Ti – 1/hi . k . (Ti-Te) (ºC) não superior a 1,7 W/(m2.ºC). A eficiência em termos de factor solar
Considerando um coeficiente de transmissão térmica - K de 3 W/(m .ºC)2 e de transmissão luminosa deveria também ser melhorada, sendo
para o envidraçado e de 6 W/(m2.ºC) para a caixilharia, verifica-se que recomendável que os lanternins apresentassem um factor solar inferior
se a temperatura exterior descer abaixo dos 7,5 ºC podem ocorrer a 0,20.
condensações na superfície interior do envidraçado e quando desce A substituição da caixilharia de ferro por uma caixilharia com perfis com
abaixo dos 14ºC na caixilharia. A deficiente ventilação dos compartimentos, corte térmico era também exigível.
contribuiu também para o agravamento do problema. O reforço do sistema de ventilação e o aquecimento contínuo do interior
da habitação seria fundamental para melhorar o seu conforto higrotérmico.

PALAVRAS-CHAVE Clarabóia, Condensações Superficiais, Vidro “Super-Isolante“, Ventilação, Aquecimento

AUTORES Prof. Vasco P. de Freitas / Eng.ª Marília Sousa REVISOR Prof.ª Anabela Paiva