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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MATO GROSSO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MATO GROSSO

Cuiabá-MT 10/01/2009 Cuiabá-MT 10/01/2009


CURSO TÉCNICO DE TELECOMUNICAÇÕES Profº Fabiano de Pádua CURSO TÉCNICO DE TELECOMUNICAÇÕES Profº Fabiano de Pádua

DAE-E H28 – Modem Página 1/45 DAE-E H28 – Modem Página 2/45

SUMÁRIO
1. OBJETIVO ......................................................................................................................................5
2. CONCEITOS BÁSICOS..................................................................................................................5
2.1- TELEPROCESSAMENTO.......................................................................................................5
2.2- Tempo de Resposta (Response-Time) .......................................................................................5
2.3- Processamento Batch (Lote)......................................................................................................5
2.4- On-line......................................................................................................................................6
2.5- Tempo Real (Real-Time) ..........................................................................................................6
2.6- Diferenças entre On-Line e Real-Time......................................................................................6
3. ELEMENTOS DE UM SISTEMA DE COMUNICAÇÃO...............................................................6
4. SINAIS E SISTEMAS .....................................................................................................................8
4.1- Tipos de Sinais..........................................................................................................................8
4.1.1- Analógicos .........................................................................................................................8
4.1.2- Digitais ..............................................................................................................................8
4.1.3- Sinais Analógicos e Digitais...............................................................................................8
4.2- Taxa de Transmissão.................................................................................................................9
4.2.1- Bit......................................................................................................................................9
4.2.2- Taxa de Transmissão..........................................................................................................9
4.2.3- Baud ................................................................................................................................10
4.2.4- Troughput ........................................................................................................................11
4.2.5- Intervalo de Sinalização ...................................................................................................11
4.2.6- Velocidade de Propagação................................................................................................11
4.2.7- Tempo de Propagação ......................................................................................................11
4.2.8- Tempo de Vida.................................................................................................................11
4.3- Nível de Sinal .........................................................................................................................11
4.3.1- Conceito de Quadripolo, Ganho e Atenuação: ..................................................................11
4.3.2- Perdas ..............................................................................................................................12
4.3.3- Decibél (dB).....................................................................................................................12
5. TRANSMISSÃO ...........................................................................................................................14
Aluno(a): 5.1- Meios de Transmissão.............................................................................................................14
Turma: 5.1.1- Terrestre...........................................................................................................................14
Professor: Fabiano de Pádua 5.1.2- Aéreo: ..............................................................................................................................15
5.2- Arquiteturas ............................................................................................................................15
5.2.1- Ponto-a-ponto...................................................................................................................15
5.2.2- Ponto-Multiponto .............................................................................................................16
5.2.3- Multiponto-Ponto .............................................................................................................16

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5.2.4- Multiponto-Multiponto .................................................................................................... 16 8. MODEM........................................................................................................................................30


5.3- Modos de Transmissão ........................................................................................................... 16 8.1- Tipos de modem .....................................................................................................................31
5.3.1- Simplex ........................................................................................................................... 16 8.2- Normas e Padrões ...................................................................................................................32
5.3.2- Half-Duplex..................................................................................................................... 16 8.3- Modem Conexão Discada .......................................................................................................32
5.3.3- Full-Duplex ..................................................................................................................... 16 8.4- Modem RDSI..........................................................................................................................33
5.4- Tipo de Transmissão............................................................................................................... 16 8.4.1- Canal B (Bearer) ..............................................................................................................33
5.4.1- Paralela............................................................................................................................ 16 8.4.2- Canal D (Delta) ................................................................................................................34
5.4.2- Serial ............................................................................................................................... 17 8.5- Cable Modem .........................................................................................................................34
5.5- Ritmos de Transmissão........................................................................................................... 17 8.6- Modem Óptico........................................................................................................................34
5.5.1- Assíncrona....................................................................................................................... 17 8.7- Rádio Modem .........................................................................................................................34
5.5.2- Síncrona .......................................................................................................................... 18 8.8- Modem DSL ...........................................................................................................................35
6. CÓDIGOS DE REPRESENTAÇÃO DE DADOS ......................................................................... 18 8.9- Ligação de Comunicação de Dados.........................................................................................36
6.1- Código Morse......................................................................................................................... 19 8.10- Funcionamento Interno .........................................................................................................37
6.2- Código ASCII ........................................................................................................................ 19 8.10.1- Supressores de Eco.........................................................................................................37
6.3- Código EBCDIC .................................................................................................................... 20 8.10.2- Equalizadores.................................................................................................................37
6.4- Sistema de Controle de Erro ................................................................................................... 21 8.10.3- Scrambler.......................................................................................................................37
6.4.1- Funcionamento da Detecção de Erros .............................................................................. 22 8.10.4- DART ............................................................................................................................38
6.4.2- Paridade........................................................................................................................... 22 8.10.5- DRA...............................................................................................................................38
6.4.3- Método VRC ................................................................................................................... 23 8.10.6- Testes.............................................................................................................................38
6.4.3- Método LRC:................................................................................................................... 23 9. MODEM ADSL.............................................................................................................................39
6.4.4- Método CRC: .................................................................................................................. 24 9.1- Funcionamento .......................................................................................................................40
6.5- Medição de Erros ................................................................................................................... 25 9.2- Codificação do Sinal ...............................................................................................................41
7. INTERFACES E CONEXÕES...................................................................................................... 25 9.3- Modulação ..............................................................................................................................42
7.1- Conectores x Velocidades....................................................................................................... 25 9.4- Dados Estatísticos de um Modem ADSL.................................................................................43
7.2- Sinais de Interface .................................................................................................................. 25 10. VOZ SOBRE IP (VoIP) ...............................................................................................................44
7.3- Interface DTE/DCE................................................................................................................ 26 11. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ..............................................................................................45
7.4- Interface RS-232 .................................................................................................................... 26
7.4.1- Conector RS-232 (DB-25) ............................................................................................... 27
7.4.2- Conector RS-232 (DB-9) ................................................................................................. 27
7.4.3- Conversão DB-9 / DB-25................................................................................................. 27
7.5- Interface RS-485 .................................................................................................................... 28
7.6- Interface V-35 ........................................................................................................................ 28
7.6.1- Conector V.35 ................................................................................................................. 29
7.6.1- Conector V.36 ................................................................................................................. 29
7.7- Interface G.703....................................................................................................................... 29
7.8- Interface USB......................................................................................................................... 29
7.9- Cabo de Console .................................................................................................................... 30

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2.4- ON-LINE

1. OBJETIVO Descreve um sistema onde os dados coletados na estação terminal remota são
encaminhados diretamente para o computador central ou, ainda, quando o fluxo de dados
ocorre no sentido inverso (do computador central para a estação remota).
Compreender o funcionamento dos modems analógicos e digitais, bem como as Exemplo: reserva de passagens numa empresa de transportes aéreos.
interfaces e conexões.
A presente documentação tem por objetivo introduzir e direcionar profissionais de 2.5- TEMPO REAL (REAL-TIME)
áreas afins na formação com competência técnica na compreensão do funcionamento dos
modems, das interfaces e conexões, conforme a disciplina 68028 do Curso Técnico de As respostas às entradas são suficientemente rápidas para controlar o processo e
Telecomunicações do CEFET-MT. ou influir na ação subseqüente.
Por Exemplo, num desvio de rota de um foguete, a informação é levada ao
computador que inicia imediatamente uma ação para corrigir o curso.
2. CONCEITOS BÁSICOS
2.6- DIFERENÇAS ENTRE ON-LINE E REAL-TIME
2.1- TELEPROCESSAMENTO
“Uma aplicação em tempo real é sempre on-line, mas o inverso nem sempre é
A palavra “teleprocessamento” é uma aglutinação de duas outras palavras que verdadeiro”.
representam tecnologias diferentes, “telecomunicações” e “processamento”, retratando a Na aplicação Real-Time, a resposta provocará alguma ação no processo, existindo
capacidade de se promover à distancia o processamento de dados. necessariamente, uma garantia no tempo de resposta.
Era uma marca registrada da IBM (International Business Machines), tornou-se de Na aplicação On-line, essa garantia não é possível, porque o tempo de resposta é
uso geral e agora faz parte do domínio público. função do número de usuários do sistema em certo momento. Caso esse número seja
Verificou-se que o Teleprocessamento (TP) surgiu devido à necessidade de se usar pequeno e estejam usando processamento trivial, o tempo de resposta deverá ser pequeno
recursos e capacidades de um computador central em diferentes pontos distantes do para todos os usuários, as se em dado momento esse número de usuários é grande e o
mesmo. sistema estiver executando tarefas complexas, é provável que o tempo de resposta seja
imprevisível.
A necessidade de otimização de recursos e troca de informações entre sistemas
diferentes, muitas vezes distantes milhares de quilômetros, provocaram o surgimento de
redes de computadores bastante complexas, compostas por uma gama de terminais,
concentradores, núcleos de computação etc. 3. ELEMENTOS DE UM SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

2.2- TEMPO DE RESPOSTA (RESPONSE-TIME)


T UCC M M UCT T
É o intervalo de tempo entre o último caractere digitado pelo usuário do sistema e o
primeiro caractere de resposta enviado pelo computador e visto pelo usuário ou, ainda, é o
intervalo de tempo para um sistema de computador reagir a um estímulo externo com uma
ação apropriada.
Terminal (T): dispositivo de entrada/saída orientado para comunicação (teclado,
leitor de fita magnética, leitor de disco magnético, leitor óptico, impressora, terminal de
2.3- PROCESSAMENTO BATCH (LOTE) vídeo, microcomputador, etc). É qualquer equipamento de uma rede de TP com a função de
origem e/ou destino de informações.
As transações não são processadas imediatamente, mas guardadas por um
Modem (M) (modulador/demodulador): realiza interface de sistemas digitais para
determinado tempo, até o agrupamento total, e então, processadas num único lote.
analógicos, ou seja, é o responsável pela conversão dos sinais digitais dos computadores
Exemplo: as multas aplicadas por um guarda de trânsito só “entram” no computador para os sinais analógicos dos sistemas de telecomunicações e vice-versa.
ao final do expediente.
UCC: unidade de controle de comunicação - a controladora de comunicação libera o

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computador central da tarefa de controlar a rede de TP. É na realidade, um computador


especializado que se encarrega de controlar toda a comunicação com os periféricos, 4. SINAIS E SISTEMAS
deixando o computador central livre somente para processar dados. Faz controle bidirecional
entre sistema de comunicação de dados e com o sistema de processamento.
4.1- TIPOS DE SINAIS
UCT: unidade controladora de terminais - unidade responsável pelo controle de
terminais, para que a controladora de comunicação não tenha que se comunicar diretamente Em telecomunicações, as informações são consideradas sinais elétricos, podendo
com todos os terminais, possibilitando comunicação deles por mesma via, com uma UCP ser classificadas como sinais analógicos ou digitais, de acordo com as variações de suas
(realizada por software). Ela Controla diretamente múltiplos terminais e não possui amplitudes.
capacidade de processamento.
Concentrador/Conversor: são computadores programáveis que permitem o 4.1.1- ANALÓGICOS
compartilhamento de uma interface principal por diversas interfaces digitais secundárias,
trabalhando com diversos códigos, protocolos e velocidades diferentes. É um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo.
Multiplexador (MUX): permite combinar logicamente diversas interfaces digitais de
baixa velocidade em uma interface digital de alta velocidade. Mantém o tráfego simultâneo.
UDD: unidade de derivação digital - deriva um sinal digital de entrada em várias
saídas, e interliga vários terminais por uma via à uma UCP (realizado por hardware).
UDA: unidade de derivação analógica - deriva um sinal analógico vindo de um
modem para vários modems.
4.1.2- DIGITAIS
T
UCP UCC M M UDD
Os sinais digitais variam de forma discreta assumindo habitualmente dois valores:
T
zero e um.

U M T
UCP UCC M D
A
M T

Uma rede de TP caracteriza-se pelo processamento centralizado, embora atenda


usuários à distância. 4.1.3- SINAIS ANALÓGICOS E DIGITAIS
Atualmente, o que está acontecendo é, além de descentralização (distribuído) dos Os sinais podem ainda serem representados pela amplitude, variando de um sinal
dispositivos periféricos, é a interconexão dos computadores com capacidade de para outro, e também pela freqüência, que é a taxa de sinal medida em Hertz, ou a
processamento formando uma rede de computadores. quantidade de ciclo por segundo. E pela fase do sinal: relacionado à posição da onda do
Modem sinal no intervalo de tempo.
Meio de
Como dados e sinais podem ser analógicos e digitais, haverá a necessidade de
Transmissão conversão para seu devido tipo:
Link ou Enlace • Transformar dados analógicos em sinais analógicos;
Servidor
• Transformar dados digitais em sinais analógicos;
• Transformar dados analógicos em sinais digitais;
Estação • Transformar dados digitais em sinais digitais.
Estação
Remota

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4.2- TAXA DE TRANSMISSÃO Exemplo: Considere o canal de voz com uma largura de banda de 3KHz,
transmitindo um sinal codificado em dois níveis de tensão. Qual é a taxa de transmissão
A faixa de freqüências passantes de um meio é denominada largura de banda máxima?
(bandwith). A largura de banda normalmente refere-se à faixa de freqüências que o meio
pode transmitir com perdas abaixo da metade da potência inicial do sinal. C N = 2 × B × log 2 L = 2 × 3000 × log 2 2 = 6000 bps
A largura de banda é uma propriedade de um meio. Ela é a diferença entre a maior e Canal com Ruídos: Fórmula para o Número de Bits Segundo Shannon
a menor freqüência que um meio pode transmitir satisfatoriamente. Na realidade, um canal sem ruído é uma idealização. Sempre haverá ruído num
A definição apresentada é da largura de banda analógica, a qual faz a medida da canal. Em 1944, Claude Shannon criou uma fórmula para determinar o limite teórico máximo
quantidade de espectro ocupado por cada sinal. No caso da largura de banda digital é feita a da taxa de transmissão de dados para um canal com ruído:
medida da quantidade de informação transportada por cada sinal. A largura de banda digital
é representada em bits por segundo – quanto maior a quantidade de bits por segundo, mais
C S = B × log 2 (1 + SNR )
informações são transmitidas. Onde B é a largura de banda, SNR é a razão sinal/ruído do canal e a CS é a
capacidade de transmissão de Shannon dado em bps.
4.2.1- BIT
A razão sinal-ruído é uma relação estatística entre a portência do sinal pela potência
do ruído no canal. Note que a fórmula de Shannon não menciona o número de níveis do
Os computadores "entendem" impulsos elétricos, positivos ou negativos, que são
sinal, pois não importa quantos níveis são usados (não será possível transmitir numa taxa
representados por 1 e 0, respectivamente. A cada impulso elétrico é dado o nome de Bit
superior à capacidade imposta pelo canal). Assim, a fórmula determina uma característica
(BInary digiT). Um conjunto de 8 bits reunidos, como uma única unidade, forma um Byte (B).
do canal, não o método de transmissão.
Assim,
Exemplo: Uma linha telefônica normalmente possui uma largura de banda de 3KHz.
8 bits 1 Byte A SNR de uma linha telefônica boa vale 3162 (3162 Watts = 35dB). Para este canal, qual é a
1 Kbyte 1024 bits
capacidade de transmissão?
1 Mbyte 1024 Kbyte
1 GB 1024 MB C S = B × log 2 (1 + SNR ) = 3000 × log 2 (1 + 3162) = 34860 bps
log x
4.2.2- TAXA DE TRANSMISSÃO Obs. : log 2 x =
log 2
É a capacidade de transmissão de informações em um intervalo de tempo. É medido
em bits por segundo (bps). Porém, também pode ser medida em baud.
4.2.3- BAUD
A taxa de transmissão depende de três fatores:
Mede o número de vezes que a condição da linha se altera por segundo (taxa de
• A largura de banda disponível; modulação). Um baud é a ocorrência de um sinal ou mudança na modulação por segundo.
• Os níveis de sinais que se pode utilizar; É um termo oriundo da telegrafia do século XIX, utilizado para descrever a largura
• A qualidade do canal (nível de ruído inerente ao canal). de banda dos mondems antigos.
Observação: Por exemplo:
• 1 bps ≠ 1 Bps. • As conexões de telefones atuais podem ser usadas de maneira confiável a fim
de transmitir um sinal que muda de estado até 2400 vezes por segundo. Tal
Dois resultados teóricos foram desenvolvidos para determinar a taxa de transmissão conexão está operando a uma taxa de 2400 bauds.
de dados: por Nyquist para um canal livre de ruído e por Shannon para um canal na
presença de ruído. • Mas com técnicas de modulação mais complexas, podemos não ter apenas dois
estados, mas sim muitos estados. Com oito estado diferentes, podemos usar
Canal Livre de Ruídos: Fórmula para o Número de Bits Segundo Nyquist
cada estado para representar um dos oito grupos possíveis de três bits (000,
C N = 2 × B × log 2 L 001, 010, 011, 100, 101, 110 e 111). Dessa forma, em uma taxa de sinalização
de 1600 bauds (por exemplo), é possível transmitir 4800 bits por segundo (bps).
Onde B é a largura de banda, L é o número de níveis de sinais utilizados para
• Modems mais rápidos e mais comuns hoje em dia usam 64 estados, que podem
representação de dados e a CN é a capacidade de transmissão de Nyquist dado em bps.
representar todos os valores possíveis de um grupo de seis bits. Assim, a 2400
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bauds, podem ser transferidos até 14400 bits por segundo (2400 bauds x 6 bits comunicação: resistência, capacitância, indutância e condutância.
= 14400 bps). A diferença entre BAUD e BPS se torna evidente.
Entrada Quadripolo Saída
4.2.4- TROUGHPUT

É uma medida da velocidade com que os dados cruzam um ponto ou uma rede em
Nível Sinal Saída Nível Sinal Entrada
um intervalo de tempo (geralmente é dado em 1 segundo). G ganho = A atenuação =
Nível Sinal Entrada Nível Sinal Saída
4.2.5- INTERVALO DE SINALIZAÇÃO

É o tempo necessário para enviar um único bit. O número de bits por segundo é a 4.3.2- PERDAS
quantidade de intervalos de sinalização por segundo.
Os meios de transmissão por onde são enviados sinais não são perfeitos. As
Intervalo de imperfeições do meio provocam o enfraquecimento e deformação do sinal. Isto significa que
a potência e o padrão do sinal no transmissor e no receptor, acoplados nas suas
Sinalização extremidades do meio, não são as mesmas. Assim, o que é enviado não é aquilo que é
recebido.
Existem três tipos de perdas comuns em meios:
• Atenuação: perda de energia;

4.2.6- VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO • Distorção: alteração da forma de um sinal ao se propagar;


• Ruído: é um sinal indesejado que pode ser de diversos tipos diferentes, tais
É uma medida da distância que um sinal ou bit pode viajar, através de um meio, como o ruído térmico, induzido, crosstalk e impulsivo.
numa unidade de tempo de 1 segundo. A velocidade de propagação de sinais
eletromagnéticos depende do meio e da freqüência do sinal. Por exemplo, a luz propaga-se
com uma velocidade de 3x108m/s no vácuo. 4.3.3- DECIBÉL (DB)

O dB é uma unidade logarítmica muito usada em telecomunicações, por pelo menos


4.2.7- TEMPO DE PROPAGAÇÃO dois motivos :
Mede o tempo necessário para que um sinal ou um bit viaje de um ponto específico • O ouvido humano tem resposta logarítmica (sensação auditiva versus potência
no meio de transmissão a outro. O tempo de propagação é calculado dividindo a distância acústica).
percorrida pela velocidade de propagação do sinal. • Em telecomunicações, se usam números extremamente grandes ou pequenos.
O uso de logaritmos torna estes números pequenos e fáceis de manipular, e
4.2.8- TEMPO DE VIDA transforma produtos em somas e divisões em subtrações.

O tempo de vida (TTL – Time To Live) é o tempo que uma informação pode O dB é um número relativo e permite representar relações entre duas grandezas de
permanecer circulando (tramitando ou viajando) por um canal de comunicação. Essa técnica mesmo tipo, como relações de potências, tensões, correntes ou qualquer outra relação
evita que informações fiquem em loopings infinitos. adimensional. Portanto, ele permite definir ganhos e atenuações, relação sinal/ruído,
dinâmica, etc.

4.3- NÍVEL DE SINAL Por definição, uma quantidade Q em dB é igual a 10 vezes o logaritmo decimal da
relação de duas potências, ou seja: Q(dB) = 10 log (P1/P2).

4.3.1- CONCEITO DE QUADRIPOLO, GANHO E ATENUAÇÃO: Para ganhos, por exemplo, P2 é a potência de entrada e P1 a potência de saída do
circuito.
Em sistema de telecomunicações podem-se encontrar sistemas que amplificam os Para perdas, P1 é a potência de entrada e P2 a potência de saída.
sinais (ganho) e os sistemas que atenuam os sinais (atenuação). Perda é o inverso do ganho (em unidades lineares) e é igual ao ganho em dB com sinal
Quadripolo é o conjunto de quatro parâmetros básicos de uma linha de trocado.

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Observe que 0 dB (zero dB) equivale a uma relação de 1, para 3 dB equivale a uma 20dBm = 10 ⋅ log P → 2 = log P → P = 10 2 → P = 100mW
relação de 2 (em potência) e para 10 dB por acaso equivale a uma relação de 10.
100mW + 100mW = 200mW

P dBm = 10 ⋅ log 200mW
dB = 10 ⋅ log dBm = dBm + dB
1mW dBm = 23
Resumindo: ⊕ Então, o resultado da soma é 23dBm.
• 3 dB equivale a multiplicar por 2. • Calcular o ganho, em dB, de um amplificador, que excitado com 1W de sinal na
• 10 dB equivale a multiplicar por 10. entrada fornece 10W na saída.
• -3 dB equivale a dividir por 2.
1W A 10W
• -10 dB equivale a dividir por 10.
Q (dB) P1 / P2
 10W 
120 1.000.000.000.000 ⊕ G = 10 ⋅ log  = 10 ⋅ log10 = 10 dB
90 1.000.000.000
 1W 
60 1.000.000 Exercício:
30 1.000 ⊕ Seja um sistema de telecomunicação RF, onde o equipamento de Rx possui
20 100 uma sensibilidade de -20dBm. Na saída da antena do Tx o sinal possui uma
10 10 potência de 1,0mW, na linha de transmissão há uma perda de 18dB e um
6 4 ganho de 3dBm na antena do Rx. Pergunta-se: o receptor consegue receber
3 2 o sinal vindo do Tx?
0 1
-3 0,5
-6 0,25 5. TRANSMISSÃO
-10 0,1
-20 0,01
A informação é transmitida por um meio de comunicação. A forma mais comum e
-30 0,001
conhecida de transmissão de uma mensagem é pelo som, o qual é irradiado pelo ar.
-60 0,000001
-120 0,000000000001 Fonte de
Transdutor Transmissão
Informação

dBm: é uma unidade de medida de potência: Canal de


Comunicações
• 0 dBm = 1 mW
• P (dBm) = 10 log P (mW)
Destino Transdutor Recepção
Portanto:
• 3 dBm = 2 mW; 30 dBm = 1W; -30 dBm = 1 µW.
Exemplos:
• Qual é a soma de 20dBm+20dBm? 5.1- MEIOS DE TRANSMISSÃO
⊕ Deve-se transformar para potência, somar e retornar a dBm.
5.1.1- TERRESTRE

Diferem quanto aos seguintes parâmetros:


• Capacidade.

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• Potencial para conexões ponto a ponto ou multiponto. 5.2.2- PONTO-MULTIPONTO


• Limitação geográfica devido à atenuação característica do meio. • Ex: TV e rádio FM.
• Imunidade a ruídos.
• Custo. 5.2.3- MULTIPONTO-PONTO

• Disponibilidade de componentes. • Dados de automação.


• Confiabilidade.
5.2.4- MULTIPONTO-MULTIPONTO
Meios físicos mais utilizados:
• Cabo Coaxial. • Videoconferência.
• Par-trançado.
5.3- MODOS DE TRANSMISSÃO
• Fibra Óptica.
• Fio/Cabo elétrico. 5.3.1- SIMPLEX

5.1.2- AÉREO: • Apenas um sentido.

Tipos:
• Transmissão de superfície
• Transmissão via satélite 5.3.2- HALF-DUPLEX
Características:
• Um sentido por vez.
• Fornecem conexões menos confiáveis que os cabos terrestres.
• Sua taxa de erros de transmissão é mais alta.
Tecnologias: ou

• Transmissão de superfície (Microondas)


5.3.3- FULL-DUPLEX
⊕ Sistema de rádio.
⊕ Transmitindo em uma freqüência onde as ondas eletromagnéticas são muito • Dois sentidos ao mesmo tempo.
curtas e se deslocam a alta velocidade.
• Transmissão via satélite
⊕ Gera um atraso de cerca de 270 ms, onde pode criar problemas para a
comunicação interativa. 5.4- TIPO DE TRANSMISSÃO
• Transmissão via Laser (FSO)
5.4.1- PARALELA
⊕ Velocidade alta em distâncias até 4Km.
Transferência simultânea de todos os bits que compõem o byte.
5.2- ARQUITETURAS Esse método de transmissão é utilizado nas ligações internas dos computadores,
ligações entre computador e periféricos bastante próximos.
5.2.1- PONTO-A-PONTO Não é recomendável o uso em grandes distâncias, devido ao número de fios. Limites
de alcance entre 3 e 20 metros.
• Ex: mini-link rádio.

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transmissão.
1
1
0
1
0
1
0 Repouso Repouso
1 1
terra
verificador 0
Fim Início Fim t

5.4.2- SERIAL

Transferência de um bit por vez através de uma única linha de dados. Fim Dados Início
Cada bit de um byte é transmitido em seqüência, um após o outro.
Além da economia da interconexão, os dados, mesmo transmitidos 5.5.2- SÍNCRONA
seqüencialmente, deslocam-se com velocidade muito maior que a de leitura e digitação.
Relógios no transmissor e no receptor estão sincronizados.
A transmissão de dados serial pode ser feita de duas formas: assíncrona e síncrona.
Tempo é dividido em intervalos de tamanho fixo:
• Um intervalo corresponde a um bit.
11010101
terra • Termo síncrono refere-se a este intervalo fixo de bit.
• Bits de dados são transmitidos continuamente sobre o meio de transmissão sem
qualquer sinal de início e fim.
Mais eficiente: não há envio de sinais de partida e parada. Também não é tão
sensível à distorção e opera a velocidades bem mais altas.
5.5- RITMOS DE TRANSMISSÃO
Antes da transmissão de um bloco, o equipamento transmissor envia uma
configuração de bits de sincronização com o objetivo de colocar o equipamento receptor
5.5.1- ASSÍNCRONA exatamente em fase com o mesmo.
Transmissão é feita caractere a caractere. Cada caractere é antecedido de um sinal Essa configuração de bits de sincronização necessariamente deverá ser diferente de
de início e sucedido de um sinal de fim. qualquer configuração de bits que possa ser enviada no bloco da mensagem.
Se o transmissor tem dados para transmitir, ele envia: A transmissão síncrona permite a utilização de técnicas mais sofisticadas de
detecção de erros, como por exemplo, a técnica CRC. Além disso, é mais eficiente, pois
• Um sinal de partida, dados e um sinal de fim. permite passar muito mais informação sobre um canal de comunicação por unidade de
• Enviados em uma taxa de bits fixa. tempo.
Caso não haja dados a transmitir, o meio de transmissão se mantém em um estado Dados Dados Syn
“ocioso”.
Estabelece
Termo assíncrono refere-se a este caráter aleatório do tempo de transmissão de Sincronismo
dados. A transmissão de dados pode começar a qualquer momento. Parte considerável do
que transmite não transporta informação útil.
Utilizada quando não se necessita de transmissão freqüente de informações. 6. CÓDIGOS DE REPRESENTAÇÃO DE DADOS
Fornece baixa velocidade de transmissão.
A principal desvantagem desse tipo de transmissão é a má utilização do canal, já Para que os dados sejam transmitidos por meio de sinais elétricos, necessitam ser
que os caracteres são transmitidos irregularmente espaçados no tempo, além, do alto codificados em símbolos digitais 0 e 1.
overhead (bits de controle adicionais à informação), ocasionando uma baixa eficiência na

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Os bits 0 e 1 devem ser agrupados e combinados de uma determinada maneira manipulado na memória, discos, etc.; sob forma de código binário.
padrão para representar os caracteres.
b7 0 0 0 0 1 1 1 1
Esse agrupamento e combinação de bits zeros e uns chama-se código de
representação de caracteres. b6 0 0 1 1 0 0 1 1

Nos computadores e terminais, os códigos são utilizados para especificar os b5 0 1 0 1 0 1 0 1


caracteres usando os bits. b4 b3 b2 b1 hexa 0 1 2 3 4 5 6 7
A primeira codificação de sinais desenvolvida para representar letras e números foi o
código Morse. 0 0 0 0 0 NUL DLE SP 0 @ P ‘ p

A representação de um caractere depende do código utilizado pelo ETD 0 0 0 1 1 SOH DC1 ! 1 A Q a q


(equipamento terminal de dados), isto é, um conjunto de bits cuja quantidade depende do
código utilizado. 0 0 1 0 2 STX DC2 “ 2 B R b r

Há inúmeros tipos de códigos dos quais podemos destacar: 0 0 1 1 3 EXT DC3 # 3 C S c s


• Código 4 bits: BCD (ou 8421) e Gray.
0 1 0 0 4 EOT DC4 $ 4 D T d t
• Código 5 bits: Baudot ou CCITT, 51111, Johnson, etc.
0 1 0 1 5 ENQ NAK % 5 E U e u
• Código 7/8 bits: ASCII e EBCDIC.

6.1- CÓDIGO MORSE


6.3- CÓDIGO EBCDIC
O código Morse representa os caracteres por meio de sinais elétricos longos e
curtos (como bits 0 e 1). Em inglês Extended Binary Coded Decimal Interchange Code. É um código BCD
Ampliado para Intercâmbio.
Os dois símbolos usados são o “traço” e o “ponto”, gerados por uma chave manual
em que o operador interrrompe ou aciona a passagem da tensão elétrica para a linha. Descende diretamente do código BCD com 6 bit e foi criado pela IBM como um
padrão no início dos anos 1960's e usado no IBM-360.
• Traço: um sinal elétrico de longa duração.
No EBCDIC são utilizados pela primeira vez 8 bit - 1 byte - para codificar um estado
• Ponto: um sinal elétrico de curta duração. existindo assim a possibilidade de codificar 256 estados diferentes.
Utiliza um número variável de pontos e traços para representar um caractere, o que
dificultava a criação de máquinas que automatizassem a transmissão e a recepção de b8 0 0 0 0 0 0 0 0 1
mensagens. b7 0 0 0 0 1 1 1 1 0
O telégrafo foi o primeiro sistema de comunicação por meio de sinais elétricos, em b6 0 0 1 1 0 0 1 1 0
que os caracteres eram codificados pelo código Morse e transmitidos a longas distâncias.
b5 0 1 0 1 0 1 0 1 0
b4 b3 b2 b1 hexa 0 1 2 3 4 5 6 7 8
6.2- CÓDIGO ASCII
0 0 0 0 0 NUL DLE DS SP & -
É o Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informação (American Standard
Code for Information Interchange). 0 0 0 1 1 SOH DC1 SS / a

Foi desenvolvido inicialmente em 1963 e atualizado em 1968, por Robert W. Bemer. 0 0 1 0 2 STX DC2 FS SYN b
É um código de 7 bits, possibilitando um total de 128 combinações válidas. Adicionou-se um
0 0 1 1 3 EXT DC3 c
bit (oitavo) chamado de Bit de Paridade, para diminuir a incidência de erros na transmissão.
Permite representar letras maiúsculas e minúsculas, decimais, caracteres especiais 0 1 0 0 4 PF RES BP PN d
e cerca de 32 comandos ou operações de controle. 0 1 0 1 5 HT NL LF RS e
ASCII é uma padronização da indústria de computadores, onde cada caractere é

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6.4- SISTEMA DE CONTROLE DE ERRO 6.4.1- FUNCIONAMENTO DA DETECÇÃO DE ERROS

É preciso checar a sua integridade na recepção, devido às interferências que podem A grande maioria dos métodos de detecção de erros é baseada na inserção de bits
ocorrer no meio de transmissão. extras na informação transmitida. Esses bits consistem em informação redundante, isto é,
que pode ser obtida através da informação original e o seu conjunto é conhecido por
Devido à ocorrência de erros no meio de transmissão, foi preciso desenvolver um CheckSum.
sistema que garantisse a integridade dos dados para o receptor.
O CheckSum é computado pelo transmissor através de algum algoritmo que tem
O primeiro passo para qualquer esquema de tratamento de erros é a sua detecção. como entrada os bits originais a serem transmitidos. Após computar esses bits, o
Reconhecer que uma informação foi recebida com erro irá permitir que se tome as transmissor os acrescenta aos bits de informação propriamente dita, para então prosseguir
providências necessárias, que poderão variar de acordo com as necessidades das com a transmissão. Quando a informação é recebida, o receptor, conhecendo o algoritmo
aplicações e com as características dos dados transmitidos. utilizado pelo transmissor, pode recomputar os bits de redundância e compará-los com os
Quando um erro é detectado, existem duas estratégias básicas a se adotar: respectivos bits recebidos no quadro. Se eles forem diferentes, detectou-se a presença de
um erro e se faz um pedido de retransmissão.
• Numa, o receptor pode tentar corrigir o erro;
Resumindo:
• Na outra, o receptor simplesmente pede a retransmissão dos dados.
• Utilizam-se algoritmos que lêem os dados a serem transmitidos, e fazem um
Estas estratégias são conhecidas respectivamente por:
cálculo que gera um resultado que é colocado no final do bloco de dados
• Códigos de Correção de Erros: Em cada bloco de dados enviado, são incluídas transmitido.
informações redundantes suficientes para que o receptor possa deduzir qual a
• A receber o bloco de dados, o receptor recalcula o algoritmo e compara o
informação correta transmitida;
resultado com o recebido.
• Códigos de Detecção de Erros: São incluídas informações suficientes para o
• Se o resultado for o mesmo, indica que não ocorreram alterações ao longo da
receptor deduzir que houve um erro, mas sem identificar qual, e solicitar uma
transmissão.
nova transmissão.
• Caso contrário, o receptor solicita então uma retransmissão do bloco.
Às vezes, os códigos de detecção de erros são usados para a transmissão de dados
Recepção de Dados em um canal simplex e não é possível solicitar retransmissões. No entanto, é preferível que
a detecção do erro seja seguida de uma retransmissão. Assim, a forma mais comum de
Solicita a garantir uma comunicação confiável é dar ao transmissor algum tipo de aviso sobre o que
Retransmissão dos aconteceu com os dados.
Técnica de Detecção
Dados
de Erros
6.4.2- PARIDADE
Não
A verificação de paridade é um dos mecanismos mais simples para detecção de
Equipamento erros, a cada caractere transmitido é acrescentado um bit de tal modo que o total de bits 1
Sim possui
Existe Erro? capacidade de
seja par (“paridade par”) ou impar (“paridade ímpar”). O equipamento transmissor calcula o
Correção de bit de paridade para cada caractere transmitido. O receptor calcula um novo bit de paridade
Erros? em cima dos bits recebidos e compara este bit com aquele enviado pelo transmissor. Se
Não
forem iguais, a transmissão é considerada correta, caso contrário, haverá a necessidade de
Sim retransmitir o caractere. A verificação da paridade pode ser do tipo VRC e LRC.

Apto para Receber


Corrigir Erro
Novos Dados

Exemplo:
As rotinas de controle de erros fazem parte dos programas que controlam a
comunicação de dados, chamados de protocolos de comunicação. Caractere ASCII Binário Paridade Par Paridade Impar

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A 41 1000001 1000001 0 1000001 1 6.4.4- MÉTODO CRC:


B 42 1000010 1000010 0 1000010 1
C 43 1000011 1000011 1 1000011 0 O método de controle e verificação de erros na transmissão de dados mais utilizado
é o Código CRC (Control Redundance Check), também conhecido como código polinomial.
A idéia básica dos algoritmos CRC é dividir a cadeia de bits por uma outra cadeia de
6.4.3- MÉTODO VRC bits e utilizar o resto dessa divisão como checksum. O termo “polinomial” é devido ao fato de
os códigos CRC tratarem as cadeias de bits como polinômios de coeficientes 0 e 1 apenas.
• Vertical Reduncacy Check.
Um quadro de k bits é considerado como o conjunto de coeficientes de um polinômio
• Faz a checagem caractere por caractere, de acordo com os bits do caractere, na de k termos e ordem k-1. Por exemplo, 110001 tem 6 bits e, portanto, representa um
vertical. polinômio de 6 termos com os coeficientes 1, 1, 0, 0, 0 e 1: x5+x4+x0.
• É incluído 1 bit de paridade para cada caractere transmitido. A aritmética polinomial é feita na base 2, de acordo com as regras da teoria
• Se o caractere tiver um número impar de bits 1, coloca-se o bit 1 de paridade no algébrica. Não há transportes para a adição nem empréstimos para a subtração. Tanto a
final do caractere. adição quanto à subtração são idênticas à operação OU EXCLUSIVO.
• Se o caractere tiver um número par de bits 1, coloca-se 0 no bit de paridade do 0+0=0 0–0=0
caractere. 0+1=1 0 – 1 = 1 (sem empréstimo)
• O último bit de cada coluna é o bit de paridade do VCR. 1+0=1 1–0=1
• O receptor, ao receber o caractere, checa se o bit de paridade está correto. 1 + 1 = 1 (sem transporte) 1–1=1
Caso haja divergência, é solicitada nova transmissão.

Assim:
C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 BCC
10011011 00110011 11110000 01010101
+11001010 +11001101 +10100110 +10101111
1 0 0 0 0 0 0 1
01010001 11111110 01010110 11111010
0 0 1 0 0 0 0 1
Para efetuar o cálculo CRC precisa-se de um divisor, esse divisor é chamado de
1 1 0 0 0 0 0 0 polinômio gerador. Qualquer polinômio pode ser escolhido, porém uns são melhores 7 do
que os outros. A magnitude ou ordem do polinômio é muito importante. Ela é a posição real
do bit de maior significância. Assim, o polinômio 11001 tem magnitude m igual 4 (e não 5)
0 1 0 0 0 0 0 1 pois será representado pelo polinômio x4+x3+x0.
Escolhido um polinômio gerador, pode-se passar ao cálculo CRC. Este é uma
0 0 1 0 0 0 0 VCR divisão simples dos dados originais pelo polinômio gerador usando a aritmética CRC. O
único truque é que m bits 0, correspondentes à ordem do polinômio gerador, são
concatenados com a mensagem original. Tem-se:

6.4.3- MÉTODO LRC: • Mensagem original: 1101011011


• Polinômio gerador: 10011
• Longitudinal Reduncacy Check.
• Mensagem depois de concatenados os m bits 0: 11010110110000
• Tem o mesmo procedimento que o VCR, porém na horizontal, colocando um bit
Agora simplesmente divide-se a mensagem aumentada pelo polinômio gerador
de paridade no final de cada linha do bloco de dados transmitido.
usando a aritmética CRC.
• Na tabela, a última coluna do bloco é a que contém os bits de paridade do LCR,
Dessa divisão sai um quociente e um resto. O resto é o nosso checksum.
chamada de caractere BCC (Block Check Caracter).
Usualmente o checksum é concatenado à mensagem original e transmitido. Mas, para entrar

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em acordo com a base matemática, considerara-se que o resto da divisão (checksum) será 101 – Terra de Proteção
subtraído do polinômio aumentado. 1
102 – Terra de Sinal 7
6.5- MEDIÇÃO DE ERROS 103 – Dados a Transmitir (Tx) 2
A qualidade de um circuito de comunicação de dados é medida em função da 104 – Dados Recebidos (Rx)
3
quantidade de erros provocada pelo meio de transmissão e equipamentos. 105 – Solicitação para Transmitir (RTS)
4
A medida mais conhecida em comunicação de dados é a taxa de erro de bit (BER). 106 – Pronto para Transmitir (CTS) 5

TERMINAL

MODEM
O BER (Bit Error Rate) é a relação entre o número de bits errados e o número total 107 – Modem Pronto (DSR) 6
de bits transmitidos durante um determinado espaço de tempo num circuito de comunicação
108 – Terminal Pronto (DTR)
de dados. 20
O seu valor máximo é determinado conforme o meio de comunicação utilizado ou
109 – Detector de Sinal Recebido (DCD)
8
pela exigência do usuário. 111 – Seleção de Velocidade Transmissão
23
número de bits errados 113 – Relógio de Transmissão (Terminal)
BER = 24
número de bits transmitidos 114 – Relógio de Transmissão (Modem) 15
115 – Relógio de Recepção 17
125 – Indicador de Chamada 22
7. INTERFACES E CONEXÕES

7.1- CONECTORES X VELOCIDADES 7.3- INTERFACE DTE/DCE

Um modem externo é conectado ao computador por um cabo (chamado de cabo Os equipamentos processadores (geram e recebem os dados) são conhecidos por
lógico), normalmente RS-232, ligado na porta serial do computador. DTE (“Data Terminal Equipment”) os equipamentos que se encarregam de codificar ou
modular os dados de uma forma adequada às condições do meio de transmissão são
Os conectores dos cabos podem variar de um equipamento para outro. conhecidos por DCE (“Data Circuit-terminating Equipment”).
Normalmente, os modems com velocidade até 64Kbps utilizam conectores RS-232 Fora do domínio das redes de computadores existem diversos tipos de equipamento
(DB25 ou V.24). que podem assumir o papel de DCE recebendo e enviando dados ao DTE, que é o caso dos
Os modems com velocidades maiores, como 128Kbps a 512Kbps, utilizam interfaces terminais e das impressoras.
com conectores tipo V.35 e V.36. A comunicação entre o DTE e o DCE envolve geralmente vários condutores já que
Equipamentos que operam a velocidades de 2Mbps utilizam conexão por cabo além de dados também à necessidade de circular bastante informação de controlo. Trata-se
coaxial com interface tipo G.703. da interface DTE-DCE, existindo várias implementações standard das quais uma das mais
importantes é o RS-232.
7.2- SINAIS DE INTERFACE
7.4- INTERFACE RS-232
Principais Sinais de Interface: Conforme padronização da ITU-T.
Padrão internacional de interface entre equipamentos envolvidos na comunicação
serial de dados (também conhecido por EIA RS-232C ou V.24).
É um padrão para troca serial de dados binários entre um DTE (terminal de dados -
Data Terminal Equipment) e um DCE (comunicador de dados - Data Communication
Equipment).
Os cabos para RS-232 podem ter de 3 a 25 pinos. Cabos "Flat RJ" (cabos de
telefone) podem ser usados com conectores RJ-RS232 e são os de mais fácil configuração.

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A razão pela qual é possível criar uma interface mínima com apenas três fios é que
todo sinal RS-232 utiliza o mesmo fio terra para referência. O uso de circuitos
desbalanceados deixa o RS-232 altamente suscetível a problemas devido a diferenças de
potencial entre os sinais de terra dos dois circuitos. Este padrão também tem um pobre
controle dos tempos de picos e descidas do sinal, levando a potenciais problemas de
comunicação.
O RS-232 é recomendado para conexões curtas (≤15m). Os sinais variam de 3 a 15
volts positivos ou negativos, valores próximos de zero não são sinais válidos.

7.5- INTERFACE RS-485


7.4.1- CONECTOR RS-232 (DB-25)
RS485 é uma evolução do padrão RS232, tendo como principal enfoque a
comunicação em rede, ou seja, com apenas um par de fios é possível se comunicar com
1
diversos equipamentos em rede usando o mesmo barramento.
14
Permite comunicação em distâncias de até 1200 metros de maneira extremamente
Fêmea confiável.

7.4.2- CONECTOR RS-232 (DB-9)

7.4.3- CONVERSÃO DB-9 / DB-25

Função DB25 DB9

Carrier Detect 8 1
Receive Data 3 2
Transmit Data 2 3
Data Terminal Ready 20 4
System Ground 7 5
Data Set Ready 6 6 7.6- INTERFACE V-35
Request to Send 4 7
Padrão de interface de comunicação de dados serial largamente utilizada em
Clear to Send 5 8
roteadores para a conexão física à rede WAN.
Ring Indicator 22 9
A interface V.35 foi originalmente especificada pela CCITT como uma interface para
linhas de transmissão de dados a 48kbps na banda de 60 a 108 kHz.
A partir de então, passou a ser adotada para todas as linhas com velocidade
superior a 20kbps.

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7.6.1- CONECTOR V.35 • 4 vias de comunicação;


• Vias:
KK EE AA W S M H C
• Vbus (+5V) – Vermelho;
MM HH CC Y U P K E A
• D- – Branco;
LI FF B X T N J D
• D+ – Verde;
NN JJ DD ZZ V R L F B
• GND (referência) - Preto;
• Plug-and-Play.

7.6.1- CONECTOR V.36

1
20

7.7- INTERFACE G.703


Conector G.703 (75Ω) é um conector de cabo coaxial de 75Ω, utilizado na conexão
de equipamentos em transmissões de alta velocidade. 7.9- CABO DE CONSOLE
Nos últimos anos tem sido utilizada em links WAN para voz e dados. Pode operar
É um cabo usado na interligação entre um computador e um equipamento eletro-
com velocidades entre 64 Kbps e 34 Mbps, mas a velocidade mais utilizada é de 2,048 Mbps
eletrônico que pode ser configurado. O cabo utiliza em uma ponta a interface RS-232 de 9
nas linhas E1.
pinos e na outra ponta a interface RJ-45 de 8 pinos.
O conector pode ser macho ou fêmea do tipo BNC ou SPINER (DIM).
Pinagem:

RJ-45 Fêmea
DB-9 Macho
1 N/A
2 3
3 6
4 7
5 4&5
6 2
7.8- INTERFACE USB 7 8
8 1
Universal Serial Bus (USB) é um tipo de conexão Plug and Play que permite a
9 N/A
conexão de periféricos sem a necessidade de desligar o computador.
É importante frisar que os cabos USB devem ter até 5 metros de comprimento.
Acima disso, o aparelho pode não funcionar corretamente.
Conector USB: 8. MODEM
• Velocidade de até 400Mbps;
Um modem é um equipamento que realiza o trabalho de adequação de um sinal
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CURSO TÉCNICO DE TELECOMUNICAÇÕES Profº Fabiano de Pádua CURSO TÉCNICO DE TELECOMUNICAÇÕES Profº Fabiano de Pádua

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digital proveniente de um equipamento terminal de dados ao canal de comunicação. Modulação Não Faz Faz
Ele transforma os sinais elétricos digitais em sinais analógicos que podem ser
transmitidos a longas distâncias pela rede telefônica pública. Codificação Faz Não Faz

Os dados em forma de sinais digitais (bits 0 e 1) são colocados numa onda Distância 8 a 22 Km Não Tem Limite
portadora analógica, através do modem, num processo chamado de modulação. Ao chegar
no modem receptor, é feito o processo inverso. Modelo/Velocidade Qualquer Velocidade Velocidade Limitada
A palavra MODEM = MOdulação + DEModulação. Conexão Interurbana Inadequado Adequado
A velocidade com a qual o modem consegue transmitir os dados é medida em “bps”.
Padrão ITU-T Não Tem Sim
Requisitos de escolha de um modem:
• Ritmo: Síncrona ou Assíncrona.
• Modo de Operação: Half-Duplex ou Full-Duplex. 8.2- NORMAS E PADRÕES
• Meio: Por meio de linhas dedicadas ou discadas.
Os modems podem ser especificados pelos tipos de padrões que suportam.
• Velocidade de Operação: taxa de transmissão.
A ITU-T (International Telecommunication Union – Telecommunications
Quanto a instalação do modem: Standardization Sector) normalizou os padrões para modems do tipo analógico e utilizados
• Modem Externo: em conexões via discagem (linha discada) ou linha privativa (LP).
⊕ É ligado por meio de cabo ao terminal de dados, que pode ser um Normas e Velocidades:
computador ou um roteador.
Norma V.21 V.22 V.23 V.26 V.27 V.29 V.32 V.34 V.90 V.92
• Modem Interno:
4800 28800
1200 14400
⊕ Pode ser uma placa (PCI) ou um cartão (PCMCIA) que vem embutido no Velocidade (bps) 300
2400
1200 1200 4800 7200
19200
33600 57600 até
terminal de dados. 9600 115200

Transmissão de Dados:
• Geralmente necessita de um software de comunicação que é carregado no
terminal de dados e envia os comandos para o modem para executar 8.3- MODEM CONEXÃO DISCADA
determinas tarefas, especificando o número do telefone, velocidade, formato dos
Conexão através de uma linha telefônica com taxa de Transmissão de até 56Kbps.
símbolos, etc.
Usado para:
8.1- TIPOS DE MODEM • Acesso a Internet, com conexão ao provedor;

Modem Analógico: que realiza um processo de modulação e demodulação do sinal • Conexão de FAX, do Latim (fac simile = faz igual) que é toda cópia ou
de digital para transmissão ou recebimento na linha. reprodução que apresenta uma grande semelhança com o original.

Modem Digital: que não realiza modulação ou demodulação, mas apenas o


processo de codificação e decodificação do sinal. Também chamados de Modem Banda
Base ou Data Set.

Descrição Digital Analógico


Funcionamento:
Custo Econômico Caro • Quando você configura seu modem para entrar em contato com o provedor de
Internet, ocorre todo um processo de estabelecimento de comunicação entre

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seu computador e os servidores do provedor. Seu modem, após a discagem, • Voz digitalizada;
emite uma série de barulhos para que a comunicação seja feita;
• Dados em alta velocidade: comutação por circuito e comutação por pacote;
• Quando você usa algum software (como o Dial-Up no Windows e o KPPP no
• Fax.
Linux) para tentar se conectar à Internet, esse programa envia um sinal
chamado DTR (Data Terminal Ready) para o modem instalado em seu
computador. O modem "responde" enviando uma sinal chamado DSR (Data Set 8.4.2- CANAL D (DELTA)
Ready), que avisa o computador "que está tudo ok" para que uma conexão seja
tentada; Utilizado para sinalização de controle a uma velocidade de 16 Kbps. Também pode
ser utilizado para tráfego de dados em baixa velocidade (videotexto, telex, terminal) e para
• O próximo passo é dado pelo software que gerencia a conexão, que envia ao telemetria (serviços de emergência e gerenciamento de energia).
modem uma instrução chamada TDL (Trasmit Data Line), que faz o modem abrir
uma conexão com a linha telefônica. É um procedimento parecido com quando
tiramos o fone do gancho para fazer uma ligação. O software, após realizar esta 8.5- CABLE MODEM
ação, envia ao modem informações que indicam o número telefônico a ser
discado e dados extras referentes à conexão com a Internet. Utilizado para transmissão de dados pelos cabos coaxiais de CATV (TV a Cabo),
que atinge velocidades de até 150Mbps. Entretanto, essa velocidade é compartilhada pelos
• Quando o modem está estabelecendo uma conexão, um outro equipamento usuários.
"responde": trata-se de um modem especial, ligado aos servidores do provedor
São modems com interface de cabo coaxial (G.703) para conexão no cabeamento
de Internet. É neste instante que ocorre aquela série de ruídos, chamada de
de CATV. Do cable modem sai um cabo para a TV e uma interface Ethernet para o
handshaking (algo como "aperto de mãos"). Quando a conexão finalmente é
computador.
estabelecida, o modem envia ao software gerenciador um sinal chamado Carrier
Detect, que permite ao computador enviar dados ao modem para que este os Na rua, o cabo vai para um “head-end” (concentrador) que tem um conversor de
transmita. freqüência para encaminhamento para a TV e para o computador.
• Durante o handshaking, uma série de "acordos" são estabelecidos: os dois Pelo cabo trafegam duas bandas de transmissão, sendo uma de TV e uma para
modems (o do seu computador e o do provedor) determinam qual será a dados com dois canais (um UP e um Down).
velocidade de transmissão de dados, qual a quantidade de bits por pacote,
quantos bits serão usados para representar o início e fim de cada pacote, se um 8.6- MODEM ÓPTICO
sistema de detecção de erros será usado, entre outras parâmetros necessários.
Caso essas questões não sejam tratadas, a conexão pode ficar seriamente Transforma o sinal elétrico digital em sinais ópticos, utilizando como meio de
comprometida, já que um modem pode enviar dados mais rapidamente que o transmissão a fibra óptica, podendo atingir distâncias de dezenas de quilômetros e atingindo
outro, a definição acerca dos pacotes de dados podem ter diferenças (e estas velocidades de até 155Mbps.
necessitam serem iguais), além de outros problemas.
Existe no mercado o Modem Óptico PDH para aplicações ponto-a-ponto com
capacidade de conectar agregados independentes, como por exemplo, suporte de até 6
8.4- MODEM RDSI tributários E1.
A Rede Digital de Serviços Integrados (ou ISDN) permite que centrais digitais sejam
equipadas com linhas de assinantes com capacidade de transmissão de 2 canais de
64Kbps, mais um canal de sinalização de 16Kbps, formando o (2B+D).
Com o serviço de ISDN (Integrated Service Digital Network), pode-se transmitir e
receber dados com 128kbps ou ainda atender uma ligação e ficar na internet a 64kbps. Esta 8.7- RÁDIO MODEM
tecnologia digital ISDN já existe desde 1984.
Este serviço fornecido por operadoras de telefonia fixa permite transmissão de São modems que efetuam a transmissão por meio de ondas de rádio.
dados, voz e vídeo simultaneamente. Esse tipo de modem normalmente é utilizado para ligar pontos de difícil acesso, aos
quais as linhas terrestres e telefones não conseguem chegar. Tipicamente operam com a
8.4.1- CANAL B (BEARER) utilização da tecnologia spread-spectrum, na faixa de 902 MHz a 907,5 MHz e 915 MHz a
928 MHz, utilizando a técnica de pulos de freqüência (Frequency Hopping).
Utilizado para transmissão de dados (a uma velocidade de 64 Kbps):
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O Sistema Spread Spectrum não requer licenciamento na ANATEL, nem qualquer


tipo de recolhimento de taxas de para a instalação ou o funcionamento.
Usualmente são feitos sistemas com um ponto central, chamado mestre, e pontos
remotos. Pode ser necessária a utilização de repetidora, caso o alcance tenha que ser
expandido ou o ponto central esteja mal localizado, do ponto de vista de radiocomunicação.
Dependendo do equipamento, a Repetidora pode ser feita com apenas um Rádio (Store &
Forward). DownStream/UpStream Comprimento Pares POTs
Tipo Simétrico
(bps) (Km) de Fio (Voz)

ADSL Não 6-8M / 800K 6 1 Sim

ADSL lite Não 1,5M / 512K 6 1 Sim

IDSL Sim 144K / 144K 6 1 Não


Principais Aplicações:
SDSL Sim 2,3M / 2,3M 3 1 Não
• Sistemas de Supervisão e Controle Remoto;
• Controle de Tráfego; HDSL Sim 2,3M / 2,3M 4–5 1 ou 2 Não

• Sistemas de Loterias; HDSL-2 Sim 2,3M / 2,3M 3–4 1 Não

• Automação Industrial; VDSL Ambos 52M / 6,4M 0,3 – 1,4 1 Sim


• Linhas de Transmissão de Óleo e Gás; MSDSL Sim 2,3M / 2,3M 7 1 ou 2 Não
• Automação da Distribuição de Energia Elétrica;
SHDSL Sim 4M / 2,3M 4 1 ou 2 Não
• Sistemas de Comunicação em Rodovias e Ferrovias;
• Energia Elétrica, Água e Gás.
8.9- LIGAÇÃO DE COMUNICAÇÃO DE DADOS
8.8- MODEM DSL
É composta das seguintes fases:
Grandes e novos avanços para a digitalização dos acessos de última milha, foram
possíveis graças ao desenvolvimento da tecnologia Digital Subscriber Line (DSL), • Fase de Estabelecimento: obtém-se a continuidade entre os dois pontos,
viabilizando o uso da rede metálica existente para transmissão de taxas cada vez mais através de uma chamada telefônica. Faz-se a discagem. Em circuito ponto-a-
elevadas. ponto permanente (exclusivo para dados), não faz sentido especificar esta fase,
já que a continuidade física existe naturalmente.
Tipos:
• Fase de Inicialização: ocorrem as operações necessárias para que os modems
• ADSL (Asymetrical Digital Subscriber Line); estejam aptos a transmitir, o modem local coloca a portadora na linha e o
• SDSL (Single-bit-rate Digital Subscriber Line); modem distante realiza a detecção da portadora.
• HDSL (High-bit-rate Digital Subscriber Line); • Fase de Transmissão: ocorre a transmissão de dados propriamente dita.
• VDSL (Very-high-bit-rate Digital Subscriber Line); • Fase de Corte: é o encerramento da transmissão pelo terminal, bastando retirar
o sinal RTS.
• MSDSL (Multirate Symetric Digital Subscriber Line);
• SHDSL (Single-pair High bit rate Digital Subscriber Line).
Como exemplo, a introdução de modems HDSL veio permitir às operadoras a
digitalização de clientes de médio e pequeno porte a custos extremamente reduzidos.

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Central 8.10.4- DART


Terminal A Modem Modem Terminal B
Telefônica
O dispositivo de Acesso à Rede Telefônica (DART) é um acessório dos modems
analógicos de baixa velocidade, cuja finalidade é tornar possível a utilização desses
modems na rede telefônica comutada.

Estabelecer
Discagem 8.10.5- DRA
108 108 O Dispositivo de Resposta Automática (DRA) é um acessório dos modems
analógicos de baixa velocidade. Sua finalidade é capacitar esses modems a serem utilizados
107 107
na rede telefônica comutada.
Inicialização 105 O DART não é automático e o DRA é automático.

109 8.10.6- TESTES


106
Todos os tipos de modems (analógicos ou digitais) possuem recursos que permitem
103 Transmissão de Dados 104
Transmissão a pesquisa de problemas num circuito de comunicação de dados.
Através do acionamento de teclas no painel frontal do modem, provoca-se o
Corte Retirar 105
“fechamento de um caminho físico” interno no modem denominado LOOP.
São padronizados quatro tipos de Loop:

8.10- FUNCIONAMENTO INTERNO • LAL: Laço Analógico Local:


⊕ Possibilita a verificação do perfeito funcionamento do modulador e do
8.10.1- SUPRESSORES DE ECO demodulador do modem local. A tecla LAL, quando acionada, provoca o
retorno do sinal analógico que deixa o modulador, passando pelo circuito
Eco é a reflexão de parte da energia transmitida de um sinal, resultante do demodulador do próprio modem local.
descasamento de impedância entre uma linha e um modem.
Para evitar esse inconveniente é utilizado um circuito elétrico denominado Supressor
de Eco, que elimina o sinal refletido na linha de transmissão.

8.10.2- EQUALIZADORES

São circuitos especiais compostos de malha de resistências, capacitores e indutores • LDL: Laço Digital Local:
que são adicionados ao meio de transmissão para melhorar a resposta à atenuação e
retardos de freqüências, provocando uma perda relativamente grande para as freqüências ⊕ É feito um enlace na interface digital do modem local. Os sinais gerados pelo
inferiores do sinal e perdas pequenas para freqüências superiores. ETD local retornam ao mesmo através do loop na interface digital do modem
local.
8.10.3- SCRAMBLER

É um circuito interno dos modems analógicos, que realiza um “embaralhamento” dos


dados a serem transmitidos, segundo um padrão definido, de modo a possibilitar o posterior
“desembaralhamento” na recepção.
O intuito de se utilizar o scrambler é evitar a transmissão de longas seqüências de 0
ou 1, para facilitar a recuperação do relógio de sincronismo (clock) na recepção, pois o • LAR: Laço Analógico Remoto:
scrambler aumenta o número de transições.
⊕ O modem local envia, através da linha telefônica, um comando ao modem

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remoto, que se coloca na condição de loop. Desta forma, devido à conexão 9.1- FUNCIONAMENTO
feita na interface analógica do modem distante, o sinal transmitido pelo
modem local percorre a linha telefônica, penetra no modem remoto e retorna Um modem é colocado na residência enquanto um outro modem é colocado na
à linha pela sua interface analógica até o mesmo modem local. central telefônica. Estes dois modems estão permanentemente conectados.
O modem divide digitalmente a linha telefônica em 3 canais separados:
• O primeiro canal é utilizado para transmissão de voz.
• O segundo canal é utilizado para o fluxo de informações no sentido usuário =>
rede (upstream).
• O terceiro canal para o fluxo de dados no sentido rede => usuário (downstream).
• LDR: Laço Digital Remoto: Dentro de Seu PC:
⊕ Envia através da linha telefônica um comando ao modem remoto para se • O modem ADSL de seu computador conecta a uma linha de telefone analógica
colocar na condição de loop. Assim, o sinal proveniente do modem local padrão.
percorre a linha telefônica, sofre a demodulação no modem remoto e, em
virtude do loop, sofre a modulação novamente, retornando pela linha • Voz e Dados: Um modem ADSL tem um chip chamado "POTS Splitter" que
telefônica até o modem local. divide a linha telefônica existente em duas partes: um para voz e um para
dados.
• Voz viaja nos primeiros 4kHz de freqüência
• As freqüências mais altas (até 2MHz, dependendo das condições da linha,
densidade do arame e distância) é usado para tráfego de dados.
• Dividida Novamente: Outro chip no modem, chamado "Channel Separator",
divide o canal de dados em duas partes: um maior para download e um menor
para o upload de dados.
Na Central Telefônica:
9. MODEM ADSL • Na outra ponta do fio existe outro modem ADSL localizado na central da
companhia telefônica. Este modem também tem um "POTS Splitter" que separa
os chamados de voz e de dados.
O termo ADSL (Assymmetric Digital Subscriber Line ou Linha Digital Assimétrica
para Assinante) foi concebido em 1989 e não se refere a uma linha, mas a modems que • Chamadas de Telefone: Chamadas de voz são roteadas para a rede de
convertem o sinal padrão do fio de telefone par-trançado em um duto digital de alta comutação de circuitos da companhia telefônica (STFC) e procede pelo seu
velocidade. caminho como de costume.
Os modems são chamados "assimétricos" porque eles transmitem dados da sua • Pedidos de Dados: Dados que vem de seu PC passam do modem ADSL ao
casa em uma velocidade menor do que recebe. multiplexador de acesso à linha de assinante digital (DSLAM - Digital Subscriber
Line Access Multiplexer). O DSLAM une muitas linhas de ADSL em uma única
O sistema ADSL atinge velocidades altíssimas comparadas aos sistemas de linha ATM (Asynchronous Transfer Mode) de alta velocidade que fica conectada
transmissão de dados atuais. a Internet por linhas com velocidades acima de 1Gbps.
O ADSL permite transmissões de mais de 6Mbps (chegando ao máximo, hoje, de • De Volta para Você: Os dados requeridos anteriormente retornam da Internet e
9Mbps) de download para um assinante, e chegando à 640kbps (máximo de 1 Mbps) para são roteados de volta através do DSLAM e o modem ADSL da central da
upload. companhia telefônica chegando novamente ao seu PC.
O local do usuário deve se localizar até 5 Km da central telefônica. Quanto mais
longe estiver, menos velocidade o usuário pode ter e a conexão pode ter instabilidades
ocasionais. Isso se deve ao ruído (interferência) que ocorre entre um ponto e outro. Quanto
maior essa distância, maior é a taxa de ruído.

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Internet
Internet
Central
Telefônica

DSLAM

Filtro

MODEM

9.2- CODIFICAÇÃO DO SINAL


A abordagem da técnica de codificação se restringirá ao Discrete Multitone (DMT),
pois é a técnica mais usada em aplicações comerciais. 9.3- MODULAÇÃO
A técnica de modulação DMT é de banda passante, pois sua freqüência limite
inferior é um valor diferente de zero. Sistemas RDSI, ADSL e HDSL utilizam a banda base. O ADSL utiliza a Quadrature Amplitude Modulation (QAM) como técnica de
Isto explica porque o ADSL pode conviver com a transmissão de voz analógica, no mesmo modulação de sinal para poder atingir a transmissão de até 15 bits em cada subcanal
par. formado pela codificação DMT.
A técnica DMT divide o espectro em 256 canais, de 4,3125 kHz de largura cada, QAM é uma técnica que emprega uma combinação de modulação de amplitude e
chamados “bins”. deslocamento de fase.
Utiliza-se modulação de amplitude e fase para o transporte de dados em cada canal. Usando-se a técnica descrita, uma stream de dados de grande tamanho pode ser
quebrada em palavras de três bits, como por exemplo: 001-010-100-011-101-000-011-110.
A técnica prevê uma detecção de integridade dos dados transmitidos em cada um
destes canais. Se um dos canais estiver danificado, o dano é detectado e os dados deixam No caso particular do DMT, para transmitir 15 bits de dados em um único tom, são
de ser transmitidos por aquele canal, e são repassados para os outros canais. Cada canal é necessárias 32.768 combinações de amplitude e deslocamento de fase.
monitorado individualmente na relação sinal/ruído e, dependendo desta relação, será
alimentado com mais ou menos bits. Dessa forma, apenas os melhores canais são
utilizados.

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Bit Amplitude Fase • 8db-13db = regular - sem problemas com sincronia do modem

000 1 - • 14db-22db = muito bom

001 2 - • 23db-28db = excelente


• 29db-35db = raro
010 1 ¼
Atenuação:
011 2 ¼
• 0 - 19dB = excelente,cabeamento excelente, bem próximo do ARD
100 1 ½
• 20-30dB = Muito bom
101 2 ½ • 30-40dB = bom
110 1 ¾ • 40-60dB = regular
111 2 ¾ • 60-65dB = pobre
• 65dB ou superior terão problemas
9.4- DADOS ESTATÍSTICOS DE UM MODEM ADSL
Statistics – ADSL: 10. VOZ SOBRE IP (VOIP)
Parameters Downstream Upstream
SNR Margin (dB): 29.5 18.0 Voz sobre IP é o mesmo que Voz sobre Protocolo de Internet, mais conhecido como
Attenuation (dB): 14.0 7.0 VoIP. A Agência Nacional de Telecomunicação (ANATEL) tem como definição contida em
Output Power (dBm): 18.6 12.5 seu glossário que o VoIP é a tecnologia que possibilita o uso de redes IPs como meio de
Attainable Rate (Kbps): 11296 1248 transmissão de voz.
Rate (Kbps): 2560 640
K (number of bytes in DMT frame): 81 21 Voz sobre IP refere-se à difusão do tráfego de voz nas redes de Internet. O
R (number of check bytes in RS code word): 0 0 Protocolo de Internet (IP) foi originalmente criado para redes de dados, mas devido ao seu
S (RS code word size in DMT frame): 1 1 sucesso, também foi adaptado para rede de voz. Assim, o voIP faz com que as redes de
D (interleaver depth): 0 0 telefonia se “misturem” às redes de dados.
Delay (msec): 0 0

SNR Margin é a qualidade do sinal. Quanto maior a velocidade do turbo, menor será
esse valor. No geral se o SNR Margin cair para abaixo de 25 pode haver problemas na
conexão, como quedas freqüentes (desconexões). Verifique se a linha possui BINA (SNR
Margin e BINA não se dão bem e o valor costuma cair).
Line Attenuation geralmente deve ficar abaixo de 35. Se estiver num valor mais alto
que o referido pode haver problemas. Ruidos na linha são os mais prováveis.
Distância: Uma das principais limitações de ADSL é a distância entre os dois
modems. A distância máxima é cerca de 6 Km. Esta variação da distância com o diâmetro
do cabo esta relacionado à dissipação de energia. Quanto maior for o diâmetro do cabo,
menor será sua resistência elétrica e menor será sua dissipação de energia. A atenuação
não é igual em todo o espectro, sendo maior quanto mais alta for a freqüência.
SNR Margin - Relação Sinal ruído:
• 5db ou menos = ruim, impossível sincronia, quedas freqüentes

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11. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

[1] Jorge Luis, “Comunicação de Dados e Sistemas de Teleprocessamento”, Ed.


Makron Books.
[2] Vicente Soares Neto, “Comunicação de Dados”, Ed. Érica.
[3] Lindeberg, “Redes de Computadores: dados, voz e imagem”, Ed. Érica.
[4] Behrouz A. Forouzan, Comunicação de Dados e Redes de Computadores, Ed.
Mcgraw Hill Brasil, 2008.
[5] www.teleco.com.br

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