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1746 DIÁRIO DA REPÚBLICA

Despacho n.º 12/05: a) ‹‹semente e muda››, todas as estruturas vegetais,


Cria a comissão encarregue de organizar as cerimónias fúnebres de de qualquer espécie ou tipo, que tenham por
João Evangelista Hailonda Deputado à Assembleia Nacional. finalidade a sua multiplicação;
b) ‹‹semente pré-básica››, aquela que é obtida numa
Conselho de Ministros
operação posterior à semente genética e
Decreto-Lei n.º 5/05: anterior à semente básica, segundo as regras de
Estabelece os critérios de definição e determinação dos subsídios a
manutenção de variedades;
serem aplicados aos militares do Serviço Militar Activo nas Forças
Armadas e ao pessoal integrado nas carreiras especiais do c) ‹‹semente básica››, aquela que é produzida a
Ministério do Interior. — Revoga toda a disposição que contrarie o partir da semente pré-básica à produção de
disposto no presente diploma. sementes certificadas, mantendo elevado grau
Ministério da Administração do Território de pureza por um organismo competente;
Decreto executivo n.º 81/05: d) ‹‹semente certificada››, a semente proveniente da
Luís de Assunção Pedro da Mota Liz, designado representante do multiplicação de semente básica, tendo elevado
Ministério da Administração do Território na Comissão Nacional grau de pureza e identidade genética e
Eleitoral.
devidamente identificada e garantida por um
organismo competente;
e) ‹‹produtores de sementes››, as entidades que se
ASSEMBLEIA NACIONAL
—— dedicam à produção de semente básica e
certificada;
Lei n.º 7/05
f) ‹‹bloco de certificação››, a parcela de terreno
de 11 de Agosto
ocupada por uma população de plantas de
A semente de qualidade e em quantidade é condição determinada espécie, proveniente de semente
indispensável para o aumento da produção agrícola e da genética, pré-básica ou certificada, tendo em
segurança alimentar; vista a certificação da semente que essa
população produz e dimensionada em função
Considerando ser de certa importância estabelecer da melhor execução dos trabalhos de fiscali-
normas que disciplinem tanto a produção nacional como a zação.
importação de sementes e mudas, conseguindo-se que a
semente e a muda, produzidas localmente como as ARTIGO 3.º
importadas, garantam realmente o aumento da produção; (Controlo e fiscalização)

Nestes termos, ao abrigo do disposto na alínea b) do 1. O controlo e a fiscalização, objecto desta lei, são
artigo 88.º da Lei Constitucional, a Assembleia Nacional exercidos sobre todas as pessoas singulares ou colectivas,
aprova a seguinte: de direito público ou privado, que produzem, armazenam
————— ou comercializam sementes e mudas.
LEI DE SEMENTES
2. Para efeitos do disposto no número anterior, as
pessoas singulares e colectivas de direito público ou
CAPÍTULO I
privado nele citadas ficam obrigadas a registo no
Disposições Gerais
Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
ARTIGO 1.º
ARTIGO 4.º
(Objecto)
(Competência da fiscalização)
A presente lei estabelece o controlo e a fiscalização da
Compete ao Ministério da Agricultura e Desenvolvi-
produção, do comércio e da importação e exportação de
mento Rural, por intermédio dos seus órgãos específicos,
sementes e mudas em todo o País, garantindo a qualidade
exercer em todo o território nacional o controlo e a
da semente e da muda produzidas e comercializadas em
fiscalização da produção, da comercialização, da
todo o território nacional, criando as condições para o
asseguramento da qualidade de semente e muda, por forma importação e da exportação de sementes e mudas.
a contribuir para o aumento da produção agrícola e
ARTIGO 5.º
prevenir a entrada no País de sementes e mudas nocivas à
(Registo)
agricultura.
ARTIGO 2.º Para efeito de licenciamento, as pessoas referidas no
(Definições) artigo 3.º, para produzirem, comercializarem, importarem
Para efeitos da presente lei, entende-se por: ou exportarem sementes e mudas, devem efectuar o seu
I SÉRIE — N.º 96 — DE 11 DE AGOSTO DE 2005 1747

registo no Ministério da Agricultura e Desenvolvimento 2. Todo o lote de muda ou parte dele, cuja liberação
Rural, após reunirem os requisitos estabelecidos no tenha sido recusada, deve, as expensas do importador, ser
regulamento. devolvido, reexportado ou destruído, competindo a
supervisão de qualquer uma destas medidas ao Ministério
CAPÍTULO II da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
Comercialização
CAPÍTULO III
Transgressões e Penalizações
ARTIGO 6.º
(Comércio de sementes e mudas)
ARTIGO 10.º
(Transgressões)
1. Pode ser comercializada ou transportada a semente
Transgressão é toda a acção ou omissão que resulta da
que tiver, em lugar visível da sua embalagem, rótulo,
inobservância das disposições da presente lei e do seu
etiqueta ou carimbo de identificação, claramente escrito,
regulamento.
contendo as informações exigidas por regulamento.
ARTIGO 11.º
(Penalidades)
2. Pode ser comercializada ou transportada a muda que
Conforme disposto em regulamento e sem prejuízo da
for identificada por uma etiqueta, claramente escrita,
responsabilidade penal, a inobservância das disposições
contendo os elementos que são especificados em
desta lei acarreta, isolada ou cumulativamente, as seguintes
regulmento, excepto a muda produzida para uso próprio.
sanções administrativas.

ARTIGO 7.º
a) advertência;
(Importação de sementes)
b) multa;
c) suspensão da licença de comercialização;
1. Toda a semente importada deve ser analisada em
d) apreensão do lote;
laboratório oficial competente. e) suspensão do registo;
f) cessação do registo.
2. A semente importada não pode, sem prévia
autorização do órgão de tutela, ser usada para fins
diferentes daqueles que motivaram a sua importação, CAPÍTULO IV
ficando os infractores sujeitos às penalidades previstas na Disposições Finais e Transitórias
presente lei e no seu regulamento.
ARTIGO 12.º
3. Pode ser liberada para comércio no País a semente (Regulamentação)
importada, cuja fiscalização ateste que o respectivo lote
satisfaz as exigências legais e regulamentares. O Governo deve, no prazo de 90 dias, regulamentar a
presente lei.
ARTIGO 8.º ARTIGO 13.º
(Lote de semente recusada) (Revogação)

Todo o lote de semente ou parte dele, cuja liberação São revogadas todas as disposições legais que
tenha sido definitivamente recusada, deve, as expensas do contrariem o disposto na presente lei.
importador, ser devolvido, reexportado, destruído ou usado
para qualquer outro fim, excepto o de sementeira, ARTIGO 14.º
(Dúvidas)
competindo a supervisão de qualquer uma destas medidas
ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e
aplicação da presente lei são resolvidas pela Assembleia
ARTIGO 9.º Nacional.
(Importação de muda) ARTIGO 15.º
(Entrada em vigor)
1. Pode ser liberada para o comércio ou uso em Angola
a muda importada, cuja fiscalização ateste que a mesma A presente lei entra em vigor 30 dias após a data da sua
reúne os requisitos legais e regulamentares. publicação.
1748 DIÁRIO DA REPÚBLICA

Vista e aprovada pela Assembleia Nacional, em Art 4.º — Esta lei entra em vigor na data da sua
Luanda, aos 15 de Junho de 2005. publicação.

Publique-se. Vista e aprovada pela Assembleia Nacional, em


Luanda, aos 21 de Junho de 2005.
O Presidente da Assembleia Nacional, Roberto António Publique-se.
Víctor Francisco de Almeida.
O Presidente da Assembleia Nacional, Roberto António
Promulgada em 21 de Julho de 2005. Víctor Francisco de Almeida

O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS. Promulgada em 21 de Julho de 2005.

O Presidente da República, JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS.


Lei n.º 8/05
de 11 de Agosto Resolução n.º 20/05
de 11 de Agosto
Considerando que a Comissão Permanente do Conselho
de Ministros aprovou o novo modelo de gestão para a Considerando que o Governo solicitou autorização
reestruturação do sistema de limpeza da Cidade de Luanda, legislativa, para definir os subsídios a serem aplicados nas
o qual estabelece que o Governo da Província, através da Forças Armadas e nas carreiras especiais do Ministério do
sua concessionária, pode atribuir a empresas privadas
Interior;
serviços de recolha e tratamento dos resíduos sólidos,
manutenção e expansão da rede de saneamento, sistema
Considerando que ao abrigo do artigo 90.º da Lei
esse possível de ser alargado a todo o território nacional;
Constitucional, a referida matéria é de reserva relativa de
competência legislativa da Assembleia Nacional;
Considerando ainda que o referido modelo de gestão
assenta, fundamentalmente, no princípio da participação
Assim sendo não obsta a que o plenário nos estritos
dos usuários do sistema, no financiamento dos seus custos
limites fixados na lei, conceda ao Governo a autorização
de funcionamento, numa perspectiva de se assegurar o
solicitada;
equilíbrio entre objectivos e interesses do Estado, da
concessionária e dos usuários;
Nestes termos ao abrigo do disposto na alínea c) do
Nestes termos, ao abrigo do disposto na alínea b) do artigo 88.º e do n.º 6 do artigo 92.º ambos da Lei
artigo 88.º da Lei Constitucional, a Assembleia Nacional Constitucional, a Assembleia Nacional emite a seguinte
aprova a seguinte: resolução:

Artigo 1.º — É aprovado o princípio da compartici- 1.º — É concedida ao Governo, autorização para
pação dos usuários no financiamento dos serviços públicos legislar sobre os subsídios a serem aplicados nas Forças
de limpeza e saneamento. Armadas e nas carreiras especiais do Ministério do Interior.

Art. 2.º — 1. Para os efeitos referidos no artigo 2.º — O sentido e a extensão fundamentais da
anterior, é criada a taxa dos serviços de limpeza e legislação a elaborar ao abrigo da presente resolução,
saneamento, cujo montante mensal não deve ser superior a consiste na definição e determinação dos subsídios a serem
15UCF. aplicados aos militares do Serviço Militar Activo, nas
Forças Armadas e do pessoal integrado nas carreiras
2. O Governo deve adoptar as disposições necessárias à especiais do Ministério do Interior.
implementação da presente taxa, estabelecendo sempre
uma relação justa entre custo, área de prestação e benfícios 3.º — Os subsídios referidos nos números precedentes
do serviço. têm incidência no vencimento-base dos beneficiários e são
os seguintes:
Art. 3.º — A taxa dos serviços de limpeza e
saneamento a que se refere a presente lei pode ser cobrada a) subsídio de condição militar;
conjuntamente com a de abastcimento de água ou dos b) subsídio de risco;
serviços de electricidade. c) subsídio de comando de direcção e chefia;