Você está na página 1de 2

Biografia[editar | editar código-fonte]

Quando criança era constantemente obrigado pelo próprio pai a estudar violino, por horas
a fio, sob ameaça de castigos severos. Quando tinha nove anos de idade foi para Parma a
fim de estudar com o famoso violinista Alessandro Rolla. E, após ter executado o mais
recente concerto de Rolla à primeira vista, o velho mestre aconselhou-o a continuar os
seus estudos em composição: "Nada tenho a lhe ensinar, meu menino. Vá e
procure Ferdinando Paër".
Em seus primeiros concertos públicos, foi logo considerado uma criança prodígio. Após
libertar-se da custodia do pai, começou carreira como virtuoso do violino, em toda a Itália.
Ficou famoso também pelo seu estilo da vida rebelde, frequentemente gastando todo o
seu dinheiro em jogos e diversões noturnas. Durante os anos de 1800-1805, desapareceu
completamente da vida pública.

Embora no início de sua vida profissional desse os seus concertos apenas na Itália, sua
fama como violinista-virtuoso logo espalhou-se por toda Europa.
Somente em 1828 saiu da Itália para uma viagem de concertos no estrangeiro.
Apresentou-se na Áustria, Alemanha e França entre outros países, sempre com grande
sucesso. Chopin, Schubert e Schumann estavam na audiência de alguns desses
concertos e parecem ter ficado maravilhados com a sua execução ao violino.
É desnecessário dizer que a maioria das obras de Paganini foram escritas para violino.
Conquanto diversas obras para violino e orquestra possam fazer parte das suas peças, o
violinista somente compôs cinco verdadeiros concertos para violino. O primeiro Concerto
pode provavelmente ser datado de 1817. Em todas as apreciações, cartas e outras fontes
contemporâneas aparece o testemunho de como as plateias e os críticos reagiram à
execução deste "violinista diabólico". E mesmo agora - ainda que Paganini tenha
morrido[1] há mais de um século e meio - ele ainda aparece como um exemplo clássico da
execução "virtuosística" ao violino.
Os últimos anos da sua vida foram passados em Nice. Apesar de muito rico, ficou doente
de tuberculose e quase não podia falar.
O estilo de vida de Niccolò Paganini e a sua aparência mefistofélica deram origem a
historias de que o seu virtuosismo era devido a um pacto com o demônio. É mais provável
que ele fosse portador de uma doença, a Síndrome de Marfan, cujos sintomas típicos são
os dedos particularmente compridos e magros.
Na história dos intérpretes do violino, os pontos de referência mais importantes podem ser
encontrados a partir do século XVII. Por um lado, isso é coerente com a origem do que
hoje em dia é considerado um "verdadeiro" violino e, por outro, com o desenvolvimento da
legítima música instrumental na qual a virtuosidade se tornou um elemento cada vez mais
importante.
Ainda que em séculos anteriores diversos instrumentos de cordas tivessem sido
conhecidos - tais como o árabe redab e o violino medieval -, o violino com quatro cordas
não se transformou em padrão antes que o estilo barroco viesse a surgir na Itália. Com o
novo idioma, o estilo do instrumental concertante veio a florescer: embora tivesse havido
definitivamente obras instrumentais anteriormente, elas tinham sido baseadas
principalmente nos modelos vocais e o verdadeiro estilo virtuoso de execução
desenvolveu-se durante o período no qual o princípio concertante estava se tornando
gradualmente mais importante. Os compositores mais importantes para o instrumento no
século XVII e na primeira parte do século XVIII foram italianos, tais
como Marini, Corelli, Vivaldi e Tartini. Só gradualmente é que outros países começaram a
desempenhar algum papel, por exemplo, com Leopold Mozart (pai de Wolfgang Amadeus
Mozart) que foi não somente um músico talentoso como também publicou um dos mais
influentes métodos, na época, para a execução do instrumento.

Niccolò Paganini

Tão esquecido quanto possa estar Viotti em nossos dias, assim também é Niccolò
Paganini. Sendo um dos primeiros instrumentistas do romantismo musical, Paganini
mostrou a pianistas do quilate de Franz Liszt uma nova forma tocar, explorando a técnica e
a virtuosidade de um instrumento. Considerado por muitos o melhor violinista de todos os
tempos.