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Bombas são dispositivos que cedem parte da energia de uma fonte motora a um fluido,

a fim de transportá-lo de um ponto a outro. Esta energia pode fornecida através do


aumento de velocidade, pressão ou ambos. As fontes podem ser eixos, hastes ou até
outros fluidos. Abaixo mostraremos um esquemático com os principais tipos de
bombas, e nos próximos tópicos será explicado as principais funções e características
delas.

As bombas centrífugas possuem como principal funcionamento a conversão de energia


cinética fornecida ao líquido, em energia de pressão. Este tipo de conversão é realizado
quando o fluido ao sair do impelidor passa em um conduto de área crescente (voluta),
tendo assim, um aumento de energia de pressão em sua descarga. SOUZA et al. (1983)

Em bombas centrífugas, a energia é transferida ao fluido pela rotação do eixo onde é


montado o rotor, com um certo numero de pás ou palhetas. A geometria do rotor e suas
palhetas caracteriza o tipo da bomba centrífuga e influencia a forma como a energia é
transferida ao fluido e sua direção na saída do rotor. A vazão da bomba depende de suas
características construtivas e das características do sistema onde ela está operando
(VIANNA, 1987).

Segundo Ferreira et al (2003) as bombas Centrífugas podem ser divididas em função


dos tipos e modelos distintos dos rotores, perante a classificação a seguir:

a) Radiais ou Puras: Quando a direção do fluido bombeado é perpendicular ao eixo


de rotação. b) Fluxo Axial: Quando a direção do fluido bombeado é paralela em
relação ao eixo de rotação. c) Fluxo misto: Quando a direção do fluido
bombeado é inclinada em relação ao eixo de rotação.
b) Funcionamento das Bombas Centrífugas As bombas centrífugas são constituídas
por três partes fundamentais - Rotor ou Impelidor, responsável por impulsionar
o fluido. - Carcaça, que contém o líquido, envolvendo o rotor, e dispõe de bocais
de entrada (sucção) e saída (descarga) do fluido. - Eixo, atravessa a carcaça,
conecta-se ao rotor, fornecendo movimento rotativo.
c) As bombas centrífugas têm como princípio de funcionamento a criação de duas
zonas de pressão: uma de baixa pressão na sucção e outra de alta pressão na
descarga (recalque). Na partida é necessário que a carcaça da bomba e tubulação
de sucção estejam totalmente preenchidas com o liquido a ser bombeado. O
enchimento da carcaça da bomba e a tubulação de sucção é chamado de escorva.
O movimento rotativo do rotor faz com que as partículas de líquido sejam
impulsionadas para fora. Esse movimento centrífugo cria um “vácuo” na 6
entrada (baixa pressão) e um “acúmulo” na saída (alta pressão) pela redução da
velocidade com o aumento de volume na carcaça (no difusor ou pás difusoras).
A baixa pressão succiona novas partículas vindas da sucção, estabelecendo um
fluxo contínuo de líquido. A alta pressão permite que o líquido vença as perdas
impostas pela tubulação e seus acessórios.
Fundamentos Matemáticos

Fórmula da Perda de carga:


hf = hfn + hfL

Neste caso estão sendo desprezadas as perdas de carga nos trechos de tubulação
entre a saída da bomba e o ponto de medida da pressão. Se a pressão na sucção
for desprezível, a elevação da bomba poderá ser considerada como a pressão de
recalque indicada no manômetro de Bourdon.

𝑃ℎ𝑖𝑑𝑟𝑎𝑢𝑙𝑖𝑐𝑎 = 𝐻𝑚𝑎𝑛 . 𝑄

Onde:
Pressão manométrica Hman em Pa
Vazão Q em m3 /s

O torque aplicado pelo motor na bomba é calculado pelo produto da força pelo
braço. O braço é distância entre o centro do eixo do motor até o ponto de
aplicação da força na célula de carga. O indicador de torque já contém todas
equações e mostra o torque transmitido diretamente no indicador digital em
Ncm.

𝑃𝑚𝑒𝑐â𝑛𝑖𝑐𝑎 = 𝑇 . 𝜔

Onde:

Torque dado Nm

ω em rad/s

O rendimento é obtido pela relação entre a potência hidráulica transferida ao


fluido e a potência mecânica entregue pelo motor à bomba.

𝑃ℎ𝑖𝑑𝑟𝑎𝑢𝑙𝑖𝑐𝑜
𝜂=
𝑃𝑚𝑒𝑐â𝑛𝑖𝑐𝑜

Convertendo- as unidades utilizando as unidades do Sistema Internacional, tem-


se:
𝜋. 𝜔𝑟𝑝𝑚
𝜔𝑟𝑎𝑑 =
𝑠 30

𝐻𝑃𝑎=9.810 .𝐻𝑚𝑐𝑎 ≈10000.𝐻𝑚𝑐𝑎

Referências

FERREIRA FILHO, J.; RODRIGUES, R. C. Monitoramento e controle de processos, 2


/ — Rio de Janeiro: Petrobras Brasília : SENAI/DN, 2003. 249 p. : il. — (Série
Qualificação Básica de Operadores).

SOUZA, Z.; VIANA, A.N.C. Bombas funcionando como turbinas. Itajubá: Escola
Federal de Engenharia, 198-. 19 p. (Publicação interna do Laboratório Hidromecânico
para Pequenas Centrais Hidrelétricas) VIANA, A.N.C.; TIAGO, F.; LEITE, F. Bombas
centrífugas funcionando como turbinas, para microcentrais. Mundo Elétrico, São Paulo,
n.320, p.52-5, 1986.

VIANA, A.N.C. Comportamento de bombas centrífugas funcionando como turbinas


hidráulicas. 1987. 125 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica) - Escola
Federal de Engenharia de Itajubá, Itajubá, 1987.