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ESTÉTICA MUSICAL – 07/02/18

Prof. Sérgio Sena

Tema da aula: Entre o Mundo antigo e o Medieval


MÚSICA E MÚSICOS

Idade Média: período compreendido entre o século IV (final da Antiguidade) até o começo
do Renascimento (século XIV), como observa W. Tatarkiewicz (1979, II, p.151-2).
RELIGIÃO E ARTE
Durante os primeiros
séculos do Cristianismo, os
escritores estavam mais
inclinados a viver segundo
os dogmas da religião do
que se preocupar com
assuntos mais terrenos,
como a beleza e as artes;
A solução encontrada
para tal impasse não foi,
como se poderia esperar,
um afastamento e
banimento das artes, mas
sim uma mudança
qualitativa de seu caráter,
o que está diretamente
associado à transformação
do conceito de beleza.
(TOMÁS, Lia - Música e Filosofia,
Estética musical - Capítulo II - Idade
Média, p.31, Irmãos Vitale, 2005)
A BELEZA
Antes compreendida como
algo vinculado à natureza,
passa a ser entendida como
divina, perfeita, espiritual e
supra-sensível (ou
transcendental). Sendo
estas em primeiro lugar as
caracteristicas de D-us, ele
deve necessariamente
refletir-se nas artes, ou seja,
o que as artes devem
representar é, portanto, a
grandeza e a sabedoria
divina no lugar da
aparência fugidia das coisas
que nos rodeiam. (TOMÁS, Lia
- Música e Filosofia, Estética musical
- Capítulo II - Idade Média, p.31,
Irmãos Vitale, 2005)
A MÚSICA
Nesse aspecto, a música ocupa um
lugar de destaque, pois o clero sabia da
importância que o conjunto dos estudos
musicais tivera na Antiguidade, assim
como a funcionalidade que eles poderiam
ter naquele momento.
Mesmo assim, viam o
desenvolvimento da musica instrumental e
dos próprios instrumentos como
desfavoráveis à prática religiosa, pois esta
poderia despertar apenas o sensualismo e
a hipocrisia. Assim, conclamam as antigas
práticas, priorizando a música vocal e
expulsando os instrumentos musicais do
culto. (TOMÁS, Lia - Música e Filosofia, Estética musical -
Capítulo II - Idade Média, p.31, Irmãos Vitale, 2005)
INSTRUMENTO DE ADORAÇÃO E LOUVOR
O mundo cristão tinha,
evidentemente, bons
motivos para se distinguir
e afastar quer da filosofia
grega, quer da música
pagã, quer da hebraica,
em busca de uma
modalidade original e
específica com a qual
exprimir as suas
aspirações religiosas.
(FUBINI, Enrico - Estética da Musica -
Segunda parte, Capítulo VI "Entre o
mundo antigo e medieval" p. 85. Edições
70, 2015.

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