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SEI/MF - 0356795 - Decisdo de Recurso Page | of 13 MINISTERIO DA FAZENDA. Secretaria de Previdéncia CGAUC - Coordenagao-Geral de Auditoria e Contencioso, Em 19/02/2018. Decisto de Recurso SEI n° 2/2018/COCAP/CGAUC/SRPPS/SPREV-MF Serre ativo: [MUNICIPIO DE CORBELIA- PR NPS: 76.208.826/0001-02 _ - 25 ENDEREGO: Rua Amor Perfeito, 1616, Centro iu CEP: 85.420-000 ; - UNIDADE Caixa de Previdéncia dos Servidores Piblicos Civis do Municipio de Corbétia GESTORA: = CASSEMC 95.594.545/0001-80 ‘Av. Minas Gerais, 104 85.420-000 rocesso Administrative Previdenciério - PAP n® 015/2017 REGIME PROPRIO DE PREVIDENCIA SOCIAL. RECURSO ADMINISTRATIVO REVESTIDO DOS _~_—PRESSUPOSTOS REQUERIDOS. REGULARIZACAO. Critério: “Caréter contributivo (Repasse) ~ Decisio Administrativa™. alterar, no CADPREV, a situago do. ente federativo de “Em anélise” para “REGULAR”. “Utilizagdo dos recursos previdencitrios — Decisto Administrativa”: alterar, no CADPREV, a situa¢ao do ente federativo de “Em anilise” para “REGULAR” Envio da presente Decisto de Recurso (DR) a0 representante legal do ente federativo. https://sei.fazenda.gov.br/sei/controlador.php?acao—documento_imprimir_web&acao... 27/02/2018 SEI/ME - 0356795 - Decisao de Recurso Page 2 of 13 Envio de cépia da presente Decisio de Recurso (DR) a Unidade Gestora do RPPS — Caixa de Previdéncia dos Servidores Publicos Civis do Municipio de Corbélia - CASSEMC, para conhecimento. Extinglo e — arquivamento do Processo ‘Administrativo Previdencidrio - PAP n° 015/2017 (art. 52 © 69 da Lei n® 9.784/1999), resguardadas as prerrogativas arrimadas no artigo 17 e pardgrafos da Portaria MPS n° 530, de 24/11/2014. 1-ANALISE DO RECURSO ADMINISTRATIVO, RELATORIO i Através da Decisio-Notificagio ~ DN N° 046/2017/CGAUC/SRPPS/SPREV/MF, o ente federativo foi cientificado dos termos da decisdo que analisou o procedimento da Auditoria de Custeio € de Investimentos no Regime Proprio de Previdéncia Social do Municipio de Corbélia/PR © a Impugnagao oferecida pelo ente federativo & Notificagio de Auditoria-Fiscal — NAF n° 015/2017. 2. Nesta fase recursal o ente federativo postou, em 17.10.2017, Recurso Administrative datado de 11.10.2017, dentro do prazo temporal previsto na Portaria MPS n° 530/2014, prazo esse que se encerraria em 24.05.2017. O mencionado expediente foi recebido em 26.05.2017, conforme consta no envelope de enderecamento do Recurso Administrativo (fl. 218) ¢ foi cadastrado no Sistema SIPS sob ‘Comando n° 442449626. Destarte, verifica-se que o Recurso Administrativo contém os pressupostos de tempestividade e também de legitimidade, posto que assinado pelo Prefeito Municipal, Sr. Rafael Tadeu Sim@es. 3 A Decisfo-Notificagiio mencionada no item | desta Decisto de Recurso foi recebida no destino em 27.04.2017, conforme comprovante dos Correios acostado aos autos (fl. 158), ¢ coneluiu pela procedéncia e manutengo da irregularidade atribuida ao critério “Aplicagdes financeiras de acordo com Resolugao do CMN ~ Adequacao DAIR e Politica de Investimentos — Decisdo Administrativa” 4, Eis o breve relatério. DAS ARGUICOES DO ENTE FEDERATIVO NA FASE RECURSAL 5 No que concerne a irregularidade anotada no critério “Cardter contributivo (Repasse) — Decisto Administrativa”, a Decisto Notificagao — DN n° 046/2017 especificou, nos itens 9.1.1, 9.1.2 € 9.1.3, 0 abaixo transcrito: 8. Quanto a0 critério “Curdter Contributi auditoria apontou os débitos explicitados a si devidamente parcelados, (Repasse) ~ Decisito Administrativa’. 2 muir, débitos estes que foram Mix Ano] Contribuigho Devida] Contribuicao Repassada] Valor # repassar] 0922016 T61BRSS 0,00 164,888.53 10/2016 164.78: 112016 150,000.00 0,00 Totals 479.6764 0,000.00 0.00] 479,676.03] hups://sei Fazenda. gov.br/sei/controlador. php?acao=documento_imprimir_web&acao... 27/02/2018 SEI/MF - 0356795 - Decisio de Recurso Page 3 of 13 8.1.1. O débito originario, no valor de RS479.676,08. foi parcelado por meio do Termo de Parcelamento n° 01053/2016, Termo de Parcelamento este que se encontra devidamente aceito no Sistema de Parcelamentos junto a0 CADPREV-WEB, Destarte restou elidida a irregularidade apontada pela auditoria, 82. de Contribuigbes a titulo de aportes wo periodo de JAN/2016 a APORTE DEVIDO|APORTE REPASSADO|DIFERENCA A REPASSAR] 012016 107.137,63 90.680,98) 16.496.65 022016 107.137.63, 90,640.98 16.496,65 052016 107.157,65 90.680,98 16.496.65 0972016 107.1 63 90,640.98 16.496, 0572016 107,157.63 90.640,98 16.496.65 0672016 107.137,63 107,137.63 o7016 107,137.63 107.137,63 107.137, 107,137.63 0822016 wean | on Tora wang | Wr To raane | nme | nT > Tora | assasige [anaes To 8.2.1. 0 débito originario, no valor de RS725.309,03, foi parcelado por meio do Termo de Parcelamento n° 01054/2016, Termo de Parcelamento este que se encontra devidamente aceito no Sistema de Parcelamentos junto ao CADPREV-WEB. Destarte restou elidida a irregularidade apontada pela aucitoria, 9. Ainda, quanto ao critério “Cardter Contributivo (Repasse) - Decisio Administrativa’. a auditoria apontou os débitos explicitados a seguir, débitos estes {que no foram pagos ou parcelados 9.1, Diferenea de contribuiglo para equacionamento do déficit dos anos de 2011. 2012, 2013: IFERENGA DE CONTRIBUIGAO PARA EQUACIONAMENTO DO DEFICIT DOS ANOS DE 2011, 2012 ¢ 201 Tontribuigio Valor Aliquota Suplementar Valor MésAno | Base de Cateuto Devida Repassade Devido (Aliquota Suplea Contébil Taw] S05 876.69 Tar Taso Taso THOR AR Tavara8 | 1190.60 ETE} Marit | S13 90416 T9733. TgmTon | 89692 Abrit | 315000,7 19.7016 Tasoaa | Tiastan Marit | si7a076s 7a Tae aS Tasos | 1at8aD [iar] si7a706 | T9830 > ToasT a0 Tart | 518.1467 va | ROR Tai637 htps://sei.fazenda, gov. br/sei/controlador.php?acao=documento_imprimir_web&acao,.. 27/02/2018 SEI/MF - 0356795 - Decisio de Recurso Page 4 of 13 DIFERENCA DE NTRIBUICAO PARA EQUACIONAMENTO DO DEFICIT DOS ANOS DE 2017, 2012 ©2013 Contibaigto Vator] MésiAno | Base de Caleulo oe Devida Repassado hes 0%) Devito (Aiquota Suplementar) | Comtibit Reon [Sar EG Toe] eT Sant] sane ro Teasoos | _1asT cant ST va Waar sean | 8 [ont stesoar iH TADTRD Tosveae | 33156 Daal | ssa ma ROOT awe | as Tram | slants ve THAT | Sa a7 Tae TERT Wana | sone aT re) Tasso | Taio aera | aT a Ties saa |e Mane | ssa a Fae Taran | Taam Tanta | STR aH TTI Tame | aa Tas | son a THash06 ase Root [SRS STON Tr TOR | Bama sare] sane aT TST aa ow [sansa 7 TATE a Nowe | oOOSEI Te Linea (nance Tsao | THOTT Dead | wr s08 om TRIED TSU TESA | ESATA ES EE 7 Tae TIRE ory oy Tan | we Taare ay TARTS Tra | TOWN Tia | es5sTR00 ar TETAS Bae | TORETT Anais | OTRAS or WAGES Fae | eR Tana) woo oa Tama | aoe? | RT Twit | oTRTORAT oa Wwarrae Tana | Tea Tara) Sra ot se TRaseRT | TAOS [eos | weeanese Ta Toon TEES | ToD | oa oe Tae Tse | OST Dans | eras om Toa Tamar [| Wars | ae Tr TSS TRIS | TOaTOR Deans | era Too oa Toor aT | TORTI TF IOs | ore DRT Ta TORS TROIS Taras Tamer _[ rae | POS 9.1.1. Dos valores acima, se encontra juntado aos autos (MIs. 108/135 do PAP) comprovantes que regularizam os recolhimentos das competéncias MARGO/2013 a JUNHO/2013, conforme eaplicitado no QUADRO a seguir. hitps:/sei.fazenda.gov.brisei/controlador.php2acao=documento_imprimir_webS&acao... 27/02/2018 SEI/MF - 0356795 - Decisto de Recurso Page 5 of 13 ribuieao Valor Valor Devido Aliquota Suplementar om MésiAno Devida Repassado (Aliquota Suplementary | Comtavit TESIEOO Taste TORT Apes [_ OTH Tet Ty 3965.53 W719 | hens Maris | _ on ROaoe 3am ET [ Tons | eh T6ne7 Te TRIS 15701183 07581 RENATO As Geis uaTzaoes Toa Te RSBT.INGB- Caves Fronbica Pera em USOT 9.1.1.1. Assim sendo. a diferenga remanescente apés os recolhimentos explicitados no subitem retro sao as explicitadas no QUADRO a seguir. DIFERENCA DE CONTRIBUICAO PARA EQUACIONAMENTO DO DEFICIT DOS ANOS DE eee sco eel peer e Seto fates [ire (Atiquota Suplementar) saan aaa ae aes ae ee aaa Sa Bae tena Se aaa Sa ees SS eee Saal ae ee ee Sa ea SS ates Sassen SE ae aan em meee 9.2, Para os anos de 2011, 2012 e 2013, a impugnagdo alega que recolheu as contribuigdes de acordo com os aportes tixados pelo atuario nas reavaliagdes atuariais, no entanto, os Decretos Municipais 03/2011 e 47/2012 que determinam 0 custeio para amortizagdo do déficit nao determinam esta amortizagdo na forma de valores mensais ou anuais. mas sim através de uma aliquota mensal sobre a base de cétculo das contribuigdes (Decreto 03/2011 fixou alfquota de 3,84% para 2011 4,71% para 2012 e Decreto 47/2012 fixou aliquota de 5,88% para 2013). hutps://sei.tazenda. gov. br/sei/controlador.php?acao—documento_imprimir_web&acao... 27/02/2018 SEI/MF - 0356795 - Decisdo de Recurso Page 6 of 13 9.2.1, Para que se pudesse repassar a contribuigdo ao RPPS em forma de lores fixados pelo Atuirio (¢ ndo aliquotas sobre a base de céleulo), esses valores (fixados pelo Atudrio) deveriam ter constado dos citados Decretos. no, entanto, nao foi o que aconteceu, uma vez. que os Decretos fixaram aliquotas. Assim sendo, fixada a contribuigdo em forma de aliquotas em norma legal, @ contribuigao resultante tera que ser vertida aos cofres da Unidade Gestora do RPPS: portanto, no assiste razao as alegagdes de defesa de que teria recolhide ‘com base em valores de aportes tixados pelo Atuirio do RPPS. 9.2.1.1. Como também nao assiste razio A defesa a alegagdo de que no re do aporte, pelo Atudrio, eventuais diferengas entre aporte em valor fixado mensal ¢ contribuigdo suplementar mensal para cobertura de déticit seriam cortigidas. Tal alegagdo nao se sustenta pelos motivos ji expostos, out seja, a questo posta ¢ legal j4 que uma ver fixada a forma de amortizacdo do deficit em norma legal (aliquotas suplementares) essa determinagao tem que 5: respeitada. ADEMAIS, O ENTE FEDERATIVO PAGOU AS DIFERENCAS DE CONTRIBUIGOES APONTADAS PELA AUDITORIA DO PERIODO MAR/2013 A JUN/2013, CONFORME EXPLICITADO NO SUBITEM 9.1.1 RETRO, 9.3. Por fim. a impuynagdo carreada aos autos. quanto & divida apurada atinente 0 critério “Cardter Contributivo (Repasse) - Decisiia Administrativa”, requer recebimento da impugnagdo no efeita suspensivo, reconhecendo que as contribuigdes suplementares e aportes financeiros no podem ultrapassar 0 dobro da contribuigao do segurado nos termos do artigo 2° da Lei 9717/1998. 9.3.1. Quanto o recebimento da impugnagao no efeito suspensivo, a Portaria MPS 530/2014 prevé o efeito suspensivo no caso de impugnagao, uma vez que a irregularidade no ¢ imediatamente sancionada no CADPREY em caso de info acatamento dos argumentos de impugnagio pela SRPPS/ME, Isto fe porque da impugnagao que nfo acatar os argumentos de defesa cabe RECURSO VOLUNTARIO, nos termos do artigo 8° da citada Portaria 9.3.2. Quanto ao reconhecimento de que as contribuigdes suplementares & aportes no poderiam ser superiores ao dobro da contribuigao do seurado (artigo 2° da Lei 0.717/2008), cabe frisar que ndo assiste razao a defesa, uma vez que o limite fixado pela Lei 9.717/2008, para dizer 0 Sbvio. se refere apenas as contribuicdes normais ¢ nao as contribuicdes suplementares ou aportes para a cobertura de déficit. Entender que o limite da citada Lei se aplica as contribuigdes suplementares e aportes para 0 equacionamento de deficit atuarial seria @ mesmo que rasgar a Constituigo Federal que determina 0 EQUILIBRIO FINANCEIRO E ATUARIAL em seu artigo 40, ir verbis: “Art 4. Avs servidores tinlares de cargos efetivos da Unido. dos Estalos, do Distrito ie fundaches, 6 axseeurado reginne Federal ¢ os Municipios, incluidas swas autarqu dde proviencia de canter contrbutiva ¢solidirio, mediante vont ibuigdo do respectivo tente pliblica. dos servidares avis e inativase dos persionistas, obserradys criti J eatuarial eo disposto neste urtiga 6. Por sua vez, no que diz respeito a irregularidade anotada no critério “Utilizagao dos recursos previdencidirios — Decisio Administrativa”, a Decisto Notificagao ~ DN n° 046/2017 especificou, nos itens 9.1.1, 9.1.2 € 9.1.3, 0 abaixo transcrito: hutps://sei.fazenda.gov. br/sei/controlador.php?acao~documento_imprimit_web&acao... 27/02/2018 SEI/MF - 0356795 - Decisdo de Recurso Page 7 of 13, 10.L1. Quanto o recebimento da impugnagao no efeito suspensivo, repisamos que Portaria MPS 530/2014 prevé o efeito suspensivo no caso de impugnagao, uma vez que a irregularidade nao ¢ imediatamente sancionada no CADPREV tem caso de nao acatamento dos argumentos de impugnagdo pela SRPPS/MF Isto feito porque da impugnagao que nao acatar os argumentos de defesa cabe RECURSO VOLUNTARIO, nos termos do artigo 8° da citada Portaria, 10.1.2. Quanto aos argumentos relativos 8 ocorréneia da preserigdio da divida apontada pela aualitoria, no valor de RS157.796,36, do ano de 2011, com fulero ho artigo 1° do Decreto n° 20.910/1.932, entendemos que ndo assiste razio & dlefesa pelos motivos a seguir explicitados, » 0 Decreto n? 20.910/1932 ~ instrumento editado em momento de ruptura, exceedo ¢ anomalia da historia republicana —cumpre, antes, informar ue © citado decreto nfo tinha outta finalidade, qual seja exilar a fonte de Financiamento da Repiiblica Velha lastreada nas apdlices federais, estaduais € municipais emitidas desde o Império. A prescrigio determinada correspondia as apélices originarias da divida decorrente do resgate dos titulos da divida publica ‘edo pagamento dos respectivos juros. Pontes de Miranda observou que esse deereto foi editado em tempo em que o Brasil estava sob regime ditatorial, ¢ aconselha a nfo interpreté-lo atribuindo-se mais do que diz, "nent usando a eia-citncia e u falta de terminologia que caracterizou a legislaydo, bronca € mediocre, dagueles momentos excepcionais e estranhos na vida constitucional do Brasil" Wy E no merece acothida a argumentagao da defesa quanto & prescrigdo dos valores devidos no ano de 2011 uma vez a contribuigao do Ente Federative para custear despesas administrativas decorre da necessidade de financiamento dessas despesas; se o Ente Federativo utiliza-se indevidamente de contribuigdes previdenciirias destinadas ao pagamento de beneficios para custear despesas administrativas age de forma ngo prevista na norma legal com ‘0 conseqquente desequilibrio do RPS. ferindo © equilibrio financeito e atwaria previsto no caput do artigo 40 da Constituigao da Republica. 11) uso indevido de contribuigdes previdencisrias para o custeio de despesas que nao os beneficios constituem divida do Ente Federative para com ele mesmo (para com o RPPS) e. destarte, nao ha a possibilidade de se gerar um titulo de crédito para execuedo fiscal, nfo havendo, dessa forma, como o RPPS caigir coereitivamente a obrigayio. 1) No repasse da contribuiglo aos regimes proprios de previdéneia social, ineluindo a contribuigao para 0 custeio das despesas administrativas, nlio hi, de fato, transferéncia da titularidade dos valores de um contribuinte para © sujeito ative, mas apenas a alteragio da destinagio de recursos piiblicos. Quando corretamente administradas, os valores da contribuigdo patronal (hormal para custeio de beneficios e contribuigde para o custein de despesas administrativas) acarretam apenas a mudanga do registro em contas contabei ‘num mesmo plano de contas do Ente Federative. vy) E por isso que, em termos contabeis ¢ orgamentérios, segundo as instrugdes da Secretaria do Tesouro Nacional ~ STN, consubstanciadas no Plano de Contas Aplicado aos Regimes Proprios de Previdéneia Social por determinagao da Portaria MPS n° 509. de 12.12.2013 que dispoe sobre o Plane de Contas e os procedimentos contabeis dos RPPS ¢ revoga a Portaria MPS n° 916, de 15 de julho de 2003 e a Portaria MPS n° 95, de 06 de margo de 2007, a contribuigdo do Ente Federativo é contabilizada como receita intra ‘orsamentaria, evitando-se que 0s valores correspondentes causem dupla hitps://sei fazenda.gov.br/sei/controlador. php?acao=documento_imprimir_webé&acao... 27/02/2018 SEI/MF - 0356795 - Decisdo de Recurso Page 8 of 13 contagem da receita, pois a origem da receita de cada érgdo & 0 proprio orgamento e, apds identificagdo, nele permanecera até sua utilizagao, ainda que em outro exercicio, Ou seja, nao hé uma efetiva entrada de recursos relativa 4 parcela de responsabilidade do Ente Federative, Vi) Tratando-se, pois, de divida do Municipio de Corbélia ~ PR com a sua autarquia previdencidria, ou seja. uma entidade do proprio Municipio, devendo, dessa forma, ser apurada e reconhecida por agentes da prspria estrutura da Administragao Muni essa divida esti inserida entre as eausas que obstam o inicio da presericAo prevista no art. 4° do Decreto n° 20.910, de 1932. Transcreve-se 0 mencionado dispasitivo legal: drt, 4°- Naw corre a presericd durante a demora que. no estudo. no reconhecimento ou no pagainento da divida, considerada liquida, tiverem as repartigbes ou funciondrios encarregados de estudar ¢ apurd-la. (g.0.) VED) Ora, no caso da Caixa de Previcléncia dos Servidores Pal do Municipio de Corbélia - CASSEMC, nao hé registro de que se tenha promovido, até o momento, o reconhecimento ou 0 pagamento dos valores apontados pela auditoria, no havendo, pois. que se falar em sua preserigaio em decorréncia das disposigdes do Deereto n° 20.910, de 1932, Os valores apontados pela auditoria sao declaratéries, portanto imprescritiveis ¢, segundo Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho, (Novo Curso de Direito vil, Parte Geral, S20 Paulo, Editora Saraiva, 2005) “as agdes declaratorias, que visam somente ao mero reconhecimento e certeza juridica (¢ isto independe de qualquer prazo), somente podem ser imprescritiveis. uma vez que ndo sto direcionadas a modificar qualquer estado de coisas.” (g.n.). A aucitoria realizada apontou (declarou) valores nao repassados & luz da legislagtio municipal. Ndo os constituiu como quer fazer entender a defesa do Ente Federativo. Ademais. os valores no repassados pelo municipio ao seu proprio regime previdenciario, se referem a bens piblicos, que so imprescritiveis segundo a doutrina, VIII) Acrescente-se que constituiria contrassenso se falar em preset dgbitos previdenciarios quando se tem em considerago que o Municipio responde por eventuais desequilibrios no RPPS por ele instituide, conforme prevé o § 1° do art. 2° da Lei n® 9,717, de 1998. 1x) Mas importa, sobretudo, esclarecer, por fim, que nao cabe ao de supervisio a Subsecretaria dos Regimes Proprios de Previdéncia Social ~ SRPPS da Secretaria de Previdéneia Social do Ministério da Fazenda reconhecer a decadéncia ow a prescrigdo de dividas dos estados ou dos ‘municipios para com seus sistemas de previdéncia social, uma vez que nfo integra a relagao juridica estabelecida com a criagdo do respective regime proprio de previdéncia social. Além disso. 0 érado de supervisdo nao exerce a fungao fiscal de arrecadar ou fiscalizar aqueles débitos, além de nao ter a competéncia de instituir a obrigagde que Thes deu origem, sob pena de invasae de competéncia reservada pela Constituigtio da Repiblica aos respectivos, estados e municipios. x) Ha que observar que cabe ao Ente Federativo assegurar a regular Tiquidago dos valores Seguridade Social. Neste sentido o disposto no artigo 87 da Lei n° 8.212/1991, que se transcreve: Art. 8?. Os arcamentos das pessoas juridicas de diveito pidblico e das entidades da adninistragsa puiblica indireta devem consignar as dotagbes necesscirias ao https://sei.fazenda. gov. br/sei/controlador.php?acao=documento_imprimir_web&acao... 27/02/2018