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Os dez mandamentos em perguntas simples e diretas

O que são os dez mandamentos?


O Catecismo da Igreja Católica afirma que, os dez mandamentos devem ser entendidos como um
caminho de vida. Assim, os dez mandamentos são normas que visam a vivência da liberdade dos
filhos de Deus, “indicam as condições de uma vida liberta da escravidão do pecado” (n. 2057).

Para que servem?


Servem para nos ensinar “a verdadeira humanidade do homem”, também, “iluminam os deveres
essenciais e, portanto, indiretamente, os direitos humanos fundamentais, inerentes à natureza da
pessoa humana”. (Catecismo, n. 2070).
Qual a utilidade em minha vida?
São úteis à vida de cada um de nós, porque, o pecado deixou a luz da nossa razão obscurecida, e
também, gerou o desvio da vontade. É o que afirma o Catecismo (n. 2071), citando São Boaventura,
que foi um monge franciscano do século XIII.
Os dez mandamentos são atuais?
Sim, os dez mandamentos são atuais, o Catecismo afirma que “são obrigações” graves (n. 2072).
Logo, o descuido na vivência desses nos colocam as matérias que, precisam ser confessadas quando
fazemos nosso exame de consciência.
Quais são os 10 mandamentos?
A base dos 10 mandamentos é o texto bíblico de Êxodo 20, 2-17 e, também, Deuteronômio 5,6-21. A
Igreja, no período em que as pessoas tinham menos acesso a textos escritos, porque eram caros,
formulou-os de maneira catequética, e é desta forma que utilizaremos em nosso resumo, a base é o
Catecismo da Igreja Católica. Os 10 mandamentos são:

1 – Amar a Deus sobre todas as coisas: porque Deus nos amou primeiro nós devemos corresponder
amando-O de volta. O amor a Deus implica rejeição aos falsos deuses. E renúncia a todo tipo de
idolatria e superstição. Mas, também, a incredulidade, heresia, apostasia e cisma, sacrilégio e o
agnosticismo. Você pode se aprofundar mais nos números 2083 a 2139 do Catecismo.

2 – Não tomar seu Santo nome em vão: “o dom do nome pertence à ordem da confiança e da
intimidade” (n. 2143). O respeito ao nome de Deus é o respeito devido a Ele mesmo. Aqui devemos
ater-nos aos cuidados, também, referentes à blasfêmia, que é “proferir contra Deus – interior ou
exteriormente – palavras de ódio, de censura, de desafio, dizer mal de Deus, faltar-Lhe ao respeito
nas conversas, abusar do nome d’Ele” (n. 2148). Evite-se, também, fazer falso juramento usando o
nome de Deus.

3 – Guardar Domingos e festas de guarda: “O domingo realiza plenamente, na Páscoa de Cristo, a


verdade espiritual do sábado judaico e anuncia o descanso eterno do homem, em Deus” (n. 2175). O
Catecismo afirma que “a Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã. É por isso
que os fiéis têm obrigação de participar da Eucaristia nos dias de preceito, a menos que estejam
justificados, por motivo sério. Os que deliberadamente faltam a essa obrigação cometem um pecado
grave” (n. 2181).

4 – Honrar pai e mãe: “Deus quis que, depois de Si, honrássemos os nossos pais, a quem devemos a
vida e que nos transmitiram o conhecimento de Deus. Temos obrigação de honrar e respeitar todos
aqueles que Deus, para nosso bem, revestiu da sua autoridade” (n. 2197). É um mandamento dirigido
diretamente aos filhos nas suas relações com os pais. Mas, também, tem seus desdobramentos que
podem ser conferidos no Catecismo, na sequência dos números citados acima.

5 – Não Matar: Além do respeito pela vida, que é sagrada, como afirma o Catecismo (n. 2258), esse
mandamento ainda implica outros atos, são eles: o aborto, inclusive os que colaboram; a Eutanásia;
o Suicídio, sendo que “perturbações psíquicas graves, a angústia ou o temor grave de uma provação,
de um sofrimento, da tortura, são circunstâncias que podem diminuir a responsabilidade do suicida”
(n. 2282). “Não se deve desesperar da salvação eterna das pessoas que se suicidaram. Deus pode, por
caminhos que só Ele conhece, oferecer-lhes a ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora
pelas pessoas que atentaram contra a própria vida” (n. 2283). “A virtude da temperança leva a evitar
toda a espécie de excessos, o abuso da comida, da bebida, do tabaco e dos medicamentos. Aqueles
que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado da velocidade, põem em risco a segurança dos
outros e a sua própria, nas estradas, no mar ou no ar, tornam-se gravemente culpados” (n. 2290).
Você ainda pode conferir mais sobre esse mandamento na sequência do número anteriormente citado.

6 – Não pecar contra a Castidade: A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na
unidade do seu corpo e da sua alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar
e de procriar, e, de um modo mais geral, à aptidão para criar laços de comunhão com outrem.
Compete a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar a sua identidade sexual. A diferença e a
complementaridade físicas, morais e espirituais orientam-se para os bens do matrimônio e para o
progresso da vida familiar” (n. 2332-2333). A castidade significa a integração da sexualidade na
pessoa, ou seja, sua unidade interior, corporal e espiritual. A sexualidade torna-se pessoal e
verdadeiramente humana, quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo total e
temporalmente ilimitado, do homem e da mulher. A virtude da castidade engloba a integridade da
pessoa e a integralidade da doação (cf. n. 2337). Implica a aprendizagem do domínio de si. O
Catecismo da Igreja Católica afirma ainda que “a castidade conhece leis de crescimento e passa por
fases marcadas pela imperfeição, muitas vezes até pelo pecado” (n. 2343). Ofende a Castidade os
pecados da luxúria, que é a vivência desregrada dos prazeres, a masturbação, a fornicação,
a pornografia e a prostituição. Além de outros que você pode conferir, também, na sequência dos
números citados anteriormente.

7 – Não furtar: Este mandamento “proíbe tomar ou reter injustamente o bem do próximo e prejudicá-
lo nos seus bens, seja como for. Prescreve a justiça e a caridade na gestão dos bens terrenos, e dos
frutos do trabalho dos homens” (n. 2401).

8 – Não levantar falso testemunho: “O oitavo mandamento proíbe falsificar a verdade nas relações
com outrem. Essa prescrição moral decorre da vocação do povo santo, para ser testemunha do seu
Deus, que é e deseja a verdade. As ofensas contra a verdade, exprimem por palavras ou por atos, a
recusa em empenhar-se na retidão moral: são infidelidades graves para com Deus e, nesse sentido,
minam os alicerces da Aliança” (n. 2464).

9 – Não desejar a mulher do próximo: “O coração é a sede da personalidade moral: ‘Do coração
procedem as más intenções, os assassinatos, os adultérios, as prostituições’ (Mt 15, 19). A luta contra
a concupiscência carnal passa pela purificação do coração e pela prática da temperança” (n. 2517).
O Batismo confere a quem o recebe, a graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado tem
de continuar a lutar contra a concupiscência da carne, e os desejos desordenados. Com a graça de
Deus, pela virtude e pelo dom da castidade pode-se crescer na pureza, pois, a castidade permite amar
com um coração reto, pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o verdadeiro fim do
homem. Com um olhar simples, procure-se descobrir e cumprir em tudo a vontade de Deus; pela
pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentidos e da imaginação; pela rejeição da
complacência em pensamentos impuros, que o levariam a desviar-se do caminho dos mandamentos
divinos e pela oração. A pureza exige o pudor.
O pudor é parte integrante da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Designa a recusa
de mostrar o que deve ficar oculto. Ordena-se à castidade e comprova-lhe a delicadeza. Orienta os
olhares e as atitudes em conformidade com a dignidade das pessoas e com a união que existe entre
elas. O pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor. Convida à paciência e à moderação na
relação amorosa, e exige que se cumpram as condições do dom e do compromisso definitivo do
homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia. Inspira a escolha do vestuário, mantém o silêncio
ou o recato, onde se adivinha o perigo duma curiosidade malsã. O pudor é discrição.

10 –Não cobiçar as coisas alheias: O décimo mandamento desdobra e completa o nono, que tem por
objeto a concupiscência da carne. Proíbe cobiçar o bem dos outros, raiz de onde procede o roubo e a
fraude, proibidos pelo sétimo mandamento. A “concupiscência dos olhos” (1 Jo 2, 16) conduz à
injustiça, proibida pelo quinto mandamento. A cobiça, bem como a fornicação, tem a sua origem na
idolatria, proibida nos três primeiros mandamentos da Lei. O décimo mandamento incide sobre a
intenção do coração e resume, com o nono, todos os preceitos da Lei.
Para um bom exame de consciência
Assim, de maneira bem resumida, temos material para trabalharmos nosso exame de consciência
diário. Todos os dias antes de dormir você pode fazer a experiência de pensar o seu dia. Faça
perguntas para você mesmo: “Onde acertei? Onde errei? O que preciso melhorar? Que passo posso
dar”?
Você pode, diariamente, ir se exercitando na oração para crescer em contrição. Por isso, sugiro que
você reze todos os dias após o seu exame de consciência o ato de contrição com a proposta de se
confessar o mais rápido possível. Você pode rezar da seguinte maneira o ato de contrição:
Meu Deus, eu me arrependo, de todo coração de todos meus pecados e os detesto, porque, pecando
não só mereci as penas que justamente estabelecestes, mas, principalmente, porque ofendi a Vós,
sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Por isso, proponho firmemente, com a ajuda
da vossa graça, não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecar. Amém
Deus abençoe você!