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SUMARIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 4
FATO SOCIAL:
INFORMAÇÃO DO EVENTO .................................................................................... 7
DESCRIÇÃO DA COMPOSIÇÃO DA MESA ............................................................. 7
RESENHA DO BATE PAPO ..................................................................................... 8
CONCLUSÃO ............................................................................................................. 10
BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................... 11


 
INTRODUÇÃO

Ao nascer, nascemos dentro de um contexto sócio histórico, e, portanto, já


nascemos com uma definição pois só somos algo por existir referenciais, mas
ainda ao nascer não somos realmente pois o ser está ligado ao fazer.
Dentro do meio social já existe várias hierarquias pré-definida, e vamos
interagindo seguindo as ordens já vigentes, embora somos visto como uma
simples parte dentro de um todo social, temos as nossas particularidades e
individualidades, e como seres pensantes e falantes, só fazemos acontecer
perante as ações concretas.

“Mas acontece que nós não somos apenas pensadores-


falantes; somos, antes de mais nada, fazedores de coisas,
de instrumentos que produzem fogo, comida, guerra, beleza
e. . . a nós mesmos -fazedores de coisas. Porém, o objeto
pensado, idealizado, ainda não existe, é preciso que se
desenvolva uma série de ações físicas sobre as coisas que
nos cercam para concretizar o objeto pensado; a sua
existência é produto da nossa atividade e, ao fazê-lo, nossa
atividade se objetiva no produto final, enquanto nós nos
transformamos neste processo de fazer. ” (LENE, 1994,
p.28)

Em um meio social, as ações de um interferem em um todo que fazem com


que as coisas aconteçam, e mesmo que cada um julgue está fazendo somente
a sua parte, e realmente está, essas partes interfere em um todo maior, o
pensante por si só sem uma atitude de realização se torna nulo, assim como o
agir sem pensar pode lhe torna um inconsequente.

“De fato, é impossível separarmos agir — pensar —falar, e


sempre que isto é feito, seja teoricamente, seja em termos
de valores, ocorre uma alienação da realidade; agir sem
pensar é ser um autômato; falar sem pensar é ser como um
papagaio; falar sem agir…"de boas intenções o inferno está
cheio".” (LENE, 1994, p.29)

O meio social está repleto de predeterminação por exemplo as leis, como no


seio familiar aonde cada um em tese deve seguir o seu papel preestabelecido,
aonde tem os que ordenam e mandam, e os que obedecem, nos casos os
filhos, e isso vai definindo o nosso ser no mundo, as nossas ações dentro no
seio familiar, mas não só as nossas ações, mas todas as ações do coletivo
familiar, nós moda.


 
Temos o meio escolar, aonde começa outro processo de socialização e
adaptação, aonde também possuem os lideres ou os que mandam mesmo, os
professores, e os liderados (alunos), aonde cada aluno embora seja um
indivíduo com suas únicas características e por tanto único, são todos tratados
como um todo único, sem levar muito em conta suas particularidades.
E o meio social mais valorizado que é o Trabalho, onde a suas ações são
remuneradas, e mesmo que nesta fase muitos não precisem pensar para
realizar, pois podem estar em uma linha de montagem por exemplo, é o
momento que se aliena, e volta a fazer parte de um todo único.

Portanto os preconceito e conceitos que nós usamos, na verdade veio por


alienação, em muito momento não paramos para fazer uma reflexão sobre os
nossos pensares e agir, apenas continuamos a perpetuar o que foi nós
imposto, e passamos agir por automatismo, e disso que sé torna tão difícil a
mudança de pensamento de uma população, as quebras de paradigmas, e por
isso que muitas vezes as revolução ou são violentas ou lentas de mais, ou
mesmo as duas coisas.

“Podemos compreender agora por que é tão difícil


chegarmos a ter consciência de nós mesmos, ..., e, mais
ainda, como é difícil chegarmos a ter uma consciência de
classe. Quando o nosso pensamento não confronta as
nossas ações e experiências com o nosso falar, quando
apenas reproduzimos as representações sociais que nos
foram transmitidas, e toda e qualquer inconsistência ou
incoerência é atribuída a "exceções", a "aspectos
circunstanciais", quando não a particularidades individuais,
estaremos apenas reproduzindo as relações sociais
necessárias para a manutenção das relações de produção
da vida material em nossa sociedade. ” (LENE, 1994, p.36)

O meio social é permeado por n conflitos, e buscar meios de ações aonde o


menor impacto seja gerado e portanto resultar em menos conflitos, as ações
sempre são feitos em pro de um benefício, mas muitas vezes beneficiara um
grupo e prejudicara outro, e isso em vários contexto do dia a dia e da própria
história mostra o quanto é difícil a resoluções conflituosas.

A Psicologia Social entra para buscar meios de melhor entender e


compreender as relações dos seres humanos, sempre levando em conta o
meio cultural, a formação como sujeito atuante que modifica e se modifica por
suas ações.


 
“Nosso modo de agir é determinado pelo grupo social ao
qual pertencemos. Como, nesta convivência, definimos
nossa identidade e peculiaridades? A Psicologia Social, área
da Psicologia que estuda o comportamento de indivíduos
enquanto seres socialmente influenciados, mostra como se
forma nossa concepção de mundo, sua vinculação à
linguagem que aprendemos e aos valores que assimilamos.
Discutindo o desenvolvimento da consciência social na
escola e no trabalho, [...] nos faz compreender o que
transforma os indivíduos em agentes da história de sua
sociedade. ” (COLEÇÃO PRIMEIROS PASSO 2009)


 
FATO SOCIAL

INFORMAÇÃO DO EVENTO

Essas informações foram tiradas diretamente do site da Secretaria da Cultura

Museu da Diversidade Sexual recebe bate-papo sobre deficiência física e


sexualidade
O Museu da Diversidade Sexual, instituição da Secretaria da Cultura do
Estado de São Paulo, recebe no próximo sábado, 17 de março, uma mesa
aberta sobre deficiência física e sexualidade mediada pelo produtor cultural
Heitor Werneck. O encontro começa às 18h00. Os interessados devem chegar
com meia hora de antecedência.
Uma das participantes do encontro será a atriz e dançarina Estela Lapponi,
fundadora da companhia Incena 2.5, de São Paulo, que tem como objetivo a
investigação artística do corpo com deficiência.

A mesa será composta por pessoas com deficiência e com várias orientações
sexuais
SERVIÇO
Mesa aberta Sexualidade X Deficiência física
Quando: 17 de março, sábado
Horário: das 18h00 às 20h00
Local: Museu da Diversidade Sexual
Estação República do Metrô – Piso Mezanino, loja 518
Entrada sugerida: Rua do Arouche, 24, República – São Paulo

DESCRIÇÃO DA COMPOSIÇÃO DA MESA


O bate papo foi composto por 8 integrantes, irei descrever cada um por sua
deficiência e o orientações sexuais.

Barbara Cadeirante a 6 anos, 38 anos, trabalha na secretaria da cultura,


homossexual casada com outra cadeirante.

Roseli deficiente visual desde dos 19, hoje com 49 anos e homossexual
casada.

Júlio deficiente visual desde dos 21 anos, hoje com 40 anos, palestrante,
coaching e homossexual casado.


 
Paula cadeirante desde nascença, 45 anos, solteira, blogueira, palestrante e
heterossexual.
Henrique cadeirante desde nascença, 28 anos, dançarino, palestrante e
homossexual solteiro.
Marcela cadeirante desde nascença, 23 anos, socióloga e heterossexual.

Estela Lapponi sofreu um derrame aos 21 anos tem o lado esquerdo


paralisado, 40 anos, solteira, artista e heterossexual.
Elaine tem paralisia cerebral, 65 anos, trabalha na secretaria da cultura,
Socióloga, Bissexual, Casada a 30 anos com uma parceira.
Provocador foi o produtor cultural Heitor Werneck.

RESENHA DO BATE PAPO.

No bate papo, foram tratados vários temas do campo da sexualidade, foi uma
conversa descontraída e em muitos momentos emocionante, aonde foi dito
quanto ao início da vida sexual dos participantes, uma fato que chamou
bastante atenção foi que 7 relataram que os piores preconceitos tanto quanto
da sua orientação sexual quanto de suas capacidades de ação por causa da
deficiência, vieram da própria família arraigadas de preconceitos e descrenças
das capacidade deles.

Outro fato que chamou atenção e vejo como muito bom, é que todos eles hoje
são militantes cada um em uma linha, como a LGBT, as do deficientes visuais,
dos cadeirantes, dos com paralisias entre outros, mas o todos militam em pro
da sexualidade, isso é de que acha debates nas escolas sobre a sexualidade
dos deficientes, da luta contra o abuso ao deficiente, de debates com a
população sobre a importância de ver o deficiente como uma pessoa que tem
desejos e vontades, de promover ações culturais com deficientes, etc...

Foi exposto os preconceitos que sofrem no campo da sexualidade, pois ficou


um tanto claro como a população ignora ou mesmo acha que nem existe os
desejos sexuais em pessoas cadeirantes, com paralisia, com limitações físicas
entre outras dificuldades físicas, mas sim são todos seres humanos com
desejos como qualquer outro.
A sociedade subestima a capacidades das pessoas com mobilidades físicas,
em todos os aspectos, foi um bate papo que abriu muito a minha mente e me
transcendeu, foi divertido e empolgante, é um momento aonde vemos cada
indivíduo com suas particularidades unidos em prol das mesmas lutas, por uma
qualidade de vida melhor para um todo, pois somente quando todos forem
tratados como iguais dentro de suas individualidades que poderemos ter uma
sociedade melhor.


 
“[...] a consciência de si, a consciência social e a consciência
de classe são apenas produtos de um único processo,
decorrente da atividade humana, que é pensamento e ação,
teoria e prática, que se concretizam através da cooperação
entre os homens na produção de suas próprias vidas. ” 
(LENE, 1994, p.66)


 
CONCLUSÃO
Fica evidente o impacto social que esses bate papos já estão provocando e
irão provocar, segundo informação do Heitor Werneck esses bate papo irão
virar um documentário no final deste ano, serão feitos muito outros encontros.

E as lutas continuam, por maior abertura em se falar do tema “Sexualidade


deficiência física” em especial nas escolas.

Mudando o modo de pensar e agir das novas gerações se muda mais rápido
toda uma futura nação, somente com diálogos que se eliminar os grandes e
persistentes preconceito.

As transformações ocorrem em cada um, que afetara um coletivo comum.

“Quando um grupo de pessoas se reúne para discutir seus


problemas, muitas vezes sentidos como exclusivos de cada
um dos indivíduos, descobrem existirem aspectos comuns,
decorrentes das próprias condições sociais de vida; o grupo
poderá se organizar para uma ação conjunta visando a
solução de seus problemas. E aquelas necessidades, que
sozinhos eles não podiam satisfazer, passam a ser
resolvidas pela cooperação entre eles. ” (LENE, 1994, p.69)

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BIBLIOGRAFIA

LENE, S. T. M., O QUE É PSICOLOGIA SOCIAL. São Paulo


Brasiliense, 2006
SECRETARIA DA CULTURA, Museu da Diversidade Sexual recebe
bate-papo sobre deficiência física e sexualidade. Disponível em:
<disponível em: http://www.cultura.sp.gov.br/museu-da-diversidade-
sexual-recebe-bate-papo-sobre-deficiencia-fisica-e-sexualidade/>.
Acessado em: 23 março 2018.
RIBEIRO, Paulo Silvino. "Durkheim e o Fato Social"; Brasil
Escola. Disponível em
<https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/durkheim-fato-
social.htm>. Acesso em 23 de março de 2018.
DURKHEIM, Emile. As regras do método sociológico. São Paulo_
Martin Claret, 2001.

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