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Processo decisório

Qual e o conceito ?

Processos Decisórios
CONCEITOS PARA O PROCESSO DECISÓRIO
A vida do ser humano é constituida de ações onde torna-se necessário
tomar decisões, seja no ambiente pessoal, profissional, familiar ou social.
Uma tomada de decisão pode ser determinada tomando como base 04
fatores: experiências passadas, experimentação (simulações), árvore de
decisões ou modelos matemáticos, os quais falaremos mais adiante.
O autor Idalberto Chiavenado, no livro Administração Geral e Pública
(2006), explica que a teoria das decisões nasceu de Herbert Simon, que
utilizou-a como base para explicar o comportamento humano nas
organizações, visto que a Teoria Comportamental, descrita no menu
Conceitos da Administração Geral, concebe a organização como um
sistema de decisões. No sistema descrito vê-se que cada pessoa participa
de forma racional, escolhendo e tomando decisões individuais a respeito
de alternativas racionais de comportamento, o que nos permite concluir
que a organização está imersa em decisões e ações.

Estrutura do processo decisório do que ele e composto

- Quais os modelos de decisões:


MODELOS DE TOMADA DE DECISÕES

Modelo Racional de Decisão


Também conhecido como Modelo Decisório Racional da Economia
Clássica ou
Burocrático é considerado o primeiro modelo de processo decisório e é
caracterizado
por elevar os objetivos da organização como um todo, levando em
consideração as
alternativas para atingir esses objetivos. Esse modelo é baseado num
raciocínio
técnico, em que o tomador de opinião se baseavam na lógica e na
objetividade para a
resolução de problemas.
É muito criticado por acreditar que o tomador de decisões possui toda a
informação
necessária para resolver o problema. As etapas desse modelo seriam:
Identificar e
definir o problema; Identificar as possíveis soluções; Selecionar e aplicar a
solução
escolhida.

Modelo da Racionalidade Limitada ou de Carnegie


É caracterizado pelo critério de que: não é possível conhecer todas as
possibilidades
para tomar uma decisão, por falta de recursos, informações e análise das
mesmas.
Esse modelo defende a tese de Herbert Simon, que a racionalidade é
baseada no
tomador de decisões e não existe uma racionalidade superior. Segundo o
autor, as
organizações são um sistema de decisões e cada indivíduo faz parte do
processo de
tomada de decisões.
Esse modelo entra em contradição com o modelo Decisório Racional da
Economia
Clássica ou Burocrático que se baseia em uma racionalidade absoluta. Esse
modelo
utiliza a racionalidade limitada e a heurística (fazer inovações imediatas
para atingir
metas)

Modelo Incrementalista
É caracterizado pela praticidade e aliado a realidade que o cerca, esse
modelo
demonstra que o racionalismo é limitado e que é necessário focar nas
informações
essenciais para se resolver o problema.
Esse modelo foi criado por Lindblom e Quinn, em 1959, e mostra que não
há somente
uma decisão correta, mas várias outras que por meio de análises e testes
podem se
tornar a melhor decisão até alcançar o resultado esperado.

Modelo Desestruturado
É caracterizado pela tomada de decisões estratégicas desestruturadas que
são
provenientes de problemas desconhecidos e de difícil resolução. No início
da tomada
de decisões o problema é desconhecido. Não se conhece alternativas e
nem soluções
para a resolução. Assim, o processo decisório é um pouco turbulento e
sofre
alterações quando os gestores enfrentam dificuldades no processo e
buscam uma
alternativa que se encaixe no contexto. Esse modelo foi proposto por
Mintzberg e é
aplicado quando o problema está em uma situação de incerteza extrema.

Modelo da Lata de Lixo


Conhecido também como Modelo da Decisão por Omissão é caracterizado
pela
tomada de decisões, na qual as soluções pensadas não são analisadas
criteriosamente. Foi criado por Cohen, March e Olsen e, inicialmente, o
problema não
é analisado, mas as alternativas são delimitadas.
Esse modelo, segundo os autores, é utilizado em ambientes ambíguos,
chamados de
“anarquias organizadas”, assim a busca pelas soluções vem antes do
problema existir,
as pessoas buscam na “lata de lixo” os problemas para serem resolvidos

Modelo Comportamentalista
Caracterizado pela tomada de decisão mais adequada e baseada no
comportamento
dos indivíduos dentro das organizações, os gestores devem prever o
impacto de suas
decisões sobre os indivíduos para evitar conflitos com os mesmos.
Algumas das características do modelo de Carnegie se encontram nesse
modelo,
como: as informações não são totalmente corretas, são limitadas, algumas
alternativas
são desconhecidas e o tomador de decisões deve escolher a alternativa
mais aceitável.
Nesse modelo o indivíduo é visto como homem administrativo, sendo que
cada
pessoa deve decidir, em todas as áreas da organização e essa decisão irá
gerar ações
ou comportamentos diferenciados.

Modelo Comportamentalista
Caracterizado pela tomada de decisão mais adequada e baseada no
comportamento
dos indivíduos dentro das organizações, os gestores devem prever o
impacto de suas
decisões sobre os indivíduos para evitar conflitos com os mesmos.
Algumas das características do modelo de Carnegie se encontram nesse
modelo,
como: as informações não são totalmente corretas, são limitadas, algumas
alternativas
são desconhecidas e o tomador de decisões deve escolher a alternativa
mais aceitável.
Nesse modelo o indivíduo é visto como homem administrativo, sendo que
cada
pessoa deve decidir, em todas as áreas da organização e essa decisão irá
gerar ações
ou comportamentos diferenciados.

As sete etapas do processo decisório

1-Percepção da Situação que envolve algum problema;


2-Análise e definição do problema;
3-Procura de alternativas de solução ou de cursos de ação;
4-Avaliação e comparação das soluções alternativas ( e suas
conseqüências);
5-Escolha da alternativa mais adequada ao alcançe dos objetivos;
6-Comunicação da Decisão escolhida;
7- Implantação das alternativas escolhidas.

classificação dos Processos Decisórios


Maximiano (2000) classifica as decisões em:
-Programadas: aplicam-se a problemas repetitivos;
-Não-Programadas: aplicam-se a problemas que não são familiares;
-Estratégicas: escolhem objetivos para a organização;
-Administrativas: colocam decisões estratégicas em prática;
-Operacionais: definem meios e recursos;
Individuais: são tomadas unilateralmente;
-Coletivas: são tomadas em grupo;
-Satisfatórias: qualquer alternativa serve;
-Maximizadas: procuram o melhor resultado possível;
-Otimizadas: equilibram vantagens e desvantagens de diversas
alternativas.
De acordo com Heller (1999), as decisões ainda podem ser classificadas
quanto às suas características:
-Irreversível: a decisão não tem volta (como a assinatura de um contrato
de compra e venda de uma empresa);
-Reversível: a decisão pode sofrer mudança
radical, seja antes, durante ou após a chegada a uma conclusão;
-Experimental: a decisão só é considerada
final quando surgem os primeiros resultados satisfatórios;
-Tentativa e Erro: mudanças de planos passam a ocorrer se fatos
concretos levam a alterações de curso;
-Por Etapas: após os passos iniciais, as
decisões são tomadas, uma após a outra, em etapas previamente
determinadas;
-Cautelosa: enfatiza os eventuais problemas
futuros; os responsáveis pela decisão privilegiam a segurança;
-Condicional: uma decisão em aberto, que admite alterações caso surja
esta ou aquela circunstância prevista;
-Tática: a decisão é adiada até que surjam as
circunstâncias ideais para que ela tenha o efeito esperado.

TIPOS DE DECISÕES

Rotineiras ou Inovadoras
Algumas decisões são formuladas de maneira rotineira, calcadas em
alguns regulamentos vigentes ou precedentes. Provavelmente, em alguns
casos, elas apresentam características de originalidade, mas, no decurso
do tempo, tornaram-se rotineiras. Essas decisões podem ser importantes
no conjunto, mas são, em geral, formuladas nos escalões mais baixos da
hierarquia da organização, pelos executivos a quem foram delegadas.
Essas decisões viram aos meios, sendo, portanto, instrumentos e baseadas
em fatos.

Rotineiras ou Inovadoras
As decisões inovadoras são as formuladas para resolver situações novas,
criando, consequentemente, novos precedentes. A formulação dessas
decisões é, geralmente, mais complexa, exigindo mais tempo e mais
atenção e requerendo, portanto, a interveniência de executivos de
escalões mais elevados da organização.
Algumas organizações estimulam as decisões inovadoras, enquanto
outras procuram dificultá-las, o que explica o caráter conservador ou
renovador de certas empresas.
As decisões inovadoras visam aos fins da organização e são valorativas, ou
seja, baseadas em julgamento de valores.

Imediatas e Mediatas
Algumas decisões são formuladas pela direção, em poucos dias ou horas,
enquanto outras se arrastam sem solução, durante meses e até anos. O
motivo pelo qual os administradores nem sempre decidem com rapidez é
que, ao considerar a decisão, encontram, muitas vezes, fatores
antagônicos. Pessoas e grupos interessados em determinada decisão
chocam-se com outros que insistem numa formulação diferente.
Havendo equilíbrio relativo entre os dois grupos, o administrador não vê
vantagem especial em qualquer medida que modifique a situação
existente, uma vez que ele correrá maiores riscos formulando uma
decisão do que não o fazendo.
Assim, a demora em decidir talvez seja uma consequência das forças
interessadas Envolvidas.

Premeditadas e Improvisadas
Algumas decisões têm um objetivo determinado, resultam da iniciativa
específica do chefe de um órgão. Ao considerar tais decisões, pergunta-se,
em geral, como afetarão o objetivo da empresa ou do órgão específico. É
possível avaliar uma decisão em termos dos objetivos de um indivíduo ou
de um grupo ou da própria organização.
Outras vezes, decide-se de maneira mais ou menos inconsciente. Os
problemas não são resolvidos, tomando-se cada vez mais críticos,
provocando uma crise tão grande que uma medida qualquer se torna
indispensável. Quando, finalmente, o administrador age, o mais provável é
que, em virtude de sua inércia anterior, o número de soluções possíveis se
encontra tão reduzido que somente lhe reste uma alternativa, portanto,
os acontecimentos decidiram por ele .

Modelo dos estilos de decisão;

Analítico: são decisores que lidam com a ambiguidade e procuram mais


informações e alternativas para solução dos problemas ou
aproveitamento das oportunidades, masgeralmente cautelosos e
adaptáveis.

Conceitual: consideram o “quadro maior”, ou seja, o cenáriocomo um


todo e não apenas alguns aspectos tomados demaneira isolada,
analisando várias alternativas antes de decidir.

Diretivo: possuem preferência pelo modo de pensar racional, mas


toleram mal a ambiguidade.

Comportamental: muito intuitivos, mas com baixa tolerância à


ambiguidade, trabalham bem em grupos e geralmente estão abertos a
sugestões.

As cinco fases do processo decisório

O processo decisório consiste em cinco fases: identificação do problema,


diagnóstico, geração de alternativas, escolha de uma alternativa, avaliação
da decisão.
Para ajudar os gestores na tomada de decisão, diversas técnicas foram
desenvolvidas. Essas técnicas não fornecem soluções automáticas para os
problemas, pois o processo de tomada de decisão é uma atividade
humana. As técnicas ajudam os administradores a diminuir a margem de
erro nas decisões a serem tomadas.
Para MAXIMIANO (2004; pg.119), “O papel das técnicas é estruturar o
processo decisório, ajudando os gerentes a eliminar a improvisação e
aumentar o grau de certeza na tomada de decisão”.

Identificação do problema ou oportunidade

O processo de tomar decisão tem origem em uma frustração, interesse,


desafio, curiosidade ou irritação; nos obstáculos para atingir um
determinado objetivo, algum fato irregular que necessita uma ação
corretiva, ou a visualização de alguma oportunidade. É nessas situações
que se faz necessário tomar uma decisão.

Diagnóstico

O diagnostico é a fase em que se analisa a situação, identificando


ameaças e oportunidades, causas e conseqüências. Algumas situações são
de fácil análise, pois apresentam efeitos adversos evidentes, sem a
necessidade de um estudo mais profundo da situação. Já em outras
situações, exige-se uma pesquisa mais detalhada do problema
apresentado.

Geração de alternativas
Após o diagnóstico do problema, o próximo passo é gerar alternativas que
solucionem a situação em questão. Em algumas situações, as soluções são
facilmente visualizadas, podendo vir juntamente com o problema. Já em
outras, exigem-se soluções inovadoras. Para que essas soluções apareçam,
os gestores terão que utilizar seus conhecimentos junto com o seu poder
de criatividade.

Escolha de uma decisão


As alternativas no processo de tomada de decisão são comparadas,
julgadas e avaliadas, para que seja feita uma escolha. Analisar
criticamente as possibilidades de ação que foram geradas é fundamental
para a escolha do caminho a ser seguido.

Avaliação da decisão
Completando o ciclo, após ter sido identificado o problema,
diagnosticado, geradas alternativas e tomadas decisões, é fundamental
que seja feita uma avaliação das decisões tomadas. Tal avaliação pode
gerar outro processo decisório, reiniciando o ciclo.