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Sócrates

Incomodava os atenienses
Levava-os a questionar a origem e a essência das virtudes.
Virtudes – valores e obrigações
Questionava o fato de julgarem praticar virtudes ao seguir os costumes de Atenas
Indagava por que e como sabiam que uma conduta era boa ou má, virtuosa ou viciosa.
Inicia a filosofia moral ou ética
 Perguntas - ponto de partida: consciência do agente moral
 Sujeito ético ou moral: aquele que sabe o que faz, conhece as causas e os fins da sua ação, o significado
de suas intenções e de suas atitudes e a essência dos valores morais.
 O ignorante é vicioso ou incapaz de virtude

Aristóteles
 Ações éticas: pertencem ao campo da deliberação e da decisão ou escolha.
 Exclui o necessário e o contingente – não deliberamos o que é regido pela natureza (estações do ano)
 Não deliberamos o que ocorre por acaso (vaso que cai acidentalmente na nossa cabeça)
 O que importa é o possível – aquilo que deliberamos e decidimos – depende de nós, vontade e ação.
 POR NATUREZA: physis – segue leis necessárias e universais de acordo com sua natureza
 POR VONTADE: conforme a liberdade – realidade possível que depende da vontade do sujeito.

Legado ético dos filósofos antigos.


 Afirmação de três princípios da vida moral
 1. Por natureza, seres humanos asppiram ao bem e à felicidade (conduta virtuosas)
 2. Virtude é força interior do caráter – consciência do bem – vontade guiada pela razão – razão controla
os instintos e impulsos irracionais existentes na natureza do ser humano.
 3. Conduta ética – o agente sabe o que está e o que não está em seu poder realizar – possível e desejável
para um ser humano.

Cristianismo altera a ética antiga


 Virtude se define pela nossa relação com Deus e não com a cidade e os outros.
 Relação com os outros depende de nossa relação com Deus – MEDIADOR
 Somos dotados de vontade livre.
 Desobediência do primeiro homem – a vontade se perverteu.
 Liberdade em direção ao mal e ao pecado
 Incapacidade de realizar o bem e as virtudes pela força da própria vontade.
Virtudes cristãs
o Virtudes teologais: fé, esperança, caridade
o Virtudes cardeais (alma e espírito para se aperfeiçoar e merecer a salvação): coragem, justiça,
temperância, prudência
o Virtudes morais: sobriedade, prodigalidade, trabalho, castidade, mansidão, modéstia e generosidade.
Pecados Capitais
 Gula, avareza, preguiça, luxúria, ira (cólera), soberba (orgulho) e inveja.

Rousseau – liberdade da vontade X dever - EMOTIVISMO ÉTICO


 O homem nasce bom. A sociedade o corrompe.
 Moral do coração: dever proposto pelo nosso coração e não vontade externa.
 Consciência moral e sentimento do dever são inatos – “voz da natureza” e “dedo de Deus”.
 Obedecer ao dever – obedecer a nós mesmos – nossos sentimentos e emoções, e não à razão.
 Razão – utilidade e interesse individual – sociedade egoísta e perversa que silencia a bondade natural do
homem.
 Não precisamos do dever para nos tornarmos seres morais.

Kant – OPÕE-SE A ROUSSEAU - RACIONALISMO ÉTICO


Opõe-se à moral do coração
Não existe bondade natural
Por natureza, somos egoístas, ambiciosos, destrutivos, agressivos, cruéis.
Matamos, mentimos e roubamos pelo prazer.
Precisamos do dever para nos tornarmos seres morais.

Nietzsche – IRRACIONALISMO ÉTICO


 Moral racionalista feita para reprimir e não garantir a liberdade.
 Moral racionalista transforma tudo o que é natural e espontâneo em vício, falta, culpa (virtudes e
deveres)
 Paixões, desjos e vontade são do ser humano e não são ou bem ou mal.
 Moral racionalista inventada pelos fracos para controlar os mais fortes.

Carl Marx – CONSCIENTE ÉTICO


 Valores da moral vigente são irrealizáveis e impossíveis em uma sociedade violenta – exploração do
trabalho.