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Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Departamento Regional do Paraná


Pós-graduação em Engenharia de Automação Industrial

PROJETO DE FONTE CHAVEADA: CONVERSOR FLYBACK

Felipe Bamberg Soares


Márcio Barbosa de Lima

Londrina – PR
05 de Agosto de 2017
Sumário

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 3
2. CONVERSOR FLYBACK ..................................................................................... 5
2.1 Ponte retificadora ........................................................................................... 5
2.2 Projeto do conversor Flyback ....................................................................... 11
2.3 Modulador PWM .......................................................................................... 17
2.4 Snubber........................................................................................................ 18
3. SIMULAÇÃO....................................................................................................... 19
4. REFERENCIAS .................................................................................................. 22
1. INTRODUÇÃO

As fontes chaveadas, como o próprio nome já diz, utiliza componentes


chaveados, como por exemplo o transistor, para conversão de sinal alternado em
contínuo. Este trabalho visa desenvolver uma fonte chaveada com um conversor do
tipo Flyback, essa topologia permite a construção de estruturas menores quando
comparadas com fontes lineares, que não utilizam componentes comutados. Outra
vantagem desse conversor é que, por usar um transformador entre a entrada e a
saída, ele é isolado galvanicamente. A topologia do conversor Flyback é apresentada
na figura 1.

Figura 1 - Topologia do conversor Flyback.

Esse conversor permite uma entrada tanto AC como DC, porém a saída é DC.
No caso da figura 1, entende-se que a entrada Vi é DC, então o flyback funcionará da
seguinte maneira: Quando a chave S está fechada, a fonte estará conectada com o
primário do transformador, surgindo um fluxo magnético na bobina do transformador.
Nesse momento, o diodo é polarizado inversamente e o capacitor é quem fornece
energia para a carga. Quando a chave S fica aberta, a energia armazenada é
transferida para o secundário que polariza o diodo diretamente e alimenta a carga,
além disso, o capacitor é carregado.

3
O conversor desenvolvido neste trabalho tem entrada da rede, ou seja,
alternada em 127 V, passa por uma ponte retificadora com um filtro capacitivo na saída
gerando assim um sinal continuo que alimenta o transformador. Foi utilizado um
MOSFET para chaveamento e um sinal PWM no gate desse componente. Um circuito
grampeador foi utilizado para controlar os efeitos causados pelos elementos parasitas
do circuito de potência, além de amortecer as oscilações no MOSFET. A tensão de
saída é de 12V e a potência do conversor é de 100W.

Nos capítulos seguintes serão apresentados os cálculos visando a escolha dos


componentes e o projeto do transformador que terá três enrolamentos, sendo uma
entrada e duas saídas.

4
2. CONVERSOR FLYBACK

2.1 Ponte retificadora

A ponte retificadora serve para converter um sinal AC para DC, na figura 2 é


apresentada a topologia de uma ponte.

Figura 2 - Ponte retificadora utilizando diodos. A entrada do sinal é alternada e a saída é contínua.

No ciclo positivo da corrente alternada, são polarizados dois diodos da ponte


(figura 3) e no ciclo negativo, os outros dois (figura 4) retificando o sinal na saída,
tendo assim a mesma polaridade durante os ciclos.

Figura 3 - Polaridade dos diodos da ponte no ciclo positivo do sinal alternado.

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Figura 4 - Polaridade dos diodos da ponte retificadora no ciclo negativo do sinal alternado.

O sinal de entrada do conversor deste trabalho é o da rede, ou seja, 127V


alternada em 60Hz. Na saída da ponte foi conectado um capacitor para filtrar o sinal
DC e o valor da capacitância desse componente é calculado e apresentado nessa
seção. Para a realização dos cálculos da ponte retificadora, é necessário a
determinação de alguns parâmetros que são apresentados na tabela 1.

Tabela 1 - Parâmetros determinados para a elaboração da ponte retificadora com filtro capacitivo.

Parâmetros da ponte retificadora


Vin min = 110 V Tensão mínima de entrada
Vin máx = 140 V Tensão máxima de entrada
ΔV = 5% Ondulação da tensão na saída do retificador
𝜂𝑟𝑒𝑡 = 90% Rendimento do retificador
Pcon = 100 W Potência do conversor
f = 60 Hz Frequência da rede
Ta = 50º C Temperatura de operação dos circuitos
𝜂𝑐𝑜𝑛 = 80% Rendimento do conversor
Vd = 3 V Queda de tensão nos diodos retificadores

Para a determinação do capacitor de filtragem é aplicada a seguinte equação:

Pin
C= (1)
f(Vpk2 -V2c min )

6
Onde C é o valor da capacitância, Pin é a potência de entrada do retificador, f a
frequência da rede, Vpk a tensão de pico sobre o capacitor e Vc min é a tensão mínima
sobre o capacitor.

Para a determinação da potência de entrada do retificador, foi calculada a potência de


saída:

Pcon 100
Pout = = (2)
ηcon 0,8

Pout = 125 W

Tendo a potência de saída, é possível encontrar a potência de entrada:

Pout 125
Pin = = (3)
ηret 0,9

Pin = 138,88 W

A tensão de pico sobre o capacitor é calculada conforme a equação (4):

Vpk=√2∙Vin min -Vd = √2∙110-3 (4)

Vpk = 152,56 V

A tensão mínima sobre o capacitor de filtragem será:

Vc min =0,95∙Vpk=0,95∙152,56 (5)

Vc min = 145 V

Tendo calculado as incógnitas da equação (1), é possível encontrar o valor da


capacitância do filtro:

Pin 138,88
C= = (6)
f(Vpk2 -V2c min ) 60∙(152,562 -1452 )

C = 1,028 mF
7
Para a implementação no projeto, foi conectado em paralelo dois capacitores de
470𝜇F de 250 V, resultando numa capacitância de 940𝜇F:

C =470μF+470μF (7)

C = 940𝜇F

O próximo passo foi a determinação dos diodos retificadores. Para isso foram
calculados diversos parâmetros, sendo primeiro deles o tempo de condução do diodo
através da equação (8):

Vc min 145
cos-1 ( ) cos −1 ( )
Vpk 152,56 (8)
tc = =
2πf 2𝜋 ∙ 60

tc = 0,838 ms

Com o tempo de condução, calcula-se a corrente de pico na saída do retificador:

C∙ΔV 1000×10-6 ∙7,628


Ip = = (9)
tc 0,838×10-3

Ip = 9,10 A

Porém, conforme é recomendado em [1] a corrente de pico deve ser considerada com
o dobro de amplitude, então:

Ip = 18,2 A

O valor eficaz da corrente na saída do retificador é:

2
Ief =Ip √2∙tc ∙f-(2∙tc ∙f)2 =9,10√2∙0,838×10-3 ∙60-(2∙0,838×10-3 ∙60) (10)

Ief = 2,737 A

A corrente média fornecida pelo capacitor ao conversor é dada por:

8
Pin 138,88
Imd = = (11)
Vc min 145

Imd = 0,96 A

A corrente total no capacitor de filtragem é de:

Icef =√I2ef +I2md =√2,7372 +0,962 (12)

Icef = 2,9 A

As correntes e a tensão máxima nos diodos serão:

Idp =Ip =18,2 A (13)

Idef =Ip √tc ∙f=9,1√0,838×10-3 ∙60 (14)

Idef = 2,04 A

Pin 138,88
Idmd = = (15)
2∙Vc min 2∙145

Idmd = 0,5 A

Vd máx =√2Vin máx =√2∙140 (16)

Vd máx = 197,98 V

Para atender as especificações calculadas o diodo 1N4004 atenderia os


requisitos do projeto, porém, foi implementado os diodos 1N4007 que foram os
encontrados no mercado. O diodo 1N4007 tem as seguintes especificações:

9
Tabela 2 - Especificações do diodo 1N4007.

Corrente
VRRM Vef Meia onda Onda completa
1N4007 1000 V 500 V 0,6 A 1,25 A
VRRM – Máxima tensão reversa;
Vef – Tensão máxima em circuito retificador de meia onda com carga capacitiva.

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2.2 Projeto do conversor Flyback

As especificações do conversor são apresentadas na tabela 3:

Tabela 3 - Parâmetros do conversor Flyback a ser projetado.

Vin min = 120 V Tensão mínima de entrada


Vin máx = 200 V Tensão máxima de entrada
Ondulação da tensão na saída do
ΔVc = 100 mV
conversor
Vout = 12 V Tensão de saída do conversor
η% = 80% Rendimento do conversor Flyback
Pout = 100 W Potência de saída do conversor
fs = 10 kHz Frequência de chaveamento
Dmáx = 0,45 Razão cíclica máxima
Ta = 50º C Temperatura de operação do circuito
Vd = 1,5 V Queda de tensão no diodo

A razão cíclica para este projeto é menor que 0,5, pois trata-se de um conversor
abaixador ou Buck, onde Vout < Vi. O primeiro passo no projeto do conversor Flyback
é o cálculo do transformador de alta frequência que será usado, para isso, usa-se os
seguintes parâmetros:

Tabela 4 - Parâmetros do transformador a ser calculado para o projeto do conversor Flyback.

Fator de utilização da área da janela do núcleo do


Kw = 0,5
transformador

Kp = 0,4 Fator de utilização do primário

J = 350 A/cm2 Densidade de corrente

ΔB = 0,25 T Variação da densidade de fluxo

11
Com esses valores em mãos, pode-se calcular o produto Ae x Aw, onde Ae seria a
área da seção transversal do núcleo e Aw seria a área da janela do núcleo.

1,1∙Pout 1,1∙100
Ae ∙Aw = = (17)
Kp ∙Kw ∙J∙ΔB∙fs 0,4∙0,5∙350∙0,25∙10×103

Ae ∙Aw =6,285 cm4

Da tabela de núcleos do fabricante Thornton escolhe-se o núcleo NEE – 55/28/21 –


380 – IP6, que possui área da seção do núcleo:

Ae = 3,54 cm²

O próximo passo é a determinação do entreferro através da equação (18):

2∙μ0 ∙ΔW
δ= (18)
ΔB2 ∙Ae

Onde 𝜇 0 é a permeabilidade do ar, ΔW é a energia acumulada no enrolamento primário


durante a etapa de magnetização do transformador e é calculada da seguinte forma:

Pout 100
ΔW= = (19)
η∙fs 0,8∙10×103

ΔW = 12,5 mJ

Com esse valor, é possível calcular o entreferro do núcleo:

2 ∙ 4𝜋×10−7 ∙ 12,5×10−3
𝛿= (20)
0,252 ∙ 3,54×10−4

𝛿 = 1,42 mm

O transformador do projeto tem uma entrada e duas saídas, sendo que essas saídas
são do mesmo nível de tensão, então o cálculo da espira secundária será feito para a
saída de 12 V que no projeto será duplicada, tendo duas saídas de 12 V. Para o cálculo
do número de espiras do primário, usa-se a equação (21).

12
ΔB∙δ
Np = (21)
μ0 ∙Ip

Onde Ip é a corrente de pico do primário e é dada por:

2∙Pout 2∙100
Ip = = (22)
η∙Vin min ∙Dmáx 0,8∙120∙0,45

Ip = 4,629 A

Com esse valor é possível encontrar o número de espiras do primário:

0,25∙1,42×10-3
Np = (23)
4π×10-7 ∙4,629

Np = 61 espiras

Para o cálculo do número de espiras do secundário é utilizada a equação (24):

Vout +Vd 1-Dmáx 12+1,5 1-0,45


Ns = Np ∙ ∙ = 61∙ ∙ (24)
Vin min Dmáx 120 0,45

Ns = 9 espiras

Para a determinação da seção dos condutores é necessário encontrar a profundidade


de penetração do campo que é calculada pela equação (25).

2∙7,5 2∙7,5
Δ= = (25)
√fs √10×103

Δ = 0,15 cm

Da tabela de fios de cobre verifica-se que o fio número 14 AWG atende o diâmetro
especificado. Este possui uma seção de:

ΔS=2,082 mm2

A seção do condutor primário é dada por:

13
𝐼𝑝𝑒𝑓
𝑆𝑝 = (26)
𝐽

Onde Ipef é a corrente eficaz do primário e é calculada da seguinte forma:

𝐷𝑚á𝑥 0,45
𝐼𝑝𝑒𝑓 = 𝐼𝑝 √ = 4,629√ (27)
3 3

Ipef = 1,792 A

Então, com essa corrente calcula-se a seção do condutor primário Sp.

1,792
Sp = =0,512 mm2
350

A seção que satisfaz esse valor é a de número 20 AWG que tem seção de 0,5191
mm². O mesmo procedimento é feito para o condutor secundário, porém, para a
determinação da corrente secundária, usa-se a relação de espiras do transformador.

Np Is
= (28)
Ns Ip

61
Is = ∙4,629=31,37 A
9

Essa corrente é utilizada para encontrar a corrente eficaz no secundário que é


calculada pela equação (29).

𝑇0 ∙ 𝑓𝑠
𝐼𝑠𝑒𝑓 = 𝐼𝑠 √ (29)
3

Onde T0 é o tempo de condução do diodo no secundário e é encontrado pela seguinte


equação:

1-Dmáx 1 − 0,45
T0 = = (30)
fs 10×103

14
T0 = 55 𝜇s

Com isso, a corrente eficaz no secundário será:

√55×10-6 ∙10×103
Isef =31,37 =13,43 A
3

Então a seção do condutor secundário será:

13,43
Ss = =3,837×10-6 m2
350

A seção calculada para o enrolamento secundário é maior do que a especificada pela


profundidade de penetração que foi calculada na equação (25). Isso exige que os
condutores de número 14 sejam conectados em paralelo. Pela equação (31) encontra-
se o número de condutores em paralelo.

3,837×10−6
𝑛𝑠 = ≅2 (31)
20,82×10−7

Ou seja, são usados 2 condutores 14 AWG em paralelo para formar o enrolamento


secundário.

Após encontrar o número de espiras, é possível determinar o valor da indutância dos


enrolamentos. Através da equação (32) encontra-se a indutância tanto primária
quanto secundária, mudando apenas o número de espiras e a corrente referido a cada
lado.

Np ∙ΔB∙Ae 61∙0,25∙3,54×10-4
Lmp = = (32)
Ip 4,629

Lmp = 1,166 mH

Para o secundário o procedimento é o mesmo da equação (32).

9∙0,25∙3,54×10-4
Lms = =25,39 μH
31,37

O capacitor de saída é determinado através da equação (33):

15
I0 ∙Dmáx
C= (33)
fs ∙ΔVc

Onde I0 é a corrente média na carga e ΔVc a ondulação de tensão na saída do


conversor. A corrente I0 é calculada da seguinte forma:

Pout 100
I0 = = (34)
Vout 12
I0 =8,34 A

Com isso a equação (33) é completada para o cálculo da capacitância.

8,34∙0,45
C= =3,75 mF
10×103 ∙0,1

Para a implementação desse valor de capacitância, foram utilizados dois capacitores


de 6800 𝜇F em série, resultando em um valor de:

6800×10-6 ∙6800×10-6
C= =3,4 mF
6800×10-6 +6800×10-6

Ainda nas especificações dos componentes, determina-se agora o componente de


chaveamento. Para isso visualizada os seguintes parâmetros:

𝐼𝑇 = 𝐼𝑝 = 4,629 𝐴

𝐼𝑇𝑒𝑓 = 𝐼𝑝𝑒𝑓 = 1,792 𝐴

Vin min ∙D2máx 120∙0,452


ITmd = = (35)
2∙fs ∙Lmp 2∙10×103 ∙1,166×10-3

ITmd = 1,042 A

Np 61
VT máx =Vin máx +(Vout +Vd )∙ =200+(12+1,5)∙ (36)
Ns 9

VT máx = 291,5 V

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O interruptor escolhido para o projeto foi o MOSFET IRF740 que atende as
especificações calculadas. Por fim, é determinado o diodo ultrarrápido a ser utilizado
na saída do conversor. Para isso foi realizado os seguintes cálculos:

Id = Is = 31,37 A

𝐼𝑠 ∙ 𝑇0 31,37 ∙ 55×10−6 ∙ 10×103


𝐼𝑑 𝑚𝑑 = = (37)
2∙𝑇 2

Id md = 8,627 A

𝑁𝑠 9
𝑉𝑑 𝑚á𝑥 = 𝑉𝑜𝑢𝑡 + 𝑉𝑖𝑛 𝑚á𝑥 ∙ = 12 + 200 ∙ (38)
𝑁𝑝 61

Vd máx = 41,5 V

Com essas informações, o diodo ultrarrápido utilizado no projeto foi o BYV29X.

2.3 Modulador PWM

O modulador PWM utilizado neste trabalho foi o UC 3845 e, segundo o seu manual
para a determinação da frequência de chaveamento é necessário determinar um valor
de resistência RT e uma capacitância CT que são ligados no pino 8 que é a tensão de
referência e o nó entre RT e CT é ligado no pino 4 que recebe o nome de RT/CT. O
fabricante recomenda uma capacitância maior que 1 nF e uma resistência RT maior
que 5 kΩ, sabendo disso foi fixada uma capacitância de 10 nF e calculado o resistor
pela seguinte equação:

1,72
𝑓𝑜𝑠𝑐 = (39)
𝑅𝑇 ∙ 𝐶𝑇

Com isso, o valor de RT será:

10×103 ∙ 10×10−9
𝑅𝑇 = = 17,2 𝑘Ω
1,72

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Para a implementação no projeto, foi utilizado um resistor de 18 kΩ. Além desse
componente, o fabricante recomenda a soldagem de um capacitor de cerâmica de 0,1
𝜇F o mais próximo possível do pino 8 do UC 3845. Para a alimentação do modulador,
foi utilizado um resistor de 8,2 kΩ e um capacitor de 4,7 𝜇F para reduzir a tensão para
o nível de funcionamento do integrado.

2.4 Snubber

O snubber foi utilizado para reduzir as oscilações e evitar picos de tensão devido as
mudanças bruscas de corrente. Foi conectado um resistor em paralelo com um
capacitor, um dos terminais era a saída da ponte retificadora e o outro no cátodo do
diodo. O ânodo do diodo era ligado na saída do MOSFET.

Para o cálculo do resistor e do capacitor foram usadas as seguintes equações:

𝑉𝑖 127
𝑅𝑠 ≤ ≤ (40)
𝐼𝑜 𝑚á𝑥 8,34

Rs = 15,24 Ω

1 1
𝐶𝑠 = = (41)
𝑉𝑖2∙ 𝑓𝑠 127 ∙ 10×103
2

Cs = 6,2 nF

Para implementação foram escolhidos o resistor de 15 Ω e o capacitor de 6,8 nF. O


diodo do snubber deve ser ultrarrápido e o escolhido foi o BYV95A.

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3. SIMULAÇÃO

O software utilizado para simular o conversor flyback foi o Proteus 8. As figuras


seguintes apresentam o esquema do conversor no proteus e resultados.
D5 R2
1
BYW98
TR1
C3
6800U
+88.8
D6 R5 Volts

R1 1
15 C8 BYW98 C4
6.8nF 6800U
TRAN-1P2S
D1
1N4005 D2 R4
1N4005 C1 C6 8.2k
D8
470uF 470uF

BYW98

D3 D4 C5
1N4005 1N4005 6800U +88.8
Volts

Q1 C7
R3 IRF740 6800U

15

RT 7 U1

18k VCC
8 6
VREF OUT
C9
4.7uF 4
RT/CT
2
VFB
1 3
COMP CS
CT GND
10nF

C2 5 UC1845N
0u1

Figura 5 - Esquema do circuito do conversor Flyback implementado no software Proteus.

19
Figura 6 - Comparação do sinal que chega no gate e o sinal de saída do MOSFET com a
implementação do snubber.

Figura 7 - Comparação do sinal que chega no gate e o sinal de saída do MOSFET sem a
implementação do snubber.
20
Figura 8 - Tensão de saída de 12 V do conversor Flyback projetado.

É possível visualizar o resultado do uso do snubber no projeto, além disso a tensão


de saída foi de 12 V mostrando que o projeto foi realizado com sucesso.

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4. REFERENCIAS

[1] BARBI, Ivo. – Eletrônica de potência – Edição do Autor – Florianópolis, 2000;.


[2] PETRY, Clóvis Antônio – Projeto de um conversor flyback e de um conversor
Forward isolados com retificador e filtro capacitivo – Departamento de Engenharia
Elétrica – UFSC – 2011;
[3] ASSEF, Amauri – Conversores CC-CC – Edição do Autor – UTFPR – Curitiba,
2011;
[4] < http://www.datasheetcatalog.com/> Acesso em 03/08/2017, 18:42.

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