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Vlad III, Príncipe da Valáquia (Sighişoara, c.

1431 – Bucareste, dezembro de 1476), comu


mente conhecido como Vlad, o Empalador (em romeno: Vlad Ţepeş, AFI: [ˈvlad ˈtsepeʃ]) ou Drá
la, foi príncipe (voivoda) da Valáquia por três vezes, governando a região em 1448, de 1
456 a 1462 e em 1476.
Historicamente Vlad é mais conhecido por sua política de independência em relação ao Impéri
Otomano, cujo expansionismo sofreu sua resistência,[1] e pelas punições excessivament
e cruéis que impunha a seus prisioneiros.[2] É lembrado por toda a região como um cava
leiro cristão que lutou contra o expansionismo islâmico na Europa, e é um herói popular
na Romênia e na República da Moldávia ainda hoje.
Ao mesmo tempo em que Vlad III se tornou famoso por seu sadismo, era respeitado
pelos seus cidadãos como guerreiro, por sua ferocidade contra os turcos, e como go
vernante que não tolerava o crime entre sua gente. Durante seu reinado, ergueu gra
ndes mosteiros.
Fora da Romênia, o voivoda é célebre pelas atrocidades contra seus inimigos, que teria
m sido a inspiração para o conde Drácula, vampiro de Drácula, romance de 1897 do escrito
r irlandês Bram Stoker.[3]
Após a invasão de Valáquia pela Hungria, em 1447 Vlad II e seu filho mais velho, Mirce
a, foram assassinados. Em 1456, Vlad Tepes retornou à região e retomou controle das
terras, assumindo novamente o trono de Valáquia. Esse retorno tardio de Vlad III t
eria confundido os moradores da região, que pensaram ser Vlad II retornando anos d
epois de sua morte. Isso teria ajudado a criar a lenda de sua imortalidade.
Em 1462, Vlad Tepes perdeu o trono para seu irmão Radu, que havia se aliado aos tu
rcos. Preso na Hungria até 1474, Vlad III morreu dois anos depois, ainda tentando
recuperar o trono de Valáquia.
Vlad III foi exilado de suas terras por um breve período em 1448, de 1456 a 1462 e
por duas semanas no ano de sua morte (1476).
Nomes
Seu sobrenome romeno, Dracula (também grafado Draculea e Drakulya), usado para des
ignar Vlad em diversos documentos, significa "filho do dragão", e refere-se a seu
pai, Vlad Dracul, que recebeu este apelido de seus súditos após ter se juntado à Ordem
do Dragão[4] uma ordem religiosa criada pelo sacro imperador romano-germânico Sigis
mundo no ano de 1431. Dracul, que vem do latim draco ("dragão"), significa "diabo"
no romeno atual.
Seu apelido post-mortem de Ţepeş ("Empalador") teve origem em seu hábito de matar inim
igos através do empalamento, uma prática popularizada por diversos panfletos medieva
is na Transilvânia. Em turco era conhecido como Kazıklı (AFI: [kɑzɯkˈɫɯ]) Voyvoda ou Kazıkl
ey" ou "Príncipe Empalador".
Antigos reis de Valáquia
O trono de Valáquia era hereditário, mas não seguia a lei do primogênito. Os nobres tinh
am o direito de escolher entre os membros da família real quem seria o sucessor. A
família real dos Basarab, fundada por Basarab, o Grande (1310-1352), dividiu-se p
or volta do final do século XIV. Os dois clãs resultantes, rivais entre si, foram fo
rmados pelos descendentes do Voivoda Dan e pelos descendentes do Voivoda Mircea
cel Bătrân, também conhecido por Mircea, o Velho (avô de Vlad III).
Sobre a vida de Vlad III
Infância e adolescência
Vlad nasceu em 1431 na Transilvânia. Naquela época, o pai de Draculea, Vlad II, esta
va exilado na Transilvânia. Vlad Dracul estava tentando conseguir apoio para seu p
lano de destronar o príncipe regente da Valáquia, do Clã Danesti, Alexandru I. A casa
onde Draculea nasceu ainda está de pé nos dias de hoje. Em 1431 estava localizada nu
ma próspera vizinhança cercada pelas casas de mercadores sax es e magiares, e pelas ca
sas dos nobres (Nota: essas casas geralmente eram utilizadas quando os nobres fi
cavam na cidade, pois os nobres moravam no campo).
Sabe-se pouco sobre os primeiros anos da vida de Draculea. É sabido que ele teve u
m irmão mais velho chamado Mircea e um irmão mais novo chamado Radu. Sua educação primária
foi deixada nas mãos de sua mãe, uma nobre da Transilvânia, e de sua família. Sua educação
real começou quando em 1436 seu pai conseguiu clamar para si o trono valaquiano ma
tando seu príncipe rival do Clã Danesti, Alexandru I. Seu treinamento foi o típico dad
o para os filhos da Nobreza pela Europa. Seu primeiro tutor no aprendizado para
a Cavalaria foi dado por um guerreiro que lutou sob a bandeira de Enguerrand de
Courcy na batalha de Nicolopolis contra os Turcos. Draculea aprendeu tudo o que
era demandado a um Cavaleiro Cristão sobre guerra e paz.
Ascensão de Vlad Dracul ao trono (1436-1442)
A situação política na Valáquia continuou instável depois de Vlad Dracul ascender ao trono
em 1436. O poder dos Turcos estava crescendo rapidamente enquanto cada um dos p
equenos estados dos Bálcãs se rendiam ao massacre dos Otomanos. Ao mesmo tempo o pod
er da Hungria estava atingindo seu apogeu e o faria durante o tempo de João Corvin
o (Hunyadi János), o Cavaleiro Branco da Hungria, e seu filho, o rei Matias Corvin
o. Qualquer príncipe da Valáquia teria que balancear suas políticas precariamente entr
e esses dois poderosos países vizinhos. O príncipe da Valáquia era oficialmente um sub
ordinado ao rei da Hungria. Também Vlad Dracul era um membro da Ordem do Dragão, ten
do jurado lutar contra os infiéis. Ao mesmo tempo o poder dos Otomanos parecia não p
oder ser detido. Mesmo no tempo do pai de Vlad II, Mircea, o Velho, a Valáquia era
forçada a pagar tributo ao Sultão. Vlad foi forçado a renovar esse tributo e de 1436
- 1442 tentou estabelecer um equilíbrio entre seus poderosos vizinhos.

Vlad Ţepeş
Em 1442 Vlad tentou permanecer neutro quando os turcos invadiram a Transilvânia. O
s Turcos foram vencidos e os vingativos húngaros, sob o comando de Hunyadi János força
ram Dracul e sua família a fugir da Valáquia. Hunyadi colocou um Danesti, Basarab II
, no trono valaquiano. Em 1443 Vlad II retomou o trono da Valáquia com suporte dos
Turcos, desde que ele assinasse um novo tratado com o Sultão que incluiria não apen
as o costumeiro tributo, além de outros favores. Em 1444, para assegurar ao sultão d
e sua boa fé, Vlad mandou seus dois filhos mais novos para Adrianopla como reféns. D
raculea permaneceu refém em Adrianopla até 1448.
A cruzada de Varna
Em 1444 o rei da Hungria, Ladislas Poshumous, quebrou a paz e enviou o exército de
Varna sob o comando de João Corvino (Hunyadi János) num esforço para manter os turcos
longe da Europa. Hunyadi ordenou que Vlad II cumprisse seus deveres como membro
da Ordem do Dragão e súdito da Hungria e se juntasse à cruzada contra os Turcos. O Pa
pa absolveu Dracul do compromisso Turco, mas, como político, ainda queria alguma c
oisa. Ao invés de se unir às forças cristãs pessoalmente ele mandou seu filho mais velho
, Mircea. Talvez ele esperasse que o sultão poupasse seus filhos mais novos se ele
pessoalmente não se juntasse à cruzada.
Os resultados da Cruzada de Varna são bem conhecidos. O exército cristão foi completam
ente destruído na Batalha de Varna. João Hunyadi conseguiu escapar da batalha sob co
ndições que acrescentaram pouca glória à reputação dos Cavaleiros Brancos. Muitos, aparente
ente incluindo Mircea e seu pai, culparam Hunyadi pela covardia. Deste momento e
m diante João Hunyadi foi amargamente hostil em relação a Vlad Dracul e seu filho mais
velho. Em 1447 Vlad Dracul foi assassinado juntamente com seu filho Mircea. Apa
rentemente Mircea foi enterrado vivo pelos burgueses e mercadores de Targoviste.
Hunyadi colocou seu próprio candidato, um membro do clã Danesti, no trono da Valáquia
.
Ascensão de Vlad Ţepeş ao trono (1448)
Em 1448 Draculea conseguiu assumir o trono valaquiano com o apoio turco. Porém, em
dois meses Hunyadi forçou Draculea a entregar o trono e fugir para seu primo, o p
ríncipe da Moldávia, enquanto Hunyadi mais uma vez colocava Vladislav II no trono va
laquiano.
Draculea permaneceu em exílio na Moldavia por três anos, até que o Príncipe Bogdan da Mo
ldávia foi assassinado em 1451. O tumulto resultante na Moldávia forçou Draculea a fug
ir para a Transilvânia e buscar proteção com o inimigo da sua família, Hunyadi. O tempo
era ideal; o fantoche de Hunyadi no trono valaquiano, Vladislov II, instituiu um
a política a favor da Turquia, e Hunyadi precisava de um homem mais confiável na Valáq
uia. Consequentemente, Corvino aceitou a aliança com o filho de seu velho inimigo
e colocou-o como candidato da Hungria para o trono da Valáquia. Draculea se tornou
súdito de Hunyadi e recebeu os antigos ducados da Transilvânia de seu pai, Faragas
e Almas. Draculea permaneceu na Transilvânia, sob a proteção de Hunyadi, até 1456 espera
ndo por uma oportunidade de retomar Valáquia de seu rival.
Em 1453 o mundo cristão se chocou com a queda final da Constantinopla para os Otom
anos. O Império Romano do Leste que existiu desde o tempo de Constantino, o Grande
e que por mil anos protegeu o resto dos cristãos do Islã não existia mais. Hunyiadi i
mediatamente planejou outro ataque contra os Turcos.
Vlad Ţepeş retorna ao trono (1456-1462)
Em 1456 Hunyadi invadiu a Sérvia turca enquanto Draculea simultaneamente invadiu a
Valáquia. Na Batalha de Belgrado Hunyadi foi morto e seu exército vencido. Enquanto
isso, Draculea conseguiu sucesso em matar Vladislav II e tomando o trono da Valáq
uia, mas a derrota de Hunyadi tornou a sua proteção por parte deste questionável. Por
um tempo ao menos Draculea foi forçado a apoiar os Turcos enquanto solidificava su
a posição.
O reinado principal de Draculea se estendeu de 1456 a 1462. Sua capital era a ci
dade de Tirgoviste enquanto seu castelo foi erguido a uma certa distância nas mont
anhas perto do rio Arges.
A maior parte das atrocidades associadas ao nome de Draculea tomaram lugar duran
tes esses anos. Foi também durante esse tempo que ele lançou seu próprio ataque contra
os Turcos. Seu ataque foi relativamente bem sucedido inicialmente. Suas habilid
ades como guerreiro e sua bem conhecida crueldade fizeram dele um inimigo temido
. Entretanto, ele recebeu pouco apoio do seu senhor feudal, Matthius Corvinus, R
ei da Hungria (filho de João Hunyadi) e os recursos valaquianos eram muito limitad
os para alcançar algum sucesso contra o conquistador da Constantinopla.
Vlad Tepes aprisionado (1462-1474)
Os Turcos finalmente foram bem sucedidos em forçar Draculea a fugir para a Transil
vânia em 1462. Foi reportado que a primeira esposa de Draculea cometeu suicídio pula
ndo das torres do castelo de Draculea para as águas do rio Arges ao invés de se rend
er aos Turcos. Draculea fugiu pelas montanhas em direção à Transilvânia e apelou para Ma
tthius Corvinus por ajuda. Ao invés disso, o rei prendeu Draculea e o aprisionou n
uma torre por 12 anos.
Aparentemente seu aprisionamento não foi nem um pouco oneroso. Ele foi capaz de gr
adualmente ganhar as graças da monarquia húngara; tanto que ele conseguiu se casar e
tornar-se um membro da família real (algumas fontes clamam que a segunda esposa d
e Draculea era na verdade a irmã de Matthius Corvinus). A política a favor dos Turco
s do irmão de Draculea, Radu, o Belo, que foi o príncipe da Valáquia durante a maior p
arte do tempo que Draculea foi prisioneiro, provavelmente foi um fator important
e na reabilitação de Draculea. Durante seu aprisionamento Draculea também renunciou à fé O
rtodoxa e adotou o Catolicismo. É interessante notar que a narrativa russa dessas
histórias, normalmente favoráveis a Draculea, indicavam que mesmo durante sua prisão D
raculea não desistiu de seu passa-tempo preferido: ele costumava capturar pássaros e
camundongos que ele torturava e mutilava - alguns eram decapitados, esfolados e
soltos, e muitos eram empalados em pequenas lanças.
Vlad Tepes volta ao trono valaquiano, pela última vez (1476)
O tempo exato do tempo de captura de Draculea é aberto para debates. Os panfletos
russos indicam que ele foi prisioneiro de 1462 até 1474. Entretanto, durante esse
tempo Draculea se casou com um membro da família real húngara e teve dois filhos que
já tinham por volta de dez anos quando ele reconquistou a Valáquia em 1476. McNally
e Florescu colocaram que o período de confinação de Draculea foi de 1462 a 1466. É pouc
o provável que um prisioneiro poderia se casar com um membro da família real. Corres
pondência diplomática durante o período em questão também parece apoiar a teoria de que o
período real do confinamento de Draculea foi relativamente pequeno.
Aparentemente nos anos entre sua libertação em 1474 quando ele começou as preparações para
a reconquista da Valáquia, Draculea viveu com sua nova esposa na capital húngara. U
ma anedota daquele período conta que um capitão húngaro seguiu um ladrão dentro da casa
de Draculea. Quando Draculea descobriu os intrusos ele matou o capitão ao invés do l
adrão. Quando Draculea foi questionado sobre suas atitudes pelo rei ele respondeu
que um cavalheiro não se apresenta a um grande governante sem as corretas introduções
- se o capitão tivesse seguido a etiqueta não teria sofrido a ira do príncipe.
Em 1476 Draculea mais uma vez estava pronto para atacar. Draculea e o príncipe Ist
ván Báthory invadiram a Valáquia com uma força mista de transilvanianos, alguns burguese
s valaquianos insatisfeitos e um contingente de moldávios enviados pelo primo de D
raculea, Príncipe Estêvão , o Grande da Moldávia. O irmão de Draculea, Radu, o Belo, havia
morrido alguns anos antes e substituído por um candidato ao trono apoiado pelos T
urcos, Basarab, o Velho, membro do clã Danesti. Enquanto o exército de Draculea se a
proximava, Basarab e sua corte fugiram, alguns buscando proteção dos Turcos, outros
para os abrigos das montanhas. Depois de colocarem Draculea de volta ao trono St
ephan Bathory e as outras forças de Draculea voltaram à Transilvânia, deixando a posição tá
ica de Draculea muito enfraquecida. Draculea teve muito pouco tempo para ganhar
apoio antes de um grande exército turco invadisse a Valáquia determinado a devolver
o trono a Basarab. Aparentemente mesmo os plebeus, cansados das depredações do empal
ador, abandonaram-no à sua própria sorte. Draculea foi forçado a lutar contra os Turco
s com pequenas forças à sua disposição, algo em torno de menos de quatro mil homens.
Draculea foi morto em batalha contra os turcos perto da pequena cidade de Bucare
ste em dezembro de 1476. Algumas fontes indicam que ele foi assassinado por burg
ueses valaquianos desleais quando ele estava prestes a varrer os Turcos do campo
de batalha. Outras fontes dizem que Draculea caiu vencido rodeado pelos corpos
dos leais guarda-costas (as tropas cedidas pelo Príncipe Stephen da Moldávia permane
ceram com Draculea mesmo após Stephen Bathory ter voltado à Transilvânia). Outra versão é
a de que Draculea foi morto acidentalmente por um de seus próprios homens no momen
to da vitória.
O corpo de Draculea foi decapitado pelos Turcos e sua cabeça enviada à Constantinopl
a, onde o Sultão a manteve em exposição em uma estaca como prova de que o Empalador es
tava morto.
Ele foi enterrado em Snagov, uma ilha-monastério localizada perto de Bucareste. Em
1931, quando arqueólogos escavaram o túmulo, não encontraram nada, apenas ossos de an
imais, o que contribuiu para o mistério.
Atos de Tortura e Crueldade
Vlad Tepes também era conhecido por sua crueldade, tanto com seus súditos, quanto co
ntra seus inimigos. Referindo-se ao seu título, O Empalador, Tepes era assíduo adept
o dessa prática.
Segundo pesquisas, comprova-se que houve situações em que Tepes mandava empalar famíli
as inteiras, e usava seus principais métodos de tortura contra os soldados de trop
as inimigas. Outra situação conta que mensageiros de Mehmed II foram à corte de Tepes.
O mesmo ordenou que eles tirassem seus turbantes. Contudo eles se recusaram em
referência ao respeito de sua cultura. Com isso, Tepes ordenou que pregassem os tu
rbantes nas cabeças dos mensageiros. Em outra situação Tepes ordenou que fossem empala
dos 200 estudantes que foram à Valáquia apenas para aprimorar o idioma
A Valáquia é uma província histórica da Romênia, que por diversas vezes esteve em luta con
tra as forças do Império Otomano.
Em 1462, o sultão otomano Mehmet II decidiu invadir a Valáquia enfrentando as forças d
e Vlad III.
Antecedentes
Em 1460, sob o reinado de Vlad III, o Empalador, a Valáquia se tornara um país forte
e sua economia havia se desenvolvido de modo a assegurar sua capacidade de resi
stir aos muçulmanos. Vlad havia tomado várias medidas de contenção contra os mercadores,
sobretudo os mercadores saxões, que segundo ele pensava, atrapalhavam o comércio wa
llachiano. Anualmente, para evitar atritos com os turcos, Vlad Draculea pagava t
ributo ao Sultão. Sete anos após a queda de Constantinopla, a Valáquia continuava a se
r uma área disputada. Na época de Vlad Dracul (pai de Vlad Draculea) ela era uma área
neutra, e o próprio Dracul cuidava de fazer um jogo de apaziguamento entre os otom
anos e os húngaros.
No mesmo ano de 1460 os Otomanos, bastante perspicazes, começaram a assediar as fr
onteiras do reino de Vlad III. Aparentemente ele ignorou tais atos até 1461, quand
o acorreu na direção das fronteiras, após vários castelos já terem sido tomados pelos otom
anos. A paciência de Draculea havia se esgotado. Maior mostra disso é o fato dele não
só ter recuperado todos os castelos, por meio de incursões que evitaram as emboscada
s turcas, como também avançou em território turco até a cidade de Giurgiu, onde seus sol
dados entraram disfarçados de turcos. O resultado disso foi a tomada da cidade e o
empalamento dos sobreviventes. O próprio Vlad Draculea descreve, segundo alguns d
ocumentos da época, que matou cerca de 23.000 pessoas, sem contar os que foram mor
tos sem seu testemunho, ou queimando dentro de suas casas.
A decisão é tomada
Em 1462, o Sultão decidiu invadir a Wallachia. As atrocidades de Draculea contra a
s tropas turcas haviam sido a gota d'água. Nesse momento, ele concebeu o plano de
destronar Draculea e colocar seu irmão mais novo, Radu, no seu lugar.
Nas vésperas da invasão, Draculea pedira reforços contra os turcos. Nenhum destes refo
rços prometidos pelos países cristãos que eram inimigos dos turcos, de fato, foi envia
do. Draculea teria que enfrentar, com apenas 30.000 soldados, uma força de cerca d
e 60.000 soldados turcos.
O primeiro embate entre wallachianos e turcos
A invasão foi feita pela travessia do rio Danúbio, que dividia os territórios de ambos
os adversários. Após atravessá-lo, os turcos tiveram seu primeiro contato com as trop
as de Draculea. Inesperado ou não, o ataque de Draculea foi muito bem empregado, e
ele aproveitou ao máximo as condições do terreno que lhe eram favoráveis.
Assim que um certo contingente havia descido dos navios, a cavalaria ligeira de
Draculea os atacou, na tentativa de impedi-los de estabelecer uma cabeça-de-ponte.
Mesmo com todas as vantagens táticas, Draculea foi forçado a recuar para dentro do
país. Isso por que no calor da batalha, o Sultão convocara sua tropa de janízaros, que
, após algumas tentativas, conseguiu estabelecer um ponto de desembarque de sua ar
tilharia. A cavalaria de Draculea não era páreo para os canhões otomanos. Draculea se
retirou após infligir pesadas baixas no lado otomano.
Draculea se retira
Vlad Draculea sabia que nunca poderia enfrentar o exército otomano em uma batalha
em campo aberto. Além disso, ele sabia que não poderia arriscar outro tipo de estratég
ia contra os canhões turcos sem comprometer seu próprio exército, quiçá, destruí-lo. Dracul
a, aliás, sabia exatamente o que fazer.
Nos dias posteriores seriam dias negros para as tropas otomanas recém chegadas. Dr
aculea, com grande resolução, estava disposto a tornar o nome da Wallachia em um nom
e de uma terra calcinada pela sua tática mais brilhante: a tática de terra arrasada.
Após se retirar para dentro da Wallachia, Draculea iniciou sua tática: queimou plant
ações, envenenou fontes e suprimentos de água. Isso impediria em muito o avanço dos turc
os pelo território, já que as tropas medievais não recebiam apoio logístico. Os turcos s
abiam que poderiam passar fome, já que a comida se tornaria escassa. A reputação de Dr
aculea também contribuía para alimentar os temores dos turcos.
Durante o dia, o clima Wallachiano (quente e incómodo) trazia aos turcos uma mostr
a de que a caminhada seria árdua. Durante a noite, o Líder Wallachiano comandava peq
uenas incursões às fileiras turcas, que eram geralmente bem sucedidas em seu objetiv
o: surpreender e matar um bom número de inimigos, antes de partir com poucas baixa
s, senão nenhuma. O estress gerado pela necessidade de estar alerta durante longos
períodos de tempo, causava uma fadiga muito grande nas tropas.
Estas táticas de guerrilha permitiram a Draculea reunir um contingente de cerca de
10.000 homens a cavalo em uma floresta nos arredores da capital, Tirgoviste. No
dia 17 de Junho de 1462, as tropas turcas acamparam nas proximidades. Draculea
conseguira informações importantes sobre as defesas e organização do acampamento por mei
o de prisioneiros que torturara. Assim, durante a noite, ele liderou pessoalment
e um ataque ao acampamento do Sultão, visando sua captura (provavelmente para forçar
o retrocesso das tropas).
A cavalaria de Draculea irrompeu pelo acampamento otomano, e deu contra as tropa
s asiáticas, desbaratando-as.
Os soldados se mantinham em fileiras cerradas. Draculea procurou e identificou a
tenda que supostamente seria a do Sultão. Sua cavalaria se abateu sobre ela, e os
seus defensores conseguiram mantê-la por certo tempo. Depois de muitos ataques, d
escobriu-se que a tenda do sultão era outra. Porém, já era tarde demais: os janízaros já h
aviam se agrupado em torno de tenda certa, e eram praticamente inexpugnáveis.
Draculea recuou novamente, antes que o resto dos soldados entrasse em ação. A popula
ridade do Sultão Mehmet II ficou abalada desde então, pois, ele fugira do acampament
o e só retornara pela manhã. Os números das baixas variam de 7.000 a 50.000, obviament
e um exagero.
O ataque de Vlad tinha sido mal-sucedido, porém, ele já havia preparado uma outra es
tratégia ainda mais perturbadora.
Os turcos retrocedem
Durante a marcha para a capital, os turcos nada imaginavam a respeito do que os
esperava. Em uma faixa de terra de cerca de 3 km por 1 km, Draculea mandara empa
lar cerca de 20.000 pessoas, boa parte prisioneiros turcos. Ao avistar aquela pa
isagem terrível, os turcos receberam um choque que nunca iriam esquecer.
A retirada foi ordenada imediatamente. A cavalaria de Draculea ainda sim não cesso
u seus assédios até ver os turcos passarem pela fronteira.
Radu decide ficar
Mesmo com a derrocada turca, o sultão permitiu que Radu permanecesse em território W
allachiano com um pequeno contingente. Ele pretendia mexer com a mesma arma que
Draculea conhecia bem, que era o medo. Porém, desta vez, para destronar o irmão, ele
recorreu à própria população Wallachiana. É fato que a população estava cansada de guerras
s últimos vinte anos haviam se passado sob a sombra inexorável da guerra, além da figu
ra reinante na Wallachia. Os boiardos, que eram a aristocracia wallachiana, também
apoiaram Radu contra o seu irmão, isso por que haviam sido maltratados e persegui
dos por ele no início de seu reinado. Houve uma guerra civil entre Radu e Draculea
, de onde Draculea saiu perdedor. Um ano após o início da guerra civil, Draculea se
retirava para um castelo no alto dos Montes Cárpatos.
Radu perseguiu o irmão até que isso provocasse o suicídio da esposa de Draculea, por q
ue esta preferira saltar da torre do castelo, a ser humilhada pela captura.
Nos anos seguintes, Draculea forjaria novamente seus planos de retornar para a W
allachia e para o trono que acreditava ser seu por direito.
Vlad
Tepes, "O empalador" (O verdadeiro Drácula) Vlad Tepes, "Vlad o Empalador", (1428-
1476 ) conhecido no mundo inteiro como Drácula, nasceu na cidade-burgo de Sighisoa
ra , onde atualmente se encontra de pé a casa onde nasceu Vlad Tepes; Bucareste. V
lad Tepes, "O empalador", melhor conhecido como "Drácula"(Draculea), palavra que q
uer dizer "O filho do Diabo", devido à crueldade com a qual se caracterizou durant
e sua vida., Vlad Tepes, foi um dos três filhos legítimos de Vlad "O Diabo", príncipe
de Velaquia (antigo principado danubiano, que formo com Moldávia o reino de România)
. O velho Vlad se ganha por méritos próprios o apelido de "Dracul" (O Diabo) pela su
a afamada crueldade e sangue fria e que posteriormente herdaria seu predecessor,
Vlad Tepes. O pai de Vlad Tepes residia ali em uma mansão que hoje ainda se conse
rva (Bran Castle). Vlad Tepes há passado à história pelo seu apelido Drácula (provem de
"Draculea". Vlad Tepes reinou como príncipe de Velaquia em 1448; de 1456 a 1462, e
finalmente em 1476, ano de sua morte). Vlad Tepes teria problemas desde jovem.
A trágica morte de seu pai, que foi executado por Iancu de Hunedoara em 1447, obri
gou ao jovem Vlad Tepes a colocar-se ao lado dos turcos, adversários de Iancu, com
cuja ajuda acedeu ao trono de Velaquia em setembro de 1448, e mesmo que o príncip
e Vladislav II, pretendente ao trono, e apoiado pelos hungareses e a população de or
igem alemã, foi derrotado em Kossovo (ao norte do atual Macedônio junto ao rio do me
smo nome) e só conseguiu conservar o trono umas poucas semanas. Da vida e graça de V
lad Tepes se conhece muito pouco até o ano 1456. Durante estes anos, Vlad Tepes fo
i separando-se dos turcos e estreitando as relações com seu inimigo Iancu de Hunedoa
ra, o que sim era moralmente recusável, era sem embargo muito prático. Este repentin
o virada político se manifestava só em uma coisa: o desejo para Vlad Tepes de voltar
a reinar em Velaquia. Vlad Tepes seguia atenciosamente as crescentes desavenças e
ntre Vladislav e Iancu até que no dia 23 de abril de 1452, Iancu iniciava a guerra
, arrebatando a sua rival as cidades e propriedades que possuía em Transilvânia, cir
cunstância que aproveitou Vlad Tepes para oferecer-se ao vencedor como pretendente
ao governo destas, solicitando sua ajuda e prometendo lhe uma "fidelidade inque
brantável". Vlad Tepes, desejando conservar seu trono, solicitou e obteve o comand
o de um pequeno exército aproveitando a intervenção na guerra do monarca hungarês Ladisl
ao V de Habsburgo, Arquiduque da Áustria e Rei de Boêmia, que via ameaçados seus inter
esses na região. No ano 1459, Vlad Tepes ordenou empalar a alguns rebeldes destaca
dos e arrojar ao fogo a outros, sendo este o macabro e tortuoso início de sua carr
eira de crueldades. Consolidado seu trono, Vlad Tepes se alçou contra os turcos ao
s quais não lhes pagava os tributos que estes exigiam há três anos. Animado pelo suces
so, Vlad Tepes se passou à margem direita do Danúbio, incendiando e saqueando após der
rotar as tropas turcas. Vlad Tepes, tinha como castigo favorito para o empalar a
seus inimigos, o qual, lhes fazia sofrer uma horrível morte lenta e dolorosa. Vla
d Tepes não podia opor mais de dez mil homens e recorrer a táticas como a guerrilha,
a tão recorrida tática contra forças mais numerosas que utilizaria vercingétorix contra
Julio César, o exército Vietnamita ou a resistência espanhola contra Napoleão, e a "ter
ra queimada" (primavera / verão de 1462). As circunstâncias que permitiram a Vlad Te
pes, livrar-se da prisão não estão muito claras, mas é sabido que tomou parte na batalha
de Vaslui (na região de Jashi, Moldávia), no dia 10 de Janeiro de 1475, fazendo par
te do contingente enviado pelo Rei da Hungria ao príncipe transilvano Esteban Báthor
y contra os turcos. O curioso e por outro lado certo, é que Vlad Tepes voltava a o
cupar seu trono no dia 11 de Novembro de 1476. Semanas mas tarde, os turcos surp
reenderam a Vlad Tepes desprevenido com uma escolta de só duzentos homens (dos qua
is só sobreviveram dez para contá-lo) e lhe deram morte. A cabeça de Vlad Tepes foi en
viada a Istambul e exibida publicamente. O lugar oficial do enterro de Vlad Tepe
s é o mosteiro de Snagov, no lago Snagov, perto de Bucareste. Bram Stoker, o conhe
cido autor da obra "Drácula" se inspirou no personagem de Vlad Tepes, e é o fator pr
incipal da popularidade mundial deste personagem. A derruba de Vlad Tepes, onde
se diz que encontraram um corpo decapitado e ricamente vestido. Lhe sucedeu seu
irmão Randu, que reino até setembro de 1500. Bram Stoker baseou sua novela Dracula (
publicado em 1897) sobre a figura histórica de Vlad Tepes. O que sabia Stoker sobr
e a vida e as atrocidades de Vlad Tepes é confuso, certamente ele estava inteirado
de Vlad somente de uma referência em um livro da história obtido da biblioteca de W
hitby. Em qualquer acontecimento, Drácula de Bram Stoker lhe ajudou enormemente a
popularizar a região e a fazer de Vlad Tepes uma das figuras medievais muito bem
conhecidas que viveram eternamente.
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Vlad Tepes, ou Vlad Drácula, mais exatamente Vlad III, tem uma ínfima ligação com os vam
piros. Embora Vlad tenha sido usado como modelo para o personagem de Stocker, Drác
ula, a história de Vlad não tem relação alguma com alguma criatura sobrenatural.
Vlad Drácula tem sido tão confundido com a moderna lenda que é difícil ignorá-lo, mas com
a razão de corrigir o conceito popular sobre esta personagem tão desconhecida. Todos
sabem quem Vlad Drácula foi, ou ao menos pensam que sabem. De acordo com a opinião
popular, Vlad Drácula, também conhecido como Vlad o Empalador (Tepes), foi um príncipe
no país da Transilvânia durante o século XV. Por causa de sua extrema crueldade, ele
ficou conhecido como Drácula, que significa "filho do diabo". Ele era tão diabólico qu
e as pessoas acreditavam que ele era um vampiro, ou pelo menos tinha um acordo c
om o diabo, então Stocker usou ele como modelo para sua ficção de vampiro. Embora Stoc
ker tenha usado Vlad parcialmente como base de caráter no seu livro, e enquanto Vl
ad foi excepcionalmente cruel, o resto de sua "biografia" é tão fictício quanto o livr
o de Stocker. Vlad III, como ele deveria ser chamado, já que nem Tepes nem Drácula são
nomes ou títulos verdadeiros, foi um personagem real. O termo "Drácula", que origin
almente não significa "filho do diabo", mas "filho do Dragão", veio de seu pai, que
era filho de um Cavaleiro da Ordem do Dragão. Vlad II era chamado "Dracul", que si
gnifica "Dragão". Vlad III, seu filho, era chamado "Drácula".
A confusão da terminologia cresceu por causa da palavra alemã "Drache", ou Dragão, que
foi o título de Vlad II, e similar à palavra Romana "Drac", que pode significar dra
gão ou diabo (considerando as ações depois da vinda do poder de Vlad III, "filho do Di
abo" o que é mais apropriado para seu nome.) Ele viveu de 1431 a 1476. Na realidad
e, ele não foi o governante da Transilvânia. Ele foi de fato o governante de uma reg
ião vizinha conhecida como Valáquia. Originalmente parte do Império Romano conhecido c
omo Dacia, estas áreas estavam sobre o controle da Hungria em torno do século XI. El
es nunca foram um país independente, exceto por um pequeno período. Eles estavam alt
ernadamente sobre o controle da Hungria e do Império Otomano até o século XVI, quando
os Turcos Otomanos tomaram o controle da região. Em 1699 o poder do Império Otomano
diminui e eles voltaram de novo a ficar sobre o controle da Hungria. Valáquia apar
eceu como uma entidade separada no final do século XIII, muita confusão deixada para
trás com a queda do império Bizantino (leste de Roma). O primeiro governante da Valáq
uia foi Basarab o Grande, descendente de Vlad III.
A independência da Valáquia foi uma grande ilusão. Estava quase independente quando po
r algum motivo voltaram os conflitos. Sem assistência militar externa, a Valáquia não
tinha meios de resistir a grande invasão. Enquanto esta parte da história européia se
torna fascinante lendo, estamos particularmente envolvidos com um indivíduo, Vlad
III, ou Drácula, então deixaremos de lado a intriga política, batalhas e alianças das pr
ovíncias na região e concentraremos nosso foco em Vlad. Vlad nasceu numa cidade da T
ransilvânia chamada Sighisoara em 1431 enquanto seu pai, Vlad II, estava vivendo e
xilado. Vlad II estava tentando conseguir apoio para ter de volta o trono de Valáq
uia de Alexandru I. Nada mais se sabe sobre a infância de Vlad III. Ele teve dois
irmãos, Mircea e Radu. Sua educação primária foi dada por sua mãe. Sua verdadeira educação
o mais tarde, após seu pai recuperar o trono, eliminando Alexandru. Sua educação fora
típica para a época. Foi-lhe transmitido elementos que o tornariam um perfeito caval
eiro cristão, incluindo combate pessoal, coisas relacionadas com a guerra, táticas,
etc. Mesmo depois de Vlad II ter retornado ao trono, a situação da Valáquia era instável
. O Império Otomano foi tornando-se forte enquanto que o Império Bizantino entrava e
m declínio. O Império Turco varreu os territórios Bizantinos. Vlad II, como seu pai Mi
rcea, fora forçado a pagar tributo ao sultão e tentou precariamente balancear o cres
cimento dos poderosos estados de um lado da Hungria, e do império Otomano de outro
. Vlad III tentou se manter neutro quando os Turcos invadiram a Transilvânia em 14
42. Os Turcos venceram. Vlad não ajudou a Hungria contra os Turcos, Vlad e sua famíl
ia foram forçados a se exilar da Valáquia, e Basarab II acabou por ocupar o trono.
Em 1443, Vlad retomou o trono com a ajuda dos Turcos, na condição de pagar um tribut
o, mas enviaria os garotos de Valáquia para se juntar aos Janissaries (soldados qu
e faziam a guarda do sultão). Entre esses garotos, incluíram seu filho, Vlad III, qu
e permaneceu como prisioneiro dos Turcos ate 1448. Em 1444, o rei da Hungria env
iou uma cruzada contra os Turcos com o objetivo de tirá-los do leste da Europa. Es
te ataque foi liderado por John Hunyadi, o mesmo comandante que depôs Vlad II de V
aláquia por não apoiá-los durante a invasão turca anteriormente. Hunyadi exigiu que Vlad
II os apoiasse nesta cruzada contra os Turcos. Mas Vlad II enviou seu filho, Mi
rcea,em seu lugar, na esperança de que se ele não participasse, o sultão não prejudicari
a seus dois filhos, incluindo Vlad III, que ainda era mantido prisioneiro. A cru
zada foi terrível, seu exército foi completamente destruído pelos Turcos, assim como n
a Batalha de Varna. John Hunyadi escapou e muitos o culparam pela derrota. Hunya
di se tornou hostil com Vlad II e sua família. Em 1447, Vlad II foi assassinado e
seu filho Mircea foi enterrado vivo, enquanto Hunyadi colocou seu próprio filho no
trono de Valáquia, Vladislav II. Os Turcos soltaram Vlad III quando souberam que
Vlad II tinha sido morto. Com a ajuda dos Turcos, Vlad III conseguiu ter o trono
de Valáquia, mas por pouco tempo. Em dois meses, Hunyadi forçou a entregar o trono
e fugir para Moldavia, Bogdan, primo de Vlad, foi assassinado, e a agitação política f
orçou Vlad a fugir da Transilvânia e procurar proteção do mesmo homem que o havia feito
ir embora, Hunyadi.
O tempo foi perfeito, pois o marionete de Hunyadi, Vladilav II, havia se voltado
a favor dos Turcos, e Hunyadi precisava de alguém de confiança no trono de Valáquia.
Ele aceitou a aliança do filho de seu inimigo e colocou-o no trono. Vlad III torno
u-se vassalo de Hunyadi e aguardou até que a oportunidade aparecesse para que pude
sse tomar de volta o trono da Valáquia. Ele foi dado às duquesas da Transilvânia, de F
aragas e Almas, onde ele viveu ate 1456. Constantinopla, a sede do Império Bizanti
no, caiu para os Turcos em 1453. O Império Bizantino havia existido desde Constant
ino o Grande e serviu para confrontar as forças armadas turcas e a Europa por quas
e mil anos. Assim Constantinopla caiu., e a Europa se abriu para a invasão das força
s armadas do Império Otomano. Isto chocou a Europa fazendo-os ir contra os turcos,
incluindo Hunyadi. Ele invadia a Turquia Serbia, enquanto Vlad III invadiu a Va
láquia. Hunyadi teve seu futuro duvidoso. Vlad estava sendo forçado a comprar dos Tu
rcos enquanto ele consolidava sua posição. Este foi o início do grande período de Vlad I
II no trono: de 1456 até 1462. Ele fez a cidade de Trigoviste sua capital e constr
uiu um castelo nas Montanhas próximas ao Rio Arges. Ele começou a sua própria guerra c
ontra os Turcos durante aquele período, e obteve certo êxito. Ele se tornou um herói e
tinha habilidade de luta, e sua crueldade fez com que os soldados Turcos o teme
ssem. Mas como vimos anteriormente, a Valáquia não tinha meios de prosseguir a inves
tida contra os Turcos sem a ajuda do rei da Hungria, Matthias Ccovinus, o filho
de John Hunyadi, que o apoiou bem pouco. Também foi neste período que a maioria de s
uas atrocidades o fizeram abominável. Vlad III foi forçado a ir para Transilvânia de n
ovo em 1462 , depois de outra invasão turca. Sua esposa se jogou da torre do caste
lo, ela preferiu isto a ser levadas pelos turcos. Vlad pediu ajuda ao rei, mas o
mesmo em vez disto o colocou na prisão por doze anos. A sua prisão foi aparentement
e agradável, pois aos poucos fora conquistando o rei novamente, e até conheceu e se
casou com uma donzela da família real. Segundo alguns historiadores, a irmã do rei.
Enquanto isso, o irmão de Vlad III, Radu, assumiu trono de Valáquia, com a ajuda dos
turcos. Em 1474, Vlad III tentou de novo retomar o trono. Ajudado pelo príncipe S
tephen Bathory da Transilvânia, ele invadiu a Valáquia. Seu irmão, Radu, havia morrido
alguns anos antes e havia sido sucedido por outro marionete turco, Basarab, o V
elho. Quando os soldados de Vlad III se aproximaram, Basarab e sua partidários fug
iram e Vlad III assumiu finalmente o trono. Mas logo depois, seus guardas fugira
m, deixando Vlad numa situação difícil. Ele não teve muito tempo para conseguir soldados
para ajudá-lo antes que um grande número de soldados turcos se aproximassem e retom
assem o trono para Bassarab. Alguns de seus amigos ajudaram-no; aparentemente co
m repugnância devido à sua crueldade. Ele fora forçado a aceitar a invasão das forças arma
das de um contingente em torno de quatro mil homens.
Ele foi morto numa batalha em Dezembro de 1476.Existem várias histórias em torno de
sua morte. Alguns dizem que foi morto por seus próprios homens. Outros dizem que e
le morreu bravamente lutando contra o impossível. De qualquer maneira, sabe-se que
fora decapitado e sua cabeça enviada para Constantinopla, onde o sultão a tinha pen
durado numa estaca como prova de que o Torturador estava morto. Ele foi enterrad
o em Snagov, um mosteiro localizado perto de Bucharest. Enquanto a historia de V
lad III se torna interessante, lendo-a, ele quase que não tem mais do que o pé de um
a página nos livros de historia, se não fosse seu abominável comportamento enquanto es
tava no trono da Valáquia. Mesmo que o termo "Dracula" significava o "filho do Dra
gão" originalmente, este significando alternando, "filho do diabo" que é muito mais
apropriado. Sem dúvida, Vlad III foi uma das pessoas mais diabólicas e sanguinárias qu
e andou na face da terra. De fato, o personagem de Dracula, escrito por Stocker,
se parece mais com um anjo quando se compara os dois. Enquanto que o Dracula de
Stocker matava suas vítimas ocasionalmente, na vida real Dracula dizimava cidades
inteiras.
Esta época parece ter sido cruel. Torturas de uma forma ou outra, quase que univer
sal, os dois como castigo pelos crimes e infrações morais, mas também extraiam-se "con
fissões" de suspeitos. As pessoas eram executadas nas mais diversas imagináveis de c
rueldade; cozidas vivas, despedaçadas pelos cavalos, eram queimadas vivas, etc. Ma
s mesmo com este clima, o comportamento de Vlad se destacou. Seu sobrenome era T
epes (Empalador). A morte pela perfuração foi uma forma de execução que Vlad III usava c
om mais freqüência. As estacas eram bem arredondadas, não afiadas, e se colocava óleo na
s estacas. Quando a vítima era perfurada, geralmente pelo ânus, os outros órgãos eram de
slocados, sem destruir, para que a vítima vivesse por horas, até mesmo dias em agoni
a excruciante. As estacas as vezes eram feitas em modelos geométricos. Os corpos às
vezes eram deixados nas estacas por meses depois disto. Vlad tinha centenas, as
vezes milhares de pessoas executadas ao mesmo tempo.
Um relatório diz que os soldados Turcos que invadiam voltaram para trás, horrorizado
s quando viram os milhares de corpos se decompondo nas estacas ao longo da marge
m do rio. Num outro relatório, indica que em 1460 Vlad teve dez mil pessoas perfur
adas ao mesmo tempo na cidade de Sibiu na Transilvânia, onde ele viveu. Outro dizi
a que ele teve trinta mil comerciantes e nobres perfurados na cidade de Brasov.
Uma das imagens mais horríveis foi cortando a madeira, mostrando que Vlad festejav
a com a contagem das pessoas na estaca se contorcendo. O empalamento não foi a única
forma de execução e tortura usados por Vlad III. As pessoas às vezes tinham pregos ma
rtelados em suas cabeças ou outras partes do corpo. Braços e pernas eram decepados,
as pessoas eram cegadas. Orelhas e nariz eram cortados. Os órgãos sexuais, especialm
ente das mulheres, eram mutilados. Na lista lia-se como uma enciclopédia de tudo q
ue é horrível e cruel. Qualquer pessoa era sujeita a tortura e morte. Suas vítimas inc
luíam fazendeiros, nobres, comerciantes, príncipes, embaixadores de outros países, pri
sioneiros de guerra; literalmente, qualquer pessoa. Suas vítimas mais comuns eram
os comerciantes e os pequenos nobres de seu próprio país e da Transilvânia, contra que
m ele detinha muito rancor desde o assassinato de seu pai e seus irmãos, pois os m
esmos foram assassinados por esses. Muitas das atrocidades foram aparente tentat
ivas para introduzir seu código moral sobre os cidadãos da Valáquia. As pessoas que se
acredita serem preguiçosas, sem castidade (especialmente mulheres), mentirosos, i
nescrupulosos nos negócios (ou mesmo suspeito de estar sendo) eram sempre executad
os. Mas parece que ele tinha a necessidade de justificar seus atos, e em alguns
casos, os habitantes da vila inteira, homens, mulheres e crianças, foram torturado
s sem razão alguma.
Devemos lembrar que enquanto Vlad III foi inacreditavelmente cruel, muitas desta
s histórias provêem de estudos que são um pouco suspeitos. Como diz o ditado: Os vitor
iosos geralmente escrevem livros de histórias, e os vitoriosos nas batalhas naquel
a área não tinham grande amor por Vlad e sua família. Muitos destes contos tiveram ori
gem na Alemanha, Rússia e Turquia. Fontes que sem dúvida, exageravam a crueldade de
Vlad. Seus amigos o retratavam como um monstro que chacinava inocentes com alegr
ia, enquanto que mais simpáticas fontes o retratavam tão cruel, mas homem justo que
era injustificado em usar métodos extremos para controlar a corrupção e imoralidade. M
as existe bastante acordo entre as fontes para suportar a crença de que muitos dos
eventos narrados acima realmente aconteceram.
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A história de ficção do Drácula, de Bram Stoker narra a saga de um conde que se revolta
contra sua religião depois de perder sua amada. O conde era um homem de extrema fo
rça e de um amor ainda maior. Essa força do amor somada ao ódio contra Deus o transfor
mou na criatura da noite mais temida e conhecida de todos os tempos.
Esse é o conto da fantasia, mas na realidade existiu realmente um Conde que vivia
na Transilvânia sem nenhum escrúpulo e amor. Seu nome era Vlad Tepes IV.
Vlad Tepes IV nasceu na Transilvânia no ano de 1431, na cidade de Sighisoara. Inve
ntou o apelido de Dracul que significava filho daquele que pertencia à Ordem do Dr
agão. Mas, como em romeno Dracul quer dizer Satanás, quando o povo descobriu o que V
lad fazia mudou o nome de filho do Dragão para "filho do Demônio" (em romeno, Drácula)
.
O conde ficou famoso por ter empalado mais de 30.000 pessoas. A técnica de empalação c
onsistia em deitar a pessoa no chão de braços esticados e amarrar seus braços a dois c
avalos. Com uma estaca afiada e suficientemente grande para agüentar o peso da vítim
a ele introduzia a ponta aguda no anus do condenado e puxava os cavalos para fre
nte. Quando a estaca estivesse bem introduzida, soltava os cavalos e enterrava a
estaca na terra. O empalado ia-se enterrando pela estaca abaixo com seu peso até
que lhe atravessasse a boca.
Enquanto durou seu reinado, a ordem e o respeito eram absolutos em seu reino. Ni
nguém se atrevia a cometer crimes com medo de serem empalados.
Segundo a lenda, o Conde gostava de comer ouvindo o gemido de suas vítimas empalad
as. Ele sentia prazem em ver suas vítimas agonizando enquanto jantava. Em seus mom
entos de sadismo, Vlad perguntava se podia fazer alguma coisa pelas vítimas e elas
respondiam que queriam se livrar do sofrimento. Em resposta aos pedidos, o cond
e fechou imediatamente a sala de jantar e, abandonando o recinto, incendiou toda
s as pessoas que estavam lá dentro.
Mais tarde Vlad justificou-se dizendo que apenas fizera aquilo que os pobres lhe
tinham mandado fazer. Libertara-os dos sofrimentos deste mundo.
Certo dia, quando uns embaixadores estrangeiros o vieram visitar, não tiraram o ch
apéu na sua presença. Este lhes perguntou porque é que o não faziam. Os embaixadores dis
seram-lhe que não era costume deles tirar o chapéu na presença de um homem. "Muito bem
. Cabe-me a obrigação de vos manter firmes aos vossos costumes".Disse Vlad, e mandou
que lhes pregassem os chapéus à cabeça.
Vlad também condenava pessoas do seu povo para serem castigadas. Elas podiam ser e
sfoladas, mutiladas, cozidas vivas ou mortas na fogueira. Enquanto passeava pelo
campo reparou num camponês que tinha a camisa rasgada e foi-lhe perguntar se ele
não tinha mulher, ao que este lhe respondeu que sim. Vlad pediu então para este o le
var até ela. Quando chegou perguntou à mulher se ela era saudável e se as colheitas ti
nham sido boas. A mulher respondeu que sim. "Então não ha nenhuma razão para o teu mar
ido andar com a camisa rasgada".Disse-lhe Vlad. E em seguida empalou-a em plena
praça pública como lição a todas as mulheres preguiçosas e que não se interessam pelo marid
.
Mesmo aclamado por toda a Europa por seu sucesso na guerra contra os turcos, a p
opulação não agüentava mais sua tirania e crueldade e falsificaram uma carta dizendo que
ele se voltaria para o lado do inimigo. O conde foi preso e ficou 12 anos tranc
ado em sua cela.
Nesse longo tempo que ficou preso, Vlad fez amizades na prisão com os guardas que
lhe forneciam ratos e pequenos animais para serem empalados, apenas por diversão.
Quando foi solto, Vlad tomou seu trono de volta, mas morreu pouco tempo depois e
m uma batalha com os turcos.
Diz-se que, nos anos 30, numa busca ao tumulo de Drácula, no Mosteiro de Snagov, R
omênia, foram encontrados só ossos de um animal. Poderia o verdadeiro Conde Drácula es
tar vivo?

JS

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