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DIREITO DE EMPRESA

EVOLUÇÃO HISTÓRICA: Conceito e


Objeto do Direito Comercial
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO
COMERCIAL

• O que é o Direito Comercial?

Conjunto sistematizado de normas que


disciplinam o exercício de atividade mercantil.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL

• Quando surgiu o Direito Comercial?

Durante muito tempo as regras que disciplinavam o


exercício de atividade mercantil fizeram parte do
Direito Comum, não sendo possível afirmar a
existência de um Direito Comercial.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL

• Idade Média: renascimento mercantil e


ressurgimento das cidades;
• Monopólio da jurisdição mercantil a cargo
das Corporações de Ofício;
• Aplicação dos usos e costumes pelos
1ª Fase tribunais consulares;
• Codificação privada do direito comercial,
normas pseudossistematizadas;
• Caráter subjetivista: mercantilidade da
relação jurídica pelos seus sujeitos;
• O direito comercial como o direito dos
comerciantes.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL

• Nessa primeira fase do Direito Comercial,


surgiram muitos institutos jurídicos que
conhecemos até os dias de hoje:
a) Títulos de Crédito;
b) Alguns tipos de sociedades;
c) Bancos;
d) Algumas modalidades de contratos.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL

• Idade Moderna: formação dos Estados


Nacionais monárquicos;
• Monopólio da jurisdição a cargo dos
Estados;
• Codificação Napoleônica;
• Bipartição do direito privado;
2ª Fase • A teoria dos atos de comércio como
critério delimitador do âmbito de
incidência do regime jurídico-comercial;
• Objetivação do direito comercial:
mercantilidade da relação jurídica
definida pelo seu objeto.
TEORIA DOS ATOS DE COMÉRCIO –
SISTEMA FRANCÊS

Code de Commerce - (França) -1808

Documento legislativo conhecido como


Código Mercantil Napoleônico

influenciou significativamente as
legislações comerciais de outros países, tais
como:
1) Espanha (1829);
2) Portugal (1833);
3) Código Comercial Brasileiro (1850).
CONCEITO DE ATOS DE COMÉRCIO

Alfredo Rocco, investigando no Direito


Italiano os atos considerados de comércio,
procurou formular um conceito científico
para atos de comércio.

Referido autor conclui que:

“é ato de comércio todo ato que realiza


ou facilita uma interposição de troca”.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO
COMERCIAL

• Teoria dos atos de comércio: Uma de suas


funções essenciais era atribuir, a quem
praticasse os denominados atos de comércio,
a qualidade de comerciante, o que era
pressuposto para aplicação das normas do
Código Comercial.
ATOS DE COMÉRCIO NA
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

Essa teoria foi adotada na nossa


legislação pátria.

Código Comercial do Império do


Brasil, promulgado pela Lei 556, de
25/06/1850.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL

• Inspiração do Code de
Commerce de napoleônico;
Código
Comercial de
• Adoção da Teoria dos atos de
1850 comércio (Sistema Francês);
• Regulamento 737: rol de atos
de comércio.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL
• Comerciante: aquele que exercia a mercancia de forma
habitual, como sua profissão.
• Considerava-se mercancia:
Regulamento 737/1850, art. 19:
(...)
§ 1º A compra e venda ou troca de efeitos móveis ou semoventes
para os vender por grosso ou a retalho, na mesma espécie ou
manufaturados, ou para alugar o seu uso;
§ 2º As operações de câmbio, banco e corretagem;
§ 3º As empresas de fábricas; de comissões; de depósito; de
expedição, consignação, e transporte de mercadorias; de
espetáculos públicos;
§ 4º Os seguros, fretamentos, riscos e quaisquer contratos
relativos ao comércio relativos ao comércio marítimo;
§ 5º A armação e expedição de navios.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL
• As vicissitudes da Teoria dos atos de
comércio:
Não abrangência de todas as atividades
econômicas exercidas no mercado.

Por que atividades como prestação de serviços,


negociação de imóveis e atividades rurais não
eram “atos de comércio”?
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL

• Código Civil Italiano de 1942;


• A unificação formal do direito privado;
• A teoria da empresa como critério
delimitador do âmbito de incidência do
3ª Fase regime jurídico-empresarial (Sistema
Italiano);
• A empresa vista como atividade
econômica organizada.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL
• Surgimento da teoria da empresa e seus
contornos
• Empresa como um fenômeno econômico
poliédrico, com quatro perfis distintos –
Alberto Asquini:
a) O perfil subjetivo;
b) O perfil funcional;
c) O perfil objetivo; e
d) O perfil corpodrativo.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL
• No Brasil, a passagem da teoria dos atos de
comércio para a teoria da empresa se deu de
forma lenta e gradual:

1. Doutrina;
2. Legislação esparsa;
3. Jurisprudência;
4. Código Civil de 2002.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL

• Empresário: aquele que exerce


profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou a circulação de
bens ou de serviços (art. 966, do CC).
Empresa Empresário Estabelecimento
Empresarial
- É atividade - É quem exerce empresa - É o complexo de bens
desenvolvida, algo organizado para
abstrato. exploração de empresa
- Não é sujeito de - É sujeito de direito. - É coisa (objeto do
direito direito)
- Pode ser Pessoa física
(empresário individual) ou
pessoa Jurídica (sociedade
empresária)
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL
• Uso vulgar da expressão empresa:
Aquela EMPRESA está contratando funcionários;
Vou vender a minha EMPRESA, porque ela está
dando prejuízo;
João e José constituíram uma EMPRESA;
Vamos nos encontrar mais tarde na minha
EMPRESA.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL

Pergunta: Por que usar, modernamente, a


expressão direito empresarial em substituição a
expressão Direito Comercial?
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL
Resposta: o direito comercial não cuida apenas
do comércio, mas de toda e qualquer atividade
econômica exercida com profissionalismo,
intuito lucrativo e finalidade de produzir ou
fazer circular bens ou serviços. Dito de outra
forma: o direito comercial, hoje, cuida das
relações empresariais, e por isso alguns têm
sustentado que, diante dessa nova realidade,
melhor seria usar a expressão direito
empresarial.
Autonomia do Direito Empresarial

• O que define a autonomia de um ramo do


Direito é o fato de ele possuir: características,
princípios e institutos jurídicos próprios, e o
direito empresarial possui tudo isso.
Autonomia do Direito Empresarial
• Princípios gerais:
a) Liberdade de iniciativa;
b) Liberdade de concorrência;
c) Garantia e defesa da propriedade privada;
d) Princípio da preservação da empresa.
• Princípios específicos
Autonomia do Direito Empresarial

• Direito Civil: regime geral do Direito Privado;

• Direito Empresarial: regime especial do


Direito Privado.
Fontes do Direito Empresarial
Código Comercial de
1850 (comércio
marítimo

Normas Código Civil de 2002


empresariais (Parte Geral do
Direito Empresarial) • Direito
Falimentar;
Fontes do Legislação esparsa • Direito
Direito (matérias específicas) Societário;
Empresarial • Direito
Cambiário;
Usos e costumes V. art. 8º, VI, da Lei
comerciais 8.934/1994
Projeto de novo Código Comercial
• Discussão sobre a necessidade de um novo
Código Comercial:
a) Tese do Prof. Fábio Ulhoa Coelho:
Valores do direito comercial foram esquecidos
pelos operadores do Direito e precisam ser
urgentemente resgatados;
Edição de um novo Código Comercial, atento à
nova realidade econômica brasileira,
alcançaria esse intento.
Projeto de novo Código Comercial
b) Apresentação do PL 1.572/2011 à Câmara dos
Deputados;

c) Motivos pelos quais novo Código é


necessário:
Corrigir os erros do Código Civil em relação ao
direito empresa;
Defender o livre mercado.
DIREITO CIVIL IV – DIREITO DE
EMPRESA
AULA 2 - REGRAS GERAIS DO DIREITO
DE EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE
2002
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
Introdução
• Código Civil de 2002;
• Tentativa de unificação do direito privado;
• Regras gerais do direito de empresa, com a
adoção da Teoria da Empresa.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Conceito de Empresário
Regra
Adoção de critério material
para enquadramento dos
Teoria da agentes econômicos
empresa Exceção
Adoção de outros critérios
para determinados agentes
econômicos específicos
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Conceito de Empresário:

CC, Art. 966. Considera-se empresário quem


exerce profissionalmente atividade econômica
organizada para a produção ou a circulação de
bens ou de serviços.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002

• Código Civil traz o conceito de empresa?


REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002

• Qual o conceito de Empresa?


REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002

• Elementos indispensáveis à sua


caracterização:
a) Profissionalidade
(atividade habitual, exercida com assunção dos
riscos)
b) Atividade econômica
(atividade exercida com fins lucrativos)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Elementos indispensáveis à sua
caracterização:
c) Organizada
(atividade exercida com articulação dos fatores
de produção: capital, insumos, mão de obra e
tecnologia)
d) Produção ou circulação de bens ou de
serviços (abrangência da teoria da empresa)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
IMPORTANTE!

Empresário individual Sociedade empresária


• Pessoa física que exerce • Pessoa jurídica cujo
individualmente objeto é a exploração
atividade empresarial de atividade
empresarial
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Agentes econômicos excluídos do conceito de
empresário
a) Profissional intelectual (profissional liberal).

CC, Art. 966, Parágrafo único. Não se considera


empresário quem exerce profissão intelectual, de
natureza científica, literária ou artística, ainda com
o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se
o exercício da profissão constituir elemento de
empresa.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Elemento de Empresa

Não são considerados empresários, salvo se o


exercício da profissão constituir elemento de
empresa (organização dos fatores de produção é
mais importante que o trabalho pessoal)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Elemento de empresa:

Enunciado 195 do Conselho de Justiça Federal,


aprovado na III jornada de direito civil.
“A expressão elemento de empresa demanda
interpretação econômica, devendo ser analisada sob
a égide da absorção da atividade intelectual, de
natureza científica, literária ou artística, como um
dos fatores da organização empresarial.”
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Agentes econômicos excluídos do conceito de
empresário
b) Sociedade simples (sociedade uniprofissionais):
CC, Art. 982. Salvo as exceções expressas,
considera-se empresária a sociedade que tem por
objeto o exercício de atividade própria de
empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples,
as demais.

*As sociedades de advogados (arts. 15 a 17 da Lei


8.906/94 – Estatuto da OAB)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Agentes econômicos excluídos do conceito de
empresário
C) Exercente de atividade econômica rural

CC, Art. 971. O empresário, cuja atividade rural


constitua sua principal profissão, pode, observadas
as formalidades de que tratam o art. 968 e seus
parágrafos, requerer inscrição no Registro Público
de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em
que, depois de inscrito, ficará equiparado, para
todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002
* Regra idêntica foi prevista para a sociedade cujo objeto
é a exploração de atividade econômica rural:

CC, Art. 984. A sociedade que tenha por objeto o


exercício de atividade própria de empresário rural e seja
constituída, ou transformada, de acordo com um dos
tipos de sociedade empresária, pode, com as
formalidades do art. 968, requerer inscrição no Registro
Público de Empresas Mercantis da sua sede, caso em que,
depois de inscrita, ficará equiparada, para todos os
efeitos, à sociedade empresária.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Agentes econômicos excluídos do conceito de
empresário

d) Sociedades cooperativas

CC, Art. 982, Parágrafo único.


Independentemente de seu objeto, considera-se
empresária a sociedade por ações; e, simples, a
cooperativa.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE
EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Empresário Individual – Regras fundamentais:

CC, Art. 966. Considera-se empresário quem exerce


profissionalmente atividade econômica organizada
para a produção ou a circulação de bens ou de
serviços.

CC, Art. 972. Podem exercer a atividade de


empresário os que estiverem em pleno gozo da
capacidade civil e não forem legalmente impedidos.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Incapacidade
- arts. 3º e 4º do Código Civil

• Hipóteses excepcionais de exercício individual


de empresa por incapaz

CC, Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de


representante ou devidamente assistido, continuar
a empresa antes exercida por ele enquanto capaz,
por seus pais ou pelo autor de herança.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002

• Impedimentos legais:
- art. 1.011, § 1º, do CC;
- art. 117, X, da Lei 8.112/90;
- art. 36, I, da LC 35/79 (LOMAN);
- art. 44, III, da Lei 8.625/93;
- Art. 29 da Lei 6.880/80.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002

• Duas exceções:

a) Incapacidade superveniente;
b) Herança.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002

CC, Art. 974 (...)


§ 1º Nos casos deste artigo, precederá autorização
judicial, após exame das circunstâncias e dos riscos
da empresa, bem como da conveniência em
continuá-la, podendo a autorização ser revogada
pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes
legais do menor ou do interdito, sem prejuízo dos
direitos adquiridos por terceiros.
§ 2º Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os
bens que o incapaz já possuía, ao tempo da
sucessão ou da interdição, desde que estranhos ao
acervo daquela, devendo tais fatos constar do
alvará que conceder a autorização.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
CC, Art. 974, (...)
§ 3o O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo
das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou
alterações contratuais de sociedade que envolva sócio
incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os
seguintes pressupostos:
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da
sociedade;
II – o capital social deve ser totalmente integralizado;
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o
absolutamente incapaz deve ser representado por seus
representantes legais.
(Incluído pela Lei nº 12.399, de 2011)
DIREITO CIVIL IV – DIREITO
DE EMPRESA
AULA 3 – REGRAS GERAIS DO
DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Registro dos Empresários

CC, Art. 967. É obrigatória a inscrição do


empresário no Registro Público de Empresas
Mercantis da respectiva sede, antes do início
de sua atividade.

• Requisito para a regularidade da atividade


empresarial, não para sua caracterização
(natureza declaratória do registro)
• Exceção: exercentes de atividade
econômica rural – art. 971 do CC.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002

• Profissionais intelectuais, sociedades


simples e cooperativas se registram
onde?
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• Lei do Registro Público de empresas mercantis (Lei
8.934/1994)

Finalidades do registro de empresa (art. 1º da Lei


8.934/1994):

I - dar garantia, publicidade, autenticidade, segurança e


eficácia aos atos jurídicos das empresas mercantis,
submetidos a registro na forma desta lei;
II - cadastrar as empresas nacionais e estrangeiras em
funcionamento no País e manter atualizadas as
informações pertinentes;
III - proceder à matrícula dos agentes auxiliares do
comércio, bem como ao seu cancelamento.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002
• SOCIEDADE EMPRESÁRIA IRREGULAR
Restrições legais:

Por não ser personificada, a sociedade irregular sofre


determinadas restrições:

- Lei 11.101/2005 – arts. 48, 161, 105, IV, 81, 97, § 1º;(art. 48
impossibilidade de requerer falência);
- Lei 8.666/93 – arts. 28, III (Não habilitação para licitações
públicas);
- Lei 8.934/94, art. 33 (Não gozará de proteção ao nome
empresarial);
- Lei 9.279/96, art. 128, Lei de Propriedade Industrial (não
podem requerer o registro de marca).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002

• Registro de Empresários
Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior Estado-
Vinculação membro
SINREM
Órgãos Subordinação
Adm.
DNRC Juntas Comerciais
(Departamento (órgão executor e
Nacional de Registro Sub. Técn. Administrador do
do Comércio) Registro Público de
Empresas Mercantis)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO
CÓDIGO CIVIL DE 2002
• JURISPRUDÊNCIA – STJ
Conflito de competência. Registro de Comércio. As Juntas
Comerciais estão, administrativamente, subordinadas aos
Estados, mas as funções por elas exercidas são de natureza
federal. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo
Federal da 3ª Vara de Londrina – SJ/SP (STJ, 2ª Seção, CC 43.225).
(...) jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça tem decidido
pela competência da Justiça Federal, nos processos em que
figuram como parte a Junta Comercial do Estado, somente nos
casos em que se discute a lisura do ato praticado pelo órgão, bem
como os mandados de segurança impetrados contra seu
presidente (...) (STJ, Resp 678.405/RJ, 3ª Turma, Rel. Min. Castro
Filho, j. DJ 10.04.2006, p. 179)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002
• Atos de registro:
Arquivamento: dos atos constitutivos da sociedade
e do empresário individual.
*E as cooperativas?
Matrícula: refere-se a alguns profissionais
específicos, os auxiliares de comércio (tradutores,
leiloeiros, administradores de armazém-gerais)).
Autenticação: dos instrumentos de escrituração
contábil.
*Diferença entre: auxiliares, prepostos (gerentes, contabilistas
etc) e colaboradores (franquia, representação, distribuição etc).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO CIVIL DE 2002 –
Registro de Empresários
Exceção:
decisão das
Inscrição de empresários JCs quanto aos
individuais, constituição, atos das S/A:
dissolução e alteração atos de
Arquivamento das sociedades transformação,
empresárias incorporação,
fusão e cisão;
atos relativos a
Inscrição dos consórcios e
Atos de profissionais auxiliares grupos de
Registro Matrícula do comércio (ex. sociedades
Leiloeiros, trapicheiros) (Plenários e
Turmas)

Registro de instrumentos Regra: decisão


de escrituração (ex. singular das J.
Autenticação livros empresariais e Comerciais
fichas escriturais) (Presidente ou
Vogal)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários

• Arquivamento (regras importantes):

- Art. 29: publicidade;


- Art. 36: prazo para realização;
- Art. 40: análise feita pela Junta (forma x mérito);
- Art. 41 e 42: decisão colegiada x decisão singular.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários
• Publicidade dos registros

Lei 8.934/1994, Art. 29. Qualquer pessoa, sem


necessidade de provar interesse, poderá
consultar os assentamentos existentes nas
juntas comerciais e obter certidões, mediante
pagamento do preço devido.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários
• Prazo para realização do registro:

Lei 8.934/1994, Art. 36. Os documentos


referidos no inciso II do artigo 32 deverão ser
apresentados a arquivamento na Junta, dentro
de trinta dias contados de sua assinatura, a cuja
data retroagirão os efeitos do arquivamento;
fora desse prazo, o arquivamento só terá eficácia
a partir do despacho que o conceder.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários

Lei 8.934/1994, Art. 41. Estão sujeitos ao regime de decisão


colegiada pelas Juntas Comerciais, na forma desta Lei:
I – o arquivamento:
a) dos atos de constituição de sociedades anônimas, bem
como das atas de assembléias gerais e demais atos, relativos
a essas sociedades, sujeitos ao Registro Público de Empresas
Mercantis e Atividades Afins;
b) dos atos referentes à transformação, incorporação, fusão
e cisão de empresas mercantis;
c) dos atos de constituição e alterações de consórcio e de
grupo de sociedades, conforme previsto na Lei nº 6.404, de
15 de dezembro de 1976;
II – o julgamento do recurso previsto nesta Lei.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários

Lei 8.934/1994, Art. 40. Todo ato, documento ou instrumento


apresentado a arquivamento será objeto de exame do
cumprimento das formalidades legais pela Junta Comercial.
§ 1º Verificada a existência de vício insanável, o requerimento
será indeferido; quando for sanável, o processo será colocado
em exigência.
§ 2º As exigências formuladas pela Junta Comercial deverão
ser cumpridas em até trinta dias, contados da data da ciência
pelo interessado ou da publicação do despacho.
§ 3º O processo em exigência será entregue completo ao
interessado; não devolvido no prazo previsto no parágrafo
anterior, será considerado como novo pedido de
arquivamento, sujeito ao pagamento dos preços dos serviços
correspondentes.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Registro de Empresários
Lei 8.934/1994, Art. 42. Os atos próprios do
Registro Público de Empresas Mercantis e
Atividades Afins, não previstos no artigo anterior,
serão objeto de decisão singular proferida pelo
Presidente da Junta Comercial, por Vogal ou
servidor que possua comprovados conhecimentos
de Direito Comercial e de Registro de Empresas
Mercantis.
Parágrafo único. Os Vogais e servidores habilitados
a proferir decisões singulares serão designados pelo
Presidente da Junta Comercial.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

• Escrituração do Empresário

CC, Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária


são obrigados a seguir um sistema de contabilidade,
mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme
de seus livros, em correspondência com a documentação
respectiva, e a levantar anualmente o balanço
patrimonial e o de resultado econômico.
(...)
§ 2º É dispensado das exigências deste artigo o pequeno
empresário a que se refere o art. 970.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

CC, Art. 970. A lei assegurará tratamento


favorecido, diferenciado e simplificado ao
empresário rural e ao pequeno empresário,
quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

• Obrigações do empresário quanto à


escrituração:
a) Manter um sistema de escrituração contábil
periódico;
b) Levantar, todo ano, dois balanços financeiros: o
patrimonial e o de resultado econômico.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial
• Importância da escrituração:

- art. 178 da Lei 11.101/2005

Art. 178. Deixar de elaborar, escriturar ou autenticar,


antes ou depois da sentença que decretar a falência,
conceder a recuperação judicial ou homologar o plano de
recuperação extrajudicial, os documentos de escrituração
contábil obrigatórios:
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa, se o
fato não constitui crime mais grave.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

• Importância da escrituração:

CP, art. 297, Art. 297. Falsificar, no todo ou em parte,


documento público, ou alterar documento público
verdadeiro:
Pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa.
(...)
§ 2º Para os efeitos penais, equiparam-se a documento
público o emanado de entidade paraestatal, o título ao
portador ou transmissível por endosso, as ações de
sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento
particular.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

Comuns a todos Diário (ou fichas ou


os empresários balancetes)
Obrigatórios Registro de
Especiais a duplicatas, para
alguns quem as emite
empresários
Entrada e saída de
Livros Caixa mercadorias de
Comerciais armazém geral
Estoque Registro de Ações
nominativas para as
Facultativos Razão S/A

Borrador

Conta-Corrente
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial
Situação especial dos microempresários e empresários de pequeno porte
• Não precisam manter um sistema de escrituração e levantar anualmente os balanços
patrimonial e de resultado econômico (art. 179, § 2º, CC).

LC 123/2006: Art. 68. Considera-se pequeno empresário, para efeito de


aplicação do disposto nos arts. 970 e 1.179 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro
de 2002 (Código Civil), o empresário individual caracterizado como
microempresa na forma desta Lei Complementar que aufira receita bruta
anual até o limite previsto no § 1o do art. 18-A.
LC 123/2006, Art. 18-A (...)
§ 1o Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o empresário
individual a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de
2002 (Código Civil), que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário
anterior, de até R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), optante pelo Simples
Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista neste
artigo. Redação dada pela Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de
2011 )
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Sigilo empresarial

• Sigilo empresarial:

CC, Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em


lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob
qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar
diligência para verificar se o empresário ou a
sociedade empresária observam, ou não, em seus
livros e fichas, as formalidades prescritas em lei.

* O sigilo não é absoluto (ex.: art. 1.193, CC)


REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Sigilo empresarial

JURSIPRUDÊNCIA
STF – Súmula 439. Estão sujeitos à fiscalização
tributária ou previdenciária quaisquer livros
comerciais, limitado o exame ao ponto objeto da
investigação.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Sigilo empresarial

• Quebra do sigilo por ordem judicial:

NCPC, Art. 420. O juiz pode ordenar, a requerimento da


parte, a exibição integral dos livros empresariais e dos
documentos do arquivo:
I - na liquidação de sociedade;
II - na sucessão por morte de sócio;
III - quando e como determinar a lei.

NCPC, Art. 421. O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a


exibição parcial dos livros e documentos, extraindo-se
deles a suma que interessar ao litígio, bem como
reproduções autenticadas.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Escrituração empresarial

• Eficácia probatória dos livros Empresariais:

NCPC, Art. 417. Os livros empresariais provam


contra o seu autor, sendo lícito ao empresário,
todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos
em direito, que os lançamentos não correspondem
à verdade dos fatos.

NCPC, Art. 418. Os livros empresariais que


preencham os requisitos exigidos por lei provam a
favor do seu autor no litígio entre empresários.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Nome empresarial

IN/DNRC 104/2007, art. 1º Nome empresarial é


aquele sob o qual o empresário e a sociedade
empresária exercem suas atividades e se
obrigam no atos a elas pertinentes.

- Função subjetiva (individualização) e objetiva


(reputação).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

Nome empresarial ≠ Nome ≠ Marca

Nome empresarial: expressão que identifica o


empresário como sujeito de direitos.

Nome de fantasia: expressão que identifica o título


do estabelecimento.

Marca: expressão que identifica produtos ou


serviços do empresário.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

Espécies de nome empresarial

CC, Art. 1.155. Considera-se nome empresarial a


firma ou a denominação adotada, de
conformidade com este Capítulo, para o
exercício de empresa.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial
• Firma: usada pelos empresários individuais e pelas
sociedades que possuem sócio(s) de responsabilidade
ILIMITADA (arts. 1.156 e 1.157 do CC).

CC, Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída


por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se
quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do
gênero de atividade.

CC, Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de


responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual
somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando
para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão "e
companhia" ou sua abreviatura.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Denominação: usada pelas sociedades em que


todos os sócios possuem responsabilidade
LIMITDADA (art. 1.160 do CC).

CC, Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob


denominação designativa do objeto social,
integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou
"companhia", por extenso ou abreviadamente.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial
Exceções – Podem usar tanto firma quanto
denominação:
• Sociedade limitada (art. 1.158 do CC)
CC, Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar
firma ou denominação, integradas pela palavra final
"limitada" ou a sua abreviatura.

• Sociedade em comandita por ações (art. 1.161


do CC)
CC, Art. 1.161. A sociedade em comandita por
ações pode, em lugar de firma, adotar
denominação designativa do objeto social, aditada
da expressão "comandita por ações".
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

Deve conter o nome


civil do empresário ou Serve de Contrata
dos sócios da assinatura assinando o
sociedade empresária do nome
Firma
e pode conter o ramo empresário empresarial
de atividade
Nome
empresarial
Deve designar o Não serve
Denominação Contrata
objeto da empresa e de
assinando
pode adotar nome assinatura
com nome
civil ou qualquer outra do
civil
expressão. empresário
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Nome empresarial das sociedades


• Empresário individual
Firma • Sociedade em nome Coletivo
• Sociedade em comandita simples

Nome
Denominação • Sociedade anônima
empresarial

• Sociedade limitada
Firma ou
• Sociedade em comandita por
Denominação
ações
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Princípios que norteiam a formação do nome


empresarial:

Lei 8.934/1994, art. 34. O nome empresarial


obedecerá aos princípios da veracidade e da
novidade.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial

• Veracidade:

CC, Art. 1.158. (...)


§ 3o A omissão da palavra "limitada" determina a
responsabilidade solidária e ilimitada dos
administradores que assim empregarem a firma ou
a denominação da sociedade.

CC, Art. 1.165. O nome de sócio que vier a falecer,


for excluído ou se retirar, não pode ser conservado
na firma social.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial
• Novidade:

CC, Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se


de qualquer outro já inscrito no mesmo registro.

CC, Art. 1.166. A inscrição do empresário, ou dos atos


constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas
averbações, no registro próprio, asseguram o uso
exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado.
Parágrafo único. O uso previsto neste artigo estender-se-
á a todo o território nacional, se registrado na forma da
lei especial.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Nome Empresarial
• Proteção ao nome empresarial na jurisprudência
do STJ
Conflitos entre nomes empresariais: é preciso verificar se
a colidência entre os nomes pode acarretar confusão aos
consumidores, permitir captação de clientela ou acarretar
abalo de crédito.
Conflitos entre nome empresarial e marca: aplicam-se
inicialmente os princípios da territorialidade (nome
empresarial) e da especialidade (marca). Caso a aplicação
desses princípios não seja suficiente, aplica-se o princípio
da territorialidade.
DIREITO CIVIL IV – DIREITO DE
EMPRESA
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA
NO CÓDIGO CIVIL DE 2002 –
Estabelecimento Empresarial
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial

• Estabelecimento Empresarial

Conceito:

CC, Art. 1.142. Considera-se estabelecimento


todo complexo de bens organizado, para
exercício da empresa, por empresário, ou por
sociedade empresária.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial

• Mercadorias
• Instalações
Bens corpóreos • Equipamentos
ou materiais • Veículos etc.
Estabelecimento
empresarial • Marcas
Bens
• Patentes
incorpóreos ou • Direitos
imateriais • Ponto
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial

• Natureza jurídica:

CC, Art. 1.143. Pode o estabelecimento ser


objeto unitário de direitos e de negócios
jurídicos, translativos ou constitutivos, que
sejam compatíveis com a sua natureza.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial

• Fundo de comércio ou aviamento

Ao organizar o estabelecimento, o empresário


agrega aos bens reunidos um sobrevalor. Isto é,
enquanto esses bens permanecem articulados
em função da empresa, o conjunto alcança, no
mercado, um valor superior à simples soma de
cada um deles em separado.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial
• Contrato de trespasse

CC, Art. 1.144. O contrato que tenha por objeto a


alienação, o usufruto ou arrendamento do
estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros
depois de averbado à margem da inscrição do
empresário, ou da sociedade empresária, no Registro
Público de Empresas Mercantis, e de publicado na
imprensa oficial.
CC, Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens
suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da
alienação do estabelecimento depende do pagamento de
todos os credores, ou do consentimento destes, de modo
expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua
notificação
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial

• Sucessão empresarial

CC, Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento


responde pelo pagamento dos débitos anteriores à
transferência, desde que regularmente
contabilizados, continuando o devedor primitivo
solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a
partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação,
e, quanto aos outros, da data do vencimento.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial

• Sucessão trabalhista

- Art. 448 da CLT: mudanças na propriedade da


empresa não afetam o contrato de trabalho.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial
• Sucessão tributária

CTN, Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito


privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo
de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou
profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a
mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome
individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou
estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do
comércio, indústria ou atividade;
II - subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir
na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da
data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro
ramo de comércio, indústria ou profissão.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial
• Lei 11.101/2005 – Lei de falência e recuperação de
empresas

- Arrematação de Estabelecimento em processo de


recuperação judicial

LF, Art. 60. Se o plano de recuperação judicial aprovado


envolver alienação judicial de filiais ou de unidades
produtivas isoladas do devedor, o juiz ordenará a sua
realização, observado o disposto no art. 142 desta Lei.
Parágrafo único. O objeto da alienação estará livre de
qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas
obrigações do devedor, inclusive as de natureza
tributária, observado o disposto no § 1o do art. 141 desta
Lei.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial
• Lei 11.101/2005 – Lei de falência e recuperação de
empresas

- Arrematação de Estabelecimento em processo de


falência

LF, Art. 141. Na alienação conjunta ou separada de


ativos, inclusive da empresa ou de suas filiais,
promovida sob qualquer das modalidades de que trata
este artigo:
§ 2o Empregados do devedor contratados pelo
arrematante serão admitidos mediante novos
contratos de trabalho e o arrematante não responde
por obrigações decorrentes do contrato anterior.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial

• Cláusula de não concorrência ou de não


restabelecimento

CC, Art. 1.147. Não havendo autorização


expressa, o alienante do estabelecimento não
pode fazer concorrência ao adquirente, nos
cinco anos subseqüentes à transferência.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial
• Proteção ao ponto de negócio:

Muitas vezes, o empresário não é o proprietário


do imóvel onde exerce sua atividade. Ele pode,
porém, ser o titular do ponto, caso em que
receberá especial proteção do ordenamento
jurídico, consistente no direito de obter a
renovação compulsória do contrato de aluguel.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial
• Direito de inerência ao ponto

Ponto é o local em que se encontra o


Estabelecimento Empresarial. A proteção jurídica
do ponto decorre de sua importância para o
sucesso da empresa.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial

Lei 8.245/1991, Art. 51. Nas locações de imóveis


destinados ao comércio, o locatário terá direito a
renovação do contrato, por igual prazo, desde que,
cumulativamente:
I - o contrato a renovar tenha sido celebrado por
escrito e com prazo determinado;
II - o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma
dos prazos ininterruptos dos contratos escritos seja
de cinco anos;
III - o locatário esteja explorando seu comércio, no
mesmo ramo, pelo prazo mínimo e ininterrupto de
três anos.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial

• Ação renovatória

O direito à renovação compulsória do contrato de


locação empresarial é exercido pelo locatário,
através de uma ação judicial específica: a
renovatória.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial

• Ação renovatória

- Atendimento dos requisitos (art. 51 da LL);


- Cumprimento do Contrato (inclusive o
pagamento de impostos e taxas);
- Proposta com as condições oferecidas para
renovação (art. 71 da LL).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial

• Contestação do locador:

O mérito da contestação do locador pode ter três


fundamentos:
a) Desatendimento dos requisitos;
b) Perda do prazo decadencial (deve ser proposta
nos primeiros 6 meses do último período anual
de vigência do contrato (art. 5º. § 5º da LL);
c) Exceção de retomada;
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial

• Exceção de retomada:

Direito de inerência ao ponto (renovação


compulsória prevista na LL) versus Direito de
propriedade (assegurado no art. 5º, XXII da CF).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial
• Exceção de retomada:
Algumas hipóteses em que a LL resolve em favor do locador,
no caso de oposição de interesses, não reconhecendo o
direito de inerência ao ponto (arts. 52 e 72, II e III da LL):
a) Realização de obras no imóvel, que importem sua radical
transformação, por exigência do Poder Público;
b) Reformas no imóvel, que o valorizem, pretendidas pelo
locador;
c) Insuficiência da proposta apresentada pelo locatário, na
ação renovatória;
d) Proposta melhor de terceiros;
e) Transferência de estabelecimento existente há mais de 1
ano, pertencente ao cônjuge, ascendente ou
descendente do locador, ou a sociedade por ele
controlada;
f) Para uso próprio.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial

• Indenização do Ponto
Pressupostos:
a) Caracterização como locação empresarial
(atendimento dos requisitos formal, temporal e
material (art. 51 da LL);
b) Ajuizamento da ação renovatória dentro do
prazo;
c) Acolhimento da exceção de retomada;
d) Comprovação de prejuízos e perdas de lucros
cessantes.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Ponto empresarial
• Hipóteses em que o locatário empresário poderá pleitear
indenização:
a) A proposta de terceiro não foi mais vantajosa (art. 52, § 3º
da LL);
b) ou se o locador, no prazo de três meses da entrega do
imóvel, não der o destino alegado ou não iniciar as obras
determinadas pelo Poder Público ou que declarou
pretender realizar (art. 52, § 3º da LL);
c) Não prorrogação da locação por motivo de proposta mais
vantajosa de terceiro (art. 72, III c/c art. 75 da LL);
d) Exploração, no imóvel, da mesma atividade do locatário
pelo locador ou terceiro.

* LL, art. 52. (...)


§ 1º Na hipótese do inciso II, o imóvel não poderá ser destinado ao uso do
mesmo ramo do locatário, salvo se a locação também envolvia o fundo de
comércio, com as instalações e pertences.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial

Lei 8.245/1991, Art. 52. O locador não estará


obrigado a renovar o contrato se:
I - por determinação do Poder Público, tiver que
realizar no imóvel obras que importarem na sua
radical transformação; ou para fazer modificações
de tal natureza que aumente o valor do negócio ou
da propriedade;
II - o imóvel vier a ser utilizado por ele próprio ou
para transferência de fundo de comércio existente
há mais de um ano, sendo detentor da maioria do
capital o locador, seu cônjuge, ascendente ou
descendente.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – Estabelecimento Empresarial
LL, Art. 72. A contestação do locador, além da
defesa de direito que possa caber, ficará adstrita,
quanto à matéria de fato, ao seguinte:
I – não preencher o autor os requisitos
estabelecidos nesta Lei;
II – não atender, a proposta do locatário, o valor
locativo real do imóvel na época da renovação,
excluída a valorização trazida por aquele ao ponto
ou lugar;
III – ter proposta de terceiro para a locação, em
condições melhores;
IV – não estar obrigado a renovar a locação (incisos
I e II do artigo 52).
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI
CC, Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I - as associações;
II - as sociedades;
III - as fundações.
IV - as organizações religiosas; (Incluído pela Lei nº 10.825, de
22.12.2003)

V - os partidos políticos. (Incluído pela Lei nº 10.825, de


22.12.2003)

VI - as empresas individuais de responsabilidade


limitada. (Incluído pela Lei nº 12.441, de 2011)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI

CC, Art. 1.033. Dissolve-se a sociedade quando


ocorrer:
(...)
IV - a falta de pluralidade de sócios, não
reconstituída no prazo de cento e oitenta dias;
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI

CC, Art. 1.033. (...)

Parágrafo único. Não se aplica o disposto no inciso


IV caso o sócio remanescente, inclusive na hipótese
de concentração de todas as cotas da sociedade sob
sua titularidade, requeira, no Registro Público de
Empresas Mercantis, a transformação do registro da
sociedade para empresário individual ou para
empresa individual de responsabilidade limitada,
observado, no que couber, o disposto nos arts.
1.113 a 1.115 deste Código. (Redação dada pela Lei nº
12.441, de 2011)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI

• Disciplina da EIRELI dada pela Lei 12.441/2011

CC, Art. 980-A. A empresa individual de


responsabilidade limitada será constituída por uma
única pessoa titular da totalidade do capital social,
devidamente integralizado, que não será inferior a
100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no
País. (Incluído pela Lei nº 12.441, de 2011)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI
§ 1º O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da
expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da
empresa individual de responsabilidade limitada. (Incluído
pela Lei nº 12.441, de 2011) (Vigência)
§ 2º A pessoa natural que constituir empresa individual de
responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma
única empresa dessa modalidade. (Incluído pela Lei nº 12.441,
de 2011) (Vigência)
§ 3º A empresa individual de responsabilidade limitada
também poderá resultar da concentração das quotas de outra
modalidade societária num único sócio, independentemente
das razões que motivaram tal concentração. (Incluído pela Lei
nº 12.441, de 2011) (Vigência)
§ 4º ( VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.441, de 2011)
(Vigência)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI

§ 5º Poderá ser atribuída à empresa individual de


responsabilidade limitada constituída para a prestação de
serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente
da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de
imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o
titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade
profissional. (Incluído pela Lei nº 12.441, de 2011)
(Vigência)
§ 6º Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade
limitada, no que couber, as regras previstas para as
sociedades limitadas. (Incluído pela Lei nº 12.441, de
2011) (Vigência)
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI
• Enunciados da V Jornada de Direito Civil do CJF:

468) Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade


limitada só poderá ser constituída por pessoa natural.

469) Arts. 44 e 980-A. A empresa individual de


responsabilidade limitada (EIRELI) não é sociedade, mas novo
ente jurídico personificado.

470) Art. 980-A. O patrimônio da empresa individual de


responsabilidade limitada responderá pelas dívidas da pessoa
jurídica, não se confundindo com o patrimônio da pessoa
natural que a constitui, sem prejuízo da aplicação do instituto
da desconsideração da personalidade jurídica.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI

471) Os atos constitutivos da EIRELI devem ser arquivados


no registro competente, para fins de aquisição de
personalidade jurídica. A falta de arquivamento ou de
registro de alterações dos atos constitutivos configura
irregularidade superveniente.

472) Art. 980-A. É inadequada a utilização da expressão


“social” para as empresas individuais de responsabilidade
limitada.

473) Art. 980-A, § 5º. A imagem, o nome ou a voz não


podem ser utilizados para a integralização do capital da
EIRELI.
REGRAS GERAIS DO DIREITO DE EMPRESA NO CÓDIGO
CIVIL DE 2002 – EIRELI

• Exigência de capital mínimo:

- ADIn 4.637: questiona perante o STF a


constitucionalidade do art. 980-a, caput do
CC, que fixa um capital mínimo (igual ou
superior a 100 vezes o valor do maior salário
mínimo vigente no país) para a constituição da
EIRELI.
DIREITO CIVIL IV – DIREITO DE
EMPRESA
Aula 6 – DIREITO SOCIETÁRIO:
Introdução, classificação e regras
gerais
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Conceito de Sociedades:

São pessoas jurídicas de direito privado,


decorrentes da união de pessoas, que possuem
fins econômicos, ou seja, são constituídas com a
finalidade de exploração de uma atividade
econômica e repartição de lucros entre seus
membros.
DIREITO SOCIETÁRIO – Introdução
• Necessidade de Constituir uma Sociedade –
Fatores:
- Questões econômicas;
- Habilidade pessoais;
- Responsabilidade.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Elementos para formação de uma sociedade:

- Pluralidade de sócios;
- Affectio societatis.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Personalização das sociedades empresárias:

- Início da personalização da sociedade empresária


(art. 985, CC);
- Efeitos:
1) Titularidade e capacidade negocial;
2) Titularidade e capacidade processual;
3) Responsabilidade patrimonial.

- Fim da personalização – dissolução.


DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Estudo das sociedades

Classificações importantes:
- Sociedades simples x sociedades empresárias
- Sociedades contratuais x sociedades
institucionais
- Sociedades de pessoas x sociedades de capital
- Sociedades ilimitada, limitada e mista
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Sociedade unipessoal (art. 981 do CC)

CC, Art. 981. Celebram contrato de sociedade as


pessoas que reciprocamente se obrigam a
contribuir, com bens ou serviços, para o
exercício de atividade econômica e a partilha,
entre si, dos resultados.

* EIRELI (Lei 12.441/2011)


DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Sociedades entre cônjuges (art. 977 do CC)

CC, Art. 977. Faculta-se aos cônjuges


contratar sociedade, entre si ou com
terceiros, desde que não tenham casado no
regime da comunhão universal de bens, ou
no da separação obrigatória.
DIREITO SOCIETÁRIO

TIPOS DE SOCIEDADE
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Sociedades não personificadas:

- Sociedade em comum (art. 986 a 990 do CC)

- Sociedade em conta de participação (art. 991


a 996 do CC)
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Comum
• Sociedade em Comum

CC, Art. 986. Enquanto não inscritos os atos


constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por
ações em organização, pelo disposto neste
Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que
com ele forem compatíveis, as normas da
sociedade simples.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Comum
• Prova da existência da sociedade em comum

CC, Art. 987. Os sócios, nas relações entre si ou


com terceiros, somente por escrito podem
provar a existência da sociedade, mas os
terceiros podem prová-la de qualquer modo.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Comum
• Patrimônio especial da sociedade em comum

CC, Art. 988. Os bens e dívidas sociais


constituem patrimônio especial, do qual os
sócios são titulares em comum.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Comum
• Responsabilidade patrimonial

CC, Art. 989. Os bens sociais respondem pelos


atos de gestão praticados por qualquer dos
sócios, salvo pacto expresso limitativo de
poderes, que somente terá eficácia contra o
terceiro que o conheça ou deva conhecer.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Comum
• Responsabilidade dos sócios

CC, Art. 990. Todos os sócios respondem


solidária e ilimitadamente pelas obrigações
sociais, excluído do benefício de ordem, previsto
no art. 1.024, aquele que contratou pela
sociedade.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Comum
• Benefício de Ordem

CC, Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios


não podem ser executados por dívidas da
sociedade, senão depois de executados os bens
sociais.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Conta de Participação
SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO
• Natureza Jurídica:
Apesar de o Código Civil considerá-la como uma
sociedade sui generis regular não personificada,
é, na verdade, um contrato de participação (de
investimento) ou de parceria provisória não
sujeito a registro.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Conta de Participação
SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO
• Conceito:
É a que, não tendo personalidade jurídica, nem
existência perante terceiros (res inter alios acta), se
constitui pelo sócio ostensivo, que, por entrar com
o capital e trabalho, pratica, em seu nome
individual, atos de gestão, adquirindo direitos e
assumindo obrigações com terceiros, respondendo
pessoal e ilimitadamente pelos débitos sociais e
pelos sócios participantes, que contribuem apenas
com o capital, participando dos lucros e das perdas,
podendo por isso exigir prestação de contas.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Conta de Participação
• Sociedade em Conta de Participação

CC, Art. 991. Na sociedade em conta de


participação, a atividade constitutiva do objeto
social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo,
em seu nome individual e sob sua própria e
exclusiva responsabilidade, participando os demais
dos resultados correspondentes.
Parágrafo único. Obriga-se perante terceiro tão-
somente o sócio ostensivo; e, exclusivamente
perante este, o sócio participante, nos termos do
contrato social.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Conta de Participação
• Características:
- Inexistência como pessoa jurídica;
- Ausência de firma social;
- Falta de titularidade negocial e processual;
- Impossibilidade de sujeição à falência e de
efetuar requerimento pedindo falência;
- Liquidação processada por via de prestação de
contas.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em Conta de
Participação
• Sócios:
a) Sócio ostensivo Empreendedor que entra
com capital e atividade laborativa, logo é quem
pratica, usando sua firma individual, os atos
necessários e efetiva negócios com terceiros,
assumindo pessoalmente, obrigações e riscos,
respondendo ilimitadamente.
b) Sócio participante É o investidor, tendo
participação restrita à entrega de capital para
consecução do fim social, com direito de obter,
ao final, parcela dos resultados financeiros ou
sociais do empreendimento.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em Conta de
Participação
• Efeitos jurídicos:

- Efeitos interna corporis, isto é, entre o sócio


ostensivo e o participante, não alcançando
terceiro, que só se vincula com o sócio ostensivo.
- Registro de seu ato constitutivo não lhe conferirá
personalidade jurídica, pois apenas formalizará
sua constituição (CC, art. 993).
- Patrimônio especial formado pela contribuição
do sócio participante e do sócio ostensivo, mas
que só produzirá efeitos entre sócios (CC, art.
994, § 1º).
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em Conta de
Participação
• Responsabilidade dos sócios:
- Sócio ostensivo é pessoal, direta e ilimitada;
- Sócio participante*, por ser o investidor, não terá
qualquer responsabilidade perante terceiro, mas
poderá fiscalizar a gestão do sócio ostensivo e
mover ação de prestação de contas contra ele.

* Se o sócio participante vier tomar parte de


negociação de sócio ostensivo, passará a responder
com ele, solidariamente, pelas obrigações assumidas
com sua intervenção (CC, art. 993, § único).
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Conta de Participação
• Constituição e prova de sua existência

CC, Art. 992. A constituição da sociedade em


conta de participação independe de qualquer
formalidade e pode provar-se por todos os
meios de direito.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Conta de Participação
• Registro da Sociedade em Conta de
Participação

CC, Art. 993. O contrato social produz efeito


somente entre os sócios, e a eventual inscrição
de seu instrumento em qualquer registro não
confere personalidade jurídica à sociedade.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade em
Conta de Participação
• Nome empresarial

CC, Art. 1.162. A sociedade em conta de


participação não pode ter firma ou
denominação.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Sociedades personificadas:

- Autonomia patrimonial das pessoas jurídicas


(art. 1.024 do CC)

- Desconsideração da personalidade jurídica


(art. 50 do CC)
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução

CC, Art. 983. A sociedade empresária deve


constituir-se segundo um dos tipos regulados
nos arts. 1.039 a 1.092; a sociedade simples
pode constituir-se de conformidade com um
desses tipos, e, não o fazendo, subordina-se às
normas que lhe são próprias.
DIREITO SOCIETÁRIO – Tipos societários
• Sociedades (tipos):

- Sociedade simples pura (CC, art. 997 a 1.038);

- Sociedade em nome coletivo (CC, art. 1.039 a 1.044);


- Sociedade em comandita simples (CC, art. 1.045 a 1.051);
- Sociedade limitada (CC, art. 1.052 a 1.087);
- Sociedade anônima (CC, art. 1.088 a 1.089 e a LSA);
- Sociedade em comandita por ações (CC, art. 1.090 a
1.092 e a LSA);

- Sociedades Cooperativas (Lei nº 5.764/71 e CC, art. 1.093 a


1.096)
DIREITO SOCIETÁRIO
• Contrato social:

CC, Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular


ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes, mencionará:
I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e residência dos sócios, se
pessoas naturais, e a firma ou a denominação, nacionalidade e sede dos
sócios, se jurídicas;
II - denominação, objeto, sede e prazo da sociedade;
III - capital da sociedade, expresso em moeda corrente, podendo
compreender qualquer espécie de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária;
IV - a quota de cada sócio no capital social, e o modo de realizá-la;
V - as prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em
serviços;
VI - as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus
poderes e atribuições;
VII - a participação de cada sócio nos lucros e nas perdas;
VIII - se os sócios respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações
sociais.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução

• Natureza jurídica do contrato social

Contrato plurilateral:

a) Várias pessoas podem tomar parte do


contrato;
b) “Affectio societatis”.
DIREITO SOCIETÁRIO – Forma do contrato social
• Necessidade de contrato escrito:

a) Instrumento particular;
b) Instrumento público.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Qualificação dos sócios:

CC, Art. 997. (...)


I - nome, nacionalidade, estado civil, profissão e
residência dos sócios, se pessoas naturais, e a
firma ou a denominação, nacionalidade e sede
dos sócios, se jurídicas*;

*Holding pura ou mista


DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Qualificação da sociedade:

CC, Art. 997 (...)


II – denominação, objeto, sede e prazo da
sociedade;
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Definição do capital social:

CC, Art. 997. (...)


III - capital da sociedade, expresso em moeda
corrente, podendo compreender qualquer espécie
de bens, suscetíveis de avaliação pecuniária;

* Pode-se definir o capital social, grosso modo, como o


montante de contribuições dos sócios para a sociedade, a
fim de que ela possa cumprir seu objeto social.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Subscrição e integralização das quotas:

CC, Art. 997. (...)


IV – a quota de cada sócio no capital social, e o
modo de realizá-la;

* Contribuição em serviços (art. 997, V), exceto a


sociedade limitada (vedação no art. 1.055, § 2º)

* *Sócio remisso (art. 1.004, parágrafo único)


DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Sócio Remisso

CC, Art. 1.004. Os sócios são obrigados, na forma e


prazo previstos, às contribuições estabelecidas no
contrato social, e aquele que deixar de fazê-lo, nos
trinta dias seguintes ao da notificação pela
sociedade, responderá perante esta pelo dano
emergente da mora.
Parágrafo único. Verificada a mora, poderá a
maioria dos demais sócios preferir, à indenização, a
exclusão do sócio remisso, ou reduzir-lhe a quota
ao montante já realizado, aplicando-se, em ambos
os casos, o disposto no § 1o do art. 1.031
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Sócio remisso na Sociedade Limitada:

CC, Art. 1.058. Não integralizada a quota de


sócio remisso, os outros sócios podem, sem
prejuízo do disposto no art. 1.004 e seu
parágrafo único, tomá-la para si ou transferi-la a
terceiros, excluindo o primitivo titular e
devolvendo-lhe o que houver pago, deduzidos
os juros da mora, as prestações estabelecidas no
contrato mais as despesas.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Administração da sociedade:

CC, art. 997. (...)


VI - as pessoas naturais incumbidas da
administração da sociedade, e seus poderes e
atribuições;

* Teoria da aparência x Teoria ultra vires


DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Administradores da Sociedade:

Sociedade em Nome
Coletivo
(art. 1.042, CC) Pessoas Naturais -
Sociedade em Sócios
Comandita Simples
(art. 1.045 c/c com art.
1.047, CC)

Sociedade Limitada Pessoas Naturais –


(art. 1.061, CC) Sócios ou não
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Poderes e atribuições dos Administradores:

- Silêncio do Contrato
- Contrato delimita os poderes

• Teoria da aparência x Teoria ultra vires

(Teoria Ultra Vires – Art. 1.015, § único)


DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Participação nos resultados sociais:

CC, Art. 997. (...)


VII – a participação de cada sócios nos lucros e
nas perdas;

* Arts. 1.007 e 1.008 do CC


** Vedação da cláusula leonina
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Participação dos sócios nos resultados:

- Regra geral: proporcional – Art. 1.007;


- Exclusão de Sócio: Vedação da cláusula
leonina– Art. 1.008
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução

• Responsabilidade dos sócios:

CC, Art. 997. (...)


VIII – se os sócios respondem, ou não,
subsidiariamente pelas obrigações sociais.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Responsabilidade dos sócios:

- Sociedade Simples – Responsabilidade Ilimitada:


CC, Art. 1.023. Se os bens da sociedade não lhe
cobrirem as dívidas, respondem os sócios pelo
saldo, na proporção em que participem das perdas
sociais, salvo cláusula de responsabilidade solidária.
- Benefício de ordem:
CC, Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não
podem ser executados por dívidas da sociedade,
senão depois de executados os bens sociais.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Responsabilidade dos sócios:
- Sociedades contratuais:
O que define a responsabilidade dos sócios é o
tipo societário adotado:
a) Sociedade em nome coletivo (art. 1.039);
b) Sociedade em comandita por ações (art.
1.045)
c) Sociedade limitada (art. 1.052).
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Responsabilidade dos sócios

Sociedade em nome coletivo:

CC, Art. 1.039. Somente pessoas físicas podem


tomar parte na sociedade em nome coletivo,
respondendo todos os sócios, solidária e
ilimitadamente, pelas obrigações sociais.
Parágrafo único. Sem prejuízo da responsabilidade
perante terceiros, podem os sócios, no ato
constitutivo, ou por unânime convenção posterior,
limitar entre si a responsabilidade de cada um.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Responsabilidade dos Sócios

Sociedade em Comandita Simples:

CC, Art. 1.045. Na sociedade em comandita


simples tomam parte sócios de duas categorias:
os comanditados, pessoas físicas, responsáveis
solidária e ilimitadamente pelas obrigações
sociais; e os comanditários, obrigados somente
pelo valor de sua quota.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Responsabilidade dos Sócios

Sociedade Limitada:

CC, Art. 1.052. Na sociedade limitada, a


responsabilidade de cada sócio é restrita ao
valor de suas quotas, mas todos respondem
solidariamente pela integralização do capital
social.
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Responsabilidade dos sócios
- Na sociedade estatutária (ou institucional):
a) Sociedade em comandita por ações;
b) Sociedade anônima (ou por ações).
DIREITO SOCIETÁRIO - Introdução
• Alteração do contrato social:

CC, Art. 999. As modificações do contrato social, que


tenham por objeto matéria indicada no art. 997,
dependem do consentimento de todos os sócios; as
demais podem ser decididas por maioria absoluta de
votos, se o contrato não determinar a necessidade de
deliberação unânime.
Parágrafo único. Qualquer modificação do contrato social
será averbada, cumprindo-se as formalidades previstas
no artigo antecedente.

* Na sociedade limitada, o quorum é de ¾ do capital social (art.


1.076).
DIREITO SOCIETÁRIO – Direitos e deveres dos sócios
• Direitos e deveres dos sócios:

- Contribuição para a formação do capital


social;
- Participação nos resultados sociais;
DIREITO SOCIETÁRIO – Direito e deveres dos sócios
• Cessão de quotas a estranhos:

CC, Art. 1.003. A cessão total ou parcial de


quota, sem a correspondente modificação do
contrato social com o consentimento dos
demais sócios, não terá eficácia quanto a estes e
à sociedade.
DIREITO SOCIETÁRIO – Direitos e deveres dos sócios
• Responsabilidade do cedente:

CC, Parágrafo único. Até dois anos depois de


averbada a modificação do contrato, responde o
cedente solidariamente com o cessionário,
perante a sociedade e terceiros, pelas
obrigações que tinha como sócio.
DIREITO SOCIETÁRIO – Direitos e deveres dos sócios
• Cessão de quotas na sociedade limitada:

CC, Art. 1.057. Na omissão do contrato, o sócio


pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a
quem seja sócio, independentemente de
audiência dos outros, ou a estranho, se não
houver oposição de titulares de mais de um
quarto do capital social.
DIREITO SOCIETÁRIO – Deliberações sociais
• Deliberações sociais:

- Número de votos:
CC, Art. 1.010. Quando, por lei ou pelo contrato
social, competir aos sócios decidir sobre os
negócios da sociedade, as deliberações serão
tomadas por maioria de votos, contados segundo o
valor das quotas de cada um.

- Maioria absoluta dos votos:


§ 1o Para formação da maioria absoluta são
necessários votos correspondentes a mais de
metade do capital.
DIREITO SOCIETÁRIO – Deliberações sociais
- Desempate na votação:
§ 2o Prevalece a decisão sufragada por maior
número de sócios no caso de empate, e, se este
persistir, decidirá o juiz.

- Responsabilidade decorrente de voto:


§ 3o Responde por perdas e danos o sócio que,
tendo em alguma operação interesse contrário
ao da sociedade, participar da deliberação que a
aprove graças a seu voto.
DIREITO SOCIETÁRIO – Deliberações sociais
• Sociedades limitadas:

- CC, Art. 1.071 (rol de matérias que exigem


deliberação social);

- CC, Art. 1.072 (reunião x assembleia).


DIREITO SOCIETÁRIO – Deliberações sociais
• Deliberações – Sociedade Limitada:
CC, Art. 1.071. Dependem da deliberação dos sócios,
além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato:
I - a aprovação das contas da administração;
II - a designação dos administradores, quando feita em
ato separado;
III - a destituição dos administradores;
IV - o modo de sua remuneração, quando não
estabelecido no contrato;
V - a modificação do contrato social;
VI - a incorporação, a fusão e a dissolução da sociedade,
ou a cessação do estado de liquidação;
VII - a nomeação e destituição dos liquidantes e o
julgamento das suas contas;
VIII - o pedido de concordata.
DIREITO SOCIETÁRIO – Deliberações sociais
• Reunião ou Assembleia

CC, Art. 1.072. As deliberações dos sócios,


obedecido o disposto no art. 1.010, serão
tomadas em reunião ou em assembléia,
conforme previsto no contrato social, devendo
ser convocadas pelos administradores nos casos
previstos em lei ou no contrato.
§ 1o A deliberação em assembléia será
obrigatória se o número dos sócios for superior
a dez.
Assuntos não previstos no art. Decisões
Regra 1.071 e que não se refiram à unipessoais
exclusão de sócios pelo(s)
administradores
• aprovação das contas da
administração;
• designação dos
administradores, quando feita Decisão pela
Deliberações
em ato separado; assembleia; ou
dos Sócios
• Destituição dos reunião de
na LTDA
administradores; sócios (se o
• O modo de sua remuneração, máximo é de 10
não estabelecido no contrato; sócios)
• Modificação do contrato
Exceções social;
• A incorporação, fusão e a A assemb. ou a
dissolução, ou cessação do reunião de
estado de liquidação; sócios poderá
• Nomeação e destituição dos ser dispensada
liquidantes e julg. das suas e subst. por um
contas; doc. escrito,
• Pedido de recuperação; desde que a
• Exclusão de sócio (remisso ou decisão seja
faltoso). unânime.
DIREITO SOCIETÁRIO – Deliberações sociais
• Convocação da reunião ou assembleia
CC, Art. 1.073. A reunião ou a assembléia podem
também ser convocadas:
- Pelos sócios:
I - por sócio, quando os administradores retardarem
a convocação, por mais de sessenta dias, nos casos
previstos em lei ou no contrato, ou por titulares de
mais de um quinto do capital, quando não
atendido, no prazo de oito dias, pedido de
convocação fundamentado, com indicação das
matérias a serem tratadas;
- Pelo Conselho Fiscal:
II - pelo conselho fiscal, se houver, nos casos a que
se refere o inciso V do art. 1.069.
DIREITO SOCIETÁRIO - Deliberações Sociais

Sócios ou sócios titulares com ¾ do


1ª chamada capital votante (+ 3 publicações de
avisos com antecedência de 8 dias).

Quorum de
Instalação

Qualquer número de sócios (+ 3


2ª chamada publicações de avisos com
antecedência de 5 dias).
DIREITO SOCIETÁRIO - Deliberações Sociais

• Quorum de instalação:

CC, Art. 1.074. A assembléia dos sócios instala-se


com a presença, em primeira convocação, de
titulares de no mínimo três quartos do capital
social, e, em segunda, com qualquer número.
§ 1o O sócio pode ser representado na assembléia
por outro sócio, ou por advogado, mediante
outorga de mandato com especificação dos atos
autorizados, devendo o instrumento ser levado a
registro, juntamente com a ata.
Maioria • Destituição de sócio nomeado no contrato (desde
Regra geral
absoluta que não haja previsão de quorum diverso no
contrato);
• Designação de administrador não sócio (se o
Unanimidade capital não estiver totalmente integralizado);
• Dissolução da soc. c/ prazo determinado.
Quorum
• Modificação do contrato (exceção a
de determinadas matérias sujeitas a quorum espec);
votação ¾ do capital • Aprovação da incorporação, fusão, dissolução ou
levantamento da Liquidação.

Exceções • Designação de administrador não sócio (desde


2/3 do capital que integralizado todo o capital)
• Designação de adm. em ato separado do
contrato;
• Destituição de adm. sócio designado em ato
separado do contrato;
Mais da • Destituição de adm. não sócio;
metade do • Expulsão de sócio minoritário (caso permitido no
capital contrato);
• Dissolução da sociedade (Soc. tempo indeterm.)
DIREITO SOCIETÁRIO - Deliberações Sociais
• Quorum de votação – Sociedade limitada

CC, Art. 1.076. Ressalvado o disposto no art. 1.061


e no § 1o do art. 1.063, as deliberações dos sócios
serão tomadas:
I - pelos votos correspondentes, no mínimo, a três
quartos do capital social, nos casos previstos nos
incisos V e VI do art. 1.071;
II - pelos votos correspondentes a mais de metade
do capital social, nos casos previstos nos incisos II,
III, IV e VIII do art. 1.071;
III - pela maioria de votos dos presentes, nos
demais casos previstos na lei ou no contrato, se
este não exigir maioria mais elevada.
DIREITO SOCIETÁRIO – Outras regras especiais sobre a
Sociedade Limitada
• Sociedade Limitada

Aplicação subsidiária do regime da Sociedade


simples:
CC, Art. 1.053. A sociedade limitada rege-se, nas
omissões deste Capítulo, pelas normas da
sociedade simples.
Aplicação supletiva do regime das S/A’s
Parágrafo único. O contrato social poderá prever a
regência supletiva da sociedade limitada pelas
normas da sociedade anônima.
DIREITO SOCIETÁRIO – Outras regras especiais
sobre a Sociedade Limitada
• Conselho Fiscal (arts. 1.066 a 1.070):

CC, Art. 1.066. Sem prejuízo dos poderes da


assembléia dos sócios, pode o contrato instituir
conselho fiscal composto de três ou mais membros
e respectivos suplentes, sócios ou não, residentes
no País, eleitos na assembléia anual prevista no art.
1.078.
(...)
§ 2o É assegurado aos sócios minoritários, que
representarem pelo menos um quinto do capital
social, o direito de eleger, separadamente, um dos
membros do conselho fiscal e o respectivo
suplente.
DIREITO SOCIETÁRIO – Outras regras especiais
sobre a Sociedade Limitada
• Aumento e redução do capital social (arts. 1.081
a 1.084):

CC, Art. 1.081. Ressalvado o disposto em lei


especial, integralizadas as quotas, pode ser o capital
aumentado, com a correspondente modificação do
contrato.
§ 1o Até trinta dias após a deliberação, terão os
sócios preferência para participar do aumento, na
proporção das quotas de que sejam titulares.
DIREITO SOCIETÁRIO – Outras regras especiais
sobre a Sociedade Limitada
• Aumento e redução do capital social (arts. 1.081
a 1.084):

CC, Art. 1.082. Pode a sociedade reduzir o capital,


mediante a correspondente modificação do
contrato:
I - depois de integralizado, se houver perdas
irreparáveis;
II - se excessivo em relação ao objeto da sociedade.
DIREITO SOCIETÁRIO

SOCIEDADE POR AÇÕES


DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• INTRODUÇÃO ÀS SOCIEDADES POR AÇÕES

BREVE HISTÓRICO

As sociedades anônimas correspondem à forma jurídico-


societária mais apropriada aos grandes empreendimentos
econômicos.

CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS:
a) limitação da responsabilidade dos sócios e;
b) a negociabilidade da participação societária

*Instrumentos imprescindíveis para despertar o interesse dos


investidores e propiciar a reunião de grandes capitais.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações

• DISCIPLINA JURÍDICA:
- Lei nº 6.404/76 e;
- Decreto-Lei nº 2.627/40 (arts. 59 a 73,
conforme prevê o art. 300 da LSA);
- Alterações: Lei nº 9.457/97 e Lei nº
10.303/2001.

LSA, Art. 300. Ficam revogados o Decreto-Lei nº 2.627,


de 26 de setembro de 1940, com exceção dos artigos
59 a 73, e demais disposições em contrário.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Conceito:

LSA, Art. 1º A companhia ou sociedade anônima


terá o capital dividido em ações, e a
responsabilidade dos sócios ou acionistas será
limitada ao preço de emissão das ações
subscritas ou adquiridas.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Características principais:
a) Sociedade de capital;
b) Essência Empresarial;
c) Identificação por denominação;
d) Responsabilidade limitada dos sócios;
e) Possibilidade de se autofinanciar;
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Classificação das sociedades anônimas:

LSA, Art. 4o Para os efeitos desta Lei, a


companhia é aberta ou fechada conforme os
valores mobiliários de sua emissão estejam ou
não admitidos à negociação no mercado de
valores mobiliários
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – Lei nº
6.385/76:
• Natureza Jurídica: Entidade autárquica federal
de natureza especial, com qualidade de
agência reguladora;
• Finalidade: controle e a fiscalização das
operações do mercado de capitais no Brasil;
• Competência:
a) Regulamentação;
b) Autorização;
c) Fiscalização.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Mercado de Capitais ou Mercado de Valores
Mobiliários:
Autarquia Federal de
Comissão de Valores natureza especial Entidade
Mobiliários (CVM) (regulamentação, Federal
autorização e fiscalização)

Associação privada de
Bolsa de Valores sociedades corretoras

Mercado de balcão não


organizado (sociedades
Entidades
corretoras e Instituições
Financeiras autorizadas pela Privadas
Mercado de Balcão
CVM

Mercado de balcão
organizado (Sociedade
Operadora do Mercado de
Acesso – SOMA)
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Mercado de capitais primário e secundário:

Operações de
subscrição e emissão
Primário
de Ações e outros
Mercado valores mobiliários.
Mercado de Balcão Operações de compra
Secundário e venda desses
de Capitais valores fora da Bolsa

Só atua no mercado
Bolsa de secundário (compra e
Valores venda de valores
mobiliários).
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Constituição da Sociedade por Ações:
- Requisitos preliminares:
LSA, Art. 80. A constituição da companhia depende do
cumprimento dos seguintes requisitos preliminares:
I - subscrição, pelo menos por 2 (duas) pessoas, de todas as
ações em que se divide o capital social fixado no estatuto;
II - realização, como entrada, de 10% (dez por cento), no
mínimo, do preço de emissão das ações subscritas em
dinheiro;
III - depósito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro
estabelecimento bancário autorizado pela Comissão de
Valores Mobiliários, da parte do capital realizado em dinheiro.
Parágrafo único. O disposto no número II não se aplica às
companhias para as quais a lei exige realização inicial de parte
maior do capital social.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
Constituição propriamente dita

Companhia Companhia
Fechada Aberta

Subscrição Particular ou
Subscrição Pública ou Sucessiva
Instantânea
1ª Fase: Pedido de registro na CVM:
A) Pedido assinado pelos sócios
fundadores e uma Instituição
Assembleia de Fundação Financeira
ou Escritura Pública B) Apreciação pela CVM
(todos subscritores
assinam) 2ª Fase: Colocação das ações para
subscrição junto a investidores

3ª Fase: Assembleia de Fundação


DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
Formalidades complementares:
• Registro na Junta Comercial

LSA, Art. 99. Os primeiros administradores são


solidariamente responsáveis perante a companhia
pelos prejuízos causados pela demora no
cumprimento das formalidades complementares à
sua constituição.
Parágrafo único. A companhia não responde pelos
atos ou operações praticados pelos primeiros
administradores antes de cumpridas as
formalidades de constituição, mas a assembléia-
geral poderá deliberar em contrário.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
Capital social
• Subscrição e Integralização

LSA, Art. 7º O capital social poderá ser formado com


contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de
bens suscetíveis de avaliação em dinheiro.

LSA, Art. 107. Verificada a mora do acionista, a


companhia pode, à sua escolha:
I - promover contra o acionista, e os que com ele forem
solidariamente responsáveis (artigo 108), processo de
execução para cobrar as importâncias devidas, servindo o
boletim de subscrição e o aviso de chamada como título
extrajudicial nos termos do Código de Processo Civil; ou
II - mandar vender as ações em bolsa de valores, por
conta e risco do acionista.
SOCIEDADE POR AÇÕES

AÇÕES
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações

• Ações:

Principal valor mobiliário emitido pela


companhia, que representa uma fração do
capital social.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações

• Classificação das Ações:


Critérios:
- Quanto à espécie;
- Quanto forma;
- Quanto a classe.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Quanto à espécie:
- Leva em consideração à extensão dos direitos e
vantagens conferidas aos acionistas:
a) Ordinárias;
b) Preferenciais;
c) De fruição ou de gozo.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Quanto à forma:
- Leva em consideração o ato de transferência
de titularidade da ação.
a) Nominativas;
b) Escriturais.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Quanto à Classe:
- Diz respeito à especificação dos direitos e
vantagens atribuídos ao seu titular.
É representada por letras do alfabeto.

Exemplo: classe A, B, C ... etc.


DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Ações ordinárias e controle da sociedade:

1) Acionistas Controlador – (art. 116, LSA);


2) Acionistas Minoritários.
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por Ações
• Ações Preferenciais
- Vantagens:
a) Políticas – Art. 18, LSA;
b) Econômicas – Dividendo Preferencial ou
Prioritário:
1) Fixo – (art. 17, I, LSA);
2) Mínimo – (art. 17, I, LSA);
3) Diferencial – (art. 17, § 1º, II, LSA).
DIREITO SOCIETÁRIO – Sociedade por ações
• Ações Preferenciais:
- Restrições do Direito de Voto: Previsão no
Estatuto
- Suspensão da Cláusula de Restrição – (art.
111, § 1º, LSA);
- Exceções à Restrição do direito de voto:
a) Composição do Conselho Fiscal – (art. 161, §
4º, a);
b) Assembleia de Fundação – (art. 87, § 2º,
LSA).
SOCIEDADE POR AÇÕES
Órgãos Societários
Assembleia Geral
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Órgãos Societários. Introdução

- Órgãos da estrutura administrativa


- Órgãos que interessam ao Direito Societário
- Órgãos e personalidade jurídica
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Órgãos Societários
Caráter exclusivamente
Assembleia deliberativo que reúne todos
Geral os acionistas (com ou sem
direito de voto)
Caráter deliberativo e com
Conselho de
função de agilizar as
Administração
Órgãos decisões da S/A
Sociais Órgão de representação
legal da S/A e execução das
Diretoria
deliberações da AG ou do
Conselho de Administração.

Órgão colegiado de
fiscalização da legalidade e
Conselho Fiscal
regularidade dos atos dos
Órgãos de administração
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Assembleia Geral
Art. 121. A assembléia-geral, convocada e
instalada de acordo com a lei e o estatuto, tem
poderes para decidir todos os negócios relativos
ao objeto da companhia e tomar as resoluções
que julgar convenientes à sua defesa e
desenvolvimento.
Parágrafo único. Nas companhias abertas, o
acionista poderá participar e votar a distância
em assembleia geral, nos termos da
regulamentação da Comissão de Valores
Mobiliários. (Incluído pela Lei nº 12.431, de
2011).
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários

• Assembleia Geral. Competência Privativa


LSA, Art. 122. Compete privativamente à assembleia geral:
(Redação dada pela Lei nº 12.431, de 2011).
I - reformar o estatuto social;
II - eleger ou destituir, a qualquer tempo, os administradores e
fiscais da companhia, ressalvado o disposto no inciso II do art.
142;
III - tomar, anualmente, as contas dos administradores e
deliberar sobre as demonstrações financeiras por eles
apresentadas;
IV - autorizar a emissão de debêntures, ressalvado o disposto
nos §§ 1o, 2o e 4o do art. 59;
V - suspender o exercício dos direitos do acionista (art. 120);
VI - deliberar sobre a avaliação de bens com que o acionista
concorrer para a formação do capital social;
VII - autorizar a emissão de partes beneficiárias;
VIII - deliberar sobre transformação, fusão, incorporação e cisão
da companhia, sua dissolução e liquidação, eleger e destituir
liquidantes e julgar-lhes as contas; e IX - autorizar os
administradores a confessar falência e pedir concordata.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários

• Espécies de Assembleia. Assembleia Geral


Ordinária e Assembleia Geral Extraordinária

Art. 131. A assembléia-geral é ordinária quando


tem por objeto as matérias previstas no artigo
132, e extraordinária nos demais casos.
Parágrafo único. A assembléia-geral ordinária e
a assembléia-geral extraordinária poderão ser,
cumulativamente, convocadas e realizadas no
mesmo local, data e hora, instrumentadas em
ata única.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Assembleia Geral Ordinária. Objeto

LSA, Art. 132. Anualmente, nos 4 (quatro)


primeiros meses seguintes ao término do exercício
social, deverá haver 1 (uma) assembléia-geral
para:
I - tomar as contas dos administradores,
examinar, discutir e votar as demonstrações
financeiras;
II - deliberar sobre a destinação do lucro líquido
do exercício e a distribuição de dividendos;
III - eleger os administradores e os membros do
conselho fiscal, quando for o caso;
IV - aprovar a correção da expressão monetária do
capital social (artigo 167).
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários

• Assembleia Geral. Competência para


Convocação

LSA, Art. 123. Compete ao conselho de


administração, se houver, ou aos diretores,
observado o disposto no estatuto, convocar
a assembléia-geral.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários

• Assembleia Geral. Convocação Excepcional


pelo Conselho Fiscal.

LSA, Art. 163. Compete ao conselho fiscal:


(...)
V - convocar a assembléia-geral ordinária, se os
órgãos da administração retardarem por mais
de 1 (um) mês essa convocação, e a
extraordinária, sempre que ocorrerem motivos
graves ou urgentes, incluindo na agenda das
assembléias as matérias que considerarem
necessárias;
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Assembleia Geral. Convocação Excepcional pelos
acionistas.
LSA, Art. 123. Compete ao conselho de administração, se
houver, ou aos diretores, observado o disposto no estatuto,
convocar a assembléia-geral.
b) por qualquer acionista, quando os administradores
retardarem, por mais de 60 (sessenta) dias, a convocação nos
casos previstos em lei ou no estatuto;

c) por acionistas que representem cinco por cento, no mínimo,


do capital social, quando os administradores não atenderem, no
prazo de oito dias, a pedido de convocação que apresentarem,
devidamente fundamentado, com indicação das matérias a
serem tratadas; (Redação dada pela Lei nº 9.457, de 1997)
d) por acionistas que representem cinco por cento, no mínimo,
do capital votante, ou cinco por cento, no mínimo, dos
acionistas sem direito a voto, quando os administradores não
atenderem, no prazo de oito dias, a pedido de convocação de
assembléia para instalação do conselho fiscal. (Incluída pela Lei nº
9.457, de 1997)
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos
Societários
• Assembleia Geral. Modo de Convocação
e Local

LSA, Art. 124. A convocação far-se-á


mediante anúncio publicado por 3 (três)
vezes, no mínimo, contendo, além do local,
data e hora da assembléia, a ordem do dia,
e, no caso de reforma do estatuto, a
indicação da matéria.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários

• Assembleia Geral. Local da Realização.

LSA, Art. 124. (...)


§ 2° Salvo motivo de força maior, a
assembléia-geral realizar-se-á no edifício
onde a companhia tiver a sede; quando
houver de efetuar-se em outro, os anúncios
indicarão, com clareza, o lugar da reunião,
que em nenhum caso poderá realizar-se fora
da localidade da sede.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Assembleia Geral. Dispensa de publicação de
Anúncio de Convocação

LSA, Art. 294. A companhia fechada que tiver


menos de vinte acionistas, com patrimônio
líquido inferior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de
reais), poderá: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
I - convocar assembléia-geral por anúncio
entregue a todos os acionistas, contra-recibo,
com a antecedência prevista no artigo 124; e
§ 1º A companhia deverá guardar os recibos de
entrega dos anúncios de convocação e arquivar
no registro de comércio, juntamente com a ata
da assembléia, cópia autenticada dos mesmos.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Assembleia Geral. Prazo de Antecedência do
Anúncio de Convocação
- Companhia Fechada:
LSA, Art. 124. (...)
§ 1o A primeira convocação da assembléia-geral
deverá ser feita: (Redação da pela Lei nº10.303, de
2001)
I - na companhia fechada, com 8 (oito) dias de
antecedência, no mínimo, contado o prazo da
publicação do primeiro anúncio; não se realizando
a assembléia, será publicado novo anúncio, de
segunda convocação, com antecedência mínima
de 5 (cinco) dias; (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários

• Assembleia Geral. Prazo de Antecedência


do Anúncio de Convocação
- Companhia Aberta:
LSA, Art. 124. (...)
§ 1º ...
II - na companhia aberta, o prazo de
antecedência da primeira convocação será
de 15 (quinze) dias e o da segunda
convocação de 8 (oito) dias. (Incluído pela Lei nº
10.303, de 2001)
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários

Assembleia Geral:

• Quorum de Instalação e Quorum de


Deliberação
• Inobservância do Quorum
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Assembleia Geral. Quorum de
Instalação. 1/4 do capital social com
direito a voto (LSA, art.
125).
1ª Convocação
2/3 do capital social
votante se houver
Quorum de proposta de alteração do
Instalação estatuto (LSA, art. 135)

Qualquer número de
2ª Convocação
acionistas (LSA, art. 125)
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários

• Assembleia Geral. Quorum de


Deliberação.
Por maioria absoluta de votos,
Regra Geral não se computando os votos em
branco (LSA, art.129).

Metade do Capital votante


Quorum (matérias relacionadas no art.
Quorum de Qualificado 136, LSA)
Deliberação
- Cia fechadas (art. 129,§ 1º)
- Cia fechada e a aberta que não
Quorum
negocie ações do mercado de
Estatutário capitais (art. 136)

Quorum de Na hipótese de cisão


Unanimidade desproporcional (art. 229, § 5º )
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Assembleia Geral. Legitimação e
Representação.

- AG – Reunião Privada - Só têm direito de ingressar no


recinto em que ela se realiza, estritamente, as pessoas
mencionadas na lei.

- Identificação dos Acionistas.

- Representação dos Acionistas. Procuradores:


a) acionista;
b) Advogado;
c) Administrador.
SOCIEDADE POR AÇÕES –
Órgãos Societários
Conselho de Administração
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Conselho de Administração:

membro?
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de Administração

• Função:

Sua função é agilizar o processo decisório,


no interior da companhia. Certas decisões,
por sua importância, devem ser analisadas e
adotadas por Conselheiros.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de
Administração
• Conselho de Administração:

- Agilidade na convocação e funcionamento


- Competência (art. 142, LSA). Qualquer
matéria, exceto as de competência
privativa da AG (art. 122, LSA).
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de Administração
Art. 142. Compete ao conselho de administração:
I - fixar a orientação geral dos negócios da companhia;
II - eleger e destituir os diretores da companhia e fixar-lhes as atribuições,
observado o que a respeito dispuser o estatuto;
III - fiscalizar a gestão dos diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e
papéis da companhia, solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via
de celebração, e quaisquer outros atos;
IV - convocar a assembléia-geral quando julgar conveniente, ou no caso do artigo
132;
V - manifestar-se sobre o relatório da administração e as contas da diretoria;
VI - manifestar-se previamente sobre atos ou contratos, quando o estatuto assim o
exigir;
VII - deliberar, quando autorizado pelo estatuto, sobre a emissão de ações ou de
bônus de subscrição; (Vide Lei nº 12.838, de 2013)
VIII – autorizar, se o estatuto não dispuser em contrário, a alienação de bens do
ativo não circulante, a constituição de ônus reais e a prestação de garantias a
obrigações de terceiros; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
IX - escolher e destituir os auditores independentes, se houver.
§ 1o Serão arquivadas no registro do comércio e publicadas as atas das reuniões do
conselho de administração que contiverem deliberação destinada a produzir efeitos
perante terceiros. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)
§ 2o A escolha e a destituição do auditor independente ficará sujeita a veto,
devidamente fundamentado, dos conselheiros eleitos na forma do art. 141, § 4o, se
houver. (Incluído pela Lei nº 10.303, de 2001)
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de
Administração
• Obrigatoriedade
ó é ó
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de Administração

• Eleição dos membros

ç
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de
Administração
1) Votação Majoritária:

- Modos:
a) Chapa.
b) Candidatura Isolada ou individual.

*Cômputo dos votos. A cada ação votante atribui-


se um voto (art. 110, LSA).
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de
Administração
2) Votação proporcional.

Consideram-se eleitos os mais votados em


número igual ao dos cargos a serem
preenchidos
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de
Administração
• Escolha da modalidade de votação:

- Regra: Previsão no estatuto;


- Escolha pela mesa Diretora da AG.
Cabendo recurso a AG que decidirá como
matéria preliminar à eleição do Conselho
de Administração.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de
Administração
• Modalidades obrigatórias (art. 141, LSA)

No direito brasileiro, não há modalidade


obrigatória de votação, exceto em duas
hipóteses:

1) Voto múltiplo;
2) Eleição em separado.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de Administração

• Voto múltiplo:
Art. 141. Na eleição dos conselheiros, é facultado
aos acionistas que representem, no mínimo, 0,1 (um
décimo) do capital social com direito a voto, esteja
ou não previsto no estatuto, requerer a adoção do
processo de voto múltiplo, atribuindo-se a cada ação
tantos votos quantos sejam os membros do conselho,
e reconhecido ao acionista o direito de cumular os
votos num só candidato ou distribuí-los entre vários.
§ 1º A faculdade prevista neste artigo deverá ser
exercida pelos acionistas até 48 (quarenta e oito)
horas antes da assembléia-geral, cabendo à mesa
que dirigir os trabalhos da assembléia informar
previamente aos acionistas, à vista do "Livro de
Presença", o número de votos necessários para a
eleição de cada membro do conselho.
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de Administração
• Voto em separado (art. 141, § 4º, I, II, LSA):

LSA, Art. 141. (...) § 4o Terão direito de eleger e destituir


um membro e seu suplente do conselho de administração,
em votação em separado na assembléia-geral, excluído o
acionista controlador, a maioria dos titulares,
respectivamente: (Redação dada pela Lei nº 10.303, de
2001)
I - de ações de emissão de companhia aberta com direito a
voto, que representem, pelo menos, 15% (quinze por
cento) do total das ações com direito a voto; e (Incluído
pela Lei nº 10.303, de 2001)
II - de ações preferenciais sem direito a voto ou com voto
restrito de emissão de companhia aberta, que
representem, no mínimo, 10% (dez por cento) do capital
social, que não houverem exercido o direito previsto no
estatuto, em conformidade com o art. 18. (Incluído pela
Lei nº 10.303, de 2001)
SOCIEDADE POR AÇÕES – Conselho de Administração

• Mandato e sua interrupção e a escolha do seu


presidente.

LSA, Art. 140. O conselho de administração será


composto por, no mínimo, 3 (três) membros, eleitos
pela assembléia-geral e por ela destituíveis a qualquer
tempo, devendo o estatuto estabelecer:
I - o número de conselheiros, ou o máximo e mínimo
permitidos, e o processo de escolha e substituição do
presidente do conselho pela assembléia ou pelo
próprio conselho; (Redação dada pela Lei nº 10.303, de
2001)
(...)
III - o prazo de gestão, que não poderá ser superior a 3
(três) anos, permitida a reeleição;
SOCIEDADE POR AÇÕES –
Órgãos Societários
Diretoria e Conselho Fiscal
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos
Societários
• Diretoria. Órgão Executivo

- Direção interna e representação externa:


SOCIEDADE POR AÇÕES - Diretoria

LSA, Art. 138. A administração da


companhia competirá, conforme dispuser o
estatuto, ao conselho de administração e à
diretoria, ou somente à diretoria.
§ 1º O conselho de administração é órgão de
deliberação colegiada, sendo a
representação da companhia privativa dos
diretores.
• Composição e escolha da diretoria:

- Composição:
Duas (2) pessoas naturais, no mínimo,
residentes no Brasil;
- Escolha:
Escolhidas pelo Conselho de Administração,
ou, se este não existir, pela Assembléia
Geral.
SOCIEDADE POR AÇÕES - Diretoria
• Diretores não Acionistas

A condição de acionista não é necessária,


podendo ser eleitos para o órgão profissionais
sem participação no capital social.

• Membros do Conselho de Admistração Eleitos


Diretores. Possibilidade Limitada a 1/3 dos
Membros.

Oportuno anotar, também, que até 1/3 dos


membros do conselho de administração pode ser
eleito para a diretoria.
SOCIEDADE POR AÇÕES -
Diretoria
• Estrutura da Diretoria é Definida pelo Estatuto.

Como por exemplo:


a) Número de diretores (ou mínimo e máximo);
b) Duração do mandato e substituição;
c) Competência dos diretores; e
d) Dependendo, assim, da dimensão ou espécie da
sociedade, a diretoria poderá ter cargos como: 1)
diretor-presidente, 2) diretor financeiro, 3)
comercial, 4) de produção, 5) jurídico, 6) de
relações com os investidores etc.
SOCIEDADE POR AÇÕES - Diretoria
• Atas de Reunião da Diretoria (Art. 100, VI,
LSA):
SOCIEDADE POR AÇÕES – Órgãos Societários
• Conselho Fiscal. Funções:

b) Principal instrumento, conferido pela lei aos


acionistas, de fiscalização da gestão da
empresa.
SOCIEDADES POR AÇÕES – Conselho Fiscal
• Obrigatoriedade do Conselho Fiscal

- Trata-se de órgão de existência


obrigatória, mas de funcionamento
facultativo.

LSA, Art. 161. A companhia terá um


conselho fiscal e o estatuto disporá sobre
seu funcionamento, de modo permanente ou
nos exercícios sociais em que for instalado a
pedido de acionistas.
SOCIEDADES POR AÇÕES – Conselho Fiscal
• COMPOSIÇÃO E ELEIÇÃO DOS MEMBROS
O conselho fiscal é composto por, no mínimo, três e, no
máximo, cinco membros titulares e seus suplentes.

• ELEIÇÃO - REQUISITOS PARA


ELEGIBILIDADE:
1) Pessoas naturais residentes no Brasil;
2) Formação superior ou experiência profissional
(demonstrada pelo exercício de cargo de
administrador de empresa ou de conselho fiscal, no
mínimo por 3 anos).
DIREITO CIVIL IV – DIREITO DE
EMPRESA
Aula 5- DIREITO DE PROPRIEDADE
INDUSTRIAL
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• Empresa: atividade econômica ORGANIZADA

• Estabelecimento: conjunto organizado de


bens materiais e IMATERIAIS usados no
exercício da atividade empresarial.

• Direito de Propriedade Industrial: sub-ramo


do direito empresarial que disciplina os bens
imateriais do estabelecimento empresarial.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

Direito de propriedade intelectual x Direito de


propriedade industrial:

A expressão “direito de propriedade intelectual”


é genérica, englobando tanto o direito de
propriedade industrial quanto o direito autoral,
cujas regras estão previstas nas Leis n. 9.609 e
9.610, ambas de 1998.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

Histórico do direito de propriedade industrial:


• Statute of Monopolies (Inglaterra, em 1623)
• Revolução Industrial
• Convenção da União de Paris (França, em 1883)
• Acordo TRIPS

* Praticamente todas as Constituições brasileiras


tinham regras de proteção à propriedade industrial.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

CF/1988, Art. 5º (...)


XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos
industriais privilégio temporário para sua utilização,
bem como proteção às criações industriais, à
propriedade das marcas, aos nomes de empresas e
a outros signos distintivos, tendo em vista o
interesse social e o desenvolvimento tecnológico e
econômico do País;
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• LEI 9.279/1996 (LEI DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – LPI)
• De invenção
Patente • De modelo
de utilidade
Concessão de
Registro • De marca
• De desenho
Proteção à
industrial
propriedade
industrial Repressão às falsas
indicações geográficas

Repressão à
concorrência desleal
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• Instituto Nacional da Propriedade Industrial


(INPI)

Lei 5.648/1970, Art. 2º O INPI tem por finalidade


principal executar, no âmbito nacional, as normas
que regulam a propriedade industrial, tendo em
vista a sua função social, econômica, jurídica e
técnica, bem como pronunciar-se quanto à
conveniência de assinatura, ratificação e denúncia
de convenções, tratados, convênios e acordos sobre
propriedade industrial. (Redação dada pela Lei nº
9.279, de 1998)
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL
• Invenção

LPI, Art. 8º É patenteável a invenção que atenda aos


requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação
industrial.

• Modelos de utilidade

LPI, Art. 9º É patenteável como modelo de utilidade o


objeto de uso prático, ou parte deste, suscetível de
aplicação industrial, que apresente nova forma ou
disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em
melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

• Requisitos de patentealidade da invenção e


do modelo de utilidade:
a) Novidade;
b) Atividade inventiva;
c) Aplicação industrial (ou industriabilidade);
d) Licitude (ou desimpedimento).
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
• Novidade:
LPI, Art. 11. A invenção e o modelo de utilidade são considerados
novos quando não compreendidos no estado da técnica.
§ 1º O estado da técnica é constituído por tudo aquilo tornado
acessível ao público antes da data de depósito do pedido de
patente, por descrição escrita ou oral, por uso ou qualquer outro
meio, no Brasil ou no exterior, ressalvado o disposto nos arts. 12,
16 e 17.
§ 2º Para fins de aferição da novidade, o conteúdo completo de
pedido depositado no Brasil, e ainda não publicado, será
considerado estado da técnica a partir da data de depósito, ou da
prioridade reivindicada, desde que venha a ser publicado, mesmo
que subseqüentemente.
§ 3º O disposto no parágrafo anterior será aplicado ao pedido
internacional de patente depositado segundo tratado ou
convenção em vigor no Brasil, desde que haja processamento
nacional.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Atividade inventiva:
LPI, Art. 13. A invenção é dotada de atividade
inventiva sempre que, para um técnico no assunto,
não decorra de maneira evidente ou óbvia do
estado da técnica.

LPI, Art. 14. O modelo de utilidade é dotado de ato


inventivo sempre que, para um técnico no assunto,
não decorra de maneira comum ou vulgar do
estado da técnica.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Pode-se elencar alguns critérios para verificar


a inventividade:
- A constatação de que a invenção proporciona
uma diminuição nos custos de um processo ou
produtos equivalentes;
- A comprovação de que houve simplificação da
fabricação ou redução do tamanho;
- O aumento da eficiência.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Aplicação industrial (ou industriabilidade)

LPI, Art. 15. A invenção e o modelo de utilidade


são considerados suscetíveis de aplicação
industrial quando possam ser utilizados ou
produzidos em qualquer tipo de indústria.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
• Licitude (ou desimpedimento):
LPI, Art. 18. Não são patenteáveis:
I - o que for contrário à moral, aos bons costumes e à
segurança, à ordem e à saúde públicas;
II - as substâncias, matérias, misturas, elementos ou
produtos de qualquer espécie, bem como a modificação
de suas propriedades físico-químicas e os respectivos
processos de obtenção ou modificação, quando
resultantes de transformação do núcleo atômico; e
III - o todo ou parte dos seres vivos, exceto os
microorganismos transgênicos que atendam aos três
requisitos de patenteabilidade - novidade, atividade
inventiva e aplicação industrial - previstos no art. 8º e que
não sejam mera descoberta.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Definição de microorganismos transgênicos:


LPI, Art. 18, Parágrafo único. Para os fins desta
Lei, microorganismos transgênicos são
organismos, exceto o todo ou parte de plantas
ou de animais, que expressem, mediante
intervenção humana direta em sua composição
genética, uma característica normalmente não
alcançável pela espécie em condições naturais.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
• Cuidado: não confundir o art. 18 com o art. 10.
LPI, Art. 10. Não se considera invenção nem modelo de utilidade:
I - descobertas, teorias científicas e métodos matemáticos;
II - concepções puramente abstratas;
III - esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis,
financeiros, educativos, publicitários, de sorteio e de fiscalização;
IV - as obras literárias, arquitetônicas, artísticas e científicas ou qualquer
criação estética;
V - programas de computador em si;
VI - apresentação de informações;
VII - regras de jogo;
VIII - técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos, bem como métodos
terapêuticos ou de diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou
animal; e
IX - o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos
encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma
ou germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos
naturais.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
• Patentes de medicamentos: art. 229-C da LPI:

LPI, Art. 229-C. A concessão de patentes para


produtos e processos farmacêuticos dependerá
da prévia anuência da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária - ANVISA. (Incluído pela Lei nº
10.196, de 2001)
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Titularidade da patente:

LPI, Art. 7º Se dois ou mais autores tiverem


realizado a mesma invenção ou modelo de
utilidade, de forma independente, o direito de
obter patente será assegurado àquele que provar o
depósito mais antigo, independentemente das
datas de invenção ou criação.
Parágrafo único. A retirada de depósito anterior
sem produção de qualquer efeito dará prioridade
ao depósito imediatamente posterior.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Invento realizado por funcionários do


empresário:

LPI, Art. 88. A invenção e o modelo de utilidade


pertencem exclusivamente ao empregador quando
decorrerem de contrato de trabalho cuja execução
ocorra no Brasil e que tenha por objeto a pesquisa
ou a atividade inventiva, ou resulte esta da natureza
dos serviços para os quais foi o empregado
contratado.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
• Invento realizado por funcionários do
empresário:
LPI, Art. 88 (...)
§ 1º Salvo expressa disposição contratual em
contrário, a retribuição pelo trabalho a que se
refere este artigo limita-se ao salário ajustado.

§ 2º Salvo prova em contrário, consideram-se


desenvolvidos na vigência do contrato a invenção
ou o modelo de utilidade, cuja patente seja
requerida pelo empregado até 1 (um) ano após a
extinção do vínculo empregatício.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
• Invento realizado por funcionários do
empresário:
LPI, Art. 89. O empregador, titular da patente,
poderá conceder ao empregado, autor de invento
ou aperfeiçoamento, participação nos ganhos
econômicos resultantes da exploração da patente,
mediante negociação com o interessado ou
conforme disposto em norma da empresa.
Parágrafo único. A participação referida neste artigo
não se incorpora, a qualquer título, ao salário do
empregado.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Invenção realizada por funcionários do


empresário:

LPI, Art. 90. Pertencerá exclusivamente ao


empregado a invenção ou o modelo de utilidade
por ele desenvolvido, desde que desvinculado
do contrato de trabalho e não decorrente da
utilização de recursos, meios, dados, materiais,
instalações ou equipamentos do empregador.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Invento realizado por funcionários do


empresário:
LPI, Art. 91. A propriedade de invenção ou de
modelo de utilidade será comum, em partes iguais,
quando resultar da contribuição pessoal do
empregado e de recursos, dados, meios, materiais,
instalações ou equipamentos do empregador,
ressalvada expressa disposição contratual em
contrário.
§ 1º Sendo mais de um empregado, a parte que
lhes couber será dividida igualmente entre todos,
salvo ajuste em contrário.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
Procedimento do pedido de patente
• Análise dos requisitos de patenteabilidade:
Depósito do pedido:
* Exame formal preliminar, para aferir se ele foi
devidamente instruído:
LPI, Art. 19. O pedido de patente, nas condições
estabelecidas pelo INPI, conterá:
I - requerimento;
II - relatório descritivo;
III - reivindicações;
IV - desenhos, se for o caso;
V - resumo; e
VI - comprovante do pagamento da retribuição relativa
ao depósito.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Análise das condições do pedido:

É preciso verificar se os técnicos do INPI terão


condições de analisar o preenchimento dos
requisitos de patenteabilidade.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
• Condições do Pedido:
Art. 22. O pedido de patente de invenção terá de se
referir a uma única invenção ou a um grupo de invenções
inter-relacionadas de maneira a compreenderem um
único conceito inventivo.
Art. 23. O pedido de patente de modelo de utilidade terá
de se referir a um único modelo principal, que poderá
incluir uma pluralidade de elementos distintos, adicionais
ou variantes construtivas ou configurativas, desde que
mantida a unidade técnico-funcional e corporal do
objeto.
Art. 24. O relatório deverá descrever clara e
suficientemente o objeto, de modo a possibilitar sua
realização por técnico no assunto e indicar, quando for o
caso, a melhor forma de execução.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Processamento e exame do pedido:

- Publicação do pedido, após 18 meses de sigilo;


- Revista da Propriedade Industrial;
- Requerimento de exame (por quê?);
- Emissão de parecer.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Concessão da patente:

Não cabe recurso, mas o interessado pode


requerer a nulidade da patente,
administrativamente ou judicialmente.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Prazo de vigência da patente:

LPI, Art. 40. A patente de invenção vigorará pelo prazo de


20 (vinte) anos e a de modelo de utilidade pelo prazo 15
(quinze) anos contados da data de depósito.
Parágrafo único. O prazo de vigência não será inferior a
10 (dez) anos para a patente de invenção e a 7 (sete) anos
para a patente de modelo de utilidade, a contar da data
de concessão, ressalvada a hipótese de o INPI estar
impedido de proceder ao exame de mérito do pedido,
por pendência judicial comprovada ou por motivo de
força maior.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Proteção conferida pela patente:

LPI, Art. 42. A patente confere ao seu titular o


direito de impedir terceiro, sem o seu
consentimento, de produzir, usar, colocar à venda,
vender ou importar com estes propósitos:
I - produto objeto de patente;
II - processo ou produto obtido diretamente por
processo patenteado.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Exploração sem fins econômicos por terceiro


não autorizado (art. 43 da LPI).

• Exploração econômica por terceiro de boa-fé


que já explorava a patente antes do depósito
(art. 45 da LPI).
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Licenciamento da patente:
- Licença voluntária:
a) O titular da patente licencia a sua exploração
mediante contrato de licença, que deverá ser
averbado junto ao INPI para que produza
efeitos perante terceiros;
b) Pagamento de royalties;
c) Oferta pública de licença.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

- Licença compulsória:

• Titular da patente é obrigado a licenciar a sua


exploração.
• Licença por abuso na exploração da patente.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

LPI, Art. 68. O titular ficará sujeito a ter a patente


licenciada compulsoriamente se exercer os direitos dela
decorrentes de forma abusiva, ou por meio dela praticar
abuso de poder econômico, comprovado nos termos da
lei, por decisão administrativa ou judicial.
§ 1º Ensejam, igualmente, licença compulsória:
I - a não exploração do objeto da patente no território
brasileiro por falta de fabricação ou fabricação
incompleta do produto, ou, ainda, a falta de uso integral
do processo patenteado, ressalvados os casos de
inviabilidade econômica, quando será admitida a
importação; ou
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

II - a comercialização que não satisfizer às


necessidades do mercado.
§ 2º A licença só poderá ser requerida por pessoa
com legítimo interesse e que tenha capacidade
técnica e econômica para realizar a exploração
eficiente do objeto da patente, que deverá destinar-
se, predominantemente, ao mercado interno,
extinguindo-se nesse caso a excepcionalidade
prevista no inciso I do parágrafo anterior.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Licença compulsória
- Licença por interesse público:

LPI, Art. 71. Nos casos de emergência nacional ou


interesse público, declarados em ato do Poder Executivo
Federal, desde que o titular da patente ou seu licenciado
não atenda a essa necessidade, poderá ser concedida, de
ofício, licença compulsória, temporária e não exclusiva,
para a exploração da patente, sem prejuízo dos direitos
do respectivo titular.
Parágrafo único. O ato de concessão da licença
estabelecerá seu prazo de vigência e a possibilidade de
prorrogação.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Retribuição anual:

LPI, Art. 84. O depositante do pedido e o titular


da patente estão sujeitos ao pagamento de
retribuição anual, a partir do início do terceiro
ano da data do depósito.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
Extinção da patente:

LPI, Art. 78. A patente extingue-se:


I - pela expiração do prazo de vigência;
II - pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de
terceiros;
III - pela caducidade;
IV - pela falta de pagamento da retribuição anual, nos
prazos previstos no § 2º do art. 84 e no art. 87; e
V - pela inobservância do disposto no art. 217.
Parágrafo único. Extinta a patente, o seu objeto cai em
domínio público.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade

• Patentes “pipeline”

- São também chamadas de patentes de


revalidação (arts. 230 e 231 da LPI)
- ADI 4.234
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Patentes de
invenção e de modelo de utilidade
JURISPRUDÊNCIA DO STJ
ADMINISTRATIVO E COMERCIAL. MS. RECURSO ESPECIAL.
PATENTE CONCEDIDA NO ESTRANGEIRO. PATENTES PIPELINE .
PROTEÇAO NO BRASIL PELO PRAZO DE VALIDADE
REMANESCENTE, LIMITADO PELO PRAZO DE VINTE ANOS
PREVISTO NA LEGISLAÇAO BRASILEIRA. TERMO INICIAL. DATA
DO PRIMEIRO DEPÓSITO. ART. 230, 4º, C/C O ART. 40 DA LEI N.
9.279/96. 1. A Lei de Propriedade Industrial, em seu art. 230,
4º, c/c o art. 40, estabelece que a proteção oferecida às
patentes estrangeiras, chamadas patentes pipeline , vigora
"pelo prazo remanescente de proteção no país onde foi
depositado o primeiro pedido", até o prazo máximo de
proteção concedido no Brasil - 20 anos - a contar da data do
primeiro depósito no exterior, ainda que posteriormente
abandonado. 2. Recurso especial provido (STJ, Resp
731.101/RJ, Rel. Min. João Otávio de Noronha, 2ª Seção, j.
28.04.2010, Dje 19.05.2010).
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• Desenho Industrial – Conceito e requisitos de


registrabilidade:

LPI, Art. 95. Considera-se desenho industrial a


forma plástica ornamental de um objeto ou o
conjunto ornamental de linhas e cores que possa
ser aplicado a um produto, proporcionando
resultado visual novo e original na sua configuração
externa e que possa servir de tipo de fabricação
industrial.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• Diferença entre desenho industrial e modelo


de utilidade

Desenho industrial Modelo de utilidade

- Não guarda nenhuma - Tem que conferir ao


relação com a objeto uma melhora
funcionalidade do produto funcional no seu uso ou
em sua fabricação
- Criação estética - Criação técnica
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• Requisitos para o registro de desenho


industrial são:
a) Novidade (art. 96, LPI);
b) Originalidade (art. 97, LPI);
c) Aplicação industrial (art. 98, LPI);
d) Licitude ou desimpedimento(art. 100, LPI).
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• Procedimento de registro do desenho


industrial:
- Segue basicamente a mesma sistemática do
procedimento para concessão de patentes, com
algumas variações.
LPI, Art. 94 (...), Parágrafo único. Aplicam-se ao
registro de desenho industrial, no que couber, as
disposições dos arts. 6º e 7º.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• NOVIDADE

LPI, Art. Art. 96. O desenho industrial é considerado novo


quando não compreendido no estado da técnica.

§ 1º O estado da técnica é constituído por tudo aquilo


tornado acessível ao público antes da data de depósito do
pedido, no Brasil ou no exterior, por uso ou qualquer
outro meio, ressalvado o disposto no § 3º deste artigo e
no art. 99.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• ORIGINALIDADE

LPI, Art. Art. Art. 97. O desenho industrial é


considerado original quando dele resulte uma
configuração visual distintiva, em relação a
outros objetos anteriores.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• APLICAÇÃO INDUSTRIAL

LPI, Art. Art. Art. 98. Não se considera desenho


industrial qualquer obra de caráter puramente
artístico.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial
• DESIMPEDIMENTO

LPI, Art. Art. Art. 100. Não é registrável como desenho


industrial:

I - o que for contrário à moral e aos bons costumes ou


que ofenda a honra ou imagem de pessoas, ou atente
contra liberdade de consciência, crença, culto religioso ou
idéia e sentimentos dignos de respeito e veneração;

II - a forma necessária comum ou vulgar do objeto ou,


ainda, aquela determinada essencialmente por
considerações técnicas ou funcionais.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• Procedimento de registro do desenho


industrial:
- Segue basicamente a mesma sistemática do
procedimento para concessão de patentes, com
algumas variações.

LPI, Art. Art. Art. 94. (...)


Parágrafo único. Aplicam-se ao registro de
desenho industrial, no que couber, as
disposições dos arts. 6º e 7º.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

LPI, Art. 121. As disposições dos arts. 58 a 63


aplicam-se, no que couber, à matéria de que
trata o presente Título, disciplinando-se o direito
do empregado ou prestador de serviços pelas
disposições dos arts. 88 a 93.

* Publicação e concessão automáticas (exame


de mérito eventual e deferido).
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• Prazo de vigência do registro de desenho


industrial:

LPI, Art. 108. O registro vigorará pelo prazo de


10 (dez) anos contados da data do depósito,
prorrogável por 3 (três) períodos sucessivos de 5
(cinco) anos cada.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

Proteção conferida pelo registro de desenho


industrial

• Aplicação das mesmas regras relativas à


proteção da patente:
- Exploração sem fins econômicos por terceiro não-
autorizado (aplicação do art. 43 da LPI);
- Exploração econômica por terceiro d boa-fé que
já explorava a patente antes do depósito (art. 110
da LPI).
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• Processo administrativo de nulidade e ação


judicial de nulidade:

LPI, Art. 113. A nulidade do registro será


declarada administrativamente quando tiver
sido concedido com infringência dos arts. 94 a
98.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Desenho
Industrial

• Extinção do registro de desenho industrial:

LPI, Art. 119. O registro extingue-se:


I - pela expiração do prazo de vigência;
II - pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito
de terceiros;
III - pela falta de pagamento da retribuição prevista
nos arts. 108 e 120; ou
IV - pela inobservância do disposto no art. 217.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Marca:

LPI, Art. 122. São suscetíveis de registro como


marca os sinais distintivos visualmente
perceptíveis, não compreendidos nas proibições
legais.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca
• MARCA
- Conceito:
É um sinal aposto a um produto ou um indicativo de
serviço, destinado a diferenciá-lo dos demais
- Funções:
Empresário – funciona como meio de atrair
clientela distinguindo seus produtos ou serviços em
relação aos do concorrente.
Cliente (consumidor) – a marca serve também para
resguardar os interesses do consumidor em relação
à qualidade ou proveniência de determinado
produto ou serviço
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca
• Espécies de marca:

LPI, Art. 123. Para os efeitos desta Lei, considera-se:


I - marca de produto ou serviço: aquela usada para
distinguir produto ou serviço de outro idêntico,
semelhante ou afim, de origem diversa;
II - marca de certificação: aquela usada para atestar a
conformidade de um produto ou serviço com
determinadas normas ou especificações técnicas,
notadamente quanto à qualidade, natureza, material
utilizado e metodologia empregada; e
III - marca coletiva: aquela usada para identificar
produtos ou serviços provindos de membros de uma
determinada entidade.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• CLASSIFICAÇÃO

- Quanto à forma de sua composição:


a) nominativa;
b) Figurativa;
c) Mista.

- Quanto à origem:
a) Marca brasileira;
b) Marca estrangeira.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Procedimento do pedido de registro de marca:

LPI, Art. 129. A propriedade da marca adquire-se


pelo registro validamente expedido, conforme as
disposições desta Lei, sendo assegurado ao titular
seu uso exclusivo em todo o território nacional,
observado quanto às marcas coletivas e de
certificação o disposto nos arts. 147 e 148.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Legitimidade do autor do pedido de registro


de marca:

LPI, Art. 128. Podem requerer registro de marca


as pessoas físicas ou jurídicas de direito público
ou de direito privado.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca
LPI, Art. 128 (...),
§ 1º As pessoas de direito privado só podem requerer
registro de marca relativo à atividade que exerçam efetiva
e licitamente, de modo direto ou através de empresas
que controlem direta ou indiretamente, declarando, no
próprio requerimento, esta condição, sob as penas da lei.

§ 2º O registro de marca coletiva só poderá ser requerido


por pessoa jurídica representativa de coletividade, a qual
poderá exercer atividade distinta da de seus membros.

§ 3º O registro da marca de certificação só poderá ser


requerido por pessoa sem interesse comercial ou
industrial direto no produto ou serviço atestado.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Depósito e exame do pedido:

LPI, Art. 155. O pedido deverá referir-se a um único


sinal distintivo e, nas condições estabelecidas pelo
INPI, conterá:
I - requerimento;
II - etiquetas, quando for o caso; e
III - comprovante do pagamento da retribuição
relativa ao depósito.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

LPI, Art. 156. Apresentado o pedido, será ele


submetido a exame formal preliminar e, se
devidamente instruído, será protocolizado,
considerada a data de depósito a da sua
apresentação.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Concessão do registro de marca:

LPI, Art. 161. O certificado de registro será


concedido depois de deferido o pedido e
comprovado o pagamento das retribuições
correspondentes
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Vigência do registro de marca:

LPI, Art. 133. O registro da marca vigorará pelo


prazo de 10 (dez) anos, contados da data da
concessão do registro, prorrogável por períodos
iguais e sucessivos.

§ 1º O pedido de prorrogação deverá ser formulado


durante o último ano de vigência do registro,
instruído com o comprovante do pagamento da
respectiva retribuição.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Princípio da especialidade ou especificidade:

Proteção jurídica conferida pela lei é restrita


ao(s) ramo(s) de atividade em que o seu titular
atua.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

JURISPRUDÊNCIA DO STJ
A proteção à marca visa impedir a concorrência
desleal, no intuito de evitar que o consumidor
adquira um determinado produto, pensando ser
outro. Com esse entendimento, a Turma não
conheceu o recurso (Resp 550.092/SP, Rel. Min.
Fernando Gonçalves, J. 22.03.2005, Informativo
240/2005).
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Licenciamento do registro de marca:

LPI, Art. 139. O titular de registro ou o


depositante de pedido de registro poderá
celebrar contrato de licença para uso da marca,
sem prejuízo de seu direito de exercer controle
efetivo sobre as especificações, natureza e
qualidade dos respectivos produtos ou serviços.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Extinção do registro de marca:

LPI, Art. 142. O registro da marca extingue-se:


I - pela expiração do prazo de vigência;
II - pela renúncia, que poderá ser total ou parcial
em relação aos produtos ou serviços assinalados
pela marca;
III - pela caducidade; ou
IV - pela inobservância do disposto no art. 217.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Marca

• Indicações geográficas:

Art. 176. Constitui indicação geográfica a


indicação de procedência ou a denominação de
origem.
DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL – Síntese

Patente Registro
Modelo de Desenho
Invenção utilidade industrial
Marca
20 anos 15 anos
Duração 10 anos 10 anos
(min. 10 anos) (min. 7 anos)
Prorrogável por Prorrogável
sem limite
até 3 anos
Prorrogação Não admite Períodos de 5
(requer 1 ano
antes do
anos cada término)
Cabe licença compulsória (não é pacífica a possibilidade
Licença Não admite
de licença compulsória do desenho industrial)

• Novidade; • Novidade
• Novidade; relativa;
• Atividade inventiva
Requisitos • Originalidade; • Não
• Aplicação industrial; • Licitude. Colidência ;
• Licitude • Licitude.