Você está na página 1de 133
2014 DIAGNÓSTICO SOCIAL CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Baião, 14 de Fevereiro de

2014

DIAGNÓSTICO SOCIAL

2014 DIAGNÓSTICO SOCIAL CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Baião, 14 de Fevereiro de 2014
2014 DIAGNÓSTICO SOCIAL CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Baião, 14 de Fevereiro de 2014

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

Baião, 14 de Fevereiro de 2014

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Índice Apresentação   4 I – Introdução  

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Índice Apresentação   4 I – Introdução   5

Índice

Apresentação

 

4

I – Introdução

 

5

II Abordagem Concetual

 

6 – 14

1. O Conselho Local de Ação Social de Baião

6

2. A Visão

 

9

3. A Estratégia

9

4. O Planeamento

10

5. Dimensão metodológica

 

10

III Baião: O Território e as Pessoas

 

15

– 38

1. Breve Caraterização e o impacto da Reorganização Administrativa do Território

15

2. Indicadores Demográficos

 

16

3. Índices demográficos

 

23

4. Caracterização das estruturas familiares

28

5. Quadro de Avaliação estratégica

37

IV Baião: Emprego e Desemprego

 

39

– 52

1. Conceitos de Emprego, Trabalho e Desemprego

39

2. O Emprego: Perspetiva evolutiva

41

3. O Desemprego: caracterização dos inscritos

46

4. Quadro de Avaliação estratégica

51

V Baião: Empreendorismo

 

53

– 69

1. O Empreendorismo: Perspetiva evolutiva

53

2. Baião: Análise ao setor primário

59

3. Quadro de Avaliação Estratégica

68

VI Baião: Educação

 

70

– 76

1-

Caraterização da população residente por níveis de instrução

70

2-

Caracterização e evolução da população escolar

72

3-

Evolução do número de alunos entre 2007/2008 e 2011/2012

73

4-

Quadro de Avaliação estratégica

76

VII Baião: Formação

 

77

– 84

1-

Formação no Concelho: Indicadores e prespetiva evolutiva

77

2-

Principais Resultados

78

3-

Quadro de Avaliação estratégica

84

VIII Baião: Saúde 1- Principais indicadores

 

85

– 92

85

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO   2- Acesso aos cuidados de saúde (serviços

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

 

2- Acesso aos cuidados de saúde (serviços e recursos) 3 - Quadro de avaliação estratégica

87

92

IX

Baião: Incapacidades e Dificuldades na Autonomia e Mobilidade

93 – 99

 

1-

Principais indicadores

93

2-

Equipamentos e Recursos de Apoio

95

3-

Quadro de avaliação estratégico

99

X Baião: Habitação

100

– 109

 

1-

Caracterização do Parque Habitacional

100

2-

Habitação Social

106

3-

Evolução das Medidas de Apoio à Habitação e Obras de Reabilitação

107

4-

Quadro de Avaliação Estratégica

109

XI

Baião: Inclusão Social

110

– 128

 

1-

Principais Indicadores de Proteção Social

110

2-

Complemento Social para Idosos

113

3-

Rendimento Social de Inserção

113

4-

Outros Projetos, Medidas e Recursos Concelhios ao Serviço da Inclusão Social

116

5-

Quadro de Avaliação Estratégia

127

XII Baião: Abordagem Estratégica

129

Fontes e Referências Bibliográficas

133

129 Fontes e Referências Bibliográficas 133 Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Apresentação O respeito pela subsidiariedade e pelos demais

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

Apresentação

O respeito pela subsidiariedade e pelos demais princípios consignados no Programa da Rede Social,

aliados à construção e ao aprofundamento de uma relação de cooperação institucional têm permitido que todos possamos agir funcionalmente sobre o mesmo território promovendo o crescimento inteligente, inclusivo e também sustentável para as gerações futuras.

Este Diagnóstico Social procura sistematizar o contributo proveniente da recolha e avaliação diagnóstica, bem como, dos documentos de gestão, elaborados pelos diferentes agentes de desenvolvimento social local e, dessa forma, assume-se como o guião que orienta, estrutura e organiza a ação e direciona o seu planeamento.

Ele pretende contribuir, também, para a construção de uma cultura de circulação sistemática de

informação entre todos os agentes de intervenção e desenvolvimento em Baião. Para tal, a elaboração deste Diagnóstico Social procurou cumprir três pressupostos essenciais:

1. Ser um documento de fácil leitura e compreensão, sem descurar a cientificidade na metodologia, no quadro concetual e na operacionalidade;

2. Ser um documento com que todos os agentes de desenvolvimento e intervenção social se identifiquem visando criar coerência e convergência na ação alcançando-se, subsequentemente uma maior eficácia, qualidade e eficiência;

3. Ser um instrumento de trabalho em atualização e ajustamento permanente, fruto da participação de todos aqueles que detêm quer as competências para a resolução dos problemas sociais identificados, quer a responsabilidade na definição de políticas que promovam o desenvolvimento social do Concelho de Baião.

Trata-se portanto, de uma abordagem pró-ativa do diagnóstico da realidade social de Baião, que, sem descurar os referenciais estatísticos, encoraja também à reflexão em torno da construção e da integração de novos dados e informações, mais territorializados e menos estandardizados que possa aclarar as caraterísticas e os ajustes necessários do nosso e único Concelho de Baião.

ajustes necessários do nosso e único Concelho de Baião. O Presidente do CLASB Paulo Pereira, Dr.

O Presidente do CLASB

Paulo Pereira, Dr.

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO I – Introdução O Diagnóstico Social que se

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

I – Introdução

O Diagnóstico Social que se apresenta estrutura-se em torno de três partes distintas:

1ª Parte:

Dedicada ao enquadramento, à abordagem concetual e evolutiva da Rede Social, recordando e delimitando a visão, a estratégia, o planeamento e a dimensão metodológica no sentido da promoção do desenvolvimento social e a atenuação das situações de pobreza e exclusão social no Concelho de Baião. Em termos de estrutura, esta primeira parte integra o capítulo II (Abordagem Concetual).

2ª Parte:

Dedicada à apresentação de um conjunto de informações e dinâmicas evolutivas sobre o Concelho de Baião. Estas organizam-se de acordo com os direitos sociais básicos, adotando e reconfigurando neste aspeto as opções e práticas (diretrizes e instrumentos) de trabalho que os vários grupos e estruturas de parceria da Rede Social (Núcleo Operativo da Plataforma Supraconcelhia do Tâmega e Grupo Técnico das Redes Sociais da Agenda Regional para a Empregabilidade do Tâmega e Sousa) adotaram nos últimos dois anos para a NUT III em matéria de elaboração dos Diagnósticos Sociais Concelhios. Nesta parte procura-se sistematizar a informação que permite responder às questões “De onde viemos?” e “Como estamos?” em matéria de desenvolvimento social concelhio. Em termos de estrutura, esta segunda parte abrange a informação tratada entre os capítulos III e o XI.

3ª Parte:

Dedicada à abordagem estratégica geral, com vista a fornecer as pistas de intervenção para a estruturação do Plano de Desenvolvimento Social onde, com profundidade, debate e compromisso coletivo se possa responder consensual e operativamente às última duas questões: “Para onde queremos ir?” e “como poderemos lá chegar?” Em termos de estrutura, esta última parte integra o capítulo XII (Abordagem Estratégica).

parte integra o capítulo XII (Abordagem Estratégica). Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO II – Abordagem Concetual 1 - O Conselho

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

II – Abordagem Concetual

1 - O Conselho Local de Ação Social de Baião (CLASB)

A Rede Social materializa-se em Baião através do Conselho Local de Ação Social de Baião (CLASB) que se afigura como a plataforma de planeamento e coordenação da intervenção social local e pelo Núcleo Executivo, o órgão mais operativo do CLASB e responsável pela dinamização da Rede Social em Baião. A par desta organização local, a Rede Social de Baião integra a Plataforma Territorial Supra concelhia do Tâmega (PSC Tâmega), coordenada pelo Instituto da Segurança Social do Porto. Esta Plataforma Territorial, persegue o objetivo de reforçar a organização dos recursos e o planeamento das respostas e equipamentos sociais ao nível supraconcelhio e regional, através da promoção de espaços quer de circulação de informação entre os CLAS’s, quer de análise e reflexão sobre os problemas dos territórios abrangidos.

e reflexão sobre os problemas dos territórios abrangidos. Figura 1: Concelhos que compõem a NUT III

Figura 1: Concelhos que compõem a NUT III – Tâmega e a Plataforma Territorial Supra Concelhia do Tâmega. Fonte: CDISS - Porto

Operacionalmente, a Rede Social enquanto processo de planeamento integrado na área social integra cinco instrumentos fundamentais, que descrevemos sucintamente e em relação aos quais detalhamos também a cronologia de trabalho já realizado pelo CLASB:

também a cronologia de trabalho já realizado pelo CLASB: Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO A - Diagnóstico Social (DS) 1 1º Diagnóstico

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

A - Diagnóstico Social (DS) 1

1º Diagnóstico Social 2º Diagnóstico Social 3º Diagnóstico Social (documento atual)

14-07-2004

23-10-2008

14-02-2014

B - Plano de Desenvolvimento Social (PDS) 2

Plano de Desenvolvimento Social (2005)

À data da sua elaboração, teve o Plano Nacional de Ação para a Inclusão (PNAI) 2006-2008, como o principal instrumento de orientação, tendo sido a sua duração sincronizada com o mesmo, ou seja, três anos; Desde 2010 que se assiste a uma ausência nacional de um quadro jurídico-legal atualizado para incorporar uma estratégia de âmbito nacional com a qual as Redes Sociais se articulem e que seja um importante elemento de referência para as estratégias de desenvolvimento social, a nível territorial;

C - Plano de Acão 3

Plano de Ação anual, desde 2005 a 2013.

D - Sistema de Informação (SI) 4

Diretório da Rede Social do CLASB e da Plataforma Supraconcelhia do Tâmega na página web da

Câmara Municipal de Baião desde 2007; Criação de um e-mail de contacto específico para a Rede Social de Baião, desde 2005

Participação ativa na “Newsletter Tâmega” enquanto sistema de partilha de conhecimentos, informação, iniciativas locais e supramunicipais, programas e medidas de apoio existentes aos parceiros da Rede Social de Baião, desde 2005.

1 Artigo 35º do DL115/2006: “O DS é um instrumento dinâmico sujeito a atualização periódica, resultante da participação dos diferentes parceiros, que permite o conhecimento e a compreensão da realidade social através da identificação das necessidades, da deteção dos problemas prioritários e respetiva causalidade, bem como dos recursos, potencialidades e constrangimentos locais”

2 Artigo 36º do DL 115/2006: 1—O PDS é um plano estratégico que se estrutura a partir dos objetivos do PNAI e que determina

PDS tem carácter obrigatório,

tendo uma duração sincronizada com o calendário da Estratégia Europeia; 4—O PDS integra as prioridades definidas aos níveis

nacional e regional, nomeadamente as medidas e ações dos planos estratégicos sectoriais.

eixos, estratégias e objetivos de intervenção, baseado nas prioridades definidas no DS. (…

);3—O

3 Artigo 37 do DL 115/2006: Operacionalização do PDS 1—O PDS operacionaliza-se através de planos de ação anuais, a concretizar pelos parceiros locais….”)

4 Artigo 38º do DL 115/2006: 1—O SI compreende duas dimensões, uma nacional e uma local; 2—O SI de dimensão nacional, bem como a sua supervisão técnica, é da responsabilidade do Instituto da Segurança Social, I. P., e integra um conjunto de informações e indicadores estatísticos que permitam um conhecimento homogéneo do território nacional, 3—O SI de dimensão nacional (….) permite a partilha de conhecimentos e experiências entre todos os parceiros das redes sociais. 4—O SI de dimensão local é constituído por um conjunto de suportes e procedimentos que facilitem a troca de informação entre os parceiros)

que facilitem a troca de informação entre os parceiros) Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO E - Regulamento interno do CLASB 1º Regulamento

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

E - Regulamento interno do CLASB

1º Regulamento Interno

31-07-2003

2º Regulamento Interno

14-07-2007

3º Regulamento Interno

23-10-2008

4º Regulamento Interno, em vigência

14-02-2014

Não esquecendo que a Rede Social enquanto processo é, como outro qualquer, caracterizado por

avanços e recuos onde as limitações, os problemas e os constrangimentos devem ser encarados como

obstáculos a ultrapassar, no reforço duma aprendizagem que é contínua, esquematicamente, ilustramos

de seguida, essas aprendizagens, que permitiram enriquecer a brochura original de divulgação do

Programa de implementação da Rede Social:

PLANEAMENTO ESTRATÉGICO
PLANEAMENTO ESTRATÉGICO

(Revisão)

DIAGNÓSTICO SOCIAL DIAGNÓSTICO SOCIAL
DIAGNÓSTICO SOCIAL
DIAGNÓSTICO SOCIAL

(Revisão)

(Revisão)
(Revisão)
SOCIAL DIAGNÓSTICO SOCIAL (Revisão) (Revisão) Planeamento Tático Planeamento Operacional Caracterização
Planeamento Tático
Planeamento Tático
Planeamento Operacional
Planeamento Operacional

Caracterização do concelho: conjunto de informações

e dinâmicas evolutivas sobre o concelho de Baião,

organizadas de acordo com os direitos sociais básicos.

Definição de potencialidades, constrangimentos e prioridades de intervenção integrada

constrangimentos e prioridades de intervenção integrada PLANO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL Definição de eixos,

PLANO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Definição de eixos, estratégias e objetivos de intervenção

Elaboração do Plano de Ação, com definição de Projetos Integrados e respetivas Ações Prioritárias

de Projetos Integrados e respetivas Ações Prioritárias IMPLEMENTAÇÃO DOS PROGRAMAS E PROJECTOS (PLANO DE AÇÃO)
IMPLEMENTAÇÃO DOS PROGRAMAS E PROJECTOS (PLANO DE AÇÃO) MONITORIZAÇÃO /AVALIAÇÃO
IMPLEMENTAÇÃO DOS PROGRAMAS E PROJECTOS
(PLANO DE AÇÃO)
MONITORIZAÇÃO /AVALIAÇÃO

Fonte: Núcleo Executivo CLASB - Adaptado da Brochura de Divulgação do Programa de Implementação da Rede Social.

Divulgação do Programa de Implementação da Rede Social. Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel.

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO 2 – A Visão O Desenvolvimento Social em

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

2 – A Visão

O Desenvolvimento Social em Baião é de todos, para todos e com todos.

O Conselho Local de Ação Social de Baião é o órgão privilegiado de concertação e congregação de

esforços para assegurar a definição, implementação, monitorização e a avaliação das grandes linhas estratégicas de intervenção social para Baião.

A visão que sustenta as suas atribuições e competências assenta no trabalho diligente de uma parceria

alargada, efetiva e dinâmica que respeita os princípios da subsidiariedade, da integração, da articulação,

da participação, da inovação e da igualdade de género.

Estes princípios orientam a ação e o planeamento por forma a criar uma maior equidade territorial e social, concertando medidas e ações que, por um lado, promovam o bem-estar e a qualidade de vida da população, e por outro, permitam combater mais eficazmente as situações de exclusão social e vulnerabilidade.

3 – A Estratégia

Na atualidade, todos estamos conscientes da necessidade de fazer mais e melhor reduzindo custos efetivos e operacionais.

A racionalização de recursos e a promoção de processos e responsabilidades partilhadas na resposta aos

problemas e às necessidades integrais da população, devem constituir os alicerces da estratégia que norteia o planeamento e a ação local, próxima e eficaz para um desenvolvimento mais inclusivo, mais inteligente e mais sustentável.

Esta estratégia assenta numa base sistémica de intervenção, primando pela partilha de boas práticas para

a adequação e qualificação das respostas e dos recursos às necessidades e problemas reais da comunidade, bem como, experimentando novas práticas e metodologias que permitam antecipar

constrangimentos que afetem essa comunidade, antecipando também soluções que minorem o impacto

de novos desafios.

Neste sentido, torna-se cada vez mais imprescindível a importância da concertação de esforços entre o Terceiro Sector e o Estado, numa lógica de responsabilidade coletiva, bem como entre estes e o Setor Empresarial, numa lógica de responsabilidade social, pondo em comum diferentes olhares sobre as práticas e as políticas. Em síntese, este é o caminho que tem e se deseja que continue a ser seguido no que se refere à

promoção da intervenção social local, estimulando o desenvolvimento e a implementação de projetos

partilhados e qualificantes para Baião, visando um planeamento estruturante da ação, a participação ativa

e consciente de todos os parceiros e a rentabilização dos recursos existentes.

os parceiros e a rentabilização dos recursos existentes. Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel.

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO 4 - O Planeamento O Programa da Rede

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

4 - O Planeamento

O Programa da Rede Social propõe que a ação local seja coerente com o conjunto de Planos, Medidas,

Programas Nacionais e Comunitários existentes. Porém, a constante profusão de iniciativas/Programas/Planos Nacionais e a própria temporalidade das metas inscritas em cada uma delas, mostraram-nos nestes últimos anos que se torna impossível a

manutenção de um referencial estratégico estável no quadro da elaboração dos Diagnósticos Sociais e da estruturação dos Planos de Desenvolvimento Social.

O Plano Nacional de Ação para a Inclusão (PNAI) criado em 2001 no quadro do Processo Europeu de

Inclusão Social, foi tido como o documento de referência para os instrumentos de planeamento da Rede Social. A verdade é que o PNAI 2008-2010 foi o último de um ciclo de dez anos, não existindo, desde essa altura, nenhum outro documento orientador dos Planos de Desenvolvimento Social das Redes Sociais. Daí ter-se criado neste período um vazio referencial quanto ao enquadramento e à articulação da dimensão

local, regional, nacional e comunitária em termos de política de coesão social. Este foi um constrangimento relevante na ação integradora da Rede Social ao nível das políticas, medidas

e ações concertadas, coerentes e participadas para o desenvolvimento local e para o combate à exclusão social. Após uma reflexão crítica e aprofundada sobre esta matéria e no seguimento de orientações técnicas

provindas da entidade que tutela a nível nacional o Programa da Rede Social, partilhamos a lógica de que mais importante que uma referência estratégica única para enquadrar e balizar uma estratégia local é o conhecimento e a capacitação que advém dos atores locais para definirem e/ou encontrarem vários ângulos estratégicos de ação em articulação com os vários instrumentos de planeamento de cariz nacional

e comunitária.

No contexto atual aqueles serão, sem dúvida, todos os que advierem da estratégia “Europa2020”, e da tradução desses objetivos em metas e em políticas nacionais de apoio ao crescimento inclusivo, mas também inteligente e sustentável.

5 – Dimensão Metodológica

Tendo em conta que o objetivo essencial do Diagnóstico Social é a «produção do conhecimento social de

um dado território» (Bernoux, 2005), o presente implicou operativamente fases distintas e complementares

de construção, antes da sua validação final partilhada pelos parceiros.

Na opinião do referido autor, aquela produção do conhecimento deve contemplar no mínimo três partes:

1ª - Descrição do território: Consiste na recolha de todo o tipo de informação que descreva o território, com

a ajuda de guiões orientadores. No geral, este pode ser o nível menos elaborado da produção de conhecimento social;

Caracterização: Deve ser consagrada a definir o que a descrição “diz” do território e deverá ser capaz

de

colocar em evidência as singularidades do território;

colocar em evidência as singularidades do território; Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO 3ª – Problematização : Trata-se da parte mais

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

3ª – Problematização: Trata-se da parte mais complexa da produção do conhecimento. Definida como um

processo de compreensão que permite a identificação do que constitui “problema”, esta é a parte conclusiva, charneira entre a análise e a ação. Não se trata da enumeração das faltas ou insuficiências numa lógica de “tratamento”, mas sim de olhar o território como um todo, com as suas necessidades e os pontos de rutura, com as suas potencialidades e os seus recursos, para identificar os principais fatores que se encontram a impedir o desenvolvimento. Ainda de acordo com o autor, este é o momento que permite fazer a distinção entre as ações definidas de acordo com a urgência dos problemas e as ações decididas no âmbito das competências disponíveis, em função de orientações que emergem do diagnóstico problematizado sobre as questões do território, a partir do qual se torna possível fixar os grandes objetivos de desenvolvimento.

5.1.Pressupostos e Linhas Teóricas

Não é propósito aqui, proceder a uma análise exaustiva sobre os possíveis ou diversos posicionamentos teóricos subjacentes à concetualização de “Política Social”, “Desenvolvimento Social, Inclusivo, Integrado, Sustentado”, ou fenómenos/conceitos como “pobreza e exclusão social” pois trata-se de uma área suficientemente discutida e já aprofundada por autores como Bruto da Costa, João Ferreira de Almeida, Manuela Silva, Luís Capucha ou ainda Robert Castels e Serge Paugam, entre outros. Entre todos aqueles, é postura consensual que temos assistido a um crescente aumento, complexificação

e diversificação dos fenómenos de pobreza e exclusão social e da conceptualização das políticas e

práticas (públicas) sociais. Porém, se é inquestionável que o debate e a reflexão teórica têm acompanhado estes desenvolvimentos, o mesmo não tem acontecido ao nível da operacionalização dos conceitos e da construção de indicadores que melhor permitam conhecer essa realidade complexa e multidimensional. Tais circunstâncias representam obstáculos significativos quer ao nível da elaboração dos Diagnósticos Sociais quer ao nível dos Planos de Desenvolvimento Social. Impunha-se, assim, a necessidade de objetivar o quadro concetual de referência que norteariam a operacionalidade do atual Diagnóstico Social de Baião. Explicitemos então os pressupostos teóricos e os conceitos que subjazem ao processo de recolha e leitura de dados e à estruturação deste Diagnóstico Social:

1. Em relação à pobreza e à exclusão social entendemos que ela se deve a um conjunto imbricado de

fatores sociais e individuais que importa em cada contexto ou caso concreto identificar. Consideramos, a este respeito, que o conceito de exclusão social acentua a dimensão relacional do fenómeno, «quando a encaramos enquanto situação de inadequada (ou ausência de) integração social de indivíduos ou grupos sociais na sociedade de que fazem parte» (Pereirinha, coord, 1999). Consideramos ainda o conceito de privação múltipla, em diversos domínios das necessidades básicas:

alimentação, vestuário, condições de trabalho, possibilidades de escolha, saúde e cuidados, educação,

possibilidades de escolha, saúde e cuidados, educação, Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO formação profissional, cultura, participação na vida social e

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

formação profissional, cultura, participação na vida social e política, etc.” (Costa, 1998), e subsequentemente o carácter multidimensional da pobreza.

Estas considerações acerca do conceito de pobreza e de exclusão social, são centrais na Estratégia “Europa 2020”, porém acresce a escassez destes “novos” indicadores sociais desagregados, não só no País, como ao Nível das NUTS III, municípios e freguesias. 2. Procuramos não descurar a ação dos três grandes grupos de fatores de exclusão social:

(i)

fatores de ordem macro sistémica, de natureza estrutural e decorrem do tipo de sistema económico, dos processos de globalização, dos modelos de desenvolvimento adotados, dos valores e princípios sociais prevalecentes, dos paradigmas culturais e das visões do mundo que estão subjacentes às políticas e medidas;

(ii)

fatores de ordem meso sistémica, de cariz mais local, reportando-se a fatores tão diversos como as políticas autárquicas, os modos de governança e funcionamento dos organismos descentralizados da Administração Pública Central, os modos de organização e de intervenção da sociedade civil e

(iii)

fatores de ordem micro sistémica, decorrem de fatores de cariz individual e familiar, dos

obstáculos e carências vivenciados pelos indivíduos nas suas trajetórias pessoais 3. Procuramos efetuar a integração de um conjunto de informações e dinâmicas evolutivas sobre o concelho de Baião, organizadas em torno das áreas temáticas em redor dos direitos sociais básicos (demografia, emprego, formação, empreendedorismo, educação, proteção e inclusão social, habitação, autonomia e mobilidade, saúde) e debatidas no Núcleo Executivo, ensaiando-se em cada área o exercício de tradução da operacionalidade dos conceitos anteriormente referidos e a sua análise compreensiva. Este exercício para além de alicerçado na leitura de um conjunto de documentos diversos, provindos da União Europeia, dos Planos Sectoriais Nacionais, Estudos de Desenvolvimento Estratégico e outros Diagnósticos Sociais Concelhios, foi fundamentalmente assente nas reflexões e troca de experiências provindas das reuniões que ocorreram entre os parceiros do Núcleo Executivo e do Conselho Local de Ação Social de Baião. Entre outras, realçam-se as principais conclusões da Sessão de Reflexão promovida em Novembro 2013 na Fundação Eça de Queirós sobre o tema: “O Desenvolvimento Social visto a partir da dimensão social, sem esquecer a economia e o ambiente”. Esta sessão, dirigiu-se em particular aos parceiros da Rede Social de Baião e contou com a presença de peritos como o Prof. Doutor José A. Rio Fernandes, da Universidade do Porto e Coordenador do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT); Prof. Doutor Luís Ramos, da Universidade Trás - Montes e Alto Douro; Prof. Doutor Nuno Formigo, Investigador no Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO); Dr. Carlos Ribeiro, da “Oficina de Projetos”; Prof. Doutor Pedro Chamusca e o Prof. Doutor Rui Mendes, ambos investigadores no CEGOT. No seu conjunto, estes momentos de partilha e participação facilitaram as opções técnicas para abordagem concetual do desenvolvimento social que se deseja para o Concelho de Baião em torno das seguintes linhas de convergência:

de Baião em torno das seguintes linhas de convergência: Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO 1. Necessidade de co construir indicadores locais para

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

1. Necessidade de co construir indicadores locais para o desenvolvimento local que permitam a

monitorização ao longo do tempo;

2. Importância de não ignorar os indicadores essenciais associados ao desenvolvimento e que

pertencem a instituições oficiais, sob pena de se perder a possibilidade de comparação relativa;

3. Desenvolvimento como conceito dinâmico, criado e aceite por uma e para uma comunidade,

que permita a melhoria contínua e sustentada no bem-estar inclusivo e inteligente de um território, por via

da comparação relativa e através do tempo.

4. Privilegiamos o conceito de desenvolvimento social cujo fim último é a melhoria e elevação da qualidade

de vida de todas as pessoas (Bernaux, 2005). Neste sentido, Gómez e Boyer (2003) apontam mesmo alguns dos princípios para uma política social que se quer integrada:

a) deve englobar a totalidade das famílias no seu contexto de vida quotidiana, ou se quisermos, a generalidade das pessoas e não somente as mais desfavorecidas ou aquelas que se encontram mais sujeitas a determinados tipos de riscos;

b) deve combinar diferentes setores, recursos, programas e métodos, numa lógica de complementaridade

e não de exclusão;

c)

deve ter presente uma efetiva e concreta participação comunitária;

d)

a família, constitui a principal unidade de serviços primários.

5.

Privilegiamos igualmente não só uma abordagem sincrónica, mas também diacrónica. Existem dados

que permitiram uma análise por décadas, outros apenas uma análise no período temporal específico entre 2010 e 2013. Também sempre que possível procedeu-se ainda a uma análise ao nível de freguesia e para uma melhor compreensão da realidade do Concelho de Baião procurou-se uma análise comparada com a região do Tâmega (NUT III).

5.2. Métodos e técnicas para a recolha e análise de informação

Numa ótica de investigação-ação, este Diagnóstico Social é também um instrumento de participação de todos os que detêm elementos de conhecimento sobre a realidade social concelhia e, desta forma, os parceiros do Núcleo Executivo funcionaram como um verdadeiro fórum de consulta permanente. Na verdade, todos os parceiros se constituíram como “fontes de informação” possibilitando-se a conjugação de informações produzidas nacionalmente com informações endógenas, com carácter quantitativo e qualitativo. Assim, foi realizada análise documental de:

Informação estatística variada: Estatísticas Demográficas (INE e PORDATA); Inquérito ao Emprego (INE); Quadros de Pessoal (Ministério da Segurança Social e do Trabalho); Estatísticas da Educação (DGEST); Estatísticas da Segurança Social; Estatísticas da Justiça; Estatísticas Locais (Centro de Emprego; Centro de Saúde; IPSS’s, CPCJ, Câmara Municipal de Baião, Agrupamentos Escolares, Associação Empresarial de Baião, CLDS, Dólmen, AEB);

Associação Empresarial de Baião, CLDS, Dólmen, AEB); Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO ∑ Documentos de avaliação diagnóstica existentes e produzidos

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

Documentos de avaliação diagnóstica existentes e produzidos por diferentes parcerias locais e projetos de intervenção social numa escala mais territorial: Grelhas Temáticas de recolha de dados em domínios diversos da intervenção social e respetivos subdomínios: Infância e Juventude, População Adulta, Família, Rendimento Social de Inserção (RSI), Equipa Multidisciplinar de Assessoria aos Tribunais (EMAT), CPCJ, GNR, Pelouros Municipais do Associativismo, Desporto, Cultura, Educação, Emprego Formação e Qualificação).

Cultura, Educação, Emprego Formação e Qualificação). Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO III – Baião: O Território e as Pessoas

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

III – Baião: O Território e as Pessoas

1-Breve Caraterização e o impacto da Reorganização Administrativa do Território

O Município de Baião localiza-se no limite interior Este do Distrito do Porto integrando, entre outras estruturas de parceria, a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, a Associação dos Municípios do Baixo Tâmega e a Plataforma Territorial Supraconcelhia do Tâmega. Em termos geográficos confronta, a Norte, com os concelhos de Amarante, Vila Real e Santa Marta de Penaguião; a Este, com os Municípios de Peso da Régua e Mesão Frio; a Oeste, com o concelho de Marco de Canaveses e, a Sul, com o rio Douro, fronteira natural com os concelhos de Cinfães e de Resende. Baião situa-se entre as latitudes 41º 05’ 20’’ e 41º 14’ 50’’ Norte e as longitudes 7º 52’30’’ e 8º 07’ 40’ Oeste, encontrando-se representado nas Cartas Militares números 113, 114, 125, 126 e 136. Tem 20.522 habitantes (Censos de 2011) e é atualmente constituído por 14 freguesias, totalizando 174,52

km2.

Relativamente à orografia, Baião tem um relevo bastante irregular, recortado por vales, por onde escorrem abundantes cursos de água, destacando-se o Rio Teixeira e o Rio Ovil. Está rodeado por três formações montanhosas principais (as Serras do Marão da Aboboreira e do Castelo). A altitude varia desde a albufeira da Pala (cerca de 50 m) até ao ponto mais elevado da Serra do Marão (1416 m). Na sequência da publicação da Lei n.º 56/2012, de 8 de novembro e da Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro que introduziram a reorganização administrativa do território das freguesias (RATF), o Concelho de Baião passou a ser constituído por 14 freguesias, em vez das antigas 20.

a ser constituído por 14 freguesias, em vez das antigas 20. Freguesia até 2012 Alteração RATF

Freguesia até 2012

Alteração RATF

Freguesia criada/alterada pela RATF

 

Ordenação das Freguesias 2013 (nº e designação)

em 2013

 

Ancede

Agregação

União

das

freguesias

de

Ancede

e

 

Ribadouro

 

Frende

Baião (Santa Leocádia)

Agregação

União das freguesias de Baião (Santa Leocádia) e Mesquinhata

Gestaçô

Campelo

Agregação

União das freguesias de Campelo e Ovil

 

Gove

Frende

Sem alteração

 

Grilo

Gestaçô

Sem alteração

 

Loivos do Monte

Gove

Sem alteração

 

Santa Marinha do Zêzere

Grilo

Sem alteração

 

Valadares

Loivos da Ribeira

Agregação

União das freguesias de Loivos da Ribeira e Tresouras

Viariz

Loivos do Monte

Sem alteração

 

União das freguesias de Ancede e Ribadouro

Mesquinhata

Agregação

União das freguesias de Baião (Santa Leocádia) e Mesquinhata

União das freguesias de Baião (Santa Leocádia) e Mesquinhata

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Ovil Agregação União das freguesias de Campelo e

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

Ovil

Agregação

União das freguesias de Campelo e Ovil

 

União das freguesias de Campelo e Ovil

Ribadouro

Agregação

União

das

freguesias

de

Ancede

e

 

Ribadouro

 

União das freguesias de Loivos da Ribeira e Tresouras

Santa Cruz do Douro

Agregação

União das freguesias de Santa Cruz do Douro e São Tomé de Covelas

União das freguesias de Santa Cruz do Douro e São Tomé de Covelas

Santa Marinha do Zêzere

Sem alteração

 

União das freguesias de Teixeira e Teixeiró

São Tomé de Covelas

Agregação

União das freguesias de Santa Cruz do Douro e São Tomé de Covelas

 

Teixeira

Agregação

União das freguesias de Teixeira e Teixeiró

 

Teixeiró

Agregação

União das freguesias de Teixeira e Teixeiró

 

Tresouras

Agregação

União das freguesias de Loivos da Ribeira e Tresouras

 

Valadares

Sem alteração

   

Viariz

Sem alteração

   

Quadro 1: Reorganização Administrativa do Território - Baião

2-Indicadores Demográficos

Os resultados definitivos dos Censos 2011 indicam ser a população residente no concelho de Baião um total de 20.522 indivíduos, dos quais 9.811 são homens e 10.711 são mulheres 5 . A região Norte e o Tâmega mantiveram sensivelmente a mesma população no período intercensitário 2001-2011 e o maior crescimento demográfico verificou-se na década de 1990. O concelho de Baião registou nesta última década um comportamento demográfico negativo mais visível que no anterior período intercensitário. Em termos absolutos, enquanto que no período intercensitário 1991-2001, Baião registou um saldo negativo na população residente de (-) 101 indivíduos, na última década elevou esse numero para menos (-) 1833. Neste período intercensitário, o concelho perdeu 8,2% da população residente.

5 Este indicador de género da população residente terá a sua relevância específica noutras matérias deste Diagnóstico Social, nomeadamente nas questões associadas ao envelhecimento, ao perfil e às dinâmicas de emprego-desemprego e mesmo nas medidas, respostas e equipamentos sociais.

e mesmo nas medidas, respostas e equipamentos sociais. Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel.

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO     Total     1991   2001

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

   

Total

   

1991

 

2001

 

2011

 

2012

6

Total

H

M

Total

H

M

Total

H

M

Total

H

M

Norte

3.472.715

1677310

1795406

3.687.293

1.782.931

1.904.362

3.689.682

1.766.260

1.923.422

3.666.234

1.750.568

1.915.666

Tâmega

515.610

253743

261867

551.309

268.097

279.941

550.516

268.097

282.419

547.980

266.441

281.539

Baião

22.456

10.852

11604

22.355

10.777

11.578

20.522

9.811

10.711

20.119

9.622

10 497

Quadro 2: Evolução da população residente, por sexo – 1991, 2001 e 2011 – NUTII, III e Baião Fonte: INE, Censos Definitivos Norte

1991, 2001 e 2011 e Anuário Estatístico da Região Norte 2012.

Nesta última década, Baião acompanhou numa percentagem maior, a tendência de decréscimo populacional que se registou no interior do território do Tâmega.

 

Crescimento

Populacional

1991-2001

2001-2011

NUTS e Concelhos

%

%

Portugal

5

2

Norte

6,2

0,1

Tâmega

8,3

-0,1

Baião

-0,4

-8,2

Quadro 3: População residente Portugal, NUTII, NUT III – Variação entre 1991 e 2001 e 2001 e 2011 (%) Fonte: INE;

Recenseamento geral da população

Relativamente ao Concelho de Baião e após a Reorganização Administrativa do Território das freguesias (RATF) e os Censos 2011, os 20.522 indivíduos residiam maioritariamente no território da União das freguesias de Campelo e Ovil (3.938), seguido da União das freguesias de Ancede e Ribadouro (2.836) e da freguesia de Santa Marinha do Zêzere (2.789). Na União das freguesias de Santa Cruz do Douro e São Tomé de Covelas residiam 2.085 e era na freguesia de Loivos do Monte, que menos pessoas residiam

(373).

6 Efectuou-se um exercício comparativo com o Anuário Estatístico da Região Norte de 2012, no entanto, nos Anuários os dados da população residente utilizados no cálculo dos indicadores têm por base um exercício estimativo pelo que, por essa razão não são directamente comparáveis com as operações inter-censitárias definitivas.

com as operações inter-censitárias definitivas. Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Gráfico 1: População residente, por freguesia RATF, 2011

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Gráfico 1: População residente, por freguesia RATF, 2011 Fonte:

Gráfico 1: População residente, por freguesia RATF, 2011 Fonte: CENSOS 2011 - INE - CAOP 2013 - Carta Administrativa Oficial

Portuguesa

A

leitura dos quadros que se seguem e que respeitam à estrutura etária da população na região do Norte

e

Tâmega revela que o Concelho de Baião, no grupo do etário dos 0-14 anos, apresenta um acentuado

recuo (-24,4%) afastando-se significativamente da Região Norte que regista igualmente uma perda mas menor (-13,6%) e do Tâmega (-16,9%).

A perda populacional já referida foi vincadamente acentuada nos grupos etários mais jovens (0-14 e dos

15-24 anos), que no total representaram quase 50% (-49,20%) desse recuo. Em 2001,especificamente 18,9% da população residente tinha entre 0-14 anos e em 2011 esse valor apenas constitui 15,1%. Inversamente, a população com 65 e mais anos que representava em 2001 16,10%, em 2011 atinge os 18,68%. Julgamos que este aumento se deve também, ao regresso de alguns emigrantes ao Concelho após décadas de trabalho. Em si mesmo, e numa análise mais imediata, este dado permite-nos afirmar que as tendências da baixa natalidade e para o envelhecimento da população que carateriza o País, são em Baião também uma realidade merecedora de uma ação estratégica que, julgamos, deverá assumir uma natureza intermunicipal, para que possa aspirar a uma relativa eficácia.

para que possa aspirar a uma relativa eficácia. Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel.

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO     População residente       Geográfica

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

   

População residente

   
 

Geográfica

 

Em 2001

   

Em 2011

 

População residente -Variação entre 2001 e 2011 (%)

Total

 

Grupos etários

 

Total

 

Grupos etários

     

Grupos etários

 

Zona

         

65 ou

         

65 ou

Var.

   

25-

65 ou

HM

H

0-14

15-24

25-64

mais

HM

H

0-14

15-24

25-64

mais

Total

0-14

15-24

64

mais

                           

-

-

   

Norte

3687293

1782931

644948

558278

1969309

514758

3689682

1766260

557233

425876

2075134

631439

0.06

13.60

23.72

5.37

22.67

                           

-

-

   

Tâmega

551309

271368

114359

89923

282200

64827

550516

268097

94956

72560

305644

77356

- 0.14

16.97

19.31

8.31

19.33

                           

-

-

-

 

Baião

22355

10777

4228

3439

10930

3758

20522

9811

3112

2655

10921

3834

- 8.20

26.40

22.80

0.08

2.02

Quadro 4: População Residente em 2001 e 2011, NUTII, NUT III e Município Baião, segundo os grupos etários e sua evolução entre

2001 e 2011 Fonte: CENSOS 2001 e 2011 - INE

Zona Geográfica

 

População residente em 2012

 
 

Total

 

Grupos etários

 
           

65 e mais

 
   

75 e mais

HM

H

0-14

15-24

25-64

Total

H

total

H

Norte

3 666 234

1 750 586

535720

419164

2 074 524

636 826

263 538

305 787

115 791

Tâmega

547 980

266 441

89 483

71 980

309 097

77 420

32 444

36 960

14 423

Baião

20

119

9 622

2 813

2 515

11 001

3 790

1 523

2 037

769

Quadro 4:A População Residente em 2012, NUTII, NUT III e Município Baião, segundo os grupos etários. Fonte: INE Anuário

Estatístico da Região Norte 2012

 

2001

2011

Variação 2001-2011

Estrutura etária – Baião

           

%

%

%

0-14

4.228

18,91

3.112

15,16

-1.116

-26,4

15-24

3.439

15,38

2.655

12,93

-784

-22,8

25-64

10.930

48,89

10.921

53,21

-9

-0,08

65

ou +

3.758

16,1

3.834

18,68

76

2,02

Total

22.355

20.522

-1.833

-8,2

Quadro 5: Estrutura etária da população residente Concelho Baião, e sua variação 2001 – 2011 Fonte: CENSOS 2001 e 2011 - INE

Se é um fato que a estrutura etária da população residente em Baião é reveladora do peso do envelhecimento na população residente, também é um fato que o aumento continuado da esperança de vida e da longevidade no concelho, em conjugação com o decréscimo da taxa de fertilidade, levaram a um acentuado processo de envelhecimento demográfico durante as últimas décadas, e decorrente dos comportamentos demográficos registados nos últimos censos da população, tudo indica que esta tendência de envelhecimento da população vs diminuição da natalidade se acentuará.

da população vs diminuição da natalidade se acentuará. Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel.

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

19/133

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Quer em termos absolutos, quer em termos relativos,

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

Quer em termos absolutos, quer em termos relativos, o número de pessoas idosas tem vindo a aumentar, o que vem alterar os perfis demográficos e questionar as relações entre as gerações, colocando desafios acrescidos e renovados ao território e aos atores sociais. Assim, entendemos que mais do que nunca importa conceber o envelhecimento da população no concelho não como uma problemática social em si mesmo e um constrangimento com uma expressão de homogeneidade social inspiradora de práticas e ideias pré-concebidas e estereotipadas, mas sim poder ser encarado como uma oportunidade potenciadora do desenvolvimento social inclusivo no Concelho de Baião. Desagregando a evolução da população residente (2001-2011) e a sua estrutura etária no concelho por freguesia (Quadros 6, 6A e 6B) constata-se que a variação negativa global da população assume posturas muito diferenciadas ao nível das freguesias. Ressalta, desde logo, a freguesia de Campelo e o registo de um saldo positivo, em todos os grupos etários, neste período intercensitário. Esta é na verdade uma tendência nacional no que respeita ao interior, ou seja, o esvaziamento das freguesias para a freguesia sede de concelho. Do outro lado da moeda, as freguesias de Teixeira (- 31,9%), Tresouras (- 28,2%) e Mesquinhata (-26,2%) registaram os maiores decréscimos populacionais no concelho. Ainda relativamente à população mais jovem (0-14 anos), se Baião registou uma perda global na ordem dos 26,4%, apenas a freguesia de Campelo regista um crescimento neste grupo etário perto dos 5% e a freguesia de Ribadouro é a que maior perda regista neste grupo etário (- 57,1%), seguida por Mesquinhata (- 54,4%) e Teixeira (-50,1%). No sentido inverso, a população com 65 ou mais anos registou um acréscimo de residentes, na ordem dos 2%. Esta população representava em 2001 cerca de 16,1% e em 2011 atinge os 18,6%. As freguesias de Valadares (23,4%), Santa Marinha do Zêzere (23,0%) e Loivos do Monte (17,7%) foram aquelas que registaram um maior aumento percentual de residentes deste grupo etário.

maior aumento percentual de residentes deste grupo etário.     2001   Total   Grupos
   

2001

 

Total

 

Grupos etários

 

HM

H

0-14

15-24

25-64

65 ou mais

Norte

3687293

1782931

644948

558278

1969309

514758

Tâmega

551309

271368

114359

89923

282200

64827

Baião

22355

10777

4228

3439

10930

3758

Ancede

2618

1285

508

391

1285

434

Campelo

2774

1299

544

404

1380

446

Covelas

724

358

148

123

324

129

Frende

815

409

129

145

434

107

Gestaçô

1417

662

245

204

676

292

Gove

2030

990

395

322

1043

270

Grilo

680

330

165

101

315

99

Loivos do Monte

395

187

86

62

185

62

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Loivos da Ribeira 562 286 107 86 281

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

Loivos da Ribeira

562

286

107

86

281

88

Mesquinhata

408

205

90

58

189

71

Ovil

901

433

130

117

409

245

Ribadouro

410

188

56

49

208

97

Stª. Cruz Douro

1803

836

334

268

861

340

Sta Leocádia

641

312

125

102

306

108

Stª. Marinha Zêzere

2852

1350

530

446

1468

408

Teixeira

874

431

142

147

408

177

Teixeiró

444

222

111

86

175

72

Tresouras

520

253

93

75

258

94

Valadares

885

450

179

146

432

128

Viariz

602

602

111

107

293

91

Quadro 6: População residente, Baião, grupos etários e freguesias em 2001 Fonte: INE, Censos 2001

   

2011

 

Total

 

Grupos etários

 
         

65 ou

HM

H

0-14

15-24

25-64

mais

Norte

3689682

1766260

557233

425876

2075134

631439

Tâmega

550516

268097

94956

72560

305644

77356

Baião

20522

9811

3112

2655

10921

3834

Ancede

2527

1226

395

315

1409

408

Campelo

3237

1507

571

419

1745

502

Covelas

576

287

82

93

312

89

Frende

656

324

80

76

386

114

Gestaçô

1263

600

170

156

655

282

Gove

1992

985

334

255

1108

295

Grilo

590

293

97

109

295

89

Loivos do Monte

373

173

73

38

189

73

Loivos da Ribeira

480

230

77

67

245

91

Mesquinhata

301

142

41

51

146

63

Ovil

701

329

73

80

340

208

Ribadouro

309

141

24

29

163

93

Stª. Cruz Douro

1453

680

185

182

756

330

Sta Leocádia

554

272

76

82

300

96

S.tª. Marinha

           

Zêzere

2796

1313

438

352

1504

502

Teixeira

595

276

70

66

288

171

Teixeiró

351

179

69

49

168

65

Tresouras

373

182

47

52

177

97

Valadares

875

428

135

122

460

158

Viariz

520

244

75

62

275

108

Quadro 6A: População residente, Baião, grupos etários e freguesias em 20011 Fonte: INE, Censos 2011

etários e freguesias em 20011 Fonte: INE, Censos 2011 Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO   População residente – Variação entre 2001 e

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

 

População residente – Variação entre 2001 e 2011 (%)

   

Grupos etários

Var.

     

65 ou

Total

0-14

15-24

25-64

mais

Norte

0.06

-13.60

-23.72

5.37

22.67

Tâmega

-0.14

-16.97

-19.31

8.31

19.33

Baião

-8.20

-26.40

-22.80

-0.08

2.02

Ancede

-3.48

-22.24

-19.44

9.65

-5.99

Campelo

16.69

4.96

3.71

26.45

12.56

Covelas

-20.44

-44.59

-24.39

-3.70

-31.01

Frende

-19.51

-37.98

-47.59

-11.06

6.54

Gestaçô

-10.87

-30.61

-23.53

-3.11

-3.42

Gove

-1.87

-15.44

-20.81

6.23

9.26

Grilo

-13.24

-41.21

7.92

-6.35

-10.10

Loivos do Monte

-5.57

-15.12

-38.71

2.16

17.74

Loivos da Ribeira

-14.59

-28.04

-22.09

-12.81

3.41

Mesquinhata

-26.23

-54.44

-12.07

-22.75

-11.27

Ovil

-22.20

-43.85

-31.62

-16.87

-15.10

Ribadouro

-24.63

-57.14

-40.82

-21.63

-4.12

Stª. Cruz Douro

-19.41

-44.61

-32.09

-12.20

-2.94

B. (S. Leocádia)

-13.57

-39.20

-19.61

-1.96

-11.11

S.tª. Marinha

         

Zêzere

-1.96

-17.36

-21.08

2.45

23.04

Teixeira

-31.92

-50.70

-55.10

-29.41

-3.39

Teixeiró

-20.95

-37.84

-43.02

-4.00

-9.72

Tresouras

-28.27

-49.46

-30.67

-31.40

3.19

Valadares

-1.13

-24.58

-16.44

6.48

23.44

Viariz

-13.62

-32.43

-42.06

-6.14

18.68

Quadro 6B: Evolução da População residente, Baião, grupos etários e freguesias entre 2001 e 2011 Fonte: INE, Censos 2001 - 2011

A Reorganização Administrativa do Território das Freguesias impõe um outro olhar na leitura destes indicadores. De forma bastante imediata podemos adiantar que pela população residente e estrutura etária, os “novos” territórios das freguesias poderão vir a imprimir novas dinâmicas, ora reequilibrando as anteriores tendências demográficas, ora agravando esses mesmos comportamentos já caraterísticos das freguesias antes da agregação. Referimos aqui que esta análise será aprofundada no Plano de Desenvolvimento Social, dada a sua importância estratégica atual. Relativamente à população residente com dificuldades, em 2011 os indivíduos com mais de 5 anos que “não conseguem efetuar a ação” de “Ver”, Ouvir”, “Andar ou subir degraus”, “Memória e Concentração”,

ou subir degraus”, “Memória e Concentração”, Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO “Tomar banho e vestir-se sozinho” e “Compreender os

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

“Tomar banho e vestir-se sozinho” e “Compreender os outros ou fazer-se compreender”, totalizavam os 1.046 indivíduos.

Zona geográfica

Ver

Ouvir

Andar ou subir degraus

Memória ou

Tomar banho ou vestir-se sozinho

Compreender os outros ou fazer-se compreender

Grau de dificuldade sentido

concentração

Baião

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

HM

H

Não tem dificuldade ou tem pouca em efetuar a ação

17537

8604

18438

8789

17062

8408

18242

8823

18477

8909

18733

8963

Tem muita dificuldade em efetuar a ação

2081

748

1185

567

2371

872

1256

484

793

297

793

352

Não consegue efetuar a ação

51

30

46

26

236

102

171

75

399

176

143

67

Quadro 7: População residente com 5 ou mais anos segundo o tipo de dificuldade e sexo, por grau de dificuldade sentido Fonte: INE

Censos 2011

3-Índices Demográficos

Para uma melhor compreensão integrada da informação aqui retratada, passamos agora a enquadrar o Concelho de Baião na região e na sub-região a que pertence em matéria de divisão administrativa, mais relevante, em nosso entender, do que proceder à desagregação mais grosseira destes indicadores por freguesia, dado a recente reorganização administrativa do território das freguesias implicar um conjunto de operações estatísticas que não se encontram ainda disponíveis. No que toca à Taxa Bruta de Natalidade 7 verificamos que o Concelho tem o valor mais baixo, quer comparando com o País quer com região Norte e sub-região do Tâmega e que a Taxa Bruta de Mortalidade 8 se tem mantido em níveis mais elevados dos que os registados no País e na região.

   

Taxa Bruta de Natalidade

 

NUT

2001

2009

2010

2011

2012

Portugal

10,8

9,4

9,6

9,1

8,5

Norte

11,2

8,8

8,9

8,5

7,8

Tâmega

12,8

9,3

9,6

8,9

7,9

Baião

10,9

8,1

7,4

7,6

6,6

Quadro 8: Taxa Bruta de Natalidade 2001-2012 Fonte INE (estimativas anuais da população e censos) e PORDATA

   

Taxa Bruta de Mortalidade

 

NUT

2001

2009

2010

2011

2012

Portugal

10,1

9,9

10

9,8

10,3

Norte

8,7

8,6

8,7

8,6

9

Tâmega

7,7

7,6

7,8

7,4

8,2

Baião

12,1

11,3

12,1

10,9

12,7

7 Número de nados-vivos ocorrido durante um determinado período de tempo, normalmente um ano civil, referido à população média desse período (habitualmente expressa em número de nados-vivos por 1000 (10^3) habitantes). (metainformação – INE) 8 Número de óbitos observado durante um determinado período de tempo, normalmente um ano civil, referido à população média desse período (habitualmente expressa em número de óbitos por 1000 (10^3) habitantes). (metainformação – INE)

por 1000 (10^3) habitantes). (metainformação – INE) Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO Quadro 9: Taxa Bruta de Mortalidade 2001-2012 Fonte

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

Quadro 9: Taxa Bruta de Mortalidade 2001-2012 Fonte INE (estimativas anuais da população e censos) e PORDATA

Quanto ao envelhecimento da população verificado na última década e a que já aludimos anteriormente, ele ocorreu de uma forma generalizada em todo o país. Os Censos 2011 mostram que o País conta com mais de 2 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, representando estas cerca de 19% da população total e são as mulheres quem predomina entre as pessoas mais velhas, em sintonia com as tendências associadas à esperança média de vida que também é superior ente as mulheres.

A grande maioria dos municípios da região Norte e NUT III, apresenta índices de envelhecimento

superiores a 100, ou seja, o número de idosos, nestes municípios é superior ao número de jovens.

O Concelho de Baião com um valor na ordem dos 123,20 apresenta um índice sensivelmente inferior ao

verificado no Continente (130,60),mas bastante superior ao verificado no Tâmega, onde existem cerca de 84 idosos por cada 100 jovens. A evolução deste indicador a nível nacional encontra-se mais acentuada do que a evolução do mesmo no Concelho de Baião (Quadro 11). Quanto ao índice de dependência dos idosos 9 verificamos que os valores deste indicador em Baião não se afastam do retrato social que País apresenta.

   

Índice de dependência de idosos

   

Anos

1960

1981

2001

2011

2012

Portugal

12,7

18,2

24,2

28,8

29,4

Continente

12,8

18,1

24,4

29,2

30,0

Norte

11,8

16

20,4

25,2

25,5

Tâmega

12,8

15,5

17,4

20,5

20,3

Baião

14,2

23,2

26,2

28,2

28,0

Quadro 10: Evolução do Índice de dependência de idosos segundo os Censos, 1960-2011, Portugal, NUTS I, NUTS II, NUTS III,

Município, Fonte: INE - X a XV Recenseamentos Gerais da População e Anuário Estatístico da Região Norte 2012 e PORDATA

   

Índice de Envelhecimento

 

1960

1981

2001

2011

2012

Portugal

27,3

44,9

102,2

127,8

131,1

Continente

28,0

45,4

104,5

130,6

134,0

Norte

20,2

33,9

79,8

113,3

118,9

Tâmega

19,1

27,2

56,7

81,5

86,5

Baião

25,7

46,7

88,9

123,2

134,7

Quadro 11: Índice de envelhecimento segundo os Censos, Portugal, NUTS I, NUTS II, NUTS III, Município, 1960-2011 Fonte: INE (-

X a XV Recenseamentos Gerais da População) e PORDATA

O índice de longevidade 10 (Quadros 12 a 14) revela que em Baião, ele é superior quer à região do

Tâmega, quer ao próprio País. Com estes dados, é possível inferir que Baião oferece condições que

é possível inferir que Baião oferece condições que Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel.

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO permitem à população mais envelhecida viver mais do

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

permitem à população mais envelhecida viver mais do que na esmagadora maioria dos territórios. Este é um indicador, entre outros, que nos parece poder ajudar a explorar as questões do envelhecimento como um fator de potencialidade no concelho, visto poder ser associado a uma sensação subjetiva de bem-estar e qualidade de vida que, apesar de outras dificuldades e constrangimentos, favorece o envelhecimento com qualidade.

 

Índice de

envelhecimento

Índice de

dependência de

Índice de

idosos

longevidade

2011

2012

2011

2012

2011

2012

Portugal

127,8

131,1

28,8

29,4

47,9

48,9

Continente

130,6

134,0

29,2

30,0

47,9

49,0

Norte

113,3

118,9

25,2

25,5

46,7

48,0

Tâmega

81,5

86,5

20,5

20,3

46,5

47,7

Baião

123,2

134,7

28,2

28,0

50,6

53,7

Quadro 12: Síntese dos índices de envelhecimento, de dependência de idosos, de longevidade Fonte: INE- Censos 2011 e Anuário

Estatístico da Região Norte 2012

   

Índice de Longevidade

   
 

Anos

1960

1981

2001

2011

Portugal

33,6

34,2

41,4

47,9

Continente

33,5

34,2

41,4

47,9

Norte

32,6

33,8

40,4

46,7

Tâmega

33,1

34,4

39,6

46,5

Baião

36,7

32,4

42,3

50,6

Quadro 13: Evolução do Índice de longevidade entre 1960 e 2011, NUT III Fonte: INE - X a XV Recenseamentos Gerais da

População e PORDATA

Relativamente ao índice de dependência dos jovens 11 os valores de Baião não se afastam significativamente nem em 2011, nem na evolução 2001-2011, da realidade verificada quer no Tâmega, quer no País. Porém, a nível concelhio, existem cenários preocupantes mormente os relacionados com as freguesias de Frende, Ovil e Ribadouro, onde este índice se encontra bastante inferior aos valores concelhios e regionais.

9 Relação entre a população idosa e a população em idade ativa, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com 65 ou mais anos e o número de pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos. 10 Relação entre a população mais idosa e a população idosa, definida habitualmente como o quociente entre o número de pessoas com 75 ou mais anos e o número de pessoas com 65 ou mais anos.

75 ou mais anos e o número de pessoas com 65 ou mais anos. Rua Comandante

Rua Comandante Agatão Lança, 59, 4640-158 Baião Tel. +351 255 541 390

E-mail. redesocialbaiao@cm-baiao.pt

#

Web. www.cm-baiao.pt

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO   Índice de dependência de jovens (N.º) 2001

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE BAIÃO

 

Índice de dependência de jovens (N.º)

2001

2011

Portugal

23,6

22,5

Continente

23,3

22,4

Norte

25,5

22,3

Tâmega

30,7

25,1

Baião

29,4

22,9

Ancede

30,3

22,9

Campelo

30,4

26,4

Covelas

33,1

20,3

Frende

22,2

17,3

Gestaçô

27,8

21

Gove

28,9

24,5

Grilo

39,6

24

Loivos do Monte

34,8

32,2

Loivos da Ribeira