Você está na página 1de 77

CENTRO PAULA SOUZA

ESCOLA TÉCNICA TAKASHI MORITA


Técnico em Automação Industrial integrado ao Ensino Médio

Gustavo Augusto Tome Rocha


Gustavo Viana
Luis Antonio Cardoso
Pedro de Oliveira Rodrigues
Pedro Gabriel Rodrigues R. L. do Santos

CONDOMÍNIO INTELIGENTE

São Paulo

2015
Gustavo Augusto Tome Rocha
Gustavo Viana
Luis Antonio Cardoso
Pedro de Oliveira Rodrigues
Pedro Gabriel Rodrigues R. L. do Santos

CONDOMÍNIO INTELIGENTE

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Curso Técnico
em 2015 da Etec Takashi Morita,
orientado pelo Prof. Dario Cortez Paré,
como requisito parcial para
obtenção do título de técnico em
Automação Industrial.

São Paulo

2015
Á todos aqueles que nos
apoiaram e fortaleceram
ao longo desta jornada.
AGRADECIMENTOS

Nós agradecemos aos nossos pais, em primeiro lugar, por desde princípio das
nossas vidas até agora nos apoiarem e direcionarem; a todos aqueles que de alguma
forma, seja direta ou indiretamente, auxiliaram-nos no decorrer do projeto; aos
professores Marcelo Coelho e Dario Paré, nosso orientador, pelas conversas, pela
atenção nos dada para sanar nossas dúvidas e auxílio para encontrarmos soluções
para os percalços que encontramos ao longo do projeto. E também ao professor
Marcelo Eleodoro pelo incentivo e motivação providos ao grupo ao longo dos dois
anos de ensino e caminhada com o grupo.

Agradecemos também aos nossos colegas de curso por esses três anos que
vivemos juntos, que, como não poderia ser diferente, tiveram seus bons e maus
momentos, mas que com certeza foi um período de muito amadurecimento e
crescimento para todos. Agradecemos a vocês por terem feito parte desta jornada
junto conosco.

Especial agradecimento à FATEC de Jacareí, por nos ter fornecido a


membrana de bambu para que utilizássemos no projeto como um dos processos de
filtragem da água e ao Sr. Olindo que foi o grande mecenas por trás deste projeto
todo, sem o qual, dificilmente o projeto teria sido realizado.
“O tempo dura
bastante para
aqueles que
sabem aproveitá-lo”
– Leonardo Da Vinci
“Há mais pessoas que
desistem do que
pessoas que
fracassam”
– Henry Ford
RESUMO

O projeto é um sistema de captação pluvial e reuso de águas cinzas claras para


fins não potáveis para casas inserido em um condomínio que possui iluminação
automatizada alimentada por energia fotoelétrica enquanto há, também, uma medida
de segurança na portaria adotando dois portões. O primeiro depende de
radiofrequência para a sua abertura e o segundo de um dispositivo biométrico, que,
se não for atendido, quem lá estiver ficará preso até que os seguranças tomem alguma
atitude.

Palavras-Chave: Reuso hídrico; iluminação solar; segurança; Arduíno; energia


fotovoltaica; sensor de chuva; cenário nacional.
ABSTRACT

The project is a system of catchment of pluvial water and reutilization of bright


gray water on non-potable purposes for houses inserted in a condominium that has
automatized ilumination supported by fotoeletric energy while exist, too, a security
action in the lobby adopting two gateways. The first depends of radio frequence to his
activation and the second of a biometric dispositive, which if does not be atended, who
be there will be inclosed until the security team take some action.

Key-words: Hidric reutilization; solar ilumination; security; Arduíno; fotovoltaic energy;


rain detector; world’s cenario.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Irradiação Solar ........................................................................................ 18

Figura 2 – Irradiação anual brasileira ........................................................................ 20

Figura 3 – Sistema Conectado à rede ....................................................................... 21

Figura 4 – Silício monocristalino................................................................................ 22

Figura 5 – Silício policristalino ................................................................................... 23

Figura 6 – Os países mais seguros, os países mais inseguros................................. 50

Figura 7 – Cerrote ..................................................................................................... 54

Figura 8 – Cerra ........................................................................................................ 54

Figura 9 – Furadeira Elétrica ..................................................................................... 54

Figura 10 – Postes .................................................................................................... 55

Figura 11 – Postes Instalados ................................................................................... 55

Figura 12 – Postes Instalados acesos ....................................................................... 56

Figura 13 – Fiação dos postes .................................................................................. 56

Figura 14 – Modelo das Casas.................................................................................. 56

Figura 15 – Arduíno................................................................................................... 58

Figura 16 – Lente de Fresnel .................................................................................... 64

Figura 17 – Amplificador ........................................................................................... 64

Figura 18 – Sensor Piroelétrico ................................................................................. 64

Figura 19 – Válvula elétrica ....................................................................................... 64

Figura 20 – Calha com escape d'água ...................................................................... 65

Figura 21 – Calha sem escape d'água ...................................................................... 65

Figura 22 – Reservatório ........................................................................................... 65

Figura 23 – Reservatório com torneira ...................................................................... 65

Figura 24 – Membrana Filtro ..................................................................................... 66


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Custo de implantação de energia ............................................................ 26

Tabela 2 – Preço médio da energia nos leilões......................................................... 27

Tabela 3 – Valores de referência para a energia do PROINFA................................. 28

Tabela 4 – Valor da energia cobrada das unidades consumidoras residenciais em


2005 .......................................................................................................................... 29

Tabela 5– Tabela de consumo normal (Sem aplicação de atitudes de redução de


consumo)................................................................................................................... 41

Tabela 6– Gasto por minuto ou acionamento dos dispositivos ................................. 42

Tabela 7 – Consumo de água reduzido .................................................................... 43

Tabela 8 – Arduino MEGA......................................................................................... 58


SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 12
1.1 Objetivo geral ..................................................................................................... 13
1.2 Justificativa........................................................................................................ 13
1.3 Metodologia ....................................................................................................... 13
2.0 SISTEMA DE ILUMINAÇÃO FOTOELÉTRICA ................................................. 16
2.1 O cenário mundial ............................................................................................. 16
2.2 O Brasil............................................................................................................... 16
2.3 A Energia solar .................................................................................................. 17
2.3.1 Introdução ....................................................................................................... 17
2.3.2 História ............................................................................................................ 17
2.3.3 Radiação ......................................................................................................... 18
2.3.4 Potencial brasileiro ........................................................................................ 19
2.3.5 Geração distribuída e o desenvolvimento social ........................................ 20
2.3.5.1 Sistemas interligados a rede ...................................................................... 21
2.3.5.2 Células fotovoltaicas................................................................................... 21
2.3.5.2.1 O Silício monocristalino .......................................................................... 22
2.3.5.2.2 O Silício policristalino .............................................................................. 23
2.3.6 Eficiência......................................................................................................... 23
2.3.7 Critérios para implementação ....................................................................... 24
2.4 Porque energia fotovoltaica? ........................................................................... 25
2.4.1 Custo de implementação ............................................................................... 25
2.4.2 Custo de energia de usina e unidade consumidora .................................... 27
2.5 Perovskita .......................................................................................................... 30
2.6 Sistema de iluminação com LED’s alimentado com energia solar
fotovoltaica. ............................................................................................................. 31
2.6.1 As vantagens do LED ..................................................................................... 31
2.7 Sistema de iluminação por energia fotovoltaica ............................................ 32
2.7.1 Fluxograma de funcionamento ..................................................................... 33
3 SISTEMA DE REUTILIZACÃO DE ÁGUA ......................................................... 34
3.1 Introdução .......................................................................................................... 34
3.2 Do Consumo de água........................................................................................ 35
3.2.1 Em Nível mundial............................................................................................ 35
3.2.1.1 Deficiências no cenário mundial e suas expectativas ............................. 37
3.2.2 Nível nacional ................................................................................................. 38
3.3 Da preservação da água ................................................................................... 40
3.3.1 Introdução ....................................................................................................... 40
3.3.2 Atitudes que visam reduzir o volume de água consumido ........................ 41
3.3.3 Otimização da quantidade de água utilizada ............................................... 44
3.3.3.1 Reuso da água residencial e captação pluvial ......................................... 45
3.3.3.2 Fluxograma de funcionamento .................................................................. 47
4 SISTEMA DE SEGURANÇA ............................................................................... 48
4.1 Introdução .......................................................................................................... 48
4.2 Dos problemas da segurança .......................................................................... 48
4.2.1 Âmbito social .................................................................................................. 48
4.2.2 Âmbito político-nacional................................................................................ 48
4.3 Números regionais - São Paulo..... .................................................................. 51
4.4 Funcionamento do sistema de segurança ...................................................... 51
4.5 Fluxograma de funcionamento ........................................................................ 52
4.6 Fluxograma dos portões de saída ................................................................... 53
5 MATERIAL E MÉTODOS ................................................................................... 54
5.1 Montagem da estrutura ..................................................................................... 54
5.1.1 Corte ................................................................................................................ 54
5.1.2 Perfuração....................................................................................................... 54
5.2 Montagem da estrutura de madeira ................................................................. 55
5.3 Materiais e montagem da parte elétrica .......................................................... 57
5.3.1. Resistor .......................................................................................................... 57
5.3.2. LED’s .............................................................................................................. 57
5.3.2.1 Montagem do circuito com LED’s .............................................................. 57
5.3.3 Relé .................................................................................................................. 57
5.3.4 Botão ............................................................................................................... 57
5.3.5 Motor ............................................................................................................... 57
5.3.6. Arduino MEGA ............................................................................................... 58
5.3.6.1. Programação do Arduino .......................................................................... 59
5.3.7 Sensor piroelétrico ......................................................................................... 59
5.4 Montagem da parte hídrica ............................................................................... 64
CRONOGRAMA ....................................................................................................... 67
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 69
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 70
ANEXO A – Datasheet do relé de 10 A. ................................................................. 74
ANEXO B – Especificações do amplificador operacional da motorola utilizado
no projeto ................................................................................................................. 75
ANEXO C – Descrição do sensor de água, com aplicação em arduíno ............. 76
12

1 INTRODUÇÃO

A sociedade de hoje vive uma crise sob os mais variados aspectos, se


destacando a questão ambiental e a segurança, e é justamente por isso que o
presente projeto tenciona analisar esta problemática e, ao mesmo tempo, propor um
esquema de redução de nossos gastos.

Num planeta onde apenas cerca de 2% da água total é doce e potável, ou seja,
35,03 quintilhões de litros de água e uma boa parte disso estando nas geleiras um
consumo mundial diário de 575 litros por pessoa (ONU,2009), é fora de contexto
quando, ainda segundo a ONU, as pessoas podem viver bem com cerca de 110 litros
de água diários. Este projeto tem como objetivo então, ser uma ferramenta que
contribui para diminuir esta média mundial apontada e transportá-la para uma
dimensão mais compatível com a nossa realidade.

Energeticamente também vivemos uma crise, onde as nossas principais fontes


têm consequências desastrosas para o meio ambiente, os altos índices de emissão
de CO2 com nossas usinas termelétricas tem aumentado a temperatura do planeta.
Por isso, novamente, temos de ir em atrás de uma nova alternativa, mais limpa e
renovável, mas que ainda assim possua alto grau de eficiência, e é nessa perspectiva
que o projeto se desenvolve em energia solar, popularizada em condomínios e casas,
e, também, à resposta da situação hídrica, um sistema de reuso de água e
armazenamento pluviométrico.

Outro tema recorrente na sociedade atual é a segurança, em São Paulo, de


2013 a 2014, a criminalidade aumentou em 24%, a invasão a domicilio aumentou
consideravelmente, sendo que os meliantes encontram maneiras cada vez mais
efetivas e criativas para adentrar casas e condomínios alheios. Para dificultar a
entrada de meliantes utilizaremos um sistema de segurança com duas barreiras, a
primeira será constituída por dois portões em paralelo, o primeiro abrirá apenas
quando o receptor de radiofrequência receber uma onda com frequência compatível
com a qual está programada, o segundo só abrirá quando o primeiro portão estiver
fechado e a digital inserida for reconhecida pelo sensor biométrico, sendo, assim,
extremamente difícil que um meliante adentre o condomínio. É provável que a
complexidade do sistema desencoraje os assaltantes.
13

A ferramenta foi desenvolvida tendo por base o hardware Arduíno Mega devido
à relação custo-benefício apresentada pelo mesmo, com baixo custo e alta
acessibilidade.

1.1 Objetivo geral

O principal objetivo do projeto é exemplificar e elaborar uma solução


multifuncional para as primordiais necessidades da atualidade: Água, Energia e
Segurança, garantindo o aproveitamento de uma fonte energética potente e
renovável, o Sol, aumentando o ciclo de uso da água dos principais afluentes e que
mais gastam água em uma casa, o chuveiro e a torneira, prevendo situações de
tentativa de invasão e quebra de segurança em condomínios.

1.2 Justificativa

Hoje o planeta demanda soluções para que seus recursos sejam preservados
e que as próximas gerações também possam aproveitar e usufruir deles. O projeto
justifica a sua existência se inserindo neste contexto como uma possível solução/ideia
para esta situação. Outro fator é que faltam estruturas baratas e eficazes que
promovam a economia de água e energia, e um dos principais pilares do projeto é o
seu baixo custo.

1.3 Metodologia

Este trabalho foi realizado em modo a ser classificado como pesquisa


descritiva, que segundo (BARROS & LEHFELD 2008) se caracteriza quando o objeto
é descrito pelo pesquisador. Este tipo de pesquisa se divide em duas ainda: de campo
e bibliográfica, sendo a última a que caracteriza este trabalho posto que é a que
“ se efetua tentando-se resolver um problema ou adquirir conhecimentos a partir do
emprego predominante de informações advindas de material gráfico, sono e
informatizado”.
Não obstante seja classificado como pesquisa descritiva, por uma segunda
classificação também promovida por (BARROS & LEHFELD, 2008), esta pesquisa
pode ser classificada como pesquisa aplicada na qual busca-se conhecer e absorver
dados para a aplicação imediata dos mesmos com o objetivo de resolver de maneira
mais ou menos instantânea do problema encontrado. Neste projeto, os problemas se
encontram na crescente demanda energética e na necessidade de diminuí-la, na
14

necessidade de se otimizar e reduzir o consumo de água e na necessidade de


medidas de segurança residencial, principalmente no relativo a invasões.
O ambiente escolhido pelo grupo para contextualização do projeto, em micro-
esfera foi o ambiente nacional brasileiro e em macro-esfera foi o ambiente mundial.
Para tanto se colheram dados do consumo energético e hídrico nacional e mundial,
assim como índices de criminalidade residencial nacional e mundial.
Para efeitos práticos e de dimensionamento do problema, foram utilizados, nos
capítulos que tratam da crise energética e da situação hídrica, estudos de estimativas
para até 2050 e também um software de simulação de consumo de água
disponibilizado pela SABESP em seu site. A simulação foi feita baseada no dado de
consumo mundial disponibilizado no site do Procon, já a frequência e quantidade de
acionamentos, foram feitos baseados nos costumes da residência dos membros do
grupo.
Para a elaboração da maquete foram utilizados: uma planta baixa
disponibilizada em anexo a este trabalho numa escala de 1:2; madeira, EVA e metal.
Para a apresentação do sistema de reuso e captação foi feita uma maquete específica
na mesma escala, mas feita apenas de madeira e com os dispositivos específicos
necessários para a simulação do sistema como um todo.
Para a verificação da coerência, coesão, gramática, concordância do
documento e elaboração de propostas que pudessem facilitar, baratear e possibilitar
o funcionamento de tudo dentro dos parâmetros e do cronograma estabelecidos pelo
grupo, foram realizadas reuniões de brainstorming entre os integrantes do grupo e seu
orientador, Profº Dario Cortez Paré ministrante da disciplina PDTCC na presente
instituição de ensino.
A pesquisa foi elaborada, em um todo, buscando encadear dados e fatos que
se entrelaçassem de maneira lógica a demonstrar a existência, natureza e dimensão
dos problemas que o documento e o projeto pretendem apresentar como solução.
Sempre apresentando, por via de regra, a perspectiva mundial e em seguida a
perspectiva nacional da problemática. Em seguida falando de alguns aspectos
isolados que se relacionam com o projeto e finalizando com o projeto em si e seu
funcionamento.
Quanto à simulação no software da SABESP, as frequências e tempos
apresentados na primeira tabela foram baseadas nas próprias casas dos autores
deste trabalho
15

Os dados foram analisados em perspectiva descritiva demonstrativa, isto é,


essencialmente são a argumentação para existência e ponto de vista dos problemas
adotados no projeto.
16

2.0 SISTEMA DE ILUMINAÇÃO FOTOELÉTRICA

2.1 O cenário mundial

O mundo atual tem uma enorme preocupação com o meio ambiente, em grande
parte devido aos abusos cometidos ao longo do século passado, e os governos,
companhias e empresas da atualidade buscam desenvolver o que chamamos de
Economia verde, um sistema econômico em que o desenvolvimento sustentável, não
apenas o ambiental, mas também o social, seja o parâmetro do futuro, visando a
extinção das fontes de energia que emitem grandes quantidades de dióxido de
carbono e buscando o equilíbrio climático, já que os efeitos da grande quantidade de
dióxido de carbono na atmosfera são sentidos por nós e só irão se agravar nas
próximas gerações.
O uso de energias sustentáveis, visando o modelo acima descrito, vem
avançando em todo o mundo, e o tipo de energia que abordaremos neste texto é a
energia solar, isto porque o sol é a maior fonte de energia disponível na natureza,
sendo utilizada por todas as formas de vida no planeta e o uso da sua energia vem
crescendo no mundo todo, principalmente nos EUA e Espanha (BIANCHINI, 2013).

2.2 O Brasil
O Brasil está localizado em uma zona de alto índice de radiação solar, que são
zonas em que a radiação solar alcança níveis extremamente altos e,
consequentemente, a energia solar pode ser desenvolvida com um potencial acima
da média. O país possui uma grande região onde células fotovoltaicas poderiam ser
instaladas e gerar energia suficiente para substituir o gás-natural como fonte
secundaria de energia no país.

O que impede a implantação disso são problemas técnicos e econômicos. É


preciso mais incentivo do governo para que os investidores se sintam mais seguros
em investir nesse tipo de projeto.
17

2.3 A energia solar

2.3.1 Introdução

O sol é a maior fonte de energia conhecida pelo homem. Fornece, apenas na


18
Terra, 1,5 ∗ 〖10〗 kWh de energia por dia, isso é dez mil vezes o consumo mundial
de energia ao ano, essa energia pode ser acessada através da conversão da energia
em calor para aquecer fluidos com o objetivo de acionar turbinas, ou por meio de
semicondutores, convertendo a energia diretamente em energia elétrica.

2.3.2 História

Muitas civilizações antigas tinham no sol o foco de suas religiões, os Astecas,


os Maias e os egípcios, alguns, tais como os gregos e os romanos, utilizavam a
arquitetura para aproveitar a luz e o calor do sol para aquecer suas casas, Sócrates
disse, “em casas que possuem sua face para o sul, o sol de inverno penetra no
pórtico”, romanos faziam utilidade do vidro nas fachadas para guardar calor durante o
inverno.

Um matemático francês, durante a revolução industrial, condenou o


pensamento da época ao dizer que “Um dia, as indústrias não vão mais achar dentro
da Europa os recursos para satisfazer sua prodigiosa expansão. O carvão, sem
dúvida, vai acabar. O que a indústria vai fazer então? ”, perguntou Auguste Mouchot,
inventor da máquina a vapor impulsionada pelo sol, em 1861.

O uso do sol como fonte de energia nunca foi muito popular e seu avanço se
demonstrou lento, em 1921, Albert Einstein ganhou o prêmio Nobel de Física pela sua
pesquisa em fotoelétrica, quase cinquenta anos antes, William Grylls descobriu que o
selênio produzia eletricidade quando exposto a luz, fato demonstrado em 1887 pelo
alemão Heinrich Hertz, mas a primeira célula solar capaz de produzir uma corrente
razoavelmente satisfatória só foi criada em 1953 na Bell Laboratories, nos EUA.

Em 1973, com a crise do petróleo, a sociedade percebeu o quanto era


dependente dos combustíveis fósseis, houve então um grande investimento na
pesquisa e desenvolvimento de fontes renováveis, mas quando o preço do petróleo
voltou a cair, as pesquisas foram abandonadas e só voltaram em 2001, quando o
preço do petróleo aumentou junto com a consciência ecológica, o que provocou um
grande aumento na indústria solar no Japão e na Alemanha, desde então a energia
18

solar tem sido um dos campos de grande interesse quando se fala de energia limpa e
renovável.

2.3.3 Radiação

A maior parte da energia enviada pelo sol é absorvida pela camada de Ozônio
e outras camadas superiores da atmosfera terrestre, está radiação é dividida entre
direta, a que chega a superfície sem grandes obstáculos, e difusa, que por alguma
razão não chegou com sua potência máxima ao solo, e sua soma forma a Irradiação
Global Horizontal, a quantidade de radiação que uma determinada superfície plana
colocada na horizontal recebe.

Figura 1 – Irradiação Solar

Fonte:(BIANCHINI,2013)
19

2.3.4 Potencial brasileiro

A localização do Brasil é extremamente vantajosa para o desenvolvimento de


energia solar fotovoltaica, isso porque está localizado em uma zona intertropical que,
como explicado anteriormente, é uma zona de alto índice de radiação solar. Muitos
projetos estão sendo analisados pelo governo e por investidores do setor privado,
como centrais de energia e pequenos sistemas autônomos.

Mas, apesar de tudo, essa tecnologia vem enfrentando forte resistência, por ser
muito nova, quase ninguém tem o domínio e o conhecimento necessário para
implementar um grande sistema, e muitos fogem disso por causa dos riscos
financeiros. Por isso a principal aposta do governo é em geração distribuída de
pequeno porte, pequenos geradores fotovoltaicos que podem chegar até 1 MW de
potência, a ideia é que as pessoas com geradores de pequeno porte possam trocar
energia com a distribuidora local, contribuindo, assim, para o sistema energético do
país.

Essa opção de geração distribuída, sistema que visa instalar milhares de


pequenos geradores por uma grande área, leva vantagem sobre a geração
concentrada, que tem como objetivo a construção de grandes complexos de geração
de energia solar. Algumas dessas vantagens seriam: economia nos investimentos,
redução das perdas e uma melhor qualidade do serviço.

A geração fotovoltaica é a mais promissora geradora de energia solar, pelo


menos por hora, e tem um ambiente mais favorável de expansão no Brasil, isso porque
o quartzo existe em abundancia no território nacional e em alta qualidade, e esse
material é fundamental para a fabricação de silício de alta qualidade, que é usado para
a construção de painéis fotovoltaicos.

Tem se investido muito em pesquisas para a implantação dessa tecnologia no


Brasil, como o Atlas de irradiação solar (1998), o Atlas Solarimétrico do Brasil (2000)
e o Atlas brasileiro de energia solar (2006), este último produzido pelo INPE, Instituto
Nacional de Pesquisa Espacial. Outro projeto como esse foi realizado em 2008 pelo
INPE, tudo isso para suprir a demanda de informação por meio da divulgação do
levantamento da disponibilidade de energia solar no Brasil, esses estudos foram
realizados com o auxílio de dez anos de informações e imagens de um satélite
geoestacionário e validado por informações coletadas em estações na superfície.
20

Segundo esses estudos, a região Nordeste é a que apresenta o maior potencial


em todo o Brasil, apresentando os maiores valores de Irradiação Média Global (IGM),
e pequena variação de tempo durante o ano. Nessa região que foi observada a área
de maior potencial foi o norte da Bahia, chegando a 6,5 KWh/m²/dia, sendo que a área
é tomada por um clima semiárido, possui baixa nebulosidade, baixa pluviosidade
longo do ano e baixo custo de terra.

Figura 2 – Irradiação anual brasileira

Fonte: (BIANCHINI, 2013)


Os níveis de irradiação direta, mostrados no mapa acima, mostram claramente
os locais onde é ou não viável a instalação de usinas de energia fotovoltaica.

2.3.5 Geração distribuída e o desenvolvimento social

A forma mais comum de utilização de energia elétrica é a centralizada, onde


grandes usinas produzem diariamente quantidades massivas de energia que viaja por
enormes extensões de terra até o consumidor. Este modelo impulsiona a
transformação de áreas urbanas em centros de atração populacional, o que causa o
êxodo rural, uma vez que as áreas rurais mais distantes e pobres não recebem energia
e, como consequência, não tem qualquer tipo de desenvolvimento.
21

Essas áreas sem energia não conseguem aprimorar sua fonte de renda por
falta de equipamentos. Sem muitas opções a população residente opta por buscar
novas oportunidades nas cidades, onde a oferta de trabalho não é grande.

No entanto, se a forma de obtenção de energia fosse descentralizada, todas as


regiões, em teoria, passariam a ter acesso igual a energia de acordo com sua
demanda, permitindo que as áreas rurais prosperassem.

2.3.5.1 Sistemas interligados a rede

Um sistema de painéis fotovoltaicos distribuídos não iria necessitar de um


sistema de armazenamento, sua geração seria entregue à rede e complementaria a
grade elétrica. Todo o arranjo é conectado por inversores e depois diretamente na
rede.

Figura 3 – Sistema Conectado à rede

Fonte: (TEIXEIRA; CARVALHO; LEITE, 2011)

2.3.5.2 Células fotovoltaicas

O processo de geração energia fotovoltaica é feito por meio de conversão


direta. A energia da luz do sol é diretamente convertida para energia elétrica, a
explicação para esse fenômeno está na teoria quântica.

A luz é formada por partículas chamadas fótons, cuja energia depende da


frequência da luz. Sendo assim, luz infravermelha, ultravioleta e outras tem
frequências diferentes e, portanto, os fótons que as formam tem energias diferentes.
A energia dos fótons que compõe a luz visível é o suficiente para “excitar” elétrons em
sólidos ao ponto em que tenham uma energia superior a que teriam se estivessem em
movimento livre. Esse processo é comum e, geralmente, após ele ocorrer, os elétrons
rapidamente voltam ao seu estado anterior, no entanto, em um dispositivo fotovoltaico,
22

existe uma assimetria entre os componentes que formam a célula que empurram os
elétrons excitados para fora antes que eles possam voltar ao seu estado inicial, o que
acaba por alimentar um circuito externo.

A energia extra dos elétrons acaba gerando uma diferença de potencial, ou


seja, uma força eletromotriz, a eficiência de tal dispositivo depende do material que o
compõe e a maneira como está ligado ao circuito externo.

A unidade básica de um bloco fotovoltaico é a célula solar, um dispositivo com


dois terminais que, quando não excitado com a luz, conduz como um diodo e gera
uma diferença de potencial quando sobre a luz. Ela é formada por um material
semicondutor com aproximadamente 100cm², a sua superfície é tratada com o
objetivo de que o mínimo de luz seja refletido e uma rede de contatos metálicos é
impressa na superfície para gerar contato elétrico.

Uma célula gera entre 0,5 e 1 V, dependendo do material, e uma corrente de


dezenas de mili-amperes por cm², ou seja, uma célula sozinha é insignificante, por
isso várias delas são conectadas em série e encapsuladas em um modulo, geralmente
composto de 28 a 36 células, gerando 12V cada, as células são colocadas em paralelo
com um diodo dito By-pass, para que, caso uma célula falhe, o conjunto continue a
fornecer energia

2.3.5.2.1 O Silício monocristalino

A célula monocristalina é comercializada como conversor de energia solar em


elétrica, mas, para ele funcionar como deve, seu grau de pureza deve ser 99,9999%,
elas apresentam grande eficiência que variam de 15% a 18%.

Figura 4 – Silício monocristalino

Fonte: (TEIXEIRA; CARVALHO; LEITE, 2011)


23

2.3.5.2.2 O Silício policristalino

Estas células não exigem um processo de fabricação tão rigoroso quanto as


monocristalinas, mas sua eficiência cai um pouco, tendo sua maior eficiência por volta
de 12,5%.

Figura 5 – Silício policristalino

Fonte: (TEIXEIRA; CARVALHO; LEITE, 2011)

2.3.6 Eficiência

Na maior parte das vezes em que o rendimento de uma planta energética


fotovoltaica está abaixo da média o responsável é o painel. Mas, às vezes, o problema
está na escolha dos componentes, na arquitetura do sistema, ou até na escolha do
painel. O maior desafio quando se trata de criar um sistema é projetar o sistema,
adequando o projeto de acordo com o ambiente em que irá instalá-lo, alguns desses
problemas são:

Ângulo: O melhor ângulo é aquele que produz mais energia, mas isso depende, em
grande parte, do clima. O arco do sol varia muito entre as estações, ângulos menores
produzem mais energia no verão e os maiores durante o inverno.

Quando se calcula um ângulo fixo deve-se levar em conta a geração de energia


em uma base anual, a razão entre a intensidade da irradiação em uma superfície
horizontal e em uma superfície perpendicular é igual ao cosseno do ângulo entre os
raios solares e a superfície horizontal, assim sendo, inclinando o painel para que ele
sempre esteja perpendicular aos raios constitui uma melhoria importante.
Isso é especialmente importante em módulos de primeira geração, que não
mais sensíveis que os de segunda geração.

Azimute: A melhor performance ocorre quando o módulo está alinhado com o eixo
norte/sul, o efeito é mais sentido nas células de primeira geração, no entanto seu
24

impacto chega a ser insignificante, pois há apenas um ligeiro movimento na curva de


saída de energia antes da redução da mesma.

Temperatura da célula: O coeficiente térmico varia para cada tipo de célula. Para
células monocristalinas ela é 0,5% por °C, ou seja, a 60°C, portanto uma diferença de
35°C para a temperatura padrão de teste, existe uma queda de 17,5% na eficiência.

Ocorrem alguns fatores secundários, como o sombreamento dos painéis por


arvores ou construções, a eficiência do inversor acoplado ao sistema. O silício amorfo
tem se mostrado eficiente em relação a tolerância dos ângulos e azimute, assim como
altas temperaturas e sombreamentos.

2.3.7 Critérios para implementação

Há muito tempo a energia solar é vista como o futuro da matriz energética,


podendo, em teoria, ter um potencial ilimitado, mas sempre estando um passo a nossa
frente em relação a tecnologia. No entanto a ideia está mais próxima hoje do que
nunca esteve antes, com os combustíveis fósseis cada vez mais caros, as tecnologias
solares têm ganhado cada vez mais terreno, mas é importante levar em conta alguns
critérios que devem ser levados em consideração.

O material: A falta de material para produção em larga escala deve ser um fator
observado, ela reflete a preocupação com a sustentabilidade da tecnologia. O Silício,
principal matéria prima das células fotovoltaicas, é um recurso abundante, então o
problema está na capacidade da indústria de processar o material, apesar de que ela
vem aumentando gradualmente, contribuindo para a queda nos preços.

Mas alguns outros materiais necessários para a fabricação de alguns tipos


específicos de células, como o índio, são usados em outros equipamentos com
demanda crescente e, apesar de termos reservas suficientes, a dificuldade de acesso
ao material tende a fazer os preços aumentarem.

O clima: Esse é um dos fatores mais importantes quando se tem em mente a


construção de uma planta fotovoltaica, pois seu efeito é direto e imediato. Nuvens
passando por cima de uma usina de energia fotovoltaica criam flutuações aleatórias,
fazendo com que um sistema de armazenamento de energia seja necessário e esse
armazenamento é caro, mas seu campo é promissor.
25

2.4 Porque energia fotovoltaica?

Este capitulo tem como objetivo comparar a energia fotovoltaica com outros
tipos de energia em relação ao custo de implementação.
2.4.1 Custo de implementação

Em 2005 foi publicado um estudo em que uma empresa analisou quarenta e


sete diferentes sistemas isolados que variavam de 100 a 6600 W, isso no intervalo de
1987 e 2004, e nesse estudo constatou-se que esse tipo de sistema tem a tendência
de ficar 1 U$/W mais barato a cada ano (HEGEDUS, 2005). Vários outros estudos
sustentam que a cada ano o preço da energia fotovoltaica cai, e também falam que
sistemas isolados são pelo menos duas vezes mais caros do que os sistemas
conectados à rede, pois estes últimos não necessitam de bateria e vários outros
componentes que necessitam de manutenção e troca de tempos em tempos.
Em 2004 os sistemas isolados que produziam 1KW vendiam a energia de 9 a
25 U$/W, isso sendo que sistemas conectados à rede custam, no máximo, 6U$/W
(IEA-PVPS, 2006).
Apenas esse dado, por si só, mostra o porquê de sistemas isolados não serem
muito utilizados quando comparados a outras fontes e seus custos de implantação, a
tabela a seguir mostra os custos de implementação de cada tipo de fonte de energia.
26

Tabela 1 – Custo de implantação de energia


Custo de implantação Custo de implantação
Tipo de Geração
ANEEL [U$/W] CESP/IMT [U$/W]

Termo elétrica a Diesel 0,40 a 0,50 0,35 a 0,50

Termo elétrica a gás 0,40 a 0,65 0,35 a 0,50

Termelétrica a vapor 0,80 a 1,00 -

Termelétrica ciclo combinado 0,80 a 1,00 -

Pequenas centrais 1,00 -


hidrelétricas

Geração eólica 1,20 a 1,50 1,00

Células fotovoltaicas - 5,00 a 10,00

Fonte: (SHAYANI et al, 2006)


Devemos também levar em conta que fontes de energia convencionais
fornecem energia 24 horas por dia e a energia solar fotovoltaica apenas, em média, 6
horas por dia, ou seja, para equilibrar o fornecimento energético seria necessário
quadruplicar o sistema fotovoltaico, aumentando seu custo de implantação para, em
média, 52 U$/Wpico, ou seja, a energia solar se apresenta cinquenta vezes mais cara
que as pequenas centrais hidrelétricas.

No entanto deve-se levar em conta a manutenção e o custo dos combustíveis


foceis, que é cinco vezes mais caro do que em sistemas de energia fotovoltaica.

Para melhor avaliar o verdadeiro custo da energia fotovoltaica em relação as


demais devem-se utilizar padrões técnicos, desmerecendo efeitos ambientais e
sociais, sendo assim utiliza-se a seguinte metodologia:

 Comparação do preço da energia gerada e não da potência instalada: Os


custos de manutenção da energia solar fotovoltaica são praticamente
desprezíveis, pois não necessitam de combustíveis e nem de peças moveis
para reparos complicados, e seu investimento de instalação é diluído ao longo
de sua vida útil.

 Comparação do preço por energia que, ao contrário de ser cobrado pela usina,
é cobrado por unidade consumidora.
27

2.4.2 Custo de energia de usina e unidade consumidora

O preço da energia que chega na casa do consumidor é, em geral, maior da


que a vendida pela usina, isso devido aos custos da rede de distribuição, abaixo
constam tabelas que mostram, respectivamente, o preço da energia leiloado pela
energia e depois os preços bases de revenda.

Tabela 2 – Preço médio da energia nos leilões


Início do Preço de venda Evento de comercialização de
Suprimento Médio [R$/MWh] Energia

2005 57,51 Leilão de energia existente 2004

2006 67,33 Leilão de energia existente 2004

2006 62,95 Leilão de energia existente 2005

2007 75,46 Leilão de energia existente 2004

2008 83,13 Leilão de energia existente 2005

2008 127,15 Leilão de energia nova 2005

2009 94,91 Leilão de energia existente 2005

2009 127,77 Leilão de energia nova 2005

2010 117,11 Leilão de energia nova 2005

Fonte: (SHAYANI et al, 2006)


28

Tabela 3 – Valores de referência para a energia do PROINFA


Tipo de central geradora de energia Valor econômico da tecnologia
elétrica específica da fonte [R$/MWh]

Pequena central hidrelétrica 117,02

Eólica 180,18 a 204,35

Biomassa – bagaço de cana 93,77

Biomassa – casca de arroz 103,20

Biomassa – madeira 101,35

Biomassa – biogás de aterro 169,08

Fonte: (SHAYANI et al, 2006)


Mas se esses preços forem comparados a outras alternativas energéticas,
como na tabela a seguir, nós veremos que eles são muito elevados, a energia
produzida por uma turbina eólica custa 200 R$/MWh, para se ter objetos de
comparação segue abaixo uma tabela com os valores de energia em diferentes
estados.
29

Tabela 4 – Valor da energia cobrada das unidades consumidoras residenciais


em 2005
Cidade/Estado Tarifa de energia Cidade/Estado Tarifa de energia
Residencial[R$/MWh] Residencial[R$/MWh]

Belo Horizonte/MG 406,36 Porto Alegre/RS 310,10

Campo Grande/MS 397,40 Maceió/AL 309,19

Palmas/TO 364,65 Rio Branco/AC 306,82

Cuiabá/MT 344,98 Manaus/AM 300,56

São Luís/MA 343,95 Goiânia/GO 299,93

Vitória/ES 332,35 Curitiba/PR 298,82

Rio de Janeiro/RJ 331,88 São Paulo/SP 287,21

João Pessoa/PB 330,57 Fortaleza/CE 280,98

Porto Velho/RO 329,42 Boa Vista/RR 275,80

Florianópolis/SC 328,10 Brasília/DF 270,13

Teresina/PI 321,90 Salvador/BA 265,74

Recife/PE 320,62 Aracaju/SE 261,91

Belém/PA 311,62 Natal/RN 238,25

Valor médio: 314,20

Fonte: (SHAYANI et al, 2006)


30

2.5 Perovskita

Perovskita é o nome de um material que vem chamando atenção no campo da


energia elétrica fotovoltaica, o mineral em si já era conhecido desde o século 19, mas
só nas últimas duas décadas que engenheiros começaram a explorá-lo como material
para dispositivos eletrônicos e o seu potencial para a construção de painéis
fotovoltaicos começou a ser explorada nos últimos anos.

Em 2009 um grupo da universidade Toin de Yokohama criou um painel solar


desse material, dissolvendo produtos químicos selecionados em meio liquido,
centrifugando-os, após isto, os secaram sobre uma lamina de vidro. Os cristais de
Perovskita depositados se uniram em filmes de escala manométrica, essa película
gerou elétrons quando absorveu luz solar (SIVARAM, STRANKS, SNAITH, 2015)

Os primeiros painéis produzidos tinham uma eficiência de 3.8% e se


deterioravam em poucas horas, mas após algumas melhorias na formula conseguiram
aumentar a eficiência em 10%. Outro grupo liderado por Michael Gratzel, no Instituto
Federal de Tecnologia Suíço, em Lausanne, e Nam-Gyu Park, da universidade de
Sungkyunkwan, em Seul, na Coreia do Sul, fez um avanço similar.

A atual eficiência do material está em torno de 20%, variando entre 19 a 20,1%,


mas ainda falta muito para alcançar a mesma eficiência do silício, alguns
pesquisadores estão teorizando uma linha de painéis que uniria painéis de Silício e
Perovskita com uma camada de vidro para aumentar o número de faixas de luz
capitadas pelo painel, podendo, teoricamente, alcançar níveis de eficiência maiores
que 30%.
31

2.6 Sistema de iluminação com LED’s alimentado com energia solar


fotovoltaica.

2.6.1 As vantagens do LED

O principal tipo utilizado, atualmente, é o de descarga de alta pressão, como as


de vapor de mercúrio, de sódio e de multi-vapor metálico, esses sistemas geralmente
utilizam um reator eletromagnético para a ignição e para garantir a estabilidade da
lâmpada, no entanto, em comparação com os sistemas que utilizam baterias e painéis
fotovoltaicos, esse tipo de lâmpada apresenta muitas desvantagens:
1. Sua vida útil é de 28000 horas, bem menor que os painéis fotovoltaicos.
2. Requerem reatores de conversão CC-CA, pois os reatores convencionais
não operam com corrente contínua.
A alternativa pensada para substituir as lâmpadas de alta pressão seriam os
LED's. Nos últimos anos sua eficiência tem aumentado gradualmente, viabilizando
sua utilização em sistemas de iluminação. Suas vantagens em relação as lâmpadas
convencionais.
1. Sua vida útil vai de 50000 até 100000 horas.
2. Sua alimentação é realizada em CC, o que dispensa reatores de conversão.
Nesse trabalho será proposto um sistema autônomo de iluminação com
elevado desempenho e longa vida útil, a energia solar será utilizada como fonte
primaria e LED's de potência serão usados como luminárias em substituição as
tradicionais de vapor de sódio, o gerenciamento será feito por Arduíno.
32

2.7 Sistema de Iluminação por energia fotovoltaica

O sistema de iluminação do projeto funciona tendo por base placas fotoelétricas


acopladas a baterias e estas, por sua vez, ligadas cada um dos postes do condomínio.
Cada poste terá, também, um sensor de presença de alcance 7 metros e um sensor
de luminosidade.

Os postes, em virtude do seu sensor de luminosidade, só estarão aptos a


ligarem ao cair da noite e, nesta, quando alguém entrar dentro da distância de alcance
do sensor. Caso a bateria acoplada à sua placa fotovoltaica esteja efetivamente
carregada, o poste será alimentado por ela. Do contrário, o poste será alimentado pela
rede comum. O acionamento dos postes será feito através do hardware Arduíno

A automação do projeto está envolvida no fato de que não há necessidade de


intervenção humana em nenhuma das suas etapas de funcionamento. Só é
necessária a intervenção na manutenção do mesmo.
33

2.7.1 Fluxograma de funcionamento

Fluxograma 1 – Iluminação Fotoelétrica

Fonte: (AUTORIA PROPRIA, 2015)


34

3 SISTEMA DE REUTILIZACÃO DE ÁGUA

3.1 Introdução

A água é um recurso natural indispensável à vida humana, possuindo grande


valor. Por se tratar de um recurso de quantidade limitada no planeta em seu estado
potável, se torna indispensável a elaboração e concretização de formas de se otimizar
o seu uso a fim de garantir a sua existência para a geração atual e também para as
futuras.

Não é possível dissociar este pensamento da existência e manutenção da vida


humana constatando-se que sempre tendemos a um aumento populacional e um
consequente aumento na demanda da água, diminuindo as reservas naturais deste
recurso e fragmentando e decrescendo a sua distribuição igualitária ou, no mínimo,
justa entre a população. Não somente o crescimento populacional, mas o aumento no
consumo de água também está relacionado às atividades que exercemos como a
agricultura e seus sistemas de irrigação, e a indústria. Para efeito de materialização
de semelhante discurso, para se produzir 1 kg de aço são necessários 600 litros de
água.

Para trabalhar este problema surgiram inúmeras propostas de solução, desde


a simples diminuição no volume de seu consumo até propostas de sistemas de reuso.
Sendo esta última a proposta sob a qual este projeto se assentará.
35

3.2 Do consumo de água

3.2.1 Em nível mundial

No mundo, o consumo de água per capita diário máximo é de cerca de 575


litros, sendo este o índice dos Estados Unidos e o menor consumo de água per capita
diário é cerca de 4 litros, em Moçambique (ONU,2006. Dados de 2009).

Gráfico 1 – Consumo mundial diário de água per capita

Fonte: (Tempo de Aposentado)

A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) fez uma estimativa na qual


a população crescerá cerca de 1,0 bi até 2025 e que, em 2025, o consumo será de
5200 Km³ no mundo todo. Para efeitos de comparação, o consumo atual é de cerca
de 4200 Km³ de água. O gráfico a seguir mostra o crescimento do consumo de água
desde 1900:
36

Gráfico 2 – Consumo de água até 2025

Fonte: (Brasil Escola)


Segundo o “Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos
Recursos Hídricos de 2015”, a população em 2050 será de 9,1 Bi, um aumento de 0,9
em relação à 2025. Com essa quantidade de pessoas, a demanda por água vai
aumentar por volta de 55% em relação a demanda atual, assim como a demanda por
alimento vai crescer 40%.

Segundo o documento ” Prosperidade ao redor do mundo em 2050:


considerações da Calculadora Global”, mantendo o modo atual de se viver, o consumo
de energia sofrerá um aumento de 70%, contudo, ainda sob a luz do mesmo
documento, caso haja um aumento na eficiência energética do modo em que vivemos

Nossas edificações precisam melhorar o isolamento em 50 a 65%, e


nossos aparelhos devem ser mais eficientes do que são hoje (por
exemplo: geladeiras devem ter aumento de 40% em eficiência).
Nossos carros devem ser cerca de 50% mais eficientes. Os
fabricantes de mercadorias, como carros e lavadoras, podem reduzir
a energia usada na produção em até 25% em 2050 por meio da
criação de produtos inteligentes. Os fabricantes de matérias-primas
também podem economizar energia: o setor químico pode
economizar cerca de 10% com mais eficiência energética e mudança
de combustíveis

(Prosperidade ao redor do mundo em 2050: considerações da Calculadora


Global, p.7)
37

3.2.1.1 Deficiências no cenário mundial e suas expectativas

Não é só o cenário de consumo mundial gera preocupação quanto à água, sua


disponibilidade, qualidade e distribuição. Há também áreas de pouco ou quase nulo
acesso à água potável e de boa qualidade, como também situações onde pessoas
têm que percorrer grandes distâncias para poder obter o recurso, e, muitas vezes, em
má qualidade. Dentro das informações apresentadas será possível ver um contexto
onde a água é problematizada como um bem não acessível para a totalidade da
população mundial nem mesmo em sua quantidade mínima, que, segundo a (ONU,
2010), varia entre 50 e 100 litros diários para suprir todas as necessidades das
pessoas: alimentação, higiene e manutenção da saúde de modo geral.

Num esforço para garantir a disponibilidade de água para todos, em 28 de julho


de 2010 foi tomada a Resolução A/RES/64/292 na Assembleia Geral das Nações
Unidas que “declarou a água limpa e segura e o saneamento um direito humano
essencial para gozar plenamente a vida e todos os outros direitos humanos” (ONU,
2010). Esta medida é decorrente da alarmante constatação da própria organização
que, actualmente, mundialmente, cerca de 884 milhões de pessoas não possuem
acesso a água potável segura (ONU, 2010) e que 2,9 bilhões de pessoas não
possuem acesso à saneamento básico (Brasil das Águas, 2013) e também do fato de
que existem pessoas que precisam percorrer até a 6km para ter acesso.

O saneamento básico é objeto de preocupação pois muitas doenças são


transmitidas pela água quando esta não é devidamente tratada e nem encanada
permanecendo próxima a áreas de habitação. Segundo a (ONU, 2010) “O
saneamento inadequado, as más condições de higiene e beber água não segura
contribuem para 88% das doenças diarreicas”.

Segundo a (ONU, 2005) (apud SAUTCHUK et al, 2005), 45% da população,


em 2050, viverá em países que não poderão prover a cota mínima de 50 litros dia.
Ainda segundo a mesma instituição (apud Brasil das Águas, 2013) em 2025 dois
terços da população mundial vão sofrer de escassez moderada ou grave de água.
38

3.2.2 Nível nacional

Não é novidade que o Brasil possui grandes reservas de água, num valor
aproximado de 12% de toda a água doce do planeta (Brasil das Águas, 2013). Para
se ter noção, no mundo há 35.03 milhões de km³ de água, 12 %, a quantia possuída
pelo Brasil, equivale a 4.2036 quintilhões de litros. No nosso território existem vários
aquíferos subterrâneos, como o Aquífero Guarani- o maior reservatório de água do
mundo - e outros menores de menor importância. Entretanto, tamanha reserva hídrica
não se torna justificativa para uma realidade de desperdício de água e a não
manutenção dos encanamentos de distribuição.

O Brasil é o quinto país mais populoso do mundo com uma população que
chega a 203 milhões de habitantes (ONU,2015) (apud Mundo da Geografia, 02/2015).
Embora possua cerca de 28% de todo o reservatório hídrico da América Latina, sofre
com o racionamento de água em alguns pontos, em virtude da não educação e
conscientização sustentável da população, e, principalmente, das falhas na rede de
distribuição:
Nas cidades brasileiras em geral, as perdas de água no
sistema de distribuição, como vazamentos e fugas, são elevadas,
acima de 30%, sinal de que as empresas de manutenção e
conservação da rede pública não investem, tendo como resultado
enorme volume de água perdida.
(VICTORINO,2007, p. 36).

Outro fator de influência nessa situação é a distribuição da água no Brasil. A


maior parte da água nacional está na Região Norte do país, onde a concentração
populacional é menor. Neste contexto é visível a tese “ Mesmo nós, brasileiros, que
temos 16% de toda a água do mundo, estamos sofrendo com racionamentos devido
à má administração dos recursos e da infraestrutura inadequada”
(VICTORINO, 2007, p. 29).

O gráfico a seguir serve para ilustrar e materializar o contexto apresentado, com


dados atualizados.sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss
39

Gráfico 3 – Infográfico do histórico de consumo brasileiro

Fonte: (Folha de São Paulo,01/2015)


40

3.3 Da preservação da água

3.3.1 Introdução

A água, que é um recurso natural de extrema importância para a vida, tal como
foi demonstrado, está hoje em processo de esgotamento, pelo menos em seu estado
potável. Para garantir que as futuras gerações possam ainda usufruir dela faz-se
necessário que tomemos atitudes e posturas para conservar este recurso em boa
quantidade.

Essas atitudes podem ser das mais variadas, como a simples economia e
diminuição no volume de consumo; mesmo aumento da vida útil daquela quantidade
de água reutilizando-a e/ou aproveitando a água de origem pluvial. É destas
possibilidades de economia e optimização da água que este capítulo irá tratar focando
em domicílios/residências. O conjunto de atitudes que visam diminuir o nível de
consumo, demanda e de oferta, cerceando e selecionando quais águas serão
utilizadas para determinadas atividades é chamado Programa de Conservação de
Água (PCA) conceituado em (SAUTCHUK et al, 2005. p.14):

Programa de conservação de água: conjunto de ações com o objetivo


de otimizar o consumo de água com a consequente redução do
volume dos efluentes gerados, a partir da racionalização do uso
(gestão da demanda) e da utilização de água com diferentes níveis de
qualidade para atendimento das necessidades existentes (gestão da
oferta), resguardando-se a saúde pública e os demais usos
envolvidos, gerenciados por um sistema de gestão da água adequado.
41

3.3.2 Atitudes que visam reduzir o volume de água consumido

Segundo o site do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON),


o consumo médio residencial mundial é de 22m³ por mês tendo esta casa cerca de 4
moradores. Para efeitos de comparação e mesmo simulação de atitudes econômicas,
será utilizado um software de simulação disponibilizado online pela SABESP para
simular uma casa com este gasto médio e depois vamos implementar as próprias
sugestões apresentadas neste capítulo para efeitos de comparação.

A casa utilizada no software possui 2 banheiros, 1 lavanderia, 1 cozinha e 1


torneira externa. Cada banheiro tem sua própria configuração, sendo um com sanitário
por válvula e chuveiro de ducha e o outro com sanitário com caixa acoplada e chuveiro
elétrico. Já a cozinha é dotada apenas de 2 torneiras, contudo, para este trabalho,
será considerada apenas 1. A lavanderia possui uma torneira no tanque e uma
máquina de lavar com capacidade para 5 kg de roupa. Então, para este trabalho serão
considerados apenas os dados de consumo fornecidos pelo software pelo fato de ele
permitir manipulação dos dados e ser baseado em estimativas reais da própria
SABESP, sendo esta uma empresa/instituição respeitada em seus serviços e dados
fornecidos.

Tabela 5– Tabela de consumo normal (Sem aplicação de atitudes de redução


de consumo)

Fonte: AUTORIA PRÓPRIA, 2015


42

Como pode ser percebido na tabela criada, os dispositivos que mais consomem
recurso hídricos são: torneira, chuveiro e máquina de lavar. É simples perceber que
isto é decorrente do tempo de acionamento, quantidade de acionamentos e do
consumo que naturalmente estes dispositivos têm. A tabela a seguir mostrará,
isoladamente cada dispositivo e seu gasto. Assim, poderá se efetuar uma melhor
visualização das medidas de economia e diminuição de consumo sugeridas pela
SABESP.

Tabela 6 – Gasto por minuto ou acionamento dos dispositivos

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


A Sabesp, em seu site, indica medidas para redução do consumo de água em
residências, falando especificamente em redução de consumo pelo próprio usuário e
não quanto a dispositivos que podem ser instalados para auxiliar nesta redução, como
reguladores de fluxos que podem ser acoplados nos encanamentos. São elas:

 Redução no tempo de acionamento do chuveiro (seja ele qual for) de 10-15


minutos, para 5 minutos, fechando ele enquanto se ensaboa.

 No caso de sanitários à válvula, ficar vigilante quanto o tempo de acionamento,


tendo-se em vista de que o seu gasto aumenta em progressão aritmética 2l/seg
de acionamento. Se possível, substituir para um sanitário com caixa acoplada.

 Redução no tempo de acionamento das torneiras em geral, fechando-as


quando o uso da água não é estritamente necessário para a atividade que se
está executando, como fechar a torneira enquanto se barbeia e apenas abri-la
na hora do enxague, idên na hora de escovar os dentes e lavar a louça.

 Recomenda-se que se ative a máquina de lavar somente em sua capacidade


máxima ou 3 vezes ao longo da semana.
43

Analisando a tabela de consumo médio e a de consumo isolado é possível


observar que o Chuveiro de Ducha consome mais que o Chuveiro Elétrico, então,
embora não contemplado pelo site, é perceptível que substituir o Chuveiro de Ducha
pelo Elétrico também se enquadra como medida para economia e diminuição no
volume consumido. Em observância à estas orientações dadas pela Sabesp e o
contexto mostrado pelas tabelas anteriores, segue agora a tabela gerada pela
implementação delas na casa fornecida pelo software, entretanto, nem todas as
medidas poderão ser adotadas pelo fato de algumas delas já serem adotadas, como
é o caso da máquina de lavar, que já é utilizada 3 vezes por semana.

Tabela 7 – Consumo de água reduzido

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


A tabela demonstra que houve uma redução de aproximadamente 48% após a
implementação das medidas de economia. Claro então, se torna, que mesmo medidas
simples de redução de consumo tem um efeito considerável sobre o gasto d’água e
que é válida a adoção destas medidas.
44

3.3.3 Otimização da quantidade de água utilizada

A otimização da água ou no uso da água seria basicamente não só a redução


do volume consumido, mas a redução através da maximização da eficiência do uso
deste volume, isto é, dando a ele mais utilidades do que ele normalmente teria. Esta
definição de otimização entra em acordo com (N.GRAMANI, 2003, p.3) “Otimizar:
Obter o melhor resultado de; planejar ou desenvolver com o máximo de eficiência”.
Ou seja, otimização seria, o reuso de uma mesma quantidade de água que já foi
utilizada em um fim para outro. Exemplos de reutilização seriam: Utilizar a água da
máquina de lavar para lavar o quintal, lavar o carro, armazenar e usar como solvente
para dejetos líquidos.

Por trás da ideia de otimização da água existe o fato de que não são todas as
atividades que se utilizam de água que necessitam de água potável, isto é, atividades
como o consumo de água para beber, higiene pessoal e de alimentos exigem água
potável por motivos óbvios, para evitar possíveis contaminações e proliferação de
doenças; já atividades como a descarga nos sanitários, lavagem de locais, veículos e
etc podem ser realizadas com água de qualidade inferior.

[...] uso racional da água consiste em sistematizar as intervenções que


devem ser realizadas em uma edificação, de tal forma que as ações
de redução do consumo sejam resultantes de amplo conhecimento do
sistema, garantindo sempre a qualidade necessária para a realização
das atividades consumidoras, com o mínimo de desperdício.
(SAUTCHUK et al, 2005.p.19)
45

3.3.3.1 Reuso da água residencial e captação pluvial

As águas residuárias residenciais, isto é , as águas originadas do consumo de


água nas residências podem ser, como já exposto, utilizadas para outras atividades
antes de serem encaminhadas para o sistema de esgoto/tratamento da região onde a
residência se encontra, contudo, em se tratando de água não potável e contaminada,
são necessários alguns cuidados antes de se manusear estes efluentes e, para que
possam ser determinados esses cuidados, é necessário compreender a natureza do
efluente com que se está lidando, isto é, sua composição química/orgânica dada a
sua origem. Para tanto (OTTERPOHL, 2001) apud (MAY, 2009) efetua a classificação
das águas residuárias, segundo a sua origem, em:

 Águas Negras (Blackwater): Efluentes originários das águas dos sanitários,


constituindo-se de urina, fezes e papel higiene;

 Águas Cinzas (Graywater): Todos os efluentes excluindo-se os dos sanitários;

 Águas Amarelas: Fundamentalmente urina;


 Águas Marrons: Somente fezes.
Ainda (HENZE & LEDIN, 2001) apud (MAY,2009) dividem as águas cinzas em
duas categorias:

 Águas Cinzas Claras: Provenientes das torneiras do banheiro, chuveiro, e


máquina de lavar;
 Águas Cinzas Negras: Efluentes provenientes da pia da cozinha.

Esta diferenciação mesmo nas águas cinzas existe em virtude da composição


dos efluentes, pois, as águas cinzas negras têm comumente em sua composição
outros compostos que fogem as águas cinzas claras, como o óleo (SAUTCHUK et al,
2005).

Este projeto, em seu sistema de reuso de água, considerará somente as águas


cinzas claras excluindo, porém, o afluente da Máquina de lavar, por uma questão de
conveniência. O sistema de reuso será integrado ao sistema de captação de água em
seu encanamento de escoamento do reservatório e no próprio reservatório, deste
modo, não se pode falar de um sem o outro.
46

A casa utilizada como modelo para aplicação do projeto é uma casa com 2
banheiros, considerando uma torneira e um chuveiro em cada banheiro. O sistema de
reuso tem por princípio de funcionamento um cano captando água de cada afluente e
o direcionando ao reservatório através de uma bomba de sucção; já o de captação
será por intermédio de um sensor de chuva que, quando acionado, após um delay de
15 minutos, que existe em função do fato de que a água pluvial entre seus 15 e 20
primeiros minutos é uma água de “lavagem” contendo substâncias químicas, pó, areia
que estavam acumuladas na atmosfera e também servindo para limpar o próprio
telhado (PEREIRA; CASTRO, 2013) , fechará o cano de descarte da calha propiciando
o acúmulo da água na calha. Quando a calha tiver uma coluna d’água de altura 4 cm,
o sensor de nível acionará uma bomba que puxará a água da calha para o reservatório
ao longo de um cano.

Dentre as várias possibilidades para se fazer a manutenção da qualidade da


água, se utilizarão duas: Decantação e Filtração por Membrana. A primeira ocorrerá
dentro do próprio reservatório em virtude do volume de água, e como a água vai estar
parada, naturalmente que os sólidos e demais substâncias mais densas que a água
vão depor-se ao fundo do reservatório tornando a maior parte do volume a ser utilizado
na torneira externa viável ao uso. A segunda ocorrerá na própria saída de água da
torneira, através de uma membrana de papel produzida pela FATEC de Jacareí em
2015 feita a partir das fibras da raiz da planta Bambu. Esta membrana, segundo testes
realizados pela própria FATEC, consegue filtrar coliformes fecais, micro-organismos
em geral e algumas substâncias químicas como a Ureia e a Amônia, garantindo então
uma água com certo grau de potabilidade.

A água captada pelo sistema produzido será de classe A de potabilidade


(PEREIRA; CASTRO, 2013), dada a área em que será captada – o telhado – e o fato
de que passará pelos tratamentos já descritos para a sua purificação. A captação de
água pluvial tem suas vantagens e é amplamente utilizada, até mesmo
internacionalmente, conforme (MAY, 2009), 30% de todo o consumo hídrico da
Inglaterra vem de origem pluvial e na Austrália, casas que utilizam captação pluvial,
tem uma economia aproximada de 45% e o setor agrícola de até 65% da em seu
consumo de água provinda de fontes, rios, empresas de fornecimento e etc. Se
aplicada, por exemplo, à nossa simulação feita com as medidas de redução de
consumo, espera-se que a economia se torne ainda maior posto que a água utilizada
47

na torneira externa seria substituída pela água de chuva e assim mais um afluente
seria extinto – pelo menos enquanto o reservatório tivesse volume para fornecer.

3.3.3.2 Fluxograma de funcionamento

Fluxograma 2- Captação pluvial e reuso da água

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


48

Obs: Os “DGH’s” são os dispositivos domésticos levados em consideração no projeto,


chuveiros e torneiras do banheiro.

4 SISTEMA DE SEGURANÇA

4.1 Introdução

A segurança é um tema relativo ao cotidiano. Quando relacionada a roubos de


casa, temos um cenário muito inflado. A segurança é sem dúvida um dos, se não o
principal, fatores decisivos na compra de um imóvel. Atualmente, é difícil manter e se
mudar de casa. Em julho de 2012, a polícia registrou aproximadamente um roubo de
casa por hora, só na cidade de São Paulo (ESTADÃO, 2012).
Existem diversas formas conhecidas para diminuir as chances de ter a casa
roubada. Colocar cercas elétricas, cães ferozes ou até a mais simplória, colocar cacos
de vidro e fundos de garrafa sobre o muro. Porém nenhuma dessas precauções
garante segurança plena. E em alguns casos, podem até chamar mais atenção para
o imóvel. As maiores dificuldades encontradas, quando falamos em violência, são
provavelmente os traumas causados às vítimas de quaisquer formas de abuso. Isso
implica na qualidade de vida das pessoas. Em casos de invasão de domicílio em que
a família, ou uma pessoa é feita refém, existe um abuso psicológico por parte do
meliante, o que gera traumas muitas vezes irreversíveis independendo da duração do
crime, do sexo ou da idade da vítima (FOLHA DE SÃO PAULO, 2005).

4.2 Dos problemas da segurança


4.2.1 Âmbito social
Como dito anteriormente, passar por uma situação de grande pressão ou de
choque, deixa traumas, que podem muitas vezes perpetuar, no subconsciente a
insegurança, o medo e a insônia (TRIBUNA ARARAQUARA,2013).
Portanto, em âmbito social, temos a segurança como gatilho de problemas
relacionados à confiança do indivíduo, e que dentro de determinados quadros, pode
acabar levando até mesmo à morte.

4.2.2 Âmbito político-nacional

Para o governo, a situação também é preocupante. Em 2012, foram gastos R$


61,1 bilhões, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apud
(REVISTA GEOGRAFIA, 2015). Através desta quantia, é perceptível o tamanho do
problema com que estamos lidando.
49

Este é apenas um exemplo de como a segurança interfere nos gastos do


governo. Podemos ainda considerar o custo da manutenção de prisões, os gastos
com os policiais e até mesmo a problemática de precisar gastar com segurança, e por
conta destes gastos, não poder investir em outras áreas, como a educação ou a
saúde.
Não obstante todos os fatores internos, temos ainda que considerar a imagem
do país para o exterior, por conta de suas relações comerciais. Em 2014 o Brasil foi
eleito o 122º país no ranking da segurança pessoal pelo Índice de Progresso Social
(IPS). Partindo do último país da lista, o Brasil fica na posição de 11º país com menos
segurança pessoal, perdendo, ou ganhando, apenas de: Iraque, Nigéria, Venezuela,
República Centro-Africana, África do Sul, Chade, República Dominicana, Honduras,
México e Sudão, nesta ordem (G1, 2014). Estes dados estão explícitos na tabela a
seguir:
50

Figura 6 – Os países mais seguros, os países mais inseguros

Fonte: (G1, 2014)


O IPS é elaborado pela organização sem fins lucrativos Social Progress Imperative
e seus dados estão divididos em três grupos: necessidades humanas básicas,
fundamentos de bem-estar e oportunidades. Cada um tem quatro indicadores de
qualidade. Neste caso específico da avaliação do nível de segurança dos cidadãos de um
país são cinco critérios avaliativos: A taxa de homicídios, o nível de crimes violentos, a
percepção sobre a criminalidade, o terror político e as mortes no trânsito.
51

4.3 Números regionais - São Paulo.

Em 2014 o número de roubos, bateu recordes, enquanto o número de


assassinatos diminuiu no estado de São Paulo e, principalmente, na capital. Em
contrapartida, neste ano (2015) todos os índices de criminalidade tiveram queda, se
comparados aos anos anteriores (GOVERNO DE SÃO PAULO, 2015).

Independendo desta queda devemos ter em mente, que nunca se sabe quando
podemos ser vítimas de qualquer tipo de crime, logo é de grande importância, para o
patrimônio pessoal e para a saúde, que estejamos em um local confiável em relação
à segurança. Por esses motivos, nosso grupo visou a questão da segurança como
uma prioridade, desta forma, nos focamos para que os moradores do condomínio se
sintam plenamente seguros dentro do perímetro do mesmo.

4.4 Funcionamento do sistema de segurança

O sistema de funcionamento da dupla de portão na entrada funciona tendo por


base um emissor/receptor de rádio frequência, um dispositivo de biometria e dois
portões automáticos. Já o portão da saída funciona com acionamento manual por
parte da portaria.

Na entrada o primeiro portão abre quando este recebe uma onda de rádio
correspondente à do seu receptor, aproximadamente 433 Mhz. Após 45 segundos o
portão fecha. Entre este portão e o segundo deve haver um espaço vago que terá um
dispositivo de biometria onde, se a digital inserida coincidir com alguma do banco de
dados, o segundo portão abrirá por 60 segundos e fechará depois deste tempo. Se
não for este o caso, quem quer que esteja lá vai ficar preso até que a
segurança/portaria do condomínio tome alguma atitude.

Para o portão de saída a condição de abertura é o acionamento manual por


parte da portaria. Após esta ativação o portão abrirá por 30 segundos e fechará em
seguida ao término deste tempo, aguardando novo acionamento do controle para
abrir.
52

4.5 Fluxograma de funcionamento

Fluxograma 3 - Portões de entrada

Fonte: (AUTORIA PRÓRIA, 2015)


53

4.6 Fluxograma dos portões de saída

Fluxograma 4 – Portões de Saída

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


54

5 MATERIAL E MÉTODOS

5.1 Montagem da estrutura

5.1.1 Corte

Para o corte das estruturas, como as taboas de madeira, foram utilizadas duas
ferramentas: o cerrote, para as taboas maiores, e uma serra, esta última para pedaços
de madeira mais finos e frágeis.

Figura 7 – Cerrote Figura 8 – Cerra

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)

5.1.2 Perfuração
As perfurações foram realizadas com uma furadeira elétrica.

Figura 9 – Furadeira Elétrica

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


55

5.2 Montagem da estrutura de madeira

A madeira base da maquete foi cortada com o serrote e suas extremidades


foram lixadas.

Já na base de madeira, foi desenhado o projeto do condomínio, definindo onde


seriam as ruas, as casas e os postes, todos previamente planejados.

Com o desenho já feito, a placa foi perfurada no lugar onde seriam os postes,
feitos de hastes de metal e, contendo dentro de si, resistores. Após a instalação
destes, foram instalados os LED’s e a fiação,

Figura 10 – Postes Figura 11 – Postes Instalados

Fonte: (AUTORIA PROPRIA, 2015)


Após a instalação dos postes foi feita a conexão destes ao sistema, os fios de
ligação foram passados por baixo da estrutura de madeira, pensando, principalmente,
na estética, e também pela praticidade, os negativos foram todos ligados uns nos
outros e então conectados ao sistema, tal como os positivos.
56

Figura 12 – Postes Instalados acesos Figura 13 – Fiação dos postes

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


Um dos integrantes do grupo arranjou vários pequenos pedaços de madeira
para serem usados como suporte, principalmente para que a fiação que passa por de
baixo da estrutura não sofresse nenhum dano.

Após a construção da estrutura de madeira, foi construída a estrutura do portão


com dois servos-motores, isso enquanto outro integrante do grupo construía os
modelos das casinhas de EVA.

Figura 14 – Modelo das Casas

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


57

5.3 Materiais e montagem da parte elétrica

5.3.1. Resistor

São dispositivos elétricos que criam uma resistência à passagem de corrente


elétrica, uma de suas características é a conversão de energia elétrica em energia
térmica.

Com seu uso haverá uma queda na tensão do circuito, mas a corrente não será
alterada, são utilizados para controlar a tensão sobre um determinado componente.

5.3.2. LED’s

5.3.2.1 Montagem do circuito com LED’s

Foi necessária uma bateria de 6V, todos os negativos dos led’s serão ligados
em um único ponto e este irá para um botão que irá acionar e desativar o esquema,
simulando o dia e a noite.

Os led’s foram distribuídos pelo projeto de forma a simular postes e iluminar a


maior área possível.

5.3.3 Relé

Formado por um magneto móvel que se desloca, unindo dois contatos


metálicos, sendo, assim, um dispositivo eletromecânico. Pode ser acionado com 12V
e comandar circuitos de até 110V, sua desenergização faz com que o contato volte
ao estado normal.

5.3.4 Botão

É um botão de pressão, tipo Normalmente Aberto/Normalmente Fechado


(NA/NF), onde a escolha de sua posição acompanha seu estado.

5.3.5 Motor

Para este começar a funcionar é necessária uma força externa, normalmente


magnética que se formam entre polos magnéticos do rotor e estator, a atração e
repulsão desenvolvida por eles irá movimentar o rotor, produzindo o torque, e fazendo
o motor girar.

.
58

5.3.6. Arduino MEGA

Existem vários modelos de Arduíno, o escolhido para este projeto é o Arduíno


MEGA, porque vamos utilizar muitos componentes e o grande número de terminais
do Arduíno MEGA é muito prático.

Tabela 8 – Arduino MEGA


Número de pinos (entradas e saídas) 54 (15 podem ser utilizadas como pwm)
Entradas analógicas 16
Micro controlador ATmega2560
Portas de comunicação serial 4
Tensão de entrada recomendada 7~12V
Tensão de funcionamento 5V
Corrente continua no pino de 3,3V 50mA
Velocidade do clock 16MHz
Memória Flash 256KB
Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)
Figura 15 – Arduíno

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


59

5.3.6.1. Programação do Arduino

#include <Adafruit_Fingerprint.h> // inclui bibliotecas


#include <Servo.h>
#include <RFremote.h>
#include <SoftwareSerial.h>

//configura sinal controle RF


const char *cmd =
"0110100110110110100100100100110100110100110110100100110110110110100
100110100110100110";
SignalPatternParams params;
RFrecv rfrecv;

//configura leitor biometrico


int getFingerprintIDez();

SoftwareSerial mySerial(10, 11);


Adafruit_Fingerprint finger = Adafruit_Fingerprint(&mySerial);

//Declara variaveis

int postes = 22;


int presenca_1 = 23;
int presenca_2 = 24;
int presenca_3 = 25;
int presenca_4 = 26;
int panico = 28;
int idc = 32;
int idnc = 30;
int carro = 34;
float chuva = A0;
int valvula = 40;
int bomba = 41;
int botaoreset = 42;
int abportao = 43;
int feportao = 44;

Servo motor1;
Servo motor2;
Servo motor3;

int ep1 = 0;
int ep2 = 0;
int ep3 = 0;
int ep4 = 0;
int estmotor = 0;
int estcarro = 0;
int estchuva = 0;
60

int estbotaoreset = 0;
int estabport = 0;
int estfeport = 0;
int i;
int k;
int l;

void setup() {
//Declara saidas e entradas
pinMode(postes,OUTPUT);
pinMode(panico,OUTPUT);
pinMode(idc,OUTPUT);
pinMode(idnc,OUTPUT);
pinMode(valvula,OUTPUT);
pinMode(bomba,OUTPUT);
pinMode(presenca_1,INPUT);
pinMode(presenca_2,INPUT);
pinMode(presenca_3,INPUT);
pinMode(presenca_4,INPUT);
pinMode(carro,INPUT);
pinMode(chuva,INPUT);
pinMode(botaoreset,INPUT);
pinMode(abportao,INPUT);
pinMode(feportao,INPUT);
motor1.attach(27);
motor2.attach(31);
motor3.attach(29);

//parametros para reconhecer sinal RF


params.spaceMin = 10000;
params.spaceMax = 11000;
params.dotMin = 400;
params.dotMax = 500;
params.traceMin = 900;
params.traceMax = 980;
params.skipFirst = 0;
params.skipLast = 0;

rfrecv = RFrecv(&params);
rfrecv.begin();

motor1.write(10);
motor2.write(10);
motor3.write(10);

void loop() {
estcarro=digitalRead(carro); //armazena estado das chaves
estchuva=digitalRead(chuva);
61

estbotaoreset=digitalRead(botaoreset);
estabport=digitalRead(abportao);
estfeport=digitalRead(feportao);
if (estchuva>1){ //Comando da calha: Liga a valvula para escoamento da água e
depois de 15 minutos liga a bomba
digitalWrite(valvula,HIGH);
delay(900000);
digitalWrite(valvula,LOW);
if (estchuva>590){
digitalWrite(bomba,HIGH);
}
else {
digitalWrite(bomba,LOW);
}
}
else if (rfrecv.available()) //Comando controle RF
{
if (strncmp((char*)rfrecv.cmd, cmd, CMD_SIZE) == 0) //se o botão de emergencia
for acionado.
{
for (i=10;i<100;i++){
motor1.write(i);
digitalWrite(panico,HIGH);
delay(10);
}
}
else //se o botão comum for acionado.
{
for (i=10;i<100;i++){
motor1.write(i);
delay(10);
}
}
}
else if(estbotaoreset==HIGH){ // desliga botão do panico
digitalWrite(panico,LOW);
Serial.println("reset ativo");
}
else if(abportao==HIGH){ //comando manual de abertura e fechamento do portão de
saida
for(k=100;k<10;k++){
motor3.write(k);
delay(10);
}
}
else if(feportao==LOW){
for(k=10;k>100;k--){
motor3.write(k);
delay(10);
}
62

//Leitura dos sensores de movimento

ep1=digitalRead(presenca_1);
ep2=digitalRead(presenca_2);
ep3=digitalRead(presenca_3);
ep4=digitalRead(presenca_4);
if (ep1==LOW &&(ep2==LOW)&&(ep3==LOW)&&(ep4==LOW))
{
digitalWrite(postes,LOW);
}
else {
digitalWrite(postes,HIGH);
}
if(estcarro==HIGH&&(i==100)){
for (i=100;i>10;i--){
motor1.write(i);
delay(10);
}
}

else if(estcarro==HIGH&&(i==10)){
finger.begin(57600);//inicia leitor biometrico
getFingerprintID();
delay(500);
}

}
//Rotinas para verificação da digital do sensor biometrico
uint8_t getFingerprintID(){
uint8_t p = finger.getImage();
switch (p) {
case FINGERPRINT_OK:
Serial.println("Image taken");
break;
case FINGERPRINT_NOFINGER:
Serial.println("No finger detected");
return p;
}

// OK

p = finger.image2Tz();
switch (p) {
case FINGERPRINT_OK:
Serial.println("Image converted");
break;
}
63

// Imagem convertida
p = finger.fingerFastSearch();
if (p == FINGERPRINT_OK) {
Serial.println("Found a print match!");
} else if (p == FINGERPRINT_NOTFOUND) {
Serial.println("Did not find a match");
digitalWrite(idnc,HIGH);
delay(2000);
digitalWrite(idnc,LOW);
return p;
}

// Biometria correspondida
digitalWrite(idc,HIGH);
Serial.print("Found ID #"); Serial.print(finger.fingerID);
Serial.print(" with confidence of "); Serial.println(finger.confidence);
for(l=10;l<100;l++){
motor2.write(l);
delay(10);
}

//ver o "return p" se coloca por aqui


delay(6500);
for(l=100;l>10;l--){
motor2.write(l);
delay(10);
}
digitalWrite(idc,LOW);
digitalWrite(estcarro,LOW);
return finger.fingerID;
}
5.3.7 Sensor piroelétrico

Esse sensor é comumente utilizado em portas automáticas, ele detecta a


radiação infravermelha do calor do corpo para acionar um circuito eletrônico, podendo
detectar a presença de um corpo mesmo no escuro.

Para concentrar a radiação infravermelha, e também para discerni-la de outros


tipos de radiação, é preciso usar uma lente de Fresnel, ela é colocada sobre o sensor
e concentra os raios infravermelhos para uma melhor detecção, a lente também
determina o ângulo de visão do sensor, ou seja, sua área de cobertura, aumentando-
a consideravelmente.

O sensor em si fornece um sinal muito fraco, sendo, assim, necessária a


utilização de um circuito de amplificadores para aumentar o sinal.
64

Figura 16 – Lente de Figura 17 – Figura 18 – Sensor


Fresnel Amplificador Piroelétrico

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


5.3.8 Montagem

Primeiro foi montado um circuito para o acionamento do relé. Este circuito foi
utilizado para ligar os motores e os LED’s.

5.4 Montagem da parte hídrica

Foi comprada uma pequena caixa de plástico para simular uma calha e foi
perfurada para construir um escape para a agua, e lá foi encaixado uma rosca, e nesta
foi inseria uma válvula elétrica.

Figura 19 – Válvula elétrica

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


Dentro da calha foi instalado uma bomba que será utilizada para lançar a agua
em direção a válvula.
65

Figura 20 – Calha com escape d'água Figura 21 – Calha sem escape d'água

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)

Depois foi construído o reservatório, um balde cortado ao meio, com um furo


para o encaixe da torneira para a simulação da distribuição de água.

Figura 22 – Reservatório Figura 23 – Reservatório com torneira

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


66

Dentro da torneira, mais especificamente na rosca na sua ponta, foi instalado


um filtro.

Figura 24 – Membrana Filtro

Fonte: (AUTORIA PRÓPRIA, 2015)


67

CRONOGRAMA

ATIV. 05/15 06/15 08/15 09/15 10/15 11/15 12/15


Listagem de X
materiais
X
Orçamento
Referências X
de pesquisa

Entrega do
1º memorial X
descritivo
Compra dos X
materiais
Entrega de X
um pré-
projeto
Cap. X
Introdução,
etc
Entrega do X
2º cap.
Compra dos X X
materiais
para a
2ªversão
Entrega 2ª X
versão do
projeto
Revisão do X
cronograma
Entrega da X
3ª revisão
teórica
68

Entrega da X
3ª versão do
projeto
Encerramen X
to do projeto
na
protoboard
Entrega da X
4ª revisão
teórica
Teste final X
do projeto

Apresentaç X
ão do
projeto
funcional ao
professor

Entrega da X
5ª versão do
memorial
descritivo
Apresentaç X
ão do TCC
aos colegas
Entrega da X
versão final
do TCC em
capa dura
Apresentaç X
ão TCC à
escola
69

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir da elaboração do projeto podemos perceber o quão valoroso é o


trabalho em equipe e a total cooperação dos membros para a realização de um
objetivo comum. O aprendizado de cada um dos membros foi imenso do ponto de
vista pessoal e também do ponto de vista técnico.

Do ponto de vista pessoal, podemos ressaltar a necessidade de lidarmos com


o estresse, ansiedade e, sobretudo, a cobrança, tanto dos membros para si mesmos
como entre si.

Do ponto de vista técnico tivemos que revisitar e aperfeiçoar conteúdos já


aprendidos ao longo do curso e, também, expandirmos nossos horizontes buscando
conhecimentos não vistos no curso, como o referente à rádio frequência, seu uso e
suas adaptações para diferentes situações em que se faça presente.

Quanto à elaboração do projeto, foram necessárias algumas adaptações, em


virtude da facilitação da apresentação do projeto, tendo-se em vista, que o presente,
visa apenas simular e ilustrar uma proposta de adaptação e otimização dos já
mencionados recursos hídricos, elétricos e possível solução para a questão
emergente da segurança. Essas adaptações se refletem, por exemplo, na não
utilização do LDR e substituição dele por um botão, o que não interfere no
desempenho do projeto em si mas simplifica a sua ativação e a programação
necessária para a simulação do mesmo; uma outra adaptação foi em relação à própria
maquete, por uma questão de custos e tempo, sendo que a ideia inicial seria a
elaboração de uma maquete da casa em separado para demonstrar o funcionamento
do reuso e captação, em seu lugar foram utilizados dois recipientes, um como calha e
o outro, como o supramencionado neste TCC, como reservatório para que o descrito
funcionamento se efetivasse.
70

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMADO, Miguel. Planeamento Urbano Sustentável. In: Seminário Técnico de


Regeneração Urbana Sustentável. FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA da
Universidade Nova de Lisboa. Óbidos, 2010.

ARAÚJO, Marcio Augusto. A moderna construção sustentável.

BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFED, Neide Aparecida de Souza.


Fundamentos da Metodologia Científica. 3ª Edição. São Paulo: Pearson Prentice
Hall, 2007.158 p.

BBC, disponível em:


http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2002/021003_violenciamv.shtml
Acesso em: 10/11/2015

BIANCHINI, Henrique Magalhães. Avaliação comparativa de sistemas de energia


solar térmica. 2013, 63 p. Projeto (Graduação em Engenharia). Escola Politécnica
da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro 2013.

Brasil das Águas, disponível em:


http://riosvoadores.com.br/educacional/a-importancia-da-agua/
Acesso em 10/08/2015

Brasil Escola, disponível em:


http://www.brasilescola.com/geografia/consumo-agua-no-mundo.htm
Acesso em 01/09/2015

CAVALCANTI, Clóvis (Org.); FURTADO, André et al. Desenvolvimento e natureza:


estudos para uma sociedade sustentável. Instituto de Pesquisas Sociais,
Fundação Joaquim Nabuco, Ministério de Educação, Governo Federal, Recife,
Brasil. Outubro, 1994. p. 262.
Disponível em: http://168.96.200.17/ar/libros/brasil/pesqui/cavalcanti.rtf

CONSUMO SUSTENTÁVEL: Manual de educação. Brasília: Consumers


Internacional/ MMA/ MEC/IDEC, 2005. 160 p.

DIENSTMAN, Gustavo. Energia solar: Uma comparação de tecnologias. 2009.


92f. Projeto de Diplomação (Graduação em Engenharia Elétrica) – Departamento de
Engenharia Elétrica do Departamento de Engenharia da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.

EPE [Empresa de Pesquisa Energética]. Nota Técnica DEA 13/14: “Demanda de


energia 2050”. Rio de Janeiro/RJ. 2014. 232 p.

EL PAIS, Disponível em:


http://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/16/politica/1434476173_966307.html
Acesso em: 12/11/2015
71

ESTADÃO, disponível em:


http://m.sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,sao-paulo-registra-um-roubo-de-
casa-por-hora-imp-,915622
Acesso em: 9/11/2015

FARIAS, Leonel Marques; SELLITTO, Miguel Afonso. Uso da energia ao longo da


história: evolução e perspectivas futuras. Revista Liberato, Novo Hamburgo, v. 12,
n. 17, p. 01-106, jan/jun. 2011

FOLHA DE S.PAULO, disponível em:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u116744.shtml
Acesso em: 9/11/2015

G1, disponível em:


http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/04/brasil-e-o-11-pais-mais-inseguro-do-
mundo-no-indice-de-progresso-social.html
Acesso em: 29/10/2015

GOVERNO DE SÃO PAULO, disponível em:


http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=241333
Acesso em:12/11/2015

MAY, Simone. Caracterização, tratamento e reuso de águas cinzas e


aproveitamento de água pluvial em edificações. 2008. 222 f. Dissertação
(Doutorado em Engenharia Hidráulica e Sanitária) --Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo, São Paulo 2008.

Mundo da Geografia, disponível em:


http://www.mundodageografia.com.br/os-10-paises-mais-populosos-mundo/
Acesso em 15/08/2015

NOGUEIRA, Cristina Gramani. Aplicações de Otimização em Processos


Industriais. In: Encontro de Iniciação Científica, 4; Mostra de Pós-Graduação, 7.
2003. São Paulo/SP. 34 p.
ONU. O Direito Humano à Água e Saneamento. Espanha/ESP. 2010. 8 p.

PEREIRA, Leonardo Coelho; CASTRO, Renan da Silva. Estudo do


reaproveitamento de água pluvial e de esgotos sanitário em edificações. 2013.
58 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) --
Universidade da Amazônia, Unama, Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas,
Belém, 2013

PROCON-SP, disponível em:


http://www.procon.sp.gov.br/texto.asp?id=681
Acesso em 10/08/2015

Prosperidade ao redor do mundo em 2050: considerações da Calculadora Global


72

REVISTA GEOGRAFIA, disponível em:


http://geografia.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/53/artigo308667-1.asp
Acesso em: 12/11/2015

ROSA, Victor Hugo da Silva. Energia elétrica renovável em pequenas


comunidades no Brasil: em busca de um modelo sustentável. 2007. 440 f.
Dissertação (Doutorado em desenvolvimento sustentável) –Centro de
desenvolvimento sustentável da Universidade de Brasília, São Paulo, 2007.

SAUTCHUK, Carla et al. Conservação e reuso da água em edificações.1ª Edição.


São Paulo: Editora Gráfica. 2005. 151p.

SCHUCH, Luciano et al. Sistema autônomo de iluminação de alta eficiência baseado


em energia solar e leds. Eletrôn, Potên, Campinas/SP, v. 16, n. 1, p.17-27
dez.2010/fev. 2011.

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO


PAULO, disponível em:
http://www.ssp.sp.gov.br/novaestatistica/Pesquisa.aspx
Acesso em: 12/11/2015

SHAYANI, Rafael Amaral; DE OLIVEIRA, Marco Aurélio Gonçalves; CAMARGO,


Ivan Marques de Toledo. Comparação do custo entre energia solar fotovoltaica e
fontes convencionais. In: Congresso Brasileiro de Planejamento Energético, 5.
2006. Brasília. Políticas... Brasília. p.1-16.

SIMIONI, Carlos Alberto. O uso de energia renovável sustentável na matriz


energética brasileira: obstáculos para o planejamento e ampliação de políticas
sustentáveis. 2006. 314 f. Dissertação (Doutorado em Meio ambiente e
desenvolvimento) –Universidade do Paraná, Curitiba, 2006.

SOARES, Thelma Shirlen et al. USO DA BIOMASSA FLORESTAL NA GERAÇÃO


DE ENERGIA. Revista científica eletrônica de engenharia florestal - Viçosa, v. 6,
n. 8, p. 1-9. 2006.

TEIXEIRA, Alexandre de Almeida; LEITE, Leonardo Henrique de Melo; CARVALHO,


Matheus Costa. Análise de viabilidade para a implantação do sistema de energia
solar residencial. e-xacta, Belo Horizonte, BH v. 4, n. 3, p. 117-136. 2011.

Tempo de Aposentado, disponível em:


http://tempodeaposentado.blogspot.com.br/2012/04/consumo-diario-de-agua-per-
capita.html
Acesso 14/09/2015

TRIBUNA ARARAQUARA, disponível em:


http://www.araraquara.com/noticias/cidades/cidades_internaNOT.aspx?idnoticia=896
431
Acesso em: 10/11/2015
73

UNESCO. Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos


Recursos Hídricos. 2015.

VIANA, Susana Filipa Almeida Castro. Modelação de micro-sistema híbridos


fotovoltaicos/eólicos para produção descentralizada. 2010. 340 f. Dissertação
(Doutorado em Ciências da Engenharia) – Instituto Superior Técnico da
Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, 2010.

VICTORINO, Célia Jurema Aito. Planeta água morrendo de sede: uma visão
analítica na metodologia do uso e abuso dos recursos hídricos. Porto Alegre:
EDIPUCRS, 2007. 231 p.
74

ANEXO A – Datasheet do relé de 10 A.


75

ANEXO B – Especificações do amplificador operacional da motorola utilizado


no projeto.
76

ANEXO C – Descrição do sensor de água, com aplicação em arduíno

Sensor de água, chuva p/ Arduíno PIC e Outros

Este sensor pode ser amplamente utilizado na detecção das chuvas, de nível da
água, etc.
Em nossos testes alimentando com 5v o valor da saída variou entre próximo a 2v
(apenas a ponta submersa) até 3,50V (com toda a região sensível submersa).
A saída é "zero" com a total ausência de água.
Pode ser usado em uma porta digital já que a maioria dos micro controladores
reconhece essa faixa 2 a 3,5V como nível alto. Quando houver água a saída irá para
nível alto.
Pode ser usado para leitura através de uma porta analógica (ADC) para, por
exemplo, detectar a variação de nível nos 4cm da área sensível.
Características básicas:

>> Tensão de funcionamento: 5V;


>> Corrente de trabalho: <20mA;
>> Baixo consumo de energia;
>> Saída: Analógica;
>> sinal de tensão de saída: 0 ~ 3.5V;
>> Área de detecção: 40mm × 16mm;
>> tamanho: 65mm × 20mm;
>> Alta Sensibilidade. Basta uma gota para alterar a saída;

Modulo de Rádio frequência


Os módulos alcançam até 200 metros sem obstáculos.

Ao comprar este módulo você receberá:


Um transmissor de RF 433Mhz
Um receptor de RF 433Mhz

Transmissor:
Frequência: 433.92Mhz
Modelo: MX-FS-03V
Distância de transmissão: 20m a 200m (depende da tensão)
Tensão: 3,5V ~ 12V
Dimensões: 19mm x 19mm
Tipo de modulação: AM
Potência de transmissão: 10mW
Antena: 25cm
Velociade de transmissão: 4Kb/s
Pinos: Dados, VCC e GND

Receptor:
Frequência: 433.92Mhz
Modelo: MX-05V
Tensão: 5VCC
Corrente: 4mA
77

Sensibilidade: -105db
Antena: 35cm
Dimensões: 30mm x 17mm x 7mm

Carregador solar
Solar Panel: 1.5W
Cell type: Li-polymer battery
Capacity: 30000mAh
Input: 5.0V DC
Output: 5.0 V/1A(5V-OUT-B) and DC 5.0V 2A
Important Tip: First before using this product. Ensure For this product is Full power.

Features:
Wide compatible
Built-in 30000mAh high capacity rechargeable Li-Ion battery.
30000mAh capability, Powerful with long operation time
Portable and conversion
High efficiency of power conversion
Electricity-saving function
User friendly, long cycle life and rapid charge
Environmental friendliness & Economic Efficiency
Double USB Output (can work for 2 phones charging at the same time)
With LED power indicator.
Press to charge and press it again stop charging.practical and long cycle life.

Applications: iPhone/iPad/iPod, Mobile phone, MP3/MP4, PDA, PSP, digital camera


etc.

The Solar Charge is a compact and lightweight solar charger designed for people on
the move. Solar Charge is designed
as a backup power supply to power virtually any portable devices like Cell Phones,
Smart Phones, Cameras, MP4/MP3 Players
GPS and more. Just place it under day light and after the internal battery is fully
charged you can supply power to any device
with built in batter not exceeding more then 5V with capacity under 5000mAh. Also
can be charged using wall AC adapter and
USB port of your computer.

Using advanced solar cell and Li-ion battery technologies the Solar Charge will
charge it self in all daylight conditions and will store
power for times when you need as a backup power source. Simply connect using
one of the adapter tips provided or by using the
sync cable originally supplied with your device for instant power!

Package include:
1 x 30000mah Solar External Mobile Power Bank charger
1 x USB charging cable.