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21/05/2018 Tribunal Regional Federal da 4ª Região TRF-4 - RECURSO CÍVEL : 50044727620164047104 RS 5004472-76.2016.404.

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21 de Maio de 2018

Tribunal Regional Federal da 4ª Região TRF-4 - RECURSO CÍVEL :


50044727620164047104 RS 5004472-76.2016.404.7104 - Inteiro
Teor

Inteiro Teor

RECURSO CÍVEL Nº 5004472-76.2016.4.04.7104/RS


RELATOR : CAIO ROBERTO SOUTO DE MOURA
RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
INGRID VITORIA ALVES DE SOUZA (Absolutamente
RECORRIDO :
Incapaz (Art. 3º CC))
IRIAN ALVES DE SOUZA (Absolutamente Incapaz
:
(Art. 3º CC))
: ROSIANE ALVES DE LIMA (Pais)
ADVOGADO : DARCIMARA M. CORBOLIN MENDES
MPF : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
ACÓRDÃO

ACORDAM os Juízes da 4ª Turma Recursal do Rio Grande do Sul, por


unanimidade, dar parcial provimento ao recurso da parte ré, nos termos
do voto do (a) Relator (a).

Porto Alegre, 03 de maio de 2017.

Caio Roberto Souto de Moura


Juiz Federal Relator

https://trf-4.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/455423534/recurso-civel-50044727620164047104-rs-5004472-7620164047104/inteiro-teor-455423839
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Documento eletrônico assinado por Caio Roberto Souto de Moura,
RESUMO INTEIRO TEOR  EMENTA PARA CITAÇÃO
Juiz Federal Relator, na forma do artigo 1º, inciso III, da Lei 11.419, de
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19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17, de 26 de março
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de 2010. A conferência da autenticidade do documento está
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RECURSO CÍVEL Nº 5004472-76.2016.4.04.7104/RS


RELATOR : CAIO ROBERTO SOUTO DE MOURA
RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
INGRID VITORIA ALVES DE SOUZA (Absolutamente
RECORRIDO :
Incapaz (Art. 3º CC))
IRIAN ALVES DE SOUZA (Absolutamente Incapaz
:
(Art. 3º CC))
: ROSIANE ALVES DE LIMA (Pais)
ADVOGADO : DARCIMARA M. CORBOLIN MENDES
MPF : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

VOTO

Cuida-se de recurso interposto pelo INSS contra sentença que condenou a


Autarquia a conceder à parte autora o benefício de auxílio-reclusão.

Preliminarmente, alega a ocorrência de erro material da sentença que


determinou a concessão do auxílio-reclusão retroativamente a data da
primeira segregação, de 06/02/2014 a 30/06/2015, e da segunda
segregação, de 03/05/2015, sendo que a segunda segregação ocorreu em
03/08/2015.

Sucessivamente postula o afastamento do auxílio-reclusão, eis que o


segurado instituidor não se enquadrava no conceito de baixa renda.
Subsidiariamente, requer a aplicação integral da Lei 11.960/09 no tocante
a juros e correção monetária.
Erro material

No caso, verifico que a sentença determinou a concessão do benefício de


auxílio-reclusão no primeiro período de reclusão, de 06/02/2014 a
30/06/2014 e, posteriormente, na nova reclusão ocorrida desde
03/05/2015 em diante.
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Porém, conforme atestado de efetivo recolhimento (23-comp1), a segunda
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reclusão ocorreu em 03/08/2015 e não em 03/05/2015 como constou responder
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sentença.

Assim, corrijo o erro material apontado para que conste na sentença, na


fundamentação e dispositivo, a seguinte redação:

"condeno a parte requerida a conceder, em favor dos requerentes, o


benefício de auxílio-reclusão n. 163.036.313-5, fazendo-o retroativamente
à data da primeira segregação de 06/02/2014 a 30/06/2015 e da
segunda segregação de 03/08/2015 em diante."

Auxílio-reclusão

O artigo 80 da Lei n. 8.213/91 prevê como pressupostos à obtenção do


benefício de auxílio-reclusão: a) o recolhimento do segurado à prisão; b) o
não recebimento de remuneração da empresa ou de benefício
previdenciário; c) a qualidade de dependente do requerente; d) a prova de
que o presidiário era, ao tempo de sua prisão, segurado junto ao INSS.
Além desses requisitos, a Emenda Constitucional nº 20/98 alterou a
redação do art. 201, IV, limitando o benefício apenas aos segurados de
baixa renda.
No tocante à análise do requisito "baixa renda", há que se considerar o
disposto no art. 201, inciso IV, da Constituição Federal, na redação dada
pela Emenda Constitucional 20/98:
"Art. 201. A Previdência Social será organizada sob a forma de regime
geral, de caráter contributivo e filiação obrigatória, observados critérios
que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos
da lei a:
...
IV - Salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos
segurados de baixa-renda.
Mais adiante, a EC 20/98, em seu artigo 13º, assim determinou:
Art. 13. Até que a lei discipline o acesso ao salário-família e auxílio-
reclusão para os servidores, segurados e seus dependentes, esses
benefícios serão concedidos apenas àqueles que tenham renda bruta
mensal igual ou inferior a R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais), que, até
a publicação da lei, serão corrigidos pelos mesmos índices aplicados aos
benefícios do regime geral de previdência social.
Mesmo diante da ausência de regulamentação legislativa da matéria, o
Decreto n.º 3.048/99 estabeleceu que:
Art. 116. O auxílio-reclusão será devido, nas mesmas condições da pensão
por morte, aos dependentes do segurado recolhido à prisão que não
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receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de auxílio-doença,
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aposentadoria ou abono de permanência em serviço, desde que o seu
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último salário-de-contribuição seja inferior ou igual a R$ 360,00 responder às mensagens
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(trezentos e sessenta reais).
Envolvendo a interpretação do novo regramento dado ao auxílio-reclusão
pela EC 20/98, surgiu forte corrente jurisprudencial no sentido da
inconstitucionalidade do art. 116, firmando-se o entendimento de que o
que deve ser analisado, para fins de concessão deste benefício, é a renda do
conjunto dos beneficiários e não a do segurado recluso.
A questão foi objeto de análise do Supremo Tribunal Federal no RE nº
587.365/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, o qual teve reconhecida a
existência da repercussão geral em 12 de junho de 2008, nos termos da
previsão constante no artigo 102, § 3º, da Constituição Federal de 1988,
acrescido pela Emenda Constitucional nº 45/2004; artigos 543-A e 543-B
do Código de Processo Civil (acrescentados pela Lei nº 11.418/2006) e
artigos 322 e 328-A do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal -
RISTF (com a redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007).
Posteriormente, em 25 de março de 2009, foi julgado o mérito do recurso
extraordinário em questão pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal, que,
por maioria, afastou a impugnação ao artigo 116 do RPS (decisão
publicada no DJE de 08.05.2009):
PREVIDENCIÁRIO. CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
AUXÍLIO-RECLUSÃO. ART. 201, IV, DA CONSTITUIÇÃO DA
REPÚBLICA. LIMITAÇÃO DO UNIVERSO DOS CONTEMPLADOS PELO
AUXÍLIO-RECLUSÃO. BENEFÍCIO RESTRITO AOS SEGURADOS
PRESOS DE BAIXA RENDA. RESTRIÇÃO INTRODUZIDA PELA EC
20/1998. SELETIVIDADE FUNDADA NA RENDA DO SEGURADO
PRESO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.
I - Segundo decorre do art. 201, IV, da Constituição, a renda do
segurado preso é a que deve ser utilizada como parâmetro
para a concessão do benefício e não a de seus dependentes.
II - Tal compreensão se extrai da redação dada ao referido dispositivo
pela EC 20/1998, que restringiu o universo daqueles alcançados pelo
auxílio-reclusão, a qual adotou o critério da seletividade para apurar a
efetiva necessidade dos beneficiários.
III - Diante disso, o art. 116 do Decreto 3.048/1999 não padece do vicio
da inconstitucionalidade.
IV - Recurso extraordinário conhecido e provido.
(STF, Pleno, RE nº 587.365-0/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski,
julgado em 25.03.2009, DJE de 08.05.2009)
Por tais motivos, deve ser considerado o último salário-de-contribuição do
segurado antes da reclusão, conceito trazido no artigo 28, da Lei 8212/91.
Na hipótese de salário-de-contribuição proporcional aos dias trabalhados,
a TRU4 vem entendendo:
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INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO REGIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
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AUXÍLIO-RECLUSÃO. BAIXA RENDA. PROPORCIONALIDADE DIAS
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TRABALHADOS. IMPOSSIBILIDADE 1. No caso de o segurado haverresponder às mensagens
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recebido valores proporcionais aos dias trabalhados à época da reclusão,
para apuração da renda e enquadramento como baixa renda, devem ser
analisadas as reais condições salariais do segurado, computando-se o
último salário-de-contribuição integral efetivamente vertido antes do
encarceramento. 2. Incidente improvido. ( 5005084-07.2013.404.7108,
Turma Regional de Uniformização da 4ª Região, Relator p/ Acórdão
Osório Ávila Neto, juntado aos autos em 16/09/2015)
Ainda, é possível a exclusão de valores recebidos extraordinariamente,
conforme precedentes:
EMENTA: EMENTA: RECURSO INOMINADO. PREVIDENCIÁRIO.
BENEFÍCIO DE AUXÍLIO-RECLUSÃO. SEGURADO DE BAIXA RENDA.
RENDA BRUTA MENSAL RECEBIDA PELO SEGURADO AO TEMPO DA
PRISÃO. HORA EXTRA. EXCLUSÃO DE RENDA EXTRAORDINÁRIA.
RENDA ACIMA DO LIMITE. CONCESSÃO. 1. Para fins de concessão
de benefício de auxílio-reclusão, é possível a 'exclusão de
verbas de caráter extraordinário, a exemplo o recebimento de
horas extras em valor considerável, que elevam
circunstancialmente o último salário-de-contribuição do
segurado, ultrapassando o limite legal e frustrando o direito
dos seus dependentes injustamente, notadamente quando
verificada a existência de média inferior em período
imediatamente precedente' (TRF4, AC 2009.72.99.001118-3, Quinta
Turma, Relator Fernando Quadros da Silva, D.E. 22/02/2010). 2. No
caso, ainda que não se excluísse o valor recebido a título de horas extras,
a renda mensal ultrapassa o limite legal em apenas R$ 4,87, o que é
ínfimo e não impede a concessão de benefício de auxílio-reclusão aos
dependentes do segurado recluso. 3. Recurso inominado não provido. (
5005430-44.2011.404.7005, Terceira Turma Recursal do PR, Relatora p/
Acórdão Flávia da Silva Xavier, julgado em 00:00:00//)
Por fim, no caso de o segurado estar desempregado na data da
reclusão, é de se considerar que o salário-de-contribuição está
aquém do limite constitucional, porquanto não estava auferindo
qualquer renda.
Este é o entendimento atual do STJ, da TNU e da TRU4:
PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-RECLUSÃO. SEGURADO
DESEMPREGADO OU SEM RENDA. CRITÉRIO ECONÔMICO.
MOMENTO DA RECLUSÃO. ÚLTIMO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE.
1. A questão jurídica controvertida consiste em definir o critério de
rendimentos ao segurado recluso em situação de desemprego ou sem
renda no momento do recolhimento à prisão. O acórdão recorrido e o
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INSS defendem que deve ser considerado o último salário de
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contribuição, enquanto os recorrentes apontam que a ausência de renda
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indica o atendimento ao critério econômico. responder às mensagens
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2. À luz dos arts. 201, IV, da Constituição Federal e 80 da Lei 8.213/1991
o benefício auxílio-reclusão consiste na prestação pecuniária
previdenciária de amparo aos dependentes do segurado de baixa renda
que se encontra em regime de reclusão prisional.
3. O Estado, através do Regime Geral de Previdência Social, no caso,
entendeu por bem amparar os que dependem do segurado preso e definiu
como critério para a concessão do benefício a" baixa renda ".
4. Indubitavelmente que o critério econômico da renda deve ser
constatado no momento da reclusão, pois nele é que os dependentes
sofrem o baque da perda do seu provedor.
5. O art. 80 da Lei 8.213/1991 expressa que o auxílio-reclusão será devido
quando o segurado recolhido à prisão"não receber remuneração da
empresa".
6. Da mesma forma o § 1º do art. 116 do Decreto 3.048/1999 estipula que
"é devido auxílio-reclusão aos dependentes do segurado
quando não houver salário-de-contribuição na data do seu
efetivo recolhimento à prisão, desde que mantida a qualidade
de segurado", o que regula a situação fática ora deduzida, de forma
que a ausência de renda deve ser considerada para o segurado que está
em período de graça pela falta do exercício de atividade remunerada
abrangida pela Previdência Social."(art. 15, II, da Lei 8.213/1991).
7. Aliada a esses argumentos por si sós suficientes ao provimento dos
Recursos Especiais, a jurisprudência do STJ assentou posição de que os
requisitos para a concessão do benefício devem ser verificados no
momento do recolhimento à prisão, em observância ao princípio tempus
regit actum. Nesse sentido: AgRg no REsp 831.251/RS, Rel. Ministro
Celso Limongi (Desembargador convocado do TJ/SP), Sexta Turma, DJe
23.5.2011; REsp 760.767/SC, Rel. Ministro Gilson Dipp, Quinta Turma,
DJ 24.10.2005, p. 377; e REsp 395.816/SP, Rel. Ministro Fernando
Gonçalves, Sexta Turma, DJ 2.9.2002, p. 260.
8. Recursos Especiais providos.
(REsp 1480461/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 23/09/2014, DJe 10/10/2014)
PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO. PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO-
RECLUSÃO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO
BENEFÍCIO. LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DA PRISÃO. BENEFÍCIO
DEVIDO AOS DEPENDENTES DO SEGURADO QUE NA DATA DO
EFETIVO RECOLHIMENTO NÃO POSSUIR SALÁRIO DE
CONTRIBUIÇÃO, DESDE QUE MANTIDA A QUALIDADE DE Mensagens pro ssionais 

SEGURADO. PRECEDENTES DO STJ. PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO


DESPROVIDO. 1. Trata-se de Pedido de Uniformização interposto contra
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acórdão proferido pela Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais Adriana há 1 hora
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Direito Penal · Paulo Afonso (BA)
Federais da Seção Judiciária do Paraná que negou provimento ao
Olá,- Carla,
Direito Penal aquipedir
Eu quero vocêapode
liberdade
recurso inominado interposto pelo réu, para confirmar os fundamentos responder
do acusado. àspedir
Eu quero mensagens
a liberdade
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do acusado. O acusado está preso. Já
da sentença que julgou procedente o pedido de concessão de auxílio-
tenho advogado, mas preciso de
orientação. Meu
reclusão à autora, menor impúbere. 2. Defende o INSS que a apuração da marido tá preso tem 8
mês e nada de audiência chegar pra ele…
"baixa renda" deve ser averiguada pelo último salário de contribuição,
Responder
pouco importando se no momento do encarceramento o segurado
recluso, em período de graça, não auferia qualquer rendimento. Suscita
Josemara há 2 horas
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divergência entre o acórdão recorrido e o entendimento esposado pela
Auxílio-Doença - Eu contribui para o
Turma Recursal do Rio de Janeiro (processo 2008.51.54.001110-9), quepedir auxílio-doença.
INSS. Quero
Tenho problemas de saúde. Fiquei
considerou, para fins de apuração do conceito de "baixa renda"afastado
de do meu emprego por mais de
15 dias. Ainda não dei entrada no INSS.
segurado desempregado, o último salário de contribuição antes
Eude seu para o INSS. Quero apenas …
contribui
recolhimento à prisão. 3. No caso destes autos, a sentença, confirmada
Marcone há 11 horas
pelo acórdão recorrido, fundamentou-se na premissa de que: Na espécie,
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o art. 80, da LBPS, dispõe que o benefício de auxílio-reclusão será


Divórcio - Preciso de um advogado para
me auxiliar com esse problema. Regime
concedido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, nasdemesmas
separação de bens. Temos lho(s)
menor(es) ou com de ciência. Não
condições da pensão por morte. Bem por isso ressalto ser pacífico opatrimônio. Estamos de acordo
temos
com o divórcio. Preciso de um advogad…
entendimento de que a legislação aplicável aos casos de pensão por
morte decorre do princípio do tempus regit actum. Significa que o fato
Mara há 11 horas
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determinante para que se saiba qual o direito aplicável é justamente o
Direito Penal - Eu quero uma defesa para
óbito do segurado. Assim, aplicando tal princípio ao benefício de auxílio-
o crime. Eu quero uma defesa para o
crime. O acusado nunca foi preso.
reclusão, é certo que a remuneração a ser auferida para fins dePreciso de um advogado para me
auxiliar com esse problema. desacato
enquadramento como segurado de baixa renda é a do momento
ao em que público no exercício da f…
funcionário
ocorre a prisão. Em outras palavras, não há como considerar
Givanildo há 12 horas
remunerações de meses anteriores à prisão para aferimento da baixa
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renda. [...] No caso concreto, a partir da consulta ao Cadastro Divórcio


Nacional - Temos lho(s) menor(es) ou
com de ciência. Regime de comunhão
de Informações Sociais - CNIS juntado aos autos (PROCADM9 parcial
- evento 1, Temos lho(s)
de bens.
menor(es) ou com de ciência. Bens no
fl. 9), o segurado instituidor esteve empregado até o mês de março deaté R$ 50.000,00. Estamos de
valor de
acordo com o divórcio. Quero apenas u…
2010, sendo que na data da prisão, em 6.7.2010, não há renda constante
no CNIS. Portanto, há que se considerar que a sua renda no momento da
Estefani há 17 horas
Direito de Família · Caruaru (PE)
prisão era igual a zero, preenchendo, assim, o requisito da baixa renda.
4. A Turma de origem acrescentou, ainda, que o § 1º do art. 116 do
Decreto 3.048/99 expressamente prevê que a renda a ser considerada
para efeitos de percepção do benefício é a auferida no mês do
recolhimento à prisão, sendo devido o benefício quando não houver
salário de contribuição, in verbis: Art. 116. O auxílio-reclusão será
devido, nas mesmas condições da pensão por morte, aos dependentes do
segurado recolhido à prisão que não receber remuneração da empresa
nem estiver em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de
permanência em serviço, desde que o seu último salário-de-contribuição
seja inferior ou igual a R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais). § 1º É
devido auxílio-reclusão aos dependentes do segurado quando não houver
salário-de-contribuição na data do seu efetivo recolhimento à prisão,
desde que mantida a qualidade de segurado. (grifei) 5. Com efeito, se na
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data do recolhimento à prisão o segurado estava desempregado, não há
RESUMO INTEIRO TEOR  EMENTA PARA CITAÇÃO
renda a ser considerada, restando atendido, dessa forma, o critério para
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aferição da "baixa renda". 6. A jurisprudência do STJ é firme no sentido
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de que, para aferição do preenchimento dos requisitos do benefício de
auxílio-reclusão, deve ser considerada a legislação vigente à época do
evento prisão. Confira-se: AGRAVO INTERNO. AUXÍLIO-RECLUSÃO.
ANÁLISE DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE NA
VIA ELEITA. RENDA DO PRESO NO MOMENTO DO RECOLHIMENTO.
CONDIÇÃO PARA CONCESSÃO. PRECEDENTES. 1. Descabida a
apreciação de alegação de ofensa a dispositivo da Constituição Federal,
no âmbito especial, ainda que para fins de prequestionamento, não sendo
omisso o julgado que silencia acerca da questão. 2. Desnecessário o
reconhecimento de constitucionalidade, ou não, de lei, ex vi do art. 97 da
Carga Magna, uma vez que a questão é passível de ser julgada e
fundamentada à luz da legislação federal. 3. É assente nesta Corte o
entendimento de que o auxílio-reclusão, como a pensão por morte, é
benefício previdenciário que possui como condicionante para a sua
concessão, a renda do preso, no momento da prisão. 4. Decisão que
merece ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravos
internos aos quais se nega provimento. (AgRg no REsp 831.251/RS,
Relator Desembargador Celso Limongi (CONVOCADO DO TJ/SP), Sexta
Turma, DJe 23/5/2011). 7. Em decisão recente, o Ministro Herman
Benjamin, deu provimento ao REsp 1474537 (DJe: 18/09/2014),
assentando o que segue: A irresignação merece acolhida. O Tribunal de
origem consignou (fls. 162-165, e-STJ): A reclusão em 26-11-2007 foi
comprovada pelo atestado de permanência carcerária de fls. 29. Quanto
à qualidade de segurado, o último vínculo empregatício do recluso antes
da prisão cessou em 04-05-2007 (informações do sistema
CNIS/Dataprev de fls. 44). Restou mantida sua condição de segurado até
a data da reclusão, na forma do art 15, 11. da Lei 8.213/91:(...) A época
da rescisão, o limite legal vigente para a concessão do beneficio era o
mesmo da data da reclusão, RS 676,27. A última remuneração integral
ultrapassa o limite legal vigente à data de seu recebimento, razão pela
qual o beneficio não pode ser deferido. A jurisprudência do STJ é no
sentido de que, para aferição do preenchimento dos requisitos do
benefício em comento, deve ser considerada a legislação vigente à época
do evento ensejador do benefício, ou seja, a data do recolhimento à
prisão. [...] Desta forma, no presente caso, verifica-se que o requisito da
renda mensal do recluso foi devidamente preenchido, visto que o
segurado estava desempregado. Neste sentido, dispõe o art. 116, § 1º, do
Decreto n. 3.048/99: "É devido auxílio-reclusão aos dependentes do
segurado quando não houver salário-de-contribuição na data do seu
efetivo recolhimento à prisão, desde que mantida a qualidade de
segurado." Diante do exposto, nos termos do art. 557, § 1º-A, do CPC, dou
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provimento ao Recurso Especial. (grifei) 8. Os Tribunais Regionais
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Federais, majoritariamente, aplicam tal entendimento:
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ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AUXÍLIO- responder às mensagens
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RECLUSÃO. REGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO.
SEGURADO DESEMPREGADO AO TEMPO DA PRISÃO.
REFERÊNCIA SALARIAL INEXISTENTE. 1. Não há necessidade de
juntada da certidão de nascimento dos filhos substituídos, uma vez que
constam da relação de dependentes junto ao INSS, fl.12. 2. O motivo
determinante do indeferimento do pedido de auxilio-reclusão foi o valor
do salário de contribuição do segurado, de forma que não pode o
impetrado invocar outros fundamentos para afastar o direito almejado,
uma vez que a autoridade fica vinculada à motivação externada. 3. Nesse
desiderato, verifica-se que ao ser preso, em 19/07/00, o segurado estava
desempregado, estando em período de graça prorrogado, de forma que
não vertia contribuições para o sistema e não possuía qualquer renda de
molde a impedir o pagamento do auxílio-reclusão a seus dependentes.
(AC 200138000233763, JUÍZA FEDERAL ROSIMAYRE GONCALVES DE
CARVALHO, TRF1 - 2ª TURMA SUPLEMENTAR, e-DJF1
DATA:20/11/2012 PÁGINA:727.) PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL
CIVIL. AGRAVO PREVISTO NO ARTIGO 557, § 1º, DO CPC. AUXILIO-
RECLUSÃO. SEGURADO DESEMPREGADO. I - Considerando que o
segurado recluso não percebia renda à época de seu
recolhimento à prisão, vez que estava desempregado, há que se
reconhecer que restaram preenchidos os requisitos necessários
para a concessão do benefício. II - Agravo interposto pelo INSS na
forma do artigo 557, § 1º, do Código de Processo Civil improvido. (AC
00311007020134039999, DESEMBARGADOR FEDERAL SERGIO
NASCIMENTO, TRF3 - DÉCIMA TURMA, e-DJF3 Judicial 1
DATA:19/02/2014 ..FONTE_REPUBLICACAO:.) PREVIDENCIÁRIO.
RESTABELECIMENTO DE AUXÍLIO-RECLUSÃO. INEXISTÊNCIA DE
RENDA NA DATA DO RECOLHIMENTO À PRISÃO. BENEFÍCIO
DEVIDO. 1. A regra que regula a concessão do auxílio-reclusão é a
vigente na época do recolhimento do segurado à prisão, que, no caso, era
a Lei nº 8.213/91, com a redação dada pela Lei 9.528/97. 2. O Egrégio
Supremo Tribunal Federal decidiu que, para fins de concessão de auxílio-
reclusão, o valor da renda do preso é que deve ser utilizada como
parâmetro. 3. No caso em apreço, o segurado foi recolhido à prisão em
19-08-2011, e o valor de seu último salário-de-contribuição foi de R$
890,17, referente à competência de outubro de 2010. Portanto, na data do
recolhimento à prisão, o segurado estava desempregado e não possuía
renda, razão pela qual está preenchido o requisito concernente ao limite
da renda. Aplicação do parágrafo 1º do art. 116 do Decreto n. 3.048/99.
4. Assim, preenchidos os requisitos legais, deve ser restabelecido à autora
o benefício de auxílio-reclusão, desde a indevida cessação (01-03-2012),
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não sendo devida ao INSS a devolução de quaisquer parcelas recebidas
RESUMO INTEIRO TEOR  EMENTA PARA CITAÇÃO
pela demandante a tal título. 5. Preenchidos os requisitos exigidos pelo
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art. 273 do CPC - verossimilhança do direito alegado e fundado receioresponder
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dano irreparável -, é cabível a antecipação dos efeitos da tutela. (TRF4,
APELREEX 0005708-04.2013.404.9999, Sexta Turma, Relator Celso
Kipper, D.E. 11/09/2014) PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO.
AGRAVO DE INSTRUMENTO. TUTELA ANTECIPADA. AUXÍLIO-
RECLUSÃO. DESEMPREGO. PERÍODO DE GRAÇA. ULTIMA
REMUNERAÇÃO SUPERIOR AO ENQUADRAMENTO LEGAL.
OBSERVÂNCIA DO PARÁGRAFO 1º DO ARTIGO 116 DO DECRETO Nº
3.048/99. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Apesar de o último
salário de contribuição do preso, em 31/12/2011, ter sido no valor de R$
962,26, extrapolando o teto, devidamente atualizado, no período em que
o genitor da agravada foi preso, em 26/08/2012, encontrava-se ele
desempregado. 2. Conforme disposto no art. 15, II, da Lei n.º 8.213/91, é
mantida a qualidade de segurado, independentemente de contribuições,
"até 12 (doze) meses após a cessação das contribuições, o segurado que
deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência
Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração", sendo esta, a
princípio, a hipótese dos autos. 3. Nos termos do art. 116, parágrafo 1º,
do Decreto n.º 3.048/99, é devida a concessão do auxílio-reclusão nos
casos em que não haja salário de contribuição na data do recolhimento
do segurado à prisão. 4. Precedentes. 5. O risco de lesão grave e de difícil
reparação milita em maior grau em favor da parte agravada, por
tratar-se de verba de natureza alimentar, indispensável ao seu sustento
familiar. 6. Agravo de instrumento improvido. (AG
00102417620134059999, Desembargador Federal Rogério Fialho
Moreira, TRF5 - Quarta Turma, DJE - Data::20/03/2014 -
Página::460.) 9. Meu voto, portanto, propõe o alinhamento da
jurisprudência desta Turma Nacional ao entendimento do Superior
Tribunal de Justiça acerca da matéria, no sentido de que para aferição
do preenchimento dos requisitos necessários ao benefício de auxílio-
reclusão, deve ser considerada a legislação vigente à época do evento
prisão, sendo devido o benefício aos dependentes do segurado que na
data do efetivo recolhimento não possuir salário de contribuição, desde
que mantida a qualidade de segurado. 10. Ante o exposto, voto por
conhecer e negar provimento ao pedido de uniformização interposto pelo
INSS.Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as
acima indicadas, decide a Turma Nacional de Uniformização de
Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais conhecer e negar
provimento ao pedido de uniformização, nos termos do voto-ementa
divergente.
(PEDILEF 50002212720124047016, JUIZ FEDERAL JOÃO BATISTA
LAZZARI, TNU, DOU 23/01/2015 PÁGINAS 68/160.)
https://trf-4.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/455423534/recurso-civel-50044727620164047104-rs-5004472-7620164047104/inteiro-teor-455423839
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INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO REGIONAL. PREVIDENCIÁRIO.
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AUXÍLIO-RECLUSÃO - SEGURADO DESEMPREGADO - AUSÊNCIA DE
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RENDA - CRITÉRIO ECONÔMICO - ATENDIMENTO - responder às mensagens
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ENTENDIMENTO DA TNU E DO STJ. 1. Os dependentes do
segurado que se encontra desempregado no momento da
prisão fazem jus ao auxílio-reclusão, desde que mantida a
qualidade de segurado do instituidor do benefício,
independentemente do valor do último salário-de-contribuição
auferido. 2. Adequação do entendimento deste colegiado àquele
professado pela Turma Nacional de Uniformização ((PEDILEF
50047176920114047005, Relator João Batista Lazzari, DOU 11/12/2014)
e pelo Superior Tribunal de Justiça (Segunda Turma, REsp 1480461/SP,
Relator Ministro Herman Benjamin, DJe 10/10/2014). 3. Exegese do
artigo 80 da Lei 8.213/1991 e do artigo 116, § 1º do Decreto 3.048/1999.
4. Caso em que a decisão recorrida está em conformidade com esse
entendimento, restando desprovido o pedido de uniformização. (TRF4,
Incidente de Uniformização JEF Nº 5009832-82.2013.404.7108, TURMA
REGIONAL DE UNIFORMIZAÇÃO, Juiz Federal MARCELO
MALUCELLI, POR MAIORIA, JUNTADO AOS AUTOS EM 12/05/2015) (
5034397-08.2011.404.7100, Turma Regional de Uniformização da 4ª
Região, Relator p/ Acórdão Henrique Luiz Hartmann, juntado aos autos
em 25/06/2015)
Consoante determinado pelo artigo133 da EC200/1998, o valor fixado
inicialmente para enquadramento como segurado de baixa renda (R$
360,00) deveria ser corrigido pelos mesmos índices aplicados aos
benefícios do Regime Geral de Previdência Social. Os foram assim
reajustados:
a) R$ 376,60 a partir de 1º de junho de 1999, conforme Portaria MPAS nº
5.188, de 06/05/1999;
b) R$ 398,48 a partir de 1º de junho de 2000, conforme Portaria MPAS
nº 6.211, de 25/05/2000;
c) R$ 429,00 a partir de 1º de junho de 2001, conforme Portaria MPAS
nº 1.987, de 04/06/2001;
d) R$ 468,47 a partir de 1º de junho de 2002, conforme Portaria MPAS
nº 525, de 29/05/2002;
e) R$ 560,81 a partir de 1º de junho de 2003, conforme Portaria MPAS nº
727, de 30/05/2003;
f) R$ 586,19 a partir de 1º de maio de 2004, conforme Portaria MPS nº
479, de 07/05/2004;
g) R$ 623,44 a partir de 1º de maio de 2005, conforme Portaria MPS nº
822, de 11/05/2005;
h) R$ 654,61 a partir de 1º de abril de 2006, conforme Portaria MPS nº
119, de 18/04/2006;

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i) R$ 676,21, a partir de 1º de abril de 2007, conforme Portaria MPS nº
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142, de 12/04/2007;
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j) R$ 710,02, a partir de março de 2008, conforme Portaria MPS nº 77,
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de 11/03/2008;
k) R$ 752,12, a partir de fevereiro de 2009, conforme Portaria MPS nº
48, de 12/02/2009;
l) R$ 810,18, a partir de janeiro de 2010, conforme Portaria MPS nº 333,
de 29/06/2010.
m) R$862,60, a partir de 01/01/2011, conforme Portaria MPS nº 407, de
14/07/2011;
n) R$915,05, a partir de 01/01/2012, conforme Portaria MPS nº 02, de
06/01/2012;
o) R$971,78, a partir de 01/01/2013, conforme Portaria MPS nº 15, de
10/01/2013;
p) R$1.025,81, a partir de 01/01/2014, conforme Portaria MPS nº 19, de
10/01/2014;
q) R$ 1.089,72 a partir de 1º de janeiro de 2015, conforme Portaria
MPS/MF nº 13, de 09-01-2015.
Assim, o último salário-de-contribuição do segurado - a ser considerado
para efeito de enquadramento no conceito de baixa renda (artigo 201,
inciso IV, da CF)- corresponderá à última remuneração efetivamente
auferida no mês anterior ao encarceramento, a ser comparado com o
valor vigente à data do encarceramento. Em se tratando de segurado
desempregado, inexistente qualquer renda, deve-se verificar apenas a
manutenção da filiação ao RGPS.
No caso dos autos, o segurado foi recolhido à prisão em 06/02/2014 e
posto em liberdade em 30/06/2015, após, recolhido a prisão em
03/08/2015, meses em que estava desempregado. A última
remuneração mensal integral por ele percebida foi no valor de R$
1.049,39, referente à competência 11/2013 (21- PROCADM1 - fl. 12).
Portanto, o último salário-de-contribuição do instituidor é igual a zero,
sendo inferior ao fixado na Portaria acima referida, vigente na data do
recolhimento à prisão, circunstância que permite o seu enquadramento na
definição de baixa renda.
Dessa forma, a sentença merece ser mantida.
Juros e correção monetária
No tocante aos juros e correção monetária, a sentença determinou o
pagamento das parcelas vencidas acrescidas de juros e correção monetária
calculados na forma do Manual de Cálculos da Justiça Federal, portanto,
está de acordo com o entendimento desta Turma Recursal.
Registro que a jurisprudência nacional consolidou o seguinte
entendimento:
PREVIDENCIÁRIO. DESAPOSENTAÇÃO E REAPOSENTAÇÃO.
DECADÊNCIA. QUESTÕES APRECIADAS SOB A SISTEMÁTICA DO
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ART. 543-C DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. DECADÊNCIA. (...)
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CORREÇÃO MONETÁRIA. INPC. JUROS DE MORA. Declarada
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a inconstitucionalidade parcial do art. 1º-F da Lei nº 9.494, responder
de às mensagens
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1997, na redação que lhe deu a Lei nº 11.960, de 2009 (ADI
4.357, DF, e ADI 4.425, DF), a correção monetária, tratando-se
de benefício previdenciário, deve ser calculada segundo a
variação do INPC, por força do que dispõe o art. 41-A da Lei nº
8.213, de 1991. Os juros de mora correspondem aos juros dos
depósitos em caderneta de poupança . Agravos regimentais não
providos.
(AgRg no REsp 1328547/RS, Rel. Ministro ARI PARGENDLER,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/08/2014, DJe 20/08/2014)
PEDIDO DE UNIFORMIZAÇÃO NACIONAL INTERPOSTO PELA PARTE
AUTORA. ADMINISTRATIVO. PENSIONISTA MILITAR MENOR
IMPÚBERE. DIFERENCAS DEVIDAS DA DIFERENCA 28,86%. JUROS
MORA. CAPITALIZAÇÃO SIMPLES. INCIDENTE PROVIDO. (...) 8, Esta
foi a conclusão que se chegou a TNU no julgamento do Pedilef 0003060-
22.2006.4.03.6314, "7. Em razão da declaração de inconstitucionalidade
do art. 1º- F, decisão de efeitos erga omnes e eficácia vinculante,
considero não ser mais possível continuar aplicando os índices previstos
na Lei. 11.960/2009, razão pela qual proponho o cancelamento da
Sumula TNU n. 61 e, consequentemente, o restabelecimento da
sistemática vigente anteriormente ao advento da Lei 11.960/2009, no que
concerne a juros e correção monetária, qual seja, juros de 1% (um por
cento) ao mês e atualização monetária, pelo INPC.(Rel. João Batista
Lazzari, sessão de 9.10.2013). 9. Ocorre que da decisão proferida no
processo Pedilef 0003060-22.2006.4.03.6314 houve
interposição de Reclamação formulada perante o STF de
descumprimento da decisão antes de ser proclamados os
efeitos do julgamento da declaração de inconstitucionalidade,
o julgamento está suspenso. 10. Por sua vez, mais recentemente, o
STJ (Primeira Seção), em julgamento de REsp pela sistemática do art.
543-C do CPC, interpretou a decisão do STF e entendeu que apenas em
parte a norma acima foi declarada inconstitucional. No voto, o eminente
Ministro Castro Meira, que foi acompanhado à unanimidade pelos
demais Ministros componentes, foi conclusivo no sentido de que apenas a
questão da correção monetária é que foi considerada inconstitucional,
permanecendo válidas as disposições relativas aos juros de mora, de
forma que a Lei 11.960/09 continua aplicável neste aspecto. 11. Aplicando
o mesmo entendimento, a Comissão de Cálculos do Conselho da Justiça
Federal aplicou o mesmo entendimento do STJ ao dispositivo. Desse
modo, seguindo a orientação da Primeira Seção do STJ e do
CJF, determino que o cálculo de liquidação seja realizado
seguindo as determinações da Resolução CJF n. 267, a qual
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alterou o Manual de Orientação de Procedimento para os
RESUMO INTEIRO TEOR  EMENTA PARA CITAÇÃO
Cálculos na Justiça Federal, capitalizando os juros de mora,
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para o caso concreto, de forma simples. 12. Pedido de Incidenteresponder
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Uniformização provido. Acordam os membros desta Turma Nacional de
Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais, por
unanimidade, em dar provimento ao presente incidente de
uniformização, nos termos do voto-ementa da Juíza Federal Relatora.
(PEDILEF 50047098620114047201, Juíza Federal MARISA CLÁUDIA
GONÇALVES CUCIO, TNU, DOU 27/06/2014 PÁG. 23/71.)
Merece, portanto, ser improvido o recurso do INSS.
A decisão da Turma Recursal assim proferida, no âmbito dos Juizados
Especiais, é suficiente para interposição de quaisquer recursos posteriores.
O prequestionamento é desnecessário no âmbito dos Juizados Especiais
Federais, porquanto o artigo 46 da Lei 9.099/95 dispensa expressamente a
fundamentação exaustiva do acórdão. Por conseguinte, tanto nos pedidos
de uniformização de jurisprudência quanto para o recebimento de Recurso
Especial, não há de se exigir que a matéria tenha sido prequestionada em
segunda instância, o que diferencia os processos que tramitam nos
Juizados dos processos comuns ordinários.
Todavia, se assim quer o recorrente, dou expressamente por
prequestionados todos os dispositivos indicados pelas partes nos
presentes autos, para fins do art. 102, III, da Constituição Federal,
respeitadas as disposições do art. 14, caput e parágrafos e art. 15, caput, da
Lei nº 10.259, de 12.07.2001. A repetição dos dispositivos é
desnecessária, para evitar tautologia.
Destaco que a decisão proferida já enfrentou adequadamente todos os
argumentos trazidos pelas partes que seriam capazes de, em tese, conduzir
o julgamento a entendimento contrário ao adotado pelo julgador, do que
se conclui que a interpretação pretendida não foi acolhida.
Dessa forma, o recurso do INSS merece ser provido apenas para correção
do erro material, no que se refere a data da segunda segregação do
segurado, nos termos da fundamentação.

Sem honorários, dada a impossibilidade de condenação em honorários


daquele que não recorreu, ou seja, do recorrido vencido (art. 55 da Lei nº
9.099/95). Custas, na forma da lei.

Ante o exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso da parte ré.

Caio Roberto Souto de Moura


Juiz Federal Relator

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Juiz Federal Relator, na forma do artigo 1º, inciso III, da Lei 11.419, de
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19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17, de 26 de março
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