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2009

CURSO PRÁTICO DE
FITOTERAPIA

MÁXIMO GHIRELLO
www.dicasdeervas.com

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CURSO PRÁTICO DE FITOTERAPIA

INTRODUÇÃO AO USO DAS ERVAS

O uso das plantas medicinais acompanha o ser humano há muito tempo.


Somente no último século, em virtude da industrialização de produtos químicos ou
mesmo de origem vegetal, o homem se afastou deste tipo de tratamento.
Mas os altos preços, os efeitos colaterais e outros fatores como a procura de uma vida
mais saudável tem indicado o retorno à base antiga de cura.
Excetuando-se as plantas tóxicas, as ervas só podem fazer o bem.
Nutrem o corpo, purificam o sangue e fortificam o organismo para resistir às doenças.
Por isso, é muito válido que se amplie o conhecimento de como preparar as plantas,
fazer medicamentos e como aplicar as ervas de nossa flora.
Não resta dúvida que muitas doenças deverão ser tratadas através da medicina
comercial, alopatia, e que o tratamento “tradicional” não deve ser abandonado, mas que
seja usado somente quando os recursos que a mãe natureza nos põe a disposição não
forem suficiente para eliminar o mal.
Este curso se destina a dar uma orientação prática àqueles que desejem caminhar neste
sentido e trilhar um rumo cada vez mais reconhecido, estudado e explorado.

CONCEITO DE FITOTERAPIA

A fitoterapia é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura de doenças.


Ela combina os ensinamentos do oriente com as tradições indígenas e remédios populares,
complementados pela pesquisa científica moderna.
Na China, surgiram os primeiros registros da fitoterapia em 3000 a.C., quando o imperador
Cho-Chin-Kei descreveu as propriedades do ginseng e da cânfora.
Uma das vantagens da utilização da Fitoterapia é a possibilidade de se utilizar uma única
erva para tratar diferentes males ao mesmo tempo.
É muito importante conhecer cada detalhe da planta a ser utilizada, já que às vezes, diferente
parte de uma mesma planta servem para tratar diferentes males, além de existirem ervas
tóxicas e combinações de ervas que não são aconselhadas.
As diferentes maneiras de preparo de plantas medicinais são: cataplasmas, xaropes,
ungüentos, infusões (chás), sucos, compressas, banhos e cápsulas.
Uma vez conhecendo as plantas e sabendo prepará-las, pode-se aplicar a Fitoterapia em casa.
Entende-se por planta medicinal aquelas que por suas características individuais possuem
poder curativo ou terapêutico.

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CULTIVO

Escolha do local
Escolha um local plano ou pouco inclinado, bem ensolarado, longe de fossas, transito de
animais e esgotos, de preferência cercado e próximo de um ponto de água.

Preparo do terreno e adubação


Prepare o terreno fazendo uma limpeza, retirando o mato e as sujeiras.
Determinar o local para as trepadeiras, para os arbustos, para as arvores e para as
plantas anuais. Para as plantas anuais, plantas rasteiras e de pequeno porte, fazer
canteiros, e para arbustos e arvores preparar covas.

Canteiros
Revolver o solo a 30 cm de profundidade, quando a terra for de boa qualidade,
utilizando cortadeira ou enxada (fig.01).

Confeccionar o canteiro com aproximadamente 1 m de largura deixando espaço de 40


cm entre os mesmos.

Antes de revolver o terreno, fazer analise da terra, caso a terra for de boa qualidade
aplicar adubo orgânico, húmus e areia grossa em partes iguais, misturando
uniformemente junto ao canteiro. Nivelar o canteiro e está pronto para plantar (fig.03).

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Covas
Abrir as covas conforme espaçamento recomendado para a espécie.
Estas devem ter pelo menos 30 cm x 30 cm de largura por 40 cm de profundidade.
Ao abrir as covas separar a terra e mistura com adubo orgânico, húmus e areia grossa.
Lembre-se sempre de analisar a terra.

Sementeira
É o local de produção de mudas. Pode ser feita em bandejas (a mais recomendada),
caixotes, vasos ou em canteiros.
É importante que a terra seja fértil, solta e esteja sempre úmida para facilitar a
germinação das sementes.

Terra da sementeira
Misturar duas partes de húmus, uma de terra ½ de areia grossa. Semear a lanço ou em
linhas (fig. 05). Regar diariamente e transplantar as mudinhas quando tiverem no
mínimo 5 folhas.
Antes da retirada das mudas, molhar bem a sementeira e só transplantar nas horas
frescas do dia ou em dias nublados.

Preparado para bandeja


Duas partes de húmus, uma parte de terra, ½ de areia grossa, ¼ de vermiculita, tudo
peneirado em peneira fina.

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Adubação
O solo deve receber adubação para que mantenha sua fertilidade e para que haja um
bom desenvolvimento das plantas, que devem receber nutrientes e água.

Para adubar utilizamos adubação orgânica é a que mais se aproxima das condições da
natureza.

Preparado do adubo orgânico


Havendo disponibilidade de materiais, o ideal será a formação de uma composteira,
construída da seguinte forma:

Alternam-se camadas de 20 cm de palhas secas (material seco, pobre em nitrogênio)


com esterco, folhas e restos de alimentos (material úmido, rico em nitrogênio).
Molhar cada camada, mas sem deixar escorrer água.

A pilha devera esquentar após alguns dias e se isto não ocorrer devera ser revolvida.
O composto ficará “maduro” após 90 a 120 dias.

Para enriquecer o composto, pode-se utilizar entre as camadas materiais como: cinza
(pouca quantidade), terra, fosfato de rocha, calcário, finamente polvilhados.

Caso não haja disponibilidade dos materiais para a formação do composto, pode-se
utilizar somente esterco de animais (curtido) ou restos de cozinha, após sua reciclagem
em buracos cobertos com terra na própria horta.

A quantidade a ser utilizada, de adubo orgânico, varia de acordo com a planta cultivada.
Em media, utilizar 5 kg/m² de composto orgânico ou esterco de curral, ou metade desta
quantia quando se tratar de esterco de galinha.

Plantio
Após a limpeza do escolhido e da adubação, o plantio é feito de acordo com o material
disponível, sendo:

Sementes
Semeadas diretamente em canteiros ou bandejas para posterior transplante.
A maioria se reproduz através de sementes.
Exemplos: Camomila, Coentro, Funcho, Basílico e Salsa, só se reproduzem por meio de
sementes.

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Estacas

De galhos ou de raízes
Cortar pedaços com 20 a 30 cm com no mínimo 4 gemas (nós) ; enterrar 2/3 da planta
no solo adubado; retirar o excesso de folhas e manter o canteiro úmido.
Exemplos; Alecrim, Alfazema, Capuchinha, Carqueja, Guaco, Hortelã, Lipia Alba,
Manjericão, Manjerona, Malva, Melissa, Poejo, Sálvia, Segurelha, Tomilho.

Divisão de touceiras
Podar a parte aérea e separa as mudas com as mãos ou faca.
Não deixe as raízes ressecarem, mantendo-as úmidas até o momento do plantio.
Plante em covas de tamanho suficiente para acomodar as raízes sem haver necessidade
de entortá-las.
Exemplos Capim limão, Cebolinha francesa, Dente-de-leão.

Cuidados após o plantio

• Regar sempre as plantas.


• Não deixar o mato tomar conta dos canteiros. Elimina-los através de capina ou
arranca-los com as mãos.
• Acompanhar o desenvolvimento das plantas e verificar a ocorrência de pragas e
doenças. Se houver infestação, controlar sem o uso de agrotóxicos.

Podem-se utilizar medidas simples como

• Catação manual das pragas, retirando das plantas os insetos, ovos, larvas,
pulgões, cochonilhas etc.
• Eliminar as plantas ou galhos doentes e retira-los do local.
• Utilizar método caseiro para controle de pragas:

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Modo de ação das plantas medicinais

O mecanismo de ação das plantas medicinais se deve à presença do chamado principio


ativo, que são substâncias sintetizadas e armazenadas pela planta durante seu
desenvolvimento.

È a presença de um ou diversos destes princípios ativos que determinam a forte ou fraca


atuação desta erva no processo de cura e até a absorção pelo organismo da erva em
questão.

Estes princípios ativos não estão igualmente distribuídos no vegetal.

Encontram-se principalmente nas flores, folhas, raízes, semente, frutos ou casca e é


baseado nesta distribuição que se determina a parte a ser usada do vegetal.

O habitat (solo, clima, etc) o ciclo de vida do vegetal, o modo de secagem, a época da
colheita e a preparação também são fatores que influenciam na concentração dos
princípios ativos.

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Os principais princípios ativos

Alcalóides
Geralmente tóxicas, apresentam atividade farmacológica elevada como a morfina,
atropina, escopolamina.

Princípios Amargos
Grande número de plantas contém estes princípios que lhes confere sabor amargo.
Desenvolvem ação tonificante sobre o organismo e estimulam e regulam o trato
digestivo.

Óleos Essenciais
São componentes de cheiro forte, que se evaporam facilmente em água.
Têm propriedades anti-sépticas, diuréticas, antiespasmódicas, antiinflamatórias,
expectorantes.

Taninos
Ação adstringente, anti-séptica, e antidiarréica.

Heterosídeos
São os grupos mais distribuídos no reino vegetais e seus efeitos são diferentes entre si
não sendo possível agrupa-los quimicamente. Entre eles estão os glicosídeos diversos.
Possuem algumas funções cardiotônicas, outras sudoríficas etc.

Saponinas
São mucolíticas, diuréticas, depurativas. Reforçam a ação dos demaisprincípios ativos
das plantas.

Mucilagens
São substancias que incham em contato com a água. Protegem a mucosa contra os
irritantes locais e atenuam inflamações.

Ácidos orgânicos
Plantas que contém estes princípios tem sabor ácido e entre outras ações tem ação
refrescante e laxativa. As plantas deste grupo são muito usados fitocosmética.

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Plantas tóxicas

São plantas que pelo conjunto de seus princípios ativos podem causar danos à saúde e
vitalidade dos seres.

Todas as plantas são potencialmente tóxicas.


O desequilíbrio causado no ser (homem, animal) pela planta tóxica caracteriza-se por
intoxicação.

A gravidade da intoxicação vai depender da quantidade de substancia tóxica absorvida,


da natureza dessas substancia e da via de introdução.

A intoxicação pode ser aguda, quando os sintomas aparecem rapidamente após o


contato com o vegetal ou crônica quando é conseqüência da ingestão continuada da
planta tóxica e os sintomas demoram mais para surgir.

Prevenção
Procurar conhecer as plantas tóxicas da região e evitar seu convívio.
Não ingerir chás, tinturas feitas com plantas que não tenham a sua identidade e
propriedades conhecidas.

Evitar a inalação de fumaça proveniente de plantas que estão sendo queimadas


Escolher com critérios as plantas ornamentais de uso domestica.

Manter plantas longe de crianças.

Identificação das ervas


Torna-se importante e necessário, para quem vai utilizar ou cultivar plantas medicinais,
conhecer a verdadeira identificação botânica do vegetal, recorrendo mesmo a pessoas ou
profissionais da área, para que não ocorram confusões como, por exemplo, ocorre com a
Melissa officinalis (planta herbácea) que é normalmente confundida com a Lippia alba
(planta arbustiva) ou com a Cymbopogon citratus (planta gramínea) e que tem aspectos
e princípios ativos diferentes.

Coleta e secagem de material vegetal


Caso se queira guardar as plantas para uso posterior, deve-se proceder à secagem,
preservando maior quantidade de princípios ativos.

A secagem inicia-se imediatamente após a colheita, que tem por finalidade estabilizar
processos enzimáticos e evitar a destruição da planta e dos princípios ativos por fungos
e bactérias (notam-se estas alterações através da mudança de cor e aroma característicos
da planta).

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De forma geral as plantas devem ser secas em locais ventilados, secos e ao abrigo da luz
solar (à sombra).
Colher sempre de manhã. Porem, após secar o orvalho e de preferência em dia de sol
claro.

Cada planta apresenta suas características com relação à época de colheita, onde existe
maior quantidade de princípios ativos (o medicamento).

Identificar a planta e qual parte será usado para o remédio.


Pode-se coletar e usar: raízes, folhas, sementes e casca.

De forma geral, recomenda-se colher:

Parte Utilizada Quando Colher


Flores. Quando estiverem bem abertas.
Folhas e Planta inteira. Quando as flores ainda não abriram
(pré-floração).
Cascas e raízes. No outono e inicio de inverno.
Frutos. Quando estiverem bem maduros.
Sementes. Quando estiverem bem desenvolvidas.

Cuidados com a colheita

• Colher com tempo seco e após ter secado o orvalho.


• Observe se a planta não está suja de terra ou atacada por insetos ou por doenças
(ferrugens, mofos). Neste caso, lavá-las e descartar as partes atacadas.
• Recomenda-se que, ao coletar as folhas, não se retire toda de um mesmo galho.
• Quando for coletar plantas em um local público (mata, cerrado), deixe sempre
algumas de cada tipo, para que possam multiplicar-se; assim você preserva essas
espécies.
• As cascas devem ser retiradas de plantas adultas, retirando-se pequenos pedaços
apenas de um dos lados do tronco (se circundar o tronco, a planta morre).

Cuidados na secagem

• Secar a sombra num ambiente seco, limpo e ventilado, amara-se em feixes ou se


estendem sobre papel em cestos ou prateleiras.
• Secar em temperatura máxima de 40º para folhas e flores e 70º para cascas e
raízes.
• Cascas e raízes podem secar ao sol após serem lavadas.
• Secar individualmente as plantas para não misturar os cheiros.
• Separar as partes mais úmidas (talos) das folhas.
• Colocar camadas de no máximo 3 cm.
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• Revolver diariamente a planta.
• A planta estará seca quando apresentar um aspecto de papel (com mais ou menos
cinco dias).
• Durante a secagem, a planta deve conservar suas características de cor e aroma.
• Depois de secar, armazenar em local seco, escuro, arejado e em vidros bem
tampados ou sacos de papel resistentes.
• Rotular cada erva e especificar seu uso.
• Colocar data da colheita e termino da secagem.
• Armazenar por um período de no máximo um ano e verificar periodicamente a
formação do mofo.

Orientações de uso

• Não faça uso do que você não conhece;


• Observe as condições da planta (fungos, insetos, terra) antes de usar;
• Nunca utilize misturas de plantas sem a orientação de um profissional de saúde;
• Chá medicinal não é refresco, é medicamento. Faze-lo para o momento do uso;
• Não adquira qualquer preparação que não tenha o nome da planta, indicação de
seu uso (parte e dose), data de validade e órgão responsável;
• Evite exageros na dose. Utilize a dose corretamente;
• Não substitua medicamentos de síntese química prescrita pelo médico por
plantas, sem orientação medica;
• O tempo de tratamento varia de acordo com a doença e com a reação do
organismo ao tratamento. Nos tratamentos prolongados, procure orientação
medica;
• Nunca utilize pomadas, ungüentos ou cataplasmas sobre ferimentos infectados
(sujos ou com pus). Nestes casos preferir fazer lavagens;
• Não indicar xaropes para pessoas diabéticas;
• Na presença de reações adversas e efeitos colaterais, interromper o uso e procurar
um serviço de saúde.

Formas de preparo

Chás
Uso interno
São chás que servem para beber, geralmente utilizados na concentração de 1 a 5%. Na
pratica utiliza-se 5 g de planta seca ou 10 a 15 g de planta verde para 500 ml (½ litro) de
água.

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Uso externo
São chás usados para fazer compressas ou limpeza de ferimentos.
Muitas vezes não podem ser tomados.
São geralmente usados na concentração de 5 a 10%.
Na pratica utiliza-se 10 g de planta seca ou 20 g de planta verde para 200 ml de água.
Processo de retirada de princípios ativos pela ação extratora da água.

O melhor é fazer os chás todos os dias por causa da conservação.


Recomenda-se também, o uso de determinada planta durante 10 a 30 dias, porque
depois de algum tempo o efeito terá diminuído. Troca-se então, por outra de qualidade
similar.

Os chás devem ser tomados longe das refeições (1hs. antes e 2hs. após), com exceção
dos que são estimulantes do apetite.
Evitar o uso de vasilhame de metal dando preferência aos de vidro, esmaltado,
inoxidáveis, barro, etc.

Uma ou mais ervas formam um chá composto.

Podem ser três tipos:

Infusão ou tisana
Consiste em despejar água fervendo sobre as ervas, numa vasilha, e deixar repousar
(15 minutos). Talos e raízes precisam de mais tempo (20 a 30 minutos). Esta é a
forma mais recomendada para a preparação dos chás por preservar melhor o
princípio ativo.

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Decocção
Consiste em colocar as ervas na água e cozinha-las (5 a 10 minutos) se são folhas,
flores e partes tenras, (15 a 30 minutos) se são talos, cascas e raízes.

Maceração
Consiste em colocar as ervas em água fira, sem ferver, por um período (10 a 18 horas)
se são folhas, flores, sementes e partes tenras, (18 a 24 horas) para talo, cascas e raízes
duras picadas. Esta forma é usada quando se pretende conservar os sais minerais e as
vitaminas.

Xarope
O xarope pode ser feito com calda de açúcar ou com mel de abelha, usando-se uma
medida do chá para uma medida do mel ou da calda.

O xarope pode fermentar com facilidade. Para evitar que isso aconteça, deve ser
guardado em recipiente bem limpo, fechado e, de preferência, em geladeira ou em local
fresco. Usar este preparado por no máximo 7 dias. O xarope não deverá ser usado caso
apareçam grumos brancos (mofo), sinal de coalhado ou cheiro azedo.

Gargarejo e bochecho
São indicados para afecções da boca e garganta.
Preparar o chá por infusão ou decocção. Tampar e deixar em repouso por 15 minutos.
Coar e fazer o gargarejo ou bochecho.
Se necessário pode-se utilizar a tintura diluída em água (uma colher de chá para cada
xícara).

Compressa e cataplasma
Tem por objetivo colocar os princípios ativos diretamente em contato com a pele
ativando os tecidos e órgãos próximos. São usados nas hemorragias externas, feridas e
contusões, etc. o calor das compressas também permite sua ação nos órgãos subjacentes.
Em contusões e algumas inflamações da pele é preferível usar compressa fria e leves.

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Compressas
Embeber um pano ou pedaço de algodão no chá sumo da planta ou diluição de uma
tintura em água. Aplicar na área afetada de 1 a 3 vezes ao dia.
Pode ser usada quente ou fria.

Cataplasma
Quando se aplica a erva fresca ou seca diretamente sobre o local.
Coloca-se no caso ervas frescas, diretamente sobre o local cobrindo com um pano fino
(devem estar limpas e amassadas ou, no caso de ervas secas, colocar o pó da erva sobre
um pano fino e colocar-se no local trocando-se a cada 20 ou 30 minutos).

Ou preparar o chá por decocção. Ainda quente, acrescentar farinha, fazendo uma papa.
Colocar sobre um pano limpo, observar se não está muito quente e aplicar sobre a região
afetada.

Banhos
Preparar o chá por infusão ou decocção, a dose regular para o banho é de 20 gramas par
1 litro de água, de ervas frescas ou secas, misturando a seguir com o restante da água da
banheira. Opcionalmente, pode adicionar algumas gotas de óleo essencial na banheira,
junto com as ervas.

No caso da ausência da banheira, colocamos em um recipiente, usando-se na última


enxaguada. Depois de tomado o banho.
Na falta da erva fresca ou seca pode-se usar a tintura de ervas (45 gotas para 100 ml de
água).

Tinturas
As tinturas são usadas quando se quer que os compostos químicos de uma planta
alcancem o mais rápido possível a circulação.
Para atuarem sobre os órgãos afetados. Isto acontece com a absorção destes compostos
já pela mucosa da boca
Processo de retirada de princípios ativos pela ação extratora do álcool ou da mistura
álcool/água.

Ingredientes para 1000 ml de tintura:

• Vidro de boca larga transparente de 1.400ml, para colocar a erva e o álcool.


• Vidro âmbar de 1.000ml, para guardar a tintura.
• Vidros âmbar de 30 ml com gotejador, para uso diário.
• 1 litro de álcool de cereais.
• 100 gramas de ervas fresca ou seca.
• Balança para pesar a erva.
• Coador, funil e rótulos.
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Preparação

Erva verde
100gr. Da erva recém colida para 1 litro de álcool de cereais 70º.
Para obtenção do álcool 70º mistura-se 700 ml de álcool de cereais com 300 ml de água
destilada ou mineral de boa fonte filtrada.

Pica-se o vegetal em fragmentos pequenos. Passe a matéria para um vidro bem


tampado, complete o álcool e agite. Volte a agitar de vez em quando, e filtre após 15
dias.

Erva seca
100gr. Da erva seca para 1 litro de álcool de cereais 70º.
Seguir no restante a técnica anterior.

Dosagens de Tinturas
Adultos: 15 a 20 gotas em água três vezes ao dia.
5 a 10 anos: 8 a 10 gotas em água três vezes ao dia.
0 a 5 anos: 4 a 8 gotas em água três vezes ao dia.
Estas dosagens são aproximadas.

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Ervas Aromáticas

Máximo Ghirello

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Nome cientifico: Allium Shoenosprasum
Nome popular: Cebolinha Francesa
Família: Liliáceas

Habitat
O clima deve ser temperado e quente com um pouco de sombra.

Característica da planta (aspecto agronômico)


A cebolinha francesa é perene, com varias alturas e diâmetros e tida como uma das mais
aromáticas do gênero allium, que inclui todos os tipos de alho e cebola.
As folhas parecem um capim fino e são ocas. Suas flores são lilás e quando florescem
exaurem a planta que muitas vezes morre.
Historia (origem)
Sua origem é a china, mas já no século XVI era facilmente encontrada nos jardins de
ervas da Inglaterra, e foram os ingleses que a trouxeram para o Novo Mundo. Seus
poderes são os mesmos do alho e da cebola.

Composição química
- cálcio - ferro
- enxofre - vitamina A
- iodo - vitamina B1
- silício - vitamina B2
- sódio - vitamina C

Propriedades terapêuticas
Indicado para afecções pulmonares, bronquites, asma, gripe, tosse, rouquidão,
hipertensão e também possui ação bactericida.
Possui um efeito antitóxico não permitindo a formação de toxinas no intestino, além de
eliminar as espécies patogênicas sem afetar a flora normal.
É um estimulante do organismo.

Modo de usar
Gripe, tosse, bronquite, catarros – tomar o chá das folhas, três xícaras de chá ao dia
durante 10 dias. Previne o organismo de doenças invasoras vírus e bactérias.
Recomendamos o uso da cebolinha francesa na culinária.
Partes verdes (folhas) como tempero comum.
Patês, molhos, omeletes, queijos e manteiga temperada.
Conhecida pelos chefs de cozinha como “ciboulette”, trata-se de uma planta requintada
e mais delicada que a cebolinha verde. Produz mais flores, o que chama a atenção.

Ervas de corte
As folhas finas são ocas não podendo ser acondicionadas em vasos com água na
cozinha. Apodrecem rapidamente.
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Devemos armazenar em potes de vidros no refrigerador como foi indicado com as flores
de capuchinha.

Parte da planta empregada


Folhas

Cultivo
Reproduz por meio de touceira e sementes.
Prefere local com pouca incidência solar.
Solo arejado e úmido.
No canteiro usamos terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa em partes
iguais.
Multiplica-se facilmente desbastando-se a touceira.
Para cada metro quadrado colocar 15 mudas.

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Nome científico: Cymbopogon citratus (spreng)
Nomes populares: Capim cidrão, Capim cidró, Erva cidreira,
Chá de estrada, Capim santo e Capim cheiroso
Família: Gramineae

Habitat
Vegeta em abundância nas regiões tropicais e temperadas, preferindo terrenos pouco
úmidos.
Cresce espontaneamente, mas não suporta regiões frias.
Permite numerosos cortes de folhas por ano.
A espécie Cymbopogon citratus desenvolve-se bem no litoral do Brasil.

Características da planta (aspecto agronômico)


Herbácea perene de cerca de 60 a 80 cm de altura, formando varias touceiras, com
rizoma curto. Suas folhas finamente estriadas são ásperas e com margens cortantes.
Seu aroma forte e penetrante, semelhante ao do limão, desaparece quando as folhas
ficam secas.
É uma planta que ajuda a preservar as estradas, pois firma o solo impedindo a erosão daí
ser reconhecida com o nome de chá de estrada.

Historia (origem)
Originaria da Índia.
Na Ásia o chá de suas folhas é muito usado como febrífugo e as raízes eram usadas
mastigadas ou friccionadas nos dentes para clareá-los.
Desenvolve-se em quase todo o Brasil.

Composição química
Óleo essencial contendo; 75 a 85% de citral e seus isômeros geramial e neral, vários
aldeídos como citronelal, isovaleraldeido e decilaldeído; álcoois como geramial, nerol,
metil leptenol, franesol, terpenos como depenteno e mirceno.
Constituintes fixos da parte área: flavonoídes, substancias alcalóides, uma saponima
esterólica, triterpenóides da cera que recobre as folhas o cimbopogonol e cimbopagona.
O citral é responsável pelo odor de limão.

Propriedades terapêuticas
Sua ação calmante e antiespasmódica (que alivia espasmos) suave são atribuídas à
presença do citral e atividade analgésica ao mirceno.
Alem de ser saboroso e aromático, o chá preparado com esta planta é útil no alívio de
pequenas crises de cólicas uterinas e intestinais, vim como no tratamento do nervosismo
e estados de intranqüilidade.
Sua ação determina uma diminuição da atividade motora.

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Modo de usar
Uso interno
Chá das folhas frescas ou secas, infuso 3 xícaras de chá ao dia, durante 10 dias (adulto).
Tinturas - 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Banhos - de ervas fresca ou seca, é recomendado para intranqüilidade, nervosismo e
stress advindo destes problemas.

Contra indicação
Não há referencias na literatura consultada.
Uso durante a gestação e lactação, é recomendado, pois atua como estimulante lácteo.

Partes da planta emprega


Folhas e rizoma.

Armazenamento da erva (erva de corte)


Corte as folhas de um canteiro e deixe secar em local arejado, à sombra, após o que
devem ser guardadas em sacos de papel ou potes de vidro.
De preferência, deve ser usada a planta fresca ao fazer infusão.

Cultivo
Vegeta em qualquer tipo de solo, desde que bem drenado e fértil.
Recomenda-se, terra, húmus, esterco e areia grossa em partes iguais.
Seu cultivo é feito por mudas retiradas da touceira mãe.
Método de touceira, cada muda vai formar uma nova touceira.
Para cada m² colocar 1 muda de capim limão, se o espaço for menor, a touceira não
conseguirá atingir sua exuberância quando adulta.
Permite até quatro cortes por ano nos plantios para fins industriais de extração do óleo
essencial.

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Nome cientifico: Foeniculum vulgare mill
Nome popular: Erva doce, fiolho e finochio, funcho.
Família: Umbelliferae

Habitat
Vegeta bem em diversos climas, mas prefere os temperados, em locais bem iluminados
e com luz solar direta. Não resiste em locais com geadas muito fortes.

Características da planta (aspecto agronômico)


Erva vivaz ou bienal que chega a atingir até 2m de altura, com caule estriado, de onde
saem os ramos. As folhas se desenvolvem na base da planta e apresentam bainhas muito
intumescidas e largas, que se envolvem formando uma espécie de bulbo (cabeça-do-
funcho),
Que é comestível. As flores, de cor amarelas, reúnem-se em buquês no formato de
umbelas (guarda-chuva), com um número variável de hastes florais (de 10 a 30). A raiz
é fusiforme, da grossura de um dedo e deve ser coletada na primavera, logo no primeiro
ano, quando ainda não estão fibrosas.

Historia (origem)
É originaria da Europa e foi introduzida no Brasil no início da colonização, encontrando
aqui condições ideais para o seu desenvolvimento.

Composição química
Frutos: 10 a 18% de óleo graxo, ácidos oléicos, lenoléico, palmítico e petroselínico.
Óleo essencial 1,5 a 6% funchona (20%), anetol (ro a 87%), limoneno, pineno,
foeniculina.
Açucares 4 a 5%, mucilagens, pectinas, taninos, ácidos clorogênico e caféico,
flavonóides, sais minerais, tocoferois, matérias protéicas,
Folhas. flavonóides derivados da quercetina.
Raízes. Óleo essencial (0,12%)
Ácidos orgânicos. Málico, cítrico, curmário, cinâmico, cafeico, ferrúlico, químico.
Sais minerais, compostos fenólicos, cumarinas, hidrocarbonetos terpênicos.

Propriedades terapêuticas
Devido aos óleos voláteis que contém, atua no aparelho digestivo, relaxando a
musculatura estomáquica, aumentando o peristaltismo intestinal e reduzindo a produção
de gases.
Favorece a secreção brônquica, removendo o excesso de muco do aparelho respiratório.
Age prevenindo espasmos e cólicas do organismo.
Seu teor em sais de potássio conferem-lhe propriedades diuréticas.
Favorece a secreção Láctea, sendo muito útil na amamentação.
Em altas doses estimula o fluxo menstrual.
É excelente para distúrbios digestivos e dores de cabeça com origem digestiva.

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Modo de usar
Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 10 dias. Decocção das sementes maduras.
Tintura 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias
(adulto).
Banhos tomar o banho do chá das sementes cozidas.
O banho de ervas doce é um calmante profundo para pessoas muito nervosas. É uma
erva que centraliza e aquece o campo sutil, trazendo quietude para quem o toma.

Erva de corte
Podem-se acocar os ambientes usando maços de flores de erva-doce em potes com água.
As umbelas amarelas aquecem os ambientes onde são colocadas e trazem muita
iluminação para o pensamento dos moradores.

Contra indicação
Não há referencia na literatura consultada.

Parte da planta empregada


Fruto, folha e raiz.

Cultivo
Propagação a reprodução é feito por sementes.
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa
em partes iguais.
No canteiro de 1m² pode-se colocar 5 mudas.
Os frutos (sementes) são colhidos quase secos e retirados dos buquês por meio da
debulha.
No Brasil, a variedade mais conhecida e a dulce, de sabor adocicado, cujas folhas
“cabeças” são consumidas cruas, cozidas ou em saladas, e é encontrada em hortas e
fundos de quintal.
Obs. Seu uso é recomendado a gestantes e lactantes, pois atua como estimulante lácteo.
As folhas (bulbo) devem ser consumidas frescas.
Seus frutos são pequenas sementes oblongas e suas flores são amarelas, no que difere da
erva-doce (Pimpenella anisum) que possui fruto ligeiramente arredondado e flores
brancas.

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Nome cientifico: Lavandula officinalis
Nome popular: Alfazema
Família: Labiatae

Habitat
O clima deve ser temperado e quente.
Origem mediterrânea.

Características da planta (aspecto agronômico)


Arbusto de pequeno porte, que atinge de 30 a 80 cm de altura, com o caule esgalhado e
estirado.
As folhas pequenas e sem pecíolos, são duras e finas opostas, lancioladas ou lineares, de
cor verde e reflexos prateados, recobertas por uma fina penugem.
As flores são dispostas em hastes terminais, de coloração azul-violácea e apresentam a
corola um pouco maior que o cálice.
Da sumidade florida emana um odor agradável e delicado, muito apreciado.

Historia (origem)
O cheiro fresco da alfazema era o aditivo para o banho preferido pelos Gregos e
Romanos e o seu nome deriva do latim lavane, que significa lavar.
A forma de que os luveiros de Grasse (França) utilizavam o óleo de alfazema para
perfumarem as suas luvas (que estavam sempre livres de parasitas e doenças) encorajou
outras pessoas a usarem alfazema contra as pestilências.

Composição química
Princípios amargos, cumarina
Óleo essencial; constituído por limalol; acetato de linalila; geramid; cineol; limoneno;
sesquiterpenos.
Taninos
Aldeídos
Cetonas

Propriedades terapêuticas
Age sobre os brônquios, sendo um anti-séptico respiratório eficaz no tratamento da
tosse.
O óleo essencial age sobre o mesencéfalo estimulando-o através do nervo olfativo, o
que confere uma ação calmante (pode ser empregado junto com a melissa).
Na medicina popular é usada como calmante suave no combate à tosse, ou em casos de
perturbação gástrica caracterizada pela flatulência.
Indicado também no tratamento de doenças respiratórias como foi citado acima (asma,
catarro, gripe).
Também usado no caso de depressão, tensão nervosa, enxaqueca, insônia.
Externamente possui ação anti-séptica usada na limpeza das casas. Usar a tintura.

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Em afeito tópico na pele estimula a circulação periférica e refresca ao mesmo tempo
(tomar banhos com a erva fresca ou seca).
Externamente também é indicado, pra diminuir inchaço, para queimaduras e como
purificante para pelas com acnéias.
Usar em xampus para os cabelos.
Os principais usos da alfazema são como aromatizante e em perfumaria.
A alfazema é largamente empregada na indústria de perfumes, sabonetes, e em
cosméstica.
As folhas e sumidades floridas secas são utilizadas no preparo de saches, com a
finalidade de perfumar roupas e afastar insetos dos armários.

Modo de usar
Uso interno
Insônia – tomar de 15 a 30 gotas da tintura 1 hora antes de dormir.
Para melhor efeito usara a tintura por 10 dias três vezes ao dia.
Para a 3º é aconselhável usar alfazema em composição com a Melissa officinalis.
Enxaqueca, crises nervosas – tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto)
Tintura – 15 gostas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Banho – tomar o banho com maço de alfazema bem generoso, pode-se intercalar com o
manjericão durante 10 dias.

Ervas de corte
Obs: podes-se aromatizar o ambiente usando vasos com a erva de corte nos locais onde
há necessidade de limpeza profunda. A alfazema em vasos trás tranqüilidade adoçando
os ambientes.

Contra indicação
Não há referencia na literatura consultada.

Parte da planta empregada


Folhas e sumidades floridas

Cultivo
O plantio é feito por sementes ou estacas (método de estaquia).
As sementes nem sempre são germinadas dependendo do clima onde as estufas estão
localizadas. As estacas por sua vez são enraizadas na areia passando a serem nutridas
com a terra preparada após um mês na areia grossa.
O clima deve ser temperado e quente.
No canteiro de 1 m² pode-se colocar 9 mudas.
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa, húmus e esterco
em partes iguais.
A poda para colheita da folhagem deve ser feita após seis meses de plantio no jardim.
Antes disso a erva pode sentir e secar.
Podar sempre as partes de baixo, não mais que ⅓ da planta.
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Nome cientifico: Lippia Alba (will) n.e. Brown
Nome popular: erva cidreira brasileira e melissa.
Família: verbenaceae

Habitat
Cultivada em todo Brasil, em especial Rio Grande do Sul.

Características da planta (aspecto agronômico)


Arbusto de até um metro e meio de altura, raramente dois metros, de ramos finos,
esbranquiçados, arqueados e quebradiços, portanto folhas opostas, elípticas de largura
variável, com bordas serreados e ápice agudo. Flores reunidas em inflorescência
capituliformes de eixo curto que apresentam dois diferentes tamanhos.

Historia (origem)
A Lípia é originária do Chile e da Argentina, sendo cultivada no Brasil, em especial no
Rio Grande do Sul. Foi levada à Europa em 1784, onde é muito utilizada em chás
aromáticos, principalmente na França e na Espanha.
O forte e inconfundível aroma que se desprende das folhas pode ser descrito como um
meio termo entre o limão e o cedro. O óleo desta planta é muito utilizado na perfumaria
e na aromaterapia.

Composição química
Ácido valeriânico
Sesquiterpenos, B-cariofileno, óleo essencial (0,1 – 0,2%) composto de citral 30 à 35%,
limoneno 10 – 18%, alcóois terpenicos: linalol, terpineol, d- citronelol 10-20%,
ocasionalmente geraneol, verbenona, flavonóides.

Propriedades terapêuticas
Diminui e previne espasmos e cólicas uterinas e intestinais.
Atua também como estimulante digestivo, especialmente quando a digestão esta muito
lenta, ocasionando gases. Nestes casos a Lípia facilita a digestão e favorece a expulsão
dos gases, aliviando a dor.
É uma erva auxiliar no tratamento de nervosismo e estados de intranqüilidade.
Por possuir ação estimulante é utilizada como antidepressiva em casos de angustia e
insônia.
É indicado para náuseas, indigestão e flatulência.

Fitocosmético
O óleo é usado em perfumaria, é tônico.

Interações
Pode ser combinada como calmante, com anis (Pimpinella anisum), Melissa (Melissa
officinalis) e Camomila (Matricaria chamomilla) e com funcho (foeniculum vulgare) e
hipérico (hypericum perfloratum l.) como digestivo.
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Modo de usar
Para cólicas, náusea, indigestão.
Tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (infuso) adulto.
Tintura – 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Banho fazer um banho composto com camomila.

Erva de corte
Pode-se ter a erva em cortes em vasos com água na cozinha.
É sempre proveitoso ter ervas frescas em cortes na cozinha, principalmente quando se
trata de um digestivo que alivia a má digestão e as dores advindas desta. Os galhos são
longos e desajeitados. Corta-los no tamanho de 30 cm para colocá-los nos potes com
água.

Contra indicação
Não foram evidenciadas, quando na dosagem indica.
Seu uso prolongado por via oral pode produzir irritação gástrica.

Parte da planta empregada


Folha.

Cultivo
A propagação de mudas é feita através de estacas. (método de estaquia).
As sementes não são fáceis de serem encontradas nas lojas onde é comercializado,
procurar sementes de boa procedência.
O solo para plantio deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, esterco, areia
grossa e húmus em partes iguais.
No canteiro de 1m² pode-se colocar no máximo 2 mudas. Elas se alastram em novas
famílias formando grandes touceiras.

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Nome científico: Matricaria chamomilla L.
Nomes populares: Camomila, Camomila-da-alemanha , Matricaria, Macela, Macela
galega.
Família: Asteraceae (Compositae)

Habitat
A camomila é uma erva anual que cresce espontaneamente na Europa e em algumas
regiões da Ásia.
A temperatura e a umidade possuem maior influência sobre o teor de óleo do que o solo,
sendo o ideal o clima temperado, com a temperatura média abaixo de 20º graus e
elevada umidade relativa do ar.
Não tolera excessos de calor, nem secas prolongadas, mas tem boa resistência a geadas
no período vegetativo.

Características da planta (aspecto agronômico)


Planta anual, monóica, galbra, erta, muito ramificada com até 50 cm de altura. Folhas
alternas, bi a tripinatissectas, com os segmentos lineares, agudos, verdes-claros, liso na
parte superior, inflorescência em capítulos, com dois tipos de flores, agrupadas em
corimbos.
Flores centrais hermafroditas, actiminorfas, de corola tubulosa, amarela; flores
marginais femininas, zigomorfas, de corola ligulada branca; lígulas tridentadas no ápice
de até 1 cm de comprimento por 3 mm de largura; flores agrupadas sobre receptáculo
cônico, oco. Fruto do tipo aquênio, cilíndrico, truncado no ápice.

Historia
Os egípcios dedicavam a camomila ao sol e adoravam-na mais do que a qualquer outra
erva, pelas suas propriedades curativas.
Na Grécia, a camomila florescia abundantemente distinguindo-se desde a antiguidade
pelo seu aroma peculiar. O nome Matricária deriva do latim “mater” ou talvez de
“matrix” útero, por ser utilizada em doenças femininas.

Composição química
Óleo essencial – contem chamazuleno, responsável pela sua cor azul do óleo, o
bisabolol que é antiinflamatório e o camoespiraéter, principio responsável por sua forte
ação antiespsmódica.
Matriana; flavonoides; colina; aminoácidos; ácidos graxos; sais minerais; terpenos;
cumarinas como a herniarina e umbeliferona; mucilagens ácidos orgânicos.
Propriedades terapêuticas
Excelente auxiliar na digestão, muito útil nos casos de cólicas e flatulência em todas as
idades. Dores estomacais, intestinais, gastrite, úlceras, perturbações da menopausa,
menstruação dolorosa, menstruação excessiva.

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Compressa feita com o chá morno, aplicado sobre o ventre, pode ser usada para aliviar
as cólicas em crianças de tenra idade. Podem ainda ser aplicadas no rosto, como
antiinflamatório da pele, nos caso de acne, vermelhidão nos olhos ou queimaduras do
sol.

Obs. No sistema digestivo a camomila possui atividade em casos de inflamações agudas


e crônicas da mucosa gastrintestinal, podendo ser utilizada em casos de colite, cólica
biliares, meteorismos e como reconstituinte da flora bacteriana.
As preparações da camomila são utilizadas sob diversas formas, como pomadas e
lesões, em caso de eczemas, úlceras das pernas, dermatite e afecções da pele.

Modo de usar
Inflamações agudas e crônicas do sistema digestivo, usar chá infuso das flores 3 vezes
ao dia durante 30 dias.
Para uma má digestão, dores estomacais e problemas menstruais, usar o chá infuso 3
vezes ao dia durante 10 dias. Caso seja preciso alternar os próximos 10 dias com outra
erva de mesma finalidade usar a erva doce, coentro ou anis.
Tintura 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia
Cólicas de crianças usar a compressa morna no ventre da criança.
O banho de camomila reconforta e aquece trazendo harmonia e clareza para o seu dia a
dia. Tomar o banho com a erva no mínimo três dias.
Na fitocosmética a camomila é muito usada para prevenir rachaduras de pele
principalmente no outono quando esses problemas são mais freqüentes.
A camomila tem uma ação emoliente, restaurando e protegendo as peles secas e
delicadas, formando uma fina película sobre a pele.
O banho de camomila é indicado nos momentos em que os nervos estão muito
irritadiços, pela não aceitação de uma situação difícil de digerir.
O chá de camomila deve acompanhar os banhos nesses casos. O banho traz a
centralização do individuo.

Contra indicação
Deve ser usada com cautela por gestantes, pois há indicações de que possua ação
emenagoga.

Armazenamento da erva (ervas de corte)


Por ser uma erva anual, só teremos suas flores no canteiro durante o outono e inverno.
Se quisermos ter a flor de camomila o ano todo tem que saber armazena-la
adequadamente.
Seus princípios ativos e curativos estão nas sumidades florida, a colheita das flores é um
trabalho diário e continuo, o desabrochar das flores e continuo.
Devemos sempre que passar pelos canteiros colher um pouco das flores e coloca-las em
um recipiente de vidro com a tampa aberta.

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O importante é notar se o ambiente é arejado para que a erva possa secar da forma
adequada.
Com o tempo as flores vão se transformar em pó, servindo como medicamento, e
também como sementes para a próxima estação.

Parte da planta emprega.


Flores

Cultivo
Os solos mais recomendados são os bem estruturados férteis e permeáveis e com um
bom teor de umidade, aplicar húmus e esterco ou composto orgânico.
Reproduz-se por sementes e tem um bom desenvolvimento em clima temperado, no
Brasil o cultivo pode ser feito entre Março e Outubro, desde que receba muita água.
A colheita geralmente pode ser efetuada 4 meses após a semeadura.
O traço mais característico dessa planta é o intenso aroma que exala de todas as suas
partes.
2 meses em estufas, 2 meses nos canteiros.
Obs. os pacotinhos de flores que são vendidos em farmácias e supermercados não
devem conter pedaços de ramos nem folhas, observar a procedência da erva.

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Nome cientifico: Melissa Officinalis L.
Nome: popular: Melissa, erva cidreira verdadeira, erva cidreira de folha ou rasteira, chá
da Franca
Família: Labiatae

Habitat
Desenvolve-se em locais sombrios e úmidos e é sensível a geadas.
De preferência, o cultivo deve ser feito em terrenos próximos a matas, arroios e rios, em
locais frescos e sombreados.
É uma planta típica de climas temperados, mas quente.

Características da planta (aspecto agronômico)


Planta arbustiva de 20 a 80 cm de altura, folhas ovais serradas, as flores são
inicialmente brancas ou tornam-se rosadas.
Quando ainda jovem, a planta toda emana um suave e agradável odor de limão, e
quando esmagada esse odor fica mais forte, o sabor é adocicado e um pouco amargo.
A planta idosa exala um odor que já não é muito agradável.

Historia (origem)
A melissa cujo nome evoca o mel é efetivamente uma das melhores plantas melíferas.
Considerada uma planta mediterrânea, é originaria da Europa e Ásia.
Enquanto nova exala um aroma suave, desaparecendo com a secagem.
Os árabes introduziram a planta medicinalmente no século X, especialmente para os
casos de ansiedade e depressão. Este conceito foi retomado por um fitoterapêuta no
inicio do século XX, que a indicava para fazer desaparecer “as crises de mau humor”
nas jovens mulheres débeis.

Composição química
- ácido rosmarinico, caféico, clorogênico.
- ácido triterpênicos: ácido ursólico e oleânico.
- sesquiterpenos: entre eles o cariofileno.
- taninos 4%.
- glicosídios flavônicos.
- matérias resinosas.
- álcoois: citranelol (6 a 8%); linalol (12 a 14%); geraniol (12 a 20%).
- óleo essencial: aldeídos insaturados (citral 4 a 5% e citronelal 3 a 4 %).

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Propriedades terapêuticas
A atividade sedativa situa-se ao nível do sistema límbico o qual tem um papel
importante no controle e integração das emoções.
É indicado para dores de cabeça, ansiedade e nervosismo.
Para insônia depois da alfazema é a erva mais indicada.
É também indicado para cólicas intestinais advindos de problemas nervosos. A erva
favorece a secreção da bile e tem efeito regulador nas secreções gástricas.
Possui ação hipotensora (que baixa a pressão sanguínea), é tônica do coração e sistema
circulatório, causando dilatação periférica nos vasos, e queda da pressão sanguínea. Age
como adjuvante nos distúrbios menstruais.
A ação colerética (que ativa a produção e a secreção da bile) da folha de melissa é
provavelmente devida à ação do ácido rosmarínico.

Modo de usar
Para insônia – tomar de 15 a 30 gotas da tintura 1 hora antes de dormir.
Para melhor efeito usar a tintura na dosagem normal, 15 gotas 3 vezes ao dia durante 10
dias.
Chá das folhas – infuso, tomara três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Banho – tomar o banho com o maço de melissa bem generoso, pode-se intercalar com a
alfazema e o capim limão durante 10 dias.

Ervas de corte.
Pode-se ter a erva em pote com água na cozinha para o uso das folhas frescas na
manipulação do chá noturno.

Contra indicações
Evitar o uso nos casos de hipersensibilidade.
Obs. Em gestantes a compressa de suas folhas evita o entupimento mamário.
No caso de distúrbios digestivos pode ser combinado com a camomila (matricaria
chamomilla).
Para o estresse, tensão nervosa e insônia pode-se combinar com a lavanda (lavandula
officinalis). Neste caso diluir no mesmo copo de água 15 gotas de cada tintura 1 hora
antes de dormir.

Parte da planta emprega


Partes aéreas.

Cultivo
A propagação: obtêm mudas através de estacas (20cm), provenientes da planta mãe, ou
por sementes nas estufas de sementeira.
No canteiro de 1 m² pode-se colocar 6 mudas.
O solo dos canteiros deve ser bem nutrido, terra de boa qualidade, húmus, esterco e
areia grossa em partes iguais.

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Colheita: após o 6º mês, no período de pré-floração, colhem-se os ramos. Podar sempre
as partes de baixo, não mais que ⅓ da planta.
Nome cientifico: Mentha Piperita L.
Nome popular: Menta, hortelã –apimentada, menta-inglesa, hortelã-das-cozinha,
Hortelã pimenta, menta piperita.
Família: Labiadas

Habitat
Não é exigente quanto ao clima e prefere locais pouco sombreados.

Características da planta (aspecto agronômico)


Herbácea perene, com rizoma lenhoso e caule quadrangular.
As folhas são opostas, providas de um curto pecíolo e com margens dentadas. As flores
são de coloração lilás ou branca, reunidas em espigas terminais. O cálice das flores é
rico em pêlos glandulares, repletos de óleo essencial.

Historia (origem)
Segundo a mitologia grega a minfa Menthe, filha de Cocyte, Deus do rio, foi
responsável pela criação da hortelã. Diz-se que Menthe era amada por Plutão, Deus dos
infernos, e isto enfureceu Perséfone, esposa de Plutão. A ira de Perséfone transformou a
adorável Menthe numa planta destinada a crescer na entrada das cavernas... que davam
acesso direto ao inferno. Era a hortelã pimenta.
O nome botânico provém de mentha, sendo um tributo à ninfa.
Mitologia à parte, os povos antigos conheciam as propriedades medicinais da planta e
Carlos Magno, numa atitude de pioneirismo ecológico baixou decretos ferozes para
proteger a hortelã nativa.
Acredita-se que a hortelã pimenta seja originária do Oriente.
Hoje existem cerca de 25 variedades diferentes, que medram nas zonas temperadas do
globo.

Composição química
Piperitone, mentona (8 à10%), mento – furano (1 à 2%), metilacelato, pulegona, ceneol
(6 à 8%, limoneno, jasmone, principio amargo, vitaminas C e D, nicotinamida – traços,
terpenos, cetonas, taninos, sesquiterpenos, cariofileno, bisabolol, flavonóides,
mentoside, isoroifolina, luteolina, óleo essencial 0,7 a 3% que contém mentol (40 à
60%), ácidos p – cumarínico, ferúlico, cafeico, clorogênico, rosmarínico e outros.
Outros constituintes incluindo carotenóides, colina, bataina e minerais.

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Propriedades terapêuticas
Carminativa – facilita a eliminação de gases.
No nível do tubo digestivo a menta piperita exerce uma ação estimulante da secreção
estomacal e da contratilidade intestinal.
O óleo essencial (mentol) é responsável pela atividade carminativa e eupéptica, agindo
sobre as terminações nervosas da parede gástrica. O ácido rosmarínico é um
antioxidante, favorecendo a biotransformação normal dos alimentos ingeridos.
A propriedade colagoga (medicamento que excita a secreção da bílis) é atribuída aos
flavonóides.
A ligeira atividade anti-séptica, ao nível do trato digestivo, é explicada pelo fato de que
o mentol é excretado pela bile.
Apresenta também uma ligeira atividade anti-séptica e expectorante útil em casos de
inflamação das mucosas brônquicas.
Externamente, o mentol presente no óleo essencial excita os nervos sensoriais,
diminuindo a sensação de dor, desenvolvendo ação anestésica. Também serve como
analgésico estomacal e intestinal, para cólicas (estomacais e intestinais).

Modo de usar
Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Tinturas tomar 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Banho tomar o banho para cansaço físico e mental.
Todas as mentas auxiliam o individuo a obter clareza no raciocínio linear. É também
indicado como um banho refrescante e estimulante.

Erva de corte
Pode-se ter a erva fresca em potes com água na cozinha, para a manipulação do chá
infuso.

Contra indicação
É contra indicado o uso da essência para lactentes.
Pessoas que possuem cálculos biliares só devem empregar a planta com aconselhamento
médico.

Parte da planta empregada


Folha e sumidades floridas.

Cultivo
A propagação é através de sementes ou através de estacas (método de estaquia, o mais
comum).
No canteiro de 1m² pode-se colocar 10 mudas.
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa, húmus e esterco
em partes iguais.
O solo deve ser mantido bem drenado.
A colheita das folhas é feita quando do início da floração.
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Nome cientifico: Mentha spp
Nome popular: Hortelã miúdo, Hortelã.
Família: Labiatae

Habitat
Prefere local sombreado, resiste ao frio e ao calor, porem geadas fortes podem
prejudicá-la.

Característica da planta (aspecto agronômico)


Planta herbácea, perene, com ramos tipo estolão, talo quadrangular, atinge uma altura de
30 a 60 cm, as folhas ovais. As flores são pequenas, de cor, violetas ou brancas.

Historia (origem)
Na mitologia aprendemos que Zeus e Hermes andavam disfarçados pela terra e foram
desprezados por todas as pessoas a quem pediam um pouco de pão e água.
Finalmente encontraram um pobre casal de velhos que os acolheu, limpou e perfumou
sua pobre mesa com folhas de hortelã e lhes deu o que comer e beber.
Os deuses em agradecimento transformaram seu casebre em um palácio. A partir de
então a hortelã transformou-se em símbolo de hospitalidade, sendo usada até a Idade
Media para limpar e perfumar a casa.
No século XVIII suas virtudes medicinais começam a ser seriamente estudadas e, pelas
mãos dos colonos ingleses, chegaram ao Novo Mundo com fama de chá para todas as
doenças.

Composição química
Óleo essencial (mentol, mentona cineol e limoneno), flavonóides, sais minerais, colina.

Propriedades terapêuticas
Má digestão, cólicas, gripes e resfriados, náuseas, vômitos e gases intestinais.
Gargarejos com o chá de hortelã são ótimos para dores de garganta.
Para febres, tomar o chá bem adoçado com mel.

Modo de usar
Para crises nervosas, febres, enjôo, náusea, vômitos, diarréia, tomar o chá das folhas,
três vezes ao dia durante 10 dias (adulto).
Tintura – 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Banhos – o banho com o maço de hortelã como todas as outras mentas é um banho
refrescante para o cansaço físico e mental.

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Erva de corte
Pode-se ter a erva fresca em potes com água na cozinha, para a manipulação do chá
infuso.
Usar o chá sempre que houver um problema de má digestão.

Contra indicação
É contra indicado o suo da essência para lactentes.

Parte da planta empregada


Folhas

Cultivo
Propagação, a obtenção de mudas pode ser feita através de sementes em sementeira para
posterior transplante.
Também por estacas da planta mãe retirada do jardim.
O problema desta erva é que suas raízes são invasoras preenchendo e estrangulando
rapidamente o canteiro retirando os nutrientes de forma mais rápida que as outras.
Devemos fazer a manutenção dos canteiros de hortelã de 8 em 8 meses, retirando o
excesso de raízes e acrescentando húmus e esterco.
As partes aéreas (folhas são também podadas rente ao solo, logo brotam vigorosas
novamente).
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa
em partes iguais. O solo deve ser bem drenado.
No canteiro de 1 m² pode-se colocar 12 mudas.
A colheita das folhas é feita após 5 meses de maturidade no jardim.

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Nome Cientifico: Ocimum basilicum L.
Nome popular: Manjericão, Basilico, Alfavaca
Família Botânica: Labiatae

Habitat
Prefere regiões de clima quente, sendo a melhor época para o plantio, a das chuvas.
Não suporta o frio, gosta de sol, mas não em excesso, e é sensível ao vento. Prefere
solos férteis e fofos, com boa drenagem, mas não encharcados. As folhas frescas podem
ser colhidas durante o ano todo e possuem em odor forte, aromático, penetrante, quente,
às vezes picante, mas muito agradável. O sabor é doce e levemente amargo.

Características da planta (Descrição botânica)


Planta herbácea que atinge até 60 cm de altura, com cale bem ramificado.
As folhas são opostas, inteiras, pecioladas, com nervura saliente na porção inferior.
As flores pequenas, numerosas, de cor branca e levemente rosada, disposta em
inflorescência tipo espiga ou racemos terminais e se aglomeram no ápice dos ramos.
O fruto-semente tipo aquênio, com sementes pequenas, pretas, oblongas.
Galhos quadrangulares, pilosos quando novos, muito ramificados.
Folhas opostas, ovais, pecioladas, de cor verde-clara.
Fruto tipo aquênio, com sementes pequenas, pretas, oblongas.
Existem cerca de 60 espécies do gênero que são melíferas. Assim como as mentas,
hibridam-se facilmente, apresentando um grande número de subespécies e variedades.
Floresce no verão e outono.

Historia (origem)
Originária da Ásia tropical.
Foi introduzida no Brasil pela colônia italiana, que a utiliza como tempero em massas,
molhos e carnes.
É vista por alguns como essência divina e é por isto escolhida pelos indianos para se
jurar sobre ela nos tribunais. Foi encontrada crescendo junto ao túmulo de Cristo após
sua ressurreição, sendo usada então por algumas igrejas para preparar a “água sagrada”.

Composição química
Óleo essencial contendo principalmente: estragol, linalol, lineol, ancanfor, eugenol,
cineol, pineno, timol.
Contêm também taninos, saponinas, flavonóides, ácido cafêico e esculosídeo.

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Propriedades terapêuticas
Combate às contrações musculares do estômago e os gases intestinais.
Na forma de gargarejos pode curar amidalites, laringites e aftas.
Combate às ansiedades, sendo assim utilizada no tratamento de insônias.
Através de sua ação galactógena, tem a propriedade de estimular fortemente a secreção
Láctea, podendo normalizar a lactação em nutrizes com problemas de aleitamento.
É um tônico do sistema nervoso central e do córtex da supra renal.
Estimula a diurese.

Modo de usar
Para problemas como – dores estomacais, cólicas intestinais, flatulência, distúrbios da
função digestiva. Tomara 3 xícaras de chás ao dia durante 10 dias. Ou usar a tintura –
15 gotas diluída em um pouco d’água 3 vezes ao dia durante 10 dias.
Para problemas bucais – amidalites, aftas, fazer gargarejo.
Para problemas nervosos – insônia, descontrole emocional, susto muito grande, fazer o
uso acima citado acompanhado do banho de manjericão.
O banho de manjericão aquece, centraliza e acalma a pessoa.

Ervas de corte
Pode-se aromatizar o ambiente usando vasos d’água com a erva em corte nos locais
onde há necessidade de aquecimento e aconchego familiar. O manjericão trás segurança
e tranqüilidade nos ambiente onde é usado.
Pode-se usar a tintura de manjericão diluída em água sendo passada com um pano
úmido nos ambientes da casa.
Obs. As duas formas de uso – vasos com ervas e tinturas são indicadas na transformação
energética da casa, atingindo o mesmo resultado.

Cultivo
Sua reprodução é por estacas ou por sementes.
Prefere solos férteis – terra de boa qualidade, húmus, esterco, areia em partes iguais e
bem drenadas, mas não encharcados.
Para cada m² pode-se colocar 2 mudas .
Prefere regiões de clima quente, não suporta o frio, e é sensível ao vento.
No inverno a planta pode sentir com as noites frias.
A poda para colheita da folhagem deve ser feita após 6 meses de plantio no jardim.
Podar sempre as partes de baixo, não mais que ⅓ da planta.

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Nome cientifico: Rosmarinus officinalis L.
Nomes populares: Alecrim, alecrim de jardim, rosmarino, alecrim de cheiro, alecrim de
horta.
Família: Labiatae
Habitat
Prefere climas temperados quentes, e regiões de dias longos com bastante luminosidade.
Não tolera regiões de invernos rigorosos e ventos fortes. Umidade elevada e clima
muito frio reduzem o teor de essência da planta.

Características da planta (Aspecto agronômico)


Arbusto pequeno, ramoso, sempre verde, que atinge até 2m de altura, de acordo com o
cultivo.
As folhas são duras, opostas sésseis, persistentes e numerosas, com bordas enroladas
para dentro ao longo da nervura central.
Vegeta espontaneamente em terrenos rochosos e arenosos nas regiões costeiras.
As folhas e flores emanam um forte aroma agradável, com sabor nitidamente fresco e
picante.
Tem um forte odor canforáceo e são utilizadas também como incenso, para perfumar a
casa.

História (origem)
Originou-se de regiões do Mediterrâneo e foi introduzida no Brasil pelos colonizadores,
que lhe davam lugar de honra na medicina natural e sempre acompanhou os
bandeirantes nas suas entradas e Bandeiras.
Composição química
Óleo essencial contendo principalmente:
Pireno; Canfeno; Cineol; Borneol; Cânfora.
Contém também flavonóides, ácidos fenólicos, princípios amargos, saponina, tanino e
óleo essencial rico em eucaliptol.
Propriedades Terapêuticas
Tem propriedades diuréticas, cologoga (aumenta o fluxo de bílis para o intestino), anti-
séptico pulmonar, emenagogo (aumenta o fluxo menstrual), carminativo (estimula a
eliminação dos gases do aparelho digestivo).
Em aplicações locais tem propriedades cicatrizantes, antimicrobianas e estimulantes do
couro cabeludo.

95
Modo de usar

Uso interno
Chá – das folhas frescas ou secas – infuso
3 xícaras de chá ao dia, durante 10 dias (adulto).
Não tomar a noite. Causa insônia.
Tintura
15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Banho
Uso externo
Tomar o banho durante 10 dias pode-se intercalar outras ervas nesses 10 dias.

Obs: Pode-se aromatizar o ambiente usando vasos de ervas nos locais que há
necessidade de limpeza e positivação.
À parte da erva que vai ficar em contato com a água não deve ter folhas para não
danificar a água.
Ervas de corte
Este tipo de corte pode ser feito em um alecrim adulto, com mais de 8 meses.
Para isso devemos ter um jardim planejado.
Contra indicações
A essência de alecrim pode ser irritante para pele.
Não é indicado em altas doses por via oral, pois é abortivo.
Não deve ser administrado no período de gravidez.
A ingestão de doses elevada provoca irritações gastrintestinais e nefrite.
Parte da planta emprega
Folhas e flor (sumidade florida)
Cultivo
Reproduz-se por sementes ou por divisão de galhos (estacas) método de estaquia.
Enraíza melhor na areia. Prefere locais iluminados, ensolarados e sem ventos.
O solo deve ser rico em nutrientes, terra, areia, húmus e esterco em partes iguais.
O alecrim tem alta capacidade de retirar nutrientes do solo, preferindo solos arenosos e
bem drenados, mas não encharcados.
Para cada m² quatro mudas de alecrim.

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Nome cientifico: Sálvia officinalis L.
Nome popular: Salvia, salva, salva-das-boticas, salva-dos jardins.
Família: Labiatae

Habitat
O clima deve ser quente, porém ameno e sem excesso de calor.

Características da planta (aspecto agronômico)


É um subarbusto perene que alcança 30 a 40 cm. As folhas são alternas, de coloração
verde-clara, abraçam o caule, que é oco e liso e divididas com pequenos dentes nas
bordas.
As flores, conforme a variedade pode ser azulada, violetas, rosadas, brancas ou uma
combinação destas cores.

Historia (origem)
O nome Sálvia deriva do latim Salus, saúde, alusão às propriedades curativas da planta.
Seu chá era tão apreciado na China quanto o famoso chá verde, e era intensa a troca
comercial envolvendo os dois.
Os romanos chamavam a sálvia de erva sagrada. Hoje o Egito e a Grécia são os maiores
produtores da erva.
Sua origem é do mediterrâneo, sul da Europa.

Composição química
• Óleo essencial (1,2 a 2,5%) borneol, cineol, cânfora e tuciona.
• Triterpenos: ácidos ursólico e oleanóico e seus glicosideos, A e B – amirina,
betulina.
• Ácido rosmarínico
• Flavonóides
• Taninos: 2 a 8%.
• Susbstancia amarga: picrosalvina
• Ácido clorogênico e labiático
• Saponinas
• Resinas: 5 a 6 %
• Mucilagens

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Propriedades terapêuticas
É usada como desodorante e antitranspirante pela capacidade de fechar poros dilatados,
reduzindo o excesso de oleosidade, devido à presença de flavonóides, taninos e ácidos
orgânicos como o ácido clorogênico.
Sua emoliência (produto que exerce efeito calmante sobre a pele e as mucosas
inflamadas, combatendo o endurecimento dos tecidos e devolvendo-lhes flexibilidade e
maciez) é dada pelas mucilagens que possuem a capacidade de reter água.
A sálvia é anti-sudorífica por efeito sedativo sobre o centro do calor. A secreção láctea e
salivar também é diminuída. Esta propriedade faz da sálvia um medicamento de escolha
nos estados de hiperidrose como febres, tuberculose, menopausa, e sudoração nervosa
(sudorese excessiva das mãos e axilas).
Problemas bucais, gengivas irritadas, com sangramento, aftas, dores de garganta, dentes
manchados e mau hálito.
Exerce um poder tonificante sobre o fígado.
Auxilia no tratamento da menstruação dolorosa.

Modo de usar
Tomar três xícaras de chá (infuso) ao dia durante 10 dias. (adulto).
Tintura – 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias
(adulto).
Banho – tomar o banho com o maço de sálvia bem generoso pode-se intercalar com
alecrim e manjericão.
O banho de sálvia é anti-séptico e possui um efeito super restaurador do campo áurico.
Na cosmética, seu uso mais conhecido é como restaurador do campo áurico.
Na cosmética, seu uso mais conhecido é como restaurador dos cabelos castanhos.
A essência de sálvia também é muito usada em xampus, talcos e desodorantes.
O corante de sálvia é muito apreciado para tingir lãs em tons de amarelo e verde, e um
uso relativamente novo da sálvia, e que esta tendo um sucesso enorme nos Estados
Unidos e na Europa, é o de conservante natural de carnes, peixes e frangos. Juntos com
o alecrim é ainda mais eficiente, graças ao fantástico poder antioxidante das duas ervas.

Ervas de corte
Pode-se introduzir o maço de sálvia em corte em vasos com água na cozinha. È
aconselhável ter as folhas frescas de sálvia na cozinha para o uso do dia a dia.

Contra indicação
É contra indicado para gestantes e lactentes.
A dose prolongada pode causar bradicardia e ser tóxico para o sistema nervoso, além de
reduzir a secreção láctea.

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Interações
Pode ser combinada com outras plantas de acordo com o efeito desejado:
Anti-sudorífica: Borragem, Cardo santo e Verbena
Anti- séptica: Calêndula
Digestiva: Anis e Camomila.

Fitocosmético:
- Xampus, loções capilares e purificantes, cremes, loções, leite demaquilante,
produtos para higiene bucal: 2 a 5% de extrato glicólico.
- Desodorante e anti-perspirantes: 5 a 10% de extrato glicólico.

Parte da planta empregada


Folha e sumidade florida

Contra indicação
É contra indicado para gestantes e lactantes.

Precauções
Caso ocorram reações indesejáveis deve-se suspender o uso.
Não deve ser usado por gestantes, pois estimula as contrações uterinas.

Cultivo
O plantio é feito por sementes ou estacas (método de estaquia).
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa, húmus e esterco
em partes iguais.
A poda para colheita da folhagem deve ser feita após 6 meses de plantio no jardim.
Antes disso a erva pode sentir e secar.
Podar sempre as partes de baixo, não mais que ⅓ da planta.

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Nome cientifico: Satureja Montana L.
Nome popular: segurelha
Família: labiadas

Habitat
Crescem espontaneamente em lugares elevados das colinas, em encostas calcáreas e
áridas.

Características da planta (aspecto agronômico)


São muitos os tipos diferentes de segurelhas, as mais conhecidas a Montana, em arbusto
perene e bem denso, que serve de cerca viva para canteiros, e a hortensis, conhecida
como segurelha de verão que vive apenas entre setembro e março.

Historia (origem)
Seu nome latino parece significar “sátiro”, e todas as segurelhas das florestas
mitológicas pertenciam as sátiros, personagens metade homem e metade bode, que as
usavam para exacerbar ou reprimir os seus instintos.
É nativa do Mediterrâneo e do norte da África e foi espalhada no mundo romano pelas
legiões de César.
Era usada como medicamento e como especiaria.
Foi trazida para o novo mundo pelos colonizadores ingleses, onde se adaptou
rapidamente.

Composição química
Óleo essencial:
• Carvacnol ( 27 a 40%)
• Cineol
• Cimeno (20 a 25%)
• Terpenos (40 a 50%)
• Timol
• Nitrofenol

Propriedades terapêuticas
É considerada uma erva anti-séptica do aparelho digestivo.
Tonica (apresenta ação estimulante sobre as funções orgânicas). Auxilia na eliminação
dos gases intestinais, evitando sua formação.
- Indicado para asma, bronquite, tosse e problemas respiratórios.
- Constipação e sinusite.

100
Modo de usar
Prisão de ventre, sinusite e problemas respiratórios – tomar três xícaras de chá ao dia
durante 10 dias (adulto).
Tintura – 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias
(adulto).
Banho – tomar o banho com o maço de segurelhas todas as vezes que se sentir cansado
e desestimulado, é um banho estimulante, ótimo para o tônus muscular e para regenerar
a pele envelhecida.
A segurelha tem um poder de regeneração de o tecido granular. Sendo assim é uma
planta rejuvenescedora.

Fitocosmético
Para pele e cabelos oleosos. Por fricção do couro cabeludo.
Um banho composto muito usado para rejuvenescer é feito de confrei e segurelha.
Ótimo para o tônus muscular.

Ervas de corte
A segurelha é uma erva muito usada na culinária; para polvilhar saladas de tomates,
pratos de carnes, aves, vegetais cozidos, sopa de lentilha... Etc.
Podem-se ter vasos d’água com a erva fresca em corte na cozinha para o uso diário.
Á parte da erva que vai ficar em contato com a água não deve ter folhas para não
danificar a água.
Acondicionando o maço de ervas desta forma, podem-se usar as folhas frescas para a
manipulação de chás e condimento por um mês.

Contra indicação
Não há referencia na literatura consultada.

Parte da planta empregada


Folhas e sumidades floridas.

Cultivo
Sua reprodução é por estacas ou por sementes.
Prefere solos férteis, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa em partes
iguais, e bem drenadas.
Para cada m² pode-se colocar 15 mudas.
Prefere regiões de clima temperado.
A poda para colheita da folhagem deve ser feita após 6 meses de plantio no jardim.
Podar sempre as partes de baixo, não mais que ⅓ da planta.

101
Nome cientifico: Thymus vulgaris
Nome popular: Tomilho e timo
Família: Labiatae

Habitat
Cresce em regiões de planícies, mas tem seu desenvolvimento mais exuberante em
regiões de altitude média, onde os terrenos sejam secos ou mais permeáveis e bastante
ensolarados. Nas regiões tropicais (como no Brasil) essa planta não floresce.

Características da planta (aspecto agronômico).


Arbusto perene, que atinge até 30 cm de altura, sempre verde, de caule tortuoso e
lenhoso rasteiro do qual partem os numerosos ramos eretos compactos formando
touceiras.
As folhas são opostas, pequenas, sésseis ou ovais, de cor verde-acinzentada na parte
inferior, com penugem em ambas as partes, porém mais na inferior.
A planta toda possui um odor aromático, e sabor algo picante e levemente amargo.

Historia (origem)
Costas européias do Mediterrâneo.
O cheiro do tomilho, como de muitas plantas labiosas, atrai as abelhas, o que confere
um traço delicioso a seu mel.
Teofrasto se gabava da superioridade do mel da África, que devia sua qualidade especial
ao tomilho selvagem que crescia no monte Himeto.
No jardim o tomilho funciona como repelente das lagartas da couve. Plínio disse que, ao
ser queimado, o tomilho desencorajava “todas as criaturas venenosas”.

Composição química
Óleo essencial (fenol, timo e carvacnol).
Álcool, borneol, linalol e geraniol.
Resinas, sais minerais, pectinas, princípios amargos, saponinas ácidas.

Propriedades terapêuticas
Gripes e resfriados, tosses, desobstrutor das vias aéreas. Para reumatismo (juntas
doloridas).
O tomilho é anti-séptico, Tonico (revigora e fortalece todo o organismo) e carminativo
(expele gases intestinais).
É usado no tratamento de resfriados, dispnéia e para limpar o organismo de impurezas
também é indicado para tratar as infecções por fungos e dor de garganta.

102
Modo de usar
Gripes e resfriados e vias respiratórias: chá infuso.
3 xícaras de chá ao dia durante 10 dias ou 15 gotas da tintura diluída em água 3 vezes ao
dia, durante 10 dias (adulto).
Tonico - tomar a mesma dosagem durante 1 semana.
Digestivo – tomar após as refeições, durante 10 dias.
Fungos, pé de atleta, problemas de pele – usar em efeito tópico, banhar-se com a erva
no local enfermo.
Para resfriados – pode-se fazer o escalda pé.
Os banhos de tomilho são revigorantes dando disposição e coragem.

Ervas de corte
Pode-se cortar um maço grande de tomilho e coloca-lo na cozinha em vaso.
Na culinária o tomilho é muito usado, salienta o sabor das sopas, tortas e maionese
caseira.
Da um excelente perfume à manteiga, que poderá ser usada para temperar beterrabas,
cenouras etc.
Os raminhos são utilizados de preferência frescos para aromatizar carnes, peixes e
legumes.

Partes da planta empregada


Folhas

Cultivo
Não é muito exigente quando ao solo. Desenvolvendo-se em terrenos muito bem
drenados.
Recomenda-se uma adubação orgânica de esterco, húmus, areia e terra em partes iguais.
Propaga-se por estaquias e também por sementes.
Para cada m² colocamos 10 mudas.
A cultura deve ser renovada a cada 3 anos, para que se obtenham plantas de boa
qualidade.
Obs. A propagação por sementes é mais aconselhável, pois resulta em plantas mais
vigorosas, ricas e aromáticas.
Por serem muito apreciados, os ramos frescos na culinária, aconselha-se um canteiro
grande de tomilho para não termos problemas na hora da colheita. Os ramos são
pendurados em cabides de ervas na cozinha ou colocados em vaso pequenos com água.

103
Nome cientifico: Trapoeolum majus
Nome popular: Chagas; mastruço; capuchinha.
Família: Trapaeoláceas

Habitat
É muito encontrada nas encostas das montanhas.
Pode ser cultivada em vasos, jardins e canteiros, desde que receba o sol diretamente
durante 4 horas por dia.

Características da planta (aspecto agronômico)


Herbácea rasteira, de caule mole, suculento e retorcido.
As folhas são arredondadas, de cor verde-claro, apresentando 5 veias e um longo
pecíolo que sai do meio da folha. As flores são isoladas ao longo do pedúnculo e o seu
cálice é uma única peça dividida em 5 partes, com um esporão.
As tonalidades vão do branco ao vermelho-escuro, passando do laranja, salmão e
amarelo.
O fruto é formado por 3 aquênios pequenos, de coloração esverdeada.
Toda a planta exala um perfume muito agradável.
É comestível, com sabor fresco e picante, semelhante ao do agrião, podendo suas folhas
e flores serem consumidas em forma de saldas.

Historia (origem)
Peru e México.
Foi levada à Europa pelos descobridores.

Composição química
Óleo essencial; mirosina (fermeno); açucares (glicose e frutose); peguimentos; resinas;
pectinas;
Vitaminas c; sais minerais; substancias antibióticas.

Propriedades terapêuticas
Afecções pulmonares; expectorante; diurético; desinfetante das vias urinárias.
Alimento nutritivo, consumir a salada antes das principais refeições (principalmente no
inverno) ativa os rins.

Fitocosmética
Fortalece o couro cabeludo, tornando-os fortes e brilhantes.
É também indicado no crescimento dos cabelos e para prevenir as quedas.
Os indígenas das montanhas peruanas há séculos já conheciam e utilizavam as
propriedades medicinais dessa planta.
A presença do composto sulfurado explica o sabor picante da planta.
O uso das folhas e flores cruas abre o apetite e favorece a digestão, alem de ter
propriedades antiescorbúticas.

104
Modo de usar
Uso interno
Chá das folhas e flores, 3 xícaras de chá ao dia, durante 10 dias (adulto)
A tintura das flores é aconselhável para acnes e problemas de pele.
Tomar 15 gostas 3 vezes ao dia, durante 10 dias.
Banhos de flores, para pele ressecada e couro cabeludo.
O banho deixa os cabelos fortes e brilhantes.
Usar a capuchinha na culinária, um punhado de folhas e flores frescas, juntar com folhas
de alface ou de rúcula.
Usar bastante no outono e inverno, quando a erva fica mais exuberante nos canteiro.

Ervas de corte
Colher as flores e guardar em recipiente de vidro fechado na geladeira.
È uma boa forma de conservar as flores por um bom tempo.
Fazer o mesmo com as folhas redondas.
As sementes são comparadas às alcaparras, sendo usadas da mesma forma.

Parte da planta empregada


Flor, botão floral e flor.

Cultivo
O plantio (a propagação) é feito por meio de sementes ou estacas (método de estaquia).
O solo deve ser bem nutrido, terra, areia, húmus e esterco em partes iguais.
No canteiro de 1m² podem-se colocar quatro mudas. A colheita dos botões florais pode
ser feita todo o ano. O período de melhor floração é entre maio e outubro.
As folhas também são comestíveis – usá-las nas saladas verdes junto com as flores.

105
MÁXIMO GHIRELLO

Ervas Medicinais

2009

106
[WWW.DICASDEERVAS.COM]
Nome cientifico: Achillea Milleffolio L.
Nome popular: Aquiléia, Mil em rama, Mil folhas, anador, Milefolium.
Família: Asteraceae (compositae)

Habitat
É uma planta de clima subtropical e temperado.
Exige luz e calor, não tolera excesso de umidade, adapta-se bem a climas secos.

Características da planta (aspecto agronômico)


Herbácea vivaz, com rizomas (caules rasteiros) esbranquiçados ou purpúreos, que
acabam enraizando-se.
Possui galhos eretos, cuja altura varia de 30 a 90 cm.
As folhas são verdes, tenras, compridas e apresentam segmentos recortados.
As folhas são amargas e muito aromáticas.
A inflorescência, em capítulos de flores pequenas e dispostas nas hastes terminais.

Historia (origem)
O nome achillea tem origem na Batalha de Tróia: Aquiles curou muitos de seus
guerreiros, depois de compreender que a mil-folhas estanca as hemorragias.
Os caules da mil-folhas, desde há muito considerados sagrados, teriam servido aos
druidas para influenciar o estado do tempo na Europa, e, na china ajudavam a
prognosticar o futuro.
No famoso oráculo chinês I Ching, as varetas que respondem as consultas são feitas
com os caules secos da aquiléa.

Composição química
Óleo essencial (até 1,4%), que contém cineol e proazuleno.
Flavonóides (apigenina, lutelina e seus glucosideos, artemetina, rutina).
Aminoácidos, açucares, taninos, mucilagens, resinas, alcalóides (aquileína), cumarinas,
heterosídeo cianogenético, betaínas, ácido clorogênico, vitamina C, ácido salicílico e
cafeico,ácidos graxos, minerais: P e K. fitosterol (sitosterol e acetado de B-sitosterol).
Lactonas sesquiterpênicas.

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Propriedades terapêuticas
O cineol é o responsável pela ação anti-séptica da planta e o proazuleno pela ação
adstringente.
O óleo essencial age fechando os poros dilatados, retirando impurezas e o excesso de
oleosidade da pele.
Restaura o equilíbrio ácido natural da pele e mantém a saúde e brilho do cabelo.
Os taninos das folhas também são responsáveis pela ação adstringente (contrai os
tecidos).
O azuleno apresenta ainda propriedades antiinflamatória e cicatrizante.
Estimulante das funções digestivas (estomacal e intestinal); gases intestinais.
Problemas relacionados a distúrbios circulatórios, hemorróidas.
Estimulante do apetite em casos de anorexia.
Em casos de febre, resfriados comuns.
Menopausa – ondas de calor.

Modo de usar
Para todos estes problemas:
Tomar 3 xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto).
Tintura, tomar 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias
(adulto).
Banho – o banho de milefolium é indicado como um tratamento para peles oleosas e
acneicas. Também é usado para proteger o campo de energia humana.

Fitocosmético
Pele oleosa e acneicas. Em massagens e banhos relaxantes e descongestionantes.
Produtos infantis como: creme, xampus.
Fazer um infuso das folhas e aplicar nos cabelos massageando o couro cabeludo –
tratamento da queda de cabelos.

Ervas de corte
Podem-se usar vasos com a erva de corte nos locais onde há necessidade de proteção. O
milefolium é uma erva que traz iluminação nos ambientes onde é usada.

Contra indicação e precaução


Indivíduos sensíveis a esta planta.
Podem causar irritações dérmica e ocular, dores de cabeça e vertigens (quando
ultrapassar a dosagem normal).
Em espasmos gástricos e uterinos (cólicas) – associar com Camomila, Calêndula e
Verbena.
Em inflamações gastrintestinais, com Camomila e Melissa como vulnerário (próprio
para curar feridas), usa-se com arnica, Bardana, Calêndula e Cavalinha.
Como febrífugo (combate a febre) pode sr associado ao Sabugueiro e a Mentha Piperita.

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Partes da planta empregada
Partes aéreas – folhas e sumidades floridas.

Cultivo
A reprodução é feita por rizomas.
Também podemos multiplicá-la através das sementes.
O clima deve ser subtropical, aprecia o calor e resiste bem a seca.
O solo deve ser rico em nutrientes contendo terra de boa qualidade, húmus, esterco e
areia grossa em partes iguais.
Para cada m² pode-se colocar 9 mudas.
A poda para colheita da folhagem deve ser feita após 5 meses de plantio no jardim.
Antes disso a erva pode sentir e secar.
A poda pode ser rente ao solo não comprometendo o crescimento da planta (risoma
touceira).
Podemos armazenar a erva para secagem amarrando cachos das folhas e flores em
varais adaptados em local ventilado sem umidade, depois de seco armazenar em potes
de vidro na cozinha, ao abrigo da luz solar.
É uma erva muito usada para todos os tipos de gripes.

109
Nome cientifico: Allium porrum L.
Família botânica Liliaceae
Nomes populares: Alho poro, alho porro.

Habitat
Originário da Europa e Ásia, é comumente encontrado no sudeste do Brasil em feiras
livres e supermercados.

Característica da planta (descrição botânica)


Herbácea anual de 50 cm a 1m de altura.
O caule é um bulbo alongado, de cuja base muito intumescida sai ás folhas alternas,
compridas, invaginantes, de cor verde escuro.

Historia (origem)
Uso pela população européia tradicionalmente para varias afecções.

Composição química
Mucilagens, sais minerais, ferro, enxofre, cobre, vitamina C, B! e E, celulose, proteínas,
açucares, pectina, alicina, alisulfito, ácidos orgânicos, esteárico, linoléico palmítico.

Propriedades terapêuticas
Diurético, tônico renal, expectorante.
Reduz a pressão alta e o colesterol.
Furúnculos, picadas de insetos, constipação intestinal, laxante, vermífugo.

Modo de usar
1 bulbo fatiado em infuso até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs. 10 dias.
Xarope frio de ½ bulbo fatiado em decoto em 250ml de água adoçado com 1 colher de
mel.
Tomar 1 colher de sopa de 6 em 6 horas.

Precações
Em pacientes com ulceras gastroduodenais, gastrite e historia de diarréia freqüente.

Toxicologia
Não apresenta nas doses recomendadas.

Parte da planta empregada


Bulbo alongado.

110
Nome cientifico: Alóe Vera L., Alóe Barbadensis, Alóe Arborescens Mill
Nomes populares: Babosa, Alóe.
Família: Liliaceae

Habitat
A babosa prefere locais ensolarados, não se adapta a solos muito úmidos e é sensível a
geadas.

Características da planta (aspecto agronômico)


Herbácea que atinge até 60 cm de altura, de folhas carnosas, alongadas, com espinhos e
com final de pontas agudas.
Existem espécies que apresentam flores vermelhas em cachos ou flores amarelas.

Historia (origem)
Seu nome provém do hebraico halal ou do arábico alloeh, que significa substancia
amarga, brilhante; vera vem do latim, significando verdadeira.
Um dos ingredientes secretos de beleza de Cleópatra, era a babosa, ainda hoje continua
entre os eleitos das empresas de cosméticos para os cremes faciais, para as mãos, loções
bronzeadoras e xampus. É a seiva da babosa que protege a pele e cicatriza queimaduras.
É originaria da África, mas sta aclimatada no Brasil.

Composição química
Derivados antracênicos em partes liberados (1% antroquinonas livres) e em partes
combinados na forma glicosídica (10 – 30% de antroquinonas), tendo como elemento
principal a aloína (barbaloína ou aloemodineantrona glicosídeo), presente entre 5 – 25
%, além de emodina e aloinose.
Possui uma apreciável quantidade de ácido crisofânico (0,05 – 0,5%).
Enzimas: celulase, carboxipeptidase, catalase, amilasa, oxidase.
Aminoácidos – amino – ácidos.
Vitaminas: B, C e E
Sais minerais: Ca, K, Na, Cl, Mn, Al.
Além de grande quantidade de ingredientes inativos, incluindo resinas e óleos voláteis
(16 – 63%).
Mucilagens e taninos.

111
Propriedades terapêuticas
Problemas digestivos (estomacais, hepáticos, vesiculares, intestinais e prisão de ventre):
coloque 1 fatia pequena da folha fresca em 1 copo de suco batido no liquidificador.
Tomar de manhã, durante 15 dias.
Queda de cabelo; caspa, brilho nos cabelos.
Lave as folhas frescas, tire a casca, ficando somente a polpa gosmenta (mucilagem).
Coloque uma porção da polpa em um copo de água fervente. Abafe por 15 minutos e
coe em uma peneira. Lave a cabeça e, em seguida, aplique essa gosma no couro
cabeludo, massageando ligeiramente.
Deixe agir por mais ou menos 1 hora e enxágüe a cabeça com água quente ou morna.
Inflamações; queimaduras, erisipelas, eczemas e psoríase: retire o espinho e a casca de 1
fatia da folha e coloque a polpa branca em um pilão. Amasse bem, até adquirir uma
consistência pastosa. Aplique 3 vezes ao dia sobre o local afetado e cubra com papel
manteiga. Deixe agir durante 1 hora, e em seguida, lave com água fria.
Hemorróidas (fissura anal) coloque 1 colher (sopa) de polpa branca da folha fresca em
½ litro de água em fervura. Desligue o fogo e coe. Ainda morno faça banho de assento
com massagens suaves, á noite. Deve ser repetido varias vezes, até desaparecerem as
hemorróidas.
Podemos usar a folha em corte para todos os problemas da pele. Sobre a pele a Alóe age
formando uma camada protetora, refrescante, como amplo uso cosmético e
medicamentoso.
Para problemas renais, pé de atleta, aumenta o fluxo menstrual quando usado em
pequenas doses, cicatrizante de pequenos ferimentos.

Modo de usar
Uso interno.
Consumir uma fatia pequena da folhas fresca em sucos e vitaminas, uma vez ao dia,
durante 15 dias.
Uso tópico.
Usar a mucilagem (a polpa) direto no local afetado.
Obs as formas de uso estão acompanhado as propriedades terapêuticas no item anterior.
(Receitas)

Fitocosmético:
Desodorante, removedor de maquilagem, fortalecedor do couro cabeludo e no
tratamento da seborréia.
Aplicado em loções após barba, produtos para peles flácidas, condicionadores capilares,
como preventivo de rugas, produtos para peles secas e cabelos secos ou com caspa.
Xampus para cabelos secos e anticaspa, sabonetes, cremes e loções faciais, mascaras de
beleza, bronzeadores, produtos após o sol para o corpo, lábios e mãos, produtos infantis,
para peles sensíveis e delicadas: até 30% de gel fresco.
Na forma de pó é usado em talcos, sais de banho, sabonetes e detergentes.

112
Ervas de corte
Manter sempre uma folha fresca cortada no refrigerador caso precise usar com urgência,
cortes, queimaduras e outros acidentes nos lares.

Contra indicação (precauções)


É contra indicado seu uso interno durante a gravidez, aleitamento, menstruação, cistites
e disenteria.
Não deve ser administrado internamente em crianças.
Evitar o uso de altas doses.
Procurar seguir a posologia recomendada.

Partes da planta empregada.


Polpa branca (folha)

Cultivo
A reprodução é feita por mudas (filhotes) que crescem na base da planta mãe.
Devem ser retirados e colocados em um viveiro para melhor aproveitamento posterior.
As mudas costumam ficar um período de 2 meses para melhor definição.
No canteiro de 1 m² pode-se colocar 1 muda.
Prefere solos férteis, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa em partes
iguais.
Colheita: cortar as folhas bem desenvolvidas, próximas ao caule, a partir do primeiro
ano.

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Nome Cientifico: Arctium lappa L.
Nomes populares: Bardana, Orelha de gigante, Gobô, erva dos tinhosos, pergamassa.
Família: Asteraceae (Compositae)

Habitat
Nasce naturalmente ao redor das habitações. Esta bem aclimatada no Brasil. Não tem
preferência quanto ao clima.

Característica da planta (aspecto agronômico)


Herbácea bienal que atinge de 50cm a 2m de altura, com raízes grossas e caule forte. As
folhas são basilares no 1º ano e no 2º ano aparece um caule floral bastante ramificado,
de até 1,5m de altura, mole esbranquiçado. Flores pequenas, violáceas, em capítulos
florais, que formam o fruto sem papilho, no formato de uma bola com falsos espinhos
que aderem à roupa e ao pelo dos animais, sendo uma planta invasora.

Historia (origem)
Origem Européia, sendo muito comum em Portugal, França, Itália e Japão.
Naturalmente na América do Sul, nasce espontaneamente até a Argentina e está bem
aclimatada no Brasil.

Composição química
Óleo essencial (arctiol) com 45% de imulina, taninos, mucilagens, resina, polifenóis,
ácidos graxos, sais minerais, carbonato e nitrato de potássio, composto antibiótico
(semelhante à penicilina), um glicosídeo denominado lapina, fetosteróis (B- sistosterol e
estiqmasterol), ácidos orgânicos.

Propriedades terapêuticas
A principal indicação terapêutica da bardana é em doenças crônicas da pele. Sua ação
sobre as afecções da pele pode ser explicado pela presença de um princípio antibiótico
eficiente sobre bactérias como estafilococos e estreptococos, sendo muito ativo em
afecções do tipo furunculose e acne; permitindo a cicatrização de muitas feridas e
ulcerações.
Tem ação fungicida, (que destrói fungos), sendo eficiente para tratamentos de
enfermidades no trato genital.
Possui também propriedades diuréticas e sudoríficas auxiliando em processos
reumáticos e gostosos, além de auxiliar a eliminação de ácido úrico.
Apresenta também uma marcante ação depuradora do sangue.
Aumenta a secreção biliar e hepática através de sua ação coleréteca (que ativa a
produção e a secreção da bílis).

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Modo de usar
Para problemas na pele, problemas nas vias urinárias, reumatismo, gota, excesso de
acido úrico, para depurar o sangue, eliminação de impurezas, para eliminar os metais
pesados do sangue da quimioterapia.
Tomara três xícaras de chá ao dia durante 10 dias da decocção da raiz ou infusão da
folhas.
Obs. No caso da quimioterapia começar a tomar as dosagens três dias antes da sessão.

Modo de fazer
Decocção da raiz:
Ferver em 1 litro de água, 30cm de raiz cortada em pedaços. Deixar ferver por 20
minutos. Abafar por 10 minutos. Coar, e beber. A 1ª xícara será servida quente, as
restantes na temperatura ambiente. Procure não armazenar o restante em vasilha de
alumínio.
Infusão das folhas – dosagem normal.
Tintura – 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias
(adulto).
A tintura pode ser feita com as folhas.
As folhas e as sementes têm propriedades idênticas às das raízes.
A raiz cozida ou refogada é comestível, sendo altamente nutritiva e estimulante do
sistema nervoso. Os brotos e as folhas novas também são.

Fitocosmético
Externamente para caspa, seborréia, queda de cabelo, ulcerações e picadas de insetos.
Pode-se fazer uma cataplasma com as folhas nas ulcerações e picadas de insetos.
Para tratamentos de pele e cabelo – compressa nos locais afetados, a tintura também é
indicada nesses casos.

Erva de corte.
As folhas são muito grandes e as raízes inadequadas para serem colocadas em vasos
com água na cozinha.

Contra indicação
Não é indicado o uso interno para crianças.
Recomenda-se obedecer a dosagem indicada.
Na fitocosmética é indicado na produção de produtos: xampus, tônicos capilares,
cremes e loções para peles impuras e oleosas: 1- 3% de extrato glicólico.

Partes da planta empregada


Folhas frescas, raiz e semente.

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Cultivo
O plantio é feito por sementes, nas estufas de sementeira.
Para facilitar a retirada da raiz, costuma-se cultivar em barrancos ou em caixotes
retangulares de mais ou menos 50 cm de altura.
A raiz deve ser coletada no 2 º ano de cultivo e a folha antes da floração.
De preferência devem se consumidas quando frescas, pois reúnem os seus melhores
valores terapêuticos.
As folhas podem ser secas à temperatura ambiente.
Rasgue as folhas para a secagem.
As raízes também devem ser picadas antes da secagem.
Para cada m² pode-se colocar 1 ou 2 mudas.
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa, húmus e esterco
em partes iguais.
Prefere solos arenosos e férteis.
Não tem preferência quanto ao clima.
Regar uma vez ao dia.

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Nome cientifico: Baccharis trimera (Lers) Baccharis articulata (Pers)
Nomes populares: Carqueja amarga, carqueja amargosa.

Nome cientifico: Baccharis articulata:


Nome popular: Carqueja doce.
Família: Asteraceae (Compositae)

Habitat
É um vegetal da flora brasileira que cresce em terras secas, pedregosas à beira de
estradas.

Características da planta (aspecto agronômico) (Baccharis trimera)


Arbusto medindo de 20 a 80 cm de altura formando touceiras.
Possui caule lenhoso, alado em sua extensão, com alas seccionadas alternadamente,
levemente nervada. As folhas são bastante reduzidas e ovais. Apresenta inflorescências
de em capítulos, quase sempre aglomerados, de coloração amarela. Fruto tipo aquênio,
linear, glabro.
As carquejas ocorrem em uma grande variedade de solos sendo que a Baccharis trimera
é mais comum nos campos e beiras de estradas a Baccaris articulata é mais comum em
terrenos úmidos e banhados. Podem tornar-se invasoras de pastagens.

História (origem)
É originaria da América do Sul, faz parte da flora brasileira, germinando com facilidade,
sobretudo nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
As carquejas são encontradas em quase todo Brasil, concetrando-se na Região Sul.
A Baccharis trimera ocorre até 2.800m de altitude, florescendo indiferentemente no
verão e no inverno.

Composição química
Lactonas diterpênicas, flavonóides, resinas, vitaminas, esteroides e /ou triterpenos,
polifenóis, taninos, óleo essencial: acefato de carquejol, carquejol, nopineno, cardineno,
calameno, eledol, eudesmol.

Propriedades terapêuticas
Exerce uma ação benéfica sobre o fígado e intestinos, em decorrência de seus princípios
amargos. Purifica e elimina as toxinas do sangue pela ação diurética que exerce.
Além de ter uma propriedade hipoglicemiante, muito útil em casos de diabetes.
Proporciona um bom funcionamento dos intestinos.
É indicada para gastrite, má digestão, azia, cálculos biliares, prisão de ventre.
Auxilia no tratamento das infecções urinarias e no tratamento de reumatismo.

117
Modo de usar
Chá - infuso – tomar três vezes ao dia durante 10 dias.
Tintura – tomar 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

Contra indicação
Não há referencia na literatura pesquisada.

Parte da planta empregada


Toda a planta, principalmente parte aérea.

Cultivo
O plantio é feito por estacas (método de estaquia).
As estacas por sua vez são enraizadas na areia grossa passando a serem nutridas com a
terra preparada após um mês na areia grossa. A areia deve ser mantida sempre úmida.
O solo deve ser rico em nutrientes.
No canteiro de 1 m² pode-se colocar quatro mudas.
A adubação do canteiro deve ser húmus e esterco.
A colheita pode ter inicio após o 5º mês, no inicio da floração.
Não colher toda a parte aérea, deixar ⅓ da planta nos canteiros.

118
Nome cientifico: Casearia Sylvestris sw
Nome popular: Guaçatonga, Erva-de-lagarto, Vassitonga, Bugre-branco, Erva-de-bugre,
Língua-de-tuí.
Família: Samydaceae

Habitat
Não tem exigência quanto ao solo e ao clima.
No Brasil vegeta em abundancia, sendo uma espécie muito comum no estado de São
Paulo.

Característica da planta (aspecto agronômico)


Árvore com até 4 m de altura, sendo que no interior das matas pode atingir tamanhos
maiores, suas folhas são simples, alternas e pecioladas, possuindo forma de ponta de
lança, com as bordas serrilhadas. Vistas contra a luz, mostram minúsculos pontos
translúcidos, que correspondem às glândulas de óleo essencial. As flores são pequenas e
esverdeadas, e exalam forte aroma.
Fruto é uma cápsula que contém sementes envoltas por uma massa avermelhada.

Historia (origem)
Planta originaria da América tropical, a guaçatonga ocorre desde o México até a
Argentina.
Diz-se que o lagarto só enfrenta uma cobra se houver um pé de guaçatonga por perto,
tamanho é o poder cicatrizante da planta.

Composição química
Óleo essencial, saponinas, ácidos graxos, taninos e antocianosídeo.

Propriedades terapêuticas
Exerce uma significativa ação antiúlcera, reduzindo o volume de ácido clorídrico
produzido.
A guaçatonga previne a irritação da mucosa gástrica, induzida pelo estresse.
Por conter taninos, forma revestimentos protetores na pele e nas mucosas, dificultando
infecções.
A marcante porcentagem de óleo essencial justifica seu emprego como cicatrizante,
anti-séptico, antimicrobiano e fungicida.
Pesquisas constataram que o processo de cicatrização interna ou externa evolui bem
quando tratado com guaçatonga.

Indicações:
Halitose (mau hálito), gastrite, ulceras internas, escaras, feridas, ulceras varicosas,
picadas de insetos, herpes labial, herpes genital, gengivite, estomatite, aftas e feridas na
boca.

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Modo de usar:
Para mau hálito, gastrite, ulcera internas, gengivite, estomatite, aftas, feridas na boca,
herpes labial.
• Tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto).
• Tintura 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias
(adulto).

Para escaras, ulceras varicosas, picadas de insetos e herpes genital.


Fazer um infuso, coar, esfriar e aplicar nas partes afetadas com um chumaço de algodão,
três vezes ao dia. No caso de herpes genital, faça um banho de assento.
Obs. O seu uso, no caso de halitose (mau hálito) de fungo estomacal, exerce ação
imediata, eliminando os fungos invasores e as bactérias helicobacter pyloral.

Erva de corte
Pode-se colher os ramos com as folhas frescas de guaçatonga usando o buquê da erva
em potes com água no cozinha.
Usar as folhas na composição dos chás sempre que houver necessidade de uma erva
cicatrizante.

Contra indicação
Não há referencias na literatura consultada.

Partes da planta empregada


Folhas

Cultivo
Reproduz-se por sementes na estufas de sementeira.
O solo deve ser rico em nutrientes.
Terra de boa qualidade, húmus e esterco em partes iguais.
Devem-se tomar as devidas precauções no momento de se instalar a muda de
guaçatonga no jardim de ervas, por se tratar de uma árvore a preocupação da sombra da
copa é um item a ser observado no planejamento do jardim. O ideal é colocá-la longe do
jardim de ervas.
Para o plantio de uma arvore, deve-se fazer uma cova de 30 cm x 30 cm de largura por
40 cm de profundidade.

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Nome cientifico: Cinnamomum zeylanicum Ness
Nomes populares: Canela, Canela-verdadeira, Canela-de-cheiro, Canela-da-índia,
Canela-de-tubo, Canela-do-mtubo, Canela-do-ceilão, Canela-rainha.
Família: Lauraceae

Habitat
Cultivada no Brasil, principalmente nos estados de São Paulo e Bahia.

Característica da planta
Arvore aromática de 6 a 12 m de altura, com folhas opostas, ovadas ou ovado-
lanceoladas, trinervadas. Flores numerosas, reunidas em racemos ramificados e
dispostos em panículas terminais, de cor esverdeado-amarelada. Fruto do tipo drupa
ovóide, ou ovóide-oblonga, contendo uma semente elipsóide.

Historia (origem)
É originaria do Sri Lanka e do Sudeste da Índia, onde ainda ocorre em estado silvestre a
baixas altitudes. Possivelmente alcançou o Egito e a Europa no século V a.C.

Composição química
Óleo essencial (aldeído cinâmico, eugenol, vanilina, felandreno, metilacetona, pineno,
cineol, aldeído, cumínico, cimeno), açucares, taninos, mucilagens, oxalato de cálcio,
goma e resina.

Propriedades terapêuticas
Estimula o trabalho cardíaco e aumenta a tensão sanguínea.
Um remédio para hemorragias, sobretudo do pós-parto, seno um excelente hemostático.
A essência de canela é excitante do aparelho gastrintestinal e do útero. Usa-se como
estômaquico e sudorífica.
A literatura etnofarmacológica cita o uso popular desta planta no tratamento caseiro de
diarréia infantil, gripe, verminoses, dor-de-dente, mau-hálito e vomito.
É internacionalmente aceito seu uso nos casos de problemas gástricos e de perda de
apetite.
Elimina o frio por sudorificação. Para padrões de frio, quando o frio interno não vai
embora (resfriado).
Aumenta a secreção do suco gástrico favorecendo a digestão. A presença dos taninos
confere a ele propriedades adstringentes.
As infusões ou decocções de canela agem no centro vaso motor responsável pela
vasoconstrição (diminuição do calibre de vasos sanguíneos). Usada em pacientes com
fraca circulação, combate regras insuficientes, diarréia, digestões lentas, inércia uterina,
para moderar cólicas, afcções catarrais, bronquites, febres e vômitos.

121
Modo de usar
Tomar 1 a 2 xícaras de chá ao dia durante 5 dias. Decocção da casca seca, ou infusão do
pó.
As cascas secas dos ramos jovens são desprovidas da epiderme e da parte externa,
enrolada sobre si mesma.

Contra indicação
Contra indicado na gravidez.
Seguir a posologia recomendada em qualquer sinal de hipersensibilidade. Em altas
doses, sua essência produz irritação das mucosas.

Cultivo
O plantio é feito por sementes.
O solo deve ser rico em nutrientes.
Terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grosa em partes iguais.
Devem-se tomar as devidas precauções no momento de se instalar a muda de Canela no
jardim de ervas, por se tratar de uma árvore a preocupação da sombra da copa é um item
a ser observado no planejamento do jardim. O ideal é colocá-la nos cantos e entradas de
um jardim de ervas.
Para o plantio de uma arvore, deve-se fazer uma cova de 30 cm x 30 cm de largura por
40 cm de profundidade.

122
Nome cientifico: Citrus aurantium L.
Família: Rutaceae
Nomes populares: Laranja da terra, laranja cavalo, laranja azeda, laranja-amarga,
laranja da china e laranja de Sevilha.

Habitat
Nativa do nordeste da Índia.
Cultivada em pomares domésticos em todo Brasil.

Características da planta (aspecto agronômico)


Arvore de até 10 m de altura. Folhas longas, escuras e grossas; sua flor tem de 5 a 8
pétalas e são brancas e fragrantes. As membranas e a polpa da fruta são amargas e
azedas a arvore é muito resistente a doenças quando comparada com outras arvores do
gênero citrus.

Historia
As laranjas amargas foram trazidas para as Américas pelos espanhóis e portugueses no
século XVI; na medicina popular chinesa, a laranja da terra é usada como tônico e como
carminativo para tratar a dispepsia.

Composição química
Folha: o óleo essencial: d-limoneno, mirceno, pineno, ocimene, p-cimeno; Alcoóis:
linalool, nerol, antranilato.
Metílico, terpineol, fanesol, nerolidol, octanol: flavononoides glicosídeos: aldeídos.
Na composição da casca dofruto destacamos s presença de pectina, do bioflauonóide
hesperidina ( protetor dos capilares sanguineos) das substancias amcirgas, narigenina e a
chalcona da hesperidina.
Na flor: linalool, nerol, antranilato metílico: flavonóides glicosídeos.

Propriedades terapêuticas
Sedativa e tranqüilizante, antiinflamatória, antibacteriana e fungicida. Cologoga,
antiespasmodica.
Anticancerígena, emoliente, eupeptica, Tonica, estimulante vascular e anticonvulsiva.
Ao chá das folhas se atribui propriedades sudorífica, antigripal, carminativo sendo ainda
empregado contra reumatismo e taquicardia.
O chá da casca dos frutos é a preparação mais indicada, sendo usada contra má digestão.
O extrato aquoso a frio de seus botões florais, preparado por maceração em água
durante três a quatro horas, é indicado como pratica caseira de ação calmante suave, nos
casos de insônia e nervosismo. Contra gripes, febres e resfriados, sua infusão deve ser
preparada adicionando-se água fervente em uma xícara das médias contendo uma colher
das de sopa de folhas picadas; torna-se a dose de uma xícara à noite antes de se deitar.

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Modo de usar
Gripes e resfriados e vias respiratórias. Problemas digestivos. Tônico digestivo.

Chá
Folhas frescas de preferência.
Infusão
Três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Tintura
15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

Contra indicação
Vários artigos relatam casos onde o uso do extrato do Citrus aurantium acarretou o
desenvolvimento de problemas cardíacos.
Não deve ser consumido no período de gestação e lactação.

Parte da planta empregada


Flor, fruto, semente e casca.

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Nome cientifico: Cynara scolynus L.
Família: Asteraceae
Nomes populares: Alcachofra comum e alcachofra cultivada.

Habitat
Mediterrâneo.
É originaria da região do mediterrâneo e cultivada em todos os países de clima
subtropical.

Historia
Tem sido cultivada por millares de anos.
No primeiro século AC, Dioscórides recomendava a raiz triturada no corpo para
mascarar odores ofensivos.
Foi usada como alimento e medicinal pelos Egípcios, gregos e romanos antigos;
apareceu na Europa no século XV. Seu nome botânico é derivado em parte da tradição
de fertilizar a planta com cinzas, e em parte da palavra grega skolymos, que significa
“cardo”.

Características da planta (aspecto agronômico)


É uma erva perene, cultivada extensivamente na região mediterrânea e partes adjacentes
a Europa central, bem conhecida, pode medir até aproximadamente 2 metros de altura.
A planta da alcachofra tem um caule forte e suas grandes folhas têm lóbulos e são cinza
esverdeadas.
O comestível botão da flor é roxo esverdeado em cor e contém ao seu redor camadas ou
brácteas que escondem o botão da flor.
A alcachofra floresce de julho a agosto.

Composição química
O estudo fitoquimico das folhas registrou a presença de óleo essencial contendo beta-
selineno e o cariofileno, enquanto os compostos fixos estão representados pelo seu
principio ativo a cinarina, que é um derivado do ácido caféico e pela cinaropicrina
principal componente da mistura de substancias amargas corantes antocianínicos,
flavonóides livres e glicosilados.
Estudos esperimentais demonstram que o conteúdo de ácido clorogenico diminui
enquanto o de cinarina aumenta a medida que a planta se desenvolve até atingir o
estagio de diferenciação dos capítulos.
Ensaios famacologicos confirmaram a ação hepatoproterora desta planta, isto é, os
extratos foram capazes de diminuir fortemente os danos causados no fígado por agentes
tóxicos como CCI. A cinaropicrina, uma ∞-metileno butirolactona encontrada nesta
planta, tem atividade antiespasmodica e deve aumentar a produção de suco gástrico.
Ensaios clínicos efetuados em humanos com o suco de suas folhas e os botões florais,
ambos contendo cinarina, provocaram abaixamento acentuado dos níveis do colesterol
total, colesterol LDL e trigliceridios, enquanto aumenta o colesterol HDL, o bom
colesterol.

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Propriedades terapêuticas
Afcções hepato-biliares, colesterol, acido úrico, obesidade, debilidade geral,
convalescença, afecções dos rins, hipertensão, hipertiroidismo, afecções reumáticas.
Suas folhas, segundo a literatura etnofarmacologica, são preparadas como
medicamentos para ativar a vesícula, proteger o fígado, baixar o colesterol e o açúcar do
sangue, melhorar o funcionamento dos rins, facilitar a digestão e eliminar as pedras da
vesícula.

Modo de usar
Chá – folhas frescas e secas.
Infusão – três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Tintura – tomar 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10
dias.

Contra indicação
Alergia ás plantas da família Asteraceae e qualquer obstrução do duto biliar.
O diagnostico de cálculos biliares deve ser feito por um profissional da saúde. Pacientes
propensos à fermentação intestinal.
Esta planta e seus produtos devem ser evitados pelas mulheres durante a gravidez e
enquanto estiverem amamentando.

Parte da planta empregada


Folhas e caule.

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Nome cientifico: Cyperus rotundus L.
Família botânica: Cyperaceae
Nomes populares: Tiririca, Junça aromática, capim dandá

Habitat
Originária da Índia é uma invasora cosmopolita, muito disseminada no Brasil.

Característica da planta (descrição botânica)


Uma das ervas daninhas mais agressivas, reproduz-se pela expansão de seus rizomas
profundos, em forma de batata, que surgem ao longo de suas raízes muito finas. A
planta atinge até 1 m de altura, assemelha-se a uma gramínea comum, com uma haste
floral central em cuja extremidade surgem as flores verdes amareladas, dispostas
radialmente.
Aparece apena em solos planos.
Não se prolifera nas regiões montanhosas.

Historia (origem)
A agressividade e persistência da planta lhe dão fama. Faz parte das farmacopéias
ayuvédica e chinesa.

Composição química
b- pineno, canfero, 1,8 – cineole, limoneno, p-cimeno, cypereno, selinatrieno, b-
selineno, a- ciperone, b- ciperone, pacthoulenona, a- rotunol, b- rotunol, ciperol,
isociperol, eopadieno, epoxiguaína, ciperoleno, rotundone, cabusona, esocobusona,
glucose, frutose.

Propriedades terapêuticas
Na medicina tradicional de vários países, os usos medicinais dos tubérculos desta planta
vêm sendo feito com base na tradição popular, por séculos, para o tratamento de feridas,
tuberculose, pneumonia, escabiose e pústulas, sendo atribuídas a ele propriedades
antibacteriana, antiinflamatória, balsâmica, estimulante, diurética, anti-helmintica,
adstringente, carminativa, diaforética, estomáquica, hipotensora e vermífuga.
Na Índia o extrato dos tuberculso e considerado cientificamente remédio eficaz no
tratamento da febre, diarréia e cólera conforme os princípios da medicina ayuvedica.

Modo de usar
Para dor e distensão epigástrica, ciclo menstrual irregular.
Infuso - três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Tintura – 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

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Obs. Regula a menstruação e alivia a dor.
Promove a circulação da energia do fígado.

Parte da planta empregada


Raiz e rizoma.

Precauções
Não há relatos

Toxicologia
Não há relatos

128
Nome cientifico: Diospyrus Kaki L.
Familia: Ebenaceae
Nomes populares: Caqui, caqui do Japão, diospiro, figo caco.

Habitat
É nativo da China e do Japão.

Historia
É planta cultivada milenarmente na Ásia, e foi introduzida no Brasil há bastante tempo
onde é cultivada em jardins, pomares e fazendas com finalidades alimentícias.

Características da planta (aspecto agronômico)


Arvore tipicamente tropica, parte pequena, elegante e ramosa.
Folhas alternas, ovais, acuminadas, duras, galbras, inteiras, lisas, verde brilhante na
pagina superior e verde claro, lamosas na pagina inferior.
As folhas são cadeicas e adquirem matizes avermelhados antes de cair, flores miúdas,
verdes, masculinas e femininas.
Os frutos taninosos ou não, de acordo com variedade é uma drupa globosa ou cônica, de
pele membranosa, amarela ou vermelha, com 3 ou mais sementes marrons achatadas.
Quando maduro tem polpa macia, doce e muito saborosa.

Composição química
Casca: taninos, açucares e sais minerais.
Folhas: taninos, pigmentos, sais minerais.
Fruto: taninos, glicose e frutose, pectinas, proteínas.
Sais minerais, lipídeos, pigmentos, vitamina A.
Cálice do fruto: ácido hidroxytriterpénico, ácido óleo nólico, ácido betulínico, ácido
ursólico.

Propriedades terapêuticas
Constipação intestinal, como laxante e emoliente de fezes ressecadas, anorexia, digestão
lenta, emagrecimento.
Digestivo e tônico. Náuseas, vomito, gases, carminativo.
Afecções respiratórias, tosse seca, tosse com catarro escasso e amarelo.

Modo de usar
Chá – infuso – do cálice do fruto tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Tintura – 15 gotas diluídas em água, três vezes ao dias, durante 10 dias.

Contra indicação
Em diarréia crônica.

Parte da planta empregada


Casca do tronco, folha, fruto e cálice do fruto.

129
Nome cientifico: Echinodorum macrophila.
Família Botânica:Alismataceae.
Nomes populares: chapéu de couro, aguapé, Che do brejo, chá de pobre, chá mineiro,
erva do brejo, erva do pântano.

Habitat
É nativa dos córregos, brejos e pântanos da região sudeste brasileira.
É considerada planta daninha em mananciais aquáticos e ocasionalmente cultivada
como ornamental em lagos decorativo.

Característica da planta (descrição botânica)


Folhas simples, coriáceas, de 20 – 30 cm de comprimento, com pecíolo rígido de até 1,3
m de comprimento. Flores brancas, reunidas em inflorescências paniculadas amplas,
dispostas acima da folhagem por meio de um longo pedúnculo originado diretamente do
rizoma.

Historia (origem)
É usado pela população cabocla do sudeste brasileiro e na medicina popular e por suas
belas folhas cujo aspecto lhe dá o nome, é planta ornamental em lagos.

Composição química
Holosídeos e heterosideos: equinoderóside, saponinas, taninos.
Óleos essenciais, sais minerais, flavonóides, triterpenos.

Propriedades terapêuticas
O chá de suas folhas é um dos mais populares como diurético e depurativo do
organismo.
Diurético, tônico, indicada como depurativa no tratamento da sífilis, doenças da pele
moléstias do fígado e afecções renais. (inflamação da bexiga e cálculos renais).
Atribui-se ainda á esta planta a capacidade de interromper o progresso da
arteriosclerose.
Reumatismo, amigdalite e faringite.
Estomatite e gengivite.
Nos casos de gota reumática e dores nevrálgicas prostatites.

Modo de usar
Chá - infuso – folhas
Tomar três xícaras chá ao dia durante 10 dias.
Tintura
Tomar 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia.

Efeitos colaterais
Não há relatos, planta segura nas doses terapêuticas indicadas.

130
Toxicologia
Sem toxidade nas doses indicadas

Parte da planta empregada


Folhas.

131
Nome científico: Equisetum arvense L.
Nome popular: Cavalinha, cauda-equina, cauda-de-raposa, equiseto, lixa-vegetal.
Família: Equisetaceae

Habitat
Local ensolarado, meia sombra.

Característica da planta (aspecto agronômico)


Herbácea que apresenta rizoma horizontal, sobre o qual se desenvolvem verticalmente
dois tipos de caules aéreos, os férteis e os estéreis, que são ocos, e podem atingir até 30
cm de altura.
São curtos, de cor branco-amarelado na base e vermelho escuro na ponta, onde fica a
espiga. Contêm esporângios que emitem numerosos esporos. Possui pequenas folhas em
forma de agulhas emendadas é uma planta que não possui flores e conseqüentemente,
sementes.
Os caules estéreis, que alcançam até 50 cm de altura, de coloração esverdeada, são
fistulosos, estriados, com nós compostos de tabique de separação, e externamente de
uma bainha membranosa seca.

Historia (origem)
A cavalinha é um dos seres vivos mais antigos do planeta. Data do período Paleozóico,
quando bosques inteiros de cavalinha gigante, de até dez metros de altura por dois
metros de diâmetro cobriam enormes extensões de pântanos.
Hoje é uma miniatura exata da sua ancestral.
Seu nome latino deriva de equi = cavalo e setum = cauda.
Originaria da Europa, possui um enorme teor de sílica, tão grande que já foi usada para
polir metais e madeira, graças ao seu poder abrasivo. As donas de casa do século
passado usavam cavalinha para limpar e polir as panelas.

Composição química
Acido sílico (10-15%) – fonte de silício e compostos hidrossolúveis de sílica.
Taninos
Saponinas: equisetonina 1 a 5 %.
Flavonóides: isoquercetina, equisetrina, canferol e galeitenonina, fitosterol.
Vitamina C
Alcalóides: metosapiridina, nicotina, palustrina.
Compostos inorgânicos: Ca, Mg, Na, F, Mn, Si, S, P, Cl e K cerca de 2,1 a 2,9%.
Pequenas quantidade de óleos.
Ácidos orgânicos: acido gálico, málico, oxálico.
Susbstancias amargas
Trioficerídeos: ácidos oléico, esteárico, linéico e linolênico.

132
Propriedades terapêuticas
Problemas ósseos, enfermidades renais e das vias urinárias, inflamação da próstata,
hemorragias nasais, renais, menstruação excessiva, afecções articulares.
A cavalinha atua de maneira específica em casos de inchaço e inflamação da próstata
como antiinflamatória.
Estimula o metabolismo cutâneo, acelera a cicratização e aumenta a elasticidade de
peles secas e senis, atuando como hidratante profundo.
Ajuda a recuperar a pele e ferimento pela sua ação vulneraria.
Para frieiras, feridas, afta, ulcera varicosas, tonifica e revitaliza unhas, pele secas e
senis.

Modo de usar
Decocção das folhas, 30 cm das folhas cortadas em 1 litro de água.Deixar ferver por 20
minutos. Coar e tomar. A primeira xícara será quente, as restantes (duas xícaras) na
temperatura ambiente.
Tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto)

Ervas de corte
Pode-se introduzir nos ambientes vasos com a erva fresca em corte. São vasos
decorativos geralmente usados em entradas de ambientes. Para armazenar devemos
cortar a parte aérea, em pedaços de 10 cm, deixar secar, guardar em potes de vidros na
cozinha usar sempre que preciso para os problemas citados acima chá em decocção.

Meridiano onde a cavalinha atua


Rim e Bexiga

Contra indicação
Disfunção cardíaca ou renal.

Efeitos colaterais
Não apresenta efeitos colaterais, quando usado em doses terapêuticas.
Não ultrapassar a dosagem prescrita.

Parte da planta empregada


Parte aérea (caule estéril)

Cultivo
Não possui sementes.
Sua reprodução é por estacas da planta mãe.
Bastam separar os nós para se obter estacas na preparação de novas mudas.
Colocar três estacas em cada muda.
Para cada m² pode-se colocar 10 mudas prefere solos férteis, terra de boa qualidade,
húmus, esterco e areia grossa em partes iguais.
A poda para colheita da folhagem deve ser feita após 6 meses de plantio no jardim.

133
Nome cientifico: Erythrina mulungu Martins
Familia: Leguminosae –papilomatae
Nomes populares: Mulungu, murungú, muchocho, pau-imortal, sapatinho de judeu,
bico de papagaio, suína, amansa-senhor e arvore de coral.

Habitat
Mata atlântica. É nativa da parte central do Brasil, desde São Paulo e Mato Grosso do
Sul até Tocantins e Bahia. Muito usada em ruas e jardins como planta ornamental.

Característica da planta (aspecto agronômico)


É uma arvore elegante, de 6 a 10 m de altura.
A casca é avermelhada, com fragmentos irregulares.
Folhas compostas de folíolos recobertos de pêlos finos e macios com ocúleos; flores e
cachos rubros sanguíneos ou coral. Floresce no inverno.
Fruto é uma vagem com várias sementes manchadas de vermelho e pretas. Anualmente
na estação fria perdem todas as folhas, ficando a copa da árvore coberta de flores,
sobressaindo-se na mata por sua beleza.

Historia
É largamente empregada como calmante e sedativo com uso clinico favorável mais de
70 anos pelo Dr. J. Monteiro da Silva como sedativa, depressora suave do SNC,
relaxante da musculatura lisa, anticonvulsivante e antiespasmódico.

Composição química
Alcalóides: eritrina, eritrocoraloidina, erisapina, eriso-dina, eritranina, erisonina, glixo-
sideos, migurrina, esteróides, compostos anticiânicos pelargomidol, cianidol.

Propriedades terapêuticas
Insônia: como sedativo e tranqüilizante e hipnótico de efeito comprovado.
Ansiedade como sedativo e ansiolítico; cefaléia associada ao stress; analgésico.
Na hipertensão arterial: como diurético e sedativo.
Menopausa: como ansiolítico e sedativo nas perturbações nervosas.
Tosse seca por irritação da mucosa respiratória.
Como antitussígeno é expectorante; tosse nervosa, asma; bloqueador dos estímulos da
dor, dores reumáticas, afecções hepáticas, regenerador de tecidos.

Modo de usar
Fazer a tintura da entrecasca do tronco.
Adulto
Tintura – 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

Obs. O mulungu é um relaxante muscular.


Você poderá se beneficiar dessa erva em tratamento sempre que houver: espasmos
musculares, tendinite, artrite, carie dentaria e insônia.

134
Contra indicações
Na deficiência de sangue.
Em pessoas com hipersensibilidades aos componentes químicos das plantas.
Não deve ser utilizado por pessoas com hipertensão arterial e sonolência. Pode ocorrer
acentuação dos sintomas.

Parte da planta empregada


Entrecasca do tronco.

135
Nome cientifico: Ginkgo biloba L.
Nomes populares: Ginkgo, arvore avenca, arvore-folha de avenca.
Família: Ginkgoaceae

Habitat
Floresce e frutifica apenas nas regiões de altitude do sul do Brasil, onde é mais
cultivada.

Características da planta (aspecto agronômico)


Arvore primitiva, decídua, de 6 a 10 m de altura. Folhas semelhantes ás da avenca, de
consistência coriacea, de 4 a 7 cm de comprimento, irregularmente lobadas e com
nervuras lineares saindo do ponto de fixação com o pecíolo e daí irradiando como um
leque.

Historia (origem)
É nativa da china e do Japão.
A árvore de gingko é considerada pelos botânicos como um fóssil vivo, sendo único
exemplar dessa família, e ancestral do carvalho. O ginkgo faz parte do milenar arsenal
terapêutico chinês, no qual se faz menção a esta planta há cerca de 2.800 anos ªc., sendo
considerada como sagrada pelos budistas que a tem plantado sempre junto aos seus
templos. O ginkgo tem capacidade de se adaptar ás mais precárias condições
ambientais, sendo resistente à poluição moderna.

Composição química
Diterpenos (ginkgolídeos A,B,C,J, e M)
Flavonóides (biflavonoides: ginkgetina, isogenkgentina, bilobelina)
Hidrocarbonetos, aminoácidos, esteróis, acúcares, álcoois, proantociandina, terpenos,
catequinas.

Propriedades terapêuticas
Ativa a circulação sanguínea, aumentando a resistência capilar e efetuando uma
vasodilatação dos vasos arteriais dos membros, mantendo a perfusão tissular, reforça o
tônus vascular a nível venoso, auxiliando a depuração de resíduos metabólicos.
Tem ação preventiva e curativa contra as agressões endógenas (que se desenvolve
dentro da parede de células) e exógenas (que se encontra à superfície), tais como
fenômeno de oxidação devido á presença de radicais livres.
Ação antiinflamatória e de prevenção do envelhecimento.
Diminui a hiperagregação plaquetária, atuando em processos trombóticos.

136
Indicado para tratamentos de:
Micro-varizes, ulceras varicosas, cansaço nas pernas, artrite dos membros inferiores.
Tratamentos para isquemia seja cerebral ou periférica.
Utilizado em casos de vertigens, deficiências auditivas, perda de memória e dificuldade
de concentração.
Previne o edema cerebral.

Modo se usar
Chá das folhas frescas ou secas – infuso
3 xícaras de chá ao dia, durante 10 dias (adulto)

Tintura, 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

Contra indicação
Não possui contra indicação na literatura consultada.
No entanto deve-se ter cuidado quanto à hipersensibilidade.

Partes da planta empregada.


Folhas

Cultivo
O plantio (a propagação de mudas) é feito através da semeadura.
O solo deve ser rico em nutrientes.
Terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grosa em partes iguais.
Devem-se tomar as devidas precauções no momento de se instalar a muda de Ginkgo no
jardim de ervas, por se tratar de uma árvore a preocupação da sombra da copa é um item
a ser observado no planejamento do jardim. O ideal é colocá-la nos cantos e entradas de
um jardim de ervas.
Para o plantio de uma arvore, deve-se fazer uma cova de 30 cm x 30 cm de largura por
40 cm de profundidade.

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Nome cientifico: Glycyrchiza glabra L.
Família botânica: Leguminosae papilonaceae.
Nomes populares: Alcaçuz, alcaçuz da Europa, madeira doce, liconice.

Habitat
Exige solo seco, arenoso e profundo, em regiões temperadas. Não está bem adaptado ao
Brasil, sendo importado. Ela é nativa da Europa e Ásia.

Características da planta (descrição botânica)


Arbusto perene de 1 a 2m de altura, como uma raiz principal forte que pode chegar até
25m de comprimento, que se subdivide em até 5 raízes subsidiárias de até 1,25m e
vários rizomas.
Há vários estolhos laterais lenhosos que podem crescer até 8m e há brotação todo ano.
Folhas compostas imparipenadas, de 4 a 7 pares de folíolos oblongos ou elípticos,
obtusos.
Flores de róseo arroxeadas, em cachos axilares de 10 a 15 cm de comprimento. Cálice
curto, bem formado e glandular e a borda do cálice são maiores que o tubo com pétalas
estreitas e não fundidas na borda.
O fruto é uma vagem alongada contendo de 3 a 5 sementes marrons reniformes.
Flores de roseo-arroxeadas, em cachos axilares de 10 a 15 cm de comprimento. Cálice
curto, bem formado e glandular e a borda do cálice são maiores que o tubo com pétalas
estreitas e não fundidas na borda.
O fruto é uma vagem alongada contendo de 3 a 5 sementes marrons reniformes.

Historia
Planta da farmacopéia chinesa muito usada atualmente na menopausa e TPM.

Composição química
Saponinas triterpênicas: ácido glicerético, glicirrizima.
Flavonóides: aglycon, liguiritigenima, isoliquiritigenina (chalcona) isolicoflavonol.
Isoflavonóides:
esteróides B-sitosterol, stigmasterol.
Óleo volátil anetol, estragol eugenol e acido hexanóico.

Propriedades terapêuticas
Afecções pulmonares (tosses, bronquite catarral, rouquidão) como peitoral emoliente,
expectorante e anti-séptico. Afecções gástricas (úlcera péptica, acidez) como
antiinflamatório e antiulceroso.
Menopausa e TPM.
Ferimentos e furúnculos: anti-séptico e antiinflamatório como tônico, para fraqueza
geral.

138
Modo de usar
Chá – decocção – raiz
Tomar três xícaras de chá ao dia, durante 10 dias.
Tintura
Tomar 15 gotas três vezes ao dia durante 10 dias.

Precaução
Evitar o consumo por mais de 6 semanas sem acompanhamento médico.

Efeito colaterais
Não há relatos.

Contra indicação
Em hepatite crônica, doenças colestasticas do fígado cirrose hepática, insuficiência
renal, diabetes, arritmias, hipertensão.

Parte da planta emprega


Raiz.

139
Nome cientifico: Laurus Nobilis
Nome popular: Louro, Loureiro-dos-poetas, Loureiro-de-apolonio, Loureiro-de-
presunto, Guacaraiba.
Família: Lauráceas

Habitat
Adapta-se bem nas regiões de clima temperado no Brasil.

Característica da planta (aspecto agronômico)


Árvore que atinge de 8 a 15 metros de altura. O caule é glabro, de casca lisa e escura.
As folhas são persistentes, pecioladas, alternas, elípticas ou lanceoladas, coriáceas, com
bordas e brilhante na parte superior, e verde-pálida e opaca na inferior. As flores são
pedunculadas, de cor amarela, e, geralmente, surgem na primavera, dando lugar ao fruto
no verão. O fruto é uma baga oval, como uma azeitona, inicialmente de cor verde e
quando maduro adquire uma coloração negra brilhante, contendo uma semente só. As
folhas verdes emanam um odor aromático característico, e quando mastigadas possuem
um sabor amargo picante e balsâmico.

Historia (origem)
Diz-se que o louro é a mais nobre das árvores.
Na mitologia grega o louro representa Daphne transformada por seu pai numa árvore de
folhas brilhantes para escapar das perseguições amorosas de Apolo, que desde então
passou a usar uma coroa de louros sobre seus cabelos. A partir daí este uso tornou-se
um símbolo de vitória,, e a coroa foi usada por reis, conquistadores, príncipes e poetas.
Nos jogos Olímpicos de 776 AC.
Os esportistas vencedores receberam as coroas verdes da glória que continuam
significando honra e poder.

Na culinária, poderíamos dizer que a cozinha francesa assenta suas bases sobre as folhas
de louro.
É um dos componentes do bouquet garni e é o seu sabor helênico, que une o aroma das
outras ervas de maneira perfeita. Aqui no Brasil, como mais uma herança de Portugal,
usamos louro numa infinidade de pratos, especialmente nas vinhas-d’alhos, nos peixes e
nos feijões.
Culpeper dizia que um homem perto de um loureiro não precisaria temer o diabo ou as
feiticeiras.

Composição química
Óleo essencial ( cineol, geraniol, eugenol), taninos, açucares, pectinas, substancias
amargas.

140
Propriedades terapêuticas
Distúrbios da digestão (sensação de peso no estomago e gases intestinais), estados
gripais (acompanhado de mal-estar ou cansaço), anti-séptico para a pele, repousante,
diurético e reumatismo.

Modo de usar
Tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Tintura - tomar 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Banho – fazer o banho com umas vinte folhas de louro frescas ou secas.
O banho de louro é indicado como um relaxante muscular alivia as tensões e
preocupações.

Ervas de corte
Pode-se aromatizar o ambiente usando vaso d’água com a erva em corte nos locais onde
há necessidade de sucesso e brilho nos empreendimentos.
O louro atrai bons resultados nas reuniões de negócios. Em casa devemos armazenar o
louro pendurando seus galhos na cozinha.
Desta forma o louro serve de suporte para pendurar outras ervas.
É comum as coroas de louro servirem de cabide de ervas e condimentos nas cozinhas
das residências.

Contra indicação
Não há referencias na literatura consultada.

Partes da planta empregada


Folha

Cultivo
Reproduz-se por meio de estacas (método de estaquia)
O solo deve ser rico em nutrientes.
Terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grosa em partes iguais.
Devem-se tomar as devidas precauções no momento de se instalar a muda de louro no
jardim de ervas, por se tratar de uma árvore a preocupação da sombra da copa é um item
a ser observado no planejamento do jardim.
O ideal é colocá-la nos cantos e entradas de um jardim de ervas.
Para o plantio de uma arvore, deve-se fazer uma cova de 30 cm x 30 cm de largura por
40 cm de profundidade.

141
Nome cientifico: Maytenus ilicifolia mart.
Nomes populares: Espinheira-santa, Cancerosa, Coromilho-do-campo, Espinho-de-
Deus, sombra-de-touro.
Família: Celastraceae

Habitat
É encontrada ao longo do rio Paraná. Ocorre principalmente em matas ciliares (beira de
rios).

Características da planta (aspecto agronômico)


Arvore de pequeno porte (até 4m de altura), com folhas apresentando espinhos na
margem (de 3 a 5 pares). As flores são pequenas, amarelas esverdeadas. Fruto cápsulo–
ovóide amarelo avermelhado, ficando escuro quando maduro.
O caule apresenta nervuras longitudinais.
É originaria da América do Sul, nativa provavelmente no Paraná.
A espinheira-santa tornou-se conhecida no mundo médico em 1922 quando o professor
Aluízio Franca, da faculdade de Medicina do Paraná, relatou o sucesso abtido com ela
no tratamento da úlcera.
Mais muito antes disso, a planta já era famosa na medicina popular por suas
propriedades curativas, e não só no combate aos males do aparelho digestivo.
Ela era utilizada como remédio antitumor entre os índios brasileiros; no Paraguai, a
população rural a empregava como contraceptivo (medicamento anticoncepcional); e na
Argentina, como antiasmática e anti-séptica.

Composição química
Carotenóides, taninos, terpenos (maitensina), flavonóides, mucilagens, substancias
nitrogenadas.

Propriedades terapêuticas
Provavelmente devido aos taninos presentes revela um potente efeito antiúlcera gástrica.
Tem ainda poder cicatrizante sobre a lesão ulcerosa.
Pela sua ação anti-séptica paralisa rapidamente as fermentações gastrintestinais.
É indicada para hiperacidez, úlceras gástricas e duodenais e gastrite crônica.
Também indicado para feridas como, escaras, eczemas, herpes e acnes.
Nesses casos a espinheira-santa é usada em interação com folhas de confrei. (aplicar nas
partes afetadas com um chumaço de algodão).
Certas hepatopatias (moléstias do fígado) têm como causa perturbações intestinais,
nestas a espinheira-santa age corrigindo o funcionamento intestinal.
Nas gastralgias (dor no estômago) acalma rapidamente as dores não diminuindo a
sensibilidade do órgão, mas estimulando ou corrigindo a função desviada.
É indicada também para fermentações intestinais, má digestão e eliminação de gases.

142
Modo de usar
Para todos os problemas acima citados
Chá – infuso das folhas – tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto).
Tintura – 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Obs. A tintura é feita com as folhas.

Erva de corte
Pode-se ter a erva em potes com água na cozinha para usar as folhas frescas na
manipulação do chá.

Contra indicação
Não deve ser administrada a crianças e nutrizes.
Em mulheres que amamentam pode haver redução da secreção láctea.

Parte da planta empregada


Folhas

Cultivo
A propagação é feita por sementes ou por estacas.
O solo dos canteiros deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, húmus, esterco
e areia grossa em partes iguais.
Devem-se tomar as devidas precauções no momento de se instalar a muda de
espinheira-santa no jardim de ervas, por se tratar de uma árvore a preocupação da
sombra da copa é um item a ser observado no planejamento do jardim. O ideal é colocá-
la longe do jardim de ervas.
Para o plantio de uma arvore, deve-se fazer uma cova de 30 cm x 30 cm de largura por
40 cm de profundidade.

143
Nome cientifico: Mikania glomerata spreng
Nome popular: Guaco, guaco-liso, guaco-de-cheiro, erva-das serpentes, apo-catinga,
guaco, erva-de-cobra, cipó-sucurijui, erva-de-sapo, coração-de-jesus, erva-cobre, guaco-
trepador.
Família: Compositae

Habitat
É originaria do sul do Brasil e em campo aberto é sensível a geadas.

Características da planta (aspecto agronômico)


A planta se desenvolve como trepadeira arbustiva, lenhosa e sem gavinhas (garras para
se prender), com caule volúvel, cilíndrico e ramoso. As folhas de cor verde-brilhante
são opostas e quase triangulares. Exala um forte aroma quando são esfregadas ou
partidas.
As flores têm coloração branco-creme.
O guaco possui aroma característico que se acentua durante a fervura.
Na época da floração, torna-se uma planta muito procurada pelas abelhas melíferas.

Historia (origem)
Originário da América do Sul, mais especificamente sul do Brasil, o guaco, vegeta na
Argentina, Paraguai, Uruguai e especialmente nas regiões sul e sudeste do Brasil.
Recebe também o nome de erva-das-serpentes, pois em regiões infestadas por ofídios
venenosos o guaco costuma ser preparado como contraveneno.
No Ceará só existe cultivada. Cresce muito, mas não produz flores.

Composição química
Óleo essencial: contém di e sesquiterpenos, taninos, saponinas, resinas, substancia
amarga: guacina, cumarinas, guacosideo, substancias amargas, açucares, pigmentos.

Propriedades terapêuticas
O guaco é usado como broncodilatador útil no tratamento das crises de asmas, da tosse,
bronquite e do chiado no peito com cansaço, sem causa aparente.
Atua relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, principalmente brônquios.
Para estados gripais, febres, catarro bronquial, asma brônquica, anti-séptico das vias
respiratórias, reumatismo, tosses rebeldes, afecções pulmonares, tomar:
• Três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto)
• Tintura 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
(adulto)
Pode-se usar a tintura ou o chá.

144
Ervas de corte
Colher os ramos com a folhagem e manter o buquê da erva em potes com água na
cozinha. Usar as folhas em decocção sempre que houver necessidade de tonificar os
pulmões.

Contra indicação
Não há referencias na literatura consultada.

Parte da planta empregada


Folha

Cultivo
Reproduz-se por estacas do caule (método de estaquia).
Preparam-se as estacas com cerca de 25 cm (4 nós), deixando apenas 2 pares de folhas
na parte superior.
O transplante após o enraizamento no viveiro deve ser perto de uma parreira para que a
planta possa subir.
O solo deve ser rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa, húmus e esterco
em partes iguais.
A poda para a colheita das folhagens deve ser feita após 6 meses de plantio no jardim.
Antes disso a erva pode sentir e secar.
Colher os ramos no período da floração, antes das primeiras geadas – Março, Abril e
Maio.
Na secagem, separar as folhas dos talos.
No canteiro de 1 m² pode-se colocar 1 muda com uma parreira para subir, está erva é
uma trepadeira.

145
Nome cientifico: Morus nigra L.
Família botânica: Moraceae
Nomes populares: Amora, amora preta.

Habitat
Originária da china, onde é cultivada como alimento para o bicho da seda, é planta de
grande rusticidade e esta muito bem aclimatada no Brasil.

Características da planta (discrição botânica)


Árvore de 5 a 20 metros de altura, tronco verrugoso, muito ramificado, folhas grandes
cordiformes, bastante grossas de pecíolos curtos, dentes largos e irregulares, ásperas e
com estipulas longas, membranosas e felpudas. Flores de amareladas que geram uma
infrutescência grande ovada e vermelha, que ao amadurecer se torna púrpura escura,
quase negra.

Historia
Trazida por colonizadores europeus e asiáticos, bem adaptada a regiões altas e de climas
amenos brasileiros, hoje é encontrada facilmente nos quintais da região sudeste.

Composição química
Açucares flavonóides, rutina, taninos, mucilagens, pectina, peptona, ácidos orgânicos,
acido málico, acido cítrico, vitamina C, sais minerais, óleos essenciais, gomas.

Propriedades terapêuticas
Afecções da boca, dentes, garganta e pulmão, como antiinflamatória das mucosas do
sistema respiratório, peitoral, antitussígena, afecções da pele, dermatose, eczemas,
erupções, prisão de ventre, como laxante, refrescante, calores da menopausa, diurético.

Modo de usar
Folhas – chá – infusas
Três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Tintura
Tomar 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

Efeitos colaterais
Aumento do numero de evacuações ou diarréia pastosa em intestinos com tendência a
diarréia.

Toxicologia
Sem toxidade nas doses recomendadas.

Parte da planta empregada


Folhas e frutos.

146
Nome cientifico: Passiflora alata dryand
Nome popular: Maracujá, Sucurujá, Sucururá, Maracujá-mirim, maracujá-roxo
Família: Passifloraceae

Habitat
O maracujá é originário da América tropical, que necessita de temperaturas elevadas e
só se aclimata bem nas regiões temperadas. Prefere clima quente e úmido.

Característica da planta (aspecto agronômico)


Trepadeira arbustiva, cujos galhos alcançam até 10 m de comprimento e que se fixam
no apoio por meio de gavinhas. As folhas são alternas, internas, ovadas, lisas e
pontudas, com pecíolos contendo 2 ou 3 pares de glândulas e 2 estípulas ovais. As flores
são grandes, axilares e de coloração azul-lilás. O fruto é uma baga oval, alongada, de
casca fina, de cor amarela e bem resistente, contendo em seu interior numerosas
sementes de cor escura, cercadas de um arilo mucilaginoso, esbranquiçado, translúcido
e doe-acidulado.

Historia (origem)
O maracujá é originário da América tropical.
Suas flores lembram os instrumentos utilizados na crucificação de Cristo, daí ser
reconhecida em outros idiomas por flor-da-paixão, e são de grande efeito ornamental.
Em 1867, os estudos de um investigador americano chamaram a atenção para a
passiflora e demonstraram o seu grande interesse para medicina com sedativo e
antiespasmódico.

Composição química
Alcalóides indólicos (harmana, harmina, harmol, harmalina), flavonóides (vitexina,
isvitexina, orientina, 0,55g % de apigenina), glicosídeos cianogênicos, álcoois, ácidos,
gomas, resinas, taninos.

Propriedades terapêuticas
Devido ás frações alcaloidicas e flavonóidicas, o maracujá tem uma ação sedativa do
sistema nervoso central e tranqüilizante e antiespasmodica da musculatura lisa.
A passiflora é similar a morfina e é um medicamento de grande valor terapêutico como
sedativo e que apesar de narcótico, não deprime o sistema nervoso central.
O seu uso diminui por instantes a pressão arterial e ativa a respiração, deprimindo a
porção matriz da medula.
Possui efeitos analgésicos o que justifica o seu emprego nas nevralgias.

É indicado para:
Estado depressivo em virtude do alcoolismo, ansiedade, estados nervosos, insônia,
hemorróidas, reumatismo, inflamações cutâneas, erisipela, perturbações nervosas da
menopausa, histeria, normalizador da pressão arterial, dores de cabeça de origem
nervosa, taquicardia nervosa.

147
Modo de usar
Chá infuso das folhas (as folhas devem ser colhidas quando aparecem os primeiros
frutos maduros, e estes somente quando estão completamente maduros).
• Tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto)
• Tintura 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias
(adulto).
Tomar o chá ou a tintura.

Ervas de corte
As folhas devem ser secas em um local ventilado, sem umidade e sem a incidência solar
(sombra). Depois de secas armazena-las em potes de vidro ou sacos de papel.
Os frutos podem se guardados na geladeira.

Contra indicação
Pessoas com hipotensão.
Deve-se controlar o uso das folhas na forma de chá, pois existem riscos de intoxicação
cianídrica conseqüente ao uso de doses exageradas.

Parte da planta empregada


Folha, fruto e semente.

Cultivo
A reprodução é feita por sementes. (estufa de sementeira)
Para se ter frutos é necessário plantar várias mudas, pois o pólen das flores é
bissexuado, isto é, não são autofecundáveis. A polinização das flores é feita pela abelha
mamangaba, que faz ninhos em tocos de madeira mole, que devem ser colocados pertos
das plantas.
O solo deve ser bem drenado, rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa,
húmus e esterco em partes iguais.
No canteiro de 1m² pode-se colocar 1 muda.
Transplante após o enraizamento no viveiro deve ser perto de uma parreira para que a
planta possa subir.

148
Nome cientifico: Pfaffia paniculata
Família botânica: Amaranthaceae.
Nomes populares: Ginseng brasileiro, para-tudo, corangoaçú, suma.

Habitat
É nativa das regiões de clima tropical no Brasil. É nativa da Bacia Amazônica e outras
áreas tropicais do Brasil, equador, panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

Característica da planta (descrição botânica)


Planta herbácea com raízes tuberosas profundas, intricadas e profusas. Ramos
desordenados, com 3 ou 4 pares de folhas completas, macias, verde-dio, elíptico-
lanceoladas, revestidas de penugem, amarelada,.
Foram classificados botanicamente pela primeira vez em 1826, flores miúdas em
capítulos florais terminais amarelados.

Historia (origem)
As populações indígenas da Amazônia que denominam essa planta de para-tudo, usam
suas raízes há séculos para a cura de uma ampla variedade de males e como tônico geral
e rejuvenescedor.
Tem sido usado como tônico, afrodisíaco, calmante e contra úlceras pelo menos durante
mais de 300 anos pelas populações indígenas da América.

Composição química
19 amino-acidos, eletrólitos, sais minerais, ferro, magnésio, zinco, germânio. Vitaminas
A, B1, B2, E, K e ácido pantotênico, saponinas, pfatosídeos A a F. glicosídeos, ácidos
pfáficos, mor-triterpenos.
Principais componentes: alantoina, B-ecdisterona, B-sitosterol, daucosterol ácidos,
pantoteico e pfafico, polipodine B, sílica, stigmasterol, 3-0-B-D-glicosideo e vitaminas
A, B1, B2 e K.

Propriedades terapêuticas
Na medicina herbária européia essa planta é usada para restaurar funções nervosas e
glandulares, para balancear o sistema endócrino para minimizar os efeitos colaterais de
remédios anticoncepcionais, contra teor alto de colesterol no sangue, para neutralizar
toxinas e como tônicao geral para situações de convalescença. Nas Américas, a
medicina herbária recomenda suas raízes como tônicao regenerativo usando regular
vários sistemas do corpo, como um imunoistimulante e para tratar a síndrome da fadiga
crônica, hipoglicemia, impotência, artrites, anemia, diabetes, alguns tipos de tumores,
mononucleose, hipertensão, menopausa, disfunções hormonais e de estresses de
diferentes origens.

149
Modo de usar
Chás – recomendado contra o cansaço físico e psíquico.
Chá – decocção da raiz
Tomar três xícaras ao dia durante 10 dias.
Tintura
Tomar 15 gotas três vezes ao dia durante 10 dias.

Contra indicação e precauções.


É contra indicado em mulheres com câncer estrogênico positivo.
Evitar seu uso em pacientes com hipertensão arterial severa, ou manter monitoramento
clínico.
A inalação do pó da raiz pode causar reações alérgicas asmáticas – cuidado no manuseio
e na manipulação caseira.
Devido á presença de saponinas a ingestão excessiva pode causar náusea e espasmos
gástricos.
Caso ocorra as doses devem ser reduzidas.

Parte da planta empregada


Raiz.

150
Nome cientifico: Phyllanthus amarus
Nomes populares: Quebra-pedra, arranca-pedras, arrebenta-pedras, conami, erva-
pomba, erva-pombinha, fura-parede, quebra-panela, saúde-da-mulher, saxifraga.
Família: Euphorbiaceae

Habitat
Ocorre em quase toda a região tropical, inclusive até o sul da América do Norte.
Cresce especialmente durante o período da estação chuvosa em todo tipo de solo, sendo
comum sua ocorrência nas fendas de calçadas, terrenos baldios, quintais e jardins, em
todos os estados brasileiros.

Característica da planta (aspecto agronômico)


Erva ruderal, erecta, anual, ramificada horizontalmente, glabra, medindo 40 a 80 cm de
altura. Folhas simples, membranáceas, medindo até um cm de comprimento e dispostas
nos ramos parecendo uma folha composta. Flores diminutas, inseridas nas axilas das
folhas, mas viradas pra baixo. Frutos do tipo cápsula com aproximadamente 1 mm de
diâmetro, muito procurado pelos pássaros.

Historia (origem)
Nativa da América

Composição química
Semente: ácido linoléico, ácido linolênico, ácido ricinoléico.
Folhas: compostos fenólicos (3,5%), vitamina C (0,4%), lignanas, triterpenóides.
Parte aérea: flavonóides, quercetrina, quercetina, rutina, astragalina, nirurina, fisetina -
4-0, glicosídeos, triacontanal, hipofilantina.
Raízes: derivados flavônicos, triterpenóides e esteroide estradiol.

Propriedades terapêuticas
Auxiliar na eliminação de cálculos renais, nefrites, cistites e hepatite do tipo B.
Tem ação antiepasmódica e relaxamento muscular, que parece ser especifica paras os
ureteres. É levemente diurética e aumenta a eliminação de ácido úrico pela urina.
Estudos de suas propriedades farmacológicas apresentam resultados que justificam a
crença popular e esclarecem que sus administração promove um relaxamento dos
ureteres que, aliado a uma ação analgésica, facilita a descida dos cálculos, geralmente
sem dor nem sangramento, aumenta a filtração glomerular e a excreção de ácido úrico.

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Modo de usar
Chá das folhas infuso, três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Tintura tomar 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

Parte da planta empregada


Porção aérea com flor, raiz, sementes.

Cultivo
O plantio a propagação é feito por meio de sementes.
O solo deve ser rico em nutrientes.
Terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grosa em partes iguais.

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Nome cientifico: Plantago Major Hook, P. Lanceolata L. e P. Minor L.
Nome popular: Tanchagem e plantagem
Família: Plantaginaceae

Habitat
No Brasil adaptou-se tão bem que vegeta espontaneamente em jardins, gramados,
pomares, beiras de estradas e junto aos muros.
Desenvolve-se mais espontaneamente em locais abertos, como em solos cultivados e
pastagens.

Características da planta (aspecto agronômico)


São ervas anuais. O porte é herbáceo e as folhas são pilosas, com nervuras salientes.
Cresce pouco atingindo 30 cm de altura, sem caule, com folhas oval-arredondadas na
espécie Plantago major e lanceoladas na espécie Plantago lanceolata, carnosas e moles,
quase sem pecíolo.
As folhas nascem em torno de um eixo, ao nível do solo, formando um tufo circular, e
fica distendido sobre o solo, como as plantas dos pés, o que deu origem ao nome
cientifico Plantago.
As flores brancas, rosadas ou esverdeadas, nascem ao longo desse eixo, e formam
espigas eretas e alongadas, entre as folhas. As sementes são muito pequenas.

Historia origem
Europa, hoje espalhada em diversos países da Ásia, África e América, sendo conhecida
como o “rei do caminho”, pois tem a capacidade de burlar as fronteiras e se introduzir
em todas as regiões do mundo.

Composição química
Taninos 5,7%, mucilagem, ácidos orgânicos: ácido clorogênico, ácido ursólico.
Ácido silícico, glicosídeos: aucubina, óleo essencial: 0,2%.
Alcalóides: plantagonina, indicaina.
Resina, alantoína, heterosideos (0,37%): entre eles aucubigenina.
Enzimas: emulsina e invertina.
Colina, sais de potássio: 0,5%. Vitamina C.
As sementes contêm antraquinonas.

153
Propriedades terapêuticas
Problemas das vias respiratórias, catarros, bronquite, gripe, asma e tosse.
Disenteria e diarréias, amidalite, inflamação da boca, garganta, aftas, feridas,
estomatites, gengivite.
Devido às mucilagens de suas folhas, exerce uma ação protetora das mucosas
inflamadas e das vias respiratórias, impedindo as atividades de substancias irritantes e
promovendo a diminuição do processo inflamatório.
Por diminuir a irritação da mucosa intestinal, as folhas possuem ação antidiarréica.
As sementes atuam indiretamente como laxativas por absorver grande quantidade de
água, estimulando o peristaltismo.

Modo de usar
Para disenteria, inflamação da garganta e os outros problemas acima relacionados tomar
o chá de tanchagem.
Infusão das folhas frescas, três xícaras de chá ao dia, no mínimo por 5 dias e no máximo
10 dias (adulto).
Tintura – 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

Ervas de corte
Colher as folhas frescas rentes ao solo, secar e armazenar em sacos de papel ou potes de
vidro. Usar o chá infuso sempre que houver os problemas indicados acima.

Contra indicação
Não há referencias na literatura consultada

Parte da planta empregada


Folha e semente.

Cultivo
A propagação é feita principalmente por sementes.
Cada planta chega a produzir 14 mil sementes.
Cresce melhor em terrenos a pleno sol.
Prefere solos férteis, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa em partes
iguais.
Para cada m² pode-se colocar até 10 mudas.
A poda para colheita da folhagem deve ser feita após 4 meses de plantio no jardim.
Podar as folhas rente ao sol.

154
Nome cientifico: Plectranthus barbatus Andr.
Sinônimo cientifico: Coleus barbatus Benth.
Nome popular: Boldo brasileiro, Sete-dores, Malva-santa, Malva amarga e Falso boldo
Família: Lamiacea (labiatae)

Habitat
O clima deve ser temperado e quente.
O boldo brasileiro é amplamente distribuído pelo Brasil.

Característica da planta (aspecto agronômico)


Planta perene, cultivada em hortas e jardins. Quando jovem é uma planta herbácea
tornando-se lenhosa depois de adulta.
Têm folhas elíticas, flexíveis, aveludadas, amortecidas e muito amargas.
Não floresce quando cultivada no nordeste, a não ser nas serras úmidas.
O boldo brasileiro pode ser reconhecido pelo seu sabor amargo, e por possuir folhas
macias, dobráveis sem quebrar.
O boldo “verdadeiro” (Peumus boldus Molina) é uma planta do Chile cujas folhas são
encontradas no comércio de ervas secas.
Às vezes, por causa do nome, confundidas com o boldo brasileiro (Plectranthus barbatus
Andr.), ou com Boldo baiano ou Alumã (Vernonia condensata Baher, compositae) que
também tem folhas amargas, recebendo a mesma denominação de boldo, mas são
plantas de propriedades diferentes.

Historia (origem)
África.

Composição química
Segundo um dos autores que consultamos o boldo brasileiro, possui princípios ativos e
propriedades terapêuticas muito parecida com o boldo-do-chile (Peumus boldus).
Óleo volátil, eucaliptol, cineol, taninos, gomas, terpenos pineno, alcalóides entre eles a
boldina, glicosídeos flavônicos.

Propriedades terapêuticas
O boldo é uma erva amarga aromática com propriedades estimulantes e tônicas. Ativa a
secreção salivar e do suco gástrico, utilizando em casos de hiperacidez.
A boldina produz um aumento gradual no fluxo da bile.
Sua ação colerética (que ativa a produção e a secreção da bílis) e colagoga
(medicamento que escita a secreção da bílis) é atribuída a boldina.
Indicado para gastrite, dispepsia (distúrbio da função digestiva), azia, mal-estar gástrico
(estômago embrulhado), ressaca, debilidade orgânica, estimulante digestivo.

155
Modo de usar
Para tonificar e limpar o fígado basta tomar um macerado da folhas de boldo durante 10
dias.

Preparo:
Rasgar uma folha fresca de boldo. Introduzi-la em um copo com água na temperatura
ambiente antes de dormir. Manter o copo coberto. Pela manhã coar o preparado e tomar.
Fazer novamente um novo preparado para se tomado à noite. Tomar duas vezes ao dia
(de manhã e a noite) durante 10 dias.

Obs. O termo macerado esta sendo empregado no sentido de estarmos retirando os


princípios ativos de uma erva através de um veiculo aquoso, a água na temperatura
ambiente. Não confundir maceração com machucar a planta.

No caso de uma ressaca (excesso de trabalho do fígado), usar o boldo de uma forma
mais veemente.
Em um litro de água introduzir o sumo do boldo que foi pilado (machucado) em um
recipiente à parte.
Em um almofariz ou pilão esmagar quatro folhas frescas de boldo até atingir uma
consistência pastosa. Despejar o sumo no recipiente com água, filtrando-o através de
uma peneira. Deixar o preparado descansar pó ½ hora e tomar o macerado durante o dia,
tomar um copo a cada 3 horas. Sentido melhora diminuir a dose.

O fígado pode sentir-se agredido quando:


• Excesso de bebidas alcoólicas
• Excesso de comidas gordurosas
• Excesso de fritura
• Irritação profunda

Pode-se usar:
Tintura -15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.
Chá das folhas em infusão três vezes ao dia durante 10 dias.
Este tratamento seria para limpar o fígado e tonifica-lo para melhor desempenho de suas
funções.
No caso que citamos acima – desconforto grande devido aos excessos tomar 40 – 60
gotas (da tintura) diluída em água 3 vezes ao dia por no máximo 2 dias ou o chá em
infusão.

Ervas de corte
Colher os galhos ou ramos com folhas frescas e colocá-las em potes de água na cozinha
para melhor manipula-la por 10 dias. Trocar a água quando se fizer necessário.

156
Contra indicado
Oclusão das vias biliares e hepatopatia grave.
Não apresenta efeitos colaterais dede que mantida a dosagem e periodicidade indicada.

Interações
Poderá ser associada à Carqueja (Bacharis Trimera Lens).

Parte da planta empregada


Folhas

Cultivo
A propagação é feita por estacas da planta (método de estaquia).
Para cada m² plantar 1 muda de boldo brasileiro.
Prefere solos férteis, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa em partes
iguais.
A poda das folhas e dos galhos pode ser feita após o quarto mês de plantio

Obs. Há algumas espécies semelhantes e que são consideradas ornamentais.

157
Nome cientifico: Punax ginseng C. A. Mey
Família botânica: Araliaceae.
Nome popular: Ginseng, ginseng asiático, ginseng coreano, ginseng chinês, ginseng
japonês, cinco folhas.

Habitat
É encontrada desde as montanhas da China (Manchúria), coréia, Japão até o leste da
Sibéria, Rússia.

Característica da planta (discrição botânica)


Planta arbustiva de porte médio. Raiz de cor amarela acinzentado, fusiforme ou
cilíndrica, retorcida, com raízes secundárias. Após secagem e pulverização, originam pó
amarelo claro com odor característico, levemente adocicado e amargo ao final.

Historia (origem)
Ginseng tem como seu habitat natural a china coréia, Japão e Nepal, embora hoje
também seja cultivada na Rússia.
A raiz espessa desta herbácea atinge 1 m de comprimento quando é arrancada com a
idade de 10 anos.
As raízes secundárias lembram às formas as pernas de uma figura humana e a base do
caule a cabeça.
Deve a esta semelhança o nome de ginseng – homem – raiz, e possivelmente também a
reputação de curar a impotência.
Quer a sua eficácia se deva a este simbolismo ou a sua composição química, o ginseng é
utilizado pelos chineses e japoneses há milênios.
É conhecida como erva milagrosa, “raiz que cura todos os males” ou ainda raiz da vida
eterna, por ter propriedades de retardar o envelhecimento.
Talvez seja a única erva medicinal que se adapte integralmente a filosofia oriental.

Composição química
Saponinas (proto-panaxadiol, proto-panaxatriol)
Vitaminas (B, B2, B12 e C)
Glicosídeos ( ginosídeos)
Resquiterpenos
Amido
Gomo
Mucilagem
Aminoácidos
Ácidos fólicos
Ácidos nicotínico
Ácido graxos
Enzimas: amilase e colina
Esteróides (semelhantes aos hormônios sexuais)
Sais minerais como: ferro, cobalto, cobre, cálcio, magnésio e manganês.
158
Propriedades terapêuticas.
Afecções do fígado hipercolesterolêmica, nas anemias, convalescenças, fadiga crônica,
stress.
Para aumentar a capacidade aeróbica, a libido feminina e masculina e a ereção.
Antidepressivo, falta de energia e de concentração.
Diabetes tipo 2, aumento da função imunológica, em portadores de câncer de pulmão,
HIV e infecções de repetição, hemorragias. Melhora a performance atlética, a
vitalidade, a memória.
Menopausa, hipertensão arterial e afecções da próstata.
Estimulante do sistema nervoso central revitalizante físico e psíquico.
Estimulante do apetite.
Reguladora da pressão sanguínea redutora da taxa de colesterol.
Aumenta a taxa de hemoglobina e o número de glóbulos vermelhos.
Age como antídoto em casos de intoxicação com álcool ou barbitúricos.
A alantoina tem reconhecida ação cicatrizante e regeneradora celular.

Modo de usar
Em casos de depressão, envelhecimento precoce, queda de cabelo, pele seca e irritada,
stress, cansaço, falta de vitalidade usara:
Tintura – 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia, durante 10 dias.
Chá – três xícaras ao dia, durante 10 dias

Precações
Quando tomado altas doses, acima de 8gramas ao dia, ou por mais de 10 dias pode
acorrer nervosismo, hipertensão, erupções da pele, insônia e diarréia.
Evitar o uso concomitante de café ou outra substancia estimulante.
Hipertensos agudos devem tomar precauções devido ao fato do ginseng ativar as
funções orgânicas.
O uso é contra indicado na gestação.

Parte da planta empregada


Raiz (referentemente de plantas com mais de seis anos).

159
Nome científico: Sesamum indicum D.C.
Família botânica: Pedaliacea
Nomes populares: Gergilim preto, sésamo, gingilim.

Habitat
É nativo da Ásia, hoje é encontrada mundialmente.
É cultivado no cerrado e no nordeste. Prefere climas quentes com estação seca definida.

Características da planta (descrição botânica)


Planta herbácea ereta, com até 1m de altura, caule simples ramificado. Folhas opostas
pecioladas, oval-alongadas, inteiras ou tri-lobadas ou rósea. O fruto é cápsula de 3 cm
de comprimento, ereto, piloso e enrugado.
As sementes nesta variedade são pretas.

Historia (origem)
É uma das mais antigas oleaginosas cultivadas.
O óleo extraído das sementes é doce e inodoro.
É usada como alimento há milênios e até hoje, em quase todas as culturas.
Dizia-se que uma mulher chinesa na china antiga consumiu gergelim por mais de 80
anos., o que a fez viver mais de 90 anos de idade e ainda parecer uma mulher jovem.
Aos 90, ainda podia andar 480 km ao dia e correr tão rápido quanto um cervo.
Um documento chinês relata que o gergilim pose ser fervido e transformado em
comprimidos tão grandes quanto balas de projétil. Tomando-se um comprimido ao dia
por um ano, você terá uma cútis brilhante. Tomando-se a mesma dosagem por 2 anos,
os cabelos grisalhos irão embora, por 3 anos, os dentes perdidos irão crescer novamente,
por 4 anos, você estar completamente livre de doenças, por cinco anos você será capaz
de correr tão rápido quanto um cavalo, e por toda a vida, você atingira a longevidade.
Do ponto de vista da medicina moderna, o gergelim contribui para a longevidade
principalmente porque contém vitamina E.

Composição química
Ácidos graxos: ácido oléicos, linoléico, palmítico.
Estearico: lignanas, sesamina, esteróides, campferol, aminoácidos.

Propriedades terapêuticas
Tonico geral, debilidade orgânica, envelhecimento precoce, anemia analgésico, anti-
reumatico, dores de ouvido, constipação intestinal, como laxante, especialmente nos
idosos peles secas.
Para dores articulares na coluna e nos joelhos de pessoas idosas.
Como cosmético, para pele seca ( óleo, uso local) como analgésico, para dor de ouvido
(óleo, uso local).

160
Modo de usar
Decocção
8 gramas de sementes torradas (1 colher de sopa para cada xícara de água)
duas xícaras de chá ao dia com intervalos de 12 h. durante 10 dias.

De 2 a 5 gramas do pó ao dia (alimentação)

Fricções do óleo em articulações dolorosas e pele áspera.


Massagem sobre a pele ressecada e gotas aplicadas diretamente no ouvido.
Crianças tomam 1/3 a 1/2 dose em uso interno.

Toxicologia
Sem toxidade nas doses recomendadas.
É contra indicado em casos de diarréia.
Possui ações laxativas.

Parte da planta empregada


Semente e óleo das sementes.

161
Nome cientifico: Tabebuia avellanadae
Nomes populares: Ipê-roxo, ipê-rosa, ipê-roxo-da-mata, pau-d’arco, peúva, ipê-comum,
lapacho.
Famílias: Bignoniaceae

Habitat
Distribui-se largamente por todo Brasil, do centro-sul até a Amazônia.

Características da planta (aspecto agronômico)


Árvore de pote mediano com 20 a 35 m de altura, de tronco grosso com 30 a 60 cm de
diâmetro, folhas compostas digitadas de 5 folíolos quase glabros, medindo 5 a 15 cm de
comprimento por 3 a 4 cm de largura. Flor vermelho-arroxeadas cobrindo quase toda a
planta que fica completamente sem folhas durante floração.

Historia (origem)
América Tropical, desde o México até a Argentina.
No Brasil se encontra sua maior distribuição.
A Tabebuia, conhecida popularmente por ipê-roxo ou pau-d’arco, tem seu nome
originário da árvore Tabebuia cujo córtex foi inicialmente usada pela tribo Callawaya,
descendentes dos Incas, para curar muitas doenças. Seus nomes populares advêm do uso
desta madeira na preparação dos arcos feitos pelos índios brasileiros.

Composição química
Saponinas, resinas, minerais, vitaminas, antibióticos naturais (lapachol, alfa-lapachol,
bera-lapachol, cloro-hidrolapachol e xilodoína).

Propriedades terapêuticas
A literatura etnobotânica cita o suo das cascas da planta na medicina popular sob a
forma de chá, como antiinfeccioso, antifúngico, diurético, adstringente e no tratamento
caseiro do impetigo e contra alguns tipos de câncer, de lupus, doenças de Parkinson,
proriase e alergias.
Atua também sobre a circulação, nas vias respiratórias e no sistema gástrico.
As naftoquinonas são conhecidas por sua potente ação antibiótica, sendo que o lapchol
apresenta além desta ação, ainda atividades antineoplasica, antimalárica, anticoagulante
e analgésica.

Indicado para: bronquite, infecção, asma, ulceras gástricas e duodenais, arteriosclerose,


gastrite, eczema, estomatite.

162
Modo de usar
No tratamento caseiro bebe-se duas xícaras por dia do cozimento (decoto) preparado
com 3 colheres das de sopa da entrecasca (casca se a parte de fora), quebrada em
pequenos pedaços com quantidade d’água suficiente para um copo. A mesma
preparação pode ser usada em lavagens locais nos casos de inflamações na pele e na
mucosa da boca, anus e vagina; nos caso de vaginites pode-se fazer uma compressa
colocando-se uma seringa 5 cc do extrato, de preferência à noite, antes de dormir.

Dosagens tomar duas xícaras de chá ao dia durante 10 dias.


Tintura tomar 15 gotas diluídas em um pouco de água duas vezes ao dia durante 10 dias
(adulto).

Cultivo
O plantio (a propagação de mudas) é feito através da semeadura.
O solo deve ser rico em nutrientes.
Terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grosa em partes iguais.
Devem-se tomar as devidas precauções no momento de se instalar a muda de Gingko no
jardim de ervas, por se tratar de uma árvore a preocupação da sombra da copa é um item
a ser observado no planejamento do jardim. O ideal é colocá-la nos cantos e entradas de
um jardim de ervas.
Para o plantio de uma arvore, deve-se fazer uma cova de 30 cm x 30 cm de largura por
40 cm de profundidade.

163
Nome cientifico: Traxacum officinale
Nome popular: Dente-de-leão, alface-de-cão, salada-de-touceira, taraxaco.
Família: Compostas

Habitat
É considerada uma planta invasora de hortas e jardins, crescendo em campos, vales
úmidos e sombrios. É uma planta rústica de fácil propagação. Adapta-se bem em vários
tipos de solo e clima.

Características da planta (aspecto agronômico)


O formato da folha é muito variável.
Em alguns tipos é profundamente cortada, em outros, mais ondulada do que dentada.
A raiz mestra é grossa, com a parte externa marrom e a interior branca leitosa.
Um caule avermelhado, oco e liso ergue-se do meio de uma roseta de folhas junto ao
solo e sustenta as flores amarelas.
Quando elas se soltam o caule exsuda um sumo leitoso.
Os estudiosos do dente-de-leão informam que pelo menos oitenta e cinco diferentes
espécies de insetos se banqueteiam com seu pólen.

Historia (origem)
As autoridades no assunto discutem até hoje se o dente-de-leão é uma planta nativa da
América ou aclimatada.
Certamente, é encontrada e consumida em quase todo o mundo.
Provavelmente originário da Europa, principalmente Portugal.

Composição química
Látex; óleo resina; alcalóides, taraxina – princípio fortemente amargo; taraxicina;
taninos, sais minerais potássio, carotenóides; fitosterol e colina.

Propriedades terapêuticas
Indicado para distúrbios da função digestiva (estomacal, hepática, biliar, intestinal e
prisão de ventre).
Afecções da pele do rosto (eczemas, escamações e vermelhidão dos olhos).
Tanto as folhas secas como as raízes secas e moídas são usadas como chá. Faça uma
infusão com as folhas e, com a raiz, uma decocção.
O chá é indicado para hepatite e qualquer problema do fígado.
As folhas frescas ou a raiz seca do dente-de-leão são um bom alimento na dieta dos
diabéticos. Serve para reduzir a contagem de açúcar.
As tenras folhas do dente-de-leão são excelentes para saladas.
Por conter taxacina, um estimulante hepático, justificou-se o uso do dente-de-leão nas
doenças crônicas do fígado.
O dente-de-leão da evita que o corpo acumule colesterol, graças à presença do
fotosterol.

164
Modo de usar

Uso interno
• Infusão - folhas - 3 xícaras de chá ao dia, durante 10 dias ( adulto)
• Decocção – raiz - 3 xícaras de chá antes das principais refeições.
• Tintura – 15 gotas diluídas em água, 3 vezes ao dia durante 10 dias.
• Culinária – consumir as folhas em saladas.

Ervas de corte
Modo de conservar
A planta toda é recolhida, com um corte rente ao solo. Deve ser armazenada no
refrigerador.
A melhor forma de conservar a planta para usá-la em outra estação do ano é seca-la ou
produzir a tintura.

Parte da planta emprega


Folhas, raízes e flor (sumidade florida)

Cultivo
Reproduz-se por meio de touceira e sementes.
Prefere local úmido com pouca incidência solar.
Solo arejado e rico em húmus.
No canteiro usamos terra de boa qualidade, areia grossa, esterco e húmus em partes
iguais.
Multiplica-se facilmente por todo herbário, as sementes se espalham rapidamente
formando novos brotos.
Para dada m² colocar 8 mudas.

165
Nome cientifico: Zea mays L.
Família: Gramineae
Nomes populares: Cabelo de milho, milho a abati.

Habitat
Nativa da America Central, principalmente do México e amplamente cultivada em todo
o Brasil.

Historia
É uma das principais produtoras de grãos do planeta, sendo cultiva em todos os países
do mundo.
Suas espigas ainda verdes são consumidas como legumes, sendo um dos principais
produtos da culinária de vários países. É amplamente empregada na medicina popular,
cuja origem remonta aos Astecas do México que já a usavam contra queimação do
coração.

Propriedades terapêuticas
É considerada diurética hipoglicemica (baixa os níveis de açúcar do sangue) estimula o
fluxo biliar, prevenindo a formação de cálculos renais.
Seus estigmas e estiles (cabelo de milho) coletados logo que aparecem, são empregados
na forma de infusão ou maceração como diurético poderoso e eficaz como desinfetante
das vias urinárias, sendo indicada nos casos febres, problemas cardíacos, gota e
inflamação da bexiga (eliminação do ácido úrico e fosfato).

Característica da planta (aspecto agronômico)


Herbácia anual, ereta, monóica, não ramificada e não entouceirada, de 1,5 -2,5 m de
altura. Folhas lanceoladas, cartáceas, levemente pubescentes, de 30 – 60 cm de
comprimento. Inflorescências masculinas em panículas terminais (pendão) e femininas
em espigas axilares com longos estames avermelhados.

Composição química
Principais constituintes: criptoxantina, resina, saponinas, alcalóides, ácido ascórbico,
vitamina K, sistosterol, stigmasterol, ácido málico, ácido palmítico, ácido tatárico, ácido
oxálico e ácido pantotênico.

Modo de usar
Chá – infuso (cabelo de milho) – três xícaras de chá ao dia, durante 10 dias.
Tintura – 15 gotas diluídas em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias.

Contra indicação:
Não há referencia na literatura.

Parte da planta empregada


Estigma (cabelo de milho).

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Nome cientifico: Zingeber officinale Roscoe
Familia: Zingibericiceae
Nomes populares: Gengibre, gingibre, magaratáia, mangaratá

Habitat
Nativa da Ásia tropical oriental (índia, china e malásia).
Chegou ao Brasil no século XIV com os portugueses.

Características da planta (aspecto agronômico)


Erva rizomatosa, caule subterrâneo – rizoma – nodoso, espesso horizontal, ramificado,
que emite hastes longas.
As folhas são lineares sésseis, verde brilhante, de 15 – 30 cm de comprimento.
Flores estéreis de cor branco-amarelada.
O fruto é uma cápsula com sementes. O rizoma de sabor acre e picante é usado
medicinalmente e c Omo uma especiaria na culinária.

Historia
O uso medicinal do gengibre foi iniciado na China e na Índia.
Assim que suas propriedades culinárias foram descobertas no século 13, o uso desta
erva tornou-se difundido por toda a Europa.
Na China, a raiz e o caule de gengibre são usados como inseticidas contra os afídeos e
os esporos fungosos.
O gengibre foi incluído nas farmacopéias oficiais da Áustria, China, Egito, Inglaterra,
Índia, Japão, Holanda e Suíça.
É aprovado como uma droga sem receita na Alemanha e como um suplemento dietético
nos Estados Unidos.

Composição química
Sua analise fitoquimica mostrou a presença de 1 a 2,5% de óleo volátil, em cuja
composição são encontrados citral, cineol, borneol e os sesquiterpenos
Zingibereno e bisaboleno, alem de um óleo – resina rico em gengenóis – substâncias
que são responsáveis pelo sabor forte e picante. O óleo essencial responde pelo aroma e
a ação antimicrobiana, que só aparece no rizoma fresco outros constituintes citados é
açucares,proteínas, vitaminas do complexo B e a vitamina C.

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Propriedades terapêuticas
Os resultados de inúmeros ensaios farmacológicos citam como sua principal
propriedade a ação estimulante digestiva, como indicação nos casos de dispepsia e
como carminativo nas cólicas flatulentas; relatam também sua ação antimicrobiana
local, que encontra empregado no combate a rouquidão e a inflamação da garganta,
além das ações antivomitiva, antiinflamatórias, anti-reumatica, antiviral, antitrombose,
cardiotônica, antialérgica, colagoga e protetora do estomago. Essas propriedades
explicam seu uso popular para o tratamento de problemas do estomago, garganta e
fígado.

Modo de usar
Decocção do rizoma. Usar o rizoma de 2 cm.
Cortar o rizoma em pedaços pequenos em 1 litro d’água.
Deixar ferver por 20 minutos. Coar e tomar.
Tomar três xícaras de chá ao dia durante 5 dias (adulto).

Ervas de corte
Colher os rizomas e guardar em um recipiente de vidro fichado na geladeira.

Contra indicação
Nenhuma contra indicação foi identificada.

Parte da planta empregada


Rizoma.

ALERTAS:
1 - As plantas e ervas medicinais, mesmo sendo medicamentos naturais, podem
intoxicar, cegar, provocar coma e até matar!
2 - Todas as plantas têm mais de um princípio ativo. Algum dos princípios ativos
pode ser contra indicado para o usuário.
3 - As informações deste site têm apenas os fins de pesquisa e de informação
educacional. Elas não devem ser usadas para diagnosticar, tratar, curar, mitigar
ou prevenir qualquer doença muito menos substituir cuidados médicos adequados.
4 - Consulte sempre um especialista!
5 - Tome cuidado especial ao manusear ervas e mantenha-as longe das crianças.

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