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ILUSTRÍSSIMO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO
FEDERAL

INSTITUTO DE TERAPIA INTENSIVA DAS AMÉRICASLTDA,


sociedade empresária com personalidade jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ
sob o no l0.249.724/0001-27, com sede na Rua 23-A, no 170, Quadra E 12, Lote ].l
A. Setor Marista, Goiânia-GO,CEP74.150-110 (Doc. OI), por intermédio de seus
advogados (Doc. 02), vem. respeitosamente, à presença de V- Sa., apresentar
REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO, com base no art. 5o, XXXIV, "a", da
Constituição Federalt, mediante os fundamentos de fato e de direito a seguir
aduzidos.

Como é de conhecimento dessa Secretaria, desde novembro de 2010


a Requerentefoi compelida,por força de decisãojudicial proferida nos autos do
Processono 2010.01.1.146185-8. a permanecer prestando serviços na UTI do
Hospital Regional de Santa Mana (HRSM) até que o Distrito Federal realizasse
contratação emergencial e. posteriormente, deflagrasse procedimento licitatório para
regularizar a contratação de empresa para prestação desses serviços. ou assumisse
os serviços por meio de prestação direta.

l "Art. 5o. (...)


xxXIV - são a'todos assegurados,independentementedo pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poderá

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Diante dessa situação, e por entender que não teria condiçõesde
prestar esses relevantes serviços por conta própria, a Secretaria de Estado de Saúde
Optou,à época, por promover certame licitatório visando a contratação de empresa
especializadapara a prestaçãodos serviçosde UTI no HRSM.Assim, desde 2012,
essa Secretaria tem promovido inúmeros estudos e análises técnicas
visando a elaboração do Termo de Referência que subsidíará o certame
licitatório.

Muito embora o certame licitatório ainda não tenha sido deflagrado,


é certo que, até mesmo pelo decursodo tempo, a elaboraçãodo Termo de
Referênciaencontra-se em estágio avançado, sendo plenamente possível a
realização de certame licitatório para a regularização da prestação dos serviços em
tempo exíguo.

Todavia.não obstante o elevadodispêndiode tempo e


recursos públicos para a elaboração desse Termo de Referência,a
Requerenteteve conhecimento,por meio de notícia veiculadano próprio s/te dessa
Secretariade Saúdeno dia 4 de maio de 2018z(Doc. 03), da nomeaçãode 115
(cento e quinze) médicos, que teriam participado de processoseletivo promovido
pela Secretaria, com o objetivo de reassumir a Unidade de Terapia Intensiva do
Hospital Regional de Santa Mana, serviços atualmente prestados pela Requerente
'b
Ainda conforme a notícia. desde 2011, essa Secretaria tenta lotar
intensivistas na UTI de Santa Mana. tendo realizado nove concursos sem sucesso.
Aduz que, com a efetiva posse desses novos concursados, a Secretaria reassumirá
plenamente quarenta leitos de UTI adulto e vinte leitos neonatais, e teria "condição
de cumprir a determinação judicial"

Ocorre que referidas nomeações, ocorridas ao atropelo, não apenas


não se prestam à resolução do problema da precariedade dos serviços de saúde
pública do Distrito Federal, como também confrontam com o princípio da eficiência e
com o próprio interesse público envolvido.

2 Disponível em: 11EU


Acessoem 09/05/2018
2

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Na verdade, essa decisão apenas reflete e corroborará as


consequências desastrosas que têm sido ocasionadas por entendimentos políticos
conflitantes para a implantação de estratégias ineficazes no âmbito da saúde pública
do DF

Isso porque é plenamente visível que a decisão tomada pela


Secretaria se origina da famigerada "pressão política" levada a cabo por membros do
Ministério Público que, calcados em suas próprias opiniões pessoais, acreditam que
''3 os serviços de saúde pública do país somente possuem um prestador legitimado: o
Estado, que deve prestar os serviços de forma direta e sem intermediários.

Importante salientar que essa decisão ainda parte de premissas


equivocadas. Isso porque a citada "decisão judicial" mencionada pelo Secretário de
Saúde na notícia acima mencionada sequer existe

O que há, até o momento,é o ajuizamentode ação civil pública


(Proc. no 2016.01.1.117304-4)pelo Ministério Público do Distrito Federale
Territórios, em face do Distrito Federal e da Requerente.e que tinha como pedido
liminar a determinação ao Distrito Federal que:

l
i) "apresente. no prazo máximo de 30 (trinta) dias em juízo projeto de
recuperação de serviços de UTI do Hospital Regional de Santa Mana,
comprometendo-sea executa-lo definitivamente no prazo máximo de 6 (seis)
meses
ii) glose, imediatamente. das Notas Fiscais apresentadas pela contratada, a
partir da concessão da liminar, todo e qualquer pagamento relacionado com os
leitos bloqueados e valores a título de lucro;
iii) nomeie. imediatamente, servidor para acompanhar detidamente a prestação
de contas ofertada pela contratada. durante o período que resta ao Distrito
Federal, para retomar os serviços em tela;
iv) abstenha-se de empenhar, liquidar, pagar e/ou reconhecer dívidas em favor
da empresa INTENSICARE, até que proceda, no prazo máximo de 3Q (tnnta)
dias, ao imediato ajuste de contas, que deverá contemplar a glosa pelos valores
alusivos aos leitos bloqueados/em desuso/inativos, os quais não podem jamais
ser admitidos; o valor do lucro indevido, consoanteas Decisões437/11 e
553/2014-TCDF. abatendo-se o valor do sobrepreço preconizado pela Polícia
Federal, desde o início de vigência do Contrato 221/13 até a data de concessão
da medida liminar"

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Referido pedido foi concedido em la instância, em decisão liminar


proferidapelo Juízo da 5a Vara de FazendaPúblicado TJDFT.Contudo, essa
decisão teve seus efeitos suspensospor meio de decisão proferida no dia
19/12/2016. nos autos do Agravo de Instrumento no 0702855-
80.2016.8.07.0000, e, recentemente, em Sessão de Julgamentos realizada
no dia 18/04/2018, a 4a Turma do TJDFTcansou definitivamente a referida
decisão liminar (Doc. 04).

Dessaforma, não há qualquer decisão judicial determinando


ao DF a retomada de tais serviços atualmente, sendo certo que a referida
ação civil pública ainda se encontra pendente de julgamento.

Configura-se, pois, severamente questionável a decisão de se


abandonar anos de estudos, análises técnicas e elaboração de Termo de Referência,
para realizar uma tentativa desesperadade retomada imediata de leitos de UTI do
HRSM com a contratação às pressas de concursados, inclusive sem qualquer
programação de um plano de transição eficiente, que resguarde o bom atendimento
à população, em especial aos pacientes internados.

A respeito do tema. ainda convém anotar que o entendimento


defendidopelo MPDFTna supracitadaação civil pública, de que as atividades de
X
saúde não poderiam ser prestadas por terceiros, há muito foi afastado, tendo a
jurisprudência pátria. em reiteradas oportunidades, se manifestado sobre o assunto.

Com efeito, tanto o SupremoTribunal Federal,que apreciouo


aspecto constitucional da prestação de serviços de saúde por terceiros, quanto o
Tribunal de Contas da União, expressamente abordaram a questão relacionada à
prestação de serviços de saúde por agentes externos aos entes federativos.

Nesse sentido, ressalta-se que o STF, por intermédio da Ação


Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.923, se posicionoupela validadeda Lei
9.637/1998. que dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais,
a criação do Programa Nacional de Publicização, a extinção dos órgãos e entidades
que menciona e a absorção de suas ativídades por organizações sociais, dando-lhe
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interpretação conforme a Constituição e, em consequência, ratífícando a possiblidade


de contratação, pelo Poder Público, de organizações sociais para a prestação de
serviços públicos - nestes incluídos os de saúde.

E imperioso notar que as conclusões da Suprema Corte se coadunam


com a possibilidadede serviços de saúde serem prestadospor entes estranhosà
estrutura governamental,motivo pelo qual não deve prosperar a tese de que tais
serviços somente poderiam ser prestados por servidores públicos concursados.

Além disso, o próprio Tribunal de Contas da Uniãojá se manifestou,


em mais de uma oportunidade,acercada possibilidadede serviçosde saúdeserem
prestados por agentes externos aos quadros estatais.

Nessa linha. destacam-se, a título exemplificativo, o Acórdão


3.239/2013-TCU-Plenário, relacionado à auditoria empreendida por aquela Corte
de Contas com o objetivo de examinar em que medida os entes governamentais
estavam exercendo suas funções de supervisão de forma efetiva em relação às
Organizações Sociais; e o Acórdão 352/2016-TCU-Plenário, concerrlente à
avaliação da regularidade da contratação de profissionais de saúde por prefeituras
muntclpais.

O exame dos citados arestas é muito relevante para o caso em


testilha. eis que o primeiro - Acórdão 3.239/2013-TCU-Plenário - decorreu de
auditoria operacional realizada pela Corte de Contas, cujo objetivo precípuo visava a
"analisar se os entes governamentais desempenham suas funções de forma a
garantir que os serviços de saúde terceirizados para entidades privadas atendam aos
requisitos do SUS e a minimizar os riscos de desvios de recursos públicos". Veia-se,
de modo integral, os objetivos e o escopo do referido trabalho:
Objetivos e Escapo
A transferência de serviços públicos não exclusivos para organizações sociais jã
foi objeto de diversas fiscalizações no TCU. Porém, observa-se que tais trabalhos
normalmente analisam a conformidade dos ajustes firmados, enquanto são
poucos os trabalhos que avaliam a atuação do poder público sob o.ponto.de
vista operacional.Apesar de o Estado abrir mão da execução direta dos
serviços, ele deve ainda manter funções essenciais na gestão de tais
serviços. Dessaforma, esta auditoria foi realizadacom foco na atuaçãodos
gestores públicose não da execuçãoem si do serviço pelas entidadesprivadas.
Foí estabelecido como objetivo:
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Analisar se os entes governamentais desempenham suas funções de forma a


garantir que os serviços de saúde terceirízados para entidades privadas atendam
aos requisitos do SUS e a minimizar os riscos de desvios de recursos públicos.
A terceirização dos serviços de saúde pode ser vista como um processo com
diferentes fases. Procurou-se identificar o papel do poder público em cada uma
delas, com vistas a apontar quais funções essenciaisdeveriamser
desempenhadas. A partir desta análise, foram definidas as seguintes questões
de auditoria:
O processo decisório de transferência do gerenciamento de serviços de saúde
para entidades privadas demonstra que esta é a melhor opção frente à
prestação direta do serviço;
O processo de qualinlcaçãoe seleção da entidade privada é objetivo e garante
que seja escolhida a mais apta a prestar o serviço;
A formalização da parceria abrange os critérios necessáriospara garantir a
prestação adequada do serviço e o seu controle; e
O controle da execuçãodo contrato garante a devida responsabilizaçãopelos
resultados alcançados e a regular aplicação dos recursos.
A transferência do gerenciamento de unidades públicas de saúde para
entidades privadas tem ocorrido em todos os níveis de gestão. No
âmbito estaduale municipal,a contrataçãode tais entidadesé de
responsabilidade do gestor local. Porém, a competênciado TCU para a
fiscalização de tais ajustes reside no fato de recursos federais serem utilizados
no pagamento dos serviços prestados por tais entidades. (grifou-se)

Ressalta-se que no desenvolvimento dos trabalhos realizados, a


Corte de Contas fez importantes ponderações,deixando assente que há muito é
consolidado o entendimento de que a terceirização de serviços de saúde não é ilegal
e tampouco constitui afronta à Leí no. 8.080/1990. Veja-se o seguinte excerto,
extraído do Acórdão no. 3.239/2013-TCU-Plenário:

A instituição do Sistema Unico de Saúde pela Constituição Federal de 1988


(CF88) representouum marco para as políticas públicas de saúde no país. A
saúde foi definida como um direito de todos e um dever do Estado, que deve
garanti-la por meio de políticas sociais e económicas. O SUS representou uma
ruptura em relação ao modelo anterior. que atendia apenas à população
vinculada ao mercadode trabalho formal, excluindo boa parte da sociedadedo
acessoaos serviços públicosde saúde. A CF88 uníversalizouo direito à saúde,
todos os brasileiros teriam direito de receber assistência estatal, dentro de uma
rede regionalizada e hierarquizada.
Outro ponto importante reforçado pela CF88 foi o caráter público do SUS, o
dever do Estado em garantir a saúde. A Lei 8.080/1990 traz a definição do SUS:
Art. 4o O conjuntode açõese serviçosde saúde,prestados por órgãos e
instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta
e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema
Único de Saúde(SUS)[grifo nosso].
Isso não significa que não possa haver participação de entidades
privadas no SUS,pois a própria CF88estabelece,no $1o do art. 199, que
elas poderão participar de forma complementar. mediante contrato de

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direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas


e as sem fins lucrativos.
A transferência do gerenciamento de serviços de saúde foi prevista
originalmente no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado
(PDRAE;BRASIL 1995), documento referencial da reforma gerencial
promovida pelo Governo Fernando Henrique Cardoso, que previa a
"publicização" dos serviços não exclusivos de Estado para entidades
sem fins lucrativos qualificadascomo organizaçõessociais e que
assinassemcontrato de gestão com o poder público.
)
Para o setor de serviçosnão exclusivos,dentro do qual está a saúde,foi
proposto pelo Plano Diretor o programa de publicização,que permitiria a
transferência dos serviços do setor estatal para o público não estatal, onde
assumiriam a forma de organizações sociais. O programa tinha como objetivo
permitir a descentralizaçãode atividades no setor de prestaçãode serviços não
exclusivos, a partir do pressuposto de que esses serviços seriam mais
eficientemente realizados se, mantendo o financiamento do Estado, fossem
realizadospelo setor público não estatal, que correspondeàs entidadesdo
terceiro setor. sem fins lucrativos. (com destaques)

Como se depreendeda leitura do excerto transcrito alhures, o fato


de o Sistema Uníco de Saúde ser definido como um conjunto de ações e serviços de
saúde. prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais,
não afasta a participação de entidades privadas no SUS, seja em decorrência do que
dispõe o $].o do art. 199 da Carta Magna. que assegura a participação dessas
entidades de forma complementar, seja em decorrência do que dispõe o Plano
Diretorda Reformado Aparelhamento
do Estado,que expressamente
previu a
publicização dos serviços não exclusivos do Estado

'x Além disso, conformejá antecipado,também é digno de nota o


recente Acórdão no. 352/2016-TCU-Plenário, segundo o qual o Tribunal de Contas da
União consolidou diversas auditorias e avaliou a regularidade dos ajustes
firmados por governos municipais com entidades privadas para
disponibilização de profissionais de saúde para atuarem em unidades
públicas de saúde

Convém ressaltar que, naquela ocasião, consoante se depreende do


voto exarado pelo í. Ministro Benjamim Zymler. a Corte de Contas deixou assente
que a decisão de terceirizar as ações de saúde é ato discricionário do gestor
público

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Ministro Walton Alencar Rodrigues,quando da relatoria d0 4çérdãç 3:239/20i3
Plenário (com destaques)

Dito isso, conclui-se. de forma inarredável, que o fornecimento de


mão de obra para prestaçãode serviçosde saúde em decorrênciade contratos de
gestão não é objeto de questionamento no âmbito dos Tribunais pátrios, restando
sedimentado o entendimento de que tal procedimento é lícito, porque se harmoniza
tanto com a Constituição Federa] quanto com as Leis no. 8.080/].990 e 8.666/1993,
devendo ser avaliada, apenas, a motivação apresentada pelos gestores públicos para
a prática de tais atos.

Por fim. no intuito de sepultar de vez a discussão, é importante notar


que, na análise de matéria semelhante à debatida, envolvendo a prestação de
serviçospela Intensicare na UTI do Hospital Regionalde Santa Marca,a 4a Turma
Cível do TJDFT,no julgamento da Apelaçãono 2014.01.1.1400336 (Doc. 05), sob a
relatoria do Exmo. Desembargador Luís Gustavo B. de Oliveira, firmou entendimento
no sentido de que não se pode exigir que o serviço de saúde seja prestado apenas
de forma direta ou exclusiva pelo Poder Público. Confira-se

"Conformejá alinhavado,a prestação do serviço à saúde pode-se operar


tanto de forma direta. comoatravés de pessoafísica ou jurídica de
direito privado, desde que mediante contrato público ou convênio, nesse
último caso, privilegiando-se as entidades filantrópicas.

''x Porvia de consequência,é inexigível na espécie que o serviço de saúdeà


população local ocorra apenas de forma direta ou exclusiva pelo Poder
Público. Cabe lembrar que, no Distrito Federal, o serviço de saúde encontra-se
devidamente organizado e hierarquizado, contemplando um grande número de
hospitais, postos de saúde, unidades de pronto atendimento e hemocentro, na
sua grande maioria operados diretamente pela Administração, daí porque não
haveria impedimento ou vedação de que uma ou outra unidade de saúde
seja administrada e o serviço prestado por pessoafísica ou jurídica de
direito privado."(grifos acrescidos)

Assim,ante todo o exposto,evidencia-se


o desacertodo
entendimento adotado por essa Secretaria de Saúde, no sentido de que deve
cumprir suposta determinaçãojudicial para reassumiros leitos de UTI do DF. bem
como de que essa seria a única possibilidadede atendimento do interessepúblico.
Muito pelo contrários

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A respeito do risco gerado à população em razão dessa decisão


repentina, adotada ao atropelo, convém relembrar a situação da pediatria do
Hospital Regional do Gama, que teve seus serviços encerrados na segunda quinzena
de abril deste ano, por ausência de profissionais (Doc. 06).

Segundo notícia veiculada no Jorna/ de aras/7/a, a pediatria do HRG


já havia sido fechada em setembro do ano passado, mas chegou a funcionar em
março após a contratação de 22 (vinte e dois) pediatras.

''1 A despeito disso, 19 (dezenove) profissionais contratados "pediram


demissão por causa da grande demanda, que chegava a ser duas vezes maior do
que o previsto"

Situações como essa demonstram a alta rotatividade de profissionais


dessa área, o que traz apenas mais insegurança quanto à capacidade e duração dos
serviços a serem prestados por esses profissionais. Diferentemente do que ocorre
com a prestação de serviços realizados por empresa contratada. a qual tem o dever
de cumprir o contrato firmado com o órgão público, sob o risco de sofrer severas
punições administrativas.

Essa evasão de profissionais especializados, inclusive. foi citada em


'\ estudo realizadopela própria SES/DF.para promover o Plano de Ação para o
desbloqueiade leitos UTI da rede, no qual foram apontadosdiversos motivos que
refletem a problemática na assistência à saúde, dentre eles os seguintes (Doc. 07):
Muitos aspectos apontam para problemas que refletem na assistência: cobertura
dos serviços de saúde aquém das necessidadesda população, barreiras de
acesso, constante evasão de profissionais especializados, desorganização dos
processosde trabalho, principalmentequando há a constataçãoque a Atenção
Primária não exerce o seu papel de ordenadora do cuidado, pressão advinda do
crescimento populacional sem a devida expansão da rede e/ou necessário
aumento de complexidadedos serviços com graves reflexos na qualidadedos
serviços prestados à população que desencadeou a publicação do decreto de
Emergênciaem saúde que vigorou entre janeiro de 2015 a julho de 2017.

Nessa linha de pensamento, ainda convém salientar que a decisão


tomada por essa Secretaria vai de encontro ao próprio interesse público à saúde,
pois despreza completamente a situação real da saúde pública no Distrito Federal.

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As últimas notícias veiculadas na mídia (Doc. 08) descrevem o


cenário caótico hoje enfrentado no Distrito Federal, principalmente quanto à grave
situação de falta de leitos de UTI, que tem provocado a morte de mais de 1.260
pessoas.

Em recentíssima notícia veiculada pelo s/te "Metrópoles", percebe-se


a corrida contra o tempo de mais de 171 famílias em buscade liminares na justiça
para conseguir a internação de doentes graves e que, mesmo em posse da decisão
judicial, têm de aguardar a liberação de leitos para tratamento.

Conforme veicula a matéria, atualmente. dos 416 (quatrocentos e


dezesseis)leitos existentes, 65 (sessentae cinco) estão bloqueados,na maioria
dos casos, por falta de profissionais, confira-se:
Atualmente. dos 416 leitos existentes nos hospitais públicos do DF, 65 estão
bloqueados, na maioria dos casos, por falta de profissionais. Para
cada10vagas,é necessáriauma equipe formada por um médico, um
enfermeiro, cinco auxiliares de enfermagem e um fisioterapeuta.
Segundo o defensor público Danniel Vargas de biqueira, do Núcleo de Saúde da
DPDF.os casos são dramáticos, pois envolvem pacientes em estado grave. com
risco de morte. que exigem cuidados intensivos.

A esse respeito, foi elaborado pela SES-DFo Relatório de Situação


dos leitos no DF (Doc. 09), que demonstra, em dados certos, essa triste realidade.

Não bastasse isso, em inspeção realizada na SES-DF pelo Tribunal de


Contas do Distrito Federal, com o objetivo de verificar a atual situação da oferta de
leitos de UTI pela rede pública de saúde do Distrito Federal,foi proferida. em 10 de
agosto de 20].7, a Decisão no 3872/2017, determinando à SES-DFque. no prazo de
120 (cento e vinte) dias, reativasse os leitos de UTI atualmente bloqueados,
liberando-os para uso da rede de saúde pública do Distrito Federal (Doc. lO).

Por outro lado, em contrabalanço


à grave problemática
da
disponibilização de leitos e da ausência de profissionais, os serviços prestados pela
Requerentena UTI do HRSMforam classificados como serviços de excelência
por cem por cento de seus usuários. Confiram-se as matérias jornalísticas
veiculadas nesse sentido, anexas (Doc. ll).

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Assim é que a decisão tomada pela Secretaria de Saúde do DF é


altamente ineficiente e deveras temerária, pois, ao invés de ocupar-se da liberação
de leitos atualmente bloqueadospara atender à população necessitada,substitui-se
um serviço de excelência já prestado por uma empresa altamente especializada,
para promover a contratação de pessoal não especializado,cujo destino sequer se
pode afirmar que será perene junto à Secretaria, renegando não somente as famílias
que aguardam ansiosamente a liberação de leitos, mas também aquelas que hoje
são plenamente atendidas pelos serviços prestados pela Requerente.

Portanto, ao efetivar a nomeação dos citados profissionais, em cega


obediência às pretensões puramente pessoais de membros do Ministério Público,
essa Secretaria violara os mais comezinhos princípios aos quais deve obediência,
agindo na contramão da tutela dos direitos de saúde da população do Distrito
Federal.

Por tais razões, a Requerentepugna a V. Sa. que confira efeito


suspensivo à nomeação dos profissionais que participaram do processo seletivo
referente ao Edital Normativo no 01/2017 até a análise meritória do presente
requerimento.

''1
No mérito, requer seja promovida a devida análise da legalidade e da
conveniência desse ato administrativo de nomeação, bem como a deflagração de
licitação para contratação de empresa especializada para prestação desses serviços,
considerando a existência de inúmeros estudos já realizados nesse sentido.

Termos em que pede deferimento


Brasília, 9 de maio de 2018.

Luiz Antonio Beltrão Thiago Lucas Gordo de Sousa


OAB/DF19.773 OAB/DF 17.749

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Mariana Mello Ottoni
OAB/DF33.989
11

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Documentos aneXoS a este requerimento:

Doc. OI - Contrato social da Requerente;

Doc. 02 - Procuração;

Doc. 03 - Notíciaveiculadano dia 4 de maio de 2018 no s/te da Secretariade


Saúde do DF;

Doc. 04 - Decisão proferida nos autos do Agrave de Instrumento no 0702855-


80.2016.8.07.0000;

''') Doc. 05 - Acórdão proferido na Apelação no 2014.01.1.1400336 - TJDFT;

Doc. 06 - Notícias veiculadas a respeito da pediatria do Hospital Regional do Gama;

Doc. 07 - Plano de Ação para o desbloqueío de leitos UTI da rede apresentado pela
SES-DF;

Doc. 08 - Notíciasrelacionadasà falta de leitos no Distrito Federal;

Doc. 09 - Relatório de Situação dos leitos no DF

Doc. 10 - Ementa da Decisão no 3872/2017-TCDF;

Doc. ll - Notícias relacionadas à prestação dos serviços da Requerente.

12

SRTVS,Quadra 701 , Ed.Centro Empresarial Brasília, Bloco A, Salas208.214.21 5,216 e 218. CEP70.340-907, Brasília-DFITel. 55 61 3046-0144
Beltrão Advocacia & Consultoria
Tel.55 61 3046-0144 + 55 11 3443-7732 Brasília+ São Paulo www. belt raoadvocacia.com. br

SRTVS,Quadra 701, Ed.Centro Empresarial Brasilia. Bloco A. Salas 208,214.21 5,216 e 218. CEP70.340-907. Brasília-DFITel. 55 61 3046-0144
INSTITUTO D$ TERAPIA INTENSIVA DAS .\MERICAS LTDA
Rua 23-A, N' 170. Qtladra li-12 1.at Página 2 dç

Passa
a scl::INSTITUTO DE Temi.AFIAINTENsrvA DASAit.ÍERlcASLll'DA
Par;igrafo Unico -- .â. sociedadc adora como nome dc fantasia "l'l'IA"

CLÁUSULA TERCEIRA - CONSOLIDAÇÃO DO CONTRATO SOCIAL

Não obstante pcrn)anccem inaltcraclasas tlcmais cláusulastlo Contrato Social cm vigor, os s(feiosdclibcran) cm
reli:;lnscrcvê-hs, todas na forma pela qual \-igorarào cín dcconência das alteraçõesconta(hs ncsrc insrrutncntn.
revogadas quaisquer outras disposições anteriores divergentes.

INSI'ITUTO DE TERAPIAINTENSIVADASAhíERICASLTDA
CNPJ: l0.249.724/000í-27

ÇQNSQUWAÇÃO Di 'RA ;IAL

CLÁUSULA PRIMEIRA- DA DENOMINAÇÃO E SEDE SOCIAL

:\ sociedade
gua sob a denominação
socialdc INST]l'UTO DE TERAPIA INTENSIVA DAS
AlvIERICAS LTDA, adorando como nome üntasia "ITIA", fundo sua sede estabelecidana Rua 23-A. N'170.
(Quadra ]t-12, ]-otc l l-íà, Sc:tor b,fadista, Goiânia-GO, CEP: 74.150-1 10. ficando deito o foro desta (:omnrcn
p:tra ação fundada no presentecootMto.

['arágtafo ])dmeuo: Fi]ud 2 (dois), sito à Rua Toshinobu ].:arar';tmn n' 949, Jardim Caramuru, Parte Li'l'l, cm Ó
Ç
l)curados-N[S, CEP: 79.806-03C].

I'arágrafoSegundo;Filial 3 (três), sito à RuaNE 5. Qu.tara 104 Norte. Plano Diretor Norte, Puto - t.J'!k
Palmas-']'O.
C]Z]):77.006-020. /
,/. /
/ y
/
CLASULA SEGUNDA - DO OBJKTO SOCI/IL
/} y
O objcto socia] é; ''prcstítção dc serviços dc ateu(]imeiito hospitalar, inclusiv-ccm U'lT c pronto-socorro;
serviços médicos aml)ulatoriais com recursos para reítlizaçào dc proccclbncntos cirúrgicos; aluguel dc
equipamentos cicndãcos, médicos c hospiularcs; fomccimcnto c gestão de recursos humanos para terceiros;
seleção c agenciamcnto dc mão-dc-obra; aluguel de máquinas c cquipamcntos pma escritório; sen'içou
combinados dc escritório e apoio açlmülismidvo; gc$tão dç ativos intangíveis não-õnanceiros'

Parágrafo Unico -- z\ sociedadepoderá participar dq.qp.!tal de.Dunas empresascomerciaisou civ-is,como


quotista tauacionista, com utilização de recursos próbrids'6uUe: ihccntívoÉ fiscais. \
n \
CLÁUSULA TERCEIRA - DO PRAZO DE DURAÇÃO

(.) prazo dc duração é por tempo indetcmlinado (mt. 9t97.11.CC/2Q02), ecndoo scu início dc ati\:idadescm
20/07/2008

CBRT[P[CO O RBG[S['RO BM 05/05/2017 ].1:SS SOB N+ 52202544306


PROTOCOLO: 174090463 DB 04/05/2017. CÓDIGODX VXKirlCXÇXO:
1170].642057. NIRB: 52202514306.
INSTITUTODB TERAPIA llfTBNSIVA DÀg .AllBRiCASLTDÀ
Pauta Nun08 lõobo vel080 noasl
SECRETÁRIA-GERAL
GalÁXIA, OS/05/2017
\-rww.pç>rtaldoonpre ndedorgç>lanc>. go . gov .b:

A va].Idade deite dc>cumentolee ímpre090l fJ.ca aujelto à coaprovaçãç>


de 8ua autenticidade n09 x'espectlvos pcrEai
Informando sana roaPoctivoa códlgoa do vorltlcaçXo
INSTITUTO DE TERAPIA INTENSIVA DAS AMERICAS LTDA
Ruü 23-A, N' 170, Quadra E-12. 1.otc] ]-A, Sçioí btarista, Goiánta.(]0, CEP: 74. 150-110 I'agirá 3 de 7

CLÁUSULAQUARTA DOCAPITALSOCIAL

(:apitar Social é dc RS 750.000,0f) (setecentos c cinqtlenta ini] reais), dix-idido CM 750.000 (seteccntas c cinqucnln
rni]) quotas [io valor nominal ctc ]i$ 1.(JO(utn real) cada, totaln]cntc subscrimsc uiregrahzadascn] n]ocda
con'cníe cio país. ücatldo ítssim distribuído etatrc os sócios;

[
soC10s % Quotas Valor R$

ANI'ÕNIOCÉSARTEIXEJ.RA 1 o,o1 i 75 75.{)o


INTENSICAltECENTRO-NORTE
PARTICIPAÇÕESLTDA 99,99 : 749.925 749.925,0o

TOTAIS .L.!gg i 750.0w 750.000,00

Parágrafo Unico -- i\ sociedadereconheceUDX$Óproprietário para cada(Inata, e cadaquota corresponderáun]


voto nas deliberliçàcs sociais.

CLÁUSUtAQUINTA OASQUOVAS

\s (Inatas são in(hx'isíveis c não podcnão scr coadas ou transferidas a terceiros se111
a conscntuncnto dos demos
sócios, os quais scm+)rc terão prcferêiicun na sua aquisição, proporcionalmente ao valor das cotas subscritas, t:m
igualdacjcdc condiç{)cs c preço -t

Ç
Parágrafo Unico -- O sócio interessado na vct\da das cotas deverá comunicar aos
tptcscnratldo inclusiv-c as propostas recebidas de
nos mcsRXOS manifestar-sc l)ar escrito no piada dc 3C)

CLÁUSULASEXTA DA RESPONSABILIDADE DOS SOCIOS

\- responsabi]id:ic]c(]c cada sócio é restrita ao valor dc salas


integt;tlizaçào do C:lpital Social, nos tcmlos do ai:dgo 1.052 do
/

CI.ÁUSUI.A SÉ'l'IMA DA ADMINISTRAÇÃO SOCIAL

A administrltção (];l sociedítde é exercida pelo sócio ANTONIO LESAR


sócio RODRIGO TEIXEIRA DE AQUiNO, cm conitulto, com o tnínimo
dispensados da aptescnração cle caução para o txcrcício
decisões de maior unpottância, de cunho cminentctncnte
saúdeãmanc(La cla ctnpi:csa,atingindo seus bens c capital, tais comll emprésamos,
tiireitos. financiamentos, sendo este um rol mcran)ente exemplificativo, {ü-se-á necessáriaa assulalura
conjunto, com o mínimo de 75q/n(SCtCnCa
c checopor cento) de rcprcscntaavidade no capital s(-cial.

CERTIFICA O REGISTROE1{ 05/05/2Q17 11t55 SOB N' 522025+4306

!f PROTOCOLO: 174090463 DE 04/05/2Q17 . CÓDIGO DE VERIFICAÇÃO:


].17016{2057. NIRB: S2202544306.
INSTITUTO DB TERAPIA l){TENSIVÀ DAS ADIERICÀSLTDÀ

Paul.a Hunos Lobo Veloao Roael


SECRETÁRIA-GERAL
GOIÂNIÀ, 05/05/2017
www. boreal dc>emp reendedorgol aac>. go . gov . b:'

A validade deste documental86 InPT'etmand0


DeusreapoctlvoaProv?ção
de BUBautenticidade noB respectivos portada
IN'STITIJTO DE TERAPIA INTEN'SIDA DAS AMERICASLTDA
Rua 23-A. N' 170. Quadra F.-12. 1.,olc ll-A. Su'tor blaristu. Goiânin-(iO. CEP: 74.1 S0-110 I'ágiíli}4 de 7

Parágrafo I' fica facultado aos administradorcr nomeei proctuadores,para um.período detenninado quc [\unha
ssa exceder a l (um) ano, cona cxccção da(]uehs para 6uts judiciais, devendo o insuumenlo dc procuração
cspccinicaros alas a screin praticados peias prt'cura(]orcs assai nomeado.

Parágrafo 2" - Fica vedado âos s(Seiosadininisuaclot-ts.o uso da denominaçãosocial e da sociedadectn


itiviiades estranhas ao ultercsso social ou assunur (luasqucr ol)ngações se)aem favor dos socios quoustas ou dc
terceiros (lue possam trazer prejuízo para a sociedade. (artigo 1 .01 5, parágrafo único, incisa 111 -- (:(;/20t)2)

Parágriifo 3" - São cxprcssiimcntc xcdacjos, sendo nulos c inopcranrcs com tclação à sociedadeos alas dc
(dual(]uci dos sócios, atlmintstratlorcs, diretorcs, procurador:cs, propostos ou fünaonátios quc a ettvolx.crcin cm
ol)tlgacoes relativas a ncgocios ou operaçocs estraílhas ao ol)feto s(x.ial.

Parágrafo 4" - Respondepessoahncntcpor obrigaçõesresultantesde aroscometidoscom excessode mandato


o s(Seio dirctor (luc assim proceder.

'') I'arágrafo 5o - /\ sociedade nos ternos do artigo 1.061, da lei 10.406/2(m2, poderá designar adminisuadorcs
não sócios p;ua praticar aios de adnúiistração no seu âmbito da sociedade,podendo tal designaçãoscr feita ]].t
bolo do })tcscnte Contrato Socütlou cm ato scpalndo,nos Lermosdo artigo l .(X){),da nlesn\a lei 10.406/2(X)2

CLÁUSULA OITAVA DASRETlltADAS

(.)s sóciosdirctorcs terão direito à uma rctkada mensal,a titulo de pró-hbore, a $er fixada por collsensodc
sócios dctcntoics dc anais de 50 % (cin lüenra por cento) do capital social sendo quc tal valor não excederá os
limites permitidos pela legislação do Imposto de Renda com despesaoperacional deduth'el. SÓ receberãopró-
labore n)ensal os s(;elos (luc efetiçanlcntc ptcst;trem scn'içou na empresa.

CIÁUSUI.ANONA DOEXERCÍCIOSOCIAL

O cxcrcício tcrnlinará no dia 31 dc dezembro tlc ci\da alia, quando serão elaboí«das ;\s
Einanceir2tsda sociedade. sendo os lucros ou prcluizos v'criticados, disuibuídos ou suportados pelos
proporção de suils quotas dc capital c de conformidade com as disposiçõclslegais.

CLÁUSULADÉClh4A DO BALANÇO SOCIAL E SEUSRESULTADOS

l)c comum acordo, os sócios poderão le\ antasbalançosUimcsüab para a distribuição de lucros. i\
sóciclsc tlo atcnclimcnto dt' interessescJaprópria socicc]adc,o total ou })mredos lucros poderão sct
form;\ção dc reservas dc lucros na forma cstiibclccida pela lci 6).404/76)ou cntàc- pen'nancccr cm
icunaulados paul futura destilação

CLÁUSULA DÉClb-íA PRIMEIRA - DO FALECIMENTO, SAÍDA OU EXCLUSÃO DOS SÓCIOS/

\ sociedadenão sc dissolt:erá pelo falecimento, incapacidadeou Litcrdição de qualquer dos s(Seios,


continuando
com os sócios remanescentes.]txprcssamcí\tc não se admitirá o ingresso na sociedadede herdeiros ou
sucessoresdo sócio falecido, incapacitado ou interditado, porén} suas quotas não scüo ]iqui(fadas sobre
nenhuma hipótese. O v'dor de mercado será determinado através da análise efentada por ctnpresa especializada

CERTIFICAO RBGISTRO
BH OS/05/2017 11{5S SOBN' S2202541306
PROTOCOLO: 174090463 DE 04/0S/2017. CÓDIGO DE VERIFICAÇÃO:
117016420S7. MIRE: 52202S44306.
INSTITUTO DB TERAPIA llgTENSIVÀ DÀS AllERICAS LIDA
Pauta Nunoo Lobo Vel080 Roasl
SECRETÁRIA-GERAL
GOIÂNIA, 05/05/2 017
www.portaldoompreendedotgol ano. go. gov. br

À validade c3estedocumento,ae Inproaaof fica sujeito à comprovação


de aua a3.tontlcldade noa reapectivoa portais
INSTll'tJTo DE TEliAPIA INTENSIVA D/6 AhlERICASLTDA
I'á8iíla5 dc 7
Rua 23-A, N" 1'7U.Quadra E-12 1.ntc H .A. ktnr Mnrisu. Goiãnia-GO. ('EP: 74.150-1 1Í)

eni avaliação dc empresas ou banco dc invcsdmcnto. Referida empresa deverá ser conuatada nlcdiante
c{)ncordância de sócios representando pelo manos 50'!/u(cinqüenta lx)r cento) do capital social

\pós a avaliação c determinação do valor de m.ercado. o preço .du'crá ser p'go em 12 (doze) .parcel's mulsais
ignlaisc consccutiç as. O pagamento cLaprimeka puccl' nao poderá excedera 120 (cento,e.vinte) dias contados
do c*'Lato (lue dcu origem a'retirada dcpsócio. sob pentedc incorrer-se em multa de 209'b(vinte por cento) sobre
o preço dctcnninado na avaliação.

Se a
\ plcfcrêncin })nra a ofert:\ das cluotas será exercida t)rimciramcnrc pela sociedade como pessoa Jurídica
esta nào interessar a aquisição io todo ou dc parte, a l)referência passam ao$ sócios inclividualmcnte
prc:fcrêncta deverá scr rnaQifestada por escrito ein até 30 (trinta) dias da delta dc ciência da oferta.

Ein não haxcndo utercsse tia sucictlade c dos sócios cm atlquirir as quotas oferendas,ou sc o Lletctltor ou
herdeiro das cotas dvcr uma pt'oposta de tn;piorvalor, a transferênciapoderá ser feita a terceiros :\ critério do
proprietário ou herdeiro das quotas. O proprietário, herdeiro ou scu reprcsc'ltante legal terá até 120 dias após o
''3 falecimento ou interdição dos sócios l)ara ncgociu c uansferir as quotas.

Parágrafo Unico -- :\ maioria dos sócios. rcprcscntativa dc mais dt175% (setenta e cinco por ce'lto) do capital
social pol[etá cxc]uir sócio, por motivo jusuüicado, em reunião exuaordinária, especificamente cona-ocada ]):lra
este óim, liqúdando-se o valor de sua quota de acordo com o x-alarde nlcrcado da sociccladcna época da
Exclusão. quc tlct-crá sct verificada cm avaliação aprovada c' realizada nos ternos do capuz da presente cláusula
ecus hnvci:csiht= serão reembolsados nla tnodalitlade que se estabelecepara os casosdc sucessãoou interdição.
(;\rts. 1031 1085 e 1086 - C(1:/2Q02);

CLÁUStJLA DÉClbIA SEGUNDA - DAS ALTERAÇÕES DO CONTRIH'O SOCIAL

O presente Conuato Social poderá ser livremente altcmdo, a qualclucr tempo por deliberação do sócio ou s(ócios
que represente (m), no mínimo, %y4
(três quartos) do capital social, salvo nos casos dc modiãcação do Conüato
Social'para [cflctir matériascuja deliberaçãodependadc quonim especialprevisto neste Contrato $z .al,
hip(3rcsc'
cni que prevalecemo quorum especial,aindaquc inferior o quorum geral tlc 3y4(trêsquartos). .,,/2Ç/
/

CLAI.JAULA DÉClhIA TERCEIRA - DAS DELIBERAÇÕES :.l##/'

\s deliberações relativas à aprovação das contas dns adminisua(toros, aumento/[ectuçàoü'"ãocapital,


designação/destitwçào de administraclorcs, modo de remuneração,})cuido de concordata, distribuição de lucros,
lltcraÇão coRUatual e fusão, cisão e incoi:poraçào c out:ros assuntos rclcx'antes para a sociedade, serão deãniclas
nas sssemblctas clc soltos

Parágrafo I' - /\ reunião dos sócios será realizzcla cm qualquer época. mediante convocação
.idministraclorcs ou sóçi{)s.

Parágrafo 2' - .;\s deliberações serão aprovadas por mais dc 50o/o (cinqilenta por cento) do capital modal. s
ilo casocm quc a legislaçãoexigir maior quorum.

I'arágrafo 3' - .A reunião toma-sc dispensável qu;indo todos os sócios decidirem, por escrito, sobre a matei'ia
tluc será ob)cto dela.

CBRTIFIC0 0 REGISTRO BM QS/05/2017 11;S5 SOB lle 52202S4+3Q6


PROTQCOI.Oi 174a90463 DE a4/a5/2017. CÓDIGO DE VERIFICAÇÃO:
1].701642057. NIREt 52202S4'i306.
IN6TIT{JTO DE TERAPIAlllTBNSIVÀ DÀS ÀHERICA$LTDÀ
Paul,a Nunes Indo Venoso Rogai
SECRETÁRIA«aBRAm
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www. portaldoompreendodorgoí ano. go . gov. br

A validade deste doCUMenCoí


Be Inprfea80.dííaau8Utespectlv08
cc>dlgoade veta.tlcaçZo n08 respectlv08 portaló
INSTITUTO DE TERAPIA INI'ENSIVA DASAMERICASLTDA
Rua 23-/\. N' ] 70. C)utidraE-} 2. f.ate l l -A, Sctor N4aristanioiâoiR-GO,CEP: 74.150-1 10 }>ágina6 de 7

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA- DAS ONtISSÕESDO CONTRATO

Os cl\sos omissos neste conüato serão resolvidas com observância dos preceitos da lei l0.406, dc 10 de janciru
de 2002 quc instruiu Q Código Civil eln vigor, c de ouros dispositivos legaisque l})es sejam aplicáveis.

CLÁUSULA DÉCII\IA QUINTA DO DESINIPEDIMENTO DOS SÓCIOS

C)s adíninht:mdotes dc:clamam,sob as penas da lci, de cine não estão incursos cm nenhum dos cria)cs l)revistos
cn] lci que o unpcçam dc cxcrccr as aúvidadessocictádas(artigo 1.011, parágrafo ío, (:C/20t)2).

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

\ socicdadc poderá scr dissolvida e cntralii cn] liquidação nos casos e nn forma previstas cm lei ou por
deliberaçãodus sóci( s quLldstasrepresentando, no mínimo, 75o/o(setentae cinco por ccílto) do capital social.

I'arágralb 1" - J\ sociedadepoderá, ü qualq\icr tcnlpo, abra Glliaise outros estabelecimentos,no paísou fora
dele, por ato fumado por sócio (s) cletctator (cs) de mais de 75% (setenta c cinco por cento) do capital social.
i'leste
Parágrafo 2' Qualquct: venda, trtulsferência, cessãoou disposição dc quotas quc viole o disposr"
Contrato Social, será nula c inc6caz cin relação à sociedade

CLÁUGUIA DÉCIMA SÉTIMA DOFOROjURÍDIC0

Is omissões ou dúvi(hs, quc possam sct suscitadassobre o presente Cona-ato Social, serão supridas ou
resolxldaspelo hro cla calnarca de Goiânia-(;o, renui\dando-se a qualquer ouço por mais privilegiado quc seja

1: por estaicin assim justos e conuatados, dcclmam os contratantes,que todas as cláusulasconstantesdcsrc


contrato sc acham cm perfeito acordo e obhgam-sc a cumprir o p'escute, assinando-o cm r)] (ulT\a)via (]L' igutt!
teor na prcsciiça dc luas tcstcmydias quc tl!!B)pénrãssinam.
/ / /
// ./ / ./ Goiâilia, 1 5 de fevereiro dc 2017

CPF (NIF) 124.0Í)5.641-91


f.
/

-%%@,::(%9@.
QDRIGO TEIXl$R+ DE AQUINO
~] CPF/MF sob nb 86{).427.851-68
Àdn\inisuador nào sócio

CBRTIPICO O RBGISTROBM 05/0S/2017 ].1:55 SOB N' 52202544306.


PROTOCOLOS 1740S0463 DB 04/05/2017. CÓNICODB VBRlrXCXÇÁ0:
11701642057. NIRB: S2202S44306. . ... ....
INSTITUTO DB TERAPIA INTENSIVA DAS À){ZRICAS l.''ruA
Pauta Nunca Lobo Voloao R08al
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A validade deste documento,8e imprse890. do verleicação
fica aujelto à compro=açãa
CERTIPICOO REGISTROEM OS/05/2017 1115S SOBN' 52202541?06
PROTOCOLO: ].74090463 DE 04/0S/2017. CÓDIGO DB VBR171CAÇAO:
].1701642057. MIRE: S2202544306. . . ....
INSTITUTO DE 'TERAPIAINTENSIVA DÀ.SAMBRICASLIDA
Paulü NunoBl.obo Veloso Roaal
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www . portaldoenpraendedorgol ano . go. gov.br

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INSTITUTO OETERAPiAI =NSIVA DAS AMERICAS LIDA


Rua 23-.+. N' 170. Quadra E-l ly SçlprMi\lista.(ioiãlli;l-GO.
CEP:74.150-1}0 l)agirá 7 {jc 7

f .:--?/ l

SW' YÜ'«wNr 4

- íhF q T 'rT") A
iNTKNSiCÁkU CENTRO FOR'l'E PARTICIPA.,.------.-
CNP.l so}) n' 14.021.734/0001-fil
.\díninistrador não s(ócio RODRIGOTEIXEIRADEAQUINO
CPF'/MF sob Ho 860.427.851-68
N{ARCIOANTÕNIO DE COUSAFIGUE]REDO
Sócio Administrador CPF/hIF sob Ho648.585.701-00

'') ' ! 'TÍS'l.'íT.\ft.JNl-l :\S:


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E[..r(]:].] t)ES TA' N{ESDOSS,\NToS k;d ,EIDSON P.-\UT,0 '1'..\Nr/\RES
R(}: 1203696 SESP-(1;o RG: 3588784/DGPC-(';O
/

Quüdn t04 Hotü .AL t.f} a2, rr 22 -Centro . Palíün/TD + CEP: 1'7.0ü&.8a2 - Fott+: (83) 321B.7200

::Ê;zEi:s:':;igls:i:
],1701642057. NIRB:
g g:Íg:lãgi;.:iãi;Ú'Ê.»ÜiÍÍ:iiêii?'
52202544306.
IN$'FITA'r0 DB 'TERAPIAINTENSIVA DAS ÀllERICAb b'iux
paul.a Rudes Lobo VelaDO Ros8j.
SECRETÁRIA-GERAL
GOIÂNIÀ, 05/05/2017
www . portal doalap:'e8ndedc>rgoi ano. go. gc>v. br

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iNSTei'UTO DE TERApiA iN'rENSivA DASAÀÍERiCASLTDA
Rua 23-A. N' } 70. QuadraE-1 2. Lote l -.A. Scloi hlwista.(ic iãnia-GO, CEP: 74.150- 110 I'afina ; dc''7
F

INTENSICARE Gf;STÃOEM SAÚDELTDA


CNPJ: l0.249.724/000i-27
NIRE n' 52.202.544.306
NONA AL'rERAÇÂO CONT]tATUA].

ANTÓNIO CESAR TEIX13:IRA, brasileiro, casado cm regime dc comunhão parcial dc bens, médico,
rcsidetlTe c' clomi(ill:ldo na .A.venidaFloresta, cluadrít 24, lote 03, Residencial ,\Ideia do \''nlc, (;omnia-(1;o
(li;l'..\= 74.680-210, inscrito no (:PF/RÍ}' snl) n" 124.(i05.64t-ç)l, l)ortndor clo R(; n' 23ty.177, cxE)cdídn pela
SS{)-(-:1(-).t'lÍtIo dc r\não 'l'ctxcha c Jutacy' (:an'alllo Tcixeho, natural dc Güiânia, nascido cm 07/1 2/1954;

INTENSICARE CENTRO-NORA'E PARTICIPAÇÕES LIDA, com sedee dotnicilio na 60.; S .\hmcda


3.Q] Nt. ].ofc f)2, Piano Dhernr Su], Patnaas- TO, (:E]): 77.016-360, cotn rcgistro na Jutna (:omercial do I':stad')
Ll{)'l'oc-inlins JUCl:TIAS, sob o n' 172004160S6
por despachoenl 23/0S/2013inscritano CNI'J/Ntr sol) o
n' 14.021.73+/0001-61. neste ato represent;i(}a, por sc'us administradores RODRIGO TEIXEIRA DE
A(QUINO, brasileiro, casadosob o rcginic dc separaçãoabsolutade belas,médico,inscrito no CPF/b'Ír; sob n
''1 $6L).4:Z7.H5]-68,
portador cln Cúdda (!e iderlfidadc cic'R(; n' 3667177,CKpc(U'topela SSP/GO, residente e
lonucüiado na Àlamcdítdas flsplltodi:is, (.quadra57, 1,[ 24, Residencial/\Ideia do Vale, (}oiânia --.(;0, Clip:
74.680-]60. natural dc (.;oiâma-(;0. nascido cnl 27 dc fa'encho de 1979, c MARCIO ANTONIO DE
SOUSA FIGUEIREDO, brasilcho.casadosol) rcgunc dc conlunhio linrcial dc bois, medico, residentec
domtciEiado o;t (.)nade;l f){).3Su] /\]íttneda ] 4, 1.nte 31, ])Indo Dlrctot Su], ])alunas-TC), CEP: 77.01 6-374, portador
tla (:édul:i dc Idcntidadt:n' 16Í\5,('Rbf-TO c do CI'F n' C)48.585.'701-00.
filho dc hlarcio /\ntõnio l\olhes
Figuehedo c ]'etnia Waldow dc Sonsa l;igtlchcdo, natural do Rio de TatlcilcbRJ, iuscido cn} 30 dc Julho de 1976;

L:nic( s('Riosda Socied dc ] tmptcsária Limitada, denonanada dc INTENSICARE GESTÃO EM SAUDE


LTI)A, estabelecidana li.ua 23- \, N'170. Quadra E-12, 1-orc l l-.\, Setor híarista, GoiÃnia-GO, (:EP= 74.150
1 ] 0. hlscrita no (:N)'J (Nll') sob n' 1 0.249.724./ÍX)01 -27, com contrato social rcgtstmdo c arquivado na .ILi(=1{(;
lunu (:omcrcid do Estado dc (;oiás sob NIRI( n' 52.2U2.5'H.306,em 23 dcJulho dc 20Q8,nesseato resolvem &
dc comum acordo procederem à Ílrcscnte, ALTERAÇÃO CONTRATUAL, quc sc regela mediante as
c'l-.iustlIRS c co1ldições seguintes:
:-'
OBJKI'ODAt'RKSKNVKAITKKAÇÁO:
1. Da Extinção dc Filiais;
2. Da Alteração da Denominação Social;
3. Da Consolidação do Contrato Social.

CI,ÁUSULA PRIMElltA DAEXTINÇÃO DEFILIATS


/'
Ü'/

.\ hocicdadt resolve neste àto cxúiguir a sua }'ilial l (ulnJ, sito à .-\(: 101, Conjunto C, J-ote 05, Salas101 c I02
ctn s ütÍt hínrh --Dl;, CEP: 72.501-10'), c:om rcgnsuo Qa .ícDl: n' 53.900.269.(;97,em lo/tt/200ÇI/PeWPJ
l(\.2+9.724/0002-08. / /?

CLÁUSULA SEGUNDA - DA z\LTERAÇÃ0 1)ADENOh'JINAÇÃ0 SOCIAL @'


Neste am a sociedade opta por alterar sua dcnonlhação social que ó: iNTENSIC.ARE GOÊS'rÃO nx{ Vtt'i)i
L'l'D:-\

IÍlllgl;li;llgll,$$11il
l: l:ilfl:=lf":""'
Paul.a Nunea Lobo Vel080 Reagi
SBCRETÁR:A-GERAL
GOIÂNIA, 05/05/2 017
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brasileira. solteiro, Maior e capazPautónomo, portador da cédula de identidade na
1695980-SSP/GO, ]ns.Gritono CPFsob numero 389.32]1.801-72, residente e don'tlcillado
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cédula de identidade profissional no 24351-0AB/GO, inscrito no CPF sob numero
3S4643ó4íS3. residente e domiciliado em Goiânia/GO, nomeia e constitui..seus
procuradores, na :melhor forma de direito e para que furta os devidos efeitos legais,
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lg.773; THIAGO LtJCAS GORDO .DE $OU$A, brasileiro, casado, advogado inscrita na
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09/05/2018 Saúde nomeia ll 5 médicos para reassumir UTI de Santa Mana -- Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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nome'ia 115médicos para reassumir UTIde Santa Marca
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4/05/1 8 às 10h38 - Atualizado em 4/05/1 8 às 16h36

Saúde nomeia 115 médicos para reassumir


UTI de Santa Mana
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nomeia-115-medicos-para-reassumir-uti-de-santa-mana/lTwitter
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para reassumir UTI de Santa Maria&url=http:/7www.saude.df.gov.br/saude-nomeia-115
med ecos-para-reassu mi r-uti-de-sa nta-ma ría/)
09/05/2018 Saúde nomeia 115 médicos para reassumir UTI de Santa Mana - Secretaria de Saúde do Distrito Federal

Gestãodos leitos de UTIpela Secretariade Saúdepermitirá a redução de despesassem cobertura


contratual. Foto: Matheus Oliveira/Saúde-DF

Mais 115 médicos, sendo 14 neonatologistas e 101 intensivistas, foram nomeados para a
Secretaria de Saúde nesta sexta-feira(4). Os profissionais, que participaram do processo
seletivo referente ao Edital Normativo n'. 01/2017. foram convocados com a expectativa de
que pasta reassuma a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional de Santa Mana,
cujo serviço é prestado pela empresa terceirizada Intensecare

Os profissionais têm 30 dias, contados a partir de hoje. para entregar a documentação no


Núcleo de Admissão e Movimentação(NuAM) da Secretaria de Saúde, e tomar posse. A lista
de nomeados pode ser acessada na laág
(http://www.bu riu.df.gov.br/ftp/d iariooficia 1/2018/05.Maio/DO DF%20085%2004-05-
201 8/DODF%20085%2004-05-201 8%20SECAOI .pdf#page:46) e as orientações aos
convocados DgsEg..!!!Ü(http://www.saude.df.gov.br/cargos-efetivos/).

"Desde 201 1 a Secretaria de Saúde tenta lotar intensivistas na UTI de Santa Mana. Em todos
esses anos. foram feitos nove concursos, sem sucesso. Quando tomarem posse esses ll 5
profissionais aprovados no concurso que fizemos em janeiro deste ano e nomeados hoje.
teremos condição de cumprir a determinaçãojudicial e reassumir plenamente 40 leitos de
adulto e 20 leitos neonatais na nossa maior Unidade de Terapia Intensiva", destacou o
secretário de Saúde, Humberto Fonseca.

http://www.saude.df.gov.br/saude-nomeia-115-medicos-para-reassumir-uti-de-santa-mana/
Qtr05/2018 Saúde nomeia 115 médicos para reassumir UTI de Santa Mana -- Secretaria de Saúde do Distrito Federal

Segundo o secretário, com a gestão dos leitos pela pasta será possível diminuir as despesas
sem cobertura contratual e o custo. "0 valor do contrato com a Intensicare estava muito
alto. Chegoua R$3.8 milhões por mês", contabilizou.

Com relação às UTls neonatais, Fonseca esclareceu que será necessário ampliar a carga
horária dos profissionais, porque todos os neonatologistasjá foram nomeados.
"Precisamos da ampliação para completaremos as escalas, porque são necessários de 25 a
30 neontatologístas para assumir os 20 leitos", reforçou.

CONCURSOS
E NOMEAÇÕES- Com essa chamada, a Secretaria de Saúde atinge o total de
8,2 mil nomeações desde 201 5. Nesta semana, na quarta-feira(2), a pasta já havia realizado
cerimónia de posse de para 1.485 servidores, convocados para reforçar os quadros de
"'"\ recursos humanos dos 16 hospitais públicos. A prioridade deles será a abertura de leitos.

Texto:Ailane Sirva,da Agência Saúde


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Poder Judiciário da União

UDFT TN BUCAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS


TERRITORIOS
Gabinete do Des. James Eduardo Oliveira

Número do processo: 0702855-80.2016.8.07.0000


Classejudicial: AGRAVO DE INSTRUMENTO (202)
AGRAVANTE: INTENSICARE GESTÃO EM SAUDE LTDA
AGRAVADO: MINISTERIO PUBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITORIOS

DECISÃO

Trata-sede AGRAVO DE INSTRUMENTO interposto por INTENSICARE GESTÃO EM SAUDE


LTDA contra a decisão proferida pelo Juízo da 5'.Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal que, na
AÇAO CIVIL PUBLICA ajuizadapeloMINISTÉRIO PtIBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITÓRIOS, deferiu a liminar requerida.

A Agravante sustenta(i) que a decisão é nula porque carece de filndamentação e foi proferida. porjuízo
incompetente; (ii) que não há irregularidades no contrato firmado com o Distrito Federal, tendo a
prestaçãode serviços obedecido aos ditames legais daLei Complementar IO1/2000 e das Leis
4.320/1964. 8.080/1990 e 8.666/1993; e(iii) que não foi pactuadaa disponibilização de equipe
multidisciplinar, na forma prevista na RDC n' 07/20 10 da ANVISA, cabendo à Secretaria de Estado de
Saúdedo Distrito Federal a complementação da mão-de-obra mínima necessária para o atendimento desta
regulamentação.

Requer a concessão de efeito suspensivo ao recurso

Preparo recolhido (fl. lO/ll ID 1023665)

É o relatório. Decido

O presenteAgravo de Instrumento tem como um dos seus fundamentos a invalidade da decisão agravada
devido à falta de motivação idónea.

A validade da decisão judicial precede naturalmente sua conformidade com a ordem jurídica, de maneira
que deve anteceder qualquer outro juízo de mérito ou de admissibilidade da pretensão recursal.

A primeira vista, a decisão agravada realmente não atende ao princípio da motivação consagrado no
artigo 1 1 do Código de Processo Civil e no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, com a devida
ve'n'ta

Na Ação Civil Pública intentada o Ministério Público requereu concessãode liminar nos seguintestermos
(fls. 29/30 -- ID 1023671):

l ao DF, que

cx) apresente, lto prazo máximo de 30(trinta dias) dias,ct essejuízo prometode recuperação.dos
seniços de UTldo HRSM.,comprometendo-se a executa-lo, definitivamente. lto prazo máximo de 06

Num. 104471 1 - Pág. l


jseis) nteses,da concessãodessa medida liminar, assumindo a gestão plena dos serviços relegados.
Indevidamente à segunda ré, sob pena de multa diária (no valor de RS 10 útil reais);

b) gtose, imediatatttente, dctsNFs apresentadas pela contratada, a partir da cottcessãodessa medida


Liminar, todo e qualquer pagameYttorelacionado com leitos bloqueados e valores a título de lucro;

:) nottteie, imediatamente, servidor para acompanhar detidamente a prestação de cotttas ofertada


pela contratada, durante o período que resta ao DF, para retornar os serviços em tela;

d) abstinha-se de empenhar, liquidar, pagar e/ou reconhecer dívidas emfavor da empresa


Intetlsicare,até que proceda, no prazo ttlá)cimode 30(trinta) dias, ao.imediato qwt.e de contas,que
deverá contemplar a glosa pelos valores atusi'posaos leitos bloqueados/em desuso/inatipos. os quais não
podeYttjatnais ser admitidos; o valor do lucro indevido, consoante as Decisões 437/1 le 553/2014- TCDF,
abstetldo-se o vctlor do sobrepreço preconizado pela Polícia Federal. desde o início.de vigência do
Contrato 221/13(o último) até a data de concessãodessctmedida liminar, sob igual pena de multa
continatória diária de RS 10 mit reais, eltt caso de descumprimento, e

a à intensicare

a) que cuttlpra, imediatatnetlte, a RDC 07, antes citada, durante o períl)do em que se mantiver presíctndo,
[emporariatnetlte, os serviços ent questão. ou seja, até, tto máximo, os.06 mesesdeferidos pelo juízo,
prazo ettl que o GDF deverá ter recuperado a sua plena capacidade instalada, sob igual pena de multa
cotnittatória diária de RS 10 mit reais.

A decisão agravada, que deferiu o pleito liminar tal como formulado, tem o seguinte teor (fls. 23/24 -- ID
1023698):

cuida-sede anão chia pública ajuizada pelo MINISTER]O PUBLICO DO D]STR]TO FEDERAL E .
TERRITORK)S - MPI)FT em desamor do DISTRITO FEDERAL e INTENSICARE GESTÃO EM SAÚDE
LTDA, tla qualliormula pedido liminar para detertninar que o primeiro requerido:

1)"apresente, tlo prazo má)cimode 30(trinta) dias ent juízo projeto de recuperação de s(lrwços de UTI do
Hospital Regional de Santa Mana, comprometendo-se a executa-lo de$niti'patnente no prazo tttá)cimode
''\ 6 (seis)ttleses);

li) glose, imediatamente, das Notas Fiscais apresentadas pela contratada, a partir da concessãoda
liminar, todo e qualquer pagamento relacionado com os leitos bloqueados e valores a título de lucro;

lii) }lottteie, imediatalttente, servidor para acf?mpanhardetidamente a prestação de:contas ofertada pela
:ontratada, durante o penedo que resta ao Distrito Federal, para retomar os serviços em teta;

Contrato 221/13 até a data de concessãoda medida liminar"

Forntula pedido liminar emface da segunda requerida para.

Num. 1044711 - Pág. 2


1)"que cutnpra imediatatnente a RDC Q7durante o período em.quese mantiver prestando,
[emporartamente, os serviços all questão, ou seja, élté,lto ttláximo, os.6(seis) ntesesdeferidos pelo juízo,
azo etn que o GDFdeverá ter recuperado a sua ptenctcapacidade instalada"

Tudo o que é pedida diz respeito a um direito simples e óbvio para todos os brasileiros: Saúde.

Não é necessário recorrer cl outra coisa além do pacto $1ndalnental que estabetecelTlosentre nós mesmos,
ao qual chatnatnasConstituição Brasileira.

Esquecer de tal pacto sigrüficará dizer que nós ntesmosfizemos unt pacto falso e sem sigrti$cado.

Direito Universal à Saúde signo:ficaa veri$cação de todas as atitudes que dizem respeito à boa prestação
de saúde.

As palavras inscritas na constituição não são palavras vãs.


/9Ó
=ovtsiderandoos requisitos legais, os quaisjusti$cam a necessidadede ta! concessão,diante do art.
da ConstituiçãoFederal, delito o pedido limiar ettl toda sua integralidade. Providencie-se.

Cite-se

Ao se reportar apenasao direito à saúde inscrito na Lei Maior e deixar de agregar qualquer fundamento de
fato ou de direito apto a justificar a tutela de urgência deferida, a.decisãoagravada incorre em lapso de
motivação capaz de Ihe subtrair toda e qualquer idoneidade jurídica.

Trata-se, na realidade, de decisão desprovida de qualquer fundamentação e que, por conseguinte, incorre,
pelo menos nestejuízo de cognição sumária, na nulidade prescrita no artigo 93, ínciso IX, da Lei Maior.

UlâTI,BHiE:.;8i
H! B :lHIEFl;
:
Inata não perder de vista que, segundo o artigo 298..do Código de Processo Civil, o dever de motivaç:o e
ainda mais vigoroso. Reza essepreceito legal que, "na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar
a tutela provtsoria, o juiz motivará seu convencimento de modo claro e preciso". Como bem pondera
Humberto Theodoro Júnior:

O maior rigor da lei, com relação às medidas sumárias de urgência, prende-se ao fato de que a
investigação fatiga nessas medidas se dá com base numa instrução muito superficial. (Curso de Direito
Processual Civil, Vo1. 1, 56' ed., Forense, p. 61 5).

glilgWXKHt'Hjil ãZZHl=i'
Consoante decidiu o Supremo Tribunal Federal:

Num. 104471 1 - Pág. 3


A FUNDAMENTAÇÃOCONSTITUIPRESSUPOSTO DE LEGITIMIDADE DAS DECISÕES
JUDICIAIS. A Jündamentaçãodos fitos decisórios quali$ca-secomo pressupostoconstittlcional de
validade e eficácia das decisõesemanadasdo Poder Judiciário. A inobsemânciado de'perimpostopelo
art. 93, IX, da Carta l)olítica, precisamettte por traduzir grave transgressão de natureza constitucional,
afeta a legitimidade jurídica da decisão e gera, de altaneira irremissível, a conseqtlente nulidade do
pronunciattletitojudiciat. Precedentes.(STF, HC 73.840/PR, I' T., rel. Min. Censode Melão, DJe
23.11.2012)

Não é demasiado acrescentarque o agravo de instrumento tem feição revisional e por isso pressupõe que
a matéria nele veiculada, ainda que de ordem pública, tenha sido decidida no juízo de origem.

Exatamente por isso, a omissão do juízo de origem quanto aos temas suscitados não permite a sua
apreciaçãona esfera recursal, sob pena de supressãode instância. A propósito, assentou esta Corte de
Justiça

Ainda que relferenteà tnatéria de ordenapública, a ilegitimidade deveser apreciada, primeiramente,pelo


juízo de origetlt, para que, apenas após a decisão e se ainda persistir o interesse da agravante, possa ser
revista pelo Tribunal, sob pena de supressão de instancia e violação ao duplo grau dejurisdição.(AI
20110020233298, 4' T., ret. Des. Àntoninho Lopes, DJe 26/07/2013)

Indisputável, portanto, a relevância dos fundamentos do recurso (»mz/s óoní buris) sob a perspectiva da
nulidade da decisão agravada.

O perfez//z///zfn //zonaé intuitivo e decorre do risco de que a relação processual se desenvolva a partir de
decisão nula.

isto posto, deflro o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao presenteAgravo de Instrumento

Intimo-se o Agravado para resposta

Dê-se ciência ao Juízo da causa

Publique-se

Brasília, 16 de dezembrode 20 16

JAMESEDUAjiDO OLIVEIRA

Desembargador

Num. 104471 1 - Pág. 4


Poder Judiciário da União
UDFT TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS
TERRITOmOS

Orgão 4' TurmaCível

Processo N. AGRAVO DE INSTRUMENTO 0702855-80.2016.8.07.0000

AGRAVANTE(S) INTENSICARE GESTÃO EM SAUDE LTDA


MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOSe
AGjtAVADO(S) DISTNTO FEDERAL
Relator Desembargador JAMES EDUARD0 OLIVEIRA

Acórdão N' 1090253

EMENTA

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TUTELA DE URGÊNCIA. CONCESSÃO


DECISÃO DESPROVIDA DE FUNDAMENTAÇÃO IDONEA. NULIDADE.

1. De acordocom o artigo 11 do Código de ProcessoCivil e o artigo 93, inciso IX, da Constituição


Federal, a legitimidade das decisõesjudiciais pressupõe motivação idónea.

11.Na medida em que decide dentro de um ambiente cognitivo e probatório parcial e limitado, o juiz deve
explicitar de maneira clara e precisa os ftlndamentos de fato e de direito da decisão que concede a tutela
provisória, nostermos do artigo 298 do Código de ProcessoCivil.

111.Não se pode considerar fundamentada decisãojudicial que não aborda nenhum dos requisitos que a
legislação processual exige para a antecipação da tutela jurisdicional e que invoca, de maneira abstrata e
retórica, o direito social à saúde que nem ao menos é obÜetoimediato da causa.

IV. Incorre na nulidade prescrita no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, a decisão judicial
desprovidade fundamentaçãominimamente idónea.

V. Recursoconhecidoe provido

ACÓRDÃO

Num. 3987829 - Pág. l


Acordam os SenhoresDesembargadores do(a) 4' Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
dosTerritórios,JAMES EDUARD0 OLIVEIRA - Relator,LUASGUSTAVO B. DE OLIVEIRA - I'
Vogal e FERNANDO HABIBE - 2' Vogal, soba Presidênciado SenhorDesembargador FERNANDO
HABIBE, em proferir a seguinte decisão: DAR PROVIMENTO AO RECURSO, UNÂNIME, de acordo
com a ata do julgamento e notas taquigráficas

Brasília(DF), 18 de Abril de 201 8

DesembargadorJAMES EDUARD0 OLIVEIRA


Relator

RELATORIO

Trata-se de AGRAVO DE INSTRUMENTO interposto por INTENSICARE GESTÃO EM SAI.JDE


LTDA contra a decisão proferida pelo Juízo da 5' Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal que, na
'') AÇAO CIVIL PUBLICA ajuizadapelo MINISTERIO PUBLICO DO DISTRITO FEDERAL E
TERRITORIOS, deferiu a liminar requerida.

A Agravante sustenta(i) que a decisão é nula porque carece de fundamentação e foi proferida porjuízo
incompetente; (ii) que não há irregularidades no contrato firmado com o Distrito Federal, pois a prestação
de serviços obedeceuditames da Lei Complementar IO1/2000 e das Leis 4.320/1964, 8.080/1990 e
8.666/1993; e (iii) que não foi pactuada a disponibilização de equipe multidisciplinar, na forma da RDC
07/20 10 da ANVISA, cabendo à Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal a complementação da
mão-de-obra mínima necessáriapara o atendimento desta regulamentação.

Requer a concessão de efeito suspensivo ao recurso e, ao final, a reforma da decisão agravada

Preparo recolhido (fl. lO/l l -- ID 1023665)

O efeito suspensivo foi deferido nos termos da decisão de fls. 1/4 ID 104471 1

Em çontrarrazões,o primeiro Agravado (MIN]STERTO PUBL]CO DO DISTRITO FEDERAL E


TERRITÓRIOS) argumenta (i) que a decisão agravada abordou, embora de maneira sucinta, a questão
posta nos autos; (ii) que basta a similaridade da causa de pedir remota para que reste autorizada a conexão
com filndamento no artigo 286, inciso 1, do Código de Processo Civil; e (iii) que as considerações sobre o
mérito da causa serão apreciadas por ocasião do seujulgamento.

Pugna pelo desprovimento do recurso

O segundo Agravado (DISTRITO FEDERAL) também apresentou respostaafirmando (i) que deve ser
mantida a conexão dos feitos para evitar soluções judiciais conflitantes; (ii) que a Agravante age de
má-fé, porque pretende se beneficiar da própria torpeza; e (iii) que a discussão do acerto ou equívoco dos
pagamentos feitos reservam-se à futura instrução processual.

Num. 3987829 - Pág. 2


Pede o desprovimento do recurso

A Procuradoriade Justiça Cível ratificou os termos da respostado primeiro Agravado (fls. 1/2 - ID
2819680).

E o relatório

VOTOS

O Senhor DesembargadorJAlçIES EDUAliD0 OLIVEIRA - Relator

Presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade, conheço do recurso

''3
O presente Agravo de Instrumento tem como um dos seus fundamentos a invalidade da decisão agravada
devido à falta de motivação idónea.

A decisão agravada realmente não atende ao pr/nc@ío da mo//poção consagrado no artigo 1 1 do Código
de ProcessoCivil e no artigo 93, incisa IX, da ConstituiçãoFederal, com a devida venta.

Na petição inicial da Ação Civil Pública intentada o Ministério Público requereu concessãode liminar
nos seguintestermos (fls. 29/30 ID 1023671):

1. ao DF, que

]) apresente.no prazo ltláximo de 30(trinta dias) dias a essejuízo projeto de recuperaçãodos sewiços
de UTldo HRSM, comprotttetendo-se a execu{(i-lo, definitivamente, no prazo m(homo de 06(seis) meses,
da concessãodessa medida lüninar, assumindo a gestãoplena dos serviços relegados, indevidamente à
segundaré, sobpena de ttiutta diária (no 'palopde RS 10 mit reais);

b) gtose, imediatamente, das NFs apresentadas pela contratada, a partir da concessão dessa medida
liminar, todo e qualquer pagamento relacionado com leitos bloqueados e valores a título de lucro;

a) notlteie, imediatamente, servidor para acompanhar detidcutlentea prestação de contas ofertada pela
contratada, durante o período que resta ao DF, para retornar os serviços eltl tela;

d) abstinha-se de empenhar, liquidar, pagar e/ou reconhecer dívidas em Jtwor da empresa Intensicare,
até que proceda, no prazo }náximo de 30(trinta) dias, ao imediato cÜustede contas, que deverá
=otltemplar ctglosa pelos valores alusivos aos leitos bloquectdos/emdesuso/inativos! os quais não podem
jattlais ser admitidos; o valor do lucro indevido, consoante as Decisões 437/1 1 e 553/2014-TCDF,

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abatendo-seo valor do sobrepreçopreconizado pela Polícia Federal, desdeo início de vigência do
:ontrctto 221/13(o Último) até a data de concessãodessa tttedida lintinar, sob igual pena de multa
cotltinatória diária de RS 10 anil reais, eltl caso de descumprimento,e

il. àlntensicare

]) que ctitnpra, imediatamente, a RDC 07, antes citada, durante o período em que se tttantiver
prestando, tetnporariamente, os serviços em questão, ou seja, até, no máximo, os 06 mesesdeferidos
pelo juízo, prazo em que o GDF deverá ter recuperado a sua plena capacidade instcllada, sob igual pena
de tttulta cominatória diária de R$ 10 mil reais.

A decisão agravada que deferiu o pleito liminar tal como formulado, tem o seguinte teor (fls. 23/24 ID
1023698):

')

Cuida-sede ação civil pública cÜuizadapelo MINISTERIO PUBLICO DO DISTRITO FEDERAL E


['ERRITOR]OS - MPDFT etll desfavor do D]STRH'O FEDERAL e INTENS]CARE GESTÃO EMPA ÜDE
LTDA, na qualformula pedidolintinar para detertttinarque o primeiro requerido:

i) "apresente,no prazo máximo de 30(trinta) dias enljuízo projeto de recuperação de sewiços de UTI
do Hospital Regional de Santa h4aria, comprometeTtdo-sea executa-lo delinitivaltlente no prazo máximo
de 6 (seis)meses);

ii) glosa, imediatatnente. das Notas Fiscais apresentadas pela contratada, a partir da concessãoda
litttinar, todo e qualquer pagatnento relacionado cottt os leitos bloqueados e 'pavoresa título de lucro

iii) nonteie, imediatanletlte, sewidor para acompanhar detidattlente a prestação de contas ofertada pela
'x cotlü'atada, durante o período que resta ao Distrito Federal, parcaretomar os sewiços em tela;

iv) abstetiha-se de etnpenhar, liquidar, pagar e/ou reconhecer dívidas emfavor da empresa
INTENSICARE, até que proceda, no prazo máximo de 30(trinta) dias, ao imediato cÜustede contas, que
deverá contemplar a glosa pelos valores alusivos dos leitos bloqueados/ettl desuso/inatipos, os quais não
podetlljatnais ser admitidos; o valor do lucro indevido, cotlsoctnteas Decisões437/11 e
553/2014-TCDF, abatendo-se o valor do sobrepreço preconizado pela Polícia Federal, desde o início de
vigência do Contrato 221/13 até a data de concessãoda tttedida litttinar".

Forlltula pedido liminar entface da segundarequerida para

i) "que cutnpra imediatattlente a RDC 07 duraYtteo período ent que se matttiver prestando,
tetnporat'lamente, os serviços ent questão, ou seja, até, no máximo, os 6 (seis) mesesdeferidos pelo juízo.
prazo etti que o GDF deverá ter recuperado a sua ptetta capacidade instalada".

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Tudo o que é pedido diz respeito a ultl direito simples e óbvio para todos os brasileiros: Saúde

Não é necessário recorrer a outra coisa além do pacto.fulldantentat que estabelecemosentre nós
mesmos,ao qual chantatnosConstituição Brctsileira.

Esquecer de tal pacto siga $cará dizer que nós mesmosPzemos um pacto falso e settl sigtü$cado.

Direito Universal à Saúde signiDca a veri$cação de todas as atitudes que dizem respeito à boa
prestação de saúde.

As palavras inscritas na constituição não são palmras vãs.

Considerando os requisitos legais, os quaisjusti$cattt a necessidadede ta! concessão, diante do art. 196
da ConstituiçãoFederal, de$ro o pedido limiar em toda sua integralidade. Providencie-se.
')
Cite-se

Ao se reportar apenas ao direito à saúde inscrito na Lei Maior, que sequer constitui objeto da demanda
sob a perspectiva dos seusdestinatários, e deixar de agregar qualquer fundamento de fato ou de direito
apto ajustifiçar a tutela de urgência deferida, a decisão agravada incorre em lapso de motivação que Ihe
subtrai toda e qualquer idoneidade jurídica.

Não se pode considerar fundamentada decisãojudicial que não aborda nenhum dos requisitos que a
legislação exige para a antecipação da tutela jurisdicional e que invoca, de maneira abstrata, o direito
social à saúdeque nem ao menos é objeto imediato da causa. Trata-se, por isso mesmo, de decisão
desprovida de qualquer fundamentação e que, por conseguinte, incorre na nulidade prescrita no artigo 93,
inciso IX, da Lei Maior. A propósito do tema, vale colacionar elucidativo julgado do Superior Tribunal
''x de Justiça

TmBUTÁNO. PROCESSUAL CWIL. VIOLAÇÃO DOARÁ. 535 DO CPC. OhaSSÃO RELEVANTE


CARACTEmZADA. RETORNO DOSAUTOS PARA NOVO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE
DECLARAÇÃO. A parte teta o direito$1tldamental à entrega de prestação judiciária plena. atnpta e
minudetlte. É elemento do própt'io conceito de jurisdição democrática, que se caracteriza pelo amplo
acessoe pelo devido processo legal, a ciência dos .fundamentospelos quais os direitos foram conferidos
=ercectdosou }ttodi$cados pelas Cortes de origem.(ABRE no REsp 1.440.102/RS, 2' T., rel. Min.
HumbertoMastins,DJe 16.05.2014).

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Vem de molde anotar que o cenário de absoluta falta de motivação adequadanão se alterou mesmo após
a oposição de embargos dec]aratórios e a dedução pedido de reconsideração (f]s. 2/]3 -- ID 1023699,
1/11 --1D 1023700, 1/12 ID 1023701, 1/12 -- ID 1023704, 1/15 -- ID 1023705, 1/16 --ID 1023708 e 1/6
- ID 1023709).

Cumpre ter presenteque o dever de motivação é ainda mais exigente e relevante no contexto da tutela
provisória, conforme prescreve o artigo 298 do Código de ProcessoCivil, verófs:

Art. 298. Na decisão que conceder,negar, ttlodi$car ou revogar a tutelclprovisória, o juiz motivará seu
convencimento de modo claro e preciso.

''3 Na medida em que decidedentro de um ambientecognitivo e probatório parcial e limitado, ojuiz deve
explicitar de maneira clara e precisa os fundamentos de fato e de direito da decisão tomada. Como bem
pondera Humberto Theodoro Júnior:

O ttlctior rigor da tei, com relação às 7tledidassumárias de urgência, prende-se ao fato de que a
Investigaçãojática Ytessasmedidas se dá com base numa instrução muito superficial.(Curso de Direito
ProcessualCivil, Vo1.1,56' ed., Forense, p. 615).

A razão parece intuitiva: decisão tomada no terreno da tutela provisória pode acarretar sérias
consequênciasainda sem a formação do contraditório e o exercício da ampla defesa, de maneira.que
deve ser devidamente justiHlcada pelo juiz com a indicação objetiva do atendimento ou desatendimento
''x dos pressupostoslegais. Conforme explana com propriedade José Rogério Cruz e Tucci;

Entende-se perfeitantente a meus tegistatoris. E que, nestas situações, em princípio, o pro'pimento


jurisdicional, mesltlo que reversível, poderá acarretar sérias e imediatas consequências71aesfera de
direitos da parte cotttra cl qual aquelejoi deferido.(Garantias constitucionaisda publicidade dos fitos
processuais e da tnotivação das decisões no novo CPC, in Desvendando o Novo CPC, Livraria do
Advogado,2015, p. 106).

Reitero-se que o juiz adotou argumento meramente retórico ao invocar o direito à saúde que o artigo 196
da Constituição Federal outorga à população, perspectiva que sequer é condizente com o objeto da

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demanda, e não expôs o seu convencimento sobre nenhum dos pressupostosque a legislação processual
exige para a.concessão da tutela de urgência: proóaóí/idade do dfref/o (/bmus óon/ buris) e resto de da/zo
.pericttlut l in moral

Emerge, pois, insoâsmável a conclusão de que a decisão agravada padece de fundamentação idónea e
por is.sedesveste-sede legitimidade processual para responder ao pleito de tutela de urgência formulado
na petição inicial, à luz do que dispõem os artigos 11 e 298 da Lei'Processual Civil e, principalmente, o
artigo 93, inciso IX, da Constituição de 1988. Nesse sentido, decidiu o Supremo Tribunal Federal:

A FUNDAMENTAÇÃO CONSTITUI PRESSUPOSTO DE LEGITIMIDADE DAS DECISÕES


JUDICIAIS. A .fundamentaçãodos alas decisórios qualiÜca-secomo pressupostoconstitucional de
?alidadee eficácia das decisõesemanadasdo Poder Judiciário. A inobservânciado dever impostopelo
:írt. 93, IX, da Carta Política, precisantente por traduzir grctve transgressão de natureza constitucional.
;!teta a legitintidade jurídica da decisão e gera, de maneira irremisshel, a consequente nulidade do
prontltlciamentojudiciat. Precedentes.(STF, HC 73.840/PR, I' T., rel. Min. Censode Metia. DJe
''1 11.2012)

Não é demasiado acrescentarque o agravo de instrumento tem feição revisional e por isso pressupõe que
a matéria nele veiculada tenha sido efetivamente decidida no juízo de origem.

Exatamente por isso, a omissão do juízo de origem quanto aos temas suscitados não permite a sua
apreciação na esfera recursal, sob pena de supressão de instância. A propósito, assentou esta Corte de
ustiça

Ainda querejeretlte à ttlatéria de ordempública, a ilegitimidade deveser apreciada, primeiramente,


')
pelo juízo de origem: para que, apenas após a decisão e se ainda persistir o interesse da abra'Parte,
possa.serrevista pelo Tribunal, sob pena de supressãode instância e violação ao duplo grau de
jurisdição. (À120]10020233298, 4' T., rel. Des. Atltoninho Lopes,DJe 26/07/2013)

Isto posto, conheço e dou provimento ao recurso para anular a decisão agravada

O Senhor Desembargador LUIS GUSTAVO B. DE OLIVEIRA - I' Vogal


Com o relator

O Senhor Desembargador FERNANDO HABIBE - 2' Vogal


Com o relator

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DECISÃO

DAR PROVIMENTO AO RECURSO, UNÂNIME

Num. 3987829 - Pág. 8


Beltrão Advocacia & Consultoria
Tel.55 61 3046-0144 + 55 11 3443-7732 Brasília+ SãoPaula www. belt raoadvocacia.com. br

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Quadra 701, Ed.CentroEmpresarialBrasília.Bloco A, Salas208.214.215,216 e 218. CEP70.340-907. Brasília-DFITel.55 61 3046-0144
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Orgão 4'TURMACÍVEL
Classe APELAÇÃO/REEXAMENECESSÁRIO
N.Processo 20140111400336APO
(0034321-50.2014.8.07.0018)
Apelante(s) DISTRITOFEDERAL
Apelado(s) INTENSICARE GESTÃO EM SAÚDE LTDA E
OUTROS
Relator DesembargadorLUÍS GUSTAVOB. DE
OLIVEIRA
Acórdão N 1059772

EMENTA

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONTRATO


ADMINISTRATIVO. DISPENSA DE LICITAÇÃO
DESFAZIMENTO. PEDIDO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER
FORMULAÇÃO E EXECUÇÃO DE PROJETO DE
RECUPERAÇÃO DOS SERVIÇOS DE NEONATOLOGIA,
CENTRO DE OBSTETRÍCIA E MATERNIDADE DO HOSPITAL
REGIONAL DE SANTA MARIA. APRESENTAÇÃO DE
PROJETO. PERSISTÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR
QUANTO À EXECUÇÃO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS
PÚBLICAS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE DETERMINADA
PELO PODER JUDICIÁRIO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO
POSTULADO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. RECURSO
CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.
-Não há perda de objeto da ação quando, diante de mais de
uma pretensão, o requerido atende a somente uma delas.
restando pendentes as demais.
-Uma vez que objeto da ação é mais abrangente do que a
obrigação até agora realizada pelo recorrente, persiste o
interesse processual para o prosseguimento da ação coletiva.
-A jurisprudênciado SupremoTribunal Federalé firme no
sentido de que Poder Judiciário, em situações excepcionais.
pode determinar que a Administração Pública adote medidas
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GABiNCTEDO DESEMBARGADOR
LUÍS GUSTAVO B. DE OLIVEIRA l
Fls
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que assegurem direitos constitucionalmente reconhecidos


como essenciais, com é o caso da saúde pública, sem que isso
configure violação do princípio da separação de poderes. Tal
mediação pelo Poder Jurisdicional não caracteriza ingerência
ilegítima de um Poder na esfera de outro, mas consecução da
garantia fundamental de inafastabilidade da jurisdição, assim
como na concretização de direitos básicos e fundamentais
assegurados pelo Constituinte. com relação às quais o
Administrador Público não goza de discricionariedade ou juízo
de conveniência na sua implementação.
-APELAÇÃO CONHECIDA E PARCIALMENTE PROVIDA.

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GABINETEDO DESEMBARGADOR
LUASGUSTAVO B. DE OLIVEIRA
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ACÓRDÃO

Acordam os Senhores Desembargadores da 4' TURMA CÍVEL do


Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, LUÍS GUSTAVOB. DE
OLIVEIRA - Relator, FERNANDO HABIBE - lo Vogal, ARNOLDO TAMANHO - 2'
Vogal, sob a presidência do Senhor Desembargador FERNANDO HABIBE, em
proferir a seguinte decisão: DAR PARCIAL PROVIMENTO AO APELO E A
REMESSA NECESSÁRIA, UNÂNIME, de acordo com a ata do julgamento e notas
taquigráficas.
Brasilia(DF), 8 de Novembro de 2017

Documento Assinado Eletronicamente


LUíS GUSTAVO B. DE OLIVEIRA
Relator

GABINETEDO DESEMBARGADOR
LUASGUSTAVO B. DE OLIVEIRA
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Apelação / Reexame Necessário 20140111400336APO

RELATO RIO

Trata-se de apelação interposta pelo DISTRITO FEDERAL, em


face à sentença proferida pela 6; Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, que
julgou parcialmente procedente pedido deduzido pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO
DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS em sede de ação civil pública.
O Parqt/ef alegou que o DISTRITO FEDERAL dispensou
Indevidamentelicitação para contratar serviços de neonatologia no centro obstétrico
do Hospital Regional de Santa Mana. Desse procedimento resultou a contratação da
empresa INTENSICARE GESTÃO EM SAÚDE LTDA, que também integrou o polo
passivo
Encerrado o prazo da contratação, a avença foi sucessiva e
irregularmente renovada. E pior, na prorrogação, representada pelo Contrato no.
221/13, foi estendida a situação de emergência e para a prestação dos serviços por
pediatras e neonatologistas nas salas de parto, com a duplicação do custo do
contrato anterior no prazo de 01 ano.
Argumentou que se cuidava de terceirização de atividade-fim da
Secretaria de Estado da Saúde, em ofensa às Leis 8.080/90 e 8.666/93.
Requereu a antecipação da tutela para determinar ao DISTRITO
FEDERAL que: a) se abstivesse de executar, pagar, empenhar, liquidar e/ou
reconhecer dívidas atinentes ao contrato 221/13 e qualquer aditivo. celebrados
ilegalmente sem licitação, com extrapolação do objeto e valor, previstos no contrato
128/12, também ilícito, sob pena de multa cominatória diária de R$100.000,00(cem
mil reais) e; b) apresente, no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, sob pena
de igual multa diária e no mesmo valor, projeto de recuperação dos serviços de
Neonatología no Centro Obstétrico e Maternidade do HRSM. a fim de estruturar
corretamente o setor.
Ao final, requereua confirmaçãoda tutela provisóriae a
condenação do Distrito Federal a implementar o prometode recuperação do serviço
de Neonatologia do Centro Obstétrico e Maternidade do HSRM, dotando o hospital
de plenas condições, no prazo máximode 90 (noventa) dias, para prestar
diretamente os referidos serviços.
Intimado a se manifestar quanto ao pedido liminar, o DISTRITO
FEDERAL posicionou-se contrariamente ao pleito (fls. 828-837).
A antecipação da tutela foi deferida por decisão de fls. 882-884.
O DISTRITO FEDERAL apresentou defesa na forma de

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contestação, quando arguiu preliminar de falta de interesse de agir.


Quanto ao mérito, sustentou que a pretensão deduzida pelo
Ministério Público representaria indevida intervenção no conteúdo de atos
administrativos e violada o princípio da separação dos poderes. Ao final, alegou que
eventual interrupção do serviço questionado causaria maior dano à comunidade de
Santa Mana e, portanto, violada o princípio da proporcionalidade.
A INTENSICARE GESTÃO EM SAÚDE LTDA peticionou às fls.
1004-1008, ocasião em que afirmou comparecer espontaneamente ao processo.
posto que não tinha sido citada. Manifestou interesse na rescisão do contrato com o
Distrito Federal e que deixaria de prestar os serviços oriundos do contrato 221/13 no
prazo ordenado pelojuízo.
Apresentou também contestação. Arguiu preliminares de
ilegitimidade passiva e incompetência relativa do juízo, em razão de suposta
conexão desta ação civil pública com uma outra em que se apura responsabilidade
por improbidade administrativa dos agentes públicos, lastreada nos mesmos fatos.
Quanto ao mérito, alegou que o contrato impugnado versa sobre
gerenciamento e operacionalização do Centro Obstétrico, além da contratação de
médicos e outros profissionais de apoio. Narrou que sempre prestou serviços com
qualidade e profissionalismo e requereu a improcedência do pedido
Em especificação de provas, o Ministério Público requereu o
julgamento antecipado da lide e as demandadaspostularam por provas
testemunhais
Em decisão saneadora, foram rejeitadas as preliminares e
índeferidas as provas requeridas (fls. 1240-1244).
Após sucessivos pedidos de prorrogação de prazo, o DISTRITO
FEDERAL comunicou, à fl. 1.254. o cumprimento da tutela provisória e apresentou o
plano de recuperação do serviço de neonatologia e obstetrícia do Hospital Regional
de Santa Mana
Comunicou, ainda, que a segunda ré, INTENSICARE, fora afastada
da gestão dos serviços desde julho de 2015 e a Secretaria de Saúde reassumiu em
16/03/2016
Sobreveio sentença de procedência parcial do pedido. para
condenar o DISTRITO FEDERAL a executar o projeto de recuperação do serviço de
neonatología do centro obstétrico e maternidade do Hospital Regional de Santa
Mana no prazo de 6 (seis meses), dotando o nosocõmio de plenas condições para a
prestação direta dos serviços no local.
Quanto à segunda ré - INTENSICAREGESTÃO EM SAÚDE LTDA

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- o pedido foi julgado improcedente, ante o encerramento da prestação dos serviços


(fls. 1293-1300)
O DISTRITO FEDERAL apelou.
Em preliminar, sustentou a perda de objeto da ação, tendo em vista
que já elaborou o plano de recuperação em debate e retomou a execução dos
serviços.
Quanto ao mérito, reiterou o fundamento da defesa, de que a ação
do Ministério Público representaria indevida intervenção no conteúdo do ato
administrativo, em violação ao princípio da separação dos poderes.
Contrarrazões do Ministério Público às fls. 1321-1326 pelo
desprovimento do recurso.
A Procuradoria de Justiça manifestou-se pelo conhecimento do
apelo, contudo declinou manifestar-se quanto ao mérito, por entender que a ação já
fora proposta pelo Ministério Público e não existiriam argumentos a serem
acrescentados às contrarrazões (fls. 1375/1376).
E o relatório

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VOTOS

O Senhor Desembargador LUÍS GUSTAVO B. DE OLIVEIRA - Relator


Presentes os pressupostos intrínsecos e extrínsecos de
admissíbilidade, conheço a apelação e a remessa necessária (art. 496, CPC).
Em razão da relação de prejudicialidade. inicio pela análise da
questão preliminar arguida pelo DISTRITO FEDERAL, acerca de eventual perda do
objeto da ação.
Cuida-se de ação civil pública ajuizada pelo MINISTÉRIO PÚBLICO,
em desfavor do DISTRITO FEDERAL, cujo propósito era cessar ilegalidade na
contratação sem licitação de empresa para gerir os serviços de neonatologia do
Centro Obstétrico e Maternidade do Hospital Regional de Santa Mana.
A pretensão deduzida era de proibir o ente público de executar,
pagar, empenhar, liquidar e/ou reconhecer dívidas atinentes ao Contrato 221/13 e
qualquer aditivo, bem como condena-lo à obrigação de apresentar e executar projeto
de recuperação do respectivo serviço e estruturar corretamente o setor, dotando o
referido hospital de plenas condições para prestar diretamente a assistência
demandada pela população.
Em antecipação de tutela, foi determinado ao requerido que
apresentasse o projeto de recuperação dos serviços de neonatologia do Centro
Obstétrico e Maternidade do HRSM no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias. E após,
se abstivesse de executar, pagar, empenhar, liquidar ou reconhecer dívidas
atinentes ao contrato 221/13, ou qualquer outro que viesse a ser firmado tendo por
objeto os serviços em questão (fls. 882-884).
Posteriormente, após sucessivos pedidos de prorrogação de prazo
para o cumprimento da obrigação, o recorrente finalmente apresentou, às vésperas
da sentença, o projeto de recuperação das unidades e dos serviços contratados.
assim como comunicou que teria retomado o atendimento integral à assistência
obstétrica (fls. 1254 e 1283).
Não obstante. o objeto da ação é mais amplo do que a obrigação até
então cumprida, posto que o pedido deduzido também contempla a execução direta
do projeto de recuperação dos serviços de neonatologia e obstétricos.
Embora o DISTRITO FEDERAL tenha insistido em afirmar que já
elaborou projeto de recuperação do serviço e reassumiu a sua execução direta, por
meio de médicos contratados pela própria Secretaria de Estado da Saúde. a
controvérsia ainda persiste. como se verifica da petição de fls. 1303-1305, que

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noticia atos tendentes à realização de nova licitação para contratar empresa com o
mesmo objeto ora impugnado.
Portanto, uma vez que a matéria controvertida é mais abrangente do
que a obrigação até agora realizada pelo recorrente, persiste o interesse de
processual para o prosseguimento da ação coletiva.
Ante o exposto, rejeito a preliminar.
MERfTO
Quanto ao mérito, o recorrente argumentou que o acatamento do
pedido deduzido pelo MINISTÉRIO PUBLICO configuraria indevida intervenção do
Poder Judiciário no mérito do ato administrativo. Sustentou que a forma de
realização dos direitos sociais, dentre eles o acesso à saúde, constituiria decisão
política, de competência exclusiva do Poder Executivo.
Assiste razão em parte ao apelante.
A separação dos poderes, com clara definição e distribuição das
funções estatais, é princípio sensível da Constituição Federal.
Lado outro, a carta magna também assegura que "a saú(ie é d/re/fo
de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e económicas que
visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e
Igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação" (art.

Da leitura do dispositivo, se extrai que o acesso a serviços de


assistência à saúde é bem jurídico constitucionalmente tutelado, de abrangência
coletiva e observância compulsória pelo Estado. Entenda-se Estado como os
diversos Entes nas diferentes escalas de divisão de competência interna na
República, ou seja, União, Estados e Municípios.
Portanto, não há fundamentolegal para se afirmar que a
implementação de políticas públicas configure ato puramente discricionário. Ao
contrário, o Constituinte criou o Sistema tónico de Saúde, obrigou todos os Entes
Públicos Internos a concorrerem para o seu custeio e a prestarem o serviço de
saúde à população, distribuindo as competências de organizar, coordenar, fiscalizar
operacionalizar e executar.

RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL.


ADMINISTRA TIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO

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MÉDICO. HOSPITAL PRIVADO. ATENDIMENTO CUSTEADO


PELO SUS.
RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO. OFENSA AOS ARTS.
7', IX, A, E 18, 1,X E XI, DA LEI 8.080/90. ILEGITIMIDADE
PASSIVA DA UNIÃO. PROVIMENTO PARCIAL
rl
[
3. AConstítuição Federal diz que a "saúde é direito de todos e
dever do Estado" (art. 196), competindo ao "Poder Público
dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação,
fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa
física ou jurídica de direito privado" (art. 197), ressalvando-se,
contudo, que as "ações e serviços públicos de saúde integram
uma rede regionalizada e hierarquizada", constituindo um
sistema único, organizado, entre outras diretrizes, com base na
descentralização administrativa, "com direção única em cada
esfera de governo" (art. 198, 1).
4. Alem 8.080/90 - que dispõe sobre as condições para a
promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e
o funcionamento dos serviços correspondentes - prevê as
atribuições e competências da União, Estados, Distrito Federal
e Municípios quanto aos serviços de saúde pública. Nesse
contexto, compete à União, na condição de gestora nacional do
SUS: elaborar normas para regular as relações entre o sistema
e os serviços privados contratados de assistência à saúdes
promover a descentralização para os Estados e Municípios dos
serviços e anões de saúde, respectivamente, de abrangência
estadual e municipal; acompanhar, controlar e avaliar as ações
e os serviços de saúde, respeitadas as competências estaduais
e municipais (Lei 8.080/90, art. 16, XIV, XV e XVll). Por sua
vez, os Municípios, entre outras atribuições, têm competência
para pianejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os
serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de
saúdesparticipar do pianejamento, programação e organização
da rede regionalizada e hierarquizada do SUS, em articulação
com sua direção estadual; celebrar contratos e convênios com
entidades prestadoras de serviços privados de saúde, bem

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GABINETEDO DESEMBARGADOR
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como controlar e avaliar sua execução; controlar e fiscalizar os


procedimentosdos serviços privados de saúde (Lei 8.080/90,
art. 18,1.11,X e XI).
5. "Relativamente à execução e prestação direta dos serviços,
a Lei atribuiu aos Municípios essa responsabilidade (art. 18,
incisos l, IV e V. da Lei n.o 8.080/90), compatibilizando o
Sistema, no particular, com o estabelecido pela Constituição no
seu artigo 30, Vil: Compete aos Municípios (...) prestar, com a
cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços
de atendimento à saúde da população" (REsp 873. 196/RS, l:
Turma,Rel. p/ acórdão Min. Teori Albino Zavascki,DJ de
24.s.2000.

(REsp 992.265/RS, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA


TURMA,julgado em 16/06/2009, DJe 05/08/2009)

Desse modo, incumbe ao Poder Executivo Distrital papéis que vão


do mero planejamento, como tambémplanejar, organizar, controlar e avaliar as
ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde, com
vistas a assegurar o pleno exercício do direito constitucionalmente assegurado aos
cidadãos
Nesse sentido, pede-se vênia para transcrever trecho do voto do
eminente Ministro Censode Melão,proferido por ocasião do julgamento do RE
zrl.zuo

O direito à saúde - além de qualificar-secomo direito


fundamental que assiste a todas as pessoas representa
consequência constitucional indissociável do direito à vida. O
Poder Público, qualquer que seja a esfera institucional de sua
atuação no plano da organização federativa brasileira, não
pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da
população, sob pena de incidir, ainda que por omissão, em

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censurável comportamentoinconstitucional. O direito público


subjetivo à saúde traduz bem jurídico constitucionalmente
tutelado, por cuja integridade deve velar, de maneira
responsável, o Poder Público (federal. estadual ou municipal), a
quem incumbe formular e implementar - políticas sociais e
económicas que visem a garantir a plena consecução dos
objetivos proclamados no art. 196 da Constituição da
República . "

Conforme declinado pelo titular da ação e comprovado nos autos, a


situação vivenciada no Hospital Regional de Santa Mana configurava evidente
ilegalidade, pela burla à Lei de Licitações, mediante a celebração de contratos
emergenciais, sem qualquer explicação do porquê do procedimento público de
escolha de interessados que sequer fora iniciado e, pior, porque não foi
implementado após o contrato de emergência e antes do seu termo final.
A obrigatoriedade do concurso público. para a contratação de mão
de obra especializada, para o desempenho de atividade essencial à Saúde, é a
regra (art. 30, inciso Vll, CF).
A exceção será a prestação do serviço à saúde através de
instituições privadas. de forma complementar, mediante contrato público ou
convênio, com preferência pelas entidades filantrópicas e sem fins lucrativos (art.
199, $1', CF).
Portanto, o que se observa a partir das premissas expostas e dos
fatos narrados, é que nesta ação Coletiva expôs-se diferentes fundamentos, nem
todos acatáveis, para se chegar ao provimento dos pedidos. Explico.
A partir da textualização constitucional e legal, o Estado (sentido
/afo senso) pode e deve prestar o serviço à saúde diretamente (artigos 30. Vl1,197 e
198, CF e artigos 4' e 5', Lei no. 8.080/90), mas também poderá fazê-lo através de
terceiros, pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, mediante contrato público
ou convênio, sendo a participação privada de natureza complementar (art. 197, parte
final, e art. 199, parte final, todos da CF e art. 7', da Lei no. 8.080/90).
Considerando esse espectro legislativo, não se mostra ilícito ou
ilegítimo o contrato público formulado pelo Distrito Federal perante pessoa jurídica
de direito privado, para administrar no todo ou em parte um dos seus nosocõmíos,a
fim de atender às necessidades de comunidade local.

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Essa contratação, embora passe pelo juízo de conveniência, tem


limitações, sendo, primeiramente, o interesse público. E segundo, a economicidade,
ou seja, haverá de existir prévio estudo indicando, no caso concreto, que os custos
para a prestação do serviço diretamente serão mais elevados se executado pela
iniciativa privada, sem desprezar as dificuldades organizacionais e até de
contratação de especialistas, como, não raras vezes, acontece nos concursos
públicos para médicos.
Mas isso não quer dizer que, por conta desse panorama, poderia o
Poder Público dispensar a aplicação da Lei de Licitações, invocando situação de
emergência, quando, ao mesmo tempo, não adotou qualquer medida legal e
administrativapara contorna-laou enfrenta-la.Ou seja, é preciso que a
Administração tenha iniciado o certame, mas a previsão de sua conclusão será
extemporânea para impedir um dano social irreparável ou de difícil reparação, ou
que realizado, não logrou êxito na obtenção de interessados. E nesse caso, um
segundo certame, como prazo ainda incerto para seu término. importaria à
sociedade os riscos supracitados.
A situação /n concreto seria até mais grave, porque, pela apuração
do Tribunal de Contas do DF, a desclassificação da empresa concorrente, EXITUS,
ocorreu de modo ilegítimo, na medida em que sua proposta seria, mensalmente, R$
150.680.01, mais vantajosa para o erário.
De qualquer sorte, o objeto da ação, sob essa óptica, restou
prejudicada, diante da declaração da perda do seu objeto pelo juízo a que, sem que,
contra essa decisão tenha se interposto o respectivo recurso.
O segundo objeto da ação civil pública e que remanesce, diz
respeito à determinação para que o Distrito Federal retomasse as unidades objeto
do contrato público, apresentasse e executasse o projeto de recuperação do serviço
de Neonatologia do Centro Obstétrico e Maternidade do Hospital Regional de Santa
Mana-HRSM.
Nesse particular, mostra-se de todo relevante a informação de que a
pessoa jurídica de direito privado, a quem foi entregue à administração e execução
dos serviços médicos nessas unidades hospitalares. as devolveu ao Distrito Federal.
Diante desse quadro, há uma situação superveniente a ser
considerada, na medida em que a prestação do serviço de saúde à população é um
dever do Estado e não uma faculdade ou questão de conveniência do Administrador
Público, conforme já pontuado.
E se num primeiro momento, não haveria impedimento legal a
contratação de pessoa física ou jurídica privada para prestar o serviço, desfeito o

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contrato ou o convênio, retorna para Distrito Federal seu dever de prestar tais
serviços à comunidade de Santa Mana, por força do mandamento constitucional e
normas infralegais.
Esses serviços seriam aqueles definidos como objeto do contrato
público com a empresa Intensicare Gestão em Saúde Ltda., cuja transcrição segue

3.2 ESPECIFICAÇÃO DETALHADA DO OBJETO


3.2. 1. A CONTRATADA deverá providenciar os profissionais
médicos em quantidade suficiente ao atendimento da escala de
serviço durante 24h por dia, sete dias por semana,
considerando o funcionamento diuturno do referido serviço.
3.2.2. A gestão da equipe ficará a cargo da CONTRATADA, a
qual comprometer-se a com a seleção dos profissionais em
conformidade ao disposto no Termo de Referência, bem como
elaboração de escalas, distribuição dos médicos de forma a
garantir a assistência integral ao recém-nascido, tudo tendendo
fielmente o disposto na portaria ministerial n. 930, de 10 de
maio de 2012, e demais legislações atinentes à espécie. (gr\te\\

É evidente que, tratando-se de saúde pública e um compromisso


constitucional do Estado. os serviços não se resumírão àqueles supracitados, mas
deverão alcançar também àqueles outros futuros, fruto da necessidade e
peculiaridades da comunidade de Santa Mana/DF
Mas frente o que se pretendeu com esta ação e até para se mostrar
compatível com o objeto do contrato, que se buscou desconstituir, o projeto e
execução exigida do Distrito Federal compreenderia, num primeiro momento, e como
mínimo, os serviços equivalentes àquele que remunerada à iniciativa privada.
Diante da moldura fática consolidada, com a resolução do contrato
administrativo, se o serviço outrora prestado já era deficiente. a paralisia estatal
agravou-o ainda mais, como fechamento do centro obstétrico e pediátrico. por força
da absoluta negativa de prestação do serviço à população.
Tal fato que perdurou de julho de 2015 a março de 2016. conforme
informado pelo próprio DISTRITO FEDERAL às fls. 1.254.
Em que pese a insistência do ente estatal, no sentido de que o

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serviço já foi retomado e a situação regularizada, não é isso que se abstrai da


petição de fl. 1.336, quando ele próprio afirmou a "/mposs/l)///date mafer/a/ de
cumpHmenfo /nfegra/ da r. sentença neste momento", em razão da deficiência de
seu quadro de pessoal.
Desta forma, não se admite que o postulado da separação dos
poderes constitua óbice para que o Judiciário exerça o controle de legalidade e
moralidade dos atos administrativos e assegure a concretização dos direitos sociais.
Nesse sentido, colhem-se precedentes do Supremo Tribunal
Federal:

AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO


COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 24.1.2017. DIREITO
ADMINISTRATIVO. CEMITÉRIOSPÚBLICOS. EXISTÊNCIA
DE SUPERLOTAÇÃOE CLANDESTINIDADE.AUSÊNCIADE
CONDIÇÕES DE HIGIENE. RISCO À SAÚDE PÚBLICA.
DETERMINAÇÃO AO MUNICÍPIO PARA CONSTRUÇÃO DE
NECRÓPOLE. SEPARAÇÃO DE PODERES. INEXISTÊNCIA
DE OFENSA.
1. É firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder
Judiciário ogge! sem que fique configurado violação ao
princípio da separação dos Poderes, determinar a
implementação de políticas públicas nas questões relativas ao
direito constitucionalà saúde.
2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão
de aplicação da multa prevista no art. 1.021, $ 4', do CPC.
Inaplicável o artigo 85, $ 11, CPC, por se tratar de recurso
oriundo de ação civil pública.
(ARE 1014959 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN,
Segunda Turma, julgado em 20/04/2017, PROCESSO
ELETRÕNICO DJe-089 DIVULG 28-04-2017 PUBLIC 02-05-
n n 4 '7 \

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO


COM AGRAVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. POLÍTICAS

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PÚBLICAS. PREVISÃO EM PORTARIA MINISTERIAL.


DESCUMPRIMENTO. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-
PROBA TÓRIO E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL
PERTINENTE. SÚMULA 279/STF E OFENSA REFLEXA.
IMPLEMENTAÇÃO POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL.
PRINCIPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. VIOLAÇÃO.
NÃO OCORRÊNCIA.AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE
NEGA PROVIMENTO,com APLICAÇÃO DE MULTA.
1- E inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise
implica rever a interpretação de normas ínfraconstitucionais que
fundamentama decisão a que, bem como reexaminar o
conjunto fatiga-probatório constante dos autos, o que atrai a
incidência da Súmula 279 do STF ou porque a afronta à
Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta.
11-É posglygl 99 f?gder Judiciário determinar a implementação
Dela Estado, quando inadimplente, de políticas públicas
constitucionalmente previstas, sem que haja ingerência em
questão que envolve o poder discricionário do Poder Executivo.
111- Agravo regimental a que se nega provimento, com
aplicaçãoda multa prevista no art. 1.021, $ 4' do CPC.
(ARE 964542 AgR, Relator(a): Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 02/'12/2016,
PROCESSO ELETRÕNICO DJe-266 DIVULG 14-12-2016
PUBLIC 15-12-2016)

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.


DIREITO À SAÚDE. MENOR PORTADOR DE DOENÇA
GRAVE. FORNECIMENTO PELO PODER PÚBLICO DE
FRALDAS DESCARTÁVEIS. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO
PniNCfPio DA SEPARAÇÃO DOS PODERES.
SOLIDARIEDADE DOS ENTES FEDERATIVOS.
PRECEDENTES.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no
sentido de que, apesar do caráter meramente programático
atribuído ao art. 196 da Constituição Federal, o Estado não
pode se eximir do dever de propiciar os meios necessários ao
gozo do direito à saúde dos cidadãos.

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O Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação


ao princípio da separaçãodos Poderes, determinara
implementação de políticas públicas nas questões relativas ao
direito constitucional à saúde. Trata-se de obrigação solidária
de todos os entes federativos,podendo ser pleiteado de
qualquer deles, União, Estados, Distrito Federal ou Municípios.
Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AI 810864 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROCO,
Primeira Turma, julgado em 18/11/20'14, ACÓRDÃO
ELETRÕNICO DJe-021 DIVULG 30-01-2015 PUBLIC 02-02-

Traçadas essas premissas, é inegável que a definição das


estratégias e meios de implementação dos serviços de assistência à saúde
constituem decisões políticas a cargo do Poder Executivo. Tanto assim, que o
pedido ministerial foi no sentido de que o próprio DISTRITO FEDERAL elaborasse
um plano de recuperação, sem que o Judiciário ou o próprio Ministério Público se
substituísse ao administrador nesta função.
Na sequência, elaborado e apresentado o plano de recuperação dos
serviços de neonatologia do Hospital Regional de Santa Mana pelo próprio Ente
Federado, não há que se falar na imposição de prestações positivas pelo Poder
Judiciário. Porém, também não se pode afastar de sua apreciação a necessidade de
assegurar à execução do projeto e garantir à população o atendimento médíco-
hospitalar necessário para concretizar seu direito à saúde.
Mas em que pese o brilho da decisão vergastada, mostra-se
necessário sua reforma, ainda que parcial, no que toca à condenação do Distrito
Federal, para que preste diretamente o serviço de saúde à população de Santa
Mana através do Hospital Regional.
O dispositivo recebeu a seguinte redação:

Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE EM PARTE O PEDIDO


DEDUZIDO PELO AUTOR contra o DISTRITO FEDERAL, o

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fazendo nos termos do artigo 3' e ll' da Lei 7.347/85, para


condena-lo na obrigação de fazer consistente em executar o
prometode recuperação do serviço de Neonatologia do Centro
Obstétrico e Maternidade do Hospital Regional de Santa Marca,
no prazo máximode 06 (seis) meses,dotandoo referido
nosocõmio de plenas condições para a prestação direta dos
serviços nolocalà população.

Conforme já alinhavado. a prestação do serviço à saúde pode-se


operar tanto de forma direta. como através de pessoa física ou jurídica de direito
privado. desde que mediante contrato público ou convênio, nesse último caso,
privilegiando-se as entidades filantrópicas.
Por via de consequência, é ínexigível na espécie que o serviço de
saúde à população local ocorra apenas de forma direta ou exclusiva pelo Poder
Público. Cabe lembrar que, no Distrito Federal, o serviço de saúde encontra-se
devidamente organizado e hierarquizado, contemplando um grande número de
hospitais, postos de saúde, unidades de pronto atendimento e hemocentro, na sua
grande maioria operados diretamente pela Administração, daí porque não haveria
impedimento ou vedação de que uma ou outra unidade de saúde seja administrada
e o serviço prestado por pessoa jurídica de direito privado.
Forte nessas razões, CONHEÇO A APELAÇÃO e a Remessa
Necessária, e DOU PARCIAL PROVIMENTO à apelação, apenas para excluir do
dispositivo da sentença, a expressão "direta", no que toca ao dever do Distrito
Federal de prestar o serviço de saúde à população de cidade de Santa Mana/DF
através do respectivo Hospital Regional.
Por se tratar de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público
não há condenação em honoráriosadvocatícios. sendo inaplicável o art. 85, $1 1', do
Código de Processo Civil.
E como voto.

O Senhor Desembargador FERNANDO HABIBE - Vogal


Com o relator

Código de Veríf[cação :2017AC04D7XJ8J7N]Xy] j$9W39YU

GABiNETnDO DESEMBARGADOR
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Apelação/ Reexame Necessário 20140111400336APO

O Senhor Desembargador ARNOLDO CAMANHO - Vogal


Com o relator

DECISÃO

DAR PARCIAL PROVIMENTO AO APELO E À REMESSA


NECESSÁRIA, UNÂNIME
''x

18
GABINETEDO DESEMBARGADOR
LUASGUSTAVO B. DE OLIVEIRA
Beltrão Advocacia & Consultoria
Tel. 55 61 3046-0144 + 55 1 1 3443-7732 Brasília + São Paulo www. belt raoadvocacia.com. br

SRTVS,Quadra 701, Ed.Centro Empresarial Brasília. Bloco A, Salas208.214.215,216 e 218, CEP70.340-907. Brasília-DF.Tel. 55 61 3046-0144
09/05/2018 Com fechamento da pediatria do Hospital do Gama, crianças precisam ser levadas ao Hmib Jbr. Jbr

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A bilha dc Yasmin depende de sonda para se alimentar, c cla passa por transtomos para tentar conseguir atendimento. Foto: Brcno Esaki

Matheus Venzi
Raphaella Sconetto
redacao@grupojbr,com

Será que crianças vão ter que morrer para abrirem os olhos?", desabafa a estudante Yasmin Carvalho, de 17 anos, moradora do Gama e mãe de Ana Juba, de quatro
meses.A criança sealimenta por meio de sonda e precisa se consultar com o pediatra toda vez que o aparelho é movido ou danificado. O hospital mais próximo de
casa é o Hospital Regional do Gama (HRG), mas a unidade completa setemesessem atendimento pediátrico. A opção mais próxima fica a 33 km, no Hospital Matemo
nTI
cantil (Hmib)

Os serviços foram encerrados na segunda quinzena de abril, e até o momento não há previsão de reabertura. A pediatria do HRG já tinha sido fechada em setembro do
ano passado,mas chegou a funcionar em março após a contratação de 22 pediatras.

Mesmo assim a situação não melhorou. Segundo a Secretaria de Saúde, 19 profissionais contratados pediram demissão por causa da grande demanda, que chegava a
ser duasvezes maior do que o previsto. A expectativa inicial erade dois mil atendimentos,mas no primeiro mês de funcionamento a pediatria recebeu4.860 crianças
Por causadisso, asatividades foram suspensas.

Atualmente, os casos menos graves estão sendo direcionados às Unidades Básicas de Saúde da região. Já os pacientes em estado grave devem procurar os outros
hospitais da rede que possuem atendimento pediátrico de emergência.

Na opinião de Yasmin, a atitude é irresponsável. "Quando estava intimada aqui outra vez, chegou uma criança picada por cobra. Ela foi atendida. Imagina se fosse hoje
e ela precisasse ir ao Hmib? Morreria durante o trajeto'', comenta.
A estudante afinna que levaria quase duas horas para se deslocar do HRG para o Hmib utilizando transporte público. ''Minha filha precisa da sonda para se alimentar,
imagina ficar essetempo todo passandofome. .. isso prejudica a saúdedela'', expõe.

Sem saber para onde ír

Mesmo com os atendimentosparadosno Hospital do Gama, três criançasainda estão intemadasali e aguardamalta ou transferência. A domésticaDaiane Moreira, 20
anos, não aguentamais de deslocar de um lado para o outro com a milha,Nicole SoHia,de três meses.
Somos pessoas humildes e precisamos desse serviço. A minha bilha precisa de oxigênio e tem que ser monitorada sempre. Parece que querem botar a gente na rua
Desde sexta-feira os funcionários estãocomentando que a pediatria vai acabar". relata a mãe. Moradora da Cidade Ocidental(GO), Daiane recorreu ao HRG por ser a
altcmativa mais próxima.

Já doméstica Mana Claudiana. 34 anos, mãe do recém-nascido Matheus, denuncia a falta de comunicação entre os hospitais. "Eu vim para cá encaminhada pelo
Hospital Universitário de Brasília. Por que não avisaram que a pediatria ia fechar?Meu filho não tem nem oito dias que está aqui ejá vai ter que ir pra outro lugar de
novo'', critica. Por causa de uma complicação durante o parto, seu filho também precisa de sonda.

Mesmo assim, Mana não culpa os médicos do HRG. "Sempre nos atenderambem, çom atenção. Eles e os enfermeiros não querem sair daqui, isso é coisa de quem
administra'', finaliza. Agora, a mãe não sabe para onde o seu filho irá.

Funcionários da limpeza em greve por salário


http://www.jornaldebrasilia.com.br/cidades/com-fechamento-da-pediatria-do-hospital-do-gama-criancas-precisam-ser-levadas-ao-hmib/ 2/1
09/05/2018 Com fechamento da pediatria do Hospital do Gama, crianças precisam ser levadas ao Hmib - Jbr. Jbr
Trabalhadores terceirizados responsáveis pela limpeza de hospitais públicos Êglãa.dÊ.grexg. De acordo com o Sindicato dos Empregados em empresas de conservação
c serviços terccirizados (SindiScrviços), ao menos 1,5 mil empregados estão de braços cruzados.

As principais unidades afetadas são os hospitais regionais de Taguatinga, Ceilândia Samambaia,Planaltina, Paranoáe Sobradinho, além do Hospital Matemo Infantil
de Brasília (Hmib) e da FundaçãoHemocentro.

Segundo o sindicato, os atrasosnos pagamentos são constantes -- só neste ano ocorreram em janeiro, fevereiro, maio ejulho. Agora, os pagamentos de outubro, que
deveriam ter sido pagos no dia 7, ainda não foram realizados. Por conta disso, os empregados da empresa lpanema entraram de greve na tarde de segunda-feira,
enquanto os da Dinâmica aderiram ao movimento ontem.

A categoria aílmlou que não há previsão de suspendera greve. "SÓ vajnos retomar aos serviços após o pagamento", apontaa secretária geral do Sindiserviços, Andréa
Cristina da Silva. No entanto, ainda de acordo com o sindicato, não há nenhuma previsão para que eles recebam os salários.

Segundoas empresas,o governo não repassaa verba há três meses,e elas não têm mais condições de arcar com asdespesas",critica

Parte do serviço em dia

Apesar de 1,5 mil terceirizados terem aderido à greve, a limpeza e higienização das áreasprioritárias e de emergênciados hospitais estãosendo realizadas
Versão oficial

A respeito da greve dos funcionários, em nota, a Secretaria de Saúde informou que ''trabalha para quitar a dívida e está aguardandodotação orçamentária''. Segundoa
pasta, a previsão é de que os valores sejam repassados às empresas até o fim da semana. "A pasta ressalta que os atendimentos não serão prejudicados, uma vez que o
efetivo mínimo de 30% dos funcionários estátrabalhando'', conclui.

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Notícia Hojc Coolimba
domingo
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http://www.jornaldebrasilia.com.br/cidades/com-fechamento-da-pediatria-do-hospital-do-gama-crianças-p recisam-ser-levadas-ao-hmib/ 3/1


09/05/2018 Pediatria do Hospital do Gama é fechada após pouco mais de um mês reaberta - Cidades

CORREIO BRAmLIENSE

Pediatria do Hospital do Gama é fechada após


pouco mais de um mês reaberta
Não há data prevista para o retorno dos atendimentos. Casos urgentes devem
ser encaminhados a outras unidades, como as de Brazlândia e da Asa Norte

,.-l KM Kethuvne..Marlz.=.bi2ecld.Bala..a.CeEceb.Imaljl;e;!cenesçb@gmaiLcaoQ).

postado em 12/04/2017 15:02/ atualizado em 12/04/2017 15:02

Ala da unidade de saúde tinha sido reformada para a reinauguração, em 3 de março


Ifoto; Dênio Símões/Agência Brasília)
09/05/2018 Pediatria do Hospital do Gama é fechada após pouco mais de um mês reaberta - Cidades

Pouco mais de um mês depois de reabrir, a pediatria do Hospital do Gama


precisou ser fechada novamente nesta quarta-feira (11/4). Dos 22 médicos
recém-contratados, nove pediram demissão na primeira semana de trabalho
e outros cinco deixaram a unidade de saúde na semana passada.No período
de um mês, a emergência do Gama atendeu 4.860 crianças. Não há data
preüsta para o retorno dos atendimentos.

Leia mais notícias em Cidades


.(tino://www.correiobraziliense.com.br/cidades ::df/ )

Segundo a Secretaria de Saúde do Dli a baixa atratividade do salário dos


.profissionais somada à grande demanda fez com que os médicos pedissem
demissão e inviabilizassem o atendimento da pediatria. Os outros hospitais
da rede pública vão atender os casos urgentes.

Durante o período de atiüdades suspensas da pediatria do Hospital do Gama,


a Secretaria de Saude informou que os pacientes menos graves deverão
procurar atendimento nos centros de saúde e clínicas da família da região
onde moram. No caso de urgência e emergência, os hospitais regionais da
Asa Norte, de Brazlândia, de Ceilândia, o Hospital Materno- Infantil de
Brasília (Hmib) e os do Guará, do Paranoá,de Planaltina, de Sobradinho e de
.Taguatinga darão suporte.

A Secretaria de Saúde informou, por meio de nota, que está buscando por
soluções para voltar ao atendimento o mais rápido possível e que, nesta
quarta-feira, será realizada uma reunião com 11 pediatras da Região Sul para
que eles possam reforçar o atendimento no hospital.

Seis meses fechada

.(1lU 12o/noticia/ cada


09/05/2018 Pediatria do Hospital do Gama é fechada após pouco mais de um mês reaberta - Cidades

dQ=bwíli:!a!=deganla:=leable=a:EnQrlas:sblm!).
e recebeuinvestimentode R$
139.247,60 para reüsões nas partes elétrica e hidráulica e na pintura da ala.

C)governador Rodrigo Rollemberg participou da reinauguração da ala


reformada, em 2 de março deste ano. Dos 22 profissionais contratados, dois
eram efetivos (40 horas semanais), do quadro da Secretaria de Saúde, e 20
com contratos temporários (20 horas semanais), convocados em fevereiro.

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https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/04/1 2/interna.cidadesdf,58791 8/pediatria-do-hospital-do-gama-e-fechada-após-um-mes-re


09/05/2018 Um mês após ser reaberta, pediatria do Hospital do Gama é fechada

IT}ETnópoLES

Um mês após ser reaberta, pediatria do


Hospital do Gama é félchada

[https://www.pinterest.coi 'após ser-reaberta

8z10x560 .jp g&d escription= Uml


!0%C3%A9%20fechada]

PedroAlves
[https://www.metropo]es.com/author/pedra
neto]
ll/Oz1/2017 22:23 . atualizado em 12/0q/2017 2:05

A pós ficar pouco mais de um mês aberto, o pronto-atendimento infantil do Hospital Regional do Gama(HRG) vai ser fechado novamente a
partir desta quarta feira (lz/4). O atendimento no setor ficou interrompido entre setembro de 2016e o início do mês passado, quando foi
normalizadoapós a contrataçãode 22 médicostemporários (http://www.metropoles.com/distrito-federal/saude-df/ala-pediátrica-do-
hospital-do-gama será-reaberta-nesta-quinta-23). Seissemanasdepois, no entanto, l4 já tinham pedido demissão.

De'"'lido com a Secretaria de Saúdedo DF, a decisão de fechar o pronto-socorro infantil foi provocada pela superlotação aliada à falta de
prc-'sionais. A pasta alega que a estimativa era de realização de 2 mil atendimentos no mês passado. No entanto, 4.860 crianças receberam
cuidados médicos no período.

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Além disso, a maior parte dos 22 médicos temporários contratados em março pediu demissão. Após uma semanade trabalho, foram nove
baixas. Nos últimos dias, outros cinco profissionais pediram dispensa. Segundo a SES-DF, os médicos foram contratados recebendo o piso
salarial da categoria por exigência do Ministério Público do DF.
"A Secretaria de Saúde busca alternativas para solucionar o problema e reabrir o pronto-atendimento infantil do HRG o mais rápido possível
Nesta quarta-feira (i2), será promovida uma reunião entre a Pasta e n pediatras da Região Sul que não aderiram à conversão do modelo de
atenção para Estratégia Saúdeda Família, para que eles possam reforçar o atendimento no hospital" , ressalta a SES-DF, em nota.

A secretaria orienta ainda pacientes menos graves a procurarem centros de saúde e clínicas de família da região onde moram. Para urgência e
emergência, os atendimentos serão feitos no Hospital Regional da Asa Norte, Brazlândia, Ceilândia, Hospital Materno-Infantil de Brasília
(Hmib), Guará, Paranoá,Planaltina, Sobradinho e Taguatinga.

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GOVERNO DODISTRITOFEDERAL
Secretaria de Estado de Saúde
Coordenação de Atenção Especializada À Saúde
Gerência de Serviços de Terapia Intensiva

PLANO DE AÇÃO PARA O DESBLOQUEIO DE LEITOS UTI DA


REDE SES/DF

DAJUSTIFICATIVA

1. INTRODUÇÃO

O Distrito Federal (DF) é uma Unidade Federativa(UF) que por preceito


constitucionalnão se pode organizar em municípios,tornando-o peculiar: não é
um Estado, nem um Município. Segundo legislação vigente, no Artigo 10, da
Lei Orgânica do Distrito Federal: "0 DF organiza-se em Regiões
Administrativas (RA's), com vistas à descentralização administrativa, à
utilização racional de recursos para o desenvolvimento socioeconómico e à
melhoria da qualidade de vida". As leis distritais, publicadas entre 1964 - 2012.
definem-o como território autónomo, sendo dividido em 31 RA's a fim de
facilitar a administração pública. Esses elementos são balizadores para a
definição das políticas públicas de saúde, onde as ações devem ser pensadas
não só para o conjunto da população brasiliense, mas também para o entorno
que exerce forte pressão em diversas áreas setoriais, como: saúde, educação.
segurança e habitação.

Neste contexto, a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES/DF)


acumula as funções atribuídas a Estados e Municípios de acordo com as
normativas legais que regulamentam o Sistema Único de Saúde (SUS). isto é,
cabe à SES/DF a execução direta das ações e serviços como também
aquisição de insumos, englobando ações de regulação, controle e avaliação do
sistema de saúde.

Desde a instalação do Distrito Federal numa localização geográfica


central no país, vários fenómenos populacionaistêm ocorrido transformando o
Planalto Central numa das áreas de maior adensamento e crescimento
populacionaldo Brasil.
l
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Setor de Áreas Isoladas Norte - SAIN -- Bloco "B" - CEP: 70066-900
Tel.:(61) 3348-6123
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No ano de 2000, a população residente no Distrito Federal era de


2.051.146 (1) habitantes e, após um crescimento de 20,19 % atingiu a marca
de 2.570.160 habitantes em 2010 com uma população estimada de 3.101.220
habitantes em 2018 e 3.773.409 para 2030 (2). De acordo com os dados da
Codeplan, o crescimento populacional se estabilizou em torno de 2% ao ano,
tanto nas áreas urbanas como nas áreas rurais do Distrito Federal (3)

A concentração de pessoas em torno do Distrito Federal produziu


um adensamento populacional nos municípios do seu entorno, os quais se
encontram influenciados económica e socialmente pelo Distrito Federal. Esta
região é denominada de Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito
Federal e Entorno (RIDE) com uma população, segundo o Censo IBGE 2010,
estimada em 1 .147.578 habitantes. Esta população que vive nos 22 municípios
da RIDE/DF, sendo 19 municípios em Goiás e 2 municípios em Minas Gerais e
Brasília, perfazendo um total de 3.717.738 habitantes (4) conforme tabela a
seguir

01 GO Abadiânia .1..045.126 15.757 6.159,40 0,723


02 GO Agua Friade Golas 2.029.413 5.090 16.736.45 0,695
03 GO Aguas Lindas de Golas 188.384 159.378 3.831,77 0,717
04 GO Alexânia 847.893 23.814 14.699.21 0,696
05 GO Cabeceiras 1.127.604 7.354 16.546,09 0,695
06 GO CidadeOcidental 389.920 55.915 4.064,71 0,795
07 GO Cocalzinhode Golas 1:789.039 17.407 7.374,50 0,704
08 GO Corumbá de Golas 1.061.g54 l0.361 6.697,g2 0.716
09 GO Cristalina 6.162.056 46.580 23-421..79 ,0.761
10 GO Formosa 5.811.782 100.085 7.751,62 0.75
11 GO Luziânia 3.961.1:18 174.531 9.715,27 .o,7sõ
12 GO lglimosode Golas 1.386.914 2.685 lO.106.04 0,664
13 GO NovoGama 194.148 95.018 3.968,99 0,742
14 GO PadreBernarda 3.138.860 27.671 5.715,61 0,705
15 GO Piíenópolis .2.205.008 23.006 .1.693,l2 0,713
16 GO Planaltina 2.538.196 81.649 4.723,97 0,723
17 GO Santo Antõnio do Descoberto 944.046 63.248 3.991,43 0,709

18 GO Valparaíso de Golas 60.525 132.982 5.595,23 0,795


19 GO Vila Boa l.Q60..170 4.735 14.588.56 .0.674
20 MG Buíüs 5.225.179 22.737 lg.099.7g 0.733
21 MG Unaí 8.447.098 'R.U5 16.776.38 0,812
22 DF Brasília 5.787.784 2.570.160 50.438.46 Q,844

2
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Além disto, considerando a definição da Região de Geo influência de


Brasília-REGIC2007, verifica-seque 298 municípios,abrangendo04 capitais
regionais, 10 centros sub-regionais e 44 centros de zona, totalizando uma
população de 9.680.621 habitantes influenciados direta ou indiretamente pelo
Distrito Federal. Cerca de 9,54% dos atendimentos realizados no Secretaria de
Estado de Saúde (SES-DF) são de pacientes de outros estados de acordo os
dados da Subsecretaria de Planejamento, Regulação e Controle (SUPRAC em
2012). Como consequência O DF foi a UF que mais cresceu no Centro-Oeste
na última década, e a população de Brasília e das cidades-satélitesjá é quase
duas vezes maior do que a registrada em 1990. (5)

Diante deste contexto percebe-se que a SES/DF, não obstante aos


significativos avanços na estrutura de assistência em suas diversas dimensões
ao usuário do SUS, tem um enorme desafio a enfrentar. Muitos aspectos
apontam para problemas que refletem na assistência: cobertura dos serviços
de saúde aquém das necessidades da população, barreiras de acesso,
constante evasão de profissionais especializados, desorganização dos
processos de trabalho, principalmente quando há a constatação que a Atenção
Primária não exerce o seu papel de ordenadora do cuidado, pressão advinda
do crescimento populacional sem a devida expansão da rede e/ou necessário
aumento de complexidade dos serviços com graves reflexos na qualidade dos
serviços prestados à população que desencadeou a publicação do decreto de
Emergência em saúde que vigorou entre janeiro de 2015 a julho de 2017
A população assistida pela rede de saúde suplementar é responsável
por cerca de 33.1% da cobertura assistencial (872.936 habitantes) em junho de

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografiae Estatística.Censo Demográfico 1991, Contagem Populacional 1996.
Censo Demográfico 2000. Contagem Populacional 2007 e Censo Demográfico 20101
bBp$:#çiiilêdçs:ibgç:xov:br/p IDçl/populêçao:php?çodmun=530010. em 0 1/11/20 17
2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Projeção da população do Distrito Federal.
httos!#çi(!odes.ibae.gov,br/brasil/df7oanorama.em 0 1/1 1/20 17
3. Companhia de Planeamento do Distrito Federal. Distrito Federal 10 anos. Indicadores Sociodemográficos Prospectivos
para o Distrito Federal; 1991-2030 / Companhia de Planejamento do Distrito Federal. - Brasílla: CODEPLAN,2009.
http://www.codeplan.df.gov.br/imagem/CODEPLAN/PDF/pesquisa.socioeconómica/demografia/Demografia.em.Foco
.2.1ndicad ores.Sociod em ograficos.P rospectivos.pa ra.o.Distrit o.Fede ra1.-.1 991-2030. pdf
4. (4) Ministério da Integração social, Superintendência do desenvolvimento do Centro-oeste, Municípios RIDE-DF,
!!!!n!#wws.udeca:xov.br/web/guest/municioíos-ride-df. em 0 1/1 1/20 17
5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, regiões de influência das cidades- REGIC.
3
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2017 e o restante,66,9%,podem ser considerados usuários que em sua grande


maioria dependem exclusivamente do SUS, conforme figuras abaixo':

ANS TABNET Inrorinaç&s em SaúdeSup16nteritaí


Inkle Conbutt4Ajuda

Atenção: Os dados do Tbbno{ tõm carga trl beneficiários com cara


mensal podem ler consultadosn.

Taxa de CobeRura de Plágios de Saúde


Anlst+nda FI dca pQr UF ugundo UF
UF: Detrito Federal
aNpltal: Brõsqa
Reg.Metrepclitõna; S 30 1RIDE do Disüito Fedtr+l e Engano - DF/GO/M
Região: Centro Oeste
Nhcdo: )un/201 7

Hi:''rT:::= rÜ;nã:ÜÍ [iã


FMi':'r'Tt '''=Jn=
Df6tríto
Fedent
'l 33.1

Quer do nl«iodada dois ou mais anos, a Taxa d+ cobertua + a meda do oeríada.


Z. AI hf açd 6 1ão»dual:+d4sa odõ três meses,poldUlltõndoa ÇQrreçõo
de competàlcias nt«{wn.

ANS TABNET lntormaçüs em SaúdeSuplementar

'ga

m+nsõl podem ser consultados n+ Sala:d+ SI tu4ç4e.

Beneficiados por UFgp Regiões Haropolltanas (RH) c Capital


Asdstiacb }4ddca se:finda ComNt+ndõ
UF: DiRrtto Federal
Grõnd+ Redlo: C ntro OeKe
Capital: Br8slllõ
Req.M+tropditana: S]O t RIDE da DI«rito Hderal B Entamo . or/OQ'n

ompet+ncla .l As+ist+ncia F4+dlca

10TAC$! íl B72.93ó

Cooiatemo .CS

termo 'bn e6d&i refere Ir +óltos un tules pan


rto hdvfdua.
fefm+(õ+s a abas cada l+s. posdblKtõnd$ac tenso de compete\dõ+ anter{«
Maisdetalhes ver Nota tdcnka.

A garantia de acesso aos usuários que necessitam de internação hospitalar


tem-se apresentado como grande desafio para a gestão das organizações de
saúde, apresentando historicamente um descompasso entre a oferta "sempre"
insuficiente e a demanda reprimida. Este descompasso crescente aumenta o
desafio para o SUS. Eit]99ável que a grande maiorjg des problemas que
difiçliltam Q acesso do paciente à UTI é extQ[Dêà própria.

1. Fonte: Agência Nacional de SaúdeSuplementar.Dados e indicadoresdo setor. Taxa de coberturade planosde saúde,
h ttp ://www. ans .gov. br/anstabn et/c gi-bin/dh?dados/tabn et.br. def
4
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DIAGNOSTICO SITUACIONAL DAS UTI'S DA REDE SES/DF


0 fluxo lêD44s99uir ilustra as ações desenvolvidas ao longo do triênio 201 5-2017
para o desbloqueio de leitos das UTls.

Linha do tempo das ações


voltadaspara desbloqueio de

Leitosbloqueados Leitosbloqueados Leitosbloqueados


(jan): 91 (jan): 86 (19/12):67
Fonte:relatório CRIH Fonte:relatório CRIH
#

Fonte:relatório CRIH

1) Transparência dos leitos de 1) Diretriz de CPem Pacientes


1} Inserida Profissional de Cuidados Críticos Adultos admitidos em
UTI (Portal Transparência)
Paliativos(CP) na VESTI(IOh/sem) UTl: consulta pública -
2) Participação na discussão
2) Primeira Oficina de CPem aprovada
para priorização da
dezembro/2016 2) Cursos e Jornada de CP no
implantação da portaria GM
3) Iniciada busca aviva de pacientes HBDF
2809/2012:leitosdelonga
permanência com perfil para CP nas UTI's S 3JBusca ativa de pacientes
contínuo com perfil para CP nas UTI's
3) Solicitação de ampliação do
Serviçode Assistência 4) Publicada Portaria ND65 de 4) Processo
Dominiliar de Alta 02/05/16: cria o SAD-ACda SES/DF 060.011.597/2014 (SAD-AC
Complexidade (SAD-AC)de 40 e estabelece critérios para 80 vagas): aguardando
para80vagas (iniciado em funcionamentoserviço liberação
2014) 5) Março: Reestruturação da 5) Portaria GDF ne713 de 21
4} Parceria com Gestão de Atenção Obstétrica e Perinatal da de novembro de 2017 -
Leitos: priorização de leitos RegiãoSulde Saúde dispõesobre ofluxo de
para egressos da UTI pacientes egressos de
6) Novembro: SAD-AC integrado à
5) Pleitear o fortalecimento os GEAD UTI,publicado no DODF de22
Núcleoslnternosde Regulação de dezembro de 2017;
7) Aguardando término licitação
UNIR's} 6Jdeliberação n'27,de Bode
SAD-AC,80 vagas
6) GT da Gestão de Leitos outubro de 2017 o plenário
8) GTparaa Transferênciado do Colegiada de Gestão, da
Desospitalização do paciente serviço de Pediatria Terciária para o SES/DF,aprova a Minuta da
rematuro: Método Canguru Hospital da Criança Portaria da Atenção
Domiciliar da SES/DF.
7)criação da carreira de

Gargalo 2:.12 .{:1b.


1) Participação na discussão da
transporte.Interl. 4$1 estruturação dos Núcleos de
hospitalar:l !#lliP
IHafifian a TranspoRes: em avaliação
económico-financeira(até 2017)

5
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1} Nomeação de intensivistas e
1)PortariaN' 89,de
neonatologistas
aprovadosno 02/06/16:reativaçãobanca l)Publicada Portaria
últimoconcursopúblico(edital
examinadora para Ne57,de 03/02/17:
N'O1 28/05/14) Credenciamento de leitos regulamenta Mudança
2} Ampliação carga horária de de UTI da iniciativa privada de Especialidade
20h para 40h para médicos
2) GT para elaboração de 2)Publicada a Portaria
3) Nomeação de profissionais novoTR para Contratação No32,de 14/06/17:
enfermagem aprovados no de serviço de UTI do edital para a mudança
último concurso público HRSM:entregue novembro de especialidade:-
Processona opção pelosCargosde
3) Nomeação: psicólogos,
060.008.374/2016 Terapialntensiva
farmacêuticos clínicos,
odontólogos,fonoaudiólogos 3) Treinamento em Adultoe Neonatologia
4)Criação do Colegiada de ReanimaçãoNeonatale 3)Priorização na
Pediátrica-Contínuo lotação de Enfermeiros
Terapia Intensiva: Portaria Na
e técnicos de
293de 30/12/15 4) Novembro: Processo
enfermagem nas UTI's
5) Priorizara presença de SeletivoSimplificado
rotineiros médicos e lpublicado 28/11/16)- 4) Acompanhamento
enfermeiros nas UTI's; contratação portempo insumos/contratosde
determinado. com 106 manutenção,.
6)Acompanhamentodo vagas de Terapia contínuo
abastecimentode insumos e Intensiva Adulto e 124
5)Edital de Concurso
material médico hospitalar - vagasde Neonatologia Público nQ OI de 2017
contínuo
5) Dezembro: Plano de provimento de vagas
7) Acompanhamento dos Assunçãodos leitos de UTI sob regime
contratos de manutenção de do HRSM- novoTRpara estatutário:
equipamentosmédicos- contrataçãode serviçode l ntensivista Adultos 90
contínuo UTI no HRSM,processo vagas; Neonatologia
8) Criação da planilha de 060.006.135/2015 90 vagas. Inscrições
encerradas
Informações diárias sobre 6} Acompanhamento
leitos CRIH insumos/contratosde to/12/2017
9) Fortalecimentoda Rede manutenção - contínuo
Cegonha
10) Reativaçõada Câmara
Técnicade Neonatologia
11) Plano de Enfrentamento à
ResistênciaBacteriana

[a..::b
1) Portaria N' 200 de tl publicação do Protocolo 1) Elaboração de
06/08/15:critérios de de Critérios de Internação e nova revisão da
cumprimentojÍ É priorização de acesso UTI alta em Neonatologia: N' 29. portaria 200/2015
Port.42/2006 Irevogaa PTR42/2006) 01/05/16 jem andamento)

6
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d
E
K
Ü
W

@
W Definição dos protocolos a
serem implantados e
revisadose processosde
trabalho a serem
1) Disponibilizar ferramenta de
implementados nas UTI's:
Tique atenda àsnecessidades 1) Elaboraçãodo TRem parceria aceno documental único
de gestão:aguarda definição comCTINF:contrataçãode
(lINF - monitoramento de serviço de gestãode indicadores Aguarda a disponibilização de
indicadores que atenda àsnecessidades ferramenta de TI para
gerenciaisdasUTI's monitoramento de
indicadores e relatórios

W gerenciais pela CrINa desde


2013

1) Estimulara Educação
Permanentenas UTI's
2)Questionário de gestão
1) Estimulara Educação por Competência
Permanentenas UTI's 1) Estimulara Educação Estratégica
2) Reunião EAPSUS:
Permanentenas UTI's
levantamentode necessidades 3} Aprceria coma SUGEP
e do mercado de cursos paraofecercuros
obrigatóriosestabelecidos
pelaportaria89S/2017

1) Processosde manutenção dos equipamentos não finalizados


l alguns iniciados em 2013);
2) O TR para contratação do serviço do SAD-AC,80 leitos, ainda não finalizado
jiniciado 2014);
3) Abastecimento irregular de materiais e insumos essenciaisà assistência
intensiva;
4) Deficiência de recursos humanos;
sl Ausênciade uma política de fixação do servidor na rede de saúde SESDF;
Falta de um sistema de informação de dados/indicadores dificultando
sobremaneira o monltoramento da qualidade da assistência;
7) Serviços hospitalares de Terapia RenalSubstitutiva insuficiente para atender
demanda de egressosda UTl;
81 Transporte sanitário deficiente;
9) Perda de leitos contratados;

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Atualmente a
disposto abaixou:

Fq ..BqFnFgB
''3

FnAWLm; 11
11 'lR1 1mAWLm;
PEolÀniw 04ÀTAL: 1
UOU.TU' ""-". 1il-"-'7UVU
1 plolinu&»lomlAI

No tríênio de 2015-2017, a situação de bloqueio de leitos vem variando.


tanto devido ao desbloqueiopor ações de gestão. desencadeadaspara
tratativa dos problemas vigentes passíveis de solução, quanto por novos
bloqueios advindos de problemas novos e reincidentes. Ressalta-se que os
números também podem variar por bloqueios provisórios de curtíssimo/curto
intervalo. Como podem ser observados na tabela e gráfico abaixo:

LEITOSUTI '!: O1/2015 07/2015 01/2016 01/2017 : 07/2017 12/2017


ADULTO 71 58 64 59 54 51
PEDIÁTRICO/NEONATOLOGIA 20 24 i7 @ 21:1 :g 23ggggg@i6
TOTAL91 84 81 80 67 67
FONTE:CRIH

8
Sededa Secretariade Saúde- SES
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LEITOS BLOQU EADOS


100

90

80

70
60
se
40

30

20

10
0
JAN/2015 JUL/2017 JAN/2016 JAN/2017 JUV2017 DE&2017

-ADULTO -PED/NEO TOTAL

Leitos UTlbloqueados(2017)

JAN FEV $ MAR $ABR 8 MAI JUN JULi AGO éSEr OUTãNOV

Figura 1. Distribuição quantitativa (mediana) de leitos de UTI sob regulação do Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal {CRSDF) e bloqueados.
segundo mês, Brasília-DF, 2017.

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Sede da Secreta'ia de Saúde -- SES
Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN-- Bloco "B" -- CEP: 70066-900
Tel.:(61) 3348-6123
GOVERNO DODISTRITOFEDERAL
Secretaria de Estado de Saúde
Coordenação de Atenção Especializada À Saúde
Gerência de Serviços de Terapia Intensiva

Segundo relatório diário expedido pela CRIH, a fila de espera por leitos
de UTI's na rede SES/DF tem variado entre 70 a 120 pacientes/dia, em média.
Outro fator inquietante é que há uma demanda elevada de mandados
iudiciais para o acesso a esses leitos. Abaixo, mandados expedidos que são
monitorados pela CRIH/DIREG/SUPLANS:

JUDICIALIZAÇÃO DO ACESSO AO LEITO DE UTI

'')

PERFIL DE PRIORIDADEDOS CASOS JUDICIALIZADOS


PRIORIDADE*l PRIORIDADE+2 PRIORIDADE+3
ANO Melhora Melhora Melhora
Cumprido Óbito Cumprido Óbito Cumprido Óbito
clínica clínica nlínií-a
2015 311 82 13 440 210 53 222
2016 414 131 21 392 146 40 187
2017 Até iulho 263 105 08 175 45 35 131
Total 988 318 42 1007 401 128 540 451
PRIORIDADE+4A PRIORIDADE+4B NAOPRIOR17AnO
Melhora Melhora
Cumprido Óbito
clínica Cumprido Óbito clínica Cumprido óbito l r(ilihora
2015 15 11 15 l 3 3 n n
2016 12 27 37 2 14 2 0 2 2
2017 Até iulho} 14 16 24 2 11 2 10 7 5
\
Total 41 54 76 05 28 7 10

Forre: GERIH/DIREG/CRCS/SUPLANS

Em 06 de agosto de 2015 foi publicada, no DODF N' 152, a Portaria NO


200, atualizando critérios existentes de admissão nas UTI's. Seu objetivo é de
permitir eleger os pacientes com maiores chances de se beneficiarem do
tratamento intensivo e consequentemente, os pacientes que não serão
beneficiados pela terapia intensiva, seja pela condição clínica que não justifica
a necessidade de UTI ou ausência de perspectiva terapêutica, com critérios
clínicos de prioridade classificados de l a 4 B.

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Entende-se em relação à priorizaçãoque o grupo de pacientes que mais


se beneficiamde suporteem UTI são aquelescom prioridadel ou 2. Os
pacientes com prioridade 3 e 4A podem ser manejados fora da UTI, em
unidades de cuidados intermediários. Os pacientes com prioridade 4B são
pacientes em terminalidade de vida para os quais a reversão do processo de
morte não pode mais ser alcançado e deveriam ser considerados para
condução do cuidado em unidades de cuidados paliativos. Ao se inserir o
paciente com perfil 4B na fila de regulação de leito de UTI, o acesso efetivo ao
leito torna-se não prioritário em relação aos demais, como consequência maior
tempo de espera para o leito de uti em comparação as demais prioridades e
aumento de ações judiciais para garantia de cuidados destes em leito de UTI.
Por isso, os pacientes com prioridade 4A apresentam um maior percentual de
melhora antes de ter acesso ao leito e os pacientes com prioridade 4B tem
percentualmentemais a óbito aguardando pelo leito, como seria de se esperar.
Por outro lado, os mandadosdos pacientescom prioridade l e 2 são aqueles
mais cumpridos, pois a oferta de leitos a estes pacientes já é uma premissa da
Portaria, independente da judicialização. Transpondo essa evidência para
todos os pacientes que são regulados aos leitos de UTI, podemos intuir que a
educação para a adequada regulação dos pacientes e a disponibilização de
leitos de retaguarda, com suporte intermediário e de cuidados paliativos, irá
culminar na utilização racional e otimizada dos recursos.

Ressalta-se ainda, ao avaliar do indicador "tempo médio de permanência


(TMP)" dos pacientes que ocupam os leitos de UTI, percebe-se que este
supera o aceitável, principalmente por falta de vagas nos leitos de enfermarias.
garantia de terapia dialítica e de um transporte sanitário resolutivo, conforme
quadro a seguir. Para fins de comparação, o tempo médio de internação nas
UTI's dos hospitais públicos brasileiros, no primeiro semestre de 2017,
publicado no site da Associação de Medicina Intensiva Brasileira- AMIB, projeto
UTls BRASILEIRAS - Registro Nacional de Terapia Intensiva, em parceria com
o Programa Epímed®, foi de 7,86 dias:

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TEMPO MÉDIO DE INTERNAÇÃO NAS UTI'S DA REDE


tempo médio de Internação (TÜI
UTI da Rede (por tipo)lll:;ln... . '
UTIGeral 23,5
UTITrauma 20,0
UTICoronária 10,0
UTI Materna 7.0
Fonte. GIREH/DIREG/CRCS/SUPLANg

Tempo médio de Internação


'''x (até novembro)
UTI da Rede (por TMI 2016 (em dias) TMI 2017 (em dias)
tiPO)
UTIGeral 23,3 23,1
UTITrauma 'dadosindisponíveis 14,9
UTI Coronária 8.9 13,1
UTI Materna 5,3 4.7
Fonte. Chefias das UTI's da Rede

OBS:TMI é semelhante ao TMP

Esclarece-se que, por meio do Decreto n' 36.918 publicado no DODF N'
228, de 27/11/2015e republicadono DODFN' 11, de 18/01/2016,
as
Coordenações Gerais de Saúde passaram a ser agrupadas e denominadas
'')
Superintendências de Regiões de Saúde, deixando de existir as Coordenações
Gerais de Saúde por "RA". Neste contexto, ressaltamos que o !eç!!agente de
seguindo o Decreto NO

37.057, publicado no DODF N' 10 de 15 de janeiro de 2016, que determina que


o Superintendente,em conjunto com o Chefe da UTI, são os responsáveispela
operacionalização das UTI's. Esse processo de abertura e fechamento de leitos
é variável ao longo do tempo e pode ser continuamente acompanhado pelas
atualízações diárias através da página da Transparência na Saúde da SES/DF,
disponível no link a seguir, cujos dados são fornecidos pelas chefias de UTl:

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2 CRIAÇÃO DOGRUPO DETRABALHO

Diante da constatação da necessidade de ações multivariadas


associada a extrema complexidade da problemática a ser enfrentada, da
competência regimental e responsabilidade partilhada em diferentes
Subsecretarias que compõem a SES/DF, de tomada de decisão, atitudes
conjuntas e simultâneas entre os entes envolvidos e com a percepção de que,
''3 apesar dos esforços despendidos,algumas ações permanecem sem o desfecho
programado. Portanto, conclui-se que o novo plano de ação deve ser elaborado
conjuntamente entre os respectivos responsáveis técnicos ou designados
pelas Subsecretarias. Assim, decidiu-se pela criação de um Grupo de Trabalho
(GT) com o delineamento de uma Força Tarefa com a verificação /n /oco das
condições de atendimento à população do DF, cujo objetivo fim é a proposição
de soluções com o propósito de dirimir os problemas identificados.

O GT foi publicadopela Portaria N' 536 no DODF N' 186, de 27 de


setembro de 2017, sendo composto pelos membros da: Gerência de Serviços
de Terapia Intensiva (GESTI/SAIS), Nefrologia (DISAH/SAIS), Gerência de
Serviços de Internação (GESINT/SAIS), Diretoria de Enfermagem
(DIENF/SAIS). Diretoria de Engenharia e Arquitetura em Saúde
(DEAS/SINFRA), Subsecretaria de Logística em Saúde (SULOG), Diretoria de
Regulação da Atenção Ambulatorial e Hospitalar (DIRAAH/CRDF).
Subsecretaria de Administração Geral (SUAG), Secretaria de Gestão de
Pessoas (DIPMAT/SUGEP) e Secretaria Adjunta de Atenção à Saúde (SAA).

3. DA METODOLOGIA

Foi definida a metodologia de trabalho do GT conforme etapas abaixo

1. Diagnóstico situacional:
1.1 . Visitas técnicas:
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Quem: equipe da GESTI. SAA e representanteda


Nefrologia, quando pertinente.

Quando: outubro de 2017

1.2. Consolidado dos achados

Quem: Equipe da GESTI

Quando: novembro 2017

1.3. Identificação de pontos fracos

Quem: Equipe da GESTI

Quando: novembro 201 7

1.4.Reuniões técnicas com membros do GT:Discussão dos achados e


pontos fracos, com a definição os principais a serem enfrentados: com
foco em não só no desbloqueia imediato, mas em ações com impacto a
médio/longo prazo, garantindo a viabilidade permanente não apenas
dos leitos desbloqueados, mas prevenindo novos bloqueios.

Quem: Grupo GT

Quando: novembro e dezembro de 2017

1.5. Elaboração dos planos de ação junto as respectivas Subsecretarias

Quem: Área técnica responsável

Quando: novembro e dezembro de 2017

1.6. Devolutiva dos planos de ação elaborados e discussão em grupo

Quando: dezembro de 201 7

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