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Técnico – Apoio Técnico-Administrativo

Edital nº 01 / 2013

Sumário
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Legislação Aplicada ao MPU e ao CNMP – Prof. Pedro Kuhn . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Português – Prof. Carlos Zambeli . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
Português – Prof. Pablo Jamilk . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183
Videoaulas + PDFs + Questões e os professores
Redação Oficial – Prof. Pablo Jamilk . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227
Noções de Informática – Prof. Rodrigo Schaeffer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 267
que mais aprovam no Brasil inteiro.
Ética no Serviço Público – Profª Letícia Loureiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 373
Raciocínio Lógico – Prof. Dudan . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 383 Dê play nos seus estudos.
Noções de Direito Constitucional – Prof. André Vieira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 475
Noções de Direito Constitucional – Prof. Daniel Sena. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 631 www.estudaquepassa.com.br
Noções de Direito Constitucional – Profª Alessandra Vieira. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 707
Noções de Direito Administrativo– Profª Tatiana Marcello . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 749
Noções de Direito Administrativo – Prof. Luís Gustavo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 867
Administração – Prof. Rafael Ravazolo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 935
Administração e Administração de Recursos Materiais – Profª Giovanna Carranza. . . . . . . .1313
Arquivologia – Prof. Darlan Eterno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1389

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Legislação Aplicada ao MPU e ao CNMP

Professor Pedro Kuhn

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Edital

LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU E AO CNMP: 1 Ministério Público da União. 1.1 Lei Orgânica
do Ministério Público da União (Lei Complementar nº 75/1993). 1.2 Perfil constitucional do Mi-
nistério Público e suas funções institucionais. 1.3 Conceito. 1.4 Princípios institucionais. 1.5 Os
vários Ministérios Públicos. 1.6 O Procurador-Geral da República: requisitos para a investidura
e procedimento de destituição. 1.7 Membros: ingresso na carreira, promoção, aposentadoria,
garantias, prerrogativas e vedações. 2 Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). 2.1
Composição. 2.2 Atribuições constitucionais.

BANCA: Cespe
CARGO: Técnico do MPU – Apoio Técnico-Administrativo – Administração

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Legislação Aplicada ao MPU e CNMP
nado Federal, para mandato de dois anos, b) exercer a advocacia;
permitida a recondução.
c) participar de sociedade comercial, na for-
§ 2º A destituição do Procurador-Geral da ma da lei;
República, por iniciativa do Presidente da
República, deverá ser precedida de autori- d) exercer, ainda que em disponibilidade,
qualquer outra função pública, salvo uma
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 zação da maioria absoluta do Senado Fede-
de magistério;
ral.
§ 3º Os Ministérios Públicos dos Estados e e) exercer atividade político-partidária;
o do Distrito Federal e Territórios formarão f) receber, a qualquer título ou pretexto,
lista tríplice dentre integrantes da carreira, auxílios ou contribuições de pessoas físicas,
na forma da lei respectiva, para escolha de entidades públicas ou privadas, ressalvadas
CAPÍTULO IV acordo com os limites estipulados na forma
seu Procurador-Geral, que será nomeado as exceções previstas em lei.
DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA do § 3º.
pelo Chefe do Poder Executivo, para manda-
§ 5º Se a proposta orçamentária de que tra- to de dois anos, permitida uma recondução. § 6º Aplica-se aos membros do Ministério
Seção I ta este artigo for encaminhada em desacor- Público o disposto no art. 95, parágrafo úni-
§ 4º Os Procuradores-Gerais nos Estados e co, V.
DO MINISTÉRIO PÚBLICO do com os limites estipulados na forma do
no Distrito Federal e Territórios poderão ser
§ 3º, o Poder Executivo procederá aos ajus- Art. 129. São funções institucionais do Ministé-
Art. 127. O Ministério Público é instituição per- destituídos por deliberação da maioria ab-
tes necessários para fins de consolidação da rio Público:
manente, essencial à função jurisdicional do soluta do Poder Legislativo, na forma da lei
proposta orçamentária anual.
Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem ju- complementar respectiva. I – promover, privativamente, a ação penal
rídica, do regime democrático e dos interesses § 6º Durante a execução orçamentária do pública, na forma da lei;
§ 5º Leis complementares da União e dos
sociais e individuais indisponíveis. exercício, não poderá haver a realização de
Estados, cuja iniciativa é facultada aos res-
despesas ou a assunção de obrigações que II – zelar pelo efetivo respeito dos Poderes
§ 1º São princípios institucionais do Minis- pectivos Procuradores-Gerais, estabelece- Públicos e dos serviços de relevância públi-
extrapolem os limites estabelecidos na lei
tério Público a unidade, a indivisibilidade e rão a organização, as atribuições e o estatu-
de diretrizes orçamentárias, exceto se pre- ca aos direitos assegurados nesta Constitui-
a independência funcional. to de cada Ministério Público, observadas, ção, promovendo as medidas necessárias a
viamente autorizadas, mediante a abertura
relativamente a seus membros: sua garantia;
de créditos suplementares ou especiais.
§ 2º Ao Ministério Público é assegurada au-
tonomia funcional e administrativa, poden- I – as seguintes garantias: III – promover o inquérito civil e a ação civil
Art. 128. O Ministério Público abrange:
do, observado o disposto no art. 169, pro- a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, pública, para a proteção do patrimônio pú-
por ao Poder Legislativo a criação e extinção I – o Ministério Público da União, que com- blico e social, do meio ambiente e de outros
não podendo perder o cargo senão por sen-
de seus cargos e serviços auxiliares, proven- preende: interesses difusos e coletivos;
tença judicial transitada em julgado;
do-os por concurso público de provas ou de a) o Ministério Público Federal;
provas e títulos, a política remuneratória e b) inamovibilidade, salvo por motivo de in- IV – promover a ação de inconstitucionali-
os planos de carreira; a lei disporá sobre sua b) o Ministério Público do Trabalho; teresse público, mediante decisão do órgão dade ou representação para fins de inter-
organização e funcionamento. colegiado competente do Ministério Públi- venção da União e dos Estados, nos casos
c) o Ministério Público Militar; co, pelo voto da maioria absoluta de seus previstos nesta Constituição;
§ 3º O Ministério Público elaborará sua pro- membros, assegurada ampla defesa;
posta orçamentária dentro dos limites esta- d) o Ministério Público do Distrito Federal e V – defender judicialmente os direitos e in-
Territórios; c) irredutibilidade de subsídio, fixado na for- teresses das populações indígenas;
belecidos na lei de diretrizes orçamentárias.
II – os Ministérios Públicos dos Estados. ma do art. 39, § 4º, e ressalvado o disposto VI – expedir notificações nos procedimen-
§ 4º Se o Ministério Público não encaminhar nos arts. 37, X e XI, 150, II, 153, III, 153, §
a respectiva proposta orçamentária dentro tos administrativos de sua competência, re-
§ 1º O Ministério Público da União tem por 2º, I;
do prazo estabelecido na lei de diretrizes quisitando informações e documentos para
chefe o Procurador-Geral da República, no-
orçamentárias, o Poder Executivo conside- II – as seguintes vedações: instruí-los, na forma da lei complementar
meado pelo Presidente da República dentre
rará, para fins de consolidação da proposta respectiva;
integrantes da carreira, maiores de trinta e a) receber, a qualquer título e sob qualquer
orçamentária anual, os valores aprovados cinco anos, após a aprovação de seu nome pretexto, honorários, percentagens ou cus-
na lei orçamentária vigente, ajustados de pela maioria absoluta dos membros do Se- tas processuais;

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VII – exercer o controle externo da ativida- Senado Federal, para um mandato de dois anos, III – receber e conhecer das reclamações -lhe, além das atribuições que lhe forem
de policial, na forma da lei complementar admitida uma recondução, sendo: contra membros ou órgãos do Ministério conferidas pela lei, as seguintes:
mencionada no artigo anterior; Público da União ou dos Estados, inclusive
I – o Procurador-Geral da República, que o contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo I – receber reclamações e denúncias, de
VIII – requisitar diligências investigatórias e preside; da competência disciplinar e correicional da qualquer interessado, relativas aos mem-
a instauração de inquérito policial, indica- instituição, podendo avocar processos dis- bros do Ministério Público e dos seus servi-
dos os fundamentos jurídicos de suas mani- II – quatro membros do Ministério Público ços auxiliares;
da União, assegurada a representação de ciplinares em curso, determinar a remoção,
festações processuais; a disponibilidade ou a aposentadoria com
cada uma de suas carreiras; II – exercer funções executivas do Conselho,
IX – exercer outras funções que lhe forem subsídios ou proventos proporcionais ao de inspeção e correição geral;
conferidas, desde que compatíveis com sua III – três membros do Ministério Público dos tempo de serviço e aplicar outras sanções
finalidade, sendo-lhe vedada a representa- Estados; administrativas, assegurada ampla defesa; III – requisitar e designar membros do Mi-
ção judicial e a consultoria jurídica de enti- nistério Público, delegando-lhes atribui-
IV – dois juízes, indicados um pelo Supremo IV – rever, de ofício ou mediante provoca- ções, e requisitar servidores de órgãos do
dades públicas. Tribunal Federal e outro pelo Superior Tri- ção, os processos disciplinares de membros Ministério Público.
§ 1º A legitimação do Ministério Público bunal de Justiça; do Ministério Público da União ou dos Esta-
para as ações civis previstas neste artigo dos julgados há menos de um ano; § 4º O Presidente do Conselho Federal da
V – dois advogados, indicados pelo Conse- Ordem dos Advogados do Brasil oficiará jun-
não impede a de terceiros, nas mesmas hi- lho Federal da Ordem dos Advogados do V – elaborar relatório anual, propondo as
póteses, segundo o disposto nesta Consti- to ao Conselho.
Brasil; providências que julgar necessárias sobre a
tuição e na lei. situação do Ministério Público no País e as § 5º Leis da União e dos Estados criarão ou-
VI – dois cidadãos de notável saber jurídico vidorias do Ministério Público, competentes
§ 2º As funções do Ministério Público só po- atividades do Conselho, o qual deve inte-
e reputação ilibada, indicados um pela Câ- para receber reclamações e denúncias de
dem ser exercidas por integrantes da carrei- mara dos Deputados e outro pelo Senado grar a mensagem prevista no art. 84, XI.
ra, que deverão residir na comarca da res- qualquer interessado contra membros ou
Federal. § 3º O Conselho escolherá, em votação se- órgãos do Ministério Público, inclusive con-
pectiva lotação, salvo autorização do chefe creta, um Corregedor nacional, dentre os
da instituição. § 1º Os membros do Conselho oriundos do tra seus serviços auxiliares, representando
Ministério Público serão indicados pelos membros do Ministério Público que o inte- diretamente ao Conselho Nacional do Mi-
§ 3º O ingresso na carreira do Ministério gram, vedada a recondução, competindo- nistério Público.
respectivos Ministérios Públicos, na forma
Público far-se-á mediante concurso público da lei.
de provas e títulos, assegurada a participa-
ção da Ordem dos Advogados do Brasil em § 2º Compete ao Conselho Nacional do Mi-
sua realização, exigindo-se do bacharel em nistério Público o controle da atuação admi-
direito, no mínimo, três anos de atividade nistrativa e financeira do Ministério Público RESUMO INDISPENSÁVEL
jurídica e observando-se, nas nomeações, a e do cumprimento dos deveres funcionais
ordem de classificação. de seus membros, cabendo-lhe:

§ 4º Aplica-se ao Ministério Público, no que I – zelar pela autonomia funcional e admi-


couber, o disposto no art. 93. nistrativa do Ministério Público, podendo 1. PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS membros não ficam vinculados aos proces-
expedir atos regulamentares, no âmbito de sos que atuam.
§ 5º A distribuição de processos no Ministé- DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
sua competência, ou recomendar providên-
rio Público será imediata. 1.3 – INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL – re-
cias; 1.1 – UNIDADE – O Ministério Público pos- laciona-se à autonomia de convicção, pois
Art. 130. Aos membros do Ministério Público II – zelar pela observância do art. 37 e apre- sui divisão meramente funcional, atuando promotores e procuradores podem agir
junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as dis- sempre como se fosse uma instituição úni- da maneira que melhor entenderem, não
ciar, de ofício ou mediante provocação, a
posições desta seção pertinentes a direitos, ve- legalidade dos atos administrativos pratica- ca, os membros integram um só órgão. estão subordinados a quem quer que seja
dações e forma de investidura. dos por membros ou órgãos do Ministério 1.2 – INDIVISIBILIDADE – Os membros do neste aspecto funcional. submetem-se ape-
Público da União e dos Estados, podendo Ministério Público que agem em nome da nas em caráter administrativo ao Chefe da
Art. 130-A. O Conselho Nacional do Ministério
desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para Instituição e não por eles mesmos, por isso Instituição.
Público compõe-se de quatorze membros no-
meados pelo Presidente da República, depois que se adotem as providências necessárias a possibilidade de um membro substituir o
de aprovada a escolha pela maioria absoluta do ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo outro, dentro da mesma função, sem que
da competência dos Tribunais de Contas; com isso haja qualquer disparidade. Os

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2. AUTONOMIAS CONSTITUCIO- 3. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS LEI COMPLEMENTAR Nº 75, DE 20 DE MAIO DE 1993


NAIS DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO
PÚBLICO
2.1 – AUTONOMIA FUNCIONAL – Diferen- Dispõe sobre a organização, as atribuições e o c) a prevenção e a correção de ilegalidade
te da INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL a auto- 3.1 – INAMOVIBILIDADE – salvo por motivo estatuto do Ministério Público da União. ou de abuso de poder;
nomia funcional não serve para o procura- de interesse público, mediante decisão do
dor fazer o que bem quiser, mas para que O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o d) a indisponibilidade da persecução penal;
órgão colegiado competente do Ministério
o Ministério Público – cuja a função é de- Congresso Nacional decreta e eu sanciono a se-
Público, pelo voto da maioria absoluta de e) a competência dos órgãos incumbidos da
fender a lei – possa agir sem precisar pedir guinte lei complementar:
seus membros, assegurada ampla defesa. segurança pública.
permissão ao presidente da República (ou O CONGRESSO NACIONAL decreta:
governador, no caso do Ministério Público 3.2 – IRREDUTIBILIDADE DE SUBSÍDIO – Art. 4º São princípios institucionais do Ministé-
Estadual). Isso porque ele está subordina- Como o próprio nome diz os subsídios dos rio Público da União a unidade, a indivisibilida-
do àquele poder (o Ministério Público é o membros são irredutíveis estando porém, de e a independência funcional.
sujeitos aos impostos gerais. TÍTULO I
que chamamos de órgão apêndice do po-
Art. 5º São funções institucionais do Ministério
der Executivo). Se o Ministério Público não 3.3 – VITALICIEDADE – após dois anos de Das Disposições Gerais Público da União:
tivesse a autonomia funcional ele ficaria im- exercício, não podendo perder o cargo se-
possibilitado de exercer suas funções já que não por sentença judicial transitada em jul- I – a defesa da ordem jurídica, do regime
boa parte das ações que ele move são con- gado; democrático, dos interesses sociais e dos
tra o próprio poder Executivo, quando sus- interesses individuais indisponíveis, consi-
peita que este possa ter desrespeitado a lei.
CAPÍTULO I
derados, dentre outros, os seguintes funda-
É a liberdade que o Ministério Público tem, DA DEFINIÇÃO, DOS PRINCÍPIOS E mentos e princípios:
enquanto instituição, em face de outros ór- 4. VEDAÇÕES CONSTIUCIONAIS DAS FUNÇÕES INSTITUCIONAIS
gãos ou instituições do Estado – Ver Cons tuição Federal ar go a) a soberania e a representatividade popu-
128 §5º inciso II. Art. 1º O Ministério Público da União, organi- lar;
2.2 – ADMINISTRATIVA – A autonomia ad- zado por esta lei Complementar, é instituição
ministrativa manifesta-se no exercício dos permanente, essencial à função jurisdicional do b) os direitos políticos;
atos de sua atividade-meio, ou seja, consis- Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurí- c) os objetivos fundamentais da República
te na possibilidade de o Ministério Público 5. FUNÇÕES INSTITUCIONAIS DO dica, do regime democrático, dos interesses so- Federativa do Brasil;
praticar livremente, apenas subordinado à MINISTÉRIO PÚBLICO – Ver Cons- ciais e dos interesses individuais indisponíveis.
lei, os atos próprios de gestão administra- d) a indissolubilidade da União;
tuição Federal ar go 129. Art. 2º Incumbem ao Ministério Público as me-
tiva da própria instituição (provimento de
didas necessárias para garantir o respeito dos e) a independência e a harmonia dos Pode-
seus cargos e serviços auxiliares; iniciativa
Poderes Públicos e dos serviços de relevância res da União;
de lei; contratar, licitar e efetuar a adminis-
tração geral da própria instituição). Como 6. CONSELHO NACIONAL DO MI- pública aos direitos assegurados pela Constitui- f) a autonomia dos Estados, do Distrito Fe-
exemplo dessa autonomia podemos citar as NISTÉRIO PÚBLICO ção Federal. deral e dos Municípios;
mencionadas no artigo 109 da Constituição Art. 3º O Ministério Público da União exercerá o
do Estado do RS. 6.1 – COMPOSIÇÃO g) as vedações impostas à União, aos Esta-
controle externo da atividade policial tendo em dos, ao Distrito Federal e aos Municípios;
→ CUIDADO!! Os atos decorrentes de sua 6.2 – COMPETÊNCIA vista:
autonomia administrativa têm eficácia ple- h) a legalidade, a impessoalidade, a morali-
Matéria regulada no artigo 130-A da Consti- a) o respeito aos fundamentos do Estado dade e a publicidade, relativas à administra-
na e executoriedade imediata. tuição Federal. Democrático de Direito, aos objetivos fun- ção pública direta, indireta ou fundacional,
2.3 – FINANCEIRA – O Ministério Público damentais da República Federativa do Bra- de qualquer dos Poderes da União;
elaborará sua proposta orçamentária den- sil, aos princípios informadores das relações
tro dos limites estabelecidos na lei de dire- internacionais, bem como aos direitos asse- II – zelar pela observância dos princípios
trizes orçamentárias, ou seja, a autonomia gurados na Constituição Federal e na lei; constitucionais relativos:
financeira possui os limites da Lei. b) a preservação da ordem pública, da inco- a) ao sistema tributário, às limitações do
lumidade das pessoas e do patrimônio pú- poder de tributar, à repartição do poder im-
blico;

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positivo e das receitas tributárias e aos di- princípios e competências da Instituição, d) outros interesses individuais indisponí- g) ao meio ambiente;
reitos do contribuinte; bem como pelo livre exercício de suas fun- veis, homogêneos, sociais, difusos e coleti-
ções. vos; XV – manifestar-se em qualquer fase dos
b) às finanças públicas; processos, acolhendo solicitação do juiz ou
§ 2º Somente a lei poderá especificar as VIII – promover outras ações, nelas incluído por sua iniciativa, quando entender existen-
c) à atividade econômica, à política urbana, funções atribuídas pela Constituição Fede- o mandado de injunção sempre que a falta te interesse em causa que justifique a inter-
agrícola, fundiária e de reforma agrária e ao ral e por esta Lei Complementar ao Ministé- de norma regulamentadora torne inviável venção;
sistema financeiro nacional; rio Público da União, observados os princí- o exercício dos direitos e liberdades cons-
pios e normas nelas estabelecidos. titucionais e das prerrogativas inerentes à XVI – (Vetado);
d) à seguridade social, à educação, à cultura
e ao desporto, à ciência e à tecnologia, à co- nacionalidade, à soberania e à cidadania, XVII – propor as ações cabíveis para:
municação social e ao meio ambiente; quando difusos os interesses a serem pro-
tegidos; a) perda ou suspensão de direitos políticos,
e) à segurança pública; CAPÍTULO II nos casos previstos na Constituição Federal;
IX – promover ação visando ao cancelamen-
III – a defesa dos seguintes bens e interes- DOS INSTRUMENTOS DE ATUAÇÃO b) declaração de nulidade de atos ou con-
to de naturalização, em virtude de atividade
ses: nociva ao interesse nacional; tratos geradores do endividamento externo
Art. 6º Compete ao Ministério Público da União:
da União, de suas autarquias, fundações e
a) o patrimônio nacional; X – promover a responsabilidade dos execu- demais entidades controladas pelo Poder
I – promover a ação direta de inconstitucio-
b) o patrimônio público e social; nalidade e o respectivo pedido de medida tores ou agentes do estado de defesa ou do Público Federal, ou com repercussão direta
cautelar; estado de sítio, pelos ilícitos cometidos no ou indireta em suas finanças;
c) o patrimônio cultural brasileiro; período de sua duração;
II – promover a ação direta de inconstitucio- c) dissolução compulsória de associações,
d) o meio ambiente; nalidade por omissão; XI – defender judicialmente os direitos e inclusive de partidos políticos, nos casos
interesses das populações indígenas, inclu- previstos na Constituição Federal;
e) os direitos e interesses coletivos, espe- III – promover a argüição de descumpri- ídos os relativos às terras por elas tradicio-
cialmente das comunidades indígenas, da mento de preceito fundamental decorrente nalmente habitadas, propondo as ações ca- d) cancelamento de concessão ou de per-
família, da criança, do adolescente e do ido- da Constituição Federal; bíveis; missão, nos casos previstos na Constituição
so; Federal;
IV – promover a representação para inter- XII – propor ação civil coletiva para defesa
IV – zelar pelo efetivo respeito dos Poderes venção federal nos Estados e no Distrito Fe- de interesses individuais homogêneos; e) declaração de nulidade de cláusula con-
Públicos da União, dos serviços de relevân- deral; tratual que contrarie direito do consumidor;
cia pública e dos meios de comunicação XIII – propor ações de responsabilidade do
social aos princípios, garantias, condições, V – promover, privativamente, a ação penal fornecedor de produtos e serviços; XVIII – representar;
direitos, deveres e vedações previstos na pública, na forma da lei;
XIV – promover outras ações necessárias ao a) ao órgão judicial competente para quebra
Constituição Federal e na lei, relativos à co- VI – impetrar habeas corpus e mandado de de sigilo da correspondência e das comuni-
municação social; exercício de suas funções institucionais, em
segurança; defesa da ordem jurídica, do regime demo- cações telegráficas, de dados e das comuni-
V – zelar pelo efetivo respeito dos Poderes crático e dos interesses sociais e individuais cações telefônicas, para fins de investigação
VII – promover o inquérito civil e a ação civil criminal ou instrução processual penal, bem
Públicos da União e dos serviços de relevân- indisponíveis, especialmente quanto:
pública para: como manifestar-se sobre representação a
cia pública quanto:
a) ao Estado de Direito e às instituições de- ele dirigida para os mesmos fins;
a) a proteção dos direitos constitucionais;
a) aos direitos assegurados na Constituição mocráticas;
Federal relativos às ações e aos serviços de b) a proteção do patrimônio público e so- b) ao Congresso Nacional, visando ao exer-
saúde e à educação; b) à ordem econômica e financeira; cício das competências deste ou de qual-
cial, do meio ambiente, dos bens e direitos
de valor artístico, estético, histórico, turísti- c) à ordem social; quer de suas Casas ou comissões;
b) aos princípios da legalidade, da impesso-
co e paisagístico; c) ao Tribunal de Contas da União, visando
alidade, da moralidade e da publicidade; d) ao patrimônio cultural brasileiro;
c) a proteção dos interesses individuais in- ao exercício das competências deste;
VI – exercer outras funções previstas na e) à manifestação de pensamento, de cria-
disponíveis, difusos e coletivos, relativos às d) ao órgão judicial competente, visando à
Constituição Federal e na lei. comunidades indígenas, à família, à criança, ção, de expressão ou de informação;
aplicação de penalidade por infrações co-
§ 1º Os órgãos do Ministério Público da ao adolescente, ao idoso, às minorias étni- f) à probidade administrativa; metidas contra as normas de proteção à
União devem zelar pela observância dos cas e ao consumidor;

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infância e à juventude, sem prejuízo da pro- III – requisitar à autoridade competente a a exceção de sigilo, sem prejuízo da subsis- omissão indevida, ou para prevenir ou cor-
moção da responsabilidade civil e penal do instauração de procedimentos administrati- tência do caráter sigiloso da informação, do rigir ilegalidade ou abuso de poder;
infrator, quando cabível; vos, ressalvados os de natureza disciplinar, registro, do dado ou do documento que lhe
podendo acompanhá-los e produzir provas. seja fornecido. IV – requisitar à autoridade competente
XIX – promover a responsabilidade: para instauração de inquérito policial sobre
Art. 8º Para o exercício de suas atribuições, o § 3º A falta injustificada e o retardamento a omissão ou fato ilícito ocorrido no exercí-
a) da autoridade competente, pelo não Ministério Público da União poderá, nos proce- indevido do cumprimento das requisições cio da atividade policial;
exercício das incumbências, constitucional dimentos de sua competência: do Ministério Público implicarão a respon-
e legalmente impostas ao Poder Público da sabilidade de quem lhe der causa. V – promover a ação penal por abuso de po-
União, em defesa do meio ambiente, de sua I – notificar testemunhas e requisitar sua der.
preservação e de sua recuperação; condução coercitiva, no caso de ausência § 4º As correspondências, notificações, re-
injustificada; quisições e intimações do Ministério Pú- Art. 10. A prisão de qualquer pessoa, por par-
b) de pessoas físicas ou jurídicas, em razão blico quando tiverem como destinatário o te de autoridade federal ou do Distrito Federal
da prática de atividade lesiva ao meio am- II – requisitar informações, exames, perícias Presidente da República, o Vice-Presidente e Territórios, deverá ser comunicada imediata-
biente, tendo em vista a aplicação de san- e documentos de autoridades da Adminis- da República, membro do Congresso Nacio- mente ao Ministério Público competente, com
ções penais e a reparação dos danos causa- tração Pública direta ou indireta; nal, Ministro do Supremo Tribunal Federal, indicação do lugar onde se encontra o preso e
dos; Ministro de Estado, Ministro de Tribunal cópia dos documentos comprobatórios da lega-
III – requisitar da Administração Pública lidade da prisão.
XX – expedir recomendações, visando à me- serviços temporários de seus servidores e Superior, Ministro do Tribunal de Contas da
lhoria dos serviços públicos e de relevância meios materiais necessários para a realiza- União ou chefe de missão diplomática de
pública, bem como ao respeito, aos inte- ção de atividades específicas; caráter permanente serão encaminhadas e
resses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe levadas a efeito pelo Procurador-Geral da
IV – requisitar informações e documentos a CAPÍTULO IV
promover, fixando prazo razoável para a República ou outro órgão do Ministério Pú-
entidades privadas; blico a quem essa atribuição seja delegada, DA DEFESA DOS DIREITOS
adoção das providências cabíveis.
cabendo às autoridades mencionadas fixar CONSTITUCIONAIS
§ 1º Será assegurada a participação do Mi- V – realizar inspeções e diligências investi-
gatórias; data, hora e local em que puderem ser ouvi-
nistério Público da União, como instituição das, se for o caso. Art. 11. A defesa dos direitos constitucionais do
observadora, na forma e nas condições es- VI – ter livre acesso a qualquer local público cidadão visa à garantia do seu efetivo respeito
tabelecidas em ato do Procurador-Geral da ou privado, respeitadas as normas constitu- § 5º As requisições do Ministério Público se- pelos Poderes Públicos e pelos prestadores de
República, em qualquer órgão da adminis- rão feitas fixando-se prazo razoável de até serviços de relevância pública.
cionais pertinentes à inviolabilidade do do-
tração pública direta, indireta ou fundacio- micílio; dez dias úteis para atendimento, prorrogá-
vel mediante solicitação justificada. Art. 12. O Procurador dos Direitos do Cidadão
nal da União, que tenha atribuições correla-
VII – expedir notificações e intimações ne- agirá de ofício ou mediante representação, no-
tas às funções da Instituição.
cessárias aos procedimentos e inquéritos tificando a autoridade questionada para que
§ 2º A lei assegurará a participação do Mi- que instaurar; preste informação, no prazo que assinar.
nistério Público da União nos órgãos cole- CAPÍTULO III Art. 13. Recebidas ou não as informações e ins-
giados estatais, federais ou do Distrito Fe- VIII – ter acesso incondicional a qualquer DO CONTROLE EXTERNO DA
banco de dados de caráter público ou relati- truído o caso, se o Procurador dos Direitos do
deral, constituídos para defesa de direitos e
vo a serviço de relevância pública; ATIVIDADE POLICIAL Cidadão concluir que direitos constitucionais fo-
interesses relacionados com as funções da
ram ou estão sendo desrespeitados, deverá no-
Instituição. Art. 9º O Ministério Público da União exercerá o
IX – requisitar o auxílio de força policial. tificar o responsável para que tome as providên-
Art. 7º Incumbe ao Ministério Público da União, controle externo da atividade policial por meio cias necessárias a prevenir a repetição ou que
§ 1º O membro do Ministério Público será de medidas judiciais e extrajudiciais podendo: determine a cessação do desrespeito verificado.
sempre que necessário ao exercício de suas fun-
civil e criminalmente responsável pelo uso
ções institucionais: indevido das informações e documentos I – ter livre ingresso em estabelecimentos Art. 14. Não atendida, no prazo devido, a notifi-
I – instaurar inquérito civil e outros procedi- que requisitar; a ação penal, na hipótese, policiais ou prisionais; cação prevista no artigo anterior, a Procuradoria
mentos administrativos correlatos; poderá ser proposta também pelo ofendi- II – ter acesso a quaisquer documentos rela- dos Direitos do Cidadão representará ao poder
do, subsidiariamente, na forma da lei pro- ou autoridade competente para promover a
II – requisitar diligências investigatórias e a tivos à atividade-fim policial;
cessual penal. responsabilidade pela ação ou omissão incons-
instauração de inquérito policial e de inqué- III – representar à autoridade competente titucionais.
rito policial militar, podendo acompanhá- § 2º Nenhuma autoridade poderá opor ao
pela adoção de providências para sanar a
-los e apresentar provas; Ministério Público, sob qualquer pretexto,

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Art. 15. É vedado aos órgãos de defesa dos di- b) usar vestes talares; vacidade e à disposição do tribunal compe- CAPÍTULO VI
reitos constitucionais do cidadão promover em tente para o julgamento, quando sujeito a DA AUTONOMIA DO
juízo a defesa de direitos individuais lesados. c) ter ingresso e trânsito livres, em razão de prisão antes da decisão final; e a dependên-
serviço, em qualquer recinto público ou pri- cia separada no estabelecimento em que ti- MINISTÉRIO PÚBLICO
§ 1º Quando a legitimidade para a ação de- vado, respeitada a garantia constitucional ver de ser cumprida a pena;
corrente da inobservância da Constituição da inviolabilidade do domicílio; Art. 22. Ao Ministério Público da União é asse-
Federal, verificada pela Procuradoria, cou- f) não ser indiciado em inquérito policial, gurada autonomia funcional, administrativa e
ber a outro órgão do Ministério Público, os d) a prioridade em qualquer serviço de observado o disposto no parágrafo único financeira, cabendo-lhe:
elementos de informação ser-lhe-ão reme- transporte ou comunicação, público ou deste artigo;
privado, no território nacional, quando em I – propor ao Poder Legislativo a criação e
tidos. extinção de seus cargos e serviços auxilia-
serviço de caráter urgente; g) ser ouvido, como testemunhas, em dia,
§ 2º Sempre que o titular do direito lesado hora e local previamente ajustados com o res, bem como a fixação dos vencimentos
não puder constituir advogado e a ação ca- e) o porte de arma, independentemente de magistrado ou a autoridade competente; de seus membros e servidores;
bível não incumbir ao Ministério Público, o autorização;
h) receber intimação pessoalmente nos au- II – prover os cargos de suas carreiras e dos
caso, com os elementos colhidos, será enca- f) carteira de identidade especial, de acordo serviços auxiliares;
minhado à Defensoria Pública competente. tos em qualquer processo e grau de jurisdi-
com modelo aprovado pelo Procurador-Ge- ção nos feitos em que tiver que oficiar.
ral da República e por ele expedida, nela se III – organizar os serviços auxiliares;
Art. 16. A lei regulará os procedimentos da atu-
ação do Ministério Público na defesa dos direi- consignando as prerrogativas constantes do Parágrafo único. Quando, no curso de in- IV – praticar atos próprios de gestão.
tos constitucionais do cidadão. inciso I, alíneas c, d e e do inciso II, alíneas d, vestigação, houver indício da prática de in-
e e f, deste artigo; fração penal por membro do Ministério Pú- Art. 23. O Ministério Público da União elabora-
blico da União, a autoridade policial, civil ou rá sua proposta orçamentária dentro dos limites
II – processuais: militar, remeterá imediatamente os autos da lei de diretrizes orçamentárias.
CAPÍTULO V a) do Procurador-Geral da República, ser ao Procurador-Geral da República, que de-
signará membro do Ministério Público para § 1º Os recursos correspondentes às suas
DAS GARANTIAS E DAS processado e julgado, nos crimes comuns, dotações orçamentárias, compreendidos os
pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Sena- prosseguimento da apuração do fato.
PRERROGATIVAS créditos suplementares e especiais, ser-lhe-
do Federal, nos crimes de responsabilidade; Art. 19. O Procurador-Geral da República terá -ão entregues até o dia vinte de cada mês.
Art. 17. Os membros do Ministério Público da b) do membro do Ministério Público da as mesmas honras e tratamento dos Ministros
União gozam das seguintes garantias: do Supremo Tribunal Federal; e os demais mem- § 2º A fiscalização contábil, financeira, orça-
União que oficie perante tribunais, ser pro- mentária, operacional e patrimonial do Mi-
cessado e julgado, nos crimes comuns e de bros da instituição, as que forem reservadas aos
I – vitaliciedade, após dois anos de efetivo nistério Público da União será exercida pelo
responsabilidade, pelo Superior Tribunal de magistrados perante os quais oficiem.
exercício, não podendo perder o cargo se- Congresso Nacional, mediante controle ex-
não por sentença judicial transitada em jul- Justiça; Art. 20. Os órgãos do Ministério Público da terno, com o auxílio do Tribunal de Contas
gado; c) do membro do Ministério Público da União terão presença e palavra asseguradas em da União, segundo o disposto no Título IV,
União que oficie perante juízos de primei- todas as sessões dos colegiados em que oficiem. Capítulo I, Seção IX, da Constituição Federal,
II – inamovibilidade, salvo por motivo de in-
ra instância, ser processado e julgado, nos e por sistema próprio de controle interno.
teresse público, mediante decisão do Con- Art. 21. As garantias e prerrogativas dos mem-
selho Superior, por voto de dois terços de crimes comuns e de responsabilidade, pelos bros do Ministério Público da União são ineren- § 3º As contas referentes ao exercício ante-
seus membros, assegurada ampla defesa; Tribunais Regionais Federais, ressalvada a tes ao exercício de suas funções e irrenunciá- rior serão prestadas, anualmente, dentro de
competência da Justiça Eleitoral; veis. sessenta dias da abertura da sessão legisla-
III – (Vetado)
d) ser preso ou detido somente por ordem tiva do Congresso Nacional.
Parágrafo único. As garantias e prerrogati-
Art. 18. São prerrogativas dos membros do Mi- escrita do tribunal competente ou em razão vas previstas nesta Lei Complementar não
nistério Público da União: de flagrante de crime inafiançável, caso em excluem as que sejam estabelecidas em ou-
que a autoridade fará imediata comunica- tras leis.
I – institucionais:
ção àquele tribunal e ao Procurador-Geral CAPÍTULO VII
a) sentar-se no mesmo plano e imediata- da República, sob pena de responsabilida- DA ESTRUTURA
mente à direita dos juízes singulares ou pre- de;
sidentes dos órgãos judiciários perante os Art. 24. O Ministério Público da União compre-
e) ser recolhido à prisão especial ou à sala ende:
quais oficiem;
especial de Estado-Maior, com direito a pri-
I – O Ministério Público Federal;

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II – o Ministério Público do Trabalho; V – encaminhar ao Presidente da Repúbli- Art. 27. O Procurador-Geral da República desig- II – a organização e o funcionamento da
ca a lista tríplice para nomeação do Procu- nará, dentre os integrantes da carreira, maiores Diretoria-Geral e dos Serviços da Secretaria
III – o Ministério Público Militar; rador-Geral de Justiça do Distrito Federal e de trinta e cinco anos, o Vice-Procurador-Geral do Ministério Público da União.
IV – o Ministério Público do Distrito Federal Territórios; da República, que o substituirá em seus impedi-
mentos. No caso de vacância, exercerá o cargo o Art. 31. O Conselho de Assessoramento Supe-
e Territórios. VI – encaminhar aos respectivos Presiden- rior poderá propor aos Conselhos Superiores
Vice-Presidente do Conselho Superior do Minis-
Parágrafo único. A estrutura básica do Mi- tes as listas sêxtuplas para composição dos tério Público Federal, até o provimento definiti- dos diferentes ramos do Ministério Público da
nistério Público da União será organizada Tribunais Regionais Federais, do Tribunal de vo do cargo. União medidas para uniformizar os atos decor-
por regulamento, nos termos da lei. Justiça do Distrito Federal e Territórios, do rentes de seu poder normativo.
Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Su-
perior do Trabalho e dos Tribunais Regionais
do Trabalho; CAPÍTULO IX
CAPÍTULO VIII CAPÍTULO X
VII – dirimir conflitos de atribuição entre in- DO CONSELHO DE
DO PROCURADOR-GERAL DAS CARREIRAS
tegrantes de ramos diferentes do Ministério ASSESSORAMENTO SUPERIOR DO
DA REPÚBLICA Público da União; MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO Art. 32. As carreiras dos diferentes ramos do
Art. 25. O Procurador-Geral da República é o VIII – praticar atos de gestão administrativa, Ministério Público da União são independentes
Art. 28. O Conselho de Assessoramento Su- entre si, tendo cada uma delas organização pró-
chefe do Ministério Público da União, nomeado financeira e de pessoal;
perior do Ministério Público da União, sob a pria, na forma desta lei complementar.
pelo Presidente da República dentre integrantes presidência do Procurador-Geral da República
IX – prover e desprover os cargos das carrei-
da carreira, maiores de trinta e cinco anos, per- será integrado pelo Vice-Procurador-Geral da Art. 33. As funções do Ministério Público da
ras do Ministério Público da União e de seus
mitida a recondução precedida de nova decisão República, pelo Procurador-Geral do Trabalho, União só podem ser exercidas por integrantes
serviços auxiliares;
do Senado Federal. pelo Procurador-Geral da Justiça Militar e pelo da respectiva carreira, que deverão residir onde
X – arbitrar o valor das vantagens devi- Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal estiverem lotados.
Parágrafo único. A exoneração, de ofício, do
das aos membros do Ministério Público da e Territórios.
Procurador-Geral da República, por iniciati- Art. 34. A lei estabelecerá o número de cargos
União, nos casos previstos nesta Lei Com-
va do Presidente da República, deverá ser Art. 29. As reuniões do Conselho de Assessora- das carreiras do Ministério Público da União e
plementar;
precedida de autorização da maioria abso- mento Superior do Ministério Público da União os ofícios em que serão exercidas suas funções.
luta do Senado Federal, em votação secreta. XI – fixar o valor das bolsas devidas aos es- serão convocadas pelo Procurador-Geral da Re-
tagiários; pública, podendo solicitá-las qualquer de seus
Art. 26. São atribuições do Procurador-Geral da
República, como Chefe do Ministério Público da XII – exercer outras atribuições previstas em membros.
CAPÍTULO XI
União: lei; Art. 30. O Conselho de Assessoramento Supe- DOS SERVIÇOS AUXILIARES
I – representar a instituição; XIII – exercer o poder regulamentar, no âm- rior do Ministério Público da União deverá opi-
bito do Ministério Público da União, ressal- nar sobre as matérias de interesse geral da Insti- Art. 35. A Secretaria do Ministério Público da
II – propor ao Poder Legislativo os projetos tuição, e em especial sobre: União é dirigida pelo seu Diretor-Geral de livre
vadas as competências estabelecidas nesta
de lei sobre o Ministério Público da União; escolha do Procurador-Geral da República e de-
Lei Complementar para outros órgãos nela I – projetos de lei de interesse comum do
III – apresentar a proposta de orçamento instituídos. missível ad nutum, incumbindo-lhe os serviços
Ministério Público da União, neles incluídos:
do Ministério Público da União, compatibili- auxiliares de apoio técnico e administrativo à
§ 1º O Procurador-Geral da República pode- a) os que visem a alterar normas gerais da Instituição.
zando os anteprojetos dos diferentes ramos
rá delegar aos Procuradores-Gerais as atri- Lei Orgânica do Ministério Público da União;
da Instituição, na forma da lei de diretrizes Art. 36. O pessoal dos serviços auxiliares será
buições previstas nos incisos VII e VIII deste
orçamentárias; b) a proposta de orçamento do Ministério organizado em quadro próprio de carreira, sob
artigo.
IV – nomear e dar posse ao Vice-Procu- Público da União; regime estatutário, para apoio técnico-adminis-
§ 2º A delegação também poderá ser feita trativo adequado às atividades específicas da
rador-Geral da República, ao Procurador- c) os que proponham a fixação dos venci-
ao Diretor-Geral da Secretaria do Ministério Instituição.
-Geral do Trabalho, ao Procurador-Geral da mentos nas carreiras e nos serviços auxilia-
Público da União para a prática de atos de
Justiça Militar, bem como dar posse ao Pro- res;
gestão administrativa, financeira e de pes-
curador-Geral de Justiça do Distrito Federal
soal, estes apenas em relação aos servido-
e Territórios;
res e serviços auxiliares.

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TÍTULO II III – requisitar à autoridade competente a Art. 41. Em cada Estado e no Distrito Federal Seção II
instauração de procedimentos administrati- será designado, na forma do art. 49, III, órgão DA CHEFIA DO
Dos Ramos do vos, ressalvados os de natureza disciplinar, do Ministério Público Federal para exercer as
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Ministério Público da União podendo acompanhá-los e produzir provas; funções do ofício de Procurador Regional dos
Direitos do Cidadão. Art. 45. O Procurador-Geral da República é o
IV – exercer o controle externo da atividade
das polícias federais, na forma do art. 9º; Parágrafo único. O Procurador Federal dos Chefe do Ministério Público Federal.
Direitos do Cidadão expedirá instruções Art. 46. Incumbe ao Procurador-Geral da Repú-
CAPÍTULO I V – participar dos Conselhos Penitenciários; para o exercício das funções dos ofícios de blica exercer as funções do Ministério Público
DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL VI – integrar os órgãos colegiados previstos Procurador dos Direitos do Cidadão, respei- junto ao Supremo Tribunal Federal, manifestan-
no § 2º do art. 6º, quando componentes da tado o princípio da independência funcio- do-se previamente em todos os processos de
Seção I estrutura administrativa da União; nal. sua competência.
DA COMPETÊNCIA, DOS ÓRGÃOS Art. 42. A execução da medida prevista no art.
VII – fiscalizar a execução da pena, nos pro- Parágrafo único. O Procurador-Geral da Re-
E DA CARREIRA cessos de competência da Justiça Federal e 14 incumbe ao Procurador Federal dos Direitos pública proporá perante o Supremo Tribu-
da Justiça Eleitoral. do Cidadão. nal Federal:
Art. 37. O Ministério Público Federal exercerá as
suas funções: Art. 39. Cabe ao Ministério Público Federal Art. 43. São órgãos do Ministério Público Fede- I – a ação direta de inconstitucionalidade de
exercer a defesa dos direitos constitucionais do ral: lei ou ato normativo federal ou estadual e o
I – nas causas de competência do Supremo
cidadão, sempre que se cuidar de garantir-lhes I – o Procurador-Geral da República; respectivo pedido de medida cautelar;
Tribunal Federal, do Superior Tribunal de
Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e o respeito:
II – o Colégio de Procuradores da República; II – a representação para intervenção fe-
dos Juízes Federais, e dos Tribunais e Juízes I – pelos Poderes Públicos Federais; deral nos Estados e no Distrito Federal, nas
Eleitorais; III – o Conselho Superior do Ministério Pú- hipóteses do art. 34, VII, da Constituição Fe-
II – pelos órgãos da administração pública blico Federal;
II – nas causas de competência de quais- federal direta ou indireta; deral;
quer juízes e tribunais, para defesa de direi- IV – as Câmaras de Coordenação e Revisão
III – pelos concessionários e permissioná- III – as ações cíveis e penais cabíveis.
tos e interesses dos índios e das populações do Ministério Público Federal;
indígenas, do meio ambiente, de bens e di- rios de serviço público federal; Art. 47. O Procurador-Geral da República desig-
V – a Corregedoria do Ministério Público Fe-
reitos de valor artístico, estético, histórico, IV – por entidades que exerçam outra fun- deral; nará os Subprocuradores-Gerais da República
turístico e paisagístico, integrantes do patri- ção delegada da União. que exercerão, por delegação, suas funções jun-
mônio nacional; VI – os Subprocuradores-Gerais da Repúbli- to aos diferentes órgãos jurisdicionais do Supre-
Art. 40. O Procurador-Geral da República desig- ca; mo Tribunal Federal.
III – (Vetado). nará, dentre os Subprocuradores-Gerais da Re- VII – os Procuradores Regionais da Repúbli- § 1º As funções do Ministério Público Fede-
Parágrafo único. O Ministério Público Fede- pública e mediante prévia aprovação do nome ca; ral junto aos Tribunais Superiores da União,
ral será parte legítima para interpor recurso pelo Conselho Superior, o Procurador Federal
dos Direitos do Cidadão, para exercer as fun- VIII – os Procuradores da República. perante os quais lhe compete atuar, somen-
extraordinário das decisões da Justiça dos te poderão ser exercidas por titular do car-
Estados nas representações de inconstitu- ções do ofício pelo prazo de dois anos, permiti- Parágrafo único. As Câmaras de Coordena-
da uma recondução, precedida de nova decisão go de Subprocurador-Geral da República.
cionalidade. ção e Revisão poderão funcionar isoladas
do Conselho Superior. ou reunidas, integrando Conselho Institu- § 2º Em caso de vaga ou afastamento de
Art. 38. São funções institucionais do Ministério Subprocurador-Geral da República, por pra-
§ 1º Sempre que possível, o Procurador não cional, conforme dispuser o seu regimento.
Público Federal as previstas nos Capítulos I, II, III zo superior a trinta dias, poderá ser convo-
e IV do Título I, incumbindo-lhe, especialmente: acumulará o exercício de suas funções com Art. 44. A carreira do Ministério Público Federal
outras do Ministério Público Federal. cado Procurador Regional da República para
I – instaurar inquérito civil e outros procedi- é constituída pelos cargos de Subprocurador- substituição, pelo voto da maioria do Con-
mentos administrativos correlatos; § 2º O Procurador somente será dispensa- -Geral da República, Procurador Regional da Re- selho Superior.
do, antes do termo de sua investidura, por pública e Procurador da República.
II – requisitar diligências investigatórias e iniciativa do Procurador-Geral da República, § 3º O Procurador Regional da República
instauração de inquérito policial, podendo Parágrafo único. O cargo inicial da carreira é convocado receberá a diferença de venci-
anuindo a maioria absoluta do Conselho Su- o de Procurador da República e o do último
acompanhá-los e apresentar provas; perior. mento correspondente ao cargo de Subpro-
nível o de Subprocurador-Geral da Repúbli-
ca.

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curador-Geral da República, inclusive diá- b) o Chefe da Procuradoria da República nos d) funcionar perante juízos que não os pre- cargo, caberá ao Subprocurador-Geral da Repú-
rias e transporte, se for o caso. Estados e no Distrito Federal, dentre os Pro- vistos no inciso I, do art. 37, desta lei com- blica que for designado pelo Conselho Superior
curadores da República lotados na respecti- plementar; do Ministério Público Federal.
Art. 48. Incumbe ao Procurador-Geral da Repú- va unidade;
blica propor perante o Superior Tribunal de Jus- e) acompanhar procedimentos administra- Seção III
tiça: VIII – decidir, em grau de recurso, os confli- tivos e inquéritos policiais instaurados em
DO COLÉGIO DE PROCURADORES
tos de atribuições entre órgãos do Ministé- áreas estranhas à sua competência especí-
I – a representação para intervenção federal rio Público Federal; fica, desde que relacionados a fatos de inte- DA REPÚBLICA
nos Estados e no Distrito Federal, no caso resse da Instituição.
de recusa à execução de lei federal; IX – determinar a abertura de correção, sin- Art. 52. O Colégio de Procuradores da Repúbli-
dicância ou inquérito administrativo; XVI – homologar, ouvido o Conselho Supe- ca, presidido pelo Procurador-Geral da Repúbli-
II – a ação penal, nos casos previstos no art. rior, o resultado do concurso para ingresso ca, é integrado por todos os membros da carrei-
105, I, "a", da Constituição Federal. X – determinar instauração de inquérito ou na carreira; ra em atividade no Ministério Público Federal.
processo administrativo contra servidores
Parágrafo único. A competência prevista dos serviços auxiliares; XVII – fazer publicar aviso de existência de Art. 53. Compete ao Colégio de Procuradores da
neste artigo poderá ser delegada a Subpro- vaga na lotação e na relação bienal de de- República:
curador-Geral da República. XI – decidir processo disciplinar contra signações;
membro da carreira ou servidor dos servi- I – elaborar, mediante voto plurinominal,
Art. 49. São atribuições do Procurador-Geral da ços auxiliares, aplicando as sanções cabí- XVIII – elaborar a proposta orçamentária do facultativo e secreto, a lista sêxtupla para a
República, como Chefe do Ministério Público Fe- veis; Ministério Público Federal, submetendo-a, composição do Superior Tribunal de Justiça,
deral: para aprovação, ao Conselho Superior; sendo elegíveis os membros do Ministério
XII – decidir, atendendo à necessidade do Público Federal, com mais de dez anos na
I – representar o Ministério Público Federal; serviço, sobre: XIX – organizar a prestação de contas do carreira, tendo mais de trinta e cinco e me-
II – integrar, como membro nato, e presidir exercício anterior; nos de sessenta e cinco anos de idade;
a) remoção a pedido ou por permuta;
o Colégio de Procuradores da República, o XX – praticar atos de gestão administrativa,
Conselho Superior do Ministério Federal e a b) alteração parcial da lista bienal de desig- II – elaborar, mediante voto plurinominal,
financeira e de pessoal; facultativo e secreto, a lista sêxtupla para
Comissão de Concurso; nações;
XXI – elaborar o relatório das atividades do a composição dos Tribunais Regionais Fe-
III – designar o Procurador Federal dos Di- XIII – autorizar o afastamento de membros Ministério Público Federal; derais, sendo elegíveis os membros do Mi-
reitos do Cidadão e os titulares da Procura- do Ministério Público Federal, depois de nistério Público Federal, com mais de dez
doria nos Estados e no Distrito Federal; ouvido o Conselho Superior, nas hipóteses XXII – coordenar as atividades do Ministério anos de carreira, que contém mais de trinta
previstas em lei; Público Federal; e menos de sessenta e cinco anos de idade,
IV – designar um dos membros e o Coor- sempre que possível lotados na respectiva
denador de cada uma das Câmaras de Co- XIV – dar posse aos membros do Ministério XXIII – exercer outras atividades previstas região;
ordenação e Revisão do Ministério Público Público Federal; em lei.
Federal; III – eleger, dentre os Subprocuradores-Ge-
XV – designar membro do Ministério Públi- Art. 50. As atribuições do Procurador-Geral da rais da República e mediante voto plurino-
V – nomear o Corregedor-Geral do Ministé- co Federal para: República, previstas no artigo anterior, poderão minal, facultativo e secreto, quatro mem-
rio Público Federal, segundo lista formada ser delegadas: bros do Conselho Superior do Ministério
pelo Conselho Superior; a) funcionar nos órgãos em que a participa-
ção da Instituição seja legalmente prevista, I – a Coordenador de Câmara de Coordena- Público Federal;
VI – designar, observados os critérios da lei ouvido o Conselho Superior; ção e Revisão, as dos incisos XV, alínea c e IV – opinar sobre assuntos gerais de interes-
e os estabelecidos pelo Conselho Superior, XXII;
b) integrar comissões técnicas ou científi- se da instituição.
os ofícios em que exercerão suas funções os
membros do Ministério Público Federal; cas, relacionadas às funções da Instituição, II – aos Chefes das Procuradorias Regionais § 1º Para os fins previstos nos incisos I, II e
ouvido o Conselho Superior; da República e aos Chefes das Procurado- III, deste artigo, prescindir-se-á de reunião
VII – designar: rias da República nos Estados e no Distrito do Colégio de Procuradores, procedendo-se
c) assegurar a continuidade dos serviços, Federal, as dos incisos I, XV, alínea c, XX e
a) o Chefe da Procuradoria Regional da Re- em caso de vacância, afastamento tempo- segundo dispuser o seu regimento interno e
XXII. exigindo-se o voto da maioria absoluta dos
pública, dentre os Procuradores Regionais rário, ausência, impedimento ou suspensão
da República lotados na respectiva Procura- do titular, na inexistência ou falta do substi- Art. 51. A ação penal pública contra o Procura- eleitores.
doria Regional; tuto designado; dor-Geral da República, quando no exercício do

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§ 2º Excepcionalmente, em caso de inte- Art. 56. Salvo disposição em contrário, as deli- IV – aprovar a destituição do Procurador Re- XV – determinar a instauração de proces-
resse relevante da Instituição, o Colégio de berações do Conselho Superior serão tomadas gional Eleitoral; sos administrativos em que o acusado seja
Procuradores reunir-se-á em local designa- por maioria de votos, presente a maioria abso- membro do Ministério Público Federal,
V – destituir, por iniciativa do Procurador-
do pelo Procurador-Geral da República, des- luta dos seus membros. apreciar seus relatórios e propor as medi-
-Geral da República e pelo voto de dois ter-
de que convocado por ele ou pela maioria das cabíveis;
§ 1º Em caso de empate, prevalecerá o voto ços de seus membros, antes do término do
de seus membros.
do Presidente, exceto em matéria de san- mandato, o Corregedor-Geral; XVI – determinar o afastamento preventivo
§ 3º O Regimento Interno do Colégio de ções, caso em que prevalecerá a solução do exercício de suas funções, do membro
VI – elaborar a lista tríplice para Corregedor-
Procuradores da República disporá sobre mais favorável ao acusado. do Ministério Público Federal, indiciado ou
-Geral do Ministério Público Federal;
seu funcionamento. acusado em processo disciplinar, e o seu re-
§ 2º As deliberações do Conselho Superior VII – elaborar a lista tríplice destinada à pro- torno;
Seção IV serão publicadas no Diário da Justiça, exce- moção por merecimento;
to quando o Regimento Interno determinar XVII – designar a comissão de processo ad-
DO CONSELHO SUPERIOR DO VIII – aprovar a lista de antigüidade dos ministrativo em que o acusado seja mem-
sigilo.
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL membros do Ministério Público Federal e bro do Ministério Público Federal;
Art. 57. Compete ao Conselho Superior do Mi- decidir sobre as reclamações a ela concer-
Art. 54. O Conselho Superior do Ministério Pú- nistério Público Federal: XVIII – decidir sobre o cumprimento do es-
nentes;
blico Federal, presidido pelo Procurador-Geral tágio probatório por membro do Ministério
da República, tem a seguinte composição: I – exercer o poder normativo no âmbito do IX – indicar o membro do Ministério Públi- Público Federal, encaminhando cópia da
Ministério Público Federal, observados os co Federal para promoção por antigüidade, decisão ao Procurador-Geral da República,
I – o Procurador-Geral da República e o Vi- princípios desta Lei Complementar, espe- observado o disposto no art. 93, II, alínea d, quando for o caso, para ser efetivada sua
ce-Procurador-Geral da República, que o in- cialmente para elaborar e aprovar: da Constituição Federal; exoneração;
tegram como membros natos;
a) o seu regimento interno, o do Colégio de X – designar o Subprocurador-Geral da Re- XIX – decidir sobre remoção e disponibilida-
II – quatro Subprocuradores-Gerais da Re- Procuradores da República e os das Câma- pública para conhecer de inquérito, peças de de membro do Ministério Público Fede-
pública eleitos, para mandato de dois anos, ras de Coordenação e Revisão do Ministério de informação ou representação sobre cri- ral, por motivo de interesse público;
na forma do art. 53, III, permitida uma ree- Público Federal; me comum atribuível ao Procurador-Geral
leição; XX – autorizar, pela maioria absoluta de
da República e, sendo o caso, promover a
b) as normas e as instruções para o concur- seus membros, que o Procurador-Geral da
ação penal;
III – quatro Subprocuradores-Gerais da Re- so de ingresso na carreira; República ajuíze a ação de perda de cargo
pública eleitos, para mandato de dois anos, XI – opinar sobre a designação de membro contra membro vitalício do Ministério Públi-
por seus pares, mediante voto plurinomi- c) as normas sobre as designações para os do Ministério Público Federal para: co Federal, nos casos previstos nesta lei;
nal, facultativo e secreto, permitida uma re- diferentes ofícios do Ministério Público Fe-
deral; a) funcionar nos órgãos em que a participa- XXI – opinar sobre os pedidos de reversão
eleição.
ção da instituição seja legalmente prevista; de membro da carreira;
§ 1º Serão suplentes dos membros de que d) os critérios para distribuição de inquéri-
tos, procedimentos administrativos e quais- b) integrar comissões técnicas ou científicas XXII – opinar sobre o encaminhamento de
tratam os incisos II e III, os demais votados,
quer outros feitos, no Ministério Público Fe- relacionadas às funções da instituição ; proposta de lei de aumento do número de
em ordem decrescente, observados os cri-
deral; cargos da carreira;
térios gerais de desempate. XII – opinar sobre o afastamento temporá-
e) os critérios de promoção por merecimen- rio de membro do Ministério Público Fede- XXIII – deliberar sobre a realização de con-
§ 2º O Conselho Superior elegerá o seu Vi- ral; curso para o ingresso na carreira, designar
ce-Presidente, que substituirá o Presidente to, na carreira;
os membros da Comissão de Concurso e
em seus impedimentos e em caso de vacân- XIII – autorizar a designação, em caráter
f) o procedimento para avaliar o cumpri- opinar sobre a homologação dos resulta-
cia. excepcional, de membros do Ministério Pú-
mento das condições do estágio probatório; dos;
blico Federal, para exercício de atribuições
Art. 55. O Conselho Superior do Ministério Pú- II – aprovar o nome do Procurador Federal processuais perante juízos, tribunais ou ofí- XXIV – aprovar a proposta orçamentária
blico Federal reunir-se-á, ordinariamente, uma dos Direitos do Cidadão; cios diferentes dos estabelecidos para cada que integrará o projeto de orçamento do
vez por mês, em dia previamente fixado, e, ex- categoria; Ministério Público da União;
traordinariamente, quando convocado pelo III – indicar integrantes das Câmaras de Co-
Procurador-Geral da República, ou por proposta ordenação e Revisão; XIV – determinar a realização de correições XXV – exercer outras funções estabelecidas
da maioria de seus membros. e sindicâncias e apreciar os relatórios cor- em lei.
respondentes;

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§ 1º O Procurador-Geral e qualquer mem- cios ligados ao setor de sua competência, § 2º Serão suplentes do Corregedor-Geral cionais diferentes dos previstos para a cate-
bro do Conselho Superior estão impedidos observado o princípio da independência os demais integrantes da lista tríplice, na goria dependerá de autorização do Conse-
de participar das decisões deste nos casos funcional; ordem em que os designar o Procurador- lho Superior.
previstos nas leis processuais para o impe- -Geral.
dimento e a suspeição de membro do Mi- II – manter intercâmbio com órgãos ou enti- Art. 67. Cabe aos Subprocuradores-Gerais da
nistério Público. dades que atuem em áreas afins; § 3º O Corregedor-Geral poderá ser destitu- República, privativamente, o exercício das fun-
ído por iniciativa do Procurador-Geral, an- ções de:
§ 2º As deliberações relativas aos incisos I, III – encaminhar informações técnico-jurídi- tes do término do mandato, pelo Conselho
alíneas a e e, IV, XIII, XV, XVI, XVII, XIX e XXI cas aos órgãos institucionais que atuem em Superior, observado o disposto no inciso V I – Vice-Procurador-Geral da República;
somente poderão ser tomadas com o voto seu setor; do art. 57. II – Vice-Procurador-Geral Eleitoral;
favorável de dois terços dos membros do IV – manifestar-se sobre o arquivamento
Conselho Superior. Art. 65. Compete ao Corregedor-Geral do Minis- III – Corregedor-Geral do Ministério Público
de inquérito policial, inquérito parlamentar tério Público Federal:
ou peças de informação, exceto nos casos Federal;
Seção V de competência originária do Procurador- I – participar, sem direito a voto, das reuni- IV – Procurador Federal dos Direitos do Ci-
DAS CÂMARAS DE COORDENAÇÃO E -Geral; ões do Conselho Superior; dadão;
REVISÃO DO MINISTÉRIO
V – resolver sobre a distribuição especial de II – realizar, de ofício, ou por determinação V – Coordenador de Câmara de Coordena-
PÚBLICO FEDERAL feitos que, por sua contínua reiteração, de- do Procurador-Geral ou do Conselho Supe- ção e Revisão.
Art. 58. As Câmaras de Coordenação e Revisão vam receber tratamento uniforme; rior, correições e sindicâncias, apresentan-
do Ministério Público Federal são os órgãos se- do os respectivos relatórios; Seção VIII
VI – resolver sobre a distribuição especial de
toriais de coordenação, de integração e de revi- inquéritos, feitos e procedimentos, quando III – instaurar inquérito contra integrante DOS PROCURADORES REGIONAIS
são do exercício funcional na instituição. a matéria, por sua natureza ou relevância, da carreira e propor ao Conselho Superior DA REPÚBLICA
Art. 59. As Câmaras de Coordenação e Revisão assim o exigir; a instauração do processo administrativo
conseqüente; Art. 68. Os Procuradores Regionais da República
serão organizadas por função ou por matéria, VII – decidir os conflitos de atribuições en- serão designados para oficiar junto aos Tribu-
através de ato normativo. tre os órgãos do Ministério Público Federal. IV – acompanhar o estágio probatório dos nais Regionais Federais.
Parágrafo único. O Regimento Interno, que membros do Ministério Público Federal;
Parágrafo único. A competência fixada nos Parágrafo único. A designação de Procura-
disporá sobre o funcionamento das Câma- incisos V e VI será exercida segundo crité- V – propor ao Conselho Superior a exonera- dor Regional da República para oficiar em
ras de Coordenação e Revisão, será elabora- rios objetivos previamente estabelecidos ção de membro do Ministério Público Fede- órgãos jurisdicionais diferentes dos previs-
do pelo Conselho Superior. pelo Conselho Superior. ral que não cumprir as condições do estágio tos para a categoria dependerá de autoriza-
Art. 60. As Câmaras de Coordenação e Revisão probatório. ção do Conselho Superior.
serão compostas por três membros do Minis-
Seção VI
tério Público Federal, sendo um indicado pelo DA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO Seção VII Art. 69. Os Procuradores Regionais da República
DOS SUBPROCURADORES-GERAIS serão lotados nos ofícios nas Procuradorias Re-
Procurador-Geral da República e dois pelo Con- PÚBLICO FEDERAL gionais da República.
selho Superior, juntamente com seus suplentes, DA REPÚBLICA
Art. 63. A Corregedoria do Ministério Público
para um mandato de dois anos, dentre inte- Seção IX
grantes do último grau da carreira, sempre que Federal, dirigida pelo Corregedor-Geral, é o ór- Art. 66. Os Subprocuradores-Gerais da Repú-
gão fiscalizador das atividades funcionais e da blica serão designados para oficiar junto ao Su- DOS PROCURADORES DA REPÚBLICA
possível.
conduta dos membros do Ministério Público. premo Tribunal Federal, ao Superior Tribunal de
Art. 70. Os Procuradores da República serão de-
Art. 61. Dentre os integrantes da Câmara de Co- Justiça, ao Tribunal Superior Eleitoral e nas Câ-
Art. 64. O Corregedor-Geral será nomeado pelo signados para oficiar junto aos Juízes Federais
ordenação e Revisão, um deles será designado maras de Coordenação e Revisão.
Procurador-Geral da República dentre os Sub- e junto aos Tribunais Regionais Eleitorais, onde
pelo Procurador-Geral para a função executiva
procuradores-Gerais da República, integrantes § 1º No Supremo Tribunal Federal e no Tri- não tiver sede a Procuradoria Regional da Repú-
de Coordenador.
de lista tríplice elaborada pelo Conselho Supe- bunal Superior Eleitoral, os Subprocurado- blica.
Art. 62. Compete às Câmaras de Coordenação e rior, para mandato de dois anos, renovável uma res-Gerais da República atuarão por delega-
Parágrafo único. A designação de Procu-
Revisão: vez. ção do Procurador-Geral da República.
rador da República para oficiar em órgãos
I – promover a integração e a coordenação § 1º Não poderão integrar a lista tríplice os § 2º A designação de Subprocurador-Geral jurisdicionais diferentes dos previstos para
dos órgãos institucionais que atuem em ofí- membros do Conselho Superior. da República para oficiar em órgãos jurisdi-

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a categoria dependerá de autorização do Art. 75. Incumbe ao Procurador-Geral Eleitoral: Parágrafo único. Na inexistência de Pro- II – manifestar-se em qualquer fase do pro-
Conselho Superior. motor que oficie perante a Zona Eleitoral, cesso trabalhista, acolhendo solicitação do
I – designar o Procurador Regional Eleitoral ou havendo impedimento ou recusa justi- juiz ou por sua iniciativa, quando entender
Art. 71. Os Procuradores da República serão lo- em cada Estado e no Distrito Federal; ficada, o Chefe do Ministério Público local existente interesse público que justifique a
tados nos ofícios nas Procuradorias da Repúbli- indicará ao Procurador Regional Eleitoral o intervenção;
ca nos Estados e no Distrito Federal. II – acompanhar os procedimentos do Cor-
regedor-Geral Eleitoral; substituto a ser designado.
III – promover a ação civil pública no âmbito
Seção X III – dirimir conflitos de atribuições; Art. 80. A filiação a partido político impede o da Justiça do Trabalho, para defesa de inte-
DAS FUNÇÕES ELEITORAIS DO exercício de funções eleitorais por membro do resses coletivos, quando desrespeitados os
IV – requisitar servidores da União e de suas Ministério Público até dois anos do seu cance- direitos sociais constitucionalmente garan-
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
autarquias, quando o exigir a necessidade lamento. tidos;
Art. 72. Compete ao Ministério Público Federal do serviço, sem prejuízo dos direitos e van-
tagens inerentes ao exercício de seus cargos Seção XI IV – propor as ações cabíveis para decla-
exercer, no que couber, junto à Justiça Eleitoral,
ou empregos. ração de nulidade de cláusula de contrato,
as funções do Ministério Público, atuando em DAS UNIDADES DE LOTAÇÃO E DE
acordo coletivo ou convenção coletiva que
todas as fases e instâncias do processo eleitoral. Art. 76. O Procurador Regional Eleitoral, jun- ADMINISTRAÇÃO viole as liberdades individuais ou coletivas
Parágrafo único. O Ministério Público Fede- tamente com o seu substituto, será designado ou os direitos individuais indisponíveis dos
pelo Procurador-Geral Eleitoral, dentre os Pro- Art. 81. Os ofícios na Procuradoria-Geral da Re-
ral tem legitimação para propor, perante o trabalhadores;
curadores Regionais da República no Estado e pública, nas Procuradorias Regionais da Repúbli-
juízo competente, as ações para declarar ou ca e nas Procuradorias da República nos Estados
no Distrito Federal, ou, onde não houver, dentre V – propor as ações necessárias à defesa
decretar a nulidade de negócios jurídicos ou e no Distrito Federal são unidades de lotação e
os Procuradores da República vitalícios, para um dos direitos e interesses dos menores, inca-
atos da administração pública, infringentes de administração do Ministério Público Federal.
mandato de dois anos. pazes e índios, decorrentes das relações de
de vedações legais destinadas a proteger a
trabalho;
normalidade e a legitimidade das eleições, § 1º O Procurador Regional Eleitoral poderá Parágrafo único. Nos municípios do interior
contra a influência do poder econômico ou ser reconduzido uma vez. onde tiverem sede juízos federais, a lei cria- VI – recorrer das decisões da Justiça do Tra-
o abuso do poder político ou administrati- rá unidades da Procuradoria da República balho, quando entender necessário, tanto
vo. § 2º O Procurador Regional Eleitoral poderá no respectivo Estado. nos processos em que for parte, como na-
ser destituído, antes do término do manda- queles em que oficiar como fiscal da lei,
Art. 73. O Procurador-Geral Eleitoral é o Procu- to, por iniciativa do Procurador-Geral Eleito- Art. 82. A estrutura básica das unidades de lo-
bem como pedir revisão dos Enunciados da
rador-Geral da República. ral, anuindo a maioria absoluta do Conselho tação e de administração será organizada por
Súmula de Jurisprudência do Tribunal Supe-
Superior do Ministério Público Federal. regulamento, nos termos da lei.
Parágrafo único. O Procurador-Geral Eleito- rior do Trabalho;
ral designará, dentre os Subprocuradores- Art. 77. Compete ao Procurador Regional Elei- VII – funcionar nas sessões dos Tribunais
-Gerais da República, o Vice-Procurador- toral exercer as funções do Ministério Público Trabalhistas, manifestando-se verbalmente
-Geral Eleitoral, que o substituirá em seus nas causas de competência do Tribunal Regional CAPÍTULO II sobre a matéria em debate, sempre que en-
impedimentos e exercerá o cargo em caso Eleitoral respectivo, além de dirigir, no Estado, DO MINISTÉRIO PÚBLICO tender necessário, sendo-lhe assegurado o
de vacância, até o provimento definitivo. as atividades do setor. DO TRABALHO direito de vista dos processos em julgamen-
Art. 74. Compete ao Procurador-Geral Eleitoral Parágrafo único. O Procurador-Geral Eleito- to, podendo solicitar as requisições e dili-
exercer as funções do Ministério Público nas ral poderá designar, por necessidade de ser- Seção I gências que julgar convenientes;
causas de competência do Tribunal Superior viço, outros membros do Ministério Público DA COMPETÊNCIA, DOS ÓRGÃOS VIII – instaurar instância em caso de greve,
Eleitoral. Federal para oficiar, sob a coordenação do E DA CARREIRA quando a defesa da ordem jurídica ou o in-
Parágrafo único. Além do Vice-Procurador- Procurador Regional, perante os Tribunais teresse público assim o exigir;
-Geral Eleitoral, o Procurador-Geral poderá Regionais Eleitorais. Art. 83. Compete ao Ministério Público do Tra-
balho o exercício das seguintes atribuições jun- IX – promover ou participar da instrução e
designar, por necessidade de serviço, mem- Art. 78. As funções eleitorais do Ministério Pú- to aos órgãos da Justiça do Trabalho: conciliação em dissídios decorrentes da pa-
bros do Ministério Público Federal para ofi- blico Federal perante os Juízes e Juntas Eleito- ralisação de serviços de qualquer natureza,
ciarem, com sua aprovação, perante o Tri- rais serão exercidas pelo Promotor Eleitoral. I – promover as ações que lhe sejam atribu- oficiando obrigatoriamente nos processos,
bunal Superior Eleitoral. ídas pela Constituição Federal e pelas leis
Art. 79. O Promotor Eleitoral será o membro do manifestando sua concordância ou discor-
trabalhistas; dância, em eventuais acordos firmados an-
Ministério Público local que oficie junto ao Juízo
incumbido do serviço eleitoral de cada Zona. tes da homologação, resguardado o direito

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de recorrer em caso de violação à lei e à Art. 85. São órgãos do Ministério Público do Tra- Parágrafo único. A exoneração do Procu- VII – decidir, em grau de recurso, os confli-
Constituição Federal; balho: rador-Geral do Trabalho, antes do término tos de atribuição entre os órgãos do Minis-
do mandato, será proposta ao Procurador- tério Público do Trabalho;
X – promover mandado de injunção, quan- I – o Procurador-Geral do Trabalho; -Geral da República pelo Conselho Superior,
do a competência for da Justiça do Traba- mediante deliberação obtida com base em VIII – determinar a abertura de correição,
lho; II – o Colégio de Procuradores do Trabalho; sindicância ou inquérito administrativo;
voto secreto de dois terços de seus inte-
XI – atuar como árbitro, se assim for solici- III – o Conselho Superior do Ministério Pú- grantes. IX – determinar a instauração de inquérito
tado pelas partes, nos dissídios de compe- blico do Trabalho; ou processo administrativo contra servido-
Art. 89. O Procurador-Geral do Trabalho desig-
tência da Justiça do Trabalho; IV – a Câmara de Coordenação e Revisão do nará, dentre os Subprocuradores-Gerais do Tra- res dos serviços auxiliares;
XII – requerer as diligências que julgar con- Ministério Público do Trabalho; balho, o Vice-Procurador-Geral do Trabalho, que X – decidir processo disciplinar contra mem-
venientes para o correto andamento dos V – a Corregedoria do Ministério Público do o substituirá em seus impedimentos. Em caso bro da carreira ou servidor dos serviços au-
processos e para a melhor solução das lides Trabalho; de vacância, exercerá o cargo o Vice-Presidente xiliares, aplicando as sanções que sejam de
trabalhistas; do Conselho Superior, até o seu provimento de- sua competência;
VI – os Subprocuradores-Gerais do Traba- finitivo.
XIII – intervir obrigatoriamente em todos lho; XI – decidir, atendendo a necessidade do
os feitos nos segundo e terceiro graus de Art. 90. Compete ao Procurador-Geral do Traba- serviço, sobre:
jurisdição da Justiça do Trabalho, quando a VII – os Procuradores Regionais do Traba- lho exercer as funções atribuídas ao Ministério
parte for pessoa jurídica de Direito Público, lho; Público do Trabalho junto ao Plenário do Tribu- a) remoção a pedido ou por permuta;
Estado estrangeiro ou organismo interna- nal Superior do Trabalho, propondo as ações ca- b) alteração parcial da lista bienal de desig-
VIII – os Procuradores do Trabalho. bíveis e manifestando-se nos processos de sua
cional. nações;
Art. 86. A carreira do Ministério Público do Tra- competência.
Art. 84. Incumbe ao Ministério Público do Tra- balho será constituída pelos cargos de Subpro- XII – autorizar o afastamento de membros
balho, no âmbito das suas atribuições, exercer Art. 91. São atribuições do Procurador-Geral do
curador-Geral do Trabalho, Procurador Regional do Ministério Público do Trabalho, ouvido o
as funções institucionais previstas nos Capítulos Trabalho: Conselho Superior, nos casos previstos em
do Trabalho e Procurador do Trabalho.
I, II, III e IV do Título I, especialmente: I – representar o Ministério Público do Tra- lei;
Parágrafo único. O cargo inicial da carreira balho;
I – integrar os órgãos colegiados previstos XIII – dar posse aos membros do Ministério
é o de Procurador do Trabalho e o do último
no § 1º do art. 6º, que lhes sejam pertinen- nível o de Subprocurador-Geral do Trabalho. II – integrar, como membro nato, e presidir Público do Trabalho;
tes; o Colégio de Procuradores do Trabalho, o
SEÇÃO II XIV – designar membro do Ministério Públi-
II – instaurar inquérito civil e outros proce- Conselho Superior do Ministério Público do co do Trabalho para:
dimentos administrativos, sempre que cabí- DO PROCURADOR-GERAL Trabalho e a Comissão de Concurso;
veis, para assegurar a observância dos direi- DO TRABALHO a) funcionar nos órgãos em que a participa-
III – nomear o Corregedor-Geral do Ministé- ção da Instituição seja legalmente prevista,
tos sociais dos trabalhadores; rio Público do Trabalho, segundo lista trípli-
Art. 87. O Procurador-Geral do Trabalho é o ouvido o Conselho Superior;
III – requisitar à autoridade administrativa ce formada pelo Conselho Superior;
Chefe do Ministério Público do Trabalho.
federal competente, dos órgãos de prote- b) integrar comissões técnicas ou científi-
IV – designar um dos membros e o Coorde-
ção ao trabalho, a instauração de procedi- Art. 88. O Procurador-Geral do Trabalho será cas, relacionadas às funções da Instituição,
nador da Câmara de Coordenação e Revisão
mentos administrativos, podendo acompa- nomeado pelo Procurador-Geral da República, ouvido o Conselho Superior;
do Ministério Público do Trabalho;
nhá-los e produzir provas; dentre integrantes da instituição, com mais de
c) assegurar a continuidade dos serviços,
trinta e cinco anos de idade e de cinco anos na V – designar, observados os critérios da lei
IV – ser cientificado pessoalmente das deci- em caso de vacância, afastamento temporá-
carreira, integrante de lista tríplice escolhida e os estabelecidos pelo Conselho Superior,
sões proferidas pela Justiça do Trabalho, nas rio, ausência, impedimento ou suspeição do
mediante voto plurinominal, facultativo e secre- os ofícios em que exercerão suas funções os
causas em que o órgão tenha intervido ou titular, na inexistência ou falta do substituto
to, pelo Colégio de Procuradores para um man- membros do Ministério Público do Traba-
emitido parecer escrito; dato de dois anos, permitida uma recondução, designado;
lho;
V – exercer outras atribuições que lhe fo- observado o mesmo processo. Caso não haja XV – homologar, ouvido o Conselho Supe-
número suficiente de candidatos com mais de VI – designar o Chefe da Procuradoria Re-
rem conferidas por lei, desde que compatí- rior, o resultado do concurso para ingresso
cinco anos na carreira, poderá concorrer à lista gional do Trabalho dentre os Procuradores na carreira;
veis com sua finalidade. Regionais do Trabalho lotados na respectiva
tríplice quem contar mais de dois anos na car-
reira. Procuradoria Regional;

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XVI – fazer publicar aviso de existência de Seção III § 3º O Regimento Interno do Colégio de § 1º Em caso de empate, prevalecerá o voto
vaga, na lotação e na relação bienal de de- DO COLÉGIO DE PROCURADORES DO Procuradores do Trabalho disporá sobre seu do Presidente, exceto em matéria de san-
signações; funcionamento. ções, caso em que prevalecerá a solução
TRABALHO mais favorável ao acusado.
XVII – propor ao Procurador-Geral da Repú- Seção IV
blica, ouvido o Conselho Superior, a criação Art. 93. O Colégio de Procuradores do Trabalho, § 2º As deliberações do Conselho Superior
presidido pelo Procurador-Geral do Trabalho, é DO CONSELHO SUPERIOR DO
e extinção de cargos da carreira e dos ofí- serão publicadas no Diário da Justiça, exce-
cios em que devam ser exercidas suas fun- integrado por todos os membros da carreira em MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO to quando o Regimento Interno determinar
ções; atividade no Ministério Público do Trabalho. sigilo.
Art. 95. O Conselho Superior do Ministério Pú-
XVIII – elaborar a proposta orçamentária Art. 94. São atribuições do Colégio de Procura- blico do Trabalho, presidido pelo Procurador- Art. 98. Compete ao Conselho Superior do Mi-
do Ministério Público do Trabalho, subme- dores do Trabalho: -Geral do Trabalho, tem a seguinte composição: nistério Público do Trabalho:
tendo-a, para aprovação, ao Conselho Supe- I – elaborar, mediante voto plurinominal, fa- I – o Procurador-Geral do Trabalho e o Vice- I – exercer o poder normativo no âmbito do
rior; cultativo e secreto, a lista tríplice para a es- -Procurador-Geral do Trabalho, que o inte- Ministério Público do Trabalho, observados
XIX – encaminhar ao Procurador-Geral da colha do Procurador-Geral do Trabalho; gram como membros natos; os princípios desta lei complementar, espe-
República a proposta orçamentária do Mi- II – elaborar, mediante voto plurinominal, cialmente para elaborar e aprovar:
II – quatro Subprocuradores-Gerais do Tra-
nistério Público do Trabalho, após sua apro- facultativo e secreto, a lista sêxtupla para balho, eleitos para um mandato de dois a) o seu Regimento Interno, o do Colégio de
vação pelo Conselho Superior; a composição do Tribunal Superior do Tra- anos, pelo Colégio de Procuradores do Tra- Procuradores do Trabalho e o da Câmara de
XX – organizar a prestação de contas do balho, sendo elegíveis os membros do Mi- balho, mediante voto plurinominal, faculta- Coordenação e Revisão do Ministério Públi-
exercício anterior, encaminhando-a ao Pro- nistério Público do Trabalho com mais de tivo e secreto, permitida uma reeleição; co do Trabalho;
curador-Geral da República; dez anos na carreira, tendo mais de trinta e
cinco e menos de sessenta e cinco anos de III – quatro Subprocuradores-Gerais do Tra- b) as normas e as instruções para o concur-
XXI – praticar atos de gestão administrativa, idade; balho, eleitos para um mandato de dois so de ingresso na carreira;
financeira e de pessoal; anos, por seus pares, mediante voto pluri-
III – elaborar, mediante voto plurinominal, nominal, facultativo e secreto, permitida c) as normas sobre as designações para os
XXII – elaborar o relatório de atividades do facultativo e secreto, a lista sêxtupla para uma reeleição. diferentes ofícios do Ministério Público do
Ministério Público do Trabalho; os Tribunais Regionais do Trabalho, dentre Trabalho;
os Procuradores com mais de dez anos de § 1º Serão suplentes dos membros de que
XXIII – coordenar as atividades do Ministé- tratam os incisos II e III os demais votados, d) os critérios para distribuição de procedi-
rio Público do Trabalho; carreira; mentos administrativos e quaisquer outros
em ordem decrescente, observados os cri-
IV – eleger, dentre os Subprocuradores-Ge- térios gerais de desempate. feitos, no Ministério Público do Trabalho;
XXIV – exercer outras atribuições previstas
em lei. rais do Trabalho e mediante voto plurinomi- e) os critérios de promoção por merecimen-
nal, facultativo e secreto, quatro membros § 2º O Conselho Superior elegerá o seu Vi-
ce-Presidente, que substituirá o Presidente to na carreira;
Art. 92. As atribuições do Procurador-Geral do do Conselho Superior do Ministério Público
Trabalho, previstas no artigo anterior, poderão do Trabalho. em seus impedimentos e em caso de vacân- f) o procedimento para avaliar o cumpri-
ser delegadas: cia. mento das condições do estágio probatório;
§ 1º Para os fins previstos nos incisos deste
I – ao Coordenador da Câmara de Coorde- artigo, prescindir-se-á de reunião do Colé- Art. 96. O Conselho Superior do Ministério Pú- II – indicar os integrantes da Câmara de Co-
nação e Revisão, as dos incisos XIV, alínea c, gio de Procuradores, procedendo-se segun- blico do Trabalho reunir-se-á ordinariamente, ordenação e Revisão do Ministério Público
e XXIII; do dispuser o seu Regimento Interno, exigi- uma vez por mês, em dia previamente fixado, e, do Trabalho;
do o voto da maioria absoluta dos eleitores. extraordinariamente, quando convocado pelo
II – aos Chefes das Procuradorias Regionais Procurador-Geral do Trabalho ou por proposta III – propor a exoneração do Procurador-Ge-
do Trabalho nos Estados e no Distrito Fede- § 2º Excepcionalmente, em caso de inte- da maioria absoluta de seus membros. ral do Trabalho;
ral, as dos incisos I, XIV, alínea c, XXI e XXIII. resse relevante da Instituição, o Colégio de
Procuradores reunir-se-á em local designa- Art. 97. Salvo disposição em contrário, as deli- IV – destituir, por iniciativa do Procurador-
do pelo Procurador-Geral do Trabalho, des- berações do Conselho Superior serão tomadas -Geral do Trabalho e pelo voto de dois ter-
de que convocado por ele ou pela maioria por maioria de votos, presente a maioria abso- ços de seus membros, antes do término do
de seus membros. luta de seus membros. mandato, o Corregedor-Geral;

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V – elaborar a lista tríplice destinada à pro- XVI – decidir sobre o cumprimento do es- Seção V V – resolver sobre a distribuição especial de
moção por merecimento; tágio probatório por membro do Ministério DA CÂMARA DE COORDENAÇÃO E feitos, que por sua contínua reiteração, de-
Público do Trabalho, encaminhando cópia vam receber tratamento uniforme;
VI – elaborar a lista tríplice para Corregedor- da decisão ao Procurador-Geral da Repúbli-
REVISÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
-Geral do Ministério Público do Trabalho; ca, quando for o caso, para ser efetivada sua DO TRABALHO VI – decidir os conflitos de atribuição entre
exoneração; os órgãos do Ministério Público do Traba-
VII – aprovar a lista de antigüidade do Mi- Art. 99. A Câmara de Coordenação e Revisão lho.
nistério Público do Trabalho e decidir sobre XVII – decidir sobre remoção e disponibili- do Ministério Público do Trabalho é um órgão
as reclamações a ela concernentes; dade de membro do Ministério Público do de coordenação, de integração e de revisão do Parágrafo único. A competência fixada nos
Trabalho, por motivo de interesse público; exercício funcional na Instituição. incisos IV e V será exercida segundo crité-
VIII – indicar o membro do Ministério Pú- rios objetivos previamente estabelecidos
blico do Trabalho para promoção por anti- XVIII – autorizar, pela maioria absoluta de Art. 100. A Câmara de Coordenação e Revisão pelo Conselho Superior.
güidade, observado o disposto no art. 93, II, seus membros, que o Procurador-Geral da do Ministério Público do Trabalho será organi-
alínea d, da Constituição Federal; República ajuíze a ação de perda de cargo zada por ato normativo, e o Regimento Interno, Seção VI
IX – opinar sobre a designação de membro contra membro vitalício do Ministério Públi- que disporá sobre seu funcionamento, será ela- DA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO
do Ministério Público do Trabalho para: co do Trabalho, nos casos previstos em lei; borado pelo Conselho Superior. PÚBLICO DO TRABALHO
a) funcionar nos órgãos em que a participa- XIX – opinar sobre os pedidos de reversão Art. 101. A Câmara de Coordenação e Revisão
Art. 104. A Corregedoria do Ministério Público
ção da Instituição seja legalmente prevista; de membro da carreira; do Ministério Público do Trabalho será compos-
do Trabalho, dirigida pelo Corregedor-Geral, é o
ta por três membros do Ministério Público do
b) integrar comissões técnicas ou científicas XX – aprovar a proposta de lei para o au- órgão fiscalizador das atividades funcionais e da
Trabalho, sendo um indicado pelo Procurador-
relacionadas às funções da Instituição; mento do número de cargos da carreira e conduta dos membros do Ministério Público.
-Geral do Trabalho e dois pelo Conselho Supe-
dos ofícios; rior do Ministério Público do Trabalho, junta-
X – opinar sobre o afastamento temporário Art. 105. O Corregedor-Geral será nomeado
de membro do Ministério Público do Traba- XXI – deliberar sobre a realização de concur- mente com seus suplentes, para um mandato pelo Procurador-Geral do Trabalho dentre os
lho; so para o ingresso na carreira, designar os de dois anos, sempre que possível, dentre inte- Subprocuradores-Gerais do Trabalho, integran-
membros da Comissão de Concurso e opi- grantes do último grau da carreira. tes de lista tríplice elaborada pelo Conselho Su-
XI – autorizar a designação, em caráter ex- nar sobre a homologação dos resultados; perior, para mandato de dois anos, renovável
cepcional, de membros do Ministério Pú- Art. 102. Dentre os integrantes da Câmara de
uma vez.
blico do Trabalho, para exercício de atribui- XXII – aprovar a proposta orçamentária que Coordenação e Revisão, um deles será designa-
ções processuais perante juízos, tribunais integrará o projeto de orçamento do Minis- do pelo Procurador-Geral para a função executi- § 1º Não poderão integrar a lista tríplice os
ou ofícios diferentes dos estabelecidos para tério Público da União; va de Coordenador. membros do Conselho Superior.
cada categoria; XXIII – exercer outras funções atribuídas em Art. 103. Compete à Câmara de Coordenação e § 2º Serão suplentes do Corregedor-Geral
XII – determinar a realização de correições lei. Revisão do Ministério Público do Trabalho: os demais integrantes da lista tríplice, na
e sindicâncias e apreciar os relatórios cor- ordem em que os designar o Procurador-
§ 1º Aplicam-se ao Procurador-Geral e aos I – promover a integração e a coordenação
respondentes; -Geral.
demais membros do Conselho Superior as dos órgãos institucionais do Ministério Pú-
XIII – determinar a instauração de proces- normas processuais em geral, pertinentes blico do Trabalho, observado o princípio da § 3º O Corregedor-Geral poderá ser desti-
sos administrativos em que o acusado seja aos impedimentos e suspeição dos mem- independência funcional; tuído, por iniciativa do Procurador-Geral,
membro do Ministério Público do Trabalho, bros do Ministério Público. antes do término do mandato, pelo voto de
II – manter intercâmbio com órgãos ou enti-
apreciar seus relatórios e propor as medi- dois terços dos membros do Conselho Su-
§ 2º As deliberações relativas aos incisos I, dades que atuem em áreas afins;
das cabíveis; perior.
alíneas a e e, XI, XIII, XIV, XV e XVII somente III – encaminhar informações técnico-jurídi-
XIV – determinar o afastamento do exercí- poderão ser tomadas com o voto favorável Art. 106. Incumbe ao Corregedor-Geral do Mi-
cas aos órgãos institucionais do Ministério
cio de suas funções, de membro do Ministé- de dois terços dos membros do Conselho nistério Público:
Público do Trabalho;
rio Público do Trabalho, indiciado ou acusa- Superior.
I – participar, sem direito a voto, das reuni-
do em processo disciplinar, e o seu retorno; IV – resolver sobre a distribuição especial
ões do Conselho Superior;
de feitos e procedimentos, quando a maté-
XV – designar a comissão de processo admi- ria, por sua natureza ou relevância, assim o II – realizar, de ofício ou por determinação
nistrativo em que o acusado seja membro exigir; do Procurador-Geral ou do Conselho Supe-
do Ministério Público do Trabalho;

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rior, correições e sindicâncias, apresentan- Seção VIII Art. 115. A estrutura básica das unidades de lo- V – a Corregedoria do Ministério Público
do os respectivos relatórios; DOS PROCURADORES REGIONAIS tação e de administração será organizada por Militar;
regulamento, nos termos da lei.
III – instaurar inquérito contra integrante DO TRABALHO VI – os Subprocuradores-Gerais da Justiça
da carreira e propor ao Conselho Superior Militar;
a instauração do processo administrativo Art. 110. Os Procuradores Regionais do Traba-
conseqüente; lho serão designados para oficiar junto aos Tri- VII – os Procuradores da Justiça Militar;
CAPÍTULO III
bunais Regionais do Trabalho. VIII – os Promotores da Justiça Militar.
IV – acompanhar o estágio probatório dos DO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
membros do Ministério Público do Traba- Parágrafo único. Em caso de vaga ou de Art. 119. A carreira do Ministério Público Militar
lho; afastamento de Subprocurador-Geral do Seção I é constituída pelos cargos de Subprocurador-
Trabalho por prazo superior a trinta dias, DA COMPETÊNCIA, DOS ÓRGÃOS -Geral da Justiça Militar, Procurador da Justiça
V – propor ao Conselho Superior a exone- poderá ser convocado pelo Procurador-Ge-
ração de membro do Ministério Público do ral, mediante aprovação do Conselho Supe-
E DA CARREIRA Militar e Promotor da Justiça Militar.
Trabalho que não cumprir as condições do rior, Procurador Regional do Trabalho para Parágrafo único. O cargo inicial da carreira
Art. 116. Compete ao Ministério Público Militar
estágio probatório. substituição. é o de Promotor da Justiça Militar e o do
o exercício das seguintes atribuições junto aos
órgãos da Justiça Militar: último nível é o de Subprocurador-Geral da
Seção VII Art. 111. Os Procuradores Regionais do Traba- Justiça Militar.
DOS SUBPROCURADORES-GERAIS lho serão lotados nos ofícios nas Procuradorias I – promover, privativamente, a ação penal
Regionais do Trabalho nos Estados e no Distrito Seção II
DO TRABALHO pública;
Federal.
II – promover a declaração de indignidade
DO PROCURADOR-GERAL DA
Art. 107. Os Subprocuradores-Gerais do Traba- JUSTIÇA MILITAR
lho serão designados para oficiar junto ao Tribu-
Seção IX ou de incompatibilidade para o oficialato;
nal Superior do Trabalho e nos ofícios na Câma- DOS PROCURADORES DO TRABALHO III – manifestar-se em qualquer fase do pro- Art. 120. O Procurador-Geral da Justiça Militar é
ra de Coordenação e Revisão. cesso, acolhendo solicitação do juiz ou por o Chefe do Ministério Público Militar.
Art. 112. Os Procuradores do Trabalho serão
Parágrafo único. A designação de Subpro- designados para funcionar junto aos Tribunais sua iniciativa, quando entender existente
Art. 121. O Procurador-Geral da Justiça Militar
curador-Geral do Trabalho para oficiar em Regionais do Trabalho e, na forma das leis pro- interesse público que justifique a interven-
será nomeado pelo Procurador-Geral da Re-
órgãos jurisdicionais diferentes do previsto cessuais, nos litígios trabalhistas que envolvam, ção.
pública, dentre integrantes da Instituição, com
para a categoria dependerá de autorização especialmente, interesses de menores e incapa- Art. 117. Incumbe ao Ministério Público Militar: mais de trinta e cinco anos de idade e de cinco
do Conselho Superior. zes. anos na carreira, escolhidos em lista tríplice me-
I – requisitar diligências investigatórias e a diante voto plurinominal, facultativo e secreto,
Art. 108. Cabe aos Subprocuradores-Gerais do Parágrafo único. A designação de Procura- instauração de inquérito policial-militar, po-
Trabalho, privativamente, o exercício das fun- dor do Trabalho para oficiar em órgãos ju- pelo Colégio de Procuradores, para um man-
dendo acompanhá-los e apresentar provas; dato de dois anos, permitida uma recondução,
ções de: risdicionais diferentes dos previstos para
a categoria dependerá de autorização do II – exercer o controle externo da atividade observado o mesmo processo. Caso não haja
I – Corregedor-Geral do Ministério Público Conselho Superior. da polícia judiciária militar. número suficiente de candidatos com mais de
do Trabalho; cinco anos na carreira, poderá concorrer à lista
Art. 113. Os Procuradores do Trabalho serão lo- Art. 118. São órgãos do Ministério Público Mi- tríplice quem contar mais de dois anos na car-
II – Coordenador da Câmara de Coordena- tados nos ofícios nas Procuradorias Regionais litar: reira.
ção e Revisão do Ministério Público do Tra- do Trabalho nos Estados e no Distrito Federal.
balho. I – o Procurador-Geral da Justiça Militar; Parágrafo único. A exoneração do Pro-
Art. 109. Os Subprocuradores-Gerais do Traba-
Seção X II – o Colégio de Procuradores da Justiça Mi-
curador-Geral da Justiça Militar, antes do
DAS UNIDADES DE LOTAÇÃO E término do mandato, será proposta pelo
lho serão lotados nos ofícios na Procuradoria- litar;
Conselho Superior ao Procurador-Geral da
-Geral do Trabalho. DE ADMINISTRAÇÃO III – o Conselho Superior do Ministério Pú- República, mediante deliberação obtida
Art. 114. Os ofícios na Procuradoria-Geral do blico Militar; com base em voto secreto de dois terços de
Trabalho e nas Procuradorias Regionais do Tra- seus integrantes.
IV – a Câmara de Coordenação e Revisão do
balho nos Estados e no Distrito Federal são uni- Ministério Público Militar; Art. 122. O Procurador-Geral da Justiça Militar
dades de lotação e de administração do Minis- designará, dentre os Subprocuradores-Gerais, o
tério Público do Trabalho.

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Vice-Procurador-Geral da Justiça Militar, que o X – decidir, atendida a necessidade do ser- nistério Público Militar, após sua aprovação o seu regimento interno, exigido o voto da
substituirá em seus impedimentos. Em caso de viço, sobre: pelo Conselho Superior; maioria absoluta dos eleitores.
vacância, exercerá o cargo o Vice-Presidente do
Conselho Superior, até o seu provimento defini- a) remoção a pedido ou por permuta; XIX – organizar a prestação de contas do § 2º Excepcionalmente, em caso de inte-
tivo. exercício anterior, encaminhando-a ao Pro- resse relevante da Instituição, o Colégio de
b) alteração parcial da lista bienal de desig- curador-Geral da República; Procuradores reunir-se-á em local designa-
Art. 123. Compete ao Procurador-Geral da Jus- nações; do pelo Procurador-Geral da Justiça Militar,
tiça Militar exercer as funções atribuídas ao XX – praticar atos de gestão administrativa, desde que convocado por ele ou pela maio-
XI – autorizar o afastamento de membros financeira e de pessoal;
Ministério Público Militar junto ao Superior do Ministério Público Militar, ouvido o Con- ria de seus membros.
Tribunal Militar, propondo as ações cabíveis e selho Superior, nas hipóteses da lei; XXI – elaborar o relatório de atividades do
manifestando-se nos processos de sua compe- § 3º O Regimento Interno do Colégio de
Ministério Público Militar; Procuradores Militares disporá sobre seu
tência. XII – dar posse aos membros do Ministério
Público Militar; XXII – coordenar as atividades do Ministério funcionamento.
Art. 124. São atribuições do Procurador-Geral Público Militar;
da Justiça Militar: XIII – designar membro do Ministério Públi- Seção IV
co Militar para: XXIII – exercer outras atribuições previstas DO CONSELHO SUPERIOR DO
I – representar o Ministério Público Militar; em lei.
a) funcionar nos órgãos em que a participa- MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
II – integrar, como membro nato, e presidir ção da instituição seja legalmente prevista, Art. 125. As atribuições do Procurador-Geral da
o Colégio de Procuradores da Justiça Militar, ouvido o Conselho Superior; Justiça Militar, previstas no artigo anterior po- Art. 128. O Conselho Superior do Ministério Pú-
o Conselho Superior do Ministério Público derão ser delegadas: blico Militar, presidido pelo Procurador-Geral da
da Justiça Militar e a Comissão de Concurso; b) integrar comissões técnicas ou científi- Justiça Militar, tem a seguinte composição:
cas, relacionadas às funções da Instituição, I – ao Coordenador da Câmara de Coorde-
III – nomear o Corregedor-Geral do Minis- ouvido o Conselho Superior; nação e Revisão, as dos incisos XIII, alínea c, I – o Procurador-Geral da Justiça Militar e o
tério Público Militar, segundo lista tríplice e XXII; Vice-Procurador-Geral da Justiça Militar;
elaborada pelo Conselho Superior; c) assegurar a continuidade dos serviços,
em caso de vacância, afastamento temporá- II – a Procurador da Justiça Militar, as dos in- II – os Subprocuradores-Gerais da Justiça
IV – designar um dos membros e o Coorde- rio, ausência, impedimento ou suspeição do cisos I e XX. Militar.
nador da Câmara de Coordenação e Revisão titular, na inexistência ou falta do substituto Parágrafo único. O Conselho Superior ele-
do Ministério Público Militar; designado; Seção III gerá o seu Vice-Presidente, que substituirá
V – designar, observados os critérios da lei DO COLÉGIO DE PROCURADORES o Presidente em seus impedimentos e em
XIV – homologar, ouvido o Conselho Supe-
e os estabelecidos pelo Conselho Superior, rior, o resultado do concurso para ingresso DA JUSTIÇA MILITAR caso de vacância.
os ofícios em que exercerão suas funções os na carreira;
Art. 126. O Colégio de Procuradores da Justiça Art. 129. O Conselho Superior do Ministério Pú-
membros do Ministério Público Militar;
XV – fazer publicar o aviso de existência de Militar, presidido pelo Procurador-Geral da Jus- blico Militar reunir-se-á, ordinariamente, uma
VI – decidir, em grau de recurso, os conflitos vaga, na lotação e na relação bienal de de- tiça Militar, é integrado por todos os membros vez por mês, em dia previamente fixado, e, ex-
de atribuições entre os órgãos do Ministério signações; da carreira em atividade no Ministério Público traordinariamente, quando convocado pelo
Público Militar; da Justiça Militar. Procurador-Geral da Justiça Militar ou por pro-
XVI – propor ao Procurador-Geral da Repú- posta da maioria absoluta de seus membros.
VII – determinar a abertura de correição, blica, ouvido o Conselho Superior, a criação Art. 127. Compete ao Colégio de Procuradores
sindicância ou inquérito administrativo; e extinção de cargos da carreira e dos ofí- da Justiça Militar: Art. 130. Salvo disposição em contrário, as deli-
cios em que devam ser exercidas suas fun- berações do Conselho Superior serão tomadas
VIII – determinar a instauração de inquérito I – elaborar, mediante voto plurinominal, fa- por maioria de votos, presente a maioria abso-
ou processo administrativo contra servido- ções;
cultativo e secreto, lista tríplice para a esco- luta dos seus membros.
res dos serviços auxiliares; XVII – elaborar a proposta orçamentária do lha do Procurador-Geral da Justiça Militar;
Ministério Público Militar, submetendo-a ao § 1º Em caso de empate, prevalecerá o voto
IX – decidir processo disciplinar contra II – opinar sobre assuntos gerais de interes- do Presidente, exceto em matéria de san-
membro da carreira ou servidor dos servi- Conselho Superior;
se da Instituição. ções, caso em que prevalecerá a solução
ços auxiliares, aplicando as sanções que se- XVIII – encaminhar ao Procurador-Geral da mais favorável ao acusado.
jam de sua competência; § 1º Para os fins previstos no inciso I, pres-
República a proposta orçamentária do Mi-
cindir-se-á de reunião do Colégio de Procu- § 2º As deliberações do Conselho Superior
radores, procedendo-se segundo dispuser serão publicadas no Diário da Justiça, exce-

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to quando o regimento interno determine VIII – indicar o membro do Ministério Públi- XVIII – autorizar, pela maioria absoluta de por três membros do Ministério Público Militar,
sigilo. co Militar para promoção por antigüidade, seus membros, que o Procurador-Geral da sendo um indicado pelo Procurador-Geral da
observado o disposto no art. 93, II, alínea d, República ajuíze ação de perda de cargo Justiça Militar e dois pelo Conselho Superior do
Art. 131. Compete ao Conselho Superior do Mi- da Constituição Federal; contra membro vitalício do Ministério Públi- Ministério Público Militar, juntamente com seus
nistério Público Militar: co Militar, nos casos previstos nesta lei com- suplentes, para um mandato de dois anos, sem-
IX – opinar sobre a designação de membro plementar; pre que possível, dentre integrantes do último
I – exercer o poder normativo no âmbito do
do Ministério Público Militar para: grau da carreira.
Ministério Público Militar, observados os XIX – opinar sobre os pedidos de reversão
princípios desta lei complementar, especial- a) funcionar nos órgãos em que a participa- de membro da carreira; Art. 135. Dentre os integrantes da Câmara de
mente para elaborar e aprovar: ção da Instituição seja legalmente prevista;
XX – aprovar a proposta de lei para o au- Coordenação e Revisão, um deles será designa-
a) o seu regimento interno, o do Colégio de b) integrar comissões técnicas ou científicas mento do número de cargos da carreira e do pelo Procurador-Geral para a função executi-
Procuradores da Justiça Militar e o da Câ- relacionadas às funções da Instituição; dos ofícios; va de Coordenador.
mara de Coordenação e Revisão do Ministé-
rio Público Militar; X – opinar sobre o afastamento temporário XXI – deliberar sobre a realização de con- Art. 136. Compete à Câmara de Coordenação e
de membro do Ministério Público Militar; curso para ingresso na carreira, designar os Revisão do Ministério Público Militar:
b) as normas e as instruções para o concur- membros da Comissão de Concurso e opi-
so de ingresso na carreira; XI – autorizar a designação, em caráter ex- I – promover a integração e a coordenação
nar sobre a homologação dos resultados; dos órgãos institucionais do Ministério Pú-
cepcional, de membro do Ministério Públi-
c) as normas sobre as designações para os co Militar, para exercício de atribuições pro- XXII – exercer outras funções atribuídas em blico Militar, observado o princípio da inde-
diferentes ofícios do Ministério Público Mi- cessuais perante juízos, tribunais ou ofícios lei. pendência funcional;
litar; diferentes dos estabelecidos para cada ca-
§ 1º Aplicam-se ao Procurador-Geral e aos II – manter intercâmbio com órgãos ou enti-
d) os critérios para distribuição de inquéri- tegoria; dades que atuem em áreas afins;
demais membros do Conselho Superior as
tos e quaisquer outros feitos, no Ministério normas processuais em geral, pertinentes
XII – determinar a realização de correições III – encaminhar informações técnico-jurídi-
Público Militar; aos impedimentos e suspeição dos mem-
e sindicâncias e apreciar os relatórios cor- cas aos órgãos institucionais do Ministério
e) os critérios de promoção por merecimen- respondentes; bros do Ministério Público.
Público Militar;
to na carreira; § 2º As deliberações relativas aos incisos I,
XIII – determinar a instauração de proces- IV – manifestar-se sobre o arquivamento de
f) o procedimento para avaliar o cumpri- sos administrativos em que o acusado seja alíneas a e e, XI, XIII, XIV, XV e XVII somente
poderão ser tomadas com o voto favorável inquérito policial militar, exceto nos casos
mento das condições do estágio probatório; membro do Ministério Público Militar, apre-
de dois terços dos membros do Conselho de competência originária do Procurador-
II – indicar os integrantes da Câmara de Co- ciar seus relatórios e propor as medidas ca- -Geral;
bíveis; Superior.
ordenação e Revisão do Ministério Público
V – resolver sobre a distribuição especial de
Militar; XIV – determinar o afastamento preventivo Seção V inquéritos e quaisquer outros feitos, quan-
III – propor a exoneração do Procurador-Ge- do exercício de suas funções, de membro do DA CÂMARA DE COORDENAÇÃO E do a matéria, por sua natureza ou relevân-
ral da Justiça Militar; Ministério Público Militar, indiciado ou acu- REVISÃO DO MINISTÉRIO cia, assim o exigir;
sado em processo disciplinar, e seu retorno;
IV – destituir, por iniciativa do Procurador- PÚBLICO MILITAR VI – decidir os conflitos de atribuição entre
-Geral do Ministério Público Militar e pelo XV – designar a comissão de processo admi- os órgãos do Ministério Público Militar.
voto de dois terços de seus membros, antes nistrativo em que o acusado seja membro Art. 132. A Câmara de Coordenação e Revisão
do término do mandato, o Corregedor-Ge- do Ministério Público Militar; do Ministério Público Militar é o órgão de coor- Parágrafo único. A competência fixada no
ral; denação, de integração e de revisão do exercício inciso V será exercida segundo critérios
XVI – decidir sobre o cumprimento do es- funcional na Instituição. objetivos previamente estabelecidos pelo
V – elaborar a lista tríplice, destinada à pro- tágio probatório por membro do Ministé- Conselho Superior.
moção por merecimento; rio Público Militar, encaminhando cópia da Art. 133. A Câmara de Coordenação e Revisão
decisão ao Procurador-Geral da República, do Ministério Público Militar será organizada Seção VI
VI – elaborar a lista tríplice para Corregedor- quando for o caso, para ser efetivada sua por ato normativo e o Regimento Interno, que
-Geral do Ministério Público Militar; disporá sobre seu funcionamento, será elabora-
DA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO
exoneração;
VII – aprovar a lista de antigüidade do Mi- do e aprovado pelo Conselho Superior. PÚBLICO MILITAR
XVII – decidir sobre remoção e disponibili-
nistério Público Militar e decidir sobre as re- Art. 134. A Câmara de Coordenação e Revisão Art. 137. A Corregedoria do Ministério Público
dade de membro do Ministério Público Mili-
clamações a ela concernentes; do Ministério Público Militar será composta Militar, dirigida pelo Corregedor-Geral, é o ór-
tar, por motivo de interesse público;

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gão fiscalizador das atividades funcionais e da jurisdicionais diferentes do previsto para Seção IX I – instaurar inquérito civil e outros procedi-
conduta dos membros do Ministério Público. a categoria dependerá de autorização do DOS PROMOTORES DA mentos administrativos correlatos;
Conselho Superior.
Art. 138. O Corregedor-Geral do Ministério Pú- JUSTIÇA MILITAR II – requisitar diligências investigatórias e a
blico Militar será nomeado pelo Procurador-Ge- Art. 141. Cabe aos Subprocuradores-Gerais da instauração de inquérito policial, podendo
ral da Justiça Militar dentre os Subprocurado- Justiça Militar, privativamente, o exercício das Art. 145. Os Promotores da Justiça Militar serão acompanhá-los e apresentar provas;
res-Gerais da Justiça Militar, integrantes de lista funções de: designados para oficiar junto às Auditorias Mili-
tríplice elaborada pelo Conselho Superior, para tares. III – requisitar à autoridade competente a
mandato de dois anos, renovável uma vez. I – Corregedor-Geral do Ministério Público instauração de procedimentos administrati-
Militar; Parágrafo único. Em caso de vaga ou afasta- vos, ressalvados os de natureza disciplinar,
§ 1º Serão suplentes do Corregedor-Geral mento de Procurador da Justiça Militar por podendo acompanhá-los e produzir provas;
os demais integrantes da lista tríplice, na II – Coordenador da Câmara de Coordena- prazo superior a trinta dias, poderá ser con-
ordem em que os designar o Procurador- ção e Revisão do Ministério Público Militar. vocado pelo Procurador-Geral, mediante IV – exercer o controle externo da atividade
-Geral. aprovação do Conselho Superior, Promotor da polícia do Distrito Federal e da dos Terri-
Art. 142. Os Subprocuradores-Gerais da Justiça tórios;
Militar serão lotados nos ofícios na Procurado- da Justiça Militar, para a substituição.
§ 2º O Corregedor-Geral poderá ser desti-
tuído, por iniciativa do Procurador-Geral, ria-Geral da Justiça Militar. Art. 146. Os Promotores da Justiça Militar serão V – participar dos Conselhos Penitenciários;
antes do término do mandato, pelo voto de lotados nos ofícios nas Procuradorias da Justiça VI – participar, como instituição observado-
Seção VIII Militar.
dois terços dos membros do Conselho Su- ra, na forma e nas condições estabelecidas
perior. DOS PROCURADORES DA
Seção X em ato do Procurador-Geral da República,
JUSTIÇA MILITAR de qualquer órgão da administração públi-
Art. 139. Incumbe ao Corregedor-Geral do Mi- DAS UNIDADES DE LOTAÇÃO E DE
nistério Público: ca direta, indireta ou fundacional do Distrito
Art. 143. Os Procuradores da Justiça Militar se- ADMINISTRAÇÃO Federal, que tenha atribuições correlatas às
rão designados para oficiar junto às Auditorias
I – realizar, de ofício, ou por determinação funções da Instituição;
Militares. Art. 147. Os ofícios na Procuradoria-Geral da
do Procurador-Geral ou do Conselho Supe-
rior, correições e sindicâncias, apresentan- Justiça Militar e nas Procuradorias da Justiça Mi- VII – fiscalizar a execução da pena, nos pro-
§ 1º Em caso de vaga ou afastamento do
do os respectivos relatórios; litar são unidades de lotação e de administração cessos de competência da Justiça do Distri-
Subprocurador-Geral da Justiça Militar por
do Ministério Público Militar. to Federal e Territórios.
prazo superior a trinta dias, poderá ser con-
II – instaurar inquérito contra integrante da
vocado pelo Procurador-Geral, mediante Art. 148. A estrutura das unidades de lotação Art. 151. Cabe ao Ministério Público do Distrito
carreira e propor ao Conselho a instauração
aprovação pelo Conselho Superior, Procu- e de administração será organizada por regula- Federal e Territórios exercer a defesa dos direi-
do processo administrativo conseqüente;
rador da Justiça Militar e, nenhum desses mento, nos termos da lei. tos constitucionais do cidadão, sempre que se
III – acompanhar o estágio probatório dos aceitando, poderá ser convocado Promotor cuide de garantir-lhes o respeito:
membros do Ministério Público Militar; da Justiça Militar, para substituição.
I – pelos Poderes Públicos do Distrito Fede-
IV – propor ao Conselho Superior a exone- § 2º O Procurador da Justiça Militar convo- CAPÍTULO IV ral e dos Territórios;
ração de membro do Ministério Público Mi- cado, ou o Promotor da Justiça Militar, re-
litar que não cumprir as condições do está- ceberá a diferença de vencimentos, corres- DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO II – pelos órgãos da administração pública,
gio probatório. pondente ao cargo de Subprocurador-Geral DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS direta ou indireta, do Distrito Federal e dos
da Justiça Militar, inclusive diárias e trans- Territórios;
Seção VII porte se for o caso. Seção I III – pelos concessionários e permissioná-
DOS SUBPROCURADORES-GERAIS Art. 144. Os Procuradores da Justiça Militar se-
DA COMPETÊNCIA, DOS ÓRGÃOS E rios do serviço público do Distrito Federal e
DA JUSTIÇA MILITAR rão lotados nos ofícios nas Procuradorias da Jus- DA CARREIRA dos Territórios;
tiça Militar. IV – por entidades que exerçam outra fun-
Art. 140. Os Subprocuradores-Gerais da Justiça Art. 149. O Ministério Público do Distrito Fe-
Militar serão designados para oficiar junto ao deral e Territórios exercerá as suas funções nas ção delegada do Distrito Federal e dos Ter-
Superior Tribunal Militar e à Câmara de Coorde- causas de competência do Tribunal de Justiça e ritórios.
nação e Revisão. dos Juízes do Distrito Federal e Territórios.
Art. 152. O Procurador-Geral de Justiça desig-
Parágrafo único. A designação de Subpro- Art. 150. Incumbe ao Ministério Público do Dis- nará, dentre os Procuradores de Justiça e me-
curador-Geral Militar para oficiar em órgãos trito Federal e Territórios: diante prévia aprovação do nome pelo Conse-

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lho Superior, o Procurador Distrital dos Direitos Art. 156. O Procurador-Geral de Justiça será no- denação e Revisão do Ministério Público do d) acompanhar procedimentos administra-
do Cidadão, para servir pelo prazo de dois anos, meado pelo Presidente da República dentre in- Distrito Federal e Territórios; tivos e inquéritos policiais, instaurados em
permitida a recondução, precedida de nova de- tegrantes de lista tríplice elaborada pelo Colégio áreas estranhas à sua competência especí-
cisão do Conselho Superior. de Procuradores e Promotores de Justiça, para V – nomear o Corregedor-Geral do Ministé- fica, desde que relacionados a fatos de inte-
mandato de dois anos, permitida uma recondu- rio Público do Distrito Federal e Territórios; resse da Instituição;
§ 1º Sempre que possível, o Procurador Dis- ção, precedida de nova lista tríplice.
trital não acumulará o exercício de suas fun- VI – decidir, em grau de recurso, os conflitos XIV – homologar, ouvido o Conselho Supe-
ções com outras do Ministério Público. § 1º Concorrerão à lista tríplice os membros de atribuições entre órgãos do Ministério rior, o resultado de concurso para ingresso
do Ministério Público do Distrito Federal Público do Distrito Federal e Territórios; na carreira;
§ 2º O Procurador Distrital somente será com mais de cinco anos de exercício nas
dispensado, antes do termo de sua investi- VII – determinar a abertura de correição, XV – fazer publicar o aviso de existência de
funções da carreira e que não tenham sofri- sindicância ou inquérito administrativo;
dura, por iniciativa do Procurador-Geral de do, nos últimos quatro anos, qualquer con- vaga, na lotação e na relação bienal de de-
Justiça, anuindo a maioria absoluta do Con- denação definitiva ou não estejam respon- VIII – determinar a instauração de inquérito signações;
selho Superior. dendo a processo penal ou administrativo. ou processo administrativo contra servido- XVI – propor ao Procurador-Geral da Repú-
Art. 153. São órgãos do Ministério Público do res dos serviços auxiliares; blica, ouvido o Conselho Superior, a criação
§ 2º O Procurador-Geral poderá ser desti-
Distrito Federal e Territórios: tuído, antes do término do mandato, por IX – decidir processo disciplinar contra e a extinção de cargos da carreira e dos ofí-
deliberação da maioria absoluta do Senado membro da carreira ou servidor dos servi- cios em que devam ser exercidas suas fun-
I – o Procurador-Geral de Justiça; ções;
Federal, mediante representação do Presi- ços auxiliares, aplicando as sanções que se-
II – o Colégio de Procuradores e Promotores dente da República. jam de sua competência; XVII – elaborar a proposta orçamentária do
de Justiça; Ministério Público do Distrito Federal e Ter-
Art. 157. O Procurador-Geral designará, dentre X – decidir, atendendo a necessidade do
III – o Conselho Superior do Ministério Pú- os Procuradores de Justiça, o Vice-Procurador- serviço, sobre: ritórios, submetendo-a ao Conselho Supe-
blico do Distrito Federal e Territórios; -Geral de Justiça, que o substituirá em seus im- rior;
a) remoção a pedido ou por permuta;
IV – a Corregedoria do Ministério Público do pedimentos. Em caso de vacância, exercerá o XVIII – encaminhar ao Procurador-Geral da
Distrito Federal e Territórios; cargo o Vice-Presidente do Conselho Superior, b) alteração parcial da lista bienal de desig- República a proposta orçamentária do Mi-
até o seu provimento definitivo. nações; nistério Público do Distrito Federal e Terri-
V – as Câmaras de Coordenação e Revisão tórios, após sua aprovação pelo Conselho
do Ministério Público do Distrito Federal e Art. 158. Compete ao Procurador-Geral de Jus- XI – autorizar o afastamento de membros
tiça exercer as funções atribuídas ao Ministério do Ministério Público do Distrito Federal e Superior;
Territórios;
Público no Plenário do Tribunal de Justiça do Territórios, ouvido o Conselho Superior, nos XIX – organizar a prestação de contas do
VI – os Procuradores de Justiça; Distrito Federal e Territórios, propondo as ações casos previstos em lei; exercício anterior, encaminhando-a ao Pro-
cabíveis e manifestando-se nos processos de curador-Geral da República;
VII – os Promotores de Justiça; sua competência. XII – dar posse aos membros do Ministério
Público do Distrito Federal e Territórios; XX – praticar atos de gestão administrativa,
VIII – os Promotores de Justiça Adjuntos. Art. 159. Incumbe ao Procurador-Geral de Justi-
XIII – designar membro do Ministério Públi- financeira e de pessoal;
Art. 154. A carreira do Ministério Público do ça, como Chefe do Ministério Público:
co do Distrito Federal e Territórios para: XXI – elaborar o relatório de atividades do
Distrito Federal e Territórios é constituída pelos I – representar o Ministério Público do Dis-
cargos de Procurador de Justiça, Promotor de a) funcionar nos órgãos em que a participa- Ministério Público do Distrito Federal e Ter-
trito Federal e Territórios; ritórios;
Justiça e Promotor de Justiça Adjunto. ção da Instituição seja legalmente prevista,
II – integrar, como membro nato, o Colégio ouvido o Conselho Superior; XXII – coordenar as atividades do Ministério
Parágrafo único. O cargo inicial da carreira é de Procuradores e Promotores de Justiça, o
o de Promotor de Justiça Adjunto e o último b) integrar comissões técnicas ou científi- Público do Distrito Federal e Territórios;
Conselho Superior e a Comissão de Concur-
o de Procurador de Justiça. so; cas, relacionadas às funções da Instituição, XXIII – exercer outras atribuições previstas
ouvido o Conselho Superior; em lei.
Seção II III – designar o Procurador Distrital dos Di-
c) assegurar a continuidade dos serviços, Art. 160. As atribuições do Procurador-Geral de
DO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA reitos do Cidadão;
em caso de vacância, afastamento temporá- Justiça, previstas nos incisos XIII, alíneas c, d,
Art. 155. O Procurador-Geral de Justiça é o Che- IV – designar um dos membros e o Coorde- rio, ausência, impedimento ou suspeição do XXII e XXIII, do artigo anterior, poderão ser dele-
fe do Ministério Público do Distrito Federal e nador de cada uma das Câmaras de Coor- titular, na inexistência ou falta do substituto gadas a Coordenador de Câmara de Coordena-
Territórios. designado; ção e Revisão.

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Seção III Procuradores e Promotores de Justiça reu- Art. 165. Salvo disposição em contrário, as deli- VI – elaborar a lista tríplice para Correge-
DO COLÉGIO DE PROCURADORES E nir-se-á em local designado pelo Procura- berações do Conselho Superior serão tomadas dor-Geral do Ministério Público do Distrito
dor-Geral de Justiça, desde que convocado por maioria de votos, presente a maioria abso- Federal e Territórios;
PROMOTORES DE JUSTIÇA por ele ou pela maioria de seus membros. luta de seus membros.
VII – aprovar a lista de antigüidade do Mi-
Art. 161. O Colégio de Procuradores e Promoto- § 3º O Regimento Interno do Colégio de Art. 166. Compete ao Conselho Superior do Mi- nistério Público do Distrito Federal e Terri-
res de Justiça, presidido pelo Procurador-Geral Procuradores e Promotores de Justiça dis- nistério Público do Distrito Federal e Territórios: tórios e decidir sobre as reclamações a ela
de Justiça, é integrado por todos os membros porá sobre seu funcionamento. concernentes;
da carreira em atividade no Ministério Público I – exercer o poder normativo no âmbito do
do Distrito Federal e Territórios. Seção IV Ministério Público do Distrito Federal e Ter- VIII – indicar o membro do Ministério Pú-
DO CONSELHO SUPERIOR DO ritórios, observados os princípios desta lei blico do Distrito Federal e Territórios para
Art. 162. Compete ao Colégio de Procuradores e complementar, especialmente para elabo- promoção por antigüidade, observado o
Promotores de Justiça: MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO rar e aprovar: disposto no art. 93, II, alínea d, da Constitui-
FEDERAL E TERRITÓRIOS ção Federal;
I – elaborar, mediante voto plurinominal, a) o seu regimento interno, o do Colégio de
facultativo e secreto, a lista tríplice para o Art. 163. O Conselho Superior do Ministério Pú- Procuradores e Promotores de Justiça do IX – opinar sobre a designação de membro
cargo de Procurador-Geral de Justiça; blico do Distrito Federal e Territórios, presidido Distrito Federal e Territórios e os das Câma- do Ministério Público do Distrito Federal e
II – opinar sobre assuntos gerais de interes- pelo Procurador-Geral de Justiça, tem a seguin- ras de Coordenação e Revisão do Ministério Territórios para:
se da Instituição; te composição: Público do Distrito Federal e Territórios;
a) funcionar nos órgãos em que a participa-
III – elaborar, mediante voto plurinominal, I – o Procurador-Geral de Justiça e o Vice- b) as normas e as instruções para o concur- ção da Instituição seja legalmente prevista;
facultativo e secreto, lista sêxtupla para a -Procurador-Geral de Justiça, que o inte- so de ingresso na carreira;
b) integrar comissões técnicas ou científicas
composição do Tribunal de Justiça do Distri- gram como membros natos;
c) as normas sobre as designações para os relacionadas às funções da Instituição;
to Federal e Territórios, sendo elegíveis os II – quatro Procuradores de Justiça, eleitos, diferentes ofícios do Ministério Público do
membros do Ministério Público do Distrito Distrito Federal e Territórios; X – opinar sobre o afastamento temporário
para mandato de dois anos, na forma do
Federal e Territórios com mais de dez anos de membro do Ministério Público do Distri-
inciso IV do artigo anterior, permitida uma
de carreira; d) os critérios para distribuição de inquéri- to Federal e Territórios;
reeleição;
tos, procedimentos administrativos e quais-
IV – eleger, dentre os Procuradores de Justi- quer outros feitos no Ministério Público do XI – determinar a realização de correições e
III – quatro Procuradores de Justiça, eleitos
ça e mediante voto plurinominal, facultati- Distrito Federal e Territórios; sindicâncias e apreciar os relatórios corres-
para um mandato de dois anos, por seus pa-
vo e secreto, quatro membros do Conselho pondentes;
res, mediante voto plurinominal, facultativo
Superior do Ministério Público do Distrito e) os critérios de promoção por merecimen-
e secreto, permitida uma reeleição. XII – determinar a instauração de proces-
Federal e Territórios; to, na carreira;
sos administrativos em que o acusado seja
§ 1º Serão suplentes dos membros de que
V – elaborar, mediante voto plurinominal, f) o procedimento para avaliar o cumpri- membro do Ministério Público do Distrito
tratam os incisos II e III os demais votados,
facultativo e secreto, lista sêxtupla para a mento das condições do estágio probatório; Federal e Territórios, apreciar seus relató-
em ordem decrescente, observados os cri-
composição do Superior Tribunal de Justi- rios e propor as medidas cabíveis;
térios gerais de desempate. II – aprovar o nome do Procurador Distrital
ça, sendo elegíveis os membros do Ministé- dos Direitos do Cidadão; XIII – determinar o afastamento preventivo
rio Público do Distrito Federal e Territórios, § 2º O Conselho Superior elegerá o seu Vi-
do exercício de suas funções, de membro
com mais de trinta e cinco e menos de ses- ce-Presidente, que substituirá o Presidente III – indicar os integrantes das Câmaras de do Ministério Público do Distrito Federal e
senta e cinco anos de idade. em seus impedimentos e em caso de vacân- Coordenação e Revisão; Territórios, indiciado ou acusado em pro-
cia.
§ 1º Para os fins previstos nos incisos I, II, III, IV – destituir, por iniciativa do Procurador- cesso disciplinar, e seu retorno;
IV e V, prescindir-se-á de reunião do Colégio Art. 164. O Conselho Superior do Ministério -Geral e pelo voto de dois terços de seus XIV – autorizar a designação, em caráter
de Procuradores e Promotores de Justiça, Público do Distrito Federal e Territórios reunir- membros, o Corregedor-Geral; excepcional, de membros do Ministério Pú-
procedendo-se segundo dispuser o seu Re- -se-á, ordinariamente, uma vez por mês, em dia
V – elaborar a lista tríplice destinada à pro- blico do Distrito Federal e Territórios, para
gimento Interno, exigido o voto da maioria previamente fixado, e, extraordinariamente,
moção por merecimento; exercício de atribuições processuais peran-
absoluta dos eleitores. quando convocado pelo Procurador-Geral de
te juízos, tribunais ou ofícios diferentes dos
Justiça ou por proposta da maioria absoluta de
§ 2º Excepcionalmente, em caso de inte- estabelecidos para cada categoria;
seus membros.
resse relevante da Instituição, o Colégio de

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XV – designar a comissão de processo admi- Seção V III – encaminhar informações técnico-jurídi- § 1º Não poderão integrar a lista tríplice os
nistrativo em que o acusado seja membro DAS CÂMARAS DE COORDENAÇÃO cas aos órgãos institucionais que atuem em membros do Conselho Superior.
do Ministério Público do Distrito Federal e seu setor;
Territórios; E REVISÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO § 2º Serão suplentes do Corregedor-Geral
DO DISTRITO FEDERAL IV – homologar a promoção de arquivamen- os demais integrantes da lista tríplice, na
XVI – decidir sobre o cumprimento do es- E TERRITÓRIOS to de inquérito civil ou peças de informação ordem em que os designar o Procurador-
tágio probatório por membro do Ministé- ou designar outro órgão do Ministério Pú- -Geral.
rio Público do Distrito Federal e Territórios, Art. 167. As Câmaras de Coordenação e Revisão blico para fazê-lo;
propondo ao Procurador-Geral da Repúbli- § 3º O Corregedor-Geral poderá ser destitu-
do Ministério Público do Distrito Federal e Terri- V – manifestar-se sobre o arquivamento de ído por iniciativa do Procurador-Geral, an-
ca, quando for o caso, a sua exoneração; tórios são órgãos setoriais de coordenação, de inquérito policial, inquérito parlamentar tes do término do mandato, pelo Conselho
XVII – decidir sobre remoção e disponibili- integração e de revisão do exercício funcional ou peças de informação, exceto nos casos Superior, observado o disposto no inciso IV
dade de membro do Ministério Público do na instituição. de competência originária do Procurador- do art. 166.
Distrito Federal e Territórios, por motivo de Art. 168. As Câmaras de Coordenação e Revisão -Geral;
interesse público; Art. 174. Compete ao Corregedor-Geral do Mi-
serão organizadas por função ou por matéria, VI – resolver sobre a distribuição especial de nistério Público do Distrito Federal e Territórios:
XVIII – autorizar, pela maioria absoluta de através de ato normativo. inquéritos, feitos e procedimentos, quando
seus membros, que o Procurador-Geral da a matéria, por sua natureza ou relevância, I – participar, sem direito a voto, das reuni-
Parágrafo único. O Regimento Interno, que ões do Conselho Superior;
República ajuíze ação de perda de cargo disporá sobre o funcionamento das Câma- assim o exigir;
contra membro vitalício do Ministério Públi- ras de Coordenação e Revisão, será elabora- II – realizar, de ofício ou por determinação
co do Distrito Federal e Territórios, nos ca- VII – resolver sobre a distribuição especial
do e aprovado pelo Conselho Superior. de feitos, que, por sua contínua reiteração, do Procurador-Geral ou do Conselho Supe-
sos previstos em lei; rior, correições e sindicâncias, apresentan-
Art. 169. As Câmaras de Coordenação e Revisão devam receber tratamento uniforme;
XIX – opinar sobre os pedidos de reversão do os respectivos relatórios;
do Ministério Público do Distrito Federal e Ter- VIII – decidir os conflitos de atribuição entre
de membro da carreira; ritórios serão compostas por três membros do III – instaurar inquérito contra integrante
os órgãos do Ministério Público do Distrito
XX – aprovar proposta de lei para o aumen- Ministério Público do Distrito Federal e Territó- Federal e Territórios. da carreira e propor ao Conselho Superior
to do número de cargos da carreira e dos rios, sendo um indicado pelo Procurador-Geral a instauração do processo administrativo
ofícios; de Justiça e dois pelo Conselho Superior do Mi- Parágrafo único. A competência fixada nos conseqüente;
nistério Público do Distrito Federal e Territórios, incisos VI e VII será exercida segundo crité-
XXI – deliberar sobre a realização de con- juntamente com seus suplentes, para um man- rios objetivos previamente estabelecidos IV – acompanhar o estágio probatório dos
curso para ingresso na carreira, designar os dato de dois anos, sempre que possível, dentre pelo Conselho Superior. membros do Ministério Público do Distrito
membros da Comissão de Concurso e opi- integrantes do último grau da carreira. Federal e Territórios;
nar sobre a homologação dos resultados; Seção VI V – propor ao Conselho Superior a exone-
Art. 170. Dentre os integrantes da respectiva DA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO
XXII – aprovar a proposta orçamentária que Câmara de Coordenação e Revisão, um será de- ração de membro do Ministério Público do
integrará o projeto de orçamento do Minis- signado pelo Procurador-Geral para a função PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL Distrito Federal e Territórios que não cum-
tério Público da União; executiva de Coordenador. E TERRITÓRIOS prir as condições do estágio probatório.

XXIII – exercer outras funções atribuídas em Art. 171. Compete às Câmaras de Coordenação Art. 172. A Corregedoria do Ministério Público Seção VII
lei. e Revisão: do Distrito Federal e Territórios, dirigida pelo DOS PROCURADORES DE JUSTIÇA
Corregedor-Geral, é o órgão fiscalizador das ati-
Parágrafo único. O Procurador-Geral de Jus- I – promover a integração e a coordenação Art. 175. Os Procuradores de Justiça serão de-
vidades funcionais e da conduta dos membros
tiça e os membros do Conselho Superior es- dos órgãos institucionais que atuem em ofí- signados para oficiar junto ao Tribunal de Justi-
do Ministério Público do Distrito Federal e Ter-
tarão impedidos de participar das decisões cios ligados à sua atividade setorial, obser- ça e nas Câmaras de Coordenação e Revisão.
ritórios.
deste nos casos previstos nas leis proces- vado o princípio da independência funcio-
suais para o impedimento e a suspeição de nal; Art. 173. O Corregedor-Geral do Ministério Pú- Parágrafo único. A designação de Procura-
membros do Ministério Público. blico do Distrito Federal e Territórios será no- dor de Justiça para oficiar em órgãos jurisdi-
II – manter intercâmbio com órgãos ou enti- cionais diferentes do previsto para a catego-
meado pelo Procurador-Geral dentre os Procu-
dades que atuem em áreas afins; ria dependerá de autorização do Conselho
radores de Justiça integrantes de lista tríplice
elaborada pelo Conselho Superior, para manda- Superior.
to de dois anos, renovável uma vez.

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Art. 176. Cabe aos Procuradores de Justiça, pri- Art. 181. A estrutura básica da Procuradoria-Ge- Parágrafo único. O concurso será realizado, rior decidir que devam ser providas inicial-
vativamente, o exercício das funções de: ral de Justiça será organizada por regulamento, obrigatoriamente, quando o número de va- mente.
nos termos da lei. gas exceder a dez por cento do quadro res-
I – Corregedor-Geral do Ministério Público pectivo e, facultativamente, a juízo do Con- § 2º O candidato aprovado poderá renun-
do Distrito Federal e Territórios; selho Superior competente. ciar à nomeação correspondente à sua clas-
sificação, antecipadamente ou até o termo
II – Procurador Distrital dos Direitos do Ci- TÍTULO III Art. 187. Poderão inscrever-se no concurso ba- final do prazo de posse, caso em que o re-
dadão; charéis em Direito há pelo menos dois anos, de nunciante será deslocado para o último lu-
Das Disposições comprovada idoneidade moral. gar na lista dos classificados.
III – Coordenador de Câmara de Coordena-
ção e Revisão. Estatutárias Especiais
Art. 188. O concurso obedecerá ao regulamento Seção III
Art. 177. Os Procuradores de Justiça serão lota- elaborado pelo Conselho Superior competente, DA POSSE E DO EXERCÍCIO
dos nos ofícios na Procuradoria-Geral da Justiça observado o disposto no art. 31.
do Distrito Federal e Territórios. CAPÍTULO I Art. 189. A Comissão de Concurso será integra- Art. 195. O prazo para a posse nos cargos do
DA CARREIRA da pelo Procurador-Geral, seu Presidente, por Ministério Público da União é de trinta dias,
Seção VIII contado da publicação do ato de nomeação,
dois membros do respectivo ramo do Ministério
DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA Seção I Público e por um jurista de reputação ilibada, prorrogável por mais sessenta dias, mediante
comunicação do nomeado, antes de findo o pri-
Art. 178. Os Promotores de Justiça serão desig- DO PROVIMENTO indicados pelo Conselho Superior e por um ad-
vogado indicado pelo Conselho Federal da Or- meiro prazo.
nados para oficiar junto às Varas da Justiça do Art. 182. Os cargos do Ministério Público da dem dos Advogados do Brasil. Parágrafo único. O empossado prestará
Distrito Federal e Territórios.
União, salvo os de Procurador-Geral da Repúbli- compromisso de bem cumprir os deveres
ca, Procurador-Geral do Trabalho, Procurador- Art. 190. O edital de abertura do concurso con-
Parágrafo único. Os Promotores de Justiça do cargo, em ato solene, presidido pelo Pro-
-Geral da Justiça Militar e Procurador-Geral de terá a relação dos cargos vagos, com a respecti-
serão lotados nos ofícios previstos para as curador-Geral.
Justiça do Distrito Federal e Territórios, são de va lotação, e fixará, para as inscrições, prazo não
Promotorias de Justiça.
provimento vitalício e constituem as carreiras inferior a trinta dias, contado de sua publicação Art. 196. Para entrar no exercício do cargo, o
Seção IX independentes de cada ramo. no Diário Oficial. empossado terá o prazo de trinta dias, prorro-
DOS PROMOTORES DE Art. 191. Não serão nomeados os candidatos gável por igual período, mediante comunicação,
Art. 183. Os cargos das classes iniciais serão antes de findo o prazo inicial.
JUSTIÇA ADJUNTOS providos por nomeação, em caráter vitalício, aprovados no concurso, que tenham completa-
do sessenta e cinco anos ou que venham a ser
Art. 179. Os Promotores de Justiça Adjuntos
mediante concurso público específico para cada Seção IV
ramo. considerados inaptos para o exercício do cargo,
serão designados para oficiar junto às Varas da em exame de higidez física e mental. DO ESTÁGIO PROBATÓRIO
Justiça do Distrito Federal e Territórios. Art. 184. A vitaliciedade somente será alcança-
da após dois anos de efetivo exercício. Art. 192. O Procurador-Geral competente, ouvi- Art. 197. Estágio probatório é o período dos
Parágrafo único. Os Promotores de Justiça do o Conselho Superior, decidirá sobre a homo- dois primeiros anos de efetivo exercício do car-
Adjuntos serão lotados nos ofícios previstos Art. 185. É vedada a transferência ou aprovei- logação do concurso, dentro de trinta dias, con- go pelo membro do Ministério Público da União.
para as Promotorias de Justiça. tamento nos cargos do Ministério Público da tados da publicação do resultado final.
União, mesmo de um para outro de seus ramos. Art. 198. Os membros do Ministério Público da
Seção X Art. 193. O prazo de eficácia do concurso, para União, durante o estágio probatório, somente
Seção II efeito de nomeação, será de dois anos contados poderão perder o cargo mediante decisão da
DAS UNIDADES DE LOTAÇÃO E maioria absoluta do respectivo Conselho Supe-
DO CONCURSO da publicação do ato homologatório, prorrogá-
DE ADMINISTRAÇÃO vel uma vez pelo mesmo período. rior.
Art. 180. Os ofícios na Procuradoria-Geral da Art. 186. O concurso público de provas e títu-
los para ingresso em cada carreira do Ministério
Art. 194. A nomeação dos candidatos habilita- Seção V
Justiça do Distrito Federal e Territórios e nas dos no concurso obedecerá à ordem de classi-
Promotorias de Justiça serão unidades de lota- Público da União terá âmbito nacional, desti- DAS PROMOÇÕES
ficação.
ção e de administração do Ministério Público do nando-se ao preenchimento de todas as vagas
existentes e das que ocorrerem no prazo de efi- Art. 199. As promoções far-se-ão, alternada-
Distrito Federal e Territórios. § 1º Os candidatos aprovados, na ordem de
cácia. mente, por antigüidade e merecimento.
classificação, escolherão a lotação de sua
preferência, na relação das vagas que, após § 1º A promoção deverá ser realizada até
o resultado do concurso, o Conselho Supe- trinta dias da ocorrência da vaga; não de-

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cretada no prazo legal, a promoção produzi- membro do Ministério Público da União afasta- III – até cinco dias úteis, para compareci- § 3º Não se considera de efetivo exercício,
rá efeitos a partir do termo final dele. do da carreira para: mento a encontros ou congressos, no âm- para fins de estágio probatório, o período
bito da instituição ou promovidos pela en- de afastamento do membro do Ministério
§ 2º Para todos os efeitos, será considerado I – exercer cargo eletivo ou a ele concorrer; tidade de classe a que pertença, atendida a Público da União.
promovido o membro do Ministério Público necessidade do serviço.
da União que vier a falecer ou se aposentar II – exercer outro cargo público permitido § 4º Ao membro do Ministério Público da
sem que tenha sido efetivada, no prazo le- por lei. Art. 204. O membro do Ministério Público da União que haja se afastado de suas funções
gal, a promoção que cabia por antigüidade, Art. 202. (Vetado). União poderá afastar-se do exercício de suas para o fim previsto no inciso I não será con-
ou por força do § 3º do artigo subseqüente. funções para: cedida exoneração ou licença para tratar de
§ 1º A lista de antigüidade será organizada interesses particulares antes de decorrido
§ 3º É facultada a recusa de promoção, sem no primeiro trimestre de cada ano, aprova- I – freqüentar cursos de aperfeiçoamento período igual ao de afastamento, ressalvada
prejuízo do critério de preenchimento da da pelo Conselho Superior e publicada no e estudos, no País ou no exterior, por pra- a hipótese de ressarcimento do que houver
vaga recusada. Diário Oficial até o último dia do mês se- zo não superior a dois anos, prorrogável, no recebido a título de vencimentos e vanta-
guinte. máximo, por igual período; gens em virtude do afastamento.
§ 4º É facultada a renúncia à promoção, em
qualquer tempo, desde que haja vaga na ca- § 2º O prazo para reclamação contra a lista II – comparecer a seminários ou congressos,
tegoria imediatamente anterior. no País ou no exterior; Seção VII
de antigüidade será de trinta dias, contado
da publicação. DA REINTEGRAÇÃO
Art. 200. O merecimento, para efeito de promo- III – ministrar cursos e seminários destina-
ção, será apurado mediante critérios de ordem § 3º O desempate na classificação por anti- dos ao aperfeiçoamento dos membros da Art. 205. A reintegração, que decorrerá de deci-
objetiva, fixados em regulamento elaborado güidade será determinado, sucessivamente, instituição; são judicial passada em julgado, é o reingresso
pelo Conselho Superior do respectivo ramo, ob- pelo tempo de serviço na respectiva carrei- do membro do Ministério Público da União na
servado o disposto no art. 31 desta lei comple- IV – exercer cargo eletivo nos casos previs- carreira, com ressarcimento dos vencimentos
ra do Ministério Público da União, pelo tem- tos em lei ou a ele concorrer, observadas as
mentar. po de serviço público federal, pelo tempo e vantagens deixados de perceber em razão da
seguintes condições: demissão, contando-se o tempo de serviço cor-
§ 1º À promoção por merecimento só po- de serviço público em geral e pela idade dos
candidatos, em favor do mais idoso; na clas- a) o afastamento será facultativo e sem re- respondente ao afastamento.
derão concorrer os membros do Ministério
Público da União com pelo menos dois anos sificação inicial, o primeiro desempate será muneração, durante o período entre a esco- § 1º O titular do cargo no qual se deva dar
de exercício na categoria e integrantes da determinado pela classificação no concurso. lha como candidato a cargo eletivo em con- a reintegração será reconduzido àquele que
primeira quinta parte da lista de antigüida- venção partidária e a véspera do registro da anteriormente ocupava, o mesmo aconte-
§ 4º Na indicação à promoção por antigüi- candidatura na Justiça Eleitoral;
de, salvo se não houver com tais requisitos dade, o Conselho Superior somente poderá cendo com o titular do cargo para o qual
quem aceite o lugar vago; em caso de recu- recusar o mais antigo pelo voto de dois ter- b) o afastamento será obrigatório a partir deva ocorrer a recondução; sendo da classe
sa, completar-se-á a fração incluindo-se ou- ços de seus integrantes, repetindo-se a vo- do dia do registro da candidatura pela Jus- inicial o cargo objeto da reintegração ou da
tros integrantes da categoria, na seqüência tação até fixar-se a indicação. tiça; recondução, seu titular ficará em disponibi-
da ordem de antigüidade. lidade, com proventos idênticos à remune-
Seção VI V – ausentar-se do País em missão oficial. ração que venceria, se em atividade estives-
§ 2º Não poderá concorrer à promoção por se.
merecimento quem tenha sofrido penalida- DOS AFASTAMENTOS § 1º O afastamento, salvo na hipótese do in-
de de censura ou suspensão, no período de ciso IV, só se dará mediante autorização do § 2º A disponibilidade prevista no parágra-
Art. 203. Sem prejuízo dos vencimentos, vanta- Procurador-Geral, depois de ouvido o Con-
um ano imediatamente anterior à ocorrên- fo anterior cessará com o aproveitamento
gens, ou qualquer direito, o membro do Minis- selho Superior e atendida a necessidade de
cia da vaga, em caso de censura; ou de dois obrigatório na primeira vaga que venha a
tério Público da União poderá afastar-se de suas serviço.
anos, em caso de suspensão. ocorrer na classe inicial.
funções:
§ 3º Será obrigatoriamente promovido § 2º Os casos de afastamento previstos nes- § 3º O reconduzido, caso tenha sido promo-
I – até oito dias consecutivos, por motivo de te artigo dar-se-ão sem prejuízo dos ven-
quem houver figurado por três vezes conse- vido por merecimento, fará jus à promoção
casamento; cimentos, vantagens ou qualquer direito
cutivas, ou cinco alternadas, na lista tríplice na primeira vaga a ser provida por idêntico
elaborada pelo Conselho Superior. II – até oito dias consecutivos, por motivo inerente ao cargo, assegurada, no caso do critério, atribuindo-se-lhe, quanto à antigüi-
de falecimento de cônjuge ou companheiro, inciso IV, a escolha da remuneração preferi- dade na classe, os efeitos de sua promoção
Art. 201. Não poderá concorrer à promoção da, sendo o tempo de afastamento conside-
ascendente ou descendente, irmão ou pes- anterior.
por merecimento, até um dia após o regresso, o rado de efetivo exercício para todos os fins
soa que viva sob sua dependência econômi-
ca; e efeitos de direito.

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§ 4º O reintegrado será submetido ao exa- selho Superior, pelo voto de dois terços de seus serão feitas por lista, no último mês do ano, para § 1º Os períodos de gozo de férias dos
me médico exigido para o ingresso na car- membros, assegurada ampla defesa. vigorar por um biênio, facultada a renovação. membros do Ministério Público da União,
reira, e, verificando-se sua inaptidão para que oficiem perante Tribunais, deverão ser
exercício do cargo, será aposentado, com as Art. 212. A remoção a pedido singular atende- Art. 217. A alteração da lista poderá ser feita, simultâneos com os das férias coletivas des-
vantagens a que teria direito, se efetivada a rá à conveniência do serviço, mediante reque- antes do termo do prazo, por interesse do ser- tes, salvo motivo relevante ou o interesse
reintegração. rimento apresentado nos quinze dias seguintes viço, havendo: do serviço.
à publicação de aviso da existência de vaga; ou,
decorrido este prazo, até quinze dias após a pu- I – provimento de cargo; § 2º Independentemente de solicitação,
Seção VIII
blicação da deliberação do Conselho Superior II – desprovimento de cargo; será paga ao membro do Ministério Público
DA REVERSÃO E DA READMISSÃO
sobre a realização de concurso para ingresso na da União, por ocasião das férias, importân-
Art. 206. (Vetado). carreira. III – criação de ofício; cia correspondente a um terço da remune-
IV – extinção de ofício; ração do período em que as mesmas devam
Art. 207. (Vetado). § 1º O aviso será publicado no Diário Oficial, ser gozadas.
dentro de quinze dias da vacância. V – pedido do designado;
§ 3º O pagamento da remuneração das fé-
§ 2º Havendo mais de um candidato à re- VI – pedido de permuta. rias será efetuado até dois dias antes do
moção, ao fim do primeiro prazo previsto
CAPÍTULO II no caput deste artigo, será removido o de
início de gozo do respectivo período, facul-
Art. 218. A alteração parcial da lista, antes do tada a conversão de um terço das mesmas
DOS DIREITOS maior antigüidade; após o decurso deste termo do prazo, quando modifique a função do em abono pecuniário, requerido com pelo
prazo, prevalecerá a ordem cronológica de designado, sem a sua anuência, somente será menos sessenta dias de antecedência, nele
Seção I entrega dos pedidos. admitida nas seguintes hipóteses: considerado o valor do acréscimo previsto
DA VITALICIEDADE E DA no parágrafo anterior.
Art. 213. A remoção por permuta será concedi- I – extinção, por lei, da função ou ofício para
INAMOVIBILIDADE da mediante requerimento dos interessados. o qual estava designado; § 4º Em caso de exoneração, será devida
Art. 208. Os membros do Ministério Público da ao membro do Ministério Público da União
União, após dois anos de efetivo exercício, só
Seção II II – nova lotação, em decorrência de:
indenização relativa ao período de férias a
poderão ser demitidos por decisão judicial tran- DAS DESIGNAÇÕES a) promoção; e que tiver direito e ao incompleto, na pro-
sitada em julgado. porção de um doze avos por mês de efeti-
Art. 214. A designação é o ato que discrimina as b) remoção;
vo exercício, ou fração superior a quatorze
Parágrafo único. A propositura de ação para funções que sejam compatíveis com as previs-
III – afastamento ou disponibilidade; dias, calculada com base na remuneração
perda de cargo, quando decorrente de pro- tas nesta lei complementar, para cada classe das
do mês em que for publicado o ato exone-
posta do Conselho Superior depois de apre- diferentes carreiras. IV – aprovação pelo Conselho Superior, de ratório.
ciado o processo administrativo, acarretará proposta do Procurador-Geral, pelo voto se-
Parágrafo único. A designação para o exer-
o afastamento do membro do Ministério creto de dois terços de seus membros. Art. 221. O direito a férias será adquirido após o
cício de funções diferentes das previstas
Público da União do exercício de suas fun- primeiro ano de exercício.
para cada classe, nas respectivas carreiras, Parágrafo único. A garantia estabeleci-
ções, com a perda dos vencimentos e das
somente será admitida por interesse do ser- da neste artigo não impede a acumulação Art. 222. Conceder-se-á aos membros do Minis-
vantagens pecuniárias do respectivo cargo.
viço, exigidas a anuência do designado e a eventual de ofícios ou que sejam ampliadas tério Público da União licença:
Art. 209. Os membros do Ministério Público da autorização do Conselho Superior. as funções do designado.
União são inamovíveis, salvo motivo de interes- I – por motivo de doença em pessoa da fa-
Art. 215. As designações serão feitas observa- Art. 219. (Vetado). mília;
se público, na forma desta lei complementar.
dos os critérios da lei e os estabelecidos pelo
Art. 210. A remoção, para efeito desta lei com- Conselho Superior: Seção III II – por motivo de afastamento do cônjuge
ou companheiro;
plementar, é qualquer alteração de lotação.
I – para o exercício de função definida por DAS FÉRIAS E LICENÇAS
Parágrafo único. A remoção será feita de esta lei complementar; III – prêmio por tempo de serviço;
Art. 220. Os membros do Ministério Público
ofício, a pedido singular ou por permuta. terão direito a férias de sessenta dias por ano, IV – para tratar de interesses particulares;
II – para o exercício de função nos ofícios
Art. 211. A remoção de ofício, por iniciativa do definidos em lei. contínuos ou divididos em dois períodos iguais,
V – para desempenho de mandato classista.
Procurador-Geral, ocorrerá somente por motivo salvo acúmulo por necessidade de serviço e
Art. 216. As designações, salvo quando estabe- pelo máximo de dois anos. § 1º A licença prevista no inciso I será prece-
de interesse público, mediante decisão do Con-
lecido outro critério por esta lei complementar, dida de exame por médico ou junta médica

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oficial, considerando-se pessoas da família c) será concedida sem prejuízo dos venci- I – para tratamento de saúde, a pedido ou III – à gestante, por cento e vinte dias, ob-
o cônjuge ou companheiro, o padrasto, a mentos, vantagens ou qualquer direito ine- de ofício, com base em perícia médica, ob- servadas as seguintes condições:
madrasta, o ascendente, o descendente, o rente ao cargo; servadas as seguintes condições:
enteado, o colateral consangüíneo ou afim a) poderá ter início no primeiro dia no nono
até o segundo grau civil. A licença estará d) para efeito de aposentadoria, será conta- a) a licença será concedida sem prejuízo dos mês de gestação, salvo antecipação por
submetida, ainda, às seguinte condições: do em dobro o período não gozado. vencimentos e vantagens do cargo; prescrição médica;

a) somente será deferida se a assistência § 4º A licença prevista no inciso IV poderá b) a perícia será feita por médico ou junta b) no caso de nascimento prematuro, a li-
direta do membro do Ministério Público ser concedida ao membro do Ministério Pú- médica oficial, se necessário, na residência cença terá início a partir do parto;
da União for indispensável e não puder ser blico da União vitalício, pelo prazo de até do examinado ou no estabelecimento hos-
dois anos consecutivos, sem remuneração, pitalar em que estiver internado; c) no caso de natimorto, decorridos trinta
dada simultaneamente com o exercício do dias do evento a mãe será submetida a exa-
cargo; observadas as seguintes condições:
c) inexistindo médico oficial, será aceito me médico e, se julgada apta, reassumirá as
b) será concedida sem prejuízo dos ven- a) poderá ser interrompida, a qualquer tem- atestado passado por médico particular; suas funções;
cimentos, vantagens ou qualquer direito po, a pedido do interessado ou no interesse
do serviço; d) findo o prazo da licença, o licenciado será d) em caso de aborto atestado por médico
inerente ao cargo, salvo para contagem de submetido a inspeção médica oficial, que oficial, a licença dar-se-á por trinta dias, a
tempo de serviço em estágio probatório, b) não será concedida nova licença antes de concluirá pela volta ao serviço, pela prorro- partir da sua ocorrência;
até noventa dias, podendo ser prorrogada decorrido dois anos do término da anterior. gação da licença ou pela aposentadoria;
por igual prazo nas mesmas condições. Ex- IV – pelo nascimento ou a adoção de filho,
cedida a prorrogação, a licença será consi- § 5º A licença prevista no inciso V será de- e) a existência de indícios de lesões orgâni- o pai ou adotante, até cinco dias consecuti-
derada como para tratar de interesses par- vida ao membro do Ministério Público da cas ou funcionais é motivo de inspeção mé- vos;
ticulares. União investido em mandato em confede- dica;
ração, federação, associação de classe de V – pela adoção ou a obtenção de guarda
§ 2º A licença prevista no inciso II poderá âmbito nacional ou sindicato representativo II – por acidente em serviço, observadas as judicial de criança até um ano de idade, o
ser concedida quando o cônjuge ou compa- da categoria, observadas as seguintes con- seguintes condições: prazo da licença do adotante ou detentor
nheiro for deslocado para outro ponto do dições: da guarda será de trinta dias.
a) configura acidente em serviço o dano fí-
território nacional, para o exterior ou para sico ou mental que se relacione, mediata ou
exercício de mandato eletivo dos Poderes a) somente farão jus à licença os eleitos Seção IV
imediatamente, com as funções exercidas;
Executivo e Legislativo; será por prazo inde- para cargos de direção ou representantes DOS VENCIMENTOS E VANTAGENS
terminado e sem remuneração, salvo se o nas referidas entidades, até o máximo de b) equipara-se ao acidente em serviço o
membro do Ministério Público da União pu- três por entidade; dano decorrente de agressão não provo- Art. 224. Os membros do Ministério Público da
der ser lotado, provisoriamente, em ofício cada e sofrida no exercício funcional, bem União receberão o vencimento, a representação
b) a licença terá duração igual à do manda- e as gratificações previstas em lei.
vago no local para onde tenha se deslocado to, podendo ser prorrogada no caso de ree- como o dano sofrido em trânsito a ele per-
e compatível com o seu cargo, caso em que tinente; § 1º Sobre os vencimentos incidirá a grati-
leição, e por uma única vez;
a licença será convertida em remoção pro- ficação adicional por tempo de serviço, à
visória. c) será concedida sem prejuízo dos venci- c) a licença será concedida sem prejuízo dos
vencimentos e vantagens inerentes ao exer- razão de um por cento por ano de serviço
mentos, vantagens ou qualquer direito ine- público efetivo, sendo computado o tempo
§ 3º A licença prevista no inciso III será de- cício do cargo;
rente ao cargo. de advocacia, até o máximo de quinze anos,
vida após cada qüinqüênio ininterrupto de
exercício, pelo prazo de três meses, obser- § 6º É vedado o exercício de atividade re- d) o acidentado em serviço, que necessite desde que não cumulativo com tempo de
vadas as seguintes condições: munerada durante o período da licença pre- de tratamento especializado, não disponível serviço público.
vista no inciso I. em instituição pública, poderá ser tratado
a) será convertida em pecúnia em favor dos em instituição privada, à conta de recursos § 2º (Vetado)
beneficiários do membro do Ministério Pú- § 7º A licença concedida dentro de sessenta públicos, desde que o tratamento seja reco- § 3º Os vencimentos serão fixados com dife-
blico da União falecido, que não a tiver go- dias do término de outra da mesma espécie mendado por junta médica oficial; rença não superior a dez por cento de uma
zado; será considerada como prorrogação. para outra das classes de cada carreira.
e) a prova do acidente deverá ser feita no
b) não será devida a quem houver sofrido Art. 223. Conceder-se-á aos membros do Minis- prazo de dez dias, contado de sua ocorrên- § 4º Os Subprocuradores-Gerais do Ministé-
penalidade de suspensão durante o período tério Público da União, além das previstas no ar- cia, prorrogável quando as circunstâncias o rio Público da União terão os mesmos ven-
aquisitivo ou tiver gozado as licenças previs- tigo anterior, as seguintes licenças: exigirem; cimentos e vantagens.
tas nos incisos II e IV;

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Art. 225. Os vencimentos do Procurador-Geral V – salário-família; § 5º (Vetado). Seção V


da República são os de Subprocurador-Geral da DA APOSENTADORIA E DA PENSÃO
República, acrescidos de vinte por cento, não VI – pro labore pela atividade de magistério, § 6º A assistência médico-hospitalar de que
podendo exceder os valores percebidos como por hora-aula proferida em cursos, seminá- trata o inciso VII será proporcionada pela
rios ou outros eventos destinados ao aper- União, de preferência através de seus servi- Art. 231. O membro do Ministério Público da
remuneração, em espécie, a qualquer título, por União será aposentado, compulsoriamente, por
Ministros do Supremo Tribunal Federal. feiçoamento dos membros da instituição; ços, de acordo com normas e condições re-
guladas por ato do Procurador-Geral da Re- invalidez ou aos setenta anos de idade, e facul-
Parágrafo único. O acréscimo previsto nes- VII – assistência médico-hospitalar, exten- pública, sem prejuízo da assistência devida tativamente aos trinta anos de serviço, após cin-
te artigo não se incorpora aos vencimentos siva aos inativos, pensionistas e dependen- pela previdência social. co anos de exercício efetivo na carreira.
do cargo de Procurador-Geral da República. tes, assim entendida como o conjunto de
atividades relacionadas com a prevenção, § 7º (Vetado). § 1º Será contado como tempo de serviço
Art. 226. (Vetado). conservação ou recuperação da saúde, para aposentadoria, não cumulativamen-
abrangendo serviços profissionais médicos, § 8º À família do membro do Ministério Pú- te, até o limite de quinze anos, o tempo de
Art. 227. Os membros do Ministério Público da paramédicos, farmacêuticos e odontológi- blico da União que falecer no prazo de um exercício da advocacia.
União farão jus, ainda, às seguintes vantagens: cos, bem como o fornecimento e a aplica- ano a partir de remoção de ofício, promo-
ção ou nomeação de que tenha resultado § 2º O membro do Ministério Público da
I – ajuda-de-custo em caso de: ção dos meios e dos cuidados essenciais à União poderá ainda ser aposentado, volun-
saúde; mudança de domicílio legal serão devidos a
ajuda de custo e o transporte para a locali- tariamente, aos sessenta e cinco anos de
a) remoção de ofício, promoção ou nomea- idade, se homem, e aos sessenta, se mu-
ção que importe em alteração do domicílio VIII – auxílio-moradia, em caso de lotação dade de origem, no prazo de um ano, conta-
em local cujas condições de moradia sejam do do óbito. lher, com proventos proporcionais ao tem-
legal, para atender às despesas de instala- po de serviço.
ção na nova sede de exercício em valor cor- particularmente difíceis ou onerosas, assim
definido em ato do Procurador-Geral da Re- Art. 228. Salvo por imposição legal, ou ordem
respondente a até três meses de vencimen- judicial, nenhum desconto incidirá sobre a re- § 3º Ao membro do Ministério Público da
tos; pública; União, do sexo feminino, é facultada a apo-
muneração ou provento e a pensão devida aos
IX – gratificação natalina, correspondente membros do Ministério Público da União ou a sentadoria, com proventos proporcionais,
b) serviço fora da sede de exercício, por pe- aos vinte e cinco anos de serviço. (Vide
ríodo superior a trinta dias, em valor corres- a um doze avos da remuneração a que fizer seus beneficiários.
jus no mês de dezembro, por mês de exer- ADIN 994-0)
pondente a um trinta avos dos vencimen- § 1º Mediante autorização do devedor, po-
tos, pelos dias em que perdurar o serviço, cício no respectivo ano, considerando-se § 4º A aposentadoria por invalidez será pre-
como mês integral a fração igual ou supe- derá haver consignação em folha de paga-
sem prejuízo da percepção de diárias; mento a favor de terceiro. cedida de licença para tratamento de saúde
rior a quinze dias. por período não excedente a vinte e quatro
II – diárias, por serviço eventual fora da § 2º As reposições e indenizações em favor meses, salvo quando o laudo médico con-
sede, de valor mínimo equivalente a um § 1º A gratificação natalina será paga até o
dia vinte do mês de dezembro de cada ano. do erário serão descontadas em parcelas cluir pela incapacidade definitiva para o
trinta avos dos vencimentos para atender mensais de valor não excedente à décima exercício de suas funções.
às despesas de locomoção, alimentação e § 2º Em caso de exoneração antes do mês parte da remuneração ou provento, em va-
pousada; de dezembro, a gratificação natalina será lores atualizados. § 5º Será aposentado o membro do Minis-
proporcional aos meses de exercício e cal- tério Público que, após vinte e quatro me-
III – transporte: Art. 229. O membro do Ministério Público da ses contínuos de licença para tratamento
culada com base na remuneração do mês
a) pessoal e dos dependentes, bem como em que ocorrer a exoneração. União que, estando em débito com o erário, for de saúde, for considerado inválido para o
de mobiliário, em caso de remoção, promo- demitido, exonerado ou que tiver sua aposen- exercício de suas funções, não terá efeito
ção ou nomeação, previstas na alínea a do § 3º A gratificação natalina não será consi- tadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo interruptivo desse prazo qualquer período
inciso I; derada para cálculo de qualquer vantagem de sessenta dias para quitar o débito. de exercício das funções inferiores a trinta
pecuniária. dias.
b) pessoal, no caso de qualquer outro des- Parágrafo único. Não ocorrendo a quitação
locamento a serviço, fora da sede de exer- § 4º Em caso de nomeação, as vantagens do débito no prazo estabelecido neste arti- Art. 232. Os proventos da aposentadoria serão
cício; previstas nos incisos I, alínea a, e III, alínea go, deverá ele ser inscrito em dívida ativa. integrais.
a, são extensivas ao membro do Ministério
IV – auxílio-doença, no valor de um mês de Público da União sem vínculo estatutário Art. 230. A remuneração, o provento e a pensão Parágrafo único. Para o cálculo dos proven-
vencimento, quando ocorrer licença para imediatamente precedente, desde que seu dos membros do Ministério Público da União e tos da aposentadoria serão considerados os
tratamento de saúde por mais de doze me- último domicílio voluntário date de mais de de seus beneficiários não serão objeto de arres- vencimentos do cargo imediatamente su-
ses, ou invalidez declarada no curso deste doze meses. to, seqüestro ou penhora, salvo em caso de dívi- perior ao último exercício pelo aposentado;
prazo; da de alimentos, resultante de decisão judicial. caso a aposentadoria se dê no último nível

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da carreira, os vencimentos deste serão V – atender ao expediente forense e parti- Seção III d) incontinência pública e escandalosa que
acrescidos do percentual de vinte por cen- cipar dos atos judiciais, quando for obriga- DAS SANÇÕES comprometa gravemente, por sua habitua-
to. tória a sua presença; ou assistir a outros, lidade, a dignidade da Instituição;
Art. 233. Os proventos da aposentadoria serão quando conveniente ao interesse do servi- Art. 239. Os membros do Ministério Público são
ço; e) abandono de cargo;
revistos na mesma proporção e data em que se passíveis das seguintes sanções disciplinares:
modificar a remuneração dos membros do Mi- VI – declarar-se suspeito ou impedido, nos f) revelação de assunto de caráter sigiloso,
I – advertência; que conheça em razão do cargo ou função,
nistério Público em atividade, sendo também termos da lei;
estendidos aos inativos quaisquer benefícios e II – censura; comprometendo a dignidade de suas fun-
vantagens novas asseguradas à carreira, ainda VII – adotar as providências cabíveis em ções ou da justiça;
que por força de transformação ou reclassifica- face das irregularidades de que tiver conhe- III – suspensão;
cimento ou que ocorrerem nos serviços a g) aceitação ilegal de cargo ou função públi-
ção do cargo. IV – demissão; e
seu cargo; ca;
Art. 234. O aposentado conservará as prerro- V – cassação de aposentadoria ou de dispo- h) reincidência no descumprimento do de-
gativas previstas no art. 18, inciso I, alínea e e VIII – tratar com urbanidade as pessoas com nibilidade.
as quais se relacione em razão do serviço; ver legal, anteriormente punido com a sus-
inciso II, alínea e, bem como carteira de identi- pensão prevista no inciso anterior;
dade especial, de acordo com o modelo aprova- Art. 240. As sanções previstas no artigo anterior
IX – desempenhar com zelo e probidade as serão aplicadas:
do pelo Procurador-Geral da República e por ele suas funções; VI – cassação de aposentadoria ou de dis-
expedida, contendo expressamente tais prerro- I – a de advertência, reservadamente e por ponibilidade, nos casos de falta punível com
gativas e o registro da situação de aposentado. X – guardar decoro pessoal. escrito, em caso de negligência no exercício demissão, praticada quando no exercício do
das funções; cargo ou função.
Art. 235. A pensão por morte, devida pelo órgão Art. 237. É vedado ao membro do Ministério
previdenciário aos dependentes de membros Público da União: II – a de censura, reservadamente e por es- § 1º A suspensão importa, enquanto durar,
do Ministério Público da União, corresponderá crito, em caso de reincidência em falta an- na perda dos vencimentos e das vantagens
à totalidade dos vencimentos ou proventos do I – receber, a qualquer título e sob qualquer pecuniárias inerentes ao exercício do cargo,
pretexto; honorários, percentagens ou cus- teriormente punida com advertência ou de
falecido, assegurada a revisão do benefício, na descumprimento de dever legal; vedada a sua conversão em multa.
forma do art. 233. tas processuais;
III – a de suspensão, até quarenta e cinco § 2º Considera-se reincidência, para os efei-
II – exercer a advocacia; tos desta lei complementar, a prática de
dias, em caso de reincidência em falta ante-
III – exercer o comércio ou participar de so- riormente punida com censura; nova infração, dentro de quatro anos após
CAPÍTULO III cientificado o infrator do ato que lhe tenha
ciedade comercial, exceto como cotista ou
DA DISCIPLINA acionista; IV – a de suspensão, de quarenta e cinco a imposto sanção disciplinar.
noventa dias, em caso de inobservância das
Seção I IV – exercer, ainda que em disponibilidade, vedações impostas por esta lei complemen- § 3º Considera-se abandono do cargo a au-
DOS DEVERES E VEDAÇÕES qualquer outra função pública, salvo uma tar ou de reincidência em falta anterior- sência do membro do Ministério Público ao
de magistério; mente punida com suspensão até quarenta exercício de suas funções, sem causa justifi-
Art. 236. O membro do Ministério Público da cada, por mais de trinta dias consecutivos.
V – exercer atividade político-partidária, e cinco dias;
União, em respeito à dignidade de suas funções
e à da Justiça, deve observar as normas que re- ressalvada a filiação e o direito de afastar-se V – as de demissão, nos casos de: § 4º Equipara-se ao abandono de cargo a
gem o seu exercício e especialmente: para exercer cargo eletivo ou a ele concor- falta injustificada por mais de sessenta dias
rer. a) lesão aos cofres públicos, dilapidação do intercalados, no período de doze meses.
I – cumprir os prazos processuais; patrimônio nacional ou de bens confiados à
Seção II sua guarda; § 5º A demissão poderá ser convertida, uma
II – guardar segredo sobre assunto de cará- única vez, em suspensão, nas hipóteses pre-
ter sigiloso que conheça em razão do cargo DOS IMPEDIMENTOS E SUSPEIÇÕES b) improbidade administrativa, nos termos vistas nas alíneas a e h do inciso V, quando
ou função; do art. 37, § 4º, da Constituição Federal; de pequena gravidade o fato ou irrelevantes
Art. 238. Os impedimentos e as suspeições dos
III – velar por suas prerrogativas institucio- os danos causados, atendido o disposto no
membros do Ministério Público são os previstos c) condenação por crime praticado com
nais e processuais; art. 244.
em lei. abuso de poder ou violação de dever para
IV – prestar informações aos órgãos da ad- com a Administração Pública, quando a Art. 241. Na aplicação das penas disciplinares,
ministração superior do Ministério Público, pena aplicada for igual ou superior a dois considerar-se-ão os antecedentes do infrator, a
quando requisitadas; anos; natureza e a gravidade da infração, as circuns-

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tâncias em que foi praticada e os danos que Seção VI II – determinar o seu arquivamento; interrogatório, assegurando-se-lhe vista dos
dela resultaram ao serviço ou à dignidade da DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO autos no local em que funcione a comissão.
Instituição ou da Justiça. III – instaurar processo administrativo, caso
acolha a súmula de acusação; § 3º Se o acusado não tiver apresentado de-
Art. 242. As infrações disciplinares serão apu- Art. 247. O inquérito administrativo, de caráter fesa, a comissão nomeará defensor, dentre
radas em processo administrativo; quando lhes sigiloso, será instaurado pelo Corregedor-Geral, IV – encaminhá-lo ao Corregedor-Geral, os integrantes da carreira e de classe igual
forem cominadas penas de demissão, de cassa- mediante portaria, em que designará comissão para formular a súmula da acusação, caso ou superior à sua, reabrindo-se-lhe o prazo
ção de aposentadoria ou de disponibilidade, a de três membros para realizá-lo, sempre que to- não acolha a proposta de arquivamento. fixado no parágrafo anterior.
imposição destas dependerá, também, de deci- mar conhecimento de infração disciplinar.
são judicial com trânsito em julgado.
Seção VII § 4º Em defesa prévia, poderá o acusado
§ 1º A comissão, que poderá ser presidida
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO requerer a produção de provas orais, docu-
Art. 243. Compete ao Procurador-Geral de cada pelo Corregedor-Geral, será composta de mentais e periciais, inclusive pedir a repeti-
ramo do Ministério Público da União aplicar a integrantes da carreira, vitalícios e de classe Art. 252. O processo administrativo, instaurado ção daquelas já produzidas no inquérito.
seus membros as penas de advertência, censura igual ou superior à do indicado. por decisão do Conselho Superior, será contra-
e suspensão. ditório, assegurada ampla defesa ao acusado. § 5º A comissão poderá indeferir, funda-
§ 2º As publicações relativas a inquérito ad- mentadamente, as provas desnecessárias
ministrativo conterão o respectivo número,
Seção IV § 1º A decisão que instaurar processo ad- ou requeridas com intuito manifestamente
omitido o nome do indiciado, que será cien- ministrativo designará comissão composta protelatório.
DA PRESCRIÇÃO tificado pessoalmente. de três membros escolhidos dentre os in-
Art. 244. Prescreverá: tegrantes da carreira, vitalícios, e de classe Art. 255. Encerrada a produção de provas, a co-
Art. 248. O prazo para a conclusão do inquéri- missão abrirá vista dos autos ao acusado, para
to e apresentação do relatório final é de trinta igual ou superior à do acusado, indicará o
I – em um ano, a falta punível com adver- presidente e mencionará os motivos de sua oferecer razões finais, no prazo de quinze dias.
tência ou censura; dias, prorrogável, no máximo, por igual período.
constituição. Art. 256. Havendo mais de um acusado, os pra-
II – em dois anos, a falta punível com sus- Art. 249. A comissão procederá à instrução do zos para defesa serão comuns e em dobro.
inquérito, podendo ouvir o indiciado e testemu- § 2º Da comissão de processo administrati-
pensão; vo não poderá participar quem haja integra-
nhas, requisitar perícias e documentos e pro- Art. 257. Em qualquer fase do processo, será as-
III – em quatro anos, a falta punível com de- mover diligências, sendo-lhe facultado o exercí- do a precedente comissão de inquérito. segurada à defesa a extração de cópia das peças
missão e cassação de aposentadoria ou de cio das prerrogativas outorgadas ao Ministério dos autos.
§ 3º As publicações relativas a processo ad-
disponibilidade. Público da União, por esta lei complementar, ministrativo conterão o respectivo número, Art. 258. Decorrido o prazo para razões finais, a
Parágrafo único. A falta, prevista na lei pe- para instruir procedimentos administrativos. omitido o nome do acusado, que será cien- comissão remeterá o processo, dentro de quin-
nal como crime, prescreverá juntamente Art. 250. Concluída a instrução do inquérito, tificado pessoalmente. ze dias, ao Conselho Superior, instruído com re-
com este. abrir-se-á vista dos autos ao indiciado, para se latório dos seus trabalhos.
Art. 253. O prazo para a conclusão do processo
Art. 245. A prescrição começa a correr: manifestar, no prazo de quinze dias. administrativo e apresentação do relatório final Art. 259. O Conselho do Ministério Público,
Art. 251. A comissão encaminhará o inquéri- é de noventa dias, prorrogável, no máximo, por apreciando o processo administrativo, poderá:
I – do dia em que a falta for cometida; ou
to ao Conselho Superior, acompanhado de seu trinta dias, contados da publicação da decisão
II – do dia em que tenha cessado a continu- parecer conclusivo, pelo arquivamento ou pela que o instaurar. I – determinar novas diligências, se o con-
ação ou permanência, nas faltas continua- instauração de processo administrativo. siderar insuficientemente instruído, caso
das ou permanentes. Art. 254. A citação será pessoal, com entrega de em que, efetivadas estas, proceder-se-á de
§ 1º O parecer que concluir pela instaura- cópia da portaria, do relatório final do inquérito acordo com os arts. 264 e 265;
Parágrafo único. Interrompem a prescrição ção do processo administrativo formulará e da súmula da acusação, cientificado o acusado
a instauração de processo administrativo e a súmula de acusação, que conterá a expo- do dia, da hora e do local do interrogatório. II – propor o seu arquivamento ao Procura-
a citação para a ação de perda do cargo. dor-Geral;
sição do fato imputado, com todas as suas § 1º Não sendo encontrado o acusado em
Seção V circunstâncias e a capitulação legal da infra- seu domicílio, proceder-se-á à citação por III – propor ao Procurador-Geral a aplicação
ção. edital, publicado no Diário Oficial, com o de sanções que sejam de sua competência;
DA SINDICÂNCIA
§ 2º O inquérito será submetido à delibera- prazo de quinze dias.
Art. 246. A sindicância é o procedimento que IV – propor ao Procurador-Geral da Repúbli-
ção do Conselho Superior, que poderá: § 2º O acusado, por si ou através de defen- ca o ajuizamento de ação civil para:
tem por objeto a coleta sumária de dados para
instauração, se necessário, de inquérito admi- I – determinar novas diligências, se o sor que nomear, poderá oferecer defesa
nistrativo. considerar insuficientemente instruído; prévia, no prazo de quinze dias, contado do

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a) demissão de membro do Ministério Pú- Art. 263. A instauração do processo de revisão § 1º Os cargos transformados na forma des- e de Procurador da República, respectiva-
blico da União com garantia de vitalicieda- poderá ser determinada de ofício, a requeri- te artigo, excedentes do limite previsto no mente.
de; mento do próprio interessado, ou, se falecido, artigo anterior, serão extintos à medida que
do seu cônjuge ou companheiro, ascendente, vagarem. Art. 274. Os cargos de Procurador Militar de 1ª
b) cassação de aposentadoria ou disponibi- descendente ou irmão. e 2ª Categoria passam a denominar-se, respec-
lidade. § 2º Os Procuradores da República ocu- tivamente, Procurador da Justiça Militar e Pro-
Art. 264. O processo de revisão terá o rito do pantes dos cargos transformados na forma motor da Justiça Militar.
Parágrafo único. Não poderá participar da processo administrativo. deste artigo poderão ser designados para
deliberação do Conselho Superior quem oficiar perante os Juízes Federais e os Tribu- Parágrafo único. Até que sejam criados no-
haja oficiado na sindicância, ou integrado as Parágrafo único. Não poderá integrar a co- nais Regionais Eleitorais. vos cargos de Subprocurador-Geral da Justi-
comissões do inquérito ou do processo ad- missão revisora quem haja atuado em qual- ça Militar, os atuais Procuradores Militares
ministrativo. quer fase do processo revisando. Art. 271. Os cargos de Procurador da República da 1ª Categoria, cujos cargos passam a de-
de 1ª Categoria não alcançados pelo artigo an- nominar-se Procuradores da Justiça Militar
Art. 260. Havendo prova da infração e indícios Art. 265. Julgada procedente a revisão, será tor- terior e os atuais cargos de Procurador da Re- e que estejam atuando junto ao Superior
suficientes de sua autoria, o Conselho Superior nada sem efeito a sanção aplicada, com o resta- pública de 2ª Categoria são transformados em Tribunal Militar, ali permanecerão exercen-
poderá determinar, fundamentadamente, o belecimento, em sua plenitude, dos direitos por cargos de Procurador da República. do suas atribuições.
afastamento preventivo do indiciado, enquanto ela atingidos, exceto se for o caso de aplicar-se
sua permanência for inconveniente ao serviço penalidade menor. § 1º Na nova classe, para efeito de antigüi- Art. 275. O cargo de Promotor de Justiça Substi-
ou prejudicial à apuração dos fatos. dade, os atuais Procuradores da República tuto passa a denominar-se Promotor de Justiça
de 1ª Categoria precederão os de 2ª Cate- Adjunto.
§ 1º O afastamento do indiciado não pode- goria; estes manterão na nova classe a atual
rá ocorrer quando ao fato imputado corres-
TÍTULO IV Art. 276. Na falta da lei prevista no art. 16, a
ordem de antigüidade.
ponderem somente as penas de advertên- atuação do Ministério Público na defesa dos
cia ou de censura. Das Disposições Finais e Transitórias § 2º Os vencimentos iniciais do cargo de direitos constitucionais do cidadão observará,
Art. 266. (Vetado). Procurador da República serão iguais aos do além das disposições desta lei complementar, as
§ 2º O afastamento não ultrapassará o pra- atual cargo de Procurador da República de normas baixadas pelo Procurador-Geral da Re-
zo de cento e vinte dias, salvo em caso de Art. 267. (Vetado). 1ª Categoria. pública.
alcance.
Art. 268. Ficam criados seis cargos de Subprocu- Art. 272. São transformados em cargos de Pro- Art. 277. As promoções nas carreiras do Mi-
§ 3º O período de afastamento será consi- rador-Geral da República. curador do Trabalho de 1ª Categoria cem cargos nistério Público da União, na vigência desta lei
derado como de serviço efetivo, para todos de Procurador do Trabalho de 2ª Categoria. complementar, serão precedidas da adequação
os efeitos. Art. 269. Ficam criados setenta e quatro cargos das listas de antigüidade aos critérios de desem-
de Procurador Regional da República. Art. 273. Os cargos de Procurador do Trabalho pate nela estabelecidos.
Art. 261. Aplicam-se, subsidiariamente, ao pro- de 1ª e de 2ª Categoria passam a denominar-se,
cesso disciplinar, as normas do Código de Pro- § 1º O primeiro provimento de todos os car- respectivamente, Procurador Regional do Tra- Art. 278. Não se farão promoções nas carreiras
cesso Penal. gos de Procurador Regional da República balho e Procurador do Trabalho. do Ministério Público da União antes da instala-
será considerado simultâneo, independen- ção do Conselho Superior do ramo respectivo.
Seção VIII temente da data dos atos de promoção. § 1º Até que sejam criados novos cargos de
DA REVISÃO DO PROCESSO Subprocurador-Geral do Trabalho, os atuais Art. 279. As primeiras eleições, para composi-
§ 2º Os vencimentos iniciais do cargo de Procuradores do Trabalho de 1ª Categoria, ção do Conselho Superior de cada ramo do Mi-
ADMINISTRATIVO Procurador Regional da República serão cujo cargo passa a denominar-se Procura- nistério Público da União e para elaboração das
iguais aos do cargo de Procurador de Justiça dor Regional do Trabalho e que estejam listas tríplices para Procurador-Geral do Traba-
Art. 262. Cabe, em qualquer tempo, a revisão
do Distrito Federal. atuando junto ao Tribunal Superior do Tra- lho, Procurador-Geral da Justiça Militar e Procu-
do processo de que houver resultado a imposi-
ção de penalidade administrativa: Art. 270. Os atuais Procuradores da República balho, ali permanecerão exercendo suas rador-Geral de Justiça, serão convocadas pelo
de 1ª Categoria, que ingressaram na carreira até atribuições. Procurador-Geral da República, para se realiza-
I – quando se aduzam fatos ou circunstân- rem no prazo de noventa dias da promulgação
a data da promulgação da Constituição Federal, § 2º Os vencimentos iniciais dos cargos de
cias suscetíveis de provar inocência ou de desta lei complementar.
terão seus cargos transformados em cargos de Procurador Regional do Trabalho e de Pro-
justificar a imposição de sanção mais bran-
Procurador Regional da República, mantidos curador do Trabalho serão iguais aos dos § 1º O Procurador-Geral da República dis-
da; ou
seus titulares e lotações. cargos de Procurador Regional da República porá, em ato normativo, sobre as eleições
II – quando a sanção se tenha fundado em previstas neste artigo, devendo a convoca-
prova falsa.

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ção anteceder de trinta dias à data de sua Art. 285. (Vetado). Art. 293. Ao membro ou servidor do Ministério
realização. Público da União é vedado manter, sob sua che-
Art. 286. As despesas decorrentes desta lei fia imediata, em cargo ou função de confiança,
§ 2º Os Conselhos Superiores serão insta- complementar correrão à conta das dotações cônjuge, companheiro, ou parente até o segun-
lados no prazo de quinze dias, contado do constantes do Orçamento da União. do grau civil.
encerramento da apuração.
Art. 287. Aplicam-se subsidiariamente aos Art. 294. Esta lei complementar entra em vigor
Art. 280. Entre os eleitos para a primeira com- membros do Ministério Público da União as dis- na data de sua publicação.
posição do Conselho Superior de cada ramo do posições gerais referentes aos servidores públi-
Ministério Público da União, os dois mais vota- cos, respeitadas, quando for o caso, as normas Art. 295. Revogam-se as disposições em contrá-
dos, em cada eleição, terão mandato de dois especiais contidas nesta lei complementar. rio.
anos; os menos votados, de um ano.
§ 1º O regime de remuneração estabeleci- Brasília, 20 de maio de 1993; 172º da Indepen-
Art. 281. Os membros do Ministério Público do nesta lei complementar não prejudica a dência e 105º da República.
da União, nomeados antes de 5 de outubro de percepção de vantagens concedidas, em ca-
1988, poderão optar entre o novo regime jurí- ráter geral, aos servidores públicos civis da ITAMAR FRANCO
dico e o anterior à promulgação da Constituição União. Maurício Corrêa
Federal, quanto às garantias, vantagens e veda-
ções do cargo. § 2º O disposto neste artigo não poderá im- Este texto não substitui o publicado no DOU de
portar em restrições ao regime jurídico ins- 21.5.1993.
Parágrafo único. A opção poderá ser exer- tituído nesta lei complementar ou na impo-
cida dentro de dois anos, contados da pro- sição de condições com ele incompatíveis.
mulgação desta lei complementar, podendo
a retratação ser feita no prazo de dez anos. Art. 288. Os membros do Ministério Público
Federal, cuja promoção para o cargo final de
Art. 282. Os Procuradores da República nomea- carreira tenha acarretado a sua remoção para
dos antes de 5 de outubro de 1988 deverão op- o Distrito Federal, poderão, no prazo de trinta
tar, de forma irretratável, entre as carreiras do dias da promulgação desta lei complementar,
Ministério Público Federal e da Advocacia-Geral renunciar à referida promoção e retornar ao Es-
da União. tado de origem, ocupando o cargo de Procura-
dor Regional da República.
§ 1º (Vetado).
Art. 289. Sempre que ocorrer a criação simultâ-
§ 2º Não manifestada a opção, no prazo es- nea de mais de um cargo de mesmo nível nas
tabelecido no parágrafo anterior, o silêncio carreiras do Ministério Público da União, o pro-
valerá como opção tácita pela carreira do vimento dos mesmos, mediante promoção, pre-
Ministério Público Federal. sumir-se-á simultâneo, independentemente da
Art. 283. Será criada por lei a Escola Superior do data dos atos de promoção.
Ministério Público da União, como órgão auxi- Art. 290. Os membros do Ministério Público da
liar da Instituição. União terão mantida em caráter provisório a
Art. 284. Poderão ser admitidos como estagiá- sua lotação, enquanto não entrarem em vigor a
rios no Ministério Público da União estudantes lei e o ato a que se referem os arts. 34 e 214.
de Direito inscritos na Ordem dos Advogados do Parágrafo único. O disposto neste artigo
Brasil. não obsta as alterações de lotação decor-
Parágrafo único. As condições de admissão rentes de remoção, promoção ou designa-
e o valor da bolsa serão fixados pelo Procu- ção previstas nesta lei complementar.
rador-Geral da República, sendo a atividade Art. 291. (Vetado).
dos estagiários regulada pelo Conselho Su-
perior de cada ramo. Art. 292. (Vetado).

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ESQUEMAS Estrutura básica do Ministério Público da União


Ministério Público Ministério Público do Ministério Público Ministério Público DF
Federal Trabalho Militar e Territórios
Procurador-Geral da Procurador-Geral do Procurador-Geral da Procurador-Geral de
República (Chefe) Trabalho (Chefe) Justiça Militar (Chefe) Justiça (Chefe)
Chefe é o Procurador-geral da República:
Ministério Público Federal Colégio de Colégio de Colégio de Colégio de
Nomeado pelo Presidente da República
dentre integrantes da carreira, maiores de Procuradores Procuradores Procuradores Procuradores
trinta e cinco anos, após a aprovação de seu (todos os membros) (todos os membros) (todos os membros) (todos os membros)
Ministério Público do Trabalho nome pela maioria absoluta dos membros Conselho Superior Conselho Superior Conselho Superior Conselho Superior
Ministério do Senado Federal, para mandato de dois
Público da União anos, permitida a recondução (ilimitadas Câmaras de Câmaras de Câmaras de Câmaras de
Ministério Público Militar reconduções). Coordenação e Revisão Coordenação e Revisão Coordenação e Revisão Coordenação e Revisão
Corregedoria Corregedoria Corregedoria Corregedoria
CUIDADO!
Ministério Público do DF e Subprocuradores-
Só pode ser destituído com autorização da Subprocuradores- Subprocuradores- Procuradores de
Territórios Gerais da Justiça
maioria absoluta do Senado. Gerais da República Gerais do Trabalho Justiça
Militar
Procuradores Procuradores Procurador da Justiça
Promotores de Justiça
Conselho Superior do Ministério Público: Regionais da República Regionais do Trabalho Militar
O Conselho Nacional do Ministério Público compõe-se de quatorze membros nomeados pelo Procuradores da Procuradores do Promotor da Justiça Promotores de Justiça
Presidente da República, depois de aprovada a esco- lha pela maioria absoluta do Senado Federal, República Trabalho Militar Adjuntos
para um mandato de dois anos, admitida uma recondução, sendo:
I – O Procurador-Geral da República, que o preside;
II – Quatro membros do Ministério Público da União, assegurada a representação de cada uma de
suas carreiras;
III – Três membros do Ministério Público dos Estados;
IV – Dois juízes, indicados um pelo Supremo Tribunal Federal e outro pelo Superior Tribunal de Justiça;
V – Dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
VI – Dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos
Deputados e outro pelo Senado Federal.

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MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO – tem competência nas matérias trabalhistas
1. O Ministério Público Federal exercerá as suas funções 1. Chefe = Procurador-Geral do Trabalho
I – Nas causas de competência do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Será nomeado pelo Procurador-Geral da República, dentre integrantes da instituição, com mais de
Regionais Federais e dos Juízes Federais, e dos Tribunais e Juízes Eleitorais; trinta e cinco anos de idade e de cinco anos na carreira, integrante de lista tríplice escolhida mediante
II – Nas causas de competência de quaisquer juízes e tribunais, para defesa de direitos e interesses dos índios e voto plurinominal, facultativo e secreto, pelo Colégio de Procuradores para um mandato de dois anos,
das populações indígenas, do meio ambiente, de bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e
permitida uma recondução, observado o mesmo processo. Caso não haja número suficiente de candidatos
paisagístico, integrantes do patrimônio nacional;
com mais de cinco anos na carreira, poderá concorrer à lista tríplice quem contar mais de dois anos na
2. Chefe = Procurador-Geral da República que também é o Procurador Geral Eleitoral carreira. Sua competência é de síndico do MPT, de Presidente, representa o MPF, decide sobre as matérias
Já explicado acima sua nomeação. Sua competência é de síndico do MPF, de Presidente, representa o MPF, administrativas + decide em grau de recurso os conflitos de atribuições entre os órgãos do MPT.
decide sobre as matérias administrativas + decide em grau de recurso os conflitos de atribuições entre os órgãos
do MPF. 2. Colégio de Procuradores do Trabalho
Composto por todos os membros do Ministério Público do Trabalho e sua competência se resume a
3. Colégio de Procuradores do Ministério Público Federal elaborar listas, eleger e opinar.
Composto por todos os membros do Ministério Público Federal e sua competência se resume a elaborar listas,
eleger e opinar. 3. Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho
4. Conselho Superior do Ministério Público Federal Composição:
Composição: Compete exercer o poder normativo em âmbito do MPF e tomar decisões importantes demais para
Compete exercer o poder normativo em âmbito do MPF e tomar decisões importantes demais para ficar nas ficar nas mãos apenas do Procurador-Geral da República como destituir o Corregedor-geral, decidir
mãos apenas do Procurador-Geral da República como destituir o Corregedor-geral, decidir sobre remoção e sobre remoção e disponibilidade, pedidos de reversão, deliberar sobre a realização de concurso e
disponibilidade, pedidos de reversão, deliberar sobre a realização de concurso e aprovar a proposta orçamentária. aprovar a proposta orçamentária.
I – O Procurador-Geral da República e o Vice-Procurador-Geral da República, que o integram como membros I – O Procurador-Geral do Trabalho e o Vice-Procurador-Geral do Trabalho, que o integram como
natos; membros natos;
II – Quatro Subprocuradores-Gerais da República eleitos, para mandato de dois anos, na forma do art. 53, III II – Quatro Subprocuradores-Gerais do Trabalho eleitos, para mandato de dois anos pelo Colégio de
(eleitos pelo Colégio de Procuradores) permitida uma reeleição; Procuradores do Trabalho permitida uma reeleição;
III – Quatro Subprocuradores-Gerais da República eleitos, para mandato de dois anos, por seus pares, mediante III – Quatro Subprocuradores-Gerais da República eleitos, para mandato de dois anos, por seus pares,
voto plurinominal, facultativo e secreto, permitida uma reeleição. mediante voto plurinominal, facultativo e secreto, permitida uma reeleição.
5. Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal 4. Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho
Compostas por três membros do MPF, sendo um indicado pelo Procurador-Geral da República e dois pelo
Compostas por três membros do MPT, sendo um indicado pelo Procurador- Geral do Trabalho e dois
Conselho Superior, juntamente com seus suplentes, para um mandato de dois anos, dentre integrantes do
pelo Conselho Superior do MPT, juntamente com seus suplentes, para um mandato de dois anos,
último grau da carreira, sempre que possível.
Compete promover integrações e coordenações dos órgãos, intercâmbios mas principalmente DECIDIR OS dentre integrantes do último grau da carreira, sempre que possível.
CONFLITOS DE ATRIBUIÇÕES ENTRE OS ÓRGÃOS DO MPF (O recurso contra essa decisão vai para o PGR conforme Compete promover integrações e coordenações dos órgãos, intercâmbios mas principalmente
destacado acima). DECIDIR OS CONFLITOS DE ATRIBUIÇÕES ENTRE OS ÓRGÃOS DO MPF (O recurso contra essa decisão
vai para o PGT conforme destacada acima).
6. Corregedoria do Ministério Público Federal
O Corregedor-Geral será nomeado pelo Procurador-Geral da República dentre os Subprocuradores-Gerais da 5. Corregedoria do Ministério Público do Trabalho
República, integrantes de lista tríplice elaborada pelo Conselho Superior, para man- dato de dois anos, renovável O Corregedor-Geral será nomeado pelo Procurador-Geral do Trabalho dentre os Subprocuradores-
uma vez. A sua competência é de órgão fiscalizador das atividades funcionais e da conduta dos membros do Gerais do Trabalho, integrantes de lista tríplice elaborada pelo Conselho Superior, para mandato de
Ministério Público. dois anos, renovável uma vez. A sua competência é de órgão fiscalizador das atividades funcionais e
7. Subprocuradores-gerais da República da conduta dos membros do Ministério Público.
Serão designados para oficiar junto ao Supremo Tribunal Federal, ao Superior Tribunal de Justiça, ao Tribunal 6. Subprocuradores-Gerais do Trabalho
Superior Eleitoral e nas Câmaras de Coordenação e Revisão. Cabe aos Subprocuradores-Gerais da República, Serão designados para oficiar junto ao Tribunal Superior do Trabalho e nos ofícios na Câmara de
privativamente, o exercício das funções de:
Coordenação e Revisão. Cabe aos Subprocuradores-Gerais do Trabalho, privativamente, o exercício
I – Vice-Procurador-Geral da República;
II – Vice-Procurador-Geral Eleitoral;
das funções de:
III – Corregedor-Geral do Ministério Público Federal; I – Corregedor-Geral do Ministério Público do Trabalho;
IV – Procurador Federal dos Direitos do Cidadão; II – Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho.
V – Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão. 7. Procuradores Regionais do Trabalho
8. Procuradores Regionais da República Serão designados para oficiar junto aos Tribunais Regionais do Trabalho.
Serão designados para oficiar junto aos Tribunais Regionais Federais.
8. Procuradores do Trabalho
9. Procuradores da República Serão designados para funcionar junto aos Tribunais Regionais do Trabalho e, na forma das leis
Serão designados para oficiar junto aos Juízes Federais e junto aos Tribunais Regionais Eleitorais, onde não tiver processuais, nos litígios trabalhistas que envolvam, especialmente, interesses de menores e incapazes.
sede a Procuradoria Regional da República.

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MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR – tem competência nas matérias militares MINISTÉRIO PÚBLICO DO DF E TERRITÓRIOS – tem competência nas causas do Tribunal de
1. Chefe = Procurador-Geral da Justiça Militar Justiça e dos Juízes do Distrito Federal e Territórios
Será nomeado pelo Procurador-Geral da República, dentre integrantes da Instituição, com mais 1. Chefe = Procurador-Geral de Justiça
de trinta e cinco anos de idade e de cinco anos na carreira, escolhidos em lista tríplice mediante Será nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes de lista tríplice elaborada pelo
voto plurinominal, facultativo e secreto, pelo Colégio de Procuradores, para um mandato de dois Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça, para mandato de dois anos, permitida uma
anos, permitida uma recondução, observado o mesmo processo. Caso não haja número suficiente recondução, precedida de nova lista tríplice. Sua competência é de síndico do MP do DF e
de candidatos com mais de cinco anos na carreira, poderá concorrer à lista tríplice quem contar Territórios, de Presidente, representa o MP/DF, decide sobre as matérias administrativas + decide
mais de dois anos na carreira. Sua competência é de síndico do MPM, de Presidente, representa em grau de recurso os conflitos de atribuições entre os órgãos do MPT.
o MPF, decide sobre as matérias administrativas + decide em grau de recurso os conflitos de
2. Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça
atribuições entre os órgãos do MPM.
Composto por todos os membros do Ministério Público do DF e Territórios e sua competência se
2. Colégio de Procuradores da Justiça Militar resume a elaborar listas, eleger e opinar.
Composto por todos os membros do Ministério Público Militar e sua competência se resume a
3. Conselho Superior do Ministério Público do DF e Territórios
elaborar listas, eleger e opinar.
Composição:
3. Conselho Superior do Ministério Público Militar
I – O Procurador-Geral de Justiça e o Vice-Procurador-Geral de Justiça, que o integram como
Composição: membros natos;
Compete exercer o poder normativo em âmbito do MPM e tomar decisões importantes demais II – Quatro Procuradores de Justiça eleitos, para mandato de dois anos pelo Colégio de
para ficar nas mãos apenas do Procurador-Geral da República como destituir o Corregedor-geral, Procuradores do MP/DF permitida uma reeleição;
decidir sobre remoção e disponibilidade, pedidos de reversão, deliberar sobre a realização de III – Quatro Procuradores de Justiça eleitos, para mandato de dois anos, por seus pares, mediante
concurso e aprovar a proposta orçamentária. voto plurinominal, facultativo e secreto, permitida uma reeleição. Compete exercer o poder
I – O Procurador-Geral da Justiça Militar e o Vice-Procurador-Geral da Justiça Militar, que o normativo em âmbito do MPF e tomar decisões importantes demais para ficar nas mãos apenas
integram como membros natos; do Procurador-Geral da República como destituir o Corregedor-geral, decidir sobre remo- ção
II – Os Subprocuradores-Gerais da Justiça Militar. e disponibilidade, pedidos de reversão, deliberar sobre a realização de concurso e aprovar a
proposta orçamentária.
4. Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público Militar
Compostas por três membros do MPM, sendo um indicado pelo Procurador-Geral da Justiça 4. Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público do DF e Territórios
Militar e dois pelo Conselho Superior do MPM, juntamente com seus suplentes, para um mandato Serão compostas por três membros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, sendo
de dois anos, dentre integrantes do último grau da carreira, sempre que possível. um indicado pelo Procurador-Geral de Justiça e dois pelo Conselho Superior do Ministério Pú-
Compete promover integrações e coordenações dos órgãos, intercâmbios mas principalmente blico do Distrito Federal e Territórios, juntamente com seus suplentes, para um mandato de dois
DECIDIR OS CONFLITOS DE ATRIBUIÇÕES ENTRE OS ÓRGÃOS DO MPF (O recurso contra essa deci- anos, sempre que possível, dentre integrantes do último grau da carreira.
são vai para o PGT conforme destacada acima). Compete promover integrações e coordenações dos órgãos, intercâmbios mas principalmente
5. Corregedoria do Ministério Público Militar DECIDIR OS CONFLITOS DE ATRIBUIÇÕES ENTRE OS ÓRGÃOS DO MPF (O recurso contra essa deci-
são vai para o Procurador Geral de Justiça conforme destacado acima).
O Corregedor-Geral será nomeado pelo Procurador-Geral da Justiça Militar dentre os
Subprocuradores-Gerais da Justiça Militar, integrantes de lista tríplice elaborada pelo Conselho 5. Corregedoria do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
Superior, para mandato de dois anos, renovável uma vez. A sua competência é de órgão O Corregedor-Geral será nomeado pelo Procurador-Geral dentre os Procuradores de Justiça,
fiscalizador das atividades funcionais e da conduta dos membros do Ministério Público. integrantes de lista tríplice elaborada pelo Conselho Superior, para mandato de dois anos,
renová- vel uma vez. A sua competência é de órgão fiscalizador das atividades funcionais e da
6. Subprocuradores-Gerais da Justiça Militar
conduta dos membros do Ministério Público.
Serão designados para oficiar junto ao Superior Tribunal Militar e na Câmara de Coordenação
e Revisão. Cabe aos Subprocuradores-Gerais da Justiça Militar, privativamente, o exercício das 6. Procuradores de Justiça
funções de: Serão designados para oficiar junto ao Tribunal de Justiça e nas Câmaras de Coordenação e
I – Corregedor-Geral do Ministério Público Militar; Revisão. Cabe aos Procuradores de Justiça, privativamente, o exercício das funções de:
II – Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Militar. I – Corregedor-Geral do Ministério Público do DF e Territórios;
7. Procuradores da Justiça Militar II – Procurador Distrital dos Direitos do Cidadão;
Serão designados para oficiar junto às Auditorias Militares. III – Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho.

8. Promotores da Justiça Militar 7. Promotores de Justiça


Serão designados para oficiar junto às Auditorias Militares. Serão designados para oficiar junto às Varas da Justiça do Distrito Federal e Territórios.
8. Promotores de Justiça Adjuntos
Serão designados para oficiar junto às Varas da Justiça do Distrito Federal e Territórios.

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Questões
5. (Analista Área Processual – MPU – 2004 e) por motivo de interesse público,
ESAF) mediante decisão do procurador-geral
da República, provocada pelo Conselho
É prerrogativa processual do membro do Superior, assegurada ampla defesa.
Ministério Público da União que oficie
perante tribunais ser processado e julgado 8. (MPE-RS – 2008 – Agente Administrativo –
1. (MPE-RS – 2010 – Agente Administrativo – e) é competente, além de outras matérias, por crimes de responsabilidade pelo FCC)
FCC) para rever os processos disciplinares e
criminais de membros do Ministério Pú- a) Supremo Tribunal Federal. A respeito dos princípios institucionais e das
Dentre as garantias constitucionais assegu- blico julgados há menos de dois anos. b) Superior Tribunal de Justiça. garantias do Ministério Público, é INCORRE-
radas aos membros do Ministério Público, c) Tribunal Regional Federal. TO afirmar:
destaca-se a 3. (MPE-RS – 2010 – Agente Administrativo – d) Senado Federal.
FCC) e) Tribunal perante o qual atue. a) O princípio do Promotor Natural veda
a) inamovibilidade por motivo de interes-
designações arbitrárias de Promotores
se público, mediante decisão do Co- Nos termos da Constituição Federal, além 6. (Analista Área Processual – MPU – 2004 de Justiça de uma Promotoria para as
légio de Procuradores de Justiça, pelo de outros membros, integrarão o Conselho ESAF) funções de outra, afastando-o de suas
voto da maioria de seus membros. Nacional do Ministério Público
b) vitaliciedade, após dois anos de exercí- atribuições legais.
Para promoção na carreira por antiguidade b) O princípio da indivisibilidade impede
cio, não podendo perder o cargo senão a) três advogados, indicados pelos Conse- do membro do Ministério Público da União, que o Ministério Público possa se subdi-
por sentença judicial transitada em jul- lhos Estaduais da Ordem dos Advoga- assinale o primeiro critério de desempate vidir em vários outros Ministérios Públi-
gado. dos do Brasil. na classificação. cos autônomos e desvinculados um dos
c) possibilidade de receber, a qualquer b) três membros do Ministério Público dos
a) Tempo de serviço público federal. outros.
título e pretexto, honorários, percen- Estados.
b) Tempo de serviço público em geral. c) O princípio da independência ou auto-
tagens ou custas processuais, especial- c) três cidadãos com mais de 30 anos de
mente nas ações civis públicas. c) Idade dos candidatos, em favor do mais nomia funcional garante ao membro do
idade, indicados um pela Câmara dos
idoso. Ministério Público não ficar sujeito às
d) participação em sociedade comercial Deputados e dois pelo Senado Federal.
d) Tempo de serviço na carreira. ordens de quem quer que seja, somente
sob qualquer de suas formas. d) dois juízes, indicados pelos Tribunais de
e) Tempo de contribuição previdenciária. devendo prestar contas de seus atos à
e) possibilidade de exercer, quando em Justiça Regionais Federais.
Constituição, à lei e à sua consciência.
disponibilidade, qualquer outra função e) três membros do Ministério Público da
7. (Analista Área Processual – MPU – 2004 d) Por força do princípio da unidade, os
pública, vedado o magistério. União, além de dois do Ministério Públi-
ESAF) membros do Ministério Público Federal
co do Trabalho.
e dos Estados, bem como os diversos ra-
2. (MPE-RS – 2010 – Agente Administrativo – A garantia de inamovibilidade dos membros mos do Ministério Público da União in-
FCC) 4. (MPE-RS – 2010 – Agente Administrativo – do Ministério Público da União pode ser tegram um só órgão.
FCC) excepcionalizada quando presente(s),
O Conselho Nacional do Ministério Público, e) Em virtude da garantia de vitaliciedade,
órgão constitucional criado pela Emenda Determinado membro do Ministério Pú- concomitantemente, o(s) seguinte(s) o membro do Ministério Público vita-
Constitucional no 45/2004, blico da União é reincidente em falta ante- elemento(s): lício somente poderá perder seu cargo
riormente punida com advertência. Assim, a) por motivo de interesse público, por decisão judicial transitada em julga-
a) escolherá, em votação secreta, um Cor- conforme previsão da Lei Complementar no do, cuja iniciativa é do Procurador-Geral
regedor nacional, dentre os membros mediante decisão do Conselho Superior,
75/93, que dispõe sobre a organização, as por voto da maioria absoluta de seus de Justiça, após autorização do Colégio
do Ministério Público que o integram, atribuições e o estatuto do Ministério Públi- de Procuradores.
vedada a recondução. membros.
co da União, estará sujeito à pena discipli- b) por motivo de interesse público,
b) compõe-se de onze membros nomea-
dos pelo Congresso Nacional.
nar de mediante decisão do Conselho Superior, 9. (MPE-RS – 2008 – Agente Administrativo –
por voto de dois terços de seus FCC)
c) confere para os seus membros um a) demissão.
mandato de dois anos, vedada a recon- b) suspensão. membros, assegurada ampla defesa. Entre as competências do Conselho Nacio-
dução. c) disponibilidade. c) mediante decisão do Conselho Superior, nal do Ministério Público está a de
d) é presidido pelo Presidente do Supre- d) remoção. pela maioria de seus membros,
assegurada ampla defesa. a) decretar a perda do cargo dos membros
mo Tribunal Federal. e) censura.
d) por decisão judicial transitada em vitalícios dos Ministérios Públicos dos
julgado. Estados.

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b) designar membros dos Ministérios Pú- 12. (Analista Área Processual – MPU – 2004 sem prejuízo da competência disciplinar 17. (MPE-RS – 2012 – Bibliotecário – MPE-RS)
blicos dos Estados para oficiar em deter- ESAF) e correcional da instituição.
minados processos. c) encaminhar ao Poder Legislativo os pro- Entre os 14 (quatorze) membros que com-
c) elaborar a proposta orçamentária do Inclui-se, entre as vedações ao membro do jetos de lei de iniciativa do Ministério põem o Conselho Nacional do Ministério
Ministério Público da União. Ministério Público da União, Público. Público, estão
d) destituir os Procuradores-Gerais de Jus- a) exercer a advocacia, ainda que gratuita. d) rever, de ofício ou mediante provoca- a) três advogados indicados pela Ordem
tiça dos Estados, quando conveniente b) participar, como acionista ou cotista, de ção, os processos disciplinares de mem- dos Advogados do Brasil.
ao interesse público. sociedade comercial. bros do Ministério Público da União ou b) cinco membros dos Ministérios Públicos
e) rever os processos disciplinares de c) exercer o magistério superior em dos Estados julgados há menos de um dos Estados.
membros do Ministério Público da estabelecimento privado. ano. c) cinco membros do Ministério Público da
União ou dos Estados julgados há me- d) filiar-se a partido político. e) zelar pela autonomia funcional e ad- União.
nos de um ano. e) exercer uma função de magistério ministrativa do Ministério Público, po- d) dois cidadãos de notável saber jurídico
público. dendo expedir atos regulamentares, no e reputação ilibada, ambos indicados
10. (Analista Área Processual – MPU – 2004 âmbito de sua competência, ou reco- pela Câmara dos Deputados.
ESAF) 13. (MPE-RS – 2001 – Agente Administrativo – mendar providências. e) dois juízes indicados, um pelo Supremo
Quanto ao concurso público para ingresso UFRGS) Tribunal Federal e outro pelo Superior
15. (MPE-RS – 2001 – Assessor Administrativo Tribunal de Justiça.
nas carreiras do Ministério Público da União, Compete ao Conselho Superior do Ministé- – UFRGS)
assinale a afirmativa falsa. rio Público
Assinale a única alternativa que NÃO con- 18. (MPE-RS – 2012 – Bibliotecário – MPE-RS)
a) O concurso terá âmbito nacional. a) decidir sobre pedido de revisão de pro- tém uma função institucional do Ministério
b) O concurso será realizado, Assinale a alternativa que apresenta uma
cedimento disciplinar. Público. afirmação INCORRETA a respeito dos princí-
facultativamente, a juízo do Conselho a) eleger o Corregedor-Geral do Ministério
Superior competente. a) a promoção, privativamente, da ação pios institucionais e das garantias do Minis-
Público. tério Público.
c) A comissão de concurso terá entre c) aprovar os pedidos de remoção por per- penal pública
seus membros um jurista indicado pelo muta entre membros da Instituição. b) a defesa judicial dos direitos e interes- a) Por força do princípio da indivisibilida-
respectivo Conselho Superior. d) realizar correições e inspeções. ses das populações indígenas de, os membros do Ministério Público
d) O concurso será realizado, e) julgar recurso contra decisão de vitali- c) a representação judicial de entidades Federal e dos Estados, bem como os di-
obrigatoriamente, quando o número ciamento de membro do Ministério Pú- públicas versos ramos do Ministério Público da
de vagas exceder a vinte por cento do blico. d) o controle externo da atividade policial União, são chefiados pelo Procurador-
quadro respectivo. e) a promoção do inquérito civil e da ação -Geral da República e integram um só
e) O concurso abrangerá as vagas 14. (MPE-RS – 2011 – Assessor – MPE-RS) civil pública órgão.
existentes e aquelas que venham a b) Em virtude da garantia de vitaliciedade,
surgir no respectivo prazo de eficácia. Segundo a Constituição Federal, NÃO cons- 16. (MPE-RS – 2012 – Bibliotecário – MPE-RS) o membro do Ministério Público vita-
titui atribuição do Conselho Nacional do Mi- lício somente poderá perder seu cargo
11. (MPE-RS – 2008 – Agente Administrativo – nistério Público Os membros do Ministério Público sujei-
tam-se a regime jurídico especial, são in- por decisão judicial transitada em julga-
FCC) a) apreciar, de ofício ou mediante provoca- do, cuja iniciativa é do Procurador-Geral
dependentes no exercício de suas funções,
A Constituição Federal vigente situa o Minis- ção, a legalidade dos atos administrati- cumprindo-as nos termos da lei, e têm as de Justiça, após autorização do Colégio
tério Público vos praticados por membros ou órgãos seguintes garantias: de Procuradores.
do Ministério Público da União e dos Es- c) São princípios institucionais do Ministé-
a) dentro do Poder Judiciário. tados, podendo desconstituí-los, revê- a) exercício pleno da advocacia pública e rio Público a unidade, a indivisibilidade
b) dentro do Poder Executivo, em capítulo -los ou fixar prazo para que se adotem inamovibilidade. e a independência funcional.
especial. as providências necessárias ao exato b) abandono do cargo e vitaliciedade. d) Ao Ministério Público é assegurada au-
c) em capítulo especial, fora da estrutura cumprimento da lei. c) vitaliciedade e inamovibilidade. tonomia funcional e administrativa.
dos demais poderes da República. b) receber e conhecer das reclamações d) movibilidade e exercício de consultoria e) O princípio da independência funcional
d) dentro do Poder Legislativo. contra membros ou órgãos do Minis- pública. garante ao membro do Ministério Públi-
e) como órgão de cooperação das ativida- tério Público da União ou dos Estados, e) abandono do cargo e irredutibilidade de co, no exercício de suas atribuições, não
des do Poder Executivo. inclusive contra seus serviços auxiliares, vencimentos. ficar sujeito às ordens de quem quer
que seja, somente devendo prestar con-

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tas de seus atos à Constituição, à Lei e à a) O Procurador-Geral da República é es- d) cinco membros do Ministério Público da II – promover o inquérito civil e a ação civil
sua consciência. colhido pelo Presidente da República União. pública para proteção do meio ambiente e
dentre os integrantes da carreira do mi- e) três advogados indicados pela Ordem de outros interesses difusos e coletivos.
19. (MPE-RS – 2012 – Engenheiro Mecânico – nistério Público Federal. dos Advogados do Brasil.
MPE-RS) b) Ao Ministério Público incumbe romover III – defender judicialmente os direitos e in-
privativamente a ação penal pública e a 23. (MPE-RS – 2014 – Agente Administrativo – teresses das populações indígenas.
Considere as afirmações abaixo. ação civil pública. MPE) IV – requisitar diligências investigatórias e a
I – O Ministério Público é instituição perma- c) É vedado ao membro do Ministério Pú- instauração de inquérito policial, indicados
blico participar de quaisquer sociedades Assinale a alternativa correta sobre o Con-
nente, essencial à função jurisdicional do selho Nacional do Ministério Público, nos os fundamentos jurídicos de suas manifesta-
Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem comerciais. ções processuais.
d) O Procurador-Geral de Justiça deverá termos do Artigo 130-A, da Constituição Fe-
jurídica, do regime democrático e dos inte- deral.
resses sociais e individuais disponíveis. propor ação direta de inconstitucionali- Quais estão corretas?
dade de lei estadual frente à Constitui- a) É composto por quatorze membros e a) Apenas I e II.
II – Ao membro do Ministério Público é ve- ção Federal. presidido pelo Presidente da Repúbli-
dado o exercício de qualquer outra função b) Apenas II e III.
e) Nenhuma das alternativas está correta. ca, dependendo a escolha de aprovação c) Apenas I, III e IV.
pública, salvo uma de magistério. por maioria absoluta do Senado Fede- d) Apenas II, III e IV.
III – Ao membro do Ministério Público é ga- 21. (MPE-RS – 1999 – Procurador Geral do Esta- ral. e) I, II, III e IV.
rantida a inamovibilidade para que se lhe do – MPE-RS) b) Pode rever os processos disciplinares
preserve a independência funcional, tratan- São princípios institucionais assegurados ao de membros do Ministério Público da
do-se de prerrogativa afastável apenas por Ministério Público pela Constituição Fede- União ou dos Estados julgados há mais MPU – 2013 – Técnico Administrativo (CES-
decisão judicial definitiva. ral: de um ano, de ofício ou mediante pro- PE). Relativamente ao MPU, julgue os itens
vocação. a seguir.
IV – O Procurador-Geral de Justiça é o chefe a) Unidade, indivisibilidade e inamovibili- c) O Conselho escolherá, em votação se-
do Ministério Público e será nomeado pelo dade. creta, um Corregedor nacional, dentre 25. Embora os Ministérios Públicos (MPs) junto
Governador do Estado, para um mandato de b) Unidade, vitaliciedade e inamovibilida- os membros do Ministério Público que aos tribunais de contas sejam órgãos autô-
2 anos, permitida uma recondução por igual de. o integram, admitida uma recondução. nomos e independentes do MPU e dos MPs
período, dentre os candidatos eleitos por c) Vitaliciedade, inamovibilidade e irredu- d) Incumbe-lhe zelar pela autonomia fun- dos estados, aplicam-se aos seus membros
voto secreto pelos membros da instituição e tibilidade. cional e administrativa do Ministério os mesmos direitos, vedações e forma de in-
indicados em lista tríplice, devendo ser res- d) Unidade, indivisibilidade e independên- Público, podendo expedir atos regula- vestidura.
peitada, na escolha pelo Governador, a or- cia funcional. mentares, no âmbito de sua competên-
dem decrescente de votação. e) Independência funcional, vitaliciedade cia. ( ) Certo   ( ) Errado
V – Constituem Órgãos de Administração do e irredutibilidade. e) Compete-lhe receber e conhecer das
Ministério Público, dentre outros elencados reclamações contra membros ou órgãos
26. A CF autoriza o MPU a exercer a representa-
na legislação, o Colégio de Procuradores de 22. (MPE-RS – 2008 – Secretário de Diligências do Ministério Público e da Magistratura
ção judicial da Fundação Nacional do Índio
Justiça, a Corregedoria-Geral do Ministério – FCC) da União e dos Estados, inclusive contra
em casos excepcionais e relacionados à de-
Público as Promotorias de Justiça. seus serviços auxiliares.
O Conselho Nacional do Ministério Público é fesa dos direitos das populações indígenas.
Quais estão corretas? composto por 14 membros, dentre os quais 24. (MPE-RS – 2014 – Agente Administrativo – ( ) Certo   ( ) Errado
se incluem: MPE)
a) Apenas I, II e IV.
b) Apenas I, III, e IV. a) dois cidadãos de notável saber jurídico Considere o enunciado abaixo e as quatro 27. O procurador-geral de justiça do Distrito
c) Apenas II e V. e reputação ilibada, ambos indicados propostas para completá-lo. Federal (DF) poderá ser destituído antes do
d) Apenas III e V. pela Câmara dos Deputados.
término do seu mandato, mediante repre-
b) cinco membros dos Ministérios Públicos São funções institucionais do Ministério Pú-
e) Apenas I, II e III. sentação do governador do DF e delibera-
dos Estados. blico
ção da maioria absoluta da Câmara Legislati-
c) dois juízes indicados, um pelo Supremo
20. (MPE-RS – 1999 – Procurador Geral do Esta- I – promover, privativamente, a ação penal va do DF.
do – MPE-RS) Tribunal Federal e outro pelo Superior
Tribunal de Justiça. pública, na forma da lei.
( ) Certo   ( ) Errado
Assinale a alternativa CORRETA:

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28. O procurador-geral da República, nomeado membros do MPU e dos MPs dos estados, 37. No exercício de sua autonomia funcional, MPU – 2010 – Técnico Administrativo
pelo presidente da República entre integran- podendo revê-los, fixando prazo para a ado- administrativa e financeira, cabe ao MPU (CESPE). A respeito dos princípios funda-
tes do MPU com mais de trinta e cinco anos ção das providências necessárias à sua cor- propor ao Poder Legislativo a criação e a ex- mentais, das garantias fundamentais e da
de idade, após a aprovação de seu nome reção, ou, se for o caso, desconstituí-los. E tinção de seus cargos, assim como a fixação aplicabilidade das normas constitucionais,
pela maioria absoluta dos membros do Se- ( ) Certo   ( ) Errado dos vencimentos dos seus membros e servi- julgue os itens a seguir.
nado Federal, exercerá a chefia do MPU. dores.
42. As normas de eficácia plena não exigem a
( ) Certo   ( ) Errado 33. Comporão o CNMP, além de membros do ( ) Certo   ( ) Errado elaboração de novas normas legislativas que
MPU e dos MPs dos estados, da magistratu- lhes completem o alcance e o sentido ou
ra e da advocacia, dois cidadãos de notável 38. Na defesa dos direitos constitucionais do lhes fixem o conteúdo; por isso, sua aplica-
MPU – 2013 – Técnico Administrativo (CES- saber jurídico e reputação ilibada, um indi- cidadão, o procurador-geral da República bilidade é direta, ainda que não integral.
PE). Acerca dos direitos, das garantias e das cado pela Câmara dos Deputados e o outro, representa ao poder competente para a
prerrogativas dos membros do MPU, julgue ( ) Certo   ( ) Errado
pelo Senado Federal. No tocante às garan- promoção da responsabilidade nos casos
os próximos itens. Nesse sentido, conside- tias institucionais do MP, julgue o item abai- comprovados de omissões inconstitucio-
re que a sigla CF, doravante, sempre que xo. nais. 43. A Constituição Federal de 1988 apresenta
empregada, refere-se à Constituição Fede- os chamados princípios fundamentais da
ral de 1988. ( ) Certo   ( ) Errado ( ) Certo   ( ) Errado República Federativa do Brasil, que incluem
referências a sua forma de Estado, forma de
29. Aos membros do MP é garantida constitu- 34. Em função da autonomia financeira e admi- 39. A fiscalização das atividades funcionais e de governo e regime político. Deduz-se do tex-
cionalmente a vitaliciedade após dois anos nistrativa assegurada ao MP pela CF, o au- conduta dos membros do MPU é incumbên- to constitucional que a República Federativa
de exercício no cargo, ressalvada a perda do mento do valor dos subsídios dos membros cia da Corregedoria do Ministério Público do Brasil é um Estado de Direito, o que limi-
cargo por sentença judicial transitada em do órgão pode ser realizado por meio de ato Militar. ta o próprio poder do Estado e garante os
julgado. normativo do procurador-geral da Repúbli- direitos fundamentais dos particulares.
( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado ca. ( ) Certo   ( ) Errado
( ) Certo   ( ) Errado
MPU – 2010 – Técnico Administrativo (CES-
30. Uma das garantias estabelecidas pela CF aos PE). Acerca da autonomia, da estrutura e
membros do MP é a inamovibilidade abso- MPU – 2010 – Técnico Administrativo (CES- do funcionamento do MPU, julgue os itens
luta. PE). A organização, as atribuições e o a seguir.
estatuto do Ministério Público da União
( ) Certo   ( ) Errado (MPU) estão claramente dispostos em le- 40. É atribuição do procurador-geral da Repú-
gislação específica. Acerca dos princípios blica propor ao presidente da República os
31. Procurador da República que tenha ingres- e das funções da referida instituição e dos projetos de lei de interesse do MPU.
sado na carreira após a promulgação da CF seus membros, julgue os itens que se se-
guem. ( ) Certo   ( ) Errado
poderá exercer o cargo de secretário esta-
dual de segurança pública, desde que esteja
em disponibilidade. 35. Para exercer o controle externo da atividade 41. A estrutura completa do MPU é constituída
policial, o MPU emprega meios estritamen- por: Ministério Público Federal e Ministério
( ) Certo   ( ) Errado te judiciais e só pode representar à autori- Público do Distrito Federal e Territórios.
dade competente requerendo a instauração
de inquérito. ( ) Certo   ( ) Errado
MPU – 2013 – Técnico Administrativo (CES- ( ) Certo   ( ) Errado
PE). Em relação ao Conselho Nacional do
Ministério Público (CNMP), julgue os itens
subsecutivos. 36. É prerrogativa processual do procurador-ge-
ral da República ser processado e julgado,
Gabarito: 1. B 2. A 3. B 4. E 5. B 6. D 7. B 8. D 9. E 10. D 11. C 12. A 13. C 14. C 15. C 16. C 17. E 
32. Compete ao CNMP apreciar, de ofício ou nos crimes comuns, pelo Supremo Tribunal 18. A 19. C 20. E 21. D 22. C 23. D 24. E 25. Certo 26. Errado 27. Errado 28. Certo 29. Certo 30. Errado 
Federal. 31. Errado 32. Errado 33. Certo 34. Errado 35. Errado 36. Certo 37. Certo 38. Errado 39. Errado 40. Errado 
mediante provocação, a legalidade dos atos
41. Errado 42. Errado 43. Certo
funcionais e administrativos praticados por ( ) Certo   ( ) Errado

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Português

Professor Carlos Zambeli

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Edital

LÍNGUA PORTUGUESA: 3 Ortografia oficial. 4 Acentuação gráfica. 5 Emprego das classes de


palavras. 6 Emprego/correlação de tempos e modos verbais 7 Emprego do sinal indicativo
de crase. 8 Sintaxe da oração e do período. 9 Pontuação. 10 Concordância nominal e verbal.
11 Regência nominal e verbal. 12 Significação das palavras.

BANCA: CESPE
CARGO: Técnico do MPU – Apoio Técnico-Administrativo – Administração

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Aula 1
Detalhe zambeliano 1
Substantivação!
• O jantar foi servido às 20h30min.
CLASSES DE PALAVRAS (MORFOLOGIA)
• A Psicologia interessa-se pelo estudo do eu.

Na Morfologia, as palavras são estudadas isoladamente, geralmente se desconsiderando a


Detalhe zambeliano 2
função que exercem dentro da frase ou do período, estudo realizado pela Sintaxe. Nos estudos
Artigo facultativo diante de nomes próprios.
morfológicos, as palavras estão agrupadas em dez classes, que podem ser chamadas de classes • Sérgio chegou. / O Sérgio chegou.
de palavras ou classes gramaticais. São elas: Substantivo, Artigo, Adjetivo, Numeral, Pronome,

Verbo, Advérbio, Preposição, Conjunção e Interjeição. Detalhe zambeliano 3


Artigo facultativo diante dos pronomes possessivos.

1. Substan vo • Sua turma é pequena no curso.

• A sua turma é pequena no curso.


A palavra que dá nome aos seres, coisas, lugares, ideias, sentimentos. O substantivo faz parte

da classe de palavras variáveis da língua portuguesa. Isso quer dizer que pode apresentar

flexões de gênero, número e grau.


• lugares: Itália, Porto Alegre...
3. Adje vo
• sentimentos: raiva, ciúmes...
Palavra variável que caracteriza o substantivo, indicando-lhe qualidade, defeito, estado,
• estados: alegria, tristeza... condição.
• qualidades: honestidade, sinceridade... • Material bom, menino agitado, moça elegante.
• ações: corrida, leitura...
O adjetivo pode aparecer antes ou depois do substantivo.
• Elegante senhora / Senhora elegante
2. Ar go

Morfossintaxe do Adje vo:


É a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira

definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como adjunto
substantivos. adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

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MPU (Técnico) – Português – Prof. Carlos Zambeli

• Você estava nervosa. Classi cação dos advérbios:


Lugar – ali, aqui, aquém, atrás, cá, dentro...
• A estudante nervosa foi mal na prova.
Tempo – agora, amanhã, antes, ontem...
Modo – a pé, à toa, à vontade...
Locução adje va
Dúvida – provavelmente, talvez, quiçá...
• Noite de chuva (chuvosa)
Afirmação – sim, certamente, realmente...
Negação – não, nunca, jamais...
• Atitudes de anjo (angelicais)
Intensidade – bastante, demais, mais, menos...
• Pneu de trás (traseiro)

• Seleção do Brasil (brasileira) 5. Preposição

Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o segundo
Detalhe zambeliano! ao primeiro, ou seja, o regente e o regido.

Regência verbal: Assisti ao vídeo do curso.

Regência nominal: Estou alheio a tudo isso.

4. Advérbio Zambeli, quais são as preposições?


a – ante – até – após – com – contra – de – desde – em – entre – para – per – perante –
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio por – sem – sob – sobre – trás.

advérbio.

Dica do Zambeli 6. Pronome


• Aqui dormi nesta semana.
Inde nidos
• Hoje eu estudei gramática no curso. • Não encontrei nenhum conhecido na aula do Zambeli.

• Não encontrei nem um conhecido na aula do Zambeli.

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MPU (Técnico) – Português – Prof. Carlos Zambeli

Demonstra vos Pessoais – retos e oblíquos


Retos – eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas.
Este, esta, isto – perto do falante.
Oblíquos – Os pronomes pessoais do caso oblíquo se subdividem em dois tipos: os átonos, que
ESPAÇO Esse, essa, isso – perto do ouvinte.
Aquele, aquela, aquilo – longe dos dois. não são antecedidos por preposição, e os tônicos, precedidos por preposição.

Átonos: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes.
Este, esta, isto – presente/futuro • Enviaram aquele material do curso para mim.
TEMPO Esse, essa, isso – passado breve
Aquele, aquela, aquilo – passado distante • Enviaram-me aquele material do curso.

Este, esta, isto – vai ser dito • Enviaram aquele material do curso para eu usar na aula.
DISCURSO
Esse, essa, isso – já foi dito

RETOMADA
7. Numeral
As crianças da classe média têm um futuro mais promissor do que os filhos de pais das classes
Indicam quantidade ou posição – um, dois, vinte, primeiro, terceiro.
menos favorecidas, porque àquelas se dão oportunidades que se negam a estes.

8. Interjeição
E se fossem 3 elementos para retomar, Zambeli?
Emprego de este, esse e aquele em relação a três termos: Expressam um sentimento, uma emoção...

9. Verbos

Indicam ação, estado, fato, fenômeno da natureza.

Este: indica o que se referiu por último.


Esse: se refere ao penúltimo. 10. Conjunções
Aquele: indica o que se mencionou em primeiro lugar.
Ligam orações ou, eventualmente, termos. São divididas em:

Coordenadas – aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas.


Possessivos
• Aqui está a minha carteira. Cadê a sua? Subordinadas – concessivas, conformativas, causais, consecutivas, comparativas, condicionais,

temporais, finais, proporcionais.

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QUE – Pronome Rela vo ou Conjunção Integrante?


“Eu rabisco o sol que a chuva apagou

Quero que saibas que me lembro

Queria até que pudesses me ver.” (Legião Urbana)

Exercício

1. Classifique a classe gramatical das palavras destacadas na reportagem abaixo retirada do site
www.g1.com
Mulher toca spray de pimenta em consumidores!
Uma mulher(1) enfurecida usou spray de pimenta(2) para espantar outros(3) compradores em
uma loja de Los Angeles para poder ter acesso às ofertas promocionais(4) – Black Friday (Sexta-
feira Negra), a superliquidação posterior ao "Dia de Ação de Graças" dos americanos, informou
o jornal local "Los Angeles Times".
A mulher, que não(5) teve a identidade revelada, jogou gás nos corredores de um(6)
supermercado Wal-Mart no bairro(7) de Porter Ranch para conseguir chegar mais rápido aos
produtos de beleza(8) que a interessavam, contou o chefe(9) de bombeiros, James Carson.
Em meio ao empurra-empurra dos consumidores, a mulher descontrolada(10) também jogou
gás de pimenta em outros compradores(11) animados(12). Cerca de 20 pessoas, entre(13)
eles várias crianças(14) pequenas(15), reclamaram de dor(16) de garganta e irritação(17) forte
na(18) pele e(19) nos olhos(20).

1. 6. 11. 16.
2. 7. 12. 17.
3. 8. 13. 18.
4. 9. 14. 19.
5. 10. 15. 20.

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Questões
No que se refere aos sentidos do texto I, julgue o próximo item.
O verbo dever foi empregado na linha 17 no sentido de ser provável.
( ) Certo   ( ) Errado

1. (81694) CESPE – 2015 – Estratégia Linguística, Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal 4. (114877) CESPE – 2016 – Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais, Conotação
e Verbal, Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais e Denotação, Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal e Verbal
  A língua funciona do mesmo modo: há uma norma   O cronista é isso: fica pregando lá em cima de sua
25 para entrevistas de emprego, audiências judiciais; e outra para 13 coluna no jornal. Por isso, há uma certa confusão entre
a comunicação em compras no supermercado. A norma culta é colunista e cronista, assim como há outra confusão entre
o padrão de linguagem que se deve usar em situações formais. articulista e cronista.
Língua Portuguesa. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações) Affonso Romano de Sant’Anna. O que é um cronista? In: O Globo. 12/6/1988 (com adaptações).
De acordo com o texto acima, julgue o seguinte item Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto O que é um cronista?, julgue o item
O pronome “outra” (l. 25) está empregado em referência ao termo “A língua” (l.24). a seguir.

( ) Certo   ( ) Errado No período “O cronista é isso: fica pregando lá em cima de sua coluna no jornal” (l. 12 e 13), o
verbo pregar foi empregado em sentido figurado.

2. (95773) CESPE – 2015 – Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal e Verbal ( ) Certo   ( ) Errado

TEXTO III 5. (114909) CESPE – 2016 – Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal e Verbal
10   Não que se diga “dane-se” ao mundo. Vivemos nele Com a decretação da situação de emergência, compras de
e não devemos nos eximir de responsabilidades, mas a bandeira 10 medicamentos podem ser feitas sem licitação, e é possível
que carrego, e vejo que muitos dos que amo e admiro também contratar profissionais sem a realização prévia de concurso
13 a empunham, é a procura de harmonia na vida pessoal, familiar público. É a primeira vez, desde a regulamentação da medida,
e social. 12 em 2011, que o mecanismo é adotado no país.
Fernando Brant. Para a boa nova se espalhar. Situação de emergência. In: Correio Braziliense. 12/11/2015 (Com adaptações)
In: Correio Braziliense. Caderno Economia, 14/6/2015, p. 7 (com adaptações).
No último período do texto Situação de emergência, o vocábulo “que” foi empregado como
A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do texto III, julgue o item subsecutivo.
a) conjunção integrante.
No trecho “também a empunham” (l. 12 e 13), o elemento “a” foi empregado em substituição b) conjunção comparativa.
ao termo “responsabilidades” (l. 11). c) advérbio.
( ) Certo   ( ) Errado d) pronome relativo.
e) partícula expletiva.

3. (114736) CESPE – 2016 – Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal e Verbal, Semântica
e Vocabulário
Texto I
16 Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228,
o meu, que fica quase em frente, deve ser 227”. Mas
lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que,
19 apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na
numeração.
Ferreira Gullar. A estante.
In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 (com adaptações). Gabarito: 1. (81694) Errado 2. (95773) Errado 3. (114736) Certo 4. (114877) Certo 5. (114909) A

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Aula 2
A língua portuguesa apresenta duas maneiras de identificar o sujeito:
a) Com o verbo na 3ª pessoa do plural, desde que o sujeito não tenha sido identificado
anteriormente.
• Dizem que a família está falindo.
ANÁLISE SINTÁTICA
• Sempre me perguntam sobre isso.

b) Com o verbo na 3ª pessoa do singular, acrescido do pronome se. Essa construção é típica
dos verbos que não apresentam complemento direto.
SUJEITO • Precisa-se de mão de obra nesta construção.

Em análise sintática, o sujeito é um dos termos essenciais da oração, geralmente responsável • Vive-se intensamente na juventude.
por realizar ou sofrer uma ação ou estado. Ele é o termo com o qual o verbo concorda.
• É-se muito ingênuo na juventude.

1. Sujeito simples – é o sujeito determinado que possui um único núcleo, um único vocábulo
4. Orações sem sujeito – são formadas apenas pelo predicado, articulam-se a partir de um
diretamente ligado com o verbo. verbo impessoal.
• Pastavam lindos cavalos neste campo. a) Verbos que indicam fenômeno da natureza
• Choveu na cidade e, na praia, fez sol!
• A revolta dos concurseiros foi com a banca organizadora.

• Deve nevar na Serra este ano.


• Existem graves problemas técnicos neste andar.

b) Verbo haver – no sentido de existir ou ocorrer


• Foste, alguma vez, enganado por mim?
• Houve um grave acidente neste local.

2. Sujeito composto – é o sujeito determinado que possui mais de um núcleo, isto é, mais de • “Quando há ferrugem, no meu coração de lata!
um vocábulo diretamente relacionado com o verbo.
• Ocorreram acidentes, assaltos e sequestros nesta comunidade. É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!” (Teatro Mágico)

• Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo. • Deve haver aprovações neste concurso.

• Devem existir aprovações neste concurso.


3. Sujeito indeterminado – quando não se quer ou não se pode identificar claramente a quem
c) Verbo Fazer – indicando temperatura, fenômeno da natureza, tempo
o predicado da oração se refere. Observe que há uma referência imprecisa ao sujeito; caso
• Faz 25ºC nesta época do ano.
contrário, teríamos uma oração sem sujeito.

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• Deve fazer 40º C amanhã. Verbo Transi vo Direto (VTD)

• Fez calor ontem na cidade. Não possuem sentido completo, logo precisam de um complemento (objeto). Esses

complementos (sem preposição) são chamados de objetos diretos.


• Fez 2 anos que nós nos conhecemos.
• “Nem vem tirar meu riso frouxo com algum conselho.” (Mallu Magalhães)

• Está fazendo 4 anos que você viajou para Londres.


• “Às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois.” (Caetano)
d) Verbo ser – indicando hora, data, distância
• “Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito.” (Jota Quest)
• Do curso até lá são 5km.

• Hoje são 26 de julho.


Verbo Transi vo Indireto (VTI)
• Hoje é dia 26 de julho. O complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição obrigatória.
• “Eu gosto de você
• Agora são 9h da manhã.
E gosto de ficar com você

5. Sujeito Oracional Meu riso é tão feliz contigo


• Fazer promessas é muito comprometedor. O meu melhor amigo é o meu amor.” (Tribalistas)

• É necessário que você revise tudo em casa. • “Mentira se eu disser que não penso mais em você.” (Skank)

• Convém que nós nos dediquemos muito para este concurso.

Verbo Transi vo Direto e Indireto (VTDI)


Exige 2 complementos diferentes.
TRANSITIVIDADE VERBAL • “Ah, vai

Me diz o que é o sossego


Verbo Intransi vo (VI)
Que eu te mostro alguém
É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo
A fim de te acompanhar.” (Los Hermanos)
para completar o seu sentido. Sua ação não transita.
• “O poeta pena, quando cai o pano e o pano cai.” (Teatro Mágico)

• “A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer.” (Arnaldo Antunes)

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Verbo de Ligação (VL) Vocativo é o único termo isolado dentro da oração, pois não se liga ao verbo nem ao nome.

Não faz parte do sujeito nem do predicado. A função do vocativo é chamar o receptor a que se
É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles
está dirigindo. É marcado por sinal de pontuação.
(sujeito e características) certos tipos de relações.
• André Vieira, o professor que encontramos antes, trabalha muito!
• “Tenho andado distraído,

Impaciente e indeciso • Sempre cobram dois conteúdos nas provas: regência e pontuação.
ser, viver, acha,
E ainda estou confuso.” (Legião Urbana) encontrar, fazer, • “Vamos fugir
parecer, estar,
continuar, ficar, Pra outro lugar, baby!
• “E quando eu estiver triste permanecer

Simplesmente me abrace Vamos fugir

Quando eu estiver louco” (Skank) Pra onde haja um tobogã

Onde a gente escorregue.” (Shak)

ADJUNTO ADVERBIAL

É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, instrumento, lugar, ADJUNTO ADNOMINAL
causa, dúvida, modo, intensidade, finalidade, ...). O adjunto adverbial é o termo que modifica o
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza e/ou define um substantivo. As classes de
sentido de um verbo, de um adjetivo, de um advérbio.
palavras que podem desempenhar a função de adjunto adnominal são artigos, adjetivos,

pronomes, numerais, locuções adjetivas. Portanto se trata de um termo de valor adjetivo que
Advérbio X Adjunto Adverbial
modificar o nome ao qual se refere.

Não quero estudar neste feriado, pois nunca consigo um lugar nesta sala!
Artigo – A aula de português acabou.

Adjetivos – A aula zambeliana foi dada pelo professor de Português.

Pronome – Esta sala está lotada, mas a minha turma ficou unida!

Numeral – Cinco alunos fizeram aquele concurso.


APOSTO X VOCATIVO
Locução adjetiva – O problema da empresa foi avaliado pelo advogado do grupo.
Aposto é um termo acessório da oração que se liga a um substantivo, tal como o adjunto

adnominal, mas que sempre aparecerá com a função de explicá-lo, aparecendo de forma

isolada por pontuação.

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Exercício

1. Reescreva as orações seguintes, passando os termos destacados para o plural:


a) Precisa-se de fotógrafo.

b) Vende-se celular usado.

c) Arruma-se celular estragado.

d) Acredita-se em milagre.

e) Plastifica-se carteira de motorista.

f) Apela-se para o milagre.

g) Vende-se barraca na praia.

2. Classifique os elementos sublinhados das orações abaixo.


a) O candidato voltou do curso.

b) Histórias incríveis contou-nos aquele colega.

c) O professor Zambeli ofereceu-lhe um lugar melhor no curso.

d) Procurei-a por todos os lugares.

e) Gabaritaram a prova.

f) Talvez ainda haja concursos neste ano.

g) Taxa de homicídio cresce em 15 anos no país.

h) A prova foi fácil.

i) Site oferece promoções aos clientes na internet.

j) Contei-lhe o resultado da prova!

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Questões
4. (107960) CESPE – 2015 – Sintaxe da Oração (Análise Sintática)
Ouro em FIOS
1   A natureza é capaz de produzir materiais preciosos,
como o ouro e o cobre-condutor de ENERGIA ELÉTRICA.
1. (81715) CESPE – 2015 – Sintaxe da Oração (Análise Sintática)   lnternet:<www.tjdfl.jus.br> (com adaptações).
TEXTO IV Tendo como referência os aspectos gramaticais do texto, julgue o próximo item.
  É importante destacar que o art. 154-A do Código A oração “de produzir materiais preciosos” (l. 1) e o termo “de ENERGIA ELÉTRICA” (l. 2)
10 Penal (Lei nº 12.737/2012) trouxe para o ordenamento desempenham a mesma função sintática no período.
jurídico o crime novo de “invasão de dispositivo informático”,
que consiste na conduta de invadir dispositivo informático ( ) Certo   ( ) Errado
13 alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante
violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de 5. (114738) CESPE – 2016 – Sintaxe da Oração (Análise Sintática)
obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem
16 autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, ou Texto I
instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita.
1   Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá
Idem, ibidem.
pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto IV, julgue o item a seguir. cômodo muito grande, mas dava para armar ali a minha tenda
4 de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros.
Na linha 10, a forma verbal “trouxe” está no singular porque tem de concordar com “Lei”.
Ferreira Gullar. A estante. In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio,
( ) Certo   ( ) Errado 1989 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito de aspectos linguísticos do texto I.


2. (81681) CESPE – 2015 – Concordância Nominal e Verbal, Sintaxe da Oração (Análise Sintática)
A forma verbal “teria” (l. 2) está flexionada na terceira pessoa do singular, para concordar com
No Brasil, não há estudos específicos que associem as “apartamento” (l. 1), núcleo do sujeito da oração em que ocorre.
ondas de calor a tipos de internações. “Não é só aí. No mundo
19 todo, há pouquíssimas investigações a respeito dessa relação”, ( ) Certo   ( ) Errado
afirma Domininci.
Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações) 6. (114859) CESPE – 2016 – Classes de Palavras (Morfologia) / Flexão Nominal e Verbal, Sintaxe da
Oração (Análise Sintática)
Mantêm-se a correção gramatical e o sentido original do texto ao se substituir “há” (l. 17) por
existe. 17   Consta-nos que o autor, solicitado por seus
numerosos amigos, leu há dias a comédia em casa do Sr.
( ) Certo   ( ) Errado
Machado de Assis. A mulher de preto. In: Contos fluminenses. São Paulo: Globo, 1997 (com adaptações)
3. (81682) CESPE – 2015 – Sintaxe da Oração (Análise Sintática) Na linha 17, o vocábulo “que” classifica-se como conjunção e introduz o sujeito da oração
1   Estação do ano mais aguardada pelos brasileiros, o “Consta-nos”.
verão não é sinônimo apenas de praia, corpos à mostra e pele ( ) Certo   ( ) Errado
bronzeada.
Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações)

Seria mantida a correção gramatical do período caso o fragmento “Estação do ano mais
aguardada pelos brasileiros” (l. 1) fosse deslocado e inserido, entre vírgulas, após “verão” (l. 2)
feitos os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas.
( ) Certo   ( ) Errado Gabarito: 1. (81715) Errado 2. (81681) Errado 3. (81682) Certo 4. (107960) Certo 5. (114738) Errado 6. (114859) Certo

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Aula 3
• Já fez mais de cinco minutos que ela saiu.

3. Expressões de tratamento = verbo 3ª pessoa

CONCORDÂNCIA • Vossa Excelência, seu aniversário foi ontem? Não vai comemorar com seus amigos?

4. Expressões fracionárias ou par vas = o verbo poderá car no singular ou ir para


Concordância verbal o plural.

• "A maioria das pessoas, quando conversa, tem pressa em expressar sua opinião e por isso

Regra geral só ouve o som da própria voz." (Tsai Chih Chung)

“Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou • Três quintos do teste foi de questões objetivas.

parecem inúteis e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las, elas • Mais da metade dos professores utiliza o quadro-branco.
parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.” (Freud)

5. SE

Verbos impessoais Pronome Apassivador Índice de Indeterminação do Sujeito


A voz passiva sintética Como o sujeito é indeterminado, o verbo não
pode concordar com ninguém, devendo sempre
1. Verbo Haver Em expressões do tipo “vendem-se casas”, o ver- permanecer na 3ª pessoa do singular.
bo deve concordar com a palavra que o acompa-
O verbo haver é impessoal (permanecendo na 3ª pessoa do singular) quando significa: existir, nha, porque ela é o sujeito. • Naquele setor bagunçado, ainda se acredita
Assim, na frase “vendem-se casas”, a palavra casa
acontecer, ocorrer. Formando locução com outro verbo, a impessoalidade a ele se estenderá. em milagres.
não é objeto direto, como se poderia pensar ao
• Comentam que vai haver questões anuladas na prova! primeiro exame, mas sujeito. A frase deve ser en-
tendida assim: • Precisa-se de materiais sobre pontuação.
Casas são vendidas.
• Havia cinco pessoas na fila.
• Nunca se assistiu a tanta corrupção nos te-
• Aluga-se uma bicicleta. lejornais.
• Aqui houve modificações.
• Alugam-se duas bicicletas.
• Vive-se melhor no litoral.
2. Verbo Fazer • Consertam-se motores.
• Sempre se fica nervoso durante as provas.
Esse verbo é impessoal, mantendo-se na 3ª pessoa do singular e não apresentando sujeito,
quando indicar: tempo e temperatura. A impessoalidade será transmitida para o outro verbo, • Ainda que se vejam as luzes e se ouçam os

berros dos alunos, não há sinais de negocia-


quando houver locução.
ção nas escolas invadidas.
• Está fazendo cinquenta anos que casei.

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6. Sujeito posposto ao verbo (faltar, restar, sobrar, exis r, ocorrer, acontecer, bastar, Concordância Nominal
etc...)
• Faltam poucas vagas para o simulado.

Regra geral
• Existem pessoas desagradáveis nesta turma!
Os artigos, os pronomes, os numerais e os adjetivos concordam com o substantivo a
que eles se referem.

Exercícios

1. Passe para o plural os termos destacados em cada uma das frases seguintes. Faça as mudanças Casos especiais
necessárias em cada caso.
a) Anunciou-se a reforma administrativa.
1. Adje vo + substan vos de gênero diferente: concordância com o termo
b) Definiu-se o objetivo da reforma fiscal.
mais próximo.
• André Vieira conheceu belos caminhos e ruas em Roma.
c) Ele prefere não opinar quando se fala em eleição.
• André Vieira conheceu belas ruas e caminhos em Roma.
d) Houve problema durante a viagem.

e) Ocorreu um problema durante a viagem.


2. Substan vos de gênero e número diferentes + adje vo: concordância
f) Não havia motivo para tanto. com o termo mais próximo ou uso do masculino plural.
• Aluno e aluna compreensivos.
g) Existia algum motivo para tanto?

• Aluno e aluna compreensiva.


h) Parece ter havido dúvida durante a realização da prova.

i) Ele acredita que deve ter ocorrido algum transtorno durante a viagem.
3. ANEXO
j) Faz mais de uma hora que ela saiu.
Seguem anexos os contratos.

k) Faz um ano que ele viajou.


4. SÓ
l) Deve fazer uma década que o país está nessa situação.
• Joana ficou só em casa. (sozinha)

• Lúcia e Lívia ficaram sós. (sozinhas)

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• Depois da guerra só restaram cinzas. (apenas) • A porta estava meio aberta.

• Eles queriam ficar só na sala. (apenas) • Ele anda meio cabisbaixo.

Observação
A locução adverbial a sós é invariável. Exercícios

1. Complete as lacunas com o termo entre parênteses, fazendo a devida concordância nominal.
5. OBRIGADO
a) Esses alunos são ___________inteligentes. (bastante/bastantes)
• “Muito obrigada”, disse a aniversariante aos convidados!
b) Nossa discussão foi _______longa. (meio/meia)
c) Estamos _________com nossas obrigações. (quite/quites)

6. BASTANTE d) Calma é __________. (necessária/necessário)


e) Escolhemos _______hora e lugar. (má/más/mau)
• Recebi bastantes flores.
f) As provas _________foram consideradas. (anexo/em anexo/anexas)
• Estudei bastante. g) A professora ficou _______cansada. (meia/meio)
h) _________os reparos, fomos aproveitar. (Feito/Feitos)
i) É ______________ cautela a essa hora da noite, aqui no parque. (necessária/necessário)
7. TODO, TODA, TODO O , TODA A
j) Era a _________indicada para o cargo. (menas/menos)
• Todo aluno tem dificuldades nos estudos.
k) É _____________a entrada de pessoas estranhas ao serviço. (proibido/proibida)

• Todo o clube comemorou a chegada do jogador.

8. É BOM, É NECESSÁRIO, É PROIBIDO, É PERMITIDO


• Vitamina C é bom para saúde.

• É necessária muita paciência.

9. MEIO
• Tomou meia garrafa de champanhe.

• Isso pesa meio quilo.

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Questões
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto Um amigo em talas, julgue o item que
se segue.
O sujeito da oração ‘também aceita trabalho’ (l. 20) está elíptico e se refere a ‘Amadeu Amaral
Júnior’ (l. 18), o que justifica o emprego da forma verbal “aceita” na terceira pessoa do singular.

1. (95744) CESPE – 2015 – Sintaxe da Oração (Análise Sintática) ( ) Certo   ( ) Errado

13 Aquele momento inicial de um direito sagrado e


ritualizado, expressão das divindades, desenvolveu-se na 4. (110038) CESPE – 2016 – Concordância Nominal e Verbal, Sintaxe da Oração (Análise Sintática)
direção de práticas normativas consuetudinárias.   A notícia espalhou-se rapidamente. Não demorou
[...] muito para se tornar capa de todas as revistas e personagem
Constata-se, destarte, que os textos legislados e escritos eram 10 assíduo dos programas de TV. Para cada pergunta havia uma
28 melhores depositários do direito e meios mais eficazes para só resposta certa e era essa que ele dava, invariavelmente,
conservá-lo que a memória de certo número de pessoas, por exterminando aos pouquinhos todas as dúvidas que existiam,
mais força que tivessem em função de seu constante exercício. 13 até que só restou uma dúvida no mundo: será que ele não vai
Antônio C. Walker. O direito nas sociedades primitivas. In: Antônio C. Walker (Org.) errar nunca? Mas ele nunca errava, e já nem havia mais o que
Fundamentos de história do direito. Belo Horizonte: Del Rey, 2006, p. 19-20 (com adaptações). errar, uma vez que não havia mais dúvidas.
Adriana Falcão. O homem que só tinha certezas.
Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item. In: O doido da garrafa. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p. 75 (com adaptações).

Tanto em “desenvolveu-se” (l. 14) quanto em “Constata-se” (l. 27), a partícula “se” desempenha Julgue o item seguinte, referente aos aspectos linguísticos e às ideias do texto O homem que só
a mesma função sintática. tinha certezas.
( ) Certo   ( ) Errado A forma verbal “havia”, em “não havia mais dúvidas” (l. 15), poderia ser corretamente
substituída por existia.
2. (95755) CESPE – 2015 – Concordância Nominal e Verbal
( ) Certo   ( ) Errado
Ainda como parte integrante desse referencial,
10 encontram-se os direitos econômicos, representados pelo
direito de propriedade, o direito de herança, o direito de
acumular riqueza e capital. Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR Code em seu celular e fotografe o código
para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Antonio Wolkmer. História do direito no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2003, p. 63-4 (com adaptações).
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item que segue.
http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=10223594
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, a forma verbal “encontram”, em “encontram-
se os direitos econômicos” (l. 10), poderia ser flexionada no singular: encontra-se os direitos
econômicos.
( ) Certo   ( ) Errado

3. (110030) CESPE – 2016 – Sintaxe da Oração (Análise Sintática)


  Mudamo-nos, separamo-nos, perdemo-nos de vista.
16 Creio que os artigos de psicologia não foram publicados,
pois há tempo li este anúncio num semanário: “Intelectual
desempregado. Amadeu Amaral Júnior, em estado de
19 desemprego, aceita esmolas, donativos, roupa velha,
pão dormido. Também aceita trabalho”.
Graciliano Ramos. Um amigo em talas. In: Linhas tortas. Rio de Janeiro: Record, 1983, p. 125 (com adaptações). Gabarito: 1. (95744) Errado 2. (95755) Errado 3. (110030) Certo 4. (110038) Errado

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Aula 4
• “Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou.” (Lacan)

• As matérias de que eu preciso estão no site da Casa do Concurseiro.

REGÊNCIA VERBAL Quem: Refere-se somente a pessoas, nunca a coisas. Vem sempre antecedido de preposição
quando tem um antecedente explícito.
Exemplos:
O que você precisa lembrar antes de estudar este conteúdo? • É esta a professora de quem você falou?

• As pessoas em quem tu acreditas sumiram!


Transi vidade
• Este é o amigo a quem sempre amei.
Transitivos Diretos – exigem um complemento sem preposição, chamado de objeto direto.
• André Vieira fará uma viagem em breve.
Onde: É utilizado para indicar um lugar, podendo ser substituído por: em que, no qual, na
qual, nos quais e nas quais. Exemplos:
Transitivos Indiretos – exigem um complemento preposicionado, chamado de objeto indireto.
• Este é o curso onde estudei antes de passar.
• Alguns alunos não se referem ao concurso.
• O hotel onde ficamos estava lotado.
Transitivos Direto e Indireto – exigem um objeto direto e um objetos indiretos.
• Aos alunos o material Dudan enviou. Qual e suas flexões: Vem sempre precedido de um artigo.
• Pensei nisso naquela noite de estudo, durante a qual não consegui dormir.

Pronomes X sintá ca • Li um livro sobre o qual nunca tinha ouvido falar nada.

Cujo e suas flexões: Aparece entre dois substantivos e transmite uma ideia de posse, sendo
Os pronomes oblíquos, quando completam um verbo funcionam assim: A, O, AS, OS = equivalente a: do qual, da qual, dos quais, das quais, de que e de quem. Deve concordar em
OD; LHE = OI gênero e número com a coisa possuída.
• Escolheram os alunos cujas médias foram diferenciadas.

• A Casa prefere concurseiros cujo comprometimento seja total.


Pronomes Rela vos
Uso dos pronomes rela vos • O candidato de cujo nome me esqueci está naquela sala.
Que: Refere-se a coisas ou a pessoas.
• Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma

receita para a vida que sirva para todos.” (Carl Jung)

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Regência de alguns verbos: • Perdoa nosso erros.


b) Paga-se a quem se deve. Perdoa-se a alguém.
• Ana jamais perdoará ao seu namorado!
1. Aspirar
a) = respirar – é VTD. Ele aspirou o gás. • Edgar Abreu pagou ao banco sua dívida.

b) = desejar, pretender – é VTI. Sérgio aspira ao sucesso!

6. Obedecer/ desobedecer
2. Assis r
VTI = prep. A – Ex.: Zambeli nunca obedece ao sinal de trânsito.
a) = ver – é VTI. Eu assisto, no cinema, ao filme.
b) = socorrer – é VTD. Assistimos o rapaz acidentado!
7. Preferir - VTDI
Prefere-se A a B
3. Esquecer / lembrar
• Prefiro o chocolate quente à cerveja gelada.
a) quando desacompanhados de pronome oblíquo, são VTD
• Esqueceste os faróis acesos.

8. Querer
• Lembramos o recado do professor
a) VTD = no sentido de “desejar”
b) quando acompanhado de pronome oblíquo, são VTI • Quero minha liberdade de expressão!
• Tu te esqueceste do compromisso.
b) VTI = no sentido de “ gostar de, amar, querer bem”
• Eu me lembrei de você ontem! • Eu quero muito ao amor da minha vida!

4. Implicar 9. Usufruir
a) = acarretar – é VTD. Esta medida implica novos sacrifícios. VTD- Usufrua os benefícios da fama!
b) = embirrar, ter implicância. É VTI. Ex.: Implicas muito com a corrupção no país?

5. Pagar/perdoar
a) Paga-se o que se deve. Perdoa-se alguma coisa.
• Paguei o empréstimo.

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10. Visar – 2. Complete com a preposição adequada, se preciso.

a) VTD – quando significa “mirar” a) Precisamos de um chefe ___ cujas ordens todos obedeçam.

• Meu colega visou a aprovação e foi com tudo! b) Vou apresentar-lhe a pessoa ___ cuja casa me hospedei.
c) É pelo estudo que conquistarás o posto ___ que aspiras.
b) VTI – quando significar “ almejar, ter por objetivo” d) A fazenda ___ que fomos ontem pertence a um amigo.
• Visamos ao sucesso neste concurso! e) Os livros ___ que preciso são estes.
f) O debate ___ que procedemos vai ser extenso.
c) VTD – quando significa “assinar”
g) O jogo ___ que assistimos foi movimentadíssimo.
• Você já visou o recibo?
h) Esta é a mulher _________ que acredito.
i) O colega ___ quem desconfio não veio à aula hoje.

Exercício

1. Utilize o pronome oblíquo adequado (o, a, os, as, lhe, lhes), adaptando-o se necessário.
a) Ela não ___ amava, mas não ___ desobedecia.
b) Queremos convidar-___ para uma viagem inesquecível.
c) Desde que ___ vi, minha vida não é mais a mesma.
d) Perdoei-___ no mesmo dia, pois é meu grande amigo.
e) Informo-___ de que deve sair agora.
f) Informo-___ que deve sair agora.
g) Todos ___ odiavam.
h) Incumbi-____ de tarefas muito difíceis.
i) Quem ___ autorizou a entrada neste setor?
j) Quando ___ encontro, não ___ cumprimento.
l) Não desejava incomodar-___.
m) Cientifique-___ que os horários foram modificados.
n) Cientifique-___ de que os horários foram modificados.
o) A professora não ___ respondeu satisfatoriamente.
p) Todos ___ querem muito bem.

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Questões
4. (114878) CESPE – 2016 – Crase, Regência Nominal e Verbal
  Já andei dizendo que o cronista é um estilita. Não
7 confundam, por enquanto, com estilista. Estilita era o santo que
ficava anos e anos em cima de uma coluna, no deserto,
meditando e pregando. São Simeão passou trinta anos assim,
1. (95783) CESPE – 2015 – Regência Nominal e Verbal 10 exposto ao sol e à chuva. Claro que, de tanto purificar seu
estilo diariamente, o cronista estilita acaba virando um estilista.
Texto II
Affonso Romano de Sant’Anna. O que é um cronista? In: O Globo. 12/6/1988 (com adaptações).
A Teoria das Representações Sociais, como é
chamada, revolucionou a ciência nessa área e, até hoje, Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto O que é um cronista?, julgue o item
10 repercute nos campos da sociologia, da comunicação e da a seguir.
antropologia.
Na linha 10, o emprego do acento indicativo de crase em “à chuva” é exigido pela regência da
Camila Rabelo. Moscovici é Doutor Honoris Causa. Internet: <www.secom.unb.br> (com adaptações). forma verbal “exposto” e pela presença do artigo definido feminino que especifica o substantivo
A respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item. “chuva”.

Sem prejuízo para o sentido original do texto, a forma verbal “repercute” (l. 10) poderia ser ( ) Certo   ( ) Errado
substituída por reflete.
( ) Certo   ( ) Errado

2. (108318) CESPE – 2016 – Regência Nominal e Verbal


Nós entramos para solucionar problemas: vamos até
31 as ruas para informar sobre o trabalho da defensoria, para que Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR Code em seu celular e fotografe o código
seus direitos sejam garantidos”, afirma a coordenadora. para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Internet: <www.defensoria.df.gov.br.> (com adaptações). Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.
Acerca dos aspectos linguísticos e das ideias do texto acima, julgue o item seguinte. http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=10223613
Seria mantida a correção do texto caso o trecho ‘para que seus direitos sejam garantidos’ (L. 31
e 32) fosse reescrito da seguinte forma: visando à garantia de seus direitos.
( ) Certo   ( ) Errado

3. (114737) CESPE – 2016 – Regência Nominal e Verbal


Texto I
Mas
lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que,
19 apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na
numeração.
Ferreira Gullar. A estante.
In: A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito de aspectos linguísticos do texto I.


A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados, caso se substituísse o trecho
“lembrei-me de que” (l. 18) por lembrei que.
Gabarito: 1. (95783) Certo 2. (108318) Certo 3. (114737) Certo 4. (114878) Certo
( ) Certo   ( ) Errado

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Aula 5
• Não vire à esquerda.

• Precisamos estudar à tarde.

CRASE • À medida que eu estudo, mais estressado fico.

4. Na indicação de horas determinadas.


• Ele saiu às duas horas e vinte minutos.
Ocorre Crase
• A Casa fica aberta das 8h às 22h30min.

Sempre assisti às novelas do SBT. (A prep. + AS artigo)


5. Antes de nome próprio de lugares, deve-se colocar o verbo VOLTAR; se dissermos VOLTO
DA, haverá acento indicativo de crase; se dissermos VOLTO DE, não ocorrerá o acento.
A questão à qual me refiro foi anulada. (A prep. + A do pronome relativo A Qual)
• Vou à Bahia. (volto da)
A minha dúvida é igual à do André Vieira. (A prep. + A pronome demonstrativo)
• Vou a São Paulo (volto de).
Sérgio fez referência àquele computador. (A prep. + A pronome demonstrativo Aquele).

Obs.: se o nome do lugar estiver acompanhado de uma característica (adjunto adnominal), o


acento será obrigatório.
• Vou a Portugal. Vou à Portugal das grandes navegações.
1. Substitua a palavra feminina por outra masculina correlata; em surgindo a combinação AO,
haverá crase.
• Eles foram à praia. 6. Antes da palavra “casa”, haverá o acento indicativo de crase somente quando ela estiver
especificada.
• Estamos aptos às questões de Português. • Retornou a casa. Retornou à casa dos pais.

2. Substitua os demonstrativos Aqueles(s), Aquela(s), Aquilo por A este(s), A esta(s), A isto; 7. Antes da palavra “terra”, haverá o acento indicativo de crase, se ela estiver especificada.
mantendo-se a lógica, haverá crase.
• O navegador retornou a terra. Ele chegou à terra dos anões.
• Ele fez referência àquele aluno.

• Sempre nos referimos àquela pessoa com carinho. 8. Antes da palavra “distância”, haverá o acento indicativo de crase, se ela estiver especificada.
• Ficou à distância de 10m. Ficou a distância.

3. Nas locuções prepositivas, conjuntivas e adverbiais:


à frente de; à espera de; à procura de; à noite; à tarde; à esquerda; à direita; às vezes; à medida
que; à proporção que; à toa; à vontade, etc.

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Crase Opcional • Refiro-me a esta aluna.

1. Antes de nomes próprios femininos. 5. Antes de QUEM e CUJA.


• Entreguei o presente a Ana (ou à Ana). • A pessoa a quem me dirigi estava atrapalhada.

• O restaurante a cuja dona me referi é ótimo.


2. Antes de pronomes possessivos femininos adjetivos no singular.
• Fiz alusão a minha amiga (ou à minha amiga). Mas não fiz à sua.
6. Depois de preposição.
• Eles foram para a praia.
3. Depois da preposição ATÉ.
• Fui até a escola (ou até à escola).
• Não adianta remar contra a maré.

7. Quando o A estiver no singular e a palavra a que ele se refere estiver no plural.


Não ocorre crase • Refiro-me a pessoas que são competentes.

1. Antes de palavras masculinas.


8. Em locuções formadas pela mesma palavra.
• Ele saiu a pé.
• Conferiu as anotações uma a uma.

• Escrevi toda a redação a lápis.


(cara a cara, lado a lado, face a face, passo a passo, frente a frente, dia a dia, etc.)

2. Antes de verbos.
• Estou disposto a colaborar com ele. Exercício

3. Antes de artigo indefinido. 1. Utilize o acento indicativo de crase quando necessário:

• Fomos a uma lanchonete no centro. a) Enviarei a você as informações referentes as nossas atuais atividades.
b) Com relação a suas habilidades, procure dar mais ênfase as que se referem a pintura.
• Talvez estejamos aptos a uma prova mais complicada! c) Lançou um olhar satisfeito a terra que comprara e, a proporção que andava, sentia-se
disposto a vencer.

4. Antes de pronomes pessoais, indefinidos e demonstrativos. d) Você vai a aula hoje?

• Passamos os dados do projeto a ela. e) Escreveram a ti antes de escreverem a mim!


f) Telefonei a ela, depois a você e a todas as nossas amigas.
• Eles podem ir a qualquer restaurante. g) A cena a qual assistimos foi lamentável.

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h) Prefiro maçã a pera.


i) Prefiro a maçã a pera.
j) Os preços continuam a subir, e a qualidade de vida a baixar.
k) Prefiro aquela maçã aquele mamão.
l) Entreguei a bolsa aquela que atendeu ao portão.
m) Refiro-me as exportações, e não as importações.

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Questões
3. (95779) CESPE – 2015 – Crase
Texto I
13   Instituiu na Bahia, em 1950, a primeira escola-parque,
que procurava oferecer à criança uma escola integral, que
1. (93965) CESPE – 2015 – PORTUGUÊS – Regência Nominal e Verbal, Crase cuidasse da alimentação, da higiene, da socialização, além do
16 preparo para o trabalho.
Texto I Internet: <www.unb.br> (com adaptações).
1   É preciso compreender que o preso conserva os Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto I, julgue o item subsecutivo.
demais direitos (educação, integridade física, segurança,
saúde, assistência jurídica, trabalho e outros) adquiridos Em “à criança” (l. 14), caso o vocábulo “criança” fosse empregado no plural, o acento indicativo
4 como cidadão, uma vez que a perda temporária do direito de de crase deveria ser mantido.
liberdade em decorrência dos efeitos de sentença penal
( ) Certo   ( ) Errado
refere-se tão somente à liberdade de ir e vir. Isso, geralmente,
7 não é o que ocorre.
Internet: <www.lfg.jusbrasil.com.br> (com adaptações) 4. (95784) CESPE – 2015 – PORTUGUÊS – Crase
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto I, julgue o item que se segue. Texto II
No trecho “refere-se tão somente à liberdade de ir e vir” (l. 6), o emprego do sinal indicativo Em julho de 2007, a UnB tornou-se a primeira
de crase deve-se ao fato de a locução “tão somente” exigir complemento antecedido pela 16 instituição de ensino superior da América Latina a homenagear
preposição a. o especialista com a honraria, outorgando-lhe o título durante
( ) Certo   ( ) Errado a V Jornada Internacional e III Conferência Brasileira sobre
19 Representação Social, em Brasília – DF.
Camila Rabelo. Moscovici é Doutor Honoris Causa. Internet: <www.secom.unb.br> (com adaptações).
2. (95777) CESPE – 2015 – PORTUGUÊS – Crase
A respeito das ideias e estruturas linguísticas do texto II, julgue o próximo item.
Texto I
25   Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras, A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se inserisse acento indicativo de crase no
“a”, em “a homenagear o especialista” (l. 16 e 17).
em 1971, mas faleceu antes da eleição, ao cair no poço do
elevador de seu prédio, em 11 de março de 1971, quando saía ( ) Certo   ( ) Errado
28 para visitar Aurélio Buarque de Holanda.
Internet: <www.unb.br> (com adaptações). 5. (108315) CESPE – 2016 – Crase
Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto I, julgue o item subsecutivo.   A mais recente visita de participantes de outro projeto,
O emprego do acento indicativo de crase em “Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras” 19 o Atenção à População de Rua do Assentamento Noroeste,
(l. 25) é obrigatório, devido à fusão da preposição que segue a forma verbal com o artigo levou respostas às demandas solicitadas pelos moradores.
definido feminino singular que precede o termo “Academia”. Internet: <www.defensoria.df.gov.br.> (com adaptações).

( ) Certo   ( ) Errado Acerca dos aspectos linguísticos e das ideias do texto acima, julgue o item seguinte.
No trecho “respostas às demandas” (l. 20), o emprego do sinal indicativo de crase justifica-se
pela regência do substantivo “respostas”, que exige complemento antecedido da preposição a,
e pela presença de artigo feminino plural que determina “demandas”.
( ) Certo   ( ) Errado

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Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR Code em seu celular e fotografe o código
para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=10223640

Gabarito: 1. (93965) Errado 2. (95777) Certo 3. (95779) Errado 4. (95784) Certo 5. (108315) Certo

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Aula 6
3. alterna vas: expressam ideia de alternância ou exclusão.
São elas; ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja...seja

• “A amizade é o grande palavrão das mulheres, quer para permitir que o amor entre, quer

ORAÇÕES COORDENADAS para o pôr fora da porta.” (Charles Saint-Beuve)

• O que é o macaco para o homem? Uma risada ou uma dolorosa vergonha. (Friedrich Nietzsche)
Orações Coordenativas – ligam termos que exercem a mesma função sintática, ou orações
independentes. Subdividem-se:
4. conclusivas: expressam ideia de conclusão ou uma ideia consequente
do que se disse antes. São elas: logo, portanto, por isso, por conseguinte,
1. Assindé cas – não se unem por meio de conjunção. assim, de modo que, em vista disso então, pois (depois do verbo) etc.
• “Nós nos transformamos naquilo que praticamos com frequência. A perfeição, portanto,
• “Ela parou, olhou, sorriu, me deu um beijo e foi embora.” (Natiruts)
não é um ato isolado. É um hábito.” (Aristóteles)

2. Sindé cas – unem-se por meio de conjunção. Classi cam-se como • “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se

chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente

viver.” (Dalai Lama)


1. adi vas: expressam ideia de adição, soma, acréscimo.
São elas: e, nem, não só... mas também, mas ainda, etc.
• A corrupção atinge todas as camadas da sociedade e incide em alguns comportamentos. 5. explica vas: a segunda oração dá a explicação sobre a razão do que se
a rmou na primeira oração. São elas: pois, porque, que.
• “De repente, a dor de esperar terminou, e o amor veio enfim.” (Tim Maia)
• “Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar. Nessa hora

• Não estudei Português, nem cheguei perto de Constitucional ainda. fique firme, pois tudo isso logo vai passar.” (Jeneci)

• “Socorro! Alguém me dê um coração, que esse já não bate, nem apanha.” (Arnaldo Antunes)

2. adversa vas: expressam ideia de oposição, contraste.


DA DISCRIÇÃO
São elas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, não obstante, etc.
Não te abras com teu amigo

• “Vai ser difícil esquecer tudo o que passou, mas são as quedas que ensinam a cultivar o Que ele um outro amigo tem.

nosso amor.” (Natiruts) E o amigo do teu amigo


Possui amigos também... (Mário Quintana)
• “As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” (Vinícius de Moraes)

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ORAÇÕES SUBORDINADAS 3. Consecu vas (exprimem conseqüência, resultado) – {tão, tal, tamanho,
tanto} ...que, de modo que, de maneira que, de forma que
“Tenho tanto sentimento
Dependem de uma oração principal. Podem ser: adverbiais, substantivas ou adjetivas.
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Orações Subordinadas Adverbiais – ligam duas orações sinta camente Mas reconheço, ao medir-me,
dependentes. Introduzem as orações subordinadas adverbiais: Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.” (Fernando Pessoa)
• “O homem é um animal que adora tanto as novidades que se o rádio fosse inventado
1. Causais (exprimem mo vo, causa): porque, porquanto, visto que, já
que, uma vez que, como, pois (anteposto ao verbo). depois da televisão haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem

imagem.” (Millôr Fernandes)


• A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos

da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos
4. Compara vas (expressam semelhança, relações)- como, que (precedido
diversos. (Mahatma Gandhi)
de mais ou menos), assim como, tanto ...quanto
• “O amor é como o sol sabe como renascer.” (Natiruts)
• “Visto que nossa vida começa e termina com a necessidade de afeto e cuidados, não seria
• É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação. (Friedrich Nietzsche)
sensato praticarmos a compaixão e o amor ao próximo enquanto podemos?” (Dalai Lama)

“Quantas vezes a gente, em busca de aventura,


Procede tal e qual o avozinho infeliz:
2. Condicionais (exprimem circunstância, condição) – se, caso, contanto
que, desde que, a menos que, a não ser que, uma vez que (+ verbo no Em vão, por toda parte, os óculos procura,
subjun vo) Tendo-os na ponta do nariz!” (Mario Quintana)
• "Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes" (William Shakespeare)
5. Conforma vas (expressam conformidade) – como, conforme, segundo,
• “O destino nada me perguntou em tirar você na minha vida, mas, caso você encontre com consoante, etc..
ele, agradeça-o em meu nome.” (Caio Fernando Abreu) • “Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou

um castigo.” (J. Petit Senn)

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6. Concessivas (expressam um fato que poderia opor-se à realização do • “Você tem um segundo para aprender a me amar; você tem a vida inteira para me devorar.”
(Cazuza)
que se declara na oração principal.) – embora, se bem que, ainda que,
apesar de que, mesmo que, conquanto, posto que, por mais que.
“Ainda que sendo tarde e em vão,
9. Proporcionais (destacam a intensidade de um fato, da qual depende a
perguntarei por que motivo intensidade do fato expresso na principal.) - à proporção que, à medida
tudo quando eu quis de mais vivo que, quanto mais ...., (tanto) mais, quanto menos...
tinha por cima escrito: "Não"” (Cecília Meireles)
• “O erro só é bom enquanto somos jovens. À medida que avançamos na idade, não convém

“Ainda que eu falasse que o arrastemos atrás de nós.” (Johann Goethe)


A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Semelhanças e Diferenças
Sem amor eu nada seria.” (Renato Russo)

7. Temporais (exprimem o tempo de um acontecimento) – quando, logo


POIS
que, assim que, mal, sempre que, antes que, enquanto, depois que, desde
que, sempre que, cada vez que a) Conclusivo – posposto ao verbo.
• Dediquei-me bastante; alcançarei, pois, meus objetivos.
“Você é a vida da minha vida,
Enquanto eu tiver saúde,
b) Explicativo – anteposto ao verbo.
Enquanto eu tiver de pé, • Chegue cedo, pois há poucos lugares. (ordem, pedido)
Enquanto a gente se amar,
• Meus amigos devem ter viajado, pois ainda não me telefonaram. (hipótese,
Enquanto a gente ainda tiver
suposição)
Um coração tão cheio,
Tão cheio de amanhã.” (Vanguart) c) Causal – anteposto ao verbo.
• O mandato do deputado foi cassado, pois se comprovou a irregularidade.
• Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que

suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo,

procuraram o remédio. (William Shakespeare)

8. Finais (indicam a nalidade ou o obje vo de ação expressa na oração


principal) – a m de que, para que.

• O ser humano tem até de experimentar o amor, para que compreenda bem o que é a

amizade. (Sébastien-Roch Chamfort)

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l) Por mais que te esforces, não conseguirás esquecer o que passou!

COMO m) Uma vez que acabasse, sumiria.


a) Causal – ocorre em início de período (ou após adjunto adverbial em início de
n) Uma vez que acabou, sumiu.
período). Não admite a inversão das orações.
• Como faltou vários dias ao trabalho, foi demitido. o) Minha namorada, assim que me viu, começou a sorrir!

b) Comparativo – une duas orações cujos verbos são iguais (o da 2ª oração pode ser p) Conforme era previsto, foram felizes até o casamento.
omitido).
q) Amou tanto que ficou doida.
• O humor dela é instável como o tempo.
r) O noivo, como se esperava, foi muito feliz.
c) Conformativo – une duas orações cujos verbos são diferentes.
• Como havíamos imaginado, ele é culpado. s) Seu amor ficou em minha vida como um símbolo de vitória.

t) Como nunca conseguiu enganar o namorado, desistiu do casamento.

u) Como a discussão dela não tinha motivo, sai para beber com os amigos.

v) Mesmo que com medo, quis casar com ele.

Exercício w) Assim que tiveres tempo, pede a senha dele.

1. Classifique as orações subordinadas adverbiais em destaque.


a) O amor pode acabar, se ele der suas opiniões.

b) O namorado sumiu, visto que a briga foi tensa.

c) Acabou o namoro, conforme as sogras previam.

d) Ama com empenho, à medida que seu coração bate.

e) Posto que me peça de joelhos, não perdoarei a briga.

f) Tal era o seu amor, que logo quis casar.

g) Enquanto a mulher briga, o marido recolhe as roupas.

h) Caso diga a verdade, serei absolvido.

i) Como era eficiente, foi promovido a marido!

j) Apesar de ser fiel, reparava na vizinhança!

k) Cada vez que ela chega, meu coração dispara!

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Questões
A locução “uma vez que” (l. 15) introduz, no período em que ocorre, ideia de causa.
( ) Certo   ( ) Errado

4. (114867) CESPE – 2016 – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos)


1. (81712) CESPE – 2015 – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos) Texto CB1A01BBB
TEXTO III
  Há, ainda, outro detalhe surpreendente: os dois genes
  Posteriormente, na década de 70, foi criado o em questão só se ativam na presença do PET, o que constitui
7 protocolo Internet, que permitiu a comunicação entre os seus 19 uma “ativação por substrato”, mecanismo muito comum em
poucos usuários até então, uma vez que ela ainda estava restrita velhas rotas metabólicas. Parece evidente, entretanto, que isso
aos centros de pesquisa dos Estados Unidos da América. não precisa ser o resultado de milhões de anos de paciente
22 evolução. Basta um século, ou menos.
Artur Barbosa da Silveira. Os crimes cibernéticos e a Lei nº 12.737/2012.
In: Internet: <www.conteudojuridico.com.br> (com adaptações).
Internet: <http://brasil.elpais.com> (com adaptações).
Julgue o item que se segue, acerca das ideias, das estruturas linguísticas e da tipologia do texto III. A conjunção “entretanto” (l. 20) do texto CB1A01BBB introduz, no período em que se insere,
As vírgulas empregadas nas linhas 7 e 8 isolam oração de natureza condicional. ideia de

( ) Certo   ( ) Errado a) condição.
b) explicação.
c) oposição.
2. (81684) CESPE – 2015 – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos) d) comparação.
e) adição.
  A redação acima poderia ter sido extraída do editorial
7 de uma revista, mas é parte do texto O oxente e o ok, primeiro
lugar na categoria opinião da 4ª Olimpíada de Língua 5. (114873) CESPE – 2016 – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos)
Portuguesa Escrevendo o Futuro, realizada pelo Ministério da 19 Já a norma é o produto da incidência do
Língua Portuguesa, 1/2015. Internet: <www.revistalingua.uol.com.br> (com adaptações). enunciado normativo sobre os fatos da causa, fruto da interação
entre texto e realidade.” Portanto, o enunciado normativo
No que se refere aos sentidos, à estrutura textual e aos aspectos gramaticais do texto, julgue o 22 resume-se ao texto legal, o qual, porém, somente se torna
item a seguir. norma jurídica quando aplicado aos casos concretos, ou seja,
O elemento coesivo “mas” (l. 7) inicia uma oração coordenada que exprime a ideia de concessão ao tornar-se efetivo.
em uma sequência de fatos. Fábio Nesi Venzon. A efetividade do direito eleitoral e a soberania popular.
Internet: <http://apps.tre-rn.jus.br> (com adaptações)
( ) Certo   ( ) Errado
O vocábulo “Portanto” (l. 21) introduz no texto a efetividade do direito eleitoral e a soberania
3. (110039) CESPE – 2016 – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos) popular uma ideia de

Para cada pergunta havia uma a) finalidade.


só resposta certa e era essa que ele dava, invariavelmente, b) conclusão.
exterminando aos pouquinhos todas as dúvidas que existiam, c) causa.
13 até que só restou uma dúvida no mundo: será que ele não vai d) consequência.
errar nunca? Mas ele nunca errava, e já nem havia mais o que e) condição.
errar, uma vez que não havia mais dúvidas.
Adriana Falcão. O homem que só tinha certezas.
In: O doido da garrafa. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p. 75 (com adaptações).

Julgue o item seguinte, referente aos aspectos linguísticos e às ideias do texto O homem que só
tinha certezas.

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6. (114905) CESPE – 2016 – Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas / Nexos)


Falamos com elas línguas diferentes, em
16 horários improváveis, embora tenhamos objetivos comuns e
comemoremos juntos os resultados alcançados.
Arlete Salvador. A mensagem virtual. In: Para escrever bem no trabalho:
do WhatsApp ao relatório. São Paulo: Contexto, 2015, p. 13-4 (com adaptações).

No texto A mensagem virtual, a oração “embora tenhamos objetivos comuns” (l. 16) expressa
uma ideia de
a) comparação.
b) consequência.
c) causa.
d) finalidade.
e) concessão.

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Gabarito: 1. (81712) Errado 2. (81684) Errado 3. (110039) Certo 4. (114867) C 5. (114873) B 6. (114905) E

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Aula 7
2. para assinalar supressão de um verbo.
• Muitas vezes os professores fingem que ensinam, e os alunos, que aprendem.

• Eu preciso de uma ajuda em todo o Português; meu colega, de uma boa explicação só sobre
PONTUAÇÃO crase.

3. para separar o adjunto adverbial deslocado.


• “Em última análise, precisamos amar para não adoecer” (Freud)
Emprego da Vírgula

Na ordem direta da oração (sujeito + verbo + complemento(s) + adjunto adverbial), NÃO use • “Na turma da Mônica do asfalto, Cascão é rei do morro e a chapa esquenta fácil” (Criolo)

vírgula entre os termos. Isso só ocorrerá ao deslocarem-se o predicativo ou o adjunto adverbial.


• “O falso é, às vezes, a verdade de cabeça para baixo.”(Freud)
• “A renúncia progressiva dos instintos parece ser um dos fundamentos do desenvolvimento

da civilização humana.” (Freud) Obs.: Se o adjunto adverbial for pequeno, a utilização da vírgula não é necessária, a não ser que

se queira enfatizar a informação nele contida.


• “Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito.” (Jota Quest)
Dica zambeliana = Não se separam por vírgula:
• predicado de sujeito = Acontecerá, alguma coisa amanhã!
4. para separar o aposto.
• objeto de verbo = Contamos, aos alunos, todos os detalhes. • Precisamos revisar sempre dois assuntos: morfologia e sintaxe.

• adjunto adnominal de nome = A questão, de Português, foi anulada facilmente! • Yanis Varoufakis, ministro das Finanças grego, renuncia

5. para separar o voca vo.

Entre os termos da oração • Caros alunos, vocês estão entendendo?

1. para separar itens de uma série. (Enumeração)


• “A mão, a mente, o gatilho, a favela choram seus filhos. (Criolo) 6. para separar expressões explica vas, re ca vas, con nua vas, conclusivas ou
enfá cas (aliás, além disso, com efeito, en m, isto é, em suma, ou seja, ou melhor,
por exemplo, etc).
• “Sem culpa católica, sem energia eólica, a morte rasga o véu.” (Criolo)
• “É a culpa, e não a fé, que remove montanhas.” (Freud)

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• A dependência do celular, por exemplo, pode atrapalhar em muito os estudos. 4. para separar orações adverbiais, especialmente quando forem longas.
• Em determinado momento, os políticos se apresentaram a CPI, apesar de negarem o
• Dormir na aula, em suma, pode ser sinal de cansaço.
envolvimento.

• O fiscal conversava muito, enquanto eu escrevia a redação incomodado.


Entre as orações

1. para separar orações coordenadas assindé cas. 5. para separar orações adverbiais antepostas à principal ou intercaladas, tanto
desenvolvidas quanto reduzidas.
• ” Hoje não tem boca pra se beijar, não tem alma pra se lavar, não tem vida pra se viver,
• Como queria deixar de ser solteira, estudava com afinco.
mas tem dinheiro pra se contar.” (Criolo)
• Os criminosos, assim que percebem a aproximação da polícia, disfarçam seus movimentos.
• “Diga a verdade, doa a quem doer, doe sangue e me dê seu telefone.” (Engenheiros do Hawaii)

• “A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte; quando existe a

2. As orações coordenadas devem sempre ser separadas por vírgula. Orações morte, não existimos mais.” (Epicuro)
coordenadas são as que indicam adição ( nem, mas também), alternância (ou, ou ...
ou, ora ... ora), adversidade (mas, porém, contudo...), conclusão (logo, portanto...) e
explicação (porque, pois).
6. Orações Subordinadas Adje vas
• “Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.” (Freud)
Podem ser:

• Sempre fui assim, portanto não vou mudar. a) Restritivas – delimitam o sentido do substantivo antecedente (sem vírgula).
Encerram uma qualidade que não é inerente ao substantivo.
• “Seja humilde, pois até o sol com toda sua grandeza se põe e deixa a lua brilhar.” (Bob Marley) • Os políticos que são dedicados ao povo merecem nossa admiração.

• “Nin-Jitsu, Oxalá, Capoeira, Jiu-Jitsu, Shiva, Ganesh, Zé Pilin dai equilíbrio ao trabalhador
3. para separar orações coordenadas sindé cas ligadas por “e”, desde que os sujeitos que corre atrás do pão é humilhação demais que não cabe nesse refrão.” (Criolo)
sejam diferentes.
• “Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais.” (Bob • “Desata o nó que te prendeu a uma pessoa que nunca te mereceu.” (Humberto)
Marley)

• “Se souberem onde ela está, digam-me e eu vou lá buscá-la.” (Tim Maia) b) Explicativas – explicações ou afirmações adicionais ao antecedente já definido
plenamente (com vírgula). Encerram uma qualidade inerente ao substantivo.

• A telefonia móvel, que facilitou a vida do homem moderno, provocou também situações

constrangedoras.

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• A questão, que era de fácil resolução, foi analisada em conjunto pela turma. Emprego dos Dois-Pontos

• As mulheres, que são sensíveis, sofrem pela falta de diálogo. 1. para anunciar uma citação.

Afirma Ana Luiza Mano: "Diferentemente do vício em drogas ou álcool, o vício em celular não é

Emprego do Ponto-e-Vírgula tão fácil de detectar, até porque as suas implicações são mais psicológicas do que físicas".

1. para separar orações que contenham várias enumerações já separadas 2. para anunciar uma enumeração, um aposto, uma explicação, uma
por vírgula ou que encerrem comparações e contrastes. consequência ou um esclarecimento.
• “O amor é como a criança: deseja tudo o que vê.” (Shakespeare)
• Durante a aula do Edgar, estudaram-se largamente as taxas de juros; na aula do Zambeli, os

alunos aprenderam que essas taxas eram com “x”.


• Algumas pesquisas realizadas apontam como causa dos vícios: a miséria social, o
• O Brasil tem imensas potencialidades; não sabe aproveitá-las. analfabetismo, problemas políticos, econômicos, financeiros, culturais e de âmbito familiar.

2. para separar orações em que as conjunções adversa vas ou conclusivas


estejam deslocadas. Exercícios

1. “Consta que ao iniciar uma das palestras,(1) durante sua mítica visita ao Brasil,(1) Jaen-Paul
• Esperávamos encontrar todos os professores no local da prova; encontrei, porém, apenas
Sartre encarou a platéia, vasculhou o recinto com os olhos incertos e disparou a pergunta:
alguns. “onde estão os negros?”(...) “Ou melhor, fez a pergunta certa, (2) mas no local errado. Deveria
tê-la feito mais adiante,(3) quando fosse jantar, no restaurante.”(...) “ Já no restaurante, ele
perceberia, com muito mais surpresa, que igualmente não havia negros – e não entre os
• Sempre gostei de você; esperava, portanto, que me respeitasse um pouco! clientes, nisso não haveria nada de surpreendente, mas entre o próprio pessoal de serviço, (4)
ou seja,(4) entre garçons.” (...) “Tudo o que se precisa ler é o cardápio. E no entanto,(5) salvo
exceções,(5) não há negros entre os garçons no Brasil. Eis a discriminação no seu ponto mais
cruel.”
3. para alongar a pausa de conjunções adversa vas (mas, porém, As afirmativas abaixo referem-se ao emprego de vírgulas no texto. Assinale com V as afirmações
contudo, todavia, entretanto, etc.) , subs tuindo, assim, a vírgula. verdadeiras e com F as falsas.
• Gostaria de estudar hoje; todavia, só chegarei perto dos livros amanhã. ( ) As vírgulas de número 1 isolam um adjunto adverbial.
( ) A vírgula de número 2 marca a separação de orações coordenadas.
( ) A vírgula de número 3 marcam a separação de orações subordinadas.
( ) As vírgulas de número 4 delimitam uma expressão explicativa.
( ) As vírgulas de número 5 sinalizam um aposto explicativo.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é
a) V – V – V – V – F

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b) F – F – V –V – F
c) F–V–F–F–V
d) V–F–V–V–V
e) V–V–F–V–V

2. Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase
abaixo. Não cabendo qualquer sinal, O indicará essa inexistência: Aos poucos .... a necessidade
de mão-de-obra foi aumentando .... tornando-se necessária a abertura dos portos .... para uma
outra população de trabalhadores ..... os imigrantes.
a) O - ponto e vírgula - vírgula - vírgula
b) O - O - dois pontos - vírgula
c) vírgula, vírgula - O - dois pontos
d) vírgula – dois pontos - O - dois pontos
e) vírgula - dois pontos - vírgula - vírgula

3. Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase
abaixo. Não havendo sinal, O indicará essa inexistência. Na época da colonização ..... os negros
e os indígenas escravizados pelos brancos ..... reagiram ..... indiscutivelmente ..... de forma
diferente.
a) O - O - vírgula - vírgula
b) O - dois pontos - O - vírgula
c) O - dois pontos - vírgula - vírgula
d) vírgula - vírgula - O - O
e) vírgula - O - vírgula - vírgula

4. "Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade". Cabem no máximo:
a) 1 vírgula
b) 2 vírgulas
c) 3 vírgulas
d) 4 vírgulas
e) 5 vírgulas

Gabarito: 1. A 2. C 3. E 4. B

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Questões
4. (107959) CESPE – 2015 – Pontuação
Ouro em FIOS
1   A natureza é capaz de produzir materiais preciosos,
como o ouro e o cobre - condutor de ENERGI A ELÉTRICA.
1. (81678) CESPE – 2015 – Pontuação lnternet:<www.tjdfl.jus.br> (com adaptações).
Um estudo da Faculdade de Saúde Pública de
Tendo como referência os aspectos gramaticais do texto, julgue o próximo item.
Harvard (EUA), o maior a respeito do tema feito até o
momento, mostrou que as temperaturas altas aumentam Na linha 2, o termo “como o ouro e o cobre” expressa uma informação que torna mais preciso o
10 hospitalizações por falência renal, infecções do trato urinário e significado de “materiais preciosos” (l. 1).
até mesmo sepse, entre outras enfermidades.
( ) Certo  ( ) Errado
“Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações)
O emprego da vírgula após “momento” (l. 9) explica-se por isolar o adjunto adverbial, que está
anteposto ao verbo, ou seja, deslocado de sua posição padrão. 5. (110032) CESPE – 2016 – Pontuação

( ) Certo  ( ) Errado As vírgulas em “Amadeu Amaral Júnior, em estado de desemprego, aceita esmolas, donativos,
roupa velha, pão dormido” (l. 18 a 20) foram todas empregadas para separar itens de uma
enumeração.
2. (95765) CESPE – 2015 – Pontuação
( ) Certo  ( ) Errado
TEXTO II
O salto qualitativo deve-se a três fatores: o corpo 6. (110040) CESPE – 2016 – Pontuação
19 docente, o impacto na Internet e a reputação acadêmica. Chama
atenção a baixa pontuação no parâmetro citações na Internet, 1   O homem que só tinha certezas quase nunca usava
que tem custado alto preço às universidades brasileiras. ponto de interrogação. Em seu vocabulário, não constavam as
expressões: talvez, quiçá, quem sabe, porventura.
Ana Dubeux. Universidade além da fronteira regional.
In: Correio Braziliense. Caderno Economia, 14/6/2015, p. 12 (com adaptações). Adriana Falcão. O homem que só tinha certezas.
In: O doido da garrafa. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p. 75 (com adaptações).
A respeito das idéias e das estruturas linguísticas do texto II, julgue o item subsecutivo.
O sinal de dois-pontos empregado logo após “fatores” (l. 18) introduz uma enumeração. Julgue o item seguinte, referente aos aspectos linguísticos e às ideias do texto O homem que só
tinha certezas.
( ) Certo  ( ) Errado
O sentido original do texto seria alterado caso a oração “que só tinha certezas” (l. 1) fosse
isolada por vírgulas.
3. (95785) CESPE – 2015 – Pontuação
( ) Certo  ( ) Errado
Texto II
  A importância de Moscovici para a ciência mundial
13 foi reconhecida por dez universidades da Europa e da América 7. (114856) CESPE – 2016 – Pontuação
do Norte, que lhe conferiram o título de Doutor Honoris   Consta-nos que o autor, solicitado por seus
Causa. numerosos amigos, leu há dias a comédia em casa do Sr.
Camila Rabelo. Moscovici é Doutor Honoris Causa. Internet: <www.secom.unb.br> (com adaptações). 19 Dr. Estêvão Soares, diante de um luzido auditório, que
aplaudiu muito e profetizou no Sr. Oliveira um futuro
Sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos do texto, a vírgula empregada logo após Shakespeare.
Norte” (l. 14) poderia ser omitida.
Machado de Assis. A mulher de preto. In: Contos fluminenses. São Paulo: Globo, 1997 (com adaptações)
( ) Certo  ( ) Errado
Acerca de aspectos linguísticos do texto, julgue o item a seguir.

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A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos caso o termo “em casa” (l. 18) fosse
isolado por vírgulas.
( ) Certo  ( ) Errado

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Gabarito: 1. (81678) Errado 2. (95765) Certo 3. (95785) Errado 4. (107959) Certo 5. (110032) Errado 6. (110040) Certo
7. (114856) Errado

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Aula
AulaXX
8
Exercícios

1. Complete com os porquês.


a) Esta é a pior fase ___________________ passei.
ORTOGRAFIA b) Não concluí o trabalho, ________________ tive um compromisso.

c) Filosofar é procurar os ________________ de tudo.

d) Ficou furiosa e ninguém entendeu ________________.


Uso dos porquês
e) Não saíste comigo ___________________ estás zangado?
POR QUE → equivale a “pelo qual” ou as variações dessa expressão: pelos quais, pela qual e
pelas quais. Também ocorre quando se pode acrescentar as palavras “razão” ou “motivo”. f) Todos nos empenhamos _________________ queríamos a vitória.

• Não sei por que (razão) ela não veio. g) Qual o ________________ da sua revolta?

• A situação por que (pela qual) passaste não foi fácil. h) As cidades ______________ passamos eram muito pobres.

i) Ficaremos aqui _________________ ele precisa da nossa ajuda.


POR QUÊ → assim como o porquê acima, pode-se acrescentar a palavra “razão” ou “motivo”, o
acento é justificado por anteceder um ponto (final ou de interrogação). j) Um __________________ pode ser escrito de quatro modos.
• Eles não foram ao jogo e não sabemos por quê. (motivo)
l) Não há _________________ pensarmos nisso agora.

• Poucos estudam. Por quê? (razão) m) São grandes as transformações ______________ está passando a sociedade brasileira.

n) _____________ caminhos estávamos andando, ninguém sabe.


PORQUE → é uma conjunção, equivalendo a “pois”.
• Não saiam da aula, porque o professor já vem.
Homônimos
PORQUÊ → é um substantivo, equivalendo a “razão”, “motivo” e normalmente aparece
antecedida de palavra determinante (artigo, por exemplo). São palavras com escrita ou pronúncia iguais, com significado (sentido) diferente.

• Dê-me ao menos um porquê para sua atitude. Acerca de: a respeito de, sobre Cessão: cedência
Acender: pôr fogo A cerca de: a aproximadamente Seção ou secção: parte de um
• É importante o uso dos porquês. Ascender: subir Há cerca de: faz todo
aproximadamente Sessão: reunião de pessoas
Acento: sinal gráfico Mal: advérbio Censo: contagem
Assento: local para se sentar Mau: adjetivo Senso: juízo
Afim: semelhante Caçar: perseguir Concerto: sessão musical
A fim de: para, com intuito de Cassar: anular Conserto: ato de arrumar
Tachar: Acusar de defeito,
Incipiente: iniciante
censurar
Insipiente: ignorante
Taxar: regular o preço

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Parônimos
Algumas palavras podem apresentar polissemia (vários sentidos no contexto),
São palavras que apresentam significados diferentes embora sejam parecidas na grafia ou na podemos criar neologismos (criações artísticas ou inovadoras), podemos empregar
pronúncia. arcaísmos (palavras em desuso) ou gírias.

A princípio: no início Ao encontro de: favorável Emergir: vir à tona


Em princípio: em tese De encontro a: contra Imergir: afundar
Amoral: indiferente à moral Delatar: denunciar Descrição: ato de descrever
Imoral: contrário à moral Dilatar: ampliar Discrição: modéstia Sinônimos e Antônimos
Descriminar: inocentar Emigrar: sair da pátria
Eminente: elevado, célebre
Discriminar: separar, segregar, Imigrar: entrar em país
discernir
Iminente: próximo
estranho
Sinônimos
Tráfego: movimentação de As palavras que possuem significados próximos são chamadas sinônimos.
Flagrante: evidência Ratificar: confirmar
veículos
Fragrante: aromático Retificar: corrigir • casa – lar – moradia – residência
Tráfico: negócio ilícito
Infligir: aplicar pena Mandado: ordem judicial Acidente: desgraça • longe – distante
Infringir: transgredir Mandato: delegação de poder Incidente: episódio
• morrer e falecer

• após e depois
Conotação e Denotação
Note que o sentido de algumas palavras é próximo, mas não exatamente equivalentes.
Conotação: Sentido mais geral que se pode atribuir a um termo abstrato, além da significação Dificilmente encontraremos um sinônimo perfeito, uma palavra que signifique exatamente a
própria. Sentido figurado, metafórico. mesma coisa que outra.

Denotação: Significado de uma palavra ou expressão mais próximo do seu sentido literal. • Feliz, alegre
Sentido real, sentido do dicionário.
• Lindo, bonito
• Minha vizinha soltou os cachorros no síndico na reunião de condomínio.
Pode existe uma diferença de significado entre palavras sinônimas.
• Soltei os cachorros para correrem no pátio. • Comprei uma nova casa. / Comprei um novo lar.

Antônimos
São palavras que possuem significados opostos, contrários.
• mal / bem

• ausência / presença

• fraco / forte

• claro / escuro

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ACENTUAÇÃO GRÁFICA Antes Agora


assembléia assembleia
idéia ideia
1. Proparoxítonas – todas são acentuadas.
geléia geleia
• Ônibus – tímpano – crítico – sólido
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
2. Paroxítonas serão acentuadas quando terminadas em:
paranóico paranoico
a) DITONGO CRESCENTE (seguidas ou não de “s”)
5. Regra dos Hiatos: acentuam-se sempre as palavras que contenham i, u: tônicas; formam
• água – cárie – polícia – espontâneo – mágoa hiatos; formam sílabas sozinhas ou são seguidos de s; não seguidas de nh; não precedidas
de ditongo em paroxítonas; nem repetidas.
b) Ã, ÃS, ÃO, ÃOS
• aí, baú, egoísta, faísca, heroína, saída, saúde, viúvo, juízes, Piauí.
• ímã – órfãs – órgão – bênçãos
6. O acento diferencial foi excluído. Mantém-se apenas nestas quatro palavras, para distinguir
c) EI, EIS
uma da outra que se grafa de igual maneira:
• jóquei – pônei – fósseis – úteis
• pôde (verbo poder no tempo passado) / pode (verbo poder no tempo presente);
d) I, IS • pôr (verbo) / por (preposição);
• tênis – biquíni – lápis – júri – íris • vem (verbo vir na 3ª pessoa do singular) / vêm (verbo vir na 3ª pessoa do plural);

e) ON, OM, ONS • tem (verbo ter na 3ª pessoa do singular) / têm (verbo ter na 3ª pessoa do plural).

• Nélson – próton – nêutrons


7. Hiatos EE e OO: Foram eliminados os acentos circunflexos nos hiatos OO / EE:
f) L, N, R, X, PS • oo – enjoo, perdoo, magoo, voo, abençoo;
• automóvel – elétron – cadáver – tórax – fórceps • ee – creem, deem, leem, releem, veem, preveem

g) UM, UNS, US
8. Não se usa mais o trema:
• Ônus, álbum, médiuns
• aguento, frequente, tranquilo, linguiça, tranquilizante.
3. Oxítonas – serão acentuadas, se terminadas em A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS, ditongo aberto
(ói, éu, éi)
• cajá, café, cipó, também, parabéns, metrô, respeitá-lo, fazê-lo, herói, chapéu, anéis.

4. Monossílabos – terminadas em a, e, o, ditongo aberto, seguidas ou não de s.


• já, fé, pés, pó, só, ás, dói,

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Questões
5. (95754) CESPE – 2015 – Semântica e Vocabulário
Por último, a perspectiva
13 “político-jurídica” do liberalismo está calcada em princípios
básicos como: consentimento individual, representação
política, divisão dos poderes e descentralização administrativa,
1. (81717) CESPE – 2015 – Semântica e Vocabulário 16 entre outros.
Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto IV, julgue o item a seguir. Antonio Wolkmer. História do direito no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2003, p. 63-4 (com adaptações).
TEXTO IV A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item que segue.
  É importante destacar que o art. 154-A do Código No texto, o vocábulo “calcada” (l. 13) está empregado com o sentido de fundamentada,
10 Penal (Lei nº 12.737/2012) trouxe para o ordenamento apoiada.
jurídico o crime novo de “invasão de dispositivo informático”,
( ) Certo   ( ) Errado
que consiste na conduta de invadir dispositivo informático
13 alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante
violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de 6. (114928) CESPE – 2016 – Acentuação Gráfica
obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem
16 autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, ou Os vocábulos “caráter”, “intransferível” e “órgãos” são acentuados em decorrência da regra
instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. gramatical que classifica as palavras paroxítonas.
Idem, ibidem. ( ) Certo   ( ) Errado
Prejudicam-se a correção gramatical e as informações originais do período ao se substituir
“ilícita” (l. 17) por ilegal.
( ) Certo   ( ) Errado

2. (81676) CESPE – 2015 – Acentuação Gráfica


Os acentos gráficos das palavras “bioestatística” e “específicos” tem a mesma justificativa Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR Code em seu celular e fotografe o código
gramatical. para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
( ) Certo   ( ) Errado Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

3. (93966) CESPE – 2015 – Acentuação Gráfica http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=10223713

As palavras “indivíduos” e “precárias” recebem acento gráfico com base em justificativas


gramaticais diferentes.
( ) Certo   ( ) Errado

4. (95728) CESPE – 2015 – Acentuação Gráfica


As palavras “líquida”, “público”, “órgãos” e “episódicas” obedecem a mesma regra de
acentuação gráfica.
( ) Certo   ( ) Errado

Gabarito: 1. (81717) Errado 2. (81676) Certo 3. (93966) Errado 4. (95728) Errado 5. (95754) Certo 6. (114928) Certo

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Aula 9
“Malandramente
A menina inocente
Se envolveu com a gente
Só para poder curtir
Malandramente
EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS
Fez cara de carente
Envolvida com a tropa
Começou a seduzir
Malandramente
Tempos verbais do Indica vo Meteu o pé pra casa
Diz que a mãe tá ligando
Nóis se vê por aí” (MC Nandinho)
1. Presente – é empregado para expressar um fato que ocorre no momento em que se fala;
para expressar algo frequente, habitual; para expressar um fato passado, geralmente 3. Pretérito imperfeito – pode expressar um fato no passado, mas não concluído ou uma ação
nos textos jornalísticos e literários (nesse caso, trata-se de um presente que substitui o que era habitual, que se repetia no passado.
pretérito); pode indicar o futuro também.
• Quando criança, brincava naquele parque.
• Em 1849 nasce Einstein, pai da Física Moderna.
“Lembra quando eu te ligava?
“Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer. Mandava mensagem
Com tanta violência, eu sinto medo de viver, E te convidava para fazer uma viagem
pois moro na favela e sou muito desrespeitado. Só que eu não tinha nada
A tristeza e alegria aqui caminham lado a lado. Só tinha coragem
Eu faço uma oração para uma santa protetora, E a gente se encontrava e namorava na laje
mas sou interrompido a tiros de metralhadora. Eu te contava o que eu penso
Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela, Minha neurose com o mundo
o pobre é humilhado, esculachado na favela. Que eu tinha no peito um coração vagabundo
Já não aguento mais essa onda de violência! Eu te pegava de jeito.”
Só peço a autoridade um pouco mais de competência.” (Projota)
(Eu só quero é ser feliz)
4. Pretérito mais-que-perfeito – expressa um fato ocorrido no passado, antes de outro
“Eu não existo longe de você também passado.
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver • Quando o pai chegou do trabalho, as crianças já tinham dormido.
Mas o relógio está de mal comigo.” (Claudinho e Buchecha) • Eu já revisara a matéria, quando a professora marcou a data da prova.

2. Pretérito perfeito – revela um fato concluído, iniciado e terminado no passado. 5. Futuro do presente – indica um fato que vai ou não ocorrer após o momento em que se
“Eu avisei que não ia mais te dar moral fala.
A fila andou e você foi pro final
Até que teu beijo é bom 6. Futuro do pretérito – expressa um fato futuro em relação a um fato passado, habitualmente
Mas vê se abaixa o tom apresentado como condição. Pode indicar também dúvida, incerteza. Cordialidade.
Você não manda em mim
• Se soubesse de tua presença, traria teu convite, André!
O jogo é assim.” (Anitta)
• "Eu aceitaria a vida como ela é, viajaria a prazo pro inferno, eu tomaria banho gelado no
inverno." (Barão Vermelho)

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• Poderia me passar o sal? DICAS ZAMBELIANAS


• Você faria isso por mim?
1. EU

Tempos verbais do Subjun vo 2. Ele = você


 Eles = vocês

1. Presente – expressa um fato atual exprimindo possibilidade, um fato hipotético. 3. Presente do indicativo = tu e vós – S = Imperativo Afirmativo
“Desejo a todas inimigas vida longa
Pra que elas vejam a cada dia mais nossa vitória.” (Valesca Popozuda) 4. Presente do subjuntivo (Que) – completa o restante da tabela.

• Talvez você possa ver esta aula no EAD da Casa do Concurseiro. “Me olha direito
Me pega com jeito
• Espero que vocês sejam felizes e que entendam a matéria! Que eu vou gostar
Me beija sem medo
2. Pretérito imperfeito – expressa um fato passado dependente de outro fato passado.
Com calma e desejo
• Se eu acordasse mais cedo, não me atrasaria tanto. Que eu vou gamar
• Se ele partisse, tudo mudaria. Seja cavalheiro
Pensa em mim primeiro
• Se eles vendessem tudo, teriam quase nada. Senão vai me assustar

3. Futuro – indica uma ação hipotética que poderá ocorrer no futuro. Expressa um fato futuro Não me chame pra cama
relacionado a outro fato futuro. Me chame pra festa
Talvez um jantar
• Se tudo der certo, passarei neste concurso.
Não seja afobado
• “Esse é o novo passinho pra geral se amarrar Me encaixe de lado
 Ele é muito maneiro, qualquer um pode mandar Me deixe escorregar”
 É a revelação aqui do Rio de Janeiro
 Se você aprender, vai mandar o tempo inteiro.”
“É muita ousadia ter que percorrer
• Se vocês se concentrarem, a matéria fará mais sentido!
O país inteiro pra achar você
“Mas tudo o que faço tem um bom motivo
Linda, eu te amo, vem ficar comigo
Impera vo Estou alucinado com o seu olhar
Vou aonde for até te encontrar
Eu te amo demais, você é minha paz” (Claudinho e Buchecha)

Presente do IMPERATIVO Presente do IMPERATIVO


indicativo AFIRMATIVO subjuntivo NEGATIVO
EU QUE EU NÃO
TU QUE TU NÃO
ELE QUE ELE NÃO
NÓS QUE NÓS NÃO
VÓS QUE VÓS NÃO
ELES QUE ELES NÃO

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Exercício j) Acho que você não tem opção. ___________ o documento e vamos embora. (assinar)
k) Não ___________ lixo no chão. ________________ sua sala limpa. (jogar e manter)
Preencha as lacunas.
l) Se beber, não __________; se dirigir, não ________. (dirigir e beber)
a) Ele ____________ no debate. No entanto, eu não _________________ (intervir – pretérito
perfeito) m) Não _____________ das ordens de seus superiores. (reclamar)

b) Se eles não ______________ o contrato, não haveria negócio. (manter) n) Nunca _____________ uma ordem sem que você a entenda completamente. (aceitar)

c) Se o convite me _____________, aceitarei. (convir) o) ______________ suas tristezas, jamais ____________ suas alegrias (esquecer)

d) Se o convite me _____________, aceitaria. (convir) p) Se alguém lhe der uma ordem, não _________ (hesitar).

e) Quando eles ________________ o convite, tomarei a decisão. (propor)


f) Se eu ____________ de tempo, aceitarei a proposta. (dispor)
g) Se eu ____________ de tempo, aceitaria a proposta. (dispor)
h) Se elas _______________ minhas pretensões, faremos o acordo. (satisfazer)
i) Não havia força que ___________ com ela. (poder)
j) Se tivesse dinheiro, certamente se ______________ dali. (mudar)
k) Se a seca ___________, a plantação certamente morreria. (chegar)
l) Se a seca ___________, a plantação certamente morrerá. (chegar)
m) Sua proposta não ______ aos empregados. (convir – presente do indicativo)
n) O árbitro não __________. (intervir – pretérito perfeito do indicativo)
o) Elas _______ cultura, mas nem todos _______ isso. (ter e ver – presente do indicativo)
p) Seria essencial que nós __________ os horários antigos. (manter – pretérito imperfeito do
subjuntivo)

Complete as lacunas das frases abaixo com a forma do imperativo mais adequada:

a) Por favor, ___________ à minha sala, preciso falar com você. (vir)
b) __________ para nós. Participe do nosso programa. (ligar)
c) __________ agora os documentos que lhe pedimos hoje pela manhã. (enviar)
d) __________ a sua boca e ________ quieto. (calar e ficar)
e) _______ até o guichê 5 para receber a sua ficha de inscrição. (ir)
f) _______ a sua casa e _______ o dinheiro num fundo de ações. (vender e pôr)
g) _______ o seu trabalho e ________ os resultados. (fazer e ver)
h) Vossa Excelência está muito nervoso. _________ calma. (ter)
i) Só me resta lhe dizer uma coisa: ________ feliz. (ser)

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Questões
Com relação às estruturas linguísticas do texto I, julgue o item seguinte.
O tempo empregado nas formas verbais “enviaria” (R. 4), “seria transformado” (R. 6), “ficaria”
(R. 7) e “seriam instituídas” (R. 8) dá a entender que as ações correspondentes a essas formas
verbais não se concretizaram, de fato, no ano de 1880.

1. (79116) CESPE – 2014 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos ( ) Certo   ( ) Errado

1   Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redigiu,


a pedido do presidente do Conselho de Ministros, José Antônio 2. (81719) CESPE – 2014 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos
Saraiva, o projeto de lei de reforma eleitoral. Em abril de 1880, 1   Acho que, se eu não fosse tão covarde, o mundo seria
4 o Ministério do Império enviaria o documento à Câmara dos um lugar melhor. Não que a melhora do mundo dependa de
Deputados. Aprovado posteriormente pelo Senado, em janeiro uma só pessoa, mas, se o medo não fosse constante, as pessoas
do ano seguinte seria transformado no Decreto nº 3.029 e 4 se uniriam mais e incendiariam de entusiasmo a humanidade.
7 ficaria popularmente conhecido como Lei Saraiva. Por Mas o que vejo no espelho é um homem abatido diante das
intermédio dela, seriam instituídas eleições diretas no país para atrocidades que afetam os menos favorecidos.
todos os cargos, à exceção do de regente, amparado pelo Ato 7   Se tivesse coragem, não aceitaria crianças passarem
10 Adicional. fome, frio e abandono. Elas nos assustam com armas nos
  Naquela época, o voto não era universal: para semáforos, pedem esmolas, são amontoadas em escolas que
participar do processo eleitoral, requeriam-se 200 mil réis de 10 não ensinam, e, por mais que chorem, somos imunes a essas lágrimas.
13 renda líquida anual comprovada. Havia, no entanto, a previsão   Sou um covarde diante da violência contra a mulher,
de dispensa de comprovação de rendimentos, que se aplicava do homem contra o homem. E porque os índios estão tão longe
a inúmeras autoridades, como, entre outros, ministros, 13 da minha aldeia e suas flechas não atingem meus olhos nem o
16 conselheiros de estado, bispos, presidentes de província, coração, não me importa que tirem suas terras, sua alma.
deputados, promotores públicos. Praças militares e policiais Analfabeto de solidariedade, não sei ler sinais de fumaça. Se
não podiam alistar-se. 16 tivesse um nome indígena, seria “cachorro medroso”. Se fosse
19   Para candidatar-se, o cidadão, além de não ter sido o tal ser humano forte que alardeio, não aceitaria famílias sem
pronunciado em processo criminal, deveria auferir renda terem onde morar.
proporcional à importância do cargo pretendido. Deveria,
22 ainda, solicitar por escrito o seu alistamento na paróquia em Sérgio Vaz. Antes que seja tarde. In: Caros Amigos, mai./2013, p. 8 (com adaptações).
que fosse domiciliado. Candidatos a vereador e a juiz de paz Com base na leitura do texto, julgue o item seguinte.
tinham apenas de comprovar residência no município e no
25 distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado A coerência e a coesão do texto não seriam prejudicadas se o trecho “se o medo não fosse
provincial, dois anos na província; candidatos a deputado geral, constante, as pessoas (...) a humanidade.” (l. 4) fosse reescrito da seguinte forma: se o medo
renda anual de 800 mil réis; e candidatos a senador deviam não for constante, as pessoas se unirão mais e incendiarão de entusiasmo a humanidade
28 comprovar, além da idade de quarenta anos, a percepção de
renda anual de um milhão e seiscentos mil réis. ( ) Certo   ( ) Errado
  Uma modificação digna de nota é que, a partir daquela
31 década, os trabalhos eleitorais não seriam mais precedidos de 3. (95730) CESPE – 2015 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos
cerimônias religiosas, como era habitual antes da edição da Lei
Saraiva. Refletindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia 1   No dia 4 de maio de 2015, a Lei Complementar
34 ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em templos Federal nº 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade
religiosos; a partir da lei, apenas na falta de outros edifícios os Fiscal ou simplesmente LRF, completou quinze anos. Embora
pleitos poderiam ser realizados em igrejas, muito embora fosse 4 devamos comemorar a consolidação de uma nova cultura de
37 possível afixar nelas — como locais públicos que eram — responsabilidade fiscal por grande parte dos nossos gestores, o
editais informando eliminações, inclusões e alterações nos momento também é propício para reflexões sobre o futuro desse
alistamentos. 7 diploma.
  Para a surpresa de muitas pessoas, acostumadas a ver
Títulos eleitorais: 1881-2008.Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informação, 2009,
em nosso país tantas leis que não saem do papel, a LRF, logo
p. 11-2. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações)

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10 nos primeiros anos, atinge boa parte de seus objetivos, 7 os representados têm condições de acompanhar e fiscalizar o
notadamente em relação a observância dos limites da despesa trabalho de seus representantes, para avaliá-los e
com pessoal, o que permitiu uma descompressão da receita responsabilizá-los por suas ações ou omissões no governo.
13 líquida e propiciou maior capacidade de investimento público. 10 Assim, no processo eleitoral seguinte, podem reconduzi-los ou
O regulamento marca avanços também no controle de gastos afastá-los do poder, recompensando os “bons” governantes
em fins de gestão e em relação ao novo papel que as leis de com a reeleição e punindo os considerados “maus” políticos
16 diretrizes orçamentárias passaram a desempenhar. 13 com a perda de seus mandatos.
  Não obstante todos os avanços, o momento exige   Sabe-se que esse processo de accountability vertical,
cautela e reflexões. Como toda debutante, a LRF passa por o controle dos eleitores sobre os eleitos, depende de uma série
19 alguns importantes conflitos existenciais. É quase consenso, no 16 de fatores, entre os quais estão, de um lado, os arranjos
meio acadêmico e entre os órgãos de controle, a necessidade de institucionais vigentes, que favorecem ou dificultam a
seu aperfeiçoamento em alguns pontos. Há que se ponderar, manifestação e a expressão da vontade da maioria dos cidadãos
22 contudo, sobre o melhor momento para os necessários ajustes 19 na constituição dos governos e, de outro, a capacidade dos
normativos. Realizar mudanças permanentes na lei por eleitores de se informar e de acompanhar a atuação dos
conta de circunstancias excepcionais e episódicas não parece representantes para decidir o voto na eleição seguinte.
25 recomendar o bom senso.
Mônica Mata Machado de Castro e Felipe Nunes. Candidatos corruptos são punidos? Accountability na eleição
Valdecir Pascoal. Os 15 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal. brasileira de 2006. In: Opinião Pública, vol. 20, n.º 1, Campinas, jan.-abr./2014. Internet: <www.scielo.br>
In: O Estado de S.Paulo, 5/maio/2015. Internet: <http://politica.estadao.com.br> (com adaptações). (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item. No que se refere aos aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

O presente foi empregado nas formas verbais “atinge” (l. 10),“marca” (l. 14), “exige” (l. 17) a) O sujeito da oração iniciada por “Sabe-se” (R. 14) é indeterminado.
e “passa” (l. 18) para indicar uma ação habitual, iniciada no passado e que se estende ao b) A omissão da preposição “em” (R. 2) manteria o sentido e a correção gramatical do texto.
momento em que o texto foi escrito. c) A expressão “mais ou menos” (R. 3) foi empregada no texto com o mesmo sentido de
medianamente.
( ) Certo   ( ) Errado d) A substituição da forma verbal “é” (R. 6) por será prejudicaria a correção gramatical do
período.
e) Entende-se, pelos sentidos do texto, que o agente de “recompensando” (R. 11) se refere a
4. (99062) CESPE – 2014 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos
“processo eleitoral seguinte” (R. 10).
  Em 1999, organizações indígenas da Amazônia, com
o apoio de entidades ambientalistas, entraram com um pedido 6. (108311) CESPE – 2016 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos
16 de anulação da patente da planta ayahuasca ou yagé
1   Saúde: direito de todos e dever do Estado. É assim que
(Banisteriopsis caapi), registrada por Loren Miller, em 1986.
a Constituição Federal de 1988 inicia a sua seção sobre o tema.
Mauro Leonel. Bio-sociodiversidade: preservação e mercado. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações). Uma vez que muitas ações ou omissões vão de encontro a essa
4 previsão, cotidianamente é possível observar graves
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados caso se substituísse “entraram
desrespeitos à Carta Magna. A Defensoria Pública, importante
com” (l. 15) por interpuseram. instituição garantida por lei assim como a saúde, busca sanar
( ) Certo   ( ) Errado 7 o problema por meio da via judicial quando a mediação não
produz resultados. Recentemente, a Defensoria Pública em Foz
do Iguaçu, por exemplo, obteve três decisões liminares
5. (107662) CESPE – 2015 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos, Semântica e 10 garantindo o direito à saúde a três pessoas por ela assistidas.
Vocabulário, Regência Nominal e Verbal, Sintaxe da Oração (Análise Sintática) Em todos os casos, a Defensoria Pública fez intervenção
1   Um dos principais objetos de análise da ciência judicial para suprir a negativa ou a má prestação do serviço
política é o grau em que os regimes democráticos 13 público de saúde na localidade.
contemporâneos se aproximam mais ou menos dos modelos de   Em um dos casos, atendeu uma gestante com histórico
4 democracia, que, entre outras características, supõem a de abortos decorrentes de doença trombofílica e que
participação informada e atenta dos cidadãos na escolha dos 16 necessitava de uma medicação diária de alto custo. A
seus governantes. Um país é considerado mais democrático se medicação, única opção na manutenção da gestação, havia sido

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negada pelo município e pelo estado, o que colocava a gestante As formas verbais empregadas na tirinha, embora flexionadas na terceira pessoa do singular,
19 em sério risco de sofrer mais um aborto. indicam ações praticadas por Mafalda e por ela relatadas no momento de sua realização, o que
  Em mais uma intervenção judiciária do defensor justifica o emprego do presente do indicativo.
público, foi deferida liminar em favor da assistida, tendo o
22 estado e o município sido obrigados a fornecer o medicamento ( ) Certo   ( ) Errado
necessário durante toda a sua gestação e enquanto houver
prescrição médica, sob pena de multa diária.
Internet: <www.defensoriapublica.pr.gov.br> (com adaptações). Acesse o link a seguir ou baixe um leitor QR Code em seu celular e fotografe o código
para ter acesso gratuito aos simulados on-line. E ainda, se for assinante da Casa das
Com relação às informações e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item a seguir. Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto nem para seu sentido original, o trecho “a
Defensoria Pública fez intervenção judicial” (R. 11 e 12) poderia ser reescrito da seguinte forma: http://acasadasquestoes.com.br/prova-imprimir.php?prova=11041398
a Defensoria Pública interviu judicialmente.
( ) Certo   ( ) Errado

7. (108323) CESPE – 2016 – PORTUGUÊS – Tempos e Modos Verbais/Verbos


Julgue o item subsequente, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos da tirinha apresentada,
da personagem Mafalda.

Gabarito: 1. (79116) Errado 2. (81719) Certo 3. (95730) Errado 4. (99062) Certo 5. (107662) D 6. (108311) Errado 
7. (108323) Errado

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Português

Professor Pablo Jamilk

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Edital

PORTUGUÊS: 1 Compreensão e interpretação de textos. 2 Tipologia textual.

BANCA: Cespe
CARGO: Técnico do MPU – Apoio Técnico-Administrativo – Administração

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Português
Respondendo a essa pergunta, digo que há pistas que identificam a questão como pertencente
ao rol de questões para interpretação. Os indícios mais precisos que costumam aparecer nas
questões são:
• Reconhecimento da intenção do autor;
• Ponto de vista defendido;
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
• Argumentação do autor;

Sempre que eu converso com algum concurseiro a respeito de Língua Portuguesa, surgem al- • Sentido da sentença.
guns comentários comuns, do tipo: eu até gosto de Português, mas vou muito mal em inter- Apesar disso, não são apenas esses os indícios de que uma questão é de intepretação.
pretação de textos. Isso é algo totalmente normal, principalmente porque costumamos fazer Dependendo da banca, podemos ter a natureza interpretativa distinta, principalmente porque
algo terrível chamado de “leitura dinâmica”, o que poderia ser traduzido da seguinte maneira: o critério de intepretação é mais subjetivo que objetivo. Algumas bancas podem restringir o
procedimento em que você olha as palavras, até as lê, mas não entende o significado do que entendimento do texto; outras podem extrapolá-lo.
está lá escrito. Isso quer dizer, você não associa significados.
O fluxo de leitura deve ser tal que permita ao indivíduo perceber o que os agrupamentos de pa- • Tipos de texto – o texto e suas partes;
lavras estão informando. Na verdade, que sentido elas carregam, pois a intelecção será dada ao
final da leitura. Digo isso porque toda leitura é o resultado de informações que estão no texto Um texto é um todo. Um todo é constituído de diversas partes. A interpretação é, sobremaneira,
mais informações que o leitor já possui a respeito de determinado assunto. uma tentativa de reconhecer as intenções de quem comunica recompondo as partes para uma
Para interpretar um texto, o indivíduo precisa de muita atenção e de muito treino. Afinal, você visão global do todo.
não pode esperar que vá ter o domínio de todos os assuntos sem sequer ter praticado um pou- Para podermos interpretar, é necessário termos o conhecimento prévio a respeito dos tipos de
co. Interpretar pode ser comparado com disparar uma arma: apenas temos chance de acertar texto que, fortuitamente, podemos encontrar em um concurso. Vejamos quais são as distinções
o alvo se treinarmos muito e soubermos combinar todos os elementos externos ao disparo: fundamentais com relação aos tipos de texto.
velocidade do ar, direção, distância etc.
Vejamos um exemplo:
Quando o assunto é texto, o primordial é estabelecer uma relação contextual com aquilo que
estamos lendo. Montar o contexto significa associar o que está escrito no texto base com o que   Muitos acreditam que chegamos à velhice do Estado nacional. Desde 1945, dizem, sua
está disposto nas questões. Lembre-se de que há uma questão montada com a intenção de soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais de poder, especialmente as do capitalismo
testar você, ou seja, deve ficar atento para todas as palavras e para todas as possibilidades de global e da cultura pós-moderna. Alguns pós-modernistas levam mais longe a argumentação,
mudança de sentido que possa haver nas questões. afirmando que isso põe em risco a certeza e a racionalidade da civilização moderna, entre cujos
É preciso, para entender as questões de interpretação de qualquer banca, buscar o raciocínio esteios principais se insere a noção segura e unidimensional de soberania política absoluta,
que o elaborador da questão emprega na redação da questão. Usualmente, objetiva-se a de- inserida no conceito de Estado nacional. No coração histórico da sociedade moderna, a
preensão dos sentidos do texto. Para tanto, destaque os itens fundamentais (as ideias princi- Comunidade Europeia (CE) supranacional parece dar especial crédito à tese de que a soberania
pais contidas nos parágrafos) para poder refletir sobre tais itens dentro das questões. político-nacional vem fragmentando-se. Ali, tem-se às vezes anunciado a morte efetiva do
Estado nacional, embora, para essa visão, uma aposentadoria oportuna talvez fosse a metáfora
Há duas disciplinas que tratam particularmente daquilo que compreendemos como interpre- mais adequada. O cientista político Phillippe Schmitter argumentou que, embora a situação
tação de texto. Falo de Semântica e de Pragmática. A primeira se dirige principalmente a uma europeia seja singular, seu progresso para além do Estado nacional tem uma pertinência mais
análise a respeito do significado das palavras, portanto, é mais literal. Já a segunda se dirige a genérica, pois “o contexto contemporâneo favorece sistematicamente a transformação dos
uma análise de um contexto comunicativo que busca perceber as intenções comunicativas em Estados em confederatii, condominii ou federatii, numa variedade de contextos”.
algum tipo de enunciado.
  É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas, que trazem à memória algumas
Então, a depender da banca, pode haver mais questões que envolvam a Pragmática. Mesmo formas mais antigas, como lembra o latim usado por Schmitter. Estas nos obrigam a rever nossas
assim, convém atentar para o significado particular das palavras. ideias do que devem ser os Estados contemporâneos e suas inter-relações. De fato, nos últimos 25
anos, assistimos a reversões neoliberais e transnacionais de alguns poderes de Estados nacionais.
Questão de interpretação? No entanto, alguns de seus poderes continuam a crescer. Ao longo desse mesmo período recente,
os Estados regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família. A
Como você sabe que uma questão de interpretação é uma questão de interpretação? É uma regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar, do cuidado com
mera intuição que surge na hora da prova ou existe uma “pista” a ser seguida para a identificação os filhos, do aborto e de hábitos pessoais que costumavam ser considerados particulares, como o
da natureza da questão? fumo, continua a crescer. A política estatal de proteção ao consumidor e ao meio ambiente continua

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a proliferar. Tudo indica que o enfraquecimento do Estado nacional da Europa Ocidental é ligeiro, O texto disserta vo
desigual e singular. Em partes do mundo menos desenvolvido, alguns aspirantes a Estados nacionais
também estão fraquejando, mas por razões diferentes, essencialmente “pré-modernas”. Na maior
parte do mundo, os Estados nacionais continuam a amadurecer ou, pelo menos, estão tentando Nas acepções mais comuns do dicionário, o verbo “dissertar” significa “discorrer ou opinar sobre
algum tema”. O texto dissertativo apresenta uma ideia básica que começa a ser desdobrada em
fazê-lo. A Europa não é o futuro do mundo. Os Estados do mundo são numerosos e continuam
variados, tanto em suas estruturas atuais quanto em suas trajetórias. subitens ou termos menores. Cabe ressaltar que não existe apenas um tipo de dissertação, há
mais de uma maneira de o autor escrever um texto dessa natureza.
Michael Mann. Estados nacionais na Europa e noutros continentes: diversificar, desenvolver, não morrer. In: Gopal
Balakrishnan. Um mapa da questão nacional. Vera Ribeiro (Trad.). Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 311-4 (com Conceituar, polemizar, questionar a lógica de algum tema, explicar ou mesmo comentar uma
adaptações). notícia são estratégias dissertativas. Vou dividir esse tipo de texto em dois tipos essencialmente
diferentes: o dissertativo-expositivo e o dissertativo-argumentativo.
Questões:

1. Verifica-se, desde o início do primeiro parágrafo, a estratégia retórica de defender o argumento Padrão disserta vo-exposi vo
de que o Estado nacional está obsoleto, de modo que o argumento contrário, exposto no
segundo parágrafo, pareça mais consistente. A característica fundamental do padrão expositivo da dissertação é utilizar a estrutura da prosa
não para convencer alguém de alguma coisa, e sim para apresentar uma ideia, apresentar um
( ) Certo   ( ) Errado conceito. O princípio do texto expositivo não é a persuasão, é a informação e, justamente por
tal fato, ficou conhecido como informativo. Para garantir uma boa interpretação desse padrão
2. Segundo o cientista político Phillipe Schmitter, a expansão geral dos Estados nacionais no textual, é importante buscar a ideia principal (que deve estar presente na introdução do texto)
continente europeu deve-se a aspectos singulares das diversas economias europeias. e, depois, entender quais serão os aspectos que farão o texto progredir.

( ) Certo   ( ) Errado • Onde posso encontrar esse tipo de texto: jornais revistas, sites sobre o mundo de econo-
mia e finanças. Diz-se que esse tipo de texto focaliza a função referencial da linguagem.
3. De acordo com o texto, os Estados nacionais, apesar de alguns reveses, têm ampliado poderes • Como costuma ser o tipo de questão relacionada ao texto dissertativo-expositivo? Geral-
em diversas partes do mundo. mente, os elaboradores questionam sobre as informações veiculadas pelo texto. A tendên-
( ) Certo   ( ) Errado cia é que o elaborador inverta as informações contidas no texto.
• Como resolver mais facilmente? Toda frase que mencionar o conceito ou a quantidade de
4. Deduz-se do texto que tanto as condições modernas de desenvolvimento da Europa quanto o alguma coisa deve ser destacada para facilitar a consulta.
subdesenvolvimento de alguns outros continentes são variáveis que podem afetar a soberania
política absoluta de Estados nacionais. TEXTO 1
( ) Certo   ( ) Errado
“O dia 12 de junho é reservado ao combate ao Trabalho Infantil. A data, designada pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2002, e endossada pela legislação nacional,
5. O raciocínio que se desenvolve do trecho “Ao longo desse mesmo período recente, os Estados Lei n. 11.542, em 2007, visa chamar a atenção das diferentes sociedades para a existência
regularam cada vez mais as esferas privadas íntimas do ciclo de vida e da família” (l.28-30) para do trabalho infantil, sensibilizando todos os povos para a necessidade do cumprimento das
o trecho “A regulamentação estatal das relações entre homens e mulheres, da violência familiar, normas internacionais sobre o tema, em especial as Convenções da OIT 188, de 1973, e 182,
do cuidado com os filhos, do aborto e de hábitos pessoais que costumavam ser considerados de 1999, que tratam, respectivamente, da idade mínima para o trabalho e as piores formas de
particulares, como o fumo, continua a crescer” (l.30-34) parte de aspectos gerais para particulares. trabalho infantil.
(Trabalho infantil, Marcelo Uchôa)
( ) Certo   ( ) Errado O texto 1 já permite sua inserção entre os textos de tipo:
a) narrativo;
b) descritivo;
c) dissertativo expositivo;
d) dissertativo argumentativo;
e) injuntivo.

Gabarito: 1. E  2. E  3. C  4. C 5. C Resposta: C

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Crescimento da população é “desafio do século”, diz consultor da ONU Padrão disserta vo-argumenta vo
No texto do padrão dissertativo-argumentativo, existe uma opinião sendo defendida e existe
  O crescimento populacional é o “desafio do século” e não está sendo tratado de forma
uma posição ideológica por detrás de quem escreve o texto. Se analisarmos a divisão dos pará-
adequada na Rio+20, segundo o consultor do Fundo de População das Nações Unidas, Michael
grafos de um texto com características argumentativas, perceberemos que a introdução apre-
Herrmann.
senta sempre uma tese (ou hipótese) que é defendida ao longo dos parágrafos.
  “O desafio do século é promover bem-estar para uma população grande e em crescimento,
Uma vez feito isso, o candidato deve entender qual é a estratégia utilizada pelo produtor do
ao mesmo tempo em que se assegura o uso sustentável dos recursos naturais” [...] “As questões
texto para defender seu ponto de vista. Na verdade, agora é o momento de colocar “a mão na
relacionadas à população estão sendo tratadas de forma adequada nas negociações atuais?
massa” para valer, uma vez que aqueles enunciados que iniciam com “infere-se da argumenta-
Eu acho que não. O assunto é muito sensível e muitos preferem evitá-lo. Mas nós estaremos
ção do texto”, “depreende-se dos argumentos do autor” serão vencidos caso se observem os
enganando a nós mesmos se acharmos que é possível falar de desenvolvimento sustentável
fatores de interpretação corretos.
sem falar sobre quantas pessoas seremos no planeta, onde estaremos vivendo e que estilo de
vida teremos”, afirmou.
Quais são esses fatores, então?
  No fim do ano passado, a população mundial atingiu a marca de sete bilhões de pessoas.
• A conexão entre as ideias do texto (atenção para as conjunções)
As projeções indicam que, em 2050, serão 9 bilhões. O crescimento
é mais intenso nos países pobres, mas Herrmann defende que os esforços para o enfrentamento • Articulação entre as ideias do texto (atenção para a combinação de argumentos)
do problema precisam ser globais. • Progressão do texto.
  “Se todos quiserem ter os padrões de vida do cidadão americano médio, precisaremos
ter cinco planetas para dar conta. Isso não é possível. Mas também não é aceitável falar para
os países em desenvolvimento ‘desculpa, vocês não podem ser ricos, nós não temos recursos Os recursos argumenta vos
suficientes’. É um desafio global, que exige soluções globais e assistência ao desenvolvimento”,
afirmou. Quando o leitor interage com uma fonte textual, deve observar – tratando-se de um texto com
  O consultor disse ainda que o Fundo de População da ONU é contrário a políticas de o padrão dissertativo-argumentativo – que o autor se vale de recursos argumentativos para
controle compulsório do crescimento da população. Segundo ele, as políticas mais adequadas construir seu raciocínio dentro do texto. Vejamos alguns recursos importantes:
são aquelas que permitem às mulheres fazerem escolhas sobre o número de filhos que querem
e o momento certo para engravidar. Para isso, diz, é necessário ampliar o acesso à educação e • Argumento de autoridade: baseado na exposição do pensamento de algum especialista
aos serviços de saúde reprodutiva e planejamento familiar. [...] ou alguma autoridade no assunto. Citações, paráfrases e menções ao indivíduo podem ser
tomadas ao longo do texto. Tome cuidado para não cair na armadilha: saiba diferenciar se a
MENCHEN, Denise. Crescimento da população é “desafi o do século”, diz consultor da ONU. Folha de São Paulo. São Paulo, 11 opinião colocada em foco é a do autor ou se é a do indivíduo que ele cita ao longo do texto.
jun. 2012. Ambiente. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/ambiente.1103277-crescimento-da-populacao-e-desafi
o-do--seculo-diz-consultor-da-onu.shtml>. Acesso em: 22 jun. 2012. Adaptado. • Argumento com base em consenso: parte de uma ideia tomada como consensual, o que "car-
rega" o leitor a entender apenas aquilo que o elaborador mostra. Sentenças do tipo todo
mundo sabe que, é de conhecimento geral que identificam esse tipo de argumentação.
No Texto I, Michael Herrmann, consultor do Fundo de População das Nações Unidas, afirma
• Argumento com fundamentação concreta: basear aquilo que se diz em algum tipo de pes-
que tratar o crescimento populacional de forma adequada significa: quisa ou fato que ocorre com certa frequência.
a) enfrentar o problema de forma localizada e evitar soluções globalizantes. • Argumento silogístico (com base em um raciocínio lógico): do tipo hipotético – Se...então.
b) permitir a proliferação dos padrões de vida do cidadão americano e rechaçar a miséria.
c) evitar o enriquecimento dos países emergentes e incentivar a preservação ambiental nos • Argumento de competência linguística: consiste em adequar o discurso ao panorama lin-
demais. guístico de quem é tido como possível leitor do texto.
d) implementar uma política de controle populacional compulsório e garantir acesso à
• Argumento de exemplificação: utilizar casos, ou pequenos relatos para ilustrar a
educação e aos serviços de saúde reprodutiva.
argumentação do texto.
e) promover o bem-estar da população e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais.

Resposta: E.

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Exemplo de texto argumentativo: Exemplo de texto narrativo:

  O voto, além de um direito duramente conquistado, deve ser considerado um dever Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso
cívico, sem o exercício do qual aquele direito se descaracteriza ou se perde, afinal liberdade Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com
e democracia são fins e não apenas meios. Quem vive numa comunidade política não pode bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou
estar desobrigado de opinar sobre os seus rumos. Nada contra a desobediência civil, recurso perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
legítimo para o protesto cidadão que, no caso eleitoral, pode se expressar no voto nulo (cuja O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
tecla deveria constar na máquina de votar). A questão, no caso, é outra.
O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante
  Com o voto facultativo, o direito de votar e o de não votar ficam inscritos, em pé de industrial, dono de grande fabrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era.
igualdade, no corpo legal. Uma parte do eleitorado deixará voluntariamente de opinar sobre Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu
a constituição do poder político. O desinteresse pela política e a descrença no voto serão calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
registrados como mera “escolha”, sequer como desobediência civil ou protesto. A consagração
da alienação política como um direito legal interessa aos conservadores, reduz o peso da — O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer?
soberania popular e desconstitui o sufrágio como universal. Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de
Léo Lince (adaptado)
conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o
senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos
e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a
cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que
O texto narra vo andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o
senhor.
Em uma definição bem simplista, “narrar” significa “sequenciar ações”. É um dos gêneros mais Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um
utilizados e mais conhecidos pelo ser humano, quer no momento de relatar algum evento para canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco
alguém – em um ambiente mais formal -, quer na conversa informal sobre o resumo de um dia interveio:
de trabalho. O fato é que narramos, e o fazemos de maneira praticamente instintiva. É impor-
tante, porém, conhecer quais são seus principais elementos de estruturação. — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
Os operadores do texto narrativo são:
— Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e
• Narrador: é a voz que conduz a narrativa. gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar
comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou
• Narrador-protagonista: narra o texto em primeira pessoa. prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
• Narrador-personagem (testemunha): nesse caso, quem conta a história não participou Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
como protagonista, no máximo como um personagem adjuvante da história.
— Da ativa, minha senhora?
• Narrador onisciente: narrador que está distanciado dos eventos e conhece aquilo que
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
se passa na cabeça dos personagens.
— Da ativa, Motinha! Sai dessa...
• Personagens: são aqueles que efetivamente atuam na ordem da narração, ou seja, a trama
está atrelada aos comportamentos que eles demonstram ao longo do texto. Texto extraído do livro "Fernando Sabino – Obra Reunida – Vol.01",
Editora Nova Aguilar – Rio de Janeiro, 1996, pág. 872.
• Tempo: claramente, é o lapso em que transcorrem as ações narradas. Segundo a classifica-
ção tradicional, divide-se o tempo da narrativa em: Cronológico, Psicológico e Da narrativa.
• Espaço: é o local físico em que as ações ocorrem.
• Trama: é o encadeamento de ações propriamente dito.

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O texto descri vo PANQUECA DE CARNE MOÍDA

O texto descritivo é o que levanta características para montar algum tipo de panorama. Essas INGREDIENTES
características, mormente, são físicas, entretanto, não é necessário ser sempre desse modo.
Podemos dizer que há dois tipos de descrição: MASSA:

1. Objetiva: em que surgem aspectos sensoriais diretos, ou seja, não há uma subjetividade • 1 e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
por parte de quem escreve. Veja um exemplo: • 1 xícara (chá) de leite
• 2 ovos
• 4 colheres (sopa) de óleo
• sal a gosto

RECHEIO:
• 300 g de carne moída
• 2 colheres (sopa) de cebola picada ou ralada
• 1/2 tomate cortado em cubos
• 1/2 lata de extrato de tomate
• 1 caixa de creme de leite
• sal a gosto
• 400 g de mussarela fatiado
nome científico: Ginkgo biloba L. • queijo ralado a gosto
nome popular: nogueira-do-japão
MODO DE PREPARO
origem: Extremo Oriente
aspecto: as folhas dispõem-se em leque e são semelhantes ao trevo; MASSA:
a altura da árvore pode chegar a 40 metros; o fruto lembra uma ameixa e contém uma noz que
pode ser assada e comida. 1. Bata no liquidificador os ovos, o leite, o óleo, e acrescente a farinha de trigo aos poucos
2. Após acrescentar toda a farinha de trigo, adicione sal a gosto
2. Subjetiva: em que há impressões particulares do autor do texto. Há maior valorização dos 3. Misture a massa até obter uma consistência cremosa
sentimentos insurgentes daquilo que se contempla. Veja um exemplo: 4. Com um papel toalha, espalhe óleo por toda a frigideira e despeje uma concha de massa
Logo à entrada paramos diante de uma lápide quadrada, incrustada nas lajes escuras, tão polida 5. Faça movimentos circulares para que a massa se espalhe por toda a frigideira
e reluzindo com um tão doce brilho de nácar, que parecia a água quieta de um tanque, onde se 6. Espere até a massa soltar do fundo e vire a massa para fritar do outro lado
refletiam as luzes das lâmpadas. Pote puxou-me a manga, lembrou-me que era costume beijar
aquele pedaço de rocha, santa entre todas, que outrora, no jardim de José de Arimateia... RECHEIO:
(A Relíquia – Eça de Queirós). 1. Em uma panela, doure a cebola com o óleo e acrescente a carne
2. Deixe cozinhar até que saia água da carne, diminua o fogo e tampe
3. Acrescente o tomate picado e tampe novamente
O texto injun vo 4. Deixe cozinhar por mais 3 minutos e misture
5. Acrescente o extrato de tomate e temperos a gosto
O texto injuntivo está direcionado à “instrução” do leitor, ou seja, busca instruir quem está 6. Deixe cozinhar por mais 10 minutos
lendo o texto. O tipo mais comum de texto dessa tipologia é o que apresenta instruções, como 7. Quando o molho engrossar, desligue o fogo
manuais, bulas de remédio, receitas, ou mesmo alguns livros de autoajuda. Veja um exemplo
de texto dessa natureza:

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8. Deixe esfriar o molho, acrescente o creme de leite e misture bem Parágrafo único. A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos
anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (Redação
9. Quando estiver bem homogêneo, leve novamente ao fogo e deixe cozinhar em fogo baixo dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
por mais 5 minutos
Lei excepcional ou temporária (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
MONTAGEM:
Art. 3º A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas
1. Recheie a panqueca com uma fatia de mussarela, uma porção de carne e enrole as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. (Redação
2. Faça esse processo com todas as panquecas dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
3. Despeje um pouco de caldo no fundo de um refratário, para untar Tempo do crime
4. Disponha as panquecas já prontas no refratário e despeje sobre elas o restante do molho
5. Polvilhe queijo ralado sobre as panquecas Art. 4º Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
6. Leve ao forno para gratinar, em fogo médio, por 20 minutos ou até que o queijo esteja
derretido Territorialidade

INFORMAÇÕES ADICIONAIS Art. 5º Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido no território nacional. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
• Essa massa também serve para panquecas doces. Basta substituir o sal por açúcar e fazer o
recheio de frutas, doces e chocolates. Use sua criatividade! § 1º Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações
e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer
Extraído de: http://www.tudogostoso.com.br/receita/760-panqueca-de-carne-moida.html que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de
propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em
alto-mar. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
O texto prescri vo § 2º É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou
embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território
O texto prescritivo é semelhante ao texto injuntivo, com a distinção de que se volta para uma nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do
instrução mais coercitiva. É o que se vê em leis, cláusulas contratuais, normas dispostas em Brasil.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
gramáticas ou editais. Veja o exemplo abaixo: Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, Art. 6º Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em
decreta a seguinte Lei: parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.(Redação dada pela Lei nº
7.209, de 1984)
PARTE GERAL Extraterritorialidade (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
TÍTULO I Art. 7º Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada pela Lei nº
Da Aplicação da Lei Penal 7.209, de 1984)
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) I – os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Anterioridade da Lei a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

Art. 1º Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída
pelo Poder Público; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
Lei penal no tempo
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
Art. 2º Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em 1984)
virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984) d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)

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II – os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) Exemplo:


a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
b) praticados por brasileiro; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada,
quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 1º Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou
condenado no estrangeiro.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 2º Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes
condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; (Incluído pela
Lei nº 7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a
punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 3º A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora
do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: (Incluído pela Lei nº 7.209,
de 1984)
a) não foi pedida ou foi negada a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) houve requisição do Ministro da Justiça. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

A charge

A charge é um tipo de texto caracterizado pela mescla entre o conteúdo imagético (não-verbal)
e o conteúdo verbal (linguístico) presente na comunicação. Uma charge pode ser fundamental-
mente argumentativa, dado o conteúdo mormente crítico que se observa em suas expressões.
Não que isso seja uma obrigação, mas é certamente uma constante nas charges.
Dentre as características mais importantes que devem ser levadas em consideração em uma
charge, eis as que mais se destacam:
1. Sua temporalidade: a charge está sempre presa a um contexto temporal.
2. Sua localidade: a charge está sempre presa a um contexto local.
3. Sua temática: há sempre um tema principal que está servindo para a reflexão.
4. A visão do chargista: há uma corrente ideológica que o chargista adota para tecer uma
crítica em seu texto.

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A rinha O poema

Diferentemente da charge, a tirinha não possui necessariamente um prendimento temporal Não, o poema não é uma tipologia em separado. Trata-se de um texto que pode ser narrativo,
(muito embora as contemporâneas estejam trabalhando mais como charges sequenciais). As descritivo, até mesmo dissertativo. O que distingue o poema dos outros textos é a forma de os
tirinhas são pequenas narrativas que misturam linguagem verbal com linguagem não-verbal. distribuir e a linguagem que costumam adotar.
Usualmente, há questionamentos sobre os efeitos de humor que decorrem das quebras de
expectativa do penúltimo para o último quadro da tirinha, portanto, é preciso atentar para Um poema é usualmente escrito em versos. Cada linha do poema é um verso; e, ao conjunto
essas partes principais da pequena narrativa. de versos, damos o nome de estrofe. Há poemas com apenas uma estrofe, bem como há
estudos sobre formatação dos poemas (número determinado de versos e estrofes, tipos de
É comum que haja um personagem central nessas tirinhas, o qual costuma ser o protagonista rimas, ritmo estudado em separado). Na maioria das questões de concurso sobre poemas, o
das ações do texto. Veja um exemplo: questionamento é feito a respeito da interpreção do que está escrito, não se ultrapassa muito
esse limite.
É comum que os candidatos com um pequeno histórico de leitura não consigam interpretar
um poema. O mais importante é ter contato cotidianamente com esse tipo de texto até
compreender as estruturas de interpretação. Na maior parte das vezes o título do texto ajuda a
interpretar o poema.
Chegou a hora de ler alguns poemas:

O açúcar – Ferreira Gullar


O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.

Este açúcar veio


da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana


e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

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Em lugares distantes, onde não há hospital — Estavam todos dormindo


nem escola, Estavam todos deitados
homens que não sabem ler e morrem de fome Dormindo
aos 27 anos Profundamente.
plantaram e colheram a cana *
que viraria açúcar.
Quando eu tinha seis anos
Em usinas escuras, Não pude ver o fim da festa de São João
homens de vida amarga Porque adormeci
e dura
produziram este açúcar Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
branco e puro Minha avó
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema. Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Profundamente Onde estão todos eles?
Manuel Bandeira — Estão todos dormindo
Quando ontem adormeci Estão todos deitados
Na noite de São João Dormindo
Havia alegria e rumor Profundamente.
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos Para que se registre: um mesmo texto pode possuir mais de uma tipologia. Caso isso ocorra, será
Ao pé das fogueiras acesas. considerado um texto híbrido. Há narrativas com trechos descritivos, assim como dissertações
com trechos narrativos etc.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões Funções da Linguagem
Passavam, errantes Um linguista chamado Roman Jakobson desenvolveu uma teoria que tenta explicar um ato
comunicativo. A extensão dessa teoria se relaciona com o assunto sobre funçõesa da linguagem.
Silenciosamente
Apenas de vez em quando Antes de falar das funções da linguagem, vamos compreender a teoria do ato comunicativo
O ruído de um bonde inicialmente. Todo ato comunicativo necessita de alguns elementos, a saber: emissor, receptor,
mensagem, código e canal. Eis as características de cada elemento:
Cortava o silêncio
Como um túnel. 1. Emissor: __________________________________________________________________
Onde estavam os que há pouco
2. Receptor: _________________________________________________________________
Dançavam
Cantavam 3. Mensagem: ________________________________________________________________
E riam 4. Codigo: ___________________________________________________________________
Ao pé das fogueiras acesas? 5. Canal: ____________________________________________________________________

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A depender da focalização da função, a distinção entre elas pode ser feita da seguinte maneira: Metáfora: uma figura de linguagem, que consiste na comparação de dois termos sem o uso de
um conectivo.
1. Função referencial ou denotativa: centrada no conteúdo proposicional da mensagem es-
pecificamente. Ex.: livro de Biologia, artigo científico. • Seus olhos são dois oceanos. (Os olhos possuem a profundidade do oceano, a cor do
2. Função poética ou conotativa: centrada na transformação do conteúdo proposicional da oceano etc.)
mensagem. Ex.: poema, conto, linguagem oral.
Comparação: comparação direta com o elemento conectivo.
3. Função emotiva ou expressiva: centrada no emissor da mensagem no ato comunicativo.
Ex.: depoimentos ou testemunhos. • O vento é como uma mulher.
4. Função apelativa ou conativa: centrada no receptor da mensagem no ato comunicativo.
Ex.: publicidades. Metonímia: figura de linguagem que consiste utilização de uma expressão por outra, dada a
semelhança de sentido ou a possibilidade de associação lógica entre elas.
5. Função fática: centrada no canal utilizado no ato comunicativo. Ex.: introdução de conver-
sas, atos falhos. • Vá ao mercado e traga um Nescau. (achocolatado em pó).

6. Função metalinguística: centrada no código utilizado no ato comunicativo. Ex.: livro de gra- Antítese: figura de linguagem que consiste na exposição de ideias opostas.
mática, poemas sobre escrever poemas.
“Nasce o Sol e não dura mais que um dia
Depois da Luz se segue à noite escura
Um pouco de Es lís ca: Em tristes sombras morre a formosura,
Daqui para frente, vamos estudar um pouco do que é objetivo para a Estilística, ou seja, os Em contínuas tristezas e alegrias.”
(Gregório de Matos)
sentidos do texto. Trabalharemos com conotação, denotação e algumas figuras de lingaugem.
Os termos em negrito evidenciam relações semânticas de distinção (oposição). Nascer é o con-
trário de morrer, assim como sombra é o contrário de luz. Essa figura foi muito utilizada na poe-
sia brasileira, em especial pelo autor dos versos acima: Gregório de Matos Guerra.
CONOTAÇÃO X DENOTAÇÃO
Paradoxo: expressão que contraria o senso comum. Ilógica.
É interessante, quando se estuda o conteúdo de interpretação de texto, ressaltar a distinção “Amor é fogo que arde sem se ver;
conceitual entre o sentido conotativo e o sentido denotativo da linguagem. Vejamos como se É ferida que dói e não se sente;
opera essa distinção:
É um contentamento descontente;
Sentido CONOTATIVO: figurado, ou abstrato. Relaciona-se com as figuras de linguagem. É dor que desatina sem doer.”
(Luís de Camões)
• Adalberto entregou sua alma a Deus.
A construção semântica acima é totalmente ilógica, pois é impossível uma ferida doer e não ser
A ideia de entregar a alma a Deus é figurada, ou seja, não ocorre literalmente, pois não há um sentida, assim como não é possível o contentamento ser descontente.
serviço de entrega de almas. Essa é uma figura que convencionamos chamar de metáfora. Perífrase: expressão que tem por função substituir semanticamente um termo:
Sentido DENOTATIVO: literal, ou do dicionário. Relaciona-se com a função referencial da • A última flor do Lácio anda muito judiada. (Português é a última flor do Lácio)
linguagem.
Eufemismo: figura que consiste em atenuar uma expressão desagradável:
• Adalberto morreu.
• José pegou emprestado sem avisar; (roubou).
Quando dizemos função referencial, entende-se que o falante está preocupado em transmitir Disfemismo: contrário ao Eufemismo, é a figura de linguagem que consiste em tornar uma
precisamente o fato ocorrido, sem apelar para figuras de pensamento. expressão desagradável em algo ainda pior.
Apenas para ilustrar algumas das mais importantes figuras de linguagem que podem ser • O homem abotoou o paletó de madeira. (morreu)
cobradas em algumas provas, observe a lista:
Prosopopeia: atribuição de características animadas a seres inanimados.

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• O vento sussurrou em meus ouvidos. Vícios de leitura


Hipérbole: exagero proposital de alguma característica. • Movimento: consiste em não conseguir estudar, ler, escrever etc. sem ficar arrumando
• Estou morrendo de rir. algum subterfúgio para distrair-se. Comer, beber, ouvir música, ficar no sofá, brincar com o
cachorro são coisas que devem ser evitadas no momento de estudar.
Sinestesia: confusão dos sentidos do corpo humano para produzir efeitos expressivos.
• Apoio: o vício do apoio é péssimo para a leitura, pois diminui a velocidade e a capacidade
• Ouvi uma voz suave saindo do quarto. de aprofundamento do leitor. Usar dedo, régua, papel ou qualquer coisa para “escorar” as
linhas significa que você está com sérios problemas de concentração.

Tradução de sen do: • Garoto da borboleta: se você possui os vícios anteriores, certamente é um “garoto da
borboleta”. Isso quer dizer que você se distrai por qualquer coisa e que o mínimo ruído é
Algumas questões (e essas são as mais “ardidas”) exigem um trabalho com a tradução do sen- suficiente para acabar com o seu fluxo de leitura. Já deve ter acontecido: terminou de ler
tido do que está escrito em uma sentença. Para compreender isso, a prática é a única saída. uma página e se perguntou: “que foi mesmo que eu li”. Pois é, você só conseguirá se curar
Vejamos como isso funciona: se começar a se dedicar para obter o melhor de uma leitura mais aprofundada.

Considerando-se o contexto, o sentido de uma expressão do texto está corretamente traduzido em: Organização leitora:

a) diz respeito ao interesse comum = relaciona-se com a vontade geral. • Posto: trata-se da informação que se obtém pela leitura inicial.

b) ingênuos seguidores = adeptos mais radicais. • Pressuposto: trata-se da informação acessada por meio do que não está escrito.

c) é aí que se insere a sua famosa distinção = é aí que se contesta sua célebre equação. • Subentendido: trata-se da conclusão a que se chega ao unir posto e pressuposto.

d) visão essencialmente pessimista = perspectiva extremamente ambígua. Veja o exemplo abaixo:


e) corrompem-se irremediavelmente = praticam a corrupção sem remorso.
• Cientistas dizem que pode haver vida extraterreste em algum lugar do espaço.
Considerando-se o contexto, está clara e corretamente traduzido o sentido deste segmento:
Desse trecho, pode-se concluir que a vida extraterrestre não é uma certeza, mas uma possi-
bilidade. Se a banca afirmar que certamente há vida extraterrestre, há um erro evidente na
a) permitindo que a prudência nos imobilize (2º parágrafo) = estacando o avanço da cautela. questão.
b) a sabedoria popular também hesita, e se contradiz (3º parágrafo) = a proverbial sabedoria
também se furta aos paradoxos. Dicas de organização de leitura

c) o confiante se vê malogrado (3º parágrafo) = deixa- se frustrar quem não ousa. 1. Ler mais de uma vez o texto: para ter certeza do tema e de como o autor trabalha com o
d) pés chumbados no chão da cautela temerosa (3º parágrafo) = imobilizado pela prudência assunto.
receosa. 2. Atentar para a relação entre os parágrafos: analisar se há conexão entre eles e como ela é
e) orientação conciliatória (4º parágrafo) = paradigma incontestável. feita. Se há explicação, contradição, exemplificação etc.

Muito da interpretação de textos está relacionado com a capacidade de reconhecer os assuntos 3. Entender o comando da questão: ler com atenção o que se pede para responder adequa-
do texto e as estratégias de desenvolvimento de uma base textual. Para que isso seja possível, damente.
convém tomar três providências: 4. Destacar as palavras de alerta: palavras como “sempre”, “nunca”, “exclusivamente”, “so-
mente” podem mudar toda a circunstância da questão, portanto elas devem ser destaca-
• Eliminação dos vícios de leitura: para concentrar-se melhor na leitura. das e analisadas.
• Organização: para entender o que se pode extrair da leitura. 5. Limitar a interpretação: cuidado para não interpretar mais do que o texto permite. Antes
• Conhecimento da tradição da banca: para optar pelas respostas que seguem o padrão co- de afirmar ou negar algo, deve-se buscar o texto como base.
mum da banca examinadora.

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6. Buscar o tema central dos textos: é muito comum que haja questões a respeito do tema
do texto. Para captá-lo de maneira mais objetiva, atente para os primeiros parágrafos que
estão escritos.
7. Buscar a ancoragem das inferências: uma inferência é uma conclusão sobre algo lido ou
visto. Para que seja possível inferir algo, deve haver um elemento (âncora) que legitime a
interpretação proposta pelo examinador.

Dica final: fique esperto com questões que exigem a tradução do sentido de uma frase em ou-
tra, você deve buscar os sinônimos que estão presentes nas sentenças, ou seja, associar os sen-
tidos mais aproximados. Não é para ser o pai dos dicionários, apenas para conseguir identificar
relações de sentido e aproximação semântica.

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Questões
2. (12180) CESPE – 2012 – PORTUGUÊS – Identificação da Ideia Central, Elementos Referenciais,
Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais
A respeito das ideias e das estruturas do texto, julgue o item subsequente.
O autor utiliza a frase de Nietzsche ‘Eu sempre rio de todo mundo que não riu de si também’ (l.
1. (12175) CESPE – 2008 – PORTUGUÊS – Identificação da Ideia Central, Interpretação, Compreen- 24-25) como argumento a favor da ideia de que a capacidade de rir é inerente ao homem.
são, Tipologia e Gêneros Textuais
Em 2009, estudantes brasileiros de 15 anos de idade participarão, mais uma vez, do exame glo-
bal de maior repercussão sobre a qualidade do ensino: o PISA, sigla em inglês para Programa
Internacional de Avaliação de Alunos. Nossos resultados na prova de 2007 foram desanimado-
res: o Brasil ficou em 53.º lugar em Matemática e 52.º em Ciências, entre 57 participantes. Em
leitura, fomos o 48.º, entre 56 nações, já que os norte-americanos não fizeram o teste. O de-
sempenho chocante, no entanto, pode apontar estratégias para deixarmos a rabeira do ranque.
Na opinião do responsável pelo PISA, o alemão Andreas Schleicher, traçar comparações entre
resultados — algo corriqueiro nas Ciências Naturais, mas pouco comum no campo da Educação
— é uma maneira eficaz de entender por que jovens de países como Finlândia, Canadá e Co-
réia do Sul demonstram desempenho tão superior ao dos brasileiros. As principais descobertas
indicam que as nações bem-sucedidas miram alto, estabelecendo metas de qualidade ambicio-
sas e, por isso, garantem que todos conseguem, de fato, aprender.
Internet: <http://revistaescola.abril.com.br> (com adaptações).

A partir das ideias expressas no texto acima, julgue o item abaixo.


Segundo o responsável pelo PISA, estabelecer confrontos entre comportamentos de seres vivos
é um procedimento usual em Ciências Naturais, mas incomum quando se trata de Educação.
( ) Certo   ( ) Errado

( ) Certo   ( ) Errado

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3. (12226) FCC – 2013 – PORTUGUÊS – Identificação da Ideia Central, Inferência, Interpretação, 4. (12249) FCC – 2012 – PORTUGUÊS – Inferência, Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêne-
Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais ros Textuais
O Sul esteve por muito tempo isolado do resto do Brasil, mas nem por isso deixou de receber Eu sabia que, em outras circunstâncias, essas coisas não pegariam bem para um repórter. (1º
influências musicais que chegavam de outras regiões do país e do mundo. parágrafo)
Mário de Andrade já tinha decifrado brilhantemente em seu Ensaio sobre a música brasileira as Essa afirmação tem como pressuposto a exigência que geralmente se faz a um repórter de:
fontes que compõem os ritmos nacionais: ameríndia, africana, europeia (principalmente portu-
guesa e espanhola) e hispano-americana (Cuba e Montevidéu).
A gênese da música do Rio Grande do Sul também pode ser vista como reflexo dessa multipli-
cidade de referências. Há influências diretas do continente europeu, e isso se mistura à valiosa
contribuição do canto e do batuque africano, mesmo tendo sido perseguido, vigiado, quase
segregado.
O vanerão* é próprio do Sul, e a famosa modinha, bem própria de Santa Catarina, onde se en-
contra um dos mais antigos registros do estilo no Brasil. De origem lusitana, a modinha tocada
na viola, chorosa, suave e, enfim, romântica, tornou o gênero uma espécie de "mãe da MPB"**.
*Vanerão = Ritmo de origem alemã, desenvolvido no sul.
**MPB = Música Popular Brasileira
(Adaptado de: Frank Jorge, de Porto Alegre. Revista da Cultura, 18. ed. p. 30, jan. 2009)

... mesmo tendo sido perseguido, vigiado, quase segregado. (final do 3º parágrafo)
O segmento acima deve ser entendido, considerando-se o contexto, como
a) uma condição favorável à permanência da música popular de origem africana.
b) uma observação que valoriza a persistente contribuição africana para a música brasileira.
c) restrição ao sentido do que vem sendo exposto sobre a música popular brasileira.
d) a causa que justifica a permanência da música de origem africana no Brasil.
e) as consequências da presença dos escravos e sua influência na música popular brasileira.

a) distanciamento da participação política, ainda que por uma boa causa.


b) não envolvimento ou participação nos acontecimentos que está cobrindo.
c) não manifestar sua opinião pessoal a respeito dos acontecimentos que cobre.
d) manter uma absoluta imparcialidade diante dos fatos sobre os quais escreve.
e) não ficar junto dos líderes, mas dos anônimos que são o esteio dos movimentos.

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5. (19319) FAURGS – 2012 – PORTUGUÊS Tipologias Textuais, Interpretação, Compreensão, Tipo- 6. (27133) FUNDATEC – 2010 – PORTUGUÊS – Elementos Referenciais, Interpretação,
logia e Gêneros Textuais Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais, Sintaxe do Período (Coordenadas e Subordinadas
/ Nexos)
Quanto ao tipo de texto, assinale a alternativa correta.
Naturalmente, não será por causa dessa reação típica que você evitará dar feedbacks críticos
para as mulheres. Ambos, homens e mulheres, precisam feedbacks construtivos, sejam corre-
tivos ou positivos, para crescerem e se desenvolverem. Saiba, entretanto, reconhecer que mu-
lheres tendem a ser mais sensíveis às críticas do que os homens. E as mulheres precisam reco-
nhecer que o feedback crítico não é sinônimo de desaprovação, nem rejeição. Muitas mulheres
querem falar sobre a situação que originou o feedback negativo e restabelecer a conexão. Mas
a melhor hora para isso é, normalmente, quando elas querem.
A respeito da frase destacada, pode-se dizer que
I – A palavra isso refere-se a uma informação já mencionada no mesmo parágrafo.
II – O nexo coesivo Mas atribui à frase ideia de concessão.
III – A supressão de normalmente não provocaria nenhuma alteração na frase.
Quais estão incorretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas II e III.

7. (36211) CESPE – 2013 – PORTUGUÊS – Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais


Julgue o item subsequente quanto a sentidos, estruturas e aspectos linguísticos do texto acima.
Depreende-se do texto que o boom de mineração afetou todos os países do mundo, indepen-
dentemente da linha política de seus governos.

a) Trata-se de um texto predominantemente argumentativo, em que a narração está a serviço


de defesa de um ponto de vista.
b) O texto é predominantemente explicativo, com o propósito fundamental de levar o leitor a
compreender uma determinada informação.
c) O texto é descritivo, pois orienta o interlocutor em relação a procedimentos que deve se-
guir.
d) Trata-se de um relato informal, em forma de crônica, cuja proposta é recriar para o leitor
uma situação cotidiana em linguagem literária.
e) O texto é predominantemente narrativo, visto que seu foco é a trama, que gira em torno de
personagens cuja vida é condicionada pelo ato de dirigir e que apresenta um momento de
complicação, que é o engarrafamento, a que se segue a solução final.

( ) Certo   ( ) Errado

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8. (58591) CESPE – 2013 – PORTUGUÊS – Estratégia Linguística, Interpretação, Compreensão, 9. (38296) ESAF – 2009 – PORTUGUÊS – Compreensão Gramatical do Texto, Interpretação,
Tipologia e Gêneros Textuais Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais
Com relação aos aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta. Assinale a afirmação falsa a respeito dos elementos linguísticos do texto.

a) A expressão “Nem mesmo”(ℓ.10) pode ser substituída por “Até mesmo”, sem prejuízo do
significado do texto.
b) Entende-se um predicado oculto em: Os tiroteios são cotidianos nas vias de acesso ao
centro urbano e [são cotidianos] mesmo nesse centro...
c) “Invadiram-se duas instalações militares”(ℓ.5 e 6) pode ser substituída por: “duas
instalações militares foram invadidas”, sem prejuízo da correção gramatical.
d) O autor evita afirmar com plena certeza que os jornais cariocas são mais prolíficos em
notícias de crime do que os paulistas.
e) O advérbio “mutuamente”(ℓ.14) significa: reciprocamente.

10. (76970) ESAF – 2013 – PORTUGUÊS – Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros


Textuais, Análise de Alternativas / Itens, Tempos e Modos Verbais/Verbos
a) A palavra “capacidade” (R.22) está empregada no sentido de volume.
b) O artigo masculino plural os poderia ser corretamente inserido após “Todos”, em “Todos
requisitos” (R.25).
c) Na linha 3, “sociais ou jurisdicionais” caracterizam “Políticos”.
d) O pronome “eles” (R.3) retoma “povo” (R.2), cujo sentido genérico é conjunto de pessoas.
e) A expressão “desde que” (R.17) poderia ser corretamente substituída por com a condição
de que.

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Assinale a opção correta a respeito do texto. d) sentimento de insegurança provocada pelo medo do ridículo, por escrúpulos etc.;
timidez, acanhamento (linhas 3 e 4): “Todos ficaram constrangidos com o comportamento
a) Os tempos verbais empregados indicam que o texto foi escrito imediatamente após a pu- indecoroso do magistrado; foi de fato uma vergonha.”
blicação do projeto de construção de Brasília. e) desonra humilhante; opróbrio, ignomínia (linha 2): “Um profundo sentimento de vergonha
b) O teor das duas perguntas que iniciam o texto evidencia que o autor se interessa mais em o impedia de aceitar elogios sem negar ou diminuir o que nele viam de bom.”
obter esclarecimentos do que em apresentar uma crítica ao projeto de construção da nova
capital do Brasil. 12. (58617) FCC – 2015 – PORTUGUÊS – Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais
c) O autor do texto defende, de forma implícita, a ideia de que profissionais de outras áreas
do conhecimento deveriam participar do projeto de construção de Brasília. Considere o poema abaixo:
d) Segundo o autor do texto, apesar do alto custo dos espaços de lazer de Brasília, as soluções
encontradas pelos arquitetos responsáveis não foram criativas.
e) O autor do texto aponta a contradição entre a opção ideológica dos arquitetos que projeta-
ram Brasília e a rejeição deles aos avanços tecnológicos na área da construção civil.

11. (97555) FCC – 2015 – PORTUGUÊS – Estratégia Linguística


Considere o texto abaixo para responder à questão.
Consideradas definições da palavra vergonha retiradas do Dicionário Aurélio, a alternativa que
contém exemplificação correta é:

a) sentimento da própria dignidade, brio, honra (linha 4): “Durante severa discussão, o mais
sincero dos amigos indagou-lhe se não tinha ética e vergonha na cara.”
b) sentimento penoso de desonra, humilhação ou rebaixamento diante de outrem (linhas 2 e 3):
“Se tiverem vergonha, honrarão a confiança neles depositada e trabalharão com mais lisura.”
c) desonra humilhante; opróbrio, ignomínia (linha 2): “Artista talentoso, o jovem pianista  
contornou a explícita vergonha apresentando vários números antes de dirigir a palavra à
audiência”.

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d) Sua vivência nos engenhos de açúcar do Nordeste lhe permite uma identificação com os
trabalhadores que produziam o açúcar na época colonial.
e) A linguagem familiar e cotidiana empregada pelo poeta diminui o valor literário de seus
poemas, apesar da descrição de amplos painéis de costumes nordestinos.

13. (95712) FCC – 2015 – PORTUGUÊS – Polissemia e Figuras de Linguagem


Considerando-se que elipse é a supressão de um termo que pode ser subentendido pelo
contexto linguístico, pode- se identificá-la no verso:

a) As coisas só deviam acontecer


b) Ou não se devia sofrer
c) e a de não sofrer mais
d) é a idade de não sentir as coisas, essas coisas?
e) Você não está mais na idade

Retomando as observações constantes dos Textos III e IV, a afirmativa correta sobre Jorge de
Lima, a exemplo do poema transcrito, é:
a) Os recursos técnicos de que esse poeta se vale na composição de seus versos o aproximam,
na escolha de temas, de autores de outras regiões brasileiras.
b) Sua poesia é demonstração de um regionalismo genuíno, vivenciado pelo poeta em conta-
to com a realidade nordestina, sua história e tradições.
c) A perícia literária desse poeta na arte de fazer versos é, por si só, suficiente para comprovar
o valor de sua obra, direcionada para temas que abarcam a realidade brasileira.

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14. (105535) BIORIO – 2015 – PORTUGUÊS – Tipologias Textuais 15. (110036) CESPE – 2016 – PORTUGUÊS – Tipologias Textuais, Interpretação, Compreensão,
Tipologia e Gêneros Textuais
O texto lido nesta prova deve ser classificado prioritariamente como:
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto Um amigo em talas, julgue o item que
se segue.
Para caracterizar o personagem Amadeu Amaral Júnior, o narrador combina, no segundo
parágrafo, recursos dos tipos textuais narrativo e descritivo.

a) lírico, por expressar emoções do naturalista Darwin.


b) satírico, por condenar a escravidão no Brasil.
c) informativo, por dar a conhecer novidades ao leitor.
d) narrativo, por relatar fatos cronologicamente sucessivos. ( ) Certo   ( ) Errado
e) argumentativo, por defender a origem comum das espécies.

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Questões, poderá assistir ao vídeo da explicação do professor.

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Gabarito: 1. (12175) Certo 2. (12180) Errado 3. (12226) B 4. (12249) B 5. (19319) A 6. (27133) E 7. (36211) Errado 
8. (58591) E 9. (38296) A 10. (76970) C 11. (97555) A 12. (58617) B 13. (95712) C 14. (105535) C 15. (110036) Certo

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Redação Oficial

Professor Pablo Jamilk

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Edital

REDAÇÃO OFICIAL: 13 Redação de Correspondências oficiais (conforme Manual de Redação da


Presidência da República). 13.1 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 13.2 Adequa-
ção do formato do texto ao gênero.

BANCA: Cespe
CARGO: Técnico do MPU – Apoio Técnico-Administrativo – Administração

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Redação
Português
Oficial
Ou seja:
a) alguém que comunique (emissor);
b) algo a ser comunicado (mensagem);
c) alguém que receba essa comunicação (receptor).
REDAÇÃO DE CORRESPONDÊNCIAS OFICIAIS
No caso da redação oficial, o comunicador é o Serviço Público (este ou aquele Ministério,
Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); aquilo que é comunicado é sempre algum
assunto relativo às atribuições do órgão que expede a comunicação; o receptor ou destinatário
Olá, guerreiro(a) do concurso! Aqui é o professor Pablo Jamilk! Eu serei o seu professor do dessa comunicação pode ser o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão público, do
assunto de Redação de Correspondências Oficiais! Esse conteúdo é fantástico, sério! Cada vez Executivo ou dos outros Poderes da União.
mais, há questões de Redação Oficial em provas de concurso público! Muita gente deixa para
estudar na última hora e acaba se lascando. Não seja um desses! Estude antes que a prova Por meio disso, fica evidente também que as comunicações oficiais são necessariamente
devore você! Vamos moer esse conteúdo! uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas
comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a
outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público).

Iniciando o trabalho!
DOCUMENTOS NORTEADORES DA COMUNICAÇÃO OFICIAL
Por definição, é possível dizer que redação oficial é “a maneira pela qual o Poder Público redige
atos normativos e comunicações”. Essa definição ajuda a entender que há uma sistematização • Manual de Redação da Presidência da República.
para os procedimentos de serviço na Administração Pública.
• Manual de Redação do Senado Federal.
Dentre os documentos que servem de base para entender a documentação oficial, podemos
• Manual de Redação da Câmara dos Deputados.
destacar os seguintes:
É necessário levar em consideração a orientação que esses documentos trazem, porque a
cobrança nas provas está relacionada às normas que os manuais veiculam.
I. ASPECTOS DA CORRESPONDÊNCIA OFICIAL
Deve-se retirar o preconceito com que algumas pessoas tratam esse assunto, pois a
O propósito primeiro de qualquer comunicação consiste em transmitir uma informação. matéria é fácil, apesar de exigir um pouco de memorização. A capacidade de analisar regras
A depender da relação entre as partes comunicadoras, surgem as distinções entre tipos fundamentais de escrita será essencial para acertar as questões de prova.
de comunicação. A comunicação oficial difere das demais pelos critérios fundamentais de
formalidade e de rigor na produção dos textos. Vejamos, a partir de agora, quais são os princípios da Redação Oficial.

Há previsão da natureza comunicativa do expediente oficial no artigo 37, da CF, o qual ensina
que "a administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da 1. Impessoalidade
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)". Isso se estende para a comunicação, A fim de compreender o que é IMPESSOALIDADE na comunicação oficial, é preciso associar
que deve ter como princípios a impessoalidade e a publicidade de seus atos normativos. esse conceito ao conceito de impessoalidade que se identifica como um dos princípios da
Administração Pública.
Vale mencionar que, apesar de o texto oficial possuir padrões específicos para sua formatação,
a burocracia comunicativa deve ser evitada, ou seja, não existe uma linguagem da redação Para que o tratamento nas comunicações oficiais seja considerado, de fato, como impessoal,
oficial, não há um “burocratês” para a redação de expediente. necessita-se, dentre outras características:
Os elementos da comunicação estão divididos da seguinte maneira: • da ausência de impressões individuais de quem comunica: o que quer dizer que é vetado
ao emissor da comunicação introduzir juízos de qualquer natureza a respeito daquilo que
está comunicando;
• da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser
dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois

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MPU (Técnico) – Redação Oficial – Prof. Pablo Jamilk

casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal. O que significa IV. CONCISÃO
que deve ser evitado qualquer tipo de intimidade na comunicação;
Consiste em exprimir o máximo de ideias com o mínimo de palavras, para, desse modo, agilizar
• do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações a comunicação oficial. Devem ser evitadas redundâncias, explicações desnecessárias e partes
oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, desse modo, não é que não façam parte da matéria da comunicação.
possível fazer uso da comunicação oficial para finalidade particular.
Note-se que, se na comunicação houver pronomes que indiquem primeira pessoa, não haverá
rompimento da noção de impessoalidade, contanto que o propósito da comunicação seja V. FORMALIDADE E UNIFORMIDADE
público.
São dois aspectos muito próximos, uma vez que, ao falar de Administração Pública e redação de
Algumas questões exigem que o candidato analise o tipo de comunicação e a adequação do documentos que lhe são relativos, é preciso entender a necessidade de haver uma padronização
texto aos princípios da RCO. Nesse momento, é muito importante pensar a respeito do critério na comunicação oficial.
de impessoalidade.
Pensando nisso, o Manual de Redação da Presidência da República estabelece uma formatação
especifica para cada tipo de correspondência ou documento. Isso quer dizer que há um rito
II. USO DO PADRÃO CULTO DA LINGUAGEM específico para cada tipo de documento, sendo que tal rito envolve desde o formato do
documento até os itens dele constantes.
O uso do padrão culto da linguagem está relacionado essencialmente com a correção gramatical
do texto. Essencialmente, mas não apenas. Existem outras características que devem ser
levadas em consideração nesse tópico: I. OS VOCATIVOS E PRONOMES DE TRATAMENTO MAIS UTILIZADOS
• Evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos, tais como gírias, Com o objetivo de respeitar o princípio da formalidade na redação oficial, o emprego dos
regionalismos e jargões técnicos. pronomes de tratamento deve observado. Estabelecido por secular tradição, o emprego
• Evitar coloquialismos. dos pronomes de tratamento está relacionado ao cargo que o indivíduo ocupa. Além disso,
é preciso entender que há um vocativo que deve ser empregado com os pronomes de
• A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de tratamento em alguns expedientes:
evitar o seu uso indiscriminado.
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
• Lembrar que não existe “padrão oficial de linguagem”.
a) Do Poder Executivo:
• Usar o estrangeirismo de forma consciente.
• Presidente da República;
• Usar neologismos com critério.
• Vice-Presidente da República;
• Observar as regras da gramática formal.
• Ministros de Estado*;
• Empregar um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma.
• Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
• Evitar preciosismos.
• Oficiais-Generais das Forças Armadas;
• Embaixadores;
III. CLAREZA
• Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;
Consiste, basicamente, no modo com a mensagem é transmitida. Não se concebe um texto • Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
oficial obscuro ou de difícil entendimento. Para que haja clareza na mensagem, a observação
dos itens relativos ao uso do padrão culto da linguagem é imprescindível, bem como a • Prefeitos Municipais.
formalidade e a padronização documental, que serão vistos posteriormente.
* Nos termos do Decreto no 4.118, de 7 de fevereiro de 2002, art. 28, parágrafo único, são
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por seu Ministros de Estado, além dos titulares dos Ministérios: o Chefe da Casa Civil da Presidência
destinatário. da República, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o Chefe da Secretaria-Geral

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da Presidência da República, o Advogado-Geral da União e o Chefe da Corregedoria-Geral da • Exemplo 2:


União.
A Sua Excelência o Senhor
b) Do Poder Legislativo: Senador Fulano de Tal
• Deputados Federais e Senadores; Senado Federal
70165-900 – Brasília. DF
• Ministros do Tribunal de Contas da União;
• Exemplo 3:
• Deputados Estaduais e Distritais;
A Sua Excelência o Senhor
• Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais;
Fulano de Tal
• Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais. Juiz de Direito da 10a Vara Cível
c) Do Poder Judiciário: Rua ABC, no 123
01010-000 – São Paulo. SP
• Ministros dos Tribunais Superiores;
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), pois seria
• Membros de Tribunais; redundante, uma vez que “dignidade” é um pressuposto para os cargos em questão.
• Juízes; Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo
• Auditores da Justiça Militar. adequado é:
• Senhor Fulano de Tal,
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo
Senhor, seguido do cargo respectivo: No envelope, deve constar do endereçamento:
• Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Ao Senhor
Fulano de Tal
• Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, Rua dos Grãos, no 69
• Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. 12345-000 – Cascavel. PR

As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo
para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É
• Senhor Senador, suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.

• Senhor Juiz, Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Apesar de haver
tradição no ramo do Direito, as comunicações oficiais dispensam o seu uso.
• Senhor Ministro,
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em
• Senhor Governador, comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo “Magnífico
Reitor”.
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa
Excelência, terá a seguinte forma: Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são:

• Exemplo 1: • Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é


“Santíssimo Padre”.
A Sua Excelência o Senhor
• Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais.
Fulano de Tal Corresponde-lhe o vocativo:
Ministro de Estado da Justiça
• Eminentíssimo Senhor Cardeal;
70064-900 – Brasília. DF
• Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal.

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• Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Caso não haja espaço na página, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do
Bispos; expediente. Por isso, é necessário transferir ao menos a última frase anterior ao fecho para a
última página.
• Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e
superiores religiosos;
• Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos; RESUMO
Resumo dos principais pronomes de tratamento: EDITAR ESSA TABELA
Concordância dos termos relacionados aos pronomes de tratamento
Lembre-se, sempre, de que a concordância verbal na correspondência oficial, independente
do vocativo adotado, é realizada como se o pronome fosse a palavra “você”. Além disso, o a
concordância nominal deve ser feita como gênero da pessoa, não da palavra.
Exemplo:
• Vossa Senhoria está convidado para o evento (Diretor de Repartição).
• Vossa Excelência está convocada para a reunião (Diretora de Comissão).
Os Fechos Adequados para Cada Correspondência
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de
saudar o destinatário. São divididos, para sintetizar, em apenas dois fechos simples:
Para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
• Respeitosamente,
Para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
• Atenciosamente,
Atenção: ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras,
que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Resumo para os Fechos:
Ministério das Relações Exteriores.
A dica é a seguinte:
• Se o cara for superior, é preciso ter respeito!
Iden fcação do signatário
• Se o cara for igual ou inferior, você quase não dá atenção!
À exceção das comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais
comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do
local de sua assinatura. O modelo de identificação é o seguinte: II. NORMAS GERAIS PARA ELABORAÇÃO PARA DOCUMENTOS OFICIAIS
(espaço para assinatura) As normas que se seguem foram retiradas do Manual de Redação da Presidência da Republica:
Nome
1) Utilize as espécies documentais, de acordo com as finalidades expostas nas estruturas dos
Chefe do Departamento do Exemplo da Assinatura modelos que serão expostos;
(espaço para assinatura) 2) Utilize os pronomes de tratamento, os vocativos, os destinatários e os endereçamentos
Nome corretamente;
Ministro de Estado da Justiça 3) Utilize a fonte do tipo Times New Roman de corpo:

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• 12 no texto em geral; • de peças,


• 11 nas citações; • de óperas,
• 10 nas notas de rodapé. • de música,
4) Para símbolos que não existem na fonte Times New Roman pode-se utilizar as fontes: • de pintura,
• Symbol; • de escultura,
• Wingdings. • nomes de eventos,
5) É obrigatório constar, a partir da segunda página, o número da página; • estrangeirismos citados no corpo do texto.
6) Os ofícios, memorandos e seus anexos poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Lembre-se, porém, de que, na grafia de nome de instituição estrangeira, não se pode usar o
Neste caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares itálico.
(“margem espelho”);
Observação: se o texto já estiver todo escrito em itálico, a marcação que destaca as palavras
No caso de Comunicação Interna – como exemplo do MEMORANDO -, o destinatário deverá e locuções de outros idiomas que não foram adaptadas ao português, pode ser feito por
ser identificado pelo cargo, não necessitando do nome de seu ocupante. Exceto para casos meio de um recurso que se chama “redondo”, ou seja, o contrário do itálico, grafar a palavra
em que existir um mesmo cargo para vários ocupantes, sendo necessário, então, um vocativo normalmente sem o recurso em questão.
composto pelo cargo e pelo nome do destinatário em questão.
O itálico é utilizado na grafia de nomes científicos, de animais e vegetais (Exemplos: Canis
Exemplo: Familiaris, Zea Mays). Finalmente, também é possível sua utilização, desde que sem exageros,
na escrita de palavras e/ou de expressões às quais se queira enfatizar, recurso tal que pode ser
Ao Senhor Assessor substituído pelas aspas.
Juca Duarte
Quando um documento estiver respondendo à solicitação de outro documento, deve-se fazer
referência à espécie, ao número e à data ao qual se refere. Aspas
O tema ou assunto que motiva a comunicação deve ser introduzido no primeiro parágrafo, As duplas (“ ”) são utilizadas para:
seguido do detalhamento e conclusão. Se houver mais de uma ideia contida no texto, deve-se
tratar dos diferentes assuntos em parágrafos distintos. • Introduzir citações diretas cujos limites não ultrapassem três linhas;

A referência ao ano do documento deve ser feita após a espécie e número do expediente, • Evidenciar neologismos. Por exemplo: “macaqueação”; “printar”;
seguido de sigla do órgão que o expede. • Ressaltar o sentido de uma palavra quando não habitual, principalmente nos casos de
Exemplo: derivação imprópria – Exemplos: Existem alguns “porquês” a respeito da situação;

Ofício nº 33/2009-DAI/TCE • Evidenciar o valor – irônico ou afetivo de um termo – Exemplos: Esse “probleminha” custou
a empresa.
• As aspas simples (‘ ’) são utilizadas quando, em qualquer uma das circunstâncias
III. DESTAQUES mencionadas, surge dentro de uma citação que já foi introduzida por aspas.

Existem maneiras de criar “pontos de atenção” dentro do texto. Esses recursos sãos os
destaques. Vejamos os principais: Negrito
Itálico
Usado para:
Por convenção, usa-se o recurso do itálico em
• Transcrição de entrevistas.
• títulos de livros,
• Indicação de títulos ou subtítulos.
• de periódicos,
• Ênfase em termos do texto.

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Maiúsculas • nome de grupo ou de movimento político e religioso (petistas, evangélicos);

Emprega-se letra maiúscula no início de sentenças, bem como nos títulos de obras de arte ou • na palavra governo (governo Lula, governo de Minas Gerais);
de natureza técnico-científica. Além desses usos, convencionou-se o emprego nas seguintes • nos termos designativos de instituições, quando esses não estão integrados no nome delas
circunstâncias: – Exemplos: O Conselho Nacional de Segurança tem por objetivo (…), porém, esse conselho
• substantivos que indicam nomes próprios e de sobrenomes (Pablo Jamilk) de cognomes não abdica de...
(Alexandre, o Greve); de alcunhas (o Batata); de pseudônimos (Alberto Caeiro); de nomes • nome de acidente geográfico que não seja parte integrante do nome próprio: rio Amazonas,
dinásticos (os Médici); serra do Mar, cabo Norte (mas, Cabo Frio, Rio de Janeiro, Serra do Salitre);
• topônimos (Rio Grande do Sul, Itália); • prefixo, Exemplos: ex-Ministro da Saúde, ex-Presidente do Senado;
• regiões (Nordeste, Sul); • nome de derivado: hegeliano, kantiano;
• nomes de instituições culturais, profissionais e de empresa (Fundação Carlos Chagas, • pontos cardeais, quando indicam direção ou limite: o norte de São Paulo, o sul do Paraná.
Associação Brasileira de Normas Técnicas);
• nome de divisão e de subdivisão das Forças Armadas (Exército, Polícia Militar);
IV. SIGLAS E ACRÔNIMOS
• nome de período e de episódio histórico (Idade Moderna, Estado Novo);
Sigla é a representação de um nome por meio de suas letras iniciais – Exemplos: IPVA, CEP,
• nome de festividade ou de comemoração cívica (Natal, Dia dos Pais); INSS. Apesar de obedecer às mesmas regras dispostas para as siglas, os acrônimos são distintos
• designação de nação política organizada, de conjunto de poderes ou de unidades da em sua formação, ou seja, são palavras constituídas pelas primeiras letras ou sílabas de outras
Federação (golpe de Estado, Estado de São Paulo); palavras – Exemplo: Telebras, Petrobras, Transpetro.

• nome de pontos cardeais (Sul, Norte, Leste, Oeste); Regras:

• nome de zona geoeconômica e de designações de ordem geográfica ou político- • Costuma-se não se colocar ponto nas siglas;
administrativa (Agreste, Zona da Mata, Triângulo Mineiro); • São grafadas em caixa-alta as siglas compostas apenas de consoante: FGTS;
• nome de logradouros e de endereço (Av. Tancredo Neves, Rua Carlos Gomes); • São grafadas em caixa-alta as siglas que, apesar de compostas de consoante e de vogal, são
• nome de edifício, de monumento e de estabelecimento público (edifício Coimbra, Estádio pronunciadas mediante a acentuação das letras: IPTU, IPVA, DOU;
do Pacaembu, Aeroporto de Viracopos, Igreja do São Tomé); • São grafados em caixa alta e em caixa-baixa os compostos de mais de três letras (vogais
• nome de imposto e de taxa (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores); e consoantes) que formam palavra, ou seja, os acrônimos: Bacen, Cohab, Petrobras,
Embrapa.
• nome de corpo celeste, quando designativo astronômico (“A Terra gira em torno do Sol”);
• Siglas e acrônimos devem vir precedidos de respectivo significado e de travessão em sua
• nome de documento ao qual se integra um nome próprio (Lei Áurea, Lei Afonso Arinos). primeira ocorrência no texto (Exemplos: Diário Oficial da União– DOU).

Minúsculas V. ENUMERAÇÕES
Além de sempre usada na grafia dos termos que designam as estações do ano, os dias da Tradicionalmente, as enumerações são introduzidas pelo sinal de dois-pontos, seguidas dos
semana e os meses do ano, a letra minúscula (comumente chamada de caixa-baixa – Cb), é elementos enumerados que devem aparecer introduzidos por algum tipo de marcador. O mais
também usada na grafia de: comum é o marcador feito com letras minúsculas em ordem alfabética seguidas de parênteses.
• cargos e títulos nobiliárquicos (rei, dom); dignitários (comendador, cavaleiro); axiônimos Ex.:
correntes (você, senhor); culturais (reitor, bacharel); profissionais (ministro, médico,
general, presidente, diretor); eclesiásticos (papa, pastor, freira); a)
• gentílicos e de nomes étnicos (alemães, paulistas, italianos); b)
• nome de doutrina e de religiões (catolicismo, protestantismo); c)

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Os itens enumerados também podem aparecer em linha: a), b), c). b) Local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita.
Os elementos da enumeração são, usualmente, encerrados com ponto-e-vírgula até o Exemplo:
penúltimo item, pois o último elemento deverá ser finalizado por ponto final. Caso o trecho
anunciativo termine com um ponto final, os itens que o sucedem serão grafados com a inicial Brasília, 19 de outubro de 2014.
maiúscula, bem como serão finalizados com ponto final. c) Assunto: resumo do teor do documento.
Exemplos:
VI. GRAFIA DE NUMERAIS • Assunto: Solicitação de fundos.
A orientação geral para a grafia de numerais é a de que sejam escritos com algarismos arábicos. d) Destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem se dirige a comunicação. No caso do
Porém, em algumas situações especiais é regra grafá-los, no texto, por extenso. Eis algumas ofício, deve-se incluir também o endereço.
dessas situações:
e) Texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente
• De zero a nove: três quadras, quatro mil; deve conter a seguinte estrutura:
• Dezenas redondas: trinta pessoas, sessenta milhões; • Introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto
que motiva a comunicação. Lembre-se de que o texto deve primar por concisão, clareza
• Centenas redondas: quatrocentos mil, oitocentos trilhões, duzentas mulheres. e objetividade, portanto, não e aceitável que se incluam itens redundantes ou retóricos
Em todos os casos, porém, só se usam palavras quando não há nada nas ordens ou nas classes nesse texto.
inferiores (Exemplos: 10 mil, mas 10.200 e não 10 mil e duzentos). • Desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia
Acima do milhar, no entanto, dois recursos são possíveis: sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior
clareza à exposição;
• Aproximação de número fracionário, como em 33,8 milhões;
• Conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada
• Desdobramento dos dois primeiros termos, como em 33 milhões e 789 mil. sobre o assunto.
Os ordinais são grafados por extenso de primeiro a décimo, os demais devem ser representados Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam
de forma numérica, com algarismos: quarto, sexto, mas 18º, 27º etc. organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Quando se tratar de um encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
VII. O PADRÃO OFÍCIO • Introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se
a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo
No que diz respeito à Redação Oficial, as questões de concurso costumam focalizar o conteúdo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento
relativo ao Padrão Ofício. Portanto, é muito importante entender como ele se estrutura e o que encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual
as bancas podem cobrar a seu respeito. Nesse momento, é importante seguir precisamente o está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
que o Manual de Redação da Presidência da República ensina.
“Em resposta ao Aviso nº 50, de 2 de fevereiro de 2014, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº
Estrutura de correspondência no Padrão Ofício: 77, de 3 de março de 2013, do Departamento Geral de Infraestrutura, que trata da requisição
a) Tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede. do servidor Fulano de Tal.”

Exemplos: ou

• Mem. 123/2014-MME “Encaminho, para análise e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 13, de 1o de
fevereiro de 2005, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de
• Aviso 123/2013- MPOG projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
• Of. 123/2012-MF • Desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito
do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento;

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em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero MODELO DE AVISO
encaminhamento.
BASEADO NO MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
f) Fecho: respeitosamente (para autoridades de hierarquia superior) ou atenciosamente
(para autoridades de hierarquia igual ou inferior) (dependendo do destinatário);
g) Assinatura do autor da comunicação;
h) Identificação do signatário.
Os expedientes que se assemelham pela estrutura de diagramação (o padrão ofício) são o aviso,
o ofício e o memorando – ressalvadas as suas particularidades.

VIII. DOCUMENTOS
Os documentos a seguir devem ser estudados, memorizados e vividos, para não perder questão
alguma nas provas.
Vejamos a orientação do MRPR sobre AVISO e OFÍCIO:
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do
vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de vírgula.
Exemplos:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
Senhor Chefe de Gabinete
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente:
– nome do órgão ou setor;
– endereço postal;
– telefone e endereço de correio eletrônico.

IX. AVISO
Os avisos são atos que competem aos Ministros de Estado que dizem respeito a assuntos
relativos aos seus ministérios. Os avisos são expedidos exclusivamente por Ministros de
Estado, Secretário-Geral da Presidência da República, Consultor-Geral da República, Chefe do X. OFÍCIO
Estado Maior das Forças Armadas, Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República e
pelos Secretários da Presidência da República, para autoridades de mesma hierarquia. Note- É o tipo mais comum de comunicação oficial. Uma vez que se trata de um documento da
se o ensinamento sobre avisos do MRPR: o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de correspondência oficial, só pode ser expedido por órgão público, em objeto de serviço.
Estado, para autoridades de mesma hierarquia. Usualmente, as bancas costumam mudar uma O destinatário do ofício, além de outro órgão público, também pode ser um particular. O
palavra nessa sentença: trocar “aviso” por “ofício”. conteúdo do ofício costuma ser matéria administrativa. Lembre-se de que o ofício é documento
eminentemente externo.

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XI. MEMORANDO
É uma modalidade de comunicação eminentemente interna, que ocorre entre unidades
administrativas de um mesmo órgão, as quais podem estar hierarquicamente em mesmo
nível ou em níveis diferentes. O uso corrente do memorando deve-se a sua simplicidade e a
sua rapidez, isso quer dizer que é uma comunicação célere. Ultimamente, o memorando vem
sendo substituído pelo correio eletrônico.
Quanto à forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício, todavia com uma distinção:
o destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Veja um modelo de Memorando.

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XII. REQUERIMENTO MODELO DE REQUERIMENTO

O requerimento é um tipo de pedido, em que o signatário pede algo que pense ser justou legal.
Qualquer indivíduo que tenha interesse no serviço público pode se valer de um requerimento, Requerimento
que será dirigido a uma autoridade competente para tomar conhecimento, analisar e solucio-
nar o caso, podendo ser escrito ou datilografado (digitado).
• Estrutura: Ao Senhor Diretor de Departamento,

Apesar de não haver muita normatização a respeito do requerimento (ele não está no MRPR), é Eu, João da Cunha (brasileiro,
possível distinguir alguns elementos fundamentais. Os elementos constitutivos do requerimen- solteiro, portador da cédula de
to são: identidade número XX.XXX.XXX – XX)
requer a cessão do campo de futebol, a
a) Vocativo: indica a autoridade a quem se dirige a comunicação. Alinhado à esquerda, sem
fim da prática desportiva.
parágrafo, identificando a autoridade e não a pessoa em si;
Nestes termos,
b) Texto: O nome do requerente em maiúsculas, sua qualificação (nacionalidade, estado civil,
idade, residência, profissão etc.), o objeto do requerimento com a indicação dos respecti- Pede e aguarda deferimento.
vos fundamentos legais e finalidade do que se requer. Quando o requerimento é dirigido à
autoridade do órgão em que o requerente exerce suas atividades, basta, por exemplo, citar
nome, cargo, lotação, número de matrícula ou registro funcional. Deve primar pela conci-
são; Cascavel,30 de setembro de 2013.

c) Fecho: há fórmulas específicas para o fecho do requerimento. Algumas delas são:


• Pede e aguarda de ferimento – P. e A. D.
XIII. ATA
• Termos em que pede deferimento
• Espera deferimento – E. D. A ata é o documento que possui como finalidade o registro de ocorrências, resoluções e decisões
de assembleias, reuniões ou sessões realizadas por comissões conselhos, congregações
• Aguarda deferimento – A. D. corporações ou outras entidades.

d) Local e data; • Estrutura da ata:

e) Assinatura. a) Dia, mês, ano e hora (por extenso).


b) Local da reunião.
c) Pessoas presentes, devidamente qualificadas.
d) Presidente e secretário dos trabalhos.
e) Ordem do dia (discussões, votações, deliberações etc).
f) Fecho.

Observações:
1) Não há disposição geral quanto à quantidade de pessoas que deve assinar a ata, no entanto,
em algumas circunstâncias ela é apenas assinada pelos membros que presidiram a sessão
(presidente e secretário). O mais comum é que todos os participantes da sessão assinem o
documento.

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2) A ata é documento de valor jurídico. Por isso, deve ser redigida de modo que não sejam MODELO DE PARECER
possíveis alterações posteriores à assinatura. Os erros são ressalvados, no texto, com a
expressão “digo” e, após a redação com a expressão “em tempo”.
3) Não há parágrafos ou alíneas em uma ata. Deve-se redigir tudo em apenas um parágrafo,
evitando os espaços em branco.
4) A ata deve apresentar um registro fiel dos fatos ocorridos em uma sessão. Em razão disso,
sua linguagem deve primar pela clareza, precisão e concisão.

XIV. PARECER
O parecer é o pronunciamento fundamentado, com caráter opinativo, de autoria de comissão
ou de relator designado em Plenário, sobre matéria sujeita a seu exame. É constituído das
seguintes partes:

a) Designação: número do processo respectivo, no alto, no centro do papel (Processo nº).


Esse item não está presente em todos os pareceres, necessariamente.

b) Título: denominação do ato, seguido de número de ordem (Parecer nº).

c) Ementa: resumo do assunto do parecer. Deve ser concisa, escrita a dois espaços do título.

d) Texto: que consta de:

• introdução (histórico);
• esclarecimentos (análise do fato);
• conclusão do assunto, clara e objetiva.

e) Fecho: que compreende:

• local e/ou denominação do órgão (sigla);


• data;
• assinatura (nome e cargo de quem emite o parecer).

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Atestado Cer dão

Atestado é o documento mediante o qual a autoridade comprova um fato ou uma situação de Certidão é o ato pelo qual se procede à publicidade de algo relativo à atividade Cartorária, a fim
que tenha conhecimento em razão do cargo que ocupa ou da função que exerce. de que, sobre isso, não haja dúvidas. Possui formato padrão próprio, termos essenciais que lhe
dão suas características. Exige linguagem formal, objetiva e concisa.
Termos essenciais de uma certidão:
Generalidades:
a) Afirmação: CERTIFICO E DOU FÉ QUE,
O atestado é simplesmente uma comprovação de fatos ou situações comuns, possíveis de
modificações frequentes. Tratando se de fatos ou situações permanentes e que constam b) Identificação do motivo de sua expedição: A PEDIDO DA PARTE INTERESSADA,
nos arquivos da Administração, o documento apropriado para comprovar sua existência é c) Ato a que se refere: REVENDO OS ASSENTAMENTOS CONSTANTES DESTE CARTÓRIO, NÃO
a certidão. O atestado é mera declaração a repeito de algo, ao passo que a certidão é uma LOGREI ENCONTRAR AÇÃO MOVIDA CONTRA FULANO DE TAL, RG 954458234, NO PERÍODO
transcrição. DE 01/2000 ATÉ A PRESENTE DATA.
d) Data de sua expedição: EM 16/05/2014.
Partes do atestado:
e) Assinatura: O ESCRIVÃO:
a) Título ou epígrafe: denominação do ato (atestado), centralizada na página.

b) Texto: exposição do objeto da atestação. Pode se declarar, embora não seja obrigatório, a XV. APOSTILA
pedido de quem e com que finalidade o documento é emitido.
Apostila é o aditamento (acréscimo de informações) a um ato administrativo anterior, para fins
c) Local e data: cidade, dia, mês e ano da emissão do ato, podendo se, também, citar, de retificação ou atualização. A apostila tem por objeto a correção de dados constantes em atos
preferentemente sob forma de sigla, o nome do órgão onde a autoridade signatária do administrativos anteriores ou o registro de alterações na vida funcional de um servidor, tais
atestado exerce suas funções. como promoções, lotação em outro setor, majoração de vencimentos, aposentadoria, reversão
à atividade etc.
d) Assinatura: nome e cargo ou função da autoridade que atesta.
Normalmente, a apostila é feita no verso do documento a que se refere. Pode, no entanto, caso
MODELO não haja mais espaço para o registro de novas alterações, ser feita em folha separada (com
timbre oficial), que se anexará ao documento principal. É lavrada como um termo e publicada
ATESTADO em órgão oficial.

Atesto, para os devidos fins, que Marcelo Partes:


Adriano Ferreira faz parte do grupo de São, usualmente, as seguintes:
instrutores do Centro Acadêmico de
Gilomba. a) Título – denominação do documento (apostila).
b) Texto – desenvolvimento do assunto.
c) Data, às vezes precedida da sigla do órgão.
Belo Horizonte, 25 de dezembro de d) Assinatura nome e cargo ou função da autoridade.
2014.

APOSTILA
Ataliba Graúdo O funcionário a quem se refere o presente Ato passou a ocupar, a partir de 12 de dezembro de
(Diretor do Programa) 2012, a classe de Professor ............. ....... código EC do Quadro único de Pessoal Parte
Permanente, da Universidade Federal do Paraná, de acordo com a relação nominal anexa ao
Decreto nº XXXXX, de 28 de junho de 1977, publi¬cado no Diário Oficial de 21 de julho de 1977.
César Petrarca (Diretor de Campus).

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XVI. DECLARAÇÃO MODELO DE DECLARAÇÃO

A declaração deve ser fornecida por pessoa credenciada ou idônea que nele assume a
responsabilidade sobre uma situação ou a ocorrência de um fato. Portanto, é uma comprovação
escrita com caráter de documento.
A declaração pode ser manuscrita em papel almaço simples (tamanho ofício) ou digitada/dati-
lografada. Quanto ao aspecto formal, divide se nas seguintes partes:
a) Timbre: impresso como cabeçalho, contendo o nome do órgão ou empresa. Atualmente a
maioria das empresas possui um impresso com logotipo. Nas de¬clarações particulares usa
se papel sem timbre.
b) Título: deve se colocá-lo no centro da folha, em caixa-alta.
c) Texto: deve se iniciá-lo a cerca de quatro linhas do título. Dele deve constar:
• Identificação do emissor. Se houver vários emissores, é aconselhável escrever, para facilitar:
os abaixo assinados.
• O verbo atestar ou declarar deve aparecer no presente do indicativo, terceira pessoa do
singular ou do plural.
• Finalidade do documento: em geral costuma se usar o termo "para os devidos fins", mas
também pode se especificar: "para fins de trabalho", "para fins escolares", etc.
• Nome e dados de identificação do interessado. Esse nome pode vir em caixa alta, para
facilitar a visualização.
• Citação do fato a ser atestado.
d) Local e data: deve se escrevê-los a cerca de três linhas do texto.
e) Assinatura: assina se a cerca de três linhas abaixo do local e data. XVII. PORTARIA
São atos pelos quais as autoridades competentes determinam providências de caráter adminis-
trativo, dão instruções sobre a execução de leis e de serviços, definem situações funcionais e
aplicam medidas de ordem disciplinar.
Basicamente, possuem o objetivo de delegar competências, designar membros de comissões,
criar grupos-tarefa, aprovar e discriminar despesas, homologar concursos (inscrições, resulta-
dos etc).
Partes (estrutura):
a) Numeração (classificação): número do ato e data de expedição.
b) Título: denominação completa (em caracteres maiúsculos, preferencialmente) da autorida-
de que expede o ato.
c) Fundamentação: citação da legislação básica em que a autoridade apóia sua decisão, se-
guida do termo resolve. Eventualmente, pode ser substituída por “no uso de suas atribui-
ções”.

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d) Texto: desenvolvimento do assunto. Forma e Estrutura


e) Assinatura: nome da autoridade que expede o ato. Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos formulários disponíveis nas
PORTARIA Nº 2.914, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2011 agências dos Correios e em seu sítio na Internet.

Dispõe sobre os procedimentos de


controle e de vigilância da qualidade Exposição de Mo vos
da água para consumo humano e seu
padrão de potabilidade.
Defnição e Finalidade
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do
parágrafo único do art. 87 da Constituição, e Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente
para:
Considerando a Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, que configura infrações à legislação
sanitária federal e estabelece as sanções respectivas; a) informá-lo de determinado assunto;

Considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as condições para b) propor alguma medida; ou
a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
correspondentes;
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da República por um Ministro de
Considerando a Lei nº 9.433, de 1º de janeiro de 1997, que institui a Política Nacional de Recursos
Estado.
Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso
XIX do art. 21 da Constituição e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de motivos
modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989; deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de in-
terministerial.
Considerando a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, que dispõe sobre normas gerais de
contratação de consórcios públicos;
Considerando a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para Forma e Estrutura
o saneamento básico, altera as Leis nºs 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de
maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, e revoga a Lei Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofí-
nº 6.528, de 11 de maio de 1978; cio). O anexo que acompanha a exposição de motivos que proponha alguma medida ou apre-
sente projeto de ato normativo, segue o modelo descrito adiante.
ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de estru-
tura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para a que propo-
nha alguma medida ou submeta projeto de ato normativo.
Telegrama No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva algum assunto ao conheci-
mento do Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes referido para o padrão
ofício.
Defnição e Finalidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos burocráticos, passa a
receber o título de telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de telegrafia, telex,
etc.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente
superada, deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que não seja possível
o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência justifique sua utilização e, também em
razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela concisão (v. 1.4.
Concisão e Clareza).

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Exemplo de Exposição de Motivos de caráter informativo Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente da República a sugestão
de alguma medida a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo – embora
sigam também a estrutura do padrão ofício –, além de outros comentários julgados pertinentes
por seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar:

a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medida ou do ato normativo


proposto;

b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato normativo o ideal para
se solucionar o problema, e eventuais alternativas existentes para equacioná-lo;

c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual ato normativo deve ser
editado para solucionar o problema.

Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de motivos, devidamente pre-
enchido, de acordo com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto no 4.176, de 28 de
março de 2002.

Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério ou órgão equivalente) no , de


de de 200.

1. Síntese do problema ou da situação que reclama providências

2. Soluções e providências contidas no ato normativo ou na medida proposta

3. Alternativas existentes às medidas propostas

Mencionar:
• se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
• se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
• outras possibilidades de resolução do problema.

(297 x 210mm)

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4. Custos O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições de motivos que proponham a ado-
ção de alguma medida ou a edição de ato normativo tem como finalidade:
a) permitir a adequada reflexão sobre o problema que se busca resolver;
Mencionar:
b) ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do problema e dos efeitos que pode
• se a despesa decorrente da medida está prevista na lei orçamentária anual; se não, ter a adoção da medida ou a edição do ato, em consonância com as questões que devem
quais as alternativas para custeá-la; ser analisadas na elaboração de proposições normativas no âmbito do Poder Executivo (v.
• se é o caso de solicitar-se abertura de crédito extraordinário, especial ou suple- 10.4.3.).
mentar;
c) conferir perfeita transparência aos atos propostos.
• valor a ser despendido em moeda corrente;
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas na elaboração de atos nor-
mativos no âmbito do Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e seu anexo comple-
5. Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente se o ato proposto for medida mentam-se e formam um todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação profunda e direta
provisória ou projeto de lei que deva tramitar em regime de urgência) de toda a situação que está a reclamar a adoção de certa providência ou a edição de um ato
normativo; o problema a ser enfrentado e suas causas; a solução que se propõe, seus efeitos e
seus custos; e as alternativas existentes. O texto da exposição de motivos fica, assim, reservado
à demonstração da necessidade da providência proposta: por que deve ser adotada e como
Mencionar: resolverá o problema.
• se o problema configura calamidade pública; Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal (nomeação, promoção, ascensão,
• por que é indispensável a vigência imediata; transferência, readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, remoção,
• se se trata de problema cuja causa ou agravamento não tenham sido previstos; exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade, aposentadoria), não é necessário o encami-
• se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação já prevista. nhamento do formulário de anexo à exposição de motivos.
Ressalte-se que:
– a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico não dispensa o encaminhamento
6. Impacto sobre o meio ambiente (sempre que o ato ou medida proposta possa vir a tê-lo) do parecer completo;
– o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos pode ser alterado de acordo com a
maior ou menor extensão dos comentários a serem ali incluídos.
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que a atenção aos requisitos básicos da
redação oficial (clareza, concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do padrão
culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição de motivos é a principal modalidade de
7. Alterações propostas comunicação dirigida ao Presidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, em certos
casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser pu-
TEXTO ATUAL TEXTO PROPOSTO blicada no Diário Oficial da União, no todo ou em parte.

8. Síntese do parecer do órgão jurídico Mensagem


• Com base em avaliação do ato normativo ou da medida proposta à luz das questões levan-
tadas no item 10.4.3. Defnição e Finalidade
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode acarretar, a critério da Subchefia para
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente as
Assuntos Jurídicos da Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que se complete
mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre
o exame ou se reformule a proposta.
fato da Administração Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão
legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas

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Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interes- Exemplo de Mensagem
se dos poderes públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presidência da República, a
cujas assessorias caberá a redação final.

Forma e Estrutura
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmente, no início da margem
esquerda:

Mensagem nº
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do destinatário, horizontal-
mente, no início da margem esquerda;
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coincidir
seu final com a margem direita.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da República, não traz identifica-
ção de seu signatário.

(297 x 210mm)

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Fax Correio Eletrônico

Defnição e Finalidade Defnição e fnalidade


O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de comunicação que está O correio eletrônico ("e-mail"), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal
sendo menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de forma de comunicação para transmissão de documentos.
mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há pre-
mência, quando não há condições de envio do documento por meio eletrônico. Quando neces-
sário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe. Forma e Estrutura
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax e não com o próprio fax, Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interes-
cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapidamente. sa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incom-
patível com uma comunicação oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais).

Forma e Estrutura O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo
a facilitar a organização documental tanto do destinatário quanto do remetente.
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que lhes são inerentes.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferencialmente, o formato Rich
É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha de rosto, i. é., de pe- Text. A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu
queno formulário com os dados de identificação da mensagem a ser enviada, conforme exem- conteúdo..
plo a seguir:
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja dispo-
nível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.

Valor documental
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor
documental, i. é, para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir certi-
ficação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.

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Informática

Professor Rodrigo Schaeffer

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Edital

NOÇÕES DE INFORMÁTICA: 1 Noções de sistema operacional (ambientes Linux e Windows). 2


Edição de textos, planilhas e apresentações (ambiente LibreOffice). 3 Redes de computadores.
3.1 Conceitos básicos, ferramentas, aplicativos e procedimentos de Internet e intranet.
3.2 Programas de navegação (Microsoft Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome
e similares). 3.3 Programas de correio eletrônico (Outlook Express, Mozilla Thunderbird e
similares). 3.4 Sítios de busca e pesquisa na Internet. 3.5 Grupos de discussão. 3.6 Redes sociais.
3.7 Computação na nuvem (cloud computing). 4 Conceitos de organização e de gerenciamento
de informações, arquivos, pastas e programas. 5 Segurança da informação. 5.1 Procedimentos
de segurança. 5.2 Noções de vírus, worms e pragas virtuais. 5.3 Aplicativos para segurança
(antivírus, firewall, anti-spyware etc.). 5.4 Procedimentos de backup. 5.5 Armazenamento de
dados na nuvem (cloud storage).

BANCA: CESPE
CARGO: Técnico do MPU – Apoio Técnico-Administrativo – Administração

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Informática

WINDOWS 7

O Windows é um sistema operacional desenvolvido pela Microsoft que oferece uma interface
gráfica entre usuário e computador para a realização de operações através de janelas, ícones,
atalhos e outros recursos.

Área de Trabalho (Desktop)

A área de trabalho é a principal área exibida na tela quando você liga o computador e faz logon
no Windows. Ela serve de superfície para o seu trabalho, como se fosse o tampo de uma mesa
real. Quando você abre programas ou pastas, eles são exibidos na área de trabalho. Nela,
também é possível colocar itens, como arquivos e pastas, e organizá-los como quiser.

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Listas de atalhos

Com as listas de atalhos, você pode ir diretamente aos documentos, imagens, músicas e sites
que você usa com mais frequência - basta clicar com o botão direito em um botão de programa
na barra de tarefas. Você também verá Listas de atalhos no menu iniciar - clique na seta próxima
ao nome do programa.

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Shake

Precisa vasculhar uma área de trabalho bagunçada para encontrar uma só janela? Basta clicar
na parte de cima da janela e sacudir o mouse. Pronto! Todas as janelas abertas desapareceram,
exceto a que você escolheu. Sacuda de novo - e todas as janelas voltam.

Snap
O Snap é um novo e rápido jeito de redimensionar as janelas abertas, simplesmente arrastando-
as para as bordas da tela.
Dependendo de onde você arrastar uma janela, será possível expandi-la verticalmente, colocá-
la na tela inteira ou exibi-la lado a lado com outra janela.

• Arquivos maiores do que a capacidade de armazenamento da lixeira são excluídos sem


passar pela lixeira.
• Quando a lixeira está cheia, o Windows automaticamente limpa espaço suficiente nela para
acomodar os arquivos e pastas excluídos recentemente.

Anotações

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Suspensão: é um estado de economia de energia que permite que o computador reinicie


rapidamente a operação de energia plena quando você desejar continuar o trabalho.
Hibernação: Enquanto a suspensão coloca seu trabalho e as configurações na memória e usa
uma pequena quantidade de energia, a hibernação coloca no disco rígido os documentos
e programas abertos e desliga o computador. De todos os estados de economia de energia
usados pelo Windows, a hibernação é a que consome menos energia.
Suspensão híbrida: Suspensão híbrida é uma combinação de suspensão e hibernação. Ele coloca
todos os documentos e programas abertos na memória e no disco rígido e, em seguida, coloca
o computador em um estado de energia fraca, de forma que você possa retomar rapidamente
o seu trabalho. Dessa forma, se ocorrer uma falha de energia, o Windows poderá restaurar seu
trabalho do disco rígido. Quando a suspensão híbrida estiver ativada, colocar o computador em
suspensão automaticamente coloca o computador em suspensão híbrida.

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GADGETS

Os Gadgets, os populares miniprogramas introduzidos no Windows Vista, estão mais flexíveis


no Windows 7. Agora você pode deixar seus gadgets em qualquer lugar da área de trabalho.
Estes recursos colocam informação e diversão diretamente na sua área de trabalho.
Exemplos: Agenda Telefônica, Apresentação de Slides, Calendário, Conversor de Moeda,
Linguagem Tradução, Manchetes do Feed, Medidor de CPU, Quebra cabeça, Relógio, Tempo,
Windows Media Center.

Anotações

Anotações

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Anotações

Anotações

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Anotações

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LINUX

Linux é um núcleo (kernel) para sistemas operacionais baseados no


conceito de software livre.

KERNEL

O Kernel é o núcleo do sistema operacional.

SHELL

Shell é a parte do sistema operacional que forma a


interface com o usuário.

DISTRIBUIÇÕES

Distribuição Linux é um sistema operacional incluindo o kernel Linux e outros softwares de


aplicação, formando um conjunto.

Ubuntu, Kurumin, Mandriva, Suse, Redhat, Knopix, Gentoo, Debian, Fedora, são exemplos de
distribuições Linux.

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DESENVOLVIMENTO Diretório Função


/ Diretório RAIZ do sistema.
Desenvolvido por Linus Torvalds em 1991. Atualmente está em distribuição sob a licença GNU
GPL Versão 2. /bin Executáveis de comandos básicos do sistema.
/boot Arquivos que o Linux utiliza para inicialização.
/usr Diretório que armazena a maior parte dos programas e aplicações.
SOFTWARE LIVRE E SUAS LIBERDADES /dev Arquivos dos dispositivos de hardware.
/etc Arquivos de configuração do sistema.
• Executar como você desejar; /home Diretório dos arquivos pessoais dos usuários.
• Estudar; /lib Bibliotecas de funções do sistema, compartilhadas pelos programas.
• Redistribuir cópias; Diretório que funciona como ponto de montagem de dispositivos de armazenamento,
/mnt
como por exemplo as unidades de CD.
• Modificar e distribuir cópias das versões modificadas.
/opt Aplicativos adicionais (opcionais). Não oficiais da distribuição.
Quando falamos de software livre, estamos nos referindo à liberdade, não preço.
/proc Diretório virtual de informações do sistema.
“...Licença Pública Geral (GPL) foi desenvolvida para se certificar de que você tem a liberdade de /root Diretório home do superusuário.
distribuir cópias de software livre (e cobrar por este serviço se você quiser)...”
Comandos do sistema para acesso do superusuário (root). Servem para administração
/sbin
Liberdade de executar o programa como você desejar, para qualquer propósito. e controle do sistema.

Que você receba o código fonte ou possa obtê-lo se você quiser. /tmp Diretório para armazenamento de arquivos temporários gerados pelos programas.
/var Informações variáveis geradas por sistemas de spool de impressão, cache, email e logs.
Que você pode mudar o software ou utilizar partes dele em novos programas livres.
Que você saiba que pode fazer essas coisas.
Você pode copiar e distribuir.
COMANDOS DO LINUX
Você pode cobrar pelo ato físico de transferir uma cópia.
Você pode modificar, gerando assim um trabalho derivado, copiar e distribuir essas
modificações. Comando Função
ls Listar os arquivos de um diretório.
LINUX DIRETÓRIOS pwd Exibe o caminho do diretório de trabalho.
cd Alterar o diretório de trabalho.
mkdir Criar um ou mais diretórios.
rm Remover arquivos e pastas.
mv Mover arquivos e diretórios - Renomear diretório
cp Copiar arquivos e diretórios
locate Pesquisar e localizar arquivos em uma base de dados.
Procurar arquivos em um determinado diretório.
find
Pode procurar por nome, tipo, última modificação.
shutdown Finaliza o sistema com segurança.

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passwd Altera a senha de um usuário. MULTITAREFA PREEMPTIVA


tar Empacotar ou extrair arquivos empacotados. Interromper temporariamente a execução de um processo em detrimento de outro.
gzip Compactar arquivos.
gunzip Descompactar arquivos.
ARQUIVOS OCULTOS
clear No terminal, limpa a tela, movendo o cursor para a primeira linha.
Exibe os processos que estão sendo executados no sistema. .bashrc
top .teste
Utilizado também para aferir o uso da CPU e da memória.
vi Comando que permite acesso a um editor de textos.
write Troca de mensagens entre usuários de um mesmo sistema. SISTEMAS DE ARQUIVOS
du Exibe o tamanho de arquivos e/ou diretórios.
ReiserFS
file Identifica o tipo de arquivo indicado pelo usuário. ext2
cat Exibir e concatenar o conteúdo de arquivos. ext3
head Exibir as primeiras dez linhas de um arquivo. ext4
tail Exibir as últimas dez linhas de um arquivo. Nomes de arquivos podem apresentar até 255 caracteres.
Utilizado para criar um novo arquivo vazio.
touch Atualizar a data e a hora de modificação e de acesso de um arquivo para a data e hora
atual.
AMBIENTES GRÁFICOS

CARACTERÍSTICAS DO LINUX KDE

CASE SENSITIVE
provas.txt
Provas.txt
PROVAS.txt

MULTIUSUÁRIO
Vários usuários utilizando um mesmo computador e compartilhando seus recursos.

MULTITAREFA
Capacidade de gerenciar a execução de várias tarefas ao mesmo tempo.

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GNOME LIBREOFFICE CALC 5

O LibreOffice é uma suíte de produtividade de escritório livre e aberta com planilha, editor de
texto, editor de apresentação e muito mais. O LibreOffice Calc é o editor de planilhas do pacote
LibreOffice.

TIPOS DE ARQUIVOS

Através do LibreOffice Calc podemos salvar arquivos com diversos tipos de extensão. Na tabela
abaixo constam alguns destes tipos de arquivos.