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Sistemas de Transmissão

Fibras Óptica – Fabricação da


Preforma pelo método OVD

Data da Entrega (Prevista): 14/04/2007

Curso: Engenharia Elétrica c/ Ênfase em Telecomunicações


Turma: 4º A

Componentes do Grupo Nota


Clodoaldo Teixeira
Edgar de Oliveira Carmo
Eduardo da Silva Pinto
Marcelo de Carvalho
Vagner Prado

Corrigido pelo Professor:


Índice

1. Introdução......................................................................................................3
2. Fabricação da Preforma pelo método OVD..................................................5
3. Puxamento.....................................................................................................7
4. O Cabo de Fibra Óptica: Revestimento........................................................9
4.1. Revestimento Primário...........................................................................9
4.2. Revestimento Secundário......................................................................9
5. Conclusão....................................................................................................11
6. Bibliografia...................................................................................................12

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Fibras Ópticas - Fabricação da Preforma pelo método OVD

1. Introdução

O processo de fabricação de fibras ópticas de sílica ( vidro ) com dopantes


consiste basicamente de duas etapas. Na primeira etapa, é fabricado a preforma,
que consiste num bastão cilíndrico de sílica pura com deposição química de vapor
de gases dopantes, em concentrações bem definidas. Essa preforma, que reflete
a estrutura núcleo/casca, é transformada em fibra óptica numa segunda etapa,
por meio de um processo denominado de puxamento em alta temperatura
( aproximadamente 2000°C ).

As tecnologias de fabricação de preformas baseiam-se num processo de


deposição de vapor químico ( Chemical Vapor Deposition – CVD ) muito utilizado
na fabricação de semicondutores, em que sílica e os óxidos dopantes são
sintetizados por oxidação em estado de vapor a alta temperatura. O modo como é
feita a deposição dá origem às seguintes categorias básicas de técnicas de
fabricação:

 Deposição externa de vapor químico

 Deposição interna de vapor químico

A deposição externa, pode ser lateral ou axial ao bastão de sílica, o que resulta
em duas técnicas:

 OVD ( Outside Vapor Deposition ) – Deposição lateral desenvolvida pela


Corning Glass Works dos EUA.

 VAD ( Vapor – phase Axial Deposition ) – Deposição axial desenvolvida


pela NTT do Japão.

Dos processos internos, temos outras duas técnicas classificadas de acordo com
o método de deposição do vapor:

 MVCD ( Modified Chemical Vapor Deposition ) - Deposição de partículas


no interior de um tubo de sílica , desenvolvida pelo Bell laboratories nos
EUA.

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 PVCD ( Plasma-activated Chemical Vapor Deposition ) – Onde a deposição


de partículas no interior do tubo é ativada por um plasma gerado por uma
cavidade de microondas móvel ao longo do tubo; desenvolvida pela Phillips
na Holanda.

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2. Fabricação da Preforma pelo método OVD

Esta é a primeira etapa, na qual há o crescimento da preforma a partir de uma


semente, que é feita de cerâmica ou grafite, também chamada de mandril. Este
mandril é colocado num torno e permanece girando durante o processo de
deposição que ocorre sobre o mesmo. A matéria-prima básica é um líquido com
elevada concentração de sílicio. A mudança no índice de refração deste composto
é conseguida acrescentando os já citados dopantes formados por óxidos
metálicos , tais como o dióxido de germânio (GeO2), o tetracloreto de germânio
(GeCl4), o pentóxido de fósforo (P2O5) e o dióxido de titânio (TiO2). O método
consiste na formação de uma nuvem de partículas ou fuligem com os reagentes
que formam o vidro, obtidos através de uma chama de oxigênio e hidrogenio. As
minúsculas partículas assim constituidas vão sendo depositadas uniformemente
ao longo do comprimento de uma haste, formando camadas sobre camadas . A
velocidade de rotação da haste e de translação em relação ao aplicador devem
ser casadas para ter o crescimento uniforme das películas formadas pela
deposição das particulas. Quando esta etapa do processo se completa, a haste é
removida e as camadas passam para uma fase de sinterização, isto é , a
temperatura da chama é ajustada para um valor pouco inferior ao ponto de fusão
(1500°C), porém suficientemente elevado para garantir a difusão dos átomos dos
reagentes. Depois o tubo assim formado é submetido a uma temperatura mais
alta (2000°C) para amolecê-lo, de maneira que a tensão superficial o faz entrar
em colapso e fechar-se completamente. Nesse processo ocorre a deposição do
núcleo e também da casa, e obtêm-se preformas de diâmetro relativamente
grande, o que proporcionam fibras de grande comprimento (40 km ou mais).

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Ilustração 1 - Fabricação da Preforma método OVD

Este método foi utilizado na fabricação da primeira fibra óptica monomodo com
perda inferior a 20dB/Km em 1974, porém como as fibras monomodo têm
exigências de diâmetros menores, ficou comprovado que esta técnica é mais
adequada para a produção de fibras multímodo de índice degrau.

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3. Puxamento

O puxamento é a etapa da fabricação que tem por objetivo converter a preforma


em um filamento de vidro com diâmetro fino, isto ocorre através da redução da
viscosidade do vidro com o aumento da temperatura.

A preforma é introduzida num forno de indução capaz de manter a temperatura


acima de 2000°C, em um valor ridorosamente controlado. As características
geométricas e ópticas especificadas para afibra exigem que a variação dessa
temperatura seja no máximo de mais ou menos 1°C ; nestas circunstâncias, a
redução na viscosidade do material ocorre até atingir o diâmetro externo previsto
para afibra óptica, um dos modelos recomendados pela CCITT ( Comissão
Consultiva Internacional de Telefonia e Telegrafia ) deve ter um diâmetro externo
de 125 m com tolerância de mais ou menos 3 m e um núcleo de 50 m. O
controle deste diâmetro é feito com o monitoramento contínuo de um laser de
hélio-neônio; um dos métodos consiste na medição da sombra projetada pela
fibra no feixe colimado do laser, sendo esta sombra comparada com uma abertura
calibrada com uma precisão de 0,1 m. Qualquer alteração acima do limite
especificado é imediatamente corrigida com o ajuste das velocidades de
puxamento da fibra e de fornecimento da preforma, ou seja, a velocidade de
puxamento e a velocidade de fornecimento da preforma, chamada de velocidade
de alimentação, devem ser administradas com grande exatidão.

Esses dois valores, combinados com o diâmetro da preforma, determinarão o


diâmetro final da fibra; os sistemas mecânicos que realizam esta operação são
altamente precisos e trabalham com tolerância de mais ou menos 1% de pico a
pico no diâmetro da fibra. A densidade do vidro exige que um deslocamento l
na preforma corresponda a um deslocamento l f na fibra, relacionadas entre
si por:

2
 d 
lf     l
 df 

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que ocorrem no mesmo intervalo de tempo t. Portanto dividindo os dois


membros por este fator, obtém –se a relação entre as duas velocidades e entre os
dois diâmetros:

va
df  d
vf

e portanto o controle dessas duas velocidades influirá substancialmente na


uniformidade do diâmetro final da fibra. Outros fatores relevantes são a
distribuição e o controle da temperatura ao longo do processo, vibrações
mecânicas imperceptíveis, flutuações térmicas causadas pelo puxamento,
sensibilidade do sistema de monitoramento, atrasos na resposta do sistema de
realimentação.

Ilustração 2 - Puxamento

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4. O Cabo de Fibra Óptica: Revestimento

4.1. Revestimento Primário

Apesar da grande resistência mecânica da fibra ( maior quea do fio de aço ),


ainda assim podem ocorrer fraturas microscópicas na superfície da casca, que se
propagam para o interior da fibra, reduzindo sua resistência mecânica, e por isso
é necessário isolar a fibra da ação da atmosfera, já que as fraturas são
conseqüência de variações de temperatura, umidade, ou contatos com
substâncias químicas ou partículas.

Para isso aplica-se a ela uma ou mais camadas de material protetor, que pode ser
uma resina a base de silicone ou um tipo de polímero conhecido como acrilato.
Este revestimento é conhecido como revestimento primário, e é aplicado
simultaneamente com o puxamento da fibra. Uma das camadas é secada em uma
temperatura de mais ou menos 270°C, ficando mais macia que a camada externa
com o intuito de amortecer eventuais pressões na superfície da casca; a outra
camada é secada com temperatura em torno de 350°C, e atua como camada
enrijecedora do conjunto, dificultando a deformação da fibra por esforços
externos.

4.2. Revestimento Secundário

A proteção secundária da fibra é feita por uma capa de material plástico com
elevado módulo de elasticidade. As formas mais comuns dessa proteção são a de
tipo aderente e a proteção solta.

Na proteção aderente, a fibra óptica é coberta por uma camada de nylon fundido
sobre o revestimento de resina de silicone ou de acrilato, que é resultado de um
processo de extrusão do nylon, o nylon granulado é fundido e em forma de massa
líquida, sendo posteriormente resfriado gradualmente para evitar o choque
térmico, e é removida a umidade residual.

Na proteção solta a fibra é colocada no interior de um tubo de plástico semi-rígido,


de diâmetro muitas vezes maior que o do revestimento primário. É bastante

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comum termos a fibra com o revestimento aderente dentro de uma proteção


“secundária” solta.

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5. Conclusão

Verificamos que os vários métodos de fabricação de fibras ópticas, foram


desenvolvidos por laboratórios/empresas de países diferentes, porém seguem
uma metodologia similar, diferindo entre eles pelas técnicas utilizadas na
fabricação das preformas, sendo que a técnica que apresentamos ( OVD ),
trabalha com deposição externa de vapor, e é mais eficiente para a produção de
fibras multímodo.

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6. Bibliografia

[1] Ribeiro, José Antonio Justino; Comunicações Ópticas, - 7ª edição - São


Paulo: Editora Érica, 2005. p. 323-334.

[2] FCP; Furukawa Certified Professional ;MF-104 Cabeamento Estruturado


Óptico - 3ª edição - São Paulo: 2006. Cap.3 p. 23 – 27.

[3] Ricardo Tabini; Denizard Nunes; Fibras Ópticas, - 13ª edição - São Paulo:
Editora Érica, 1998.

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