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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI

CENTRO DE ESTUDOS MUSICAIS DO CARIRI


INSTITUTO INTERDISCIPLINAR DE SOCIEDADE, CULTURA E ARTE
CURSO DE LICINCIATURA EM MÚSICA

Ailton Sinezio de Jesus


Alan do Nascimento Alencar
Bruna Lorony da Silva Guedes
Doanny Lira do Vale
Edjane da Silva Bezerra
Felipe Custódio da Silva
Gercina Angelim Pereira
Luan de Oliveira Freire
Renan Mateus Silva Souza
Ricardo Félix de Morais

SEMINÁRIO – EDGAR WILLEMS


Disciplina: Educação Musical I
Prof. Dr. Antônio Chagas Neto

Esse seminário sobre Edgar Willems aborda aspectos relacionados a sua


bibliografia, direcionados tanto a sua vida como a sua obra e/ou produção. Transitando
assim entre seus pensamentos filosóficos, psicológicos e pedagógicos a partir de uma
abordagem prática e teórica. Para tanto, foi utilizado como referência base o livro
“Pedagogias em Educação Musical” (ILARI, 2012), especialmente o Capítulo 3 – Edgar
Willems: um pioneiro na educação musical (PAREJO, 2012, p. 89-124).
Willems (1890-1978) nasceu na Bélgica e desde criança sua aproximação com a
música esteve explicita através do costume de construir instrumentos musicais e o hábito
de ensinar música aos seus irmãos, favorecendo sua formação como educador musical.
Embora tenha nascido na Bélgica, foi na Suíça que desenvolveu o seu trabalho. Aos 35
anos foi estudar música no conservatório de Genebra, no mesmo período que iniciou um
projeto de desenvolvimento auditivo para adultos e buscou inovações na iniciação
musical para crianças, assim logo seu trabalho tornou-se reconhecido. Aluno de Émile
Jackes-Dalcroze e Lydia Malan, reconhecidos também por serem grandes educadores
musicais. Além disso, ocupou o cargo de professor de filosofia e psicologia no
conservatório onde estudava.
Willems procurava entender a relação entre som e natureza humana, ademais,
defende a ideia de preparo auditivo antes do ensino de um instrumento musical. Ele
produziu livros, artigos, textos reflexivos, cadernos pedagógicos, entre outros trabalhos,
além das suas obras escritas criou também materiais sonoros, tais como a flauta de
êmbolo, o carrilhão intratonal, o tubo harmônico e a família dos sinos. Em suas diversas
viagens pelo mundo, esteve no Brasil, em 1963, visitou a escola de música da
Universidade Federal da Bahia para ministrar um curso para jovens professores,
retornando novamente em 1971. Ainda em 1972, mais uma vez no Brasil esteve nas
cidades de Rio de janeiro, Salvador, Niterói, Ribeirão preto, Brasília, São Caetano do sul,
Itabuna, Tatuí e Feira de Santana.
As ideias de Edgar Willems recebeu influência de pensadores diversos como
Jean Piaget; as leis cósmicas da natureza por meio da teosofia e antroposofia de Rudolf
Steiner; as teorias espirituais de Rudhyar; pensamento pitagórico de Kayser e os
fundamentos cósmicos da escala diatônica; e mais fortemente a proposta de Dalcroze de
uma educação musical viva. Dessa forma suas concepções geraram um forte impacto no
ensino musical no início do século XX. O trocadilho entre os termos educação musical
em referência ao pensamento dalcroziano e ensino musical em relação ao processo de
ensino-aprendizagem musical existente até os primeiros anos do século XX é proposital
e faz alusão ao pensamento de Willems (1956):

No passado ensinava-se em vez de educar, tirava-se proveito dos


talentos em vez de os desenvolver, favorecia-se a pura virtuosidade por
meio de uma técnica cerebral ou exclusivamente instrumental, e tudo
isso em detrimento dos valores vitais auditivos e rítmicos. Mas (...)
desde o início do século tem-se esboçado uma reação. Os métodos se
tornaram mais ativos: desde a infância apela-se para as possibilidades
criadoras; faz-se passar a vida antes da perfeição formal; tende-se para
uma técnica mais espiritualmente artística que materialmente racional,
baseada tanto sobre a ação sensível como sobre o saber. Procura-se
também estabelecer bases novas mais amplas e mais profundas que as
do passado.” (Willems, 1956, p.8.)
Willems fundamentou-se em um paralelo entre a vida humana e a vida musical
que culminou em um tripé envolvendo aspectos filosóficos1, afetivos2 e mentais3. Nessa
conjunção, envolveu a natureza, o homem e a música para estabelecer o que denominou
de “princípios psicológicos”, que servem de base para as práticas de iniciação musical
para crianças até os tempos atuais. Inclusive Willems aponta que toda criança pode ser
preparada auditivamente, de modo a aprender a ouvir os materiais sonoros básicos que
compõe a música, e a aprender a organizá-los com a experiência musical. Toda via, de
acordo com o pensamento willemsiano, uma obra musical envolve dois elementos: o
material e o espiritual, o primeiro através do som e o segundo através da arte. Em suas
palavras:

Todo ser vivo manifesta uma unidade intrínseca, assim como toda obra
musical manifesta unidade, não somente formal e exterior, mas,
principalmente, unidade de vida interior, de espírito que anima qualquer
produção humana. Tal unidade evidencia a presença de dois polos
opostos e complementares: a matéria sonora e o espírito artístico
(WILLEMS, 1970 [1951], 1985 [1940] apud PAREJO, 2012, p. 93-94).

Apesar da existência dos dois polos citados, Cinthya (2015) comenta que essa
fragmentação é utilizada apenas de maneira “explicativa, visto que em suas obras Willems
sempre reforça a homogeneidade entre a música e a vida” (ALVES, 2015, p. 32).
Para a construção do elemento material, Willems apoiou-se em uma forte busca
por conhecimento e experimentações acerca das principais leis do som, especialmente os
harmônicos, favorecendo assim a criação de seu material auditivo, incorporado de
elementos rítmicos e melódicos4, propondo através do seu método uma educação auditiva
que dilata o triplo aspecto já citado. Nesse sentido, Parejo (2012) comenta que “o primeiro
domínio, fisiológico, une-se à sensorialidade auditiva. [...] O segundo domínio, afetivo,
corresponde a afetividade auditiva ou sensibilidade afetiva. [...] A inteligência auditiva,
aspecto mental, representa o terceiro domínio do desenvolvimento auditivo” (PAREJO,
2012, p. 96-97). A mesma autora ainda comenta que:

As palavras tornam-se muito importantes na explicitação de conceitos.


Assim, ouvir (ouïr) designa a função sensorial do órgão auditivo,
escutar (écouter), a reação emotiva que se segue ao impacto sonoro

1
Desenvolvido a partir de uma correlação entre ritmo, filosofia e corpo.
2
Desenvolvido a partir de uma correlação entre melodia, afetividade e emoção.
3
Desenvolvido a partir de uma correlação entre harmonia, cognição e racionalidade.
4
“O ritmo é o elemento mais material, portanto prioritário na música, sendo a melodia sua “tributária”;
no entanto, segundo Willems (1970 [1956], p. 71, tradução nossa), “ela sempre foi e sempre será o
elemento mais característico da música”, tornando-se, assim, o elemento primaz” (PAREJO, 2012, p. 103).
exterior e entender (entendre) se refere à tomada de consciência dos
sons que tocaram o ouvido, de forma ativa e reflexiva (compreensão)
(PAREJO, 2012, p. 97).

Na citação anterior, podemos fazer um link entre a reflexão da autora e a fala de


Willems (1970 [1956], p. 71): “é muito importante que a criança viva os fatos musicais
antes de tomar consciência deles” (apud PAJERO, 2012, p.103). Nessa conjunção, “o
canto desempenha o papel mais importante na educação musical dos participantes”
(Willems (1970 [1956], p. 23 apud PAJERO, 2012, p.103), pois além de agregar o que
Willems estabeleceu como elemento material, ainda desenvolve a musicalidade5 e a
audição interior. Para tanto, sugere-se a utilização de canções populares tradicionais
simples que incorporem ações e palavras do cotidiano, como bom dia! Tudo bem? Papai,
Mamãe. Além de canções compostas baseadas no pentacorde, utilizadas como preparação
para a prática instrumental, especialmente o piano, por favorecer a utilização dos cinco
dedos. Mesmo em um prática instrumental, o canto desempenha função crucial, “antes de
executar uma canção ao instrumento, convém fazer cantá-la com a letra, em seguida em
“lá, lá, lá”, depois, transpondo para diferentes tonalidades e, finalmente, cantar na
tonalidade de Dó M com os nomes das notas” (PAREJO, 2012, p. 104). Se no
procedimento anteriormente explicado, excluirmos a etapa de transposição da citação
teremos a construção das Canções de Intervalos, nessa proposta os intervalos surgem em
uma progressão envolvendo inicialmente intervalos maiores, menores e justos, a partir do
intervalo de 2ª ao de 8ª em um molde maior – menor (Ex: 2ªM-2ªm; 3ªM-3ªm). Por fim,
inclui os intervalos diminutos e aumentados.
Se Willems recebeu forte influência de Dalcroze, em suas propostas pedagógicas
não poderia faltar uma atividade envolvendo movimentos corporais associados ao ritmo
e a improvisação, nessa direção, é sugerido que algumas canções sejam cantadas com
mímicas, além de canções ritmadas “que possibilitem movimentos naturais como
embalar, saltar, correr, balançar, trabalhar nuances de velocidade e, mais tarde, bater os
tempos e os ritmos” (PAREJO, 2012, p. 104), utilizando não só movimentos e ritmos
corporais, mas também frases e palavras do cotidiano das crianças para desenvolver
canções improvisadas.
É importante frisar que embora Willems não ignore a utilização de recursos e
associações a aspectos que não sejam essencialmente musicais, o mesmo considera que

5
Para Willems, o processo de iniciação na educação musical deve ser começado pela musicalidade,
somente depois é inserido o estudo técnico de um instrumento.
“a educação musical não necessita utilizar meios extramusicais. [...] As práticas didáticas
propostas por Willems mantiveram-se essencialistas e no domínio estrito de uma arte dos
sons” (PAREJO, 2012, p. 104-105). Nessa linha de pensamento seu método pode ser
iniciado a partir dos 3 anos de idade e encontra-se dividido em 4 níveis ou graus, onde: o
primeiro grau é caracterizado pela iniciação musical, sendo indicado para crianças de 3 a
4 anos. Nesse grau vai ser trabalhado o desenvolvimento auditivo sensorial e afetivo, o
desenvolvimento de sentido rítmico através de batimentos, o uso de cantos e canções e
movimentos corporais naturais. O segundo grau é uma continuação do processo de
iniciação musical, este, por sua vez, é indicado para crianças de 4 a 5 anos e é
caracterizado por ser uma fase de mais consciência por parte da criança. Nessa fase é
trabalhada a escrita de elementos musicais já vistos no primeiro grau, há também maior
exigência quanto à afinação, beleza da voz, memória e reforço do sentido tonal. O terceiro
grau é chamado de pré-solfégico e pré-instrumental (crianças de 5 a 6 anos de idade),
nesse grau há uma passagem do concreto ao abstrato, automatismo de notas e o
desenvolvimento da criatividade através de improvisações rítmicas e melódicas. Por fim,
o quarto grau, chamado de solfejo vivo (crianças de 6 a 7 anos), desenvolve um projeto
global de educação musical, compreendendo a leitura e a escrita musicais.
Mesmo com a classificação etária proposta pelo método, existe uma grande
flexibilidade e adaptação na sua aplicação, desse modo, o professor pode ajustar cada
aluno à sua realidade. Na situação brasileira, por exemplo, acredita-se que, para nossas
crianças, atraídas pela riqueza do folclore brasileiro e pelas características lúdicas que o
ensino musical tantas vezes assume, essa idade chega um pouco mais tarde.
Essa distribuição de cada grau da educação musical focada em um
desenvolvimento auditivo das crianças, proporcionou a utilização do material sonoro
envolvendo uma série de instrumentos e fontes sonoras. Alguns instrumentos são usados
para desenvolver a sensorialidade e aspectos afetivos da escuta, são eles: flauta de êmbolo
e sirene, que trabalhavam o pancromatismo; famílias de sininhos diferentes, para
treinamento de timbre; família de sininhos iguais (3 a 6) com tamanhos e alturas
diferentes e família de sininhos idênticos e do mesmo tamanho, usados para classificação.
Por último, ele desenvolveu o carrilhão intratonal, instrumento usado para a percepção de
microtons, ele é formado por um conjunto de 24 teclas, onde se pode treinar a percepção
de tons, semitons, quartos de tom e da divisão do tom em 9 e 18 partes. Outros
instrumentos foram projetados por Willems para desenvolver aspectos mentais,
trabalhando a ideia de intervalo harmônico e acorde, são eles: tubo harmônico
(instrumento que, ao ser girado produz sons iniciais da série harmônica, proporcional a
força aplicada) e sirene com três sons.
As formas de pensar e inquietações tornou “a produção de Edgar Willems
essencialmente pedagógica. Além de livros, textos e artigos tratando sobre seu método,
as obras musicais que compôs possuem um teor didático bem específico e/ou são voltadas
para a iniciação ao piano (PAREJO, 2012, p. 101), como:
 O ouvido musical: Tomo I. Pro Musica em 1940;
 O ouvido musical: Tomo II. Pro Musica em 1946;
 Ambos detalham o pensamento didático de Willems, a pesquisa e
elaboração de materiais didáticos para a educação auditiva.
 O jazz e o ouvido musical. Pro Musica em 1945;
 - A preparação musical de crianças pequenas. Maurice et Pierre Foetsch
em 1950;
 Esse livro contém informações preciosas sobre a concepção e o método de
trabalho propostos por Willems. Tais orientações são úteis tanto para o trabalho didático
em sala de aula, como também para pais carinhosos que desejam interagir com seus filhos
de forma mais qualitativa.
 O ritmo musical, ritmo, rítmica, métrica. Pro Musica em 1954;
 As bases psicológicas da educação musical. Pro Musica em 1956;
 Esse livro explica de forma muito clara as bases psicológicas em que
Willems se apoiou, dos elementos essenciais da música a suas aplicações terapêuticas.
 Introdução à musicoterapia. Pro Musica em 1970;
 Solfejo, Curso Elementar. Pro Musica, 1970;
 Esse livro apresenta a proposta solfégica de Willems, abordando
de forma mais completa a percepção melódica. O livro não deveria
ser utilizado sem uma compreensão adequada do encaminhamento
pré-solfégico sugerido por seu autor, como vem ocorrendo, no
Brasil. - O valor humano da educação musical. Pro Musica em
1975. Essa obra é essencial para o aprofundamento dos princípios
pedagógicos de Willems, nela o autor apresenta doze esquemas
(schème) de natureza analítica que constituem uma síntese de seu
pensamento. A obra é pouco conhecida no Brasil.
 Novas ideias filosóficas sobre a música e suas aplicações práticas. Pro
Musica em 1980;
 Um dos escritos mais importantes para a compreensão do pensamento de
Willems. Ele foi escrito em 1934, porem publicado somente em 1980;
 A educação musical nova. Pro Musica, 1980;
 Escrito em 1944, também publicado em 1980.
 Descreveu detalhadamente seus procedimentos didáticos numa
série de CADERNOS PEDAGÓGICOS publicados pela Pro
Musica, a partir de 1956:
 N° 0: Initiation musicale des enfants.
 N° 1: Chansons de deux à cinq notes.
 N° 2a: Chansons d’intervalles.
 N° 2b: Chansons d’intervalles avec accompagnement au
piano.
 N° 3: Les exercices d’audition.
 N° 4a: Les exercices de rythme et de métrique.
 N° 4b: Les frappés et l’instinct rythmique.
 N° 4c: Le rythme musical et le mouvement naturel dans les
cours d’éducation musicale.
 N° 5a: Introduction à l’écriture et à la lecture.
 N° 5b: Les débuts du solfège. Cadernos pedagógicos e
partituras: para iniciar ao piano;
 N° 6: Les débuts au piano.
 N° 7a: Morceaux très faciles pour piano.
 N° 7b: Petits morceaux à quatre mains pour piano.
 N° 7c: Amusements au clavier.
 N° 8: Douze morceaux faciles pour piano. Cadernos
pedagógicos e partituras: para os movimentos corporais
naturais;
 N° 9: Petites marches faciles pour piano.
 N° 10: Petites danses, sauts et marches.
Além destes livros, a obra de Willems (ideias e procedimentos didáticos),
continuam por meio de seu discípulo Jacques Chapuis. A qual gerou uma importante obra
intitulada: Panorama pedagógico da educação musical Willems, entre outras obras que
estão descritas no livro: Pedagogia em Educação Musical.

O método Willems em sala de aula

Os tópicos a seguir ilustram uma aula que seguem os princípios filosóficos e


metodológicos de Willems:
1. Trabalho de Desenvolvimento sensorial afetivo:
 Uso da flauta de êmbolo, de forma divertida, como esconder-se e
fazer as crianças lhe encontrarem pelo som.
 Associação de gestos a efeitos sonoros, de maneira que as crianças
possam reproduzi-lo.
 Colocar uma bandeja com sinos e deixar a criança manipula-los.
Depois, tocam-se os sinos fora da visão da criança e ela tem que
identificar as diferenças de timbres entre os sinos.
2. Desenvolvimento rítmico através de batimentos:
 Colocar as crianças ao redor de uma mesa e deixar que elas explorem
os sons da mesa livremente, todas ao mesmo tempo, e depois cada
uma observando o movimento de um colega.
 Fazer sons na mesa de maneira que as crianças o imitem; em seguida
cada criança produz um movimento rítmico que deve ser imitados
pelas demais.
3. Canções:
 Ensine uma pequena canção destacando um determinado intervalo; a
cada aula se trabalhará uma canção, até que a lista de intervalos esteja
completa.
4. Movimentos corporais naturais:
 Sugerir movimentos livres para as crianças pela sala.
 Com um tambor, pode-se criar diferentes ritmos, de modo que as
crianças movam-se ao som desses ritmos.

Atividade prática

Serão explorados os conceitos de sensibilidade auditiva, no qual busca


desenvolver a percepção de sons; sensibilidade afetiva, onde serão reproduzidos os sons
aprendidos; domínio mental, onde será ensinada uma canção e a partir dela trabalhar ritmo
e melodia.
Em um primeiro momento a sala será dividida em dois grupos. O grupo 1 ficará
com um movimento fixo (emissão de uma única nota), e o grupo 2 ficará com um
movimento livre (variando as notas). Em um segundo momento, a prática consiste num
jogo de pareamento auditivo, uma espécie de jogo da memória, que consiste em encontrar
o mesmo par sonoro trabalhando, desse modo, a parte rítmica:

Por último, a parte melódica e a parte rítmica, trabalhadas anteriormente, serão


associadas a movimentos corporais (gestos com as mãos e os pés), de modo que os grupos
possam reproduzi-los.

Referências:

ALVES, Cinthya Gabrielle da Silva. Materiais didáticos na educação musical: um


estudo sobre as contribuições do método de Edgar Willems. 2015. 46 f. Monografia
(Graduação) – Escola de Música, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.

FONTERRADA, M. T. D. O. De tramas e fios: um ensaio sobre música e educação. 2ª.


ed. São Paulo: unesp, 2008.

PAREJO. Enny; Edgar Willems: Um pioneiro da educação musical. In: MATEIRO,


Teresa; ILARI, Beatriz (Org.) Maura P. et al. Pedagogias em Educação Musical.
Curitiba: Editora InterSaberes, 2012. p. 89-124.

WILLEMS, Edgar. As Bases Psicológicas da Educação Musical. Bienne (Suíça): Pró-


Música, 1956.