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DIREITO

CONSTITUCIONAL

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não,
em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
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INDIVÍDUO,SOCIEDADE,NAÇÃO,CIDADÃO,ESTADO E GOVERNO

Cidadão e indivíduo (diferença meramente conceitual). Sociedade. De acordo com a ar (isto é, por uma ótica jurídica), é
considerado “cidadão” o nacional que esteja no gozo dos direitos políticos e que participe da vida política do Estado. Do
contrário, será apenas “indivíduo”.
Filosoficamente falando, entretanto, costuma-se identificar o “indivíduo” como um conceito numérico, quantitativamente
considerado, enquanto o “cidadão” seria justamente o indivíduo qualitativamente considerado, isto é, que descobre sua
função social para com o mundo, as instituições, e as outras pessoas.
Da junção de cidadãos, pois, forma-se a “sociedade”.
Teoria do Estado. A “Teoria do Estado” estuda a edificação das relações que compõem a vida do homem em
sociedade, sobretudo em considerando a regulação destas por um ente maior, denominado “Estado”.
Ato contínuo, o art. 1º, caput, da Constituição Federal, prevê que a união indissolúvel dos membros da federação
constitui-se um “Estado Democrático de Direito” (a expressão “Estado Democrático” também é utilizada no preâmbulo
constitucional), Estado este que representa o resultado de uma revolução histórica.
Isto porque, há se atentar para a diferença entre “Estado de Direito”, “Estado Social”, e “Estado Democrático de Direito”
(veja-se, pois, que “Estado de Direito” e “Estado Democrático de Direito” não significam a mesma coisa. É fundamental
ter muito cuidado com isso).
Estado de Direito. O “Estado de Direito” surge em 1789, após a Revolução Francesa, como reação ao arbítrio do Estado
Absoluto. Tal Estado buscava, basicamente, implodir os direitos de monarcas em nome de uma supremacia ainda do
parlamento, bem como proteger os cidadãos dos arbítrios cometidos pelo Estado ab- solutista. Uma maneira de ofertar
proteção foi dividindo o Estado em três Poderes fundamentais, conforme Aristóteles e, mais tarde, Mostesquieu: o Poder
Executivo (ou Administrativo), o Poder Legislativo, e o Poder Judiciário.
À faceta política do “Estado de Direito” dá-se o nome de “Estado Liberal”. Já á faceta econômica do “Estado de Direito”
dá-se o nome de “Liberalismo Econômico”.
Estado Social. O “Estado Social”, por sua vez, surge ao fim da Primeira Guerra Mundial, como decorrência da falência
da ideia de liberalismo econômico, haja vista as necessidades populacionais em decorrência da catástrofe ocasionada
por um primeiro conflito de proporções mundiais.
Estado Democrático de Direito. Por fim, o “Estado Democrático de Direito” surge após o fim da Segunda Guerra,
objetivando reaproximar o direito da moral. Um “Estado Democrático” é sinônimo de Estado respeitador da igualdade,
da liberdade, e da dignidade da pessoa humana.
Mas, por falar em Estado “Democrático”, o que significa “democracia”? Não significa apenas o exercício dos direitos
políticos, isto é, o direito de votar e ser votado. Significa muito mais do que isso. Em sentido amplo, “democracia”
significa viver em um Estado no qual são permitidas oportunidades a todos, no qual a trans- parência política impera, no
qual programas sociais são elaborados para minimizar as mazelas dos menos favorecidos etc.
Estado e suas formas. Essencialmente, são duas as formas de Estado:

A) Estado unitário. O Brasil adotou a forma de Estado unitário de 1500 até 1889, ou seja, durante todo o período
colonial, até o fim do Império. Consiste num Estado simples, de um governo único, conduzido por uma só
pessoa, centralizando o poder político;
B) Estado federativo. Desde a primeira Constituição republicana, de 1891, se consagra a forma federativa de
Estado. Consiste num Estado complexo, de governos múltiplos, conduzidos por pessoas com competências
previamente delimitadas, descentralizando, consequentemente, o poderpolítico.

O Governo e suas formas. Atualmente, há duas formas tradicionais de governo, a saber:

A) Monarquia. O poder fica concentrado na mão de poucas pessoas. Suas características são a
irresponsabilidade política do governante, o poder vitalício, e a hereditariedade;
B) República. O poder fica concentrado nas mãos de pessoas que representam os interesses de todos. Suas
características são a responsabilidade política do governante, o poder temporário (alternância no poder), e a
eletividade.
O Governo e seus sistemas. Há dois sistemas de governo.

A) Presidencialismo. O Presidente da República acumula as funções de Chefe de Estado (representa o país na


ordem internacional, perante outras nações) e de Chefe de Governo (cuida da política interna do país);
B) Parlamentarismo. Caracteriza-se pela separação entre as funções de chefia de Estado e da chefia de
Governo, que são exercidas por pessoas diferentes. Com efeito, o parlamentarismo pode ser um
“Parlamentarismo Republicano” (a chefia de Estado é exercida pelo Presidente da República), ou um
“Parlamentarismo Monárquico” (se a chefia do Estado fica a cargo do rei).

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CONSTITUIÇÃO: CONCEITUAÇÃO E PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS.

Conceito de Constituição. A “Constituição” é o conjunto de normas que regem um Estado, escritas ou não. Através da
Constituição é que se busca limitar esse poder absoluto estatal.
A Constituição é a lei máxima de um Estado. É a lei que está acima de todas as leis. Representa a identidade de um
povo. Toda Constituição deve ser moldada à imagem e semelhança do povo que representa. Nela estão previstas as
pilastras sobre as quais o Estado se erguerá, dentre as quais se pode mencionar a organização estatal, os Poderes
Públicos, os direitos e garantias fundamentais, a soberania nacional, e a proteção da população.

Princípios fundamentais

A seguir, há se estudar os quatro primeiros artigos da Constituição Federal, que trazem os princípios fundamentais da
República Federativa do Brasil. Para tanto, convém a análise de cada dispositivo separadamente, para sua melhor
compreensão.
Art. 1º, CF. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos
termos desta Constituição.
Os “princípios fundamentais” da República Federativa do Brasil estão posicionados logo no início da Constituição pátria,
após o preâmbulo constitucional, e antes dos direitos e garantias fundamentais. Representam as premissas especiais e
majoritárias que norteiam todo o ordenamento pátrio, como a dignidade da pessoa humana, o pluralismo político, a
prevalência dos direitos humanos, a harmonia entre os três Poderes etc.
Há se tomar cuidado, contudo, para eventuais “pegadinhas” de concurso. Se a questão perguntar “quais são os
fundamentos da República Federativa do Brasil”, há se responder aqueles previstos no art. 1º, caput, CF. Agora, se a
questão perguntar “quais são os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil”, há se responder aqueles
previstos no art. 3º. Por fim, se a questão perguntar “quais são os princípios seguidos pelo Brasil nas relações
internacionais”, há se responder aqueles previstos no art. 4º, da Lei Fundamental.
Significado de “República Federativa do Brasil” (art. 1º, caput, CF). Com efeito, a expressão “República Federativa do
Brasil”, usada no art. 1º, caput, CF, revela, dentre outras coisas:
A) A forma de Estado: o Brasil é uma federação, isto é, o resultado da união indissolúvel de Estados-membros, dos
Municípios e do Distrito Federal. Inclusive, por força do art. 60, §4º, I, CF, a forma federativa de Estado é cláusula
pétrea constitucionalmente explícita.
B) A forma de governo: O Brasil é uma república.
Significado de “Estado Democrático de Direito” (art. 1º, caput, CF). Ato contínuo, o mesmo art. 1º, caput, prevê que esta
união indissolúvel dos membros da federação constitui-se um “Estado Democrático de Direito”, Estado este que
representa o resultado de uma revolução histórica, por ser o sucessor, nesta ordem, dos Estados Liberal e Social.
Significado de “soberania” (art. 1º, I, CF). Significa poder político, supremo e independente. Soberania, aqui, tem sig-
nificado de “soberania nacional”. É totalmente diferente da “soberania popular”, de que trata o parágrafo único, do art.
1º, CF, segundo a qual todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,
nos termos da Constituição.
Significado de “cidadania” (art. 1º, II, CF). É o direito de ter direitos. O cidadão, por meio da cidadania, pode contrair
direitos e obrigações.
Significado de “dignidade da pessoa humana” (art. 1º, III, CF). A dignidade humana é o elemento mais forte que a
Constituição Federal consagra a um ser humano, apesar de independer desta consagração constitucional para que o
ser humano tenha o direito à existência digna.
Consiste a dignidade numa série de fatores que, necessariamente devem ser observados para que o homem tenha
condições de sobrevivência. Não é à toa que a dignidade da pessoa humana tem “status” de sobreprincípio
constitucional, isto é, está acima até mesmo dos princípios (é o entendimento que prevalece na doutrina).
Significado de “valores sociais do trabalho e da livre iniciativa” (art. 1º, IV, CF). É o reconhecimento de que adotamos o
capitalismo (iniciativa privada), mas um “capitalismo humanista”, isto é, fortemente influenciado pelos valores sociais do
trabalho. É exatamente por isso, p. ex., que os arts. 7º e 8º, da Constituição Federal, consagram uma série de direitos

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aos trabalhadores e rurais. É exatamente por isso também, p. ex., que não se pode impor pena de trabalhos forçados,
que se considera o trabalho escravo crime, e que se exige que o trabalho deve ser justamente remunerado de acordo
com sua complexidade.
Significado de “pluralismo político” (art. 1º, V, CF). Por ser o Brasil um país cuja identidade é resultante da miscige-
nação étnica, religiosa, racial, ideal, o pluralismo político assegura que todas estas nuanças sejam devidamente
respeitadas, constituam elas ou não uma maioria. É dizer, desta forma, que o pluralismo político representa o respeito
às minorias, também.
Art. 2º, CF. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
São três os Poderes da República, a saber, o Executivo (ou Administrativo), o Legislativo e o Judiciário, todos
independentes e harmônicos entre si.
Por independência, significa que cada Poder pode realizar seus próprios concursos, pode destinar o orçamento da
maneira que lhe convier, pode estruturar seu quadro de cargos e funcionários livremente, pode criar ou suprimir
funções, pode gastar ou suprimir despesas de acordo com suas necessidades, dentre inúmeras outras atribuições.
Por harmonia, significa que cada Poder deve respeitar a esfera de atribuição dos outros Poderes. Assim, dentro de
suas atribuições típicas, ao Judiciário não compete legislar (caso em que estaria invadindo a esfera de atuação típica
do Poder Legislativo), ao Executivo não compete julgar, e ao Executivo não compete editar leis (repete-se: em sua
esfera de atribuições típica).
Essa harmonia, também, pode ser vista no controle que um Poder exerce sobre o outro, na conhecida “Teoria dos
Freios e Contrapesos”.
É óbvio que cada Poder tem suas funções atípicas (ex.: em alguns casos o Judiciário legisla) (ex. 2: em alguns casos o
Legislativo julga). Isso não representa óbice, todavia, que a atuação funcional de cada Poder corra de maneira
independente, desde que respeitada a harmonia de cada um para com seus “Poderes-irmãos”, obviamente.

Art. 3º, CF Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;


II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação.
Significado da expressão “garantir o desenvolvimento nacional” (art. 3º, II, CF).
Este “desenvolvimento nacional” deve ser entendido em sentido amplo, isto é, para mais que um simples progresso
econômico. Engloba, também, o desenvolvimento político, social, cultural, ideal, dentre tantos outros.
Significado da expressão “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” (art.
3º, III, CF). O Brasil é uma nação de diferenças socioeconômicas gritantes no que atine à sua população, com a
majoritária concentração de riqueza nas mãos de poucos. Sendo assim, como um processo osmótico, do meio mais
para o menos concentrado, é preciso que parte dessa riqueza seja transferida aos grupos populacionais mais carentes.
Veja-se que, neste aspecto, o texto constitucional foi feliz em seu texto: é preciso “erradicar” a pobreza e a
marginalização, mas “reduzir” as desigualdades sociais e regionais. Ora, bem sabem todos que sempre haverá
discrepâncias sociais e regionais (a concentração da produção industrial, p. ex., obviamente se concentra em sua maior
parte na região sudeste e em menor parte na região norte do país). O que se deve é, apenas, atenuar estas
desigualdades.
Já a pobreza “é pobreza em qualquer lugar” (com o perdão da licença poética), e, portanto, deve ser extirpada deste
país.
Significado da expressão “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação” (art. 3º, IV, CF). Eis o reconhecimento do “pluralismo” como elemento norteador da
nação (o “pluralismo”, como já dito outrora, é muito mais que o simples conceito de “democracia”).
A promoção do bem de todos deve ser feita sem qualquer diferenciação quanto às posições políticas, religiosas,
étnicas, ideais, e sociais.
Art. 4º, CF. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

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X - concessão de asilo político.

Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos
da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

O art. 4º é a revelação de que vivemos em um “Estado Constitucional Cooperativo”, expressão esta utilizada por Peter
Häberle, defensor de uma concepção culturalista de Constituição. Por “Estado Constitucional Cooperativo” se entende
um Estado que se disponibiliza para outros Estados, que se abre para outros Estados, mas que exige algum grau de
reciprocidade em troca, a bem do desenvolvimento de um constitucionalismo mundial, ou, ao menos, ocidental.
Significado de “independência nacional” (art. 4º, I, CF). É a consequência da “soberania nacional”, constante do art. 1º,
I, CF. Afinal, é graças à independência deste país que se autoriza a chamá-lo de nação soberana.
Significado de “prevalência dos direitos humanos” (art. 4º, II, CF). Os direitos humanos são proteções jurídicas ne-
cessárias à concretização da dignidade da pessoa humana.
Em verdade, os direitos fundamentais nada mais são que os direitos humanos internalizados em Constituições.
Desta forma, tal como os direitos fundamentais devem prevalecer no plano interno, também os direitos humanos devem
ser a tônica no plano internacional. Disso infere-se que tanto faria ao constituinte ter consagrado, neste art. 4º, II, CF, a
“prevalência dos direitos humanos” (como o fez) ou a “prevalência dos direitos fundamentais”. O resultado pretendido é
o mesmo.
Significado de “autodeterminação dos povos” (art. 4º, III, CF). Esse princípio é um “recado” às demais nações. Por tal, o
Brasil afirma que não aceita nem adota a prática de que um povo seja submetido/subordinado a outro. Todos têm
direito a um Estado, para que possam geri-lo, autonomamente, da maneira que melhor lhes convier.
Significado de “não intervenção” e “defesa da paz” (art. 4º, IV e VI, CF). A República Federativa do Brasil é um Estado
não beligerante. Não é uma tendência deste país as “guerras de conquistas” nem as “guerras preventivas”, tal como é
praxe na cultura norte-americana, mas só as “guerras defensivas”, isto é, as guerras de proteção ao território e ao povo
brasileiro, ainda que, para isso, precise lutar fora do espaço territorial pátrio. Em outras palavras, “guerra defensiva” não
significa esperar ser invadido, como erroneamente se possa pensar.
Para a solução dos conflitos, busca-se a arbitragem internacional, os acordos internacionais, a mediação, o auxílio das
Nações Unidas etc. O belicismo só deve ser utilizado em último caso.

Significado de “igualdade entre os Estados” (art. 4º, V, CF). Trata-se de princípio autoexplicativo. O Brasil não reco-
nhece a existência de Estados “maiores” ou “melhores” que os outros tão-somente por seu poderio bélico, econômico,
cultural etc. Sendo iguais todas as nações, todas podem proteger-se e ser protegidas contra ameaças estrangeiras, tal
como o Brasil se autoriza a fazer.
Significado de “solução pacífica dos conflitos” (art. 4º, VII, CF). Trata-se de desdobramento dos princípios da “não
intervenção” e da “defesa da paz” já estudados. Para a solução dos conflitos, busca-se a arbitragem internacional, os
acordos internacionais, a mediação, o auxílio das Nações Unidas etc. O belicismo só deve ser utilizado em último caso.
Significado de “repúdio ao terrorismo e ao racismo” (art. 4º, VIII, CF). “Repúdio” tem significado de repulsa, contra-
riedade. “Racismo” é um termo amplo para designar qualquer tipo de discriminação, seja ela de raça ou não.
O Brasil não tem uma tipificação específica para crimes de terrorismo, como o tem para os crimes de racismo. A “Lei de
Segurança Nacional” (Lei nº 7.170/83) apenas fala em “atos de terrorismo” em seu art. 20, sem especificar, contudo, o
que seriam estes atos e como puni-los. Por tratar-se de conceito indeterminado, há se defender que, hoje, o Brasil não
pune de forma autônoma o crime de terrorismo.
Significado de “cooperação entre os povos para o progresso da humanidade” (art. 4º, IX, CF). Um bom exemplo da
aplicação deste princípio está no parágrafo único, do art. 4º, da Constituição Federal, segundo o qual a República
Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à
formação de uma comunidade latino-americana de nações. Tal objetivo acabou sendo em parte alcançado com a
criação do MERCOSUL, ainda não totalmente implementado.
Essa ideia de cooperação entre os povos remonta a uma proposta defendida pelo globalismo, de formação de blocos
econômico-políticos de desenvolvimento recíproco. Some-se a isso o fato de que, o art. 4º, IX, CF, em sua parte final,
faz menção ao “progresso da humanidade”, o qual é considerado um direito fundamental de terceira dimensão/geração,
aliado ao valor “fraternidade”, na abrasileirada classificação de Paulo Bonavides.
Assim, unindo a ideia de fraternidade à de criação de grupos de países (como o MERCOSUL, como a União Europeia
etc.), forma-se o princípio de cooperação entre os povos para o progresso de cada país e da humanidade.
Significado de “concessão de asilo político” (art. 4º, X, CF). “Asilo político” é a proteção que um Estado dá a nacionais
de outros Estados que estiverem sofrendo perseguições políticas em razão de sua ideologia, crença, etnia etc. O
Estatuto do Estrangeiro (Lei nº 6.815/80) regula a condição do asilado. Em seu art. 28, se afirma que o estrangeiro
admitido no território nacional na condição de asilado político ficará sujeito, além dos deveres que lhe forem impostos
pelo direito internacional, a cumprir as disposições da legislação vigente e as que o Governo brasileiro lhe fixar.

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DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS.

Direitos e deveres individuais e coletivos


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à
imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e
garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação
coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as
invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura
ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em
caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal;
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer;
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício
profissional;
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele
entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido
prévio aviso à autoridade competente;
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a decaráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a
interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão
judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados
judicial ou extrajudicialmente;
XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse
social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada
ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de
penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar
o seu desenvolvimento;
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível
aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas
atividades desportivas;
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b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores,
aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas;
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção
às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista
o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;
XXX - é garantido o direito de herança;
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge
ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do “de cujus”;
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo
seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse
pessoal;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes,
os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem
constitucional e o Estado Democrático;
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do
perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do
patrimônio transferido;
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do
apenado;
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de
amamentação;
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
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ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei;
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o
exigirem;
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária
competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e
à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado;
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança;
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de
obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação
em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder;
LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou
habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa
jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos
um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício
dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
LXXII - conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos
de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público
ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e
cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos;
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na
sentença;
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício
da cidadania;
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que
garantam a celeridade de sua tramitação.
§1º. As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
§2º. Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios
por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
§3º. Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais.
§4º. O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
Direito à vida. O art. 5º, caput, da Constituição Federal, dispõe que o direito à vida é inviolável. Dividamos em
subtópicos:
A) Acepções do direito à vida. São duas as acepções deste direito à vida, a saber, o direito de permanecer vivo (ex.: o
Brasil veda a pena de morte, salvo em caso de guerra declarada pelo Presidente da República em resposta à agressão
estrangeira, conforme o art. 5º, XLVII, “a” c.c. art. 84, XIX, CF), e o direito de viver com dignidade (ex.: conforme o art.
5º, III, CF, ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante) (ex. 2: consoante o art. 5º,
XLV, CF, nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do
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perdimento de bens ser, nos termos de lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do
patrimônio transferido) (ex. 3: são absolutamente vedadas neste ordenamento constitucional penas de caráter
perpétuo, de banimento, cruéis, e de trabalhos forçados) (ex. 4: a pena será cumprida em estabelecimentos distintos,
de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado, conforme o inciso XLVIII, do art. 5º, CF) (ex. 5: pelo
art. 5º, XLIX, é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral);
B) Algumas questões práticas sobre o direito à vida. Como fica o caso das Testemunhas de Jeová, que não admitem
receber transfusão de sangue? Como fica a questão do conflito entre o direito à vida e a liberdade religiosa? O
entendimento prevalente é o de que o direito à vida deve prevalecer sobre a liberdade religiosa.
E o caso da eutanásia/ortotanásia? São escassas as decisões judiciais admitindo o “direito de morrer”, condicionando
isso ao elevado grau de sofrimento de quem pede, bem como a impossibilidade de recuperação deste. Há se lembrar
que, tal como o direito de permanecer vivo, o direito à vida também engloba o direito de viver com dignidade, e conviver
com o sofrimento físico é um profundo golpe a esta dignidade do agente.
E a legalização do aborto? Também há grande celeuma em torno da questão. Quem se põe favoravelmente ao aborto
o faz com base no direito à privacidade e à intimidade, de modo que não caberia ao Estado obrigar uma pessoa a ter
seu filho. Quem se põe de maneira contrária ao aborto, contudo, o faz com base na vida do feto que se está dando fim
com o procedimento abortivo.
E a hipótese de fetos anencéfalos? O Supremo Tribunal Federal decidiu pela possibilidade de extirpação do feto
anencefálico do ventre materno, sem que isso configure o crime de aborto previsto no Código Penal. Isto posto, em
entendendo que o feto anencefálico tem vida, agora são três as hipóteses de aborto: em caso de estupro, em caso de
risco à vida da gestante, e em caso de feto anencefálico. Por outro lado, em entendendo que o feto anencefálico não
tem vida, não haverá crime de aborto por se tratar de crime impossível, afinal, para que haja o delito é necessário que o
feto esteja vivo. De toda maneira, qualquer que seja o entendimento adotado, agora é possível tal hipótese,
independentemente de autorização judicial.
Direito à liberdade. O direito à liberdade, consagrado no caput do art. 5º, CF, é genericamente previsto no segundo
inciso do mesmo artigo, quando se afirma que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão
em virtude de lei. Tal dispositivo representa a consagração da autonomia privada.
Trata-se a liberdade, contudo, de direito amplíssimo, por compreender, dentre outros, a liberdade de opinião, a
liberdade de pensamento, a liberdade de locomoção, a liberdade de consciência e crença, a liberdade de reunião, a
liberdade de associação, e a liberdade de expressão.

Dividamos em subtópicos:

Liberdade de consciência, de crença e de culto. O art. 5º, VI, da Constituição Federal, prevê que é inviolável a liberdade
de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a
proteção aos locais de culto e a suas liturgias. Ademais, o inciso VIII, do art. 5º, dispõe que é assegurada, nos termos
de lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.
Há se ressaltar, preliminarmente, que a “consciência” é mais algo amplo que “crença”. A “crença” tem aspecto
essencialmente religioso, enquanto a “consciência” abrange até mesmo a ausência de uma crença.
Isto posto, o “culto” é a forma de exteriorização da crença. O culto se realiza em templos ou em locais públicos (desde
que atenda à ordem pública e não desrespeite terceiros).
O Brasil não adota qualquer religião oficial, como a República Islâmica do Irã, p. ex. Em outros tempos, o Brasil já foi
uma nação oficialmente católica. Com a Lei Fundamental de 1988, o seu art. 19 vedou o estabelecimento de religiões
oficiais pelo Estado.
Liberdade de locomoção. Consoante o inciso XV, do art. 5º, da Lei Fundamental, é livre a locomoção no território
nacional em tempos de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos de lei (essa lei é a de nº 6.815 - Estatuto do
Estrangeiro), nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens.
Isso nada mais representa que a “liberdade de ir e vir”;
Liberdade da manifestação do pensamento. Conforme o art. 5º, IV, da Constituição pátria, é livre a manifestação do
pensamento, sendo vedado o anonimato. Por outro lado, o inciso subsequente a este assegura o direito de resposta,
proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.
Veja-se, pois, que a Constituição protege a “manifestação” do pensamento, isto é, sua exteriorização, já que o
“pensamento em si” já é livre por sua própria natureza de atributo inerente ao homem.
Ademais, a vedação ao anonimato existe justamente para permitir a responsabilização quando houver uma
manifestação abusiva do pensamento;
Liberdade de profissão. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer (art. 5º, XIII, CF).
Trata-se de norma constitucional de eficácia contida, seguindo a tradicional classificação de José Afonso da Silva, pois
o exercício de qualquer trabalho é livre embora a lei possa estabelecer restrições. É o caso do exercício da advocacia,

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p. ex., condicionado à prévia composição dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil por meio de exame de
admissão.
Tal liberdade representa tanto o exercício de qualquer profissão como a escolha de qualquer profissão;
Liberdade de expressão. Trata-se de liberdade amplíssima. Conforme o nono inciso, do art. 5º, da Lei Fundamental, é
livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou
licença.
Tal dispositivo é a consagração do direito à manifestação do pensamento, ao estabelecer meios que deem efetividade
a tal direito, afinal, o rol exemplificativo de meios de expressão previstos no mencionado inciso trata das atividades
intelectuais, melhor compreendidas como o direito à elaboração de raciocínios independentes de modelos
preexistentes, impostos ou negativamente dogmatizados; das atividades artísticas, que representam o incentivo à cena
cultural, sem que músicas, livros, obras de arte e espetáculos teatrais, por exemplo, sejam objeto de censura prévia,
como houve no passado recente do país; das atividades científicas, aqui entendidas como o direito à pesquisa e ao
desenvolvimento tecnológico; e da comunicação, termo abrangente, se considerada a imprensa, a televisão, o rádio, a
telefonia, a internet, a transferência de dados etc.;
Liberdade de informação. É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando
necessário ao exercício profissional (art. 5º, XIV, CF).
Tal liberdade engloba tanto o direito de informar (prerrogativa de transmitir informações pelos meios de comunicação),
como o direito de ser informado.

Vale lembrar, inclusive, que conforme o art. 5º, XXXIII, da Constituição, todos têm direito a receber dos órgãos públicos
informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob
pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
Liberdade de reunião e de associação. Pelo art. 5º, XVI, CF, todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em
locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. Eis a liberdade de
reunião.
Já pelo art. 5º, XVII, CF, é plena a liberdade de associação para fins lícitos, sendo vedado que associações tenham
caráter paramilitar. Eis a liberdade de associação.
O que diferencia a “reunião” da “associação”, basicamente, é o espaço temporal em que existem. As reuniões são
temporárias, para fins específicos (ex.: protesto contra a legalização das drogas). Já as associações são permanentes,
ou, ao menos, duram por mais tempo que as reuniões (ex.: associação dos plantadores de tomate).
Ademais, a criação de associações independe de lei, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento (art.
5º, XVIII, CF). As associações poderão ter suas atividades suspensas (para isso não se exige decisão judicial transitada
em julgado), ou poderão ser dissolvidas (para isso se exige decisão judicial transitada em julgado) (art. 5º, XIX, CF).
Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou manter-se associado, contudo (art. 5º, XX, CF).
Também, o art. 5º, XXI, da CF, estabelece a possibilidade de representação processual dos associados pelas entidades
associativas. Trata-se de verdadeira representação processual (não é substituição), que depende de autorização
expressão dos associados nesse sentido, que pode ser dada em assembleia ou mediante previsão genérica no
Estatuto.
Direito à igualdade. Um dos mais importantes direitos fundamentais, convém dividi-lo em subtópicos para melhor aná-
lise:
Igualdade formal e material. A igualdade deve ser analisada tanto em seu prisma formal, como em seu enfoque
material.
Sob enfoque formal, a igualdade consiste em tratar a todos igualmente (ex.: para os maiores de dezesseis anos e
menores de dezoito anos, o voto é facultativo. Todos que se situam nesta faixa etária têm o direito ao voto, embora ele
seja facultativo).
Ademais, neste enfoque formal, a igualdade pode ser na lei (normas jurídicas não podem fazer distinções que não
sejam autorizadas pela Constituição), bem como perante a lei (a lei deve ser aplicada igualmente a todos, mesmo que
isso crie desigualdade).
Já sob enfoque material, a igualdade consiste em tratar de forma desigual os desiguais (ex: o voto é facultativo para os
analfabetos. Todavia, os analfabetos não podem ser votados. A alfabetização é uma condição de elegibilidade.
Significa que, se o indivíduo souber ler e escrever, poderá ser votado. Se não, há óbice constitucional a que ocupe
cargo eletivo);
Igualdade de gênero. A CF é expressa, em seu art. 5º, I: homens e mulheres são iguais nos termos da Constituição
Federal. Isso significa que a CF pode fixar distinções, como o faz quanto aos requisitos para aposentadoria, quanto à
licença-gestante, e quanto ao serviço militar obrigatório apenas para os indivíduos do sexo masculino, p. ex. Quanto à
legislação infraconstitucional, é possível fixar distinções, desde que isso seja feito em consonância com a Constituição

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Federal, isto é, sem excedê-la ou for-lhe insuficiente.

Direito à segurança. A segurança é tratada tanto no caput do art. 5º, como no caput do art. 6º, ambos da Constituição
Federal.
No caput do art. 6º, se refere à segurança pública, que será estudada quando da análise dos direitos sociais. A
segurança a que se refere o caput do art. 5º é a segurança jurídica, que impõe aos Poderes públicos o respeito à
estabilidade das relações jurídicas já constituídas.
Engloba-se, pois, o direito adquirido (o direito já se incorporou a seu titular), o ato jurídico perfeito (há se preservar a
manifestação de vontade de quem editou algum ato, desde que ele não atente contra a lei, a moral e os bons
costumes), e a coisa julgada (é a imutabilidade de uma decisão que impede que a mesma questão seja debatida pela
via processual novamente), consagrados todos no art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal.
Direito de propriedade. Conforme o art. 5º, caput e inciso XXII, da Constituição Federal, é assegurado o direito de
propriedade. Há limitações, contudo, a tal direito, como a função social da propriedade. Para melhor compreender tal
instituto fundamental, pois, há se dividi-lo em temas específicos:
Função social da propriedade. A função social, consagrada no art. 5º, XXIII, CF, não é apenas um limite ao direito de
propriedade, mas, sim, faz parte da própria estrutura deste direito. “Trocando em miúdos”, só há direito de propriedade
se atendida sua função social (há, minoritariamente, quem pense o contrário).
Aliás, é esta função social da propriedade que assegura que a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde
que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade
produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento (art. 5º, XXVI, CF);
Inviolabilidade do domicílio. A Constituição Federal assegura, em seu art. 5º, XI, que a casa é asilo inviolável do
indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.
Veja-se que, em caso de flagrante delito, para prestar socorro, ou evitar desastre, na casa se pode entrar a qualquer
hora do dia. Se houver necessidade de determinação judicial, a entrada na residência, salvo consentimento do
morador, somente pode ser feita durante o dia;
Requisição da propriedade. A Constituição Federal prevê duas hipóteses de requisição: no caso de iminente perigo
público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior, se houver dano (art. 5º, XXV, CF); e no caso de vigência de estado de sítio, decretado em caso de comoção
grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia da medida tomada durante o estado
de defesa, é possível a requisição de bens (art. 139, VII, CF).
Na requisição civil não há transferência de propriedade. Há apenas uso ou ocupação temporários da propriedade
particular. Trata-se de ocupação emergencial, de modo que só caberá indenização posterior, e, ainda, se houver dano.
A requisição militar também é emergencial. Também só haverá indenização posterior, diante de dano;
Desapropriação da propriedade. Prevista no art. 5º, XXIV, da CF, é cabível em três casos: necessidade pública;
utilidade pública; e interesse social.
Na desapropriação, dá-se retirada compulsória da propriedade do particular.
Se em razão de interesse social, exige-se indenização em dinheiro justa e prévia, como regra geral.

E, nos casos de necessidade e utilidade pública, o particular não tem culpa alguma. Trata-se, meramente, de situação
de prevalência do interesse público sobre o interesse privado. A indenização, como regra geral, também deve ser
prévia, justa, e em dinheiro.
Ainda, no caso de desapropriação por interesse social, pode ocorrer a chamada “desapropriação sanção”, pelo
desatendimento da função social da propriedade. Nesse caso, diante da “culpa” do proprietário, a indenização será
prévia, justa, porém não será em dinheiro, mas sim em títulos públicos. Com efeito, são duas as hipóteses de
desapropriação-sanção: desapropriação-sanção de imóvel urbano, prevista no art. 182, §4º, III, CF (o pagamento é feito
em títulos da dívida pública, com prazo de resgate de até dez anos); desapropriação-sanção de imóvel rural, prevista
no art. 184, CF (ela é feita para fins de reforma agrária, e o pagamento é feito em títulos da dívida agrária, com prazo
de resgate de até vinte anos, contados a partir do segundo ano de sua emissão);
Confisco da propriedade. O confisco está previsto no art. 243 da CF. Também é hipótese de transferência compulsória
da propriedade, como a desapropriação. Mas, dela se distingue porque no confisco não há pagamento de qualquer
indenização.
Isto posto, são duas as hipóteses de confisco: as glebas de qualquer região do país onde forem localizadas culturas
ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de
colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem
prejuízo de outras sanções previstas em lei (art. 243, caput, CF); bem como todo e qualquer bem de valor econômico
apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício
de instituições e pessoal especializado no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de
atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias (art. 243, parágrafo
único, CF);
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Usucapião da propriedade (aquelas previstas na Constituição). Há duas previsões constitucionais acerca de usucapião,
em que o prazo para aquisição da propriedade é reduzido: usucapião urbano (aquele que possuir como sua área
urbana de até duzentos e cinquenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a
para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou
rural, conforme o art. 183, caput, da CF); e usucapião rural (aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou
urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a
cinquenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a
propriedade, consoante o art. 191, caput, da CF).
Não custa chamar a atenção, veja-se, que as hipóteses constitucionais também exigem os requisitos tradicionais da
usucapião, a saber, a posse mansa e pacífica, a posse ininterrupta, e a posse não-precária.
Não custa lembrar, por fim, que imóveis públicos não podem ser adquiridos por usucapião;
Propriedade intelectual. A Constituição protege a propriedade intelectual como direito fundamental.
Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos
herdeiros pelo tempo que a lei fixar (art. 5º, XXVII, CF).
São assegurados, nos termos de lei, a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da
imagem e voz humanas, inclusive nas atividades esportivas (art. 5º, XXVIII, “a”, CF), bem como direito de fiscalização
do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem (art. 5º, XXVIII, “b”, CF).
Direito de herança. Tal direito está previsto, de maneira pioneira, no trigésimo inciso, do art. 5º, CF. Nas outras
Constituições, ele era apenas deduzido do direito de propriedade.
Ademais, a sucessão de bens de estrangeiros situados no país será regulada pela lei brasileira em benefício do
cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do “de cujus” (art. 5º, XXXI,
CF).
Direito à privacidade. Para o estudo do Direito Constitucional, a privacidade é o gênero, do qual são espécies a
intimidade, a honra, a vida privada e a imagem. Neste sentido, o inciso X, do art. 5º, da Constituição, prevê que são
invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano
material ou moral decorrente de sua violação:
Intimidade, vida privada e publicidade (imagem). Pela “Teoria das Esferas”, importada do direito alemão, quanto mais
próxima do indivíduo, maior a proteção a ser conferida à esfera (as esferas são representadas pela intimidade, pela
vida privada, e pela publicidade).
Desta maneira, a intimidade merece maior proteção. São questões de foro personalíssimo de seu detentor, não
competindo a terceiros invadir este universo íntimo.
Já a vida privada merece proteção intermediária. São questões que apenas dizem respeito a seu detentor, desde que
realizadas em ambiente íntimo. Se momentos da vida privada são expostos ao público, pouco pode fazer a proteção
legal que não resguardar a honra e a imagem do indivíduo.
Por fim, na publicidade a proteção é mínima. Compete à proteção legal apenas resguardar a honra do indivíduo, já que
o ato é público;
Honra. O direito à honra almeja tutelar o conjunto de atributos pertinentes à reputação do cidadão sujeito de direitos.

Alguns Direitos de acesso à justiça.

Habeas corpus. Vejamos o primeiro dos chamados “remédios constitucionais”:


Surgimento. A Magna Carta inglesa, de 1215, foi o primeiro documento a prevê-lo, enquanto o “Habeas Corpus Act”, de
1679, procedimentalizou-o pela primeira vez. No Brasil, o Código de Processo Penal do Império, de 1832, trouxe-o para
este ordenamento, enquanto a primeira Constituição Republicana, de 1891, foi a primeira Lei Fundamental pátria a
consagrar o instituto (é da época da Lei Fundamental a chamada “Doutrina Brasileira do Habeas Corpus”, que
maximizava o instituto a habilitava-o a proteger qualquer direito, inclusive aqueles que hoje são buscados pela via do
Mandado de Segurança). Hoje, a previsão constitucional do habeas corpus está no art. 5º, LXVIII, da Constituição da
República;
Natureza jurídica. Trata-se de ação constitucional (e não de “recurso processual penal”, veja-se) de natureza
tipicamente penal que almeja a proteção das liberdades individuais de locomoção quando esta se encontra
indevidamente violada ou em vias de violação.
Vale lembrar que, apesar de ser uma ação tipicamente penal, não há qualquer óbice a que se utilize o habeas corpus
em outras searas como a cível, num caso de indevida privação de liberdade por dívida de alimentos, p. ex., ou na
trabalhista, caso alguém seja indevidamente impedido de exercer seu labor, noutro exemplo;
Espécies. O habeas corpus pode ser preventivo (quando houver mera ameaça de violação ao direito de ir e vir, caso
em que se obterá um “salvo-conduto”), ou repressivo (quando ameaça já tiver se materializado);

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Legitimidade ativa. É amplíssima. Qualquer pessoa pode manejá-lo, em próprio nome ou de terceiro, assim como o
Ministério Público. A pessoa que o maneja é chamada “impetrante”, enquanto que a pessoa que dele se beneficia é
chamada “paciente” (desta maneira, é perfeitamente possível que impetrante e paciente sejam a mesma pessoa).
A importância deste “writ” é tão grande que, nos termos do segundo parágrafo, do art. 654, do Código de Processo
Penal, os juízes e os tribunais têm competência para expedir de ofício o remédio quando, no curso do processo,
verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal;
Legitimidade passiva. Pode ser tanto um agente público (autoridade policial ou autoridade judicial, p. ex.) como um
agente particular (diretor de uma clínica de psiquiatria, p. ex.).
Hipóteses de coação ilegal. A coação será considerada ilegal, nos moldes do art. 648, CPP, quando não houver justa
causa para tal; quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei; quando quem tiver ordenado a
coação não tiver competência para fazê-lo; quando houver cessado o motivo que autorizou a coação; quando não for
alguém admitido a prestar fiança nos casos em que a lei autoriza; quando o processo for manifestamente nulo; ou
quando extinta a punibilidade.
Vale lembrar, por outro lado, que o segundo parágrafo, do art. 142, da Constituição, veda tal remédio constitucional em
relação a punições disciplinares militares;
Competência para apreciação. A competência é determinada de acordo com a autoridade coatora. Assim, se esta for
um Delegado de Polícia, o “writ” será endereçado ao juiz de primeiro grau; se for o juiz de primeira instância, endereça-
se ao tribunal a que é vinculado; se for o promotor de justiça, para um primeiro entendimento endereça-se ao juiz de
primeira instância e para um segundo entendimento endereça-se ao tribunal respectivo equiparando, pois, a autoridade
ministerial ao magistrado de primeiro grau; se a autoridade coatora for o juiz do JECRIM, competente para apreciar o
remédio será a turma recursal.
Vale lembrar, ainda, que o STF (arts. 102, I, “d”, “i” e 102, II, “a”, CF) e o STJ (arts. 105, I, “c” e 105, II, “a”, CF) também
têm competência para apreciar habeas corpus.
Procedimento. O procedimento está previsto no Código de Processo Penal, entre seus arts. 647 e 667;
Mandado de segurança. Vejamos:
Surgimento. Trata-se de remédio trazido ao Brasil (há quem defenda, prevalentemente, que o instituto seja criação ge-
nuinamente brasileira) pela Lei Fundamental de 1934, e, desde então, a única Constituição que não o previu foi a de
1937. Hoje, o mandado de segurança individual está constitucionalmente disciplinado no art. 5º, LXIX, e o mandado de
segurança coletivo no art. 5º, LXX, todos da Lei Maior pátria;
Natureza jurídica. Trata-se de ação constitucional, de rito sumário e especial, destinada à proteção de direito líquido e
certo de pessoa física ou jurídica não amparado por habeas corpus ou habeas data (com isso já se denota a natureza
subsidiária do “writ”: ele somente é cabível caso não seja hipótese de habeas corpus ou habeas data).
Ademais, apesar de ser mais comum sua utilização no âmbito cível, óbice não deve haver a sua utilização nas searas
das justiças criminal e especializada;
Espécies. O “writ” pode ser preventivo (quando se estiver na iminência de violação a direito líquido e certo), ou
repressivo (quando já consumado o abuso/ilegalidade);
Legitimidade ativa. Deve ser a mais ampla possível, abrangendo não só a pessoa física como a jurídica, nacional ou
estrangeira, residente ou não no Brasil, bem como órgãos públicos despersonalizados e universalidades reconhecidas
por lei (espólio, condomínio, massa falida etc.). Vale lembrar que esta legitimidade pode ser ordinária (se postula-se
direito próprio em nome próprio) ou extraordinária (postula-se em nome próprio direito alheio);
Legitimidade passiva. A autoridade coatora deve ser autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de
atribuições do Poder Público;
Mandado de segurança coletivo. O mandado de segurança coletivo poderá ser impetrado por partido político com
representação no Congresso Nacional ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente
constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
Competência. A competência se fixa de acordo com a autoridade coatora. Assim, pode apreciar mandado de segurança
um juiz de primeiro grau, estadual ou federal; os Tribunais estaduais ou federais; o STF (arts. 102, I, “d” e 102, II, “a”,
CF); e o STJ (arts. 105, I, “b” e 105, II, “b”, CF);

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e,
também, ao seguinte:
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos
em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de
provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei,
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas
ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na
carreira;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em
comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em
lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associaçãosindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os
critérios de sua admissão;
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de
excepcional interesse público;
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o §4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou
alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na
mesma data e sem distinção de índices;
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-
se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do
Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder
Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco
centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder
Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo
Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de
pessoal do serviço público;
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de
concessão de acréscimos ulteriores;
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto
nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, §4º, 150, II, 153, III, e 153, §2º, I;
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários,
observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas,
sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder
público;
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição,
precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei;
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua
atuação;
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso
anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados
mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas
que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual
somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das
obrigações;
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais
ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a
realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de
informações fiscais, na forma da lei ou convênio.
§1º. A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo,
informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem
promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
§2º. A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade
responsável, nos termos da lei.
§3º. A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando
especialmente:
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de
atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no
art. 5º, X e XXXIII;
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na
administração pública.
§4º. Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação
penal cabível.
§5º. A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que
causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.
§6º. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos
danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o
responsável nos casos de dolo ou culpa.
§7º. A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e
indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas.
§8º. A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá
ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a
fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre:
I - o prazo de duração do contrato;
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes;
III - a remuneração do pessoal.
§9º. O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias,
que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de
pessoal ou de custeio em geral.
§10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com
a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição,
os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.
§11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as
parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.
§12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar,
em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio mensal
dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por
cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos
subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.
Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na
hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
§1º. Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as
disposições do art. 14, §8º; do art. 40, §9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as
matérias do art. 142, §3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores.
§2º. Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei
específica do respectivo ente estatal.
Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.
Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar.
Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição.
§1º. A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado, sendo a lei de organização judiciária de
iniciativa do Tribunal de Justiça.
§2º. Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou
municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.
§3º. A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça Militar estadual, constituída, em
primeiro grau, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de
Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a vinte mil integrantes.
§4º. Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei
e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil,
cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças.
§5º. Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, os crimes militares cometidos
contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao Conselho de Justiça, sob a presidência
de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes militares.
§6º. O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar
o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo.
§7º. O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções da atividade
jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários.

SEGURANÇA PÚBLICA.

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da
ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.

§1º. A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em
carreira, destina-se a:
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou
de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão
interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser emlei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da
ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas decompetência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
§2º. A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-
se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
§3º. A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira,
destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.
§4º. Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as
funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
§5º. Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros
militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.
§6º. As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se,
juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
§7º. A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a
garantir a eficiência de suas atividades.
§8º. Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações,
conforme dispuser a lei.
§9º. A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do
§4º do art. 39.

Órgãos que compõem a estrutura da segurança pública. São eles:


A) A polícia federal;
B) A polícia rodoviária federal;
C) A polícia ferroviária federal;
D) As polícias civis;
E) As polícias militares e corpos de bombeiros militares.
Função da Polícia Federal. A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União
e estruturado em carreira, destina-se:
A) A apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interessas da União
ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão
interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
B) A prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da
ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;
C) A exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
D) A exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
Função da Polícia Rodoviária Federal. A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União
e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
Função da Polícia Ferroviária Federal. A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União
e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.
Função das Polícias Civis. Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a
competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
Função das Polícias Militares. Às polícias militares cabem o papel de polícia ostensiva e a preservação da ordem pú-
blica.
Função dos Corpos de Bombeiros Militares. Além das atividades definidas em lei, incumbe aos corpos de bombeiros
militares a execução de atividades de defesa civil.
EXERCÍCIOS
1) Incumbe à Polícia Civil, de acordo com as disposições constitucionais vigentes, a função de:

A) Polícia administrativa.
B) Polícia ostensiva.
C) Polícia executiva.
D) Polícia judiciária.
E) Polícia repressiva.

2) Os Órgãos apresentados nas alternativas a seguir estão incluídos no art. 144 da Constituição como
responsáveis pelo exercício da preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio,
à exceção de um. Assinale-o.

A) Polícia Ferroviária Federal.


B) Polícias Civis.
C) Forças Armadas.
D) Polícia Federal.

3) Polícia ostensiva e a preservação da ordem pública:

A) Polícia Federal
B) Policia Militar
C) Polícia Civil
D) Polícia Rodoviária Federal

4) Com relação ao tema Segurança Pública analise as afirmativas a seguir:

I. Os municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações,
conforme dispuser a lei.

II. Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as
funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.

III. A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em
carreira, destina-se a prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho,
sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência.

Assinale:

A) se somente a afirmativa I estiver correta.


B) se somente a afirmativa II estiver correta.
C) se somente a afirmativa III estiver correta.
D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

5) Relativamente aos princípios fundamentais, assinale a alternativa incorreta:

A) A República Federativa do Brasil é formada pela união dissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal.
B) A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito
C) Constitui objetivo fundamental da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa e solidária.
D) São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
E) Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da
Constituição.

6) Os artigos 1º e 3º da Constituição estabelecem os fundamentos e os objetivos fundamentais da República


Federativa do Brasil.

Assinale a alternativa que contempla, exclusivamente, previsões constantes naqueles dispositivos.

A) Soberania, planificação econômica, cidadania, garantir o desenvolvimento nacional e construir uma sociedade livre,
119
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não,
em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
justa e solidária.
B) Dignidade da pessoa humana, cidadania, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais
e regionais.
C) Pluralismo político, soberania, participação do Estado no desenvolvimento econômico e concessão de asilo político.
D) Cidadania, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, pluralismo político e defesa intransigente do livre-mercado.
E) Construir uma sociedade livre, justa e solidária, dignidade da pessoa humana e progressiva adoção do socialismo de
mercado.

7) Entre os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, constantes da Constituição Federal/88, não se
inclui:

A) Promover o bem de todos.


B) Erradicar a marginalização.
C) Reduzir as desigualdades sociais.
D) Priorizar o desenvolvimento das regiões rurais.
E) Construir uma sociedade livre, justa e solidária.

8) Não é (são) fundamento(s) da República Federativa do Brasil:

A) Pluralismo político.
B) Dignidade da pessoa humana.
C) Valores sociais da livre iniciativa.
D) Divisão dos Poderes do Estado.
E) Valores sociais do trabalho.

9) A Constituição Federal estabelece que, em determinadas situações, projetos de lei aprovados pelo legislativo
devem ser ratificados pela vontade popular. Essas normas realizam o princípio fundamental da:
A) Soberania.
B) Democracia.
C) Participação.
D) Dignidade.
E) República.

10) Compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei:

A) Justiça Federal
B) Justiça Estadual
C) Justiça Militar
D) Justica Municipal

GABARITO

1) D
2) C
3) B
4) E
5) A
6) B
7) D
8) D
9) B
10) C

120
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não,
em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
Constituição do Estado de Mato
Grosso do Sul

121
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não,
em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
122
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não,
em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
.

ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL

CONSTITUIÇÃO ESTADUAL Nº , DE 5 DE OUTUBRO DE 1989.

Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul de


1989.

Texto Constitucional promulgado em 5 de outubro de 1989, consolidado


com as alterações adotadas pelas Emendas Constitucionais.

PREÂMBULO

Nós, representantes do povo sul-mato-grossense, reunidos em Assembleia Estadual Constituinte para garantir a dignidade
do ser humano e o pleno exercício de seus direitos; para reafirmar os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade;
para consolidar o sistema representativo, republicano e democrático; para ratificar os direitos do Estado no concerto da
Federação; para assegurar a autonomia municipal e o acesso de todos à justiça, à educação, à saúde e à cultura; e para
promover um desenvolvimento econômico subordinado aos interesses humanos, visando à justiça social para o
estabelecimento definitivo da democracia, invocando a proteção de Deus, promulgamos a seguinte CONSTITUIÇÃO DO
ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL.

Seção II
Dos Servidores Públicos Militares

Art. 39. São servidores públicos militares os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

§ 1º As patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa,
da reserva ou reformados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado, sendo-lhes privativos os títulos,
postos e uniformes militares.

§ 2º As patentes dos oficiais militares do Estado são conferidas pelo Governador do Estado.

§ 3º O policial militar em atividade que aceitar cargo ou emprego público civil permanente será transferido para a reserva.

§ 4º O policial militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou função pública temporária, não-eletiva, ainda que da
administração indireta, ficará agregado ao respectivo quadro enquanto permanecer nessa situação e só poderá ser
promovido por antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para promoção e transferência para a reserva,
sendo, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para inatividade.

§ 5º São vedadas ao servidor público militar a sindicalização, a greve e, enquanto em efetivo serviço, a filiação a partido
político.

§ 6º O oficial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do
oficialato ou com ele incompatível, por decisão do Tribunal de Justiça, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo
de guerra.

§ 7º A lei disporá sobre os limites de idade, sobre a estabilidade e sobre outras condições de transferência do militar para
inatividade.

§ 8º Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo e a seus pensionistas o disposto no art. 40, §§ 4º e 5º, da
ConstituiçãoFederal.

§ 9º Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo o disposto no art. 7º, VIII, XII, XVIII e XIX, da Constituição Federal.

Capítulo III
DA SEGURANÇA PÚBLICA

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
Seção I
Disposições Gerais

Art. 40. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem
pública, das prerrogativas da cidadania, da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos,
subordinados administrativa e operacionalmente ao Secretário de Estado de Segurança Pública:

I - a Polícia Civil;

II - a Polícia Militar;

III - Corpo de Bombeiros Militar.

Parágrafo único. Aplica-se aos órgãos constantes neste artigo o disposto no § 6º do art. 144 da Constituição Federal.

Art. 41. As Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se à legislação especial, que definirá sua
estrutura, competências, direitos, garantias, deveres, prerrogativas de seus integrantes, de maneira a assegurar a eficiência
de suas atividades, baseando-se nos princípios da hierarquia e da disciplina.

Parágrafo único. Aos policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros Militar e aos agentes penitenciários, vítimas de
acidentes em decorrência da atividade profissional de confronto, salvamento ou treinamento, será garantida pela
administração pública estadual, a cobertura integral das despesas hospitalares e do tratamento médico necessários para o
restabelecimento da saúde.

Seção III
Da Polícia Militar

Art. 46. A Polícia Militar, instituição permanente e regular, força auxiliar e reserva do Exército, é dirigida por um
comandante-geral, cargo privativo de oficial superior, de livre escolha, nomeação e exoneração do Governador do Estado.

Art. 47. À Polícia Militar incumbem, além de outras atribuições que a lei estabelecer:

I - policiamento ostensivo e preventivo de segurança;

II - policiamento preventivo e ostensivo para a defesa do meio ambiente;

III - policiamento do trânsito urbano e do rodoviário estadual, por delegação do Departamento Estadual de Trânsito;

IV - a guarda externa dos presídios, quando esta não for exercida por agentes penitenciários estaduais;

V - as atividades de polícia judiciária militar.

Art. 47-A. Fica criada Biblioteca Estadual Digital de Mato Grosso do Sul, com sede na Capital, com a função de dispor a
população o acervo do Arquivo Público Estadual, a literatura e toda a forma de expressão cultural do Estado, reunir o
Patrimônio histórico e cultural do Estado, receber exposições e ser fonte de pesquisa para estudantes com a
disponibilização das obras recomendadas pelo Conselho Estadual de Educação.

Parágrafo único. A Biblioteca Estadual Digital deverá estar disponível para acesso nas Escolas para suprir eventual
ausência da biblioteca física.

Art. 48. A seleção, o preparo, o aperfeiçoamento, o treinamento e a especialização dos integrantes da Polícia Militar são de
competência da corporação.

Art. 49. A organização, o efetivo, o equipamento, as garantias, a convocação e a mobilização da Polícia Militar serão
regulados por lei complementar.

Seção VI
Da Auditoria Militar

Art. 119. A Auditoria Militar, com sede na capital do Estado, competente para processar e julgar o pessoal da Polícia Militar
e do Corpo de Bombeiros Militar, nos crimes militares definidos em lei, terá como órgãos de primeiro grau de jurisdição o
Juiz Auditor e os Conselhos de Justiça Militar.

§ 1º A função de Juiz Auditor Militar será exercida por Juiz de Direito de entrância especial, integrante do quadro da
magistratura de carreira do Estado de Mato Grosso do Sul, e será provido na forma prevista no art. 102 desta Constituição.

§ 2º Em suas faltas ou impedimentos, o Juiz Auditor Militar será substituído por Juiz Substituto indicado pelo Conselho
Superior da Magistratura e, na sua falta, por um dos Juízes das Varas Criminais da Capital, de acordo com o que for
estabelecido por ato do Tribunal de Justiça.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
Estatuto da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (Lei Complementar nº 053, de 30 de agosto de 1990.)

Art. 1º O presente Estatuto regula a situação, obrigações, deveres, direitos e prerrogativas dos policiais-militares
do Estado de Mato Grosso do Sul.

Constituição Federal

Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na
hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 18, de 1998) § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que
vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual
específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos
governadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) (...) Art. 61. A iniciativa das leis
complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do
Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-
Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 1º São de iniciativa privativa do
Presidente da República as leis que: I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas; II - disponham sobre: f)
militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e
transferência para a reserva. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) (...)

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais
permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da
República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da
lei e da ordem. § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicandose-lhes, além das que vierem a
ser fixadas em lei, as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) X - a lei disporá sobre o
ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a
inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares,
consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais
e de guerra. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul Art. 39.
São servidores públicos militares os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. § 7º A lei disporá sobre
os limites de idade, sobre a estabilidade e sobre outras condições de transferência do militar para inatividade. (...) Art. 41.

As Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros Militar subordinam-se à legislação especial, que definirá sua estrutura,
competências, direitos, garantias, deveres, prerrogativas de seus integrantes, de maneira a assegurar a eficiência de suas
atividades, baseando-se nos princípios da hierarquia e da disciplina. (...) Art. 49. A organização, o efetivo, o equipamento,
as garantias, a convocação e a mobilização da Polícia Militar serão regulados por lei complementar. (...) Art. 51. (...)
Parágrafo único. Aplica-se ao Corpo de Bombeiros Militar o disposto nos artigos 48 e 49. (...) Art. 62. Cabe à Assembleia
Legislativa, com sanção do Governador, legislar sobre todas as matérias de competência do Estado, especialmente sobre:
VIII - fixação dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar; (...)

Art. 67. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Assembleia Legislativa,
ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas, ao Procurador-Geral de Justiça, ao Defensor
Público-Geral do Estado e aos cidadãos, nos termos desta Constituição. (redação dada pela EC 68, de 15 de dezembro de
2015, publicada no D.O. 9.067, de 16 de dezembro de 2015, página 1; republicada no D.O. nº 9.068, de 17 de dezembro de
2015, página 1; republicada no D.O. 9.071, de 22 de dezembro de 2015, página 1) § 1º São de iniciativa do Governador do
Estado as leis que: I - fixem ou modifiquem os efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar; II - disponham
sobre: b) os servidores públicos do Estado, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de
civis, reforma e transferência de militares para a inatividade; (...)

Art. 89. Compete privativamente ao Governador do Estado: VI - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos
previstos nesta Constituição; DECRETO-LEI Nº 667, DE 2 DE JULHO DE 1969. Reorganiza as Polícias Militares e os
Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, dos Território e do Distrito Federal, e dá outras providências. DECRETO N.
88.777, DE 30 DE SETEMBRO DE 1983.Aprova o regulamento para as policias militares e corpos de bombeiros militares
(R-200). Art. 1º - Este Regulamento estabelece princípios e normas para a aplicação do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho
de 1969, modificado pelo Decreto-lei nº 1.406, de 24 de junho de 1975, e pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de
1983.

Art. 2º Nos termos da Constituição Federal a Polícia Militar, instituição permanente destinada à manutenção da
Ordem Pública, sendo Força Auxiliar Reserva do Exército Brasileiro, subordinase administrativamente e
operacionalmente ao Secretário de Estado de Segurança Pública.

POLÍCIA MILITAR. SUBORDINAÇÃO.

O § 6º do art. 144 da Constituição diz que os Delegados de Polícia são subordinados, hierarquizados administrativamente
aos governadores de Estado, do Distrito Federal e dos Territórios. E uma vez que os delegados são, por expressa dicção
constitucional, agentes subordinados, eu os excluiria desse foro especial, ratione personae ou intuitu personae.” (ADI 2.587,
voto do Rel. p/ o ac. Min. Ayres Britto, julgamento em 1º-12-2004, Plenário, DJ de 6-11- 2006.) “Polícias estaduais: regra
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
constitucional local que subordina diretamente ao governador a Polícia Civil e a Polícia Militar do Estado:
inconstitucionalidade na medida em que, invadindo a autonomia dos Estados para dispor sobre sua organização
administrativa, impõe dar a cada uma das duas corporações policiais a hierarquia de secretarias e aos seus dirigentes o
status de secretários.” (ADI 132, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 30-4-2003, Plenário, DJ de 30-5-20.

POLÍCIA MILITAR. DESTINAÇÃO CONSTITUCIONAL.

Em face do art. 144, caput, V e § 5º, da Constituição, sendo a segurança pública, dever do Estado e direito de todos,
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através, entre outras, da
Polícia Militar, essa atividade do Estado só pode ser sustentada pelos impostos, e não por taxa, se for solicitada por
particular para a sua segurança ou para a de terceiros, a título preventivo, ainda quando essa necessidade decorra de
evento aberto ao público. Ademais, o fato gerador da taxa em questão não caracteriza sequer taxa em razão do exercício
do poder de polícia, mas taxa pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, o que, em
exame compatível com pedido de liminar, não é admissível em se tratando de segurança pública.” (ADI 1.942-MC, Rel. Min.
Moreira Alves, julgamento em 5-5-1999, Plenário, DJ de 22-10-1999.) No mesmo sentido: RE 536.639-AgR, rel. min. Cezar
Peluso, julgamento em 7-8-2012, Segunda Turma, DJE de 29-8-2012; RE 269.374-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento
em 2-8- 2011, Segunda Turma, DJE de 22-8-2011.

“RADIOPATRULHA ÁEREA”. ATRIBUIÇÃO RESIDUAL.

“Polícia Militar: atribuição de ‘radiopatrulha aérea’: constitucionalidade. O âmbito material da Polícia Aeroportuária, privativa
da União, não se confunde com o do policiamento ostensivo do espaço aéreo, que – respeitados os limites das áreas
constitucionais das Polícias Federal e Aeronáutica Militar – se inclui no poder residual da Polícia dos Estados.” (ADI 132,
Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 30-4-2003, Plenário, DJ de 30-5-2003.)

Constituição Federal

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da
ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: V - polícias militares e corpos
de bombeiros militares. § 6º As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército,
subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul

Art. 40. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da
ordem pública, das prerrogativas da cidadania, da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes
órgãos, subordinados administrativa e operacionalmente ao Secretário de Estado de Segurança Pública: II - a Polícia
Militar; III - Corpo de Bombeiros Militar. Parágrafo único. Aplica-se aos órgãos constantes neste artigo o disposto no § 6º do
art. 144 da Constituição Federal. (...) Art. 46. A Polícia Militar, instituição permanente e regular, força auxiliar e reserva do
Exército, é dirigida por um comandante-geral, cargo privativo de oficial superior, de livre escolha, nomeação e exoneração
do Governador do Estado. (...) Art. 50. Ao Corpo de Bombeiros Militar, instituição permanente, regular e autônoma, além
das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil, de prevenção e de combate a incêndios,
de busca, de salvamento e de socorro público. (...) Art. 89. Compete privativamente ao Governador do Estado: XXVI -
exercer o comando supremo da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, promover seus oficiais e nomeá-los para os
cargos que lhe são privativos.

A LEI COMPLEMENTAR Nº 190, DE 4 DE ABRIL DE 2014, que dispõe sobre a organização, a composição e o
funcionamento da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, e dá outras providências, determina que: Art. 1º A Polícia Militar de
Mato Grosso do Sul (PMMS) é instituição permanente e regular, força auxiliar e reserva do Exército, estruturada com base
na hierarquia e na disciplina, incumbindo-lhe o exercício da polícia ostensiva e preventiva, a preservação da ordem pública,
da incolumidade das pessoas, do patrimônio e do meio ambiente, a manutenção da segurança interna do Estado, bem
como as demais atribuições constantes da Constituição Federal. § 1º A PMMS subordina-se ao Governador do Estado,
sendo vinculada administrativa e operacionalmente ao Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública. (redação dada
pela Lei Complementar nº 206, de 5 de outubro de 2015).

LEI COMPLEMENTAR Nº 188, DE 3 DE ABRIL DE 2014.Dispõe sobre a Organização Básica do Corpo de Bombeiros
Militar do Estado de Mato Grosso do Sul (CBMMS), e dá outras providências. Art. 1º O Corpo de Bombeiros Militar do
Estado de Mato Grosso do Sul (CBMMS), órgão permanente, regular e autônomo, estruturado nas carreiras dos oficiais e
das praças, organizado com base na hierarquia e disciplina, força auxiliar e reserva do Exército, subordinado ao
Governador do Estado e vinculado operacional e administrativamente à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança
Pública, tem a sua organização básica definida nos termos desta Lei Complementar. (redação dada pela Lei Complementar
nº 205, de 5 de outubro de 2015).

Art. 3º O Comandante-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul será escolhido livremente pelo
Governador do Estado, dentre os oficiais do QOPM, ocupantes do último posto da hierarquia Policial-Militar.
(Alterado pelo art. 31 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.) § 1º Revogado pelo art.
39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008. § 2º Revogado pelo art. 39 da Lei
Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.

LEGISLAÇÃO

Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
Art. 27. Para a organização da administração pública direta, indireta ou das fundações de qualquer dos Poderes do Estado
é obrigatório o cumprimento do seguinte: (redação dada pela EC nº 40, de 19 de novembro de 2008, publicada no D.O. nº
7.342, de 19 de novembro de 2008) § 9º É vedada a nomeação de autoridades que se enquadrem nas condições de
inelegibilidade nos termos da lei complementar de que trata o § 9º do art. 14 da Constituição Federal, no que se refere à
proteção da probidade administrativa e da moralidade da administração pública, considerada vida pregressa do nomeado,
para os cargos de: (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de
2011, página 1) VI - Comandante-Geral da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar; (acrescentado pela EC nº 45, de
7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1) (...) VIII - Comissão de assessoramento
conforme determina o inciso V do art. 37 da Constituição Federal. (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011,
publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1) § 9º-A. É vedada também, no serviço público da
Administração Direta e Indireta do Estado de Mato Grosso do Sul, a designação para função de confiança ou a nomeação
para emprego ou para cargo efetivo ou em comissão de pessoa que esteja em situação de inelegibilidade em razão de
condenação ou punição de qualquer natureza, na forma da lei complementar prevista no art. 14, § 9º, da Constituição
Federal, durante o prazo de duração do impedimento. (acrescentado pela EC nº 64, de 2 de junho de 2015, publicada no
D.O. 8.933, de 3 de junho de 2015, página 1) § 10. Para aferição das condições a que se refere o § 9º, os nomeados
deverão apresentar, no ato de posse, certidões de ações cíveis e criminais, emitidas: (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de
junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1) I - pela Seção da Justiça Federal do Estado
de Mato Grosso do Sul e pelo respectivo Tribunal Regional Federal; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011,
publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1) II - pela Justiça Estadual de 1º e 2º graus; (acrescentado pela
EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1) III - pelos Tribunais
competentes, quando o nomeado tiver exercido, nos últimos dez anos, função pública que implique foro especial por
prerrogativa de função; (acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de
2011, página 1) § 11. Quando as certidões criminais previstas no § 10 forem positivas, o nomeado também deverá
apresentar as respectivas certidões de objeto e pé atualizadas de cada um dos processos criminais indicados.
(acrescentado pela EC nº 45, de 7 de junho de 2011, publicada no D.O. nº 7.966, de 8 de junho de 2011, página 1) (...) Art.
89. Compete privativamente ao Governador do Estado: XXV - nomear e exonerar o comandante-geral da Polícia Militar, o
comandantegeral do Corpo de Bombeiros Militar e o diretor-geral da Polícia Civil;

A LEI COMPLEMENTAR Nº 190, DE 4 DE ABRIL DE 2014, que dispõe sobre a organização, a composição e o
funcionamento da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, e dá outras providências, estabelece o procedimento quanto a
indicação do comandante-geral: Art. 9º O Comandante-Geral, será um oficial superior do QOPM, do Serviço Ativo e do
último Posto da Corporação, sendo o responsável superior pelo comando e pela administração da Corporação. § 1º Sempre
que a escolha não recair no Oficial mais antigo, terá ele precedência hierárquica e funcional sobre todos os demais oficiais
do último posto da Corporação. § 2º O provimento do cargo de Comandante-Geral será feito por ato do Governador do
Estado. § 3º Os atos de nomeação do Comandante-Geral e de exoneração do substituído devem ser simultâneos.

A LEI COMPLEMENTAR Nº 188, DE 3 DE ABRIL DE 2014, dispõe sobre a Organização Básica do Corpo de Bombeiros
Militar do Estado de Mato Grosso do Sul (CBMMS), e dá outras providências, trazendo o seguinte procedimento quanto a
indicação do comandante-geral: Art. 7º O Comando Geral do CBMMS é o órgão de Direção Superior, cuja função de
Comandante-Geral do CBMMS é privativa de Oficial da ativa, em efetivo exercício, do último posto do Quadro de Oficiais
Combatentes BM (QOBM), detentor dos seguintes cursos: I - Curso de Formação de Oficiais em Instituição de Ensino
Militar; II - Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais ou equivalente; III - Curso Superior de Bombeiro Militar ou equivalente. §
1º O provimento da função de Comandante-Geral será feito mediante ato do Governador do Estado; § 2º Os atos de
exoneração da função e da nomeação de um novo ComandanteGeral do CBMMS deverão ser processados
simultaneamente, sendo vedada a vacância da função. § 3º Quando a escolha para o exercício da função de Comandante-
Geral não incidir sobre o Oficial mais antigo da Corporação, terá o escolhido precedência funcional sobre os demais
Oficiais.

Art. 4º Os integrantes da PMMS, em razão da destinação constitucional da Corporação e das leis vigentes, são
servidores públicos militares estaduais denominados policiais-militares.

LEGISLAÇÃO

Constituição Federal

Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na
hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 18, de 1998)

Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul

Art. 39. São servidores públicos militares os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. O DECRETO N.
88.777, DE 30 DE SETEMBRO DE 1983, que aprova o regulamento para as policias militares e corpos de bombeiros
militares (R-200):
Art. 46 - Os integrantes das Polícias Militares, Corporações instituídas para a manutenção da ordem pública e da
segurança interna nas respectivas Unidades da Federação, constituem uma categoria de servidores públicos dos Estados,
Territórios e Distrito Federal, denominado de "policiais-militares".

§ 1º Os policiais-militares encontram-se em uma das seguintes situações: a) Na ativa: I - Os policiais-militares de carreira;

JURISPRUDÊNCIA ESTABILIDADE PROVISÓRIA.

“A estabilidade provisória advinda de licença-maternidade decorre de proteção constitucional às trabalhadoras em geral. O


Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
direito amparado pelo art. 7º, XVIII, da CF, nos termos do art. 142, VIII, da CF/1988, alcança as militares.” (RE 523.572-
AgR, rel. min. Ellen Gracie, julgamento em 6-10-2009, Segunda Turma, DJE de 29-10-2009.) No mesmo sentido: AI
811.376-AgR, rel. min. Gilmar Mendes, julgamento em 1º-3-2011, Segunda Turma, DJE de 23-3-2011.

ESTABILIDADE. REGULAMENTAÇÃO ESPECÍFICA. LEI. Esta Corte, recentemente, ao julgar o MI 188, decidiu por
unanimidade que só tem legitimatio ad causam, em se tratando de mandado de injunção, quem pertença a categoria a que
a CF haja outorgado abstratamente um direito, cujo exercício esteja obstado por omissão com mora na regulamentação
daquele. Em se tratando, como se trata, de servidores públicos militares, não lhes concedeu a CF direito à estabilidade,
cujo exercício dependa de regulamentação desse direito, mas, ao contrário, determinou que a lei disponha sobre a
estabilidade dos servidores públicos militares, estabelecendo quais os requisitos que estes devem preencher para que
adquiram tal direito.” (MI 107, Rel. Min. Moreira Alves, julgamento em 21-11-1990, Plenário, DJ de 2-8-1991).

LEGISLAÇÃO

Constituição Federal

Art. 42 (...) § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado
em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor
sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) (...) Art. 142. (...) § 3º Os membros das Forças Armadas
são denominados militares, aplicandose-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: (Incluído
pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a
estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as
prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive
aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de
1998)

Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul

Art. 39. São servidores públicos militares os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. § 7º A lei
disporá sobre os limites de idade, sobre a estabilidade e sobre outras condições de transferência do militar para inatividade.

Art. 5º O serviço policial-militar consiste no exercício de atividades inerentes à Polícia Militar e compreende todas
as missões previstas em legislação pertinente, bem como relacionadas com a Manutenção da Ordem Pública e à
Segurança Interna do Estado de Mato Grosso do Sul.

LEGISLAÇÃO

Constituição Federal

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da
ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: V - polícias militares e corpos
de bombeiros militares. § 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos
de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.

Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul

Art. 40. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da
ordem pública, das prerrogativas da cidadania, da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes
órgãos, subordinados administrativa e operacionalmente ao Secretário de Estado de Segurança Pública: II - a Polícia
Militar; III - Corpo de Bombeiros Militar. Parágrafo único. Aplica-se aos órgãos constantes neste artigo o disposto no § 6º do
art. 144 da Constituição Federal. (...) Art. 47. À Polícia Militar incumbem, além de outras atribuições que a lei estabelecer: I -
policiamento ostensivo e preventivo de segurança; II - policiamento preventivo e ostensivo para a defesa do meio ambiente;
III - policiamento do trânsito urbano e do rodoviário estadual, por delegação do Departamento Estadual de Trânsito; IV - a
guarda externa dos presídios, quando esta não for exercida por agentes penitenciários estaduais; (redação dada pela EC nº
69, de 17 de dezembro de 2015, publicada no D.O. 9.069, de 18 de dezembro de 2015, página 1) V - as atividades de
polícia judiciária militar. (...) Art. 50. Ao Corpo de Bombeiros Militar, instituição permanente, regular e autônoma, além das
atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil, de prevenção e de combate a incêndios, de
busca, de salvamento e de socorro público. (...)

O DECRETO-LEI Nº 667, DE 2 DE JULHO DE 1969, que reorganiza as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros
Militares dos Estados, dos Território e do Distrito Federal, e dá outras providências, prescreve que: Art. 3º - Instituídas para
a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Estados, nos Territórios e no Distrito Federal, compete às Polícias
Militares, no âmbito de suas respectivas jurisdições: (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) a) executar com
exclusividade, ressalvas as missões peculiares das Forças Armadas, o policiamento ostensivo, fardado, planejado pela
autoridade competente, a fim de assegurar o cumprimento da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos
poderes constituídos; (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) b) atuar de maneira preventiva, como força de dissuasão,
em locais ou áreas específicas, onde se presuma ser possível a perturbação da ordem; (Redação dada pelo Del nº 2010,
de 12.1.1983) c) atuar de maneira repressiva, em caso de perturbação da ordem, precedendo o eventual emprego das
Forças Armadas; (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) d) atender à convocação, inclusive mobilização, do Governo
Federal em caso de guerra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção,
subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições específicas de polícia militar e como participante da
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
Defesa Interna e da Defesa Territorial; (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983) e) além dos casos previstos na letra
anterior, a Polícia Militar poderá ser convocada, em seu conjunto, a fim de assegurar à Corporação o nível necessário de
adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei, na forma que dispuser o
regulamento específico. (Redação dada pelo Del nº 2010, de 1983).

O DECRETO N. 88.777, DE 30 DE SETEMBRO DE 1983, que aprova o regulamento para as policias militares e corpos de
bombeiros militares (R-200): Art. 45 - A competência das Polícias Militares estabelecida no artigo 3º, alíneas a, b e c do
Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969, na redação modificada pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e na
forma deste Regulamento, é intransferível, não podendo ser delegada ou objeto de acordo ou convênio. § 1º - No interesse
da Segurança Interna e a manutenção da ordem pública, as Polícias Militares zelarão e providenciarão no sentido de que
guardas ou vigilantes municipais, guardas ou serviços de segurança particulares e outras organizações similares, exceto
aqueles definidos na Lei nº 7.102, de 20 de junho de 1983, e em sua regulamentação, executem seus serviços atendidas as
prescrições deste artigo. § 2º - Se assim convier à Administração das Unidades Federativas e dos respectivos Municípios,
as Polícias Militares poderão colaborar no preparo dos integrantes das organizações de que trata o parágrafo anterior e
coordenar as atividades do policiamento ostensivo com as atividades daquelas organizações. LEI COMPLEMENTAR Nº
190, DE 4 DE ABRIL DE 2014. Dispõe sobre a organização, a composição e o funcionamento da Polícia Militar de Mato
Grosso do Sul, e dá outras providências. LEI COMPLEMENTAR Nº 188, DE 3 DE ABRIL DE 2014. Dispõe sobre a
Organização Básica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso do Sul (CBMMS), e dá outras providências.

Art. 6º A carreira policial-militar é caracterizada por atividade continuada e devotada às finalidades da Polícia Militar
denominada atividade policial-militar.

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao
seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos
públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 34, de 2001) (...) § 10. É vedada a percepção simultânea
de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou
função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em
comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (...)

Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na
hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 18, de 1998) § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que
vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadua l
específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos
governadores. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) (...)

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais
permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da
República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da
lei e da ordem. § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicandose-lhes, além das que vierem a
ser fixadas em lei, as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 18, de 1998) II - o militar em atividade
que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente, ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI,
alínea "c", será transferido para a reserva, nos termos da lei; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 77, de 2014).

Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul

Art. 39. São servidores públicos militares os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. § 3º O policial
militar em atividade que aceitar cargo ou emprego público civil permanente será transferido para a reserva.

EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998.

Modifica o sistema de previdência social, estabelece normas de transição e dá outras providências: Art. 11 - A vedação
prevista no art. 37, § 10, da Constituição Federal, não se aplica aos membros de poder e aos inativos, servidores e
militares, que, até a publicação desta Emenda, tenham ingressado novamente no serviço público por concurso público de
provas ou de provas e títulos, e pelas demais formas previstas na Constituição Federal, sendo-lhes proibida a percepção de
mais de uma aposentadoria pelo regime de previdência a que se refere o art. 40 da Constituição Federal, aplicando-se-lhes,
em qualquer hipótese, o limite de que trata o § 11 deste mesmo artigo.

O DECRETO N. 88.777, DE 30 DE SETEMBRO DE 1983, que aprova o regulamento para as policias militares e
corpos de bombeiros militares (R-200) estabelece que:

Art. 16 - A carreira policial-militar é caracterizada por atividade continuada e inteiramente devotada às finalidades precípuas
das Polícias Militares, denominada "Atividade Policial-Militar."

Art. 8º Para efeito da aplicação da legislação peculiar da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, serão observadas as
seguintes interpretações para as expressões abaixo:
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
I - atividade, missão ou tarefa – é o dever emergente de uma ordem, específica de comando, direção ou chefia;
II - bases para descontos – é de cálculo para estabelecimento de desconto a ser feito em folha de pagamento;
III - cargo efetivo – é o posto ou graduação do policial-militar;
IV - cargo policial-militar – é aquele que só pode ser exercido por policial-militar em serviço ativo e que se encontre
especificado nos quadros de efetivo ou tabelas de classificação da Polícia Militar, previsto, caracterizado, ou definido, como
tal, em outras disposições legais. A cada cargo policial-militar corresponde um conjunto de atribuições, deveres,
responsabilidades que se constituem em obrigações do respectivo titular;
V - comandante – é o título genérico dado ao policial-militar correspondente ao cargo de diretor, chefe ou outra
denominação que venha ter, aquele que, investido de autoridade decorrente de leis e regulamentos, for responsável pela
administração, instrução e disciplina de uma Organização Policial-Militar (OPM);
VI - comandante-geral – é o título genérico dado ao Oficial Superior do último posto da hierarquia policial-militar da ativa
que exerce a direção-geral das atividades da Corporação;
VII - comissão – cargo policial-militar que, não constando em “Quadro de Efetivo”, “Quadro de Organização” ou outro
dispositivo legal, e em razão da generalidade, peculiaridade, duração, vulto ou natureza das obrigações a ele inerentes, é
provido em caráter temporário e eventual;
VIII - corporação – é a denominação dada, nesta Lei à Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul;
IX - curso de extensão – destina-se a complementar conhecimentos e técnicas já adquiridos anteriormente em curso ou
estágio. O mesmo que especialização;
X - diligência – é o deslocamento do policial-militar, da guarnição em que serve, para execução de serviço específico ou
cumprimento de missões que lhe forem determinadas;
XI - efetivo serviço – é o efetivo desempenho de cargo, comissão, encargo, incumbência, serviços ou atividade pelo
policial-militar em serviço;
XII - encargo, incumbência, serviço ou atividade policial-militar recebem o mesmo conceito – “Comissão”;
XIII - extensão de curso – tempo de duração de curso;
XIV - função policial-militar – é o exercício das obrigações inerentes ao cargo ou comissão;
XV - jornada de trabalho – é o período de tempo, dentro do dia, em que o policial-militar desenvolve a sua atividade;
XVI - na ativa, da ativa, em serviço ativo, em serviço na ativa, em atividade – é a situação do policial-militar capacitado
legalmente, para o exercício do cargo, comissão ou encargo;
XVII - Organização Policial-Militar (OPM) – é a denominação genérica dada a Corpo de Tropa, Repartição,
Estabelecimento ou qualquer outra Unidade Administrativa, de apoio ou Operativa da Polícia Militar;
XVIII - PM – designação abreviada dos integrantes da Polícia Militar, independente de posto ou graduação;
XIX - sede – é o território do município ou dos municípios vizinhos quando ligados por frequentes meios de transportes
dentro do qual se localiza as instalações de uma Organização PolicialMilitar considerada;
XX – Revogado pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.
XXI – Revogado pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.
XXII – Revogado pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.
XXIII – Revogado pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.
XXIV - cargos de direção – são todos aqueles referentes à direção e chefia, bem como os de comandantes de unidade até
nível de Destacamento;
XXV - comando – expressão que se refere ao Comandante e Chefe do Estado-Maior Geral, Pessoal ou Especial, ou Grupo
de Oficiais que dirigem uma Corporação ou OPM, cujos Oficiais participantes respondem proporcionalmente à autoridade
que detêm por todas as decisões de comando;
XXVI - junta de inspeção de saúde – junta de médicos da Corporação destinada às atividades previstas na legislação
peculiar e específica;
XXVII – Revogado pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.

Art. 9º A condição jurídica dos policiais-militares é definida pelos dispositivos constitucionais, normas federais e estaduais
específicas.

JURISPRUDÊNCIA

ADMINISTRAÇÃO MILITAR. PRINCÍPIOS APLICÁVEIS.

"Os princípios gerais regentes da administração pública, previstos no art. 37, caput, da Constituição, são invocáveis de
referência à administração de pessoal militar federal ou estadual, salvo no que tenha explícita disciplina em atenção às
peculiaridades do serviço militar." (ADI 1.694-MC, Rel. Min. Néri da Silveira, julgamento em 30-10-1997, Plenário, DJ
de 15-12-2000).

LEGISLAÇÃO

O DECRETO-LEI Nº 667, DE 2 DE JULHO DE 1969, reorganiza as Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros


Militares dos Estados, dos Território e do Distrito Federal, e dá outras providências, expressa que:

Art. 25. Aplicam-se ao pessoal das Polícias Militares: a) as disposições constitucionais relativas ao alistamento eleitoral
e condições de elegibilidade dos militares; b) as disposições constitucionais relativas às garantias, vantagens
prerrogativas e deveres, bem como todas as restrições ali expressas, ressalvado o exercício de cargos de interesse
policial assim definidos em legislação própria.

Parágrafo único. A superveniência da Lei ou norma federal que estabeleça linhas gerais de organização, efetivo,
condições para passagem para inatividade, material, garantias, convocação e mobilização da Polícia Militar, revogarão
as leis e normas estaduais naquilo que estas forem contrárias àquelas, conforme o inciso XXI do art. 22 e §§ 3º e 4º do
art. 24 da Constituição Federal.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
A LEI Nº 6.880, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1980, que dispõe sobre o Estatuto dos Militares, servia como parâmetro para
aplicação do art. 24 do Dereto-Lei n. 667\1969: Art. 1º O presente Estatuto regula a situação, obrigações, deveres, direitos
e prerrogativas dos membros das Forças Armadas.

Do Ingresso na Polícia Militar

Art. 11. O ingresso na Polícia Militar é facultado a todos os brasileiros, após concurso público, mediante inclusão, matrícula
ou nomeação, observadas as condições prescritas em lei e nos regulamentos da Corporação.

Polícia militar. Praça e oficial. Carreiras distintas.

Polícia militar. Ingresso. Concurso público.

Requisitos de ingresso. Previsão em lei.

Carreiras. Praças e oficiais. Ingresso por meio de concurso público.

Servidor militar estadual. Desligamento. Retorno à carreira militar depende de novo concurso público.

Nomeação tardia. Não gera direito a indenização.

Art. 12. Para a matrícula nos estabelecimentos de ensino policial-militar, destinados à formação de policiais-militares, além
das condições relativas à nacionalidade, idade, aptidão intelectual, capacidade física e idoneidade moral, é necessário que
o candidato não exerça nem tenha exercido atividades prejudiciais ou perigosas à Segurança Nacional.

Concurso público carreiras militares exame psicotécnico lei.

Concurso público carreiras militares exame psicotécnico critério objetivo.

Concurso público carreiras militares presunção de inocência.

Concurso público. Reserva de vagas.

Ensino médio.

Concurso público investigação social.

Concurso público. Altura.

Concurso público critério de admissão sexo.

Concurso público exame de saúde.

Da Hierarquia e da Disciplina

Art. 13. A hierarquia e a disciplina são bases institucionais da Polícia Militar; a autoridade e responsabilidade crescem com
o grau hierárquico.

Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul Art. 41. As Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros Militar
subordinam-se à legislação especial, que definirá sua estrutura, competências, direitos, garantias, deveres, prerrogativas de
seus integrantes, de maneira a assegurar a eficiência de suas atividades, baseando-se nos princípios da hierarquia e da
disciplina.

§ 1º A hierarquia policial-militar é a ordenação da autoridade em níveis diferentes. Dentro da estrutura da Polícia Militar a
ordenação se faz por postos ou graduações. Dentro de um mesmo posto ou graduação se faz pela antiguidade no posto ou
graduação. O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de acatamento à sequência da autoridade.

§ 2º Disciplina é a rigorosa observância e acatamento integral das leis, regulamentos, normas, disposições e ordens que
fundamentam o organismo policial-militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito
cumprimento do dever por parte de todos.

§ 3º A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida, entre policiais-militares
da ativa, reserva remunerada e reformados.

Art. 14. Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os policiais-militares da mesma categoria e têm a finalidade
de desenvolver o espírito de camaradagem em ambiente de estima e confiança, sem prejuízo do respeito mútuo.

Art. 15. Os círculos hierárquicos e a escala hierárquica da Polícia Militar são fixados no quadro seguinte:

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
§ 1º Posto é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do Governador do Estado de Mato Grosso do Sul.

§ 2º Graduação é o grau hierárquico da Praça, conferido pelo Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Mato
Grosso do Sul.

§ 3º Os Asp Of PM e os Al Of PM são denominados Praças Especiais.

§ 4º Os alunos dos Cursos de Formação de Sargento, Cabo e Soldado são considerados praças em situação especial e
transitória durante o curso.

§ 5º Os graus hierárquicos iniciais e finais dos diversos Quadros são fixados, separadamente, para cada caso, em Lei de
Fixação dos Efetivos.
§ 6º Sempre que o policial-militar da reserva remunerada ou reformado fizer uso do posto ou graduação, deverá fazê-lo
mediante o esclarecimento dessa situação.

Art. 16. A precedência entre policiais-militares da ativa, do mesmo grau hierárquico, é assegurada pela antiguidade no
posto ou na graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em lei ou regulamento e o previsto no § 3º
deste artigo.

§ 1º A antiguidade em cada posto ou graduação, no mesmo quadro, é contada a partir da data da assinatura do ato da
respectiva promoção, nomeação, declaração ou inclusão, salvo quando estiver fixada em outra data.

§ 2º No caso de ser igual à antiguidade referida no parágrafo anterior, a antiguidade é estabelecida: a) pela posição nas
respectivas escalas numéricas ou registros de que trata o art. 18 deste Estatuto; b) pela antiguidade no posto ou graduação
anterior, se ainda assim, subsistir a igualdade, recorrer-se-á aos graus hierárquicos anteriores, à data de inclusão e a data
de nascimento para definir a precedência. Neste último caso o mais velho será considerado mais antigo. c) pelo
regulamento do órgão de formação e aperfeiçoamento a que pertençam os militares se não tiverem enquadrados nas
alíneas anteriores.

§ 3º A antiguidade entre policiais-militares do mesmo posto ou graduação, mas de quadros distintos, será definida pela
antiguidade dos quadros a que pertençam os policiais-militares.

§ 4º A antiguidade entre os Quadros da Polícia Militar é a seguinte:


a) Quadro de Oficiais: 1. Quadro de Oficiais Policiais-Militares (QOPM);
2. Quadro Auxiliara de Oficiais Militares (QAO); (alterado pelo art. 2º da Lei Complementar n. 96, de 26.12.2001 — DOMS,
de 27.12.2001.)
3. Quadro de Oficiais Especialistas (QOE);
4. Quadro de Oficiais de Saúde (QOS). b) Quadro de Praças: 1. Quadro de Praças Policiais-Militares (QPPM); 2. Quadro de
Praças Especialistas (QPE);
3. Quadro de Praças de Saúde (QPS).

§ 5º O Quadro Auxiliar de Oficiais Militares abrangerá os postos de Segundo e Primeiro Tenente, Capitão e Major,
concorrendo:

I – os Primeiros Sargentos que contarem, no mínimo, dois anos na respectiva graduação e possuírem habilitação de nível
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
superior; (declarado inconstitucional pela Ação Direta de Inconstitucionalidade - N. 2008.000844-0/0000-00)
II – os Subtenentes; III – para Major, o Capitão com curso de aperfeiçoamento de Oficiais e nível superior completo. (§ 5º
alterado pelo art. 2º da Lei Complementar n. 96, de 26.12.2001 — DOMS, de 27.12.2001.) § 6º Em igualdade de posto ou
graduação, os policiais-militares da carreira da ativa e os da reserva remunerada que estiverem convocados é definida pelo
tempo de efetivo serviço no posto ou graduação. § 7º Em igualdade de posto ou graduação, os militares da ativa têm
precedência sobre os que estão na inatividade. (Acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar n. 113, de 19.12.2005 —
DOMS, de 20.12.2005.)

Art. 17. A precedência entre as Praças Especiais e as demais praças é assim regulada:
I - os Asp Of PM serão hierarquicamente superiores às demais praças.

II - os Al Of PM serão hierarquicamente superiores aos Subten PM. Parágrafo único. Os policiais-militares em curso para
graduação de Sargento ou Cabo PM terão a seguinte precedência no tocante à antigüidade: I - os alunos do Curso de
Sargento terão precedência sobre os Cabos PM; II - os alunos do Curso de Cabo PM terão precedência sobre os Soldados
PM.

Art. 18. A Polícia Militar manterá um registro de todos os dados referentes ao seu pessoal da ativa e também dos inativos,
dentro das respectivas escalas numéricas, segundo as instruções baixadas pelo Comandante-Geral da Corporação.

Art. 19. Os Al Of PM são declarados Asp Of PM, pelo Comandante-Geral da Corporação, na data da conclusão do Curso
de Formação em Academia de Polícia Militar ou outro estabelecimento semelhante.

Parágrafo único. Os Asp Of PM formados num mesmo trimestre, constituirão uma turma única e terão suas antiguidades
definidas por normas baixadas pelo Comandante-Geral, utilizando-se os seguintes critérios:

a) média final obtida;


b) data de formatura;
c) idade.

Das Obrigações e dos Deveres Policiais-Militares

Das Obrigações Policiais-Militares

Do Valor Policial Militar

Art. 25. São manifestações essenciais do valor policial-militar:

I - o sentimento de servir à comunidade estadual, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever policial-militar e
pelo devotamento à manutenção da ordem pública, mesmo com o risco da própria vida;
II - a fé na elevada missão da Polícia Militar;
III - o civismo e o culto das tradições históricas;
IV - o espírito de corpo, orgulho do policial-militar pela Organização onde serve;
V - o amor à profissão policial-militar e o entusiasmo com que é exercida;
VI - o aprimoramento técnico-profissional.

Da Ética Policial-Militar

Art. 26. O sentimento do dever, o pundonor policial-militar e o decoro da classe impõem, a cada um dos integrantes da
Polícia Militar conduta moral e profissional irrepreensível, com observância dos seguintes preceitos da ética policial-militar:

I - amar a verdade e a responsabilidade com fundamento da dignidade pessoal;


II - exercer com autoridade, eficiência e probidade as funções que lhe couberem em decorrência do cargo;
III - respeitar a dignidade da pessoa humana;
IV - cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as instruções e as ordens das autoridades competentes;
V - ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação dos méritos dos subordinados;
VI - zelar pelo preparo próprio, moral, intelectual, físico e também pelo dos subordinados tendo em vista o cumprimento da
missão comum;
VII - empregar todas as suas energias em benefício do serviço;
VIII - praticar a camaradagem e desenvolver o espírito de cooperação permanentemente;
IX - ser discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem escrita e falada;
X - abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria sigilosa relativa à Segurança Nacional ou matéria interna da
Corporação;
XI - respeitar os representantes dos Poderes Constituídos, acatando suas orientações sempre que tal procedimento não
acarrete prejuízo para o serviço da Corporação;
XII - cumprir seus deveres de cidadão;
XIII - proceder de maneira ilibada na vida pública e particular;
XIV - observar as normas da boa educação;
XV - garantir assistência moral e material ao seu lar e conduzir-se como chefe de família modelar;
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
XVI - conduzir-se mesmo fora do serviço ou na inatividade, de modo que não sejam prejudicados os princípios da disciplina,
do respeito e do decoro policial-militar;
XVII - abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter facilidades pessoais de qualquer natureza ou para
encaminhar negócios particulares ou de terceiros;
XVIII - zelar pelo bom nome da Polícia Militar e de cada um dos seus integrantes, obedecendo e fazendo obedecer aos
preceitos da ética policial-militar.

Art. 27. O Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, juntamente com todo o seu Estado Maior,
bem como os detentores de cargos de Chefia, Direção e Comando de Unidade são responsáveis diretos pela preservação
da imagem digna e íntegra de todos os componentes da instituição quando acusados por qualquer cidadão ou órgão da
imprensa por ato atentatório da ética policial-militar.

Dos Deveres Policiais-Militares

Art. 28. Os deveres policiais-militares emanam de vínculos racionais e morais que ligam o policial-militar à comunidade e a
sua segurança, e compreendem essencialmente:

I - a dedicação ao serviço policial-militar e a fidelidade à instituição a que pertencem, mesmo com o sacrifício da própria
vida;
II - o culto aos símbolos nacionais;
III - a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias;
IV - a disciplina e o respeito à hierarquia;
V - o rigoroso cumprimento das leis e ordens;
VI - a obrigação de tratar o subordinado com dignidade e urbanidade.

Do Compromisso Policial-Militar

Art. 29. Todo cidadão, após ingressar na Polícia Militar mediante inclusão, matrícula ou nomeação, prestará compromisso
de honra, no qual firmará sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres policiais-militares e manifestará a sua
firme disposição de bem cumprilos.

Art. 30. O compromisso a que se refere o artigo anterior terá caráter solene e será prestado na presença da Tropa tão logo
o policial-militar tenha adquirido um grau de instrução compatível com o perfeito entendimento de seus deveres como
integrante da Polícia Militar, conforme os seguintes dizeres: “Ao ingressar na Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do
Sul, prometo regular a minha conduta pelos preceitos da moral, cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que
estiver subordinado e dedicar-me inteiramente ao serviço policial-militar, à manutenção da ordem pública, e a segurança da
comunidade, mesmo com o risco da própria vida”.

§ 1º O compromisso do Aspirante-a-Oficial PM, será prestado em solenidade policial-militar especialmente programada, e


obedecerá aos seguintes dizeres: “Ao ser declarado Aspirante-aOficial da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul,
assumo o compromisso de cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado e dedicar-me
inteiramente ao serviço policial-militar, à manutenção da ordem pública, e à segurança da comunidade, mesmo com o risco
da própria vida”.
§ 2º Ao ser promovido ao primeiro posto, o Oficial PM prestará o compromisso de Oficial, em solenidade especialmente
programada, de acordo com os seguintes dizeres: “Perante a Bandeira do Brasil e pela minha honra, prometo cumprir os
deveres de Oficial da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul e dedicar-me inteiramente ao serviço, mesmo com o
risco da própria vida”.

Das Autoridades Policiais-Militares

Art. 31. São autoridades policiais-militares na função exclusiva de preservação da ordem pública os oficiais da Polícia
Militar, os comandantes de frações de tropa e os demais policiais-militares quando em serviço.

Do Comando e da Subordinação

Art. 32. Comando é a soma das autoridades e responsabilidades de que os policiais-militares são investidos legalmente,
quando conduzem homens ou dirigem uma Organização PolicialMilitar, sendo vinculada ao grau hierárquico constituindo
prerrogativas impessoais. Parágrafo único. Aplica-se à direção e à chefia de Organização Policial-Militar, no que couber, o
estabelecido para o Comando.

Art. 33. A subordinação não afeta, de modo algum a dignidade pessoal do policial-militar e decorre, exclusivamente, da
estrutura hierárquica da Polícia Militar.

Art. 34. O Oficial do Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM) é formado para assessoramento superior e o exercício
de Comando, Chefia ou Direção das OPM.

§ 1º Os Oficiais dos demais Quadros serão formados para emprego de acordo com a peculiaridade de sua habilitação
profissional.
§ 2º Os Oficiais da Polícia Militar, exceto do Quadro de Oficiais de Saúde, concorrerão às escalas de serviço destinado aos
Oficiais do Quadro de Oficiais da Polícia Militar (QOPM).
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
§ 3º As Praças da Polícia Militar, exceto do Quadro de Saúde, concorrerão às escalas de serviço destinadas ao Quadro de
Praças Policiais-Militares.
§ 4º Os Oficiais e Praças do Quadro de Saúde concorrerão normalmente às escalas de serviço específico às suas
atividades.
§ 5º Os Oficiais Subalternos do QOPM e os Aspirantes-a-Oficiais PM devem ser empregados em comando de tropa
destinada às atividades-fim da Corporação, salvo em situações especiais e em caráter temporário.

Art. 35. Os Subtenentes PM e os 1º Sargentos PM auxiliam e complementam as atividades dos Oficiais, quer no
adestramento, no emprego dos meios, na instrução e na administração. Parágrafo único. Os Subtenentes PM e os 1º
Sargentos PM poderão ser empregados excepcionalmente e em caráter temporário, na execução de atividade de
policiamento ostensivo peculiar à Polícia Militar.

Art. 36. Os 2º Sargentos PM e 3º Sargentos PM devem ser empregados na atividade-fim da Polícia Militar. Parágrafo
único. Os graduados citados no caput deste artigo poderão, excepcionalmente e em caráter temporário, exercer funções
atinentes a atividade-meio da Corporação.

Art. 37. Os cabos e soldados PM são elementos de execução e devem ser empregados na atividade-fim da Corporação,
excepcionalmente em caráter temporário, poderão ser empregados na atividade-meio.

Art. 38. Aos alunos dos órgãos de formação e aperfeiçoamento de policiais-militares cabem a inteira dedicação ao estudo e
ao aprendizado técnico-profissional, bem como a rigorosa observância de todos os preceitos aplicáveis aos integrantes da
Polícia Militar.

Da Violação das Obrigações e dos Direitos

Art. 39. A violação das obrigações ou dos deveres policiais-militares constituirá crime ou transgressão disciplinar, conforme
disser a legislação ou regulamento específico.

§ 1º A violação dos preceitos da ética policial-militar é tida grave quanto mais elevado for o grau hierárquico de quem a
cometer.

§ 2º No caso de concurso de crime militar e transgressão disciplinar será aplicada a pena desta independentemente
daquela.

§ 3º Qualquer manifestação de caráter coletivo e público, sobre atos de superiores hierárquicos ou reivindicatórios será
considerada transgressão disciplinar de natureza grave, sem prejuízo da aplicação da Lei Penal.

Art. 40. A inobservância dos deveres especificados nas leis e regulamentos ou a falta de exação ao cumprimento dos
mesmos acarretará o policial-militar responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar ou penal, consoante a legislação
específica.

Parágrafo único. A apuração da responsabilidade funcional, pecuniária ou penal, poderá concluir pela incompatibilidade do
policial militar com o cargo ou pela incapacidade para o exercício das funções policiais-militares a ele inerentes.

Art. 41. O policial-militar que através de sindicância, sumária se for o caso, tiver provada a sua incapacidade ou
incompatibilidade para o exercício das funções relativas ao cargo ou a ele inerentes será afastado do cargo imediatamente,
sem prejuízo de outras providências legais cabíveis.

Parágrafo único. São competentes para determinar o afastamento do cargo ou o impedimento do exercício da função:

a) O Governador do Estado;
b) O Secretário de Estado de Segurança Pública;
c) O Comandante-Geral da Polícia Militar;
d) Os Comandantes, Chefes e Diretores na conformidade da legislação da Corporação.

Dos Crimes Militares

Art. 42. A Justiça Militar Estadual, constituída em primeira instância pelos Conselhos de Justiça, e, em segunda pelo
Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, é competente para processar e julgar, nos crimes militares definidos
em lei, os integrantes da Polícia Militar.

Art. 43. Aplicam-se aos policiais-militares, no que couber, as disposições estabelecidas no Código Penal Militar e
Processual Penal Militar.

Das Transgressões Disciplinares

Art. 44. O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar especificará as transgressões disciplinares e estabelecerá as normas
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
relativas à amplitude e aplicação das penas disciplinares, à classificação do comportamento policial-militar e à interposição
de recursos contra as penas disciplinares.

§ 1º As penas disciplinares de detenção ou prisão não podem ultrapassar a trinta dias.

§ 2º Aos policiais-militares em curso de formação, especialização ou aperfeiçoamento aplicamse também as penas


disciplinares previstas no estabelecimento de ensino onde estiverem matriculados.

Dos Conselhos de Justificação e Disciplina

Art. 45. O Oficial, presumivelmente, incapaz de permanecer como policial-militar da ativa será submetido ao Conselho de
Justificação na forma da legislação específica e observado o art. 41.

§ 1º Compete ao Tribunal de Justiça julgar os processos oriundos do Conselho de Justificação na forma da legislação
peculiar.

§ 2º Ao Conselho de Justificação também poderão ser submetidos os Oficiais reformados e da reserva remunerada.

Art. 46. Os Aspirantes-a-Oficial PM e as Praças com estabilidade assegurada, presumivelmente incapazes de


permanecerem como policiais-militares da ativa, serão submetidos ao Conselho de Disciplina na forma da legislação
peculiar.

§ 1º Compete ao Comandante-Geral da Polícia Militar julgar em última instância administrativa, os processos oriundos do
Conselho de Disciplina convocados no âmbito da Corporação.

§ 2º Ao Conselho de Disciplina também poderão ser submetidas as Praças reformadas e da reserva remunerada.

§ 3º Compete ao Tribunal de Justiça, em instância judicial, julgar os processos oriundos do Conselho de Disciplina, na
forma da legislação.

Dos Direitos e das Prerrogativas dos Policiais-Militares

Dos Direitos

Art. 47.São direitos dos policiais-militares:

I - garantia da patente, em toda a sua plenitude, com as vantagens, prerrogativas e deveres a ela inerentes, quando Oficial;
II - percepção de subsídio, correspondente ao posto ou graduação que possuir quando da transferência para a inatividade
remunerada, se contar com 30 (trinta) ou mais anos de contribuição; (alterado pelo art. 31 da Lei Complementar n. 127, de
15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.)
III - subsídio calculado de acordo com o posto ou graduação, quando tiver atingido a idade limite; (alterado pelo art. 31 da
Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.)
IV - estabilidade, quando praça com três anos de tempo de efetivo serviço na carreira, não computados os cursos de
formação para esse fim; (alterado pelo art. 3º da Lei Complementar n. 96, de 26.12.2001 — DOMS, de 27.12.2001.) Vide
artigo 4º, § 2º desta Lei.
V - o uso de designações hierárquicas;
VI - a promoção e o direito de frequentar cursos e estágios de formação e aperfeiçoamento, exceto se for réu em ação
penal comum pela prática de crime doloso; (alterado pelo art. 31 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de
16.5.2008.)
VII - a ocupação de cargo correspondente, no mínimo, ao posto ou graduação;
VIII - ser reformado com proventos integrais ao tornar-se inválido para o serviço policial-militar em decorrência de acidente
ou acontecimento que tenha nexo causal com o serviço;
IX - a percepção de subsídio condigno que permita ao militar estadual de qualquer grau hierárquico atender às suas
necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene,
transporte e previdência social; (alterado pelo art. 31 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.)
X - outros direitos previstos em legislação específica e peculiar que trate da remuneração dos policiais-militares do Estado;
XI - fundo assistencial por tempo de serviço prestado;
XII - a transferência para a reserva remunerada, proporcional ou integral, a pedido ou reforma;
XIII - as férias anuais remuneradas com adicional de 1/3 (um terço) da remuneração de seu posto ou de sua graduação;
(alterado pelo art. 31 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.)
XIV - afastamento temporário do serviço e as licenças;
XV - a demissão e o licenciamento a pedido;
XVI - o porte de arma quando Oficial, em serviço ativo ou na inatividade, salvo aqueles que sofram de qualquer alienação
mental comprovada ou que tenham sido condenados por crime que desaconselhe o porte;
XVII - o porte de arma para as Praças com estabilidade assegurada, salvo aqueles que sofram de qualquer alienação
mental comprovada ou que tenham sido condenados por crime ou procedimento administrativo que desaconselhe o porte,
no último caso por decisão fundamentada do Comandante-Geral;
XVIII - o porte de arma para as demais Praças com as restrições impostas pela Polícia Militar;
XIX - receber do Estado, arma, munição e algema, quando de serviço;
XX - pensão militar e auxílio funeral;
XXI - diárias de serviço;
XXII – Revogado pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
XXIII – Revogado pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.
XXIV - creches para os filhos das policiais-militares, nos mesmos termos estabelecidos para os funcionários civis do
Estado;
XXV - fardamento por conta do Estado;
XXVI - ao desagravo público;
XXVII - aplica-se aos policiais-militares o disposto nos artigos 37 e 38 da Constituição Estadual. § 1º Revogado pelo art. 4º
da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de 21.12.2007. § 2º São considerados dependentes do policial-
militar:

a) o cônjuge, desde que não receba remuneração;


b) o filho menor de 21 anos;
c) a filha solteira, desde que não receba remuneração;
d) o filho inválido ou interdito;
e) o filho estudante até 24 anos, se universitário, que não receba remuneração;
f) a mãe viúva, desde que não receba remuneração;
g) o enteado, o filho adotivo e o tutelado nas mesmas condições das alíneas “b”, “c”, “d” e “e”;
h) a viúva do policial-militar e os demais dependentes mencionados nas alíneas “b”, “c”, “d” e “g” deste parágrafo, desde
que vivam sob a responsabilidade da viúva. § 3º São ainda considerados dependentes do policial-militar, desde que vivam
sob a sua dependência econômica e quando expressamente declarados na organização policial-militar competente:
a) a filha, a enteada e a tutelada, na condição de viúva, separada judicialmente ou divorciada, desde que não receba
remuneração;
b) a mãe solteira, a madrasta viúva, a sogra viúva ou solteira bem como a separada judicialmente ou divorciada, desde que
em qualquer dessas situações, não receba remuneração;
c) os avós e os pais, quando inválidos ou interditos, e respectivos cônjuges, estes desde que não recebam remuneração;
d) o pai maior de cinquenta anos e seu respectivo cônjuge, desde que não recebam remuneração;
e) o irmão, o cunhado e o sobrinho, quando menores, inválidos ou interditos, sem arrimo;
f) a irmã, a cunhada e as sobrinhas solteiras, viúvas, separadas judicialmente ou divorciadas, desde que não recebam
remuneração;
g) o neto, órfão menor, inválido ou interdito;
h) a pessoa que viva, no mínimo, há cinco anos, sob exclusiva dependência econômica do policial-militar, comprovada
mediante justificação judicial;
i) a companheira, desde que viva em sua companhia há mais de 02 (dois) anos comprovados por justificação judicial;
j) o menor que esteja sob sua guarda, sustento e responsabilidade mediante autorização judicial.

§ 4º Para efeito do disposto no parágrafo anterior deste artigo não serão considerados como remuneração os rendimentos
não provenientes de trabalho assalariado, ainda que recebidos dos cofres públicos, ou a remuneração que, mesmo
resultante de relação de trabalho, não enseje ao dependente do policial-militar qualquer direito à assistência previdenciária
oficial.

§ 5º O servidor militar que, em razão da função, envolver-se no atendimento de ocorrência em defesa da sociedade,
mesmo não estando de serviço, será considerado para todos os efeitos legais como se em serviço estivesse.
(Acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar n. 157, de 19.12.2011 – DOMS, de 20.12.2011.)

§ 6º A situação que possa configurar a hipótese prevista no § 5º deste artigo deverá ser, devidamente, analisada pela
Corregedoria da Corporação, com base em processo administrativo autuado para este fim. (Acrescentado pelo art. 1º da Lei
Complementar n. 157, de 19.12.2011 – DOMS, de 20.12.2011.)

§ 7º O relatório fundamentado da Corregedoria será submetido à decisão do Comandante-Geral, que não estará vinculada
ao relatório apresentado. (Acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar n. 157, de 19.12.2011 – DOMS, de 20.12.2011.)

Art. 48. O policial-militar que se julgue prejudicado ou ofendido por qualquer ato administrativo ou disciplinar de superior
hierárquico poderá recorrer, segundo a legislação vigente na Corporação. § 1º O policial-militar, da ativa ou da inatividade,
deverá sempre esgotar a via administrativa antes de submeter qualquer demanda à apreciação do Poder Judiciário, sem
prejuízo dos prazos da Justiça.

§ 2º O direito de recorrer na esfera administrativa prescreverá:

a) em 15 (quinze) dias corridos, a contar do recebimento da comunicação oficial, quanto ao ato que decorra da composição
de quadro de acesso;
b) em 120 (cento e vinte) dias corridos nos demais casos.

§ 3º O pedido de reconsideração, a queixa e a representação não podem ser feitos coletivamente.

§ 4º O policial-militar da ativa que, nos casos cabíveis se dirigir ao Poder Judiciário, deverá participar, antecipadamente
informando à autoridade a que estiver subordinado.

Art. 49. O policial-militar, quando ofendido no exercício do cargo, ou em razão dele, será publicamente desagravado.
Parágrafo único. O desagravo será promovido:

I - de ofício:
a) pelo Comandante-Geral da PMMS;
b) pelo Comandante, Chefe ou Diretor do policial-militar agravado.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
II - mediante representação:

a) do ofendido ou seu procurador, e, no caso de morte, pelo cônjuge, ascendente ou descendente;


b) nos termos do item XXI do art. 5º da Constituição Federal.

Das Férias e outros Afastamentos Temporários do Serviço

Art. 58. As férias são afastamentos totais do serviço concedidos, obrigatoriamente, aos policiaismilitares.

§ 1º As férias deverão ser gozadas até o vigésimo quarto mês subsequente ao período aquisitivo. § 2º Caso ocorra
impossibilidade do gozo de férias ou haja interrupção pelos motivos previstos, o período de férias não gozadas será
computado dia-a-dia, em dobro no momento da passagem do policial-militar para a inatividade.

§ 3º Compete ao Comandante-Geral da Polícia Militar a orientação para que os Comandantes, Chefes ou Diretores de
Unidades concedam as férias anuais.

§ 4º Somente em casos de interesse da segurança nacional, grave perturbação da ordem, de extrema necessidade do
serviço, do estado de sítio ou de defesa, os policiais-militares terão interrompido ou deixarão de gozar, na época prevista, o
período de férias a que tiverem direito, registrando-se então o fato em seus assentamentos.

Das Licenças

Art. 61. Licença é a autorização para o afastamento total do serviço, em caráter temporário, concedida ao policial-militar
obedecidas as disposições legais e regulamentares.

Parágrafo único. A licença pode ser:

a) Revogado pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.


b) para tratar de interesse particular (LTIP);
c) para tratar de saúde de pessoa da família (LTSPF);
d) para tratar de saúde (LTS);
e) para gestantes (LG);
f) paternidade (LP).

Das Prerrogativas

Art. 70. As prerrogativas dos policiais-militares são constituídas por honrarias e distinções aos graus hierárquicos e cargos.

Parágrafo único. São prerrogativas dos policiais-militares:

a) uso de títulos, uniformes, distintivos e emblemas policiais-militares correspondentes ao posto ou graduação;


b) honrarias, tratamento e sinais de respeito que lhes sejam assegurados em leis e regulamentos;
c) cumprir qualquer pena restritiva de liberdade, superior a 02 (dois) anos, em Estabelecimento Penal Militar, ou na falta
deste, em Unidade de Polícia Militar, determinada pelo Juiz competente, desde que haja parecer favorável do Comandante-
Geral da Corporação;
d) ser o Oficial submetido obrigatoriamente ao Conselho de Justificação para ter comprovado a sua indignidade ou
incompatibilidade;
e) ser o Aspirante-a-Oficial PM e as demais praças submetidas obrigatoriamente a Conselho de Disciplina a fim de terem
comprovado a falta de condições para continuarem a pertencer à Polícia Militar.

Art. 71. Somente em caso de flagrante delito, o policial-militar poderá ser preso por outra autoridade policial civil, ficando
esta obrigada a entregá-lo, imediatamente, à autoridade policial-militar mais próxima, só podendo retê-lo na delegacia ou
em outro local, devidamente escoltado por policiais-militares escalados para tal fim, durante o tempo necessário à lavratura
do flagrante;

§ 1º Cabe ao Comandante, Chefe ou Diretor da Unidade em que serve o policial-militar, a iniciativa de responsabilizar a
autoridade civil que não cumprir o disposto neste artigo, e, que maltratar ou permitir que seja maltratado qualquer preso
policial-militar.

§ 2º Se, durante o processo em julgamento no foro comum, houver perigo de vida para qualquer preso policial-militar, seu
Comandante, Chefe ou Diretor providenciará, a escolta, junto às autoridades judiciárias, visando à guarda dos pretórios ou
tribunais por força policial-militar.

Dos Uniformes da Polícia Militar

Art. 72. Os uniformes da Polícia Militar com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos policiais-militares,
sendo o símbolo da autoridade policial-militar.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
Art. 73. O uso dos uniformes com seus distintivos, insígnias e emblemas, bem como os modelos, descrição, composição,
peças e acessórios e outras disposições, são estabelecidas na regulamentação específica da Polícia Militar.

§ 1º É proibido ao policial-militar o uso de uniformes:


a) em reuniões, propaganda ou qualquer outra manifestação de caráter político-partidário;
b) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades militares, e, quando autorizado a cerimônias cívicas comemorativas
de datas nacionais ou a atos sociais de caráter particular;
c) no estrangeiro, quando em atividades não relacionadas com a missão policial-militar, salvo expressamente determinado
ou autorizado.

§ 2º Os policiais-militares na inatividade, cuja conduta possa ser considerada como ofensiva à dignidade da classe, poderão
ser definitivamente proibidos de usar uniformes em processo administrativo do qual não caiba mais recurso.

Art. 74. O policial-militar fardado tem as obrigações correspondentes ao uniforme que usa e aos distintivos, emblemas ou
às insígnias que ostente.

Art. 75. É vedado a qualquer elemento civil ou organizações civis usar uniformes ou ostentar distintivos ou emblemas que
possam ser confundidos com os adotados pela Polícia Militar.

§ 1º São responsáveis pela infração das disposições deste artigo os Diretores ou Chefes de repartições, organizações de
qualquer natureza, firma ou empregadores, empresas e institutos que tenham adotado ou consentido que sejam usados
uniformes ou ostentados distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados pela Polícia
Militar.

§ 2º Compete à autoridade policial-militar a rigorosa observância para o cumprimento deste artigo.

Do Ausente e do Desertor

Art. 82. É considerado ausente o policial-militar que por mais de vinte e quatro horas consecutivas:

I - deixe de comparecer à Organização Policial Militar onde serve, ou local onde deve permanecer;
II - ausente-se, sem licença, da Organização Policial Militar onde sirva, ou local onde deva permanecer.

Parágrafo único. Decorrido o prazo mencionado neste artigo, serão observadas as formalidades previstas em legislação
específica.

Art. 83. O policial-militar é considerado desertor nos casos previstos na legislação penal militar.

Do Desaparecimento ou Extravio

Art. 84. É considerado desaparecido o policial-militar da ativa que no desempenho de qualquer serviço, em viagem, em
operações policiais-militares ou em caso de calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de 08 (oito) dias.
Parágrafo único. A situação de desaparecido só será considerada quando não houver indício de deserção.

Art. 85. O policial-militar que, na forma do artigo anterior, permanecer desaparecido por mais de 30 (trinta) dias, será
considerado extraviado oficialmente, após diligências no sentido de elucidar os fatos ocorridos, atestadas em boletim.

Do Desligamento ou Exclusão do Serviço Ativo

Art. 86. O desligamento ou exclusão do serviço ativo da Polícia Militar é feito em consequência de:

I - transferência para a reserva remunerada;


II - reforma;
III - demissão;
IV - perda de posto e patente;
V - licenciamento;
VI - exclusão a bem da disciplina;
VII - deserção;
VIII - falecimento;
IX - extravio.

Parágrafo único. O desligamento do serviço ativo será processado após a expedição de ato do Governador do Estado de
Mato Grosso do Sul ou da autoridade à qual tenham sido delegados poderes para isso.

Art. 87. A transferência para a reserva remunerada ou a reforma não isenta o policial-militar de indenização dos prejuízos
causados à Fazenda Estadual ou a terceiros, nem ao pagamento de pensões decorrentes de sentença judicial.

Art. 88. O policial-militar da ativa, enquadrado em um dos incisos I, II e V do art. 86 ou demissionário, a pedido, continuará
no exercício de suas funções até ser desligado da OPM em que sirva.

Parágrafo único. O desligamento da OPM, deverá ser feito após a publicação em Diário Oficial do Estado ou em boletim da
corporação do ato oficial correspondente, que não poderá exceder a 45 dias da data da primeira publicação oficial.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
Art. 89. A passagem do policial-militar à situação de inatividade mediante transferência para a reserva remunerada, se
efetua:

I - a pedido;
II - ex officio.

Art. 90. A transferência para reserva remunerada a pedido, será concedida ao policial-militar nas seguintes condições:

I - com os proventos integrais:

a) para os policiais-militares com 30 (trinta) anos de serviço para os homens e 25 (vinte e cinco) anos para as mulheres;

II - com os proventos proporcionais, por ano de serviço, para os militares estaduais que contem, no mínimo 20 (vinte) anos
de efetivo serviço. (Alterado pelo art. 31 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.) § 1º Revogado
pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.

§ 2º No caso do policial-militar haver realizado qualquer curso ou estágio de duração superior a 06 (seis) meses, por conta
do Estado de Mato Grosso do Sul, ou em outro Estado da Federação ou no Exterior, sem que haja decorrido 01 (um) ano
de seu término, a transferência para a reserva remunerada só será concedida mediante indenização de todas as despesas
decorrentes da realização do referido curso ou estágio, inclusive as diferenças de vencimentos, salvo nos casos do inciso I,
deste artigo.

Art. 91. A transferência ex officio para reserva remunerada, verificar-se-á sempre que o policialmilitar incidir nos
seguintes casos:

I - atingir a idade limite:

a) Oficiais do sexo masculino, aos 60 anos; (alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de
21.12.2007.)
b) Oficiais do sexo feminino, aos 55 anos; (alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de
21.12.2007.)
c) Praças do sexo masculino, aos 55 anos; (alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de
21.12.2007.)
d) Praças do sexo feminino, aos 50 anos. (Alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de
21.12.2007.)

II - ter ultrapassado ou vier a ultrapassar:

a) 30 anos de efetivo serviço; (alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de 21.12.2007.)
b) o oficial, 5 anos de permanência no último posto previsto na hierarquia de seu Quadro, desde que, também conte ou
venha a contar com 30 ou mais anos de efetivo serviço. (Alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 –
DOMS, de 21.12.2007.)
c) Revogada pelo art. 4º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de 21.12.2007.

III - for Oficial considerado não habilitado para o acesso à carreira em caráter definitivo, no momento em que vier a ser
objeto de apreciação para ingresso em quadro de acesso;
IV - ultrapassar 02 (dois) anos contínuos de licença para tratamento de saúde de pessoa da família;
V - ultrapassar 02 (dois) anos contínuos de licença para tratar de interesse particular;
VI - ser empossado em cargo público permanente, estranho à sua carreira, cuja função não seja a de magistério;
(Declarado Inconstitucional pela Adin STF n. 1.541-9 – DOU, de 23.10.02, p. 1).
VII - ultrapassar 02 (dois) anos de afastamento, num mesmo posto ou graduação, contínuos ou não, agregado em virtude
de ter sido empossado em cargo público civil temporário, inclusive da administração indireta;
VIII - for diplomado em cargo eletivo;
IX - Revogado pela Lei Complementar n. 68, de 8.7.1993 – DOMS, de 9.7.1993. § 1º A transferência para a reserva
remunerada processar-se-á sempre que o policial-militar for enquadrado em um dos incisos deste artigo. § 2º Revogado
pelo art. 39 da Lei Complementar n. 127, de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008. § 3º A nomeação do policial-militar para os
cargos de que tratam os incisos VI e VII somente poderá ser feita:
a) pela autoridade federal competente, mediante requisição ao Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, quando o
cargo for da alçada federal;
b) pelo Governador do Estado de Mato Grosso do Sul ou mediante sua autorização, nos demais casos. § 4º Enquanto
permanecer no cargo de que trata o inciso VII: a) é-lhe assegurada à opção entre a remuneração do cargo e a do posto ou
graduação; b) somente poderá ser promovido por antiguidade;
c) o tempo de serviço é contado apenas para aquela promoção e para a transferência para a inatividade.

Da Reforma

Art. 94. A passagem do policial-militar à situação de inatividade mediante reforma, se efetua ex officio.

Art. 95. A reforma de que trata o artigo anterior será aplicada ao policial-militar que:

I - atingir a idade limite de permanência na reserva remunerada:


Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
a) para oficiais do sexo masculino, 65 anos; (alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de
21.12.2007.)
b) para oficiais do sexo feminino, 60 anos; (alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de
21.12.2007.)
c) para praças do sexo masculino, 60 anos; (alterada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de
21.12.2007.)
d) para praças do sexo feminino, 55 anos. (Acrescentada pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS,
de 21.12.2007.)

II - for julgado incapaz, definitivamente, para o serviço da Polícia Militar;


III - estiver agregado por mais de dois anos, por ter sido julgado incapaz temporariamente, mediante homologação da
Junta de Inspeção de Saúde da Corporação, mesmo que se trate de moléstia curável;
IV - for condenado à pena de reforma, prevista no Código Penal Militar, por sentença transitada em julgado;
V - sendo Oficial, for julgado e condenado à pena de reforma pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul,
após ter sido procedido o Conselho de Justificação;
VI - sendo Aspirante-a-Oficial ou Praça com estabilidade assegurada, for para tal indicado ao Comandante-Geral da Polícia
Militar em julgamento do Conselho de Disciplina.

Parágrafo único. O policial-militar reformado, na forma dos incisos V e VI, só poderá readquirir a situação policial-militar
anterior, respectivamente, por outra sentença do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, e nas condições
nela estabelecidas.

Da Exclusão da Praça a Bem da Disciplina

Art. 113. A exclusão a bem da disciplina será aplicada, ex officio, aos Aspirantes-a-Oficial PM ou Praças com estabilidade
assegurada:

I - sobre os quais houver sido pronunciada tal sentença pelo Conselho Permanente de Justiça, por haverem sido
condenados em sentença passada em julgado por aquele ou conselho ou tribunal à pena restritiva de liberdade individual
superior a 02 (dois) anos ou por crimes previstos na legislação especial concernentes à segurança nacional, à pena de
qualquer duração;
II - sobre os quais houver pronunciada tal sentença o Conselho Permanente de Justiça, por haverem perdido a
nacionalidade brasileira;
III - que incidirem nos casos que motivarem o julgamento pelo Conselho de Disciplina a neste forem considerados
culpados.

Parágrafo único. O Aspirante-a-Oficial PM ou as Praças com estabilidade assegurada que houverem sido excluídos, a bem
da disciplina, só poderão readquirir a situação policial-militar por outra sentença do Poder Judiciário e nas condições nela
estabelecidas.

Art. 114. É de competência do Comandante-Geral da Polícia Militar o ato de exclusão, a bem da disciplina, do Aspirante-a-
Oficial PM, bem como da Praça.

Art. 115. O policial-militar com estabilidade assegurada para ter perdida a sua graduação, será, obrigatoriamente,
submetido a Conselho de Disciplina e, em instância judiciária, será submetido a julgamento pelo Tribunal de Justiça do
Estado nos termos do § 1º do art. 119 da Constituição Estadual.

Parágrafo único. Praça excluída, a bem da disciplina, não terá direito a qualquer remuneração ou indenização e sua
situação militar será definida pela lei do serviço militar (LSM), preservandose o tempo de contribuição à previdência.
(Alterado pelo art. 1º da Lei Complementar n. 123, de 20.12.2007 – DOMS, de 21.12.2007.)

Do Estágio Probatório

Art. 122. Estágio probatório é o período durante o qual são apurados os requisitos necessários à confirmação do policial-
militar no serviço público, através de acompanhamento regulado pelo Comando-Geral da Corporação.

§ 1º Os requisitos de que trata este artigo são:


I - idoneidade moral;
II - assiduidade;
III - pontualidade;
IV - eficiência;
V - adaptabilidade.

§ 2º Quando o policial-militar em estágio probatório, não preencher os requisitos enumerados no

§ 1º deste artigo, seu Comandante, Chefe ou Diretor imediato deverá iniciar o processo para a demissão ou licenciamento,
no máximo até 60 (sessenta) dias antes do término do período do estágio probatório salvo se ocorrer fato anormal que
justifique tal procedimento fora do prazo citado.

§ 3º A demissão ou licenciamento será efetivado, no máximo, durante os últimos 30 (trinta) dias que antecedem ao término
do estágio probatório.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
§ 4º O período de duração do estágio probatório para o militar será de três anos de efetivo serviço. (Alterado pelo art. 2º da
Lei Complementar n. 96, de 26.12.2001 — DOMS, de 27.12.2001.)

§ 5º O Aspirante-a-Oficial fará estágio probatório com 06 (seis) meses de duração devido às peculiaridades de sua
formação.

§ 6º Os Oficiais nomeados farão estágio probatório de 01 (um) ano de efetivo serviço, sem contar os cursos de adaptação à
Corporação.

Art. 123. Os policiais-militares licenciados ou demitidos em estágio probatório por não atenderem adequadamente as
exigências inerentes à carreira, constante do § 1º do artigo anterior, deverão ressarcir ao Estado as despesas com sua
formação ou adaptação.

Do Tempo de Serviço

Art. 128. Os policiais-militares começam a contar tempo de serviço na Polícia Militar a partir da data de seu ingresso na
Corporação mediante matrícula em órgão de formação de Oficiais ou Praças policiais-militares ou nomeação para posto ou
graduação.

§ 1º Considera-se como data de ingresso, para fins deste artigo:


I - a do ato em que o voluntário é incorporado ou o convocado é reincorporado em uma OPM;
II - a de matrícula em órgãos de formação de policiais-militares;
III - a do ato de nomeação.

§ 2º O policial-militar reincluído ou readmitido, recomeça a contar o tempo de serviço na data do respectivo ato.

§ 3º Quando, por motivo de força maior, oficialmente reconhecido como inundação, naufrágio, incêndio, sinistro aéreo e
outras calamidades, faltarem dados para a contagem do tempo de serviço, caberá ao Comandante-Geral da Polícia Militar,
arbitrar o tempo a ser computado, para cada caso particular, de acordo com os elementos disponíveis, mediante
sindicância devidamente solucionada.

Art. 129. Na apuração do tempo de serviço do policial-militar, será feita a distinção entre:

I - tempo de efetivo serviço;


II - anos de serviço.

Art. 130. Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo computado dia-a-dia, entre a data de ingresso na Polícia Militar e a
data limite estabelecida para a contagem ou a data do desligamento do serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja
parcelado.

§ 1º Também, será computado como tempo de efetivo serviço, o tempo passado dia-a-dia pelo policial-militar na:

I - Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, até 31 de dezembro de 1978;


II - reserva remunerada, que for convocado para o exercício de funções policiais-militares na ativa.

§ 2º Não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço, os períodos em que o policial-militar estiver em gozo de licença
especial.

§ 3º O tempo de serviço em campanha ou operação de guerra é computado em dobro, como tempo de efetivo serviço, para
todos os efeitos.

§ 4º Ao tempo de efetivo serviço de que trata este artigo e os parágrafos anteriores, apurado e totalizado em dias, será
aplicado o divisor 365, para a correspondente obtenção dos anos de efetivo serviço.

Art. 131. Anos de serviço é a expressão que designa o tempo de serviço com os seguintes acréscimos:

I - tempo de serviço público federal, estadual, municipal e privado, prestado pelo policial-militar anteriormente ao seu
ingresso, através de matrícula, nomeação, reinclusão ou readmissão na Polícia Militar;
II - 01 (um) ano cada 05 (cinco) anos de tempo de serviço efetivo prestado pelo policial-militar possuidor de curso superior
reconhecido oficialmente, que seja requisito essencial para seu ingresso na carreira policial-militar, sem superposição a
qualquer tempo de serviço público ou privado eventualmente prestado durante a realização do mesmo;
III - tempo relativo a cada licença especial e férias não gozadas, contado em dobro;
IV - um terço para o período, consecutivo ou não, de 01 (um) ano de efetivo serviço passado pelo servidor público militar
em Organização Policial Militar (OPM) e Organização Bombeiro Militar (OBM), sediada em localidades especial para tais
corporações. (Alterado pela Lei Complementar n. 73, de 17.5.1994 – DOMS, de 18.5.1994.)

§ 1º Os acréscimos a que se referem os incisos II e III serão computados somente no momento da passagem do policial-
militar para a inatividade, e nessa situação, para todos os efeitos legais. (Alterado pelo art. 31 da Lei Complementar n. 127,
de 15.5.2008 – DOMS, de 16.5.2008.)

§ 2º Computados o tempo de serviço e seus acréscimos, a fração de tempo igual ou superior de 180 (cento e oitenta) dias
será considerada como 01 (um) ano para todos os efeitos legais.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
§ 3º Não é computável para efeito algum o tempo:

a) passado em licença para tratar de assunto de interesse particular;


b) passado por desertor;
c) decorrido em cumprimento de pena de suspensão de exercício do posto ou graduação, cargo ou função por sentença
passada em julgado;
d) decorrido em cumprimento de pena restritiva da liberdade, por sentença passada em julgado, desde que não tenha sido
concedida suspensão condicional da pena quando, então, o tempo que exceder aos períodos da pena será computado
para todos os efeitos;
e) que ultrapassar de 01 (um) ano contínuo em licença para tratamento de saúde de pessoa da família.

§ 4º O tempo de serviço do policial-militar, constará dos almanaques previstos nos respectivos regulamentos de
promoções.

§ 5º O Governador do Estado deverá, no prazo de 30 (trinta) dias, a partir da publicação desta Lei Complementar, definir e
regulamentar as localidades especiais para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiro Militar, mencionadas no inciso IV deste
artigo. (Acrescentado pela Lei Complementar n. 73, de 17.5.1994 – DOMS, de 18.5.1994.)

Art. 132. O tempo de serviço privado prestado pelo policial-militar anteriormente ao seu ingresso ou reingresso na
Corporação será computado:

I - desde que a empresa privada, onde tal serviço foi prestado à época estivesse vinculada à previdência Federal, Estadual
ou Municipal;
II - se o policial-militar contar, no mínimo, com 02 (dois) anos de efetivo serviço prestado à Corporação.

Art. 133. O tempo de serviço dos policiais-militares beneficiados por anistia será contado como estabelecer o ato legal que
a conceder.

Art. 134. A data-limite estabelecida para contagem final dos anos de serviço, para fins de passagem para a inatividade, será
a do desligamento do serviço ativo.

Parágrafo único. A data-limite não poderá exceder de 45 (quarenta e cinco) dias dos quais um máximo de 15 (quinze) dias
no órgão encarregado de efetivar a transferência, da data da publicação do ato da transferência para a reserva remunerada
ou reforma, em Diário Oficial ou Boletim da Corporação, considerada sempre a primeira publicação oficial.

Art. 135. Na contagem dos anos de serviço não poderá ser computada qualquer superposição dos tempos de serviço
público Federal, Estadual e Municipal, ou passado em órgão da administração indireta, entre si, nem com os acréscimos de
tempo, para os possuidores de curso universitário, nem com o tempo de serviço computável após o ingresso na Polícia
Militar, através de matrícula em órgão de formação de policial-militar ou nomeação para posto ou graduação na
Corporação.

DECRETO ESTADUAL 1.260 DE 2 DE OUTUBRO DE 1981

DECRETO Nº 1.260, DE 2 DE OUTUBRO DE 1981

Pedro Pedrossian, Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, usando das atribuições que lhe confere o inciso III, do
art. 58, daConstituição e tendo em vista o disposto no artigo 46 da Lei Complementar nº 5, de 23 de setembro de 1.981,

D E C R E T A:

Art. 1º Fica aprovado o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, que este acompanha.

Art. 2º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Campo Grande, 02 de outubro de 1981.

PEDRO PEDROSSIAN
Governador

OSMAR FERREIRA DUTRA


Secretário de Estado para Assuntos da Casa Civil

JOÃO BATISTA PEREIRA


Secretário de Estado de Segurança Pública

TÍTULO I
Disposições Gerais

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
CAPÍTULO I
Das Generalidades

Art. 1º - O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul tem por finalidade especificar e classificar as
transgressões disciplinares, estabelecer normas relativas a amplitude e a aplicação das punições disciplinares, a
classificação do comportamento policial-militar das praças e a interposição de recursos contra a aplicação das punições.

Parágrafo único - São também tratadas, em parte, neste Regulamento, as recompensas especificadas no Estatuto dos
Policiais-Militares.

Art. 2º - A camaradagem torna-se indispensável a formação e ao convívio da família policial-militar, cumprindo existir as
melhores relações sociais entre os policiais-militares.

Parágrafo único - Incumbe aos superiores incentivar e manter a harmonia e a amizade entre seus subordinados.

Art. 3º - A civilidade e parte da Educação Policial-Militar e como tal de interesse vital para a disciplina consciente, importa
ao superior tratar os subordinados, em geral, e os recrutas, em particular, com urbanidade e justiça, interessando-se pelos
seus problemas, em contrapartida, o subordinado e obrigado a todas as provas de respeito e deferência para com seus
superiores, de conformidade com os regulamentos policiais-militares.

Parágrafo único - As demonstrações de camaradagem, cortesia e consideração, obrigatórias entre os policiais-militares,


devem ser dispensadas aos militares das Forças Armadas e aos policiais-militares de outras Corporações.

Art. 4º - Para efeito deste Regulamento, todas as Organizações Policiais-Militares, como Quartel do Comando Geral,
Comandos de Policiamento, Diretorias, Estabelecimentos, Repartições, Escolas, Campos de Instrução, Centros de
Formação e Aperfeiçoamento, Unidades Operacionais e outras, serão denominadas "OPM".

Parágrafo único - Serão, para efeito deste Regulamento, os Comandantes, Diretores ou Chefes de OPM denominados
"Comandantes".
CAPÍTULO II
Dos Princípios Gerais da Hierarquia e da Disciplina

Art. 5º - A hierarquia militar e a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura das Forças Armadas e
das Forças Auxiliares, por postos e graduações.

Parágrafo único - A ordenação dos postos e graduações, na Polícia Militar, se faz conforme preceitua o Estatuto dos
Policiais-Militares.

Art. 6º - A disciplina policial-Militar e a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e
disposições, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de os e de cada um dos componentes do
organismo policial-militar.

§ 1º - São manifestações essenciais de disciplina:

a) a correção de atitudes;

b) a obediência pronta as ordens dos superiores hierárquicos;

c) a dedicação integral ao serviço;

d) a colaboração espontânea a disciplina coletiva e a eficiência da instituição;

e) a consciência das responsabilidades;

f) a rigorosa observância das prescrições regulamentares.

§ 2º A disciplina e o respeito a hierarquia devem ser mantidos permanentemente pelos policiais-militares na ativa e na
inatividade.

Art. 7º - As ordens devem ser prontamente obedecidas.

§ 1º Cabe ao policial-militar a inteira responsabilidade pelas ordens que der e pelas consequências que delas advierem.

§ 2º Cabe ao subordinado, ao receber uma ordem, solicitar os esclarecimentos necessários ao seu total entendimento e
compreensão.

§ 3º Quando a ordem importar em responsabilidade criminal para o executante, poderá o mesmo solicitar sua confirmação
por escrito, cumprindo a autoridade que a emitiu atender a solicitação.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
§ 4º Cabe ao executante, que exorbitar no cumprimento de ordem recebida, a responsabilidade pelos excessos e abusos
que cometer.
CAPÍTULO III
Da Esfera da Ação do Regulamento Disciplinar e Competência para a sua
Aplicação

Art. 8º - Estão sujeitos a este Regulamento os policiais-militares na ativa e os na inatividade.

§ 1º Os alunos de órgãos específicos de formação de policiais- militares também Estão sujeitos aos regulamentos, normas e
prescrições das OPM em que estejam matriculados.

§ 2º Os Coronéis nomeados juízes dos Tribunais de Justiça Militar Estadual, na forma prevista no artigo 192 da Constituição
Federal, São regidos por legislação específica.

Art. 9º - as disposições deste Regulamento aplicam-se aos policiais-militares na inatividade quando, ainda que no meio civil,
se conduzam, inclusive por manifestações através da imprensa, de modo a prejudicar os Princípios da hierarquia, da
disciplina, do respeito
e do decoro policial-militar.

Art. 10 - A competência para aplicar as prescrições contidas neste Regulamento e conferida ao cargo e não ao grau
hierárquico e São competentes para aplica-las:

I - o Governador do Estado e o Secretário de Estado de Segurança Pública, a todos os integrantes da Polícia Militar

II - O Comandante-Geral, aos que estiverem sob o seu comando;

III - O Chefe do EMG, Comandante do Policiamento da Capital, Comandante do Policiamento do Interior, Comandantes de
Policiamento de Area, Comandante do Corpo de Bombeiros e Diretores de órgãos de Direção Setorial, aos que servirem
sob suas ordens;

IV - O Subchefe do EMG, Ajudante-Geral e Comandantes de OPM, aos que estiverem sob suas ordens;

V - Os Subcomandantes de OPM, Chefes de Seção, de Serviços e de Assessorias, cujos cargos sejam privativos de oficiais
superiores, aos que servirem sob suas ordens;

VI - Os demais Chefes de Seção, até o nível Batalhão, inclusive, Comandantes de Subunidades incorporadas e de pelotões
destacados, aos que estiverem sob suas ordens.

§ 1º A competência conferida aos chefes de Seções, de Serviços e Assessorias, limitar-se-á as exigências relacionadas as
atividades inerentes aos serviços de suas repartições.

§ 2º Toda decisão de arquivamento de sindicâncias ou de qualquer peça de investigação sobre transgressão disciplinar, fica
obrigatoriamente sujeita a reexame, pela autoridade superior a prolatora, sem o que não produzirá qualquer efeito; e se ela
for proferida pelo Comandante da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, deverá ser submetida ao Secretário de
Estado de Segurança Pública.

Art. 11 - Todo policial-militar que tiver conhecimento de fato contrário a disciplina deverá participar ao seu chefe imediato,
por escrito ou verbalmente; neste ultimo caso, deve confirmar a participação, por escrito, no prazo máximo de 48 horas.

§ 1º A parte deve ser clara, concisa e precisa; deve conter os dados capazes de identificar as pessoas ou coisas envolvidas,
o local, a data e a hora da ocorrência e caracterizar as circunstâncias que a envolveram, sem tecer comentários ou opiniões
pessoais.

§ 2º Quando, para preservação da disciplina e do decoro da Corporação, a ocorrência exigir uma pronta intervenção,
mesmo sem possuir ascendência funcional sobre o transgressor, a autoridade policial-militar de maior antiguidade que
presenciar ou tiver conhecimento do fato deverá tomar imediatas e enérgicas providências, inclusive prende-lo em nome da
autoridade competente, dando ciência a esta, pelo meio mais rápido, da ocorrência e das providências em seu nome
tomadas.

§ 3º Nos casos de participação de ocorrências com policial-militar de CPM diversa daquela a que pertence o signatário da
parte, deve este, direta ou indiretamente, ser notificado da solução dada, no prazo máximo de seis dias úteis; expirando
este prazo, deve o signatário da parte informar a ocorrência referida a autoridade a que estiver subordinado.

§ 4º A autoridade a quem a parte disciplinar e dirigida, deve dar a solução no prazo máximo de quatro dias úteis, podendo,
se necessário, ouvir as pessoas envolvidas obedecidas as demais prescrições regulamentares; na impossibilidade de
solucioná-las neste prazo, o seu motivo deverá ser necessariamente publicado em Boletim e, neste caso, o prazo poderá
ser prorrogado até 20 dias.

§ 5º A autoridade que receber a parte, não sendo competente para soluciona-la, deve encaminha-la a seu superior imediato.

Art. 12 - no caso de ocorrência disciplinar envolvendo policiais-militares de mais de uma OPM, caberá ao Comandante
imediatamente superior da linha de subordinação, apurar ou determinar a apuração dos fatos, procedendo a seguir de
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
conformidade com o Art. 11 e seus
parágrafos, do presente Regulamento, com os que não sirvam sob a sua linha de subordinação funcional.

Parágrafo único - No caso de ocorrência disciplinar envolvendo militares e policiais-militares, a autoridade policial-militar
competente deverá tomar as medidas disciplinares referentes aos elementos a ela subordinados, informando o escalão
superior sobre a ocorrência, as medidas tomadas e o que foi por ela apurado, dando ciência também do fato ao
Comandante Militar interessado.
TÍTULO II
Das Transgressões Disciplinares

CAPÍTULO IV
Da Especificação das Transgressões

Art. 13 - Transgressão disciplinar e qualquer violação dos princípios da ética, dos deveres e Das obrigações policiais-
militares, na sua manifestação elementar e simples e qualquer omissão ou ação contrária aos preceitos estatuídos em leis,
regulamentos, normas ou disposições, desde que não constituam crime.

Art. 14 - São Transgressões disciplinares:

I - todas as ações ou omissões contrarias a disciplina policial-militar especificadas no Anexo I do presente Regulamento;

II - todas as ações, omissões ou atos, não especificados na relação de Transgressões do Anexo citado, que afetem a honra
pessoal, o pundonor policial-militar, o decoro da classe ou o sentimento do dever e outras prescrições contidas no Estatuto
dos Policiais-Militares, leis e regulamentos, bem como aquelas praticadas contra regras e ordens de serviço estabelecidas
por autoridade competente.

CAPÍTULO V
Do Julgamento das Transgressões

Art. 15 - O julgamento de Transgressão deve ser precedido de exame e de análise que considerem:

I - os antecedentes do transgressor;

II - as causas que a determinaram;

III - a natureza dos fatos ou os atos que a envolveram;

IV - as consequências que dela possam advir.

Art. 16 - no julgamento de Transgressão podem ser levantadas as causas que justifiquem a falta ou circunstâncias que a
atenuem e/ou a agravem.

Art. 17 - São causas de justificação:

I - ter sido cometida a Transgressão na prática de ação meritória, no interesse do serviço ou da ordem pública;

II - ter cometido a Transgressão em legitima defesa, própria ou de outrem;

III - ter sido cometida a Transgressão em obediência a ordem superior;

IV - ter sido cometida a Transgressão pelo uso imperativo de meios violentos, a fim de compelir o subordinado a cumprir
rigorosamente o seu dever, no caso de perigo, necessidade urgente, calamidade pública, manutenção da ordem e da
disciplina;

V - ter havido motivo de força maior, plenamente comprovado e justificado;

VI - nos casos de ignorância, plenamente comprovada, desde que não atente contra os sentimentos normais de patriotismo,
humanidade e probidade.

Parágrafo único - Não haverá punição quando for reconhecida qualquer causa de justificação.

Art. 18 - São circunstâncias atenuantes:

I - bom comportamento;

II - relevância de serviços prestados;

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
III - ter sido cometida a Transgressão para evitar mal maior;

IV - ter sido cometida a Transgressão em defesa própria, de seus direitos ou de outrem, desde que não constitua causa de
justificação;

V - falta de prática do serviço.

Art. 19 - São circunstâncias agravantes:

I - mau comportamento;

II - prática simultânea ou conexão de duas ou mais Transgressões;

III - reincidência de Transgressão, mesmo punida verbalmente;

IV - conluio de duas ou mais pessoas;

V - ser praticada a Transgressão durante a execução de serviço;

VI - ser cometida a falta em presença de subordinado;

VII - ter abusado o transgressor de sua autoridade hierárquica;

VIII - ser praticada a Transgressão com premeditação;

IX - ter sido praticada a Transgressão em presença de tropa;

X - ter sido praticada a Transgressão em presença de público.

CAPÍTULO VI
Classificação Das Transgressões

Art. 20 - A Transgressão da disciplina deve ser classificada, desde que não haja causas de justificação, em:

I - Leve;

II - Média;

III - Grave.

Parágrafo único - e classificação da Transgressão compete a quem couber aplicar a punição, respeitadas as considerações
estabelecidas no art. 15.

Art. 21 - A Transgressão da disciplina deve ser classificada como grave quando, não chegando a constituir crime, constitua
a mesma ato que afete o sentimento de dever, a honºa pessoal, o pundonor policial-militar ou o decoro da classe.

TÍTULO III
Das Punições Disciplinares

CAPÍTULO VII
Da Gradação e Execução Das Punições

Art. 22 - A punição disciplinar objetiva o fortalecimento da disciplina.

Parágrafo único - A punição deve ter em vista o benefício educativo ao punido e a coletividade a que ele pertence.

Art. 23 - as punições disciplinares a que estão sujeitos os policiais-militares, segundo a classificação resultante do
julgamento da Transgressão, São as seguintes, em ordem de gravidade crescente:

I - advertência;

II - repreensão;

III - detenção;

IV - prisão e prisão em separado;

V - licenciamento e exclusão a bem da disciplina.


Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
Parágrafo único - as punições disciplinares de detenção e prisão não podem ultrapassar de trinta dias.

Art. 24 - A advertência e a forma mais branda de punir e consiste na admoestação feita verbalmente ao transgressor,
podendo ser em caráter particular ou ostensivamente.

§ 1º Quando ostensivamente, poderá ser na presença de superiores, no circulo de seus pares ou na presença de toda ou
parte da OPM.

§ 2º A advertência, por ser verbal, não deve constar das alterações do punido, devendo, entretanto, ser registrada em sua
ficha disciplinar.

Art. 25 - A repreensão e a punição que, publicada em Boletim, não priva o punido da liberdade.

Art. 26 - A detenção consiste no cerceamento da liberdade do punido,o qual deve permanecer no local que lhe for
determinado, normalmente o quartel, sem que fique, no entanto, confinado.

§ 1º O detido comparece a todos os atos de instrução e serviços.

§ 2º Em casos especiais, a critério da autoridade que aplicou a punição, o oficial ou aspirante-a-oficial pode ficar detido em
sua residência.

Art. 27 - A prisão consiste no confinamento do punido em local próprio e designado para tal.

§ 1º Os policiais-militares dos diferentes círculos de oficiais e praças, estabelecidos no Estatuto dos Policiais-Militares, não
poderão ficar presos no mesmo compartimento.

§ 2º São lugares de prisão para:

a) Oficial e Aspirante-a-Oficial: determinado pelo Comandante no aquartelamento;

b) Subtenente e Sargento: compartimento denominado "Prisão de Subten e Sgt";

c) as demais praças: compartimento fechado denominado "xadrez".

§ 3º Em casos especiais, a critério da autoridade que aplicou a punição, o oficial ou aspirante-a-oficial pode ter sua
residência como local de cumprimento da prisão, quando esta não for superior a 48 horas.

§ 4º Quando o OPM não dispuser de instalações apropriadas, cabe a autoridade que aplicou a punição solicitar ao escalão
superior local para servir de prisão em outra OPM.

§ 5º Os presos disciplinares devem ficar separados dos presos a disposição da justiça.

§ 6º Compete a autoridade que aplicar a primeira punição de prisão a praça, ajuizar da conveniência e necessidade de não
confinar o punido, tendo em vista os altos interesses da ação educativa da coletividade e a elevação do moral da tropa,
neste caso, esta circunstância será fundamentalmente publicada em Boletim da OPM e o punido terá o quartel por
menagem.

Art. 28 - A prisão deve ser cumprida sem prejuízo da instrução e dos serviços internos, quando o for com prejuízo, esta
condição deve ser declarada em Boletim.

Parágrafo único - O punido fará suas refeições no refeitório da OPM, a não ser que o Comandante determine o contrário.

Art. 29 - Em casos especiais, a prisão poderá ser agravada para "Prisão em Separado", devendo o punido permanecer
confinado e isolado, fazendo suas refeições no local da prisão.

Parágrafo único - A prisão em separado deve constituir, em princípio, a parte inicial do cumprimento da punição e não deve
exceder a metade da punição aplicada.

Art. 30 - O recolhimento de qualquer transgressor a prisão, sem nota de punição publicada em Boletim Interno da OPM ou
OBM, só poderá ocorrer por ordem das autoridades referidas nos incisos nos I, II, III e IV, do artigo 10.

Parágrafo único - O disposto neste artigo não se aplica no caso configurado no 2º do artigo 11, ou quando houver:

a) presunção ou indicio de crime;

b) embriaguez;

c) ação de psicotrópicos;

d) necessidade de averiguação;

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
e) necessidade de incomunicabilidade.

Art. 31 - O licenciamento e exclusão a bem da disciplina consistem no afastamento, ex-offício, do policial-militar das fileiras
da Corporação, conforme prescrito no Estatuto dos Policiais-Militares.

§ 1º O licenciamento a bem da disciplina deve ser aplicado a praça sem estabilidade assegurada, mediante a análise de
suas alterações, por iniciativa do Comandante, ou por ordem das autoridades relacionadas nos incisos I, II e III do artigo 10
quando:

1) a transgressão afeta o sentimento do dever, a honra pessoal, o pundonor policial-militar e o decoro, e, como repressão
imediata, assim se torna absolutamente necessária a disciplina;

2) no comportamento mau se verifica a impossibilidade de melhoria de comportamento, como esta prescrito neste
Regulamento;

3) houver condenação por crime militar, excluídos os culposos;

4) houver prática de crime comum, apurado em inquérito, excluídos os culposos.

§ 2º A exclusão a bem da disciplina deve ser aplicada ex-offício ao aspirante-a-oficial e a praça com estabilidade
assegurada, de acordo com o prescrito no Estatuto dos Policiais-Militares.

§ 3º O licenciamento a bem da disciplina poderá ser aplicado as praças sem estabilidade assegurada em virtude de
condenação por crime militar ou prática de crime comum, de natureza culposa, a critério das autoridades relacionadas nos
incisos I, II e III, do artigo 10.
CAPÍTULO VIII
Das Normas para aplicação e Cumprimento das Punições

Art. 32 - A aplicação da punição compreende descrição sumária, clara e precisa dos fatos e circunstâncias que
determinaram a transgressão, o enquadramento da punição e a decorrente publicação em Boletim da OPM.

§ 1º O enquadramento e a caracterização da transgressão acrescida de outros pormenores relacionados com o


comportamento do transgressor, cumprimento da punição ou justificação.

§ 2º No enquadramento serão necessariamente mencionados:

a) a transgressão cometida, em termos precisos e sintéticos e a especificação em que a mesma incida pelos números
constantes do Anexo I ou pelo inciso II do artigo 14, não devem ser emitidos comentários deprimentes ou ofensivos, sendo
porem permitidos os ensinamentos decorrentes, desde que não contenham alusões pessoais;

b) os artigos, parágrafos e incisos das circunstancias atenuantes ou agravantes, ou causas de justificação;

c) a classificação da transgressão;

d) a punição imposta;

e) o local de cumprimento da punição, se for o caso;

f) a classificação do comportamento policial-militar em que a praça punida permaneça ou ingresse;

g) a data do início do cumprimento da punição, se o punido tiver sido recolhido de acordo com o parágrafo 2º do artigo 11;

h) a determinação para posterior cumprimento, se o punido estiver baixado, afastado do serviço ou a disposição de outra
autoridade.

§ 3º A publicação em Boletim e o ato administrativo que formaliza a aplicação da punição ou a sua justificação.

§ 4º Quando ocorrer causa de justificação, no enquadramento e na publicação em Boletim, mencionar-se-á a justificação da


falta, em lugar da punição imposta.

§ 5º Quando a autoridade que aplica a punição não dispuser de Boletim para a sua Publicação, esta deve ser feita,
mediante solicitação escrita, no da autoridade imediatamente superior.

Art. 33 - A aplicação da punição deve ser feita com justiça, serenidade e imparcialidade, para que o punido fique consciente
e convicto de que a mesma se inspira no cumprimento exclusivo do dever.

Art 34 - A publicação da punição imposta a oficial ou aspirante-a-oficial, em princípio, deve ser feita em Boletim Reservado,
podendoser em Boletim Ostensivo, se as circunstancias ou a natureza datransgressão assim o recomendarem.

Art. 35 - A aplicação da punição deve obedecer as seguintes normas:

I - A punição deve ser proporcional a gravidade da transgressão, dentro dos seguintes limites:
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
a) de advertência até 10 dias de detenção, para a transgressão leve;

b) de detenção até 10 dias de prisão, para a transgressão média;

c) de prisão a punição prevista no artigo 31 deste Regulamento, para a transgressão grave.

II - A punição não pode atingir até o máximo previsto no inciso anterior, quando ocorrerem apenas circunstâncias
atenuantes.

III - A punição deve ser dosada quando ocorrerem circunstâncias atenuantes e agravantes.

IV - Por uma única transgressão não deve ser aplicada mais de uma punição.

V - A punição disciplinar não exime o punido da responsabilidade civil que lhe couber.

VI - Na ocorrência de mais de uma transgressão, sem conexão entre si, a cada uma deve ser imposta a punição
correspondente, em caso contrário, as de menor gravidade serão consideradas como circunstâncias agravantes da
transgressão principal.

§ 1º No concurso de crime e transgressão disciplinar, quando forem da mesma natureza, deve prevalecer a aplicação da
pena relativa ao crime, se como tal houver capitulação.

§ 2º A transgressão disciplinar será apreciada para efeito de punição, quando da absolvição ou da rejeição da denuncia.

Art. 36 - A aplicação da primeira punição classificada como "prisão" e da competência do Comandante.

Art. 37 - Nenhum policial-militar deve ser interrogado ou punido em estado de embriaguez ou sob a ação de psicotrópicos.

Art. 38 - O início do cumprimento da punição disciplinar deve ocorrer com a distribuição do Boletim da OPM que pública a
aplicação da punição.

§ 1º O tempo de detenção ou prisão, antes da respectiva publicação em Boletim, não deve ultrapassar de 72 horas.

§ 2º A contagem do tempo de cumprimento da punição vai do momento em que o punido for recolhido até aquele em que
for posto em liberdade.

Art. 39 - A autoridade que necessitar punir seu subordinado, a disposição ou a serviço de outra autoridade, deve a ela
requisitar a apresentação do punido para a aplicação da punição.

Parágrafo único - Quando o local determinado para o cumprimento da punição não for a sua OPM, solicitar-se-á aquela
autoridade que determine o recolhimento do punido diretamente ao local designado.

Art. 40 - O cumprimento da punição disciplinar, por policial-militar afastado do serviço, deve ocorrer após a sua
apresentação, pronto na OPM, salvo nos casos de preservação da disciplina e do decoro da Corporação.

Parágrafo único - A interrupção de licença especial, de licença para tratar de interesse particular ou de licença para
tratamento de saúde de pessoa da família, para cumprimento de punição disciplinar, somente ocorrerá quando autorizada
pelas autoridades referidas nos incisos I e II, do art. 10.

Art. 41 - as punições disciplinares, de que trata este Regulamento, devem ser aplicadas de acordo com as prescrições no
mesmo estabelecidas.

§ 1º A punição máxima, que cada autoridade referida no art. 10 pode aplicar, acha-se especificada no quadro de punição
máxima, conforme
Anexo II.

§ 2º Quando duas autoridades de níveis hierárquicos diferentes, ambas com ação disciplinar sobre o transgressor,
conhecerem da transgressão, a de nível mais elevado competira punir, salvo se entender que a punição esta dentro dos
limites de competência da do menor nível, caso em que esta comunicará ao superior a sanção disciplinar que aplicou.

§ 3º Quando a autoridade, ao julgar transgressão, concluir que a punição a aplicar esta alem do limite máximo que lhe e
autorizado, cabe a mesma solicitar a autoridade superior, com ação disciplinar sobre o transgressor, a aplicação da punição
devida.

Art. 42 - A interrupção da contagem de tempo da punição, nos casos de baixa a hospital ou enfermaria e outros, vai do
momento em que o punido for retirado do local de cumprimento da punição até o seu retorno.

Parágrafo único - O afastamento e o retorno do punido ao local de cumprimento da punição devem ser publicados em
Boletim.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
CAPÍTULO IX
Da Modificação na aplicação das punições

Art. 43 - A modificação da aplicação de punição pode ser realizada pela autoridade que a aplicou ou por outra, superior e
competente, quando tiver conhecimento de fatos que recomendem tal procedimento.

Parágrafo único - as modificações da aplicação de punição são:

a) anulação;

b) relevação;

c) atenuação;

d) agravação.

Art. 44 - A anulação da punição consiste em tornar sem efeito a aplicação da mesma.

§ 1º Deve ser concedida quando for comprovado ter ocorrido injustiça ou ilegalidade na sua aplicação.

§ 2º Far-se-á em obediência aos prazos seguintes:

a) em qualquer tempo e em qualquer circunstância, pelas autoridades especificadas nos incisos I e II, do art. 10.

b) no prazo de 60 dias, pelas demais autoridades.

§ 3º A anulação, sendo concedida ainda durante o cumprimento de punição, importa em ser o punido posto em liberdade
imediatamente.

Art. 45 - A anulação da punição deve eliminar toda e qualquer anotação e/ou registro nas alterações do policial-militar
relativos a sua aplicação.

Art. 46 - A autoridade que tomar conhecimento de comprovada ilegalidade ou injustiça na aplicação de punição e não tenha
competência para anulá-la ou não disponha dos prazos referidos no § 2º do art. 44, deve propor a sua anulação a
autoridade competente,
fundamentadamente.

Art. 47 - A relevação de punição consiste na suspensão de cumprimento da punição imposta.

Parágrafo único - A relevação da punição pode ser concedida:

a) quando ficar comprovado que foram atingidos os objetivos visados com a aplicação da mesma, independente do tempo
de punição a cumprir;

b) por motivo de passagem de comando, data de aniversário da PM, ou data nacional, quando já tiver sido cumprida pelo
menos metade da punição.

Art. 48 - A atenuação de punição consiste na transformação da punição proposta ou aplicada em uma menos rigorosa, se
assim o exigir o interesse da disciplina e da ação educativa do punido.

Art. 49 - A agravação de punição consiste na transformação da punição proposta ou aplicada em uma mais rigorosa, se
assim o exigir o interesse da disciplina e da ação educativa do punido.

Parágrafo único - A "prisão em separado" e considerada como uma das formas de agravação de punição de prisão para
soldado.

Art. 50 - São competentes para anular, relevar, atenuar e agravar as punições impostas, por si ou por seus subordinados,
as autoridades discriminadas no art. 10, devendo esta decisão ser justificada em Boletim.

TÍTULO IV
Do Comportamento Policial-Militar

CAPÍTULO X
Da Classificação, Reclassificação e Melhoria do Comportamento

Art. 51 - O comportamento policial-militar das praças espelha o seu procedimento civil e policial-militar sob o ponto de vista
disciplinar.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
§ 1º A classificação, reclassificação e a melhoria de comportamento são da competência do Comandante-Geral e dos
Comandantes de OPM, obedecido o disposto neste capítulo e necessariamente publicadas em Boletim.

§ 2º Ao ser incluída na Polícia Militar, a praça será classificada no comportamento "Bom".

Art. 52 - O comportamento policial-militar das praças deve ser classificado em:

I - Excepcional: quando, no período de 8 (oito) anos de efetivo serviço, não tenha sofrido qualquer punição disciplinar.

II - Otimo: quando no período de 4 (quatro) anos de efetivo serviço tenha sido punida com até uma detenção.

III - Bom - quando no período de 2 (dois) anos de efetivo serviço tenha sido punida com até duas prisões.

IV - Insuficiente; quando no período de 1 (um) ano de efetivo serviço tenha sido punida com até duas prisões.

V - Mau: quando no período de 1 (um) ano de efetivo serviço tenha sido punida com mais de duas prisões.

Art. 53 - A reclassificação de comportamento de soldado, com punição de prisão de mais de 20 dias agravada para "prisão
em separado", e feita automaticamente para o comportamento Mau, qualquer que seja o seu comportamento anterior.

Art. 54 - A contagem de tempo para melhoria de comportamento, que e automática, decorridos os prazos estabelecidos no
art. 52, começa a partir da data em que se encerra o cumprimento da punição.

Art. 55 - Para efeito de classificação, reclassificação e melhoria de comportamento, tão-somente de que trata este Capítulo:

I - duas repreensões equivalem a uma detenção;

II - quatro repreensões equivalem a uma prisão;

III - duas detenções equivalem a uma prisão.

TÍTULO V
Dos Direitos e Recompensas

CAPÍTULO XI
Da Apresentação de Recursos

Art. 56 - Interpor recursos disciplinares e o direito concedido ao policial-militar que se julgue, ou julgue subordinado seu,
prejudicado, ofendido ou injustiçado por superior hierárquico, na esferá disciplinar.

Parágrafo único - São recursos disciplinares:

a) o pedido de reconsideração de ato;

b) a queixa;

c) a representação.

Art. 57 - A reconsideração de ato e o recurso interposto mediante requerimento, por meio do qual o policial-militar, que se
julgue, ou julge subordinado seu, prejudicado, ofendido ou injustiçado, solicita a autoridade que praticou o ato, que
reexamine sua decisão e reconsidere seu ato.

§ 1º O pedido de reconsideração de ato deve ser encaminhado através da autoridade a quem o requerente estiver
diretamente subordinado.

§ 2º O pedido de reconsideração de ato deve ser apresentado no prazo máximo de dois dias úteis, a contar da data em que
o policial-militar tomar oficialmente conhecimento dos fatos que o motivaram.

§ 3º A autoridade, a quem e dirigido o pedido de reconsideração de ato, deve dar despacho ao mesmo no prazo máximo de
quatro dias úteis.

Art. 58 - A queixa e o recurso disciplinar, normalmente redigido sob forma de ofício ou parte, interposto pelo policial-militar
que se julgue injustiçado, dirigido diretamente ao superior imediato da autoridade contra quem e apresentada a queixa.

§ 1º A apresentação da queixa sã e cabível após o pedido de reconsideração de ato que tenha sido solucionado e publicado
em Boletim da OPM onde serve o queixoso.

§ 2º A apresentação da queixa deve ser feita dentro do prazo de cinco dias úteis, a contar da publicação em Boletim da
solução de que trata o parágrafo anterior.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
§ 3º O queixoso deve informar, por escrito, a autoridade de quem vai se queixar, do objeto do recurso disciplinar que ira
apresentar.

§ 4º O queixoso deve ser afastado da subordinação direta da autoridade contra quem formulou o recurso, até que o mesmo
seja julgado, deve permanecer na localidade onde serve, salvo a existência de fatos que contra-indiquem a sua
permanência na mesma.

Art. 59 - A representação e o recurso disciplinar, normalmente redigido sob forma de ofício ou parte, interposto por
autoridade que julgue subordinado seu estar sendo vítima de injustiça ou prejudicado em seus direitos, por ato de
autoridade superior.

Parágrafo único - A apresentação deste recurso disciplinar deve seguir os mesmos procedimentos prescritos no art. 58 e
seus parágrafos.

Art. 60 - A apresentação do recurso disciplinar mencionado no parágrafo único do art. 56 deve:

I - ser feita individualmente;

II - tratar de caso específico;

III - cingir-se aos fatos que o motivaram;

IV - fundamentar-se em novos argumentos, provas ou documentos comprobatórios e elucidativos e não apresentar


comentários.

§ 1º O prazo para a apresentação de recurso disciplinar, pelo policial-militar que se encontra cumprindo punição disciplinar,
executando serviço ou ordem que motive a apresentação do mesmo, começa a ser contado, cessadas as situações citadas.

§ 2º O recurso disciplinar que contrarie o prescrito neste Capítulo e considerado prejudicado pela autoridade a quem foi
destinado, cabendo a esta mandar arquiva-lo e publicar sua decisão em Boletim, fundamentadamente.

§ 3º A tramitação de recurso deve ter tratamento de urgência em todos os escalões.

CAPÍTULO XII
Do Cancelamento de Punições

Art. 61 - O cancelamento de punição e o direito concedido ao policial-militar de ter cancelada a averbação de punições e
outras notas a ela relacionadas, em suas alterações.

Art. 62 - O cancelamento da punição pode ser conferido ao policial-militar que o requerer dentro das seguintes condições:

I - não ser a transgressão, objeto da punição, atentatória ao sentimento do dever, a honºa pessoal, ao pundonor policial-
militar ou ao decoro da classe;

II - ter bons serviços prestados, comprovados pela análise de suas alterações;

III - ter conceito favorável de seu Comandante;

IV - ter completado, sem qualquer punição:

a) 9 anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for de prisão;

b) 5 anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for de repreensão ou detenção.

Art. 63 - A entrada de requerimento solicitando cancelamento de punição, bem como a solução dada ao mesmo, devem
constar em Boletim.

Parágrafo único - A solução do requerimento de cancelamento de punição, e da competência do Comandante-Geral.

Art. 64 - O Comandante-Geral pode cancelar uma ou todas as punições de policial-militar que tenha prestado,
comprovadamente, relevantes serviços independentemente das condições enunciadas no art. 62 do presente Regulamento
e do requerimento do interessado.

Art. 65 - Todas as anotações relacionadas com as punições canceladas devem ser tingidas de maneira que não seja
possível a sua leitura, na margem onde for feito o cancelamento, deve ser anotado o número e a data do Boletim da
autoridade que concedeu o cancelamento, sendo esta
anotação rubricada pela autoridade competente para assinar as falhas de alterações.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
CAPÍTULO XIII
Das Recompensas

Art. 66 - A recompensa constitui reconhecimento dos bons serviços prestados por policiais-militares.

Art. 67 - Além de outras previstas em leis e regulamentos especiais, são recompensas policiais-militares:

I) o elogio;

II) as dispensas do serviço;

III) a dispensa da revista do recolber e do pernoite, nos centros de formação, para alunos dos cursos de formação.

Art. 68 - O elogio pode ser individual ou coletivo.

§ 1º O elogio individual, que coloca em relevo as qualidades morais e profissionais, somente poderá ser formulado a
policiais-militares que se hajam destacado do resto da coletividade no desempenho de ato de serviço ou ação meritória; os
aspectos principais que devem ser abordados são os referentes ao caráter, a coragem e desprendimento, a inteligência, as
condutas civil e policial-militar, as culturas profissional e geral, a capacidade como instrutor, a capacidade como
comandante e como administrador e a capacidade física.

§ 2º Só serão registrados nos assentamentos dos policiais-militares os elogios individuais obtidos no desempenho de
funções próprias a Polícia Militar e concedidos por autoridades com atribuição para faze-lo.

§ 3º O elogio coletivo visa a reconhecer e a ressaltar grupo de policiais-militares ou fração de tropa ao cumprir,
destacadamente, determinada missão.

§ 4º Quando a autoridade que elogiar não dispuser de Boletim para a publicação, esta deve ser feita mediante solicitação
escrita, no da autoridade imediatamente superior.

Art. 69 - as dispensas do serviço, como recompensas, podem ser:

I - dispensa total do serviço, que isenta de todos os trabalhos da OPM, inclusive os de instrução;

II - dispensa parcial do serviço, quando isenta de alguns trabalhos que devem ser especificados na concessão.

§ 1º A dispensa total do serviço e concedida pelo prazo máximo de 8 dias e não deve ultrapassar o total de 16 dias, no
decorrer do ano civil; esta dispensa não invalida o direito a férias.

§ 2º A dispensa total do serviço, para ser gozada fora da sede, fica subordinada as mesmas regras de concessão de férias.

§ 3º A dispensa total de serviço e regulada por períodos de 24 horas, contados de boletim a boletim; a sua publicação deve
ser feita, no mínimo, 24 horas antes do seu inicio salvo motivo de força maior.

Art. 70 - as dispensas da revista do recolher e de pernoitar no quartel podem ser incluídas numa mesma concessão; não
justificam a ausência do serviço para o qual o aluno esta ou for escalado e nem da instrução a que deva comparecer.

Art. 71 - São competentes, para conceder as recompensas de que trata este Capítulo, as autoridades especificadas no
artigo 10 deste Regulamento.

Art. 72 - São competentes para anular, restringir ou ampliar as recompensas concedidas por si ou por seus subordinados as
autoridades especificadas no artigo 10, devendo essa decisão ser justificada em Boletim.

TÍTULO VI
Das Disposições Finais

Art. 73 - Os julgamentos a que forem submetidos os policiais- militares, perante Conselho de Justificação ou Conselho de
Disciplina, serão conduzidos segundo normas próprias ao funcionamento dos referidos Conselhos.

Art. 74 - O Comandante-Geral baixará instruções complementares necessárias a interpretação, orientação e aplicação


deste Regulamento as circunstâncias e casos não previstos no mesmo.

ANEXO I
Relação de transgressão

I - INTRODUÇAO

1. as transgressões disciplinares, a que se refere o inciso I, do art. 14, deste Regulamento, são neste Anexo enumeradas e
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
especificadas.

A numeração deve servir de referência para o enquadramento e publicação em Boletim da punição ou da justificação da
transgressão.

As transgressões dos números 121 a 125 referem-se aos integrantes da Polícia Militar Feminina.

As transgressões dos números 126 a 131 referem-se aos integrantes do Corpo de Bombeiros.

2. no caso das transgressões a que se refere o inciso II, do art. 14, deste Regulamento, quando do enquadramento e
publicação em Boletim da punição ou justificação da transgressão, tanto quanto possível, deve ser feita alusão aos artigos,
parágrafos, letras e números das leis, regulamentos, normas ou ordens que contrariaram ou contra os quais tenha havido
omissão.

3. A classificação da transgressão Leve, Média ou Grave e competência de quem a julga, levando em consideração o que
estabelecem os Capítulos V e VI deste Regulamento.

II - RELAÇÃO DE TRANSGRESSÕES;

1 - Faltar a verdade

2 - Utilizar-se do anonimato.

3 - Concorrer para a discórdia ou desarmonia ou cultivar inimizade entre camaradas.

4 - Frequentar ou fazer parte de sindicatos, associações profissionais com caráter de sindicatos ou similares.

5 - Deixar de punir transgressor da disciplina.

6 - Não levar falta ou irregularidade que presenciar, ou de que tiver ciência e Não lhe couber reprimir, ao conhecimento de
autoridade competente, no mais curto prazo.

7 - Deixar de cumprir ou de fazer cumprir normas regulamentares na esferá de suas atribuições.

8 - Deixar de comunicar a tempo, ao superior imediato, ocorrência no âmbito de suas atribuições quando se julgar suspeito
ou impedido de providenciar a respeito.

9 - Deixar de comunicar ao superior imediato, ou na ausência deste a qualquer autoridade superior, toda informação que
tiver sobre iminente perturbação da ordem pública ou grave alteração do serviço, logo que disto tenha conhecimento.

10 - Deixar de informar processo que lhe for encaminhado, exceto nos casos de suspeição ou impedimento ou absoluta
falta de elementos, hipóteses em que estas circunstancias serão fundamentadas.

11 - Deixar de encaminhar a autoridade competente, na linha da subordinação e no mais curto prazo, recurso ou
documento que receber, desde que elaborado de acordo com os preceitos regulamentares, se Não estiver na sua alçada
dar solução.

12 - Retardar ou prejudicar medidas ou ações de ordem judicial ou policial-militar de que esteja investido ou que deva
promover.

13 - Apresentar parte ou recurso sem seguir as normas e preceitos regulamentares ou em termos desrespeitosos ou com
argumentos falsos ou de ma fé, ou mesmo sem justa causa ou razão.

14 - Dificultar ao subordinado a apresentação de recursos.

15 - Deixar de comunicar ao superior a execução de ordem recebida, tão logo seja possível.

16 - Retardar a execução de qualquer ordem.

17 - Aconselhar ou concorrer para Não ser cumprida qualquer ordem de autoridade competente, ou para retardar a sua
execução.

18 - Não cumprir ordem recebida.

19 - Simular doença para esquivar-se ao cumprimento de qualquer dever policial-militar.

20 - Trabalhar mal, intencionalmente ou por falta de atenção, em qualquer serviço ou instrução

21 - Deixar de participar a tempo, a autoridade imediatamente superior, a impossibilidade de comparecer a OPM, ou a


qualquer ato de serviço.

22 - Faltar ou chegar atrasado a qualquer ato de serviço em que deva tomar parte ou assistir.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
23 - Permutar serviço sem permissão de autoridade competente.

24 - Comparecer o policial-militar a qualquer solenidade, festividade ou reunião social, com uniforme diferente do marcado.

25 - Abandonar serviço para o qual tenha sido designado.

26 - Afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força de disposição legal ou ordem.

27 - Deixar de apresentar-se, nos prazos regulamentares, a OPM para que tenha sido transferido ou classificado e as
autoridades competentes, nos casos de missão ou serviço extraordinário para os quais tenha sido designado.

28 - Não se apresentar ao fim de qualquer afastamento do serviço ou, ainda, logo que souber que o mesmo foi
interrompido.

29 - Representar a OPM e mesmo a Corporação em qualquer ato, sem estar devidamente autorizado.

30 - Tomar compromisso pela OPM que comanda ou em que serve sem estar autorizado.

31 - Contrair dívida ou assumir compromisso superior as suas possibilidades, comprometendo o bom nome da classe.

32 - Esquivar-se a satisfazer compromisso de ordem moral ou pecuniária que houver assumido.

33 - Não atender a observação de autoridade competente, para satisfazer débito já reclamado.

34 - Não atender a obrigação de dar assistência a sua família ou dependentes legalmente constituídos.

35 - Fazer, diretamente, ou por intermédio de outrem, transações pecuniárias envolvendo assunto de serviço, bens da
Administração Pública ou material proibido, quando isso Não configurar crime.

36 - Realizar ou propor transações pecuniárias envolvendo superior, igual ou subordinado. Não são consideradas
transações pecuniárias os empréstimos em dinheiro sem auferir lucro.

37 - Deixar de providenciar a tempo, na esfera de suas atribuições, por negligência ou incúria, medidas contra qualquer
irregularidade que venha a tomar conhecimento.

38 - Recorrer ao judiciário sem antes esgotar todos os recursos administrativos.

39 - Retirar ou tentar retirar de qualquer lugar sob jurisdição policial-militar material, viatura ou animal, ou mesmo deles
servir-se, sem ordem do responsável ou proprietário.

40 - Não zelar devidamente, danificar ou extraviar, por negligência ou desobediência a regras ou normas de serviço,
material da Fazenda Nacional, Estadual ou Municipal que esteja ou Não sob sua responsabilidade direta.

41 - Ter pouco cuidado com o asseio próprio ou coletivo, em qualquer circunstância.

42 - Portar-se sem compostura em lugar público.

43 - Frequentar lugares incompatíveis com seu nível social e o decoro da classe.

44 - Permanecer a praça em dependência da OPM, desde que seja estranho ao serviço, ou sem consentimento ou ordem
de autoridade competente.

45 - Portar a praça arma regulamentar sem estar de serviço ou sem ordem para tal.

46 - Portar a praça arma Não regulamentar sem permissão por escrito de autoridade competente.

47 - Disparar arma por imprudência ou negligência.

48 - Içar ou arriar Bandeira ou insígnia, sem ordem para tal.

49 - Dar toques ou fazer sinais, sem ordem para tal.

50 - Conversar ou fazer ruído em ocasiões, lugares ou horas impróprias.

51 - Espalhar boatos ou noticias tendenciosas.

52 - Provocar ou fazer-se causa, voluntariamente, de origem de alarme injustificável.

53 - Usar violência desnecessária no ato de efetuar prisão.

54 - Maltratar preso sob sua guarda.

55 - Deixar alguém conversar ou entender-se com preso incomunicável, sem autorização de autoridade competente.
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56 - Conversar com sentinela ou preso incomunicável.

57 - Deixar que presos conservem em seu poder instrumentos ou objetos Não permitidos.

58 - Conversar, sentar-se ou fumar a sentinela ou plantão da hora, ou ainda, consentir na formação ou permanência de
grupo ou de pessoa junto a seu posto de serviço.

59 - Fumar em lugar ou ocasiões onde isso seja vedado, ou quando se dirigir a superior.

60 - Tomar parte em jogos proibidos ou jogar a dinheiro os permitidos, em área policial-militar ou sob jurisdição policial-
militar.

61 - Tomar parte, em área policial-militar ou sob jurisdição policial-militar, em discussões a respeito de política ou religião,
ou mesmo provoca-la.

62 - Manifestar-se, publicamente, a respeito de assuntos políticos ou tomar parte, fardado, em manifestações da mesma
natureza.

63 - Deixar o superior de determinar a saída imediata em solenidade policial-militar ou civil, de subordinado que a ela
compareça em uniforme diferente do marcado.

64 - Apresentar-se desuniformizado, mal uniformizado ou com o uniforme alterado.

65 - Sobrepor ao uniforme insígnia ou medalha Não regulamentar, bem como, indevidamente, distintivo ou condecoração.

66 - Andar o policial-militar a pé ou em coletivos públicos com uniforme inadequado contrariando o RUPM/CB ou normas a
respeito.

67 - Usar traje civil, o cabo ou soldado, quando isso contrariar ordem de autoridade competente.

68 - Ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial, cuja divulgação possa ser prejudicial a disciplina ou a boa
ordem do serviço.

69 - Dar conhecimento de fatos, documentos ou assuntos policiais-militares a quem deles Não deva ter conhecimento e não
tenha atribuições para neles intervir.

70 - Publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos, documentos ou assuntos policiais-militares que possam
concorrer para o desprestígio da Corporação ou firam a disciplina ou a segurança.

71 - Entrar ou sair de qualquer OPM, o cabo ou soldado, com objetos ou embrulhos, sem autorização do comandante da
guarda ou autorização similar.

72 - Deixar o oficial ou aspirante-a-oficial, ao entrar em OPM onde Não sirva, de dar ciência de sua presença ao oficial-de-
dia e, em seguida, de procurar o comandante ou o mais graduado dos oficiais presentes, para cumprimenta-lo.

73 - Deixar o subtenente, sargento, cabo ou soldado, ao entrar em OPM onde Não sirva, de apresentar-se ao oficial-de-dia
ou seu substituto legal.

74 - Deixar o comandante da guarda ou agente de segurança correspondente de cumprir as prescrições regulamentares


com respeito a entrada ou a permanência na OPM de civis, militares ou policiais-militares estranhos a mesma.

75 - Penetrar o policial-militar, sem permissão ou ordem, em aposentos destinados a superior ou onde esse se ache, bem
como em qualquer lugar onde a entrada lhe seja vedada.

76 - Penetrar ou tentar penetrar o policial-militar em alojamento de outra subunidade, depois da revista do recolher, salvo os
oficiais ou sargentos que, pelas suas funções, sejam a isto obrigados.

77 - Entrar ou sair de OPM com força armada, sem prévio conhecimento ou ordem da autoridade competente.

78 - Abrir ou tentar abrir qualquer dependência da OPM fora das horas de expediente, desde que Não seja o respectivo
chefe ou sem sua ordem escrita com a expressa declaração de motivo, salvo situações de emergência.

79 - Desrespeitar regras de trânsito, medidas gerais de ordem policial, judicial ou administrativa.

80 - Deixar de portar, o policial-militar, o seu documento de identidade, estando ou Não fardado ou de exibi-lo quando
solicitado.

81 - Maltratar ou Não ter o devido cuidado no trato com os animais.

82 - Desrespeitar, em público, as convenções sociais.

83 - Desconsiderar ou desrespeitar a autoridade civil.


Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins comerciais ou não, em
qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
84 - Desrespeitar corporação judiciaria, ou qualquer de seus membros, bem como criticar, em público ou pela imprensa,
seus atos ou decisões.

85 - Não se apresentar a superior hierárquico ou de sua presença retirar-se, sem obediência as normas regulamentares.

86 - Deixar, quando estiver sentado, de oferecer seu lugar a superior, ressalvadas as exceções previstas no Regulamento
de Continência, Honras e Sinais de Respeito das Forças Armadas.

87 - Sentar-se a praça, em público, a mesa em que estiver oficial ou vice-versa, salvo em solenidades, festividades, ou
reuniões sociais.

88 - Deixar, deliberadamente, de corresponder a cumprimento de subordinado.

89 - Deixar o subordinado, quer uniformizado, quer em traje civil, de cumprimentar superior, uniformizado ou não, e, neste
caso, desde que o conheça, ou prestar-lhes as homenagens e sinais regulamentares de considerações e respeito.

90 - Deixar ou negar-se a receber vencimentos, alimentação, fardamento, equipamento ou material que lhe seja destinado
ou deva ficar em seu poder ou sob sua responsabilidade.

91 - Deixar o policial-militar, presente a solenidades internas ou externas onde se encontrarem superiores hierárquicos, de
sauda-los de acordo com as normas regulamentares.

92 - Deixar o oficial ou aspirante-a-oficial, tão logo seus afazeres o permitam, de apresentar-se ao de maior posto e ao
substituto legal imediato, da OPM onde serve, para cumprimenta-los, salvo ordem ou instrução a respeito.

93 - Deixar o subtenente ou sargento, tão logo seus afazeres o permitam, de apresentar-se ao seu comandante ou chefe
imediato.

94 - Dirigir-se, referir-se ou responder de maneira desatenciosa a superior.

95 - Censurar ato de superior ou procurar desconsidera-lo.

96 - Procurar desacreditar seu igual ou subordinado.

97 - Ofender, provocar ou desafiar superior.

98 - Ofender, provocar ou desafiar seu igual ou subordinado.

99 - Ofender a moral por atos, gestos ou palavras.

100 - Travar discussão, rixa ou luta corporal com seu igual ou subordinado.

101 - Discutir ou provocar discussões, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos, militares, ou
policiais-militares, excetuando-se os de natureza exclusivamente técnica, quando devida mente autorizados.

102 - Autorizar, promover ou tomar parte em qualquer manifestação coletiva, seja de caráter reivindicatório, seja de crítica
ou de apoio a ato de superior, com exceção das demonstrações íntimas de boa e sã camaradagem e com conhecimento do
homenageado.

103 - Aceitar o policial-militar qualquer manifestação coletiva de seus subordinados, salvo a exceção do número anterior.

104 - Autorizar, promover ou assinar petições coletivas dirigidas a qualquer autoridade civil ou policial-militar.

105 - Dirigir memoriais ou petições, a qualquer autoridade, sobre assuntos da alçada do Comando Geral da PM, salvo em
grau de recurso na forma prevista neste Regulamento.

106 - Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em área policial-militar ou sob a jurisdição policial-militar, publicações,
estampas ou jornais que atentem contra a disciplina ou a moral.

107 - Ter em seu poder ou introduzir, em área policial-militar ou sob a jurisdição policial-militar, inflamável ou explosivo, sem
permissão da autoridade competente.

108 - Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em área policial-militar, tóxicos ou entorpecentes, a não ser mediante
prescrição de autoridade competente.

109 - Ter em seu poder ou introduzir, em área policial-militar ou sob jurisdição policial-militar, bebidas alcoólicas, salvo
quando devidamente autorizado.

110 - Fazer uso, estar sob ação ou induzir outrem a uso de tóxicos, entorpecentes ou produtos alucinógenos.

111 - Embriagar-se ou induzir outro a embriaguez, embora tal estado não tenha sido constatado por médico.

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qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do Tiago Vargas Concursos.
112 - Usar o uniforme, quando de folga, se isso contrariar ordem de autoridade competente.

113 - Usar, quando uniformizado, barba, cabelos, bigode ou costeletas excessivamente compridos ou exagerados,
contrariando disposições a respeito.

114 - Utilizar ou autorizar a utilização de subordinados para serviços não previstos em regulamento.

115 - Dar, por escrito ou verbalmente, ordem ilegal ou claramente inexequível, que possa acarretar ao subordinado
responsabilidade, ainda que não chegue a ser cumprida.

116 - Prestar informação a superior, induzindo-o a erro deliberado ou intencionalmente.

117 - Omitir, em nota de ocorrência, relatório ou qualquer documento, dados indispensáveis ao esclarecimento dos fatos.

118 - Violar ou deixar de preservar local de crime.

119 - Soltar preso ou detido ou dispensar parte de ocorrência sem ordem de autoridade competente.

120 - Participar, o policial-militar da ativa, de firma comercial, de emprego industrial de qualquer natureza, ou nelas exercer
função ou emprego remunerado.

121 - Usar, quando uniformizada, cabelos excessivamente compridos, penteados exagerados, maquilagem excessiva,
unhas excessivamente longas ou com esmalte extravagante.

122 - Usar, quando uniformizada, cabelos de cor diferente da natural ou peruca, sem permissão da autoridade competente.

123 - Andar descoberta, exceto nos postos de serviços, entendidos estes como as salas designadas para o trabalho das
policiais-militares.

124 - Frequentar, uniformizada, cafés ou bares.

125 - Receber visitas nos postos de serviço ou distrair-se com assuntos estranhos ao trabalho.

126 - Não observar as ordens em vigor relativas ao trafego nas saídas e regressos de incêndios, bem como nos
deslocamentos de viaturas nas imediações e interior dos quartéis, hospitais e escolas, quando não estiverem em serviços
de socorro.

127 - Executar exercícios profissionais que envolvem acentuados perigos, sem autorização superior, salvo nos casos de
competições ou demonstrações, em que haverá um responsável.

128 - Afastar-se do local de incêndio, desabamento, inundação ou qualquer serviço de socorro, sem estar autorizado.

129 - Afastar-se o motorista da viatura sob sua responsabilidade, nos serviços de incêndio e outros misteres da profissão.

130 - Faltar a corrida para incêndio ou outros socorros.

131 - Receber ou permitir que seu subordinado receba, em local de socorro, quaisquer objetos ou valores, mesmo quando
doados pelo proprietário ou responsável pelo local do sinistro.

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