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Apropriação e transmissão do poder simbólico nas terras de Nossa Senhora

da Ajuda: Emiliana Coutinho da Silva uma guardiã da memória dos negros


herdeiros das terras da Santa

*
Marcos Aurélio dos Santos Vertelo

1 - Fé e devoção nas terras de Nossa Senhora da Ajuda

As estruturas da escravidão são bem mais complexas do que já se pensou e se escreveu


no passado. Mesmo diante das normas estabelecidas pela sociedade escravista, estes
indivíduos buscavam alternativas para se moverem dentro destas regras. Dependendo de cada
caso, essas alternativas podiam ir de uma tentativa de conviver em uma determinada norma,
ou até mesmo contestá-la. Se por um lado a sociedade impunha aos escravos a sua
organização estamental rígida, por outro, havia diversos meios que os possibilitavam
distinções e dignidades. Pertencer-se a uma irmandade era um dos atalhos para alcançar esta
distinção (SOARES, 2000: p. 165).
Segundo Martha Abreu (1999, p.33), o século XIX herdou o que João Reis chamou de
“catolicismo barroco”, cuja característica era a materialização da fé por meio das grandes
missas, dos festejos, das grandes cerimônias fúnebres e das procissões, que conseguiam juntar
pessoas das mais diversas condições que juntas dançavam e se alegravam ao som das
orquestras. Este período foi composto por uma nova hierarquia formada por leigos que
detinham os saberes e as práticas do catolicismo (SACHS, 1988: p. 65).
Devido a uma série de dificuldades, inclusive financeira e de contingente; não era o
clero secular que tomava a frente destas cerimônias e sim os leigos. Estes foram os grandes
propagadores do “catolicismo barroco”; que além de criar as confrarias e as ordens terceiras,
criaram também as irmandades. Era de responsabilidade das irmandades incentivar a devoção
a um santo protetor, proporcionar uma relação de cuidado entre os fiéis, auxiliando na doença,

*
Mestrando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES.
Bolsista Fapes.
invalidades e morte. O momento principal das irmandades era a organização de festas ao
santo padroeiro ou a outro santo de devoção, pois nestas festas é que se arrecadavam fundos
para a manutenção da irmandade e de suas ações. Muitas destas festas desagradavam tanto as
autoridades religiosas, quanto as civis, que temiam a desordem e o descumprimento das
liturgias. Pois, o sagrado e o profano se misturavam, dentro e fora da igreja, com músicas
mundanas. Em grande parte destas festas os escravos e/ou negros livres estavam presentes na
dança, na música e nos batuques (ABREU, 1999: p. 34).
Segundo Mircea Eliade (1992: p. 46-47), as festas religiosas servem para reatualizar
periodicamente as relações entre homens e o divino, ou seja, os homens são uns antes e outros
depois de participarem das festas, e de certa forma este ritual serve para tornar os humanos
contemporâneos dos deuses. Na relação com os deuses os homens com o passar do tempo
perdem o referencial, o modelo de devoção e a reatualização periódica dos gestos “as festas
religiosas”, é que voltam a mostrar a sacralidade do modelo.
Para se entender os sentidos existentes em uma festa de santo, é preciso ir à busca dos
aspectos que muitas das vezes estão ocultos na memória social de uma comunidade. Celebrar
uma festa significa se auto-representar nela, reforçar a identidade do grupo e demarcar
territorialidade, desta forma é preciso que se analise além do espetáculo, é preciso que se
vejam as margens, os preparativos, pois estes podem nos revelar o real propósito deste ato
(SANTOS; SANTIAGO, 2012: p. 155).
É possível entender que há pelo menos duas dimensões dentro destas festas; a primeira
é a mística, onde o devoto busca se aproximar da divindade através dos rituais; a segunda é de
certa forma uma consequência da primeira, nela os compromissos firmados são reatualizados,
ou seja, o devoto precisa entender que está um tanto quanto distante do divino, e que deste
precisa se aproximar; por sua vez o divino precisa reafirmar seu compromisso com o fiel.
Nesta relação de reciprocidade o título atribuído a um santo também é um indicio de
relevância (SANTOS; SANTIAGO, 2012: p. 157). No caso da comunidade de Araçatiba, foco
deste trabalho, a padroeira é a Santa Nossa Senhora da Ajuda, a santa recebeu esta atribuição
mariana devido à dedicação e ao auxilio a grande massa de devotos.
Dentre os muitos títulos marianos está o de Nossa Senhora da Ajuda, que assim como
Nossa Senhora da Boa Esperança, do Amparo e da Boa Viagem estavam relacionadas às
longas e perigosas travessias marítimas. O título de Nossa Senhora da Ajuda está relacionado
com a morte de Cristo na cruz. No momento em que Cristo oferecia sua vida em sacrifício,
Nossa Senhora se colocava como “da Ajuda”, intercessora (JUNIOR, 1956: p. 182).
Foi invocada primeiramente em Portugal, num lugar chamado Belém, que antigamente
se chamava Restelo. Dom Manuel, fundou em Belém uma ermida dedicada à rainha dos anjos
com o título de Nossa Senhora da Ajuda. Neste período esta casa era um célebre santuário de
Lisboa e de seu entorno e atraia muitos devotos. Entre os devotos estavam reis, rainhas,
príncipes e princesas. No Brasil, a primeira imagem chegou com Tomé de Souza (JUNIOR,
1956: p. 182).
Segundo a tradição oral da comunidade de Araçatiba a Imagem de Nossa Senhora da
Ajuda chegou à fazenda pelas mãos do fazendeiro Coronel Sebastião Vieira Machado, que a
trouxe de Portugal em meados do século XIX. Todavia, como afirma Augusto de Lima Júnior
“parece que a invocação a Nossa Senhora da Ajuda marca o rastro jesuíta em suas
peregrinações e catequeses” (JUNIOR, 1956: p. 183). Se a imagem chegou a esta comunidade
pelos jesuítas durante o século XVIII, ou pelo Coronel Machado no século XIX, ainda não se
pode precisar, mas a relação que os negros estabeleceram com a santa, tanto durante a
escravidão como abolição é que nos chama a atenção.

2 - Doação de terras e a construção dos “Bons senhores”

As últimas décadas da escravidão produziram um discurso por parte dos escravos que
denunciavam nos processos criminais os “maus senhores” e os “maus cativeiros”. Por outro
lado, apareceu a figura dos “bons senhores” que gozavam da confiança e lealdade de seus
escravos. Ser um “bom senhor” significava agir com “justiça”, corrigindo o escravo na
proporção de seu delito. O “bom senhor” conhecia o mundo dos escravos, ou buscava
conhecer, a fim de manipulá-lo. Essa aproximação destes senhores a complexa organização
do mundo das senzalas não passava despercebida pelos escravos. As medidas tomadas pelo
Estado nos anos que antecederam o fim da escravidão, como a revogação da pena de açoite
em 1886, a pressão da sociedade e a própria ação dos escravos transformavam os senhores de
antigas fazendas em “bons senhores”. Pois, para eles restava apenas a ação do “poder moral”.
Uma vez que não se pode agredir fisicamente, nem separar as famílias, cabe aos senhores a
busca por outros mecanismos de controle. É neste contexto que algumas famílias conseguem
o acesso a pequenas propriedades de terras (RIOS; MATTOS, 2005: p. 180-187).
Há hoje uma infinidade de comunidades negras distribuídas pelo território brasileiro,
muitas delas originárias de antigos quilombos, outras que surgiram no pós-abolição com a
compra de pequenas propriedades pelos libertos e há ainda as que foram doadas, chamadas de
terras de preto, terras de santo. Estas doações, mesmo registradas em cartório, poderiam ser
revogadas a qualquer momento. Um dos motivos destas doações era a ausência de herdeiros.
No testamento os proprietários das terras, muitas vezes, deixavam-nas com algumas
condições, uma destas era a proibição da venda destas terras por parte dos beneficiários
(RIOS; MATTOS, 2005: p. 212-219). No caso das terras de Araçatiba a doação foi feita pelos
descendentes do Coronel Sebastião Vieira Machado, a pedido do próprio Senhor de escravo e
a condição era que os negros zelassem pela Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, padroeira deste
povo.
Uma das formas de doações das terras aos escravos era doando-as à Igreja Católica,
chamadas “terras de santo”. Na memória dos grupos que recebiam as terras, estas pertenciam
ao uso comum, pois se entendia que as terras eram propriedades do santo, que era quem
detinha juridicamente as formalidades legais (ALMEIDA, 2013: p. 51). Mesmo estando os
documentos de propriedade das terras em mãos da igreja católica é possível visualizar,
segundo Roberto Damatta (1988: p. 19), como que os santos têm o poder de demarcação de
fronteiras e limites entre regiões, cidades, aldeias e territórios nacionais, ou seja, estes
territórios eram sacralizados.

3 – Filhos e Herdeiros da Santa – Emiliana Coutinho da Silva uma Guardiã da Memória


de Araçatiba

Emiliana Coutinho da Silva, também conhecida como dona “Nini”, é a personagem


central desse trabalho, pois exerce em Araçatiba uma relação simbólica com diferentes atores,
tanto internos quanto externos. Integra o grupo “Memória Viva”, formado por aqueles que,
segundo a comunidade, são portadores de uma memória coletiva. No “Memória Viva”, Nini é
uma voz autorizada a falar em nome e por todo o grupo, um dos motivos que primeiramente
nos levou a procurá-la. Somado a isso, ir ao seu encontro apresentou-se quase como uma
condição para realização dessa pesquisa, na medida em que sua indicação pela maioria dos
moradores da comunidade é quase uma unanimidade quando se fala da história local. A
entrevista analisada neste trabalho foi realizada em 21 de maio de 2011, quando ainda fazia
parte do grupo PET Cultura Araçatiba 1, porém minhas pesquisas com essa comunidade já
duram aproximadamente 5 anos. Sendo que foi o meu objeto de estudo na monografia e agora
é na minha dissertação.
1
Programa de Educação Tutorial – Grupo que envolvia 12 alunos de diferentes graduações como: Geografia,
História, Letras, Artes (Visuais e Plásticas), Arquivologia e Pedagogia; com a tutoria de um professor da UFES.
Nini nasceu em 30 de Agosto 1932 e sempre viveu em Araçatiba, ainda recém nascida
perdeu o seu pai; após isso sua mãe a deu para seu padrinho, João Colombo Neves. Seu
padrinho era filho de uma das herdeiras do fazendeiro Sebastião Viera Machado. Seu
padrinho sempre quis que ela estudasse, porém devido às dificuldades, Dona Emiliana só
estudou até a 4º série. Ainda na infância Nini teve contato com uma escrava liberta que vivia
na região.
Começou a trabalhar como professora leiga, motivo pelo qual o prefeito a levava para
fazer cursinhos fora da comunidade, e depois, em 1967, ganhou uma bolsa de estudo do
Governo Federal para estudar em Santa Teresa, cidade da região serrana do Espírito Santo,
onde estava localizada a Escola Agrotécnica, fundada na década de 1940. Nessa época,
dedicava-se exclusivamente aos estudos, foi quando aprendeu a alfabetizar. Quando voltou à
Araçatiba, exerceu a função de alfabetizadora tanto do MOBRAL (Movimento Brasileiro de
Alfabetização), como de crianças pelo Estado. Revela sempre ter se orgulhado de ter
alfabetizado pessoas que hoje estão com boas condições de vida.
Dona Nini trabalhou durante 40 anos na Igreja de Araçatiba como zeladora e tinha as
chaves da igreja, que ela recebeu do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional. De 1969 a 1990, como voluntária e de 1990 a 2002, como funcionária da prefeitura
de Viana.
A entrevistada buscou durante sua trajetória ocupar os espaços de poder, como pode
ser visto: como guardiã da chave da igreja, como alfabetizadora e como participante do
“Memória viva”; nas relações descritas acima, fica evidente que dona Nini exerce em
Araçatiba um poder simbólico: “O poder simbólico é, com efeito, esse poder invisível o qual
só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que lhe estão
sujeitos ou mesmo que o exercem” ( BOURDIEU, 2007: p.9).
Analisar o percurso da vida da entrevistada deixa claro que o seu poder não estar
somente na sua capacidade de enquadrar a memória local, mas também na sua dinâmica de
ocupação dos espaços onde se operam esse poder, porém, irei me ater aqui em alguns trechos
de sua entrevista, que mostram como que no discurso ela elabora uma memória que silencia
fatos históricos e se apropria de uma herança que lhe é benéfica, sobretudo no presente.

3.1 - Devoção à Santa Nossa Senhora da Ajuda


A entrevistada apresenta-se como uma pessoa muito devota. Quando indagada sobre o
que representava Nossa Senhora da Ajuda, que veio de Portugal como Padroeira dos
navegantes, obtive a seguinte resposta:

[...] Nossa Senhora da Ajuda representa tudo, porque os jesuítas, o santo de


devoção deles era São Inácio de Loiola, e do Sebastião Vieira quando ele reformou
a igreja, você viu na porta da igreja a data? 1849 foi a data da reforma da igreja.
Então ele fez a reforma com as características de Portugal. Aí trouxe Nossa
Senhora da Ajuda de lá, de Portugal. Então, Nossa Senhora da Ajuda pra nós é
tudo. Todo mundo tem muita devoção mesmo, até hoje, Deus nos livre que alguém
tire nossa senhora da ajuda daquela igreja (Nini, 2011).

Dona Nini, ao dizer que Nossa Senhora representa tudo, mas não entrando em
detalhes, faz uma análise muito generalizada da atuação da Santa. Ela vai até os jesuítas para
dizer que a Santa não chegou a Igreja por intermédio destes, mas pelas mãos do coronel
Sebastião Vieira. Faz ainda questão de perguntar se reparei a data da reforma da Igreja, que
foi em 1849, por fim, diz que a Santa representa tudo para a comunidade. Em seu discurso
Nini tem uma memória Halbwachiana (HALBWACHS, 2004,p. 75-76), onde o discurso do
individuo é também um discurso do coletivo. Em diversos momentos ela se coloca como uma
herdeira da memória coletiva e opera consciente e inconscientemente o que Michael Pollak
chama de enquadramento da memória (POLLAK, 1992).

“TODO MUNDO ERA CATÓLICO, PORQUE ELES APRENDERAM COM OS


PORTUGUESES A SEREM CATÓLICOS”.

Quanto às festas da comunidade, a entrevistada discorreu sobre as principais, todas de


origem católica. Propus então, que ela falasse também de algumas realizadas só entre
escravos. A resposta, abaixo transcrita, mostra como o catolicismo aparentemente prevaleceu
nessa comunidade, pelo menos em seu discurso:

[...] eu acho, que foi tudo assim, trazido pelos portugueses, porque eles trouxeram
pra cá a religião. Os escravos eram analfabetos, mas aprenderam a rezar o terço,
porque não dependia de leitura. Então, quando eu era criança ainda tinha uma
escrava aqui. Ela contava pra gente, que o Sebastião Vieira
Machado era um homem “muito bom”. Abaixo que Araçatiba não tinha tronco,
então a religião nossa foi toda trazida pelos portugueses (Nini, 2011).
Como era de se esperar, Dona Nini destacou as festas religiosas, em especial as do
catolicismo, afirmando terem sido trazidas pelos portugueses. Porém, na historiografia
brasileira, não são poucos os exemplos de sincretismo religioso, ou seja, festas e devoções
praticadas pelos negros que eram misturas da religião Católica com as religiões africanas.

3.2 – Doação das Terras à Nossa Senhora da Ajuda

Abaixo segue outra parte da entrevista que reforça essa hipótese do “bom”
relacionamento, só que agora referente aos filhos do Sebastião Vieira:

[...] os descendentes de Sebastião Vieira Machado eram vinte e um herdeiros. Então


ele tinha muita terra e cada qual ficou com uma quantidade de terra. Eles
resolveram doar vinte e um hectares, mas depois eu vi, no documento, não é hectare
não, é uma quantidade que eu ainda não descobri o que é. Pois é, então, era muito
mais do que a gente acha que era um hectare. Porque o terreno foi muito invadido
pelos fazendeiros. Eles doaram essa terra, para que nós ficássemos morando aqui,
os descendentes, e zelando a igreja.
Porque se ficasse por conta dos fazendeiros, talvez derrubaria até a igreja, e
corriam com todo mundo. É por isso que nós moramos na terra de Nossa Senhora
da Ajuda é um documento legal[...].
Então, por isso que nós temos Nossa Senhora da Ajuda como nossa padroeira,
zelamos a igreja, e moramos no que era dela [...] (Nini, 2011).

Dona Nini, ao relacionar sua vida com outras instituições como a igreja e a família,
elabora o que percebemos como uma memória Halbwachiana. Reconstrói o passado com
imagens do presente ou sobre outras construções que foram feitas anteriormente, buscando
construir a identidade do grupo em suas histórias. Um exemplo disso é quando ela, ao
rememorar a infância, diz que existia em Araçatiba uma escrava liberta, que falava ser
Sebastião Vieira um homem “bom”. Outro exemplo é quando destaca que, embora houvesse
em Araçatiba muitos escravos, todos vieram da África com suas religiões e quando chegaram
nessa comunidade, passaram a ser católicos. Aproximando-se do pensamento de Hobsbawm,
para quem a tradição tem como função legitimar alguns valores por meio da repetição do rito,
nos dois exemplos acima fica claro a maneira como dona Nini se vale de sua autoridade
tradicional para influenciar a comunidade.

Considerações finais
A proposta desse artigo é mostrar como que se efetua no campo dos discursos as
relações entre as normas e as práticas, neste caso, a contrapartida “exigida” na doação das
terras de Nossa Senhora da Ajuda, aos negros libertos e seus descendentes. Aparentemente o
discurso autorizado, na pessoa de dona Nini, mostra certa obediência ao “pacto” firmado
entre, os doadores das terras, os negros libertos e seus descendentes.
Todavia, o enquadramento da memória efetuado em seu discurso é apenas um dos aspectos
constitutivos de sua autoridade local, que precisa também ser entendido como uma
apropriação dos espaços de poder e no reconhecimento deste poder por seus pares. Como
dona Nini se apropriou destes espaços de poder e como este poder é reconhecido são os
próximos passos desta pesquisa.

Referências

FONTE ORAL

SILVA, Emiliana Coutinho da. [2011]. Entrevistador: Marcos Aurélio dos Santos Vertelo.
Viana, 21 mai. 2011.

BIBLIOGRÁFIA
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